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<p>Bacharelado em Engenharia Civil</p><p>JOSÉ NELSON DE MENEZES ANDRADE</p><p>PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL:</p><p>análise e causas das principais manifestações patológicas</p><p>em residências do município de Paripiranga (BA)</p><p>Paripiranga</p><p>2021</p><p>JOSÉ NELSON DE MENEZES ANDRADE</p><p>PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL:</p><p>análise e causas das principais manifestações patológicas</p><p>em residências do município de Paripiranga (BA)</p><p>Monografia apresentada no curso de graduação do</p><p>Centro Universitário AGES como um dos pré-</p><p>requisitos para obtenção do título de bacharel em</p><p>Engenharia Civil.</p><p>Orientador: Prof. Me. Raphael Sapucaia dos Santos</p><p>Paripiranga</p><p>2021</p><p>Andrade, José Nelson de Menezes, 1990</p><p>Patologias na Construção Civil: análises e causas das</p><p>principais manifestações patológicas em residências do</p><p>município de Paripiranga-BA/ José Nelson de Menezes Andrade.</p><p>– Paripiranga, 2021.</p><p>71 f.: il.</p><p>Orientador: Profº. Me. Raphael Sapucaia dos Santos</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia</p><p>Civil) – UniAGES, Paripiranga, 2021..</p><p>1. Patologias na Construção Civil: Análises e causas das</p><p>principais manifestações patológicas em residências do município de</p><p>Paripiranga-BA. I. Título. II. UniAGES.</p><p>JOSÉ NELSON DE MENEZES ANDRADE</p><p>PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL:</p><p>análise e causas das principais manifestações patológicas em</p><p>residências do município de Paripiranga (BA)</p><p>Monografia apresentada como exigência</p><p>parcial para obtenção do título de bacharel em</p><p>Engenharia Civil à Comissão Julgadora</p><p>designada pela Coordenação de Trabalhos de</p><p>Conclusão de Curso do Centro Universitário</p><p>AGES.</p><p>Paripiranga, 13 de julho de 2021.</p><p>BANCA EXAMINADORA</p><p>Prof. Me. Raphael Sapucaia dos Santos</p><p>Ages</p><p>Prof. Me. Alberto Brigeel Noronha de Menezes</p><p>Ages</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>A Deus, pela oportunidade da vida, pela força concedida diariamente para</p><p>poder superar todas as dificuldades encontradas nessa jornada.</p><p>Aos meus familiares, por se fazerem sempre presentes durante esta etapa de</p><p>minha vida, dedicando-se e incentivando-me, em especial à minha mãe, Agenilda</p><p>Borges, que em cada dia de sua vida cuida de mim de modo tão singular.</p><p>Àqueles que contribuíram com pensamentos positivos, transmitindo boas</p><p>energias em virtude da decisão que tomei de voltar a estudar depois de alguns anos.</p><p>Aos meus colegas, em especial, Alanna e Jonathas, que durante esse tempo</p><p>dividiram comigo essa caminhada e dispomos da absorção de inúmeros</p><p>conhecimentos, agregando valor moral, profissional e como seres humanos.</p><p>Ao professor Raphael Sapucaia, por ter sido meu orientador e por todos os</p><p>ensinamentos ministrados por esse ser ímpar, durante o decorrer da graduação.</p><p>À minha companheira Monizia Nascimento e à minha filha Maria Yasmim.</p><p>Aos amigos verdadeiros, que sempre buscaram meios de me fortalecer nos</p><p>momentos difíceis, em especial, a todos aqueles que trabalham diariamente comigo,</p><p>como se fôssemos irmãos.</p><p>RESUMO</p><p>A presença de manifestações patológicas nas residências faz deste ambiente um</p><p>recinto impróprio para a vivência, resultando em desconforto e risco à sanidade dos</p><p>que ali residem. Este trabalho tem como objetivo analisar o surgimento, as causas e</p><p>as principais incidências de manifestações patológicas de Paripiranga - BA. As</p><p>patologias da construção civil são problemas diagnosticados tendo identificações e</p><p>causas destas anomalias. Alguns termos usados na medicina também se aplicam à</p><p>engenharia como diagnósticos, prognósticos, terapias, tratamentos. Para a</p><p>realização deste trabalho foi elaborada uma pesquisa bibliográfica através de livros,</p><p>teses e dissertações, manuais, artigos científicos, dentre outros. Para contribuir para</p><p>o maior aprofundamento da pesquisa foi desenvolvido um questionário contendo</p><p>algumas perguntas sobre a existência de anomalias nas residências da referida</p><p>cidade. Este questionamento foi realizado de forma presencial, sendo que todas as</p><p>medidas preventivas contra a disseminação da Covid-19 foram adotadas. Através da</p><p>aplicação do questionário foi possível identificar diversas formas de manifestações</p><p>patológicas nesta cidade, tendo como principais manifestações as provenientes da</p><p>presença de umidade. Desse modo, foi possível concluir que a causa das principais</p><p>incidências em Paripiranga - BA foi a falta de acompanhamento técnico por</p><p>profissionais da engenharia, como também esboço de projetos, logo se tornando</p><p>notória a importância da elaboração de projetos sucintos que englobem cada</p><p>segmento das construções, inclusive relacionados à impermeabilização, sendo</p><p>inegável o acompanhamento por engenheiros em todo ciclo construtivo</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Manifestações Patológicas. Identificações e Diagnósticos.</p><p>Presença de umidade. Tratamentos. Impermeabilização. Engenharia Civil.</p><p>ABSTRACT</p><p>The presence of pathological manifestations in the houses makes this environment</p><p>an inappropriate place for living, resulting in discomfort and risk to the health of those</p><p>who live there. This work aims to analyze the emergence, causes and main</p><p>incidences of pathological manifestations in Paripiranga - BA. Civil construction</p><p>pathologies are diagnosed problems having identifications and causes of these</p><p>anomalies. Some terms used in medicine also apply to engineering such as</p><p>diagnostics, prognostics, therapies, treatments. To carry out this work, a bibliographic</p><p>research was carried out through books, theses and dissertations, manuals, scientific</p><p>articles, among others. To contribute to a greater research depth, a questionnaire</p><p>was developed containing some questions about the existence of anomalies in the</p><p>houses in that city. This questioning was carried out in person, and all preventive</p><p>measures against the dissemination of Covid-19 were adopted. Through the</p><p>application of the questionnaire, it was possible to identify various forms of</p><p>pathological manifestations in this city, with the main manifestations coming from the</p><p>moisture presence. Thus, it was possible to conclude that the cause of the main</p><p>incidences in Paripiranga - BA was the lack of technical follow-up by engineering</p><p>professionals, as well as project sketching, soon becoming notorious the importance</p><p>of preparing succinct projects that encompass each construction segment, including</p><p>related to waterproofing, being undeniable the follow-up by engineers throughout the</p><p>construction cycle.</p><p>KEYWORDS: Pathological Manifestations. Identifications and Diagnoses. Moisture</p><p>presence. Treatments. Waterproofing. Civil Engineering.</p><p>LISTAS</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>1: Patologia devido à infiltração d’água em laje ........................................................ 16</p><p>2: Patologia devido à infiltração umidade ascensional/capilaridade ......................... 17</p><p>3: Umidade durante a execução / mão de obra......................................................... 18</p><p>4: Patologia devido à infiltração d’água em sistemas hidrossanitários ...................... 19</p><p>5: Alguns dos tipos de impermeabilizantes flexíveis ................................................. 22</p><p>6: Impermeabilização flexível em vigas baldrames ................................................... 22</p><p>7: Exemplificação dos tipos de impermeabilizantes flexível e rígida ......................... 23</p><p>8: Fissuras na face da parede referentes à fachada externa .................................... 24</p><p>9: Representação dos tipos de fissuras .................................................................... 25</p><p>10: Patologia oriunda da falta de cobrimento das armaduras, provocando expansão</p><p>devido à oxidação .................................................................................................</p><p>no Gráfico 3</p><p>desta pesquisa.</p><p>Gráfico 3: Percentual da quantidade de desplacamento encontrado de acordo com o número de</p><p>residências vistoriadas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Este problema também está presente com menor incidência na cidade</p><p>estudada. Apesar de encontradas em pequena porcentagem, ou seja, em apenas</p><p>13% das obras observadas, sendo 3 residências das 23 vistoriadas. Sendo assim,</p><p>13%</p><p>87%</p><p>Pecentual de residências que apresentam algum tipo de</p><p>desplacamento</p><p>Residência com desplacamento</p><p>Residência sem desplacamento</p><p>47</p><p>deve-se também estarem inclusas nos números pertinentes aos dados que</p><p>representam as incidências das manifestações patológicas de Paripiranga.</p><p>As causas destas anomalias, segundo Bauer (2008), correspondem à falta de</p><p>conhecimento e empregabilidade dos materiais na obra e ao desconhecimento por</p><p>parte dos profissionais de como utilizá-los corretamente, a falta de qualificação e</p><p>prática no manuseio dos mesmos. Bauer (2008) ainda afirma que estes problemas</p><p>podem ser do uso inadequado ou em excesso de argamassas de cal não hidratadas</p><p>que auxiliadas por material de baixa qualidade podem multiplicar as chances de</p><p>problemas com desplacamento de peças dos revestimentos.</p><p>Outra forma que proporcione resolver estes problemas relacionados ao</p><p>desplacamento e promover o ciclo de vida destes revestimentos é, consoante Fiorito</p><p>(2003), que antes receber os revestimentos, as bases sejam aprumadas “paredes”</p><p>e/ou corretamente niveladas “pisos”, respeitando o período mínimo de cura de 8 dias</p><p>destas bases e para uma aplicação adequada deve ser elaborado um estudo da</p><p>capacidade de produção de cada profissional, visando desenvolver cursos</p><p>profissionalizantes em busca de uma mão de obra qualificada em busca de</p><p>promover os melhores resultados na aplicação dos revestimentos, e até erradicar os</p><p>possíveis problemas referentes ao despreparo dos profissionais nesta etapa de</p><p>execução da obra.</p><p>Dando seguimento a pesquisa, foi perguntado aos proprietários ou pessoas</p><p>que ali residiam, se as suas casas possuíam problemas relacionado à infiltração.</p><p>Desse modo, em um total de residências representado pela análise de 23 casas, foi</p><p>possível descrever os resultados, a partir do Gráfico 4, que esboça que 20 das 23</p><p>casas possuem problemas referentes à infiltração, sendo assim já era evidente que</p><p>diversos problemas nas obras da cidade eram referentes à presença de umidade.</p><p>48</p><p>Gráfico 4: Percentual de residências que possuem presença de umidade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Foi possível identificar diversas formas de manifestações patológicas</p><p>relacionadas com a frequência de umidade, para aumentar essa probabilidade</p><p>Paripiranga possui variações climáticas no decorrer do ano, atingindo 70% de</p><p>umidade relativa do ar em algumas épocas do ano, conforme (WEATHER SPARK</p><p>2021). Esse alto índice de umidade pode ser considerado causador da maioria dos</p><p>problemas encontrados na cidade, logo, estes problemas são apenas resultados da</p><p>falta de especialização, manutenção e projetos de impermeabilização, que possuem</p><p>características de inibir a possibilidade de percolação de água pelos poros dos</p><p>componentes estruturais (VEDACITE, 2010).</p><p>Conforme Lersch (2003), o surgimento das manifestações patológicas pela</p><p>presença de umidade pode ser pela umidade por infiltração, em que ocorre a</p><p>presença de problemas nos componentes estruturais, tais como, fissuras, trincas,</p><p>ações de movimentações térmicas, entre outras. Nessa linha de pensamento, estas</p><p>patologias podem ser originadas a partir da umidade ascensional, em que</p><p>Guimarães et al. (2015) dizem que a percolação d’água ocorre pelos vazios dos</p><p>vasos capilares dos componentes estruturais.</p><p>Desse modo, ainda existem outras fontes que podem resultar em patologias</p><p>devido à presença ou excesso de umidade nas estruturas, isto é, podem ser por</p><p>umidade por condensação, execução de obra, acidental, dentre outras. Para Lersch</p><p>87%</p><p>13%</p><p>Porcentagem das residências que possuem problemas devido à</p><p>umidade</p><p>Possuem problemas devido a umidade</p><p>Não apresenta problemas referente a umidade</p><p>49</p><p>(2003), a umidade por condensação ocorre junto à superfície dos materiais, quando</p><p>estas superfícies atingem temperatura inferior à temperatura do orvalho. A umidade</p><p>por mão de obra ocorre mediante a saturação dos materiais devido ao tempo de</p><p>contato ou exposição com fontes de umidade durante o período de construção.</p><p>Também é importante ressaltar o possível surgimento de problemas advindos</p><p>da umidade causada acidentalmente. Perez (1985) destaca que este tipo de</p><p>acontecimento ocorre em decorrência do tempo de uso das edificações, em que ha</p><p>um desgaste natural dos componentes que fazem parte dos sistemas coletores das</p><p>águas pluviais ou sanitárias, principalmente, em obras antigas sem presença de</p><p>algum tipo de manutenção. Desse modo, o despreparo dos profissionais durante a</p><p>execução da obra, em virtude da má qualificação, com o auxílio de materiais de</p><p>segunda linha, e possíveis manuseios de forma inadequada. Diante das diversas</p><p>possibilidades do surgimento das principais patologias pela presença de umidade,</p><p>nota-se que a última hipótese, está relacionada com as anomalias encontradas na</p><p>cidade de Paripiranga.