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TCC -NELSON pronto (Eng Civil)

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Questões resolvidas

De acordo com Weimer et al. (2018), no decorrer da história, o homem sempre buscou o envolvimento com a construção civil. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento dos países, cresceu a demanda por novos métodos construtivos. Com isso, houve a necessidade da aceleração do processo, buscando atingir metas em menor tempo e execução. Diante disso, segundo os autores supracitados, embasados com aceleramento das obras e novas demandas, notou-se que estes empreendimentos estavam se deteriorando precocemente, conclui-se então que a redução de controle de materiais e dos serviços prestados nas mesmas foi fundamental para as aparições de problemas.

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Segundo Weimer et al. (2018), foi percebida a necessidade de elaborarem estudos que fornecessem medidas e informações precisas sobre as causas dos problemas nas edificações. Contudo, semelhante a medicina, as patologias presentes nas edificações foram submetidas à identificação e causas destes problemas.

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

No âmbito da pesquisa em campo, foi possível observar diferentes formas de patologias em suas residências, muitas delas derivadas de problemas relacionados com a umidade. Segundo Queruz (2007), a umidade é uma das principais fontes que resultam em problemas patológicos, ou seja, a água é considerada a fonte de origem dos problemas ou o meio para que estes passem a existir.

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Com base nas informações apresentadas sobre patologias em componentes estruturais, analise as seguintes afirmativas:
1. As fissuras nas paredes podem ser classificadas como ativas ou passivas, de acordo com a ABNT NBR 15575 (2013).
2. Segundo Duarte (1998), as fissuras em paredes de alvenaria com aberturas ≤ 0,1mm são consideradas capilares.
3. Taguchi (2010) destaca que as fissuras que podem ser consideradas causadoras de patologias são aquelas visíveis a olho nu a uma determinada distância.
Agora, assinale a alternativa CORRETA:
1. As fissuras nas paredes podem ser classificadas como ativas ou passivas, de acordo com a ABNT NBR 15575 (2013).
2. Segundo Duarte (1998), as fissuras em paredes de alvenaria com aberturas ≤ 0,1mm são consideradas capilares.
3. Taguchi (2010) destaca que as fissuras que podem ser consideradas causadoras de patologias são aquelas visíveis a olho nu a uma determinada distância.
a) Apenas a afirmativa 1 está correta.
b) Apenas as afirmativas 1 e 2 estão corretas.
c) Apenas as afirmativas 1 e 3 estão corretas.
d) Apenas as afirmativas 2 e 3 estão corretas.

No que se refere à próxima indagação foi possível observar e afirmar com clareza a ausência de atuação dos profissionais da engenharia e arquitetura em Paripiranga, representados pelo Gráfico 6. Assim, foi compreensível que a maioria dos que foram submetidas ao questionário desconhecia a importância destes profissionais que buscam atuar a fim de promover resultados promissores durante a execução das obras e agregar qualidade no resultado final da construção.

Verdadeiro
Falso

Diante dos dados coletados durante a pesquisa bibliográfica foi possível observar de forma coerente a presença de manifestações patológicas em todas as residências verificadas. Apesar de não terem sido observados ou identificados problemas em instalações elétricas ou em componentes do sistema hidrossanitário de modo que as observações eram superficiais pelo pouco tempo presente nas residências em busca de minimizar a proximidade com os moradores, distanciamento exigido pela pandemia, mesmo assim, foi possível afirmar que 100% das casas possuía ao menos um tipo de manifestação patológica, conforme o Gráfico 10.

Verdadeiro
Falso

Curso em Engenharia Civil, tendo como principais atribuições identificar as principais causas e tipos de manifestações patológicas, e sobre a presença de profissionais da engenharia durante a execução das obras na cidade de Paripiranga/BA. É importante ressaltar que os nomes de todos os envolvidos nesta pesquisa não serão divulgados. Assinale apenas uma das alternativas.
1- A sua residência possui problemas referente à umidade?
2- Possui algum tipo de fissura ou rachadura?
3- Existe desplacamento nos pisos e revestimentos?
4- Durante a execução de sua obra, houve acompanhamento por profissionais da engenharia ou arquitetura?
5- Foi desenvolvido projetos para execução da obra?
6- Existe problemas nas instalações elétricas ou nos componentes do sistema hidrossanitários?
7- Já foram realizadas manutenções periódicas em suas obras?
8- Essas manutenções foram acompanhadas por profissionais da engenharia?
9- Assinale as alternativas que sejam mais comuns em suas residências. Quais os problemas mais predominantes em vossas residências?
A ( ) Problemas em pinturas
B ( ) Desplacamento dos pisos e revestimentos
C ( ) Umidade
D ( ) Fissuras

De acordo com a ABNT NBR 5626 (2020), os componentes do sistema hidráulico de distribuição de águas devem estar protegidos e abrigados de fontes de calor interna e externa do edifício a que compõe e livre da exposição direta com a radiação solar, visto que sua eficácia e funcionamento correto sem o surgimento das não conformidades estão diretamente relacionados com todas as premissas necessárias para uma boa execução e manutenção de todo o sistema.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

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a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Segundo Weimer et al. (2018), foi percebida a necessidade de elaborarem estudos que fornecessem medidas e informações precisas sobre as causas dos problemas nas edificações. Contudo, semelhante a medicina, as patologias presentes nas edificações foram submetidas à identificação e causas destes problemas.

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

No âmbito da pesquisa em campo, foi possível observar diferentes formas de patologias em suas residências, muitas delas derivadas de problemas relacionados com a umidade. Segundo Queruz (2007), a umidade é uma das principais fontes que resultam em problemas patológicos, ou seja, a água é considerada a fonte de origem dos problemas ou o meio para que estes passem a existir.

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Com base nas informações apresentadas sobre patologias em componentes estruturais, analise as seguintes afirmativas:
1. As fissuras nas paredes podem ser classificadas como ativas ou passivas, de acordo com a ABNT NBR 15575 (2013).
2. Segundo Duarte (1998), as fissuras em paredes de alvenaria com aberturas ≤ 0,1mm são consideradas capilares.
3. Taguchi (2010) destaca que as fissuras que podem ser consideradas causadoras de patologias são aquelas visíveis a olho nu a uma determinada distância.
Agora, assinale a alternativa CORRETA:
1. As fissuras nas paredes podem ser classificadas como ativas ou passivas, de acordo com a ABNT NBR 15575 (2013).
2. Segundo Duarte (1998), as fissuras em paredes de alvenaria com aberturas ≤ 0,1mm são consideradas capilares.
3. Taguchi (2010) destaca que as fissuras que podem ser consideradas causadoras de patologias são aquelas visíveis a olho nu a uma determinada distância.
a) Apenas a afirmativa 1 está correta.
b) Apenas as afirmativas 1 e 2 estão corretas.
c) Apenas as afirmativas 1 e 3 estão corretas.
d) Apenas as afirmativas 2 e 3 estão corretas.

No que se refere à próxima indagação foi possível observar e afirmar com clareza a ausência de atuação dos profissionais da engenharia e arquitetura em Paripiranga, representados pelo Gráfico 6. Assim, foi compreensível que a maioria dos que foram submetidas ao questionário desconhecia a importância destes profissionais que buscam atuar a fim de promover resultados promissores durante a execução das obras e agregar qualidade no resultado final da construção.

Verdadeiro
Falso

Diante dos dados coletados durante a pesquisa bibliográfica foi possível observar de forma coerente a presença de manifestações patológicas em todas as residências verificadas. Apesar de não terem sido observados ou identificados problemas em instalações elétricas ou em componentes do sistema hidrossanitário de modo que as observações eram superficiais pelo pouco tempo presente nas residências em busca de minimizar a proximidade com os moradores, distanciamento exigido pela pandemia, mesmo assim, foi possível afirmar que 100% das casas possuía ao menos um tipo de manifestação patológica, conforme o Gráfico 10.

Verdadeiro
Falso

Curso em Engenharia Civil, tendo como principais atribuições identificar as principais causas e tipos de manifestações patológicas, e sobre a presença de profissionais da engenharia durante a execução das obras na cidade de Paripiranga/BA. É importante ressaltar que os nomes de todos os envolvidos nesta pesquisa não serão divulgados. Assinale apenas uma das alternativas.
1- A sua residência possui problemas referente à umidade?
2- Possui algum tipo de fissura ou rachadura?
3- Existe desplacamento nos pisos e revestimentos?
4- Durante a execução de sua obra, houve acompanhamento por profissionais da engenharia ou arquitetura?
5- Foi desenvolvido projetos para execução da obra?
6- Existe problemas nas instalações elétricas ou nos componentes do sistema hidrossanitários?
7- Já foram realizadas manutenções periódicas em suas obras?
8- Essas manutenções foram acompanhadas por profissionais da engenharia?
9- Assinale as alternativas que sejam mais comuns em suas residências. Quais os problemas mais predominantes em vossas residências?
A ( ) Problemas em pinturas
B ( ) Desplacamento dos pisos e revestimentos
C ( ) Umidade
D ( ) Fissuras

De acordo com a ABNT NBR 5626 (2020), os componentes do sistema hidráulico de distribuição de águas devem estar protegidos e abrigados de fontes de calor interna e externa do edifício a que compõe e livre da exposição direta com a radiação solar, visto que sua eficácia e funcionamento correto sem o surgimento das não conformidades estão diretamente relacionados com todas as premissas necessárias para uma boa execução e manutenção de todo o sistema.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo. Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização, elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser conforme a mesma se desloque devido às ações externas do intemperismo, e dilatação térmica.

