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WBA0324_v1.0
ESTUDO, CAUSAS E RECUPERAÇÕES 
DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 
NAS EDIFICAÇÕES 
APRENDIZAGEM EM FOCO
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Hudson Goto
Leitura crítica: Diego Antônio Custódio
O envelhecimento é uma condição inerente a qualquer material que 
interage com o meio, assim, as nossas edificações também tendem 
a envelhecer com o passar do tempo. Logo, problemas durante 
sua utilização podem surgir, demandando reparos, recuperações 
ou até mesmo reforços para seu reestabelecimento, voltando a 
servir aos usuários de modo aceitável. Não apenas a questão do 
tempo provoca essas necessidades, mas também a dificuldade em 
antever em projeto as condições de exposição das edificações pode 
resultar no surgimento de manifestações patológicas. Portanto, o 
estudo da área da patologia das construções é necessário para evitar 
constantes serviços de recuperação das edificações.
Assim, ao longo desta disciplina, estudaremos algumas 
manifestações patológicas que podem ocorrer em estruturas 
de concreto armado, de aço, de madeira e nas fundações das 
edificações. Como o conhecimento sobre esses fenômenos é 
dinâmico, pode-se afirmar que diversas outras manifestações 
patológicas existem ou ainda serão compreendidas, não se 
esgotando o assunto neste material. Mesmo assim, serão 
apresentadas algumas metodologias para diagnosticar 
adequadamente essas manifestações, que servirão como ponte para 
a sugestão das possíveis soluções.
Inicialmente, discutiremos de forma ampla os principais conceitos da 
patologia das construções e o processo técnico mais adequado para 
desenvolver trabalhos neste tema, sempre visando a manutenção 
do desempenho e vida útil das estruturas. Na sequência, vamos 
aprofundar o conhecimento das manifestações que podem 
ocorrer nas estruturas de concreto armado, seus mecanismos de 
3
deterioração, formas de diagnóstico e de intervenção. Mantendo 
a mesma sistemática das estruturas em concreto armado, 
estudaremos também as estruturas em aço e madeira. E por 
fim, estudaremos a base das edificações, ou seja, as fundações, 
analisando as principais falhas que podem ocorrer nas etapas 
preliminares de investigação do solo e elaboração de projetos, 
passando pelos principais defeitos que podem surgir durante e após 
sua execução, complementando com algumas possíveis formas de 
intervenção e reforço.
Portanto, o estudo dessa área deve ser constante, deve ir além dos 
pontos que serão abordados neste material, mas que servirão como 
ponto de partida para novos conhecimentos futuros! Bons estudos!
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. 
Vem conosco!
TEMA 1
Manifestações patológicas 
das construções
______________________________________________________________
Autoria: Hudson Goto
Leitura crítica: Diego Antônio Custódio
5
DIRETO AO PONTO
O campo da patologia das construções possui termos que, muitas 
vezes, não são fáceis de serem compreendidos em um primeiro 
momento. Entretanto, muitos desses termos têm origem nas 
patologias da área médica, muito mais conhecida e vivenciada 
por todos nós. Assim, ambas as áreas são correlacionáveis, 
como pode ser visualizado no Quadro 1, que apresenta uma 
breve descrição desses termos, sendo possível compreender a 
severidade e importância de cada dano ou problema identificado 
nas construções civis ‘‘doentes’’.
Quadro 1 – Termos gerais da patologia das construções e suas 
correlações com a patologia médica
Termos Definições
Patologia das 
construções civis
Patologia da área 
médica
Manifestação 
patológica.
São os problemas 
visíveis ou 
expressão 
propriamente dita 
das anormalidades, 
que indicam falhas 
em relação ao 
comportamento 
normal dos 
materiais, 
elementos 
ou sistemas 
construtivos.
Fissuras, trincas, 
rachaduras, 
eflorescências, 
manchas, 
deformações, 
desplacamentos, 
escorrimentos, 
estofamentos, 
afundamentos, 
infiltrações.
Dor de cabeça, 
enjoo, febre, 
sonolência 
extrema, tontura.
6
Fenômeno (origem 
+ agente causador 
+ mecanismo).
É o ponto inicial e 
o desenvolvimento 
do problema, 
devendo ser o foco 
de todo o trabalho.
Corrosão, recalque, 
degradação química 
dos materiais 
cimentícios, perda de 
resistência mecânica.
Câncer, depressão, 
diabetes.
Inspeção.
É a avaliação 
geral e presencial 
da construção, 
aprovando a 
condição ou 
solicitando a 
coleta de novas 
informações 
(extração de 
amostras e/
ou ensaios 
complementares).
Inspecionar 
periodicamente as 
estruturas ou em 
situações especiais, 
quando ocorrer um 
fato extraordinário.
Avaliar o paciente 
para atualizar 
as condições de 
saúde.
Anamnese.
É a definição 
do ponto de 
partida do 
diagnóstico, com 
base em estudos 
antecendentes, 
escutando usuários 
e pacientes sobre 
suas dores.
Análise de projetos 
originais e suas 
modificações no 
tempo, conversa 
com moradores e 
síndico, verificação 
visual das áreas e 
construções vizinhas.
Análise de histórico 
do paciente e 
seus familiares, 
em conjunto com 
exames anteriores.
7
Ensaios não 
destrutivos.
São ensaios ou 
exames realizados, 
mas que não 
danificam a 
construção ou 
paciente.
Exemplos: 
esclerometria, 
pacometria, 
ultrassom, aspersão 
de fenolftaleína, 
medição de aumento 
de fissuras/ trincas/ 
rachaduras.
Medição de 
pressão, frequência 
cardíaca, 
respiração, febre, 
ultrassom.
Ensaios 
semidestrutivos.
São ensaios ou 
exames realizados, 
mas que causam 
pequenos danos 
a construção ou 
paciente.
