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Articulação Temporomandibular e DTM Profª Maria Eugênia Rossetti Borges A ATM é constituída: - Pela cabeça mandibular que se encaixa na fossa do osso temporal - Osso temporal forma um elo ente a mandíbula e a caixa craniana. - Existe uma importante associação entre o movimento que ocorrem nas ATMs e suas repercussões sobre a mobilidade craniana. Importantes conexões neurológicas e mecânicas existem entre o sistema mastigador e a coluna cervical superior. É importante ressaltar as ligações neurológicas entre os níveis medulares da região cervical superior com o quinto nervo craniano (trigêmio), que é responsável por boa parte da inervação sensitiva e motora do sistema mastigador. Mecanicamente é possível destacar as cadeias formadas por músculos e tecido conjuntivo que conectam a boca com as vértebras cervicais superiores. Da mesma forma, a cintura escapular também se conecta diretamente com o sistema mastigador por meio de fáscias e músculos. A cavidade articular da ATM é dividida por um disco em 2 compartimentos, que permitem movimentos tridimensionais da articulação. O controle dos movimentos que o disco e a cabeça da mandíbula realizam depende de músculos que apresentam muita concentração de receptores sensoriais, que permitem proporcionar movimentos coordenados e potentes. A restrição parcial ou total da mobilidade fisiológica dos elementos que compõem a ATM causa significativo stress mecânico para todo o sistema, sendo que um ou vários tecidos que participam do sistema mastigador podem sofrer graves consequências (ex: degeneração do disco e/ou cartilagem, desgaste dentário...). A dor ororfacial ou disfunção temporomandibular é um assunto amplo e de certa forma obscuro, sendo necessário ainda muito conhecimento sobre o tema. ANATOMIA DA ATM Mandíbula Este osso em forma de “U” não apresenta fixações ósseas com o crânio e nele se fixam os 16 dentes permanentes inferiores. É unido à alguns ossos com os maxilares, temporais e esfenoide, através de tecidos como ligamentos, cápsula articular, disco e músculos. Isto permite que a mandíbula seja muito móvel. ANATOMIA DA ATM Maxila Os dois ossos maxilares são unidos na linha média do crânio formando a sutura palatina. Esses ossos formam o solo das cavidades nasal e orbitárias, em sua porção superior. A região inferior dos maxilares aloja os alvéolos que sustentam os 16 dentes maxilares e também forma parte do palato duro. Os seios paranasais maxilares têm funções importantes na produção da voz, na respiração, na diminuição do peso real do crânio e também atuam como amortecedores mecânicos de traumas. Temporal Os côndilos mandibulares se encaixam no crânio com a cavidade articular dos ossos Temporais. Essa fosse fica localizada na região inferior da escama do temporal, e sua superfície articular é duas a três vezes maior que a cabeça da mandíbula. Essa fossa articular dos ossos temporais é côncava, e por trás dela situa-se a porção timpânica e anteriormente localiza-se uma proeminência óssea chamada de tubérculo articular do temporal. Articulação temporomandibular (ATM) A ATM é formada pelo côndilo mandibular e a cavidade articular do temporal, sendo que um disco articular é situado entre os dois ossos. É uma articulação sinovial do tipo gínglimo modificada, pois além de permitir movimentos em dobradiça, também realiza movimentos de translação anteroposterior. O disco articular atua com um terceiro osso que permite que essa articulação execute movimentos complexos. Disco articular É formado por tecido conjuntivo denso e fibroso sem a presença de vasos sanguíneos ou fibras nervosas, exceto por sua região mais periférica que é ligeiramente inervada. O formato do disco se deve á morfologia do côndilo da mandíbula e da fossa articular do temporal. O disco é uma estrutura flexível que pode se adaptar aos movimentos impostos