</p><p>Seguindo a linha de pensamento de Perez (1985), foi possível compreender,</p><p>durante a pesquisa realizada neste município, diversos pontos fundamentais para</p><p>chegar neste resultado, ou seja, em suma maioria, as patologias referentes à</p><p>presença de umidade são resultantes da falta de conhecimento ou negligência dos</p><p>profissionais que atuam diretamente neste setor, falta de manutenção, reparos, entre</p><p>outros.</p><p>Diante dos aspectos abordados e as possíveis causas descritas nos</p><p>parágrafos anteriores, pode ser levado em consideração algumas etapas no</p><p>decorrer da construção que poderiam ter mitigado e erradicado todos estes</p><p>problemas encontrados nas residências do centro da cidade. A solução proposta</p><p>seria a elaboração de projetos de impermeabilização das residências, tanto da parte</p><p>estrutural quanto partes que concebem os acabamentos finais, como revestimentos,</p><p>dando mais atenção para as áreas úmidas, coberturas, em especial, para a</p><p>existência de rufos, entre outros, seguindo os critérios de impermeabilização</p><p>descritos por (VEDACITE, 2010).</p><p>Para se desenvolver um projeto de impermeabilização devem ser atendidos</p><p>alguns critérios para este fim, ou seja, tipo e finalidade de obra, condições das áreas</p><p>que serão expostas às intempéries, quais as possíveis interferências que podem ser</p><p>deferidas ao determinado projeto, tempo e custo para execução deste procedimento</p><p>50</p><p>(VEDACITE, 2010). Em sequência deve ser desenvolvido o projeto de</p><p>impermeabilização de acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), que ratifica quais as</p><p>funções deste projeto que visa promover estanqueidade dos fluidos, para partes</p><p>internas dos componentes estruturais e proteger estes do intemperismo.</p><p>No que se refere à indagação sobre a presença de fissuras em suas casas,</p><p>foi possível identificar mediante observação em campo, que esse problema também</p><p>é bastante comum nas residências da cidade estudada. Foi encontrada com</p><p>frequência a predominância desse tipo de patologia. De acordo com o Gráfico 5, foi</p><p>possível descrever o percentual desse tipo de patologia, em que 15 residências das</p><p>23 observadas, possuíam esta anomalia.</p><p>Gráfico 5: Percentual de fissuras encontradas de acordo com o número de residências vistoriadas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Entre os problemas encontrados nas residências estão as fissuras, que</p><p>podem ser de formas variadas conforme a ABNT NBR 15575 (2013), que classifica</p><p>estas como ativas ou passivas. Existe uma série de fatores que contribuem para o</p><p>surgimento desse tipo de patologias. Para Duarte (1998), estes problemas podem</p><p>ter como origem</p><p>o alto índice de carregamento nos componentes estruturais,</p><p>variação de temperatura, a movimentação provocada pelo tráfego de veículos, que</p><p>consistem em gerar esforços nas estruturas maiores que suas resistências</p><p>características.</p><p>As variações térmicas podem resultar em diversos problemas nas estruturas e</p><p>como os componentes estruturais possuem vulnerabilidade a estas variações,</p><p>65%</p><p>35%</p><p>Percentual de fissuras encontradas de acordo com o número de</p><p>residências vistoriadas</p><p>Apresentam fissuras</p><p>Não apresentam fissuras</p><p>51</p><p>culmina na modificação de suas dimensões, resultando movimentação da estrutura</p><p>e, consequentemente, surgindo as fissuras. Desse modo, ainda existe a</p><p>probabilidade do surgimento das patologias ser devido à saturação do solo, onde</p><p>podem resultar em recalque diferencial com a expulsão da água dos vazios do solo</p><p>quando submetido aos carregamentos da estrutura, tão quanto por retração</p><p>hidráulica, onde o fator água cimento de cada determinado traço de concreto ou</p><p>argamassa irá influenciar. (SILVA; OLIVEIRA, 2018).</p><p>Thomas (1989) explica que as fissuras podem ter origem no índice de</p><p>saturação dos materiais por sua boa capacidade de absorção de água. Por haver</p><p>esta capacidade os materiais passam a se expandir provocando a fissuração das</p><p>partes menos flexíveis da estrutura, conforme a Figura 21. As fissuras que foram</p><p>encontradas nas residências podem desencadear novos problemas mais graves e</p><p>possíveis sinistros nas construções. Dessa maneira, quando identificada a presença</p><p>das mesmas deve ser desenvolvido meios que identifiquem suas causas e</p><p>promovam um diagnóstico preciso que possam saná-las (CEOTTO et al., 2005).</p><p>Figura 21: Fissuras devido à expansão dos materiais pela capacidade de absolvição de umidade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>A Figura 22 exemplifica a fissuração gerada pela movimentação e</p><p>transferências dos esforços e cargas originados pela estrutura do telhado desta</p><p>residência, onde estes esforços são maiores que a capacidade de resistência</p><p>52</p><p>características dos componentes que estão sob a mesma. A direção inicial da</p><p>fissura, possui tendência a seguir a direção das cargas, entretanto, este sentido</p><p>auxilia e norteia os possíveis diagnóstico (LORDSLEEM JÚNIOR, 1997).</p><p>Figura 22: Fissuras devido as cargas exercidas pelo telhado da residência.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Para tratar estes problemas deve ser elaborado um detalhamento concreto</p><p>das possíveis causas e quais as origens das patologias, consequentemente, é</p><p>evidente a importância da presença de profissionais da engenharia para poder</p><p>compreender de forma sucinta os agentes causadores das possíveis anomalias</p><p>destas residências. De acordo com o tipo de diagnóstico, devem ser elaborados</p><p>projetos de reforço estrutural que possa sanar os problemas encontrados nestas</p><p>residências, para isso é fundamental a realização de projetos de execução anterior à</p><p>realização das obras, promovendo a durabilidade e resistência previstas</p><p>relacionadas ao seu ciclo de vida útil (SOUZA; RIPPER, 1998).</p><p>De acordo com as observações feitas nas anomalias registradas nos</p><p>parágrafos anteriores, é possível descrever uma forma de evitar estes problemas,</p><p>sendo que se deve possuir uma análise aprofundada de cada tipo de problema</p><p>ligado a um diagnóstico preciso, por intermédio de amostras coletadas e levadas a</p><p>laboratórios para realização de ensaio de resistências característica de cada</p><p>material. Dessa forma, caracterizar as anomalias de acordo com suas classificações,</p><p>53</p><p>definindo a causa mais provável e designar a solução mais viável para a</p><p>recuperação (LORDSLEEM JÚNIOR, 1997).</p><p>No que se refere à próxima indagação foi possível observar e afirmar com</p><p>clareza a ausência de atuação dos profissionais da engenharia e arquitetura em</p><p>Paripiranga, representados pelo Gráfico 6. Assim, foi compreensível que a maioria</p><p>dos que foram submetidas ao questionário desconhecia a importância destes</p><p>profissionais que buscam atuar a fim de promover resultados promissores durante a</p><p>execução das obras e agregar qualidade no resultado final da construção.</p><p>Gráfico 6: Percentual de residências que possuem acompanhamento por profissionais da engenharia</p><p>ou arquitetura durante procedimento de execução de suas obras.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Em virtude do desconhecimento sobre a presença de profissionais da</p><p>engenharia nas obras desta cidade, complementando a pergunta anterior, em que</p><p>era desconhecido pela maioria dos proprietários a necessidade do acompanhamento</p><p>de um profissional legalmente habilitado desde a concepção de projetos ao</p><p>desenvolver da construção, os moradores foram questionados sobre a existência de</p><p>projetos para realização das obras. Conforme o Gráfico 7, foi possível analisar que o</p><p>índice é compatível com a pergunta anterior, e que os gráficos coincidem</p><p>numericamente, referindo-se à existência de projetos para a execução das obras,</p><p>portanto, em apenas 3 das 23 residências possuíam algum tipo de projeto.</p><p>13%</p><p>87%</p><p>Percentual de acompanhamento por profissionais da</p><p>Engenharia e/ou Arquitetura.</p><p>Possui acompanhamento</p><p>Não possui acompanhamento</p><p>54</p><p>Gráfico 7: Percentual de residências que possuíam algum tipo de projetos para a execução de suas</p><p>obras.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Dando seguimento, foi possível fazer outra indagação sobre quais os</p><p>profissionais que foram responsáveis pela execução e reparos das moradias,</p><p>relacionados à presença de profissionais da engenharia. Portanto, de forma</p><p>unânime, todos os entrevistados foram diretos, afirmando que em nenhuma delas</p><p>possuía algum responsável técnico legalmente habilitado para exercer essa função e</p><p>as manutenções foram realizadas por profissionais autônomos sem nenhuma</p><p>formalidade, conforme o Gráfico 8.</p><p>Gráfico 8: Percentual de obras com acompanhamento de responsável técnico para manutenções</p><p>periódicas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>13%</p><p>87%</p><p>Percentual das obras que possuiam projetos para execução</p><p>Possuem projetos</p><p>Não possuem projetos</p><p>0</p><p>100%</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>Obras que possuiam</p><p>responsável técnico para</p><p>manutenção</p><p>Obras sem</p><p>acompanhamento de</p><p>resposável técnico para suas</p><p>manuteções</p><p>Percentual</p><p>O</p><p>b</p><p>ra</p><p>s</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>u</p><p>s</p><p>e</p><p>m</p><p>a</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>p</p><p>a</p><p>n</p><p>h</p><p>a</p><p>m</p><p>e</p><p>n</p><p>to</p><p>Representação gráfica do percentual de obras sem</p><p>acompanhamento para reformas e manuteções</p><p>55</p><p>Seguindo as etapas do questionamento, e com a possível visualização das</p><p>obras, foi abordado sobre a presença de possíveis manutenções em suas</p><p>residências, se eram feitos reparos periodicamente ou se nunca tinham sido feito</p><p>algum tipo de procedimento em busca de sanar alguns problemas. Visualmente, era</p><p>perceptível a necessidade de reparos em muitas destas obras, sendo que estes</p><p>reparos não se caracterizavam pelo ciclo de vida das construções, e sim pela forma</p><p>que estas foram construídas, o Gráfico 9 representa os percentuais encontrados</p><p>referentes às manutenções realizadas nestas casas que corresponde 19 das 23</p><p>obras visitadas.</p><p>Gráfico 9: Percentual de residências que foram realizadas manutenções periódicas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Diante dos dados coletados durante a pesquisa bibliográfica foi possível</p><p>observar de forma coerente a presença de manifestações patológicas em todas as</p><p>residências verificadas. Apesar de não terem sido observados ou identificados</p><p>problemas em instalações elétricas ou em componentes do sistema hidrossanitário</p><p>de modo que as observações eram superficiais pelo pouco tempo presente nas</p><p>residências em busca de minimizar a proximidade com os moradores,</p><p>distanciamento exigido pela pandemia, mesmo assim, foi possível afirmar que 100%</p><p>das casas possuía ao menos um tipo de manifestação patológica, conforme o</p><p>Gráfico 10.</p><p>82%</p><p>18%</p><p>Percentual</p><p>de residências que foram realizadas algum tipo de</p><p>manutenção</p><p>Foram realizadas algum tipo de</p><p>manutenção</p><p>Não ocorreu manutenção</p><p>56</p><p>Gráfico 10: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestações patológicas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Em um apanhado geral resultante da pesquisa bibliográfica realizada em</p><p>Paripiranga foi possível desenvolver algumas ressalvas em que a presença de</p><p>inúmeras das manifestações patológicas são resultantes da falta destes profissionais</p><p>atuando em suas concepções. De acordo com Losso e Araújo (1995), as obras</p><p>devem ser acompanhadas por profissionais legalmente habilitados e de acordo com</p><p>suas atribuições será possível atender a demanda necessária para que sejam</p><p>apresentados meios que minimizem os problemas nas obras. São estes</p><p>profissionais que terão a capacidade de prever e sanar todas as fontes de origens</p><p>de possíveis patologias.</p><p>Desse modo, desenvolver meios que resultem na minimização dos problemas</p><p>através do conhecimento e de estudos sobre aquisição dos materiais,</p><p>principalmente, sobre qual tipo utilizar em cada situação. No que se refere ao</p><p>problema com mais predominância nesta cidade, ou seja, os problemas decorrentes</p><p>da presença de umidade, são necessários engenheiros presentes nas obras, para</p><p>desenvolverem as melhores técnicas e soluções construtivas, sempre se norteando</p><p>através do planejamento e observação das possíveis causas dos problemas, isto é,</p><p>prever e corrigi-los com antecedência (ENSSLIN; ALBERTON, 1994).</p><p>É através do planejamento realizado com a presença de profissionais da área</p><p>da construção civil que se tem um norte de como elaborar meios que possam</p><p>prevenir o surgimento de alguns sinistros nas construções, junto ao esboço do</p><p>projeto poder planejar as melhores estratégias visando cada etapa da construção.</p><p>100%</p><p>0%</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>Residências com patologias</p><p>Residências sem patologias</p><p>Percentual da incidência de patologias</p><p>R</p><p>e</p><p>s</p><p>id</p><p>ê</p><p>n</p><p>c</p><p>ia</p><p>s</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>u</p><p>s</p><p>e</p><p>m</p><p>p</p><p>a</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>s</p><p>Predominância de manifestações patológicas em</p><p>percentual</p><p>57</p><p>Juntamente com a inclusão dos colaboradores da obra, promover o diálogo coerente</p><p>em busca de satisfazer a necessidade de conhecimento destes profissionais,</p><p>sempre em busca do melhor resultado final (ENSSLIN; ALBERTON, 1994).