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<p>INSTITUTO EDUCACIONAL DIMENSÃO</p><p>UNIDADE PELOTAS – RIO GRANDE DO SUL</p><p>CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM</p><p>CADERNO PEDAGÓGICO: SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO</p><p>MÓDULO I</p><p>Pelotas, Rio Grande do Sul</p><p>2</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Seja bem-vindo (a) à Escola de Formação Técnica DIMENSÃO, a escola é a</p><p>“sua cara!”. O curso Técnico em Enfermagem do Instituto Educacional Dimensão,</p><p>que tem excelência em Educar, formando técnicos altamente habilidosos e</p><p>comprometidos no exercício de sua profissão em seus 30 anos de existência. O</p><p>curso está estruturado em 3 módulos de 380 horas cada, mais o estágio curricular</p><p>supervisionado obrigatório de 400 horas, totalizando 1600 horas de curso. São eles:</p><p>Módulo 1, este é o módulo onde o aluno (a) irá desenvolver habilidades</p><p>teórico-práticas em disciplinas voltadas à ações e promoções de saúde, bem como</p><p>as bases conceituais aplicadas à Enfermagem.</p><p>Módulo 2, nesse módulo o aluno (a) irá desenvolver as habilidades</p><p>teórico-práticas introdutórias e específicas da profissão do técnico em enfermagem,</p><p>estudando as bases e disciplinas técnicas específicas, e ao final delas, tendo a</p><p>compreensão das suas tecnologias.</p><p>Módulo 3, onde o conhecimento teórico-prático se “consolida”, o (a) estudante</p><p>irá mergulhar nos conhecimentos técnicos necessários para compreender todas as</p><p>bases técnicas de Enfermagem, estudando em disciplinas específicas da profissão,</p><p>preparando-se para o mercado de trabalho através do módulo de estágio</p><p>supervisionado.</p><p>Módulo 4, é a hora de praticar junto às empresas conveniadas à Escola, de</p><p>caráter obrigatório à todos (as) que anseiam pela titulação de Técnico (a) em</p><p>Enfermagem. Serão desenvolvidas as atividades de planejamento, efetivo</p><p>desenvolvimento profissional na empresa e elaboração de um relatório final do</p><p>estágio. O aluno (a) será acompanhado (a) pelo supervisor de estágio, cujas</p><p>atribuições são de acompanhar, orientar, e avaliar o seu desempenho durante o</p><p>período.</p><p>3</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO PÁG.</p><p>01 Saúde e Segurança no Trabalho 07</p><p>Literatura Complementar de Estudo 11</p><p>Estudo Dirigido 11</p><p>02 Formas de Prevenção de Acidentes do Trabalho 12</p><p>Literatura Complementar de Estudo 14</p><p>Estudo Dirigido 15</p><p>03 Fatores de risco – classificação 16</p><p>Literatura Complementar de Estudo 17</p><p>Estudo Dirigido 18</p><p>04 EPI e EPC – tipo, uso, legislação pertinente 19</p><p>Literatura Complementar de Estudo 23</p><p>Estudo Dirigido 23</p><p>05 Doenças Ocupacionais; 25</p><p>Literatura Complementar de Estudo 31</p><p>Estudo Dirigido 31</p><p>06 Inspeção de segurança 32</p><p>Literatura Complementar de Estudo 34</p><p>Estudo Dirigido 35</p><p>07 Causas dos Acidentes de Trabalho 36</p><p>Literatura Complementar de Estudo 37</p><p>Estudo Dirigido 37</p><p>08 CIPA – organização, funcionamento, legislação 38</p><p>Literatura Complementar de Estudo 43</p><p>Estudo Dirigido 43</p><p>09 Procedimentos legais nos acidentes de trabalho 44</p><p>Literatura Complementar de Estudo 46</p><p>Estudo Dirigido 47</p><p>10 Legislação trabalhista e previdenciária 48</p><p>Literatura Complementar de Estudo 49</p><p>4</p><p>Estudo Dirigido 50</p><p>11 Manutenção preventiva de materiais e equipamentos 51</p><p>Literatura Complementar de Estudo 52</p><p>Estudo Dirigido 52</p><p>12 Prevenção e combate ao fogo: triângulo do fogo, classes</p><p>de incêndio, agentes extintores, procedimentos de</p><p>combate ao fogo e condutas gerais em situação de</p><p>sinistro</p><p>54</p><p>Literatura Complementar de Estudo 63</p><p>Estudo Dirigido 63</p><p>13 Ergonomia no trabalho 64</p><p>Literatura Complementar de Estudo 68</p><p>Estudo Dirigido 68</p><p>14 Técnicas de prevenção de acidentes 70</p><p>Literatura Complementar de Estudo 72</p><p>Estudo Dirigido 72</p><p>15 Códigos e símbolos específicos de SST – Saúde e</p><p>Segurança no Trabalho.</p><p>73</p><p>Literatura Complementar de Estudo 76</p><p>Estudo Dirigido 76</p><p>5</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p>● Interpretar as legislações e normas de segurança e os elementos básicos de</p><p>prevenção de acidentes no trabalho, de forma a conseguir avaliar as</p><p>condições a que estão expostos os trabalhadores da saúde e selecionar as</p><p>alternativas possíveis de serem viabilizadas na área de saúde e segurança no</p><p>trabalho;</p><p>● Identificar e avaliar consequências e perigos dos riscos que caracterizam o</p><p>trabalho nesta Área, com vistas à sua própria saúde e segurança no ambiente</p><p>profissional;</p><p>● Identificar riscos potenciais e causas originárias de incêndio e as formas</p><p>adequadas de combate ao fogo;</p><p>● Reconhecer os programas relacionados com a saúde do trabalhador,</p><p>aplicando os princípios de higiene e segurança do trabalho, de prevenção de</p><p>acidentes e de doenças profissionais;</p><p>● Decodificar a linguagem de sinais utilizados em saúde e segurança no</p><p>trabalho a fim de identificar os equipamentos de proteção individual (EPI) e os</p><p>equipamentos de proteção coletiva (EPC) indicados;</p><p>● Reconhecer os princípios éticos, de forma a adotar postura adequada no trato</p><p>com o cliente/comunidade e com os outros profissionais da equipe de</p><p>trabalho;</p><p>● Identificar e promover ações que visem a prevenção e controle de doenças</p><p>infectocontagiosas e/ou crônicas;</p><p>● Identificar as organizações sociais existentes na comunidade, a fim de</p><p>divulgá-las aos seus clientes;</p><p>● Identificar e avaliar os riscos que o tabagismo, o etilismo, as toxicomanias e a</p><p>automedicação representam para a saúde;</p><p>6</p><p>HABILIDADES</p><p>● Utilizar procedimento e equipamentos adequados de prevenção e combate ao</p><p>fogo;</p><p>● Aplicar princípios ergonômicos na realização do trabalho a fim de prevenir</p><p>doenças profissionais e acidentes de trabalho, utilizando adequadamente os</p><p>EPI e mantendo os EPC em condições de uso;</p><p>● Utilizar e operar equipamentos de trabalho dentro de princípios de segurança,</p><p>promovendo sua manutenção preventiva;</p><p>● Aplicar técnicas adequadas de descarte de resíduos biológicos, físicos,</p><p>químicos e radioativos;</p><p>● Adotar postura ética na identificação, registro e comunicação de ocorrências</p><p>relativas a Saúde e Segurança no Trabalho que envolvam a si próprio ou a</p><p>terceiros, facilitando as providências no sentido de minimizar os danos e</p><p>evitar novas ocorrências;</p><p>● Desempenhar a função de agente educativo nas questões relativas à saúde e</p><p>segurança no trabalho, prestando informações e esclarecimentos a outras</p><p>categorias e à população em geral;</p><p>7</p><p>BASES TECNOLÓGICAS</p><p>UNIDADE 01: SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO</p><p>Os cuidados integrais com a saúde implicam ações de promoção da saúde,</p><p>prevenção de doenças e de fatores de risco, e quando já instalada a doença, o</p><p>tratamento adequado aos doentes. Esses três tipos de ação têm áreas de</p><p>superposição, como seria de esperar.</p><p>Saúde é um direito humano fundamental reconhecido por todos os foros</p><p>mundiais e em todas as sociedades. Como tal, a saúde se encontra em pé de</p><p>igualdade com outros direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos</p><p>Humanos, de 1948: liberdade, alimentação, educação, segurança, nacionalidade</p><p>etc.</p><p>A saúde é amplamente reconhecida como o maior e o melhor recurso para os</p><p>desenvolvimentos social, econômico e pessoal, assim como uma das mais</p><p>importantes dimensões da qualidade de vida.</p><p>Saúde e qualidade de vida são dois temas extremamente relacionados, fato</p><p>que podemos reconhecer no nosso cotidiano, com o qual pesquisadores e cientistas</p><p>concordam inteiramente. Isto é, a saúde contribui para melhorar a qualidade de vida</p><p>e esta é fundamental para que um indivíduo ou comunidade tenha saúde. Em</p><p>síntese, promover a saúde é promover a qualidade de vida.</p><p>A Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa,</p><p>no Canadá, em 1986 que estabeleceu uma série de princípios éticos e políticos,</p><p>definindo os campos de ação. De acordo com o documento, promoção da saúde é o</p><p>“processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade</p><p>de vida e saúde, incluindo maior participação no controle desse processo”. Para</p><p>atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social, os indivíduos e</p><p>grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar</p><p>favoravelmente o ambiente natural, político e social.</p><p>A saúde é, portanto, um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e</p><p>pessoais,</p><p>o trabalho voluntário de</p><p>prevenção. Através de reuniões mensais, debatem os problemas de segurança do</p><p>trabalho que foram encontrados na empresa e buscam soluções diretamente com o</p><p>empregador e com o setor de segurança do trabalho da empresa. O mandato da</p><p>CIPA tem duração de um ano, sendo permitida uma reeleição.</p><p>O empregado mesmo em período de experiência pode se candidatar na CIPA,</p><p>porém, já que o contrato de trabalho dele tem validade por causa do período de</p><p>experiência (no máximo 90 dias segundo a CLT), a estabilidade só o alcançará após</p><p>esse prazo. Então após concluir o período de experiência o contrato de trabalho</p><p>passará a ser por tempo indeterminado, e com isso ele passará a ter estabilidade</p><p>como todos os membros eleitos. Apenas estagiários não poderão se candidatar e/ou</p><p>participar de atividades da CIPA.</p><p>O número de membros da CIPA é definido através do dimensionamento</p><p>previsto na NR 5. Esse dimensionamento leva em consideração a quantidade de</p><p>empregados e o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da</p><p>empresa.</p><p>A CIPA realiza treinamentos que podem ser realizados pelo Técnico em</p><p>Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, ou qualquer ou</p><p>membro do SESMT. Também por entidade ligada ao sindicato da categoria, ou por</p><p>profissional que possua conhecimento sobre os temas ministrados. A CIPA deve ser</p><p>41</p><p>ouvida sobre quem ministrará o treinamento e esse procedimento deve constar na</p><p>Ata de Reunião Ordinária.</p><p>Se o treinamento não atender aos itens mencionados o MTE poderá solicitar</p><p>que sejam acrescentados os itens faltantes ou solicitar que seja ministrado outro</p><p>curso (treinamento).</p><p>As principais atribuições da CIPA são:</p><p>- Discutir e ajudar na investigação dos acidentes ocorridos, na empresa e de</p><p>trajeto;</p><p>- Sugerir medidas de prevenção e neutralização dos riscos no ambiente de</p><p>trabalho, que se julguem necessárias;</p><p>- Promover a divulgação e zelar pela observância das normas de segurança do</p><p>Ministério do Trabalho, como as normas de segurança da empresa;</p><p>- Promover o interesse dos empregados pela preservação de acidentes e</p><p>doenças ocupacionais, ser contagiador das questões de segurança;</p><p>- Realizar inspeções de segurança na empresa, seja por causa de denúncia</p><p>dos empregados, do empregador ou iniciativa própria;</p><p>- Relatar os riscos encontrados ao empregador e SESMT para que os mesmos</p><p>tomem as medidas de correção necessárias;</p><p>- Promover anualmente em conjunto com o SESMT (onde houver) a Semana</p><p>Interna de Prevenção de Acidentes – SIPAT;</p><p>- Participar anualmente em conjunto com a empresa de campanhas de</p><p>prevenção a AIDS;</p><p>- Participar das reuniões ordinárias (mensais), e extraordinárias (quando</p><p>houver caso de riscos iminente – risco de morte);</p><p>- Registrar as reuniões mensais em livro próprio e entregar e entregar cópias</p><p>aos membros da CIPA e empregador;</p><p>- Solicitar cópia das CAT’s (documento de Comunicação de Acidente de</p><p>Trabalho) emitidas e discuti-las nas reuniões mensais;</p><p>- Sugerir cursos, melhorias e adequações no ambiente de trabalho sempre que</p><p>necessário;</p><p>- Participar com o SESMT (onde houver) das investigações de acidentes de</p><p>trabalho, causas e fontes de risco. E acompanhar a implantação das medidas</p><p>corretivas;</p><p>42</p><p>- Requisitar ao empregador e analisar informações que tenham interferido na</p><p>segurança e saúde dos trabalhadores;</p><p>- Requerer do SESMT (onde houver) e do empregador a paralisação de</p><p>máquina ou setor que considere haver risco grave e iminente (risco de morte)</p><p>a saúde e vida do trabalhador;</p><p>- Colaborar na elaboração e implantação dos programas de saúde da empresa,</p><p>PPRA, PCMSO e outros programas relacionados a saúde no trabalho;</p><p>- Elaborar Mapa de Riscos da empresa em parceria com o SESMT (onde</p><p>houver), na ocasião entrevistar funcionários sobre riscos encontrados no</p><p>ambiente de trabalho;</p><p>Funções dos envolvidos na CIPA</p><p>Presidente: Representante do empregador e indicado por ele;</p><p>Vice-Presidente: Representante dos empregados, é escolhido dentre os que</p><p>foram eleitos por voto direto;</p><p>Secretário e Vice-Secretário: São escolhidos em comum acordo entre os</p><p>representantes dos empregados (votados) e do empregador (indicados);</p><p>Membros da CIPA: Representantes dos empregados (votados) e do</p><p>empregador (indicados).</p><p>Um representante de uma parte da CIPA (indicado pelo empregador) jamais</p><p>poderá representar outra (eleita pelos empregados) durante o mesmo mandato.</p><p>O designado pela CIPA deverá cumprir com as ações estabelecidas como:</p><p>documentar as inconformidades no local de trabalho, usar Checklists e relatórios</p><p>coletando a assinatura do empregador ou responsável no documento; pode também</p><p>opinar na escolha dos EPI utilizados na empresa.</p><p>Antes de assumir a função, o designado deverá passar pelo treinamento de</p><p>CIPA. O treinamento tem duração de 20 horas.</p><p>Quanto às atribuições dos empregados na CIPA estão:</p><p>- participar das eleições do cipeiros que são seus representantes;</p><p>- Comunicar a CIPA e a SESMT (onde houver) as situações de risco que</p><p>forem encontradas no ambiente de trabalho;</p><p>- Devem propor melhorias para ajudar a encontrar as soluções</p><p>necessárias;</p><p>43</p><p>- Devem ouvir e obedecer as orientações da CIPA (Comissão Interna de</p><p>Prevenção de Acidentes) no sentido de evitar acidentes de trabalho e o</p><p>aparecimento de doenças ocupacionais. NR 5.18.</p><p>Todas as atividades da CIPA cursos, reuniões ordinárias, treinamentos, etc.</p><p>devem ser realizadas dentro do horário de trabalho do funcionário. E se forem</p><p>realizadas fora do horário de trabalho, o funcionário deverá receber hora extra.</p><p>Mapa de risco</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 08:</p><p>BRASIL. Portaria Lei no 6,367, de 19 de outubro de 1976. Dispõe sobre o seguro de</p><p>acidentes do trabalho a cargo do INPS e dá outras providências. Diário Oficial da</p><p>República Federativa. Brasília/DF.</p><p>BRASIL. Portaria no 3.214, de 08 de junho de 1978. Art. 1o - Aprovar as Normas</p><p>Regulamentadoras -NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial da República</p><p>Federativa. Brasília/DF.</p><p>44</p><p>BRASIL. Portaria no 5 de 17 de agosto de 1992. Altera a Norma Regulamentadora</p><p>n°- 9 estabelecendo a obrigatoriedade da elaboração de MAPA DE RISCOS</p><p>AMBIENTAIS. Diário Oficial da República Federativa. Brasília/DF.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 08:</p><p>(CESPE/Petrobras/ 2022)</p><p>1. Julgue os próximos itens, relativos à organização e às atribuições do Serviço.</p><p>Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da</p><p>Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).</p><p>O mandato dos membros eleitos da CIPA tem a duração de dois anos, não sendo</p><p>permitida a reeleição.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>(CESPE/Petrobras/ 2022)</p><p>2. Julgue os próximos itens, relativos à organização e às atribuições do Serviço</p><p>Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da</p><p>Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).</p><p>Os profissionais integrantes do SESMT têm a incumbência, entre outras, de</p><p>esclarecer e conscientizar os empregadores acerca de acidentes de trabalho e</p><p>doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>(CESPE/Petrobras/ 2020)</p><p>3. Julgue os próximos itens, relativos à organização e às atribuições do Serviço</p><p>Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da</p><p>Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).</p><p>Uma das atribuições da CIPA é elaborar e acompanhar o plano de trabalho que</p><p>possibilite a ação preventiva em segurança e saúde no trabalho.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>45</p><p>Respostas: 1: errado 2: certo 3. certo</p><p>UNIDADE 09: PROCEDIMENTOS LEGAIS NOS ACIDENTES DE TRABALHO</p><p>De acordo com a Lei nº 6.367, de 19/10/1976, acidentes de trabalho “é aquele</p><p>que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão</p><p>corporal ou perturbação funcional que causa a morte ou perda, ou redução,</p><p>permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.</p><p>São considerados acidentes de trabalho:</p><p>- Doenças profissionais</p><p>provocadas pelo trabalho. Ex: problemas de coluna,</p><p>audição, visão etc;</p><p>- Doenças causadas pelas condições de trabalho. Ex.: dermatoses causadas por cal</p><p>e cimento ou problemas de respiração causadas pela inalação de poeira etc.;</p><p>- Acidentes que acontecem na prestação de serviços, por ordem da empresa, fora</p><p>do local de trabalho;</p><p>- Acidentes que acontecem em viagens à serviço da empresa;</p><p>- Acidentes que ocorram no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para</p><p>casa.</p><p>Havendo a existência de algum acidente de trabalho, o primeiro a ser feito é</p><p>comunicar a chefia, para que sejam feitos os encaminhamentos necessários.</p><p>A comunicação de acidente de trabalho ou doença profissional será feita à</p><p>Previdência Social por meio do Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT)</p><p>preenchido em seis vias: 1ª via (INSS), 2ª via (empresa), 3ª via (segurado ou</p><p>dependente), 4ª via (sindicato de classe do trabalhador), 5ª via (Sistema Único de</p><p>Saúde) e 6ª via (Delegacia Regional do Trabalho).</p><p>A CAT pode ser emitida pela empresa ou pelo próprio trabalhador, seus</p><p>dependentes, entidade sindical, médico ou autoridade (magistrados, membros do</p><p>Ministério Público e dos serviços jurídicos da União, dos estados e do Distrito</p><p>Federal e comandantes de unidades do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, do</p><p>Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar) e o formulário preenchido tem que ser</p><p>entregue em uma Agência da Previdência Social.</p><p>Retomadas de tratamentos ou afastamentos por agravamento de lesão</p><p>decorrentes de acidente de trabalho ou doença profissional também devem ser</p><p>comunicados à Previdência Social através da CAT, mas, neste caso, deverão</p><p>46</p><p>constar as informações da época do acidente e os dados atualizados do novo</p><p>afastamento (último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão).</p><p>Também devem ser informadas à Previdência Social por meio da CAT mortes</p><p>de segurados decorrentes de acidente de trabalho ou doença ocupacional.</p><p>A empresa é obrigada a informar à Previdência Social acidentes de trabalho</p><p>ocorridos com seus funcionários, mesmo que não haja afastamento das atividades,</p><p>até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. Em caso de morte, a comunicação</p><p>deve ser imediata. A empresa que não informar acidentes de trabalho está sujeita à</p><p>multa.</p><p>O registro da CAT poderá ser realizado de forma online, por meio de um</p><p>aplicativo disponível para download no site do MTPS (Ministério do Trabalho e</p><p>Previdência). Também é possível gerar um formulário, em branco, para ser</p><p>preenchido de forma manual e entregue em uma das agências do INSS.</p><p>Caso a empresa não faça o registro da CAT, o próprio acidentado, seus</p><p>dependentes, sindicato, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública</p><p>poderão realizá-lo a qualquer tempo. O que não exclui a possibilidade de aplicação</p><p>de multa ao empregador que não informar o acidente dentro do prazo legal.</p><p>Se o acidente não gerar incapacidade para o trabalho, o empregado pode,</p><p>após avaliação e liberação médica, retomar suas atividades no mesmo dia. Em caso</p><p>de afastamento, durante os primeiros 15 dias, caberá à empresa pagar o salário</p><p>integral ao seu empregado. Após este período ele deverá ser encaminhado à perícia</p><p>médica da Previdência Social, responsável por definir se há incapacidade total ou</p><p>parcial, permanente ou temporária, para o trabalho.</p><p>O próprio empregador realiza o agendamento da perícia, por meio do portal</p><p>do MTPS ou pelo telefone 135, mas o trabalhador também pode agendar o</p><p>atendimento a partir do primeiro dia do afastamento.</p><p>Todo caso de acidente de trabalho fatal, mutilante ou envolvendo crianças e</p><p>adolescentes menores de 18 anos, é passível de notificação compulsória pelo SUS,</p><p>segundo parâmetro da Portaria MS/GM n.º 777, de 28 de abril de 2004. Da mesma</p><p>forma, toda ocorrência deve ser comunicada à Previdência Social, por meio de</p><p>abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e do preenchimento da</p><p>Ficha de Notificação para Acidentes Graves do Sistema de Informações e Agravos</p><p>de Notificações (SINAN), que abrange todos os trabalhadores, independentemente</p><p>do seu vínculo empregatício.</p><p>http://cat.inss.gov.br/servicos/cat/cat.shtm</p><p>47</p><p>Se ficar caracterizado que o acidente ocorreu por culpa do empregador ele</p><p>deve indenizar o trabalhador por danos materiais, físicos e morais.</p><p>Se a empresa não emitir a CAT, o próprio trabalhador pode procurar</p><p>assistência do INSS ou solicitar ao Sindicato que expeça este documento.</p><p>Onde reclamar: Caso você sofra acidente de trabalho e não for atendido</p><p>adequadamente por sua empresa, você pode recorrer ao Ministério do Trabalho e ou</p><p>a Delegacia Regional do Trabalho para que as providências sejam tomadas.</p><p>O tempo máximo para solicitar indenização por acidente de trabalho é de 5</p><p>anos. O período é contado a partir da data em que foi caracterizado o acidente ou a</p><p>doença ocupacional. Após este período, há prescrição do prazo e a indenização não</p><p>será paga.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 09:</p><p>BRASIL. Portaria Lei no 6,367, de 19 de outubro de 1976. Dispõe sobre o seguro de</p><p>acidentes do trabalho a cargo do INPS e dá outras providências. Diário Oficial da</p><p>República Federativa. Brasília/DF.</p><p>BRASIL. Caderno de Atenção Básica nº5. Saúde do Trabalhador. Ministério da</p><p>Saúde. Brasília/ DF, 2002.</p><p>BRASIL. Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil: Aspectos Institucionais,</p><p>Sistemas de Informação e Indicadores. Ministério do Trabalho: 2 º ed. São Paulo,</p><p>2012.</p><p>BRASIL. Notificação de Acidentes de Trabalho, fatais, graves e com crianças e</p><p>adolescentes. Ministério da Saúde: Brasília, 2006.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 09:</p><p>(INSTITUTO CIDADES/2010)</p><p>1. M.A.T., trabalhadora de uma Unidade Básica de Saúde, sofreu uma queda</p><p>durante o seu horário de almoço, no refeitório do seu trabalho. Nesse caso, é</p><p>CORRETO afirmar que:</p><p>A. Não se trata de acidente de trabalho, já que ocorreu fora do ambiente onde o</p><p>trabalho se desenvolve diretamente.</p><p>48</p><p>B. Não se trata de acidente de trabalho, e o empregador tem a responsabilidade</p><p>apenas de providenciar o transporte da trabalhadora para um serviço de</p><p>emergência.</p><p>C. Somente a perícia médica poderá determinar se este caso configura ou não</p><p>um acidente de trabalho.</p><p>D. Trata-se de acidente de trabalho, com extensão da proteção legal a esta</p><p>trabalhadora, considerado-a a serviço do seu empregador neste momento.</p><p>E. Trata-se de acidente de trabalho, mas não há proteção legal porque foi fora</p><p>do horário de trabalho, eximindo o empregador de responsabilidades.</p><p>(INSTITUTO CIDADES/2010)</p><p>2. Com relação ao acidente de trabalho, é correto afirmar:</p><p>A. A doença do trabalho não é considerada como acidente de trabalho.</p><p>B. A doença ocupacional não é considerada como acidente de trabalho.</p><p>C. A doença do trabalho e a doença ocupacional são consideradas como</p><p>acidente de trabalho.</p><p>D. A doença crônica é considerada como acidente de trabalho.</p><p>E. As doenças degenerativas são consideradas como acidentes de</p><p>trabalho.</p><p>(CESPE/2013)</p><p>3. Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem</p><p>afastamento do trabalhador, a comunicação de acidente de trabalho deverá ser,</p><p>obrigatoriamente, emitida.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>Resposta: 1: D; 2: C; 3: CERTO</p><p>UNIDADE 10: LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA</p><p>Segundo dados atualizados do Observatório de Segurança e Saúde no</p><p>Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), nos últimos dez anos, entre os</p><p>49</p><p>anos de 2012 e 2021, 22.954 mortes no mercado de trabalho formal foram</p><p>registradas no Brasil.</p><p>Em 2021, foram comunicados 571,8 mil acidentes e 2.487 óbitos associados</p><p>ao trabalho, com aumento de 30% em relação a 2020, sendo gastos 17,7 bilhões</p><p>com auxílio-doença e 70,6 bilhões com aposentadoria por invalidez.</p><p>Os acidentes de trabalho geram custos também para o Estado. Incumbe ao</p><p>Instituto Nacional do Seguro Social – INSS administrar a prestação de benefícios,</p><p>tais como auxílio-doença acidentário, auxílio-acidente, habilitação e reabilitação</p><p>profissional e pessoal, aposentadoria por invalidez e pensão</p><p>por morte.</p><p>Os passos para notificar um acidente de trabalho, foi mencionado acima. Ao</p><p>finalizar as etapas e comprovado a ocorrência do acidente de trabalho, sendo o</p><p>trabalhador contribuinte da Previdência Social, esse trabalhador tem direito aos</p><p>seguintes benefícios oferecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),</p><p>com:</p><p>Auxílio-doença acidentário: Tem caráter temporário e é concedido ao</p><p>trabalhador que fica incapacitado temporariamente para o trabalho, por motivo de</p><p>acidente ou doença decorrente de acidentes de trabalho, por mais de 15 dias. Neste</p><p>período o empregador é obrigado a recolher o Fundo de Garantia por Tempo de</p><p>Serviço (FGTS) do seu empregado.</p><p>Auxílio-acidente - É concedido ao trabalhador que ficou com sequelas</p><p>decorrentes do acidente do trabalho, que reduzem sua capacidade de trabalho. O</p><p>pagamento é realizado a título de indenização e corresponde a 50% do salário de</p><p>benefício que deu origem ao auxílio-doença, podendo ser acumulado com outros</p><p>benefícios que não seja aposentadoria. Ou seja, com a aposentadoria, perde-se o</p><p>benefício.</p><p>Segundo o artigo 18, da Lei 8.213/91, somente poderão beneficiar-se do</p><p>auxílio-acidente, o trabalhador empregado, a empregada doméstica, trabalhador</p><p>avulso e o segurado especial (trabalhador rural).</p><p>O contribuinte individual (autônomo) é facultativo e não recebe este auxílio.</p><p>Aposentadoria por invalidez - O benefício é pago ao segurado considerado</p><p>incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade</p><p>que lhe garanta a subsistência. O aposentado por invalidez tem cancelada a</p><p>aposentadoria se voltar voluntariamente à atividade.</p><p>50</p><p>Reabilitação Profissional - É um serviço prestado ao trabalhador acidentado</p><p>que ficou impossibilitado de exercer sua atividade laboral atual, visando re inseri-lo</p><p>no mercado de trabalho. Durante o programa a previdência oferece assistência</p><p>médica, psicológica e fisioterápica, além de treinamento profissionalizante e</p><p>auxílios-transportes e alimentação.</p><p>Todo trabalhador que se afasta do trabalho por motivo de acidente de trabalho</p><p>tem direito a estabilidade no emprego por um período de 12 meses, após o seu</p><p>retorno.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 10:</p><p>BRASIL. Portaria Lei no 6,367, de 19 de outubro de 1976. Dispõe sobre o seguro de</p><p>acidentes do trabalho a cargo do INPS e dá outras providências. Diário Oficial da</p><p>República Federativa. Brasília/DF.</p><p>BRASIL. Justiça do Trabalho. Número de acidentes de trabalho no Brasil e no RS</p><p>segue alto [2020]. Disponível</p><p>em:<https://www.trt4.jus.br/portais/trt4/modulos/noticias/305976>. Acesso em: 18</p><p>ago. 2022.</p><p>BRASIL. Justiça do Trabalho. O que é acidente de trabalho. Disponível</p><p>em:<https://www.tst.jus.br/web/trabalhoseguro/o-que-e-acidente-de-trabalho>.</p><p>Acesso em: 18 ago. 2022.</p><p>BRASIL. Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil: Aspectos Institucionais,</p><p>Sistemas de Informação e Indicadores. Ministério do Trabalho: 2 º ed. São Paulo,</p><p>2012.</p><p>BRASIL. Notificação de Acidentes de Trabalho, fatais, graves e com crianças e</p><p>adolescentes. Ministério da Saúde: Brasília, 2006.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 10:</p><p>(FUNDATEC/2019)</p><p>1.O início do direito ao auxílio-doença, em relação ao segurado empregado, será</p><p>contado a partir do:</p><p>A. 5º dia do afastamento da atividade.</p><p>B. 10º dia do afastamento da atividade.</p><p>https://www.trt4.jus.br/portais/trt4/modulos/noticias/305976</p><p>51</p><p>C. 15º dia do diagnóstico da incapacidade.</p><p>D. 16º dia do afastamento da atividade.</p><p>E. 30º dia do diagnóstico da incapacidade.</p><p>(CESGRANRIO/2012)</p><p>2. O total de dias durante os quais o trabalhador fica incapacitado em consequência</p><p>de acidente, considerado como incapacidade temporária, é definido como:</p><p>A. dias perdidos</p><p>B. dias computados por acidente</p><p>C. coeficiente de frequência</p><p>D. coeficiente de gravidade</p><p>E. sobrevida média do trabalhador acidentado</p><p>(CESGRANRIO/2014)</p><p>3. Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, constitui medida preventiva</p><p>vinculada à medicina do trabalho, o dever do empregador de manter no</p><p>estabelecimento:</p><p>A. equipe de emergência médica completa</p><p>B. aparelhos médicos para tratar de mal súbito</p><p>C. tecnologia avançada em equipamentos de saúde</p><p>D. local adequado para exercícios físicos</p><p>E. material de primeiros socorros médicos</p><p>Resposta: 1:D; 2:A; 3:E.</p><p>UNIDADE 11: MANUTENÇÃO PREVENTIVA DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS</p><p>A manutenção preventiva dos equipamentos hospitalares é essencial para a</p><p>prevenção de futuros acidentes. Diante disso, alguns aspectos é importante para</p><p>serem levados em consideração quanto a manutenção de equipamentos, como:</p><p>1. Inspeção geral do equipamento.</p><p>2. Lubrificação de peças necessárias.</p><p>3. Teste para verificar o desempenho.</p><p>4. Teste para verificar a parte elétrica.</p><p>5. Troca de peças que estejam com a vida útil vencida.</p><p>52</p><p>6. Registre as atividades e ações feitas no equipamento médico hospitalar.</p><p>O primeiro ponto a ser lembrado ao se iniciar um serviço que envolve pessoas</p><p>eminentemente técnicas é que a maioria delas não gosta de preencher papéis.</p><p>Assim, é recomendável que todos os dados essenciais para o gerenciamento do</p><p>grupo sejam reunidos em um só formulário, preferencialmente a Ordem de Serviço</p><p>(OS), uma vez que os técnicos necessariamente deverão tê-la em mãos ao fazer a</p><p>manutenção do equipamento.</p><p>Basicamente, uma OS deve conter:</p><p>- Identificação do equipamento</p><p>- Dados do serviço clínico solicitante</p><p>- Tipo de serviço solicitado</p><p>- Controle de falhas</p><p>- Controle do trabalho executado incluindo o controle de horas de serviço</p><p>- Controle do material utilizado com o custo de cada material.</p><p>Para grupos encarregados da manutenção de equipamentos</p><p>médico-hospitalares, assim como da infra-estrutura predial, os dados contidos nesta</p><p>OS são aqueles mais utilizados para o gerenciamento.</p><p>Entretanto, a quantidade de dados existentes em uma OS pode ser ampliada</p><p>de acordo com o aumento de atividades oferecidas e a consequente necessidade de</p><p>um gerenciamento mais elaborado.</p><p>É importante lembrar que todos os dados existentes em uma OS, devem ser</p><p>utilizados para o gerenciamento atual. Dados que poderão fornecer informações em</p><p>longo prazo devem ser colocados quando forem utilizados.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 14:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão de Investimentos em Saúde.</p><p>Projeto REFORSUS Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da</p><p>Manutenção: capacitação a distância Brasília, DF, 2002.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 14:</p><p>(UFMT/2021)</p><p>53</p><p>1.A higiene do trabalho compreende normas e procedimentos adequados para</p><p>proteger a integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de</p><p>saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas</p><p>enquanto que segurança no trabalho é um conjunto de medidas adotadas para</p><p>minimizar os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Sobre segurança e</p><p>higiene pessoal no trabalho, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as</p><p>falsas.</p><p>( ) Uma iluminação inadequada no ambiente de trabalho causa fadiga à visão, afeta</p><p>o sistema nervoso, contribui para a má qualidade no trabalho, podendo, inclusive,</p><p>prejudicar o desempenho dos funcionários.</p><p>( ) A CIPA tem como atribuição realizar, periodicamente, verificações nos ambientes</p><p>de trabalho visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a</p><p>segurança e saúde do trabalhador.</p><p>( ) A falta de cumprimento de ordens, como não usar EPIs, bem como erros na</p><p>armazenagem de produtos químicos, manobrar empilhadeiras inadequadamente,</p><p>distrações e brincadeiras excessivas são fatores que levam a acidentes devido a</p><p>ações perigosas no trabalho.</p><p>( ) Os objetos como máscara, campo cirúrgico sem secreção, toucas, propés, fraldas</p><p>e absorventes devem ser descartados em lixo hospitalar.</p><p>Assinale a sequência correta.</p><p>A. V, V, V, V</p><p>B. F, V, F, V</p><p>C. V, F, F, F</p><p>D. V, V, V, F</p><p>(FCC/2018)</p><p>2. Considere uma empresa que possuía 500 funcionários em 2016 e hoje possui 110</p><p>funcionários no total. A empresa possui a Classificação</p><p>Nacional de Atividade</p><p>Econômica − CNAE: 33.11-2 − Manutenção e reparação de tanques, reservatórios</p><p>metálicos e caldeiras, exceto para veículos, cujo registro é do grupo C14 −</p><p>equipamentos/máquinas e ferramentas, conforme normas NR04 e NR-05.</p><p>54</p><p>A quantidade de integrantes da CIPA que a empresa deixou de possuir,</p><p>considerando os dados atuais em relação a 2016, é de:</p><p>A. 3 integrantes, sendo 2 efetivos e 1 suplente.</p><p>B. 6 integrantes, sendo 4 efetivos e 2 suplentes.</p><p>C. 4 integrantes, sendo 2 efetivos e 2 suplentes.</p><p>D. 9 integrantes, sendo 5 efetivos e 4 suplentes.</p><p>E. 8 integrantes, sendo 4 efetivos e 4 suplentes.</p><p>(FCC/ 2016)</p><p>3. A NR-5 − Comissão Interna de Prevenção de Acidente − CIPA, tem como</p><p>atribuições, dentre outras:</p><p>A. ser exclusivamente responsável por desenvolvimento e implementação do</p><p>Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional − PCMSO e Programa</p><p>de Prevenção de Riscos Ambientais − PPRA e de outros programas</p><p>relacionados à segurança e saúde no trabalho.</p><p>B. divulgar e promover somente o cumprimento das cláusulas de acordos e</p><p>convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho.</p><p>C. realizar, bianualmente, verificações nos ambientes e condições de trabalho</p><p>visando o levantamento de situações favoráveis à segurança e saúde dos</p><p>trabalhadores.</p><p>D. requerer ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em</p><p>Medicina do Trabalho − SESMT, quando houver, ou ao empregador, a</p><p>paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente</p><p>à segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>E. elaborar plano de trabalho que possibilite a ação corretiva na solução de</p><p>problemas de segurança e saúde no trabalho.</p><p>55</p><p>Resposta: 1:D; 2:B; 3:D</p><p>UNIDADE 12: PREVENÇÃO E COMBATE AO FOGO: TRIÂNGULO DO FOGO,</p><p>CLASSES DE INCÊNDIO, AGENTES EXTINTORES, PROCEDIMENTOS DE</p><p>COMBATE AO FOGO E CONDUTAS GERAIS EM SITUAÇÃO DE SINISTRO.</p><p>O fogo nada mais é do que uma reação química que libera luz e calor. Essa</p><p>reação química decorre de uma mistura de gases a altas temperaturas, que emite</p><p>radiação geralmente visível.</p><p>Sabendo que o fogo é uma reação química, devemos conhecer quais são os</p><p>elementos que compõem essa reação. A teoria nos diz que são 3 elementos</p><p>básicos: combustível, comburente e calor. Esses três elementos, reagindo em</p><p>cadeia, dão origem ao fogo. A literatura denomina esses elementos, bem como a</p><p>relação entre eles, por triângulo do fogo ou tetraedro do fogo (este último mais</p><p>recente, considerando, também, a reação em cadeia).</p><p>Vamos descrever melhor esses elementos básicos:</p><p>Combustível: Muitas pessoas aliam o termo combustível aos postos de</p><p>combustíveis e, consequentemente, à gasolina, ao etanol e ao diesel, tendo esses</p><p>líquidos como a única forma existente de combustível. Esse pensamento é errôneo.</p><p>É fundamental que se entenda que combustível é toda a substância capaz de</p><p>queimar e alimentar a combustão. Sendo assim, podemos ainda classificar</p><p>combustível como líquidos, sólidos e gasosos, ao passo que existem substâncias</p><p>nos mais diferentes estados que atendem ao pressuposto inicial.</p><p>Sólidos: Quanto maior a superfície exposta, mais rápido será o aquecimento</p><p>do material e, consequentemente, o processo de combustão. A madeira, o papel, os</p><p>cereais e o algodão são exemplos de combustíveis sólidos.</p><p>Líquidos: Os líquidos inflamáveis têm algumas propriedades físicas que</p><p>podem dificultar a extinção do fogo, aumentando o perigo a quem venha o combater.</p><p>Uma propriedade a ser considerada é a solubilidade do líquido, ou seja, sua</p><p>capacidade de misturar-se com outros líquidos.