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Redação de parágrafos
e e-mails
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os diferentes tipos de textos e o uso das linguagens formal
e informal.
Selecionar palavras-chave em textos formais e informais.
Praticar a escrita de um texto de e-mail.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar alguns diferentes tipos de textos e saber
identificar se eles trazem uma linguagem formal ou informal por meio
da análise de alguns elementos que os compõem.
Além disso, você vai aprender quando utilizar a linguagem formal
e quando a linguagem informal é aceita. Você também vai aprender a
selecionar as palavras-chave nos textos como uma forma de identificar
se o texto é formal ou informal e de facilitar a sua compreensão. Ao final
do capítulo, vai aprender sobre alguns elementos que compõem um
e-mail formal, de modo a praticar a redação de um dos tipos de textos
mais utilizados nos dias de hoje.
Texto formal ou texto informal?
Embora a linguagem informal seja mais utilizada na fala do que na escrita,
alguns gêneros textuais podem fazer uso dela. Um romance, por exemplo,
pode utilizar tanto linguagem formal quanto informal, dependendo do estilo
que o autor deseja imprimir à sua obra. Um e-mail pessoal normalmente é
escrito em linguagem informal, enquanto um e-mail dirigido ao diretor de
uma empresa tende a ser redigido em linguagem mais formal.
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Alguns gêneros textuais requerem um tipo de linguagem específica. Um
artigo científico, por exemplo, exige uma linguagem acadêmica, técnica ou
científica, portanto, consequentemente, deve adotar uma linguagem formal.
Em geral, o mesmo acontece com todos os tipos de documentos oficiais,
contratos, relatórios, etc.
O texto formal tende a ser mais complexo, pois costuma apresentar um vo-
cabulário mais complexo, frases mais longas e palavras mais longas e distantes
daquelas que utilizamos no nosso dia a dia na fala. O texto informal costuma
estar mais próximo da fala dos indivíduos e, portanto, ser mais familiar.
Veja no Quadro 1, a seguir, algumas das principais diferenças entre um
texto formal e um texto informal em inglês.
Informal text Formal text
Colloquial words/expressions
(kids, guy, awesome, a lot, etc.)
Avoids using colloquial words/
expressions (kids, guy, awesome, etc.)
Contractions (can’t, won’t, etc.) Avoids contractions (write out full
words – cannot, will not, etc.)
First, second, or third person
(I; you; he/she/it)
Third person (he, she, they) and first
person (we) in research papers, etc.
Clichés or slangs Avoid clichés or slangs
Address readers using second
person pronouns (you, your, etc.)
Avoid addressing readers using
second person pronouns (use one,
one’s, the reader, the reader’s, etc.)
Imperative voice (ex. Remember) Avoid imperative voice (Please refer to...)
Active voice (ex. We have noticed that...) Passive voice (ex. It has
been noticed that...)
Short and simple sentences Longer and more complex sentences
Quadro 1. Formal and informal texts.
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Veja a seguir alguns exemplos de frases com o mesmo sentido, mas escritas
de modo diferente, sendo uma das frases de cada exemplo escrita de maneira
formal e a outra de maneira informal:
Compare:
She has decided to leave the house. (Formal)
She’s decided to leave the house. (Informal, because of contraction:
She’s = She has)
The woman whom I work with gave birth to a baby boy. (Formal)
The woman I work with gave birth to a baby boy. (Informal: relative
clause without the relative pronoun)
We went to Paris last month. We have a lot of things to tell you. (Formal)
We went to Paris last month. Lots to tell you. (Informal: ellipsis)
Vocabulary
O vocabulário mais formal normalmente pressupõe palavras mais longas e, no
caso do inglês, com origem greco-latina. O vocabulário informal normalmente
envolve palavras mais curtas e, no caso do inglês, de origem anglo-saxã. A
maioria dos dicionários indica se a palavra é formal ou informal e sua origem.
No link a seguir, você encontra uma coletânea dos principais dicionários em inglês.
https://goo.gl/P6Svyh
Veja no Quadro 2, a seguir, exemplos de palavras formais e de palavras
informais com significados próximos.
3Redação de parágrafos e e-mails
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https://goo.gl/P6Svyh
Formal Informal
Commence Start
Terminate End
Endeavour Try
Quadro 2. Formal and informal vocabulary.
Outro elemento que pode definir o grau de formalidade ou informalidade
de um texto são os verbos modais do inglês. A escolha do verbo modal tende a
acontecer quando a pessoa quer ser mais formal e polida (CAMBRIDGE..., 2018).
Can I suggest you try this new model? (Neutral)
May I suggest you try this new model? (More formal)
Might I suggest you try this new model? (Very formal)
Veja a seguir exemplos de dois tipos de e-mail: um informal e outro formal.
Dear Beth,
Thanks a lot for your last e-mail. It’s always great to hear from you. You seem to be having
a great time in France.
Thanks also for the pics. I absolutely loved that snap of yours standing in front of the Eiffel
Tower. France looks stunning. Someday I’ll go there!
There’s not much happening here. I’m busy with work and the kids.
By the way, are you coming home any time soon? If you are, let me know and we can
arrange to meet up.
Hope to see you soon!
Kath
O exemplo anterior, de um e-mail pessoal e informal, faz uso de contrações
nos verbos (‘ll, ‘m e ‘s), de elipse, quando suprime o sujeito (I hope), frases
mais curtas e concisas, além de vocabulário informal (pics, snap e thanks).
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Dear Mr. John;
We are delighted to receive your e-mail concerning your latest update and we will be
pleased to discuss this topic further.
It was great to hear from you and hear about your business proposal. Therefore, we would
like to take up on your offer and arrange a meeting for the following Thursday at our office.
Should you have any more questions or doubts, please feel free to contact us. We will be
awaiting your confirmation for our meeting.
Kind regards,
Phillip
O e-mail de negócios faz uso de linguagem formal (Mr., delighted, pleased
e kind regards) e utiliza os verbos sem contrações (will, are e would). Além
disso, faz uso dos modais como forma de ser polido (should e would) e traz
frases mais longas e complexas.
Veja a seguir mais exemplos de um texto formal e outro informal, de gêneros
diferentes. O primeiro texto é um abstract retirado de um texto acadêmico,
sendo, portanto, um texto formal. O segundo é uma propaganda que utiliza
linguagem coloquial, mais próxima da fala, e que trabalha com o jogo de
palavras.
The Commemoration and Memorialization of the American Revolution
Benjamin Herman and Jean Lee (Mentor), History
This project involves discovering how the American Revolution was remembered during
the nineteenth century. The goal is to show that the American Revolution was memorialized
by the actions of the United States government during the 1800s. This has been done by
examining events such as the Supreme Court cases of John Marshall and the Nullification
Crisis. Upon examination of these events, it becomes clear that John Marshall and John
Calhoun (creator of the Doctrine of Nullification) attempted to use the American Revolution
to bolster their claims by citing speeches from Founding Fathers. Through showing that the
American Revolution lives on in memory, this research highlights the importance of the
revolution in shaping the actions of the United States government.
Fonte: The Writing Center (2018, documento on-line).
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Figura 1. Exemplo de texto informalem propaganda: uso
de contractions é praticamente obrigatório.
Fonte: Pankonien e Entenman (2012).
Anteriormente, mencionamos que o texto formal tende a ser mais complexo que
o texto informal, pois ele se distancia mais da fala e, portanto, do dia a dia do leitor.
Contudo, para o aprendiz de uma língua estrangeira, textos extremamente informais
podem ser mais difíceis de compreender, pois contêm muitas gírias e representam a
língua de um determinado grupo específico. Hoje, com o uso dos mais variados canais
de comunicação escrita, como e-mail, blogs, WhatsApp, Facebook, entre tantos outros,
a linguagem escrita ganhou outro status e outros contornos.
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Recursos para identificação de textos formais
ou informais
A seguir, você vai ver o exemplo de dois e-mails e como podemos determinar
se são formais ou informais por meio da seleção de palavras.
Dear Ms. Black;
I am writing in response to the advertisement I saw for your English School on the ‘World
Today’ magazine. I am interested in doing one of your courses and I would be grateful if you
could provide some further information.
I look forward to hearing from you.
Yours sincerely,
Jennifer Young
Hi Stephanie,
I saw the ad of your English School on the ‘World Today’ magazine. I want to do a course
there. Can you give me some more information?
Please let me know if you have any courses I can take.
Thanks,
Jane
Os e-mails tratam do mesmo assunto. Contudo, o primeiro foi escrito
usando linguagem formal e o segundo linguagem informal.
Quais palavras determinam a formalidade ou a informalidade dos textos? A
tabela das páginas anteriores pode lhe dar algumas pistas. Você também pode
utilizar um dicionário on-line para ajudar a determinar o grau de formalidade
de uma palavra ou expressão.
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Veja a seguir (Quadro 3) as palavras e expressões que determinam a for-
malidade ou a informalidade dos textos. Compare os exemplos que você
acabou de observar.
Primeiro e-mail Segundo e-mail
Dear Ms. Hi
In response -
Advertisement Ad
Would be grateful -
Could (modal verb) Can you
Further Some more
Look forward to hearing from you Let me know
Yours sincerely Thanks
Quadro 3. Formal x informal.
Observe a seguir (Quadros 4, 5, 6, 7, 8 e 9) as palavras informais e seus corres-
pondentes formais. Lembre-se de consultá-las antes de escrever um parágrafo ou
e-mail, para ter uma ideia do grau de formalidade ou informalidade do seu texto.
Informal Formal
Say sorry Apologize, apologise
Go up Increase
Do down Decrease
Set up Establish
Look at Examine
Blow up Explode
Find out Discover
Bring about Cause
Quadro 4. Informal x formal.
(Continua)
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Put off Postpone, delay
Rack up Accumulate
Make up Fabricate
Stand for Represent
Find out Discover, ascertain
Leave out Omit
Point out Indicate
Go against Oppose
Get in touch with Contact
It’s about It concerns
Need to Required
Think about Consider
Get Obtain
Put up Tolerate
Deal with Handle
Seem Appear
Show Demonstrate, illustrate, portray
Start Commence
Keep Retain
Free Release
Get on someone’s nerves Bother
Ring up Call
Show up Arrive
Let Permit
Fill in Substitute, inform
Block Undermine
Give the go ahead, greenlight Authorize, authorise
Quadro 4. Informal x formal.
(Continuação)
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Anyways Nevertheless
Plus/Also Moreover/ Furthermore
But However
So Therefore/Thus
Also In addition, additionally
ASAP As soon as possible/at your
earliest convenience
Okay, OK Acceptable
In the meantime In the interim
I think In my opinion,
In the end, Finally
To sum up In conclusion,
In a nutshell/basically To summarize,
Anyway, Notwithstanding
Quadro 5. Transitions.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Emphasis words: informal Emphasis words: formal
Lots of/a lot of Much, many
Tons of, heaps of Large quantities of, a number of
Totally Completely, strongly
Really, very Definitely
Quadro 6. Emphasis words.
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Hi Robert Dear Sir or Madam
Just wanted to let you know… I am writing to inform you...
Love, Cheers, Yours Truly, Best
regards, kind regards
Yours sincerely, Yours faithfully
Hope to hear from you soon I look forward to hearing from you
You can call me if you need anything Please do not hesitate to contact me
Quadro 7. Letter expressions.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
ASAP As soon as possible
T.V. Television
Photo Photograph
Cell Cell phone
Net Internet
Quadro 8. Abbreviations.
Informal Formal
Kids Children
Bad Negative
Good Positive
Really big Considerable
Quadro 9. Slangs.
(Continua)
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Quando e como utilizar expressões de fechamento de cartas e e-mails:
Em uma carta ou um e-mail formal que você não saiba o nome do destinatário:
Dear Sir (Sirs, Madam, etc.)
[... text of letter ...]
Yours faithfully,
(author’s name)
Em uma carta ou um e-mail formal cujo nome do destinatário seja conhecido:
Dear Mr. Smith (Mrs. Jones, etc.)
[... text of letter ...]
Yours sincerely,
(author’s name)
Observe: best regards é uma forma mais casual de terminar uma mensagem, normal-
mente utilizada em e-mails.
Como escrever um e-mail formal
Como vimos anteriormente, você pode escrever um e-mail formal ou informal,
dependendo de a quem ele está endereçado. Os e-mails informais são normal-
mente escritos para amigos e familiares, portanto, você tem mais liberdade
para criar suas próprias regras e imprimir seu estilo.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Right Correct
Wrong Incorrect
Smart Intelligent
Cheap Inexpensive
Quadro 9. Slangs.
(Continuação)
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Hi Anne, I miss you so much! Can’t wait to see you on Friday!! We haven’t hung out in so
long! I miss my bestie! Maybe we can go to the movies or dinner or just chill and watch TV
and catch up... idc, whichever you want. Love ya, Jules
Contudo, se você for escrever um e-mail para um professor, colega de traba-
lho ou chefe, recomenda-se que seja profissional e, portanto, que a sua escrita
seja mais formal. Ao escrever um e-mail formal, preste atenção na gramática.
Dear Professor Johnson,
I was unable to attend class today due to a doctor’s appointment. When you have a
moment, could please let me know what I missed and what homework I need to have
completed for Friday?
Thank you,
Julia Smith
O formato do e-mail
A saudação em um e-mail formal é similar à saudação utilizada em cartas.
Se você for escrever para alguém cujo nome desconhece, você deve utilizar
To Whom it May Concern Se você for se candidatar a um emprego, deverá
se dirigir à pessoa que está contratando, por exemplo, Dear Hiring Manager.
Caso você saiba o nome do destinatário, pode utilizar, por exemplo, Dear
Mr./Ms. Smith. Em uma saudação formal, você não deve utilizar o primeiro
nome do destinatário, tampouco saudações informais como Hello, Hi ou Hey.
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O corpo do e-mail
Lembre-se que o e-mail precisa ser conciso. A primeira frase, a frase de
abertura, pode ser uma saudação, se apropriado. Observe:
I hope all is well with you.
Thank you for your prompt response.
Contudo, em e-mails mais formais, é melhor ir direto ao ponto. Dependendo
do assunto, é recomendadoescrever no máximo quatro parágrafos e cada
parágrafo deve tratar de um único ponto. Ao final do último parágrafo, você
deve agradecer o destinatário. Observe:
Thank you for your assistance with...
Thank you for your time and I look forward to hearing back from you.
Please feel free to call or email me if you have any questions.
I would appreciate it if this could be taken care of promptly.
O fechamento
Da mesma forma que a saudação, o fechamento de um e-mail formal pode
ser o mesmo utilizado em cartas. Contudo, diferentemente da saudação, em
inglês, temos mais opções para encerrar um e-mail ou carta. Observe:
Thank you.
Best regards.
Best wishes.
Yours sincerely.
Yours faithfully.
O fechamento deve ser seguido do seu nome completo. Você pode incluir,
também, se apropriado, o seu cargo e o seu telefone. Observe o exemplo a seguir.
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Sincerely,
Kathleen Smith
Sales Manager
(555) 555-5555
Não use contrações, como: don’t, haven’t, I’m, isn’t.
Use linguagem formal e atente para a gramática. NUNCA use gírias.
Não esqueça: revise seu texto e, se possível, peça uma segunda opinião.
Agora é a sua vez de praticar.
Escreva, a seguir, um e-mail para o seu professor, pedindo que ele/ela lhe
informe se vocês terão aula na semana que vem.
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Existem vários sites com dicas de como escrever correspon-
dências ou documentos formais. Conheça alguns no link
ou código a seguir.
https://goo.gl/w61Zjp
1. Diga se as frases abaixo
devem ser classificadas como
formais ou informais.
I. I am pleased to inform you that
you have won our grand prize.
II. I hope all is well with your
new career choice.
III. You should be delighted to have
the chance to participate.
IV. I can’t help you with that
cuz it’s too hard.
V. Hi, how are you?
a) 1) F, 2) F, 3) I, 4) I, 5) I
b) 1) I, 2) I, 3) I, 4) F, 5) F
c) 1) F, 2) F, 3) F, 4) I, 5) F
d) 1) I, 2) F, 3) F, 4) I, 5) F
e) 1) F, 2) F, 3) F, 4) I, 5) I
2. Para transformar o e-mail a seguir
de informal para formal, quais
alterações deveriam ser feitas?
Hello Professor Smith,
I’m sorry to tell you but I’m sick
and I’m not gonna go to your
class today. See ya Wednesday.
Jason
a) I’m sorry to tell you I’m sick
and will not be able to go
to your class today.
I am looking forward to
seeing you on Wednesday.
Thanks,
Jason
b) Dear Professor Smith,
I am sorry to tell you I am
ill and will not be able to
attend your class today.
I am looking forward to
seeing you on Wednesday.
Sincerely,
Jason
c) Hey Professor Smith,
I am sorry to tell you I am
ill and will not be able to
attend your class today.
I’ll see you in class on Wednesday.
Sincerely,
Jason
d) Dear Professor Smith,
I’m sorry to tell you I’m ill and
will not go to class today.
I am looking forward to
seeing you on Wednesday.
Thanks,
Jason
e) Dear Professor Smith,
I am sorry to tell you but I am sick
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https://goo.gl/w61Zjp
and I am not going to your class
today. See you Wednesday.
Jason
3. Em quais situações você deve
usar linguagem formal?
I. Writing a letter of complaint
II. E-mailing a friend
III. Writing to the school’s board
IV. Emailing your boss
V. Talking to your teenager
a) A, C, D
b) A, B, E
c) A, B, C
d) C, D, E
e) B, C, D
4. Qual a afirmação é correta
sobre os textos informais?
a) Os textos informais utilizam uma
linguagem culta e profissional, os
verbos não podem aparecer em
sua forma contraída (isn’t, hasn’t,
etc.), as gírias não são permitidas,
é permitido escrever somente
em primeira ou terceira pessoa
do plural (e as frases costumam
ser mais longas e complexas.
b) Os textos informais utilizam
uma linguagem coloquial, os
verbos não podem aparecer
em sua forma contraída (isn’t,
hasn’t, etc.), as gírias não são
permitidas, é comum utilizarmos
a primeira pessoa do singular (I
am, I want) e as frases costumam
ser mais curtas e simples.
c) Os textos informais utilizam
uma linguagem coloquial, os
verbos podem aparecer em sua
forma contraída (isn’t, hasn’t,
etc.), as gírias são permitidas, é
comum utilizarmos a primeira
pessoa do singular (I am, I
want) e as frases costumam
ser mais curtas e simples.
d) Os textos informais utilizam uma
linguagem culta e profissional, os
verbos não podem aparecer em
sua forma contraída (isn’t, hasn’t,
etc.), as gírias são permitidas, é
comum utilizarmos a primeira
pessoa do singular (I am, I
want) e as frases costumam
ser mais longas e complexas.
e) Os textos informais utilizam uma
linguagem coloquial, os verbos
podem aparecer em sua forma
contraída (isn’t, hasn’t, etc.), as
gírias não são permitidas, é
comum utilizarmos a primeira
pessoa do singular (I am, I
want) e as frases costumam
ser mais curtas e simples.
5. Qual afirmação é correta
sobre os textos formais?
a) Ao escrevermos um texto
formal, devemos utilizar a
forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se utilizar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
frases mais curtas e ser mais
simples que o texto informal.
A voz passiva nunca é
utilizada nos textos formais.
b) Ao escrevermos um texto
formal, devemos evitar utilizar
a forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se utilizar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
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frases mais longas e ser mais
simples que o texto informal.
A voz passiva é comumente
utilizada nos textos formais.
c) Ao escrevermos um texto
formal, devemos utilizar a
forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se evitar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
frases mais curtas e ser mais
simples que o texto informal.
A voz passiva é comumente
utilizada nos textos formais.
d) Ao escrevermos um texto
formal, devemos evitar utilizar
a forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se evitar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
frases mais longas e ser mais
complexo que o texto informal.
A voz passiva é comumente
utilizada nos textos formais.
e) Ao escrevermos um texto
formal, devemos evitar utilizar
a forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se evitar a primeira
e a segunda pessoas (I e
you). O texto formal costuma
ter frases mais longas e ser
mais complexo que o texto
informal. A voz passiva nunca
é utilizada nos textos formais.
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CAMBRIDGE DICTIONARY. Formal and informal language. 2018. Disponível em: <https://
dictionary.cambridge.org/pt/gramatica/gramatica-britanica/types-of-english-formal-
-informal-etc/formal-and-informal-language>. Acesso em: 09 abr. 2018.
EMMA. Formal & Informal English. 2018. Disponível em: <https://www.engvid.com/
english-resource/formal-informal-english/>. Acesso em: 09 abr. 2018.
PANKONIEN, C.; ENTENMAN, E. 15 Tips for Writing in a Conversational Tone. Printwand,
2012. Disponível em: <https://www.printwand.com/blog/15-tips-for-writing-in-a-
-conversational-tone>. Acesso em: 12 abr. 2018.
Leituras recomendadas
MEYER, S. Writing Center Modules: diction & style.2011. Disponível em: <https://www.
menlo.edu/wp-content/uploads/2015/03/DICTION__STYLE.pdf>. Acesso em: 09
abr. 2018.
OXFORD UNIVERSITY. Levels of Informality. 2008. Disponível em: <https://elt.oup.com/
elt/students/result/pdf/brupp_formality.pdf>. Acesso em: 09 abr. 2018.
THE WRITING CENTER. Abstract: examples. 2018. Disponível em: <https://writing.wisc.
edu/Handbook/presentations_abstracts_examples.html>. Acesso em: 09 abr. 2018.
19Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 19 16/04/2018 08:42:46
http://dictionary.cambridge.org/pt/gramatica/gramatica-britanica/types-of-english-formal-
https://www.engvid.com/
https://www.printwand.com/blog/15-tips-for-writing-in-a-
http://menlo.edu/wp-content/uploads/2015/03/DICTION__STYLE.pdf
https://elt.oup.com/
https://writing.wisc/
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
INGLÊS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
> Definir o que é mais importante sobre os pronomes em inglês.
> Identificar os pronomes nos textos em inglês.
> Traduzir os pronomes com facilidade para o português.
Introdução
Os pronomes são palavras bastantes úteis e funcionais nas línguas, dos quais
fazemos usos em nossos processos comunicativos diários. Em geral, desde a época
da escola aprendemos que os pronomes podem ter uma funcionalidade geral de
substantivo e adjetivo, a fim de (1) retomar um assunto, tópico ou objeto sem
precisar repetir seu nome incessantemente numa conversa ou (2) acompanhar o
assunto, tópico ou objeto que estamos a comunicar, modificando seu sentido e
atribuindo-lhe qualidades e características.
Na língua portuguesa, pode-se dizer que os pronomes na maior parte das
vezes servem para nos ajudar a continuar falando de alguma coisa, retomando-a
e caracterizando-a com diversos valores. No caso da língua inglesa, isso não é
diferente. Em inglês, os pronomes também funcionam a partir dessas duas gran-
des categorizações e se dividem, assim como em português, em determinadas
classes, como pronomes pessoais (do tipo sujeito e do tipo objeto), possessivos,
demonstrativos e reflexivos.
Neste capítulo, você vai estudar o que são os pronomes e a sua funcionalidade
geral. Também vai identificar os pronomes mais usados pelos falantes da língua
inglesa e transitar entre suas possíveis traduções do inglês para o português.
Revisão gramatical II
Rafaela Queiroz Ferreira Cordeiro
Pronomes: conceito e funcionalidade
comunicativa
Define-se comumente os pronomes como aquelas palavras que aparecem no
lugar dos nomes, tal qual representando os substantivos, e que também os
podem acompanhar, elaborando seus significados. Segundo Cunha e Cintra
(2008), os pronomes desempenham, assim, funções semelhantes às que são
realizadas pelos elementos nominais.
Desse modo, no enunciado (1) “As chuvas, que inundaram a região metro-
politana do Recife, findaram no início da madrugada”, o pronome relativo que
desempenha a função de um substantivo — nesse caso, representa e retoma
o sintagma nominal as chuvas, substituindo-o para não o repetir — e por isso
funciona como um pronome substantivo.
Já no enunciado (2) "Estes alimentos não perecíveis, doados pela maioria,
vão ajudar as nossas famílias diante das perdas causadas pelas chuvas",
os pronomes possessivos estes e nossas caracterizam os substantivos aos
quais se referem — alimentos e famílias, respectivamente — atribuindo-lhes
sentidos específicos (como de proximidade espacial do sujeito aos alimentos
e de autoinclusão de si próprio à situação compartilhada das famílias). No
enunciado (2), portanto, funcionam como pronomes adjetivos, porque mo-
dificam os substantivos.
Portanto, pode-se dizer que os pronomes funcionam na comunicação
cotidiana a partir dessas duas grandes categorias: (1) como substantivos,
referenciando-os nas situações enunciativas, e (2) como adjetivos, caracte-
rizando-os e modificando-os, concordando com eles em gênero e número.
Em outras palavras, em (1) os pronomes nos permitem continuar falando ou
escrevendo sobre um determinado tema sem fazer uma necessária menção
ao substantivo inicialmente usado, vindo em seu lugar; e em (2) os pronomes
nos levam a valorar o substantivo que acompanha, construindo sentidos
específicos em torno dele.
Para entender melhor o funcionamento dos pronomes na prática, imagine
este cenário comunicativo: você está conversando com um antigo amigo
pelo telefone celular. Faz muito tempo que você não fala com ele, o qual está
atualmente morando fora do Brasil. Seu amigo, do outro lado do mundo, está
conversando com você por meio de uma câmera de vídeo. De repente, ele
escuta risadas e um barulho de panelas. Curioso, ele pergunta: “tem alguém
aí com você?”. Assim, você responde: "Fátima e Lorena vieram me visitar. Elas
estão agora na cozinha preparando o jantar". Nesse segmento enunciativo,
Revisão gramatical II2
o uso do pronome pessoal do caso reto elas nos permite continuar falando
dos referentes Fátima e Lorena sem precisar repetir seus nomes (nesse caso,
sem repetir os substantivos próprios Fátima e Lorena). Embora esse situação
comunicativa tenha se dado entre falantes da língua portuguesa, observa-se
que, caso a situação se desse em língua inglesa, provavelmente os pronomes
utilizados seriam equivalentes: "Fátima and Lorena came by to visit me. They
are in the kitchen now preparing the dinner". Novamente, o pronome pessoal
they é empregado para substituir os referentes Fátima e Lorena, cumprindo a
mesma função de uso e o mesmo propósito de emprego do pronome pessoal
elas em português.