</p><p>O planejamento se torna o ponto estratégico para conseguir bons resultados</p><p>em qualquer serviço, sendo assim, em cada etapa de uma obra deve ser levada em</p><p>conta a prevenção e isso ocorre com o planejamento. De acordo com os fatos</p><p>encontrados sobre a incidência de fissuras nas obras, Lordsleem Júnior (1997) diz</p><p>que deve ser considerada a movimentação do solo quando submetido aos</p><p>carregamentos originados da estrutura. Ele destaca também que todos os materiais</p><p>de construção e o solo sofrem deformações ao receberem algum tipo de carga.</p><p>Sendo assim, o autor afirma que a forma mais correta de solucionar os</p><p>problemas envolvendo as fissuras provenientes de problemas estruturais são as</p><p>análises feitas de acordo com os estudos geotécnicos do solo, que podem</p><p>determinar quais carregamentos o mesmo pode suportar, sendo esta resistência</p><p>característica do solo, considerado o parâmetro principal para o planejamento</p><p>correto de uma obra. Thomas (1989) completa que através destes parâmetros é que</p><p>serão designadas as capacidades de cargas, como também as suas deformações e</p><p>ainda afirma que essas características podem variar de acordo com a proximidade</p><p>do lençol freático, dos carregamentos de fundações vizinhas, entre outras. Portanto,</p><p>é evidente a necessidade da presença de profissionais da engenharia em todos os</p><p>tipos de obras.</p><p>58</p><p>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Esse trabalho teve como objetivo geral identificar e analisar as principais</p><p>causas e incidências das manifestações patológicas da cidade de Paripiranga/BA,</p><p>como também caracterizar as vertentes e origens destas manifestações, em busca</p><p>de desenvolver meios que minimizem estas incidências nas residências desta</p><p>cidade. O objetivo específico desta pesquisa tem como parte fundamental contribuir</p><p>para desenvolvimento a partir da elaboração de soluções para os problemas</p><p>encontrados, a fim de promover melhor qualidade de vida aos munícipes, com a</p><p>possibilidade de erradicação das manifestações patológicas, tendo como base um</p><p>diagnóstico preciso de cada incidente.</p><p>A partir das observações em campo foi possível identificar diversas fontes que</p><p>desencadearam o surgimento das variadas anomalias. Diante destas observações e</p><p>estudos mais aprofundados, embasadas nos livros, teses, artigos científicos, ficou</p><p>constatada a presença de várias formas de manifestações patológicas, tendo</p><p>destaque para as que são oriundas da presença de umidade nas residências da</p><p>cidade analisada.</p><p>As manifestações em destaque, resultantes da presença de umidade, trazem</p><p>consigo o detalhamento de um ponto muito importante a ser adotado nas</p><p>construções deste município. Foi possível constatar que a presença de todas as</p><p>formas de anomalias é proveniente da ausência de projetos sucintos, que esbocem</p><p>cada etapa das construções, visando em amplitude generalizada, que mais de 90%</p><p>das obras desta cidade não possuem nenhum acompanhamento técnico de</p><p>profissionais legalmente habilitado de qualquer segmento da construção civil.</p><p>É importante frisar que as residências mencionadas, com cerca de 90% sem</p><p>acompanhamento ou sem esboço de algum tipo de projeto, são as mais antigas da</p><p>cidade. Diante destes fatos, é indiscutível que para poder sanar todos os problemas</p><p>se faz necessário desenvolver meios e métodos de incentivo aos munícipes, que</p><p>antes de construírem, procurem profissionais legalmente habilitados para exercer as</p><p>funções características destes, já que possuem capacitação para exercer cada</p><p>etapa do setor da construção civil.</p><p>59</p><p>De acordo com o estudo desse trabalho, a incidência das patologias na</p><p>cidade de Paripiranga possui diversas causas. Diante disso, foi perceptível através</p><p>de uma análise quantitativa dos dados estudados que a maioria destas</p><p>manifestações patológicas é em decorrência da presença de umidade nos</p><p>componentes estruturais.</p><p>Para estes problemas, devem ser elaborados projetos de impermeabilização</p><p>em cada fonte de umidade, de modo a inibir qualquer possibilidade de percolação de</p><p>água ou similares nos componentes porosos da edificação. Para as anomalias</p><p>ligadas aos problemas estruturais, como nas fundações, devem ser adotados</p><p>estudos bem elaborados, junto com engenheiros geotécnicos em busca de</p><p>desenvolver projetos de fundações de acordo com a resistência característica de</p><p>cada tipo de solo e, a partir destes estudos, possam ser deferidas as fundações</p><p>apropriadas para cada empreendimento.</p><p>Nas correspondentes aos desplacamento dos revestimentos, embora sejam</p><p>identificados com pouca predominância, para erradicar este problema, já que sua</p><p>origem foi a falta de capacitação dos profissionais que eram responsáveis por esta</p><p>etapa de execução, seria um treinamento de acordo com os manuais fabricantes</p><p>destes componentes, ou ainda um acompanhamento de um responsável técnico</p><p>durante o período de execução das obras.</p><p>Outro problema identificado foi a deterioração das pinturas. Sendo assim, foi</p><p>possível afirmar que este problema é mais uma vez predominante dos altos índices</p><p>de umidade e da falta de conhecimento do material adequado para cada superfície</p><p>em que serão realizados os processos de pintura. Desse modo, é necessário treinar</p><p>os colaboradores para a realização desta etapa, com acompanhamento de</p><p>profissionais da engenharia.</p><p>Este município possui vasta variação climática, favorecendo a presença de</p><p>fontes como umidade e variação térmica que favorecem para o surgimento das</p><p>diversas formas de manifestações patológicas. Embora seja dotado destas</p><p>características,</p><p>de acordo com a elaboração deste trabalho, foi possível afirmar de</p><p>forma notória, que as principais causas das manifestações patológicas do município</p><p>de Paripiranga/BA, não advêm das alterações climáticas nem das variações de</p><p>temperaturas que ocorrem durante o ciclo anual.</p><p>No que se diz respeito às patologias encontradas, deve ser realizadas</p><p>vistorias periódicas nos recintos, acompanhadas de reparos e melhorias onde for</p><p>60</p><p>necessário, com o acompanhamento técnico dos profissionais da engenharia a fim</p><p>de realizar orientações aos profissionais na hora dos reparos, consequentemente,</p><p>adotar medidas preventivas descrevendo quais as origens de cada tipo de anomalia.</p><p>Os problemas desta cidade estão relacionados ao despreparo dos</p><p>profissionais que trabalham diretamente no setor da construção, como também por</p><p>uma situação drástica, como a falta de profissionais da engenharia atuando nestas</p><p>obras, resultando na ausência de elaboração sucinta e detalhada de projetos que</p><p>contemplem cada etapa de execução das obras. Dessa maneira, é fundamental a</p><p>presença e engenheiros nas obras para promover análises mais detalhadas dos</p><p>problemas, e assim diagnosticar os incidentes encontrados nas residências.</p><p>Portanto, a falta de projetos e de acompanhamento técnico de profissionais</p><p>da engenharia são as vertentes para o surgimento dos diversos tipos de problemas</p><p>das construções deste município, logo, para minimizar novos problemas devem ser</p><p>elaborados meios de incentivos aos munícipes, através de planilhas de custos</p><p>esboçando possíveis valores adicionais em virtude da aparição de vários problemas</p><p>que podem surgir sem a contratação de profissionais da engenharia.</p><p>Devem ser elaborados também meios que conscientizem as pessoas sobre os</p><p>possíveis riscos de sinistros nos componentes estruturais, visto que 87% das obras</p><p>desta cidade não possuem nenhum tipo de projeto para sua execução. Contudo,</p><p>existe uma cultura neste município de que é desnecessária a presença de</p><p>profissionais da engenharia durante a execução de suas obras, motivados pela falta</p><p>de conhecimento e da fiscalização dos órgãos competentes a exemplo do Conselho</p><p>Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).</p><p>61</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, J. J. O. Durabilidade das estruturas de concreto armado: análise das</p><p>manifestações patológicas nas estruturas no estado de Pernambuco. 1997, 151f.</p><p>Dissertação (Mestrado em Engenharia). Curso de Pós-Graduação em Engenharia</p><p>Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.</p><p>ARIVABENE, A. C. Patologias em Estruturas de Concreto Armado Estudo de</p><p>Caso. I v. 01, p. 22, 2015</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 14931-</p><p>Execução de estruturas de concreto- Procedimento. Rio de Janeiro, 2004.</p><p>______. NBR5626 - Sistemas prediais de água fria e água quente - Projeto,</p><p>execução operação e manutenção. Segunda edição. Rio de Janeiro, 2020.</p><p>______. NBR 15.575: Edificações Habitacionais-Desempenho. Parte 2: Sistemas</p><p>Estruturais. Rio de Janeiro, 2013.</p><p>______. NBR 12655 - Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e</p><p>recebimento - procedimento. Rio de Janeiro, 2006.</p><p>______. NBR 6118 - Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de</p><p>Janeiro, 2014.</p><p>______. NBR 9575: Seleção e projeto de impermeabilização. Rio de Janeiro, 2010.</p><p>BARROS, A. J. P.; LEHFELD, A. S. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas.</p><p>8. ed. Petrópolis: Vozes, 1990.</p><p>BAZZO, Walter António; PEREIRA Luiz Teixeira do Vale. Introdução à Engenharia:</p><p>conceitos, ferramentas e comportamentos. Florianópolis: EDITORA da UFSC, 2006.</p><p>BERTOLINI, L. Materiais de Construção: patologia, reabilitação, prevenção. São</p><p>Paulo: Oficina de Textos, 2010.</p><p>CARVALHO JUNIOR, Roberto de. Patologias em sistemas prediais hidráulico</p><p>sanitário. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2015.</p><p>CEOTTO, L. H.; Banduk, R. C.; Nakakura, E. H. Revestimentos de Argamassas:</p><p>boas Práticas em projeto, execução e avaliação. Porto Alegre: Prolivros,2005.</p><p>(Recomendações Técnicas HABITARE, 1).</p><p>DOCARMO, Paulo Obregon. Patologia das construções. Santa Maria: Programa</p><p>de atualização profissional – CREA – RS, 2003.</p><p>62</p><p>DUARTE, R. B. Fissuras em alvenarias: causas principais, medidas preventivas e</p><p>técnicas de recuperação. Porto Alegre: CIENTEC, 1998. (Boletim técnico, 25).</p><p>ENSSLIN, Leonardo; ALBERTON, Anete. Uma Metodologia para Gerenciamento</p><p>de Obras de Construção Civil. In: XIV Encontro Nacional de Engenharia de</p><p>Produção, 1994, João Pessoa. Anais. pp. 87-92. João Pessoa: Universidade Federal</p><p>da Paraíba, 1994</p><p>FIORITO, A. J. S. I. Manual de Argamassas e Revestimentos – Estudos e</p><p>Procedimentos de Execução. São Paulo: Editora Pini, 2003. 224p.</p><p>GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.</p><p>IBAPE- Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia. São Paulo.</p><p>Disponível em:<https://ibape-nacional.com.br/site/>. Acesso em: 10 jun. 2021.</p><p>KLEIN, D. L. Apostila do Curso de Patologia das Construções. Porto Alegre, 1999 -</p><p>10° Congresso Brasileiro de Engenharia de Avaliações e Perícias.</p><p>LOSSO, Iseu Reichmann; ARAÚJO, Hércules Nunes. Aplicação do Método da</p><p>Linha de Balanço: Estudo de Caso. In: VI Encontro Nacional de Tecnologia do</p><p>Ambiente Construído, 1995, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: Universidade</p><p>Federal do Rio de Janeiro, 1995.</p><p>LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. - São Paulo:</p><p>Atlas, 2003.</p><p>LERSCH, I. M. CONTRIBUIÇÃO PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS</p><p>FATORES E MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO EM EDIFICAÇÕES DO</p><p>PATRIMÔNIO CULTURAL DE PORTO ALEGRE. p. 185, [20--]</p><p>LICHTENSTEIN, Norberto B. Procedimento para formulação dos diagnósticos</p><p>de falhas e definição de conduta adequada à recuperação de edificações. São</p><p>Paulo, 1985. 191p.</p><p>LIMA, J. L. de A.; PASSOS, F. U.; COSTA, D. B. Processo integrado de projeto,</p><p>aquisição e execução de sistemas de impermeabilização em edifícios residenciais.</p><p>Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 59-77, jul./set. 2013.</p><p>LORDSLEEM JR., A. C. Sistemas de recuperação de fissuras da alvenaria de</p><p>vedação: avaliação da capacidade de deformação. São Paulo: FAPESP, 1997.</p><p>MARCELLI, Maurício. Sinistros na construção civil: causas e soluções para danos</p><p>e prejuízos em obras. São Paulo: Pine, 2007. 270p.</p><p>MITZSUZAKI, C. Y. Y.; AMARANTE, S. PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL. p.</p><p>14, [20--].</p><p>OLIVEIRA, Paulo Vinícius Harada de. Implementação de um processo de</p><p>planejamento de obras em uma pequena empresa: 2000, 98f. Dissertação</p><p>https://ibape-nacional.com.br/site/</p><p>63</p><p>apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade</p><p>Federal de Santa Catarina, como parte dos requisitos para a obtenção do título de</p><p>Mestre em Engenharia Civil. Florianópolis, SC.</p><p>PEREZ, A. R. Umidade nas Edificações: recomendações para a prevenção de</p><p>penetração de água pelas fachadas. Tecnologia de Edificações, São Paulo.</p><p>Pini,1985.</p><p>PINTO, Carlos Sousa. Curso Básico de Mecânica dos solos: 3ª Edição. São</p><p>Paulo, oficina de textos 2006</p><p>POSSAN, E.; DEMOLINER, C. A. DESEMPENHO, DURABILIDADE E VIDA ÚTIL</p><p>DAS EDIFICAÇÕES: ABORDAGEM GERAL. p. 14, [s.d.].</p><p>QUERUZ, F. CONTRIBUIÇÃO PARA IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS</p><p>AGENTES E MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO EM EDIFICAÇÕES DA VILA</p><p>BELGA. p. 150, [s.d.]</p><p>RODRIGUES, R. M. ERROS, DIAGNÓSTICOS E SOLUÇÕES DE</p><p>IMPERMEABILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. p. 15, [s.d.]</p><p>SANTOS, J.W.; BARROSO, R.M.B. Manual de monografia da AGES: graduação e</p><p>pós-graduação. Paripiranga: AGES, 2019.