</p><p>É importante saber que a água e os líquidos derivados do petróleo</p><p>(hidrocarbonetos) têm pouca solubilidade, ao passo que líquidos como álcool e</p><p>acetona (solventes polares), têm grande solubilidade, isto é, podem ser diluídos até</p><p>56</p><p>um ponto em que a mistura não seja inflamável. Outra propriedade é a volatilidade,</p><p>que é a facilidade com que os líquidos liberam vapores. Também é de grande</p><p>importância, visto que quanto mais volátil for o líquido, maior a possibilidade de</p><p>haver fogo, ou mesmo explosão. Quanto à volatilidade, os líquidos podem ser</p><p>classificados em: líquidos inflamáveis - aqueles que têm ponto de fulgor abaixo dos</p><p>38°C (gasolina, álcool, acetona), e líquidos combustíveis - aqueles que têm ponto de</p><p>fulgor acima dos 38°C (óleos lubrificantes e vegetais, glicerina).</p><p>Geralmente os líquidos assumem a forma do recipiente que os contêm. Se</p><p>derramados, os líquidos tomam a forma do piso, fluem e se acumulam nas partes</p><p>mais baixas. Tomando como base o peso da água, cujo litro pesa 1 Kgf,</p><p>classificamos os demais líquidos como mais leves ou mais pesados. É importante</p><p>notar que a maioria dos líquidos inflamáveis é mais leve que a água e, portanto,</p><p>flutuam sobre ela.</p><p>Gasosos: Os gases não têm volume definido, tendendo, rapidamente, a</p><p>ocupar todo o recipiente em que estão contidos. Se o peso do gás é menor que o</p><p>peso do ar (no caso do GN), o gás tende a subir e dissipar-se. Mas, se o peso do</p><p>gás é maior que o peso do ar (no caso do GLP - Gás Liquefeito de Petróleo), o gás</p><p>permanece próximo ao solo e caminha na direção do vento, obedecendo aos</p><p>contornos do terreno.</p><p>Comburente: É o elemento que ativa e dá vida à combustão, se combinado</p><p>com os vapores inflamáveis dos combustíveis. O oxigênio é o comburente comum à</p><p>imensa maioria dos combustíveis. Dependendo da concentração que está no ar</p><p>(inferior a 16%) fica incapaz de sustentar a combustão. Porém, além do oxigênio, há</p><p>outros gases que podem se comportar como comburentes para determinados</p><p>combustíveis. Assim, o hidrogênio queima no meio do cloro, os metais leves (lítio,</p><p>sódio, potássio, magnésio etc.) queimam no meio do vapor de água e o cobre</p><p>queima no meio de vapor de enxofre. O magnésio e o titânio, em particular, e se</p><p>finamente divididos, podem queimar ainda em atmosfera de gases normalmente</p><p>inertes, como o dióxido de carbono e o azoto.</p><p>Calor: é uma forma de energia. É o elemento que inicia o fogo e permite que</p><p>ele se propague. Verifica-se que algumas vezes até mesmo o aquecimento de uma</p><p>máquina já é suficiente para prover calor necessário para o início de uma</p><p>combustão.</p><p>57</p><p>Os elementos combustível, comburente e calor, isoladamente, não produzem</p><p>fogo. Quando interagem entre si, realizam a reação em cadeia, gerando a</p><p>combustão e permitindo que ela se auto mantenha. Algumas literaturas apontam a</p><p>reação em cadeia como um quarto elemento, porém, analisando a função dela na</p><p>combustão, verifica-se que ela nada mais é do que a interação do combustível, do</p><p>comburente e do calor.</p><p>Formas de propagação do fogo</p><p>É de importância indiscutível nos trabalhos de extinção ou nos trabalhos de</p><p>prevenção, o conhecimento das maneiras que o calor poderá ser transmitido. As</p><p>formas de transmissão de calor de um corpo para o outro ou para um meio, são:</p><p>condução, convecção e irradiação. Cabe ressaltar que, em algumas situações,</p><p>podemos ter mais de uma forma de propagação envolvida na transmissão do fogo.</p><p>Condução: é a forma pela qual o calor é transmitido de corpo para corpo ou</p><p>em um mesmo corpo, de molécula para molécula. Um bom exemplo é quando</p><p>acendemos um fósforo e percebemos que o fogo vem consumindo a madeira do</p><p>palito de forma gradual, ou seja, molécula a molécula.</p><p>Convecção: ocorre quando o calor é transmitido através de uma massa de ar</p><p>aquecida, de um ambiente para o outro, por meio de compartimentações. Como</p><p>exemplo temos algumas situações em que um ambiente de um edifício está em</p><p>chamas e, em minutos, outro edifício que não tem ligação direta, nem elemento</p><p>físico os ligando, também começa a pegar fogo. Isso geralmente ocorre pela</p><p>transmissão de calor por massa de ar aquecida.</p><p>Irradiação: é a transmissão do calor por meio de ondas caloríficas através do</p><p>espaço. Um bom exemplo é a transmissão de calor do sol para a terra, através dos</p><p>raios solares.</p><p>Considerando a teórica básica do fogo, concluímos que o fogo só existe</p><p>quando estão presentes, em proporções ideais, o combustível,</p><p>o comburente e o</p><p>calor, reagindo em cadeia. Calcado nesses conhecimentos, concluímos que,</p><p>quebrando a reação em cadeia e isolando um dos elementos do fogo, teremos</p><p>interrupção da combustão. Destes pressupostos, retiramos os métodos de extinção</p><p>do fogo: extinção por resfriamento, extinção por abafamento, extinção por</p><p>isolamento e extinção química.</p><p>- Extinção por resfriamento</p><p>58</p><p>Este método consiste na diminuição da temperatura e, consequentemente, na</p><p>diminuição do calor. O objetivo é fazer com que o combustível não gere mais gases</p><p>e vapores e, finalmente, se apague. O agente resfriador mais comum e mais</p><p>utilizado é a água.</p><p>- Extinção por abafamento</p><p>Este método consiste em impedir que o comburente (geralmente o oxigênio),</p><p>permaneça em contato com o combustível, numa porcentagem ideal para a</p><p>alimentação da combustão. Para as combustões alimentadas pelo oxigênio, como já</p><p>observado, no momento em que a quantidade deste gás no ar atmosférico se</p><p>encontrar abaixo da proporção de aproximadamente 16%, a combustão deixará de</p><p>existir. Para combater incêndios por abafamento podem ser usados os mais diversos</p><p>materiais, desde que esse material impeça a entrada de oxigênio no fogo e não sirva</p><p>como combustível por um determinado tempo.</p><p>- Extinção isolamento</p><p>O isolamento visa atuar na retirada do combustível da reação. Existem duas</p><p>técnicas que contemplam esse método:</p><p>• através da retirada do material que está queimando;</p><p>• através da retirada do material que está próximo ao fogo e que deverá entrar em</p><p>combustão por meio de um dos métodos de propagação.</p><p>- Extinção química</p><p>O processo da extinção química visa a combinação de um agente químico</p><p>específico com a mistura inflamável (vapores liberados do combustível e</p><p>comburente), a fim de tornar essa mistura não inflamável. Logo, esse método não</p><p>atua diretamente num elemento do fogo, e sim na reação em cadeia como um todo.</p><p>Classes de incêndio</p><p>Para se combater um incêndio usando os métodos adequados (extinção</p><p>rápida e segura), há a necessidade de entendermos quais são as características que</p><p>definem os combustíveis.</p><p>Existem cinco classes de combustíveis reconhecidas pelos maiores órgãos</p><p>voltados ao estudo do tema, sendo elas:</p><p>- Classe A – sólidos combustíveis;</p><p>- Classe B – líquidos e gases combustíveis;</p><p>- Classe C – materiais energizados;</p><p>- Classe D – metais pirofóricos;</p><p>59</p><p>- Classe K – óleos e gorduras.</p><p>Já se fala também em uma nova classe, a Classe E, que representa os</p><p>materiais químicos e radioativos.</p><p>Classe A: são os incêndios ocorridos em materiais fibrosos ou combustíveis</p><p>sólidos. Características: queimam em razão do seu volume, isto é, em superfície e</p><p>profundidade. Esse tipo de combustível deixa resíduos (cinzas ou brasas).</p><p>Exemplos: madeira, papel, borracha, cereais, tecidos etc. Extinção: geralmente o</p><p>incêndio nesse tipo de material é apagado por resfriamento.</p><p>Classe B: são os incêndios ocorridos em combustíveis líquidos ou gases</p><p>combustíveis. Características: a queima é feita através da sua superfície e não deixa</p><p>resíduos. Exemplos: GLP, óleos, gasolina, éter, butano etc. Extinção: por</p><p>abafamento.</p><p>Classe C: são os incêndios ocorridos em materiais energizados.</p><p>Características: oferecem alto risco à vida na ação de combate, pela presença de</p><p>eletricidade. Quando desconectamos o equipamento da sua fonte de energia, se não</p><p>houver nenhuma bateria interna ou dispositivo que mantenha energia, podemos</p><p>tratar como incêndio em classe A ou classe B. Exemplos: transformadores, motores,</p><p>interruptores etc. Extinção: agentes extintores que não conduzem eletricidade,</p><p>ficando vedados a água e o gás carbônico.</p><p>Classe D: são os incêndios ocorridos em metais pirofóricos. Características:</p><p>irradiam uma forte luz e são muito difíceis de serem apagados. Exemplos: rodas de</p><p>magnésio, potássio, alumínio em pó, titânio, sódio etc. Extinção: através do</p><p>abafamento, não devendo nunca ser usado água ou espuma para a extinção desse</p><p>tipo de incêndio.</p><p>Classe K: são os incêndios em banha, gordura e óleos voltados ao cozimento</p><p>de alimentos. Características: é uma classe de muita periculosidade, ao passo que o</p><p>trato de banha, gordura e óleos é bastante comum nas cozinhas residenciais e</p><p>industriais. Exemplos: incêndios em cozinhas quando a banha, a gordura e os óleos</p><p>são aquecidos. Extinção: JAMAIS TENTAR COMBATER COM ÁGUA. Essa classe</p><p>reage perigosamente com água, gerando explosões e ferindo quem estiver próximo.</p><p>O método mais indicado de combater o incêndio nessa classe é através do</p><p>abafamento.</p><p>Extintores de incêndio</p><p>60</p><p>A finalidade do extintor é realizar o combate imediato e rápido em pequenos</p><p>focos de incêndio. Sendo assim, o extintor não deve ser considerado como</p><p>substituto de sistemas de extinção mais complexos, mas sim, como equipamento</p><p>adicional.</p><p>Extintores de água: Extintor de incêndio do tipo carga de água é aquele cujo</p><p>agente é a água expelida por meio de um gás. Quanto à operação eles podem ser:</p><p>- Água Pressurizada - É aquele que possui apenas um cilindro para a água e o gás</p><p>expelente. Sua carga é mantida sob pressão permanente.</p><p>- Água-gás - É aquele que possui uma câmara, um recipiente de água e um cilindro</p><p>de alta pressão, contendo o gás expelente. A pressurização só se dá no momento</p><p>da operação. Os extintores de água, são aparelhos destinados a extinguir</p><p>pequenos focos de incêndio Classe “A”, como por exemplo em madeiras, papéis e</p><p>tecidos.</p><p>Manejo - Retirar o extintor do suporte e levá-lo até o local onde será utilizado;</p><p>Retirar o esguicho do suporte, apontando para a direção do fogo; Romper o lacre da</p><p>ampola do gás expelente; Abrir totalmente o registro da ampola; Dirigir o jato d’água</p><p>para a base do fogo.</p><p>Manutenção - Para que possamos manter o extintor de água em perfeitas</p><p>condições, devemos: Inspecionar frequentemente os extintores; Recarregar</p><p>imediatamente após o uso; Anualmente verificar a carga e o cilindro; Periodicamente</p><p>verificar o nível da água, avarias na junta de borracha, selo, entupimento da</p><p>mangueira e do orifício de segurança da tampa. Verificação do peso da ampola</p><p>semestralmente.</p><p>Este tipo de extintor não pode e não deve ser usado em eletricidade em hipótese</p><p>alguma. Coloca em risco a vida do operador. O alcance do jato é de</p><p>aproximadamente 08 (oito) metros.</p><p>Extintor de espuma química: Indicado para princípios de incêndio na Classe</p><p>“B”, também podendo ser utilizado para combater um incêndio de Classe “A”, porém</p><p>com menor eficácia. Neste tipo de aparelho extintor, o cilindro contém uma solução</p><p>de água com bicarbonato de sódio mais o agente estabilizador. A solução de sulfato</p><p>de alumínio é colocado em um outro recipiente que vai internamente no cilindro,</p><p>separando a solução de bicarbonato de sódio e alcaçuz.</p><p>Manejo: retira-se o aparelho do suporte, conduzindo-o até as proximidades do</p><p>incêndio, mantendo-o sempre na posição vertical, procurando evitar movimentos</p><p>61</p><p>bruscos durante o seu transporte; Inverter a sua posição (de cabeça para baixo),</p><p>agitando-o de modo a facilitar a reação; Dirigir o jato sobre a superfície do</p><p>combustível, procurando, principalmente nos líquidos, espargir a carga de maneira a</p><p>formar uma camada em toda a superfície para o abafamento; Permanece-se com o</p><p>aparelho na posição invertida até terminar a carga.</p><p>Manutenção: Para que possamos ter um extintor de espuma em perfeitas</p><p>condições de uso, é importante saber: Deve ser vistoriado mensalmente; Sua carga</p><p>e o poder de reação das soluções devem ser examinados a cada seis meses; Sua</p><p>carga deve ser renovada anualmente, mesmo que ele não seja usado; Após o uso, o</p><p>extintor de espuma deve, tão logo seja possível, ser lavado internamente para que</p><p>os resíduos da reação química não afetem as paredes do cilindro pela corrosão;</p><p>Após o seu uso, fazer a recarga o mais breve possível.</p><p>Este tipo de extintor não pode e não deve ser usado em eletricidade em</p><p>hipótese alguma, pois coloca em risco a vida do operador.</p><p>Extintor de gás carbônico: é um gás inerte, sem cheiro e sem cor. Devido à</p><p>sua</p><p>capacidade condutora ser praticamente nula, o CO2 é muito usado em incêndios de</p><p>Classe “C”. A sua forma de agir é por abafamento, podendo também ser utilizado</p><p>nas classes A (somente no seu início) e B (em ambientes fechados)</p><p>Manejo: Para utilizar o extintor de CO2, o operador deve proceder da seguinte</p><p>maneira: Retire o aparelho do suporte e leve-o até o local onde será utilizado; Retire</p><p>o grampo de segurança; Empunhe o difusor com firmeza; Aperte o gatilho; Dirija a</p><p>nuvem de gás para a base da chama, fazendo movimentos circulares com o difusor;</p><p>Não encoste o difusor no equipamento.</p><p>Manutenção: Os extintores de CO2 devem ser inspecionados e pesados</p><p>mensalmente. Se a carga do cilindro apresentar uma perda superior a 10% de sua</p><p>capacidade, deverá ser recarregado. A cada 5 anos devem ser submetidos a testes</p><p>hidrostáticos. Este teste deve ser feito por firma especializada, de acordo com</p><p>normas da ABNT.</p><p>Como atua por abafamento, o CO2 deve ser aplicado de forma homogênea e</p><p>rápida, pois dissipa-se com muita facilidade.</p><p>Extintor de pó químico: utilizam os agentes extintores bicarbonato de sódio (o</p><p>mais comum) ou o bicarbonato de potássio. Especialmente indicado para princípios</p><p>de incêndio das Classes B e C. O extintor de pó químico pressurizado utiliza como</p><p>propelente o nitrogênio, que, sendo um gás seco e incombustível, pode ser</p><p>62</p><p>acondicionado com o pó no mesmo cilindro. O extintor de pó químico a pressurizar,</p><p>utiliza como propelente o gás carbônico (CO2), que, por ser um gás úmido, vem</p><p>armazenado em uma ampola de aço ligada ao extintor.</p><p>Manejo: Os dois tipos de aparelhos citados são de fácil manejo: Pressurizado</p><p>Retira-se o extintor do suporte e o conduz até o local onde será utilizado (observar a</p><p>direção do vento); Rompe-se o lacre; Destrava-se o gatilho, comprimindo a trava</p><p>para a frente, com o dedo polegar; Aciona-se o gatilho, dirigindo o jato para a base</p><p>do fogo. À Pressurizar Retira-se o extintor do suporte e o conduz até o local onde</p><p>será utilizado (observar a direção do vento); Acionar a válvula do cilindro de gás;</p><p>Destrava-se o gatilho, comprimindo a trava para frente, com o dado polegar;</p><p>Empunhar a pistola difusora; Aciona- se o gatilho, dirigindo o jato para a base do</p><p>fogo.</p><p>Manutenção: Devem ser inspecionados rotineiramente e sua carga deve ser</p><p>substituída anualmente.</p><p>Extintor de pó multiuso (ABC): são à base de Monofosfato de Amônia siliconizado</p><p>como agente extintor. É indicado para princípios de incêndio das Classes A, B e C.</p><p>Manejo: Os dois tipos de aparelhos citados são de fácil manejo: Retira-se o</p><p>extintor do suporte e o conduz até o local onde vai ser usado (observar a direção do</p><p>vento); Rompe-se o lacre; Destrava-se o gatilho, comprimindo a trava para frente,</p><p>com o dedo polegar; Aciona-se o gatilho, dirigindo o jato para a base do fogo.</p><p>Manutenção: Devem ser inspecionados rotineiramente e sua carga deve ser</p><p>substituída anualmente.</p><p>Extintor de pó químico especial: é o agente extintor indicado para incêndios</p><p>da Classe D. Ele age por abafamento.</p><p>Outros agentes extintores: consideremos que em sua escola você se depara</p><p>com um incêndio Classe D, ou mesmo um incêndio Classe K, e não possui um</p><p>extintor de pó químico especial. O que pode ser feito? pode-se utilizar dos</p><p>chamados “meios de fortuna”. Meios de fortuna são aqueles em que improvisamos</p><p>agentes extintores a fim de combater um incêndio com base na teoria de extinção de</p><p>incêndios. Sendo assim, se nos depararmos com incêndio Classe D, podemos cobrir</p><p>o combustível com terra, cortando o comburente (oxigênio) e apagar o fogo dessa</p><p>forma. Na cozinha, se não houver um extintor específico para a Classe K, ao</p><p>visualizarmos gordura em chamas dentro de uma panela, podemos molhar um pano</p><p>63</p><p>e tampar a superfície, cortando o oxigênio.</p><p>Instruções gerais em caso de emergências de incêndios</p><p>• Mantenha a calma! Lembre-se, agora você possui conhecimentos diferenciados</p><p>sobre incêndios no seu local de trabalho. Se existe alguém que possa resolver a</p><p>situação, esse alguém é você!</p><p>• Acione o Corpo de Bombeiros, ligando 193.</p><p>• Acione o botão de alarme mais próximo.</p><p>• Use extintores ou os meios disponíveis para apagar o fogo.</p><p>• Se não conseguir combater o incêndio, faça a retirada de todas as pessoas do</p><p>local e tente isolar os materiais combustíveis e proteger os equipamentos.</p><p>• Desligue o quadro de luz.</p><p>• Existindo muita fumaça no ambiente ou no local atingido, use um lenço como</p><p>máscara (se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca.</p><p>• Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, mantenha</p><p>molhadas as roupas, cabelos, sapatos ou botas.</p><p>Confinamento pelo fogo</p><p>• Procure sair dos lugares onde haja muita fumaça;</p><p>• Mantenha-se agachado, bem próximo ao chão, onde o calor é menor e existe</p><p>menos fumaça;</p><p>• No caso de ter que atravessar uma barreira de fogo, molhe todo o corpo, roupas e</p><p>sapatos, encharque uma cortina e enrole-se nela. Molhe um lenço e amarre-o</p><p>junto à boca e ao nariz e atravesse o mais rápido que puder.</p><p>Outras recomendações</p><p>• Não suba as escadas, procure sempre descer.</p><p>• Não respire pela boca, somente pelo nariz.</p><p>• Não tire as roupas, pois elas protegem seu corpo e retardam a desidratação. Se</p><p>for o caso, tire apenas a gravata ou roupas de nylon.</p><p>• Se suas roupas se incendiarem, jogue-se no chão e role lentamente. Elas se</p><p>apagarão por abafamento.</p><p>• Ao descer escadarias, retire sapatos de salto alto e meias escorregadias.</p><p>Deveres e obrigações</p><p>• Procure conhecer todas as saídas que existem no seu local de trabalho, inclusive</p><p>as rotas de fuga.</p><p>64</p><p>• Participe ativamente dos treinamentos teóricos, práticos e reciclagens que lhe</p><p>forem ministrados.