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[Use esse espaço para colocar uma imagem que capture melhor a ideia principal da etapa de ação] FERIDAS E CURATIVOS ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE 1.Proteção: A pele atua como uma barreira física, protegendo o corpo contra invasores externos, como microrganismos (bactérias, vírus, fungos), produtos químicos e radiação ultravioleta (UV). Além disso, ela também minimiza a perda de água, mantendo a hidratação corporal. 2.Sensação: Através de uma rede complexa de terminações nervosas e receptores sensoriais, a pele é capaz de perceber toque, pressão, dor, calor e frio, permitindo a interação com o ambiente e a resposta a estímulos potencialmente prejudiciais. 3.Termorregulação: A pele ajuda a regular a temperatura corporal por meio da dilatação e constrição dos vasos sanguíneos (processo chamado de vasodilatação e vasoconstrição) e da produção de suor pelas glândulas sudoríparas. Esses mecanismos permitem a dissipação do calor em ambientes quentes e a retenção de calor em ambientes frios. 4.Metabolismo: A pele participa da síntese de vitamina D, essencial para a saúde óssea, a partir da exposição à luz solar. Ela também desempenha um papel no metabolismo de lipídios e na produção de hormônios importantes. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE Epiderme A epiderme é a camada mais externa da pele, atuando como a primeira barreira de proteção do corpo contra o ambiente externo. É uma camada predominantemente composta por células chamadas queratinócitos, que se movem da base da epiderme para a superfície, sofrendo queratinização (processo de endurecimento e morte) para formar uma barreira protetora contra agentes físicos, químicos e biológicos. A epiderme também contém melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele e protege contra os danos da radiação UV. Além disso, possui células de Langerhans, que desempenham um papel no sistema imunológico da pele. Derme Localizada logo abaixo da epiderme, a derme é uma camada espessa e resistente que fornece à pele sua elasticidade e resistência. É composta por uma matriz de tecido conjuntivo que inclui colágeno e elastina, fibras que conferem força e flexibilidade, respectivamente. A derme abriga uma variedade de estruturas, como folículos pilosos, glândulas sebáceas (que produzem óleo para hidratar a pele e cabelo), glândulas sudoríparas (responsáveis pela produção de suor), nervos e vasos sanguíneos. Estes últimos ajudam na regulação da temperatura corporal e na nutrição da pele, fornecendo oxigênio e nutrientes. Hipoderme (ou Tecido Subcutâneo) A hipoderme, também conhecida como tecido subcutâneo, é a camada mais profunda da pele. Ela é composta principalmente por células adiposas (células de gordura) e fornece isolamento térmico, ajudando a manter a temperatura corporal, além de atuar como uma reserva de energia. A gordura armazenada na hipoderme serve como amortecedor, protegendo os órgãos internos contra choques mecânicos. Esta camada também contém alguns vasos sanguíneos maiores e nervos que passam para as camadas superiores da pele CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE FERIDAS Uma ferida é uma lesão que causa a interrupção da continuidade da pele ou de tecidos subjacentes, provocada por um trauma físico, químico, térmico ou microbiológico. Feridas podem variar consideravelmente em sua gravidade, desde cortes superficiais até lesões profundas afetando músculos, ossos e órgãos internos. As feridas podem ser causadas por fatores externos (extrínsecos) ou internos (intrínseco) Extrínseco: incisão cirúrgica, lesões acidentais Intrínseco: feridas por infecção, úlcera crônica CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a espessura Ferida Superficial É aquela que atinge apenas a epiderme e derme. Ferida profunda superficial É aquela que destrói a epiderme, derme e o tecido subcutâneo. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a espessura Ferida Profunda É aquela que atinge o tecido muscular e as estruturas adjacentes como por exemplo: tendões, músculos, cartilagens e ossos. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Acidental ou Traumática Quando ocorre de maneira imprevista, sendo provocada por objetos cortantes, contundentes, perfurante, lacerantes e etc... CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Intencional ou cirúrgica Quando é realizada de acordo com um fim terapêutico proposto. