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AULA 13 Forças Internas Treliças Isostáticas Curso Engenharia Civil Disciplina Teoria das Estruturas Professora: Dra. Débora P. Righi Köhler CENTRO DE GRAVIDADE Centro de Gravidade de um corpo: É a posição onde pode ser considerada a aplicação da força de gravidade resultante equivalente de todo o corpo, ou seja, é o ponto onde se equilibram todos os pesos devidos a cada partícula do corpo; CENTRO DE GRAVIDADE Deseja-se determinar o centro de gravidade do conjunto de partículas ilustradas na figura abaixo. Este conjunto é distribuído sobre uma barra de peso desprezível a qual se apoia em um único ponto A. De acordo com as equações de equilíbrio, sabe-se que o ponto deve estar localizado na mesma reta vertical que passa pelo centro de gravidade do conjunto de partículas, se não, a barra não estará em equilíbrio; Centro de Gravidade de um conjunto de partículas: A posição do centro de gravidade de um grupo de partículas pode ser encontrado empregando-se o teorema de Varignon, ou seja, faz- se o somatório de momentos dos pesos de cada partícula em relação a um ponto e calcula-se o momento do peso total das partículas em relação ao mesmo ponto. Aplicando-se o teorema de Varignon, os momentos devem ser iguais: CENTRO DE GRAVIDADE De acordo com a figura: XG=(x1*P1+x2*P2+x3*P3) = (x1*P1+x2*P2+x3*P3) P (P1+P2+P3) xG = distância do centro de gravidade De uma maneira geral, para n partículas e para sistemas 3D: CENTRO DE GRAVIDADE CENTRO DE MASSA Centro de Massa de um sistema de partículas: nos problemas que envolvem movimento, é preciso localizar-se o centro de massa do corpo. A determinação do centro de massa para um grupo de partículas é feita simplesmente trocando os pesos Pi (m.g) da expressão anterior por mi: CENTRO DE GRAVIDADE DE UM CORPO Centro de gravidade de um Corpo: considerando-se um corpo unidimensional (exemplo: arame) com massa homogeneamente distribuída. Para se determinar o centro de gravidade desse corpo, considera-se um elemento pequeno de comprimento Δx e peso ΔPi. Fazendo-se n tendendo ao infinito, tem-se que Δxi tende a 0 e ΔPi tende a 0, logo, os somatórios viram integrais: No caso de material não seja homogêneo: em que γ é oP = V peso específico do material [N/m³]. Nota-se que dP = (x, y, z)dV Ou seja: o peso específico do material é função da posição no sólido. Substituindo esta expressão nas equações anteriores, obtemos: xG = V (x, y, z)xdV (x, y, z)dV V G y (x, y, z)dV V G z= V = V (x, y, z) ydV (x, y, z)zdV (x, y, z)dV V Caso o material seja homogêneo, ou seja, O peso específico pode ser simplificado nas expressões anteriores. Neste caso, o centro de gravidade passa a coincidir com o centro geométrico (CENTROIDE) do mesmo. (x, y, z) = CENTRO DE GRAVIDADE DE UM CORPO CENTROIDE DE UM CORPO O centroide de um corpo depende apenas da geometria deste, como se verifica nas expressões abaixo: G y = V ydV dV V zG = V zdV dV V Se a forma do corpo não varia com a profundidade ou quando a espessura do corpo é muito pequena se comparada às demais dimensões, pode-se dizer que dV=t*dA, em que t representa a espessura do corpo. Desse modo, as expressões acima resultam em: G x = V xdV dV V C z dA A yC = A = A ydA zdA dA A C x = A xdA dA A yC = L ydL dL L C z = L zdL dL L Salienta-se que o centroide é o centro geométrico do corpo e depende inteiramente de suas propriedades geométricas. Quando o corpo é homogêneo, o centroide e o centro de gravidade são coincidentes. C x = L xdL dL L CENTROIDE DE UM CORPO Quando o corpo é unidimensional como, por exemplo, um arame, podemos determinar que: dA=b*dL. Substituindo-se esta expressão nas equações acima: A determinação do centro de gravidade e centroide pode ser bastante simplificada se o corpo tem simetria com um ou mais eixos. Quando o corpo tem um eixo de simetria, o centroide sempre estará localizado sobre este eixo. Quando o corpo possuir 2 eixos de simetria, o