</p><p>• Conheça e pratique as Normas de Proteção e Combate ao Princípio de Incêndio,</p><p>quando necessário e possível.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 12:</p><p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança contra Incêndios em</p><p>Estabelecimentos Assistenciais de Saúde / Agência Nacional de Vigilância Sanitária.</p><p>- Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2014.</p><p>FIOCRUZ. Escolha Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Sistema de</p><p>Informação de Biossegurança: Fogo. Rio de Janeiro/ RJ.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 12:</p><p>(CESPE/2018)</p><p>1.Julgue o item que se segue, a respeito de aspectos relacionados ao combate ao</p><p>incêndio.</p><p>É responsabilidade exclusiva da comissão interna de prevenção de acidentes</p><p>de cada empresa informar todos os trabalhadores a respeito da utilização dos</p><p>equipamentos de combate a incêndio, a respeito dos procedimentos para evacuação</p><p>com segurança do local de trabalho e também dos dispositivos de alarme existentes.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>(ADM & TEC/ 2018)</p><p>2. Leia as afirmativas a seguir: I. Ao fazer uso da empatia, analisar as reclamações</p><p>dos usuários e acatar as boas sugestões, o servidor público está agindo em</p><p>desfavor da qualidade no atendimento ao público. II. São exemplos de risco de</p><p>acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção e a probabilidade de incêndio</p><p>ou explosão.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>A. As duas afirmativas são verdadeiras.</p><p>B. A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.</p><p>65</p><p>C. A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.</p><p>D. As duas afirmativas são falsas.</p><p>(CESGRANRIO/ 2012)</p><p>3. O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes no local de</p><p>trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo. A NR 5 (Mapa de Riscos – Tabela</p><p>I) agrupa os riscos ocupacionais em cinco categorias, designando-as por cores.</p><p>As cores amarela, vermelha e azul representam, respectivamente, os riscos</p><p>relacionados com:</p><p>A. jornadas de trabalho prolongadas, calor e bactérias</p><p>B. pressões anormais, poeiras e levantamento e transporte manual de peso</p><p>C. probabilidade de incêndio, vapores e controle rígido de produtividade</p><p>D. Exigência de postura inadequada, eletricidade e animais peçonhentos</p><p>E. monotonia e repetitividade, gases e armazenamento inadequado</p><p>Resposta: 1:B; 2:C; 3:E</p><p>UNIDADE 13: ERGONOMIA NO TRABALHO</p><p>Ergonomia: é o estudo</p><p>científico da relação entre o homem e seus meios,</p><p>métodos e espaço de trabalho. Foi criada no intuito de adaptar o posto de trabalho e</p><p>as ferramentas às necessidades do ser humano, e não o contrário.</p><p>Na maioria dos ambientes de trabalho, podem ser realizadas intervenções</p><p>ergonômicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade, segurança</p><p>e saúde nos postos de trabalho.</p><p>Entre os benefícios de um ambiente ergonomicamente correto, estão a</p><p>redução do estresse físico nas articulações, músculos, nervos, tendões e ossos,</p><p>além de prevenção de distúrbios mentais, visuais, auditivos, entre outro</p><p>De forma geral, pode-se dizer que a Ergonomia usa os conhecimentos</p><p>adquiridos das habilidades e capacidades humanas e estudam as limitações dos</p><p>sistemas, organizações, atividades, máquinas, ferramentas para torná-los mais</p><p>seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano.</p><p>A obrigatoriedade do estudo das condições ergonômicas do trabalho é dada</p><p>pela NR 17. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que</p><p>66</p><p>permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas</p><p>dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e</p><p>desempenho eficiente.</p><p>As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento,</p><p>transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições</p><p>ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.</p><p>Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características</p><p>psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise</p><p>ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de</p><p>trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.</p><p>A Associação Internacional de Ergonomia (IEA) referenciou essa necessidade</p><p>de se possuir conhecimentos relativos ao homem em sua primeira definição de</p><p>ergonomia.</p><p>A Ergonomia Física: nesse tipo de Ergonomia são abordadas as</p><p>características anatômicas, antropométricas, fisiológicas e biomecânicas do homem</p><p>em sua relação com a atividade física. A repetitividade, as cargas e posturas de</p><p>trabalho, o levantamento e o carregamento de objetos, a LER/DORT, o layout do</p><p>posto de trabalho, a segurança e a saúde são os aspectos abordados na Ergonomia</p><p>Física.</p><p>A Ergonomia Cognitiva: São processos mentais dos trabalhadores em</p><p>situação de trabalho. Os itens mais importantes são: a percepção, a memória, o</p><p>raciocínio e as respostas motoras, a relação das interações entre pessoas e outros</p><p>componentes de um sistema. Os temas centrais são: carga mental de trabalho,</p><p>tomada de decisão, a interação homem-máquina, a confiabilidade e o estresse.</p><p>A Ergonomia Organizacional: aborda a otimização dos sistemas</p><p>sociotécnicos, ou seja, a estrutura organizacional, regras, processo, missão, política</p><p>etc. Os temas mais comuns são: a comunicação entre os colaboradores, a gestão</p><p>dos processos industriais, a concepção do trabalho, os horários e a jornada de</p><p>trabalho, o trabalho em equipe, o trabalho participativo.</p><p>A Ergonomia pode ser dividida em três segmentos distintos:</p><p>Ergonomia de Correção: é a modificação de elementos parciais do posto de</p><p>trabalho, tais como, iluminação, ruído, disposição de salas de trabalho. É a forma</p><p>mais comum de trabalho mais onerosa para as organizações, são mudanças</p><p>estruturais, desenvolvimento de nova cultura de trabalho (organizacional) de</p><p>67</p><p>mobiliário etc.</p><p>Ergonomia de Concepção: interfere amplamente no projeto do posto de</p><p>trabalho, dos instrumentos, da máquina ou do sistema de produção, organização do</p><p>trabalho e formação pessoal. É o planejamento ergonômico. Ex: uma nova planta,</p><p>um novo empreendimento, um novo produto. É de menor custo, pois as atividades</p><p>produtivas podem iniciar dentro de critérios de qualidade desenvolvidos pelas bases</p><p>científicas da Ergonomia, reduzindo posteriores interferências ou reformas</p><p>estruturais.</p><p>A Ergonomia de Concepção requer grande experiência e habilidade do</p><p>ergonomista. Tem a necessidade de orientar os profissionais de diversas áreas de</p><p>atuação, com o objetivo de transmitir os conhecimentos já existentes e fazer com</p><p>que esses profissionais os utilizem.</p><p>As condições de trabalho dos profissionais de Enfermagem, às quais se</p><p>somam a rotina exaustiva dos plantões, situações estressantes vivenciadas no</p><p>atendimento aos pacientes e, em muitos casos, jornada dupla, podem acarretar</p><p>problemas graves de saúde, acentuados quando o ambiente profissional não</p><p>oferece as condições ideais de trabalho, tanto do ponto de vista dos riscos físicos,</p><p>quanto dos fatores psicossociais.</p><p>A ergonomia no campo da saúde, busca o conhecimento sobre o processo de</p><p>trabalho com enfoque no sentido coletivo, sua organização e um olhar voltado para a</p><p>qualidade de vida do trabalhador no seu ambiente de trabalho.</p><p>O ambiente de trabalho, por sua vez, pode ser investigado a partir de vários</p><p>pontos de vista. Um dos pontos mais importantes é a análise da segurança e saúde</p><p>no trabalho, cujo objeto de preocupação é o bem-estar do trabalhador,</p><p>possibilitando-lhe o desenvolvimento de suas atividades a partir das condições</p><p>básicas de saúde. O local de trabalho é analisado em suas várias dimensões, como</p><p>as condições das instalações, o estado do mobiliário, os equipamentos da instituição</p><p>etc.</p><p>A Norma Regulamentadora n.º 17 – NR17, nos itens 17.3, 17.4 e 17.5, trata</p><p>sobre o mobiliário ergonomicamente adequado para os ambientes de trabalho, dos</p><p>equipamentos às condições ambientais nas quais devem ser cumpridas as tarefas</p><p>laborais do trabalhador. Em seu artigo 17.3.1, a Norma também estabelece os</p><p>critérios a serem seguidos para o desenvolvimento do trabalho na posição sentada.</p><p>68</p><p>O mobiliário deve possuir regulagens para que o próprio trabalhador possa</p><p>adaptá-los às suas características antropométricas, como altura, peso etc.</p><p>A temperatura do ambiente de trabalho deve ser regulada entre 20ºC e 23ºC,</p><p>conforme a ISO 9241.</p><p>A iluminação, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza</p><p>da atividade, deve estar uniformemente distribuída e difusa; projetada e instalada de</p><p>forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.</p><p>Os níveis de iluminação devem situar- se entre 500- -750-1.000 lux para tarefas com</p><p>requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria e escritórios, conforme</p><p>estabelecido na NBR Inmetro 5413.</p><p>O nível de ruído aceitável para efeito de conforto deve ser de até 65 dB (A),</p><p>conforme estabelece a NR MTE 17 e a NBR Inmetro 10152. Níveis de ruído acima</p><p>desta frequência devem ser reavaliados.</p><p>Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a</p><p>análise ergonômica poderá recomendar o uso de apoio para os pés que se adapte</p><p>às condições biomecânicas do trabalhador.</p><p>A avaliação ergonômica do Posto de Trabalho é realizada pela Divisão de</p><p>Atenção à Saúde do Servidor (Diass/Coass/Cogep). Seguem aqui algumas dicas de</p><p>como ajustar o seu:</p><p>- Sente-se na posição correta. Posicione seus quadris para trás, o mais</p><p>próximo possível do encosto da cadeira.</p><p>- Ajuste a altura da cadeira com relação à mesa. Eleve ou abaixe o assento de</p><p>forma a dobrar seus cotovelos em 90°;</p><p>- Avalie o ângulo de seus cotovelos em relação à estação de trabalho. Sente-se</p><p>bem próximo da mesa para que seus braços fiquem confortavelmente</p><p>paralelos à coluna. Deixe suas mãos e antebraços descansarem na superfície</p><p>da mesa ou no teclado do computador em que você trabalha. Elas devem</p><p>estar em um ângulo de 90 graus. Não estenda os braços para a frente ou</p><p>dobre os cotovelos para trás ao digitar;</p><p>- Posicione o mouse próximo ao teclado;</p><p>- Apoio de pés;</p><p>- Regule a inclinação e altura do encosto;</p><p>- Ajuste da tela/telas. Ajuste a distância olho – tela;</p><p>- Ajuste do brilho e contraste do monitor;</p><p>69</p><p>- Ajustes em geral. Arranje a disposição dos itens que você utiliza durante o</p><p>trabalho próximos à você. Posicione o telefone, os itens de escrita, os livros e</p><p>outros materiais frequentemente</p><p>usados a uma pequena distância para que</p><p>sejam alcançados enquanto assentado. Você não deve precisar se alongar</p><p>para alcançar esses itens. Indicamos que evite o excesso de objetos na área</p><p>de trabalho para facilitar as atividades, a mobilidade e a higiene do ambiente;</p><p>Risco ergonômico é todo fator que pode interferir nas características</p><p>psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São</p><p>exemplos de riscos ergonômicos o levantamento de peso, ritmo excessivo de</p><p>trabalho, monotonia, repetitividade e postura inadequada. Adequar</p><p>ergonomicamente as organizações significa colocar cada trabalhador num posto de</p><p>trabalho compatível com suas condições físicas e mentais, diminuindo a fadiga e</p><p>fornecendo-lhes ferramentas adequadas para a realização de tarefas com o menor</p><p>esforço, reduzindo ao máximo o risco de acidentes de trabalho.</p><p>Estudos científicos têm mostrado que a prática da Ginástica Laboral reduz</p><p>consideravelmente o absenteísmo em diversas instituições. Os exercícios são</p><p>realizados de duas a três vezes por semana, com duração média de 15 minutos e</p><p>podem incluir 12 alongamentos, atividades de massagem, relaxamento e/ou práticas</p><p>de fortalecimento muscular.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 13:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Coordenação-Geral de Gestão</p><p>de Pessoas. Cartilha de Ergonomia : aspectos relacionados ao posto de trabalho</p><p>[recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Coordenação-Geral</p><p>de Gestão de Pessoas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2020. 15 p.</p><p>GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto</p><p>Alegre: Bookman, 1998.</p><p>Marziale, M.H.P.; Carvalho, E.C. Condições ergonômicas do trabalho da equipe de</p><p>enfermagem em unidade de internação de cardiologia. Rev.latino-am.enfermagem.</p><p>1998; 6(1): 99-117.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 13:</p><p>70</p><p>(EBSERH/VUNESP/2020).</p><p>1.No que diz respeito à organização das atividades laborais de um trabalhador que</p><p>exerce atividades de processamento eletrônico de dados, salvo o disposto em</p><p>convenções e acordos coletivos de trabalho, é correto afirmar que:</p><p>A. o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser</p><p>superior a 7000 por hora trabalhada, sendo considerado toque real, cada</p><p>movimento de pressão sobre o teclado.</p><p>B. nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10</p><p>minutos para cada 60 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal</p><p>de trabalho.</p><p>C. no retorno ao trabalho, após afastamento igual ou superior a 10 (dez) dias, a</p><p>exigência de produção em relação ao número de toques é que o início da</p><p>atividade ocorra em níveis inferiores a 7000 toques por hora trabalhada.</p><p>D. o empregador pode utilizar um sistema de avaliação dos trabalhadores</p><p>envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de</p><p>toques por hora trabalhada sobre o teclado, para efeito de remuneração e/ou</p><p>promoção.</p><p>E. o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite</p><p>máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da</p><p>jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, desde que não</p><p>exijam movimentos repetitivos e nem esforço visual.</p><p>(FUNDATEC/2019)</p><p>2. A adoção de medidas de ergonomia é capaz de reduzir em, pelo menos, 80% a</p><p>incidência de dores lombares relacionadas ao trabalho. São medidas de organização</p><p>ergonômica no posto de trabalho visando à prevenção de lombalgia, EXCETO:</p><p>A. Eliminar a flexibilidade e postura.</p><p>B. Eliminar apertar pedais estando em pé.</p><p>C. Trabalhar com o corpo na posição vertical.</p><p>D. Ajustar a altura das bancadas na altura do púbis para trabalho pesado.</p><p>E. Ajustar a altura de bancadas ou mesas na linha epigástrica para trabalhos de</p><p>escrita.</p><p>(EBSERH/IDECAN/2014)</p><p>71</p><p>3. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 17, Ergonomia, é correto afirmar</p><p>que a organização do trabalho deve levar em consideração todos os itens abaixo</p><p>descritos, EXCETO:</p><p>A. As normas de produção.</p><p>B. O modo operatório.</p><p>C. O adicional de insalubridade.</p><p>D. O ritmo de trabalho.</p><p>E. A determinação do conteúdo de tempo.</p><p>Resposta: 1:E; 2:A; 3:C</p><p>UNIDADE 14: TÉCNICAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES.</p><p>As medidas de prevenção devem obedecer a seguinte hierarquia: medidas de</p><p>proteção coletiva; medidas administrativas ou de organização do trabalho; e</p><p>medidas de proteção individual. Como exemplos das medidas, temos</p><p>respectivamente: medidas que eliminem ou reduzam a formação de agentes</p><p>prejudiciais à saúde; substituição de produtos tóxicos por outros de menor toxidade;</p><p>e utilização de equipamentos de proteção individual.</p><p>Além das medidas de prevenção, é imprescindível que todos conheçam as</p><p>ferramentas de prevenção e saibam como aplicá-las de forma efetiva em seu</p><p>ambiente de trabalho. Existem diversas ferramentas de prevenção de acidentes,</p><p>dentre as quais destacamos: treinamentos; diálogos de segurança; análise de risco;</p><p>checklists; inspeções; comunicação visual.</p><p>Reconhecer os fatores de risco no ambiente de trabalho é de fundamental</p><p>importância para a escolha de medidas preventivas, e para isso é necessário</p><p>observar de forma criteriosa as condições de exposição destes trabalhadores no</p><p>local de serviço.</p><p>Segundo a Norma Regulamentadora 32 tem o objetivo de:“Estabelecer as</p><p>diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à</p><p>saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem</p><p>atividades de promoção e assistência à saúde em geral”.</p><p>A melhor maneira de se prevenir contra acidentes biológicos é o emprego das</p><p>precauções padrão, que preconizam medidas a serem seguidas por todos os</p><p>72</p><p>trabalhadores da saúde ao cuidarem de pacientes ou manuseiam objetos</p><p>contaminados, entre elas, o uso de EPI's é a principal barreira de proteção contra</p><p>esses acidentes.</p><p>Algumas ações que podem ser feitas a fim de prevenir acidentes, como:</p><p>1. Seguir as normas de segurança: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária</p><p>(ANVISA) é responsável por criar normas regulamentadoras para</p><p>contextualizar e guiar as práticas de segurança nos hospitais. A principal</p><p>delas é a NR 32 — Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde,</p><p>ela estabelece os tipos de riscos presentes no hospital, as formas de</p><p>identificá-los e os fatores que devem ser levantados para sua avaliação.</p><p>Define, também, como deve ser feita a fiscalização do local de trabalho e dos</p><p>trabalhadores. Portanto, para garantir as melhores práticas de segurança e</p><p>manter o padrão de qualidade em todos os hospitais, as normas da ANVISA</p><p>devem ser seguidas rigorosamente.</p><p>2. Classifique as áreas de risco: Todas as principais áreas de risco dentro do</p><p>hospital devem ser identificadas e classificadas, o que permite priorizar</p><p>aquelas que precisam de mais atenção. As áreas são classificadas de acordo</p><p>com o grau e tipo de risco oferecido pelas práticas ali realizadas.</p><p>Os locais em um hospital podem oferecer maior risco para os trabalhadores</p><p>ou para os pacientes. As áreas de maior risco para os trabalhadores são: salas de</p><p>raio-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada, devido à exposição à</p><p>radiação; setores que exigem maior esforço físico dos profissionais de saúde</p><p>(emergência, pronto atendimento e UTI); área de desinfecção e esterilização, pelo</p><p>maior contato com material biológico (quando os materiais estão sujos) e agentes</p><p>químicos (para o processo de limpeza e desinfecção).</p><p>As áreas de maior risco para os pacientes são aquelas relacionadas ao</p><p>cuidado em saúde, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), salas cirúrgicas,</p><p>bancos de sangue, unidades de isolamento e de hemodiálise.</p><p>3. Gestão de resíduos: Os resíduos são divididos de acordo com o risco</p><p>oferecido — biológico, químico, físico ou sem risco. O gerenciamento do lixo</p><p>hospitalar se dá por meio de um conjunto de procedimentos de gestão, que têm o</p><p>objetivo de minimizar a produção dos resíduos e proporcionar um encaminhamento</p><p>seguro de tudo o que foi descartado. Isso garante uma maior proteção</p><p>dos</p><p>73</p><p>trabalhadores de saúde e a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e</p><p>do meio ambiente.