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Patológicas São lesões secundárias a uma determinada doença de base. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Iatrogênicas São feridas resultantes de procedimentos ou tratamentos. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Fatores causais externo São feridas resultantes de pressão contínua exercidas pelo peso do corpo, fricção, cisalhamento e umidade, como as LPs. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a evolução Agudas Geralmente são feridas traumáticas, há ruptura da vascularização e desencadeamento imediato do processo de hemostasia. Ex cortes, escoriações, queimaduras etc... CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a evolução Crônicas Descritas como de longa duração ou ocorrência frequente; ocorre um desvio na sequência do processo de cicatrização fisiológico. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Feridas limpas ou asséptica São feridas não infectadas, isto é, livre de micro-organismo patogênicos. Lesões produzidas sob condições asséptica, sem falhas técnicas, por incisão em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação e sem indícios de sinais flogísticos. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Contaminadas Ocorrem em tecidos de baixa colonização, sem contaminação significativa prévia, ou durante o ato cirúrgico. Também lesões com tempo inferior a 6 h entre o trauma e o atendimento inicial. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Infectada São feridas acidentais, recentes e abertas, colonizadas por flora bacteriana considerável. Também as cirurgias, quando a técnica asséptica é desobedecida ou ainda, feridas cujo tempo de atendimento inicial foi superior a 6h após o trauma. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Feridas infectadas ou sépticas São as potencialmente colonizadas ou quando há contaminação grosseira por microrganismos. Apresentam processo infeccioso, como tecido desvitalizado, exsudação purulenta e odor característico. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto ao comprometimento tecidual Quanto ao comprometimento tecidual, as feridas são classificadas em estágios (I,II,III,IV) de acordo com as condições gerais de lesão. As Lesões por Pressão (LP) são danos localizados na pele e/ou tecidos subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada ou combinada com forças de cisalhamento e/ ou fricção. Os riscos aumentam quando somado aos fatores predisponentes intrínsecos da pessoa. FINALIDADE o Identificar e classificar os clientes com risco para LP; o Implementar ações preventivas nos clientes com risco para LP; o Identificar precocemente LP em estágios iniciais. Estágios da Lesão por Pressão Lesão por Pressão Estágio I Pele íntegra com eritema que não embranquece com mudanças na sensibilidade, temperatura ou consistência (endurecimento) podem preceder as mudanças visuais. Mudanças na cor não incluem descoloração púrpura ou castanha; essas podem indicar dano tissular profundo. Lesão por Pressão Estágio II Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. Lesão por Pressão Estágio III Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e lesão com bordas enroladas estão presentes. Esfacelo e /ou necrose pode estar visível. Podem ocorrer descolamento e túneis. Lesão por Pressão Estágio IVPerda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou necrose pode estar visível. Epíbole (lesão com bordas enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem frequentemente. Lesão por Pressão Não Classificável Perda da pele em sua espessura total e perda tissular não visível, devido a cobertura densa de esfacelo ou escara. A verdadeira profundidade e, portanto, o estágio da lesão não pode ser determinado até que suficiente esfacelo e/ou escara sejam removidos para expor a base da úlcera. Lesão por Pressão Tissular Profunda Pele intacta ou não intacta com área vermelho escuro persistente não branqueável, descoloração marrom ou roxa ou separação da epiderme revelando um leito da ferida escuro ou com flictena de sangue. Presente dor e alteração de temperatura local. Lesão por Pressão Relacionada Dispositivo Médico A lesão em pele geralmente apresenta o padrão ou forma do dispositivo. Essas lesões são categorizadas pelo sistema de classificação de LP. Avaliação do Risco de LP Escala de Braden A escala de Braden utiliza seis parâmetros para avaliação do paciente. 