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FERIDAS E 
CURATIVOS
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE
1.Proteção: A pele atua como uma barreira física, protegendo o corpo 
contra invasores externos, como microrganismos (bactérias, vírus, 
fungos), produtos químicos e radiação ultravioleta (UV). Além disso, ela 
também minimiza a perda de água, mantendo a hidratação corporal.
2.Sensação: Através de uma rede complexa de terminações nervosas e 
receptores sensoriais, a pele é capaz de perceber toque, pressão, dor, 
calor e frio, permitindo a interação com o ambiente e a resposta a 
estímulos potencialmente prejudiciais.
3.Termorregulação: A pele ajuda a regular a temperatura corporal por 
meio da dilatação e constrição dos vasos sanguíneos (processo 
chamado de vasodilatação e vasoconstrição) e da produção de suor 
pelas glândulas sudoríparas. Esses mecanismos permitem a dissipação 
do calor em ambientes quentes e a retenção de calor em ambientes 
frios.
4.Metabolismo: A pele participa da síntese de vitamina D, essencial 
para a saúde óssea, a partir da exposição à luz solar. Ela também 
desempenha um papel no metabolismo de lipídios e na produção de 
hormônios importantes.
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE
Epiderme
A epiderme é a camada mais externa da pele, atuando como a primeira barreira de proteção do corpo contra 
o ambiente externo. É uma camada predominantemente composta por células chamadas queratinócitos, que 
se movem da base da epiderme para a superfície, sofrendo queratinização (processo de endurecimento e 
morte) para formar uma barreira protetora contra agentes físicos, químicos e biológicos. A epiderme também 
contém melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele e 
protege contra os danos da radiação UV. Além disso, possui células de Langerhans, que desempenham um 
papel no sistema imunológico da pele.
Derme
Localizada logo abaixo da epiderme, a derme é uma camada espessa e resistente que fornece à pele sua 
elasticidade e resistência. É composta por uma matriz de tecido conjuntivo que inclui colágeno e elastina, 
fibras que conferem força e flexibilidade, respectivamente. A derme abriga uma variedade de estruturas, 
como folículos pilosos, glândulas sebáceas (que produzem óleo para hidratar a pele e cabelo), glândulas 
sudoríparas (responsáveis pela produção de suor), nervos e vasos sanguíneos. Estes últimos ajudam na 
regulação da temperatura corporal e na nutrição da pele, fornecendo oxigênio e nutrientes.
Hipoderme (ou Tecido Subcutâneo)
A hipoderme, também conhecida como tecido subcutâneo, é a camada mais profunda da pele. Ela é 
composta principalmente por células adiposas (células de gordura) e fornece isolamento térmico, ajudando a 
manter a temperatura corporal, além de atuar como uma reserva de energia. A gordura armazenada na 
hipoderme serve como amortecedor, protegendo os órgãos internos contra choques mecânicos. Esta camada 
também contém alguns vasos sanguíneos maiores e nervos que passam para as camadas superiores da pele
CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE FERIDAS
Uma ferida é uma lesão que causa a interrupção da continuidade da pele ou de tecidos subjacentes, 
provocada por um trauma físico, químico, térmico ou microbiológico. Feridas podem variar 
consideravelmente em sua gravidade, desde cortes superficiais até lesões profundas afetando músculos, 
ossos e órgãos internos.
As feridas podem ser causadas por fatores externos (extrínsecos) ou internos (intrínseco) 
Extrínseco: incisão cirúrgica, lesões acidentais
Intrínseco: feridas por infecção, úlcera crônica 
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a espessura
Ferida Superficial
É aquela que atinge apenas a epiderme e 
derme.
Ferida profunda superficial
É aquela que destrói a epiderme, derme
e o tecido subcutâneo.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a espessura
Ferida Profunda
É aquela que atinge o tecido muscular e as 
estruturas adjacentes como por exemplo: 
tendões, músculos, cartilagens e ossos.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a etiologia
Acidental ou Traumática
Quando ocorre de maneira imprevista, sendo 
provocada por objetos cortantes, contundentes, 
perfurante, lacerantes e etc...