</p><p>4. Utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): O uso de EPI é uma das</p><p>principais estratégias de proteção para os profissionais de saúde. Eles têm o</p><p>objetivo de minimizar as exposições aos riscos ocupacionais específicos da saúde e,</p><p>consequentemente, reduzir as chances de acidentes no ambiente de trabalho.</p><p>Equipamentos de proteção são necessários em todos os estabelecimentos de</p><p>saúde para a garantia da biossegurança. Os principais são:</p><p>- luvas de procedimento: utilizadas sempre que houver chance de contato com</p><p>secreções e fluidos corporais — devem ser trocadas a cada procedimento;</p><p>- luvas grossas: para limpezas de materiais, contato com agentes químicos e</p><p>higienização hospitalar;</p><p>- óculos de proteção: utilizado quando há risco de respingo de secreções</p><p>biológicas ou químicas;</p><p>- máscara descartável: utilizada em procedimentos com risco de respingo ou</p><p>contato com partículas suspensas, manipulação de produtos químicos e</p><p>medicações;</p><p>- avental: procedimentos com possibilidade de contato com material biológico e</p><p>com probabilidade de gerar respingos maiores.</p><p>O investimento em segurança no ambiente hospitalar garante maior</p><p>segurança para profissionais e pacientes durante a internação — e reflete uma</p><p>prática comprometida com a qualidade, por parte do hospital.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 14:</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. NR 32. Segurança e Saúde no Trabalho em</p><p>Estabelecimentos de Saúde. PORTARIA N.° 485, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005</p><p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO: Acidentes hospitalares com</p><p>materiais perfurocortantes. 1ed. Maranhão, 2021.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 14:</p><p>(CESPE/2018)</p><p>1. Acerca da prevenção de acidentes de trabalho em serviços de saúde:</p><p>74</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>(FGV/2018)</p><p>2. A prevenção da exposição ao sangue ou a outros materiais biológicos é a</p><p>principal medida para que não ocorra contaminação por patógenos de transmissão</p><p>sanguínea nos serviços de saúde. Durante a realização de procedimentos que</p><p>envolvam a manipulação de material perfurocortante (PFC), a orientação que se</p><p>aplica à prevenção de acidentes é:</p><p>A. as agulhas devem ser manuseadas ou retiradas das seringas com as mãos</p><p>limpas;</p><p>B. todo material PFC, mesmo que estéril, deve ser desprezado em recipientes</p><p>resistentes à perfuração e com tampa;</p><p>C. as agulhas estéreis podem ser utilizadas para fixar papéis em quadros de</p><p>avisos;</p><p>D. em procedimentos que envolvam material PFC, com o uso de luvas especiais,</p><p>os dedos podem ser usados como anteparo;</p><p>E. os coletores específicos para descarte de material PFC não devem ser</p><p>preenchidos acima de 1/3 da capacidade total.</p><p>(CESGRANRIO/2018)</p><p>3. Para atividades que envolvam risco biológico, os empregadores devem tomar</p><p>medidas de segurança, tais como, por exemplo, a capacitação de seus empregados.</p><p>Como deve ser essa capacitação, de acordo com a NR 32?</p><p>A. Deve-se treinar para o uso dos EPC e dos EPI, podendo o treinamento</p><p>ocorrer em eventos específicos em finais de semana, fora da jornada de</p><p>trabalho.</p><p>B. Deve incluir obrigatoriamente medidas de prevenção de acidentes e dados</p><p>estatísticos sobre as contaminações por HIV e hepatite B.</p><p>C. Deve ser ministrada com periodicidade mínima semestral e incluir orientações</p><p>sobre medidas a serem adotadas em casos de acidentes.</p><p>75</p><p>D. Deve ser ministrada com periodicidade mínima de 2 anos, por profissional</p><p>habilitado na área de biossegurança.</p><p>E. Deve ser ministrada por profissionais familiarizados com os riscos inerentes</p><p>aos riscos biológicos, durante a jornada de trabalho.</p><p>Resposta: 1:B; 2:B; 3: E</p><p>UNIDADE 15: CÓDIGOS E SÍMBOLOS ESPECÍFICOS DE SST – SAÚDE E</p><p>SEGURANÇA NO TRABALHO.</p><p>A NR 26 tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de</p><p>trabalho para:</p><p>- Prevenção de Acidentes;</p><p>- Identificar os equipamentos de segurança;</p><p>- Delimitar áreas;</p><p>- Identificar de Tubulações de líquidos e gases advertindo contra riscos;</p><p>- Identificar e advertir acerca dos riscos existentes.</p><p>Há um conjunto de símbolos e sinais especificamente criados para garantir a</p><p>fácil compreensão dos riscos ou dos procedimentos a serem cumpridos nas mais</p><p>diversas situações laborais, seja no interior de uma empresa ou em lugares públicos.</p><p>Para se compreender o sinal de segurança rapidamente ou com um simples</p><p>olhar e sem confusão possível, os sinais têm pictogramas e cores diferentes,</p><p>consoante o seu significado.</p><p>- Verde – caracteriza segurança – Ex. cartazes, boletins, avisos, entrada de</p><p>salas, guias de localização.</p><p>- Vermelho – extintor, caixas de alarme, saída de emergência.</p><p>- Amarelo – cuidado – situações de alto risco ou perigo que demanda cuidado.</p><p>ex. placas, corrimão, parapeitos, janelas, bandeiras com sinal de advertência.</p><p>- Laranja – canalização de ácidos, face interna de caixas de dispositivos</p><p>elétricos.</p><p>- Azul – cuidado- aviso contra uso e movimentação de equipamentos. Branco –</p><p>avisos de localização como pias, refeitórios, lixo.</p><p>- Preto – canalização de inflamáveis, combustíveis de alta viscosidade.</p><p>Formas das placas</p><p>76</p><p>- círculos – sinais de obrigação e proibição</p><p>- losango – sinais de perigo</p><p>- retângulo / quadrado – saídas de emergência e informações adicionais.</p><p>Formas e cores de sinalização</p><p>- círculo vermelho = proibição</p><p>Sinais que proíbem um comportamento suscetível de expor uma pessoa a um</p><p>perigo ou de provocar um perigo. ex. passagem proibida</p><p>- quadrado/retângulo vermelho = material de combate a incêndio</p><p>- triângulo amarelo = perigo</p><p>Visam advertir a uma situação, objeto ou ação suscetível de originar um dano</p><p>ou lesão pessoal ou nas instalações. ex. risco biológico.</p><p>- quadrado/retângulo verde = segurança em situação de emergência. Visa indicar</p><p>em situação de perigo saídas de emergência, pronto socorro ou locais de resgate.</p><p>77</p><p>- círculo azul= obrigação</p><p>Visa prescrever um determinado comportamento ex. uso de protetor auricular.</p><p>- quadrado/retângulo azul – informação</p><p>De acordo com a legislação da NR 26, os trabalhadores devem receber</p><p>treinamento:</p><p>a) para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do</p><p>produto químico;</p><p>b) sobre os perigos, riscos, medidas preventivas para o uso seguro e procedimentos</p><p>para atuação em situações de emergência com o produto químico.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 15:</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho. NR 26 - Sinalização de Segurança. Portaria MTb n.º</p><p>3.214, de 08 de junho de 1978.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 15:</p><p>78</p><p>(FUMARC/2018)</p><p>1. Nos estabelecimentos ou locais de trabalho onde existam riscos aos indivíduos,</p><p>devem ser adotadas medidas sinalizadoras de segurança, a fim de indicar e advertir</p><p>os trabalhadores. Em relação à identificação por cores, o procedimento deve atender</p><p>ao disposto nas normas técnicas oficiais, conforme dispõe a NR 26 sobre</p><p>Sinalização de Segurança. Sobre esta sinalização, está CORRETA a afirmativa:</p><p>A. A utilização de cores dispensa o emprego de outras formas de prevenção de</p><p>acidentes.</p><p>B. Devem ser adotadas cores para indicar e advertir os trabalhadores sobre os</p><p>equipamentos de segurança, para delimitar áreas.</p><p>C. Não se deve utilizar cores para identificar tubulações empregadas para a</p><p>condução de líquidos e gases.</p><p>D. O uso de cores deve ser grandemente difundido no ambiente de trabalho, a</p><p>fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.</p><p>(CESPE/ 2011)</p><p>2. Em relação à norma regulamentadora (NR) que trata da sinalização de</p><p>segurança, julgue o próximo item. A palavra de advertência “atenção" utilizada no</p><p>rótulo de um frasco de produto indica que se trata de substância com grau médio de</p><p>risco.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>(CESPE/ 2011)</p><p>3. Em relação à norma regulamentadora (NR) que trata da sinalização de</p><p>segurança, julgue o próximo item. Utiliza-se a cor azul para distinguir e indicar</p><p>equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndios.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>Resposta: 1: B; 2: B; 3: B.</p><p>bem como as capacidades físicas. Assim, não é responsabilidade</p><p>exclusiva do setor saúde e vai além de um estilo de vida saudável, na direção de um</p><p>8</p><p>bem-estar global.</p><p>A carta afirma que são recursos indispensáveis para ter saúde: paz, renda,</p><p>habitação, educação, alimentação adequada, ambiente saudável, recursos</p><p>sustentáveis, equidade e justiça social, com toda a complexidade que implicam</p><p>alguns desses conceitos.</p><p>A promoção da saúde é o resultado de um conjunto de fatores sociais,</p><p>econômicos, políticos e culturais, coletivos e individuais, que se combinam de forma</p><p>particular em cada sociedade e em conjunturas específicas, resultando em</p><p>sociedades mais, ou menos saudáveis. Na maior parte do tempo de suas vidas, a</p><p>maioria das pessoas é saudável, ou seja, não necessita de hospitais, centro de</p><p>terapia intensiva ou complexos procedimentos médicos, diagnósticos ou</p><p>terapêuticos.</p><p>Mas, durante toda a vida, todas as pessoas necessitam de água e ar puros,</p><p>ambiente saudável, alimentação adequada, situações social, econômica e cultural</p><p>favoráveis, prevenção de problemas específicos de saúde, assim como educação e</p><p>informação – estes são componentes importantes da promoção da saúde.</p><p>Então, para promover a saúde, é preciso enfrentar os chamados</p><p>determinantes sociais da saúde. A promoção da saúde se refere às ações sobre os</p><p>condicionantes e determinantes sociais da saúde, dirigidas a impactar</p><p>favoravelmente a qualidade de vida. Por isso, caracterizam-se fundamentalmente</p><p>por uma composição intersetorial e, intra-setorialmente, pelas ações de ampliação</p><p>da consciência sanitária – direitos e deveres da cidadania, educação para a saúde,</p><p>estilos de vida e aspectos comportamentais, etc.</p><p>Assim, para melhorar as condições de saúde de uma população, são</p><p>necessárias mudanças profundas dos padrões econômicos no interior dessas</p><p>sociedades e intensificação de políticas sociais, que são eminentemente políticas</p><p>públicas. Ou seja, para que uma sociedade conquiste saúde para todos os seus</p><p>integrantes, é necessária ação intersetorial e políticas públicas saudáveis.</p><p>Além disso, espera-se uma série de políticas no campo da saúde para que</p><p>uma sociedade alcance o objetivo de ter pessoas saudáveis, que realizem o pleno</p><p>potencial humano de longevidade com qualidade de vida, vivendo ademais uma vida</p><p>socialmente produtiva.</p><p>A Comissão Nacional dos Determinantes Sociais da Saúde fez uma análise</p><p>profunda dos determinantes sociais da saúde no Brasil e uma série de políticas e</p><p>9</p><p>ações, cujo objetivo último é a promoção da saúde. Para a atenção integral de</p><p>saúde, será necessário utilizar e integrar saberes e práticas hoje reunidas em</p><p>compartimentos isolados: atenção médico- hospitalar; programas de saúde pública;</p><p>vigilância epidemiológica; vigilância sanitária; educação para a saúde etc. com</p><p>ações extra-setoriais em distintos campos, como água, esgoto, resíduos, drenagem</p><p>urbana, e também na educação, habitação, alimentação e nutrição etc, e dirigir</p><p>esses saberes e práticas integrados a um território peculiar, diferente de outros</p><p>territórios, onde habita uma população com características culturais, sociais,</p><p>políticas, econômicas etc. também diferentes de outras populações que vivem em</p><p>outros territórios.</p><p>Em resumo, é a proposta de uma nova prática sanitária interdisciplinar, que</p><p>integra diferentes saberes e práticas intra e extra-setoriais, que se revestem de uma</p><p>nova qualidade ao articular-se, organizadas pelo paradigma da promoção da saúde,</p><p>para o enfrentamento dos problemas existentes num território singular.</p><p>Os Programas de Saúde da Família e dos Agentes Comunitários de Saúde,</p><p>hoje em implementação no Brasil, são propostas promissoras e estruturantes de</p><p>uma nova prática e merecem o mais decidido apoio político e técnico para sua</p><p>implementação. Compreendo a importância e o contexto que a pessoa está inserida</p><p>quando se trata de promoção à saúde.</p><p>É essencial transcorrer acerca da saúde do trabalhador, a fim de abranger os</p><p>aspectos imersos a esse tema. A saúde e a segurança no trabalho englobam o</p><p>bem-estar social, mental e físico das pessoas em seu ambiente de trabalho dentro</p><p>de sua integralidade e nos diversos ambientes de atuação.</p><p>Alguns são os aspectos importantes quando a saúde e segurança é um fator</p><p>importante nas questões de trabalho. Como:</p><p>- Promoção e manutenção dos mais elevados níveis de bem-estar físico,</p><p>mental e social dos trabalhadores de todos os setores de atividade;</p><p>- Prevenção aos efeitos adversos para a saúde do trabalhador, que venham a</p><p>ser decorrentes das suas condições de trabalho;</p><p>- Proteção dos trabalhadores no seu emprego perante os possíveis riscos que</p><p>venham a ser resultantes de condições prejudiciais à saúde;</p><p>- Acomodação e manutenção de trabalhadores num ambiente de trabalho ajustado</p><p>às suas necessidades físicas e mentais;</p><p>- A adaptação do trabalho ao homem.</p><p>10</p><p>As medidas de saúde e de segurança no trabalho, exigem a colaboração e a</p><p>participação tanto de empregadores como dos trabalhadores nos programas de</p><p>saúde e segurança, analisando as questões relacionadas com: a medicina do</p><p>trabalho, a higiene no trabalho, a toxicologia, a educação, a formação, a engenharia</p><p>de segurança, a ergonomia, a psicologia, etc.</p><p>As questões relacionadas com a saúde no trabalho têm sido objeto de menor</p><p>atenção do que as questões relacionadas com a segurança no trabalho, porque as</p><p>primeiras são geralmente mais difíceis quer na sua identificação, na dificuldade da</p><p>elaboração do seu diagnóstico, e no estabelecimento da relação de causa a efeito.</p><p>No entanto, quando abordamos o tema da saúde, abordamos igualmente o da</p><p>segurança, pois um ambiente saudável é, por definição, também um local de</p><p>trabalho seguro. No entanto, o inverso pode não ser verdade – um local de trabalho</p><p>considerado seguro não é necessariamente um local de trabalho saudável.</p><p>O importante é frisar que as questões da saúde e da segurança devem ser</p><p>identificadas em todos os locais de trabalho.</p><p>De modo geral, a definição de saúde e de segurança no trabalho engloba</p><p>quer a saúde quer a segurança, nos seus contextos mais alargados.</p><p>Condições de trabalho incapaz, afetam a saúde e a segurança do trabalhador</p><p>em todos os âmbitos de integralidade do homem. Como a seguir:</p><p>- Qualquer tipo de condição de trabalho deficiente tem como consequência o</p><p>poder de afetar a saúde e a segurança de um trabalhador;</p><p>- As condições de trabalho perigosas ou prejudiciais à saúde não se limitam às</p><p>fábricas – podem ser encontradas em qualquer local, como em ambientes</p><p>hospitalares.</p><p>Os perigos e consequências das condições de trabalho não seguras e não</p><p>saudáveis, podem ter consequências graves para os trabalhadores, para as suas</p><p>famílias e para outras pessoas da comunidade, bem como para o ambiente físico</p><p>que envolve o local de trabalho.</p><p>As famílias dos trabalhadores podem, também, ser expostas de diversas</p><p>formas, quando, por exemplo, o profissional de saúde não utiliza equipamentos de</p><p>proteção individuais e acabam por contrair e ou ser infectados por enfermidades</p><p>possíveis de serem transmitidas.</p><p>Os esforços na saúde e segurança no trabalho devem ter como objetivo</p><p>prevenir os acidentes e as doenças profissionais e, ao mesmo tempo, reconhecer a</p><p>11</p><p>ligação entre a saúde e a segurança do trabalhador, o local de trabalho, e o seu</p><p>ambiente exterior.</p><p>A saúde e a segurança no trabalho são importantes pois ambas</p><p>desempenham um papel crucial na vida dos trabalhadores. A considerar, que, a</p><p>maioria dos trabalhadores passam pelo menos oito horas por dia no local de</p><p>trabalho, ou seis ou doze horas quando em ambiente hospitalar ou de saúde em</p><p>geral.</p><p>Ambientes laborais devem ser seguros e saudáveis, ainda que essa não seja</p><p>uma situação habitual para muitos trabalhadores. Todos os dias, trabalhadores de</p><p>todo o mundo estão expostos a múltiplos riscos para a saúde, tais como:</p><p>- poeiras;</p><p>- gases;</p><p>- ruído;</p><p>- vibrações;</p><p>- temperaturas extremas.</p><p>Como resultado dos perigos e da falta da responsabilização com</p><p>a saúde e</p><p>segurança dos trabalhadores, entendendo que deve ser entendida como uma</p><p>prioridade, os acidentes e as doenças profissionais são frequentes em todo o</p><p>mundo.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 01:</p><p>BRASIL. Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil: Aspectos Institucionais,</p><p>Sistemas de Informação e Indicadores. Ministério do Trabalho: 2 º ed. São Paulo,</p><p>2012.</p><p>BUREAU INTERNACIONAL DO TRABALHO. A sua saúde e segurança no trabalho:</p><p>uma coleção de módulos: Introdução à saúde e segurança no trabalho. Genebra,</p><p>2009.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 01:</p><p>(EBSERH – Enfermeiro do Trabalho – IADES/2013)</p><p>1. O enfermeiro do trabalho de uma empresa de saúde percebeu que os</p><p>auxiliares de enfermagem da UTI apresentaram grande quantidade de</p><p>atestados médicos emitidos pela Psiquiatria. Assim, verificou-se que o nível</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>12</p><p>de stress, neste setor, era muito alto. Nesta situação hipotética, cabe ao</p><p>gestor adotar medidas de prevenção e controle do stress, que são:</p><p>A. adaptar o indivíduo ao trabalho.</p><p>B. definição e aplicação de estratégias, no âmbito da SHST, baseadas na</p><p>observação, acompanhar e aconselhar os colaboradores de uma forma</p><p>intermitente.</p><p>C. compreender os efeitos negativos desta problemática porém, sem a</p><p>necessidade de atitudes preventivas.</p><p>D. integrar práticas de segurança, higiene e saúde no trabalho.</p><p>(EBSERH – Técnico em enfermagem – IADES/2014)</p><p>2. Acerca dos fatores determinantes de saúde-doença para a equipe de</p><p>enfermagem, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A. Redução do ritmo de trabalho.</p><p>B. Aumento das responsabilidades.</p><p>C. Complexidades variáveis.</p><p>D. Variações das jornadas.