É importante lembrar, contudo, que nesses exemplos estávamos falando
especialmente do pronome pessoal (do caso reto) da 3ª pessoa do plural
— elas — ou do seu semelhante na língua inglesa, que é o they. O pronome
pessoal é usado majoritariamente para substituir o sujeito do verbo em
questão, no exemplo acima Fátima e Lorena.
Na língua inglesa, o pronome pessoal/pronome sujeito it é comu-
mente de tom neutro e, assim, é usado para indicar objetos, seres
e animais. No caso de bebês, é interessante notar que muitos os representam
pelo pronome it quando não há a identificação do dito "gênero", por exemplo:
"The baby woke up her mom at 4 am" (It woke up her mom at 4 am = O bebê
acordou a sua mãe às 4h da manhã). No entanto, quando há menção ao gênero
ou destaque sob tal, o uso do it dá lugar a he/she, como em: "The baby girl was
born in a hospital in Vancouver" (She was born in a hospital in Vancouver = Ela
nasceu em um hospital de Vancouver).
Os usos dos pronomes em língua inglesa
Além dos famosos pronomes pessoais — eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas,
em português, e I, you, he/she/it, we, you, they, em inglês — usados como
sujeitos da ação em enunciados falados ou escritos, também conhecidos
como pronomes sujeitos, há muitos outros pronomes em português e inglês,
os quais apresentam diferentes formas e várias maneiras de serem usados.
Além dos famosos pronomes I (eu) e you (você), há whatever (toda, qualquer),
all (tudo, todos(as)) e some (algum, alguns, algumas) (PRONOUN…, 2009).
Observe estes exemplos: "I like her manuscript about sustainable develop-
ment" (Eu gosto do seu artigo sobre desenvolvimento sustentável), "Thank
Revisão gramatical II 3
you for coming into my life" (Obrigada por (você) fazer parte da minha vida),
"Whatever was happening with her, she had to go through to it and make a
decision" (O que quer que esteja acontecendo com ela, ela precisa passar
por essa situação e tomar uma decisão"), "All the alternatives are correct
except…" (Todas as alternativas estão corretas exceto…) e "Some people
don’t like working in the early morning" (Algumas pessoas não gostam de
trabalhar de manhã cedo).
Nesses enunciados, os pronomes negritados cumprem vários propósitos:
substituir as coisas das quais se fala (I like), indicar posse de algo (herma-
nuscript, my life), dirigir-se a uma pessoa com quem se comunica (Thank you),
fazer menção a um sujeito de uma ação (Whatever was, some people) e seu
objeto (happening with her), referenciar uma ideia ou situação já mencionada
(to go through it), entre outros. Devemos, assim, ficar atento aos seus usos
e, para isso, estudaremos a seguir alguns dos mais importantes tipos de
pronomes que fazem parte da língua inglesa.
Existe uma discussão importante sobre o uso do pronome pessoal
sujeito they e as políticas linguísticas de gênero. Na língua inglesa,
o they (pronome indicador da 3ª pessoa do plural) é usado nas situações co-
municativas cotidianas para se falar de pessoas em tom neutro ou, mais atual-
mente, quando não se adere à noção binária de gênero. É importante lembrar
que gramaticalmente o pronome pessoal sujeito he é reservado para os ditos
"homens", enquanto o she para as ditas "mulheres" (ambos indicadores da 2ª
pessoa do singular). Isso também vale para os respectivos pronomes objetos
him e her, os possessivos his e hers, e assim por diante.
Atualmente, porém, em virtude da relevância das discussões sobre questões
de gênero, construção social e sexualidade, muitos falantes da língua inglesa
passaram a adotar cada vez mais o uso do they em seus discursos para designar
neutralidade. Então, em vez de designar alguém por uma suposta identidade
relacionada a uma "colagem" naturalizada do gênero, pode-se proferir enun-
ciados do tipo: "You should go to the doctor from Live Well Clinic. They can help
you with your diagnosis" (Você deveria ir a um médico/a uma médica da Clínica
Live Well. Ele/ela pode ajudar você com seu diagnóstico) ou "I can recommend
my friend to talk to you. They have good listening skills" (Eu posso recomendar
o meu amigo/a minha amiga para falar com você. Ele/ela tem boas habilidades
para escutar você). Esse debate é fundamental para os estudos linguísticos que
envolvem políticas sociais sobre identidade versus gênero, e ainda ratifica a
ideia de que os pronomes representam pontos de vista e discursos sobre os
sujeitos (coenunciadores da situação comunicativa), os objetos topicalizados
ou tematizados, as ideias e situações (passadas, presentes ou futuras).
Revisão gramatical II4
Categorias e grupos de pronomes
na língua inglesa
De maneira geral, pode-se afirmar que existem duas grandes categorias de
pronomes em português e inglês: pronomes substantivos e pronomes adje-
tivos. Os primeiros, em geral, aparecem no lugar do substantivo ao qual se
referem, enquanto os segundo vêm juntos do substantivo ao qual se referem,
modificando-o ao longo da enunciação. Dentro dessas duas grandes catego-
rias, encontramos os seguintes tipos de pronomes: pronomes pessoais sujeito
e objeto, possessivos, demonstrativos, reflexivos, indefinidos, interrogativos
e relativos. A partir de agora, vamos estudar um pouco mais sobre eles.
Pronomes pessoais: sujeito e objeto (subject and
object pronouns)
Vamos começar tratando do mais básico tipo ou grupo de pronomes, que
é o dos pronomes pessoais. Costumam ser usados para substituir pessoas
ou coisas, e ainda para identificar os pontos de vista dos falantes em suas
narrativas (PRONOUN…, 2009). Esse grupo se subdivide em: pronomes pessoais
sujeito (subject pronouns) e pronomes pessoais objeto (object pronouns),
conforme classificados no Quadro 1.
Quadro 1. Pronomes pessoais sujeito e objeto em inglês
Ponto de
vista/point
of view
Pronomes
sujeito
Subject
pronouns
Pronomes
objeto
Object
pronouns
1ª pessoa/
first person
Eu (sing.)
Nós (plur.)
I (sing.)
We (plur.)
Me (sing.)
Nos (plur.)
Me (sing.)
Us (plur.)
2ª pessoa/
second
person
Você (sing.)
Vocês (plur.)
You (sing.)
You (plur.)
Te (sing.)
Vos (plur.)
You (sing.)
You (plur.)
3ª pessoa/
third person
Ele/ela (sing.)
Eles/elas
(plur.)
He/she/it
(sing.)
They (plur.)
O/a/se/lhe
(sing.)
Os/as/se/
lhes (plur.)
Him/her/it
(sing.)
Them (plur.)
Fonte: Adaptado de Pronoun… (2009) e British Council (2021).
Revisão gramatical II 5
Em inglês, os pronomes pessoais sujeito, assim como em português, são
usados para representar os sujeitos dos verbos/das ações/dos estados que
o falante deseja designar/indicar em seu discurso: "I/We like the way you
dress yourself" (Eu/Nós gosto/gostamos do jeito que você se veste), "Do you
like the way you dress yourself? (Você gosta do jeito que você se veste?),"He/
She/It likes the way you dress yourself" (Ele/Ela gosta do jeito que você se
veste) e "They like the way you dress yourself" (Eles/Elas gostam do jeito que
você se veste). Observe, assim, que cada enunciado apresenta o pronome
como o sujeito do verbo (a partir do ponto de vista daquele que está falando/
escrevendo): I/we, you, he/she/it e they (eu, você, ele/ela, nós, vocês e eles/
elas). No caso dos pronomes pessoais objeto, seus usos são semelhantes
aos do português, isto é, como objeto da ação do sujeito enunciativo: "Can
you, please, help me?" (Você pode me ajudar, por favor?), "He doesn’t like her
friend" (Ele não gosta da sua amiga) e "We could understand it (the lecture)
at the end" (A gente pôde entendê-la (a palestra) no seu fim).
Observe também que os pronomes objeto podem vir acompanhados de
preposição, sendo assim classificados também como objeto direto ou objeto
indireto (SWICK, 2018). Nos seguintes exemplos: "I will get the glass of water
for you" (Vou pegar o copo d’água para você), "Phone her if you need any
help"(Telefone para ela, caso você precise de ajuda) e "Please, don’t take our
house from us" (Por favor, não tire da gente a nossa casa), podemos observar
os pronomes objeto acompanhados (for you e from us) ou não de preposição
(her). Os pronomes objeto, desse modo, sofrem a ação do sujeito do verbo, a
recebem ou ainda as têm direcionadas.
Pronomes possessivos e os adjetivos possessivos
(possessive pronouns and possessive adjective)
Os pronomes possessivos são muito usados no nosso dia a dia. Em geral, são
empregados para nos ajudar a falar das posses sobre as coisas. Os pronomes
possessivos e os adjetivos possessivos têm usos parecidos, pois cumprem
a função de apontar uma noção de posse. Gramaticalmente, a diferença
entre eles se dá na estrutura sintagmática que é construída: enquanto os
pronomes possessivos substituem o nome, os adjetivos possessivos (pela
própria funcionalidade de um adjetivo) aparecem junto do substantivo ou
do nome referido, acompanhando-o.
No enunciado, por exemplo, "What book is yours?" (Qual é o seu livro),
o pronome possessivo yours substitui o nome book, fazendo com que seja
desnecessário repeti-lo, a depender da situação e/ou contexto social (ima-
Revisão gramatical II6
gine que a situação já pressupõe que estamos falando de vários livros numa
prateleira e um deles é seu e você pergunta: What book is yours? para não
perguntar literalmente What book is your book?). Ou seja, o pronome pos-
sessivo nos ajuda a não repetir no enunciado o substantivo do qual se está
falando/escrevendo (por exemplo, alguém pergunta: Whose dress is this? (De
quem é este vestido?) e você responde: It is mine (É meu) ao invés de repetir
o nome dress em It is my dress (Este vestido é meu)).
Quanto ao uso dos adjetivos possessivos, observe os seguintes enunciados:
em "Is this your notebook?" (Este/Esse é o seu computador?) e "His jacket is
nice!" (O casaco dele é bonito), os adjetivos possessivos your e his acompa-
nham os substantivos a que se referem (notebook e jacket), modificando seus
sentidos e atribuindo-lhes os seus possuidores (você, a quem a pergunta se
dirige, e o casaco dele). Em outras palavras, os adjetivos possessivos nos dizem
de quem são os objetos do mundo, destacando o seu "possuidor" (Quadro 2).
Quadro 2. Pronomes possessivos e adjetivos possessivos em inglês
Ponto de vista/
point of view
Pronomes
possessivos
Possessive
pronouns
Possessive
adjectives
1ª pessoa/first
person
Meu/minha/meus/
minhas (sing.)
Nosso/nossa/
nossos/nossas
(plur.)Mine (sing.)
Ours (plur.)
My (sing.)
Our (plur.)
2ª pessoa/
second person
Teu/tua/teus/tuas
(sing.)
Vosso/vossa/
vossos/vossas (plur.)
Yours Your
3ª pessoa/third
person
Seu/sua/seus/suas
(sing./plur.)
His/hers (sing.)
Theirs (plur.)
His/her/its (sing.)
Their (plur.)
Fonte: Adaptado de Pronoun… (2009) e British Council (2021).
Os adjetivos possessivos também são usados para indicar, além de quem
é o possuidor do objeto, relações e partes do corpo (BRITISH COUNCIL, 2021):
"He is her husband" (Ele é o marido dela) e "She needs to brush her teeth
every morning after breakfast (Ela precisa escovar os dentes após o café da
manhã). Assim, podemos dizer que a caracterização dos possessivos é acima
de tudo representar noções de pertencimento.
Revisão gramatical II 7
Pronomes demonstrativos (demonstrative pronouns)
Na língua portuguesa, os pronomes demonstrativos são usados com fins
de representar e/ou referenciar as pessoas, os objetos e as situações no
espaço, no tempo e ao longo do discurso. Na língua inglesa, os sentidos
pragmáticos construídos seguem o mesmo caminho. Há nesse idioma ba-
sicamente quatro pronomes demonstrativos: this, these, that e those. This
(singular) e these (plural) são usados para falar de coisas e pessoas que
estão próximas da gente e de situações recentes (ou que aconteceram
recentemente) (Quadro 3). Em "This is my pair of shoes" (Este é o meu par
de sapatos), estou falando de sapatos que estou calçando; em "This is
Helena" (Esta é a Helena), estou apresentando alguém que está perto de
mim; em "This had just happened in my life" (Isto acabou de acontecer na
minha vida) estou falando de algo recente. Vale ressaltar que pronome this
também é usado para iniciar uma conversa ao telefone (BRITISH COUNCIL,
2021): "Hello, this is Rafaela speaking. May I talk to Lara?" (Olá, é Rafaela
quem está falando. Posso falar com Lara?).
Quadro 3. Pronomes demonstrativos em inglês
Ponto de vista/
point of view Pronomes demonstrativos Demonstrative
pronouns
1ª pessoa/first person Este/esta/isto (sing.)
Estes/estas (plur.)
This (sing.)
These (plur.)
2ª pessoa/second
person
Esse/essa/isso (sing.)
Esses/essas (plur.)
That (sing.)
Those (plur.)
3ª pessoa/third person Aquele/aquela/aquilo (sing.)
Aqueles/aquelas (plur.)
That (sing.)
Those (plur.)
Fonte: Adaptado de Pronoun… (2009) e British Council (2021).
Já os pronomes that (singular) e those (plural) são empregados para fa-
lar de pessoas e coisas que estão longe da gente, bem como de situações
passadas. Em "Who is that over there?" (Quem é aquela pessoa que está lá?),
estou perguntando sobre a presença de alguém que está fisicamente longe
de mim; em "Who are those over there?" (Quem são aquelas pessoas que estão
lá?), estou perguntando sobre a presença de mais de uma pessoa que está
fisicamente longe de mim; quando alguém afirma: "I got sick last night" e o
Revisão gramatical II8
interlocutor reage: "But that is terrible! How are you feeling today?" (“Fiquei
doente ontem de noite” e “Que horrível! Como você se sente hoje?”), o pronome
that está sendo usado para retomar algo que alguém falou.
Uma curiosidade: a gente também usa os pronomes demonstrativos
this, these, that e those em inglês acompanhados de nomes ("Do
you like these earrings I am wearing?" = “Você gosta destes brincos que estou
usando?”; "Have you read all those manuscripts for your last assignment?" =
“Você já leu todos aqueles textos para a última atividade da disciplina?” e "I
lived in that house" = “Eu morei nessa casa”). O importante é não se esquecer
de que this e these constroem uma referência de proximidade, enquanto that
e those, de afastamento/distância do referente.
Pronomes indefinidos (indefinite pronouns)
Tratemos agora dos pronomes indefinidos. Como seu próprio nome diz, são
representantes de indefinições e imprecisões que construímos em nossos
discursos. Talvez ainda constituam a própria elaboração do discurso e, por
isso, apresentam esse tom de algo vago, não determinado. Em inglês, são
basicamente os seguintes: all, another, any, anybody/anyone, anything, every-
body/everyone, each, everything, few, many, nobody, none, one, several,
some, somebody, someone (PRONOUN…, 2009) e significam respectivamente
tudo/toda, qualquer, qualquer um, qualquer coisa, todo mundo, cada um,
tudo, pouco, muito, ninguém, nenhum, um, vários, algum, alguém. Por serem
empregados de forma similar aos seus equivalentes em língua portuguesa,
vamos destacar os usos de one ou ones, uma vez que estão entre aqueles
que mais geram dificuldades no nosso dia a dia.
Os pronomes indefinidos one (singular) e ones (plural) podem ser usados
após (BRITISH COUNCIL, 2021):
� um adjetivo (May I see your wallet? Of course! You mean the red one
I wear to go out? = Posso ver a sua carteira? Claro! Você quer ver a
vermelha que eu uso para sair?);
� o artigo definido the ("Who is Mary Bell? She is the one wearing the
yellow tie on her uniform" = Quem é a Mary Bell? É aquela que está
usando um laço amarelo no seu uniforme);
� o pronome interrogativo which (o que) (Can I have my raincoat? Sure! Which
one is it? = Posso pegar a minha capa de chuva? Claro! Qual é delas?).
Revisão gramatical II 9
Pronomes reflexivos (reflexive pronouns)
Os pronomes reflexivos (Quadro 4) constroem "ações de retorno" do sujeito
da oração. Dito de outro modo, são usados quando o sujeito da ação coincide
com o objeto que recebe a ação, ou seja, quando sujeito e objeto (direto) são
o mesmo. "While I was in the kitchen preparing my family’s breakfast, I cut
myself with the knife" (Enquanto eu estava na cozinha preparando o café da
manhã da minha família, me cortei com a faca). No entanto, cabe ressaltar
que os pronomes reflexivos não são usados quando se pressupõe que a ação
recebida ou descrita constitui parte das ações usuais do sujeito (como é o caso
de ações que indiquem tomar banho e se vestir, por exemplo). Nesses casos, o
emprego de alguns falantes pelo uso do reflexivo geralmente funciona como
um operador de destaque: "There was no electricity at all! I washed myself in
cold water!" (Não havia energia elétrica! Eu me lavei em água fria!). Na língua
portuguesa, a construção da ideia de um sujeito que age e recebe a ação
realizada é feita por meio do uso dos pronomes pessoais objeto oblíquos
(PRONOME…, 2021).
Quadro 4. Pronomes reflexivos em inglês
Ponto de vista/
point of view
Pronomes pessoais objeto
(pronomes oblíquos ) Reflexive pronouns
1ª pessoa/first person Me/mim (sing.)
Nos (plur.)
Myself (sing.)
Ourselves (plur.)
2ª pessoa/second
person
Te/ti (sing.)
Vos (plur.)
Yourself (sing.)
Yourselves (plur.)
3ª pessoa/third person Se/si/consigo (sing.)
Se/si/consigo
Herself/himself/
itself (sing.)
Themselves (plur.)
Fonte: Adaptado de Pronoun… (2009) e British Council (2021).
Há ainda mais um destaque a se fazer sobre os usos dos pronomes refle-
xivos em inglês: quando empregados depois de um nome (um substantivo),
eles assumem a função de um intensificador (PRONOUN…, 2009). Observe os
seguintes exemplos e os sentidos que cada emprego constrói por meio da
adição do reflexivo himself (SIKLOS, 2016):
Revisão gramatical II10
The company director gave the talk.
(O diretor da empresa deu a palestra.)
×
The company director gave the talk himself.
(O próprio diretor da empresa deu uma palestra — e não um funcionário dele.)
×
The company director himself gave the talk.
(O diretor da empresa (ele mesmo!, o diretor) deu a palestra.)
Pronomes interrogativos (interrogatives pronouns)
Conforme a gramática, existem basicamente oito pronomes interrogativos na
língua inglesa: who (quem?), whom (com quem?), which (qual?), what (o quê?),
whoever (quem?), whomever (quem quer que seja?), whichever (o que for?),
whatever (o que quer que seja?) (PRONOUN…, 2009). Desses, contudo, cinco
são os usados em enunciados interrogativos: who (para pessoas), whom (para
pessoas) what (para coisas), whose (para posses),which (para escolhas). Veja
os exemplos a seguir:
� Who is that? (Quem é você?) Who have you seen? (Quem você tem visto?)
� Whose panties are these? Whose are these panties? (De quem são
essas calças?)
� What is that? (O que é isso?) What do they desire? (O que elas/eles
desejam?) What do they want? (O que eles/elas querem?)
� I have two side dishes here for my dinner. Which one do you want? (Eu
tenho dois pratos que acompanham o meu jantar. Qual dos dois você
quer?)
� I received two gifts for my kitchen. Which do you want? (Eu ganhei dois
presentes para a minha cozinha. Qual dos dois você quer?)
� To whom do I have to talk in the college? (Com quem devo conversar
na faculdade?)
Sobre este último uso, é importante destacar que poucos falantes recorrem
a ele na comunicação informal cotidiana. Boa parte das pessoas usariam o
who em vez do whom, o que já pode constituir parte das variações linguísticas
no inglês falado em alguns países.
Revisão gramatical II 11
Pronomes relativos (relatives pronouns)
Passemos agora a tratar dos pronomes relativos. Eles são usados para fazer
conexões e estabelecer relações entre dois enunciados que têm em comum
o mesmo nome ou pronome. Lembre-se que os nomes podem ser usados
como sujeitos, objetos diretos, objetos indiretos, objetos preposicionados
e possessivos. Em inglês, existem basicamente cinco tipos e maneiras de
construir essa conexão: that (usado em referência a um nome animado/
inanimado), who/whom (usado em referência a um ser animado), which
(usado em referência a um ser inanimado), whose (usado como possessivo)
e elipse do pronome relativo (quando é feita sua omissão por completo)
(SWICK, 2018).
Para saber se o pronome relativo pode ser usado na construção de um
enunciado, é preciso olhar com muita cautela o contexto e as estruturas do
enunciado em que se deseja estabelecer a conexão. Observe:
She bought a modern computer to study computer
science. The computer was defective.
Como você faria para unir essas orações? Qual é o elo em comum entre
elas? Ou seja, quais tópicos são retomados de uma para outra? Ao olhar
para esses pontos, conseguimos chegar no objeto inanimado “computador”.
Observe novamente:
She bought a modern computer to study computer
science. The computer was defective.
Podemos, desse modo, fazer a substituição pelo pronome relativo that,
que pode ser usado para seres animados ou não, da seguinte forma:
She bought a modern computer to study computer
science. The computer was defective.
⇨
She bought a modern computer to study computer science that was defective.
Antes de concluir este tópico, destacamos mais uma questão: ao fazer a
conexão entre as orações, o nome substituído pelo pronome relativo deve
Revisão gramatical II12
desparecer, como em: "Marie Curie is a woman. She discovered radium" (Marie
Curie é uma mulher. Ela descobriu o elemento rádio) => "Marie Curie is a wo-
man who/that discovered radium" (Marie Curie é uma mulher que descobriu
o elemento rádio). Observe que o pronome she desaparece, uma vez que é
substituído pelo pronome who ou that (BRITISH COUNCIL, 2021).
Interpretação dos pronomes: contextos, falantes
e sentidos
Conforme abordamos anteriormente, as categorias de pronomes em inglês
apresentam sentidos pragmáticos semelhantes ao que acontece com os pro-
nomes na língua portuguesa. Antes de mais nada, é importante lembrar que,
embora estejamos trazendo essa discussão a partir da gramática normativa do
inglês — a qual, como toda gramática, prescreve um conjunto de normas que
regem os padrões de uma língua —, ela não é axiomática. Em outras palavras,
não devemos deixar de considerar, ao interpretar os usos dos pronomes
pelos falantes, os contextos sociais em que eles são proferidos ou escritos
e os sujeitos participantes dos atos comunicativos. Alguns enunciados, por
exemplo, funcionam em contextos informais, enquanto outros não: "The bank
is closed on Saturdays. So they are not working this day." (O banco está fechado
aos sábados, então eles não trabalham nesse dia). O uso do pronome they
nesse exemplo faz referência implícita ao grupo de trabalhadores naquele
espaço, emprego bastante comum em discursos informais.
Antes de passarmos para algumas análises práticas sobre usos prono-
minais que nos ajudarão em processos de interpretação e revisão de textos,
é preciso fazer uma breve referência à noção de língua e contexto social.
Conforme Volóchinov (2017), o sistema linguístico ou a língua não é um produto
acabado que é transmitido de geração a geração; a língua está em constante
desenvolvimento e é o veículo ideológico da interação verbal. Desse modo,
cada enunciado faz parte da corrente de comunicação verbal em desenrolar,
e as interações entre as pessoas são concretas e significativas, podendo
produzir muitos sentidos. A situação extralinguística — que inclui o contexto
imediato e o contexto mais amplo —, o horizonte social compartilhado entre
os falantes e a sua recepção (antecipada) são elementos fundamentais para
compreender como se dá a produção dos sentidos a partir dos usos de ele-
mentos linguísticos de uma língua.
Revisão gramatical II 13
Traduzindo na prática os pronomes:
questões a serem observadas
Ao ler os textos em inglês, é importante ter em mente algumas noções básicas,
que, em nosso caso, dizem respeito aos usos dos pronomes. Nesse âmbito, os
enunciados em inglês apresentam majoritariamente um sujeito/um tópico/um
assunto: "He is a teacher" (Ele é um professor), e mesmo quando não existir
um sujeito/um tópico/um assunto em específico, usa-se It ou There no seu
lugar (BRITISH COUNCIL, 2021), como em: "There is someone speaking about
you" (Há alguém falando de/sobre você) e "It is me on the phone" (Sou eu no
telefone). É, portanto, uma regra gramatical que as orações em inglês têm
sempre de apresentar um sujeito. Isso não acontece, no entanto, com enun-
ciados escritos/falados no modo imperativo (exceção à regra!): em enunciados
do tipo "Go to the grocery store!" (Vá para o mercado!), não é necessária a
menção ao sujeito no enunciado, pois o imperativo, por construir uma ideia
de ordem, instrução ou convite, já pressupõe o interlocutor como o próprio
sujeito da ação do discurso (ordem/instrução/requerimento).
É de fundamental importância não se esquecer do princípio em inglês
da presença explícita do sujeito em suas orações. Desse modo, caso
não exista um sujeito "aparente", há algumas orientações a serem seguidas
que nos permitem fazer uso dos pronomes it e there (BRITISH COUNCIL, 2021).
Usamos o pronome there nas seguintes ocasiões:
� quando nos referimos a números ou quantidades (There are lots of cookies
over the kitchen countertop = Existem muitos biscoitos acima do balcão da
cozinha);
� quando uma situação aconteceu/está acontecendo (There was a car crash on
highway 65 = Houve uma batida de carros na rodovia 65);
� quando algo é posto/está colocado em cena (There are many books spread out
in their living room = Existem muitos livros espalhados na sala da casa deles).
Lembre-se que o there não é apenas um pronome; na verdade, pode ser
usado como interjeição e advérbio e pronome, ou seja, tem diferentes fins
pragmáticos e sentidos a depender dos contextos sociais.
Quanto ao pronome it, ele é usado:
� quando nos referimos ao clima (It is a beautiful day today = É um dia lindo hoje);
� quando nos referimos a dimensões de tempo (It’s almost noon = É quase
meio-dia) e datas (It is my birthday tomorrow = Amanhã é o meu aniversário);
� quando queremos dar opiniões (It was great visiting you = Foi muito bom
ter te visitado. / It isn’t easy being a teacher = Não é fácil ser professor(a)).