</p><p>SENA, G. et al. Patologias das Construções. Salvador: 2B, 2020.</p><p>SILVA, S. R. C.; MOREIRA, N. J. H.; ZIMMERMANN, M. P. MINISTÉRIO DE MINAS</p><p>E ENERGIA. p. 25, [s.d.]</p><p>SILVA, Fransueila Lemos; OLIVEIRA, Maria do Perpétuo Socorro Lamego.</p><p>Manifestações patológicas causadas pela ausência ou falha de impermeabilização.</p><p>Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento.</p><p>Ano 03, Ed. 11, Vol.</p><p>01, pp. 76-95 Novembro de 2018.</p><p>SOUZA, V. C. M. de; RIPPER, T. Patologia, recuperação e reforço de estruturas</p><p>de concreto. São Paulo (SP): PINI, 1998.</p><p>SOBRINHO, M. M. B. Estudo da Ocorrência de Fungos e da Permeabilidade em</p><p>Revestimentos de Argamassa em Habitações de Interesse Social – Estudo de</p><p>Caso na Cidade de Pitangueiras/SP. 2008. Dissertação (Mestrado em Construção</p><p>Civil) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2008.</p><p>TAGUCHI, M. K. AVALIAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DAS PATOLOGIAS DAS</p><p>ALVENARIAS DE VEDAÇÃO NAS EDIFICAÇÕES. p. 87, [s.d.]</p><p>THOMAZ, Ercio. Trincas em edifício: Causas, prevenção e recuperação. 1ª ed. São</p><p>Paulo, Pini, 1989.</p><p>VEDACIT. Manual técnico: impermeabilização de estruturas. 6. ed. São Paulo,</p><p>2010.</p><p>64</p><p>VERÇOZA, Ênio José. Impermeabilização na Construção. Porto Alegre: Sagra,</p><p>1985.</p><p>VERÇOZA, Ênio José. Patologia das Edificações. Porto Alegre: Editora Sagra,</p><p>1991.172p.</p><p>WEATHER SPARK. Condições meteorológicas médias de Paripiranga.</p><p>Disponível em: <https://pt.weatherspark.com/y/31145/Clima-caracter%C3%ADstico-</p><p>em-Paripiranga-Brasil-durante-o-ano>. Acesso em: 27 maio 2021.</p><p>WEIMER, Bianca Funk; THOMAS, Mauricio; DRESCH, Fernanda. Patologia das</p><p>estruturas. Porto Alegre: SAGAH, 2018. 415p.</p><p>65</p><p>APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA</p><p>Questionário de Pesquisa para TCC</p><p>Esse questionário servirá como uma pesquisa de campo para a realização do meu</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil, tendo como principais</p><p>atribuições identificar as principais causas e tipos de manifestações patológicas, e</p><p>sobre a presença de profissionais da engenharia durante a execução das obras na</p><p>cidade de Paripiranga/BA. É importante ressaltar que os nomes de todos os</p><p>envolvidos nesta pesquisa não serão divulgados.</p><p>Assinale apenas uma das alternativas.</p><p>1- A sua residência possui problemas referente à umidade?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>2- Possui algum tipo de fissura ou rachadura?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>3- Existe desplacamento nos pisos e revestimentos?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>4- Durante a execução de sua obra, houve acompanhamento por profissionais</p><p>da engenharia ou arquitetura?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>5- Foi desenvolvido projetos para execução da obra?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>6- Existe problemas nas instalações elétricas ou nos componentes do sitema</p><p>hidrossanitários?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>7- Já foram realizadas manutenções periódicas em suas obras?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>8- Essas manutenções foram acompanhadas por profissionais da engenharia?</p><p>9- Assinale as alternativas que sejam mais comuns em suas residências.</p><p>Quais os problemas mais predominantes em vossas residências?</p><p>A ( ) Problemas em pinturas</p><p>B ( ) Desplacamento dos pisos e revestimentos</p><p>C ( ) Umidade</p><p>D ( ) Fissuras</p><p>66</p><p>ANEXO A - TERMO DE RESPONSABILIDADE DO REVISOR</p><p>DE LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>67</p><p>ANEXO B - DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DE</p><p>HABILIDADE COM A LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>68</p><p>ANEXO C - TERMO DE RESPONSABILIDADE DO</p><p>TRADUTOR</p><p>69</p><p>ANEXO D - DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DE</p><p>HABILIDADE COM A LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>27</p><p>11: Patologia resultante da falta de cobrimento das armaduras, ocasionando</p><p>expansão devido à oxidação ................................................................................. 28</p><p>12: Patologia resultante de recalque diferencial em fundação .................................. 29</p><p>13: Pilar sem possível tratamento com viga .............................................................. 32</p><p>14: Problema relacionado ao despreparo da mão de obra, podendo ser fonte de</p><p>futura patologia ..................................................................................................... 32</p><p>15: Percolação d’água em revestimento cerâmico .................................................... 33</p><p>16: Desplacamento de revestimento cerâmico.......................................................... 35</p><p>17: Presença de eflorescência em fachada devido à falta de impermeabilização da</p><p>base dos revestimentos ....................................................................................... 36</p><p>18: Localização do município de Paripiranga ........................................................... 39</p><p>19: Problemas em pinturas devido à presença de umidade com a presença ........... 44</p><p>20: Problemas em pinturas devido à presença de umidade com a presença intensa</p><p>de morfo .................................................................................................................... 45</p><p>21: Fissuras devido à expansão dos materiais pela capacidade de absolvição de</p><p>umidade .................................................................................................................... 51</p><p>22: Fissuras devido às cargas exercidas pelo telhado de residências ...................... 52</p><p>LISTA DE GRÁFICOS</p><p>1: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestação patológica 43</p><p>2: Percentual das principais manifestações patológicas encontradas na cidade</p><p>estudada ................................................................................................................... 43</p><p>3: Percentual da quantidade de desplacamento encontrado de acordo com o número</p><p>de residências vistoriadas ......................................................................................... 46</p><p>4: Percentual de residências que possuem presença de umidade ........................... 48</p><p>5: Percentual de fissuras encontradas de acordo com o número de residências</p><p>vistoriadas ................................................................................................................. 50</p><p>6: Percentual de residências que possuem acompanhamento por profissionais de</p><p>engenharia ou arquitetura durante procedimento de execução de suas obras ......... 53</p><p>7: Percentual de residências que possuíam algum tipo de projetos para a execução</p><p>de suas obras ............................................................................................................ 54</p><p>8: Percentual de obras com acompanhamento de responsável técnico para</p><p>manutenções periódicas ........................................................................................... 54</p><p>9: Percentual de residências que foram realizadas manutenções periódicas ........... 55</p><p>10: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestações</p><p>patológicas ............................................................................................................... 56</p><p>LISTA DE SIGLAS</p><p>ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas</p><p>CREA Conselho Regional de Engenharia e Agronomia</p><p>IBAPE Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia</p><p>IBI Instituto Brasileiro de Impermeabilização</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10</p><p>2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 13</p><p>2.1 Contexto Histórico, a Demanda sobre Novos Métodos Construtivos e o</p><p>Surgimento de Patologias ................................................................................. 13</p><p>2.2 Definição e Contexto Envolvendo Patologia na Construção Civil ................... 13</p><p>2.3 Tipos de Patologias Causadas pela Presença de Umidade............................ 14</p><p>2.3.1 Patologias relacionadas à aparição de umidade e seus respectivos tipos</p><p>........................................................................................................................ 14</p><p>2.3.2 Umidade de infiltração ........................................................................... 15</p><p>2.3.3 Umidade ascensional ............................................................................. 16</p><p>2.3.4 Umidade por condensação .................................................................... 17</p><p>2.3.5 Umidade de obra ................................................................................... 17</p><p>2.3.6 Umidade acidental ................................................................................. 18</p><p>2.3.7 Umidade por capilaridade ...................................................................... 20</p><p>2.4 Patologias em Componentes Estruturas ......................................................... 23</p><p>2.4.1 Fissuras ................................................................................................. 24</p><p>2.4.2 Patologias resultantes da falta de cobrimento das armaduras .............. 26</p><p>2.4.3 Patologia decorrente de problemas na infraestrutura ............................ 29</p><p>2.5 Patologias nos Revestimentos ........................................................................ 32</p><p>2.5.1 Problemas relacionados ao despreparo da mão de obra ...................... 32</p><p>2.5.2 Presença de patologias devido à presença de umidade na parte interna</p><p>dos revestimentos ........................................................................................... 33</p><p>2.5.3 Patologias devido ao desconhecimento dos insumos utilizados ............ 34</p><p>3 METODOLOGIA .................................................................................................... 38</p><p>3.1 Ambiente da Pesquisa .................................................................................... 38</p><p>3.2 Mecanismos Utilizados para a Realização deste Trabalho ............................. 40</p><p>3.2.1 Elaboração de Questionário .................................................................. 40</p><p>3.2.2 Representações fotográficas ................................................................. 41</p><p>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 42</p><p>4.1 Discussão das Análises Propostas de Acordo com Cada Tipo de Anomalia,</p><p>suas Possíveis Causas e Soluções ............................................................... 42</p><p>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 58</p><p>REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 61</p><p>APÊNDICES ............................................................................................................. 65</p><p>ANEXOS ................................................................................................................... 66</p><p>10</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>O estudo das patologias torna-se primordial para as análises das possíveis</p><p>causas resultantes das principais manifestações patológicas, logo é através dessas</p><p>análises que se torna possível compreender as suas origens. O intuito de</p><p>estabelecer este surgimento é compreendido através da observação de todo ciclo</p><p>construtivo, desde a aquisição dos materiais e suas respectivas atribuições, a</p><p>realização de um planejamento e projeto coerente, a capacitação da mão de obra,</p><p>entre outros. Desse modo, através destas observações, poderá ser elaborado o</p><p>diagnóstico preciso para</p><p>cada tipo de patologia identificada (ANDRADE, 1997).</p><p>Andrade (1997) afirma que o estudo e atribuições sistemáticas das</p><p>manifestações características dos problemas encontrados permite elaborar estudos</p><p>mais concludentes com subsídios necessários para contribuir com o entendimento</p><p>das causas dos problemas e assim poder desenvolver técnicas e métodos que</p><p>promovam o melhor desempenho na elaboração dos diagnósticos. Dessa forma,</p><p>estas informações podem desempenhar melhores resultados durante o processo</p><p>construtivo, possibilitando o conhecimento deste, podendo minimizar a incidência</p><p>das patologias.</p><p>São diversos os fatores que podem resultar em problemas nas construções,</p><p>sendo a presença de umidade a responsável por cerca de 37% a 50% destes</p><p>problemas. A percolação d’água nos componentes estruturais resulta em uma série</p><p>de patologias, que podem variar desde a presença de uma simples eflorescência ou</p><p>mofo para problemas mais consistentes como o comprometimento dos componentes</p><p>estruturais, pondo em risco os que ali residem (LIMA et al., 2013).</p><p>Seguindo estes princípios, é inegável a importância da engenharia civil para</p><p>se desenvolver e elaborar métodos eficazes que promovam melhores condições e</p><p>bem-estar social para os que habitam as residências. Conforme Bazzo e Pereira</p><p>(2006), a engenharia é um processo que junto à criatividade dos engenheiros,</p><p>buscam artifícios que possam desenvolver atribuições para sanar possíveis</p><p>problemas técnicos, bem como elaborar meios que celebre o atendimento das</p><p>necessidades humanas.</p><p>11</p><p>De acordo com Andrade (1997), grande parte do processo de degradação dos</p><p>componentes estruturais pode ser minimizada com a adequação dos processos</p><p>construtivos, envolvendo cada etapa, iniciando com a aquisição e controle dos</p><p>materiais utilizados. Sendo assim, a Engenharia Civil tem buscado meios que</p><p>promovam a qualidade na execução das obras e na aquisição de materiais de</p><p>qualidade visando minimizar possíveis problemas e uma redução de custos devido</p><p>aos reparos e a reposição de novos materiais com péssima qualidade.