Extração de 
corpos de prova 
cilíndricos, extração 
de amostras para 
análise microscópica, 
ensaio de pull-out.
Biópsia, exame de 
sangue.
Diagnóstico.
É a explicação 
e descrição/ 
esclarecimento 
da origem, 
mecanismo, 
sintoma e agentes 
causadores 
do fenômeno 
ou problema 
patológico.
Corrosão, recalque, 
degradação química 
dos materiais 
cimentícios, perda de 
resistência mecânica.
Câncer, depressão, 
diabetes.
Prognóstico.
É a descrição da 
evolução estimada 
do problema ao 
longo do tempo, 
caso nada seja 
feito para eliminá-
lo.
Aumento 
progressivo da 
fissuração com 
passagem de 
água, excesso de 
deformação, colapso 
total.
Perda de visão, 
expansão do 
câncer para outros 
órgãos, morte.
8
Terapia.
São as medidas 
para tratar ou 
neutralizar os 
problemas, 
retomando o 
desempenho 
inicial, com base 
em estudos para 
as intervenções 
corretivas viáveis.
Recuperar concreto 
de cobrimento 
de estruturas 
com corrosão nas 
armaduras, retirar 
sobrecarga, efetuar 
reforço com material 
de aço.
Quimioterapia, 
remédios, cirurgias, 
praticar esportes.
Profilaxia.
É o conjunto 
de medidas 
preventivas ou 
meios para se 
evitar ou prevenir 
que o problema 
ocorra.
Utilizar a construção 
adequadamente, 
conforme 
informações do 
construtor, manter 
pintura de fachadas 
e estruturas.
Escovar os dentes 
regularmente, 
manter uma 
alimentação 
saudável e rotina 
de exercícios.
Fonte: adaptado de Bolina, Tutikian e Helene (2019).
Uma prática importante, que deve ser considerada em conjunto 
com as definições apresentadas no quadro acima, é a manutenção 
das construções civis. Sua função é manter o desempenho inicial 
das edificações, conforme definido em projeto original, visando 
atingir sua vida útil de projeto (VUP). Para que esta atividade seja 
frequentemente viabilizada, sua programação deve ser feita com 
a máxima antecedência possível, com base em critérios técnicos e 
administrativos, garantindo os menores desembolsos financeiros 
para os responsáveis.
9
Referências bibliográficas
BOLINA, F. L.; TUTIKIAN, B. F.; HELENE, P. R. L. Patologia de 
estruturas. 1a. ed. São Paulo: Oficina de Textos,v. 1, 2019.
PARA SABER MAIS
A vida útil de uma construção e seus elementos constituintes 
pode ser definida como uma medida temporal de durabilidade, 
ou seja, vida útil e durabilidade são conceitos complementares. 
Durante um período, o meio técnico considerava que a vida útil 
de uma edificação cessava no momento que a vida útil do sistema 
estrutural chegava ao fim. Entretanto, conforme conceitos, 
sistemas e materiais utilizados atualmente, essa premissa não 
deve ser mais considerada de forma isolada, mas em conjunto 
com os demais sistemas que constituem a edificação. Esses 
sistemas merecem, inclusive, análises separadas, pois alguns 
podem ser substituídos integralmente ao longo da vida útil da 
edificação.
Assim, a NBR 15575 (ABNT, 2013) – Edificações Habitacionais – 
Desempenho, Parte 1 - Requisitos gerais, estabelece a vida útil de 
projeto mínima e superior para os sistemas de uma edificação 
habitacional, conforme quadro abaixo.
Quadro 2 - Vida útil de projeto mínima e superior
Sistema
Vida Útil de Projeto (VUP) - anos
Mínimo Superior
Estrutura. ≥ 50 ≥ 75
Pisos internos. ≥ 13 ≥ 20
10
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Autoria: Nome do autor da disciplina
Leitura crítica: Nome do autor da disciplina
Vedação vertical 
externa.
≥ 40 ≥ 60
Vedação vertical 
interna.
≥ 20 ≥ 30
Cobertura. ≥ 20 ≥ 30
Hidrossanitário. ≥ 20 ≥ 30
Fonte: ABNT (2013, p. 46).
A NBR 15575 (ABNT, 2013) cita que a VUP mínima de 50 anos, 
considerada para a estrutura do edifício, teve como referência as 
construções de habitações de interesse social (HIS), com o objetivo 
de compatibilizar as limitações do custo inicial com as exigências 
do usuário quanto à durabilidade e custos de manutenção e 
reposição, garantindo, assim, a utilização do edifício habitacional 
por um prazo razoável e em condições aceitáveis.
No momento de publicação desta norma, esse valor encontra-
se abaixo dos padrões internacionais recomendados, devido às 
condições socioeconômicas existentes. Entretanto, essa medida 
tem um reflexo no estoque habitacional, pois, uma VUP de 50 
anos implica na construção de mais de 1,2 milhão de habitações 
por ano, somente para reposição habitacional, sendo considerado 
um número muito expressivo. Portanto, percebe-se a importância 
de boas especificações técnicas para as edificações, desde a 
fase de projeto, para que construções mais duráveis possam ser 
viabilizadas economicamente!
11
Referências bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 15575 
- Desempenho de edificações habitacionais. 1. ed. Rio de Janeiro: 
ABNT, v. 1, 2013.
TEORIA EM PRÁTICA
Você foi contatado para analisar uma infiltração que surgiu em um 
muro de arrimo, localizado atrás do escritório principal da empresa. 