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a etiologia
Intencional ou cirúrgica
Quando é realizada de acordo com um fim 
terapêutico proposto.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a etiologia
Patológicas
São lesões secundárias a uma determinada 
doença de base.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a etiologia
Iatrogênicas
São feridas resultantes de procedimentos 
ou tratamentos.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a etiologia
Fatores causais externo
São feridas resultantes de pressão
contínua exercidas pelo peso do corpo,
fricção, cisalhamento e umidade, como as
LPs.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a evolução
Agudas
Geralmente são feridas traumáticas, há ruptura 
da vascularização e desencadeamento imediato 
do processo de hemostasia. Ex cortes, 
escoriações, queimaduras etc...
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto a evolução
Crônicas
Descritas como de longa duração ou 
ocorrência frequente; ocorre um desvio na 
sequência do processo de cicatrização 
fisiológico.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto à presença de infecção
Feridas limpas ou asséptica
São feridas não infectadas, isto é, livre de
micro-organismo patogênicos. Lesões produzidas
sob condições asséptica, sem falhas técnicas, por
incisão em tecidos estéreis ou de fácil
descontaminação e sem indícios de sinais
flogísticos.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto à presença de infecção
Contaminadas
Ocorrem em tecidos de baixa colonização, sem
contaminação significativa prévia, ou durante o
ato cirúrgico. Também lesões com tempo inferior
a 6 h entre o trauma e o atendimento inicial.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto à presença de infecção
Infectada
São feridas acidentais, recentes e abertas,
colonizadas por flora bacteriana considerável.
Também as cirurgias, quando a técnica asséptica
é desobedecida ou ainda, feridas cujo tempo de
atendimento inicial foi superior a 6h após o
trauma.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto à presença de infecção
Feridas infectadas ou sépticas
São as potencialmente colonizadas ou quando há
contaminação grosseira por microrganismos.
Apresentam processo infeccioso, como tecido
desvitalizado, exsudação purulenta e odor
característico.
CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 
Quanto ao comprometimento tecidual
Quanto ao comprometimento tecidual, as feridas são classificadas em estágios (I,II,III,IV) de acordo 
com as condições gerais de lesão.
As Lesões por Pressão (LP) são danos localizados na pele e/ou tecidos subjacentes, geralmente sobre 
uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada ou combinada com forças de cisalhamento e/ 
ou fricção. Os riscos aumentam quando somado aos fatores predisponentes intrínsecos da pessoa.
FINALIDADE
o Identificar e classificar os clientes com risco para LP;
o Implementar ações preventivas nos clientes com risco para LP;
o Identificar precocemente LP em estágios iniciais. 
Estágios da Lesão por Pressão
Lesão por Pressão Estágio I
Pele íntegra com eritema que não embranquece 
com mudanças na sensibilidade, temperatura ou 
consistência (endurecimento) podem preceder as 
mudanças visuais. Mudanças na cor não incluem 
descoloração púrpura ou castanha; essas podem 
indicar dano tissular profundo.
Lesão por Pressão Estágio II
Perda da pele em sua espessura parcial com
exposição da derme. O leito da ferida é viável, de
coloração rosa ou vermelha, úmido e pode
também apresentar-se como uma bolha intacta
(preenchida com exsudato seroso) ou rompida.
Lesão por Pressão Estágio III
Perda da pele em sua espessura total na qual a
gordura é visível e, frequentemente, tecido de
granulação e lesão com bordas enroladas estão
presentes. Esfacelo e /ou necrose pode estar
visível. Podem ocorrer descolamento e túneis.
Lesão por Pressão Estágio IVPerda da pele em sua espessura total e perda
tissular com exposição ou palpação direta da fáscia,
músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso.