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<p>Bacharelado em Engenharia Civil</p><p>JOSÉ NELSON DE MENEZES ANDRADE</p><p>PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL:</p><p>análise e causas das principais manifestações patológicas</p><p>em residências do município de Paripiranga (BA)</p><p>Paripiranga</p><p>2021</p><p>JOSÉ NELSON DE MENEZES ANDRADE</p><p>PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL:</p><p>análise e causas das principais manifestações patológicas</p><p>em residências do município de Paripiranga (BA)</p><p>Monografia apresentada no curso de graduação do</p><p>Centro Universitário AGES como um dos pré-</p><p>requisitos para obtenção do título de bacharel em</p><p>Engenharia Civil.</p><p>Orientador: Prof. Me. Raphael Sapucaia dos Santos</p><p>Paripiranga</p><p>2021</p><p>Andrade, José Nelson de Menezes, 1990</p><p>Patologias na Construção Civil: análises e causas das</p><p>principais manifestações patológicas em residências do</p><p>município de Paripiranga-BA/ José Nelson de Menezes Andrade.</p><p>– Paripiranga, 2021.</p><p>71 f.: il.</p><p>Orientador: Profº. Me. Raphael Sapucaia dos Santos</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia</p><p>Civil) – UniAGES, Paripiranga, 2021..</p><p>1. Patologias na Construção Civil: Análises e causas das</p><p>principais manifestações patológicas em residências do município de</p><p>Paripiranga-BA. I. Título. II. UniAGES.</p><p>JOSÉ NELSON DE MENEZES ANDRADE</p><p>PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL:</p><p>análise e causas das principais manifestações patológicas em</p><p>residências do município de Paripiranga (BA)</p><p>Monografia apresentada como exigência</p><p>parcial para obtenção do título de bacharel em</p><p>Engenharia Civil à Comissão Julgadora</p><p>designada pela Coordenação de Trabalhos de</p><p>Conclusão de Curso do Centro Universitário</p><p>AGES.</p><p>Paripiranga, 13 de julho de 2021.</p><p>BANCA EXAMINADORA</p><p>Prof. Me. Raphael Sapucaia dos Santos</p><p>Ages</p><p>Prof. Me. Alberto Brigeel Noronha de Menezes</p><p>Ages</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>A Deus, pela oportunidade da vida, pela força concedida diariamente para</p><p>poder superar todas as dificuldades encontradas nessa jornada.</p><p>Aos meus familiares, por se fazerem sempre presentes durante esta etapa de</p><p>minha vida, dedicando-se e incentivando-me, em especial à minha mãe, Agenilda</p><p>Borges, que em cada dia de sua vida cuida de mim de modo tão singular.</p><p>Àqueles que contribuíram com pensamentos positivos, transmitindo boas</p><p>energias em virtude da decisão que tomei de voltar a estudar depois de alguns anos.</p><p>Aos meus colegas, em especial, Alanna e Jonathas, que durante esse tempo</p><p>dividiram comigo essa caminhada e dispomos da absorção de inúmeros</p><p>conhecimentos, agregando valor moral, profissional e como seres humanos.</p><p>Ao professor Raphael Sapucaia, por ter sido meu orientador e por todos os</p><p>ensinamentos ministrados por esse ser ímpar, durante o decorrer da graduação.</p><p>À minha companheira Monizia Nascimento e à minha filha Maria Yasmim.</p><p>Aos amigos verdadeiros, que sempre buscaram meios de me fortalecer nos</p><p>momentos difíceis, em especial, a todos aqueles que trabalham diariamente comigo,</p><p>como se fôssemos irmãos.</p><p>RESUMO</p><p>A presença de manifestações patológicas nas residências faz deste ambiente um</p><p>recinto impróprio para a vivência, resultando em desconforto e risco à sanidade dos</p><p>que ali residem. Este trabalho tem como objetivo analisar o surgimento, as causas e</p><p>as principais incidências de manifestações patológicas de Paripiranga - BA. As</p><p>patologias da construção civil são problemas diagnosticados tendo identificações e</p><p>causas destas anomalias. Alguns termos usados na medicina também se aplicam à</p><p>engenharia como diagnósticos, prognósticos, terapias, tratamentos. Para a</p><p>realização deste trabalho foi elaborada uma pesquisa bibliográfica através de livros,</p><p>teses e dissertações, manuais, artigos científicos, dentre outros. Para contribuir para</p><p>o maior aprofundamento da pesquisa foi desenvolvido um questionário contendo</p><p>algumas perguntas sobre a existência de anomalias nas residências da referida</p><p>cidade. Este questionamento foi realizado de forma presencial, sendo que todas as</p><p>medidas preventivas contra a disseminação da Covid-19 foram adotadas. Através da</p><p>aplicação do questionário foi possível identificar diversas formas de manifestações</p><p>patológicas nesta cidade, tendo como principais manifestações as provenientes da</p><p>presença de umidade. Desse modo, foi possível concluir que a causa das principais</p><p>incidências em Paripiranga - BA foi a falta de acompanhamento técnico por</p><p>profissionais da engenharia, como também esboço de projetos, logo se tornando</p><p>notória a importância da elaboração de projetos sucintos que englobem cada</p><p>segmento das construções, inclusive relacionados à impermeabilização, sendo</p><p>inegável o acompanhamento por engenheiros em todo ciclo construtivo</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Manifestações Patológicas. Identificações e Diagnósticos.</p><p>Presença de umidade. Tratamentos. Impermeabilização. Engenharia Civil.</p><p>ABSTRACT</p><p>The presence of pathological manifestations in the houses makes this environment</p><p>an inappropriate place for living, resulting in discomfort and risk to the health of those</p><p>who live there. This work aims to analyze the emergence, causes and main</p><p>incidences of pathological manifestations in Paripiranga - BA. Civil construction</p><p>pathologies are diagnosed problems having identifications and causes of these</p><p>anomalies. Some terms used in medicine also apply to engineering such as</p><p>diagnostics, prognostics, therapies, treatments. To carry out this work, a bibliographic</p><p>research was carried out through books, theses and dissertations, manuals, scientific</p><p>articles, among others. To contribute to a greater research depth, a questionnaire</p><p>was developed containing some questions about the existence of anomalies in the</p><p>houses in that city. This questioning was carried out in person, and all preventive</p><p>measures against the dissemination of Covid-19 were adopted. Through the</p><p>application of the questionnaire, it was possible to identify various forms of</p><p>pathological manifestations in this city, with the main manifestations coming from the</p><p>moisture presence. Thus, it was possible to conclude that the cause of the main</p><p>incidences in Paripiranga - BA was the lack of technical follow-up by engineering</p><p>professionals, as well as project sketching, soon becoming notorious the importance</p><p>of preparing succinct projects that encompass each construction segment, including</p><p>related to waterproofing, being undeniable the follow-up by engineers throughout the</p><p>construction cycle.</p><p>KEYWORDS: Pathological Manifestations. Identifications and Diagnoses. Moisture</p><p>presence. Treatments. Waterproofing. Civil Engineering.</p><p>LISTAS</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>1: Patologia devido à infiltração d’água em laje ........................................................ 16</p><p>2: Patologia devido à infiltração umidade ascensional/capilaridade ......................... 17</p><p>3: Umidade durante a execução / mão de obra......................................................... 18</p><p>4: Patologia devido à infiltração d’água em sistemas hidrossanitários ...................... 19</p><p>5: Alguns dos tipos de impermeabilizantes flexíveis ................................................. 22</p><p>6: Impermeabilização flexível em vigas baldrames ................................................... 22</p><p>7: Exemplificação dos tipos de impermeabilizantes flexível e rígida ......................... 23</p><p>8: Fissuras na face da parede referentes à fachada externa .................................... 24</p><p>9: Representação dos tipos de fissuras .................................................................... 25</p><p>10: Patologia oriunda da falta de cobrimento das armaduras, provocando expansão</p><p>devido à oxidação .................................................................................................</p><p>no Gráfico 3</p><p>desta pesquisa.</p><p>Gráfico 3: Percentual da quantidade de desplacamento encontrado de acordo com o número de</p><p>residências vistoriadas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Este problema também está presente com menor incidência na cidade</p><p>estudada. Apesar de encontradas em pequena porcentagem, ou seja, em apenas</p><p>13% das obras observadas, sendo 3 residências das 23 vistoriadas. Sendo assim,</p><p>13%</p><p>87%</p><p>Pecentual de residências que apresentam algum tipo de</p><p>desplacamento</p><p>Residência com desplacamento</p><p>Residência sem desplacamento</p><p>47</p><p>deve-se também estarem inclusas nos números pertinentes aos dados que</p><p>representam as incidências das manifestações patológicas de Paripiranga.</p><p>As causas destas anomalias, segundo Bauer (2008), correspondem à falta de</p><p>conhecimento e empregabilidade dos materiais na obra e ao desconhecimento por</p><p>parte dos profissionais de como utilizá-los corretamente, a falta de qualificação e</p><p>prática no manuseio dos mesmos. Bauer (2008) ainda afirma que estes problemas</p><p>podem ser do uso inadequado ou em excesso de argamassas de cal não hidratadas</p><p>que auxiliadas por material de baixa qualidade podem multiplicar as chances de</p><p>problemas com desplacamento de peças dos revestimentos.</p><p>Outra forma que proporcione resolver estes problemas relacionados ao</p><p>desplacamento e promover o ciclo de vida destes revestimentos é, consoante Fiorito</p><p>(2003), que antes receber os revestimentos, as bases sejam aprumadas “paredes”</p><p>e/ou corretamente niveladas “pisos”, respeitando o período mínimo de cura de 8 dias</p><p>destas bases e para uma aplicação adequada deve ser elaborado um estudo da</p><p>capacidade de produção de cada profissional, visando desenvolver cursos</p><p>profissionalizantes em busca de uma mão de obra qualificada em busca de</p><p>promover os melhores resultados na aplicação dos revestimentos, e até erradicar os</p><p>possíveis problemas referentes ao despreparo dos profissionais nesta etapa de</p><p>execução da obra.</p><p>Dando seguimento a pesquisa, foi perguntado aos proprietários ou pessoas</p><p>que ali residiam, se as suas casas possuíam problemas relacionado à infiltração.</p><p>Desse modo, em um total de residências representado pela análise de 23 casas, foi</p><p>possível descrever os resultados, a partir do Gráfico 4, que esboça que 20 das 23</p><p>casas possuem problemas referentes à infiltração, sendo assim já era evidente que</p><p>diversos problemas nas obras da cidade eram referentes à presença de umidade.</p><p>48</p><p>Gráfico 4: Percentual de residências que possuem presença de umidade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Foi possível identificar diversas formas de manifestações patológicas</p><p>relacionadas com a frequência de umidade, para aumentar essa probabilidade</p><p>Paripiranga possui variações climáticas no decorrer do ano, atingindo 70% de</p><p>umidade relativa do ar em algumas épocas do ano, conforme (WEATHER SPARK</p><p>2021). Esse alto índice de umidade pode ser considerado causador da maioria dos</p><p>problemas encontrados na cidade, logo, estes problemas são apenas resultados da</p><p>falta de especialização, manutenção e projetos de impermeabilização, que possuem</p><p>características de inibir a possibilidade de percolação de água pelos poros dos</p><p>componentes estruturais (VEDACITE, 2010).</p><p>Conforme Lersch (2003), o surgimento das manifestações patológicas pela</p><p>presença de umidade pode ser pela umidade por infiltração, em que ocorre a</p><p>presença de problemas nos componentes estruturais, tais como, fissuras, trincas,</p><p>ações de movimentações térmicas, entre outras. Nessa linha de pensamento, estas</p><p>patologias podem ser originadas a partir da umidade ascensional, em que</p><p>Guimarães et al. (2015) dizem que a percolação d’água ocorre pelos vazios dos</p><p>vasos capilares dos componentes estruturais.</p><p>Desse modo, ainda existem outras fontes que podem resultar em patologias</p><p>devido à presença ou excesso de umidade nas estruturas, isto é, podem ser por</p><p>umidade por condensação, execução de obra, acidental, dentre outras. Para Lersch</p><p>87%</p><p>13%</p><p>Porcentagem das residências que possuem problemas devido à</p><p>umidade</p><p>Possuem problemas devido a umidade</p><p>Não apresenta problemas referente a umidade</p><p>49</p><p>(2003), a umidade por condensação ocorre junto à superfície dos materiais, quando</p><p>estas superfícies atingem temperatura inferior à temperatura do orvalho. A umidade</p><p>por mão de obra ocorre mediante a saturação dos materiais devido ao tempo de</p><p>contato ou exposição com fontes de umidade durante o período de construção.</p><p>Também é importante ressaltar o possível surgimento de problemas advindos</p><p>da umidade causada acidentalmente. Perez (1985) destaca que este tipo de</p><p>acontecimento ocorre em decorrência do tempo de uso das edificações, em que ha</p><p>um desgaste natural dos componentes que fazem parte dos sistemas coletores das</p><p>águas pluviais ou sanitárias, principalmente, em obras antigas sem presença de</p><p>algum tipo de manutenção. Desse modo, o despreparo dos profissionais durante a</p><p>execução da obra, em virtude da má qualificação, com o auxílio de materiais de</p><p>segunda linha, e possíveis manuseios de forma inadequada. Diante das diversas</p><p>possibilidades do surgimento das principais patologias pela presença de umidade,</p><p>nota-se que a última hipótese, está relacionada com as anomalias encontradas na</p><p>cidade de Paripiranga.</p><p>Seguindo a linha de pensamento de Perez (1985), foi possível compreender,</p><p>durante a pesquisa realizada neste município, diversos pontos fundamentais para</p><p>chegar neste resultado, ou seja, em suma maioria, as patologias referentes à</p><p>presença de umidade são resultantes da falta de conhecimento ou negligência dos</p><p>profissionais que atuam diretamente neste setor, falta de manutenção, reparos, entre</p><p>outros.</p><p>Diante dos aspectos abordados e as possíveis causas descritas nos</p><p>parágrafos anteriores, pode ser levado em consideração algumas etapas no</p><p>decorrer da construção que poderiam ter mitigado e erradicado todos estes</p><p>problemas encontrados nas residências do centro da cidade. A solução proposta</p><p>seria a elaboração de projetos de impermeabilização das residências, tanto da parte</p><p>estrutural quanto partes que concebem os acabamentos finais, como revestimentos,</p><p>dando mais atenção para as áreas úmidas, coberturas, em especial, para a</p><p>existência de rufos, entre outros, seguindo os critérios de impermeabilização</p><p>descritos por (VEDACITE, 2010).</p><p>Para se desenvolver um projeto de impermeabilização devem ser atendidos</p><p>alguns critérios para este fim, ou seja, tipo e finalidade de obra, condições das áreas</p><p>que serão expostas às intempéries, quais as possíveis interferências que podem ser</p><p>deferidas ao determinado projeto, tempo e custo para execução deste procedimento</p><p>50</p><p>(VEDACITE, 2010). Em sequência deve ser desenvolvido o projeto de</p><p>impermeabilização de acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), que ratifica quais as</p><p>funções deste projeto que visa promover estanqueidade dos fluidos, para partes</p><p>internas dos componentes estruturais e proteger estes do intemperismo.</p><p>No que se refere à indagação sobre a presença de fissuras em suas casas,</p><p>foi possível identificar mediante observação em campo, que esse problema também</p><p>é bastante comum nas residências da cidade estudada. Foi encontrada com</p><p>frequência a predominância desse tipo de patologia. De acordo com o Gráfico 5, foi</p><p>possível descrever o percentual desse tipo de patologia, em que 15 residências das</p><p>23 observadas, possuíam esta anomalia.