Durante a inspeção no local da estrutura, você verificou que, além 
da infiltração, ocorria também a formação de um material branco 
e rígido. Assim, o proprietário solicitou a você uma proposta de 
plano de trabalho para corrigir a infiltração e a formação desse 
material branco. Diante disso, quais itens técnicos fariam parte de 
sua proposta inicial de plano de trabalho? Quais análises técnicas 
ou ensaios você faria? Considerando a necessidade de desembolso 
financeiro pela empresa, como você justificaria seu parecer técnico? 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Neste capítulo você vai encontrar mais informações sobre as 
questões de durabilidade e vida útil das estruturas em concreto, 
Indicações de leitura
12
principalmente, relacionadas a um dos problemas mais comuns nas 
edificações: a corrosão das armaduras de aço.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra, no parceiro Minha Biblioteca.
RIBEIRO, D. et al. Durabilidade e vida útil das estruturas em concreto. 
In: Corrosão e degradação em estruturas de concreto. 1. ed., cap. 
3, p. 32-49.Rio de Janeiro. Elsevier, 2018. 
Indicação 2
Conhecer os tipos de causas das manifestações patológicas 
identificadas é importante para a correta seleção dos materiais e 
métodos de reparo. No capítulo indicado, você conhecerá um pouco 
mais sobre as causas intrínsecas e extrínsecas que provocam alguns 
problemas nas estruturas.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra, no parceiro Minha Biblioteca.
WEIMER, B. F. Principais causas de deterioração das estruturas. 
In: Patologia das estruturas. 1. ed., cap. 1, p. 20-23. Porto Alegre. 
Sagah, 2018. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
13
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da 
questão.
1. A patologia das construções é o estudo da degradação das 
edificações, quando estas não atendem mais às especificações 
de utilização inicial. Quando uma manifestação patológica é 
identificada, as primeiras etapas a serem realizadas são: 
a. Anamnese e profilaxia.
b. Inspeção e anamnese.
c. Profilaxia e inspeção.
d. Inspeção e diagnóstico.
e. Profilaxia e diagnóstico.
2. Considere que você foi contratado para inspecionar uma 
edificação habitacional com sinais de corrosão das armaduras 
nas estruturas das lajes em concreto armado. Após a inspeção, 
você identificou que havia lascamentos no concreto de 
cobrimento, com exposição da armadura e manchas marrons 
generalizadas, confirmando um caso avançado de corrosão 
generalizadas das armaduras. Após sua inspeção, você 
registrou o seguinte: caso as ações de manutenção corretiva 
e posterior manutenção preventiva não sejam efetuadas e 
implementadas, há o risco de colapso imediato da edificação. 
Esse registro, corresponde à etapa de: 
a. Sintomatologia.
b. Diagnóstico.
c. Profilaxia.
d. Prognóstico.
e. Terapia.
14
GABARITO
Questão 1 - Resposta B
Resolução: Inspeção, que é a vistoria presencial e geral da 
edificação com sinais de manifestação patológica, fornece 
informações importantes ao profissional experiente. 
Complementarmente, a anamnese também subsidia 
o profissional com informações de usuários e registro 
técnicos (projetos, especificações etc.). Essas duas etapas, 
em conjunto, guiarão as decisões subsequentes para o 
prognóstico, diagnóstico e terapia da edificação. 
Questão 2 - Resposta D
Resolução: Após a inspeção na estrutura da edificação, 
com confirmação do diagnóstico (corrosão generalizada 
das armaduras), as informações foram suficientes para se 
estimar o desenvolvimento do problema ao longo do tempo 
(prognóstico) que, neste caso, relacionou-se ao estado limite 
último da edificação, ou seja, seu colapso.
TEMA 2
Manifestações patológicas do 
concreto armado
______________________________________________________________
Autoria: Hudson Goto
Leitura crítica: Diego Antônio Custodio
16
DIRETO AO PONTO
Quando falamos em edificações construídas com elementos de 
concreto armado, devemos sempre ter como objetivo alcançar 
a vida útil de projeto especificada. Para que isso aconteça, um 
bom programa de manutenções preventivas ou corretivas 
deve ser estabelecido e, para que essas ações sejam feitas no 
tempo apropriado, deve-se conhecer as possíveis formas de 
manifestações patológicas que podem surgir nas estruturas em 
concreto armado.
Lembre-se de que, como qualquer outro material, o concreto 
armado interage o tempo todo com o meio no qual está inserido, 
podendo-se afirmar que alterações, em relação ao projeto 
original, ocorrerão ao longo do tempo. Adicionalmente, podemos 
estudar as deteriorações que ocorrem no concreto simples e 
nas armaduras dos elementos, de formas separadas,pois cada 
material possui suas próprias características e comportamentos 
frente à ação dos agentes agressivos. Assim, a Figura 1 apresenta 
um esquema com as principais manifestações patológicas que 
podem ocorrer no concreto armado.
17
Figura 1 – Causas de deteriorações físicas e químicas nas 
estruturas em concreto armado
Fonte: Adaptado de Metha e Monteiro (2006)
Analisando mais especificamente o concreto ou o concreto simples, 
podemos citar um mecanismo de deterioração química muito 
frequente no concreto armado, que é a carbonatação. O esquema 
desse processo, onde podemos ver a penetração do CO2 no 
18
concreto, o desenvolvimento das reações químicas e o modelo 
ampliado, é apresentado na Figura 2.
Figura 2 – Representação do fluxo de penetração do CO2 
no interior do concreto simples por difusão e posterior 
carbonatação do material
Fonte: Ribeiro et al. (2018, p. 173). 
Quando se fala das armaduras do concreto armado, o processo 
mais encontrado é de corrosão das barras de aço. Esse processo 
pode ocorrer de forma generalizada ou localizada, a depender das 
causas, que podem ser carbonatação, ação de cloretos ou tensões 
diferenciadas, respectivamente. O esquema dessas causas e 
manifestações superficiais é apresentado na Figura 3.
19
Figura 3 – Comparativo entre a corrosão generalizada e 
localizada e os fatores que provocam: carbonatação, 
cloretos e tensão diferenciada 
Fonte: Ribeiro et al. (2018, p. 187). 