</p><p>Com a escolha dos materiais a serem utilizados em determinada construção,</p><p>atrelada a um bom projeto e mão de obra qualificada para cada fim, será possível</p><p>designar o resultado final da construção. Uma das causas das deteriorações das</p><p>estruturas corresponde à baixa qualidade na aquisição dos materiais utilizados, por</p><p>problemas de projeto e mão de obra (POSSAN; DEMOLINER, 2013).</p><p>De acordo com Rodrigues (2016), um dos processos fundamentais para</p><p>promover durabilidade e qualidade em uma obra corresponde à etapa da</p><p>impermeabilização. Essa etapa é considerada uma das mais importantes de uma</p><p>obra, pois tem como objetivo principal proteger a edificação contra o intemperismo e</p><p>as patologias. Essas origens são devido às falhas no decorrer do processo</p><p>construtivo, por falta de planejamento e elaboração detalhada dos custos, entre</p><p>outros fatores. Sendo assim, foi possível observar que 80% das residências da</p><p>cidade de Paripiranga possuem problemas referentes à falta de impermeabilização.</p><p>Diante disso, este trabalho consiste em destacar a incidência e as origens do</p><p>surgimento da presença de patologias na cidade de Paripiranga. Com o</p><p>desenvolvimento tecnológico dos materiais e o conhecimento repassado a esta</p><p>cidade com o surgimento de diversos profissionais da engenharia no referido</p><p>município, percebe-se que a presença de patologias em diversas residências é</p><p>bastante comum.</p><p>Portanto, o objetivo geral deste trabalho consiste em analisar a causa das</p><p>principais manifestações patológicas de Paripiranga de modo a contribuir para</p><p>prevenção e minimização do surgimento de novos problemas referentes às</p><p>manifestações patológicas. Seguindo o critério geral da pesquisa, foi realizada uma</p><p>pesquisa em campo, onde foi possível identificar quais os problemas mais</p><p>predominantes neste município e, em seguida, desenvolver medidas eficazes que</p><p>possam solucioná-los.</p><p>12</p><p>A maioria dos problemas identificados no âmbito da pesquisa está</p><p>relacionada à presença de umidade no interior das edificações, onde as pessoas</p><p>que residem estão mais suscetíveis a problemas de saúde em razão da presença de</p><p>umidade e patologias decorrentes da mesma.</p><p>Este trabalho também tem como objetivo identificar as causas e elaborar</p><p>soluções para os problemas encontrados na cidade estudada, promover o</p><p>conhecimento aos munícipes, principalmente, aos que estão diretamente</p><p>relacionados ao setor da construção civil. Dessa forma, a disseminação do</p><p>conhecimento é fundamental para desenvolver métodos de incentivo à importância</p><p>do planejamento e projetos sucintos, detalhando cada etapa da execução, até</p><p>mesmo os referentes à etapa de impermeabilização, que é inegável a sua correta</p><p>execução, haja vista que a maioria das patologias é resultante da fata dessa etapa.</p><p>Acredita-se que as patologias encontradas são referentes a problemas</p><p>advindos da falta de planejamento e de projeto, falta de conhecimento e mão de</p><p>obra sem qualificação. Boa parte dos materiais utilizados na construção civil é</p><p>porosa, consequentemente, a falta de capacitação dos profissionais envolvidos,</p><p>somados a falta de conhecimento e de projeto adequado são as possíveis causas</p><p>dos problemas.</p><p>Essa pesquisa é composta por cinco capítulos e através destes é possível</p><p>dissertar sobra cada item abordado neste trabalho. O referencial teórico, segundo</p><p>capítulo, trata das principais patologias encontradas na cidade de Paripiranga,</p><p>inclusive algumas hipóteses de como saná-las. A metodologia corresponde aos</p><p>métodos utilizados no âmbito da pesquisa, nela está descrito o ambiente e as</p><p>técnicas de pesquisa aplicada durante o estudo.</p><p>O quarto capítulo, composto pelos resultados e discussões, corresponde aos</p><p>resultados encontrados durante o âmbito da pesquisa em campo. Nele aborda-se as</p><p>principais patologias encontradas na cidade analisada, suas possíveis causas e</p><p>soluções para as mesmas. No quinto e último capítulo, são apresentadas as</p><p>considerações finais sobre todos os temas abordados.</p><p>13</p><p>2 REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>2.1 Contexto Histórico, a Demanda sobre Novos Métodos Construtivos e o</p><p>Surgimento de Patologias</p><p>Conforme Bazzo (2006), a sociedade é considerada leiga em vários setores, e</p><p>na engenharia não poderia ser diferente, por isso o profissional da engenhara é tido</p><p>como indivíduo sem importância, voltado apenas para realização de cálculos, sendo</p><p>que os engenheiros são profissionais aptos a identificarem e solucionar problemas</p><p>usando a sua criatividade, não dependendo apenas das atribuições cientificas.</p><p>De acordo com Weimer et al. (2018), no decorrer da história, o homem</p><p>sempre buscou o envolvimento com a construção civil. Com o passar do tempo e</p><p>com o desenvolvimento dos países, cresceu a demanda por novos métodos</p><p>construtivos. Com isso, houve a necessidade da aceleração do processo, buscando</p><p>atingir metas em menor tempo e execução.</p><p>Diante disso, segundo os autores supracitados, embasados com</p><p>aceleramento das obras e novas demandas, notou-se que estes empreendimentos</p><p>estavam se deteriorando precocemente, conclui-se então que a redução de controle</p><p>de materiais e dos serviços prestados nas mesmas foi fundamental para as</p><p>aparições de problemas.</p><p>2.2 Definição e Contexto Envolvendo Patologia na Construção Civil</p><p>Segundo Weimer et al. (2018), foi percebida a necessidade de elaborarem</p><p>estudos que fornecessem medidas e informações precisas sobre as causas dos</p><p>problemas nas edificações. Contudo, semelhante a medicina, as patologias</p><p>presentes nas edificações foram submetidas à identificação e causas destes</p><p>problemas.</p><p>De acordo com Souza e Ripper (1998), para complementação do termo</p><p>patologia, os mesmos referem-se genericamente considerando como um novo ramo</p><p>14</p><p>de estudos desenvolvidos para abranger uma nova área da</p><p>engenharia que</p><p>possibilite a identificação, origens, causas, consequências e os mecanismos das</p><p>ocorrências voltadas para degradação das estruturas.</p><p>Nessa linha de estudo, mediante as necessidades de elaborar condições</p><p>sucintas para a definição deste conceito, Sena et al. (2020) associam o estudo das</p><p>patologias como sendo um novo conceito a ser desenvolvido para a área da</p><p>construção civil. Segundo ele, esse estudo tem por finalidade observar, estudar e</p><p>elaborar laudos contendo informações precisas sobre as principais causas e origens</p><p>que, posteriormente, desenvolvem-se para falhas nos itens que compõem toda a</p><p>edificação.</p><p>De acordo com Lichtenstein (1985), as manifestações patológicas estão</p><p>sempre presentes na construção civil, seja elas com vasta ou pouca predominância,</p><p>podendo ter variações na sua aparição. Segundo o autor, as patologias podem ser</p><p>classificadas como simples, quando identificada precocemente e sanadas ou</p><p>complexas, que possuem maior grau de dificuldade, podendo resultar em riscos para</p><p>os componentes estruturais. Entretanto, necessitam de observações e estudos mais</p><p>definidos a partir de uma análise mais individualizada.</p><p>Ainda sobre Lichtenstein (1985), é inegável estudos coerentes, como um</p><p>levantamento histórico da edificação acometida por possíveis patologias, em busca</p><p>das principais causas e origens. Recomenda-se, desse modo, que sejam colhidas</p><p>amostras dos problemas encontrados nas edificações para que possam ser</p><p>examinadas em laboratórios e posteriormente serem designadas as causas que</p><p>desencadearam os problemas e, assim, ter subsídios suficientes para promover os</p><p>melhores diagnósticos.</p><p>2.3 Tipos de Patologias Causadas pela Presença de Umidade</p><p>2.3.1 Patologias relacionadas à aparição de umidade e seus respectivos</p><p>tipos</p><p>No âmbito da pesquisa em campo, foi possível observar diferentes formas de</p><p>patologias em suas residências, muitas delas derivadas de problemas relacionados</p><p>com a umidade. Segundo Queruz (2007), a umidade é uma das principais fontes que</p><p>15</p><p>resultam em problemas patológicos, ou seja, a água é considerada a fonte de</p><p>origem dos problemas ou o meio para que estes passem a existir. De acordo com</p><p>Carmo (2003), os tipos de patologias oriundas da umidade, geralmente são</p><p>derivados da falta de impermeabilização, que podem se desencadear em diversos</p><p>problemas, como a corrosão dos elementos de aço que compõem as estruturas, a</p><p>degradação do concreto, o surgimento de mofo e problemas nas pinturas, por</p><p>exemplo.</p><p>Ainda segundo o mesmo autor, a falta de impermeabilização faz com que as</p><p>funções aglomerantes do cimento possam perder suas características,</p><p>desencadeando o desplacamento de revestimento, eflorescências, crescimento de</p><p>vegetação, entre outros problemas. Lersch (2003), por sua vez, diz que a presença</p><p>de umidade nas edificações é proveniente de uma série de contribuições que</p><p>auxiliam e facilitam estes acontecimentos.</p><p>2.3.2 Umidade de infiltração</p><p>Segundo Lersch (2003), a umidade por infiltração ocorre através de possíveis</p><p>trincas e fissuras encontradas nos ambientes externos, tendo como auxilio para esse</p><p>acontecimento a capacidade e absorção dos componentes estruturais. As áreas</p><p>externas vulneráveis à umidade sem impermeabilização correta sofrem degradações</p><p>com a precipitação das chuvas e por intermédio das ações dos ventos.</p><p>Taguchi (2010) ressalta que a continuidade da umidade nos componentes</p><p>estruturais, irá resultar em fenômenos secundários e que o surgimento de fungos,</p><p>bolores, mofos e a degradação dos componentes estruturais representados na</p><p>Figura 1 é muito provável, tornando o ambiente inabitável, colocando em risco os</p><p>moradores daquele local.</p><p>16</p><p>Figura 1: Patologia devido à infiltração d’água em laje.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>2.3.3 Umidade ascensional</p><p>Esse tipo de patologia é causado pela percolação d’água pelos vasos</p><p>capilares e a porosidade dos materiais, de acordo com Guimarães et al. (2015).</p><p>Nessa mesma linha de pensamento, Alfano et al. (2006) afirmam que esse tipo e</p><p>patologia é causado pelo fluxo de umidade contra as forças gravitacionais, que</p><p>ocorrem no sentido vertical em sentido às áreas permeáveis da estrutura, através</p><p>dos vasos capilares até o equilíbrio com as forças gravitacionais.</p><p>Esse tipo de patologia é bastante comum nas residências visitadas e de fácil</p><p>visualização. São oriundas das umidades presentes nas fundações, como citado</p><p>anteriormente. Para Seele (2000), esse tipo de problema prevalece desde a</p><p>fundação até em média 80 cm de altura, conforme a Figura 2, podendo atingir no</p><p>máximo 1,5 m, em virtude do diâmetro dos poros capilares, ou seja, quanto menor</p><p>os poros, a percolação d’água será mais elevada até atingir o seu equilíbrio.</p><p>17</p><p>Figura 2: Patologia devido à infiltração umidade ascensional/ capilaridade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>2.3.4 Umidade por condensação</p><p>Segundo Lersch (2003), esse tipo de umidade resulta do vapor de água</p><p>presente no ambiente, onde junto à superfície de materiais com temperatura inferior</p><p>a do orvalho. Tal fenômeno ocorre pela redução de capacidade de absorção de</p><p>umidade pelo ar quando é resfriado, na interface da parede. De acordo com Queruz</p><p>(2007), esse tipo de patologia pode ser ou não mais danosa aos componentes que</p><p>estão vulneráveis de acordo com a sua densidade, de modo que quanto mais</p><p>densos, mais atacados serão, portanto, os menos densos possuem maiores</p><p>resistência a esse fenômeno.</p><p>2.3.5 Umidade de obra</p><p>18</p><p>Lersch (2003) diz que esse tipo de umidade está relacionado com o tempo de</p><p>exposição à umidade que os componentes estruturais estão expostos durante o</p><p>processo executivo da obra. O mesmo afirma também que não é possível destacar</p><p>os possíveis problemas gerados por essa exposição. Ainda seguindo essa linha de</p><p>pensamento, é difícil avaliar os problemas decorrentes desse tipo de infiltração em</p><p>edificações antigas, pois a umidade de mão de obra, de acordo com a Figura 3,</p><p>tende a desaparecer pouco tempo depois do término da execução.</p><p>Figura 3: Umidade durante a execução / mão de obra.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>2.3.6 Umidade acidental</p><p>Esse tipo de patologia, consoante Perez (1985), é ocasionado por problemas</p><p>ligados à falta de conhecimento ou negligência dos profissionais durante a execução</p><p>dos sistemas hidrossanitários da estrutura, calhas, entre outros. Conforme dito pelo</p><p>autor e apresentado na Figura 4, essa patologia acomete os componentes</p><p>estruturais desencadeando diversos problemas, como a contaminação do ambiente,</p><p>surgimento de fungos e mofo, que, por sua vez, podem comprometer a sanidade dos</p><p>que estão inseridos neste meio.</p><p>19</p><p>Verçosa (1991), dando seguimento ao autor e aos problemas gerados por</p><p>este tipo de umidade, ressalta que são diversos os tipos de manifestações que são</p><p>resultantes destes problemas. Entretanto, eles podem ser fáceis de identificar, basta</p><p>uma observação precisa após as precipitações de chuvas ou a utilização de algum</p><p>dos componentes que compõe os sistemas de captação de águas ou esgotamentos</p><p>sanitários.</p><p>Figura 4: Patologia devido à infiltração d’água em sistemas hidrossanitários.</p><p>Fonte: Criação do autor (desenvolvida em 2021).