</p><p>Gráfico 5: Percentual de fissuras encontradas de acordo com o número de residências vistoriadas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Entre os problemas encontrados nas residências estão as fissuras, que</p><p>podem ser de formas variadas conforme a ABNT NBR 15575 (2013), que classifica</p><p>estas como ativas ou passivas. Existe uma série de fatores que contribuem para o</p><p>surgimento desse tipo de patologias. Para Duarte (1998), estes problemas podem</p><p>ter como origem</p><p>o alto índice de carregamento nos componentes estruturais,</p><p>variação de temperatura, a movimentação provocada pelo tráfego de veículos, que</p><p>consistem em gerar esforços nas estruturas maiores que suas resistências</p><p>características.</p><p>As variações térmicas podem resultar em diversos problemas nas estruturas e</p><p>como os componentes estruturais possuem vulnerabilidade a estas variações,</p><p>65%</p><p>35%</p><p>Percentual de fissuras encontradas de acordo com o número de</p><p>residências vistoriadas</p><p>Apresentam fissuras</p><p>Não apresentam fissuras</p><p>51</p><p>culmina na modificação de suas dimensões, resultando movimentação da estrutura</p><p>e, consequentemente, surgindo as fissuras. Desse modo, ainda existe a</p><p>probabilidade do surgimento das patologias ser devido à saturação do solo, onde</p><p>podem resultar em recalque diferencial com a expulsão da água dos vazios do solo</p><p>quando submetido aos carregamentos da estrutura, tão quanto por retração</p><p>hidráulica, onde o fator água cimento de cada determinado traço de concreto ou</p><p>argamassa irá influenciar. (SILVA; OLIVEIRA, 2018).</p><p>Thomas (1989) explica que as fissuras podem ter origem no índice de</p><p>saturação dos materiais por sua boa capacidade de absorção de água. Por haver</p><p>esta capacidade os materiais passam a se expandir provocando a fissuração das</p><p>partes menos flexíveis da estrutura, conforme a Figura 21. As fissuras que foram</p><p>encontradas nas residências podem desencadear novos problemas mais graves e</p><p>possíveis sinistros nas construções. Dessa maneira, quando identificada a presença</p><p>das mesmas deve ser desenvolvido meios que identifiquem suas causas e</p><p>promovam um diagnóstico preciso que possam saná-las (CEOTTO et al., 2005).</p><p>Figura 21: Fissuras devido à expansão dos materiais pela capacidade de absolvição de umidade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>A Figura 22 exemplifica a fissuração gerada pela movimentação e</p><p>transferências dos esforços e cargas originados pela estrutura do telhado desta</p><p>residência, onde estes esforços são maiores que a capacidade de resistência</p><p>52</p><p>características dos componentes que estão sob a mesma. A direção inicial da</p><p>fissura, possui tendência a seguir a direção das cargas, entretanto, este sentido</p><p>auxilia e norteia os possíveis diagnóstico (LORDSLEEM JÚNIOR, 1997).</p><p>Figura 22: Fissuras devido as cargas exercidas pelo telhado da residência.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Para tratar estes problemas deve ser elaborado um detalhamento concreto</p><p>das possíveis causas e quais as origens das patologias, consequentemente, é</p><p>evidente a importância da presença de profissionais da engenharia para poder</p><p>compreender de forma sucinta os agentes causadores das possíveis anomalias</p><p>destas residências. De acordo com o tipo de diagnóstico, devem ser elaborados</p><p>projetos de reforço estrutural que possa sanar os problemas encontrados nestas</p><p>residências, para isso é fundamental a realização de projetos de execução anterior à</p><p>realização das obras, promovendo a durabilidade e resistência previstas</p><p>relacionadas ao seu ciclo de vida útil (SOUZA; RIPPER, 1998).</p><p>De acordo com as observações feitas nas anomalias registradas nos</p><p>parágrafos anteriores, é possível descrever uma forma de evitar estes problemas,</p><p>sendo que se deve possuir uma análise aprofundada de cada tipo de problema</p><p>ligado a um diagnóstico preciso, por intermédio de amostras coletadas e levadas a</p><p>laboratórios para realização de ensaio de resistências característica de cada</p><p>material. Dessa forma, caracterizar as anomalias de acordo com suas classificações,</p><p>53</p><p>definindo a causa mais provável e designar a solução mais viável para a</p><p>recuperação (LORDSLEEM JÚNIOR, 1997).</p><p>No que se refere à próxima indagação foi possível observar e afirmar com</p><p>clareza a ausência de atuação dos profissionais da engenharia e arquitetura em</p><p>Paripiranga, representados pelo Gráfico 6. Assim, foi compreensível que a maioria</p><p>dos que foram submetidas ao questionário desconhecia a importância destes</p><p>profissionais que buscam atuar a fim de promover resultados promissores durante a</p><p>execução das obras e agregar qualidade no resultado final da construção.</p><p>Gráfico 6: Percentual de residências que possuem acompanhamento por profissionais da engenharia</p><p>ou arquitetura durante procedimento de execução de suas obras.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Em virtude do desconhecimento sobre a presença de profissionais da</p><p>engenharia nas obras desta cidade, complementando a pergunta anterior, em que</p><p>era desconhecido pela maioria dos proprietários a necessidade do acompanhamento</p><p>de um profissional legalmente habilitado desde a concepção de projetos ao</p><p>desenvolver da construção, os moradores foram questionados sobre a existência de</p><p>projetos para realização das obras. Conforme o Gráfico 7, foi possível analisar que o</p><p>índice é compatível com a pergunta anterior, e que os gráficos coincidem</p><p>numericamente, referindo-se à existência de projetos para a execução das obras,</p><p>portanto, em apenas 3 das 23 residências possuíam algum tipo de projeto.</p><p>13%</p><p>87%</p><p>Percentual de acompanhamento por profissionais da</p><p>Engenharia e/ou Arquitetura.</p><p>Possui acompanhamento</p><p>Não possui acompanhamento</p><p>54</p><p>Gráfico 7: Percentual de residências que possuíam algum tipo de projetos para a execução de suas</p><p>obras.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Dando seguimento, foi possível fazer outra indagação sobre quais os</p><p>profissionais que foram responsáveis pela execução e reparos das moradias,</p><p>relacionados à presença de profissionais da engenharia. Portanto, de forma</p><p>unânime, todos os entrevistados foram diretos, afirmando que em nenhuma delas</p><p>possuía algum responsável técnico legalmente habilitado para exercer essa função e</p><p>as manutenções foram realizadas por profissionais autônomos sem nenhuma</p><p>formalidade, conforme o Gráfico 8.</p><p>Gráfico 8: Percentual de obras com acompanhamento de responsável técnico para manutenções</p><p>periódicas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>13%</p><p>87%</p><p>Percentual das obras que possuiam projetos para execução</p><p>Possuem projetos</p><p>Não possuem projetos</p><p>0</p><p>100%</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>Obras que possuiam</p><p>responsável técnico para</p><p>manutenção</p><p>Obras sem</p><p>acompanhamento de</p><p>resposável técnico para suas</p><p>manuteções</p><p>Percentual</p><p>O</p><p>b</p><p>ra</p><p>s</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>u</p><p>s</p><p>e</p><p>m</p><p>a</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>p</p><p>a</p><p>n</p><p>h</p><p>a</p><p>m</p><p>e</p><p>n</p><p>to</p><p>Representação gráfica do percentual de obras sem</p><p>acompanhamento para reformas e manuteções</p><p>55</p><p>Seguindo as etapas do questionamento, e com a possível visualização das</p><p>obras, foi abordado sobre a presença de possíveis manutenções em suas</p><p>residências, se eram feitos reparos periodicamente ou se nunca tinham sido feito</p><p>algum tipo de procedimento em busca de sanar alguns problemas. Visualmente, era</p><p>perceptível a necessidade de reparos em muitas destas obras, sendo que estes</p><p>reparos não se caracterizavam pelo ciclo de vida das construções, e sim pela forma</p><p>que estas foram construídas, o Gráfico 9 representa os percentuais encontrados</p><p>referentes às manutenções realizadas nestas casas que corresponde 19 das 23</p><p>obras visitadas.</p><p>Gráfico 9: Percentual de residências que foram realizadas manutenções periódicas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Diante dos dados coletados durante a pesquisa bibliográfica foi possível</p><p>observar de forma coerente a presença de manifestações patológicas em todas as</p><p>residências verificadas. Apesar de não terem sido observados ou identificados</p><p>problemas em instalações elétricas ou em componentes do sistema hidrossanitário</p><p>de modo que as observações eram superficiais pelo pouco tempo presente nas</p><p>residências em busca de minimizar a proximidade com os moradores,</p><p>distanciamento exigido pela pandemia, mesmo assim, foi possível afirmar que 100%</p><p>das casas possuía ao menos um tipo de manifestação patológica, conforme o</p><p>Gráfico 10.</p><p>82%</p><p>18%</p><p>Percentual</p><p>de residências que foram realizadas algum tipo de</p><p>manutenção</p><p>Foram realizadas algum tipo de</p><p>manutenção</p><p>Não ocorreu manutenção</p><p>56</p><p>Gráfico 10: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestações patológicas.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Em um apanhado geral resultante da pesquisa bibliográfica realizada em</p><p>Paripiranga foi possível desenvolver algumas ressalvas em que a presença de</p><p>inúmeras das manifestações patológicas são resultantes da falta destes profissionais</p><p>atuando em suas concepções. De acordo com Losso e Araújo (1995), as obras</p><p>devem ser acompanhadas por profissionais legalmente habilitados e de acordo com</p><p>suas atribuições será possível atender a demanda necessária para que sejam</p><p>apresentados meios que minimizem os problemas nas obras. São estes</p><p>profissionais que terão a capacidade de prever e sanar todas as fontes de origens</p><p>de possíveis patologias.</p><p>Desse modo, desenvolver meios que resultem na minimização dos problemas</p><p>através do conhecimento e de estudos sobre aquisição dos materiais,</p><p>principalmente, sobre qual tipo utilizar em cada situação. No que se refere ao</p><p>problema com mais predominância nesta cidade, ou seja, os problemas decorrentes</p><p>da presença de umidade, são necessários engenheiros presentes nas obras, para</p><p>desenvolverem as melhores técnicas e soluções construtivas, sempre se norteando</p><p>através do planejamento e observação das possíveis causas dos problemas, isto é,</p><p>prever e corrigi-los com antecedência (ENSSLIN; ALBERTON, 1994).</p><p>É através do planejamento realizado com a presença de profissionais da área</p><p>da construção civil que se tem um norte de como elaborar meios que possam</p><p>prevenir o surgimento de alguns sinistros nas construções, junto ao esboço do</p><p>projeto poder planejar as melhores estratégias visando cada etapa da construção.</p><p>100%</p><p>0%</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>Residências com patologias</p><p>Residências sem patologias</p><p>Percentual da incidência de patologias</p><p>R</p><p>e</p><p>s</p><p>id</p><p>ê</p><p>n</p><p>c</p><p>ia</p><p>s</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>u</p><p>s</p><p>e</p><p>m</p><p>p</p><p>a</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>s</p><p>Predominância de manifestações patológicas em</p><p>percentual</p><p>57</p><p>Juntamente com a inclusão dos colaboradores da obra, promover o diálogo coerente</p><p>em busca de satisfazer a necessidade de conhecimento destes profissionais,</p><p>sempre em busca do melhor resultado final (ENSSLIN; ALBERTON, 1994).</p><p>O planejamento se torna o ponto estratégico para conseguir bons resultados</p><p>em qualquer serviço, sendo assim, em cada etapa de uma obra deve ser levada em</p><p>conta a prevenção e isso ocorre com o planejamento. De acordo com os fatos</p><p>encontrados sobre a incidência de fissuras nas obras, Lordsleem Júnior (1997) diz</p><p>que deve ser considerada a movimentação do solo quando submetido aos</p><p>carregamentos originados da estrutura. Ele destaca também que todos os materiais</p><p>de construção e o solo sofrem deformações ao receberem algum tipo de carga.</p><p>Sendo assim, o autor afirma que a forma mais correta de solucionar os</p><p>problemas envolvendo as fissuras provenientes de problemas estruturais são as</p><p>análises feitas de acordo com os estudos geotécnicos do solo, que podem</p><p>determinar quais carregamentos o mesmo pode suportar, sendo esta resistência</p><p>característica do solo, considerado o parâmetro principal para o planejamento</p><p>correto de uma obra. Thomas (1989) completa que através destes parâmetros é que</p><p>serão designadas as capacidades de cargas, como também as suas deformações e</p><p>ainda afirma que essas características podem variar de acordo com a proximidade</p><p>do lençol freático, dos carregamentos de fundações vizinhas, entre outras. Portanto,</p><p>é evidente a necessidade da presença de profissionais da engenharia em todos os</p><p>tipos de obras.</p><p>58</p><p>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Esse trabalho teve como objetivo geral identificar e analisar as principais</p><p>causas e incidências das manifestações patológicas da cidade de Paripiranga/BA,</p><p>como também caracterizar as vertentes e origens destas manifestações, em busca</p><p>de desenvolver meios que minimizem estas incidências nas residências desta</p><p>cidade. O objetivo específico desta pesquisa tem como parte fundamental contribuir</p><p>para desenvolvimento a partir da elaboração de soluções para os problemas</p><p>encontrados, a fim de promover melhor qualidade de vida aos munícipes, com a</p><p>possibilidade de erradicação das manifestações patológicas, tendo como base um</p><p>diagnóstico preciso de cada incidente.</p><p>A partir das observações em campo foi possível identificar diversas fontes que</p><p>desencadearam o surgimento das variadas anomalias. Diante destas observações e</p><p>estudos mais aprofundados, embasadas nos livros, teses, artigos científicos, ficou</p><p>constatada a presença de várias formas de manifestações patológicas, tendo</p><p>destaque para as que são oriundas da presença de umidade nas residências da</p><p>cidade analisada.</p><p>As manifestações em destaque, resultantes da presença de umidade, trazem</p><p>consigo o detalhamento de um ponto muito importante a ser adotado nas</p><p>construções deste município. Foi possível constatar que a presença de todas as</p><p>formas de anomalias é proveniente da ausência de projetos sucintos, que esbocem</p><p>cada etapa das construções, visando em amplitude generalizada, que mais de 90%</p><p>das obras desta cidade não possuem nenhum acompanhamento técnico de</p><p>profissionais legalmente habilitado de qualquer segmento da construção civil.</p><p>É importante frisar que as residências mencionadas, com cerca de 90% sem</p><p>acompanhamento ou sem esboço de algum tipo de projeto, são as mais antigas da</p><p>cidade. Diante destes fatos, é indiscutível que para poder sanar todos os problemas</p><p>se faz necessário desenvolver meios e métodos de incentivo aos munícipes, que</p><p>antes de construírem, procurem profissionais legalmente habilitados para exercer as</p><p>funções características destes, já que possuem capacitação para exercer cada</p><p>etapa do setor da construção civil.</p><p>59</p><p>De acordo com o estudo desse trabalho, a incidência das patologias na</p><p>cidade de Paripiranga possui diversas causas. Diante disso, foi perceptível através</p><p>de uma análise quantitativa dos dados estudados que a maioria destas</p><p>manifestações patológicas é em decorrência da presença de umidade nos</p><p>componentes estruturais.