1. Percepção sensorial: relacionada ao desconforto, habilidade de responder à pressão; 2. Umidade: nível ao qual a pele é exposta à umidade; 3. Atividade: grau de atividade física; 4. Mobilidade: capacidade de alterar a posição do corpo; 5. Nutrição: padrão de alimentação 6. Fricção e Cisalhamento: Fricção é quando a pele se move contra a superfície de suporte; Cisalhamento a pele, tecidos profundos e a proeminência óssea deslizam uma sobre a outra. Avaliação do Risco de LP Escala de Elpo A Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO) foi desenvolvida durante o doutorado da enfermeira Camila Mendonça de Moraes Lopes, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP), concluído em 2014. A ELPO engloba sete itens (tipo de posição, tempo de cirurgia, tipo de anestesia, superfície de suporte, posição dos membros, comorbidades e idade do paciente). Cada um destes é organizado com cinco subitens que indicam da menor à maior situação de risco. O escore da ELPO varia de 7 a 35 e quanto maior o escore, maior o risco de o paciente desenvolver complicações decorrentes do posicionamento cirúrgico do paciente. Locais de incidência de LP FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO Fatores Extrínsecos Pressão contínua: Quando em área de lesão ou proeminência óssea ocorre pressão excessiva ou contínua, a irrigação sanguínea torna-se prejudicada, dificultando a irrigação no local da lesão. Cisalhamento: Ocorre quando o paciente desliza na cama; o esqueleto e os tecidos mais próximos se movimentam, mas a pele das nádegas permanece imóvel. Um dos piores hábitos é o de apoiar as costas na cabeceira da cama, pois favorece o deslizamento, causando dobras na pele. Fricção: Ocorre quando duas superfícies são esfregadas uma contra a outra. A causa mais comum é “arrastar” o paciente em vez invés de levantá-lo. A umidade piora os efeitos da fricção. Umidade: É importante diminuir a exposição da pele à umidade excessiva, para que não haja rompimento da epiderme. FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO Fatores Intrínsecos Idade Avançada: O idoso é mais suscetível às lesões e ao retardo das fases de cicatrização devido à deficiência nutricional, ao comprometimento imunológico, circulatório e respiratório, ao ressecamento da pele e à fragilidade capilar. Outras características da idade que aumentam à suscetibilidade às lesões são a produção de vitamina D, a resposta inflamatória, a síntese de colágeno, a angiogênese, a dificuldade de cicatrização e a diminuição da espessura da derme. Doenças concomitantes: Hipertensão Arterial Severa (HAS), Diabetes Mellitus (DM), hepatopatias, nefropatias, problemas vasculares e neoplasias. Essas doenças retardam ou impedem a evolução do processo de cicatrização. Condições nutricionais: São os nutrientes que fornecem o substrato necessário para o organismo realizar o processo reconstrutivo e para fazer frente às infecções. A deficiência de alguns nutrientes compromete diretamente o processo cicatricial. O paciente deve ser acompanhado com exames laboratoriais e dados antropométricos. Drogas sistêmicas: Corticoides, agentes citotóxicos (quimioterápicos), penicilina, anti-inflamatórios entre outras inibem o processo de cicatrização. FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO Medicamentos psicoativos: causam sonolência podendo aumentar a imobilidade do paciente. Mobilidade reduzida ou ausente: Pacientes com diminuição da capacidade de mudar de posição de forma independente devem ter a pressão local aliviada pela mudança de decúbito. PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Cuidando da pele Identificar sinais precoces de lesões causadas por pressão. Utilizar Ácidos Graxos Essenciais (AGE), cremes de barreiras, filmes transparentes para proteção da pele. Identificar sinais de ressecamento, rachaduras, eritema, maceração, fragilidade e calor. Uso de creme de barreira e sonda retal (se necessário para desvio de efluente) Hidratar pele Atenção: clientes de pele escura de eritemas são mais difíceis de detecção. PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Reduzindo a umidade Identificar e tratar causas de umidades. Realizar higiene íntima após cada troca de fralda. Incentivar o uso de comadre e dispositivos urinários (exemplo: jontex), mantendo as roupas de cama sempre secas. PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Avaliando