</p><p>De acordo com Carvalho Júnior (2015), 75% das patologias das construções</p><p>são referentes à problemas relacionados ao sistema hidráulico, o mesmo ainda</p><p>afirma que isso se deve pela negligência das empresas em não levarem em</p><p>consideração os projetos hidráulicos dos edifícios. Essas falhas são oriundas do uso</p><p>inapropriado dos componentes do sistema, por meio do despreparo, materiais de</p><p>baixa qualidade, falta de fiscalização, decorrentes da operação e manutenção.</p><p>Com base na ABNT NBR 5626 (2020), os componentes do sistema hidráulico</p><p>de distribuição de águas devem estar protegidos e abrigados de fontes de calor</p><p>interna e externa do edifício a que compõe e livre da exposição direta com a</p><p>radiação solar, visto que sua eficácia e funcionamento correto sem o surgimento das</p><p>20</p><p>não conformidades estão diretamente relacionados com todas as premissas</p><p>necessárias para uma boa execução e manutenção de todo o sistema.</p><p>2.3.7 Umidade por capilaridade</p><p>Para Verçosa (1985), as patologias originadas a partir da capilaridade são</p><p>provenientes da descontinuidade dos materiais presentes na construção civil. Estes</p><p>materiais possuem espaços vazios que são permeados pela água que se desloca</p><p>por dentro destes. Ainda de acordo com o mesmo, a saturação dos materiais não</p><p>ocorre somente com a água encontrada no solo, mas também pelos sais existentes</p><p>no terreno, algumas vezes contidas no próprio material.</p><p>De acordo com o Perez (1985), a umidade representa um dos maiores</p><p>problemas a ser corrigido dentro da construção civil. Décadas depois do autor citar</p><p>esse problema, é bastante comum em diversas obras na cidade estudada problemas</p><p>relacionados ao surgimento de patologias causadas pela infiltração d’água. O ciclo</p><p>de vida útil de uma obra depende de alguns fatores. Klein (1999) diz que a vida útil</p><p>das construções está diretamente relacionada aos cuidados que por ventura forem</p><p>tomados durante o processo construtivo, manutenção e mão de obra qualificada.</p><p>Uma das maneiras eficazes de evitar, minimizar ou erradicar os problemas</p><p>decorrentes da presença de umidade nos componentes estruturais representados no</p><p>gráfico acima, é impermeabilização dos componentes vulneráveis a este tipo de</p><p>patologia. Uma série de fatores contribui para a necessidade de impermeabilização</p><p>nas partes vulneráveis da estrutura. Sendo assim, esse processo tem como</p><p>finalidade gerar proteção contra a percolação de fluidos (gases ou água)</p><p>promovendo um meio salubre para os moradores, bem como a proteção e garantia</p><p>de vida útil dos componentes estruturais (VEDACIT, 2010).</p><p>De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é</p><p>considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de</p><p>suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo.</p><p>Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização,</p><p>elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser</p><p>21</p><p>utilizadas camadas de produtos impermeáveis, com o auxílio de aditivos que</p><p>promova maior eficácia e durabilidade nos serviços.</p><p>Segundo a norma citada anteriormente, a inclusão dos aditivos e produtos</p><p>químicos tem por finalidade repelir a água e consequentemente inibir a estrutura da</p><p>percolação dos líquidos provenientes dos diversos tipos de umidades proferidos nos</p><p>subtópicos anteriores.</p><p>De acordo com Vedacit (2010), os sistemas de impermeabilização devem ser</p><p>realizados seguindo os critérios das normas vigentes, em que deve ser respeitado o</p><p>período de curas das argamassas ou concreto, haja vista que a eficácia dos</p><p>produtos depende desse tempo de cura. As partes que possuem maiores</p><p>vulnerabilidades são as que compõem as coberturas e áreas externas, ainda que as</p><p>mesmas possuam argamassas e concretos impermeáveis faz-se necessária a</p><p>aplicação de uma camada impermeabilizante.</p><p>Conforme os segmentos expostos por Vedacit (2010), a impermeabilização</p><p>flexível se dá pela aplicação de produtos com características maleáveis, de modo a</p><p>aderirem aos componentes estruturais, que possuem composições que permitam a</p><p>sua movimentação junto à estrutura, conforme a mesma se desloque devido às</p><p>ações externas do intemperismo, e dilatação térmica. Como representado na Figura</p><p>5, essas aplicações são indicadas para áreas sujeitas aos ataques diretos da</p><p>umidade, calor, precipitação de chuva, como terraços, calhas, coberturas, fachadas,</p><p>entre outros.</p><p>22</p><p>Figura 5: Alguns dos tipos de impermeabilizantes flexíveis.</p><p>Fonte: Silva e Oliveira (2018).</p><p>Segundo Silva e Oliveira (2018), a impermeabilização flexível é dada pela</p><p>aplicação de elementos com características betuminosas, em que serão aplicadas</p><p>diretamente sobre as superfícies que supostamente irão resultar em algum tipo de</p><p>patologia referente à presença de umidade. Assim sendo, esse tipo de</p><p>impermeabilização deve ser aplicado em áreas sujeitas a forte exposição solar, com</p><p>variações de temperatura, suscetível à umidade, representado pela Figura 6.</p><p>Figura 6: Impermeabilização flexível em vigas baldrames.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>23</p><p>Silva e Oliveira (2018) tratam o sistema de impermeabilização como rígido</p><p>aqueles que não estão suscetíveis às possíveis movimentações, ou seja, não estão</p><p>sujeitos à fissuração. De acordo com os mesmos autores, esse tipo de</p><p>impermeabilização deve ser aplicado em áreas com menor probabilidade de</p><p>exposição a fontes de calor, em estruturas que não sofram algum tipo de</p><p>movimentação. Portanto, esse tipo de impermeabilização deve ser aplicado em</p><p>áreas internas, reservatórios, piscinas, fundações, entre outros. Vedacite (2010)</p><p>segue essa linha de critérios sobre a impermeabilização rígida, logo, deve ser</p><p>aplicado somente em partes construtivas não fissuráveis, como mostra a Figura 7.</p><p>Figura 7: Exemplificação dos tipos de impermeabilização flexível e rígida.</p><p>Fonte: VEDACITE (2010).</p><p>2.4 Patologias em Componentes Estruturais</p><p>Muitas das patologias presentes no município são provenientes da falta de</p><p>conhecimento e acompanhamento de um profissional da engenharia. Arivabene</p><p>(2015) diz que devem ser desenvolvidos métodos e práticas construtivas que</p><p>24</p><p>englobem a compatibilização dos projetos e da mão de obra, inclusive, realizar</p><p>manutenções periódicas a fim de preservar e garantir a durabilidade das estruturas.</p><p>2.4.1 Fissuras</p><p>Com base nas observações realizadas in loco, notou-se a presença de várias</p><p>anomalias nestas construções. Entre algumas delas estão as fissuras nas paredes,</p><p>que de acordo com a ABNT NBR 15575 (2013), são classificadas como ativas ou</p><p>passivas, isto é, possuem variações na espessura de acordo com os movimentos</p><p>higrotérmicos; e ativas são aquelas que possuem abertura constante. Esta norma</p><p>ainda define que as aberturas serão denominadas de fissuras quando apresentarem</p><p>espessura inferior a 0,6mm e de trincas quando apresentarem espessura maior ou</p><p>igual a 0,6mm como apontado na Figura 8.</p><p>Figura 8: Fissuras na face da parede referente à fachada externa.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Existe uma série de fatores que implicam no surgimento de alguns tipos de</p><p>fissuras, Duarte (1998) informa que as fissuras podem ser originadas pelo alto índice</p><p>de carregamento da estrutura, variação de temperatura, tráfego de veículos, entre</p><p>25</p><p>outros. Dessa maneira, os esforços atuantes são maiores que a resistência</p><p>características dos materiais sob estas cargas, o mesmo ainda afirma que fissuras</p><p>em paredes de alvenaria ou similares com aberturas ≤ 0,1mm, são insignificantes,</p><p>visto que são consideradas capilares.</p><p>Para Taguchi (2010), as fissuras que podem ser consideradas causadoras de</p><p>patologias são aquelas que são possíveis serem observadas a olho nu a uma</p><p>determinada distância. Ele ainda ressalta que mesmo sem a percepção a olho nu,</p><p>deve ser observado se há a existência de focos de umidade, pois a partir da</p><p>presença d’água podem ser originadas novas patologias.</p><p>De acordo com Ceotto et al. (2005), assim que notória a presença de algum</p><p>tipo de fissura considerada patológica deve dar-se início ao procedimento de</p><p>mapeamento destas, complementado por fotos, desenhos ou esquemas que assim</p><p>possa representar detalhadamente quais os tipos de ocorrência que são</p><p>predominantes em cada estrutura, é através deste método que será possível</p><p>designar a melhor forma de tratamento de acordo com as causas e seus</p><p>diagnósticos, exemplificado pela Figura 9.</p><p>Figura 9: Representação dos tipos de fissuras.</p><p>Fonte: TAGUCHI (2010).</p><p>26</p><p>Com base em Taguchi (2010), esses tipos de fissuras são provenientes de</p><p>uma série de fatores que resultam nestes tipos de patologias, logo, as fissuras</p><p>horizontais são provocadas pela dilatação térmica, adensamento das argamassas e</p><p>falta de engastamento da parede com a viga superior ou encanamento precoce da</p><p>estrutura. As consideradas aleatórias possuem características de problemas</p><p>relacionados com as argamassas e pinturas, as inclinadas estão relacionadas com</p><p>problemas nas fundações, como recalques das fundações ou problemas</p><p>relacionados às vergas e contra vergas.</p><p>Souza e Ripper (1998) enunciam que para tratar desses tipos de patologias é</p><p>importante estar diretamente interligado com o tipo, causa e diagnóstico, destarte, o</p><p>conhecimento dos agentes causadores são fundamentais para poder trata-los. As</p><p>fissuras são resultantes do excesso de carga sobre determinado ponto da estrutura,</p><p>de modo que a mesma tende a fissurar, posto que a sua resistência é inferior às</p><p>cargas as quais está submetida.</p><p>No tratamento designado de acordo com o diagnóstico, pode haver a</p><p>necessidade de alguns reforços nos componentes estruturais, isso irá variar de</p><p>acordo com cada situação na qual as fissuras consideradas superficiais serão mais</p><p>simples e mais fáceis de serem sanadas. Em casos mais extremos, em que ocorre</p><p>um maior grau de comprometimento, é necessário recorrer a resinas epoxídicas,</p><p>embora sejam mais caras, possuem eficácia em sua incorporação com a nata de</p><p>cimento Portland e aditivos (SOUZA; RIPPER, 1998).</p><p>2.4.2 Patologia resultante da falta de cobrimento das armaduras</p><p>A vida útil de uma construção deve estar de acordo com a ABNT NBR 6118</p><p>(2014), que estabelece que a durabilidade da estrutura depende da sua concepção,</p><p>isto é, se foram levados em consideração os fatores correspondentes a classe de</p><p>agressividade da região, e os respectivos cobrimentos das armaduras, visando</p><p>cumprir o ciclo de vida útil previsto no projeto.</p><p>Toda edificação deve possuir um critério de durabilidade, de acordo com a</p><p>ABNT NBR 6118 (2014), as estruturas de concreto armado devem possuir</p><p>atribuições que promovam o desempenho e durabilidade das estruturas através de</p><p>27</p><p>ensaios e estudos da agressividade da região, mediante apresentação no projeto de</p><p>execução da obra. Os critérios de qualidade são deferidos pela ABNT NBR 12655</p><p>(2006), que define que a durabilidade da estrutura dependerá de ensaios</p><p>comprobatórios do desempenho e durabilidade, tendo em vista também o nível de</p><p>agressividade e resistência aos esforços mecânicos, dessa maneira será possível</p><p>mitigar os problemas representados pela Figura 10.</p><p>Figura 10: Patologia oriunda da falta de cobrimento das armaduras, provocando expansão devido à</p><p>oxidação.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Segundo Thomaz (1989), as corrosões sejam de qualquer natureza,</p><p>produzem o óxido de ferro. A sua graduação volumétrica é superior ao volume</p><p>natural do aço, todavia, decorrente dessa expansão surge na face dos componentes</p><p>estruturais as fissuras. Segundo o autor, as armaduras dispostas sem o adequado</p><p>cobrimento estarão expostas às intempéries presentes no ambiente, incluindo o</p><p>oxigênio. A Figura 11 apresenta o resultado dessa exposição.</p><p>28</p><p>Figura 11: Patologia resultante da falta de cobrimento das armaduras, ocasionando expansão devido</p><p>à oxidação.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>A falta de recobrimento das armaduras, sem exclusão das armaduras</p><p>principais, aquelas que estão sendo submetidas aos esforços de tração, segundo a</p><p>ABNT NBR 6118 (2014), deve ser levado em consideração o distanciamento das</p><p>armaduras e da parte externa da concretagem, isto é, de acordo com cobrimento e</p><p>qualidade do concreto é que se desenvolve a proteção adequada para que os</p><p>agentes externos não comprometam a durabilidade. A mesma norma afirma que em</p><p>casos especiais medidas que auxiliam a proteção das armaduras ainda podem ser</p><p>adotadas: galvanização das armaduras, aplicação de revestimentos, pinturas e</p><p>impermeabilizantes, entre outros.</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019) ressaltam que os problemas como corrosão</p><p>nas armaduras das estruturas possuem relação com a exposição da mesma às</p><p>intempéries do ambiente. Sendo assim, a exposição à umidade junto ao oxigênio,</p><p>favorece a degradação precoce da armadura devido à oxidação. Os autores ainda</p><p>destacam que em grandes centros urbanos, onde as estruturas ficam suscetíveis à</p><p>carbonatação gerada pela grande concentração de CO2.</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019) afirmam que as moléculas de CO2 são diluídas</p><p>através da umidade presente na estrutura, que posteriormente, irá se unir as</p><p>moléculas de cálcio presentes no concreto, promovendo o ácido de cálcio que</p><p>compromete muito a estrutura pelo seu auto poder de corrosão. Para os mesmos</p><p>29</p><p>autores, para a prevenção desse tipo de patologia, deve ser levado em consideração</p><p>o cobrimento necessário que deve existir sobre as armaduras e conhecer os índices</p><p>de agressividade de cada região.