Esfacelo e /ou necrose pode estar visível. Epíbole
(lesão com bordas enroladas), descolamento e/ou
túneis ocorrem frequentemente.
Lesão por Pressão Não Classificável
Perda da pele em sua espessura total e perda
tissular não visível, devido a cobertura densa de
esfacelo ou escara. A verdadeira profundidade e,
portanto, o estágio da lesão não pode ser
determinado até que suficiente esfacelo e/ou
escara sejam removidos para expor a base da
úlcera.
Lesão por Pressão Tissular Profunda 
Pele intacta ou não intacta com área vermelho
escuro persistente não branqueável, descoloração
marrom ou roxa ou separação da epiderme
revelando um leito da ferida escuro ou com flictena
de sangue. Presente dor e alteração de temperatura
local.
Lesão por Pressão Relacionada Dispositivo 
Médico
A lesão em pele geralmente apresenta o padrão ou
forma do dispositivo. Essas lesões são categorizadas
pelo sistema de classificação de LP.
Avaliação do Risco de LP
Escala de Braden
A escala de Braden utiliza seis parâmetros para
avaliação do paciente.
1. Percepção sensorial: relacionada ao desconforto,
habilidade de responder à pressão;
2. Umidade: nível ao qual a pele é exposta à
umidade;
3. Atividade: grau de atividade física;
4. Mobilidade: capacidade de alterar a posição do
corpo;
5. Nutrição: padrão de alimentação
6. Fricção e Cisalhamento: Fricção é quando a pele
se move contra a superfície de suporte;
Cisalhamento a pele, tecidos profundos e a
proeminência óssea deslizam uma sobre a outra.
Avaliação do Risco de LP
Escala de Elpo 
A Escala de Avaliação de Risco para o
Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do
Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO) foi
desenvolvida durante o doutorado da enfermeira
Camila Mendonça de Moraes Lopes, na Escola de
Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de
São Paulo (EERP-USP), concluído em 2014.
A ELPO engloba sete itens (tipo de posição, tempo
de cirurgia, tipo de anestesia, superfície de suporte,
posição dos membros, comorbidades e idade do
paciente). Cada um destes é organizado com cinco
subitens que indicam da menor à maior situação de
risco. O escore da ELPO varia de 7 a 35 e quanto
maior o escore, maior o risco de o paciente
desenvolver complicações decorrentes do
posicionamento cirúrgico do paciente.
Locais de incidência de LP
FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO 
DE LESÃO POR PRESSÃO 
Fatores Extrínsecos
Pressão contínua: Quando em área de lesão ou proeminência óssea ocorre pressão excessiva ou contínua, a
irrigação sanguínea torna-se prejudicada, dificultando a irrigação no local da lesão.
Cisalhamento: Ocorre quando o paciente desliza na cama; o esqueleto e os tecidos mais próximos se
movimentam, mas a pele das nádegas permanece imóvel. Um dos piores hábitos é o de apoiar as costas na
cabeceira da cama, pois favorece o deslizamento, causando dobras na pele.
Fricção: Ocorre quando duas superfícies são esfregadas uma contra a outra. A causa mais comum é
“arrastar” o paciente em vez invés de levantá-lo. A umidade piora os efeitos da fricção.
Umidade: É importante diminuir a exposição da pele à umidade excessiva, para que não haja rompimento
da epiderme.
FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO 
DE LESÃO POR PRESSÃO 
Fatores Intrínsecos
Idade Avançada: O idoso é mais suscetível às lesões e ao retardo das fases de cicatrização devido à deficiência
nutricional, ao comprometimento imunológico, circulatório e respiratório, ao ressecamento da pele e à
fragilidade capilar. Outras características da idade que aumentam à suscetibilidade às lesões são a produção
de vitamina D, a resposta inflamatória, a síntese de colágeno, a angiogênese, a dificuldade de cicatrização e a
diminuição da espessura da derme.