a Pressão Realizar mudanças de decúbito a cada 2-3 horas. Utilizar dispositivos de alívio de pressão tais como: colchões especiais (colchão pneumático), travesseiros, almofadas de gel. Aumentar a superfície de apoio na região onde está sendo exercida a pressão. Proteger calcâneo manter os membros inferiores aquecidos. Necessidade de elevação dos MMII (descompressão dos calcâneos). Não utilizar almofadas tipo “donut” com furo no meio Realizar a elevação do calcâneo, não usar luvas com água para apoiar os calcâneos Atenção: não massagear as áreas proeminências ósseas e hiperemiadas. PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Reduzindo a fricção e cisalhamento Realizar transferências e movimentações do cliente com o auxílio de coxins e apoios. Posicionar o paciente no leito de forma correta. PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Estimulando a Movimentação Estimular a movimentação ativa, no caso do paciente restrito ao leito, sob acompanhamento. Estimular o paciente a sentar no leito e/ou fora do leito com auxílio, minimizando o risco de quedas. Utilização de traçados na mobilização do paciente. Estimular a deambulação com auxílio, minimizando o risco de queda. FERIDAS MECÂNICAS São feridas traumáticas, causadas por fatores externos. FERIDAS LACERADAS São feridas que apresentam margens irregulares, como as produzidas por caco de vidro ou arame farpado. FERIDAS QUÍMICAS São causadas pela ação de ácidos ou bases muito forte e alguns sais e gases como o lacrimogênico e ácido hidroclorídico. FERIDAS TÉRMICAS São feridas que se desenvolvem como resultado do calor ou frio externo. FERIDAS POR ELETRICIDADE São causadas por raios ou contato com objeto energizado. FERIDAS POR RADIAÇÃO São causadas pela longa exposição e raios solares, raio x e outros tipos de radiação. FERIDAS POR INCISIVA (FO) São feridas produzidas por um instrumento cortante, como as feridas cirúrgicas FERIDAS PERFURANTES São produzidas por arma de fogo (PAF) ou arma branca, produzem pequenas aberturas na pele, porém podem atingir camadas teciduais e órgãos, causando hemorragias intensas. FERIDAS VALVULOGÊNICAS (PÉ DIABÉTICO) Ferida dos pés, resultante de complicações da diabetes, como neuropatia e doença vascular periférica. Pode ocorrerdiminuição da sensibilidade, deformidades, diminuição de fluxo arterial, que predispõe a ulceração dos pés. ÚLCERA ARTERIAL Ferida crônica das pernas, procedente de lesão das artérias ou por doenças vascular periférica, caracterizada por presença de tecido desvitalizado, amarelo ou preto. ÚLCERA VENOSA Ferida crônica nas pernas, frequente em idosos, portadores de insuficiência venosa crônica. FERIDAS ONCOLÓGICAS São causadas por tumores da pele ou metástase cutânea de outros tumores. FÍSTULA Trajeto anormal que conecta superfícies podendo ser causada por infecção, traumas etc.. LESÃO DE ESCALPELAMENTO DO COURO CABELUDO Ocasionada por acidentes em embarcações fluvial na região amazônica. LESÃO POR PSORÍASE (AUTOIMUNE) Dermatose crônica, inflamatória não contagiosa, caracterizada por placas e pápulas descamativas bem delimitadas de tamanho variados. ESCLERODERMIA (AUTOIMUNE) É uma doença do tecido conjuntivo que afeta a pele e algumas vezes órgão internos. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Cicatrização por 1ª intenção: Há perda mínima de tecido e os bordas são passiveis de ajuste por sutura. Cicatrização por 2ª intenção: lesão com perda acentuada de tecido, onde não é possível realizar a junção dos bordas. Cicatrização por 3ª intenção: Quando há fatores que retardam o processo de cicatrização ( drenos, feridas cirúrgicas infectadas). TIPOS DE DEBRIDAMENTO 1. Desbridamento Autolítico Esse tipo de desbridamento promove a manutenção de um leito úmido e em temperatura em torno de 37°C a fim de atrair neutrófilos e macrófagos para a lesão, os quais irão liberar enzimas lisossomais para digerir os detritos. Ou seja – o meio adequado proporciona maior lise e fagocitose do tecido necrótico, daí vem o nome autólise – significando a autodestruição. Hidrogel: possui grande proporção de água, tem pouca aderência ao leito, preenche cavidades, favorece a epitelização e tem ação analgésica. Indicado para lesões com pouco exsudato. Hidrocoloides: se transformam em gel quando absorvem o exsudato. Só impermeáveis ao vapor d’água, a bactérias e ao oxigênio, proporcionando hipóxia tecidual que favorece