</p><p>Para estes problemas, devem ser elaborados projetos de impermeabilização</p><p>em cada fonte de umidade, de modo a inibir qualquer possibilidade de percolação de</p><p>água ou similares nos componentes porosos da edificação. Para as anomalias</p><p>ligadas aos problemas estruturais, como nas fundações, devem ser adotados</p><p>estudos bem elaborados, junto com engenheiros geotécnicos em busca de</p><p>desenvolver projetos de fundações de acordo com a resistência característica de</p><p>cada tipo de solo e, a partir destes estudos, possam ser deferidas as fundações</p><p>apropriadas para cada empreendimento.</p><p>Nas correspondentes aos desplacamento dos revestimentos, embora sejam</p><p>identificados com pouca predominância, para erradicar este problema, já que sua</p><p>origem foi a falta de capacitação dos profissionais que eram responsáveis por esta</p><p>etapa de execução, seria um treinamento de acordo com os manuais fabricantes</p><p>destes componentes, ou ainda um acompanhamento de um responsável técnico</p><p>durante o período de execução das obras.</p><p>Outro problema identificado foi a deterioração das pinturas. Sendo assim, foi</p><p>possível afirmar que este problema é mais uma vez predominante dos altos índices</p><p>de umidade e da falta de conhecimento do material adequado para cada superfície</p><p>em que serão realizados os processos de pintura. Desse modo, é necessário treinar</p><p>os colaboradores para a realização desta etapa, com acompanhamento de</p><p>profissionais da engenharia.</p><p>Este município possui vasta variação climática, favorecendo a presença de</p><p>fontes como umidade e variação térmica que favorecem para o surgimento das</p><p>diversas formas de manifestações patológicas. Embora seja dotado destas</p><p>características,</p><p>de acordo com a elaboração deste trabalho, foi possível afirmar de</p><p>forma notória, que as principais causas das manifestações patológicas do município</p><p>de Paripiranga/BA, não advêm das alterações climáticas nem das variações de</p><p>temperaturas que ocorrem durante o ciclo anual.</p><p>No que se diz respeito às patologias encontradas, deve ser realizadas</p><p>vistorias periódicas nos recintos, acompanhadas de reparos e melhorias onde for</p><p>60</p><p>necessário, com o acompanhamento técnico dos profissionais da engenharia a fim</p><p>de realizar orientações aos profissionais na hora dos reparos, consequentemente,</p><p>adotar medidas preventivas descrevendo quais as origens de cada tipo de anomalia.</p><p>Os problemas desta cidade estão relacionados ao despreparo dos</p><p>profissionais que trabalham diretamente no setor da construção, como também por</p><p>uma situação drástica, como a falta de profissionais da engenharia atuando nestas</p><p>obras, resultando na ausência de elaboração sucinta e detalhada de projetos que</p><p>contemplem cada etapa de execução das obras. Dessa maneira, é fundamental a</p><p>presença e engenheiros nas obras para promover análises mais detalhadas dos</p><p>problemas, e assim diagnosticar os incidentes encontrados nas residências.</p><p>Portanto, a falta de projetos e de acompanhamento técnico de profissionais</p><p>da engenharia são as vertentes para o surgimento dos diversos tipos de problemas</p><p>das construções deste município, logo, para minimizar novos problemas devem ser</p><p>elaborados meios de incentivos aos munícipes, através de planilhas de custos</p><p>esboçando possíveis valores adicionais em virtude da aparição de vários problemas</p><p>que podem surgir sem a contratação de profissionais da engenharia.</p><p>Devem ser elaborados também meios que conscientizem as pessoas sobre os</p><p>possíveis riscos de sinistros nos componentes estruturais, visto que 87% das obras</p><p>desta cidade não possuem nenhum tipo de projeto para sua execução. Contudo,</p><p>existe uma cultura neste município de que é desnecessária a presença de</p><p>profissionais da engenharia durante a execução de suas obras, motivados pela falta</p><p>de conhecimento e da fiscalização dos órgãos competentes a exemplo do Conselho</p><p>Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).</p><p>61</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, J. J. O. Durabilidade das estruturas de concreto armado: análise das</p><p>manifestações patológicas nas estruturas no estado de Pernambuco. 1997, 151f.</p><p>Dissertação (Mestrado em Engenharia). Curso de Pós-Graduação em Engenharia</p><p>Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.</p><p>ARIVABENE, A. C. Patologias em Estruturas de Concreto Armado Estudo de</p><p>Caso. I v. 01, p. 22, 2015</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 14931-</p><p>Execução de estruturas de concreto- Procedimento. Rio de Janeiro, 2004.</p><p>______. NBR5626 - Sistemas prediais de água fria e água quente - Projeto,</p><p>execução operação e manutenção. Segunda edição. Rio de Janeiro, 2020.</p><p>______. NBR 15.575: Edificações Habitacionais-Desempenho. Parte 2: Sistemas</p><p>Estruturais. Rio de Janeiro, 2013.</p><p>______. NBR 12655 - Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e</p><p>recebimento - procedimento. Rio de Janeiro, 2006.</p><p>______. NBR 6118 - Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de</p><p>Janeiro, 2014.</p><p>______. NBR 9575: Seleção e projeto de impermeabilização. Rio de Janeiro, 2010.</p><p>BARROS, A. J. P.; LEHFELD, A. S. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas.</p><p>8. ed. Petrópolis: Vozes, 1990.</p><p>BAZZO, Walter António; PEREIRA Luiz Teixeira do Vale. Introdução à Engenharia:</p><p>conceitos, ferramentas e comportamentos. Florianópolis: EDITORA da UFSC, 2006.</p><p>BERTOLINI, L. Materiais de Construção: patologia, reabilitação, prevenção. São</p><p>Paulo: Oficina de Textos, 2010.</p><p>CARVALHO JUNIOR, Roberto de. Patologias em sistemas prediais hidráulico</p><p>sanitário. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2015.</p><p>CEOTTO, L. H.; Banduk, R. C.; Nakakura, E. H. Revestimentos de Argamassas:</p><p>boas Práticas em projeto, execução e avaliação. Porto Alegre: Prolivros,2005.</p><p>(Recomendações Técnicas HABITARE, 1).</p><p>DOCARMO, Paulo Obregon. Patologia das construções. Santa Maria: Programa</p><p>de atualização profissional – CREA – RS, 2003.</p><p>62</p><p>DUARTE, R. B. Fissuras em alvenarias: causas principais, medidas preventivas e</p><p>técnicas de recuperação. Porto Alegre: CIENTEC, 1998. (Boletim técnico, 25).</p><p>ENSSLIN, Leonardo; ALBERTON, Anete. Uma Metodologia para Gerenciamento</p><p>de Obras de Construção Civil. In: XIV Encontro Nacional de Engenharia de</p><p>Produção, 1994, João Pessoa. Anais. pp. 87-92. João Pessoa: Universidade Federal</p><p>da Paraíba, 1994</p><p>FIORITO, A. J. S. I. Manual de Argamassas e Revestimentos – Estudos e</p><p>Procedimentos de Execução. São Paulo: Editora Pini, 2003. 224p.</p><p>GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.</p><p>IBAPE- Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia. São Paulo.</p><p>Disponível em:<https://ibape-nacional.com.br/site/>. Acesso em: 10 jun. 2021.</p><p>KLEIN, D. L. Apostila do Curso de Patologia das Construções. Porto Alegre, 1999 -</p><p>10° Congresso Brasileiro de Engenharia de Avaliações e Perícias.</p><p>LOSSO, Iseu Reichmann; ARAÚJO, Hércules Nunes. Aplicação do Método da</p><p>Linha de Balanço: Estudo de Caso. In: VI Encontro Nacional de Tecnologia do</p><p>Ambiente Construído, 1995, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: Universidade</p><p>Federal do Rio de Janeiro, 1995.</p><p>LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. - São Paulo:</p><p>Atlas, 2003.</p><p>LERSCH, I. M. CONTRIBUIÇÃO PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS</p><p>FATORES E MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO EM EDIFICAÇÕES DO</p><p>PATRIMÔNIO CULTURAL DE PORTO ALEGRE. p. 185, [20--]</p><p>LICHTENSTEIN, Norberto B. Procedimento para formulação dos diagnósticos</p><p>de falhas e definição de conduta adequada à recuperação de edificações. São</p><p>Paulo, 1985. 191p.</p><p>LIMA, J. L. de A.; PASSOS, F. U.; COSTA, D. B. Processo integrado de projeto,</p><p>aquisição e execução de sistemas de impermeabilização em edifícios residenciais.</p><p>Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 59-77, jul./set. 2013.</p><p>LORDSLEEM JR., A. C. Sistemas de recuperação de fissuras da alvenaria de</p><p>vedação: avaliação da capacidade de deformação. São Paulo: FAPESP, 1997.</p><p>MARCELLI, Maurício. Sinistros na construção civil: causas e soluções para danos</p><p>e prejuízos em obras. São Paulo: Pine, 2007. 270p.</p><p>MITZSUZAKI, C. Y. Y.; AMARANTE, S. PATOLOGIAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL. p.</p><p>14, [20--].</p><p>OLIVEIRA, Paulo Vinícius Harada de. Implementação de um processo de</p><p>planejamento de obras em uma pequena empresa: 2000, 98f. Dissertação</p><p>https://ibape-nacional.com.br/site/</p><p>63</p><p>apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade</p><p>Federal de Santa Catarina, como parte dos requisitos para a obtenção do título de</p><p>Mestre em Engenharia Civil. Florianópolis, SC.</p><p>PEREZ, A. R. Umidade nas Edificações: recomendações para a prevenção de</p><p>penetração de água pelas fachadas. Tecnologia de Edificações, São Paulo.</p><p>Pini,1985.</p><p>PINTO, Carlos Sousa. Curso Básico de Mecânica dos solos: 3ª Edição. São</p><p>Paulo, oficina de textos 2006</p><p>POSSAN, E.; DEMOLINER, C. A. DESEMPENHO, DURABILIDADE E VIDA ÚTIL</p><p>DAS EDIFICAÇÕES: ABORDAGEM GERAL. p. 14, [s.d.].</p><p>QUERUZ, F. CONTRIBUIÇÃO PARA IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS</p><p>AGENTES E MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO EM EDIFICAÇÕES DA VILA</p><p>BELGA. p. 150, [s.d.]</p><p>RODRIGUES, R. M. ERROS, DIAGNÓSTICOS E SOLUÇÕES DE</p><p>IMPERMEABILIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL. p. 15, [s.d.]</p><p>SANTOS, J.W.; BARROSO, R.M.B. Manual de monografia da AGES: graduação e</p><p>pós-graduação. Paripiranga: AGES, 2019.</p><p>SENA, G. et al. Patologias das Construções. Salvador: 2B, 2020.</p><p>SILVA, S. R. C.; MOREIRA, N. J. H.; ZIMMERMANN, M. P. MINISTÉRIO DE MINAS</p><p>E ENERGIA. p. 25, [s.d.]</p><p>SILVA, Fransueila Lemos; OLIVEIRA, Maria do Perpétuo Socorro Lamego.</p><p>Manifestações patológicas causadas pela ausência ou falha de impermeabilização.</p><p>Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento.</p><p>Ano 03, Ed. 11, Vol.</p><p>01, pp. 76-95 Novembro de 2018.</p><p>SOUZA, V. C. M. de; RIPPER, T. Patologia, recuperação e reforço de estruturas</p><p>de concreto. São Paulo (SP): PINI, 1998.</p><p>SOBRINHO, M. M. B. Estudo da Ocorrência de Fungos e da Permeabilidade em</p><p>Revestimentos de Argamassa em Habitações de Interesse Social – Estudo de</p><p>Caso na Cidade de Pitangueiras/SP. 2008. Dissertação (Mestrado em Construção</p><p>Civil) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2008.</p><p>TAGUCHI, M. K. AVALIAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DAS PATOLOGIAS DAS</p><p>ALVENARIAS DE VEDAÇÃO NAS EDIFICAÇÕES. p. 87, [s.d.]</p><p>THOMAZ, Ercio. Trincas em edifício: Causas, prevenção e recuperação. 1ª ed. São</p><p>Paulo, Pini, 1989.</p><p>VEDACIT. Manual técnico: impermeabilização de estruturas. 6. ed. São Paulo,</p><p>2010.</p><p>64</p><p>VERÇOZA, Ênio José. Impermeabilização na Construção. Porto Alegre: Sagra,</p><p>1985.</p><p>VERÇOZA, Ênio José. Patologia das Edificações. Porto Alegre: Editora Sagra,</p><p>1991.172p.</p><p>WEATHER SPARK. Condições meteorológicas médias de Paripiranga.</p><p>Disponível em: <https://pt.weatherspark.com/y/31145/Clima-caracter%C3%ADstico-</p><p>em-Paripiranga-Brasil-durante-o-ano>. Acesso em: 27 maio 2021.</p><p>WEIMER, Bianca Funk; THOMAS, Mauricio; DRESCH, Fernanda. Patologia das</p><p>estruturas. Porto Alegre: SAGAH, 2018. 415p.</p><p>65</p><p>APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA</p><p>Questionário de Pesquisa para TCC</p><p>Esse questionário servirá como uma pesquisa de campo para a realização do meu</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil, tendo como principais</p><p>atribuições identificar as principais causas e tipos de manifestações patológicas, e</p><p>sobre a presença de profissionais da engenharia durante a execução das obras na</p><p>cidade de Paripiranga/BA. É importante ressaltar que os nomes de todos os</p><p>envolvidos nesta pesquisa não serão divulgados.</p><p>Assinale apenas uma das alternativas.</p><p>1- A sua residência possui problemas referente à umidade?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>2- Possui algum tipo de fissura ou rachadura?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>3- Existe desplacamento nos pisos e revestimentos?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>4- Durante a execução de sua obra, houve acompanhamento por profissionais</p><p>da engenharia ou arquitetura?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>5- Foi desenvolvido projetos para execução da obra?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>6- Existe problemas nas instalações elétricas ou nos componentes do sitema</p><p>hidrossanitários?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>7- Já foram realizadas manutenções periódicas em suas obras?</p><p>Sim ( )</p><p>Não ( )</p><p>8- Essas manutenções foram acompanhadas por profissionais da engenharia?</p><p>9- Assinale as alternativas que sejam mais comuns em suas residências.</p><p>Quais os problemas mais predominantes em vossas residências?</p><p>A ( ) Problemas em pinturas</p><p>B ( ) Desplacamento dos pisos e revestimentos</p><p>C ( ) Umidade</p><p>D ( ) Fissuras</p><p>66</p><p>ANEXO A - TERMO DE RESPONSABILIDADE DO REVISOR</p><p>DE LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>67</p><p>ANEXO B - DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DE</p><p>HABILIDADE COM A LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>68</p><p>ANEXO C - TERMO DE RESPONSABILIDADE DO</p><p>TRADUTOR</p><p>69</p><p>ANEXO D - DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DE</p><p>HABILIDADE COM A LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>27</p><p>11: Patologia resultante da falta de cobrimento das armaduras, ocasionando</p><p>expansão devido à oxidação ................................................................................. 28</p><p>12: Patologia resultante de recalque diferencial em fundação .................................. 29</p><p>13: Pilar sem possível tratamento com viga .............................................................. 32</p><p>14: Problema relacionado ao despreparo da mão de obra, podendo ser fonte de</p><p>futura patologia ..................................................................................................... 32</p><p>15: Percolação d’água em revestimento cerâmico .................................................... 33</p><p>16: Desplacamento de revestimento cerâmico.......................................................... 35</p><p>17: Presença de eflorescência em fachada devido à falta de impermeabilização da</p><p>base dos revestimentos ....................................................................................... 36</p><p>18: Localização do município de Paripiranga ........................................................... 39</p><p>19: Problemas em pinturas devido à presença de umidade com a presença ........... 44</p><p>20: Problemas em pinturas devido à presença de umidade com a presença intensa</p><p>de morfo .................................................................................................................... 45</p><p>21: Fissuras devido à expansão dos materiais pela capacidade de absolvição de</p><p>umidade .................................................................................................................... 51</p><p>22: Fissuras devido às cargas exercidas pelo telhado de residências ...................... 52</p><p>LISTA DE GRÁFICOS</p><p>1: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestação patológica 43</p><p>2: Percentual das principais manifestações patológicas encontradas na cidade</p><p>estudada ................................................................................................................... 