Doenças concomitantes: Hipertensão Arterial Severa (HAS), Diabetes Mellitus (DM), hepatopatias, nefropatias,
problemas vasculares e neoplasias. Essas doenças retardam ou impedem a evolução do processo de
cicatrização.
Condições nutricionais: São os nutrientes que fornecem o substrato necessário para o organismo realizar o
processo reconstrutivo e para fazer frente às infecções. A deficiência de alguns nutrientes compromete
diretamente o processo cicatricial. O paciente deve ser acompanhado com exames laboratoriais e dados
antropométricos.
Drogas sistêmicas: Corticoides, agentes citotóxicos (quimioterápicos), penicilina, anti-inflamatórios entre
outras inibem o processo de cicatrização.
FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO 
DE LESÃO POR PRESSÃO 
Medicamentos psicoativos: causam sonolência podendo aumentar a imobilidade do paciente.
Mobilidade reduzida ou ausente: Pacientes com diminuição da capacidade de mudar de posição de forma
independente devem ter a pressão local aliviada pela mudança de decúbito.
PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
Cuidando da pele
Identificar sinais precoces de lesões causadas por pressão.
Utilizar Ácidos Graxos Essenciais (AGE), cremes de barreiras, filmes transparentes para proteção da pele.
Identificar sinais de ressecamento, rachaduras, eritema, maceração, fragilidade e calor.
Uso de creme de barreira e sonda retal (se necessário para desvio de efluente)
Hidratar pele Atenção: clientes de pele escura de eritemas são mais difíceis de detecção.
PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
Reduzindo a umidade
Identificar e tratar causas de umidades.
Realizar higiene íntima após cada troca de fralda.
Incentivar o uso de comadre e dispositivos urinários (exemplo: jontex), mantendo as roupas de cama sempre
secas.
PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
Avaliando a Pressão
Realizar mudanças de decúbito a cada 2-3 horas.
Utilizar dispositivos de alívio de pressão tais como: colchões especiais (colchão pneumático), travesseiros,
almofadas de gel.
Aumentar a superfície de apoio na região onde está sendo exercida a pressão.
Proteger calcâneo manter os membros inferiores aquecidos. Necessidade de elevação dos MMII (descompressão
dos calcâneos).
Não utilizar almofadas tipo “donut” com furo no meio Realizar a elevação do calcâneo, não usar luvas com
água para apoiar os calcâneos
Atenção: não massagear as áreas proeminências ósseas e hiperemiadas.
PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
Reduzindo a fricção e cisalhamento
Realizar transferências e movimentações do cliente com o auxílio de coxins e apoios.
Posicionar o paciente no leito de forma correta.
PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
Estimulando a Movimentação
Estimular a movimentação ativa, no caso do paciente restrito ao leito, sob acompanhamento.
Estimular o paciente a sentar no leito e/ou fora do leito com auxílio, minimizando o risco de quedas.
Utilização de traçados na mobilização do paciente.
Estimular a deambulação com auxílio, minimizando o risco de queda.
FERIDAS MECÂNICAS 
São feridas traumáticas, causadas por fatores 
externos.
FERIDAS LACERADAS 
São feridas que apresentam margens
irregulares, como as produzidas por caco de
vidro ou arame farpado.
FERIDAS QUÍMICAS 
São causadas pela ação de ácidos ou bases
muito forte e alguns sais e gases como o
lacrimogênico e ácido hidroclorídico.
FERIDAS TÉRMICAS 
São feridas que se desenvolvem como 
resultado do calor ou frio externo.
FERIDAS POR ELETRICIDADE 
São causadas por raios ou contato com objeto 
energizado.
FERIDAS POR RADIAÇÃO 
São causadas pela longa exposição e raios 
solares, raio x e outros tipos de radiação.
FERIDAS POR INCISIVA (FO)
São feridas produzidas por um instrumento 
cortante, como as feridas cirúrgicas
FERIDAS PERFURANTES
São produzidas por arma de fogo (PAF) ou
arma branca, produzem pequenas aberturas
na pele, porém podem atingir camadas
teciduais e órgãos, causando hemorragias
intensas.