a angiogênese. Reduzem o exsudato em até 50%, têm ação analgésica. Indicados para lesões superficiais ou profundas, com exsudato mínimo a moderado. Contra-indicados para feridas infectadas e altamente exsudativas. São comercializados no Brasil em forma de placa, grânulo, pasta e fibra. TIPOS DE DEBRIDAMENTO Vantagens do método autolítico: indolor, de fácil aplicação, não invasivo e não lesa o tecido de granulação (seletivo). Desvantagens do método autolítico: lento em comparação com outros tipos – não é recomendado para alguns pacientes (ex. diabéticos) pelo fato da necrose apresentar risco de infecção. TIPOS DE DEBRIDAMENTO Desbridamento Enzimático O desbridamento enzimático, semelhante ao autolítico, ocorre também com o uso de enzimas, porém são exógenas. Essas provocam o desprendimento do tecido necrosado. Os produtos mais utilizados no Brasil para esse fim são: Colagenase: obtida da bactéria Clostridium histolyticum, provoca a decomposição das fibras de colágeno do fundo da lesão, as quais permitem a adesão da necrose ao tecido. Utilizada em feridas com exsudação leve a moderada para permitir atuação da enzima. Quando utilizada com prata, sua ação é inativada. Deve ser aplicada uma fina camada, e apenas no tecido desvitalizado, protegendo a pele perilesional. Papaína: extraída do látex do mamoeiro, conhecida vulgarmente por leite de mamão. Composta por 17 aminoácidos diferentes e enzimas proteolíticas e peroxidases. É comercializada na forma de pó, gel ou pasta. As concentrações a serem utilizadas variam de acordo com a característica da ferida. TIPOS DE DEBRIDAMENTO Vantagens: fácil acesso. Desvantagens: não é totalmente seletivo – lesam tecido de granulação. Colagenase pode causar efeitos colaterais como reações de hipersensibilidade, queimadura local, eritema e dor. TIPOS DE DEBRIDAMENTO Desbridamento Mecânico Nesse método utiliza-se a força física para a remoção da necrose. Pode ser feito por meio de fricção, esfregando o leito da ferida por 2 a 3 minutos em movimentos centrífugos para remover o tecido inviável, pelos seguintes meios: Gazes úmidas à secas, com uso de gaze umidificada com soro aplicada no leito e sua retirada quando secar; Irrigação, com soro morno em jatos; TIPOS DE DEBRIDAMENTO Vantagens: resultado rápido, baixo custo. Desvantagens: doloroso, invasivo, não seletivo, pode traumatizar e provocar sangramento, risco de infecção e cicatriz disforme. TIPOS DE DEBRIDAMENTO Desbridamento Instrumental É realizado por meio de instrumentais cortantes como bisturi e tesoura. Deve ser feito por enfermeiro capacitado. Vantagens: resultado rápido, baixo custo, seletivo, remove quantidade maior de tecido necrótico, pode ser associado com coberturas enzimáticas. Desvantagens: risco de sangramento/hemorragia e lesão de tendões e ossos. TIPOS DE DEBRIDAMENTO Desbridamento Cirúrgico É realizado no Centro Cirúrgico, sob anestesia, executado por cirurgião experiente, com a excisão e ressecção de toda a área necrótica incluindo a margem viável da ferida, na tentativa de transformar uma lesão crônica em aguda. Vantagem: rapidez no desbridamento Desvantagem: riscos (anestesia, sangramento, infecção) e alto custo. OBS - O desbridamento é um procedimento privativo do enfermeiro (exceto o desbridamento cirúrgico) conforme a resolução Cofen 0567/2018. TIPOS DE EXSUDATO NECROSE Necrose é a morte de células ou tecidos em qualquer parte do corpo enquanto o organismo ainda está vivo. Esse processo pode ser resultado de diversos fatores, incluindo falta de suprimento sanguíneo (isquemia), lesões, infecções, toxinas, exposição a químicos, temperaturas extremas (queimaduras ou congelamento) e doenças crônicas. COBERTURAS Prevenir a contaminação; Promover a cicatrização; Proteger a ferida; Absorver secreção e facilitar a drenagem; Aliviar a dor. PAPAINA Enzima proteolítica extraída do látex da carica papaya (mamão). Indicação: em todo tecido necrótico, particularmente naqueles com crosta. Mecanismo de ação: ação anti-inflamatória, bactericida e bacteriostático, acelera processo cicatricial, atua como desbridante químico, estimula a força tênsil das cicatrizes Modo de usar: preparar a solução em frasco de vidro, irrigar a lesão e deixar gaze embebida na solução. Observações: a diluição é feita de acordo com a ferida: 10% em tecido necrosado, 6% nas com exudato purulento e 2% naquelas com pouco exudato. Cuidados no armazenamento (fotossensível) e