</p><p>Marcelli (2007), em seu livro Sinistros na Construção Civil, informa que a</p><p>parte fundamental para existir a proteção adequada das armaduras, são estudos</p><p>relacionados ao tipo de concreto utilizado em cada estrutura e também o tipo de</p><p>agressividade ambiente a que os componentes estruturais estão expostos. Para</p><p>tanto, segundo o autor, são através destes estudos que se permite desenvolver o</p><p>cobrimento adequado das armaduras e promover um meio alcalino evitando</p><p>fissuração e desplacamento dos componentes estruturais em função da expansão</p><p>resultante da oxidação das armaduras.</p><p>2.4.3 Patologia decorrente de problemas na infraestrutura</p><p>Muitas das patologias existentes na cidade estudada referem-se à problemas</p><p>com a frequência de umidade, foi possível observar problemas gerados pelas ações</p><p>mecânicas como o recalque diferencial das fundações, exposto na Figura 12. Souza</p><p>e Ripper (1998) abordam que toda edificação seja no período de execução ou pós-</p><p>obra, em um determinado ciclo de tempo sofre algumas alterações em razão das</p><p>cargas atuantes sobre as mesmas. Esses carregamentos deslocam lentamente a</p><p>estrutura até a sua estabilização total no solo.</p><p>Figura 12: Patologia resultante de recalque diferencial em fundação.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>30</p><p>Ainda de acordo com Souza e Ripper (1998), o surgimento de fissuras nas</p><p>construções pode estar ligado à movimentação da estrutura por possíveis erros de</p><p>cálculos nas fundações, variações de carga de acordo com a área da fundação</p><p>projetada, entre outros. Em seu estudo, o autor ressalta que devem ser levadas em</p><p>consideração possíveis ampliações, devendo ser observado que o solo da antiga</p><p>construção não vai sofrer nenhum tipo de movimentação, portanto, o mesmo já está</p><p>estabilizado.</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019), em seu artigo, abordam que as fissuras</p><p>podem surgir de várias formas após o enrijecimento dos componentes estruturais,</p><p>logo uma destas possíveis causas é através do recalque diferencial. De acordo com</p><p>o mesmo, as fissuras provenientes desse tipo de patologia possuem inclinação</p><p>direcionada para o ponto de maior recalque e são provocadas pelas tensões de</p><p>cisalhamento.</p><p>Existem diversos problemas nas construções em várias das etapas em que se</p><p>referem à construção, até referentes à fundação. De acordo com Marcelli (2007),</p><p>são bastante comuns problemas nas edificações de pequeno e médio porte, pela</p><p>falta de estudos relacionados ao solo, originando patologias e diversos problemas</p><p>que possuem relação direta com este.</p><p>Marcelli (2007) afirma que esses problemas podem ser aumentados por meio</p><p>do despreparo</p><p>de profissionais da engenharia para as atribuições que lhe são</p><p>cabíveis. Tais profissionais podem se iludir com possíveis soluções e procedimentos</p><p>duvidosos que aparentam ser vantajosos, podendo ainda, não estarem de acordo</p><p>com as normas técnicas do país.</p><p>Conforme Pinto (2006), o estudo do solo é essencial para a engenharia, este</p><p>consiste em observar todas as características de resistência mecânica por meio de</p><p>ensaios realizados em amostras coletadas através das sondagens. De acordo com</p><p>estes ensaios é possível obter o comportamento específico de resistência do solo</p><p>quando receber os carregamentos verticais oriundos das edificações, portanto, irá</p><p>ser definido o tipo de fundação para cada tipo de solo e edificação, contribuindo para</p><p>extinguir fissuras e trincas em todo o conjunto estrutural da obra.</p><p>Marcelli (2007) disserta que é fundamental possuir conhecimentos das</p><p>características e tipo de solo em que irá ser executada uma obra porque a</p><p>verificação do subsolo é crucial para desenvolver o tipo de fundação apropriada.</p><p>Para conhecer o subsolo é necessária a realização de ensaios através de</p><p>31</p><p>sondagens simples. Através deste procedimento é possível identificar e classificar os</p><p>tipos de solos predominantes em cada região.</p><p>Embora sejam identificados os tipos de solo, segundo Marcelli (2007), não é</p><p>possível compreender com 100% de exatidão o recalque absoluto que acontecerá</p><p>na estrutura, e ainda salienta que para conseguir um resultado satisfatório é</p><p>necessário que o projetista possua reconhecimento de qualidades em seus</p><p>trabalhos já executados. Sendo assim, o autor afirma que diante de todas as</p><p>peculiaridades é inegável a presença do profissional da engenharia durante o</p><p>período de execução da obra e fazer o acompanhamento periódico antes e durante</p><p>o período de execução, visando a possibilidade de alterações e mudanças no tipo</p><p>predominante de solo, e, portanto, fazer as intervenções e alterações necessárias no</p><p>projeto.</p><p>Em outro trecho de seu estudo, Marcelli (2007) aborda que é bastante comum</p><p>em obras de pequeno porte problemas estruturais causados pelo dimensionamento</p><p>de sapatas isoladas. Marcelli (2007), em seu contexto, realça a importância da falta</p><p>de experiência de quem executou a obra, de modo a generalizar o tipo de solo da</p><p>região, que podem até ignorar as cotas de apoios das sapatas resultando em</p><p>recalques bem acentuados.</p><p>Além dos problemas relacionados com os recalques diferenciais, o mesmo</p><p>autor acentua a importância do travamento adequado dos pilares, onde na Figura 13</p><p>é nítida a falta deste travamento. Para ele, toda a estrutura pode perder a sua rigidez</p><p>podendo ocasionar o comprometimento global do empreendimento. Os pilares</p><p>intertravados proporcionam rigidez à estrutura, que corresponde a todos os esforços</p><p>atuantes e cargas acidentais. Conforme mencionado, caso não haja essa</p><p>estabilidade e desenvolva para possíveis sinistros, os componentes acometidos</p><p>pelos problemas de engasgamentos devem ser submetidos a reforços nos</p><p>componentes comprometidos.</p><p>32</p><p>Figura 13: Pilar sem possível travamento com a viga.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>2.5 Patologias nos Revestimentos</p><p>2.5.1 Problemas relacionados ao despreparo da mão de obra</p><p>A Figura 14 representa uma patologia relacionada ao despreparo da mão de</p><p>obra quando realizara o revestimento, segundo Fiorito (2003), durante o</p><p>procedimento de execução do revestimento cerâmico, a mão de obra é de</p><p>fundamental importância promovendo qualidade, durabilidade, estética e vida útil do</p><p>mesmo, ou seja, é indispensável uma mão de obra qualificada para realização</p><p>destes procedimentos.</p><p>Figura 14: Problema relacionado ao despreparo da mão de obra, podendo ser fonte de</p><p>futura patologia.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>33</p><p>Outro fator que pode comprometer a vida útil dos revestimentos é a variação</p><p>de temperatura. Fiorito (2003) enfatiza que o revestimento cerâmico deve possuir</p><p>juntas entre as peças, a fim de mitigar possíveis problemas em virtude das tensões</p><p>térmicas. Portanto, sem o devido distanciamento entre as peças, ao serem</p><p>submetidas às variações de temperaturas ou a outros carregamentos externos, pode</p><p>ocorrer desplacamento das peças.</p><p>2.5.2 Presença de patologias devido à presença de umidade na parte</p><p>interna dos revestimentos</p><p>Como citado nos tópicos anteriores por alguns autores, a umidade também</p><p>gera problemas nos revestimentos, principalmente, quando está presente na parte</p><p>interna de algumas peças, como representado na Figura 15. Os revestimentos</p><p>cerâmicos não possuem função de impedir a percolação de água no seu sentido</p><p>inverso, isto é, da fundação para superfície, para estes fins existem outras etapas de</p><p>execução que possibilitam a impermeabilização do local onde serão aplicados os</p><p>revestimentos, promovendo o bem-estar de seus usuários (FIORITO, 2003).</p><p>Figura15: Percolação d’água em revestimento cerâmico.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>De acordo com os estudos de Bauer (2016), as patologias presentes nos</p><p>revestimentos têm suas causas advindas da falta de eficiência dos projetos, ou da</p><p>inexistência deles, pela ausência de junta de dilatação e, principalmente, pela falta</p><p>34</p><p>de conhecimento das argamassas, do tipo cerâmico e dos materiais empregados</p><p>nas juntas de movimentação, quando estas existem. Portanto, segundo Bauer</p><p>(2008), é imprescindível que sejam considerados todos os procedimentos cabíveis</p><p>em toda execução dos revestimentos.</p><p>Seguindo o âmbito da pesquisa desenvolvida, as patologias presentes neste</p><p>município apresentam características de serem oriundas da falta de</p><p>impermeabilização, vide Gráfico 1. Nesse contexto dos revestimentos, em sua base,</p><p>devem ser locadas mantas impermeabilizantes em locais suscetíveis à umidade. De</p><p>acordo com Bauer (2016), para estes fins são utilizados materiais betuminosos como</p><p>as mantas asfálticas desenvolvidas para serem usadas como impermeabilizantes. A</p><p>sua aplicação já é bastante comum, sendo que é bastante eficaz, economicamente</p><p>viável e contribuirá para a preservação das partes vulneráveis às intempéries</p><p>resultantes da umidade. BAUER (2016).</p><p>Segundo a ABNT NBR 9952 (2014) para aplicação das mantas asfálticas</p><p>como impermeabilizantes, deve apresentar compatibilidade com seus constituintes,</p><p>suportar os esforços atuantes nos quais estão sendo submetidos, tornando-se</p><p>impermeável e sem alteração de volume quando submetida ao contato com a</p><p>umidade.</p><p>2.5.3 Patologias devido ao desconhecimento dos insumos utilizados</p><p>O conhecimento dos componentes que constituem os insumos utilizados na</p><p>construção civil deve ser compreendido pelos operários ou gestores de obras.</p><p>Consoante Bauer (2008), um dos fatores agravantes que resultam em patologias</p><p>nos revestimentos está ligado à ausência de experiência durante o procedimento</p><p>das etapas de execução da obra. Nesse contexto, o autor destaca que ao preparar a</p><p>superfície de assentamento são utilizadas argamassas de cal não hidratadas, com</p><p>auxílio de mão de obra despreparada e material de péssima qualidade.</p><p>Portanto, Bauer (2008) discorre que a presença de patologias referentes ao</p><p>deslocamento e desplacamento dos revestimentos é oriunda do uso inadequado e</p><p>exagerado da cal em algumas obras. Para tanto, Fiorito (2003) declara que ao iniciar</p><p>o revestimento, visando durabilidade e qualidade no serviço, devem ser</p><p>35</p><p>consideradas todas as premissas necessárias para êxito na etapa de execução e</p><p>que todas as superfícies devem estar aprumadas, e (ou) niveladas, a aplicação da</p><p>argamassa de assentamento que deve ocorrer após 08 dias da aplicação da</p><p>argamassa de nivelamento “reboco”.</p><p>Portanto, para Fiorito (2003), esses critérios devem ser analisados, visando</p><p>mitigar futuras patologias, e cumprir o ciclo de vida útil dos</p><p>revestimentos. Exposto</p><p>na Figura 16, segundo Bertolini (2010), uma das causas das patologias é a</p><p>degradação dos materiais, que resulta das interações físico-químicas do ambiente</p><p>em que estes materiais estão inseridos. Essas transformações são provocadas por</p><p>meio da variação de temperatura e agentes agressivos que alteram as propriedades</p><p>dos materiais, sendo capaz de penetrar no seu interior por cauda da porosidade de</p><p>alguns destes materiais.</p><p>Figura 16: Desplacamento do revestimento cerâmico.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Bertolini (2010) revela que existem variações nas formas de acontecer a</p><p>corrosão dos componentes metálicos de uma estrutura, porém as maneiras mais</p><p>propícias em que estes componentes estão suscetíveis são através das corrosões</p><p>úmidas e corrosões secas. Essas corrosões, conforme o autor, são provocadas pelo</p><p>contato dos componentes estruturais com meios aquosos, ou seja, água doce ou</p><p>salgada, soluções ácidas ou alcalinas, contato direto com solo contendo umidade,</p><p>entre outros. As corrosões secas, por sua vez, são oriundas das variações de</p><p>temperaturas, em edificações normais designadas para o público civil, são</p><p>desconsideradas.</p><p>36</p><p>Como observado até então, as patologias são originadas a partir de</p><p>infiltrações predominantes nas estruturas. Bertolini (2010) destaca que elas ocorrem</p><p>em função da reação química entre o aluminato tricálcico presentes nos cimento das</p><p>argamassas, tão quanto o sulfato em solução que forma a etringita, ou seja,</p><p>sulfoaluminato tricálcico, resultando em uma enorme expansão que ao entrar em</p><p>contato com substâncias líquidas, as fissuras devido a esta expansão promovem a</p><p>eflorescência.</p><p>A eflorescência é apenas uma das causas das patologias pela presença de</p><p>umidade nos componentes estruturais, segundo Viçosa (1991), a umidade está</p><p>diretamente relacionada com a presença de mofo, ferrugem, eflorescência,</p><p>degradação de pinturas, acidentes estruturais ocasionados por meio da gravidade</p><p>do desenvolvimento das patologias.</p><p>Conforme Fiorito (2003), essa patologia está relacionada a possíveis</p><p>intervenções em razão da limpeza com utilização de produtos contendo substâncias</p><p>nocivas aos revestimentos resultando na deterioração, espaços vazios na sua base</p><p>causados pelo despreparo dos colaboradores, que não possuem qualificação para a</p><p>execução dos revestimentos. Além disso, o autor descreve que a eflorescência</p><p>representada pela Figura 17 também surge mediante a precipitação de chuva, em</p><p>que a base dos revestimentos não possui barreiras impermeabilizantes para o</p><p>impedimento da percolação d’água.