FERIDAS VALVULOGÊNICAS (PÉ DIABÉTICO)
Ferida dos pés, resultante de complicações da
diabetes, como neuropatia e doença vascular
periférica. Pode ocorrerdiminuição da
sensibilidade, deformidades, diminuição de
fluxo arterial, que predispõe a ulceração dos
pés.
ÚLCERA ARTERIAL 
Ferida crônica das pernas, procedente de
lesão das artérias ou por doenças vascular
periférica, caracterizada por presença de
tecido desvitalizado, amarelo ou preto.
ÚLCERA VENOSA 
Ferida crônica nas pernas, frequente em 
idosos, portadores de insuficiência venosa 
crônica.
FERIDAS ONCOLÓGICAS 
São causadas por tumores da pele ou 
metástase cutânea de outros tumores.
FÍSTULA
Trajeto anormal que conecta superfícies
podendo ser causada por infecção, traumas
etc..
LESÃO DE ESCALPELAMENTO DO COURO 
CABELUDO
Ocasionada por acidentes em embarcações 
fluvial na região amazônica.
LESÃO POR PSORÍASE (AUTOIMUNE)
Dermatose crônica, inflamatória não
contagiosa, caracterizada por placas e
pápulas descamativas bem delimitadas
de tamanho variados.
ESCLERODERMIA (AUTOIMUNE)
É uma doença do tecido conjuntivo que 
afeta a pele e algumas vezes órgão 
internos.
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 
Cicatrização por 1ª intenção: Há perda mínima de tecido e os bordas são passiveis de ajuste 
por sutura.
Cicatrização por 2ª intenção: lesão com perda acentuada de tecido, onde não é possível 
realizar a junção dos bordas.
Cicatrização por 3ª intenção: Quando há fatores que retardam o processo de cicatrização ( 
drenos, feridas cirúrgicas infectadas).
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
1. Desbridamento Autolítico
Esse tipo de desbridamento promove a manutenção de um leito úmido e em temperatura em torno de 37°C
a fim de atrair neutrófilos e macrófagos para a lesão, os quais irão liberar enzimas lisossomais para digerir os
detritos. Ou seja – o meio adequado proporciona maior lise e fagocitose do tecido necrótico, daí vem o
nome autólise – significando a autodestruição.
Hidrogel: possui grande proporção de água, tem pouca aderência ao leito, preenche cavidades, favorece a
epitelização e tem ação analgésica. Indicado para lesões com pouco exsudato.
Hidrocoloides: se transformam em gel quando absorvem o exsudato. Só impermeáveis ao vapor d’água, a
bactérias e ao oxigênio, proporcionando hipóxia tecidual que favorece a angiogênese. Reduzem o exsudato
em até 50%, têm ação analgésica. Indicados para lesões superficiais ou profundas, com exsudato mínimo a
moderado.
Contra-indicados para feridas infectadas e altamente exsudativas. São comercializados no Brasil em forma de
placa, grânulo, pasta e fibra.
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Vantagens do método autolítico: indolor, de fácil aplicação, não invasivo e não lesa o tecido de 
granulação (seletivo).
Desvantagens do método autolítico: lento em comparação com outros tipos – não é recomendado 
para alguns pacientes (ex. diabéticos) pelo fato da necrose apresentar risco de infecção.
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Desbridamento Enzimático
O desbridamento enzimático, semelhante ao autolítico, ocorre também com o uso de enzimas, porém
são exógenas. Essas provocam o desprendimento do tecido necrosado. Os produtos mais utilizados no Brasil
para esse fim são:
Colagenase: obtida da bactéria Clostridium histolyticum, provoca a decomposição das fibras de colágeno do
fundo da lesão, as quais permitem a adesão da necrose ao tecido. Utilizada em feridas com exsudação leve a
moderada para permitir atuação da enzima. Quando utilizada com prata, sua ação é inativada. Deve ser
aplicada uma fina camada, e apenas no tecido desvitalizado, protegendo a pele perilesional.