</p><p>E. Aumento das exigências de qualificação.</p><p>(EBSERH – Técnico em enfermagem – IADES/2014)</p><p>3. Acerca do uso do screening no trabalho, assinale a alternativa correta.</p><p>A. Na ficha do trabalhador, deve ser anotada toda e qualquer informação sobre o</p><p>uso de drogas, de álcool, ou mesmo se é portador de alguma doença</p><p>infectocontagiosa.</p><p>B. Os resultados de todos os testes preconizados para os trabalhadores devem</p><p>ficar expostos.</p><p>C. A decisão única de participar ou não cabe ao trabalhador.</p><p>D. O trabalhador com HIV positivo deve informar o fato para não causar a</p><p>contaminação entre os colegas.</p><p>E. Quem consome bebida alcoólica deverá ficar afastado até que procure uma</p><p>clínica especializada para a sua completa recuperação.</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>13</p><p>Legenda: Screeming: triagem</p><p>Respostas: 1.B; 2. A; 3. C</p><p>UNIDADE 02: FORMAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO</p><p>A saúde e a segurança no local de trabalho melhoraram na maioria dos</p><p>países industrializados durante os últimos 20 ou 30 anos. No entanto, a situação nos</p><p>países em vias de desenvolvimento é menos clara, em grande parte devido à</p><p>identificação e informação inadequada dos acidentes e doenças, assim como à falta</p><p>de atualização de registos e de mecanismos informativos.</p><p>Estima-se que, anualmente, ocorram pelo menos 250 milhões de acidentes de</p><p>trabalho a nível mundial. 335.000 destes acidentes são fatais (resultam na morte).</p><p>Tendo em conta que muitos países não possuem uma manutenção rigorosa dos</p><p>registos e dos mecanismos informativos, pode presumir-se que os dados reais são</p><p>mais elevados do que aqueles aqui apresentados.</p><p>O número de acidentes mortais é muito mais elevado nos países em vias de</p><p>desenvolvimento do que nos países industrializados. A diferença deve-se, sobretudo</p><p>a programas mais eficazes de prevenção em matéria de segurança e saúde no</p><p>trabalho, à melhoria dos primeiros-socorros e aos serviços de medicina do trabalho</p><p>existentes nos países industrializados, bem como à participação ativa dos</p><p>trabalhadores no processo de tomada de decisão sobre questões de saúde e de</p><p>segurança.</p><p>Alguns dos setores de atividade com riscos mais elevados de acidentes, a</p><p>nível mundial, são as seguintes:</p><p>- indústria extrativa</p><p>- setor agrícola, incluindo a silvicultura e a exploração florestal</p><p>- setor da construção.</p><p>Em alguns casos, a causa de um acidente de trabalho é fácil de identificar. No</p><p>entanto, muitas vezes existem uma série de fatores não evidentes, por trás do</p><p>acidente, que o provocou. Por exemplo, frequentemente, os acidentes são</p><p>provocados indiretamente por negligência, por parte do empregador, por não ter</p><p>fornecido a formação adequada, ou por um fornecedor, ter prestado informações</p><p>erradas sobre um produto, etc.</p><p>14</p><p>As taxas consistentemente elevadas de acidentes mortais nos países em vias</p><p>de desenvolvimento evidenciam a necessidade de programas de formação sobre as</p><p>questões de saúde e segurança no trabalho que se focalizem na prevenção eficaz.</p><p>É igualmente importante promover o desenvolvimento de serviços de saúde</p><p>ocupacional, incluindo a formação de médicos para a identificação de doenças</p><p>profissionais nas suas fases iniciais.</p><p>Formas de prevenção de acidentes de trabalho</p><p>Os acidentes não cessam simplesmente se os trabalhadores se tornarem</p><p>mais conscientes da questão da segurança. A consciencialização para a segurança</p><p>poderá ajudar, mas esta atitude não vai alterar só por si os processos e as</p><p>condições de trabalho perigosos.</p><p>A prevenção mais eficaz dos acidentes e das doenças inicia-se quando os</p><p>processos de trabalho ainda se encontram, na sua fase de concepção, fase essa em</p><p>que condições seguras podem e devem ser ainda introduzidas em tais processos.</p><p>Sendo assim, aqui vão algumas dicas para evitar que você necessite ficar</p><p>afastado de sua função. Afinal, prevenir é o melhor remédio:</p><p>● Utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI);</p><p>● Mantenha áreas de circulação desobstruídas;</p><p>● Não obstrua o acesso aos equipamentos de emergências (macas, extintores,</p><p>etc.)</p><p>● Informe ao superior imediato sobre a ocorrência de incidentes, para que se</p><p>possa corrigir o problema e evitar futuros acidentes;</p><p>● Não execute atividade para a qual não está habilitado;</p><p>● Não improvise ferramentas. Solicite a compra de ferramentas adequadas à</p><p>atividade;</p><p>● Não faça brincadeiras durante o trabalho. Sua atenção deve ser voltada</p><p>apenas para a atividade que está executando;</p><p>● Oriente os novos colaboradores sobre os riscos das atividades;</p><p>● Cuidado com tapetes em áreas de circulação;</p><p>● Não retire os Equipamentos de Proteção Coletiva das máquinas e</p><p>equipamentos. Eles protegem você e demais trabalhadores simultaneamente;</p><p>● Não fume em locais proibidos. Procure os locais destinados para tal;</p><p>● Evite a pressa, ela é “inimiga da perfeição”. Além de se expor ao nível de</p><p>risco maior, seu trabalho não terá uma boa qualidade;</p><p>15</p><p>● Confira sua máquina ou equipamento de trabalho antes de iniciar suas</p><p>atividades, através do check list;</p><p>● Ao sentar, verifique a firmeza e a posição das cadeiras;</p><p>● Não deixe objetos caídos no chão;</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 02:</p><p>Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Dia Nacional da Prevenção ao</p><p>Acidente de Trabalho. São Paulo/SP, 2018.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho.</p><p>Brasília/DF, 2022.</p><p>BRASIL. Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil: Aspectos Institucionais,</p><p>Sistemas de Informação e Indicadores. Ministério do Trabalho: 2 º ed. São Paulo,</p><p>2012.</p><p>EBSERH. Procedimento Operacional Padrão. Acidentes de Trabalho, 2015.</p><p>Tribunal Superior do Trabalho. Saúde e Segurança no Trabalho. Brasília/DF, 2022.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 02:</p><p>(EBSERH – Técnico em segurança do trabalho – AOCP/2015)</p><p>1. Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.</p><p>“A _________ brasileira define acidente de _________ como todo aquele decorrente</p><p>do exercício do trabalho e que provoca, direta ou indiretamente, _________,</p><p>_________ ou doença.”</p><p>A. legislação, trânsito, lesão, morte</p><p>B. legislação, trabalho, lesão, perturbação funcional</p><p>C. legislação, trabalho, dano financeiro, perturbação funcional</p><p>D. norma, trabalho, dano financeiro, morte</p><p>E. norma, trânsito, lesão,</p><p>perturbação funcional</p><p>(EBSERH – Técnico em segurança do trabalho – AOCP/2015)</p><p>2. Várias são as consequências dos acidentes e doenças ocupacionais, EXCETO.</p><p>A. alteração psicossocial do funcionário (trauma).</p><p>B. prejuízo para a imagem da empresa.</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>16</p><p>C. aumento do passivo trabalhista.</p><p>D. alteração salarial do funcionário, evitando processos administrativos.</p><p>E. aumento da carga tributária.</p><p>(EBSERH – Técnico em segurança do trabalho – AOCP/2015)</p><p>3. O que é acidente de trabalho?</p><p>A. É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou segurados</p><p>especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a</p><p>morte, a perda ou a redução da capacidade, permanente ou temporária.</p><p>B. É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou segurados</p><p>especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause</p><p>somente morte.</p><p>C. É o que ocorre pelo exercício do trabalho a trabalhadores autônomos,</p><p>provocando lesão corporal ou morte, ou ainda a redução da capacidade</p><p>permanente.</p><p>D. É o que ocorre com o trabalhador, a serviço ou não da empresa, provocando</p><p>lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a</p><p>redução da capacidade permanente.</p><p>E. É o que ocorre com o trabalhador, a serviço ou não da empresa, provocando</p><p>lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a</p><p>redução da capacidade, permanente ou temporária.</p><p>Respostas: 1. B; 2. D; 3. A</p><p>UNIDADE 03: FATORES DE RISCO – CLASSIFICAÇÃO</p><p>Os fatores de riscos são essenciais para que se trace estratégias para</p><p>preveni-los. Identificar os fatores potenciais de risco à saúde do trabalhador é de</p><p>suma importância a fim de evitar acidentes de trabalho. Os fatores de riscos podem</p><p>ser classificados como: ambientais, ergonômicos e de acidentes.</p><p>Riscos ambientais:</p><p>– físicos: são representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de</p><p>trabalho que podem afetar a saúde dos trabalhadores, como: ruídos, vibrações,</p><p>radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade;</p><p>– químicos: são identificados pelo grande número de substâncias que podem</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>17</p><p>contaminar o ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e mental</p><p>dos trabalhadores, a exemplo de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores,</p><p>substâncias, compostos ou outros produtos químicos;</p><p>– biológicos: estão associados ao contato do homem com vírus, bactérias,</p><p>protozoários, fungos, parasitas, bacilos e outras espécies de microrganismos.</p><p>Riscos ergonômicos: estão ligados à execução de tarefas, à organização e às</p><p>relações de trabalho, ao esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de</p><p>peso, mobiliário inadequado, posturas incorretas, controle rígido de tempo para</p><p>produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno,</p><p>jornadas de trabalho prolongadas, monotonia, repetitividade e situações causadoras</p><p>de estresse.</p><p>Riscos de acidentes: são muito diversificados e estão presentes no arranjo</p><p>físico inadequado, pisos pouco resistentes ou irregulares, material ou matéria-prima</p><p>fora de especificação, utilização de máquinas e equipamentos sem proteção,</p><p>ferramentas impróprias ou defeituosas, iluminação excessiva ou insuficiente,</p><p>instalações elétricas defeituosas, probabilidade de incêndio ou explosão,</p><p>armazenamento inadequado, animais peçonhentos e outras situações de risco que</p><p>poderão contribuir para a ocorrência de acidentes.</p><p>Para melhor caracterizar, é possível dizer que os riscos de acidentes são</p><p>todos os fatores que colocam em perigo o trabalhador ou afetam sua integridade</p><p>física ou moral. Sendo assim, considerado como riscos geradores de acidentes:</p><p>● arranjo físico deficiente, os quais são resultantes de prédios onde sua área é</p><p>insuficiente; localização imprópria de máquinas e equipamentos; má</p><p>arrumação e limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos fracos e/ou</p><p>irregulares.</p><p>● máquinas e equipamentos sem proteção; Máquinas obsoletas; máquinas sem</p><p>proteção em pontos de transmissão e de operação; comando de liga/desliga</p><p>fora do alcance do operador; maquinas e equipamentos com defeitos ou</p><p>inadequados; EPI inadequado ou não fornecido.</p><p>● ferramentas inadequadas; ou defeituosas, usadas de forma incorreta; falta de</p><p>fornecimento de ferramentas adequadas; falta de manutenção.</p><p>● eletricidade: sobrecarga em rede elétrica; falta de sinalização; falta de</p><p>equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos.</p><p>18</p><p>● incêndio ou explosão: armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou</p><p>gases; manipulação e transporte inadequado de produtos inflamáveis e</p><p>perigosos;</p><p>● animais peçonhentos;</p><p>● armazenamento inadequado</p><p>● calor, ruído, radiações ionizantes, radiações não-ionizantes e pressões</p><p>anormais (frequentes em ambiente hospitalar).</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 03:</p><p>BRASIL. Caderno de Atenção Básica nº5. Saúde do Trabalhador. Ministério da</p><p>Saúde. Brasília/ DF, 2002.</p><p>BRASIL. Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil: Aspectos Institucionais,</p><p>Sistemas de Informação e Indicadores. Ministério do Trabalho: 2 º ed. São Paulo,</p><p>2012.</p><p>FIOCRUZ. Sistema de informação e biossegurança. Riscos de Acidentes. Rio de</p><p>Janeiro/ RJ.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 03:</p><p>(EBSERH – Técnico em radiologia – IBFC/2017)</p><p>1. Uma das grandes preocupações das empresas é a prevenção dos acidentes</p><p>de trabalho. Leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta:</p><p>A. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da</p><p>empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados, provocando lesão</p><p>corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução,</p><p>permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.</p><p>B. As doenças ocupacionais também são consideradas como acidente do</p><p>trabalho e abrangem a doença profissional e a doença do trabalho.</p><p>C. Por doença profissional entende-se a adquirida ou desencadeada pelo</p><p>exercício do trabalho peculiar a determinada atividade.</p><p>D. Por doença do trabalho entende-se a adquirida ou desencadeada em função</p><p>de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione</p><p>diretamente.</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh</p><p>19</p><p>E. Não se equipara a acidente do trabalho o acidente sofrido pelo segurado,</p><p>ainda que fora do local de trabalho no percurso da residência para o local de</p><p>trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção,</p><p>inclusive de propriedade do segurado.</p><p>(EBSERH – Técnico em segurança do trabalho – CESPE/2018)</p><p>2. Considerando os conceitos, as causas e consequências dos acidentes de trabalho</p><p>e das doenças ocupacionais e profissionais, bem como da psicologia do trabalho,</p><p>julgue o item que se segue.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>(EBSERH – Técnico em segurança do trabalho – CESPE/2018)</p><p>3. Julgue o próximo item, acerca de saúde e segurança do trabalho.</p><p>Os conjuntos de medidas adotadas visando minimizar ou eliminar os acidentes de</p><p>trabalho e as doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a</p><p>capacidade de trabalho do trabalhador compreendem a segurança do trabalho.</p><p>C. CERTO</p><p>D. ERRADO</p><p>Resposta: 1: E; 2: CERTO; 3. CERTO.</p><p>UNIDADE 04: EPI E EPC – TIPO, USO, LEGISLAÇÃO PERTINENTE</p><p>O termo EPI é atribuído ao Equipamento de Proteção Individual e o termo</p><p>EPC ao Equipamento de Proteção Coletiva. Como os próprios nomes dizem, são</p><p>equipamentos ou dispositivos que garantem a vida ou reduzem a exposição, de</p><p>forma coletiva e/ou individual e, portanto, devem sempre ser objeto de avaliação</p><p>como premissa para qualquer atividade.</p><p>Antes de falar de proteção individual e coletiva, vamos explorar um pouco as</p><p>causas. Se existe uma necessidade de se proteger é porque existe algum risco a ser</p><p>controlado.</p><p>Risco “é a probabilidade ou chance de lesão ou morte” (Sanders e</p><p>McCormick) ou “uma ou mais condições de uma variável</p><p>com potencial necessário</p><p>20</p><p>para causar danos” (De Cicco e Fantazzini) ou ainda “é a probabilidade potencial de</p><p>causar danos nas condições de uso e/ou exposição, bem como a possível amplitude</p><p>do dano” (definição da Comissão Europeia).</p><p>A Norma Regulamentadora (NR) 10 estabelece as condições mínimas para</p><p>quem trabalha ou usa a eletricidade – define risco como sendo a “capacidade de</p><p>uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas”. E,</p><p>para complementar, a norma EN 50110, utilizada pela Comunidade Europeia para</p><p>segurança em trabalhos com eletricidade, define o risco como sendo a “combinação</p><p>da probabilidade e da gravidade da possível lesão ou dano para a saúde de uma</p><p>pessoa exposta a um ou vários perigos”.</p><p>Podemos ver pelas diversas definições que o risco é uma situação. Vamos</p><p>agora às diversas definições do “perigo”. É uma condição ou conjunto de</p><p>circunstâncias, que têm o potencial de causar ou contribuir para lesão ou “morte”</p><p>(Sanders e McConrmick) ou “expressa uma exposição relativa ao risco, que favorece</p><p>sua materialização em danos” (De Cicco e Fantazzini). Ou ainda: “é a propriedade</p><p>ou capacidade intrínseca dos materiais, equipamentos, métodos e práticas de</p><p>trabalho, potencialmente causadora de danos” (definição da Comissão Europeia).</p><p>Logo a NR – 10 define perigo como sendo “situação ou condição de risco com</p><p>probabilidade de causar lesão ou dano à saúde das pessoas por ausência de</p><p>medidas de controle”.</p><p>Podemos dizer que tanto o perigo como o risco podem e devem ser</p><p>minimizados com medidas de proteção – que incluem EPI e EPC. É fato que risco</p><p>zero só é possível de eliminarmos a grandeza que o produz, mas o perigo zero pode</p><p>ser conseguido, sim. Para isto devem ser tomadas medidas que levem ao risco</p><p>quase zero e ao perigo zero, criem sistemas que permitam que uma atividade seja</p><p>desenvolvida de forma segura, avaliando previamente todos os riscos e</p><p>providenciando dispositivos, procedimentos e equipamentos que ou os eliminem ou</p><p>os controlem.</p><p>O EPI deve ser utilizado de acordo com a necessidade dos serviços e seus</p><p>requisitos e somente dentro da condição que foi estabelecido anteriormente, após</p><p>análise dos riscos.</p><p>Vários são os tipos de EPC´s e EPI´s existentes. O que chamamos de EPC</p><p>pode não ser necessariamente um equipamento, mas uma medida de proteção.</p><p>Como exemplo, podemos citar uma cerca em volta de uma máquina. É um exemplo</p><p>21</p><p>de proteção coletiva, desde de que esta cerca não possa ser removida sem o uso de</p><p>ferramentas.</p><p>A função da proteção coletiva é impedir o acesso de pessoas não autorizadas</p><p>e não capacitadas às áreas consideradas de risco e com isto proteger a vida. Já o</p><p>uso de óculos de segurança para manipular um esmeril, por exemplo, é um EPI, pois</p><p>o equipamento deve ser usado pelo operador, e somente ele.</p><p>Cada uma das normas regulamentadoras que dizem respeito a serviços tem</p><p>em suas denominações o uso de EPC´s como prioridade e EPI´s nos casos</p><p>específicos. E estas normas citam a norma regulamentadora número 6 (NR-6) como</p><p>o regulamento para EPI´s.</p><p>De acordo com a NR-6, considera-se Equipamentos de Proteção Individual</p><p>(EPI), todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador,</p><p>destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no</p><p>trabalho.</p><p>Já o EPI Conjugado não é EPI que vários usam, e sim, vários equipamentos que</p><p>conferem segurança ao indivíduo. Como exemplo, podemos citar o capacete com</p><p>viseira, ou cinto de segurança com trava-quedas.</p><p>Ainda sobre a NR-6, algumas questões são importantes de serem analisadas,</p><p>como: a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI’s</p><p>adequados aos riscos, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas</p><p>seguintes circunstâncias; sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam</p><p>completa proteção contra os riscos de acidentes de trabalho ou de doenças</p><p>profissionais e do trabalho; enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem</p><p>sendo implantadas; para atender a situações de emergência.