43</p><p>3: Percentual da quantidade de desplacamento encontrado de acordo com o número</p><p>de residências vistoriadas ......................................................................................... 46</p><p>4: Percentual de residências que possuem presença de umidade ........................... 48</p><p>5: Percentual de fissuras encontradas de acordo com o número de residências</p><p>vistoriadas ................................................................................................................. 50</p><p>6: Percentual de residências que possuem acompanhamento por profissionais de</p><p>engenharia ou arquitetura durante procedimento de execução de suas obras ......... 53</p><p>7: Percentual de residências que possuíam algum tipo de projetos para a execução</p><p>de suas obras ............................................................................................................ 54</p><p>8: Percentual de obras com acompanhamento de responsável técnico para</p><p>manutenções periódicas ........................................................................................... 54</p><p>9: Percentual de residências que foram realizadas manutenções periódicas ........... 55</p><p>10: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestações</p><p>patológicas ............................................................................................................... 56</p><p>LISTA DE SIGLAS</p><p>ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas</p><p>CREA Conselho Regional de Engenharia e Agronomia</p><p>IBAPE Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia</p><p>IBI Instituto Brasileiro de Impermeabilização</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10</p><p>2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 13</p><p>2.1 Contexto Histórico, a Demanda sobre Novos Métodos Construtivos e o</p><p>Surgimento de Patologias ................................................................................. 13</p><p>2.2 Definição e Contexto Envolvendo Patologia na Construção Civil ................... 13</p><p>2.3 Tipos de Patologias Causadas pela Presença de Umidade............................ 14</p><p>2.3.1 Patologias relacionadas à aparição de umidade e seus respectivos tipos</p><p>........................................................................................................................ 14</p><p>2.3.2 Umidade de infiltração ........................................................................... 15</p><p>2.3.3 Umidade ascensional ............................................................................. 16</p><p>2.3.4 Umidade por condensação .................................................................... 17</p><p>2.3.5 Umidade de obra ................................................................................... 17</p><p>2.3.6 Umidade acidental ................................................................................. 18</p><p>2.3.7 Umidade por capilaridade ...................................................................... 20</p><p>2.4 Patologias em Componentes Estruturas ......................................................... 23</p><p>2.4.1 Fissuras ................................................................................................. 24</p><p>2.4.2 Patologias resultantes da falta de cobrimento das armaduras .............. 26</p><p>2.4.3 Patologia decorrente de problemas na infraestrutura ............................ 29</p><p>2.5 Patologias nos Revestimentos ........................................................................ 32</p><p>2.5.1 Problemas relacionados ao despreparo da mão de obra ...................... 32</p><p>2.5.2 Presença de patologias devido à presença de umidade na parte interna</p><p>dos revestimentos ........................................................................................... 33</p><p>2.5.3 Patologias devido ao desconhecimento dos insumos utilizados ............ 34</p><p>3 METODOLOGIA .................................................................................................... 38</p><p>3.1 Ambiente da Pesquisa .................................................................................... 38</p><p>3.2 Mecanismos Utilizados para a Realização deste Trabalho ............................. 40</p><p>3.2.1 Elaboração de Questionário .................................................................. 40</p><p>3.2.2 Representações fotográficas ................................................................. 41</p><p>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 42</p><p>4.1 Discussão das Análises Propostas de Acordo com Cada Tipo de Anomalia,</p><p>suas Possíveis Causas e Soluções ............................................................... 42</p><p>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 58</p><p>REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 61</p><p>APÊNDICES ............................................................................................................. 65</p><p>ANEXOS ................................................................................................................... 66</p><p>10</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>O estudo das patologias torna-se primordial para as análises das possíveis</p><p>causas resultantes das principais manifestações patológicas, logo é através dessas</p><p>análises que se torna possível compreender as suas origens. O intuito de</p><p>estabelecer este surgimento é compreendido através da observação de todo ciclo</p><p>construtivo, desde a aquisição dos materiais e suas respectivas atribuições, a</p><p>realização de um planejamento e projeto coerente, a capacitação da mão de obra,</p><p>entre outros. Desse modo, através destas observações, poderá ser elaborado o</p><p>diagnóstico preciso para</p><p>cada tipo de patologia identificada (ANDRADE, 1997).</p><p>Andrade (1997) afirma que o estudo e atribuições sistemáticas das</p><p>manifestações características dos problemas encontrados permite elaborar estudos</p><p>mais concludentes com subsídios necessários para contribuir com o entendimento</p><p>das causas dos problemas e assim poder desenvolver técnicas e métodos que</p><p>promovam o melhor desempenho na elaboração dos diagnósticos. Dessa forma,</p><p>estas informações podem desempenhar melhores resultados durante o processo</p><p>construtivo, possibilitando o conhecimento deste, podendo minimizar a incidência</p><p>das patologias.</p><p>São diversos os fatores que podem resultar em problemas nas construções,</p><p>sendo a presença de umidade a responsável por cerca de 37% a 50% destes</p><p>problemas. A percolação d’água nos componentes estruturais resulta em uma série</p><p>de patologias, que podem variar desde a presença de uma simples eflorescência ou</p><p>mofo para problemas mais consistentes como o comprometimento dos componentes</p><p>estruturais, pondo em risco os que ali residem (LIMA et al., 2013).</p><p>Seguindo estes princípios, é inegável a importância da engenharia civil para</p><p>se desenvolver e elaborar métodos eficazes que promovam melhores condições e</p><p>bem-estar social para os que habitam as residências. Conforme Bazzo e Pereira</p><p>(2006), a engenharia é um processo que junto à criatividade dos engenheiros,</p><p>buscam artifícios que possam desenvolver atribuições para sanar possíveis</p><p>problemas técnicos, bem como elaborar meios que celebre o atendimento das</p><p>necessidades humanas.</p><p>11</p><p>De acordo com Andrade (1997), grande parte do processo de degradação dos</p><p>componentes estruturais pode ser minimizada com a adequação dos processos</p><p>construtivos, envolvendo cada etapa, iniciando com a aquisição e controle dos</p><p>materiais utilizados. Sendo assim, a Engenharia Civil tem buscado meios que</p><p>promovam a qualidade na execução das obras e na aquisição de materiais de</p><p>qualidade visando minimizar possíveis problemas e uma redução de custos devido</p><p>aos reparos e a reposição de novos materiais com péssima qualidade.</p><p>Com a escolha dos materiais a serem utilizados em determinada construção,</p><p>atrelada a um bom projeto e mão de obra qualificada para cada fim, será possível</p><p>designar o resultado final da construção. Uma das causas das deteriorações das</p><p>estruturas corresponde à baixa qualidade na aquisição dos materiais utilizados, por</p><p>problemas de projeto e mão de obra (POSSAN; DEMOLINER, 2013).</p><p>De acordo com Rodrigues (2016), um dos processos fundamentais para</p><p>promover durabilidade e qualidade em uma obra corresponde à etapa da</p><p>impermeabilização. Essa etapa é considerada uma das mais importantes de uma</p><p>obra, pois tem como objetivo principal proteger a edificação contra o intemperismo e</p><p>as patologias. Essas origens são devido às falhas no decorrer do processo</p><p>construtivo, por falta de planejamento e elaboração detalhada dos custos, entre</p><p>outros fatores. Sendo assim, foi possível observar que 80% das residências da</p><p>cidade de Paripiranga possuem problemas referentes à falta de impermeabilização.</p><p>Diante disso, este trabalho consiste em destacar a incidência e as origens do</p><p>surgimento da presença de patologias na cidade de Paripiranga. Com o</p><p>desenvolvimento tecnológico dos materiais e o conhecimento repassado a esta</p><p>cidade com o surgimento de diversos profissionais da engenharia no referido</p><p>município, percebe-se que a presença de patologias em diversas residências é</p><p>bastante comum.</p><p>Portanto, o objetivo geral deste trabalho consiste em analisar a causa das</p><p>principais manifestações patológicas de Paripiranga de modo a contribuir para</p><p>prevenção e minimização do surgimento de novos problemas referentes às</p><p>manifestações patológicas. Seguindo o critério geral da pesquisa, foi realizada uma</p><p>pesquisa em campo, onde foi possível identificar quais os problemas mais</p><p>predominantes neste município e, em seguida, desenvolver medidas eficazes que</p><p>possam solucioná-los.</p><p>12</p><p>A maioria dos problemas identificados no âmbito da pesquisa está</p><p>relacionada à presença de umidade no interior das edificações, onde as pessoas</p><p>que residem estão mais suscetíveis a problemas de saúde em razão da presença de</p><p>umidade e patologias decorrentes da mesma.</p><p>Este trabalho também tem como objetivo identificar as causas e elaborar</p><p>soluções para os problemas encontrados na cidade estudada, promover o</p><p>conhecimento aos munícipes, principalmente, aos que estão diretamente</p><p>relacionados ao setor da construção civil. Dessa forma, a disseminação do</p><p>conhecimento é fundamental para desenvolver métodos de incentivo à importância</p><p>do planejamento e projetos sucintos, detalhando cada etapa da execução, até</p><p>mesmo os referentes à etapa de impermeabilização, que é inegável a sua correta</p><p>execução, haja vista que a maioria das patologias é resultante da fata dessa etapa.</p><p>Acredita-se que as patologias encontradas são referentes a problemas</p><p>advindos da falta de planejamento e de projeto, falta de conhecimento e mão de</p><p>obra sem qualificação. Boa parte dos materiais utilizados na construção civil é</p><p>porosa, consequentemente, a falta de capacitação dos profissionais envolvidos,</p><p>somados a falta de conhecimento e de projeto adequado são as possíveis causas</p><p>dos problemas.</p><p>Essa pesquisa é composta por cinco capítulos e através destes é possível</p><p>dissertar sobra cada item abordado neste trabalho. O referencial teórico, segundo</p><p>capítulo, trata das principais patologias encontradas na cidade de Paripiranga,</p><p>inclusive algumas hipóteses de como saná-las. A metodologia corresponde aos</p><p>métodos utilizados no âmbito da pesquisa, nela está descrito o ambiente e as</p><p>técnicas de pesquisa aplicada durante o estudo.</p><p>O quarto capítulo, composto pelos resultados e discussões, corresponde aos</p><p>resultados encontrados durante o âmbito da pesquisa em campo. Nele aborda-se as</p><p>principais patologias encontradas na cidade analisada, suas possíveis causas e</p><p>soluções para as mesmas. No quinto e último capítulo, são apresentadas as</p><p>considerações finais sobre todos os temas abordados.</p><p>13</p><p>2 REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>2.1 Contexto Histórico, a Demanda sobre Novos Métodos Construtivos e o</p><p>Surgimento de Patologias</p><p>Conforme Bazzo (2006), a sociedade é considerada leiga em vários setores, e</p><p>na engenharia não poderia ser diferente, por isso o profissional da engenhara é tido</p><p>como indivíduo sem importância, voltado apenas para realização de cálculos, sendo</p><p>que os engenheiros são profissionais aptos a identificarem e solucionar problemas</p><p>usando a sua criatividade, não dependendo apenas das atribuições cientificas.</p><p>De acordo com Weimer et al. (2018), no decorrer da história, o homem</p><p>sempre buscou o envolvimento com a construção civil. Com o passar do tempo e</p><p>com o desenvolvimento dos países, cresceu a demanda por novos métodos</p><p>construtivos. Com isso, houve a necessidade da aceleração do processo, buscando</p><p>atingir metas em menor tempo e execução.</p><p>Diante disso, segundo os autores supracitados, embasados com</p><p>aceleramento das obras e novas demandas, notou-se que estes empreendimentos</p><p>estavam se deteriorando precocemente, conclui-se então que a redução de controle</p><p>de materiais e dos serviços prestados nas mesmas foi fundamental para as</p><p>aparições de problemas.</p><p>2.2 Definição e Contexto Envolvendo Patologia na Construção Civil</p><p>Segundo Weimer et al. (2018), foi percebida a necessidade de elaborarem</p><p>estudos que fornecessem medidas e informações precisas sobre as causas dos</p><p>problemas nas edificações. Contudo, semelhante a medicina, as patologias</p><p>presentes nas edificações foram submetidas à identificação e causas destes</p><p>problemas.</p><p>De acordo com Souza e Ripper (1998), para complementação do termo</p><p>patologia, os mesmos referem-se genericamente considerando como um novo ramo</p><p>14</p><p>de estudos desenvolvidos para abranger uma nova área da</p><p>engenharia que</p><p>possibilite a identificação, origens, causas, consequências e os mecanismos das</p><p>ocorrências voltadas para degradação das estruturas.</p><p>Nessa linha de estudo, mediante as necessidades de elaborar condições</p><p>sucintas para a definição deste conceito, Sena et al. (2020) associam o estudo das</p><p>patologias como sendo um novo conceito a ser desenvolvido para a área da</p><p>construção civil. Segundo ele, esse estudo tem por finalidade observar, estudar e</p><p>elaborar laudos contendo informações precisas sobre as principais causas e origens</p><p>que, posteriormente, desenvolvem-se para falhas nos itens que compõem toda a</p><p>edificação.</p><p>De acordo com Lichtenstein (1985), as manifestações patológicas estão</p><p>sempre presentes na construção civil, seja elas com vasta ou pouca predominância,</p><p>podendo ter variações na sua aparição. Segundo o autor, as patologias podem ser</p><p>classificadas como simples, quando identificada precocemente e sanadas ou</p><p>complexas, que possuem maior grau de dificuldade, podendo resultar em riscos para</p><p>os componentes estruturais. Entretanto, necessitam de observações e estudos mais</p><p>definidos a partir de uma análise mais individualizada.</p><p>Ainda sobre Lichtenstein (1985), é inegável estudos coerentes, como um</p><p>levantamento histórico da edificação acometida por possíveis patologias, em busca</p><p>das principais causas e origens. Recomenda-se, desse modo, que sejam colhidas</p><p>amostras dos problemas encontrados nas edificações para que possam ser</p><p>examinadas em laboratórios e posteriormente serem designadas as causas que</p><p>desencadearam os problemas e, assim, ter subsídios suficientes para promover os</p><p>melhores diagnósticos.