nele. Disco articular Além das inserções do músculo pterigoide lateral, a região anterior do disco apresenta inserções em sua zona superior e inferior, com o ligamento capsular que reveste boa parte da ATM. Este ligamento também se fixa nas regiões lateral e medial do disco articular, de tal forma que divide a articulação em duas cavidades: uma superior e outra inferior. Na cavidade superior (disco-temporal) ocorrem os movimentos e protusão e retrusão (translação), e na inferior (discocondilar) os movimentos em dobradiça de depressão e elevação (rotação). Cápsula articular A cápsula articular se fixa acima, ao redor da cavidade articular; e abaixo ao redor do colo do côndilo mandibular. Num corte frontal, se observa que a cápsula se insere por fibras longas do temporal até a mandíbula e por fibras curtas do temporal até o disco e da mandíbula até o disco. Estes são os chamados “freios discais”. Os Dentes Os 32 dentes estão dispostos igualmente no osso alveolar dos maxilares e da mandíbula, sendo que 16 dentes para cada arcada. A arcada maxilar é maior que a mandibular, fazendo com que os dentes maxilares normalmente estejam sobrepostos aos mandibulares tanto verticalmente quanto horizontalmente durante a oclusão. Propriocepção dental O nervo trigêmio (V) transmite as informações proprioceptivas da função mastigatória. Estas informações provem das articulações temporomandibulares, dos tendões, dos músculos. A mobilidade fisiológica dos dentes é de aproximadamente 0,75-20 micrometros. Os receptores sensoriais localizados no ligamento periodontal podem perceber diferenças de 10 micrometros. Propriocepção dental Quando o ponto de apoio correto entre os dentes permite que ocorra distribuição simétrica o ligamento periodontal é pouco tensionado e de forma bem distribuída. Se existe interferência oclusal, os receptores atuam provocando uma reação muscular para eliminar esse contato. Quando existe um contato prematuro durante a oclusão, um reflexo de proteção provoca o desvio da mandíbula durante o fechamento da boca. A repetição deste reflexo inconsciente se transforma em microtrauma e se a situação persistir, os tecidos se deformarão. Músculos da mastigação Masséter Músculo retangular e potente, fixado superiormente no arco zigomático do temporal e no processo zigomático da maxila; e inferiormente na face externa da borda inferior do ramo da mandíbula, assim como em seu ângulo. Tem duas porções: - superficial – fibras com trajeto descendente e posterior; - profunda – fibras verticais. Quando o masseter se contrai bilateralmente faz a elevação da mandíbula fazendo com que os dentes entrem em contato. Sua porção superficial também atua na protusão da mandíbula. Temporal Músculo amplo que se fixa em toda fossa temporal (escama do temporal, asa maior do esfenoide, parietal e frontal), dirige-se inferiormente passando por baixo do arco zigomático e para se inserir no processo coronóide da mandíbula. Tem três disposições de fibras: anteriores, médias e posteriores. Temporal Quando todas as fibras se contraem bilateralmente faz elevação da mandíbula, mas quando fibras isoladas se contraem realiza o movimento na direção das fibras em ação. As fibras anteriores elevam verticalmente a mandíbula. As fibras médias produzem elevação e retração da mandíbula. As fibras posteriores geram retração mandibular. Quando atua unilateralmente, participa do desvio lateral ipsilateral. É inervado pelo trigêmio – ramo mandibular. Pterigoide medial É fixado superiormente na parte lateral da apófise pterigoide do esfenoide e na tuberosidade da maxila, e inferiormente na parte interna do ramo e ângulo da mandíbula. A contração bilateral desse músculo faz elevação e retrusão da mandíbula, e unilateralmente faz desvio lateral contralateral. É inervado pelo trigêmio – ramo mandibular. Pterigóide lateral • Origem: Inferior: parte lateral do processopterigóideo