</p><p>Sobre ao que cabe ao empregador estão: adquirir o EPI adequado ao risco de</p><p>cada atividade; exigir seu uso; fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo</p><p>órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; orientar e</p><p>treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; substituir</p><p>imediatamente, quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela</p><p>higienização e manutenção periódica; comunicar ao MTE qualquer irregularidade</p><p>observada; registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros,</p><p>fichas ou sistema eletrônico.</p><p>Sobre ao que cabe ao empregado estão: usar, utilizando-o apenas para a</p><p>finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação;</p><p>22</p><p>comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e</p><p>cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.</p><p>Há uma relação de duas vias quando o assunto é o EPI, pois a empresa tem que</p><p>fornecer o EPI, mas o funcionário deve usá-lo, conservá-lo e principalmente cumprir</p><p>as determinações do empregador quanto ao uso adequado. Ou seja, o trabalhador</p><p>deve usar cada um EPI 's de forma correta.</p><p>Cabe salientar que cada EPI deve ser utilizado de forma individual, ou seja,</p><p>como seu equipamento de segurança. Mas isto não significa que cada trabalhador</p><p>tem que ter um conjunto de EPI somente seu. Alguns equipamentos podem ser</p><p>utilizados por mais de uma pessoa. Este conceito pode assustar, mas há uma certa</p><p>confusão do que seja equipamento de proteção individual com equipamento de uso</p><p>pessoal.</p><p>É certo que um par de óculos, um capacete e outros dispositivos de proteção, em</p><p>contato direto com a pele, sugerem, por higiene, que sejam utilizados individual e</p><p>pessoalmente. O mesmo não se poderá dizer de uma sobrecapa, um guarda-chuva</p><p>ou um conjunto autônomo de respiração, que são de uso individual, porém não são</p><p>de uso pessoal.</p><p>Todo EPI ou EPC deve possuir um Certificado de Aprovação (CA), sendo eles</p><p>fabricados, importados, distribuídos ou vendidos no Brasil. Esse certificado é emitido</p><p>mediante ensaios prévios, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de</p><p>segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (INR-6), que</p><p>transferiu para o Inmetro a tarefa de aprovar sistemas de ensaios, credenciar órgãos</p><p>e laboratórios para a concessão do CA.</p><p>O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é obrigatório e a</p><p>responsabilidade é de ambas as partes, tanto do empregador, quanto do</p><p>trabalhador. Porém é importante que esta prática faça parte da cultura das pessoas</p><p>que realizam qualquer atividade que ofereça risco.</p><p>Ela deve ser implementada sempre, independentemente de onde você esteja</p><p>ou do que fará: no trabalho, no lazer ou praticando um hobby, sempre use os</p><p>equipamentos de proteção individual, e é importante dar prioridade aos</p><p>equipamentos de proteção coletiva (EPC) para um trabalho seguro.</p><p>Tratando-se de uso de EPI’s na área da saúde, deve ser usado quando se</p><p>prevê uma exposição a material biológico e a produtos químicos tóxicos. A seguir</p><p>serão especificados alguns tipos, como:</p><p>23</p><p>● Máscara com filtro químico: indicada para quando o profissional</p><p>necessite manipular substâncias químicas tóxicas, tais como</p><p>germicidas com emissão de fortes odores ou a partir da recomendação</p><p>dos fabricantes.</p><p>● Máscara PFF2/N95: indicada para a proteção de doenças por</p><p>transmissão aérea tuberculose, varicela, sarampo e SARG (síndrome</p><p>aguda respiratória grave).</p><p>● Luva de borracha: proteção da pele à exposição de material biológico e</p><p>produtos químicos. Deve possuir cano longo quando se prevê uma</p><p>exposição até antebraço.</p><p>● Óculos de acrílico: proteção de mucosa ocular. Deve ser de material</p><p>acrílico que não interfira com a acuidade visual do profissional e</p><p>permita uma perfeita adaptação à face. Deve oferecer proteção lateral</p><p>e com dispositivo que evite embaçar.</p><p>● Protetor facial de acrílico: proteção da face. Deve ser de material</p><p>acrílico</p><p>que não interfira com a acuidade visual do profissional e</p><p>permita uma perfeita adaptação à face. Deve oferecer proteção lateral.</p><p>Indicado durante a limpeza mecânica de instrumentais (Central de</p><p>Esterilização, Expurgos), área de necrópsia e laboratórios.</p><p>● Avental impermeável, Capote de manga comprida: para a proteção da</p><p>roupa e pele do profissional.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 04:</p><p>BRASIL. Caderno de Atenção Básica nº5. Saúde do Trabalhador. Ministério da</p><p>Saúde. Brasília/ DF, 2002.</p><p>CAMISSASA, M,Q. Segurança e Saúde no Trabalho. NRs 1 ao 36. Editora: Método,</p><p>São Paulo, 2015.</p><p>HOSPITAL FEDERAL DE BONSUCESSO. Comissão de Controle de Infecção</p><p>Hospitalar. Equipamento de Proteção Individual na Prevenção do risco Biológico e</p><p>Químico na Área da Saúde. Ministério da Saúde: 2010.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 04:</p><p>24</p><p>(CESGRANRIO/2014)</p><p>1. Considerando o disposto no Anexo I da NR6, o empregador deverá fornecer a</p><p>seus empregados os seguintes equipamentos de proteção individual:</p><p>A. Vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade proveniente de</p><p>operações com água.</p><p>B. Boné de segurança para proteção do crânio e das faces contra choques</p><p>elétricos.</p><p>C. Calça de segurança para proteção das pernas contra radiação</p><p>eletromagnética de baixa frequência.</p><p>D. Peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros químicos para</p><p>proteção das vias respiratórias contra material particulado.</p><p>E. Creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra</p><p>radiação solar.</p><p>(CESPE/2014)</p><p>2. Julgue os itens a seguir no que diz respeito aos acidentes de trabalho e às formas</p><p>de proteção do trabalhador.</p><p>A. O empregado deverá comunicar o dano ou a alteração de seu equipamento</p><p>de proteção individual ao empregador, a quem caberá a substituição do</p><p>equipamento.</p><p>1. CERTO</p><p>2. ERRADO</p><p>B. O capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos é</p><p>exemplo de equipamento de proteção individual para proteção da cabeça e</p><p>pele, respectivamente.</p><p>C. CERTO</p><p>D. ERRADO</p><p>(ESAF/2006)</p><p>3. Considerando a NR6, em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI),</p><p>é incorreto afirmar:</p><p>25</p><p>A. Em situações de trabalho em que haja perigo de lesões provocadas por riscos</p><p>de origem térmica e/ou mecânica, os trabalhadores deverão fazer uso de</p><p>aventais, jaquetas e capas.</p><p>B. O empregador tem o direito de exigir o uso de EPI pelo empregado, desde</p><p>que esteja aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e tenha</p><p>sido adquirido de empresas cadastradas no DSST/MTE.</p><p>C. O certificado de aprovação (CA) de cada EPI, para fins de comercialização,</p><p>deverá ser renovado a cada cinco anos.</p><p>D. Cabe aos empregados e sindicatos fiscalizar o uso adequado e a qualidade</p><p>dos EPI.</p><p>E. Em locais de trabalho que apresentem concentrações de oxigênio maiores a</p><p>18% em volume, os trabalhadores deverão receber e usar aparelhos de</p><p>isolamento, seja este do tipo autônomo ou de adução de ar.</p><p>Resposta: 1: A; 2A: 1; 2B: D; 3: A.</p><p>UNIDADE 05: DOENÇAS OCUPACIONAIS</p><p>Os acidentes ou as doenças profissionais acarretam custos muito elevados, o</p><p>que ainda pode provocar diversos efeitos com grandes gravidades. Sendo esses</p><p>efeitos diretos ou indiretos nas vidas dos trabalhadores e de suas famílias. No que</p><p>tange os trabalhadores, alguns dos custos diretos de um acidente ou de uma</p><p>doenças relacionadas ao trabalho, são:</p><p>- a dor e sofrimento provocado pelo acidente ou doença;</p><p>- a perda de rendimentos;</p><p>- a possível perda de um emprego;</p><p>- os custos com os cuidados de saúde.</p><p>Foram feitas estimativas no sentido de calcular os custos indiretos de um</p><p>acidente ou de uma doença, concluindo-se que podem ser quatro a dez vezes</p><p>superiores em relação aos custos diretos, ou até mais. Uma doença ou um acidente</p><p>de trabalho podem representar grandes custos indiretos aos trabalhadores, que são</p><p>muitas vezes difíceis de quantificar.</p><p>26</p><p>Um dos custos indiretos mais óbvios consiste no sofrimento humano</p><p>provocado ao próprio, às famílias dos trabalhadores, que não pode ser compensado</p><p>com dinheiro.</p><p>Os custos relacionados com doenças ou acidentes de trabalho para os</p><p>empregadores estimam-se igualmente como sendo numerosos.</p><p>Para uma pequena empresa, o custo de um acidente poderá constituir um</p><p>desastre financeiro. Para os empregadores, alguns dos custos diretos são:</p><p>- remunerações de trabalho não realizado;</p><p>- despesas médicas e indenizações ;</p><p>- reparação ou substituição de máquinas ou de equipamento danificado;</p><p>- redução ou paragem temporária de produção;</p><p>- acréscimo de despesas de formação e de custos administrativos;</p><p>- possível redução na qualidade de trabalho;</p><p>- efeitos negativos na motivação dos outros trabalhadores.</p><p>Para os empregadores, alguns dos custos indiretos são:</p><p>- a necessidade de substituição do trabalhador acidentado/doente;</p><p>- a formação e o tempo de adaptação necessários para um novo trabalhador;</p><p>- o período de tempo até que um novo trabalhador tenha o mesmo nível de</p><p>produção do trabalhador anterior;</p><p>- o tempo dedicado às investigações necessárias, à execução de relatórios e ao</p><p>preenchimento de formulários;</p><p>- o fato de os acidentes afetarem muitas vezes os colegas de trabalho,</p><p>preocupando-os, influenciando negativamente as relações de trabalho;</p><p>- o possível enfraquecimento e deterioração das relações com os fornecedores,</p><p>clientes e entidades públicas face às deficientes condições de saúde e segurança</p><p>no local de trabalho.</p><p>A nível geral, os custos da maioria dos acidentes ou das doenças profissionais</p><p>para os trabalhadores, para as suas famílias e empregadores, são extremamente</p><p>elevados.</p><p>Numa escala nacional, os custos aproximados dos acidentes e das doenças</p><p>profissionais podem ser tão elevados como três a quatro por cento do produto</p><p>interno bruto de um país. Na realidade, ninguém sabe ao certo quais os custos totais</p><p>dos acidentes ou das doenças profissionais, porque estes representam uma</p><p>27</p><p>multiplicidade de custos indiretos, que são muitas vezes difíceis de quantificar, para</p><p>além dos custos diretos mais evidentes e quantificáveis.</p><p>A criação e manutenção de programas de saúde e de segurança é de</p><p>extrema importância para empregadores e trabalhadores. Sendo importante que os</p><p>sindicatos invistam nas questões de saúde e segurança, de modo que:</p><p>- os riscos no local de trabalho sejam controlados;</p><p>- sejam mantidos todos os registos de qualquer exposição, durante muitos</p><p>anos;</p><p>- os trabalhadores e os empregadores estejam informados sobre os riscos de</p><p>saúde e de segurança no local de trabalho;</p><p>- exista uma comissão para a saúde e segurança, ativo e eficaz, que inclua os</p><p>trabalhadores e os órgãos de gestão;</p><p>- os esforços para a melhoria da saúde e a segurança do trabalhador sejam</p><p>contínuos.</p><p>Programas eficazes de saúde e segurança no local de trabalho podem ajudar</p><p>a preservar a vida dos trabalhadores, através da eliminação ou redução dos riscos e</p><p>das suas consequências. Havendo a necessidade dos programas terem efeitos</p><p>positivos, tanto na produtividade quanto no estado de espírito do trabalhador, sendo</p><p>assim, constituindo benefícios importantes para o profissional e para a empresa.</p><p>Algumas doenças profissionais têm sido reconhecidas ao longo dos anos, e</p><p>afetam os trabalhadores de diferentes formas, dependendo da natureza do perigo,</p><p>da via de exposição, da dose, etc. Algumas doenças profissionais conhecidas</p><p>incluem:</p><p>- Asbestose (provocada por partículas de amianto, muito comuns em diversas</p><p>utilizações de muitos equipamentos, quer industriais quer domésticos, como por</p><p>exemplo, no isolamento, nos revestimentos para travões de automóveis, etc.);</p><p>- Silicose (provocada pela sílica, comum na atividade mineira, jatos de areia, etc.);</p><p>- o envenenamento por chumbo (provocado por chumbo, comum nas fábricas de</p><p>baterias, fábricas de tintas, etc.);</p><p>- a perda auditiva, induzida pelo ruído (provocada pelo ruído, comum em diversos</p><p>locais de trabalho, incluindo os aeroportos e os locais de trabalho onde são</p><p>utilizadas máquinas ruidosas, como prensas ou brocas, etc.).</p><p>Existem</p><p>também alguns problemas de saúde potencialmente incapacitantes</p><p>que podem ser associados a condições de trabalho deficientes, incluindo:</p><p>28</p><p>- doenças cardíacas;</p><p>- distúrbios musculoesqueléticos, tais como as lesões lombares permanentes ou</p><p>distúrbios musculares;</p><p>- alergias;</p><p>- problemas do aparelho reprodutor;</p><p>- distúrbios relacionados com o stress.</p><p>Muitos países em vias de desenvolvimento identificam um pequeno número</p><p>de trabalhadores afetados por doenças profissionais. Estes dados podem parecer</p><p>diminuídos por diversas razões, incluindo:</p><p>- mecanismos informativos inadequados ou inexistentes;</p><p>- falta de instalações de serviços médicos adequados;</p><p>- falta de profissionais de cuidados de saúde com formação para identificar</p><p>doenças profissionais. Por estes e por outros motivos, é importante assumir</p><p>que, na realidade, o número de trabalhadores afetados pelas doenças</p><p>profissionais é muito mais elevado do que o revelado.</p><p>De fato, na generalidade, o número de casos e tipos de doenças profissionais</p><p>está a aumentar, e não a diminuir, quer nos países em vias de desenvolvimento,</p><p>quer nos países industrializados.</p><p>A causa das doenças profissionais é muitas vezes difícil de determinar. Um</p><p>dos fatores dessa dificuldade, consiste no período de latência (o fato de poder</p><p>demorar anos até que a doença produza um efeito perceptível ou visível na saúde</p><p>do trabalhador).</p><p>No momento em que a doença é identificada, pode ser demasiado tarde para</p><p>qualquer intervenção em relação à mesma, ou para descobrir os perigos perante os</p><p>quais o trabalhador esteve exposto no passado.</p><p>Outros fatores, como a mudança de emprego ou os comportamentos</p><p>pessoais (como o consumo de tabaco e de álcool), aumentam ainda mais a</p><p>dificuldade de interligar as exposições do local de trabalho a uma manifestação de</p><p>doença.</p><p>Apesar dos riscos profissionais serem atualmente mais bem compreendidos</p><p>do que acontecia no passado, todos os anos são introduzidos novos produtos</p><p>químicos e tecnologias que, por sua vez, representam novos perigos, muitas vezes</p><p>desconhecidos para os trabalhadores e para a comunidade.</p><p>29</p><p>Estes novos e desconhecidos perigos representam grandes desafios para os</p><p>trabalhadores, empregadores, educadores e cientistas, ou seja, para todos os que</p><p>estão envolvidos nas questões da saúde dos trabalhadores e dos efeitos que os</p><p>agentes perigosos produzem no ambiente.</p><p>Há um número ilimitado de perigos que podem ser encontrados em quase</p><p>todos os locais de trabalho. Existem condições de trabalho obviamente perigosas,</p><p>como acontece quando as máquinas não estão protegidas, os pisos estão</p><p>escorregadios, ou a prevenção de incêndios é inexistente ou inadequada.</p><p>Existem igualmente algumas categorias de perigos não visíveis ou não</p><p>identificados, ou seja, aqueles riscos que são perigosos, mas que podem não estar</p><p>evidentes, incluindo:</p><p>-riscos químicos, resultantes de líquidos, sólidos, poeiras, fumos, vapores e gases;</p><p>- riscos físicos, tais como o ruído, a vibração, a luminosidade insuficiente ou</p><p>inadequada, à radiação e as temperaturas extremas;</p><p>- riscos biológicos, como as bactérias, os vírus, os desperdícios sépticos e as</p><p>infestações;</p><p>- riscos psicológicos, resultantes do stress e da pressão;</p><p>- riscos associados à não-aplicação dos princípios ergonómicos, como por exemplo,</p><p>a má concepção das máquinas, dispositivos mecânicos e ferramentas utilizadas</p><p>pelos trabalhadores, assentos desajustados, local de trabalho mal concebido, ou</p><p>práticas de trabalho deficientemente organizadas .</p><p>A maioria dos trabalhadores enfrentam um conjunto destes riscos no seu local</p><p>de trabalho. Por exemplo, não é difícil imaginar um local de trabalho onde se</p><p>possam encontrar expostos a químicos, a máquinas que produzem demasiado ruído</p><p>e sem proteção, a temperaturas quentes, a pisos escorregadios, etc., ao mesmo</p><p>tempo. Os trabalhadores não criam os riscos: na maioria dos casos, os perigos são</p><p>parte integrante do local de trabalho.</p><p>A atitude do sindicato perante a saúde e segurança no trabalho consiste em</p><p>garantir que o trabalho seja realizado de forma mais segura, através da modificação</p><p>do local de trabalho e de qualquer processo de trabalho perigoso.</p><p>O que significa que a solução consiste em eliminar os riscos, e não tentar</p><p>fazer com que os colaboradores se adaptem às condições perigosas. Exigir que os</p><p>trabalhadores utilizem vestuário protetor, que possa não ser o adequado ou estar</p><p>mal concebido para o clima da sua região, é um exemplo de uma tentativa de forçar</p><p>30</p><p>os trabalhadores a adaptarem-se a condições perigosas, transferindo igualmente a</p><p>responsabilidade dos órgãos de gestão para o trabalhador.</p><p>É importante que os sindicatos defendam esta posição, porque muitos</p><p>empregadores culpam os trabalhadores em caso de acidente, afirmando que estes</p><p>não tiveram os cuidados necessários. Esta atitude pressupõe que o trabalho poderá</p><p>ser realizado de forma mais segura, se os trabalhadores modificarem o seu</p><p>comportamento, ou se os empregadores só contratarem funcionários que nunca</p><p>cometam erros. Todos cometemos erros, é da natureza humana, mas os</p><p>trabalhadores não devem pagar os erros com as suas vidas.</p><p>No âmbito da saúde é frequente a exposição dos profissionais a doenças</p><p>ocupacionais. A enfermagem, por exemplo, é considerada uma profissão de risco,</p><p>pelos profissionais estarem expostos a inúmeros fatores durante o desempenho das</p><p>suas atividades.</p><p>Entre os maiores riscos ocupacionais relacionados aos enfermeiros, técnicos,</p><p>auxiliares de enfermagem está presente:</p><p>- o número insuficiente de profissionais trabalhando nos diversos serviços de</p><p>saúde;</p><p>- a falta de dispositivos e equipamentos adequados, que respaldam seu</p><p>trabalho;</p><p>- o rodízio de turnos e plantões em horários que não são constantes;</p><p>- a falta de capacitação adequada aos profissionais de saúde;</p><p>- o uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e ou a falta</p><p>dos mesmos;</p><p>- condições precárias do ambiente de trabalho (má iluminação, excesso</p><p>de ruídos, ventilação inadequada, entre outros).