Você deve ter notado que o assunto de patologia das estruturas 
em concreto armado é muito amplo e que este material pode (e 
deve!) !) ser estudado de forma separada, dividindo-o em concreto 
simples e armaduras. Ambos os materiais possuem suas próprias 
características e comportamentos frente aos processos de 
deterioração. Assim, somente com estes dois materiais já podemos 
verificar uma sobreposição de diferentes formas de degradação 
dos elementos da edificação. Portanto, cabe ao profissional efetuar 
a combinação e análise dos resultados de inspeções e ensaios (não 
destrutivos ou semidestrutivos) que devem ser realizados, buscando 
o melhor diagnóstico e alternativas de recuperação ou reparo das 
estruturas.
20
Referências bibliográficas
RIBEIRO, D. et al. Corrosão e degradação em estruturas de 
concreto. 1 ed. Rio de Janeiro. Elsevier, 2018. MEHTA, P.K.; 
MONTEIRO, P.J.M. Concrete: microstructure, properties and 
materials. 3 ed. San Francisco. McGraw-Hill, 2006. 
PARA SABER MAIS
O ataque por íons sulfatos ao concreto armado pode ser um 
mecanismo de deterioração muito nocivo. O processo é causado por 
reações físico-químicas entre os compostos hidratados da pasta de 
cimento endurecida e os íons sulfatos ( ), presentes nas soluções 
dos poros da matriz, formando produtos que levam à dissolução do 
material ou à expansão e fissuras.
A fonte desses íons sulfato pode ser tanto interna como externa. 
Entretanto, de qualquer forma, independente de sua origem, 
o profissional precisar conhecer a química das reações dessa 
deterioração, pois, uma vez que tem início, o mesmo princípio físico-
químico ocorre no interior do concreto para ambos os casos.
De forma resumida, os ataques por sulfato com agentes de origem 
interna ou externa podem ocorrer conforme mostrado na Figura 4.
21
Figura 4 – Tipos de ataque por íons sulfatos e 
suas principais fontes de origem
Fonte: Goto (2017, p. 34). 
No caso do ataque externo por solos e águas contaminadas, os 
principais compostos podem ser os sulfatos de sódio (Na2SO4), de 
potássio (K2SO4), de magnésio (MgSO4) ou de cálcio (CaSO4). Já para o 
ataque interno, os casos mais comuns são aqueles de formação de 
etringita tardia (expansiva) no concreto endurecido, após a cura em 
altas temperaturas (acima de 65 ºC) ou por altas temperaturas de 
serviço (acima de 80 ºC).
Portanto, durante a etapa de planejamento, é importante que os 
profissionais responsáveis efetuem uma investigação preliminar das 
condições do meio em que as edificações serão submetidas durante 
sua vida útil. A ação de íons, como os sulfatos, pode reduzir a vida 
útil das estruturas em concreto armado, evitando que a vida útil de 
22
projeto da edificação, como um todo, seja atingida. 
Referências bibliográficas
GOTO, H. Tendência à oxidação de agregados com sulfetos e 
mudanças provocadas nas propriedades físicas de testemunhos 
de CCR. Dissertação de Mestrado, Programa de pós-graduação em 
Engenharia de Construção Civil, Universidade Federal do Paraná, 
Curitiba, 2017.
TEORIA EM PRÁTICA
Considere uma situação em que os moradores de um edifício 
residencial perceberam sinais de desplacamento do revestimento 
argamassado e de concreto até o aparecimento de algumas barras 
de aço. O responsável pela administração do condomínio contatou 
você para efetuar uma vistoria nas estruturas da edificação. Ao 
efetuar a anamnese com o responsável, este informou que alguns 
pedaços de cimento haviam caído sobre o chão de algumas 
áreas comuns da edificação e que as barras de aço visualizadas 
apresentavam coloração escura e algumas manchas marrons. 
Devido à idade da edificação (aproximadamente 40 anos), você foi 
informado de que não há projetos estruturais arquivados, apenas 
alguns poucos projetos arquitetônicos. Ao efetuar a vistoria, você 
identificou as manifestações patológicas, nas estruturas em concreto 
armado, mostradas na Figura 5. 
23
Figura 5 – Exemplos de desplacamentos: a) face inferior de uma 
laje maciça; b) detalhe de uma viga; c) detalhe do desplacamento 
do concreto de cobrimento; d) pilar intermediário
Fonte: Do Autor. 
Diante das informações coletadas na inspeção, na sua avaliação, 
qual patologia da construção se desenvolveu nessa estrutura? 
Considerando que as manifestações patológicas foram detectadas 
por toda a edificação, resultando em uma situação generalizada, 
quais procedimentos você recomendaria imediatamente? 
Pensando nos mecanismos de deterioração e nos padrões 
normativos vigentes, quais ações de curto, médio e longo prazo, 
24
você especificaria para o responsável pela administração do 
condomínio?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Nesta tese de doutorado você vai encontrar mais informações sobre 
as reações álcali-agregado (RAA), que podem ocorrer no concreto 
simples, com consequências para o concreto armado. Na pesquisa, 
foram extraídos testemunhos de concreto de uma estrutura afetada 
pela RAA, verificando o reflexo dessa patologia nas propriedades 
de resistência à compressão, à tração, módulo de elasticidade, 
velocidade de pulsos ultra-sônicos e permeabilidade. Adicionalmente, 
foram realizados ensaios em laboratório para avaliar expansões 
residuais e investigações microscópicas para verificar os agentes 
causadores da reação.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra, na página principal.
HASPARYK, N. P. Investigação de concretos afetados pela reação 
álcali-agregado e caracterização avançada do gel exsudado. Tese 
de Doutorado, programa de pós-graduação em Engenharia Civil, 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.