</p><p>2.3 Tipos de Patologias Causadas pela Presença de Umidade</p><p>2.3.1 Patologias relacionadas à aparição de umidade e seus respectivos</p><p>tipos</p><p>No âmbito da pesquisa em campo, foi possível observar diferentes formas de</p><p>patologias em suas residências, muitas delas derivadas de problemas relacionados</p><p>com a umidade. Segundo Queruz (2007), a umidade é uma das principais fontes que</p><p>15</p><p>resultam em problemas patológicos, ou seja, a água é considerada a fonte de</p><p>origem dos problemas ou o meio para que estes passem a existir. De acordo com</p><p>Carmo (2003), os tipos de patologias oriundas da umidade, geralmente são</p><p>derivados da falta de impermeabilização, que podem se desencadear em diversos</p><p>problemas, como a corrosão dos elementos de aço que compõem as estruturas, a</p><p>degradação do concreto, o surgimento de mofo e problemas nas pinturas, por</p><p>exemplo.</p><p>Ainda segundo o mesmo autor, a falta de impermeabilização faz com que as</p><p>funções aglomerantes do cimento possam perder suas características,</p><p>desencadeando o desplacamento de revestimento, eflorescências, crescimento de</p><p>vegetação, entre outros problemas. Lersch (2003), por sua vez, diz que a presença</p><p>de umidade nas edificações é proveniente de uma série de contribuições que</p><p>auxiliam e facilitam estes acontecimentos.</p><p>2.3.2 Umidade de infiltração</p><p>Segundo Lersch (2003), a umidade por infiltração ocorre através de possíveis</p><p>trincas e fissuras encontradas nos ambientes externos, tendo como auxilio para esse</p><p>acontecimento a capacidade e absorção dos componentes estruturais. As áreas</p><p>externas vulneráveis à umidade sem impermeabilização correta sofrem degradações</p><p>com a precipitação das chuvas e por intermédio das ações dos ventos.</p><p>Taguchi (2010) ressalta que a continuidade da umidade nos componentes</p><p>estruturais, irá resultar em fenômenos secundários e que o surgimento de fungos,</p><p>bolores, mofos e a degradação dos componentes estruturais representados na</p><p>Figura 1 é muito provável, tornando o ambiente inabitável, colocando em risco os</p><p>moradores daquele local.</p><p>16</p><p>Figura 1: Patologia devido à infiltração d’água em laje.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>2.3.3 Umidade ascensional</p><p>Esse tipo de patologia é causado pela percolação d’água pelos vasos</p><p>capilares e a porosidade dos materiais, de acordo com Guimarães et al. (2015).</p><p>Nessa mesma linha de pensamento, Alfano et al. (2006) afirmam que esse tipo e</p><p>patologia é causado pelo fluxo de umidade contra as forças gravitacionais, que</p><p>ocorrem no sentido vertical em sentido às áreas permeáveis da estrutura, através</p><p>dos vasos capilares até o equilíbrio com as forças gravitacionais.</p><p>Esse tipo de patologia é bastante comum nas residências visitadas e de fácil</p><p>visualização. São oriundas das umidades presentes nas fundações, como citado</p><p>anteriormente. Para Seele (2000), esse tipo de problema prevalece desde a</p><p>fundação até em média 80 cm de altura, conforme a Figura 2, podendo atingir no</p><p>máximo 1,5 m, em virtude do diâmetro dos poros capilares, ou seja, quanto menor</p><p>os poros, a percolação d’água será mais elevada até atingir o seu equilíbrio.</p><p>17</p><p>Figura 2: Patologia devido à infiltração umidade ascensional/ capilaridade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>2.3.4 Umidade por condensação</p><p>Segundo Lersch (2003), esse tipo de umidade resulta do vapor de água</p><p>presente no ambiente, onde junto à superfície de materiais com temperatura inferior</p><p>a do orvalho. Tal fenômeno ocorre pela redução de capacidade de absorção de</p><p>umidade pelo ar quando é resfriado, na interface da parede. De acordo com Queruz</p><p>(2007), esse tipo de patologia pode ser ou não mais danosa aos componentes que</p><p>estão vulneráveis de acordo com a sua densidade, de modo que quanto mais</p><p>densos, mais atacados serão, portanto, os menos densos possuem maiores</p><p>resistência a esse fenômeno.</p><p>2.3.5 Umidade de obra</p><p>18</p><p>Lersch (2003) diz que esse tipo de umidade está relacionado com o tempo de</p><p>exposição à umidade que os componentes estruturais estão expostos durante o</p><p>processo executivo da obra. O mesmo afirma também que não é possível destacar</p><p>os possíveis problemas gerados por essa exposição. Ainda seguindo essa linha de</p><p>pensamento, é difícil avaliar os problemas decorrentes desse tipo de infiltração em</p><p>edificações antigas, pois a umidade de mão de obra, de acordo com a Figura 3,</p><p>tende a desaparecer pouco tempo depois do término da execução.</p><p>Figura 3: Umidade durante a execução / mão de obra.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>2.3.6 Umidade acidental</p><p>Esse tipo de patologia, consoante Perez (1985), é ocasionado por problemas</p><p>ligados à falta de conhecimento ou negligência dos profissionais durante a execução</p><p>dos sistemas hidrossanitários da estrutura, calhas, entre outros. Conforme dito pelo</p><p>autor e apresentado na Figura 4, essa patologia acomete os componentes</p><p>estruturais desencadeando diversos problemas, como a contaminação do ambiente,</p><p>surgimento de fungos e mofo, que, por sua vez, podem comprometer a sanidade dos</p><p>que estão inseridos neste meio.</p><p>19</p><p>Verçosa (1991), dando seguimento ao autor e aos problemas gerados por</p><p>este tipo de umidade, ressalta que são diversos os tipos de manifestações que são</p><p>resultantes destes problemas. Entretanto, eles podem ser fáceis de identificar, basta</p><p>uma observação precisa após as precipitações de chuvas ou a utilização de algum</p><p>dos componentes que compõe os sistemas de captação de águas ou esgotamentos</p><p>sanitários.</p><p>Figura 4: Patologia devido à infiltração d’água em sistemas hidrossanitários.</p><p>Fonte: Criação do autor (desenvolvida em 2021).</p><p>De acordo com Carvalho Júnior (2015), 75% das patologias das construções</p><p>são referentes à problemas relacionados ao sistema hidráulico, o mesmo ainda</p><p>afirma que isso se deve pela negligência das empresas em não levarem em</p><p>consideração os projetos hidráulicos dos edifícios. Essas falhas são oriundas do uso</p><p>inapropriado dos componentes do sistema, por meio do despreparo, materiais de</p><p>baixa qualidade, falta de fiscalização, decorrentes da operação e manutenção.</p><p>Com base na ABNT NBR 5626 (2020), os componentes do sistema hidráulico</p><p>de distribuição de águas devem estar protegidos e abrigados de fontes de calor</p><p>interna e externa do edifício a que compõe e livre da exposição direta com a</p><p>radiação solar, visto que sua eficácia e funcionamento correto sem o surgimento das</p><p>20</p><p>não conformidades estão diretamente relacionados com todas as premissas</p><p>necessárias para uma boa execução e manutenção de todo o sistema.</p><p>2.3.7 Umidade por capilaridade</p><p>Para Verçosa (1985), as patologias originadas a partir da capilaridade são</p><p>provenientes da descontinuidade dos materiais presentes na construção civil. Estes</p><p>materiais possuem espaços vazios que são permeados pela água que se desloca</p><p>por dentro destes. Ainda de acordo com o mesmo, a saturação dos materiais não</p><p>ocorre somente com a água encontrada no solo, mas também pelos sais existentes</p><p>no terreno, algumas vezes contidas no próprio material.</p><p>De acordo com o Perez (1985), a umidade representa um dos maiores</p><p>problemas a ser corrigido dentro da construção civil. Décadas depois do autor citar</p><p>esse problema, é bastante comum em diversas obras na cidade estudada problemas</p><p>relacionados ao surgimento de patologias causadas pela infiltração d’água. O ciclo</p><p>de vida útil de uma obra depende de alguns fatores. Klein (1999) diz que a vida útil</p><p>das construções está diretamente relacionada aos cuidados que por ventura forem</p><p>tomados durante o processo construtivo, manutenção e mão de obra qualificada.</p><p>Uma das maneiras eficazes de evitar, minimizar ou erradicar os problemas</p><p>decorrentes da presença de umidade nos componentes estruturais representados no</p><p>gráfico acima, é impermeabilização dos componentes vulneráveis a este tipo de</p><p>patologia. Uma série de fatores contribui para a necessidade de impermeabilização</p><p>nas partes vulneráveis da estrutura. Sendo assim, esse processo tem como</p><p>finalidade gerar proteção contra a percolação de fluidos (gases ou água)</p><p>promovendo um meio salubre para os moradores, bem como a proteção e garantia</p><p>de vida útil dos componentes estruturais (VEDACIT, 2010).</p><p>De acordo com a ABNT NBR 9575 (2010), a impermeabilização é</p><p>considerada o conjunto de técnicas e métodos construtivos que buscam através de</p><p>suas camadas impermeabilizantes, proteger a estrutura da ação do intemperismo.</p><p>Conforme a referida norma, existem disponíveis dois tipos de impermeabilização,</p><p>elas são caracterizadas por serem rígidas e flexíveis. Na primeira podem ser</p><p>21</p><p>utilizadas camadas de produtos impermeáveis, com o auxílio de aditivos que</p><p>promova maior eficácia e durabilidade nos serviços.</p><p>Segundo a norma citada anteriormente, a inclusão dos aditivos e produtos</p><p>químicos tem por finalidade repelir a água e consequentemente inibir a estrutura da</p><p>percolação dos líquidos provenientes dos diversos tipos de umidades proferidos nos</p><p>subtópicos anteriores.</p><p>De acordo com Vedacit (2010), os sistemas de impermeabilização devem ser</p><p>realizados seguindo os critérios das normas vigentes, em que deve ser respeitado o</p><p>período de curas das argamassas ou concreto, haja vista que a eficácia dos</p><p>produtos depende desse tempo de cura. As partes que possuem maiores</p><p>vulnerabilidades são as que compõem as coberturas e áreas externas, ainda que as</p><p>mesmas possuam argamassas e concretos impermeáveis faz-se necessária a</p><p>aplicação de uma camada impermeabilizante.</p><p>Conforme os segmentos expostos por Vedacit (2010), a impermeabilização</p><p>flexível se dá pela aplicação de produtos com características maleáveis, de modo a</p><p>aderirem aos componentes estruturais, que possuem composições que permitam a</p><p>sua movimentação junto à estrutura, conforme a mesma se desloque devido às</p><p>ações externas do intemperismo, e dilatação térmica. Como representado na Figura</p><p>5, essas aplicações são indicadas para áreas sujeitas aos ataques diretos da</p><p>umidade, calor, precipitação de chuva, como terraços, calhas, coberturas, fachadas,</p><p>entre outros.</p><p>22</p><p>Figura 5: Alguns dos tipos de impermeabilizantes flexíveis.</p><p>Fonte: Silva e Oliveira (2018).</p><p>Segundo Silva e Oliveira (2018), a impermeabilização flexível é dada pela</p><p>aplicação de elementos com características betuminosas, em que serão aplicadas</p><p>diretamente sobre as superfícies que supostamente irão resultar em algum tipo de</p><p>patologia referente à presença de umidade. Assim sendo, esse tipo de</p><p>impermeabilização deve ser aplicado em áreas sujeitas a forte exposição solar, com</p><p>variações de temperatura, suscetível à umidade, representado pela Figura 6.</p><p>Figura 6: Impermeabilização flexível em vigas baldrames.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>23</p><p>Silva e Oliveira (2018) tratam o sistema de impermeabilização como rígido</p><p>aqueles que não estão suscetíveis às possíveis movimentações, ou seja, não estão</p><p>sujeitos à fissuração. De acordo com os mesmos autores, esse tipo de</p><p>impermeabilização deve ser aplicado em áreas com menor probabilidade de</p><p>exposição a fontes de calor, em estruturas que não sofram algum tipo de</p><p>movimentação. Portanto, esse tipo de impermeabilização deve ser aplicado em</p><p>áreas internas, reservatórios, piscinas, fundações, entre outros. Vedacite (2010)</p><p>segue essa linha de critérios sobre a impermeabilização rígida, logo, deve ser</p><p>aplicado somente em partes construtivas não fissuráveis, como mostra a Figura 7.</p><p>Figura 7: Exemplificação dos tipos de impermeabilização flexível e rígida.</p><p>Fonte: VEDACITE (2010).</p><p>2.4 Patologias em Componentes Estruturais</p><p>Muitas das patologias presentes no município são provenientes da falta de</p><p>conhecimento e acompanhamento de um profissional da engenharia. Arivabene</p><p>(2015) diz que devem ser desenvolvidos métodos e práticas construtivas que</p><p>24</p><p>englobem a compatibilização dos projetos e da mão de obra, inclusive, realizar</p><p>manutenções periódicas a fim de preservar e garantir a durabilidade das estruturas.</p><p>2.4.1 Fissuras</p><p>Com base nas observações realizadas in loco, notou-se a presença de várias</p><p>anomalias nestas construções. Entre algumas delas estão as fissuras nas paredes,</p><p>que de acordo com a ABNT NBR 15575 (2013), são classificadas como ativas ou</p><p>passivas, isto é, possuem variações na espessura de acordo com os movimentos</p><p>higrotérmicos; e ativas são aquelas que possuem abertura constante. Esta norma</p><p>ainda define que as aberturas serão denominadas de fissuras quando apresentarem</p><p>espessura inferior a 0,6mm e de trincas quando apresentarem espessura maior ou</p><p>igual a 0,6mm como apontado na Figura 8.</p><p>Figura 8: Fissuras na face da parede referente à fachada externa.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Existe uma série de fatores que implicam no surgimento de alguns tipos de</p><p>fissuras, Duarte (1998) informa que as fissuras podem ser originadas pelo alto índice</p><p>de carregamento da estrutura, variação de temperatura, tráfego de veículos, entre</p><p>25</p><p>outros. Dessa maneira, os esforços atuantes são maiores que a resistência</p><p>características dos materiais sob estas cargas, o mesmo ainda afirma que fissuras</p><p>em paredes de alvenaria ou similares com aberturas ≤ 0,1mm, são insignificantes,</p><p>visto que são consideradas capilares.</p><p>Para Taguchi (2010), as fissuras que podem ser consideradas causadoras de</p><p>patologias são aquelas que são possíveis serem observadas a olho nu a uma</p><p>determinada distância. Ele ainda ressalta que mesmo sem a percepção a olho nu,</p><p>deve ser observado se há a existência de focos de umidade, pois a partir da</p><p>presença d’água podem ser originadas novas patologias.</p><p>De acordo com Ceotto et al. (2005), assim que notória a presença de algum</p><p>tipo de fissura considerada patológica deve dar-se início ao procedimento de</p><p>mapeamento destas, complementado por fotos, desenhos ou esquemas que assim</p><p>possa representar detalhadamente quais os tipos de ocorrência que são</p><p>predominantes em cada estrutura, é através deste método que será possível</p><p>designar a melhor forma de tratamento de acordo com as causas e seus</p><p>diagnósticos, exemplificado pela Figura 9.</p><p>Figura 9: Representação dos tipos de fissuras.</p><p>Fonte: TAGUCHI (2010).</p><p>26</p><p>Com base em Taguchi (2010), esses tipos de fissuras são provenientes de</p><p>uma série de fatores que resultam nestes tipos de patologias, logo, as fissuras</p><p>horizontais são provocadas pela dilatação térmica, adensamento das argamassas e</p><p>falta de engastamento da parede com a viga superior ou encanamento precoce da</p><p>estrutura. As consideradas aleatórias possuem características de problemas</p><p>relacionados com as argamassas e pinturas, as inclinadas estão relacionadas com</p><p>problemas nas fundações, como recalques das fundações ou problemas</p><p>relacionados às vergas e contra vergas.</p><p>Souza e Ripper (1998) enunciam que para tratar desses tipos de patologias é</p><p>importante estar diretamente interligado com o tipo, causa e diagnóstico, destarte, o</p><p>conhecimento dos agentes causadores são fundamentais para poder trata-los. As</p><p>fissuras são resultantes do excesso de carga sobre determinado ponto da estrutura,</p><p>de modo que a mesma tende a fissurar, posto que a sua resistência é inferior às</p><p>cargas as quais está submetida.