esfenoide. Superior: Asa maior do esfenóide • Inserção: Inferior: colo do côndilo mandibular. Superior: cápsula articular, disco e colo do côndilo • Ação: Inferior: protusão (Bi), desvio lateral contralateral (uni). Superior: traciona o disco para anterior Inervação da ATM A inervação da ATM é dada pelo mesmo nervo que proporciona a inervação motora e sensitiva dos músculos que a controlam – o nervo trigêmio. As informações aferentes são proporcionadas pela terceira ramificação do trigêmio, o nervo mandibular. Este nervo faz ramificações que são responsáveis pela inervação sensitiva da ATM: o nervo auriculotemporal, o nervo temporal e do masseter. Abertura Resultam de dois deslocamentos: - Um movimento de rotação dos côndilos no complexo côndilo-discal (compartimento inferior). Abertura Resultam de dois deslocamentos: - Um movimento de translação anteroposterior dos côndilos mandibulares no compartimento superior da ATM. Movimento de translação dos côndilos Movimento de abertura da boca (rotação + translação) O côndilo mandibular e o disco se deslizam anteriormente. O movimento de abertura é limitado pela tensão imposta no sistema cápsulo-ligamentar que modelam a atividade reflexa neuromuscular. Fechamento Ocorre o movimento exatamente inverso ao da abertura, deslizamento em translação posterior do côndilo num primeiro momento (compartimento superior), seguido de um movimento de dobradiça em rotação num segundo momento (compartimento inferior). Protusão/protração Este movimento de deslizamento anterior (translação) da mandíbula ocorre somente no compartimento superior da ATM. A amplitude máxima gira em torno de 1,5 cm e é limitado pelos tensão imposta aos tecidos retrodiscais. O disco é deslocado no sentido anterior, mas a distancia do deslocamento é menor que a do côndilo resultando num posicionamento relativo posterior do disco em relação ao côndilo. Quando a boca está aberta este movimento é menor, pois os ligamentos estilomandibular e esfenomadibular limitam o movimento. Este movimento é realizado pela contração do músculo pterigoide lateral (fibras inferiores), auxiliado pelo pterigoide medial, masseter e fibras anteriores do temporal. Retrusão/retração O movimento é realizado pela contração principalmente do músculo temporal (fibras posteriores) e do masseter (fibras profundas). Desvio lateral Ocorre num plano horizontal. O côndilo mandibular do mesmo lado do desvio faz um movimento rotacional sobre o seu próprio eixo (axial), enquanto o outro côndilo desliza anteriormente. Do lado do desvio ocorre a contração dos músculos pterigoide lateral (fibras superiores), temporal (fibras posteriores) e masseter. Do lado oposto são desvio lateral ocorre contração do pterigoide lateral (fibras inferiores), pterigoide medial, masseter e temporal (fibras anteriores). Mecânica da mastigação Do ponto de vista mecânico é possível distinguir dois lados, com respeito à mastigação: - o lado trabalhador, onde se encontram os alimentos que são mastigados, - o lado não trabalhador. Quando o alimento é mastigado num lado, ocorre um desvio lateral para o mesmo lado. O côndilo do lado trabalhador faz papel de pivô e uma rotação axial para o mesmo lado onde é Mastigado. Mecânica da mastigação O lado não trabalhador faz movimento de descida e avanço para que ocorra desvio lateral para o lado trabalhador. Os músculos do lado trabalhador comprimem o alimento e permitem a trituração. São eles: - pterigoide medial, - temporal, - masseter. Os músculos que entram em ação do lado não trabalhador são: - pterigoide lateral, - temporal (fibras anteriores), - músculos supra-hiódes. Na mastigação o stress mecânico tecidual é exercido essencialmente sobre o côndilo do lado não trabalhador. OCLUSÃO A oclusão dentária é definida como a relação de encaixe dental quando uma arcada entra em contato com a antagonista. A oclusão é um dos elementos do