Revisão gramatical II14
A esse respeito, vale apontar que em inglês usa-se o pronome sujeito you,
indicador da 2ª pessoa do singular, para falar/escrever sobre pessoas em
geral, seja por aquele que fala/escreve ou por aquele que responde/lê. Nos
enunciados, por exemplo, "You can’t parkhere" (Você não pode estacionar
aqui) e "You can’t smoke in this area", o pronome you inclui todas as pessoas
na enunciação para dizer que é proibido estacionar (primeiro exemplo) ou
proibido fumar (segundo exemplo) naquela localidade. Também emprega-se
o pronome sujeito e objeto they e them (indicador da 3ª pessoa do singular/
plural) quando o tema envolve instituições gerais e organizações governa-
mentais. Por exemplo, em "Ask them for changing your fligh" (Pergunte à
companhia aérea (a eles da companhia) se você pode mudar de voo) e "They
are pronouncing a new committee to talk about the environmental laws" (Eles
estão criando um novo comitê para tratar de leis ambientais), os pronomes
them/they (eles) têm a finalidade de representar um grupo de pessoas que
fazem parte de uma empresa/organização (BRITISH COUNCIL, 2021).
Pode-se dizer que o pronome sujeito e objeto da 3ª pessoa do singular it
também serve a propósitos pragmáticos semelhantes, embora mais informais.
Exemplos disso ocorrem quando queremos indicar quem atendeu uma ligação —
"It is Rafael speaking" (É o Rafael falando) — e quem chegou para nos visitar — "It
is Nelma who is here" (É a Nelma quem está aqui). É, portanto, fundamental que os
pronomes sejam colocados nessas posições para exercer tais funções, em virtude
da obrigatoriedade gramatical da presença do sujeito nas orações em inglês.
A respeito dos pronomes pessoais, há ainda um aspecto importante sobre
os pronomes objeto. Quando substituímos o substantivo (o nome) pelo pro-
nome objeto direto (sem preposição), precisamos adicionar a preposição to
ou for antes do pronome que representa o objeto indireto (ou do substantivo
que funciona sintaticamente como objeto indireto) (SWICK, 2018). A partir do
enunciado "I gave Mary a magazine" (Eu dei uma revista a Maria), por exemplo,
se quisermos fazer a substituição do objeto direto magazine (revista) pelo
pronome objeto it, precisaremos colocar uma preposição antes do nome
Mary, que é sintaticamente o objeto indireto da oração. Desse modo, ficaria
assim: "I gave it to Mary" ou "I gave it to her".
Quanto aos pronomes possessivos, é importante ficar atento a dois as-
pectos. O primeiro é que eles podem vir após a preposição of (o enunciado
“Lindsey is one of my cousins” pode aparecer assim “Lindsey is a cousin of
mine” (Lindsey é uma das minhas primas). Em segundo lugar, os pronomes
possessivos não vêm acompanhados de apóstrofo. No enunciado "Is that
motorcycle yours?" (Esta/Essa motocicleta é sua?), o yours não tem apóstrofo,
ou seja, é escrito com o "s" junto ao termo.
Revisão gramatical II 15
Embora o apóstrofo também indique posse, saiba que ele é um outro re-
curso linguístico e não aparece junto dos pronomes ou adjetivos possessivos.
Veja o seguinte exemplo: "This is Rafaela’s dog" (Este é o cachorro da Rafaela).
Nesse enunciado, a posse do animal é marcada pelo uso do apóstrofo no
nome próprio Rafaela. Observe ainda que é preciso acrescentar o apóstrofo
(’) e a consoante s (’s) junto da pessoa a qual queremos atribuir a posse: "This
is Dirac’s garden" (Este é o jardim de Dirac). Lembre-se, porém, que, caso a
palavra já termine em s, basta acrescenta o apóstrofo para indicar a posse
depois da consoante s já existente, como em: "Those are the babies’ toys"
(Aqueles são os brinquedos dos bebês).
Vale ter atenção também quanto ao uso dos pronomes demonstrativos this
e these ao introduzir pessoas. Observe os seguintes exemplos: "This is John
and this is Mary" (Estes são João e Maria) e "These are my friends John and
Mary" (Estes são os meus amigos João e Maria). Na introdução de pessoas, se
você quiser apontar que ambos são seus amigos e usar, assim, o substantivo
friends (amigos) que os reúne numa mesma posição simbólica, o pronome
these deve ser usado (BRITISH COUNCIL, 2021). Caso a introdução seja feita
individualmente, a gramática exige o uso do pronome this para cada um.
Quanto aos pronomes reflexivos, cabe também uma dica para quem tem
dúvidas sobre sua formação. Para formá-los, basta adicionar o sufixo -self
ou -selves aos pronomes pessoais objeto em inglês (como me => myself, you
=> yourself, her => herself, him => himself, it => itself, you => yourselves, us =>
ourselves e them => themselves). Observe ainda que, para o uso do reflexivo, é
preciso identificar se o sujeito do verbo (da oração) é também o mesmo objeto
(direto) dela. Isso significa que se o objeto for outro, o pronome reflexivo não
deve ser usado, conforme prescreve a gramática: nos enunciados "My boss
invited Joe and me to the meeting" e "*My boss invited myself and Joe to the
meeting", apenas o primeiro está correto, uma vez que eu não me convidei
para o evento, quem me convidou foi o meu chefe (SIKLOS, 2016).
Embora tenhamos em inglês cinco pronomes interrogativos básicos (who,
whom, which, what e whose), existem aquelas famosas palavrinhas que come-
çam com w e que nos ajudam a criar perguntas e permitir respostas abertas
(SIKLOS, 2016): what (What time is it? = Que horas são?), why (Why are you
angry? = Por que você está irritado?), who (Who is your professor? = Quem é
seu professor?), how (How are you doing? = Como você está?), which (Which
luggage is yours? = Qual é a sua mala?), when (When is your final exam? =
Quando é o seu último teste?), where (Where do you live? = Onde você mora?),
whom (To whom did you give the fruit? = A quem você deu a fruta?) e whose
(Whose land is this? = De quem é essa terra?).
Revisão gramatical II16
Enquanto os pronomes pessoais sujeito e objeto apontam as pessoas do
discurso que falam, sobre o que/de que falam e àquelas a quem nos dirigimos,
os possessivos e demonstrativos constroem noções de pertencimento e de
referência espaço-temporal no discurso, respectivamente. Os pronomes
indefinidos, por sua vez, representam as indefinições que trazemos nos nosso
discursos, enquanto os interrogativos nos ajudam a elaborar questionamentos
na língua. Já os pronomes reflexivos, que são usados para representar um
sujeito que é também objeto da ação que realiza, também podem ser usados (e
o são frequentemente) em enunciados para enfatizar o sujeito ou o objeto de
diferentes maneiras. Por fim, os pronomes relativos who/whom, usados para
pessoas, which, para coisas, e that, para pessoas e coisas, unem enunciados,
tornando-os subordinados e ainda estendendo a elaboração do sentido da
pessoa/da coisa/do objeto que está sendo tratado.
Referências
BRITISH COUNCIL. Learn english. Pronouns. British Council, 2021. Disponível em: ht-
tps://learnenglish.britishcouncil.org/grammar/english-grammar-reference/pronouns.
Acesso em: 26 dez. 2021.
CUNHA, C.; CINTRA, L. Pronomes. In: CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português
contemporâneo. 5. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008. p. 289-381.
PRONOME reflexivo. Só Português, 2021. Disponível em: https://www.soportugues.
com.br/secoes/morf/morf45_2.php. Acesso em: 26 dez. 2021.
PRONOUN types and cases. Solaro App, 2009. English 12, Vocabulary and Grammar,
Grammar. Disponível em: https://app.solaro.com/courses/1817/topics/9330/clus-
ters/41904/lessons/301649. Acesso em: 9 dez. 2021.
SIKLOS, J. et al. English grammar guide: a comprehensive visual reference. USA: DK
Publishing, Penguim Random House, 2016.
SWICK, Ed. English Grammar for ESL Learners. 3. ed. USA: McGraw-Hill Education, 2018.
VOLÓCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do
método sociológico na ciência da linguagem. São Paulo: Editora 34, 2017.
Leituras recomendadas
LIMA, M. dos S. Pronominalização em inglês e português por alunos brasileiros: dados trans-
versais e longitudinais. Linguagem & Ensino, v. 2, n. 1, p. 59-71, 1999. Disponível em: https://
periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/rle/article/view/15491. Acesso em: 26 dez. 2021.
MURPHY, R. English grammar in use. German: Ernst Klett Sprachen, 2012.
SOUZA JÚNIOR, M. G.; DANTAS, D. B. O ensino da gramática de língua inglesa com base
na gramáticada língua portuguesa em sala de aula. [S. l.: s. n., 2014?]. Disponível em:
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2014/Modalidade_1datah
ora_09_08_2014_12_24_25_idinscrito_1030_7b1f63ca590d5ff346ed18eb89e7708f.pdf.
Acesso em: 26 dez. 2021.
Revisão gramatical II 17
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Revisão gramatical II18
LETRAS - INGLÊS
Camila Motta Avila
Revisão gramatical III
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os tópicos gramaticais abordados.
Diferenciar o comparativo do superlativo dos adjetivos e utilizá-los
corretamente em inglês.
Reconhecer, primordialmente, a voz passiva, que é muito utilizada em
textos técnicos em inglês.
Introdução
Neste capítulo, você estudará sobre alguns aspectos gramaticais da
língua inglesa, bem como conhecerá as particularidades acerca de alguns
princípios linguísticos do inglês. Além disso, revisará informações sobre
os verbos anômalos, os tempos verbais, a construção do comparativo
e do superlativo e as vozes ativa e passiva dos verbos, ferramentas de
compreensão textual em inglês que auxiliam a leitura de diferentes gê-
neros textuais.
1 Reconhecendo o verbo e suas apresentações
Identifi car as diferentes formas verbais e as apresentações que as palavras
podem assumir em língua inglesa é primordial para o acesso à informação
e ao conhecimento, em virtude da abundância de informações e materiais
disponíveis em inglês para estudo, atualização, lazer e entretenimento. Ao
reconhecer as principais formações verbais e a constituição lexical em inglês,
as possibilidades de se experienciar diferentes realidades se expandem, já
que há uma grande oferta de diversas fontes culturais e intelectuais nessa
língua. A maioria dos sujeitos contemporâneos pode se deparar com textos
em língua inglesa mais de uma vez ao dia durante a sua rotina, como, por
exemplo, ao acessar as redes sociais, ao utilizar algum dispositivo eletrônico,
ao interagir com aplicativos de celular, entre outras possibilidades. Dessa
forma, este capítulo pretende auxiliar o leitor a identifi car e reconhecer
determinadas características verbais e lexicais da língua inglesa.
Verbos anômalos
Ao se familiarizarem com as estruturas básicas da língua inglesa, os aprendi-
zes precisam encontrar uma forma de sistematizar o seu novo conhecimento
sobre a língua. Essa sistematização se constrói por meio do reconhecimento
de padrões e do funcionamento de categorias específi cas de cada sistema
linguístico. Portanto, para além de reconhecer o signifi cado das palavras e
das possíveis combinações entre elas, um falante de uma língua estrangeira
deve atentar aos padrões intrínsecos a cada categoria, de modo que entender
a classifi cação própria dos verbos é de extrema importância.
Caracterizar os tipos de verbo em língua inglesa instrumentaliza o aprendiz a trabalhar o uso
da língua de forma autônoma e significativa. Já identificar os padrões verbais possibilita ao
falante usar o vocabulário e entender o sistema linguístico e seu funcionamento, habilidade
esta que caracteriza um usuário, de fato, proficiente e experiente na língua que estuda.
Para entender o que são e como funcionam os verbos anômalos, primeira-
mente, faz-se necessário distinguir os finite dos non-finite verbs. A categoria
dos non-finite verbs compreende os verbos no infinitivo (present e perfect,
com ou sem a partícula to), o particípio presente ou passado e o gerúndio, ou
substantivo verbal. Já a categoria dos finite verbs compreende os verbos que
não são non-finite, ou seja, é uma forma verbal que tem um sujeito (explícito
ou implícito) e que pode funcionar como núcleo de uma oração independente
(i.e., pode operar como uma frase independente). Os finite verbs se diferenciam
dos non-finite verbs, que operam em um grau hierárquico menor na estrutura
sintática do sistema linguístico da língua inglesa.
A seguir, são apresentados exemplos de finite verbs, em negrito, e non-finite
verbs, sublinhados (VAN GELDEREN, 2010):
This sentence is illustrating finite and non-finite verbs.
Esta frase está exemplificando verbos finitos e não finitos.
Revisão gramatical III2
The dog will have to be trained well.
O cachorro deverá ter que ser bem treinado.
Tom promised to try to do the work.
Tom prometeu tentar fazer o trabalho.
Considerando os verbos to be, tem-se, como formas non-finite desse verbo:
(to) be, (to) have been, being, been | (to) see, (to) have seen, seing, seen. Já como
formas finite dos mesmos verbos, tem-se: am, is, are, was, were | see, sees, saw.
Quando os finite verbs são utilizados com to, eles são chamados de to infi-
nitive. Já quando são utilizados sem o to, eles são chamados de bare infinitive.
Exemplos de to infinitive são: to dream (sonhar), to have (ter), to sleep (dormir).
Observe que, embora em português haja três terminações verbais para indicar
o infinitivo (-ar, er, ir), em inglês, essa forma verbal é indicada pelo to em
frente aos verbos sem conjugação. Exemplos de bare infinitive, por sua vez,
podem ser encontrados nos modal verbs, como can, should, may, entre outros.
O Quadro 1, a seguir, apresentada os finite e os non-finite verbs.
Fonte: Adaptado de Hornby (1975).
Non-finite verbs Finite verbs
Infinitive Present participle Past participle Present tense Past tense
Be Being Been Am, is, are Was, were
Have Having Had Have, has Had
Do Doing Done Do, does Did
Shall Should
Will Would
Can Could
May Might
Must
Ought
Need
Dare Used (to)
Quadro 1. Finite e non-finite verbs
3Revisão gramatical III
Os verbos que não apresentam uma conjugação regular são chamados de verbos
anômalos. Anômalo (do latim anomalus, -a, -um, e do grego anômalos, -on) denota
algo irregular, fora das regras de formações gerais, assimétrico. Portanto, os verbos
anômalos não apresentam formação em diferentes conjugações de maneira regular,
respeitando, assim, princípios diferentes daqueles dos verbos regulares.
O termo anômalo é aplicado para as 24 formas dos finite verbs do Quadro 1.
A característica mais evidente dos finite verbs (e, aqui, anômalos) é que eles
podem ser unidos para se contrair com o not para construir a forma negativa
(isn’t, weren’t, haven’t, don’t, didn’t, can’t, shouldn’t, oughtn’t). O termo anômalo
é restrito aos finite verbs que podem ser combinados com not. Assim, o verbo
have pode ser considerado anômalo quando é auxiliar, como em I haven’t done
that (Eu não fiz isso), mas não quando é o verbo principal, como em I have lunch
everyday (Eu almoço todos os dias). No exemplo em que have opera como verbo
principal, ele funciona como um ordinary verb.
É importante não confundir os verbos anômalos com o conceito de verbos modais
ou verbos auxiliares. Embora essas concepções possam se interseccionar, cada uma
delas se define de forma individual.
Os verbos em forma anômala podem funcionar como verbos de ligação.
Nos exemplos a seguir, os finite verb forms de be e de have são anômalos e
verbos de ligação, porém não são auxiliares (HORNBY, 1975).
She is a teacher.
Ela é professora.
The men are busy.
Os homens são/estão ocupados.
Revisão gramatical III4
Have you any money?
Você tem algum dinheiro?
Jane has two brothers.
Jane tem dois irmãos.
They had a good holiday.
Eles tiveram um bom feriado/boas férias.
Os verbos anômalos podem ter várias funções e são separados em duas
grandes categorias: palavras estruturais e verbos modais. Eles funcionam,
primeiramente, como palavras estruturais de grande importância discursiva.
Quando utilizadas para evitarrepetição, as formas anômalas podem ser en-
contradas, por exemplo, nas tag questions. Também como palavras estruturais,
os verbos anômalos podem ser aplicados em inversões sintáticas, como em
Little did they know, referente a They little knew that (Mal sabiam eles/Mal
eles sabiam). Hornby (1975) menciona, inclusive, que algumas classes espe-
cíficas de advérbios podem ter a sua posição definida em frases de acordo
com a ocorrência de verbos anômalos nessas estruturas. Um exemplo disso
é a posição intermediária de advérbios que precedem verbos anômalos não
finitos e são seguidos de anômalos finitos (a menos que estes sejam acentu-
ados — stressed). A disposição dos advérbios pode mudar de acordo com o
tipo de verbo anômalo em questão.
Com verbos anômalos não finitos (HORNBY, 1975):
We generally/usually go to school by bus.
Nós geralmente vamos à escola de ônibus.
The sun always rises in the east.
O sol sempre nasce ao leste.
Com verbos anômalos finitos (HORNBY, 1975):
You should always try to be punctual.
Você deveria sempre tentar ser pontual.
We shall soon be there.
Devemos estar logo por aí.
5Revisão gramatical III
Com um verbo anômalo finite acentuado (tônico; HORNBY, 1975):
We’ve never refused to help.
Nunca nos negamos a ajudar.
We never have refused to help.
Além disso, os verbos anômalos são aplicados para formar modos verbais
que não existem originalmente flexionados em língua inglesa. Quando fun-
cionam dessa forma, são chamados de verbos modais (modal é o adjetivo
referente a mode ou mood em língua inglesa, referente a “modo”). Alguns
exemplos de verbos modais são:
Condicional:
I might call her, if I feel like doing it later.
Eu devo ligar para ela, se eu sentir vontade de fazer isso
mais tarde.
Subjuntivo:
If she were smarter, she wouldn’t do that.
Se ela fosse mais esperta, não teria feito isso.
Tempos verbais
Existem 12 combinações verbais em língua inglesa ao total, considerando-
-se tempo, aspecto e forma verbal. Antes de se fazer uma listagem a fi m de
apresentar seus usos, estruturas e exemplos, faz-se necessário diferenciar os
conceitos de tempo e aspecto verbais (tense and aspect), geralmente confun-
didos ou tomados como conceitos sinônimos.
Entende-se por aspecto verbal a noção de duração da ação expressa pelo
verbo. Existem dois aspectos verbais em língua inglesa: o progressivo ou contí-
nuo (progressive ou continuous) e o perfeito (perfect). O aspecto progressivo
expressa ações continuadas, que pressupõem uma atividade incessante, repetida
com determinada regularidade e sem interrupção. O aspecto perfeito, por
usa vez, é responsável por expressar a ligação entre dois tempos verbais. Essa
ligação pode se dar por meio de uma ação que tenha ocorrido no passado e
que tenha continuidade até o tempo presente (unindo passado e presente), ou
por meio de uma ação do presente que tenha afeitos previstos para o futuro
(unindo presente e futuro). O aspecto contínuo é marcado pela partícula –ing,
Revisão gramatical III6
unida aos verbos principais das orações, ao passo que o aspecto perfeito conta
com o verbo auxiliar have/has ou had, acrescido de um verbo no particípio. É
o aspecto verbal que permite aos usuários do inglês compreenderem os eventos
da língua e expressá-los de acordo com a sua percepção.
O tempo verbal, por sua vez, determina um ponto específico no tempo ou um
período determinado de tempo (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999;
MURPHY, 2004). Em termos estritos, existem dois tempos verbais morfologica-
mente expressos nos verbos em inglês: passado e presente. Isso porque, embora
haja a ideia de futuro, que vem a ser expressa por verbos auxiliares (p. ex., o caso
do will), esse tempo verbal não é formalmente evidente nas desinências verbais
de tempo. Seguindo essa ideia, Lewis (1986) define o tempo verbal como uma
mudança morfológica expressa na forma do verbo. Assim, uma forma verbal que é
expressa através de um verbo auxiliar não se configuraria como um tempo verbal.
Para melhor compreensão de passado e presente como tempos verbais em
língua inglesa, é interessante relacionar esses tempos em termos de percepção
com relação à noção de distância — remoto e próximo. Dessa forma, deve-se
considerar três características importantes: tempo, realidade e registro. O tempo
refere-se ao momento em que uma determinada ação foi performada. Já a realidade
considera alguma relação entre o que está expresso por uma determinada oração
através de um verbo e o real referente a tal fato. Por fim, o registro diz respeito a
alguma adequação discursiva situacional expressa pelo falante através do verbo.
A Figura 1, a seguir, apresenta um esquema com exemplos sobre as noções
acerca de tempo, realidade e registro.
Figura 1. Esquema sobre características das ações que elucidam os tempos
verbais em língua inglesa (passado e presente).
Fonte: Pizzichinni (2017, documento on-line).
7Revisão gramatical III
Já que uma primeira apresentação sobre os conceitos de tense e aspect
foi desenvolvida, parte-se, agora, para as possíveis combinações verbais, que
resultam em 12 formas para expressar as ações em língua inglesa. Conforme
Yule (1998), as formas verbais em inglês são: simple present, present progres-
sive, simple past, past progressive, simple future, future progressive, present
perfect, present perfect progressive, past perfect, past perfect progressive,
future perfect e future perfect progressive.
O Quadro 2, a seguir, apresenta as formas verbais em questão, acompa-
nhadas de exemplos.
Fonte: Adaptado de Yule (1998).
Forma verbal Exemplo Estrutura
Simple present I love your Mercedes. Suj + verbo (+s, se for he, she, it)
+ obj
Present progressive You are standing too close to it. Suj + to be + verbo + ing + obj
Simple past I wanted a car just like it. Suj + verbo + -ed (ou verbo
irregular) + obj
Past progressive You were aiming too high. Suj + to be no passado + verbo
+ ing + obj
Simple future I will work for it. Suj + will + verbo + obj
Future progressive You will be working forever. Suj + will be + verbo + ing + obj
Present perfect I have worked hard before. Suj + have/has + verbo no
particípio + obj
Present perfect
progressive
You have been working. Suj + have/has been + verbo +
ing
Past perfect I had saved my money. Suj + had + verbo no passado
+ obj
Past perfect
progressive
You had been saving pennies. Suj + had been + verbo + ing
+ obj
Future perfect I will have saved enough. Suj + will have + obj
Future perfect
progressive
You will have been saving in
vain.
Suj + will have been + obj
Quadro 2. Formas verbais em língua inglesa com suas respectivas estruturas
Revisão gramatical III8
2 Modificações do adjetivo: casos comparativo
e superlativo
Em língua inglesa, a classe de palavras que compreende os adjetivos não varia
em gênero (feminino e masculino) e número (singular e plural). Por esse motivo,
o adjetivo beautiful pode signifi car tanto “bonito” quanto “bonita”, “bonitos”
ou “bonitas”. Desse modo, o contexto discursivo e o substantivo relacionado
serão os responsáveis por determinar de que forma os adjetivos caracterizam
as palavras que venham a acompanhar. Em contrapartida, há a possibilidade
de se adaptar os adjetivos em duas formas: em comparações e em expressões
de realidades extremas. A seguir, é descrito como os casos comparativo e
superlativo se constroem e como funcionam em inglês.
A formação do comparativo em inglês se dá através do sufixo -er, adi-
cionado após os adjetivos de até duas sílabas, ou através da palavra more
previamente aos adjetivos que apresentem mais de duas sílabas. Em ambos
os casos, a palavra than deve ser inserida logo após o adjetivo, para que a
formação do caso comparativo se dê de forma completa, seguida do objeto
de comparação em questão.
Já a formação do superlativo em inglês ocorre através do sufixo -est,
adicionado após os adjetivos de até duas sílabas, ou através da palavra “most”
previamente aos adjetivos que apresentemmais de duas sílabas. Em geral,
o artigo the também é utilizado no superlativo previamente aos adjetivos
modificados.
A seguir, são apresentadas algumas regras que são igualmente válidas
para os sufixos -er e -est:
a) São adicionados em adjetivos de até duas sílabas:
Tall → taller than | the tallest
b) Quando adicionados a adjetivos que terminem em molde silábico CVC,
exigem a duplicação da última consoante para serem inseridos à palavra:
Big → bigger than | the biggest
c) Quando adicionados a adjetivos que terminem em E, devem ter o seu
e eliminado:
Simple → simpler than | the simplest
d) Quando adicionados a adjetivos que terminem em Y, precedidos de
consoante, exigem a troca do Y pelo I para serem acoplados às palavras.
Happy → happier than | the happiest
9Revisão gramatical III
Adjetivos de três ou mais sílabas
Os adjetivos com mais de duas sílabas não comportam sufi xos como -er ou
-est. Por isso, ao se formar o comparativo e o superlativo em língua inglesa,
é preciso utilizar as palavras more e most para estabelecer esses modos com
os adjetivos. Confi ra, a seguir, alguns exemplos:
Comfortable (pode ter 3 ou 4 sílabas, a depender da variante linguística
— /ˈkʌmf·tə·bl/ ou / ˈkʌm·fər·t̬ ə·bəl/):
■ Sitting on the sofa is more comfortable than sitting on a wooden
chair. (Comparativo)
■ Sentar-se no sofá é mais confortável do que se sentar em uma cadeira
de madeira.
■ I think my bed is the most comfortable place in the world. (Superlativo)
■ Eu acho que a minha cama é o lugar mais confortável do mundo.
Important (tem 3 sílabas — /ɪmˈpɔr·tənt/):
■ Trying to solve the problem is more important than whining about
it. (Comparativo)
■ Tentar resolver o problema é mais importante do que reclamar sobre
ele.
■ Being happy is the most important goal in life. (Superlativo)
■ Ser feliz é o objetivo mais importante na vida.
Expensive (tem 3 sílabas — /ɪk s̍pen·sɪv/):
■ Travelling to far places is more expensive than travelling to places
close to you. (Comparativo)
■ Viajar para lugares distantes é mais caro do que viajar para lugares
próximos de você.
■ One of the most expensive things in the world is a diamond rock.
(Superlativo)
■ Uma das coisas mais caras no mundo é uma pedra de diamante.
Adjetivos irregulares
Alguns adjetivos não se encaixam nas regras apresentadas e, por esse motivo,
são considerados adjetivos irregulares para a formação de comparativo e
superlativo em língua inglesa. Esses adjetivos são: good, bad, little, much,
many e far. O Quadro 3, a seguir, apresenta os comparativos e superlativos
desses adjetivos, seguidos de um exemplo para cada um deles.