Indicações de leitura
25
Indicação 2
Neste artigo científico você vai aprender como os ciclos de molhagem 
e secagem, a altura da estrutura e o posicionamento dos pilares 
em relação ao nível do mar podem influenciar no teor de íons 
cloreto presente no concreto armado. A estrutura estudada foi 
uma edificação de 36 pavimentos, construída no início da década 
de 1970, sem proteção superficial e construída a aproximadamente 
700 metros da linha d’água. A pesquisa mostrou que a edificação 
apresentou menores índices de íons cloretos nas áreas que não 
foram afetadas pelos ciclos de molhagem e secagem. Da mesma 
forma, nessas regiões a despassivação das armaduras foram 
menores, bem como nas regiões de maior altura da edificação. Os 
pontosmais afetados foram aqueles localizados mais próximos da 
névoa marítima.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra na página principal.
BARBOSA, P. E.; HELENE, P. R. L.; PEREIRA, F.; PEÑA, M. R. G.; 
MEDEIROS, M. H. F. Influência de ciclos de molhamento e secagem, 
da altura e do posicionamento de pilares no teor de íons cloreto 
presentes no concreto de estrutura com 30 anos de idade. Vetor – 
Revista de Ciências Exatas e Engenharias, v. 15, n. 2, 2005.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
26
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da 
questão.
1. A retração do concreto, causada pelos efeitos de secagem, é 
um mecanismo físico de deterioração muito comum, que pode 
ocorrer durante e após a etapa de concretagem das estruturas. 
A probabilidade de sua ocorrência é diretamente proporcional 
à superfície de exposição e, quanto menor a espessura do 
elemento, maior a chance desse problema aparecer. Assim, 
assinale a alternativa que apresenta apenas os elementos 
estruturais com maiores chance de desenvolver a retração por 
secagem:
a. Vigas de transição, pilares intermediários e estacas.
b. Muros de arrimo, estacas e vigas baldrame.
c. Vigas baldrame, pilares de canto e lajes de cobertura. 
d. Vigas superiores, lajes de piso e pilares intermediários.
e. Lajes de piso, lajes de cobertura e muros de arrimo.
2. Você foi contratado para analisar os registros de medição de 
uma fissura localizada em um grande bloco de fundação de 
uma edificação. As medidas foram efetuadas diariamente ao 
longo de cinco anos, sempre no mesmo ponto de medição, 
com o uso de um fissurômetro. Analisando os registros, você 
verificou que os maiores valores de abertura ocorreram 
durante o inverno e os menores valores, durante o verão. 
Diante disto, assinale a alternativa que indica o possível 
mecanismo de deterioração que está ocorrendo nessa 
estrutura: 
27
a. Desplacamento por corrosão das armaduras.
b. Movimentação térmica.
c. Tração na flexão.
d. Torção e compressão combinados.
e. Recalque de fundação.
GABARITO
Questão 1 - Resposta E
Resolução: As lajes e os muros de arrimos são elementos 
que possuem grandes dimensões e áreas superficiais, que 
podem ficar expostas diretamente à luz solar (calor), ou ventos 
durante o processo de concretagem. Isso pode contribuir para a 
evaporação da água superficial de amassamento, resultando na 
retração por secagem.
Questão 2 - Resposta B
Resolução: As mudanças de temperatura ambiente podem 
causar mudanças de volume no concreto. Quando submetida 
ao calor, a peça se expande e, quando exposta ao frio, se 
contrai. Assim, a principal manifestação patológica são as 
fissuras.
TEMA 3
Manifestações patológicas de 
estruturas de aço e madeira
______________________________________________________________
Autoria: Hudson Goto
Leitura crítica: Diego Antonio Custodio
29
DIRETO AO PONTO
As estruturas metálicas são compostas de materiais siderúrgicos, 
beneficiados a partir de metais retirados da natureza, alterando, 
assim, as características iniciais de equilíbrio do metal com o 
meio. Logo, os perfis de aços são suscetíveis, do ponto de vista 
construtivo, a agressões do meio ambiente, comprometendo 
seu desempenho no tempo. Resultados similares são verificados 
quando utilizamos a madeira na construção civil, transformada 
para utilização como solução em diversos tipos de sistemas 
construtivos.
Então, de forma simplificada, podemos dizer que, ao longo do 
tempo, ambos materiais estarão submetidos a mecanismos de 
degradação, como os mecanismos físicos, químicos, biológicos 
ou mecânicos. A atuação desses mecanismos contribui para a 
redução da vida útil dos sistemas construtivos que utilizam esses 
materiais, demandando conhecimento do profissional sobre as 
formas de diagnóstico e intervenção, evitando a deterioração 
precoce ou mesmo o colapso das edificações. Assim, confira a 
seguir um esquema comparativo com as principais manifestações 
patológicas que podem ocorrer nas estruturas de aço e madeira, 
bem como suas formas de diagnóstico e intervenção
30
Quadro 1 – Principais mecanismos de degradação, diagnóstico e 
formas de intervenção das estruturas de aço e madeira
Fonte: adaptado de Bauer (2019); Bolina, Tutikian e Helene (2019).
31
Como acabamos de ver, os mecanismos de deterioração das 
estruturas de aço e madeira podem ser classificados de forma 
muito similar, pois ambos interagem com o mesmo meio 
ambiente nos quais estão inseridos. Os efeitos da presença 
de água são nocivos para os dois materiais. No caso do aço, 
desencadeia a corrosão superficial ou profunda, que pode ser 
identificada em diversas edificações. Já no caso da madeira, gera 
um ambiente propício para a formação de agentes biológicos 
que se alimentam da madeira, podendo, ainda, pela sua 
movimentação higroscópica, causar retrações e deformações. 