centroide estará localizado na intersecção dos 2 eixos. A figura abaixo cita alguns exemplos: CENTROIDE DE UM CORPO (b) (a) (c) CENTROIDE DE UM CORPO CENTROIDE DE UM CORPO CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS Muitas vezes é possível dividir o corpo em várias partes com formas mais simples, cuja a posição do centro geométrico já é conhecido. Este procedimento, combinado com o uso de tabelas, quase sempre dispensa o uso da integração. Veja o exemplo a seguir: Exemplo 1: Localize o centroide da figura ao lado: • Procure escolher um par de eixos x e y que facilite o cálculo; • Lembre-se sempre que os furos vazados entram na equação como “área negativa”; • As cotas dos centroides de cada uma das geometrias simples devem ser tomadas em relação aos eixos x e y inicialmente estabelecidos. Logo, essas cotas podem ser negativas ou positivas; • Procure reduzir os cálculos o máximo possível utilizando conceito de simetria; • Use fórmulas já obtidas para as formas geométricas mais simples com o uso de tabelas, por exemplo; • Se cada uma das partes é uma área finita, então as fórmulas podem ser simplificadas: CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS i i x A xC A = i=1 n n i i=1 C yi Ai y Ai = i=1 n n i=1 a) 1ª Parte: precisa-se de tabelas com a posição do centroide do triângulo, do retângulo e do semicírculo que são as formas geométricas que compõe a seção do problema proposto. Caso não haja tabelas à mão, deve-se calcular a posição do centroide dessas figuras preliminarmente. Sabemos que, por simetria, o centroide fica no centro do retângulo e já obtivemos a posição do centroide para o triângulo. Resta descobrirmos a posição do centroide para o semicírculo: (São as fórmulas mais usadas para cálculo do centroide em seções de perfis reais) CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS do centroide resulta: i i C n x A i=1x = n Ai i=1 Retângulo cheio Triângulo Semi-circunferência vazia = (9 / 2)*(12*9) + (9 / 3)*(6*9 / 2) −(9 −(4* 4 / 3))*( 42 / 2) (12*9)+ (6*9 / 2) + (42 / 2) xC = 3,49cm CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS b) 2ª Parte: utiliza-se as fórmulas para o cálculo do centroide da figura composta. Como é uma soma finita de figuras simples, usa-se a notação de somatório ao invés de integral. A posição n n yC = i=1 yi Ai Ai i=1 Retângulo cheio Triângulo Semi-circunferência vazia = (6+12 / 2)*(12*9) + (6*2 / 3)*(6*9 / 2) − (12)*(42 / 2) (12*9) + (6*9 / 2) + (42 / 2) yC =10,04cm CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS Metodologia para a determinação do centroide de figuras compostas: 1) Escolher eixos de referência; 2) Escolher conjunto de equações mais apropriado dependendo do tipo da seção (na maioria das vezes, serão as fórmulas do exercício anterior); 3) Verifica se há eixos de simetria para definir previamente coordenadas do centroide sem necessidade de cálculo; 4) Discretizar áreas Ai da figura composta. As áreas Ai devem ser de figuras simples e, de preferência, com a posição do centroide já conhecida; 5) Determinar a posição do centroide das áreas Ai quando o centroide de tal área não é previamente tabelado ou determinar as coordenadas do conhecido (se for o caso); 6) Aplicar as equações e centroide da figura global. CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS EXEMPLO 1 Determinar o centroide da figura abaixo: Considere a placa ilustrada na figura abaixo submetida a um carregamento descrito por uma função p(x,y), que reapresenta a taxa de carga por unidade de área na placa (N/m²). A força dF atuante em elemento dA é, portanto,: dF=p(x,y)*dA (todas as forças dF são paralelas). Logo, o módulo da força equivalente é dado através do somatório de todas as dF que atuam na área A da placa, ou seja: FIGURA F = p(x, y)dA= dV A V FORÇAS DISTRIBUÍDAS Salienta-se que o produto p(x,y)*dA define um volume infinitesimal dV, logo, pode-se dizer que o módulo da força equivalente ao carregamento