sistema estomatognático, que inclui: os dentes, as articulações temporomandibulares e os músculos da mastigação. Existe uma relação funcional entre estes elementos, assim, um transtorno em um deles repercute no resto. É fundamental para a função mastigatória e outras funções como a fonação e deglutição dependem muito não somente da posição dos dentes, mas também dessa boa relação com a arcada antagonista quando ambas ocluem. OCLUSÃO Vários fatores controlam a posição dos dentes como a dimensão da arcada, tamanho dos dentes, tensões de tecidos moles. A chamada posição ou espaço neutro é a situação em que essas forças dos lábios, bochechas e língua são iguais. Oclusão dos dentes anteriores – plano sagital Oclusão dos dentes posteriores – plano frontal OCLUSÃO Classe I de Angle É quando: • A cúspide mesiovestibular do 1º molar maxilar oclui no sulco bucal do 1º molar mandibular. • A cúspide mesiobucal do primeiro molar mandibular oclui no espaço entre o segundo pré-molar e o primeiro molar maxilar. OCLUSÃO Classe II de Angle Esta categoria representa os pacientes com maxila maior que a mandíbula ou quando ocorre um deslocamento anterior da maxila; ou também quando a mandíbula é menor que a maxila ou esta se desloca no sentido anterior. O Primeiro molar mandibular adota uma posição distal em relação ao maxilar. Identifica-se pelas seguintes características: • A cúspide mesial do primeiro molar mandibular está alinhada com o sulco bucal do primeiro molar maxilar. • A cúspide distal do primeiro molar superior oclui com o sulco bucal do primeiro molar inferior. OCLUSÃO Classe III de Angle São os casos dos pacientes em que o primeiro molar mandibular encontra-se em posição mesial na relação com o primeiro molar maxilar. As principais características dessa classe são: • A cúspide mesial do primeiro molar maxilar oclui no espaço entre o primeiro e segundo molares mandibulares. • A cúspide distal do primeiro molar mandibular oclui no espaço entre o segundo pré-molar e o primeiro molar maxilares. TENDÊNCIAS POSTURAIS EM RELAÇÃO ÀS CLASSES DE ANGLE Oclusão entre os dentes anteriores Normalmente os incisivos maxilares se sobrepõem aos mandibulares de tal forma que, quando observados num plano labial os incisivos maxilares deve “esconder” cerca de 3 a 5 mm dos incisivos mandibulares. Como a coroa dos incisivos mandibulares medem cerca de 9 mm, pouco mais da metade da coroa deve permanecer exposta na posição oclusiva. A função dos dentes anteriores não é manter a dimensão vertical da oclusão, e sim guiar a mandíbula nos movimentos laterais – guia anterior. MÁ OCLUSÃO A má oclusão refere-se ao desalinhamento dos dentes e/ou relações incorretas entre os dentes das duas arcadas dentais. A maioria das pessoas tem algum grau de má oclusão, embora não seja sério suficiente para se buscar tratamentos. A correção da má oclusão, seja por tratamento ortodôntico ou cirúrgico, ajuda a diminuir a pressão nas articulações temporomandibulares. MÁ OCLUSÃO Sobremordida vertical ou mordida profunda (Overbite) Quando as pontas incisais dos dentes mandibulares se fecham contra a superfície lingual do seu antagonista maxilar de tal modo que mais que a metade da coroa mandibular fique escondida. Sobremordida vertical e horizontal MÁ OCLUSÃO Sobremordida horizontal (Overjet) É uma dimensão antero-posterior e constitui uma distancia, no plano horizontal, entre as superfícies linguais dos incisivos superiores e as superfícies labiais dos incisivos inferiores. Esta distância é medida em direcção paralela ao plano oclusal (2,5 mm±2,5). Sobremordida vertical e horizontal MÁ OCLUSÃO Sobremordida zero (topo à topo) Quando o incisivo se coloca habitualmente ponta-a-ponta durante a oclusão. Sobremordida zero MÁ OCLUSÃO Mordida aberta (Openbite) Quando persiste um espaço ou distancia habitual entre as superfícies incisale oclusal durante a oclusão habitual. Mordida