Portanto, selecionando os ensaios complementares apresentados 
no quadro acima, conforme cada situação e tipo de material, 
pode-se elaborar um diagnóstico mais assertivo para a tomada de 
decisão quanto à forma de reparo ou recuperação, prolongando, 
assim, sua vida útil.
Referências bibliográficas
BAUER, L. F. Materiais de construção. v. 2. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Editora LTC, 2019. 
BOLINA, F. L.; TUTIKIAN, B. F.; HELENE, P. R. L. Patologia de 
estruturas. 1. ed., v. 1. São Paulo: Oficina de Textos, 2019.
PARA SABER MAIS
Você sabia que as estruturas em madeira também podem se 
deteriorar com os efeitos da corrosão metálica? Em geral, a madeira 
é um material que resiste relativamente bem à ação de compostos 
químicos, porém, em alguns casos específicos, quando em contato 
com altas concentrações de ácidos ou bases, a madeira pode 
32
se degradar. As bases fortes atacam a lignina e a hemicelulose, 
resultando em uma coloração esbranquiçada na madeira. Já os 
ácidos fortes, atacam a celulose e a hemicelulose, causando perda de 
massa e resistência mecânica, resultando em uma cor escura, similar 
à causada pelo fogo.
Portanto, essa é uma questão importante, pois afeta diretamente 
a vida útil das estruturas em madeira. A corrosão pode ocorrer nos 
elementos de ligação metálicos embutidos na madeira, como, por 
exemplo, os parafusos (Figura 1). Pelo fato de estarem embutidos, 
estão sujeitos ao contato com a água e oxigênio da própria madeira, 
além de estarem em contato com outros produtos químicos 
preservativos, que podem causar a corrosão dos metais.
Figura 1 – Sinais de corrosão em parafusos utilizados como 
elemento de fixação de estruturas de madeira
Fonte: Brito (2014, p. 107).
Em muitas situações, esse tipo de manifestação patológica não 
recebe a devida importância. O problema é ainda mais acentuado 
em ambientes marinhos ou próximos do mar, sujeitos à ação 
da maresia, que aceleram os processos corrosivos. A corrosão 
metálica tem início com a umidade da madeira, servindo como 
eletrólito na reação, desprendendo íons metálicos do ferro, 
que, por sua vez, deterioram as paredes das células da madeira. 
Assim, forma-se na peça metálica uma região anódica (ácida) e 
outra catódica (alcalina), sendo a região ácida a mais prejudicial 
para a madeira, pois causa a hidrólise da celulose, diminuindo a 
33
resistência da madeira na zona afetada. Nessa zona, a madeira 
apresenta cor escura e aparência macia, como mostrado na Figura 2.
Outro efeito que pode ocorrer é o fendilhamento da madeira 
nos pontos de penetração da água, como resultado da expansão 
causada pelos produtos da corrosão dos metais.
Figura 2 – Manchas e deteriorações na madeira provocadas 
por corrosão metálicaFonte: adaptado de Brito (2014).
Uma possibilidade para diminuir os riscos de surgimento desse 
tipo de degradação, é o uso de parafusos ou peças metálicas 
galvanizadas ou não ferrosos no interior das estruturas em 
madeira. Portanto, durante as atividades de manutenção 
preventiva ou corretiva, é valido que esses pontos sejam 
investigados com atenção, principalmente na inspeção visual, que 
é o primeiro contato com a estrutura.
Referências bibliográficas
BRITO, L. D. Patologia em estruturas de madeira: metodologia 
de inspeção e técnicas de reabilitação. Tese de Doutorado, 
programa de pós-graduação em Engenharia de Estruturas, 
Universidade de São Paulo, São Carlos, 2014.
34
TEORIA EM PRÁTICA
O fendilhamento é uma manifestação patológica que pode ocorrer 
nas estruturas de madeira, causando a separação longitudinal das 
células da madeira. As fendas podem ocorrer, superficialmente, nas 
extremidades das peças, chegando até ao fendilhamento de toda a 
seção transversal. Diante disso, considere a situação em que você 
foi contratado para efetuar uma inspeção de avaliação em uma 
estrutura externa de madeira, registrando anomalias apresentadas 
na Figura 3.
Figura 3 – Anomalias identificadas nas estruturas 
externas em madeira
Fonte: arquivo pessoal do autor.
Diante das constatações verificadas, qual seria seu prognóstico 
referente à estrutura? Considerando que o proprietário quer manter 
a vida útil da estrutura, quais recomendações você daria para 
restabelecer as condições inicialmente previstas em projeto original?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
35
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Na dissertação de mestrado indicada, você verá uma pesquisa 
efetuada em mais de vinte construções, envolvendo estruturas de 
madeira, onde foram avaliados, dentre outras características, seu 
estado de conservação. Com os diagnósticos gerados, foi possível 
indicar detalhes em comum entre as estruturas, normalmente, 
praticados na construção civil. O trabalho identificou que muitas 
manifestações patológicas são decorrentes da falta de projetos e 
padrões técnicos adequados.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra, na página inicial.
CARNIELLE, R. O. A. Caracterização das construções com madeira 
em Uberlândia: patologias, projetos e detalhes. Dissertação 
de Mestrado, programa de pós-graduação em Engenharia Civil, 
Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2011. 
Indicação 2
No artigo científico indicado, é apresentado um trabalho realizado 
com diferentes modelos geométricos e mecânicos, para definição de 
parâmetros probabilísticos de avaliação de segurança de estruturas 
de madeira existentes, influenciadas por diferentes ações e 
considerando modelos de degradação. O estudo de caso foi realizado 
em treliças de madeira do Laboratório Chimico, em Coimbra, 
Portugal. A avaliação de segurança foi efetuada utilizando o modelo 
Indicações de leitura
36
estatístico de Monte Carlo, para diferentes hipóteses de evolução da 
degradação ao longo do tempo.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra, na página inicial.