Revisão gramatical III10
Fonte: Adaptado de Yule (1998).
Adjetivo Comparativo Superlativo
Good Better
She is better than me.
Best
She is the best in math.
Bad Worse
Losing your key is worse
than get wet in the rain.
Worst
That was the worst food
I’ve ever tasted.
Little Less
I am less tall than him.
Least
This is the least interesting topic ever.
Much and many More
A Ferrari is more expensive
than a Beatle.
Most
Gold is the most expensive
metal in the world.
Far Further
For further information,
please, contact us.
Farthest
Travelling to another continent was
the farthest territory I reached.
Quadro 3. Adjetivos irregulares nos casos comparativo e superlativo
3 Sujeito verbal ou ação desenvolvida:
usos e motivações linguísticas da voz passiva
A voz passiva é uma organização sintática que dá conta de estruturar, em
termos hierárquicos, o sujeito e o objeto em uma oração. É hierárquica, pois,
através dela, é defi nida a ordem linear na qual tais elementos são apresentados.
A ordem sintática canônica em língua inglesa (assim como no português)
é S-V-O (sujeito, verbo e objeto). Essa ordem, apesar de canônica, não é o
único arranjo sintático possível na língua. Para além de inversões sintáticas
estilísticas, há a voz passiva, uma construção sintática na qual um objeto
direto é deslocado para a função de sujeito. Essa construção recebe este nome
devido à função do verbo, que, ao ter sujeito e objeto deslocados, sofre uma
modifi cação: passa a ter atribuição passiva. Confi ra, a seguir, como se dá a
estrutura da voz passiva em língua inglesa:
Sujeito da passiva + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre
outros) + verbo principal da ação conjugado no particípio +
agente da passiva
11Revisão gramatical III
A voz passiva é bastante utilizada em linguagem formal, jornalística e
acadêmica. Isso se dá pelo fato de, nessas situações, a ação performada per se
ser hierarquicamente mais relevante do que o sujeito que a operou. Além disso,
os profissionais dessas áreas têm como responsabilidade reportar os fatos da
forma mais impessoal e imparcial ou não enviesada possível. Um exemplo de
voz passiva no discurso jornalístico pode ser conferido na Figura 2. O mais
importante, na notícia em questão, é o número de cidadãos que podem vir a
ser infectados, e não quem os pode infectar, em si. Além disso, sendo o agente
infeccioso mundialmente conhecido e divulgado de forma incessantemente
massiva no momento histórico em que se encontra a reportagem, ele pôde,
inclusive, ser omitido — funcionamento comum no agente da passiva.
Figura 2. Excerto da página da BBC News, no caderno de notícias internacionais.
Vê-se, na manchete, um exemplo de construção sintática em voz passiva.
Fonte: Adaptada de BBC News (2020).
Revisão gramatical III12
A voz passiva é construída da seguinte forma: desloca-se o objeto direto
para a posição de sujeito da oração e transforma-se o sujeito da voz ativa em
agente da passiva. Assim, em uma oração como Coronavirus could infect
millions of Americans, tem-se, em sua forma passiva, Millions of Americans
could be infected [by coronavirus]. O agente da passiva pode ser omitido em
algumas situações, caso a sua explicitude na oração seja dispensável. Nessa
oração, destacam-se os seguintes constituintes:
O Quadro 4, a seguir, apresenta todas as formas conjugadas para a formação
da voz passiva em língua inglesa.
Tempo verbal Voz ativa Voz passiva
Present simple do/does is done
Past simple did was done
Present continuous am/is/are doing am/is/are being done
Past continuous was/were doing was/were being done
Present perfect have/has done have/has been done
Past perfect had done had been done
Modal verbs can do can be done
Future (will) will do will be done
Future (going to) am/is/are going to do am/is/are going to be done
Conditional would do would be done
Quadro 4. Formação da voz passiva em inglês de acordo com os modos e formas verbais
13Revisão gramatical III
Após revisar formas, aspectos e tempos verbais, além de distinguir os
casos comparativos e superlativos, é possível compreender o funcionamento
e os usos da voz passiva em língua inglesa. Toda essa revisão instrumen-
taliza o conhecimento para fins acadêmicos e para a formação intelectual
em geral. Lembre-se de que é necessário estar atento à aplicação e aos
usos das estruturas revisadas neste capítulo, principalmente em artigos
científicos, textos jornalísticos, na linguagem empregada em telejornais e
na interação entre pessoas. Além disso, deve-se sempre buscar informações
e fontes diversas para complementar os estudos, já que as possibilidades de
combinação de palavras e estruturas para a formação de novas unidades de
sentido são infinitas.
BBC NEWS. Coronavirus: 'millions' of Americans could be infected, expert warns. BBC
News, [s. l.], 29 March 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-us-
-canada-52086378. Acesso em: 15 jul. 2020.
CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s
course. Boston: Heinle & Heinle, 1999.
HORNBY, A. S. Guide to patterns and usage in English (ELT). 2nd ed. Oxford: Oxford Uni-
versity, 1975.
LEWIS, M. The English verb: an exploration of structure and meaning. Boston: Heinle
& Heinle, 1986.
MURPHY, R. English grammar in use. 3rd ed. Cambridge: Cambridge University,2004.
PIZZICHINNI, L. Tense vs aspect. [2017]. Disponível em: https://news.collinselt.com/
tense-vs-aspect/. Acesso em: 15 jul. 2020.
VAN GELDEREN, E. An introduction to the grammar of English: revised edition. Amsterdam:
John Benjamins, 2010.
YULE, G. Explaining English Grammar. Oxford: Oxford University Press, 1998.
Revisão gramatical III14
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
15Revisão gramatical III
06
Ilane Ferreira CavalcanteFormação de Palavras
INGLÊS
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Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco
Coordenador de Edição
Ary Sergio Braga Olinisky
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Revisão das Normas da ABNT
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Adaptação para o Módulo Matemático
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Governo Federal
Ministério da Educação
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Objetivo
�
Inglês A06
Os processos de formação das palavras em língua inglesa e algumas listas dos principais
afixos mais utilizados nessa língua. Estudar a formação das palavras é aspecto relevante
no desenvolvimento da sua eficiência como leitor em língua estrangeira.
Conhecer os principais processos de formação de palavras
em língua inglesa.
Identificar os afixos mais comuns em língua inglesa.
Compreender a relação entre os processos de formação de
palavras, o sentido e a função gramatical dos vocábulos da
língua.
�
Inglês A06
Para começo
de conversa...
Fonte: <http://imagecache2.allposters.com/images/pic/70/022_00107_5F~Reading-is-Fun-Posters.jpg>. Acesso em: 20 set. 2008.
Na ilustração acima, você percebe que há um pequeno enunciado que, de certa
forma, reafirma a expressão divertida dos seres fantasiados representados
no texto. Um rapaz lê e, aparentemente, uma horda de seres imaginários o
acompanha na atividade. Mas atentemos ao enunciado. Ele é iniciado por uma palavra,
reading, fruto de um verbo mais simples, read, agregada de uma terminação, ing, que
determina seu tempo verbal e sua função gramatical dentro do enunciado. É justamente
sobre esse processo de composição das palavras e sobre pequenos enunciados frasais
que vamos discutir ao longo desta aula.
�
Inglês A06
A formação
das palavras
Todo o vocabulário de uma língua é formado através de alguns processos
específicos. Há palavras primitivas, das quais se derivam outras palavras. Há
palavras que evoluíram de línguas mais antigas que originaram aquela língua
em particular, há misturas entre essas palavras herdadas e outras próprias da língua
e há os processos de formação de palavras internos às línguas, que se dão através
de derivação e de composição.
Com a língua inglesa não ocorre diferente. Você viu, na aula 4, intitulada “A língua
Inglesa e os falsos cognatos”, como ela se formou a partir das confluências históricas
que marcaram a presença dos celtas, dos anglos, dos saxões, dos romanos... Assim,
a língua recebeu muitos vocábulos e teve a sua estrutura formada a partir dessas
interações entre essas diversas línguas e culturas.
A importância de conhecer esses processos para o aprendiz de uma segunda língua está
no fato de que ele poderá, a partir desse conhecimento, reconhecer se um determinado
vocábulo faz, em um contexto específico, o papel de um adjetivo ou de um advérbio, a
partir dos elementos que compõem aquela palavra. Ou seja, esse conhecimento permite
a identificação provável da classe gramatical em que a palavra se insere, e isso é muito
útil, principalmente, para os estudantes de inglês instrumental.
Para compreender o processo de formação das palavras é necessário, antes, que
conheçamos os elementos que formam as palavras em geral.
Morfologia
O estudo da formação das palavras denomina-se morfologia e demonstra não só a
flexibilidade da língua em receber e em criar novos vocábulos, mas as possibilidades
do usuário nativo da língua transferir uma palavra de uma categoria a outra através do
uso dos mecanismos que permitem essa variação. Para o aprendiz, obviamente, essa
produção é muito mais limitada, mas a recepção do vocabulário, por outro lado, pode
ser muito ampliada através desse conhecimento. Pois ele vai contar com a possibilidade
de, a partir do conhecimento das regras que se aplicam à formação das palavras
consagradas pelo uso na língua, reconhecer a função dos vocábulos em seu contexto
de uso.
�
Inglês A06
As palavras são formadas por pequenas partículas que determinam seu sentido principal
e sua função gramatical. São eles:
a) Root (radical): a partícula que traz o conteúdo significativo da palavra.
Exemplo �
feeling – feel / ing
Observe que há na palavra uma partícula que contém o significado da palavra (feel =
sentir) e outra que determina a sua classe gramatical (ing = terminação que indica o
present continuous tense ou gerúndio).
b) Affixes (afixos): as partículas móveis que auxiliam não só na mudança de sentido
das palavras, mas na determinação de sua classe gramatical. Os afixos podem ser:
Prefixes: postos antes do radical
Exemplo �
pleasant – unpleasant
Observe que foi acrescentado à primeira palavra do exemplo 2 um pequeno elemento
(un), que altera significativamente o seu sentido, pois esse prefixo traz uma idéia de
negação.
Suffixes: postos após o radical
Exemplo �
Meaning – meaningless
�
Inglês A06
No exemplo 3, foi agregado um sufixo após o vocábulo que também traz uma idéia, não
de negação, mas de ausência, o que também altera significativamente o conteúdo do
vocábulo. Mas, antes de tudo, altera a função gramatical que passa de um substantivo
para um adjetivo.
Os sufixos em geral têm a função de transformar a categoria gramatical das palavras
em que são aplicados. Assim, um determinado sufixo sempre implicará na mudança da
palavra para uma determinada categoria gramatical.
Praticando... �
�. Preencha a tabela abaixo separando o radical e os afixos das palavras
listadas. Observe o exemplo; quando não houver um dos afixos, basta
deixar a lacuna. Procure a ajuda de um bom dicionário sempre que sentir
necessidade.
NOUN PREFIX ROOT SUFFIX
Unhappy un Happy
preview
timing
destination
unbelieveable
forgetfull
lonelyness
unpredictable
relationship
Processos de formação de palavras
Mas não é só o uso de afixos que determina a formação dos vocábulos. Na língua
inglesa podemos definir 3 processos de formação de palavras, comuns, aliás, a outros
idiomas:
Afixos
6
Inglês A06
Affixation
Esse é exatamente o processo que consiste na adição de prefixos e sufixos.
Exemplo �
pleasant – UNpleasant
meaning – meaningful – meaningless
O inglês, propriamente, não usa tantos prefixos quanto poderia, mas, como você já
viu em aula anterior, ela herdou muitas palavras do Latim e no Latim o uso de afixos
é muito forte, assim, muitas das palavras de origem latina sofrem esse processo de
transformação por afixos.
Afixos são partículas
de que as línguas
dispõem para o
processo de criação
de novas palavras.
Eles podem ser
prefixos (colocados no
início da palavra) ousufixos (colocados no
final das palavras). Os
afixos podem alterar o
grau da palavra (gato
– gatão), o número
(gato – gatos), a
classe gramatical
(claro – clarear).
Para saber mais
sobre isso, pesquise
em gramáticas a
formação de palavras.
Exemplo �
Affix (= ad + fix)
prefix (= pre + fix)
suffix (= sub + fix)
Todos os elementos que compõem essas palavras apresentadas no exemplo 5 provêm
do Latim e alguns deles sofreram modificações em seu uso na lingual inglesa, por
exemplo, ad perde o d e sub perde o b em seu uso nessas palavras específicas. Em
outras palavras, eles mantêm as letras originais, veja-se advertise ou subway. Essa perda
de letras é comum na transformação dos vocábulos ao longo do tempo.
Conheça alguns dos afixos de origem latina mais comuns na língua inglesa. Observe
o quadro 1:
�
Inglês A06
Quadro � – Afixos latinos de uso comum na lingual inglesa
AFIXO SENTIDO EXEMPLO DE USO
ab away abrupt, absent, absolve
ad to adverb, advertisment, afflict
in not incapable, indecisive, intolerable
inter between among intercept, interdependent, interprovincial
intra within intramural, intrapersonal, intraprovincial
pre before prefabricate, preface prefer
post after postpone, postscript, postwar
sub under submarine, subscription, suspect
trans across transfer, transit, translate
Fonte: Shütz (2008, extraído da Internet).
Observe também, no quadro 2, a seguir, os principais prefixos da língua inglesa de acordo
com o sentido que eles agregam às palavras.
Quadro � – Principais prefixos da lingual inglesa
NEGATIVO
E
POSITIVO
TAMANHO
E
INTENSIDADE
LUGAR
TEMPO
E
ORDEM
NÚMERO
un- semi- inter- pre- mono-
non- mini- super- ante- bi-
in- ir- il- micro- trans- fore- hex-
dis- under- ex- post- oct -
re- over- extra- multi-
mis- perri-
Fonte: Costa (2008, extraído da Internet).
Conversion
Esse processo consiste na adoção da palavra em mais de uma categoria gramatical
sem qualquer transformação.
Exemplo 6
drive (verbo) - drive (substantivo)
Exemplo 8
Exemplo �
Exemplo 9
8
Inglês A06
Compounding
Nesse processo, há uma junção de duas palavras para formar uma terceira, que ganha,
por sua vez, um sentido novo, diferente do sentido específico das palavras que foram
utilizadas em sua formação.
tea + pot = teapot, arm + chair = armchair
Há três formas principais de composição (compounding):
a) Aberta (open compound)
Nesse processo, as palavras são usadas de forma composta, ou seja, formando uma
expressão que traz um sentido novo, mas mantêm uma grafia separada.
salad dressing
As palavras salad e dressing têm sentidos próprios independentes. Mas utilizadas juntas
ganham um sentido novo que diz respeito à guarnição das saladas.
b) Hífen (hyphenated compound)
O processo de composição é o mesmo, mas, nesse caso, as palavras são agregadas
umas às outras através do hífen.
mother-in-low
Exemplo �0
9
Inglês A06
Observe a alteração do sentido entre as palavras originais e a nova, formada por
composição hifenizada:
Mother = mãe
In = na
Law = lei
Mother-in-low = sogra
c) Sólida (solid compound)
Nesse caso, o processo é apenas de junção das palavras. Elas ficam unidas dando
origem a um sentido novo.
keyboard
Key = chave
Board = quadro
Keyboard = teclado
Percebeu a diferença? A idéia por trás da palavra é que o teclado funciona como um
quadro de chaves de códigos para acessar o computador.
Praticando... �
�0
Inglês A06
�. Identifique o tipo de processo de formação das palavras sublinhadas no
texto abaixo.
Syrup
From Wikipedia, the free encyclopedia
In cooking, a syrup (from Arabic sharab, beverage, via Latin siropus)
is a thick, viscous liquid, containing a large amount of dissolved sugars,
but showing little tendency to deposit crystals. The viscosity arises from
the multiple hydrogen bonds between the dissolved sugar, which has
many hydroxyl (OH) groups, and the water. Technically and scientifically, the
term syrup is also employed to denote viscous, generally residual, liquids,
containing substances other than sugars in solution. Artificial maple syrup
is made with water and an extremely large amount of dissolved sugar. The
solution is heated so more sugar can be put in than normally possible. The
solution becomes super-saturated.
Simple syrup
A basic sugar-and-water syrup used to make drinks at bars is referred to by
several names, including simple syrup, sugar syrup, simple sugar syrup,
and bar syrup.
Simple syrup is made by stirring granulated sugar into hot water in a sauce
pan until the sugar is dissolved and then cooling the solution. Generally, a
ratio of two parts sugar to one part water is used.
This type of syrup is also commonly used at coffee shops, especially in the
United States, to make flavoured drinks.
As classes gramaticais
Outro aspecto importante na identificação e leitura do vocabulário em lingual inglesa é
o reconhecimento da classe gramatical a que as palavras pertencem.
Exemplo ��
Exemplo ��
��
Inglês A06
Em língua inglesa, como em vários outros idiomas, temos artigos, conjunções, preposições
que são termos que estabelecem a ligação entre as palavras nos enunciados.
Vamos dar uma olhadinha em algumas dessas categorias, as preposições e conjunções
você estudará na aula 7 – “A ordem das palavras”. Aqui falaremos um pouco sobre os
artigos, mas, para efeito de formação de palavras, vamos atentar, principalmente, para
os substantivos, adjetivos, verbos e advérbios.
Os artigos em lingual inglesa são bastante fáceis de identificar. Como em português,
existem artigos definidos e indefinidos. Veja só:
Artigos
Artigos definidos
Só há um artigo definido em lingual inglesa: The. Ele é utilizado tanto antes de palavras
femininas quanto masculinas, tanto no plural quanto no singular.
The monkey is funny.
Aqui o artigo definido está antes de um substantive masculine singular.
The soldiers are in Iraq.
Aqui o artigo está sendo usado antes de substantive masculine plural.
Exemplo ��
Exemplo ��
��
Inglês A06
Artigos indefinidos
Existem dois artigos indefinidos em língua inglesa (a, an) e eles correspondem a “um,
uma, uns, umas” do português. Mas o seu uso se dá de forma bem diferente.
Use a antes de palavras iniciadas com som consonantal.
A piece of cake.
Use an antes de palavras iniciadas com som vocálico.
There is an apple is on the table.
Uso de afixos na classificação das palavras
Como você já viu antes, é muito comum o uso principalmente de sufixos na mudança
da classe gramatical das palavras. Veja um exemplo dessa mudança no Quadro 3, a
seguir.
Quadro � – Exemplo de mudanças de classe gramatical das palavras
SUBSTANTIVO ADJETIVO VERBO ADVÉRBIO
Toughness Tough To toughen Toughly
Roughness Rough To roughen Roughly
Practice Practical To practise Practically
Fonte: <http://www.prof2000.pt/users/joaomaran/ficha8.htm>. Acesso em: 23 set. 2008.
Observe, no quadro 4, a seguir, os principais sufixos responsáveis para a classificação
gramatical das palavras em língua inglesa. Essa tabela indica a você que, na maioria das
vezes em que encontrar uma palavra com as terminações expostas em cada uma das
colunas, você, provavelmente, estará se deparando com uma das classes gramaticais
em destaque.
Praticando... �
��
Inglês A06
Quadro � – Sufixos de transformação da classe gramatical das palavras
SUBSTANTIVOS VERBOS ADJETIVOS ADVÉRBIOS
-ance -ence - ise –ize -able –ible -ly -ally
-or -er -ate -ous -wise
-ist -yst -fy -ed -ward(s)
-ness -en -ical
-ee -ify -ish
-let -ical
-al -ive
-ian -al
-tion -ution -ar
-ion -sion -ful
-ing -less
-ment -ive
-ity -ing
-ism -ish
-dom -ic
-ics
Fonte: Costa (2008, extraído da Internet).
�. Identifique a classe gramatical das palavras em destaque no texto abaixo.
Utilize não só o conhecimento sobre afixos e classes de palavras que
você encontrou aqui, mas o próprio contexto em que a palavra está
inserida.
Top Ten Dos and Don’ts for Finding the RightMatch
(ARA) – Dating can be tough, and first dates, both good and bad, are an
inevitable part of finding Mr. or Ms. Right. The quest for true love is seldom
easy. But, armed with helpful online resources, some important guidelines
and a positive attitude, dating can be an adventure in meeting new friends
and exploring life’s possibilities.
��
Inglês A06
This Valentine’s Day, to help today’s singles better navigate the world of
dating, Love.com has developed the following dos and don’ts to help ensure
more dream dates than dating disasters in the new year.
Top Ten Dating Dos and Don’ts
1. Do seek out weekend dates from friends, co-workers and online dating
services. The more you reach out to let people know you are available,
the more dates are likely to come your way.
2. Don’t try to be someone you’re not. Just because your date turns out to
be a vegetarian doesn’t mean you need to order the tofu burger and fries.
Neither should you sign up for the next marathon when your date mentions
he’s an avid jogger, particularly if you haven’t put on your running shoes
in years. Just be yourself.
3. Do get to know dates via e-mail and instant messaging (IM). Chat online
to find out about interests and hobbies until you feel comfortable setting up
a phone call or in-person meeting. When you do finally meet your date, you
may feel as though you’ve known him or her for years!
4. Don’t talk about past relationships or exes on the first few dates. No first
date wants to hear how funny, attractive or smart your ex was. Instead,
spend this time learning more about the other person to find out if it’s
worth ordering dessert to spend more time together.
5. Do be true to yourself and to your date by being up-front about your
appearance and availability, as well as whether you are divorced, widowed
or have children. If you need to arrange for a babysitter, let your date
know from the get-go.
6. Don’t play games, unless you’re up for a round of Scrabble. Both you and
your date are looking for someone special, and it’s not fair to waste time
on mind games.
7. Do be honest about what you are looking for from the other person.
Whether you want to hear wedding bells or just the dinner specials, key
your date in. If you’re not looking for the same thing, it’s a waste of time
for you both.
8. Don’t look for other possible love matches when you’re on a date. It’s not
fair for you to be checking out the bartender while your date is telling you
his life story. Give each date a chance.
��
Inglês A06
9. Do be on the lookout for red flags. Break off any relationships at the first
sign of anything that feels uncomfortable to you.
10. Don’t make snap judgments about your date. Unless he’s a complete
snooze or a closet psycho, give him a fair shot before writing him off. You
may come to regret the hasty rejection of a potential love of a lifetime.
To try out these dating dos and don’ts just in time for Valentine’s Day, visit
www.love.com, a unique online dating service that features the AOL Instant
Messenger (AIM) service, the largest and most active instant messaging
community in the United States.
Fonte: <http://www.ego4u.com/en/read-on/countries/holidays/valentine/dating>. Acesso em: 25 set. 2008.
Você conheceu, ao longo da aula, os principais processos de formação de palavras em
língua inglesa e como esses processos podem influenciar no sentido que as palavras
ganham. Estude e mantenha as tabelas que você encontrou aqui sempre por perto,
quando precisar ler textos em língua estrangeira, pelo menos até que você se sinta
mais à vontade na leitura e interpretação de textos.
Leitura complementar
BAUER, Laurie. English word-formation. Cambridge: Cambridge
University Press, 1983.
O livro English word-formation pode fornecer uma boa variedade
de expressões que podem provocar confusão na leitura de
textos em língua inglesa. É um interessante material de estudo,
embora o material ilustrativo provenha principalmente do inglês
britânico.
BRUNIERA, Celina. A formação das palavras em inglês. Disponível em: <http://educacao.
uol.com.br/ingles/ult1691u47.jhtm>. Acesso em: 31 out. 2008.
Se você quer um texto mais próximo, experimente o artigo A formação das palavras
em inglês. Ele faz algumas considerações acerca da formação das palavras em língua
inglesa.
Auto-avaliação
�6
Inglês A06
Nesta aula você estudou os processos de formação de palavras em língua
inglesa e alguns dos principais prefixos que ajudam na pluralidade de
sentidos que as palavras ganham em seus diferentes usos, e ainda como os
afixos podem demonstrar, em alguns casos, a mudança da classe gramatical
de uma dada palavra.
�. Complete o quadro a seguir com a ajuda dos afixos que você aprendeu ao
longo da aula:
SUBSTANTIVO ADJECTIVO VERBO ADVÉRBIO
sleep �
beautiful �
To ring �
happily �
gladness �
hard 6
To wonder �
fulfillingly 8
tenderness 9
Fonte: <http://www.prof2000.pt/users/joaomaran/ficha8.htm>. Acesso em: 23 set. 2008.
�. Agora, complete as frases seguintes com as palavras apropriadas
retiradas da tabela que você preencheu na questão anterior:
a) The ashes were _________________ surrounded with limestone. (use
palavra da linha �)
��
Inglês A06
b) It was really _________________ to get to the top of the mountain, but it’s
worthwhile to come up, once the panorama from here is pretty __________
_______. (linhas � e 6)
c) I’m ___________ you are understanding this grammar item. (linha �)
d) I ______________ I could come back to this place next year. (linha �)
e) It is very ______________ to help the nature and the environment. (linha 8)
f) I’d like to __________________ all my dreams, but I know that I won’t be able
to. (linha 8)
g) So, the _______________ Beauty remained there forever, until his charming
prince came and kissed her. (linha �)
h) She recovered from her numbness and ______________ kissed her prince
back in his lips. (linha 9)
i) He gave her a ________________ that made her happy forever. (linha �)
(WORLD..., �008, extraído da Internet).
Referências
COSTA, Ginelda S. Word formation: slides. Disponível em: <http://www.scribd.com/
doc/2281975/word-formation-ingles>. Acesso em: 23 set. 2008.
SCHÜTZ, Ricardo. Word-formation: morfologia: formação de palavras. Disponível em:
<http://www.sk.com.br/sk-morfo.html>. Acesso em: 23 set. 2008.
WORD formation 1. Disponível em: <http://www.prof2000.pt/users/joaomaran/ficha8.
htm>. Acesso em: 23 set. 2008.
�8
Inglês A06
Anotações
�9
Inglês A06
Anotações
�0
Inglês A06
Anotações
O domínio da língua inglesa é
essencial para uma carreira de
sucesso em qualquer área. O objetivo
deste livro é suprir, com eficiência,
a necessidade de construção de
conhecimentos relacionados à
produção textual em língua inglesa
exigida dos alunos da área técnica.
Inglês: práticas de leitura e escrita
oferece atividades que constroem
uma interface entre os gêneros
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e aqueles recorrentes nas áreas
técnicas, como textos de e-mail,
resumos de artigos científicos
(abstracts) e descrições de produtos.