Papaína: extraída do látex do mamoeiro, conhecida vulgarmente por leite de mamão. Composta por 17
aminoácidos diferentes e enzimas proteolíticas e peroxidases. É comercializada na forma de pó, gel ou pasta. As
concentrações a serem utilizadas variam de acordo com a característica da ferida.
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Vantagens: fácil acesso.
Desvantagens: não é totalmente seletivo – lesam tecido de granulação. Colagenase pode causar
efeitos colaterais como reações de hipersensibilidade, queimadura local, eritema e dor.
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Desbridamento Mecânico
Nesse método utiliza-se a força física para a remoção da necrose. Pode ser feito por meio de fricção, 
esfregando o leito da ferida por 2 a 3 minutos em movimentos centrífugos para remover o tecido inviável, 
pelos seguintes meios:
Gazes úmidas à secas, com uso de gaze umidificada com soro aplicada no leito e sua retirada quando secar;
Irrigação, com soro morno em jatos;
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Vantagens: resultado rápido, baixo custo.
Desvantagens: doloroso, invasivo, não seletivo, pode traumatizar e provocar sangramento, risco de 
infecção e cicatriz disforme.
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Desbridamento Instrumental
É realizado por meio de instrumentais cortantes como bisturi e tesoura. Deve ser feito por enfermeiro
capacitado.
Vantagens: resultado rápido, baixo custo, seletivo, remove quantidade maior de tecido necrótico, pode ser
associado com coberturas enzimáticas.
Desvantagens: risco de sangramento/hemorragia e lesão de tendões e ossos.
TIPOS DE DEBRIDAMENTO
Desbridamento Cirúrgico
É realizado no Centro Cirúrgico, sob anestesia, executado por cirurgião experiente, com a excisão e ressecção de
toda a área necrótica incluindo a margem viável da ferida, na tentativa de transformar uma lesão crônica em aguda.
Vantagem: rapidez no desbridamento
Desvantagem: riscos (anestesia, sangramento, infecção) e alto custo.
OBS - O desbridamento é um procedimento privativo do enfermeiro (exceto o desbridamento cirúrgico) conforme a
resolução Cofen 0567/2018.
TIPOS DE 
EXSUDATO
NECROSE
Necrose é a morte de células ou tecidos em qualquer parte do corpo 
enquanto o organismo ainda está vivo. Esse processo pode ser 
resultado de diversos fatores, incluindo falta de suprimento sanguíneo 
(isquemia), lesões, infecções, toxinas, exposição a químicos, 
temperaturas extremas (queimaduras ou congelamento) e doenças 
crônicas. 
COBERTURAS
Prevenir a contaminação;
Promover a cicatrização;
Proteger a ferida;
Absorver secreção e facilitar a drenagem;
Aliviar a dor.
PAPAINA
 Enzima proteolítica extraída do látex da carica papaya (mamão).
Indicação: em todo tecido necrótico, particularmente naqueles com crosta.
 Mecanismo de ação: ação anti-inflamatória, bactericida e bacteriostático,
acelera processo cicatricial, atua como desbridante químico, estimula a
força tênsil das cicatrizes
Modo de usar: preparar a solução em frasco de vidro, irrigar a lesão e deixar gaze
embebida na solução.
 Observações: a diluição é feita de acordo com a ferida: 10% em 
tecido necrosado, 6% nas com exudato purulento e 2% naquelas com 
pouco exudato. 
 Cuidados no armazenamento (fotossensível) e substancias oxidantes 
(ferro/iodo/oxigênio)
 Após 12h, a papaína já perdeu a sua ação
SULFADIAZINA DE PRATA
 É um composto solúvel e com ação adstringente derivado de sais de prata
com propriedades antisséptica local.