</p><p>As doenças mais frequentes que acometem a equipe de enfermagem</p><p>decorrentes do ambiente de trabalho são:</p><p>- Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho, como: lesões nos</p><p>músculos, tendões, articulações, ligamentos, ossos, nervos e o sistema</p><p>vascular;</p><p>- Síndrome de Burnout, que é um distúrbio emocional com sintomas de</p><p>exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de</p><p>trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou</p><p>31</p><p>responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de</p><p>trabalho;</p><p>- Depressão, que é uma doença psiquiátrica que afeta o emocional da pessoa,</p><p>que passa a apresentar tristeza profunda, falta de apetite, desânimo,</p><p>pessimismo, baixa auto-estima, que aparecem com frequência e podem</p><p>combinar-se entre si.</p><p>- Afecções do Trato Respiratório, Trato Urinário, podendo elas serem: cistite,</p><p>uretrite e pielonefrite;</p><p>- Dermatoses,sendo considerada toda alteração das mucosas, pele e seus</p><p>anexos que seja direta ou indiretamente causada, condicionada, mantida ou</p><p>agravada por agentes presentes na atividade ocupacional ou no ambiente de</p><p>trabalho.</p><p>Na grande maioria das vezes, os profissionais da equipe de enfermagem são</p><p>mulheres. Essas profissionais são constantemente expostas aos fatores</p><p>desencadeantes de doenças ocupacionais, sendo eles:</p><p>- condições de trabalho estressantes;</p><p>- baixa remuneração;</p><p>- cargos de chefias ou relação fragilizada com a chefia;</p><p>- questões de interdisciplinaridade e multidisciplinaridade;</p><p>- jornadas duplas e triplas de trabalho;</p><p>- entre outras situações que vão acarretar em absenteísmo.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 05:</p><p>BRASIL. Caderno de Atenção Básica nº5. Saúde do Trabalhador. Ministério da</p><p>Saúde. Brasília/ DF, 2002.</p><p>BRASIL. Doenças relacionadas ao trabalho: Manual de procedimentos para os</p><p>serviços de saúde. Brasília/DF, 2001</p><p>Teixeira LP, Casanova EG, Silva TASM. Doenças ocupacionais na enfermagem -</p><p>Quando o trabalho adoece.</p><p>Revista Pró-UniverSUS. 2014 Jul./Dez.; 05 (2): 19-24.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 05:</p><p>(EBSERH/IBFC/2017)</p><p>32</p><p>1. Uma das grandes preocupações das empresas é a prevenção dos acidentes de</p><p>trabalho. Leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta:</p><p>A. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da</p><p>empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados, provocando lesão</p><p>corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução,</p><p>permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.</p><p>B. As doenças ocupacionais também são consideradas como acidente do</p><p>trabalho e abrangem a doença profissional e a doença do trabalho.</p><p>C. Por doença profissional entende-se a adquirida ou desencadeada pelo</p><p>exercício do trabalho peculiar a determinada atividade.</p><p>D. Por doença do trabalho entende-se a adquirida ou desencadeada em função</p><p>de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione</p><p>diretamente.</p><p>E. Não se equipara a acidente do trabalho o acidente sofrido pelo segurado,</p><p>ainda que fora do local de trabalho no percurso da residência para o local de</p><p>trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção,</p><p>inclusive de propriedade do segurado.</p><p>(EBSERH/ IDECAN/2014)</p><p>2. A Organização Mundial do Trabalho (OIT) recomenda a manutenção do mais alto</p><p>grau de bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores em todas as suas</p><p>ocupações. Esta recomendação depende, fundamentalmente,</p><p>A. do tipo da atividade exercida.</p><p>B. das características dos trabalhadores.</p><p>C. do planejamento das atividades exercidas.</p><p>D. do tipo de riscos existentes nos locais de trabalho.</p><p>E. do controle eficaz dos riscos existentes nos locais de trabalho.</p><p>(IDCAP/2020)</p><p>3. Analise as alternativas abaixo, relacionadas às doenças ocupacionais:</p><p>I. A prevenção da Síndrome de Burnout envolve, entre outras ações, mudanças na</p><p>cultura da organização do trabalho, estabelecimento de restrições à exploração do</p><p>desempenho individual, diminuição da competitividade e diminuição da intensidade</p><p>do trabalho.</p><p>33</p><p>II. São fatores de risco que contribuem para a instalação da Lesão do Esforço</p><p>Repetitivo ou simplesmente-LER: movimentos repetitivos, tracionamentos e postura</p><p>incorreta.</p><p>III. A hipertensão arterial pode não ser considerada uma doença ocupacional. Qual</p><p>(is) afirmativa (s) está (ão) correta (s)?</p><p>A. Apenas I.</p><p>B. Apenas I e II.</p><p>C. Apenas II.</p><p>D. Apenas I e III.</p><p>E. Apenas III.</p><p>Resposta. 1:E; 2: E; 3:B.</p><p>UNIDADE 06: INSPEÇÃO DE SEGURANÇA</p><p>Os fatores de riscos para acidentes de trabalho, dependem de uma inspeção</p><p>qualificada e para isso, considerando os objetivos da Vigilância em Saúde do</p><p>Trabalhador, é importante conhecer a realidade através de uma análise para que</p><p>possam ser criadas medidas e ações de combate aos fatores que venham a ser</p><p>causadores de riscos.</p><p>Algumas fases compõem esse processo de análise. como:</p><p>- Fase preparatória: uma vez identificada a demanda, com base nas</p><p>estratégias relacionadas, o planejamento da ação pressupõe uma fase</p><p>preparatória, em que a equipe busca conhecer, com o maior aprofundamento</p><p>possível o(s) processo(s), o ambiente e as condições de trabalho do local</p><p>onde será realizada a ação.</p><p>Essa fase deve ser efetuada por meio de análise conjunta com os</p><p>trabalhadores da(s) empresa(s). Aqui o objetivo é traçar estratégias de</p><p>desenvolvimento da ação.</p><p>- A intervenção (inspeção/fiscalização sanitária) nessa fase, deverá considerar,</p><p>na inspeção sanitária em saúde do trabalhador, a observância das normas e</p><p>legislações que regulamentam a relação entre o trabalho e a saúde, de</p><p>qualquer origem, especialmente na esfera da saúde, do trabalho, da</p><p>previdência do meio ambiente e das internacionais ratificadas pelo Brasil.</p><p>34</p><p>Além disso, é preciso considerar os aspectos passíveis de causar dano à</p><p>saúde, mesmo que não estejam previstos nas legislações, considerando-se não só a</p><p>observação direta por parte da equipe de situações de risco à saúde como, também,</p><p>as questões subjetivas referidas pelos trabalhadores na relação de sua saúde com o</p><p>trabalho realizado.</p><p>Os instrumentos administrativos de registro da ação, de exigências e outras</p><p>medidas são os mesmos utilizados pelas áreas de Vigilância/Fiscalização Sanitária,</p><p>tais como os Termos de Visita, Notificação, Intimação, Auto de Infração etc.</p><p>- Análise dos processos: os instrumentos metodológicos, a ser estabelecidos</p><p>no âmbito do SUS, devem ser entregues no ato da inspeção, para serem</p><p>preenchidos pela empresa, e o Roteiro de Vigilância, construído e aplicado</p><p>pela equipe, no momento da ação, é outra forma de conhecer os processos.</p><p>- Inquéritos: Como proposta metodológica de investigação, no mesmo tempo</p><p>da intervenção, podem-se organizar inquéritos, por meio da equipe</p><p>interdisciplinar e de representantes sindicais e ou dos trabalhadores,</p><p>aplicando questionários ao conjunto dos trabalhadores, contemplando a sua</p><p>percepção da relação entre trabalho e saúde, a morbidade referida (sinais e</p><p>sintomas objetivos e subjetivos), a vivência com acidente e o quase acidente</p><p>de trabalho (incidente crítico), consigo e com os companheiros, e suas</p><p>sugestões para a transformação do processo, do ambiente e das condições</p><p>em que o trabalho se realiza.</p><p>- Mapeamento de riscos Podem-se utilizar algumas técnicas de mapeamento</p><p>de riscos dos processos produtivos, de forma gradualmente mais complexa à</p><p>medida que a intervenção se consolide e as mudanças vão ocorrendo,</p><p>sempre com a participação dos trabalhadores na sua elaboração.</p><p>Com a concorrência interdisciplinar, na equipe, de profissionais de áreas</p><p>diversas e à medida que os trabalhadores se apropriem de novos conhecimentos</p><p>acerca do tema, aprofunda-se a investigação, por intermédio da utilização de</p><p>técnicas mais sofisticadas. É importante mapear, além dos riscos tradicionalmente</p><p>reconhecidos, as chamadas cargas de trabalho e as formas de desgaste do</p><p>trabalhador.</p><p>- Estudos epidemiológicos Os estudos epidemiológicos clássicos, tais como os</p><p>seccionais, de coorte e caso-controle, podem ser aplicados sempre que se</p><p>identificar sua necessidade, igualmente com a concorrência, na equipe</p><p>35</p><p>interdisciplinar de técnicos das universidades e centros de pesquisa, como</p><p>assessores da equIpe.</p><p>- Acompanhamento do processo: a intervenção implica a confecção de um</p><p>relatório detalhado, incorporando o conjunto de informações coletadas,</p><p>elaborado pela equipe, com a participação dos trabalhadores, servindo como</p><p>parâmetro de avaliações futuras.</p><p>Cabe ressaltar que o entendimento da intervenção deve ser o de um</p><p>processo de acompanhamento e avaliação, ao longo do tempo, em que se deve</p><p>buscar a negociação com as diversas instâncias, objetivando o aprimoramento da</p><p>qualidade de vida no trabalho.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 06:</p><p>BRASIL. Caderno de Atenção Básica nº5. Saúde do Trabalhador. Ministério da</p><p>Saúde. Brasília/ DF, 2002.</p><p>BRASIL. Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil: Aspectos Institucionais,</p><p>Sistemas de Informação e Indicadores. Ministério do Trabalho: 2 º ed. São Paulo,</p><p>2012.</p><p>BUREAU INTERNACIONAL DO TRABALHO. A sua saúde e segurança no trabalho:</p><p>uma coleção de módulos: Introdução à saúde e segurança no trabalho. Genebra,</p><p>2009.</p><p>CAMISSASA, M,Q. Segurança e Saúde no Trabalho. NRs 1 ao 36. Editora: Método,</p><p>São Paulo, 2015.</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 06:</p><p>(FEPESE / Prefeitura de Balneário Camboriú-SC /2021)</p><p>1. A inspeção de segurança do trabalho tem a função de averiguar a aplicação das</p><p>normas regulamentadoras no ambiente de trabalho. Ao encontrar irregularidades, o</p><p>agente da inspeção deve notificar os empregadores concedendo prazos para a</p><p>correção das irregularidades.</p><p>Desconsiderando as solicitações de prorrogações, o prazo limite para cumprimento</p><p>dos itens notificados é de:</p><p>A. 60 dias</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fepese</p><p>36</p><p>B. 90 dias</p><p>C. 100 dias</p><p>D. 120 dias</p><p>E. 150 dias</p><p>(IBADE/Prefeitura de Vilhena- RO/2019)</p><p>2. Em julho de 2019, o Governo Federal anunciou a modernização</p><p>das Normas</p><p>Regulamentadoras (NR) de Segurança e Saúde no Trabalho e a consolidação e</p><p>simplificação de decretos trabalhistas. As medidas buscam manter a segurança do</p><p>trabalhador e estabelecer regras mais claras e racionais para os empregadores.</p><p>Qual a NR que foi revogada pela Portaria nº 915, de 30 de julho de 2019?</p><p>A. NR-1 Disposições gerais</p><p>B. NR-2 Inspeção prévia</p><p>C. NR-3 Embargo ou Interdição</p><p>D. NR-4 Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do</p><p>trabalho</p><p>E. NR-5 Comissão interna de prevenção de acidentes.</p><p>(FUNDEP/Prefeitura de Uberaba - MG/2016)</p><p>3. O agente da inspeção do trabalho, com base em critérios técnicos, poderá</p><p>notificar os empregadores concedendo prazos para a correção das irregularidades</p><p>encontradas nas empresas.</p><p>Consequentemente, a empresa poderá recorrer ou solicitar prorrogação de prazo de</p><p>cada item notificado até no máximo _______________ dias, a contar da data de</p><p>emissão da notificação.</p><p>Assinale a alternativa que completa a lacuna do enunciado corretamente</p><p>A. Dois</p><p>B. Dez</p><p>C. Quinze</p><p>D. Trinta</p><p>Resposta: 1:A; 2:B; 3: B</p><p>UNIDADE 07: CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-vilhena-ro</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-uberaba-mg</p><p>37</p><p>Profissões da área da saúde e principalmente da enfermagem, possuem um</p><p>alto risco de trabalho que favorecem os acidentes de trabalho. Dentre eles,</p><p>principalmente, os acidentes com os perfurocortantes.</p><p>Muitas vezes, esses tipos de acidentes acontecem por falta de atenção ou</p><p>pouco conhecimento sobre biossegurança. Além da má administração das</p><p>instituições, desmotivação dos profissionais, instalações precárias e falta de atenção</p><p>da enfermagem nos procedimentos.</p><p>Ainda sobre, existem outros fatores que podem estar relacionados como:</p><p>descuido, pressa, despreparo, excesso de confiança devido ao tempo de prática,</p><p>sobrecarga de trabalho, as condições e agitação do paciente, descarte inadequado</p><p>de material perfurocortante.</p><p>No caso dos perfurocortantes, a ocorrência de acidentes ocorre pela não</p><p>utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ou por outras razões,</p><p>como a fadiga física, descrença sobre o uso de gorros e luvas; alergias ao látex,</p><p>temperatura elevada que pode ser um impeditivo no uso do jaleco.</p><p>No intuito de prevenir acidentes no manuseio de materiais biológicos, a utilização</p><p>dos EPI 's como método de barreira são essenciais nesse tipo de atividade.</p><p>As luvas são dos EPI’s mais utilizados e que conferem uma barreira de</p><p>proteção, diminuindo o risco de contato com fluidos químicos e orgânicos. O que não</p><p>impede a perfuração, dessa maneira deverá ser utilizado com cuidado e precaução.</p><p>Os óculos de proteção conferem proteção contra líquidos biológicos, evitando</p><p>que entrem em contato com os olhos e mucosa. Além do uso do jaleco que cumpre</p><p>com as mesmas funções de segurança e prevenção de contato biológico e ou</p><p>químico.</p><p>A instituição tem obrigatoriedade no fornecimento de equipamentos de</p><p>segurança de maneira gratuita aos profissionais de saúde. Quando necessário, a</p><p>troca e substituição segue sendo uma obrigatoriedade da instituição. Fortalecendo</p><p>de qualquer modo, o sistema de gestão e segurança do local de trabalho, o que</p><p>poderá implicar na diminuição da incidentes de acidentes de trabalho no âmbito</p><p>hospitalar.</p><p>LITERATURA COMPLETAR DE ESTUDO DA UNIDADE 07:</p><p>38</p><p>ALVES, S.S.M.; PASSOS, J.P.; TOCANTINS, F.R. Acidentes com perfuro cortantes</p><p>em trabalhadores de enfermagem: uma questão de biossegurança. Rev. enferm.</p><p>UERJ, Rio de Janeiro, 2009.</p><p>Vidigal, GCB; Silva KK; Lemes, SR; Santos, MEM. Gravidez na</p><p>adolescência: perfil dos casos ocorridos no estado de Goiás de 2005 à 2015.</p><p>Revista Saúde (Sta. Maria). 2019; 45(1).</p><p>ESTUDO DIRIGIDO DA UNIDADE 07:</p><p>(CESGRANRIO/ 2010)</p><p>1. Os acidentes no ambiente de trabalho devem ser prevenidos ou minimizados pela</p><p>ação de uma equipe de profissionais especializados, dentre os quais está o técnico</p><p>de enfermagem. Acidentes com lesão são considerados mais importantes e</p><p>requerem prioridade de medidas, levando-se em conta o capital:</p><p>A. social.</p><p>B. humano.</p><p>C. ambiental.</p><p>D. financeiro.</p><p>E. econômico.</p><p>(AOCP/ 2015)</p><p>2. Sobre acidentes com materiais perfurocortantes, é correto afirmar que:</p><p>A. o descarte dos objetos perfurocortantes é de total responsabilidade do</p><p>empregador.</p><p>B. As empresas produtoras e comercializadoras de materiais perfurocortantes</p><p>são isentas de responsabilidade quanto ao uso destes.</p><p>C. não são passíveis de realização de comunicação de acidente de trabalho.</p><p>D. são vedados o reencape e a desconexão manual de agulhas.</p><p>E. O risco de acidente com materiais perfurocortantes caracteriza risco químico</p><p>no ambiente de trabalho.</p><p>(CEBRASPE/ 2013)</p><p>3. Caso um técnico de enfermagem sofre acidente perfurocortante ao coletar sangue</p><p>de paciente e um médico do trabalho lhe prescrever medicamentos profiláticos, mas</p><p>39</p><p>tal fato não gera incapacidade laborativa, não será necessária a emissão de</p><p>comunicação de acidente do trabalho.</p><p>A. CERTO</p><p>B. ERRADO</p><p>Respostas: 1:B; 2: D; 3: B</p><p>UNIDADE 08: CIPA – ORGANIZAÇÃO, FUNCIONAMENTO, LEGISLAÇÃO</p><p>A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) surgiu a partir da</p><p>Revolução Industrial na Inglaterra, segunda metade do século XVIII, em decorrência</p><p>da chegada das máquinas nas empresas e do aumento do número de acidentes e</p><p>lesões. Além da necessidade de um grupo que pudesse apresentar sugestões para</p><p>corrigir possíveis riscos de acidentes no trabalho.</p><p>No Brasil, a CIPA foi criada em 10 de novembro de 1944 no governo do</p><p>Getúlio Vargas no intuito de iniciar novos passos para a implantação da Segurança</p><p>do Trabalho no Brasil. Visto que em empresas estrangeiras que prestavam serviço</p><p>no Brasil já existiam CIPA, como as empresas de geração e distribuição de energia</p><p>elétrica, Light and Power. Empresas essas que funcionavam em São Paulo e no Rio</p><p>de Janeiro. A partir do modelo já existente, nasceu a CIPA no Brasil.</p><p>Passado alguns anos, em 1953, a Portaria Nº 155, regulamenta as</p><p>Comissões Internas de Prevenção de Acidentes de fato. Nascendo logo, a CIPA com</p><p>intuito de dar andamento às questões de segurança do trabalho nas empresas.</p><p>Quando CIPA e SESMT (setor de segurança do trabalho da empresa)</p><p>conseguem trabalhar em parceria, o resultado sempre é positivo.</p><p>De fato, o que é a CIPA? É uma comissão formada por empregados da</p><p>empresa para trabalhar em busca de saúde e segurança do trabalho. Ela é</p><p>regulamentada pela Norma Reguladora -NR 5. O foco da comissão é trabalhar para</p><p>evitar acidentes de trabalho e doenças do trabalho.</p><p>O objetivo das ações da CIPA é “observar e relatar as condições de risco no</p><p>ambiente de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos</p><p>existentes e/ou neutralizar os mesmos”. Logo, sua missão é preservar a saúde e</p><p>integridade física dos trabalhadores.</p><p>http://segurancadotrabalhonwn.com/o-que-e-seguranca-do-trabalho/</p><p>http://segurancadotrabalhonwn.com/o-que-e-seguranca-do-trabalho/</p><p>40</p><p>Constituir a CIPA é obrigação de todas as empresas. Organização obrigatória</p><p>nas empresas, privadas e públicas, da administração direta ou indireta e dos</p><p>poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p><p>Seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e</p><p>conscientização entre os integrantes da empresa, ela deve ser a ponte que liga</p><p>direção e empregados. E de forma criativa e participativa deve opinar na forma como</p><p>os trabalhos são realizados, objetivando sempre melhorar as condições de trabalho,</p><p>visando à humanização do trabalho e consequente melhoria nas condições de</p><p>trabalho.</p><p>É formada por representantes dos empregadores e dos empregados de forma</p><p>paritária, ou seja, partes iguais, se existirem 3 eleitos, existirão 3 designados pelo</p><p>empregador.</p><p>O membro da CIPA é um funcionário que divide o seu tempo de trabalho entre</p><p>exercer a função para o qual foi contratado e exercer</p>

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