SOUSA, H.; LOURENÇO, P.B; NEVES, L. Avaliação de segurança de 
estruturas de madeira através de análise probabilística. Reabilitar 
- Encontro Nacional sobre Conservação e Reabilitação de 
Estruturas. P. 23-25. Lisboa, 2010.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da 
questão.
1. Os mecanismos de deterioração química são os mais comuns 
encontrados nas estruturas metálicas, principalmente a 
corrosão eletroquímica. Assim, sobre esse tipo de mecanismo 
de deterioração, assinale a alternativa correta: 
a. O eletrólito é o meio de condução do oxigênio da região 
anódica para a catódica.
37
b. O eletrólito é o meio de condução dos elétrons da região 
catódica para a anódica.
c. O eletrólito é o meio de condução dos elétrons da região 
anódica para a catódica. 
d. O eletrólito é o meio de condução do oxigênio da região 
catódica para a anódica.
e. O eletrólito é o meio de condução da água da região catódica 
para a catódica. 
2. As estruturas de madeira, assim como outros materiais, 
também interagem constantemente com o meio onde estão 
situadas, sofrendo os efeitos da degradação. Diante disso, 
assinale a alternativa correta: 
a. A radiação ultravioleta não causa instabilidade local ou global 
na estrutura.
b. A radiação ultravioleta não causa retração por instabilidade na 
estrutura. 
c. A radiação ultravioleta reduz a camada passivadora da 
estrutura.l
d. A radiação ultravioleta aumenta a absorção de umidade na 
estrutura.
e. A radiação ultravioleta causa a retração da estrutura.
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: O eletrólito (água, na forma de umidade 
superficial) é um meio de condução dos elétrons da região 
anódica (onde ocorre a oxidação) para a região catódica 
(onde ocorre a redução).
38
Questão 2 - Resposta A
Resolução: Como a degradação causada pela radiação 
ultravioleta é apenas superficial, não há alterações ou 
perdas na sua seção transversal. Logo, sua ação não causa 
instabilidade global ou local da estrutural, mas apenas 
algumas mudanças estéticas,
TEMA 4
Manifestações patológicas em 
estruturas de fundações
______________________________________________________________
Autoria: Hudson Goto
Leitura crítica: Diego Antonio Custódio
40
DIRETO AO PONTO
As manifestações patológicas em estruturas de fundações, 
geralmente, são de difícil visualização direta, mas que se 
manifestam indiretamente por meio das estruturas expostas ou 
da superestrutura. Assim, as investigações e reparos posteriores 
tornam-se mais difíceis e onerosos quando comparados à reparos 
nas demais estruturas de uma edificação. O Quadro 1 apresenta um 
panorama geral das possíveis deficiências que podem ocorrer em 
estruturas de fundações até sua execução.
Quadro 1 – Principais deficiências encontradas no processo 
executivo de fundações
41
Fonte: Adaptado de Milititsky et al. (2015)
Portanto, analisando as etapas de forma comparativa e 
sequencial, podemos perceber que muitas das falhas em 
estruturas de fundações ocorrem nas etapas preliminares, 
42
sendo que a falta de investigação do solo é o motivo de soluções 
inadequadas e mau desempenho das fundações em mais de 
80% dos casos. Assim, as etapas preliminares não devem ser 
consideradas como gastos em uma obra, mas como investimento 
para melhores decisões técnicas em fundações.
Referências bibliográficas
MILITITSKY, J.; CONSOLI, N. C.; SCHNAID, F. Patologia das 
fundações. 2. ed. São Paulo: Editora Oficina de Textos, 2015.
PARA SABER MAIS
As estacas cravadas pré-moldadas são boas soluções para solos 
que possuem uma camada de resistência baixa sobre camadas 
resistentes. Esse tipo de estaca é constituído por concreto e 
uma armadura composta por barras longitudinais e estribos 
helicoidais, variando conforme cada caso. Com seções geralmente 
quadradas, que podem variar desde 235 mm x 235 mm até 400 
mm x 400 mm, em peças de 6 a 12 m, podem atingir até 50,0 m 
de comprimento total, funcionando por meio do atrito lateral e/
ou por resistência de ponta. Esses elementos são fabricados com 
antecedência e transportados à obra para instalação.
O equipamento utilizado para a cravação é constituído de uma 
torre vertical, com guias laterais, onde são encaixadas as estacas 
pré-fabricadas. A cravação é feita por meio de golpes de martelo 
com peso variável,de aproximadamente cinco toneladas, 
acionado mecanicamente ou por ação da gravidade. A Figura 1 
ilustra o processo de execução de estacas cravadas pré-moldadas.
43
Figura 1 – a) equipamento utilizado para cravação das estacas 
pré-fabricadas; b) ligação entre segmentos de estacas antes 
da cravação
Fonte: adaptado de Guerra et. al (2006) apud Carvalho (2010).
Entretanto, como as demais soluções em fundações profundas, 
as estacas cravadas pré-moldadas também podem apresentar 
manifestações patológicas, como descrito a seguir:
• Elementos cravados em profundidade menor do que o 
especificado em projeto, devido à baixa energia de cravação, 
causada pelo peso inadequado do martelo.
• Quebras, fissuras ou danos generalizados às peças das 
estacas, causados por excesso de energia de cravação, 
com martelos pesados ou altura de queda excessiva, como 
exemplificado na Figura 2.
44
Figura 2 – Estacas pré-fabricadas danificadas pelo 
excesso de energia de cravação
Fonte: Carvalho (2010, p. 82). 
• Dificuldade de cravação de estacas muito próximas, 
pois, durante a cravação de uma estaca, esta provoca a 
compressão do solo no seu entorno. Ao cravar a próxima 
estaca, encontra-se maior dificuldade devido à maior 
compressão do solo, e assim sucessivamente. Isso acaba 
obrigando a execução de pré-furos ou de aumento no 
espaçamento entre estacas.