Com a chancela do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Sul (IFRS), este lançamento
da série Tekne é um instrumento
pedagógico indispensável para alunos
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previstos pelo Ministério da Educação
no Programa Nacional de Acesso ao
Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
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Inglês : práticas de leitura e escrita [recurso eletrônico] /
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Aiub. – Porto Alegre : Penso, 2015.
Editado como livro impresso em 2015.
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8
In
gl
ês
:
pr
át
ic
as
d
e
le
it
ur
a
e
es
cr
it
a
Reading strategies
Estratégias de leitura
As estratégias de leitura podem ser definidas como o conjunto de atividades
realizadas para facilitar a apreensão do conteúdo de um texto. As principais es-
tratégias empregadas na leitura de textos em língua estrangeira são: predição,
scanning, skimming e leitura detalhada. A opção por uma ou outra estratégia de-
pende dos objetivos estabelecidos para a leitura: previsão sobre o conteúdo de
um texto, compreensão de partes específicas, compreensão geral ou compreen-
são aprofundada.
Predição
A predição é uma atividade de pré-leitura que consiste na formulação de hipó-
teses sobre o conteúdo do material a ser lido a partir da observação de elementos
específicos do texto e da ativação do conhecimento prévio do leitor.
Para realizar a estratégia de predição, é preciso observar, sempre que o texto
apresentar, os seguintes elementos:
�s Título: quando bem escolhido pelo autor, identifica o tema do texto.
�s Subtítulos: indicam os tópicos tratados em relação ao tema central.
�s Figuras e tabelas: reforçam as hipóteses construídas com base nos itens
anteriores.
�s Fonte e/ou autor: podem informar o gênero do texto - textos extraídos da
Wikipedia, por exemplo, contêm informações enciclopédicas - e dar pistas
quanto ao seu conteúdo.
�s Gênero do texto: gêneros diferentes correspondem a propósitos distintos.
Uma bula de remédio visa instruir o leitor sobre a utilização de um medica-
mento; já um anúncio publicitário tem por objetivo persuadir o leitor a com-
prar algum produto.
Após essa observação, é preciso ativar seu conhecimento prévio. Ou seja, é ne-
cessário escrever todas as ideias referentes ao tema identificado que vierem à
mente e fazer uma lista de palavras e expressões em inglês relacionadas ao
assunto do texto (itens que você já conhece).
No texto a seguir, exemplificamos a identificação dos elementos apresentados.
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9
EXAMPLE
Internet users around the world
What is the Internet?
It is a global system of interconnected computer networks that links several
billion devices worldwide. It is an international network of networks that con-
sists of millions of private, public, academic, business, and government packet
switched networks, linked by a broad array of electronic, wireless, and optical
networking technologies.
Who are the Internet users?
They are individuals, of any age, who can access the Internet at home, via any
device type and connection.
Internet growth
In 1995, less than 1% of the world population had an internet connection. To-
day it is around 40%. In 2005, the first billion was reached. In 2010, the second
billion. By the end of 2014, the third billion will be reached.
The table below shows the number of global Internet users per year since
2005:
Year
(July 1)
Internet
users
Users
growth
World
population
Population
growth
2014* 2,925,249,355 7.9% 7,243,784,121 1.14%
2013 2,712,239,573 8.0% 7,162,119,430 1.16%
2012 2,511,615,523 10.5% 7,080,072,420 1.17%
2011 2,272,463,038 11.7% 6,997,998,760 1.18%
2010 2,034,259,368 16.1% 6,916,183,480 1.19%
2009 1,752,333,178 12.2% 6,834,721,930 1.20%
2008 1,562,067,594 13.8% 6,753,649,230 1.21%
2007 1,373,040,542 18.6% 6,673,105,940 1.21%
2006 1,157,500,065 12.4% 6,593,227,980 1.21%
2005 1,029,717,906 13.1% 6,514,094,610 1.22%
* Estimate for July 1, 2014
From: Internet Live Stats (elaboration of data by International Telecommunication
Union (ITU) and United Nations Population Division)
Fontes: Internet ... (2014).
Título: o assunto do
texto são os usuários da
Internet.
Subtítulo 1: um dos
tópicos tratados é a
explicação do termo
Internet.
Subtítulo 2: outro
tópico apresentado é a
definição de quem são
os usuários da Internet.
Subtítulo 3: um
terceiro tópico refere-se
ao crescimento da
Internet.
Tabela: compara
o percentual de
crescimento do número
de usuários da Internet
com o percentual
de crescimento da
população.
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado
para esta Unidade de Aprendizagem. Na
Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a
obra na íntegra.
Revisão técnica:
Rafael Lamonatto dos Santos
Bacharel em Letras - Habilitação Tradutor (Português-Inglês)
Mestre em Estudos da Linguagem
Monica Stefani
Bacharel em Letras - Habilitação português/inglês
Mestre em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Literatura Australiana
Doutora em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Estudos de Tradução
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin - CRB -10/2147
S586i Silva, Dayse Cristina Ferreira da.
Fundamentos de inglês / Dayse Cristina Ferreira da Silva,
Liana Paraguassu, Julice Daijo; [revisão técnica: Rafael
Lamonatto dos Santos, Monica Stefani]. – Porto Alegre:
SAGAH, 2018.
310 p. : il. ; 22,5 cm
ISBN 978-85-9502-412-0
1. Língua inglesa. I. Paraguassu, Liana. II. Daijo, Julice.
III.Título.
CDU 811.111’36
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Estratégias de leitura
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as estratégias de leitura.
Aplicar as estratégias de leitura em um texto em inglês.
Definir o conteúdo do texto por meio das técnicas aplicadas.
Introdução
Para realizar as atividades solicitadas durante a leitura de um texto em
inglês, é preciso utilizar certos procedimentos e estratégias que auxiliam
na sua compreensão.
Neste capítulo, discutiremos essas estratégias e abordaremos novos
pontos das estratégias mais utilizadas em inglês antes, durante e depois
da leitura de um texto.
As principais estratégias de leitura
As estratégias de leitura podem ser defi nidas como o conjunto de atividades
realizadas para facilitar a apreensão do conteúdo de um texto (DREY; SELIS-
TRE; AIUB, 2015) – neste caso, em língua estrangeira. Para detectar o assunto
principal, por exemplo, é necessário que o leitor utilize seus conhecimentos
adquiridos anteriormente e observe elementos do texto. Além disso, observa-se
que algumas palavras utilizadas em um texto em inglês são muito parecidas
com as da língua portuguesa – tais palavras são chamadas de cognatas. Dessa
maneira, chamamos de estratégias de leitura todo esse conjunto de técnicas
utilizadas para a compreensão e interpretação de textos em inglês, e que serão
o objeto de estudo neste capítulo.
Observe, na Figura 1, as estratégias que serão tratadas neste capítulo e a
informação sobre quando elas são adotadas.
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Figura 1. Reading strategies.
Pré-leitura de um texto: predição ou predicting
A predição é uma atividade de pré-leitura, ou seja, é uma atividade realizada
antes mesmo de você começar a ler o texto. Durante a predição, o leitor
formula hipóteses sobre o conteúdo do texto com base em elementos como
título, subtítulo, fi guras, tabelas, formatação, fonte, gênero textual, tipo textual
e meio de comunicação ou seja, elementos extratextuais, que podem fornecer
pistas sobre o assunto do texto a ser lido.
É também durante a predição que o leitor ativa o seu conhecimento prévio
sobre o assunto a ser abordado. Para prever o assunto do texto e ativar o
conhecimento prévio, é possívelutilizar três estratégias: a contextualização,
a visualização e a formulação de perguntas.
A contextualização (contextualizing)
É sempre importante para o leitor conseguir colocar o texto dentro de um
contexto. Será que o assunto do texto trata de algo que acontece em qualquer
lugar do mundo ou só em um local específi co? É algo que o afeta diretamente
ou não tem nada a ver com a sua experiência pessoal? Você conhece alguém
que já tenha passado por algo parecido? Essas são formas de contextualizar
o texto e ainda ativar o seu conhecimento prévio sobre o tema.
Estratégias de leitura2
C16_Fundamentos_de_Ingles.indd 2 19/04/2018 08:53:19
A visualização (visualizing)
Algumas pessoas são extremamente visuais, ou seja, precisam “ver” a infor-
mação. A visualização envolve organizar a informação; portanto, enquanto
você discute o assunto do texto e ativa o seu conhecimento prévio, você pode
organizar as hipóteses levantadas em um mapa visual. Você também pode
buscar recursos visuais na internet, desenhar ou apenas usar a imaginação
para criar uma imagem mental que o ajude a compreender o texto.
A formulação de perguntas (asking and answering questions)
A estratégia de formulação de perguntas pode ser realizada durante todo o
processo de predição e ativação do conhecimento prévio. Quanto mais obje-
tivas forem as perguntas, mais fácil será encontrar as respostas nos elementos
extratextuais e no texto e, portanto, fi cará mais fácil compreendê-lo. Possíveis
perguntas a serem feitas na hora, por exemplo, de prever o conteúdo de um texto
seriam: “O que vem à sua cabeça quando você lê o título deste artigo?”, “Você
sabe alguma coisa sobre esse assunto?”, “Você já viveu essa experiência?” etc.
Durante a leitura
A leitura de um texto pode ser feita de maneira rápida e dinâmica, ainda que
superfi cial, ou de maneira extensiva e detalhada. Algumas técnicas de leitura
rápida são skimming (leitura para se ter uma ideia geral do texto) e scanning
(leitura para informação específi ca).
Ao adotar a técnica de skimming, o leitor “passa os olhos” pelo texto
para apreender a ideia principal. Essa técnica também ajuda a identificar em
quais partes de um texto longo você deverá se aprofundar de acordo com o
seu objetivo. A técnica pode ser muito útil, por exemplo, se você tiver que ler
vários artigos longos para um trabalho acadêmico. Ao aplicar a técnica de
skimming na leitura dos textos, você conseguirá extrair a essência do texto e
focar nas partes de maior interesse para o seu trabalho.
Por outro lado, a técnica de scanning permite que você faça uma busca rápida
no texto. O scanning é ideal quando o leitor busca uma informação específica,
como a data de um evento histórico ou o horário em que o ônibus irá partir.
Na leitura detalhada, ou reading for detail, o leitor precisa apreender o
maior número possível de informações. Essa técnica é utilizada para extrair
informações precisas de todo o texto. Nessa técnica, você lê palavra por palavra
do texto e deve compreender o significado das frases. Portanto, as estratégias
3Estratégias de leitura
C16_Fundamentos_de_Ingles.indd 3 19/04/2018 08:53:19
de compreensão de vocabulário são fundamentais. Você pode fazer uso de
dicionários, quando não entender o significado de alguma palavra, ou aplicar
a técnica mencionada a seguir.
A identificação de palavras conhecidas e de cognatos
A identifi cação de palavras conhecidas e cognatos é a primeira estratégia
utilizada, quase que automaticamente, por qualquer leitor de um texto em
língua estrangeira (NARDI, 2011 apud DREY; SELISTRE; AIUB, 2015).
Similares na forma e no conteúdo, os cognatos têm, etimologicamente, uma
origem comum. Existem cognatos idênticos e cognatos similares. Veja a seguir
alguns exemplos de cognatos idênticos e similares entre o inglês e o português.
Cognatos idênticos: camera, chance, hospital, hotel, inventor, material, nuclear, piano,
social, total, etc.
Cognatos similares: communication, different, event, family, important, model, product,
public, responsible, etc.
Fonte: Drey, Selistre e Aiub (2015, p. 15).
Dessa forma, você pode aplicar como primeira estratégia de compreensão
de vocabulário o mapeamento do texto em busca de palavras cujo significado
você já conhece e de palavras cognatas que, por sua similaridade com o
português, o ajudarão a compreender melhor o texto.
É praticamente impossível procurar no dicionário todas as palavras desco-
nhecidas em um texto. Dessa forma, outra técnica muito útil na compreensão
de vocabulário é saber o que destacar no texto. Você deve focar nas palavras
que representam a ideia central da frase ou do parágrafo; para isso, selecione
uma ou duas palavras que você considera importantes para a compreensão
da frase, mas que você desconhece o significado, se esse for o caso. Essas
serão as palavras que você buscará no dicionário. Destaque-as ou sublinhe-as
com um marcador e, caso você não consiga compreender seu significado pelo
contexto, use um dicionário.
Essas técnicas incentivam o leitor a se envolver com o texto e a ter uma
abordagem proativa, além de encorajá-lo a manter um registro do que foi
apreendido sobre o texto.
Estratégias de leitura4
C16_Fundamentos_de_Ingles.indd 4 19/04/2018 08:53:19
Evite ler grandes quantidades de texto passivamente, uma vez que isso faz com que
você desperdice o seu tempo.
Inglês: information
Português: informação
Ambas têm mesmo significado.
Ambas têm mesma origem (latim informare).
Ambas têm mesma raiz (“forma”).
Parece, mas não é! Cuidado com os falsos cognatos ou “falsos amigos” em inglês-português.
Estamos falando de palavras em inglês que são tão parecidas com outras em português
que podem nos enganar. Observe alguns exemplos no Quadro 1 a seguir.
Palavra Parece... Na verdade, é...
balcony balcão sacada
exquisite esquisito belo, refinado
fabric fábrica tecido
idiom idioma expressão idiomática
lunch lanche almoço
novel novela romance (livro)
push puxar empurrar
support suportar apoiar
Quadro 1. Falsos cognatos inglês-português.
5Estratégias de leitura
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Como aplicar as estratégias de leitura
em um texto em inglês
Veja o texto abaixo, retirado da seção de viagens e cultura do site da BBC London.
What can Albania teach us about trust?
At a time when refugees are being turned away at borders all over the world, it
seems that there is a lot to learn from Albania’s penchant for hospitality.
By Quinn Hargitai
15 September 2016
“There were refugee camps set up for the Kosovars all over the country. Albanian
families would go to a camp, find a family and then take them home. These weren’t
relatives or friends, they were strangers, but the Albanians would take them in, feed
them, clothe them, treat them as if they were part of the family.”
Nursing a macchiato in a small cafe in Berat, Albania’s famed city of 1,001 windows,
I listened as Nevila Muka remembered the effects the Kosovo War had on her home
country. In order to escape the death and devastation brought by Serbian military
forces in the 1990s, more than 500,000 refugees, mostly ethnic Albanians, fled from
Kosovo to seek sanctuary in Albania over the course of just two years. I quickly learned
that Muka hadn’t just observed the mass exodus from a distance.
“My grandmother actually took in a family. I was young, so I remember playing with
their kids a lot. I remember they were really good bakers, they made the best bread
I’ve ever tasted.”
It’s the Albanian way. It’s besa.
“Didn’t that ever get difficult?” I asked.
“Not really for us, we were okay. But for many families it was a struggle, a lot of them
didn’t have the money to support the Kosovars. Many people went into debt doing
it, but they would never turn anyone away.”
When I asked her why, she shrugged.
“It’s the Albanian way. It’s besa.”
I had heard the word besa before, and knew that it meant something akin to belief,trust or faith, but I hadn’t heard it in this context before. Muka explained that it’s like a
code for Albanians, one that dictates their generous hospitality. If someone comes to
you looking for help, you give them a place to stay. It’s that simple.
Fonte: Hargitai (2016).
Estratégias de leitura6
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A seguir, faremos um passo a passo das técnicas de leitura que podem ser
aplicadas ao texto para facilitar a compreensão do leitor.
A predição
Os elementos extratextuais
O gênero textual
Qual o gênero do texto? Sabemos que o texto foi retirado de um site de
notícias da BBC de Londres, mais especificamente da seção de viagem e
cultura; portanto, é um texto jornalístico. E qual o seu propósito? Os textos
possuem três propósitos principais: entreter, informar e persuadir. Você diria
que o texto “What can Albania teach us about trust?” tem quais propósitos?
A foto
O que você vê na foto? Você sabe algo sobre o povo, a cultura, a localização, a
história da Albânia? A foto representa um país urbano ou rural? Contextualizar
e visualizar são estratégias que auxiliam na compreensão do tópico. Anote
tudo o que você sabe sobre o assunto. Se você não souber muita coisa, faça
uma breve pesquisa na internet, como no Wikipedia ou mesmo no Google.
O título
“What can Albania teach us about trust?”
Você já aprendeu um pouco sobre a Albânia com sua breve pesquisa. E você
sabe o que quer dizer trust em inglês? Caso não saiba, use um dicionário, em papel
ou mesmo on-line. Faça a busca da palavra trust nos sites do box Link a seguir.
Conheça alguns dicionários monolíngues em inglês acessando o site do OneLook
no link a seguir.
https://goo.gl/P6Svyh
O site do Linguee fornece os equivalentes em português, acesse o link a seguir e
conheça a plataforma.
https://goo.gl/zfePLM
7Estratégias de leitura
C16_Fundamentos_de_Ingles.indd 7 19/04/2018 08:53:19
https://goo.gl/P6Svyh
https://goo.gl/zfePLM
Agora, pense um pouco sobre o que confiança significa para você. É im-
portante para você? O que lhe desperta confiança ou desconfiança nos outros?
Como a relação de confiança é vista no seu país? Faça quantas perguntas achar
necessário! Mas não esqueça de respondê-las, mentalmente, ou em forma de
esquema (mapa mental).
O subtítulo
O subtítulo costuma complementar o título e oferecer mais informações sobre
o conteúdo do texto. Quais palavras do subtítulo você elegeria como palavras-
-chave para lhe ajudar a compreender o que o subtítulo diz, caso você não
conheça o signifi cado de todas as palavras envolvidas?
“At a time when refugees are being turned away at borders all over the world, it seems
that there is a lot to learn from Albania’s penchant for hospitality.”
Antes de usar o dicionário, você pode tentar aplicar as mesmas estratégias
mencionadas anteriormente para a compreensão de vocabulário.
Procure identificar as palavras que você já conhece. É possível que você
conheça palavras como time, borders, world e o verbo learn.
Agora, veja se você encontra palavras cognatas no subtítulo. As palavras
refugees, Albania e hospitality são bastante similares a refugiados,
Albânia e hospitalidade, respectivamente, em português.
Somente com esse reconhecimento de vocabulário é possível ter uma boa
ideia do conteúdo do subtítulo e, consequentemente, do texto. Somando-se
as pistas obtidas com os elementos extratextuais, a foto, o título e o subtítulo,
sabemos que o texto tratará sobre a Albânia, seus refugiados e o que eles
podem ensinar ao resto do mundo sobre confiança e hospitalidade.
Skimming
Agora que você já previu o assunto do texto por meio da análise dos elementos ex-
tratextuais, veja se consegue ir um pouco além para confi rmar as suas previsões.
Estratégias de leitura8
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Utilize a técnica de skimming para ter uma ideia geral do conteúdo do texto.
Passe os olhos pelo texto, veja as palavras que você reconhece, as palavras
repetidas e verifique se o texto fala sobre o mesmo assunto que você previu.
Mas lembre-se: ainda não é o momento para uma leitura detalhada. Faça uma
leitura em zigue-zague, conforme o esquema da Figura 2, buscando elementos
que corroborem o que foi previsto na análise da figura, do título e do subtítulo.
Figura 2. Leitura em zigue-zague.
Fonte: IELC’S IELC (2015, documento on-line).
Os gêneros textuais são classificados conforme as características comuns que os
textos apresentam em relação à linguagem e ao conteúdo.
Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma interação entre os inter-
locutores (emissor e receptor) de determinado discurso.
São exemplos resenha crítica jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do
restaurante, bilhete ou lista de supermercado.
É importante considerar seu contexto, função e finalidade, pois o gênero textual
pode conter mais de um tipo textual. Isso, por exemplo, quer dizer que uma receita
de bolo apresenta a lista de ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo de
preparo (texto injuntivo).
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Como definir o conteúdo do texto
por meio da leitura detalhada
Como vimos no início deste capítulo, a leitura detalhada, ou reading in
detail, auxilia na apreensão do conteúdo de um texto com maior precisão.
A leitura detalhada, portanto, passa por estratégias de reconhecimento de
vocabulário. Lembre-se que o reconhecimento da palavra deve acompanhar
a compreensão de seu signifi cado. A palavra ganha um sentido que não se
encontra no papel, mas sim na mente do leitor, que, ao reconhecê-la, atribui
signifi cado de acordo com a sua experiência.
Veja a seguir algumas dicas para aplicar a estratégia da leitura detalhada
no texto What can Albania teach us about trust?
Agora que você já sabe o assunto geral, vamos trabalhar com o vocabulário
do texto para compreendê-lo mais profundamente.
Passo a passo
1. Leia todo o texto atentamente.
2. Procure reconhecer as palavras cujo significado você já conhece.
3. Sublinhe as palavras cognatas. Veja as palavras sublinhadas no texto.
Você as reconhece como palavras similares ao português? Você conhece
seus significados?
4. Leia o texto novamente e busque as palavras-chave. As palavras-chave
são aquelas que mais contribuem para a compreensão do significado
da frase ou do parágrafo. Normalmente, eleger uma ou duas palavras-
-chave por frase é mais do que suficiente. Lembre-se que os substantivos
e verbos costumam ser mais importantes para a compreensão de um
texto do que os advérbios e adjetivos, por exemplo.
5. Após fazer uma lista das palavras-chave, verifique se você conhece os
seus significados. Caso não conheça, você pode utilizar um dicionário
em papel ou on-line.
6. Agora, com conhecimento de boa parte do vocabulário do texto, leia-o
novamente. Mas lembre-se, você deve ler palavra por palavra, frase por
frase, mas não precisa saber o significado exato de cada palavra. Mesmo
os falantes nativos deduzem o significado de palavras desconhecidas à
medida que leem. Adivinhar o significado de uma palavra pelo contexto
é uma habilidade que os leitores devem desenvolver.
Estratégias de leitura10
C16_Fundamentos_de_Ingles.indd 10 19/04/2018 08:53:20
Após a leitura
Perguntas e respostas
Agora, verifi que se você realmente compreendeu o conteúdo do texto. Formule
algumas perguntas e veja se você consegue respondê-las.
Veja algumas perguntas que podem lhe ajudar a verificar se você com-
preendeu o texto.
Comece tentando responder a pergunta do título: What can Albania teach
us about trust?
What do Albanian families do when they see another family in need, for
example in a refugee camp?
What does “besa” mean?
Síntese
Após a leitura, faça uma síntese das partes que acreditar serem as mais im-
portantes do texto. Fazer um resumo com suas próprias palavras, além de
facilitar a compreensão do texto, faz comque você desenvolva habilidades
de objetividade e síntese.
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Revisão técnica:
Rafael Lamonatto dos Santos
Bacharel em Letras - Habilitação Tradutor (Português-Inglês)
Mestre em Estudos da Linguagem
Monica Stefani
Bacharel em Letras - Habilitação português/inglês
Mestre em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Literatura Australiana
Doutora em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Estudos de Tradução
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin - CRB -10/2147
S586i Silva, Dayse Cristina Ferreira da.
Fundamentos de inglês / Dayse Cristina Ferreira da Silva,
Liana Paraguassu, Julice Daijo; [revisão técnica: Rafael
Lamonatto dos Santos, Monica Stefani]. – Porto Alegre:
SAGAH, 2018.
310 p. : il. ; 22,5 cm
ISBN 978-85-9502-412-0
1. Língua inglesa. I. Paraguassu, Liana. II. Daijo, Julice.
III.Título.
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Técnica de skimming
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Selecionar estratégias apropriadas para a leitura de textos de diversos
gêneros.
Identificar o tema geral de um texto.
Utilizar estratégias efetivas para lidar com o vocabulário geral de um
texto.
Introdução
Neste capítulo, vamos estudar a técnica chamada skimming. Esta técnica
é uma estratégia de leitura rápida, muito utilizada para identificar o tema,
a ideia principal e os tópicos de um texto. Ela também serve para o leitor
definir se o texto é, de fato, de seu interesse e se deve, ou não, ser lido
na íntegra.
As estratégias de leitura
As técnicas de leitura são estratégias que um leitor utiliza para ler melhor.
Alguns estudiosos da área, a partir de suas pesquisas, estabeleceram algumas
estratégias para ajudar um leitor iniciante a ser um leitor experiente. Skim é um
verbo da língua inglesa que tem alguns signifi cados, dependendo do seu uso;
um deles é ler algo rapidamente para encontrar alguma informação necessária.
Em inglês, podemos dizer a seguinte frase: Josh skimmed through the list to
fi nd his name (em português, “Josh percorreu rapidamente a lista com os olhos
para ver se encontrava seu nome”). A frase equivalente em português é mais
comprida, podendo ainda ser dita de outra forma, como, por exemplo, “Josh
leu rapidamente a lista para ver se encontrava seu nome.” O verbo skim, apesar
de ter outros signifi cados, é usado aqui com a ideia de “ler rapidamente” ou
“percorrer (um texto) com os olhos rapidamente”. Skim se transformou em
uma técnica, skimming, termo que também é usado no Brasil.
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Essa técnica ajuda o leitor a identificar rapidamente a informação que ele
está procurando sem ter que ler um texto palavra por palavra. Nós praticamos
skimming todos os dias ao lermos jornais, revistas, notícias na internet, ou até
mesmo em alguns livros, quando estamos procurando um título específico para
realizar alguma pesquisa. Ao selecionar o livro, passamos os olhos sobre as
suas palavras, como o título, o sumário, alguns capítulos, e a leitura é rápida,
de verificação, feita para obter alguma informação mais precisa. Não é comum
ler um livro inteiro para ter certeza de que esse livro não é o que se procurava;
logo, a técnica de skimming ajuda a conseguir a informação necessária mais
rapidamente.
Quando precisamos ou queremos ler, seja para pesquisar, entreter, informar
ou estudar, utilizamos técnicas para direcionar nossa leitura. A leitura de um
romance é diferente da leitura de um artigo sobre animais e, por isso, exige do
leitor um olhar diferente para cada tipo de texto. Um jornal, por exemplo, serve
para informar. Sua leitura não precisa ser memorizada ou aprendida; ao ler esse
tipo de texto, um texto jornalístico, buscamos informação sobre algum tópico
específico: política, economia, educação, esporte, etc. Também encontramos
informação sobre grandes títulos de livros, os lançamentos e as críticas. Logo,
um jornal, por trazer diferentes seções, não requer uma leitura cuidadosa de
todas as partes. O leitor, por algum motivo (desinteresse, pressa ou inabilidade),
“passa os olhos” sobre algumas palavras, frases, buscando algum tipo de infor-
mação interessante para ele. Esse é um exemplo de uso de técnica de skimming.