distribuído sobre uma placa é igual ao volume total sob o diagrama da carga distribuída. Para selocalizar o ponto de aplicação, que tem coordenadas (x,y) da força equivalente F, deve-se igualar os momentos desta força em relação aos eixos x e y aos momentos de todas as forças dF em relação aos eixos x e y, ou seja: F y = y * p(x, y)dA A F x = x* p(x, y)dA A FORÇAS DISTRIBUÍDAS y = A = Vx = A = V p(x, y)dA dV A V p(x, y)dA dV A V As expressões anteriores podem ser reescritas da seguinte forma: x* p(x, y)dA xdV y* p(x, y)dA ydV Ou seja: conclui-se que a força equivalente é aplicada no centroide do volume sob o diagrama de carga distribuída. De maneira similar, prova-se que a carga concentrada equivalente a uma carga distribuída ao longo de uma linha [N/m] deve ser aplicada no centroide da geometria da carga distribuída. FORÇAS DISTRIBUÍDAS FORÇAS DISTRIBUÍDAS Lembrem-se da 1ª Área (exercícios de vigas, por exemplo): -As cargas distribuídas retangulares eram substituídas por carga concentrada equivalente aplicada no centro do retângulo para o cálculo da estrutura. Motivo: o centroide do retângulo coincide com o seu centro, já que possui dois eixos de simetria; -As cargas distribuídas triangulares eram substituídas por carga concentrada equivalente aplicada a 1/3 do maior lado do triângulo para o cálculo da estrutura. Motivo: a posição do centroide do triângulo está a 1/3 do lado maior do triângulo, conforme visto no Exemplo 1 anterior; SOFTWARE FTOOL Site: https://web.tecgraf.puc-rio.br/ftool/; Autor:Luiz Fernando Martha PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro https://web.tecgraf.puc-rio.br/ftool/ • Metodologia Básica: 1) Novo arquivo, 2) Inserir todos os pontos de interesse (qualquer ponto da estrutura de aplicação de carga, vínculos, etc.) – com coordenadas; 3) Ligar pontos através da ferramenta de linha (barras); 4) Cotar a estrutura com a ferramenta “Dimension Line”; 5) Inserir vínculos: selecionar botão de vínculos, escolher os graus de liberdade a serem restringidos, o ângulo dos vínculos, constante de elasticidade para vínculos elásticos (molas), deslocamentos prescritos nos vínculos se for o caso; SOFTWARE FTOOL 6) Definição de materiais: clicar no botão de materiais, adicionar novo material para cada tipo diferente, informar os parâmetros que o programa necessita e aplicar nas barras; 7) Definição de geometria: similar ao item anterior, porém, com os dados geométricos das seções; 8) Aplicação de rótulas nos nós (se for o caso): Botão da rótula, seleciona a barra ou nó e aplica a condição escolhida; 9) Cargas concentradas: adicionar nova carga para cada tipo diferente de carga. Colocar valor da carga ou de momento concentrado se for o caso. Atentar para os sinais; 10) Cargas distribuídas e lineares: similar ao item anterior; 11) Salvar arquivo e clicar nos botões do canto superior direito da tela: esforços normal, cortante, momento fletor e deformação e analisar resultados; 12) Menu Display – Reaction Values (mostra reações). Clicando com o botão direito na estrutura: aparecem várias informações; SOFTWARE FTOOL Obrigada! deborakohler@acad.ftec.com.br Slide 1: AULA 13 Forças Internas Treliças Isostáticas Slide 2: CENTRO DE GRAVIDADE Slide 3: CENTRO DE GRAVIDADE Slide 4: CENTRO DE GRAVIDADE Slide 5: CENTRO DE GRAVIDADE Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12: CENTROIDE DE UM CORPO Slide 13: CENTROIDE DE UM CORPO Slide 14: CENTROIDE DE UM CORPO Slide 15: CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS Slide 16: CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS Slide 17: CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS Slide 18 Slide 19: yi Ai Slide 20: CENTROIDE DE CORPOS COMPOSTOS Slide 21: EXEMPLO 1 Slide 22: FORÇAS DISTRIBUÍDAS Slide 23: FORÇAS DISTRIBUÍDAS Slide 24: FORÇAS DISTRIBUÍDAS Slide 25: FORÇAS DISTRIBUÍDAS Slide 26: SOFTWARE FTOOL Slide 27: SOFTWARE FTOOL Slide 28: SOFTWARE FTOOL Slide 29: Obrigada!