</p><p>No tratamento designado de acordo com o diagnóstico, pode haver a</p><p>necessidade de alguns reforços nos componentes estruturais, isso irá variar de</p><p>acordo com cada situação na qual as fissuras consideradas superficiais serão mais</p><p>simples e mais fáceis de serem sanadas. Em casos mais extremos, em que ocorre</p><p>um maior grau de comprometimento, é necessário recorrer a resinas epoxídicas,</p><p>embora sejam mais caras, possuem eficácia em sua incorporação com a nata de</p><p>cimento Portland e aditivos (SOUZA; RIPPER, 1998).</p><p>2.4.2 Patologia resultante da falta de cobrimento das armaduras</p><p>A vida útil de uma construção deve estar de acordo com a ABNT NBR 6118</p><p>(2014), que estabelece que a durabilidade da estrutura depende da sua concepção,</p><p>isto é, se foram levados em consideração os fatores correspondentes a classe de</p><p>agressividade da região, e os respectivos cobrimentos das armaduras, visando</p><p>cumprir o ciclo de vida útil previsto no projeto.</p><p>Toda edificação deve possuir um critério de durabilidade, de acordo com a</p><p>ABNT NBR 6118 (2014), as estruturas de concreto armado devem possuir</p><p>atribuições que promovam o desempenho e durabilidade das estruturas através de</p><p>27</p><p>ensaios e estudos da agressividade da região, mediante apresentação no projeto de</p><p>execução da obra. Os critérios de qualidade são deferidos pela ABNT NBR 12655</p><p>(2006), que define que a durabilidade da estrutura dependerá de ensaios</p><p>comprobatórios do desempenho e durabilidade, tendo em vista também o nível de</p><p>agressividade e resistência aos esforços mecânicos, dessa maneira será possível</p><p>mitigar os problemas representados pela Figura 10.</p><p>Figura 10: Patologia oriunda da falta de cobrimento das armaduras, provocando expansão devido à</p><p>oxidação.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Segundo Thomaz (1989), as corrosões sejam de qualquer natureza,</p><p>produzem o óxido de ferro. A sua graduação volumétrica é superior ao volume</p><p>natural do aço, todavia, decorrente dessa expansão surge na face dos componentes</p><p>estruturais as fissuras. Segundo o autor, as armaduras dispostas sem o adequado</p><p>cobrimento estarão expostas às intempéries presentes no ambiente, incluindo o</p><p>oxigênio. A Figura 11 apresenta o resultado dessa exposição.</p><p>28</p><p>Figura 11: Patologia resultante da falta de cobrimento das armaduras, ocasionando expansão devido</p><p>à oxidação.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>A falta de recobrimento das armaduras, sem exclusão das armaduras</p><p>principais, aquelas que estão sendo submetidas aos esforços de tração, segundo a</p><p>ABNT NBR 6118 (2014), deve ser levado em consideração o distanciamento das</p><p>armaduras e da parte externa da concretagem, isto é, de acordo com cobrimento e</p><p>qualidade do concreto é que se desenvolve a proteção adequada para que os</p><p>agentes externos não comprometam a durabilidade. A mesma norma afirma que em</p><p>casos especiais medidas que auxiliam a proteção das armaduras ainda podem ser</p><p>adotadas: galvanização das armaduras, aplicação de revestimentos, pinturas e</p><p>impermeabilizantes, entre outros.</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019) ressaltam que os problemas como corrosão</p><p>nas armaduras das estruturas possuem relação com a exposição da mesma às</p><p>intempéries do ambiente. Sendo assim, a exposição à umidade junto ao oxigênio,</p><p>favorece a degradação precoce da armadura devido à oxidação. Os autores ainda</p><p>destacam que em grandes centros urbanos, onde as estruturas ficam suscetíveis à</p><p>carbonatação gerada pela grande concentração de CO2.</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019) afirmam que as moléculas de CO2 são diluídas</p><p>através da umidade presente na estrutura, que posteriormente, irá se unir as</p><p>moléculas de cálcio presentes no concreto, promovendo o ácido de cálcio que</p><p>compromete muito a estrutura pelo seu auto poder de corrosão. Para os mesmos</p><p>29</p><p>autores, para a prevenção desse tipo de patologia, deve ser levado em consideração</p><p>o cobrimento necessário que deve existir sobre as armaduras e conhecer os índices</p><p>de agressividade de cada região.</p><p>Marcelli (2007), em seu livro Sinistros na Construção Civil, informa que a</p><p>parte fundamental para existir a proteção adequada das armaduras, são estudos</p><p>relacionados ao tipo de concreto utilizado em cada estrutura e também o tipo de</p><p>agressividade ambiente a que os componentes estruturais estão expostos. Para</p><p>tanto, segundo o autor, são através destes estudos que se permite desenvolver o</p><p>cobrimento adequado das armaduras e promover um meio alcalino evitando</p><p>fissuração e desplacamento dos componentes estruturais em função da expansão</p><p>resultante da oxidação das armaduras.</p><p>2.4.3 Patologia decorrente de problemas na infraestrutura</p><p>Muitas das patologias existentes na cidade estudada referem-se à problemas</p><p>com a frequência de umidade, foi possível observar problemas gerados pelas ações</p><p>mecânicas como o recalque diferencial das fundações, exposto na Figura 12. Souza</p><p>e Ripper (1998) abordam que toda edificação seja no período de execução ou pós-</p><p>obra, em um determinado ciclo de tempo sofre algumas alterações em razão das</p><p>cargas atuantes sobre as mesmas. Esses carregamentos deslocam lentamente a</p><p>estrutura até a sua estabilização total no solo.</p><p>Figura 12: Patologia resultante de recalque diferencial em fundação.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>30</p><p>Ainda de acordo com Souza e Ripper (1998), o surgimento de fissuras nas</p><p>construções pode estar ligado à movimentação da estrutura por possíveis erros de</p><p>cálculos nas fundações, variações de carga de acordo com a área da fundação</p><p>projetada, entre outros. Em seu estudo, o autor ressalta que devem ser levadas em</p><p>consideração possíveis ampliações, devendo ser observado que o solo da antiga</p><p>construção não vai sofrer nenhum tipo de movimentação, portanto, o mesmo já está</p><p>estabilizado.</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019), em seu artigo, abordam que as fissuras</p><p>podem surgir de várias formas após o enrijecimento dos componentes estruturais,</p><p>logo uma destas possíveis causas é através do recalque diferencial. De acordo com</p><p>o mesmo, as fissuras provenientes desse tipo de patologia possuem inclinação</p><p>direcionada para o ponto de maior recalque e são provocadas pelas tensões de</p><p>cisalhamento.</p><p>Existem diversos problemas nas construções em várias das etapas em que se</p><p>referem à construção, até referentes à fundação. De acordo com Marcelli (2007),</p><p>são bastante comuns problemas nas edificações de pequeno e médio porte, pela</p><p>falta de estudos relacionados ao solo, originando patologias e diversos problemas</p><p>que possuem relação direta com este.</p><p>Marcelli (2007) afirma que esses problemas podem ser aumentados por meio</p><p>do despreparo</p><p>de profissionais da engenharia para as atribuições que lhe são</p><p>cabíveis. Tais profissionais podem se iludir com possíveis soluções e procedimentos</p><p>duvidosos que aparentam ser vantajosos, podendo ainda, não estarem de acordo</p><p>com as normas técnicas do país.</p><p>Conforme Pinto (2006), o estudo do solo é essencial para a engenharia, este</p><p>consiste em observar todas as características de resistência mecânica por meio de</p><p>ensaios realizados em amostras coletadas através das sondagens. De acordo com</p><p>estes ensaios é possível obter o comportamento específico de resistência do solo</p><p>quando receber os carregamentos verticais oriundos das edificações, portanto, irá</p><p>ser definido o tipo de fundação para cada tipo de solo e edificação, contribuindo para</p><p>extinguir fissuras e trincas em todo o conjunto estrutural da obra.</p><p>Marcelli (2007) disserta que é fundamental possuir conhecimentos das</p><p>características e tipo de solo em que irá ser executada uma obra porque a</p><p>verificação do subsolo é crucial para desenvolver o tipo de fundação apropriada.</p><p>Para conhecer o subsolo é necessária a realização de ensaios através de</p><p>31</p><p>sondagens simples. Através deste procedimento é possível identificar e classificar os</p><p>tipos de solos predominantes em cada região.</p><p>Embora sejam identificados os tipos de solo, segundo Marcelli (2007), não é</p><p>possível compreender com 100% de exatidão o recalque absoluto que acontecerá</p><p>na estrutura, e ainda salienta que para conseguir um resultado satisfatório é</p><p>necessário que o projetista possua reconhecimento de qualidades em seus</p><p>trabalhos já executados. Sendo assim, o autor afirma que diante de todas as</p><p>peculiaridades é inegável a presença do profissional da engenharia durante o</p><p>período de execução da obra e fazer o acompanhamento periódico antes e durante</p><p>o período de execução, visando a possibilidade de alterações e mudanças no tipo</p><p>predominante de solo, e, portanto, fazer as intervenções e alterações necessárias no</p><p>projeto.</p><p>Em outro trecho de seu estudo, Marcelli (2007) aborda que é bastante comum</p><p>em obras de pequeno porte problemas estruturais causados pelo dimensionamento</p><p>de sapatas isoladas. Marcelli (2007), em seu contexto, realça a importância da falta</p><p>de experiência de quem executou a obra, de modo a generalizar o tipo de solo da</p><p>região, que podem até ignorar as cotas de apoios das sapatas resultando em</p><p>recalques bem acentuados.</p><p>Além dos problemas relacionados com os recalques diferenciais, o mesmo</p><p>autor acentua a importância do travamento adequado dos pilares, onde na Figura 13</p><p>é nítida a falta deste travamento. Para ele, toda a estrutura pode perder a sua rigidez</p><p>podendo ocasionar o comprometimento global do empreendimento. Os pilares</p><p>intertravados proporcionam rigidez à estrutura, que corresponde a todos os esforços</p><p>atuantes e cargas acidentais. Conforme mencionado, caso não haja essa</p><p>estabilidade e desenvolva para possíveis sinistros, os componentes acometidos</p><p>pelos problemas de engasgamentos devem ser submetidos a reforços nos</p><p>componentes comprometidos.</p><p>32</p><p>Figura 13: Pilar sem possível travamento com a viga.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>2.5 Patologias nos Revestimentos</p><p>2.5.1 Problemas relacionados ao despreparo da mão de obra</p><p>A Figura 14 representa uma patologia relacionada ao despreparo da mão de</p><p>obra quando realizara o revestimento, segundo Fiorito (2003), durante o</p><p>procedimento de execução do revestimento cerâmico, a mão de obra é de</p><p>fundamental importância promovendo qualidade, durabilidade, estética e vida útil do</p><p>mesmo, ou seja, é indispensável uma mão de obra qualificada para realização</p><p>destes procedimentos.</p><p>Figura 14: Problema relacionado ao despreparo da mão de obra, podendo ser fonte de</p><p>futura patologia.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>33</p><p>Outro fator que pode comprometer a vida útil dos revestimentos é a variação</p><p>de temperatura. Fiorito (2003) enfatiza que o revestimento cerâmico deve possuir</p><p>juntas entre as peças, a fim de mitigar possíveis problemas em virtude das tensões</p><p>térmicas. Portanto, sem o devido distanciamento entre as peças, ao serem</p><p>submetidas às variações de temperaturas ou a outros carregamentos externos, pode</p><p>ocorrer desplacamento das peças.</p><p>2.5.2 Presença de patologias devido à presença de umidade na parte</p><p>interna dos revestimentos</p><p>Como citado nos tópicos anteriores por alguns autores, a umidade também</p><p>gera problemas nos revestimentos, principalmente, quando está presente na parte</p><p>interna de algumas peças, como representado na Figura 15. Os revestimentos</p><p>cerâmicos não possuem função de impedir a percolação de água no seu sentido</p><p>inverso, isto é, da fundação para superfície, para estes fins existem outras etapas de</p><p>execução que possibilitam a impermeabilização do local onde serão aplicados os</p><p>revestimentos, promovendo o bem-estar de seus usuários (FIORITO, 2003).</p><p>Figura15: Percolação d’água em revestimento cerâmico.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>De acordo com os estudos de Bauer (2016), as patologias presentes nos</p><p>revestimentos têm suas causas advindas da falta de eficiência dos projetos, ou da</p><p>inexistência deles, pela ausência de junta de dilatação e, principalmente, pela falta</p><p>34</p><p>de conhecimento das argamassas, do tipo cerâmico e dos materiais empregados</p><p>nas juntas de movimentação, quando estas existem. Portanto, segundo Bauer</p><p>(2008), é imprescindível que sejam considerados todos os procedimentos cabíveis</p><p>em toda execução dos revestimentos.</p><p>Seguindo o âmbito da pesquisa desenvolvida, as patologias presentes neste</p><p>município apresentam características de serem oriundas da falta de</p><p>impermeabilização, vide Gráfico 1. Nesse contexto dos revestimentos, em sua base,</p><p>devem ser locadas mantas impermeabilizantes em locais suscetíveis à umidade. De</p><p>acordo com Bauer (2016), para estes fins são utilizados materiais betuminosos como</p><p>as mantas asfálticas desenvolvidas para serem usadas como impermeabilizantes. A</p><p>sua aplicação já é bastante comum, sendo que é bastante eficaz, economicamente</p><p>viável e contribuirá para a preservação das partes vulneráveis às intempéries</p><p>resultantes da umidade. BAUER (2016).</p><p>Segundo a ABNT NBR 9952 (2014) para aplicação das mantas asfálticas</p><p>como impermeabilizantes, deve apresentar compatibilidade com seus constituintes,</p><p>suportar os esforços atuantes nos quais estão sendo submetidos, tornando-se</p><p>impermeável e sem alteração de volume quando submetida ao contato com a</p><p>umidade.</p><p>2.5.3 Patologias devido ao desconhecimento dos insumos utilizados</p><p>O conhecimento dos componentes que constituem os insumos utilizados na</p><p>construção civil deve ser compreendido pelos operários ou gestores de obras.</p><p>Consoante Bauer (2008), um dos fatores agravantes que resultam em patologias</p><p>nos revestimentos está ligado à ausência de experiência durante o procedimento</p><p>das etapas de execução da obra. Nesse contexto, o autor destaca que ao preparar a</p><p>superfície de assentamento são utilizadas argamassas de cal não hidratadas, com</p><p>auxílio de mão de obra despreparada e material de péssima qualidade.</p><p>Portanto, Bauer (2008) discorre que a presença de patologias referentes ao</p><p>deslocamento e desplacamento dos revestimentos é oriunda do uso inadequado e</p><p>exagerado da cal em algumas obras. Para tanto, Fiorito (2003) declara que ao iniciar</p><p>o revestimento, visando durabilidade e qualidade no serviço, devem ser</p><p>35</p><p>consideradas todas as premissas necessárias para êxito na etapa de execução e</p><p>que todas as superfícies devem estar aprumadas, e (ou) niveladas, a aplicação da</p><p>argamassa de assentamento que deve ocorrer após 08 dias da aplicação da</p><p>argamassa de nivelamento “reboco”.</p><p>Portanto, para Fiorito (2003), esses critérios devem ser analisados, visando</p><p>mitigar futuras patologias, e cumprir o ciclo de vida útil dos</p><p>revestimentos. Exposto</p><p>na Figura 16, segundo Bertolini (2010), uma das causas das patologias é a</p><p>degradação dos materiais, que resulta das interações físico-químicas do ambiente</p><p>em que estes materiais estão inseridos. Essas transformações são provocadas por</p><p>meio da variação de temperatura e agentes agressivos que alteram as propriedades</p><p>dos materiais, sendo capaz de penetrar no seu interior por cauda da porosidade de</p><p>alguns destes materiais.</p><p>Figura 16: Desplacamento do revestimento cerâmico.