A técnica de skimming também é usada com o objetivo de explorar algum
texto ou livro, em que se revê algumas partes e a leitura é apenas a de “passar
os olhos”. Ao nos depararmos com uma leitura na qual o objetivo é buscar uma
informação específica, praticamos o scanning ou leitura por scan.
Scan é outro verbo da língua inglesa que significa olhar com atenção para
alguma coisa porque se está tentando encontrar algum tipo de informação.
Logo, o objetivo de quem usa o scanning é um pouco diferente daquele de
quem usa o skimming. Para utilizar uma ou outra técnica, precisamos saber
o motivo pelo qual estamos lendo, fazendo-se perguntas como: é uma leitura
para a universidade, para realizar um trabalho acadêmico? Uma leitura para
passar o tempo, por diversão? O que se espera dessa leitura? Qual a necessi-
dade que leva um leitor a ler este ou aquele livro? Esses questionamentos são
importantes para direcionar a leitura, que será realizada com mais satisfação,
com mais empenho. A capacidade de compreender um texto dependerá da
habilidade do leitor de fazer deduções e conexões entre os tópicos levantados
no texto e da identificação de palavras-chave que mostram a ideia central. Para
isso, o leitor precisa dominar as regras gramaticais, observando as palavras
Técnica de skimming 2
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e frases sintática e semanticamente. Essa é a primeira exigência para se ler
bem, e essa é uma atividade que pode e deve ser praticada.
A técnica de skimming, a técnica de leitura rápida, é usada pelo leitor que
precisa identificar rapidamente a ideia principal do texto, por exemplo. O leitor
que utiliza essa técnica de leitura rápida precisa ter certas habilidades, como
conhecer a organização de um texto, saber vocabulário, conseguir inferir e
criticar. O leitor que utiliza essa técnica está preocupado com o tempo que ele
ou ela não tem para dedicar a uma leitura mais prolongada. Por ter muita coisa
para ler, quando tem à sua frente algo que precisa ler ou que gostaria de ter mais
informação, esse leitor realiza uma leitura mais veloz se comparada com uma
leitura normal. Ao chegar na parte do texto que interessa, a leitura passa a ser
menos veloz, então o leitor volta para um ritmo de leitura em que precisa ler
adequadamente por se tratar de uma leitura mais complexa. Ler atentamente é
prestar atenção também na pontuação, que influencia no significado do texto.
Uma das técnicas de skimming é identificar os verbos em questão e a que
sujeito esses verbos se referem. Procurar saber, também, se há complementos
para os verbos, os objetos do verbo, se são diretos ou indiretos, facilita a
leitura, pois o leitor identifica o verbo e seu sujeito, relacionando as demais
informações. Dessa forma, é possível captar a função principal do texto, em
vez de encontrar somente a ideia geral. Focando a leitura nos pontos princi-
pais, o leitor consegue conduzir essa atividade de ler para seu objetivo final,
o objetivo que o levou a ler o texto.
Existem diferentes técnicas de leituras para diferentes situações; leitores
experientes, por exemplo, sabem usar muitas técnicas de leitura para diferentes
propósitos. A técnica escolhida também depende do objetivo da leitura. Scanning,
skimming e leituras críticas são diferentes estilos de leitura. A compreensão
do texto lido depende, então: da capacidade do leitor em relacionar ideias, de
estabelecerreferências, de fazer inferências ou deduções lógicas, de identificar
palavras que sinalizam tais ideias, além de perceber os elementos que colaboram
para a compreensão de novas palavras, como prefixos e sufixos. Entretanto,
só o conhecimento de vocabulário é insuficiente para compreender um texto.
Como a leitura é um processo, para ler de forma mais rápida e precisa,
agindo como um leitor eficiente, procure, em primeiro lugar, quebrar o hábito
de ler palavra por palavra; em seguida, use seu conhecimento prévio sobre o
assunto, domine as estratégias que fortalecerão este processo, preste atenção
ao contexto em que o texto está colocado e fortaleça as estruturas gramaticais
que sustentam o texto. Prever o conteúdo de um texto é a primeira coisa a
fazer antes de começar a leitura. É possível, muitas vezes, antecipar ou prever
o conteúdo de um texto a partir do título, do subtítulo, de gráficos ou figuras.
3 Técnica de skimming
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A técnica de leitura scanning ajuda o leitor a obter informação de um texto sem ter
que ler cada palavra – é uma rápida visualização do texto, assim como faz um scanner,
que lê rapidamente a informação contida em um espaço determinado. A técnica de
scanning envolve mover os olhos de cima para baixo na página, procurando palavras-
-chave, frases específicas ou ideias. Ao realizar o scanning, procure verificar se o autor
fez uso de organizadores no texto, como números, letras, etc. Procure por palavras
em negrito, itálico, tamanhos de fontes ou cores diferentes. O processo de scanning
é muito útil para encontrar informações específicas de números de telefone, palavras
no dicionário, um endereço ou uma resposta de uma determinada pergunta.
Após “escanear” o documento, você deve usar a técnica de skimming, que
permite que o leitor identifique rapidamente a ideia principal ou o sentido
geral do texto. O uso do skimming é frequente quando a pessoa tem muito
material para ler em pouco tempo, por exemplo. Diferentemente do scanning,
skimming é mais abrangente; exige conhecimento de organização de texto, a
percepção de dicas de vocabulário e a habilidade para inferir ideias. Existem
muitas estratégias que podem ser usadas ao realizar o skimming – algumas
pessoas leem o primeiro e o último parágrafo usando títulos, sumários e outros
organizadores. Considere ler somente a primeira frase de cada parágrafo. Essa
técnica é útil quando você está procurando uma informação específica em
vez de ler para estudar ou compreender, para achar datas, nomes e tabelas,
por exemplo. Use skimming para encontrar a ideia principal do texto e ver se
um artigo pode ser de interesse em sua pesquisa. Muitas pessoas consideram
scanning e skimming como técnicas de pesquisa, e não como estratégias de
leitura. Porém, quando precisamos ler um grande volume de informação, essas
práticas são muito úteis e podem auxiliar na definição de material que será
lido ou descartado (INSTITUTO..., 2011, documento on-line).
Como já foi comentado nesta seção, quando um leitor está lendo, ele não
tem que ler tudo, e sua leitura não precisa ser uma leitura atenta e cuidadosa o
tempo todo. Às vezes, precisamos ler algo muito rapidamente. Um exemplo bem
comum é quando precisamos ler o significado de uma palavra no dicionário:
como conseguimos essa informação, o significado da palavra que não sabemos?
Procuramos essa palavra em um dicionário. Se a palavra é knowledge, abrimos
o dicionário, vamos até a letra K e lemos o significado dessa palavra. O que isso
significa? Não precisamos ler o dicionário desde o início, começando a leitura
na letra A, passando pelas demais letras, B, C, e assim por diante, até chegar à
Técnica de skimming 4
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letra K, ler as palavras que vem antes de knowledge, para, então, encontrá-la e
ler seu significado. A maneira mais eficiente de obter essa informação por meio
da leitura é ir até a letra K seguida da letra N. Mesmo com uma variedade de
tipos diferentes de dicionários – há dicionários gerais das línguas, em ordem
alfabética, dicionários bilíngues, português-inglês, por exemplo, dicionários
jurídicos, dicionários de astronomia, dicionários etimológicos, que fornecem a
origem das palavras de um idioma, entre tantos outros dicionários –, a técnica
é a mesma, percorremos o caminho mais curto para encontrar o significado
da palavra. Não lemos o dicionário inteiro para chegarmos à informação que
desejamos. Fazendo isso, o leitor acaba de realizar um tipo de leitura, a leitura
por scan, já comentada, que se faz para chegar a uma informação que precisamos
de maneira rápida, mas com um olhar mais atento.
Como vimos, skimming é outro tipo de leitura, também rápida, usada
principalmente para obter a ideia sobre o que estamos lendo. Por isso, os
exemplos usados foram sobre ler rapidamente um jornal, uma notícia na
internet ou um texto qualquer para obter a informação sobre o que se trata.
Esse é um tipo de leitura em que as pessoas não despendem muito tempo
porque não são essenciais os detalhes, e sim apenas os pontos principais.
Tanto skimming quanto scanning são técnicas de leitura rápida, mas seus
propósitos são distintos. Vamos ver, agora, os principais pontos em relação
a cada uma das técnicas.
Skimming
Usado para ver quais são as notícias em um jornal ou na internet, por
exemplo.
Usado para passar os olhos em um livro para ter certeza de que se quer
fazer essa leitura.
Usado para verificar um catálogo e obter informação sobre o que está
em oferta, por exemplo.
Usado em uma pesquisa no Google para ver quais foram os resultados.
Três tipos de skimming
Pré-leitura – para se preparar para ler.
Leitura rápida – para ter uma certa cobertura sobre a leitura.
Revisão da leitura – para retornar à leitura em que já foi realizado o
skimming e estudar com mais atenção.
5 Técnica de skimming
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Como realizar o skimming?
Começar pelo título. Se for um artigo ou um livro, verificar o autor,
data de publicação e fonte.
Ler a introdução. Se a introdução for muito longa, ler o primeiro pará-
grafo e, depois, a primeira frase de cada parágrafo que segue, porque
a primeira frase geralmente traz a ideia principal sobre esse parágrafo.
Ler os subtítulos, títulos de capítulos e citações.
Prestar atenção nas figuras, nos gráficos, em fotos porque, geralmente,
eles enfatizam conceitos importantes.
Olhar as palavras em itálico e negrito porque podem ser termos-chave,
assim como palavras que sinalizem primeiro, segundo, depois, etc.
Ler o resumo.
Scanning
Usado para procurar uma palavra em um dicionário.
Usado para encontrar um número de telefone, por exemplo.
Usado para procurar mais detalhes sobre preços de mercadorias em
um catálogo.
Usado para escolher o site que se deseja em uma pesquisa do Google.
O que é scanning?
É um método de leitura seletiva usado para um objetivo específico, quando
se quer uma resposta, fazendo uma leitura mais rápida, em vez de passar por
todo o processo de leitura.
Como realizar scanning?
Estabelecer especificamente o tipo de informação que se quer ter, como,
por exemplo, a partir de uma pergunta.
Tentar antecipar o tipo de resposta ou informação que obterá para
usá-la adequadamente.
Organizar o material com o qual a pesquisa, ou a verificação, será feita.
Buscar mais informação em subtítulos para ajudar a identificar se a
informação que se quer está naquela seção.
Ler seletivamente e avançar as partes que são possíveis.
Ler cuidadosamente a parte que se estava procurando, ligada ao objetivo
da leitura.
Técnica de skimming 6
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Cada leitor escolhe seu tipo preferido de leitura e aplica as técnicas de
acordo com a exigência de leitura. As diferentes situações sociais, acadêmicas
e econômicas,por exemplo, também revelam uma preferência por um ou outro
gênero textual dependendo de sua característica, temática e composição.
O tema em um texto
Ler é uma atividade que aprendemos com a prática. Para ler bem, algumas habi-
lidades precisam estar bem desenvolvidas, como a de ler um texto e identifi car
o tema desse texto, por exemplo. Ser capaz de identifi car o tema ajuda o leitor a
entender o que o escritor quer expressar. Então, faça as seguintes perguntas: sobre
quem ou sobre o quê o parágrafo trata? Que assunto é tratado neste parágrafo?
A informação que deve ser usada é sobre “quem” ou “o quê”. A ideia
central aparecerá geralmente no início do texto, mas outras ideias, conectadas
ao tema central, também podem vir diluídas no texto. Prestando atenção em
detalhes como a estrutura do texto, encontramos as palavras mais importantes
referentes a esse tema e ao propósito do escritor. Os parágrafos de introdução
e de conclusão também trazem informações mais precisas sobre o que é
tratado em um texto.
O passo a passo para encontrar o tema pode ser seguido a partir da resposta
para as seguintes perguntas:
Qual é o título?
Que grande ideia isso expressa?
Há ordem cronológica?
Há comparação, contraste?
Há declaração e suporte?
Há problema e solução?
Há causa e efeito?
Uma ideia central é desenvolvida com detalhes, que podem mostrar a causa,
o efeito, descrições mais detalhadas, etc. Existem vários detalhes de suporte
para uma ideia central e perguntar-se “O que esse detalhe mostra?” ajuda a
identificar essa ideia. Outras características são a capacidade de decodificar
o texto, ou seja, dominar o idioma. O leitor deve usar seu conhecimento de
mundo, o que ele sabe mais sobre aquele assunto, usando sua capacidade de
compreensão para ser capaz de prever alguns acontecimentos, comparações
e generalizações, além de fazer inferências e levantar hipóteses.
7 Técnica de skimming
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Quando o leitor define o objetivo de sua leitura, monitorando o que está
lendo, concentrando-se em trechos mais importantes, ele consegue identifi-
car o segmento do texto, sua linha de produção, avaliar sua capacidade de
compreensão e perceber os objetivos do texto. Dessa forma, o leitor ainda
consegue controlar sua leitura em relação a distrações ou interrupções para
voltar imediatamente à leitura que está realizando.
Cada assunto direciona para um tema principal, e identificar esse assunto
em um primeiro momento facilita o bom andamento da leitura. Alguns textos
são expositivos e trazem vários pontos de vista do escritor. Uma leitura eficaz
permite uma aprendizagem eficaz: para praticar a atenção na leitura, uma
dica é começar sublinhando as palavras que levam à identificação do tema,
fazer anotações relevantes que direcionam à ideia principal e buscar conceitos
essenciais para a compreensão. As perguntas que o leitor é capaz de fazer, ou
julga essencial, conduzem para uma melhor leitura. Reler as passagens que não
ficaram bem claras também ajuda na interpretação do texto de maneira geral.
As anotações sobre o texto são um recurso que o leitor pode adotar para
voltar mais rápido às passagens essenciais, além de já poder fazer seus co-
mentários relacionados ao que está lendo. Mesmo com as anotações, às vezes,
o leitor encontra palavras desconhecidas. Nesse momento, ele deve destacar
tais palavras e tentar associá-las ao contexto para, então, mais tarde, buscar
suas definições caso seja necessário. Resumir o que se está lendo é outra
dica que consiste em usar as próprias palavras de maneira sucinta referente
às partes essenciais do texto. Resumir facilita o aprendizado, melhorando
a capacidade de se expressar de forma escrita e oral, ajuda a organizar as
ideias, permitindo melhor assimilação do texto, e aumenta a concentração,
selecionando a informação mais importante.
Sobre a estrutura de capítulos de livros, a dica é se concentrar nos subtítulos,
que trazem a primeira informação sobre o que as próximas linhas tratarão.
Então, a concentração deve ser direcionada para a ideia ou as ideias principais.
Guiar a leitura para responder as próprias perguntas é uma forma de conduzir
a leitura aos seus objetivos. É essencial fazer perguntas referentes à leitura que
desejamos realizar, pois isso mostra a disposição do leitor em realizar uma
leitura mais produtiva. Manter a interação com o texto, fazendo marcações
e anotações sobre a leitura, reforça o poder de compreensão e entendimento,
já que o leitor está participando da leitura, tornando a identificação da ideia
principal e das ideias relacionadas mais evidentes.
Quando temos que ler uma quantidade significativa de textos, é essencial
dominar técnicas de leitura para poder realizar uma leitura eficaz. Tornar-se um
leitor experiente é um desafio, e isso é possível com a prática. Cada estilo de
Técnica de skimming 8
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leitura apresenta seu objetivo de maneira diferente, e o leitor deve aprender a se
perguntar sobre seu objetivo ao ler tal texto. Lemos porque queremos estudar,
aprender, informar, entreter, etc. Entretanto, para cada estilo diferente de leitura,
é possível utilizar estratégias para entender mais sobre o que estamos lendo.
O escritor escreve porque quer dizer algo, e o leitor, por sua vez, está
interessado em saber o que determinado escritor quer comunicar. Um exame
detalhado da leitura oferece uma compreensão mais detalhada, mas, antes de
detalhar a leitura, formulando perguntas para responder depois, é recomendável
praticar uma leitura mais rápida, ou seja, a técnica de skimming. A partir dessa
técnica, algumas palavras-chave podem ser identificadas, aproximando o
leitor da ideia principal do texto. O estilo e o ponto de vista do autor também
devem ser considerados, e o leitor não pode “supor” ou “achar” algo sobre o
que está lendo. Deve, pelo contrário, basear-se nas informações que o texto
oferece, e o interesse do leitor pelo texto é também fundamental.
Interpretar um texto exige muita atenção e certo conhecimento. Algumas técnicas
ajudam a compreender a construção do texto e o desenvolvimento das ideias expostas
pelo autor. Ao interpretar um texto, leia-o todo atentamente, procurando sua ideia
central, assim você organiza seu pensamento e estabelece o assunto tratado pelo autor.
Pergunte-se sobre o que o autor está escrevendo; interprete as palavras desco-
nhecidas a partir do contexto; procure os argumentos que dão sustentação à ideia
central; pergunte por que o autor está afirmando isso; identifique se há objeções à
ideia central; antes de responder as questões, leia mais de uma vez todo o texto; volte
a cada questão para responder uma pergunta de cada vez e faça anotações para
esquematizar o texto caso seja necessário.
Fonte: Piva (2014, documento on-line).
O vocabulário e a leitura
A leitura é uma das principais atividades relacionadas à aprendizagem de voca-
bulário. Quando estudamos uma segunda língua, aprendemos muitas palavras,
novos vocábulos, e uma vantagem do texto escrito é que ele geralmente traz mais
detalhes sobre o que está sendo expresso. Uma leitura extensiva oferece resultados
positivos em relação à consolidação de vocabulário, fazendo com que o leitor
demonstre mais interesse pela leitura e pela aprendizagem de novas palavras.
9 Técnica de skimming
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A aquisição de vocabulário é fundamental para uma boa comunicação e
para uma boa compreensão da língua, além de fortalecer o uso da linguagem
comunicativa. Muitos leitores que utilizam a segunda língua para ler acredi-
tam que a falta de vocabulário é um obstáculo para a compreensão da leitura.
Quando isso acontece, a primeira reação é parar a leitura a todo instante e, com
o auxílio de um dicionário, procurar o significado das palavras. Essa atitude
prejudica o fluxo da leitura, e o leitor acabanão confiando nas palavras que já
conhece, cedendo à procura de palavras consideradas básicas na leitura para
se certificar. Essas interrupções atrapalham o bom andamento da leitura e o
leitor não consegue mais prestar a devida atenção e assimilar o significado
da palavra e a sua função na leitura.
Para que a leitura siga seu fluxo natural, sem interrupção ou qualquer
perturbação que prejudique seu entendimento, o vocabulário deve se tornar
acessível e sua compreensão deve ser assimilada rapidamente. O dicionário
ajuda a compreender a função das palavras no texto, mas precisa ser usado
adequadamente.
Ao lermos um título ou um subtítulo, esse pode ser um caminho para
se direcionar ao tema. Uma habilidade que o leitor deve desenvolver é a de
aprender novas palavras com a leitura. Para isso, aconselha-se começar com
a técnica de skimming, porque uma visão geral do texto ajudará a perceber
palavras que são desconhecidas e que, em uma segunda leitura, mais atenta,
podem ser compreendidas pelo contexto. Caso isso não deixe claro o signi-
ficado da palavra, procurá-la em um dicionário é o recurso mais adequado.
Essa conferência não deve ser feita com interrupções, pois isso prejudica
o fluxo da leitura. É aconselhável que, após uma leitura mais detalhada,
quando não é possível identificar o significado e a relação de determinada
ou determinadas palavras no texto, uma lista das palavras desconhecidas
seja feita. Depois da leitura, o leitor verifica tais palavras no dicionário,
associando seu significado ao contexto, já que ele já fez uma leitura mais
detalhada anteriormente.
Reforça-se, novamente, que, quando o leitor faz perguntas antes de iniciar a
leitura e conhece os objetivos que o levaram a ler, isso facilita a compreensão
dessa leitura em termos gerais, ou seja, ele entende o propósito do autor, o
tema principal e as ideias secundárias, aprende mais vocabulário e é capaz
de inferir e criticar com essas práticas.
As perguntas sobre o título, a relação dele com o texto e a sua importância
são os primeiros passos a serem seguidos antes de se começar efetivamente
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a leitura. Então, a leitura deve ser direcionada a responder as seguintes
perguntas:
Há palavras desconhecidas, termos ou expressões que são compreen-
síveis com a leitura?
É possível identificar a ideia principal?
É necessário o auxílio do dicionário?
Há imagens, gráficos ou outras figuras que ajudam a compreender o texto?
É uma leitura difícil de ser feita?
Que conexões as palavras “desde”, “porque”, “embora”, “como”, etc.,
fazem no texto?
Há livros que trazem exercícios de compreensão que podem ser feitos para
praticar a interpretação de vocabulário. É recomendável que o leitor dedique
o tempo que precisar para a leitura, após a qual pode fazer os exercícios de
compreensão que, geralmente, começam com perguntas específicas sobre o
texto, seguidas de perguntas sobre a opinião do leitor sobre a obra. Ao término
da leitura, o leitor ainda pode expressar seu interesse pela leitura com uma
resposta condizente a ter gostado, ou não, do tipo de texto, buscando no próprio
texto a informação essencial a essa resposta, dando o motivo real, em vez de
um simples “sim” ou “não”.
A atividade de leitura está intrinsecamente ligada ao processo cognitivo
do leitor, ou seja, à capacidade do leitor de entender a leitura porque conhece
o idioma, o vocabulário e as expressões, e ao processo interativo, ou seja, à
capacidade do leitor de se sentir parte do que está lendo.
O site a seguir, além de trazer estratégias de leitura para
otimizar seu tempo, traz outras sugestões e estratégias de
leitura que podem ser úteis para você produzir seus próprios
textos. A página também traz dicas de escrita em inglês,
apresentando um estudo sobre gramática e análise crítica,
além de abordar a questão do plágio.
https://goo.gl/nKMdpY
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https://goo.gl/nKMdpY
1. Utilizando a técnica de skimming, leia a primeira frase de
cada parágrafo e marque a alternativa CORRETA:
THE PERSONAL QUALITIES OF A TEACHER
Here I want to try to give you an answer to the question: What personal
qualities are desirable in a teacher? Probably no two people would draw up
exactly similar lists, but I think the following would be generally accepted.
First, the teacher’s personality should be pleasantly live and attractive. This does not
rule out people who are physically plain, or even ugly, because many such have great
personal charm. But it does rule out such types as the over-excitable, melancholy,
frigid, sarcastic, cynical, frustrated, and over-bearing: I would say too, that it excludes
all of dull or purely negative personality. I still stick to what I said in my earlier
book: that school children probably ‘suffer more from bores than from brutes’.
Secondly, it is not merely desirable but essential for a teacher to have a genuine
capacity for sympathy — in the literal meaning of that word; a capacity to tune in
to the minds and feelings of other people, especially, since most teachers are school
teachers, to the minds and feelings of children. Closely related with this is the capacity
to be tolerant — not, indeed, of what is wrong, but of the frailty and immaturity of
human nature which induce people, and again especially children, to make mistakes.
Thirdly, I hold it essential for a teacher to be both intellectually and morally honest.
This does not mean being a plaster saint. It means that he will be aware of his
intellectual strengths, and limitations, and will have thought about and decided
upon the moral principles by which his life shall be guided. There is no contradiction
in my going on to say that a teacher should be a bit of an actor. That is part of the
technique of teaching, which demands that every now and then a teacher should
be able to put on an act — to enliven a lesson, correct a fault, or award praise.
Children, especially young children, live in a world that is rather larger than life.
A teacher must remain mentally alert. He will not get into the profession if of low
intelligence, but it is all too easy, even for people of above-average intelligence, to
stagnate intellectually — and that means to deteriorate intellectually. A teacher must
be quick to adapt himself to any situation, however improbable and able to improvise,
if necessary at less than a moment’s notice. (Here I should stress that I use ‘he’ and
‘his’ throughout the book simply as a matter of convention and convenience.)
On the other hand, a teacher must be capable of infinite patience. This, I may
say, is largely a matter of self-discipline and self-training; we are none of us
born like that. He must be pretty resilient; teaching makes great demands on
nervous energy. And he should be able to take in his stride the innumerable
petty irritations any adult dealing with children has to endure.
Finally, I think a teacher should have the kind of mind which always wants to go
on learning. Teaching is a job at which one will never be perfect; there is always
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something more to learn about it. There are three principal objects of study: the
subject, or subjects, which the teacher is teaching; the methods by which they
can best be taught to the particular pupils in the classes he is teaching; and — by
far the most important — the children, young people, or adults to whom they
are to be taught. The two cardinal principles of British education today are that
education is education of the whole person, and that it is best acquired through
full and active co-operation between two persons, the teacher and the learner.
Fonte: Adaptado de Dent (2018, documento on-line).
a) O primeiro parágrafo traz uma pergunta sobre as
características desejáveis de um médico.b) No segundo parágrafo, discute-se que o professor
deve ter uma personalidade agradável.
c) No terceiro parágrafo, afirma-se que o professor não precisa ser essencialmente
capaz de conectar-se com as mentes e os sentimentos das outras pessoas.
d) No quinto parágrafo, argumenta-se que o professor
não deve se manter alerta mentalmente.
e) No sexto parágrafo, afirma-se que o professor deve ter uma paciência finita.
2. Utilizando a técnica de skimming, leia o primeiro e o último
parágrafos do texto e escolha a alternativa CORRETA:
WHAT TYPE OF STUDENT DO YOU HAVE TO TEACH?
Most lecturers try to help students develop their understanding. But
understanding a foreign language is not the same as understanding why
someone is upset or understanding electromagnetism or understanding
history. It is not to be expected therefore that the same teaching methods
will be appropriate to these different kinds of understanding.
Most forms of understanding are expressed by concepts which differ from everyday
ones. For example, we all know that suitcases get heavier the longer you carry
them, but in science this is described in terms of constant weight plus increasing
fatigue. The concept “weight” is introduced and laid alongside the commonsense
concept of “heaviness”. Similarly we all know that time passes quickly when we are
absorbed and slowly when we are bored, but science tells us that this is an illusion;
time really ticks away at a steady rate. Note that conceptual change should not be
the aim, as is sometimes suggested, since people still also need their common sense.
The aim is to add new sets of concepts and to explain when to use which set.
But “understanding” is not the only kind of learning which students need
to master. Instruction, demonstration and error-correction are the key
teaching activities — which are quite different from those needed to reach
understanding — while practice is the main learning activity.