aberta MÁ OCLUSÃO Mordida cruzada (Crossbite) Quando um ou mais dentes se encontram mal posicionados lingual, ou labialmente em relação aos seus correspondentes no arco oposto. Mordida cruzada MÁ OCLUSÃO Causas dentárias de má oclusão: - amálgama muito grande - cárie dental - prótese mal ajustada - desgaste dental (bruxismo) RUÍDOS DISCAIS São produzidos por alterações da unidade funcional entre disco e côndilo, assim como má coordenação entre o pterigoide externo e outros músculos. Quando ocorre alteração da morfologia do disco e o estiramento dos ligamentos que fixam o disco ao côndilo mandibular, podem ocorrer repercussões funcionais no deslocamento que côndilo e disco devem fazer nos movimentos mandibulares. RUÍDOS DISCAIS Muitas pessoas têm deslocamentos funcionais do disco sem que existam sintomas ou limitação de movimento num primeiro momento. Os ruídos discais normalmente ocorrem quando existe um deslocamento funcional anterior do disco ou também por um deslocamento funcional posterior do côndilo mandibular. RUÍDOS DISCAIS Durante a abertura, a contração do pterigoide lateral leva simultaneamente côndilo e disco. O caminho percorrido pelo côndilo é maior que o do disco. Quando o disco se encontra deslocado anteriormente em posição neutra, quando ocorre o movimento da abertura o côndilo pode ultrapassar a borda posterior do disco produzindo um ruído na abertura. Este ruído pode ser em qualquer momento da abertura (precoce, intermediário ou tardio). Quando se fecha a boca e ocorre diminuição da pressão articular, o disco pode retornar à sua posição de repouso disfuncional sem que haja um ruído no fechamento. RUÍDOS DISCAIS O ruído no fechamento só ocorre quando o côndilo que estava em posição de redução (fisiológica) volta a se posicionar posteriormente em relação ao disco, ultrapassando a banda posterior que é mais grossa. Esse segundo caso que é chamado de ruído recíproco ocorre quando o problema é mais crônico e houve distensão dos ligamentos que posicionam o disco no côndilo. É importante ressaltar que o único tecido capaz de retrair o disco no sentido posterior é o tecido retrodiscal (lâmina superior) que contém componentes elásticos. Mas quando esse tecido permanece tensionado de forma prolongada por um deslocamento anterior do disco, ele perde suas capacidades elásticas naturais. RUÍDOS DISCAIS Quando o deslocamento anterior do disco é cronicamente mantido pela hiperatividade do m. pterigoide lateral, alongado permanentemente as fibras superiores do tecido retrodiscal, o disco pode permanecer deslocado anteriormente em qualquer fase da abertura ou fechamento. Nesse caso de deslocamento anterior não existe ruído, pois não existe a redução. A boca não pode se abrir ao máximo pois o côndilo não consegue fazer a translação anterior completa, e no final da abertura se nota um desvio lateral da mandíbula para o mesmo lado do deslocamento. O indivíduo pode fazer o desvio lateral da mandíbula para o lado afetado, mas não para o lado oposto. https://youtu.be/-7c45E8SEBI DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES Os problemas nas articulações temporomandibulares são muito frequentes, sendo que estudos epidemiológicos apontam que cerca de 50 a 60% da população tenha algum tipo de distúrbio. Em alguns pacientes o problema faz com que ele busque tratamento. Mas alguns podem ter problemas subclínicos, ou seja, sinais sem que o paciente perceba sua presença. Disfunção temporomandibular (DTM) é um termo usado para descrever um número grande de condições envolvendo o sistema mastigatório. As DTM envolvem não somente disfunções capsulares, mas também outros fatores como interferências oclusais, transtornos musculares, e alterações bioquímicas. Outros termos utilizados para esta condição incluem disfunção craniomandibular, e dor muscular mastigatória. Tipos As DTMs podem ser classificadas em 3 categorias: - Transtornos musculares: estes transtornos incluem dor nos músculos que controlam a função da mandíbula, assim como os que atuam na cervical e na cintura escapular. Este tipo de dor é chamado de dor miofascial e é muito comum nas DTMs; - Transtornos articulares: estes transtornos são relacionados com desequilíbrios na articulação temporomandibular, como as subluxações dos côndilos e discos; - Transtornos degenerativos: este tipo de transtorno é relacionado ao desgaste da articulação temporomandibular ocasionado por patologias como a osteoartrose e osteoartrite que levam à destruição da cartilagem que cobre a articulação temporomandibular. Os seguintes sintomas podem estar presentes: • Estalidos ou ruídos na abertura e/ou fechamento da boca: os ruídos podem ou não serem acompanhados de dor, mas certamente se estão presentes geralmente por subluxações discais, os músculos relacionados com a ATM sofrem alterações tensionais e podem ser a causa de dores secundárias; • Bloqueio/travamento da ATM: é possível ocorrer bloqueio da mandíbula na maioria das vezes durante a abertura da boca. Este bloqueio tem origem discal e geralmente um ruído importante ocorre quando a articulação é desbloqueada; • Mudanças na oclusão: pequenos deslocamentos na ATM podem alterar a oclusão e mordida; • Cefaleias/Enxaquecas: são os sintomas mais comuns. Geralmente as cefaleias podem ser localizadas na região temporal, occipital e frontal. O bruxismo, que pode ser um dos sintomas da DTM, produz dor muscular que causam cefaleias. Deslocamentos discais na ATM podem causar dores articulares e também referidas na região frontal, temporal e occipital; Sintomas Os seguintes sintomas podem estar presentes: • Dor de dente: a sensibilidade dos dentes pode se encontrar aumentada quando deslocamentos discais causam bruxismo; • Tontura; • Zumbidos; • Alterações auditivas: devido à íntima relação anatômica entre a ATM e ouvido, disfunções na ATM pode causar vários sintomas nos ouvidos como dor, sensação de pressão ou até mesmo perda da audição; • Dor na face, região cervical, ombros, e coluna torácica; • Depressão: alterações químicas devido à dor crônica. Sintomas Etiologia As DTMs são condições causadas por um ou vários fatores: - Desequilíbrios tônicos musculares; - Disco articular danificado ou deslocado; - Transtornos capsulares (artrite, infecção); - Transtornos emocionais; - Fatores nutricionais; - Traumas: direto ou indireto; - Whiplash cervical: quando um indivíduo sofre um acidente automobilístico, geralmente ocorrem lesões na coluna vertebral e ATM. O trauma pode ser em qualquer direção. Quando a aceleração/desaceleração do whiplash é produzida, a cabeça é levada na direção do impacto. Este movimento rápido pode produzir estiramento ou ruptura dos ligamentos e outros tecidos moles (disco) em uma ou nas duas ATMs; - Abertura excessiva da boca (traumas, cirurgias); - Bruxismo: a pressão excessiva nas ATMs, os ligamentos permitindo deslocamentos discais; - Má oclusão; - Lassidez ligamentar; - Stress: físico, psicológico ou ambos. - Doenças sistêmicas: artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico pode produzir inflamação na ATM. Tratamento Fisioterapeutas, dentistas e outros profissionais envolvidos usam uma variedade de modalidades de tratamento que podem ser divididos em duas fases. FASE 1: O objetivo da fase 1 é de eliminar os espasmos musculares, edema e deslocamento da ATM, e qualquer tipo de dor. Este tratamento geralmente inclui a utilização de placas, exercícios, medicação, fisioterapia. Fase 2: O propósito da fase 2 é, se necessário, corrigir as discrepâncias entre a maxila e a mandíbula. Esta fase inclui ajuste da oclusão, ortodontia, reconstrução dental, cirurgia, ou a combinação destes tratamentos. As alterações psicológicas devem ser consideradas nos tratamentos de DTMs. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54