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Bertolini (2010) revela que existem variações nas formas de acontecer a</p><p>corrosão dos componentes metálicos de uma estrutura, porém as maneiras mais</p><p>propícias em que estes componentes estão suscetíveis são através das corrosões</p><p>úmidas e corrosões secas. Essas corrosões, conforme o autor, são provocadas pelo</p><p>contato dos componentes estruturais com meios aquosos, ou seja, água doce ou</p><p>salgada, soluções ácidas ou alcalinas, contato direto com solo contendo umidade,</p><p>entre outros. As corrosões secas, por sua vez, são oriundas das variações de</p><p>temperaturas, em edificações normais designadas para o público civil, são</p><p>desconsideradas.</p><p>36</p><p>Como observado até então, as patologias são originadas a partir de</p><p>infiltrações predominantes nas estruturas. Bertolini (2010) destaca que elas ocorrem</p><p>em função da reação química entre o aluminato tricálcico presentes nos cimento das</p><p>argamassas, tão quanto o sulfato em solução que forma a etringita, ou seja,</p><p>sulfoaluminato tricálcico, resultando em uma enorme expansão que ao entrar em</p><p>contato com substâncias líquidas, as fissuras devido a esta expansão promovem a</p><p>eflorescência.</p><p>A eflorescência é apenas uma das causas das patologias pela presença de</p><p>umidade nos componentes estruturais, segundo Viçosa (1991), a umidade está</p><p>diretamente relacionada com a presença de mofo, ferrugem, eflorescência,</p><p>degradação de pinturas, acidentes estruturais ocasionados por meio da gravidade</p><p>do desenvolvimento das patologias.</p><p>Conforme Fiorito (2003), essa patologia está relacionada a possíveis</p><p>intervenções em razão da limpeza com utilização de produtos contendo substâncias</p><p>nocivas aos revestimentos resultando na deterioração, espaços vazios na sua base</p><p>causados pelo despreparo dos colaboradores, que não possuem qualificação para a</p><p>execução dos revestimentos. Além disso, o autor descreve que a eflorescência</p><p>representada pela Figura 17 também surge mediante a precipitação de chuva, em</p><p>que a base dos revestimentos não possui barreiras impermeabilizantes para o</p><p>impedimento da percolação d’água.</p><p>Figura 17: Presença de eflorescência em fachada devido à falta de impermeabilização da base dos</p><p>revestimentos.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>37</p><p>Embora não apresente riscos significativos para a estrutura, conforme</p><p>Mitzsuzaki e Amarante (2019), a predominância de umidade na estrutura deve ser</p><p>observada e considerada, logo a frequente aparência pode resultar em problemas</p><p>futuros decorrente disto. Diante dos problemas encontrados, devem ser observados</p><p>e designados quais são os tipos de patologias e sua gravidade, conhecendo suas</p><p>proporções e nível de gravidade será possível evitar que os problemas possam</p><p>migrar para um estado mais crítico que possa comprometer a vida útil da estrutura.</p><p>Portanto, a identificação do problema deve ser diagnosticada desde suas raízes.</p><p>38</p><p>3 METODOLOGIA</p><p>Este trabalho teve como caráter inicial para seu desenvolvimento pesquisas</p><p>bibliográficas através de livros e artigos científicos, teses de mestrado e doutorado,</p><p>de modo a possuir caráter explicativo, incluindo conhecer e identificar as principais</p><p>manifestações patológicas da cidade estudada. Diante das identificações, poder</p><p>desenvolver e elaborar métodos que possam classificar as patologias presente nas</p><p>residências, quais os tipos mais comuns e suas possíveis causas.</p><p>De acordo com Barros e Lehfeld (2001), a pesquisa bibliográfica caracteriza-</p><p>se por ser de documentação direta através da pesquisa em campo, em que o</p><p>pesquisador possui o papel observador e exploratório a fim de coletar dados e</p><p>informações necessárias para realização de sua pesquisa diretamente no local onde</p><p>ocorrem os fenômenos.</p><p>Esta pesquisa possui caráter exploratório, que consoante Gil (2007), o estudo</p><p>realizado possui finalidade de identificar e designar os tipos de manifestações</p><p>patológicas encontradas em campo, familiarizando estes problemas com os estudos</p><p>bibliográficos de modo a torná-los mais explícitos e sucintos, podendo desenvolver</p><p>técnicas e métodos que possam sanar a presença destas anomalias.</p><p>O presente trabalho pressupõe uma pesquisa quali-quantitativa. Esse método</p><p>de pesquisa, conforme Lakatos (2003), consiste em unir as abordagens</p><p>bibliográficas com os dados obtidos em campo. Desse modo, devem ser analisados</p><p>todos os dados de forma crítica, com intuito de identificá-los de forma sucinta a fim</p><p>de interpretar e desenvolver meios através das observações realizadas, que diante</p><p>dos questionários e abordagens promovam soluções cabíveis para cada problema.</p><p>3.1 Ambiente da Pesquisa</p><p>Esse trabalho foi realizado no município de Paripiranga/BA, onde de acordo</p><p>com Silva, Moreira e Zimmermann (2005), está localizada no Nordeste do estado da</p><p>Bahia, limitando-se a leste e sul com o estado de Sergipe, a oeste com a cidade</p><p>39</p><p>Adustina e a norte com a cidade Cel. João Sá, a 364 Km da sua capital Salvador,</p><p>conforme a Figura 18.</p><p>Figura18: Localização do município de Paripiranga/BA.</p><p>Fonte: Weather Spark (2021).</p><p>De acordo com Weatather Spark (2021), o município de Paripiranga/BA</p><p>possui uma ampla variação climática no decorrer do ano, sua temperatura média</p><p>varia entre 17 °C a 33 °C, sendo que o período de precipitação de chuvas ocorre</p><p>com mais frequência entre o dia 11 de março a 24 de agosto. A variação de</p><p>temperatura, precipitação de chuvas, mudanças dos teores de umidade do ar</p><p>somadas às estruturas precárias da cidade favorece para o surgimento de diversos</p><p>problemas patológicos nessa região, como exemplificadas no referencial teórico</p><p>deste trabalho.</p><p>40</p><p>3.2 Mecanismos Utilizados para a Realização deste Trabalho</p><p>3.2.1 Elaboração de questionário</p><p>A fundamentação bibliográfica desse trabalho foi realizada por meio de um</p><p>questionamento elaborado através de perguntas que continham algumas</p><p>indagações sobre a incidência e quais manifestações patológicas eram</p><p>predominantes nas residências da cidade de Paripiranga/BA, e também sobre a</p><p>presença de profissionais da engenharia durante as obras, concepção de projetos,</p><p>entre outros. Esse questionário era composto por perguntas pré-definidas, para</p><p>promover melhor compreensão aos entrevistados, visando colher resultados mais</p><p>precisos e sucintos.</p><p>As perguntas elaboradas foram se a residências possuíam problemas</p><p>referentes à umidade, se existem fissuras ou rachaduras, desplacamento de pisos e</p><p>revestimentos, se aconteceu acompanhamento de um profissional da engenharia ou</p><p>arquitetura durante a execução e a elaboração de projeto para a realização da obra,</p><p>e por quem tenha sido realizado esse projeto, se era notório a presença de</p><p>problemas nas instalações hidráulica e elétrica, quais os problemas mais</p><p>predominantes, se já foi realizada alguma manutenção e se essas manutenções</p><p>foram acompanhadas por profissionais da engenharia.</p><p>Destaca-se que se esse questionário também dispunha de perguntas sobre a</p><p>existência de propostas de mitigar o surgimento das patologias, visando as</p><p>construções visualmente mais novas. É importante salientar que a designação das</p><p>residências vistoriadas se deu de modo aleatório, sem definição</p><p>de tempo de</p><p>construída, com o intuito de analisar os métodos construtivos e, em consequência</p><p>verificar as causas das manifestações patológicas de acordo com o método de</p><p>construção de cada residência aferida.</p><p>41</p><p>3.2.2 Representações fotográficas</p><p>A elaboração do questionário, citado anteriormente, foi de forma presencial.</p><p>Por esse intermédio foi possível fazer os registros fotográficos da presença das</p><p>manifestações patológicas, sempre com autorização dos residentes das casas</p><p>vistoriadas. É importante ressaltar que, pelo período de enfermidades causadas pela</p><p>pandemia de covid-19 foram tomadas todas as medidas de precaução, seguindo</p><p>todas as orientações e medidas para evitar a disseminação da corona vírus.</p><p>Também se faz necessário explicitar que foi utilizado no ambiente de estudo a</p><p>utilização de álcool em gel, uso de máscara e luvas descartáveis, para promover a</p><p>segurança de todos os envolvidos no local da vistoria e coleta das fotografias.</p><p>42</p><p>4 RESULTADO E DISCUSSÃO</p><p>No presente capítulo são discutidos os dados obtidos no âmbito da pesquisa,</p><p>cada incidência e causadores dos diversos tipos de manifestações patológicas da</p><p>cidade de Paripiranga/BA são abordados e analisados. Desse modo, pode-se</p><p>desenvolver um possível diagnóstico de acordo com os estudos e observações</p><p>realizadas em campo e é a partir destas observações e análises que será possível</p><p>designar o tratamento mais adequado e viável para cada tipo de anomalia presente</p><p>na cidade estudada.</p><p>4.1 Discussão das Análises Propostas de Acordo com Cada Tipo de</p><p>Anomalia, suas Possíveis Causas e Soluções</p><p>É importante frisar que nesta etapa da pesquisa os resultados obtidos foram</p><p>de acordo com os questionamentos aferidos aos proprietários ou inquilinos que</p><p>residiam no momento da realização da pesquisa, onde estas análises foram feitas</p><p>com base em fotografias dos ambientes com a presença de algumas anomalias,</p><p>sem coleta de amostras para estudos mais aprofundados em laboratórios, visando</p><p>evitar possíveis fontes de contato com as residências em virtude das precauções</p><p>exigidas pela pandemia.</p><p>Diante dos dados coletados durante a pesquisa bibliográfica foi possível</p><p>observar de forma coerente a presença de manifestações patológicas em todas as</p><p>residências verificadas. Embora não tenha sido observada ou identificada problemas</p><p>em instalações elétricas ou em componentes do sistema hidrossanitário, pois as</p><p>observações eram superficiais por conta do tempo presente nas residências em</p><p>busca de minimizar a proximidade com os que ali residiam, para evitar um possível</p><p>contágio no momento em que o país vive um contexto de pandemia, mesmo assim,</p><p>foi perceptível afirmar que 100% das casas possuíam ao menos um tipo de</p><p>manifestação patológica, conforme o Gráfico 1.</p><p>43</p><p>Gráfico 1: Percentual de residências que possuíam algum tipo de manifestação patológica.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>Também foi questionado quais os problemas mais predominantes nas</p><p>residências, de modo a identificar as principais incidências de anomalias presentes</p><p>nestes locais. Contudo, ao realizar essa observação foi possível designar as mais</p><p>perceptíveis anomalias predominantes nesta cidade. No Gráfico 2 são descritas</p><p>algumas das principais formas de incidência de manifestações patológicas de</p><p>Paripiranga/BA.</p><p>Gráfico 2: Percentual das principais manifestações patológicas encontradas na cidade estudada.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzido em 2021).</p><p>100%</p><p>0%</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>Residências com patologias</p><p>Residências sem patologias</p><p>Percentual da incidência de patologias</p><p>R</p><p>e</p><p>s</p><p>id</p><p>ê</p><p>n</p><p>c</p><p>ia</p><p>s</p><p>c</p><p>o</p><p>m</p><p>o</p><p>u</p><p>s</p><p>e</p><p>m</p><p>p</p><p>a</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>s</p><p>Predominância de manifestações patológicas em</p><p>percentual</p><p>35%</p><p>87%</p><p>13%</p><p>72%</p><p>Fissuras</p><p>Umidade</p><p>Desplacamento</p><p>Problemas em pinturas</p><p>0% 20% 40% 60% 80% 100%</p><p>P</p><p>a</p><p>to</p><p>lo</p><p>g</p><p>ia</p><p>s</p><p>Percentual das patologias</p><p>Principais tipos de manifestações patoloógicas da</p><p>cidade de Paripiranga</p><p>44</p><p>Conforme verificado, Paripiranga possui diversos tipos de manifestações</p><p>patológicas com percentuais bem elevados em diversos problemas, entretanto, as</p><p>pinturas são uma das mais afetadas no setor da construção, como exposto pela</p><p>Figura 19. Estes problemas, em muitos dos casos, segundo Alfano et al. (2006), é</p><p>resultado da presença de umidade sob a face das bases que receberão as pinturas,</p><p>ainda, segundo o autor, as forças oriundas dos ventos e da chuva também auxiliam</p><p>no deterioramento destas camadas, favorecendo a percolação de umidade nos</p><p>vazios desprotegidos destas superfícies.</p><p>Figura 19: Problemas em pinturas devido à presença de umidade.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021)</p><p>Em concordância com Alfano et al. (2006) sobre as possíveis causas dos</p><p>problemas a respeito dos problemas encontrados na figura acima, compreende-se</p><p>que uma das causas mais prováveis desta anomalia origina-se a partir da falta de</p><p>conhecimento dos materiais utilizados em ambientes externos, majorados pela falta</p><p>de impermeabilização das bases, que possuem vasta predominação de umidade,</p><p>resultando em descascamentos e aparição de mofos.</p><p>Outro problema bastante comum nas superfícies das paredes que possuem</p><p>origem devido à presença contínua de umidade são os mofos, representados pela</p><p>Figura 20 que mostra uma superfície acometida por esta manifestação que</p><p>45</p><p>compromete todo o recinto, tornando o mesmo inabitável ou com vastas</p><p>probabilidades de riscos à sanidade dos moradores daquela residência (TAGUCHI,</p><p>2010).</p><p>Figura 20: Problemas em pinturas devido à presença de umidade com a presença</p><p>intensa de mofo.</p><p>Fonte: Criação do autor (produzida em 2021).</p><p>Algumas medidas podem ser adotadas para evitar o acumulo de erros</p><p>durante a execução das obras, principalmente, com intermédio da presença de</p><p>profissionais da engenharia que quase não se fez presente em todas as construções</p><p>da cidade estudada. Segundo o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de</p><p>Engenharia (IBAPE) a presença de profissionais da engenharia é crucial para a</p><p>identificação e elaboração de laudos precisos de modo a desenvolver métodos que</p><p>inibam a presença das patologias nos diversos tipos de obras e residências, bem</p><p>como compreender as características típicas de cada edificação.</p><p>Outra forma de prevenir e evitar possíveis problemas nas faces das paredes</p><p>ou qualquer outro tipo de superfície, principalmente, as áreas externas ou sujeitas à</p><p>umidade, é desenvolver projetos de impermeabilização, sempre acompanhado por</p><p>profissionais da área e dispor de alguns laudos designados perante observação</p><p>minuciosa de engenheiros civis ou peritos das construções.</p><p>46</p><p>Para a minimização dos problemas ligados à presença de mofo algumas</p><p>técnicas podem ser adotadas, sendo suficientes para inibir estas manifestações. É</p><p>possível também tratar com o auxílio de materiais que facilitem a limpeza das</p><p>superfícies, de preferência com objetos livre de umidade, uma vez que mofo são</p><p>microrganismos que gostam de umidade e pouca ventilação. Após a limpeza deve</p><p>ser preparada uma solução composta por 80 g de fosfato trissódico, 90 ml de</p><p>hipoclorito e 30 g de detergente, diluídos em 2700 ml de água.</p><p>Vale destacar que se a presença do mofo persistir devem ser analisadas as</p><p>causas e prováveis meios em que possa estar ocorrendo a percolação de água para</p><p>o surgimento dos mesmos (SOBRINHO, 2008).</p><p>Em conformidade com o explícito na elaboração do questionário deste</p><p>trabalho foi notória a predominância de problemas referentes ao desplacamento de</p><p>revestimentos em algumas casas. A presença deste tipo de problema foi identificado</p><p>com menor incidência, portanto, é possível afirmar que somente em apenas duas</p><p>das residências foi encontrado este tipo de problema, como exposto</p>

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