Students also have to memorize information and be able to recall it when required, as
well as acquire several other kinds of learning (such as know-how and attitudes and
values) each of which calls for different teaching methods. So learning-centred teaching
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includes a conscious matching of teaching methods to the intended kind of learning.
While good teaching involves, among other things, helping students to
achieve their chosen learning goals, the picture is further complicated by
the different learning styles adopted by different groups of students.
Many ways of categorization and modelling students as learners have been
suggested, of which the following are as useful as any, particularly in connection
with understanding. (Differences between learners’ natural learning styles are
not so significant when skills are being taught, since the appropriate style is
determined more by the activity involved than by students’ natural capabilities.)
Some students are “holists”: which means they like to take an overview of a
subject first and then fill in the details and concepts in their own way.
Others are “serialists” who like to follow a logical progression of a subject, beginning
at the beginning. Educational researcher Gordon Pask structured some teaching
materials in both a holist and a serialist manner, and then tested previously-sorted
cohorts of students using them. He found that the best performance of those who
were mismatched (i.e. holist students with serialist material, and vice versa) was worse
than the worst performance of those who were matched to the learning materials.
This seems to imply, for example, that educational textbooks — which are naturally
serialist in character — should include signposts, summaries, alternative explanations
of difficult concepts, explanatory figure captions, a glossary of terms, a good index,
etc., to help holist students find their own way through them. Similarly projects, which
are naturally holist in character, since they are usually specified in terms of a final goal,
can cause problems for serialists, who may therefore need step-by-step guidance.
Another group of students are “visualisers” whose learning is helped by the inclusion of
diagrams, pictures, flow-charts, films, etc. Others are “verbalisers” and prefer to listen,
read, discuss, argue, attend tutorials and write during their conceptual development. And
some are “doers” and find that overt practical activity is best. The saying that “to hear is
to forget, to see is to remember, but to do is to understand” is only true for “doers”. With
a typical mix of students, attempts should be made to cater for each preferred style.
It is well known nowadays that for the development of “understanding” and for the
memorization of information it is important that students adopt a “deep approach”
to their learning, rather than a “surface approach’. The deep approach refers to an
intention to develop their understanding and to challenge ideas, while the “surface
approach” is the intention to memorize information and to follow instructions.
Although students are naturally inclined towards one approach rather than the other
— often with a new subject the inclination is towards the surface approach — this
can vary from subject to subject and can usually be changed by the teaching they
receive. Overloading, for example, will encourage the surface approach; stimulating
interest may encourage the deep approach. Given the deep approach, even good
lectures can make a considerable contribution to students’ “understanding”.
Recently the need to encourage the deep approach in students has been allowed to
dominate the choice of teaching method, sometimes at the expense of effective teaching.
Constructivism in science teaching, for example, in which students are encouraged
to devise their own explanations of phenomena, certainly tends to encourage the
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deep approach, but it can also leave students with misconceptions. Similarly, though
problem-based learning is usually popular with students, it teaches “know-how”
rather than “understanding”: unless explicit conceptual guidance is also given.
The fact that students have different preferred learning styles also has important
implications for course evaluation through feedback. It often seems to be assumed that
students are a homogeneous bunch and that therefore a majority opinion condemning a
certain aspect of a course justifies changing it for the future. But this can well be a mistake.
If a course is well matched, say, to “holist verbalisers” it is unlikely to be found very helpful
to “serialist visualisers”. In other words, feedback is likely to reveal as much about the
students as about the course or lecturer, and can be quite misleading unless it is properly
analysed in terms of the preferred learning styles of the particular cohort of students.
Indeed, student feedback about the teaching of “understanding” can, in any case, be quite
misleading, since students cannot be expected to judge what has been helpful to them
until much of the necessary conceptual development has occurred. Only after “the penny
has dropped” is such feedback likely to be reliable. Similarly, favourable feedback about
the necessary but tedious practising of important “skills” cannot normally be expected.
These considerations are all aspects of learning-centred teaching, with which all
lecturers should, in due course, become familiar. Innovation in education without
taking these matters into consideration is at best cavalier, at worst irresponsible,
for it is the students who suffer from teachers’ ill-founded experiments.
Fonte: Adaptado de Sparkes (2018, documento on-line).
a) No primeiro parágrafo, destaca-se que a minoria dos professores
universitários tenta ajudar os alunos a desenvolverem o seu entendimento.
b) No primeiro parágrafo, afirma-seque entender uma língua estrangeira
é o mesmo que entender eletromagnetismo ou história.
c) No primeiro parágrafo, discute-se que é esperado que os mesmos métodos
de ensino sejam apropriados para os tipos diferentes de entendimento.
d) No último parágrafo, conclui-se que as considerações feitas são todas
relativas aos aspectos de um ensino centrado no professor.
e) No último parágrafo, argumenta-se que os professores universitários
devem estar familiarizados com um ensino centrado na aprendizagem.
3. Utilizando a técnica de skimming, leia a primeira frase de
cada parágrafo e escolha a alternativa CORRETA:
‘PRIMITIVENESS’ IN LANGUAGE
‘Primitive’ is a word that is often used ill-advisedly in discussions of language.
Many people think that ‘primitive’ is indeed a term to be applied to languages,
though only to some languages, and not usually to the language they themselves
speak. They might agree in calling ‘primitive’ those uses of language that
concern greetings, grumbles and commands, but they would probably insist
that these were especially common in the so-called ‘primitive languages’.
These are misconceptions that we must quickly clear from our minds.
15 Técnica de skimming
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So far as we can tell, all human languages are equally complete and perfect
as instruments of communication: that is, every language appears to be as
well-equipped as any other to say the things its speakers want to say. It may
or may not be appropriate to talk about primitive peoples or cultures, but that
is another matter. Certainly, not all groups of people are equally competent
in nuclear physics or psychology or the cultivation of rice or the engraving of
Benares brass. But this is not the fault of their language. The Eskimos can speak
about snow with a great deal more precision and subtlety than we can in
English, but this is not because the Eskimo language (one of those sometimes
miscalled ‘primitive’) is inherently more precise and subtle than English. This
example does not bring to light a defect in English, a show of unexpected
‘primitiveness’. The position is simply and obviously that the Eskimos and the
English live in different environments. The English language would be just
as rich in terms for different kinds of snow, presumably, if the environments
in which English was habitually used made such distinction important.
Similarly, we have no reason to doubt that the Eskimo language could be as
precise and subtle on the subject of motor manufacture or cricket if these topics
formed part of the Eskimos’ life. For obvious historical reasons, Englishmen
in the nineteenth century could not talk about motorcars with the minute
discrimination which is possible today: cars were not a part of their culture. But
they had a host of terms for horse-drawn vehicles which send us, puzzled, to a
historical dictionary when we are reading Scott or Dickens. How many of us could
distinguish between a chaise, a landau, a victoria, a brougham, a coupe, a gig,
a diligence, a whisky, a calash, a tilbury, a carriole, a phaeton, and a clarence?
The discussion of ‘primitiveness’, incidentally, provides us with a good reason
for sharply and absolutely distinguishing human language from animal
communication, because there is no sign of any intermediate stage between the
two. Whether we examine the earliest records of any language, or the present-day
language of some small tribe in a far-away place, we come no nearer to finding
a stage of human language more resembling animal communication and more
‘primitive’ than our own. In general, as has been said, any language is as good as
any other to express what its speakers want to say. An East African finds Swahili
as convenient, natural and complete as an East Londoner finds English. In general
the Yorkshire Dalesman’s dialect is neither more nor less primitive or ill-fitted to
its speaker’s wants than Cockney is for the Londoner’s. We must always beware
the temptation to adopt a naive parochialism which makes us feel that someone
else’s language is less pleasant or less effective an instrument than our own.
This is not to say that an individual necessarily sounds as pleasant or as effective
as he might be, when using his language, but we must not confuse a language
with an individual’s ability to use it. Nor are we saying that one language has
no deficiencies as corn-pared with another. The English words ‘home’ and
‘gentleman’ have no exact counterparts in French, for example. These are
tiny details in which English may well be thought to have the advantage over
French, but a large-scale comparison would not lead to the conclusion that
Técnica de skimming 16
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English was the superior language, since it would reveal other details in which
the converse was true. Some years ago it came as something of a shock to us
that we had no exact word for translating the name that General de Gaulle had
given to his party — Rassemblement du Peuple Francais. The B.B.C. for some
time used the word ‘rally’, and although this scarcely answers the purpose it is
a rather better translation of ‘rassemblement’ than either of the alternatives
offered by one well-known French - English dictionary, ‘muster’ and ‘mob’.
The more we consider the question, then, the less reasonable does it seem
to call any language ‘inferior’, let alone ‘primitive’. The Sanskrit of the Rig-
Veda four thousand years ago was as perfect an instrument for what its
users wanted to say as its modern descendant, Hindi, or as English.
Fonte: Adaptado de RANDOLPH (2018, document on-line).
a) O primeiro parágrafo afirma que a palavra “primitiva” é usada
quando se considera algo como “doente” nas discussões.
b) No segundo parágrafo, afirma-se que as línguas humanas são instrumentos
de comunicação, porém nem todas funcionam perfeitamente.
c) No quarto parágrafo, afirma-se que a linguagem
humana distingue-se da linguagem animal.
d) No quinto parágrafo, afirma-se que língua equivale
à habilidade de um indivíduo em utilizá-la.
e) No último parágrafo, conclui-se que algumas línguas
primitivas são também chamadas de “inferiores”.
4. Leia o título e os subtítulos do texto e escolha a alternativa CORRETA:
GESTURES
A gesture is any action that sends a visual signal to an onlooker. To become
a gesture, an act has to be seen by someone else and has to communicate
some piece of information to them. It can do this either because the gesturer
deliberately sets out to send a signal – as when he waves his hand – or it can do
it only incidentally — as when he sneezes. The hand-wave is a Primary Gesture,
because it has no other existence or function. It is a piece of communication
from start to finish. The sneeze, by contrast, is a secondary, or Incidental Gesture.
Its primary function is mechanical and is concerned with the sneezer’s personal
breathing problem. In its secondary role, however, it cannot help but transmit a
message to his companions, warning them that he may have caught a cold.
Incidental Gestures: Mechanical actions with secondary messages. Many of
our actions are basically non-social, having to do with problems of personal body
care, body comfort and body transportation; we clean and groom ourselves with
a variety of scratchings, rubbings and wipings; we cough, yawn and stretch our
limbs; we eat and drink; we prop ourselves up in restful postures, folding our arms
and crossing our legs; we sit, stand, squat and recline, in a whole range of different
positions; we crawl, walk and run in varying gaits and styles. But although we do
17 Técnica de skimming
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these things for our own benefit, we are not always unaccompanied when we do
them. Our companions learn a great deal about us from these ‘personal’ actions —
not merely that we are scratching because we itch or thatwe are running because
we are late, but also, from the way we do them, what kind of personalities we
possess and what mood we are in at the time.
Expressive Gestures: Biological gestures of the kind we share with other animal.
Primary gestures fall into six main categories. Five of these are unique to man, and
depend on his complex, highly evolved brain. The exception is the category I called
“expressive gestures”. These are gestures of the type which all men, everywhere,
share with one another, and which other animals also perform. They include the
important signals of facial expression, so crucial to daily human interaction.
Mimic Gestures: Gestures which transmit signals by imitation. Mimic
gestures are those in which the performer attempts to imitate, as accurately
as possible, a person, an object or an action. Here we leave our animal
heritage behind and enter an exclusively human sphere. The essential
quality of a Mimic Gesture is that it attempts to copy the thing it is trying
to portray. No stylized conventions are applied. A successful Mimic Gesture
is therefore understandable to someone who has never seen it performed
before. No prior knowledge should be required and there need be no set
tradition concerning the way in which a particular item is represented.
Symbolic Gestures: Gestures which represent moods and ideas. A symbolic
gesture indicates an abstract quality that has no simple equivalent in the world of
objects and movements. Here we are one stage further away from the obviousness
of the enacted Mimic Gesture. So we are faced with two basic problems where
Symbolic Gestures are concerned: either one meaning may be signalled by different
actions, or several meanings may be signalled by the same action, as we move
from culture to culture. The only solution is to approach each culture with an
open mind and learn their Symbolic Gestures as one would their vocabulary.
Technical Gestures: Gestures used by specialist minorities. Technical gestures
are invented by a specialist minority for use strictly within the limits of their
particular activity. They are meaningless to anyone outside the specialization
and operate in such a narrow field that they cannot be considered as playing
a part in the mainstream of visual communication of any culture.
Fonte: Adaptado de Morris (2018, documento on-line).
a) De acordo com o texto, os gestos incidentais são aqueles
que fazemos com uma mensagem secundária.
b) De acordo com o primeiro parágrafo, o gesto é uma ação
que envia um sinal auditivo para um espectador.
c) Os gestos expressivos, por sua vez, são gestos fisiológicos do
tipo que compartilhamos com outras espécies animais.
d) Os gestos de mímica são sinais apenas para pessoas especializadas.
e) Os gestos simbólicos representam uma cultura em apenas
um gesto e são os mesmos para todas as culturas.
Técnica de skimming 18
C13_Fundamentos_de_Ingles.indd 18 25/04/2018 17:04:04
5. Utilizando a técnica de skimming, leia o primeiro e o último
parágrafos do texto e escolha a alternativa CORRETA:
ADAPTIVE CONTROL OF READING RATE
One important factor in reading is the voluntary, adaptive control of reading rate, i.e.
the ability to adjust the reading rate to the particular type of material being read.
Adaptive reading means changing reading speed throughout a text in response
to both the difficulty of material and one’s purpose in reading it. Learning how to
monitor and adjust reading style is a skill that requires a great deal of practice.
Many people, even college students, are unaware that they can learn to control
their reading speed. However, this factor can be greatly improved with a couple of
hundred hours of work, as opposed to the thousands of hours needed to significantly
alter language comprehension. Many college reading skills programmes include a
training procedure aimed at improving students’ control of reading speed. However, a
number of problems are involved in successfully implementing such a programme.
The first problem is to convince the students that they should adjust their
reading rates. Many students regard skimming as a sin and read everything
in a slow methodical manner. On the other hand some students believe that
everything, including difficult mathematical texts, can be read at the rate
appropriate for a light novel. There seems to be evidence that people read more
slowly than necessary. A number of studies on college students have found
that when the students are forced to read faster than their self-imposed rate,
there is no loss in retention of information typically regarded as important.
The second problem involved in teaching adaptive reading lies in convincing
the students of the need to be aware of their purposes in reading. The point of
adjusting reading rates is to serve particular purposes. Students who are unaware
of what they want to get out of a reading assignment will find it difficult to adjust
their rates appropriately. They should know in advance what they want.
Once these problems of attitude are overcome, a reading skills course can
concentrate on teaching the students the techniques for reading at different
rates. Since most students have had little practice at rapid reading, most of the
instruction focuses on how to read rapidly. Scanning is a rapid reading technique
appropriate for searching out a piece of information embedded in a much larger
text — for example a student might scan this passage for an evaluation of adaptive
reading. A skilled scanner can process 10,000 or more words per minute. Obviously,
at this rate scanners only pick up bits and pieces of information and skip whole
paragraphs. It is easy for scanners to miss the target entirely, and they often have
to rescan the text. Making quick decisions as to what should be ignored and
what should be looked at takes practice. However, the benefits are enormous. I
would not be able to function as an academic without this skill because I would
not be able to keep up with all the information that is generated in my field.
Skimming is the processing of about 800-1500 words a minute — a rate at which
19 Técnica de skimming
C13_Fundamentos_de_Ingles.indd 19 25/04/2018 17:04:04
identifying every word is probably impossible. Skimming is used for extracting the gist
of the text. The skill is useful when the skimmer is deciding whether to read a text, or is
previewing a text he wants to read, or is going over material that is already known.
Both scanning and skimming are aided by a knowledge of where the main points
tend to be found in the text. A reader who knows where an author tends to put
the main points can read selectively. Authors vary in their construction style, and
one has to adjust to author differences, but some general rules usually apply.
Section headings, first and last paragraphs in a section, first and last sentences
in a paragraph, and highlighted material all tend to convey the main points.
Students in reading skills programmes often complain that rapid reading techniques
require hard work and that they tend to regress towards less efficient reading habits
after the end of the programme. Therefore, it should be emphasised that the adaptive
control of the reading rate is hard work because it is a novel skill. Older reading habits
seem easy because they have been practised for longer. As students become more
practised in adjusting reading rate, they find it easier. I can report that after practising
variable reading rates for more than ten years, I find it easier to read a text using an
adjustable rate than to read at a slow methodical word by word rate. This is something
of a problem for me because part of my professional duties is to edit papers that I would
not normally process word by word. I find it very painful to have to read at this rate.
Fonte: Monaghan (2018, documento on-line).
a) No primeiro parágrafo, discute-se a importância da leitura.
b) Os alunos reclamam que astécnicas de leitura lenta requerem muito trabalho.
c) Os alunos tendem a voltar a usar as técnicas mais eficientes de leitura.
d) Para os alunos, os velhos hábitos de leitura nunca parecem fáceis.
e) O autor conclui que é mais difícil ler todas as palavras de
um texto, depois de praticar diferentes maneiras.
DENT, H. C. Teaching as a Career. London: Batsford, 1961. In: UEFAP, 2018. Disponível
em: <http://www.uefap.com/reading/exercise/skim/qualteac.htm>. Acesso em: 24
abr. 2018.
INSTITUTO FEDERAL DE PERNAMBUCO. Técnicas de Leitura: skimming e scanning. 2011.
Disponível em: <https://navalifpe.files.wordpress.com/2011/09/tc3a9cnicas-de-leitura.
pdf>. Acesso em: 18 mar. 2018.
MONAGHAN, J. Reading skills for academic study: Skimming for gist. Adaptive control
of reading rate Longman, 1979, p. 18-23. In: UEFAP, 2018. Disponível em: <http://www.
uefap.com/reading/exercise/skim/readrat.htm>. Acesso em: 24 abr. 2018.
MORRIS, D. Gestures. Man watching. Triad Panther, 1977. In: UEFAP, 2018. Disponível em:
<http://www.uefap.com/reading/exercise/skim/gesture.htm>. Acesso em: 24 abr. 2018.
Técnica de skimming 20
C13_Fundamentos_de_Ingles.indd 20 25/04/2018 17:04:05
http://www.uefap.com/reading/exercise/skim/qualteac.htm
https://navalifpe.files.wordpress.com/2011/09/tc3a9cnicas-de-leitura.
http://uefap.com/reading/exercise/skim/readrat.htm
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RANDOLPH, Q. The Use of English. Longman, 1962. In: UEFAP, 2018. Disponível em:
<http://www.uefap.com/reading/exercise/skim/primit.htm>. Acesso em: 24 abr. 2018.
SPARKES, J. What type of student do you have to teach? Times Higher Education
Supplement, 1998. In: UEFAP, 2018. Disponível em: <http://www.uefap.com/reading/
exercise/skim/studtyp.htm>. Acesso em: 24 abr. 2018.
Leituras recomendadas
ADLER, M. J.; VAN DOREN, C. Como ler livros: o guia clássico para a leitura inteligente.
São Paulo: É Realizações, 2010. (Coleção Eucação Clássica).
ADMISSÃO PRÉ-VESTIBULARES E CONCURSOS. Dicas de leitura. 2017. Disponível em:
<http://www.cursinhoadmissao.com.br/downloads/dicas/3.pdf>. Acesso em: 18
mar. 2018.
BRITISH COUNCIL. Skimming. BBC: Teaching English, 2018. Disponível em: <https://
www.teachingenglish.org.uk/article/skimming>. Acesso em: 23 abr. 2018.
FECAP. Leitura e interpretação de textos: estratégias de leitura. 2018. Disponível em:
<https://www.fecap.br/extensao/pqd/leitura_interpretacao_textos.pdf>. Acesso
em: 18 mar. 2018.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo:
Contexto, 2011.
LOIS, L. Teoria e prática na formação do leitor: leitura e literatura na sala de aula. Porto
Alegre: Penso, 2010.
MIAMI DADE COLLEGE. Reading: main ideias. 2005. Disponível em: <http://www.mdc.
edu/Kendall/collegeprep/documents2/MAIN%20IDEASrevised815.pdf>. Acesso em:
18 mar. 2018.
MOURÃO, K. P. Skimming x Scanning. 2018. Disponível em: <https://brasilescola.uol.
com.br/ingles/skimming-x-scanning.htm>. Acesso em: 14 mar. 2018.
NSW CENTRE FOR EFFECTIVE READING. Comprehension: main idea. 2018. Disponível
em: <http://www.cer.education.nsw.gov.au/documents/249903/250184/Main%20
Idea.pdf>. Acesso em: 18 mar. 2018.
PIVA, A. Dicas de interpretação de texto nº 1. 2014. Disponível em: <https://www.cur-
sopiva.com.br/assets/img/content/dicas/dicas_de_interpretacao_de_texto_i.pdf>.
Acesso em: 21 abr. 2018.
WARREN COUNTY PUBLIC SCHOOL. Determining a central ideal of an informative text:
what’s the big idea? 2017. Disponível em: <http://www.warrencountyschools.org/
userfiles/2607/8th_Grade_Determining_Central_Ideas_&_Analyzing_Development.
pdf>. Acesso em: 18 de mar. 2018.
21 Técnica de skimming
C13_Fundamentos_de_Ingles.indd 21 25/04/2018 17:04:05
http://www.uefap.com/reading/exercise/skim/primit.htm
http://www.uefap.com/reading/
http://www.cursinhoadmissao.com.br/downloads/dicas/3.pdf
http://www.teachingenglish.org.uk/article/skimming
https://www.fecap.br/extensao/pqd/leitura_interpretacao_textos.pdf
http://www.mdc/
https://brasilescola.uol/
http://com.br/ingles/skimming-x-scanning.htm
http://www.cer.education.nsw.gov.au/documents/249903/250184/Main%20
https://www.cur/
http://sopiva.com.br/assets/img/content/dicas/dicas_de_interpretacao_de_texto_i.pdf
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O domínio da língua inglesa é
essencial para uma carreira de
sucesso em qualquer área. O objetivo
deste livro é suprir, com eficiência,
a necessidade de construção de
conhecimentos relacionados à
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exigida dos alunos da área técnica.
Inglês: práticas de leitura e escrita
oferece atividades que constroem
uma interface entre os gêneros
textuais acadêmicos tradicionais
e aqueles recorrentes nas áreas
técnicas, como textos de e-mail,
resumos de artigos científicos
(abstracts) e descrições de produtos.
Com a chancela do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Sul (IFRS), este lançamento
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pedagógico indispensável para alunos
e professores de cursos técnicos
previstos pelo Ministério da Educação
no Programa Nacional de Acesso ao
Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
INGLÊS
PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA
LÍNGUA INGLESA
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RAFAELA FETZNER DREY
ISABEL CRISTINA TEDESCO SELISTRE
TÂNIA AIUB
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ISABEL CRISTINA TEDESCO SELISTRE
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PRÁTIC
AS DE
LEIT
URA E
ESCRITA
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DREY SELISTRE AIUB
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a atividades complementares.
PRÁTICAS DE
LEITURA E ESCRITA
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Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
D778i Drey, Rafaela Fetzner.
Inglês : práticas de leitura e escrita [recurso eletrônico] /
Rafaela Fetzner Drey, Isabel Cristina Tedesco Selistre, Tânia
Aiub. – Porto Alegre : Penso, 2015.
Editado como livro impresso em 2015.
ISBN 978-85-8429-031-4
1. Inglês - Leitura. 2. Inglês – Escrita. I. Selistre, Isabel
Cristina Tedesco. II. Aiub, Tânia. III. Título.
CDU 811.111
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10
Scanning
Scanning refere-se ao tipo de leitura rápida e superficial que o leitor faz com o
objetivo de encontrar informações específicas em um texto.
Para realizar a estratégia de scanning, é preciso:
�s Definir a informação que você precisa encontrar no texto, como um número
de telefone em uma lista, uma data de nascimento ou óbito em uma biografia,
o preço de um produto em um catálogo, o nome do autor de alguma obra em
um artigo informativo, a definição de algum termo, etc.
�s Passar os olhos rapidamente sobre o texto até encontrar o que está buscando,
observando as palavras ou expressões-chave e as marcas tipográficas re-
lacionadas ao seu propósito.
Apresentamos, a seguir, uma situação de utilização da estratégia scanning.
KEY TERM
Scanning é um tipo de
leitura rápida e superficial
com o objetivo de
encontrar informações
específicas em um texto.
EXAMPLE
Para descobrir em que ano Samuel Morse transmitiu a primeira mensagem
por telégrafo, no texto abaixo, você:
1. Passa os olhos rapidamente pelo texto até localizar o nome Samuel Morse.
2. Procura a indicação de ano mais aproximada ao nome encontrado.
3. Confirma sua resposta, verificando se a palavra-chave telegraph encon-
tra-se próxima às informações anteriores (nome e ano).
The foundation of mobility of information was laid by Joseph Henry, (1797-
1878), who invented the electric motor and techniques for distant commu-
nication. In 1831, Henry demonstrated the potential of using an electromag-
netic phenomenon of electricity for long distance communication. He sent
electric currentover one mile of wire to activate an electromagnet, which
caused a bell to ring. Later, Samuel F, B, Morse used this property of electricity
to invent the telegraph. Morse transmitted his famous message “What hath
God wrought?” from Washington to Baltimore over 40 miles in 1844. Then, on
March 10, 1876, in Boston, Massachussetts, Alexander Graham Bell laid the
foundation of telephone by making the first voice call over wire – “Mr. Watson,
come here, I want to see you”.
Fonte: Talukder, Ahmed e Yavagal (2010, p. 1).
Nome.
Palavra-chave.
Ano mais próximo do
nome.
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ch
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ar
y
co
m
pr
eh
en
si
on
s
tr
at
eg
ie
s
É sábado. Você está no Harlem, rua 109, e tem que encontrar um amigo em Mid-
town, rua 42, às 10h. Como descobrir o horário do seu ônibus?
1. Passe os olhos rapidamente pelo quadro de horários até encontrar a palavra
SATURDAY.
2. Busque a coluna em que aparece o endereço Midtown 42 St.
3. Verifique o horário de chegada do ônibus nesse endereço próximo às 10h.
4. Cruze essa linha de informação com o seu endereço – Harlem 109 St.
Resposta: você terá que pegar o ônibus às 9h28.