</p><p>Figura 17: Presença de eflorescência em fachada devido à falta de impermeabilização da base dos</p><p>revestimentos.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>37</p><p>Embora não apresente riscos significativos para a estrutura, conforme</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019), a predominância de umidade na estrutura deve ser</p><p>observada e considerada, logo a frequente aparência pode resultar em problemas</p><p>futuros decorrente disto. Diante dos problemas encontrados, devem ser observados</p><p>e designados quais são os tipos de patologias e sua gravidade, conhecendo suas</p><p>proporções e nível de gravidade será possível evitar que os problemas possam</p><p>migrar para um estado mais crítico que possa comprometer a vida útil da estrutura.</p><p>Portanto, a identificação do problema deve ser diagnosticada desde suas raízes.</p><p>38</p><p>3 METODOLOGIA</p><p>Este trabalho teve como caráter inicial para seu desenvolvimento pesquisas</p><p>bibliográficas através de livros e artigos científicos, teses de mestrado e doutorado,</p><p>de modo a possuir caráter explicativo, incluindo conhecer e identificar as principais</p><p>manifestações patológicas da cidade estudada. Diante das identificações, poder</p><p>desenvolver e elaborar métodos que possam classificar as patologias presente nas</p><p>residências, quais os tipos mais comuns e suas possíveis causas.</p><p>De acordo com Barros e Lehfeld (2001), a pesquisa bibliográfica caracteriza-</p><p>se por ser de documentação direta através da pesquisa em campo, em que o</p><p>pesquisador possui o papel observador e exploratório a fim de coletar dados e</p><p>informações necessárias para realização de sua pesquisa diretamente no local onde</p><p>ocorrem os fenômenos.</p><p>Esta pesquisa possui caráter exploratório, que consoante Gil (2007), o estudo</p><p>realizado possui finalidade de identificar e designar os tipos de manifestações</p><p>patológicas encontradas em campo, familiarizando estes problemas com os estudos</p><p>bibliográficos de modo a torná-los mais explícitos e sucintos, podendo desenvolver</p><p>técnicas e métodos que possam sanar a presença destas anomalias.</p><p>O presente trabalho pressupõe uma pesquisa quali-quantitativa. Esse método</p><p>de pesquisa, conforme Lakatos (2003), consiste em unir as abordagens</p><p>bibliográficas com os dados obtidos em campo. Desse modo, devem ser analisados</p><p>todos os dados de forma crítica, com intuito de identificá-los de forma sucinta a fim</p><p>de interpretar e desenvolver meios através das observações realizadas, que diante</p><p>dos questionários e abordagens promovam soluções cabíveis para cada problema.</p><p>3.1 Ambiente da Pesquisa</p><p>Esse trabalho foi realizado no município de Paripiranga/BA, onde de acordo</p><p>com Silva, Moreira e Zimmermann (2005), está localizada no Nordeste do estado da</p><p>Bahia, limitando-se a leste e sul com o estado de Sergipe, a oeste com a cidade</p><p>39</p><p>Adustina e a norte com a cidade Cel. João Sá, a 364 Km da sua capital Salvador,</p><p>conforme a Figura 18.</p><p>Figura18: Localização do município de Paripiranga/BA.</p><p>Fonte: Weather Spark (2021).</p><p>De acordo com Weatather Spark (2021), o município de Paripiranga/BA</p><p>possui uma ampla variação climática no decorrer do ano, sua temperatura média</p><p>varia entre 17 °C a 33 °C, sendo que o período de precipitação de chuvas ocorre</p><p>com mais frequência entre o dia 11 de março a 24 de agosto. A variação de</p><p>temperatura, precipitação de chuvas, mudanças dos teores de umidade do ar</p><p>somadas às estruturas precárias da cidade favorece para o surgimento de diversos</p><p>problemas patológicos nessa região, como exemplificadas no referencial teórico</p><p>deste trabalho.</p><p>40</p><p>3.2 Mecanismos Utilizados para a Realização deste Trabalho</p><p>3.2.1 Elaboração de questionário</p><p>A fundamentação bibliográfica desse trabalho foi realizada por meio de um</p><p>questionamento elaborado através de perguntas que continham algumas</p><p>indagações sobre a incidência e quais manifestações patológicas eram</p><p>predominantes nas residências da cidade de Paripiranga/BA, e também sobre a</p><p>presença de profissionais da engenharia durante as obras, concepção de projetos,</p><p>entre outros. Esse questionário era composto por perguntas pré-definidas, para</p><p>promover melhor compreensão aos entrevistados, visando colher resultados mais</p><p>precisos e sucintos.</p><p>As perguntas elaboradas foram se a residências possuíam problemas</p><p>referentes à umidade, se existem fissuras ou rachaduras, desplacamento de pisos e</p><p>revestimentos, se aconteceu acompanhamento de um profissional da engenharia ou</p><p>arquitetura durante a execução e a elaboração de projeto para a realização da obra,</p><p>e por quem tenha sido realizado esse projeto, se era notório a presença de</p><p>problemas nas instalações hidráulica e elétrica, quais os problemas mais</p><p>predominantes, se já foi realizada alguma manutenção e se essas manutenções</p><p>foram acompanhadas por profissionais da engenharia.</p><p>Destaca-se que se esse questionário também dispunha de perguntas sobre a</p><p>existência de propostas de mitigar o surgimento das patologias, visando as</p><p>construções visualmente mais novas. É importante salientar que a designação das</p><p>residências vistoriadas se deu de modo aleatório, sem definição</p><p>de tempo de</p><p>construída, com o intuito de analisar os métodos construtivos e, em consequência</p><p>verificar as causas das manifestações patológicas de acordo com o método de</p><p>construção de cada residência aferida.</p><p>41</p><p>3.2.2 Representações fotográficas</p><p>A elaboração do questionário, citado anteriormente, foi de forma presencial.</p><p>Por esse intermédio foi possível fazer os registros fotográficos da presença das</p><p>manifestações patológicas, sempre com autorização dos residentes das casas</p><p>vistoriadas. É importante ressaltar que, pelo período de enfermidades causadas pela</p><p>pandemia de covid-19 foram tomadas todas as medidas de precaução, seguindo</p><p>todas as orientações e medidas para evitar a disseminação da corona vírus.</p><p>Também se faz necessário explicitar que foi utilizado no ambiente de estudo a</p><p>utilização de álcool em gel, uso de máscara e luvas descartáveis, para promover a</p><p>segurança de todos os envolvidos no local da vistoria e coleta das fotografias.</p><p>42</p><p>4 RESULTADO E DISCUSSÃO</p><p>No presente capítulo são discutidos os dados obtidos no âmbito da pesquisa,</p><p>cada incidência e causadores dos diversos tipos de manifestações patológicas da</p><p>cidade de Paripiranga/BA são abordados e analisados. Desse modo, pode-se</p><p>desenvolver um possível diagnóstico de acordo com os estudos e observações</p><p>realizadas em campo e é a partir destas observações e análises que será possível</p><p>designar o tratamento mais adequado e viável para cada tipo de anomalia presente</p><p>na cidade estudada.</p><p>4.1 Discussão das Análises Propostas de Acordo com Cada Tipo de</p><p>Anomalia, suas Possíveis Causas e Soluções</p><p>É importante frisar que nesta etapa da pesquisa os resultados obtidos foram</p><p>de acordo com os questionamentos aferidos aos proprietários ou inquilinos que</p><p>residiam no momento da realização da pesquisa, onde estas análises foram feitas</p><p>com base em fotografias dos ambientes com a presença de algumas anomalias,</p><p>sem coleta de amostras para estudos mais aprofundados em laboratórios, visando</p><p>evitar possíveis fontes de contato com as residências em virtude das precauções</p><p>exigidas pela pandemia.</p><p>Diante dos dados coletados durante a pesquisa bibliográfica foi possível</p><p>observar de forma coerente a presença de manifestações patológicas em todas as</p><p>residências verificadas. Embora não tenha sido observada ou identificada problemas</p><p>em instalações elétricas ou em componentes do sistema hidrossanitário, pois as</p><p>observações eram superficiais por conta do tempo presente nas residências em</p><p>busca de minimizar a proximidade com os que ali residiam, para evitar um possível</p><p>contágio no momento em que o país vive um contexto de pandemia, mesmo assim,</p><p>foi perceptível afirmar que 100% das casas possuíam ao menos um tipo de</p><p>manifestação patológica, conforme o Gráfico 1.</p><p>43</p><p>Gráfico 1: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestação patológica.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Também foi questionado quais os problemas mais predominantes nas</p><p>residências, de modo a identificar as principais incidências de anomalias presentes</p><p>nestes locais. Contudo, ao realizar essa observação foi possível designar as mais</p><p>perceptíveis anomalias predominantes nesta cidade. No Gráfico 2 são descritas</p><p>algumas das principais formas de incidência de manifestações patológicas de</p><p>Paripiranga/BA.</p><p>Gráfico 2: Percentual das principais manifestações patológicas encontradas na cidade estudada.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>100%</p><p>0%</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>Residências com patologias</p><p>Residências sem patologias</p><p>Percentual da incidência de patologias</p><p>R</p><p>e</p><p>s</p><p>id</p><p>ê</p><p>n</p><p>c</p><p>ia</p><p>s</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>u</p><p>s</p><p>e</p><p>m</p><p>p</p><p>a</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>s</p><p>Predominância de manifestações patológicas em</p><p>percentual</p><p>35%</p><p>87%</p><p>13%</p><p>72%</p><p>Fissuras</p><p>Umidade</p><p>Desplacamento</p><p>Problemas em pinturas</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>P</p><p>a</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>s</p><p>Percentual das patologias</p><p>Principais tipos de manifestações patoloógicas da</p><p>cidade de Paripiranga</p><p>44</p><p>Conforme verificado, Paripiranga possui diversos tipos de manifestações</p><p>patológicas com percentuais bem elevados em diversos problemas, entretanto, as</p><p>pinturas são uma das mais afetadas no setor da construção, como exposto pela</p><p>Figura 19. Estes problemas, em muitos dos casos, segundo Alfano et al. (2006), é</p><p>resultado da presença de umidade sob a face das bases que receberão as pinturas,</p><p>ainda, segundo o autor, as forças oriundas dos ventos e da chuva também auxiliam</p><p>no deterioramento destas camadas, favorecendo a percolação de umidade nos</p><p>vazios desprotegidos destas superfícies.</p><p>Figura 19: Problemas em pinturas devido à presença de umidade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021)</p><p>Em concordância com Alfano et al. (2006) sobre as possíveis causas dos</p><p>problemas a respeito dos problemas encontrados na figura acima, compreende-se</p><p>que uma das causas mais prováveis desta anomalia origina-se a partir da falta de</p><p>conhecimento dos materiais utilizados em ambientes externos, majorados pela falta</p><p>de impermeabilização das bases, que possuem vasta predominação de umidade,</p><p>resultando em descascamentos e aparição de mofos.</p><p>Outro problema bastante comum nas superfícies das paredes que possuem</p><p>origem devido à presença contínua de umidade são os mofos, representados pela</p><p>Figura 20 que mostra uma superfície acometida por esta manifestação que</p><p>45</p><p>compromete todo o recinto, tornando o mesmo inabitável ou com vastas</p><p>probabilidades de riscos à sanidade dos moradores daquela residência (TAGUCHI,</p><p>2010).</p><p>Figura 20: Problemas em pinturas devido à presença de umidade com a presença</p><p>intensa de mofo.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Algumas medidas podem ser adotadas para evitar o acumulo de erros</p><p>durante a execução das obras, principalmente, com intermédio da presença de</p><p>profissionais da engenharia que quase não se fez presente em todas as construções</p><p>da cidade estudada. Segundo o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de</p><p>Engenharia (IBAPE) a presença de profissionais da engenharia é crucial para a</p><p>identificação e elaboração de laudos precisos de modo a desenvolver métodos que</p><p>inibam a presença das patologias nos diversos tipos de obras e residências, bem</p><p>como compreender as características típicas de cada edificação.</p><p>Outra forma de prevenir e evitar possíveis problemas nas faces das paredes</p><p>ou qualquer outro tipo de superfície, principalmente, as áreas externas ou sujeitas à</p><p>umidade, é desenvolver projetos de impermeabilização, sempre acompanhado por</p><p>profissionais da área e dispor de alguns laudos designados perante observação</p><p>minuciosa de engenheiros civis ou peritos das construções.</p><p>46</p><p>Para a minimização dos problemas ligados à presença de mofo algumas</p><p>técnicas podem ser adotadas, sendo suficientes para inibir estas manifestações. É</p><p>possível também tratar com o auxílio de materiais que facilitem a limpeza das</p><p>superfícies, de preferência com objetos livre de umidade, uma vez que mofo são</p><p>microrganismos que gostam de umidade e pouca ventilação. Após a limpeza deve</p><p>ser preparada uma solução composta por 80 g de fosfato trissódico, 90 ml de</p><p>hipoclorito e 30 g de detergente, diluídos em 2700 ml de água.</p><p>Vale destacar que se a presença do mofo persistir devem ser analisadas as</p><p>causas e prováveis meios em que possa estar ocorrendo a percolação de água para</p><p>o surgimento dos mesmos (SOBRINHO, 2008).</p><p>Em conformidade com o explícito na elaboração do questionário deste</p><p>trabalho foi notória a predominância de problemas referentes ao desplacamento de</p><p>revestimentos em algumas casas. A presença deste tipo de problema foi identificado</p><p>com menor incidência, portanto, é possível afirmar que somente em apenas duas</p><p>das residências foi encontrado este tipo de problema, como exposto</p>