Assim, as estacas pré-fabricadas podem ser uma solução mais 
produtiva, porém, devem ser avaliadas em conjunto com as 
condições geotécnicas do local de implantação, pois também 
podem apresentar problemas durante sua execução.
Referências bibliográficas
CARVALHO, D. M. C. Patologias das fundações: fundações em 
depósitos de vertente na cidade de Machico. Dissertação de 
Mestrado, Universidade da Madeira, Funchal, 2010. 
45
TEORIA EM PRÁTICA
A presença de solos compressíveis nas camadas mais inferiores 
do terreno deve ser motivo de atenção, pois movimentações 
futuras de acomodação podem ocorrer, resultando em danos 
às estruturas da edificação. A situação demanda maior cuidado 
quando são executados aterros sobre esse tipo de solo. Assim, 
considere que você foi contratado para avaliar uma edificação que 
apresentou fissuras na alvenaria alguns meses após sua entrega. 
Como parte da anamnese, o proprietário informou que, devido às 
condições topográficas do terreno, o imóvel foi executado sobre 
um aterro. Durante sua vistoria, você verificou um afundamento 
dos pisos, que não ocorreu de maneira uniforme, sendo mais 
acentuado nas regiões centrais dos ambientes, delimitados pelas 
alvenarias. Ao conversar novamente com o proprietário, este 
informou que construtor havia colocado barras de ferro no piso 
para reforço na região do aterro. Diante dessa situação, qual seria 
sua avaliação para o surgimento das fissuras na edificação? Qual 
medida corretiva você indicaria para o proprietário?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
No artigo indicado, você poderá estudar sobre os recalques 
diferenciais de fundação e a falta de investigação do subsolo, 
Indicações de leitura
46
a partir de um estudo de caso em um edifício no município de 
Ipatinga, estado de Minas Gerais. Ao longo do trabalho, são 
apresentados os procedimentos da visita técnica com registro 
fotográfico, constatado como a principal causa o recalque de solo 
muito mole de composição argilosa.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Biblioteca Virtual da 
Kroton e busque pelo título da obra, na página inicial.
SAMPAIO, G. S. Análise das patologias nas fundações oriundas 
de recalque diferencial através de um estudo de caso. Revista 
Construindo, v. 9, n. 02, p. 16-26, 2017. 
Indicação 2
No artigo científico indicado, você poderá estudar sobre o 
conceito de árvore de falhas para manifestações patológicas 
em fundações. Ao longo do trabalho, foi elaborada uma tabela 
com a representação de diversos tipos de fissuras resultantes 
da patologia detectada nas fundações. As caracterizações 
tiveram, como base, bibliografias sobre as características do solo, 
fundações e manifestações patológicas, com configuração do seu 
banco de dados. O objetivo foi criar uma ferramenta para facilitar 
a visualização e análise das possíveis origens das patologias com 
posterior sugestões de reparo.
WIEBBELLING, V.; ALMEIDA, M. A. Árvore de falhas de 
manifestações patológicas em fundações. Revista Técnico-
Científica do CREA-PR, n. 23, p. 1-5, 2020..
47
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. O reforço do sistema composto pelo solo e pelas estruturas 
das fundações pode ser feito de diversas formas, como, por 
exemplo, o método de injeção de calda de cimento. Sobre esse 
método, assinale a alternativa correta: 
a. É utilizado como reforço do bloco de fundação, com 
injeção de calda de cimento sob elevada pressão no seu 
interior.
b. É utilizado como reforço do bloco de coroamento da 
fundação, com injeção de calda de cimento sob baixa 
pressão.
c. É utilizado como reforço de estacadas escavadas, com 
injeção de calda de cimento no seu interior.
d. É utilizado como reforço do solo da fundação, com injeção 
de calda de cimento sob elevada pressão.
e. É utilizado como reforço do bloco de fundação, com 
injeção de calda de cimento no seu interior.
2. A investigação do subsolo é uma das etapas mais 
importantes para o projeto de fundações, sendo que sua 
48
falta é um dos problemas mais frequentes em patologias 
das fundações, sendo responsável por mais da metade dos 
casos de anomalias observadas nas edificações. Diante 
disso, assinale a alternativa correta: 
a. A falta de investigação do subsolo pode resultar em 
fundações deficientes, como as estacas apoiadas sobre solo 
impenetrável.
b. A falta de investigação do subsolo pode resultar em 
fundações deficientes, como as estacas apoiadas sobre 
matacões.
c. A investigação do subsolo é dispensada somente no caso de 
pequenas construções, de até um pavimento.
d. A investigação do subsolo é dispensada no caso de execução 
de fundações superficiais, como as sapatas corridas.
e. A investigação do subsolo é dispensada no caso de execução 
de fundações superficiais, como as estacas cravadas.
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: O reforço com injeção de calda de cimento é feito 
para proporcionar o reforço do solo da fundação, injetando a 
calda sob alta pressão e aumentando, assim, a capacidade de 
suporte do solo.
Questão 2 - Resposta B
Resolução: A falta ou falha nas investigações do subsolo resulta 
no dimensionamento inadequado das fundações, podendo-
se obter falsas soluções, como as estacas apoiadas sobre 
matacões, que podem vir sofrer recalques futuros.
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	Botão TEMA 5: 
	TEMA 2: 
	Botão 158: 
	Botão TEMA4: 
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 6: 
	TEMA 3: 
	Botão 159: 
	Botão TEMA5: 
	Inicio 3: 
	Botão TEMA 7: 
	TEMA 4: 
	Botão 160: 
	Botão TEMA6: 
	Inicio 4: 
	Botão TEMA 8: 
	TEMA 5: 
	Botão 161: 
	Botão TEMA7: 
	Inicio 5:

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