substancias oxidantes (ferro/iodo/oxigênio) Após 12h, a papaína já perdeu a sua ação SULFADIAZINA DE PRATA É um composto solúvel e com ação adstringente derivado de sais de prata com propriedades antisséptica local. Mecanismo de ação: Prata: confere características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age diretamente na membrana citoplasmática bacteriana. Modo de usar: Freqüência de troca é recomendada a cada 12 horas. Indicações: prevenção de colonização e tratamento de feriadas de queimadura. Observação: retirar excesso de pomada remanescente a cada troca de curativo. É uma combinação das propriedades de hidratação e absorção, as quais promovem o desbridamento autolítico natural e a cicatrização em ambiente úmido. Composição: carboximetilcelulose de sódio +alginato de cálcio + propilenoglico + água purificada (70 a 90%) Ação: debridamento autolitico/ remove crostas e tecidos desvitalizados em feridas abertas, promove granulação. Forma de apresentação: Amorfo, placa, pomada Indicação: remoção de tecido necrótico em lesões cavitárias. Contra indicação: pele íntegra e incisão cirúrgica fechada. Observação: necessita de cobertura secundária. Slide 1 Slide 2: ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE Slide 3: ANATOMIAE FISIOLOGIA DA PELE Slide 4: CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE FERIDAS Slide 5: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a espessura Slide 6: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a espessura Slide 7: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Slide 8: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Slide 9: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Slide 10: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Slide 11: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia Slide 12: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a evolução Slide 13: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a evolução Slide 14: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Slide 15: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Slide 16: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Slide 17: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção Slide 18: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto ao comprometimento tecidual Slide 19: Estágios da Lesão por Pressão Slide 20: Lesão por Pressão Estágio I Slide 21: Lesão por Pressão Estágio II Slide 22: Lesão por Pressão Estágio III Slide 23: Lesão por Pressão Estágio IV Slide 24: Lesão por Pressão Não Classificável Slide 25: Lesão por Pressão Tissular Profunda Slide 26: Lesão por Pressão Relacionada Dispositivo Médico Slide 27: Avaliação do Risco de LP Escala de Braden Slide 28: Avaliação do Risco de LP Escala de Elpo Slide 29: Locais de incidência de LP Slide 30: FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 31: FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 32: FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 33: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 34: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 35: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 36: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 37: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO Slide 38: FERIDAS MECÂNICAS Slide 39: FERIDAS LACERADAS Slide 40: FERIDAS QUÍMICAS Slide 41: FERIDAS TÉRMICAS Slide 42: FERIDAS POR ELETRICIDADE Slide 43: FERIDAS POR RADIAÇÃO Slide 44: FERIDAS POR INCISIVA (FO) Slide 45: FERIDAS PERFURANTES Slide 46: FERIDAS VALVULOGÊNICAS (PÉ DIABÉTICO) Slide 47: ÚLCERA ARTERIAL Slide 48: ÚLCERA VENOSA Slide 49: FERIDAS ONCOLÓGICAS Slide 50: FÍSTULA Slide 51: LESÃO DE ESCALPELAMENTO DO COURO CABELUDO Slide 52: LESÃO POR PSORÍASE (AUTOIMUNE) Slide 53: ESCLERODERMIA (AUTOIMUNE) Slide 54: TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Slide 55: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 56: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 57: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 58: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 59: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 60: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 61: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 62: TIPOS DE DEBRIDAMENTO Slide 63: TIPOS DE EXSUDATO Slide 64: necrose Slide 65: coberturas Slide 66: papaina Slide 67 Slide 68: Sulfadiazina de Prata Slide 69 Slide 70 Slide 71