 Mecanismo de ação: Prata: confere características bactericidas imediatas
e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age
diretamente na membrana citoplasmática bacteriana.
 Modo de usar: Freqüência de troca é recomendada a cada 12 horas.
Indicações: prevenção de colonização e tratamento de feriadas de 
queimadura.
Observação: retirar excesso de pomada remanescente a cada troca 
de curativo.
É uma combinação das propriedades de hidratação e absorção, as quais promovem o desbridamento
autolítico natural e a cicatrização em ambiente úmido.
 Composição: carboximetilcelulose de sódio +alginato de cálcio + propilenoglico + água
purificada (70 a 90%)
 Ação: debridamento autolitico/ remove crostas e tecidos desvitalizados em feridas abertas,
promove granulação.
 Forma de apresentação: Amorfo, placa, pomada
Indicação: remoção de tecido necrótico em lesões cavitárias.
Contra indicação: pele íntegra e incisão cirúrgica fechada.
Observação: necessita de cobertura secundária.
	Slide 1
	Slide 2: ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE  
	Slide 3: ANATOMIAE FISIOLOGIA DA PELE  
	Slide 4: CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE FERIDAS 
	Slide 5: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a espessura 
	Slide 6: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a espessura 
	Slide 7: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia 
	Slide 8: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia 
	Slide 9: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia 
	Slide 10: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia 
	Slide 11: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a etiologia 
	Slide 12: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a evolução 
	Slide 13: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto a evolução 
	Slide 14: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção 
	Slide 15: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção 
	Slide 16: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção 
	Slide 17: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto à presença de infecção 
	Slide 18: CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Quanto ao comprometimento tecidual
	Slide 19: Estágios da Lesão por Pressão
	Slide 20: Lesão por Pressão Estágio I
	Slide 21: Lesão por Pressão Estágio II
	Slide 22: Lesão por Pressão Estágio III
	Slide 23: Lesão por Pressão Estágio IV
	Slide 24: Lesão por Pressão Não Classificável
	Slide 25: Lesão por Pressão Tissular Profunda 
	Slide 26: Lesão por Pressão Relacionada Dispositivo Médico
	Slide 27: Avaliação do Risco de LP Escala de Braden
	Slide 28: Avaliação do Risco de LP Escala de Elpo 
	Slide 29: Locais de incidência de LP
	Slide 30: FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 31: FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 32: FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 33: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 34: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 35: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 36: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 37: PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
	Slide 38: FERIDAS MECÂNICAS 
	Slide 39: FERIDAS LACERADAS 
	Slide 40: FERIDAS QUÍMICAS 
	Slide 41: FERIDAS TÉRMICAS 
	Slide 42: FERIDAS POR ELETRICIDADE 
	Slide 43: FERIDAS POR RADIAÇÃO 
	Slide 44: FERIDAS POR INCISIVA (FO)
	Slide 45: FERIDAS PERFURANTES
	Slide 46: FERIDAS VALVULOGÊNICAS (PÉ DIABÉTICO)
	Slide 47: ÚLCERA ARTERIAL 
	Slide 48: ÚLCERA VENOSA 
	Slide 49: FERIDAS ONCOLÓGICAS 
	Slide 50: FÍSTULA
	Slide 51: LESÃO DE ESCALPELAMENTO DO COURO CABELUDO
	Slide 52: LESÃO POR PSORÍASE (AUTOIMUNE)
	Slide 53: ESCLERODERMIA (AUTOIMUNE)
	Slide 54: TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 
	Slide 55: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 56: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 57: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 58: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 59: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 60: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 61: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 62: TIPOS DE DEBRIDAMENTO
	Slide 63: TIPOS DE EXSUDATO
	Slide 64: necrose
	Slide 65: coberturas
	Slide 66: papaina
	Slide 67
	Slide 68: Sulfadiazina de Prata
	Slide 69
	Slide 70
	Slide 71

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