IMPORTANT
Exemplos de marcas
tipográficas:
• Números: 1984, 8%,
500,00, $ 100, etc.
• Cores e fontes
diferenciadas.
• Letras maiúsculas.
• Tipos especiais
para ênfase:
negrito, itálico, etc.
• Símbolos: =, $, &, ‘’,
“ ”, :, %, etc.
• Figuras e tabelas.
IMPORTANT
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Rafaela Fetzner Drey, Isabel Cristina Tedesco Selistre, Tânia
Aiub. – Porto Alegre : Penso, 2015.
Editado como livro impresso em 2015.
ISBN 978-85-8429-031-4
1. Inglês - Leitura. 2. Inglês – Escrita. I. Selistre, Isabel
Cristina Tedesco. II. Aiub, Tânia. III. Título.
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19
Desconsideração de palavras não
relevantes para a compreensão
Não saber o significado de todas as palavras que compõem um texto não resulta,
necessariamente, em dificuldade de compreensão. Há casos em que uma palavra
desconhecida não bloqueia a nossa apreensão da ideia central de uma frase ou de
um parágrafo. Nesses casos, podemos simplesmente ignorá-la.
Vejamos o exemplo a seguir, em que as palavras destacadas podem ser desco-
nhecidas do leitor.
EXAMPLE
“Money and time work together. More time allows less money to grow into a large amount. Money that you
have saved, however, doesn’t double overnight. Just as apple trees, money need to mature for a period of
time before they start producing”.
“Dinheiro e tempo trabalham juntos. Mais tempo permite que menos dinheiro se transforme em uma quantia
maior. O dinheiro que você economizou, ______, não dobra _______ Assim como as macieiras, o dinheiro
precisa amadurecer por um período de tempo antes de começar a produzir”.
Fonte: Ediger e Pavlik (2000, p.102).
Comparando com o mesmo parágrafo escrito em português, sem os destaques,
percebemos que as duas palavras omitidas não são essenciais para a compreen-
são. Portanto, podemos desconsiderá-las, isto é, não precisamos descobrir o seu
significado exato.
Esclarecimento do significado de palavras
desconhecidas importantes para a
compreensão
Quando uma palavra desconhecida impede a compreensão, especialmente se ela
for uma palavra-chave, podemos utilizar as seguintes estratégias: dedução/infe-
rência a partir do contexto, análise de afixos e consulta ao dicionário.
KEY TERM
Palavras-chave são aquelas
que aparecem muitas vezes no
texto, repetidas literalmente
ou por meio de outras palavras
sinônimas ou quase sinônimas;
aparecem, geralmente,
salientadas nos textos por
meio do uso de negrito,
itálico, maiúsculas, etc.;
tendem a aparecer em locais
importantes do texto, como
título, introdução e conclusão
(CAVALCANTI, 1989).
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20
Dedução/inferência de palavras desconhecidas a partir do
contexto
A exploração do contexto (palavras vizinhas) para tentar deduzir/inferir o signifi-
cado de uma palavra desconhecida é uma estratégia bastante eficaz. Observe os
exemplos a seguir.
EXAMPLE
“They bought lots of fruit, dips and cheeses, food that many of the kids may not have tried before, things
like pomegranate”.
From: Cairns (2014).
He is very intelligent, but very impolite.
No primeiro caso, mesmo não sabendo o significado de dips e pomegranate, é
possível deduzir, por meio da análise das outras palavras que compõem a frase,
que se tratam de alimentos. No segundo, podemos inferir que impolite é uma ca-
racterística negativa, uma vez que but (mas), palavra que antecede o item desco-
nhecido, conecta ideias opostas.
Análise de afixos
Outra estratégia que pode ser utilizada para a compreensão de vocabulário é a
análise de afixos. Há dois tipos de afixos: prefixos − adicionados no início da pa-
lavra − e sufixos − adicionados no final da palavra.
EXAMPLE
Prefixos: finished (acabado) – unfinished (inacabado)
Sufixos: real (real) – reality (realidade)
Os prefixos geralmente alteram o significado da palavra, enquanto os su-
fixos alteram sua classe gramatical. No exemplo anterior, percebemos que o
prefixo “un” adicionado à palavra finished faz com que ela passe a significar o seu
oposto. Já a adição do sufixo “ity” à palavra real faz com que ela passe de adjetivo
para substantivo.
A identificação dos afixos é útil quando a palavra desconhecida é formada por
uma palavra e um afixo conhecidos. Vamos supor que seja a primeira vez que o
leitor se depara com a palavra underground. Se ele souber o significado de ground
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(solo, chão, terreno) e do prefixo under (embaixo; sub-), concluirá que o item cor-
responde a “subsolo”.
Nos quadros que seguem, apresentamos os prefixos e os sufixos mais usados no
inglês e seus significados.
Quadro 1.2 Prefixos mais utilizados e seus significados
Ante- Antes, anterior
Anti- Contra
Bi- Dois,duplo
Co- Em conjunto
De- Inverter
Dis- Oposto, contrário
Ex- Externo, ex-, sair
Extra- Além de
Fore- Antes, frente
Giga- Bilhão
Il- Não, contrário
Im- Não, contrário
In- Não, contrário
Inter- Entre
Intra- Dentro
Ir- Não, contrário
Kilo- Mil
Mega- Grande
(cont.)
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Quadro 1.2 Prefixos mais utilizados e seus significados (cont.)
Micro- (muito) Pequeno
Mini- Pequeno, reduzido
Mis- Errado, mal
Mono- Um, único
Multi- Vários, diversos
Non- Não, contrário
Over- Acima de, superior
Peri- Em torno, em volta
Post- Após, depois de
Pre- Anterior, antes de
Re- Repetir, outra vez
Semi- Parcial, quase, meio
Sub- Embaixo, inferior
Super- Acima de, superior
Trans- Através, por meio de
Tri- Três, triplo
Un- Não, contrário, des-
Under- Embaixo, inferior, sub-
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Quadro 1.3 Sufixos mais utilizados e seus significados
-able -ável, -átil
- al -al, -o
- ance -ância, -ência, -enção
- ate -ar
- dom -dade, -ria, -mento
- ed -ado
- en -ar, -er, -ir
- ence -ência
- ent -ente, -ante
- er (adj) mais (comparativo)
- er (subst) -or, -dor, -ista, -ente
- ful -oso
- gion -gião
- ian -ico, -ista, -ano, -ário
- ible -ável, -ível
- ic -ico
- ical -ico
- ify -ificar
- ing -ndo, -mento, -ção
- ish -ado
- ist -ista
(cont.)
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Consulta ao dicionário
Quando a aplicação das estratégias anteriores não é suficiente para compreender
as palavras desconhecidas, temos um último recurso: a consulta ao dicionário.
Para que essa estratégia seja, de fato, útil, temos que distinguir os componentes
de uma entrada/verbete de dicionário.
Quadro 1.3 Sufixos mais utilizados e seus significados (cont.)
- ity -idade
- ive -ivo
- ize -izar, -ar
- less -sem, -menos, des-
- logy -logia
- ly -mente
- ment -mento
- ness -dão, -eza, -mento
- or -or, -dor
- ous -oso
- ship -mento, -ção, -ade
- sion -são
- tion -ção
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Revisão técnica:
Rafael Lamonatto dos Santos
Bacharel em Letras - Habilitação Tradutor (Português-Inglês)
Mestre em Estudos da Linguagem
Monica Stefani
Bacharel em Letras - Habilitação português/inglês
Mestre em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Literatura Australiana
Doutora em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Estudos de Tradução
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin - CRB -10/2147
S586i Silva, Dayse Cristina Ferreira da.
Fundamentos de inglês / Dayse Cristina Ferreira da Silva,
Liana Paraguassu, Julice Daijo; [revisão técnica: Rafael
Lamonatto dos Santos, Monica Stefani]. – Porto Alegre:
SAGAH, 2018.
310 p. : il. ; 22,5 cm
ISBN 978-85-9502-412-0
1. Língua inglesa. I. Paraguassu, Liana. II. Daijo, Julice.
III.Título.
CDU 811.111’36
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Atividades pré-textuais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar os elementos presentes no texto, tais como: título, subtítulos,
tabelas, figuras e o gênero do texto.
Ativar o seu conhecimento prévio e reconhecer todas as ideias refe-
rentes ao tema de um texto.
Identificar e listar as palavras e expressões em inglês relacionadas ao
assunto do texto.
Introdução
A leitura, especialmente em língua estrangeira, requer o uso de estratégias
adequadas para que um texto possa ser bem compreendido. Entre as
estratégias empregadas, estão as técnicas de scanning e de skimming,
a leitura detalhada e as atividades pré-textuais, sendo estas objeto
deste capítulo. Entre as atividades pré-textuais, identifica-se a predição,
atividade de pré-leitura que consiste na formulação de hipóteses sobre
o conteúdo do material a ser lido, a partir da observação de elementos
específicos do texto e da ativação do conhecimento prévio do leitor.
Investigando o texto: pré-leitura
Ao lermos um texto, não raro queremos ir direto ao ponto. Começamos a ler
o texto sem prestar muita atenção aos outros elementos que o compõem, além
do corpo textual em si. Normalmente, os textos de jornais, artigos, receitas,
entre outros tipos, apresentam elementos que dão pistas ao leitor sobre o que
o será falado. Esses elementos podem nos ajudar na compreensão do texto;
portanto, antes de ler um texto, imagine que você é um detetive, que precisa
buscar pistas sobre o assunto do mesmo. Você poderá encontrar as pistas nos
títulos, subtítulos, tabelas, fi guras e em qualquer outro elemento que possa
lhe dar discas preciosas sobre o tema do texto, além do seu gênero textual,
C14_Fundamentos_de_Ingles.indd 1 18/04/2018 17:55:58
ou seja, se estamos falando de uma matéria de jornal, de um artigo científi co,
de uma crônica, de uma poesia, de um texto informativo, etc.
Cada gênero textual apresenta suas peculiaridades. Uma matéria de jornal,
por exemplo, costuma ser composta de um título (manchete ou headline),
subtítulo e pode conter figuras, fotos, gráficos e tudo aquilo que o jornalista
considerar importante para ilustrar a matéria e ajudar o leitor a compreender
melhor o texto. Outros gêneros textuais, como artigos científicos, também
dispõem de elementos textuais para compor o texto, como gráficos, tabelas,
entre outros. Já uma crônica dificilmente lançará mão desses elementos, mas
pode trazer ilustrações que ajudem o leitor a dar vazão à sua imaginação.
Observe a Figura 1: ela é parte de um texto jornalístico publicado no jornal
americano The New York Times e contém o título da matéria e um subtítulo,
além de uma imagem.
Figura 1. Texto do The New York Times.
Fonte: Khan (2018, document on-line).
Deste exemplo, utilizaremos somente o título, ou manchete, o subtítulo e uma
foto ilustrativa para exemplificar um possível brainstorming sobre o assunto
Atividades pré-textuais 2
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do texto. Será que somente com esses elementos você conseguiria predizer o
assunto do texto? O que você consegue inferir com esses elementos textuais?
Pelo título, conseguimos inferir que o texto irá falar sobre Joanesburgo, a
capital da África do Sul. Já o subtítulo nos fornece algumas informações sobre
a cidade, afirmando que Joanesburgo é uma cidade grande e que tem uma
vida urbana intensa, com arte de rua, restaurantes, danceterias e mercados.
A foto da capital corrobora e ilustra as informações oferecidas pelo título e
subtítulo, mostrando uma cidade cheia de luzes e de pessoas que parecem
estar curtindo a noite da cidade.
Dessa maneira, analisando alguns elementos textuais que compõem um
texto, conseguimos predizer a temática do texto antes mesmo de lê-lo na
íntegra. Essa análise prévia poderá facilitar a compreensão do texto a ser
estudado posteriormente.
Em resumo, o desmembramento de um texto e a análise de seus elementos
são uma estratégia muito eficaz que ajuda na compreensão do leitor, especial-
mente quando estamos lendo um texto em língua estrangeira, em que o voca-
bulário e o assunto do texto, muitas vezes, não são rotineiros para o aprendiz.
Sendo assim, pensar sobre o texto e seus elementos antes de se aprofundar
na leitura poderá lhe dar os subsídios necessários para compreendê-lo melhor.
Gênero textual é o nome que se dá às diferentes formas de linguagem empregadas
nos textos. Essas formas podem ser mais formais, informais e até se mesclarem em um
mesmo texto–neste caso, será nomeado com o gênero que prevalecer. São exemplos
de gêneros textuais: o romance, o artigo de opinião, o conto e a receita, que são
gêneros escritos, ou ainda textos orais como a aula, o debate, a palestra etc. São formas
genéricas de classificação de textos, sendo eles literários ou não, que, por advirem
principalmente de convenções, podem variar, dados os diversos critérios utilizados.
Fonte: Marcuschi (2005).
Ative o seu conhecimento prévio
Outra estratégia de pré-leitura efi caz para a compreensão de um texto é pensar
sobre o que já sabemos sobre o assunto que será tratado no texto a ser lido;
ou seja, ativar o seu conhecimento prévio (Figura 2).
Segundo Marinaccio (2012), espera-se que os leitores utilizem o seu conheci-
mento prévio para preencher “buracos no texto” de modo a conseguir compreendê-
3 Atividades pré-textuais
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-lo. Assim, é como se o texto fosse uma casa formada por tijolos antigos (conheci-
mento prévio) e tijolos novos (conhecimento novo adquirido com o texto lido): os
tijolos antigos fornecem a base para que os tijolos novos possam ser acrescentados.
Veja a seguir o exemplo de um artigo que fala sobre time management
(gestão do tempo). Antes de ler o texto e depois de analisar os elementos
textuais como o título, subtítulo e se o texto apresenta outros recursos como
fotos e ilustrações, tabelas etc., procure lembrar o que você já sabe, leu ou
ouviu sobre o assunto. O que você sabe sobre gestão de tempo? Quais ideias
vêm à sua mente? Você relaciona o assunto com o quê? Pense e anote! Não
esqueça de anotar as suas ideias para não perder nada. Você pode anotar as
palavras que vêm à sua mente ou pode até desenhar. Quanto mais relações com
o assunto você fizer, melhor. O seu mapa de ideias ou de conceitos o ajudará
a compreender mais facilmente o texto a ser lido posteriormente na íntegra.
Veja o título e o subtítulo de um artigo sobre time management (gestão
do tempo) na Figura 2.
Figura 2. Texto sobre time management.
Fonte: Adams (2018, documento on-line).
Atividades pré-textuais 4
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O que você sabe sobre time management? Você já ouviu falar sobre isso?
Já leu algum outro texto sobre o assunto? O que vem à sua mente quando você
pensa em time management? Você gerencia bem o seu tempo? Quais estratégias
você utiliza para gerenciar o seu tempo de maneira efetiva?
Ativar o conhecimento prévio de um assunto é importante para que você
consiga fazer relações com o que irá ler no texto. Quando você não conhece
nada sobre um determinado assunto, nunca ouviu falar sobre o tema e não
consegue fazer qualquer relação com a sua vida, o texto tende a ser um “amon-
toado de palavras” que não fazem qualquer sentido para você, especialmente
quando se está lendo um texto em um idioma estrangeiro, que você não domina
inteiramente, e o vocabulário do texto ainda é um desafio.
Contudo, se você ativar o seu conhecimento prévio sobre o assunto, con-
seguirá fazer relações concretas com o conhecimento produzido pelo texto
a ser trabalhado, e a compreensão do texto tenderá a ser muito mais fácil.
Para organizar suas ideias, você pode criar um diagrama chamado mind
mapping (mapas mentais). Nele, você colocará todo o seu conhecimento prévio
sobre o assunto, na forma de palavras e/ou conceitos. Fique à vontade para
desenhar se achar que isso pode lhe ajudar a colocar suas ideias no papel.
Lembre-se que esse é um exercício para ativar o seu conhecimento prévio; ou
seja, ainda não é o momento de fazer uma lista de palavras encontradas no texto
a ser lido. O conhecimento prévio é aquilo que você já conhece sobre o assunto.
Dica: caso você não saiba muito sobre o assunto do texto, utilize recursos
visuais, como fotos relacionadas ao tópico do texto que podem ser encontradas
em sites de busca para ajudá-lo.
O mind mapping é um tipo de diagrama sistematizado pelo psicólogo inglês Tony
Buzan. É uma ferramenta de brainstorming (tempestade de ideias) que permite gerir as
informações e o conhecimento, auxiliando na solução de problemas, na memorização
e no aprendizado.
Os mapas mentais (Figura 3) procuram representar, com o máximo de detalhes
possível, o relacionamento conceitual existente entre as informações. Trata-se de
uma ferramenta para ilustrar ideias e conceitos, dar-lhes forma e contexto, traçar os
relacionamentos de causa, efeito, simetria e/ou similaridade que existem entre eles e
torná-los mais palpáveis e mensuráveis.
Fonte: Mind Tools (2018, documento on-line).
5 Atividades pré-textuais
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Trabalhando com o vocabulário do texto: lista
de palavras e expressões
Anteriormente, vimos como o título, o subtítulo e os elementos visuais podem
nos dar pistas sobre o assunto que será tratado em um texto. Vimos também
como o seu conhecimento prévio sobre o assunto lhe ajudará a compreender
melhor o texto a ser lido.
Agora, trabalharemos com as listas de palavras e expressões que lhe au-
xiliarão a compreender melhor o vocabulário do texto, mesmo antes de lê-lo
na íntegra. Para fazer uma lista de palavras-chave, você deve buscar no texto
aquelas palavras que estejam diretamente ligadas ao tópico principal do texto.
As palavras-chave respondem perguntas, ou seja, elas nos respondem o que
queremos saber de um texto.
Depois de você ter ativado o seu conhecimento prévio sobre o assunto,
ficará mais fácil fazer uma lista de palavras, pois você já terá organizado em
sua mente as principais ideias relacionadas ao assunto do texto a ser lido.
Assim, você não ficará perdido buscando por palavras aleatoriamente, pois
já terá uma boa ideia do que poderá encontrar no texto.
Vamos usar o mesmo texto exemplo do tópico anterior sobre time management?
Figura 3. Exemplo de um mapa mental.
Fonte: Petr Vaclavek/Shutterstock.com.
Atividades pré-textuais 6
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Veja o parágrafo a seguir:
One of the most effective skills you can have in life is powerful and effective time
management. If you’re not managing your time well, there’s no way you’re
going to reach your goals at work and the life outside of it. Sure, you might
make some progress. But your time management will be an uphill battle if
you don’t take your time seriously. For people who squander and waste the
precious little time they do have, they know all too well how difficult achieving
even mildly difficult goals can be.
Dica: se você não sabe por onde começar, lembre-se que o autor de um
texto não repete a mesma palavra várias vezes em vão. Quando repetimos
seguidamente uma palavra em um texto, é porque queremos dar destaque a ela.
Qual palavra se repete no texto? Além disso, você reconhece alguma palavra
no texto que tenha surgido quando você estava ativando o seu conhecimento
prévio? Quais palavras definem time management e quais aparecem associadas
à expressão?
Se você conseguir responder essas perguntas, já terá um bom número de
palavras e/ou expressões em sua lista.
Se você tivesse que identificar apenas cinco palavras para representar esse
parágrafo do texto, quais seriam?
Veja, a seguir, uma lista de palavras criada com base nesse parágrafo. Você concorda?
Você reconhece alguma palavra que tenha surgido enquanto estava ativando o seu
conhecimento prévio?
1. effective
2. skill
3. goal
4. time
5. life
Com as palavras acima, podemos fazer algumas associações concretas com time
management.
Time management is a skill.
Time management needs to be effective.
Time management is important for you to reach your goals.
Time management is important for you to manage your life effectively.
* A palavra time foi utilizada cinco vezes em um único parágrafo.
7 Atividades pré-textuais
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Não existe uma fórmula matemática para a criação de uma lista de palavras-
-chavede um texto. A lista certa será aquela que o ajude a compreender mais
facilmente o texto. Lembre-se apenas que a lista de palavras e expressões de
um texto não é formada apenas por aquelas palavras cujo significado você
desconhece, mas inclui palavras e expressões que resumem o conteúdo do
texto, que salientam aquilo que é mais relevante.
Você sabia que existem ferramentas capazes de simplificar um texto disponíveis na inter-
net? Se você não estiver conseguindo compreender um texto principalmente devido ao
vocabulário complexo, você pode utilizar uma dessas ferramentas. Mas lembre-se: um
dos principais objetivos da leitura de textos, principalmente em outro idioma, é ampliar
o seu vocabulário.
Para simplificar textos em inglês, acesse o link a seguir.
https://goo.gl/hSQcYm
Para textos em português, a USP disponibiliza um projeto do NILC/USP, conheça
no link ou código a seguir.
https://goo.gl/ug62Aa
1. O trecho apresentado a seguir
é de uma mensagem de e-mail.
Ao ler o título e a saudação da
mensagem, ative seu conhecimento
prévio sobre o assunto.
To: Kim Gun <kgun@kc-e.com>
Cc: All Staff
From: Jack Long <jlong@kc-e.com>
Subject: Welcome to our Team!
Dear Kim,
Welcome to our Team!
Fonte: English Club (2015).
Podemos dizer, então, que este e-mail:
a) é uma mensagem enviada
pelo pai de Kim.
b) é uma mensagem enviada
pelo irmão de Kim.
c) é uma mensagem enviada
pelo namorado de Kim.
d) é uma mensagem enviada por
um funcionário da empresa
em que Kim trabalha.
e) é uma mensagem enviada
por uma amiga de Kim.
Atividades pré-textuais 8
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https://goo.gl/hSQcYm
https://goo.gl/ug62Aa
mailto:kgun@kc-e.com
mailto:jlong@kc-e.com
2. Agora, antes de ler o e-mail na
íntegra, observe o vocabulário
desconhecido e tente
entendê-lo no contexto da
frase em que está inserido.
To: Kim Gun <kgun@kc-e.com>
Cc: All Staff
From: Jack Long <jlong@kc-e.com>
Subject: Welcome to our Team!
Dear Kim,
Welcome to our Team!
It is a pleasure to welcome you to
the staff of KC Electronics. We are
excited to have you join our team,
and we hope that you will enjoy
working with our company.
On the first Monday of each month we
hold a special staff lunch to welcome
any new employees. Please be sure to
come next week to meet all of our senior
staff and any other new staff members
who have joined us this month. Alice
Peters will email you with further details.
If you have any questions during
your training period, please do not
hesitate to contact me. You can
reach me at my email address or
on my office line at 340-2222.
Warm regards,
Jack
Jack Long, Sales Manager
KC Electronics
jlong@kc-e.com
Tel: 340-2222
Fonte: English Club (2015).
Observe a frase:
Alice Peters will email you with
further details. Baseando-se no seu
conhecimento prévio, é correto
afirmar que further details significa:
a) detalhes mais longes.
b) detalhes mais afastados.
c) detalhes demais.
d) mais detalhes.
e) menos detalhes.
3. Antes de ler a carta-convite,
abaixo, observe as palavras e
expressões-chave do texto.
PJ Party
22 Yew Street, Cambridge, Ontario
Tel: 416-223-8900
4 November 24
Dear Valued Customer:
Our records show that you have been
a customer of PJ Party Inc. since our
grand opening last year. We would
like to thank you for your business by
inviting you to our preferred customer
Spring Extravaganza next Saturday.
Saturday’s sales event is by invitation
only. All of our stock, including pajamas
and bedding will be marked down
from 50-80% off.* Doors open at 9:00
AM sharp. Complimentary coffee
and donuts will be served. Public
admission will commence at noon.
In addition, please accept the
enclosed $10 gift certificate to use
with your purchase of $75 or more.
We look forward to seeing you at PJ’s
on Saturday. Please bring this invitation
with you and present it at the door.
Sincerely,
Linda Lane (Store Manager)
linda@pjpartyonline.com
*All sales are final. No exchanges.
Enclosure: Gift Certificate #345
(not redeemable for cash)
Fonte: English Club (2015).
As palavras abaixo são expressões-
chave no texto acima, EXCETO:
a) customer.
b) business.
c) purchase.
9 Atividades pré-textuais
C14_Fundamentos_de_Ingles.indd 9 18/04/2018 17:56:00
mailto:kgun@kc-e.com
mailto:jlong@kc-e.com
mailto:jlong@kc-e.com
mailto:linda@pjpartyonline.com
d) sales.
e) sincerely.
4. Antes de ler a receita culinária, a
seguir, ative seus conhecimentos
prévios sobre esse gênero textual
e procure as palavras-chave.
Quinoa Chicken
Ingredients
2 cups chicken broth
1 cup quinoa
2 teaspoons vegetable oil, or as needed
1/2 onion, chopped
2 cloves garlic, or to taste, minced
1 1/2 pounds ground chicken
1 1/2 (10 ounce) cans diced tomatoes
with green chili peppers
Directions
1. Bring chicken broth and quinoa to
a boil in a saucepan. Reduce heat to
medium-low, cover, and simmer until
quinoa is tender and water has been
absorbed, 15 to 20 minutes.
2. ________ vegetable oil in a large
skillet over medium-high heat. Saute
onion and garlic in hot oil until onion is
translucent, 5 to 7 minutes. Add ground
chicken and break into small pieces
while cooking until completely browned,
7 to 10 minutes.
3. Stir cooked quinoa and diced
tomatoes into the chicken mixture;
bring to a simmer and cook long
enough for the flavors to meld,
about 10 minutes more.
Fonte: All recipes (2014).
Ao olhar as palavras-chave do
texto, percebe-se que falta o
verbo no item 2 do “modo de
fazer”. Assinale a alternativa
que contém o verbo adequado
para esse contexto.
a) Fry.
b) Heat.
c) Cook.
d) Freeze.
e) Stir.
5. Antes de ler o e-mail, abaixo, marque
as palavras-chave do texto.
Dear Ms. Abike,
Thank you for inquiring about the email
software advertised on my blog. Each of
the listed software functions uniquely on
different platforms. Before I recommend
a particular one, I would like to know
a bit more about you and your needs:
1. What kind of business do you handle?
Are you self-employed , manager or a
business owner?
2. Will you be using the software on
a mobile device or computer? Is your
computer a Mac or PC?
3. What kind of emails do you
send most often? Are they replies
to customer questions, business-
to-business information or just
emails for team members?
Once again, thank you for your
interest in purchasing some of
the email software advertised on
my site. I hope you will find them
suitable for your business needs.
Cordially,
Ayo
Fonte: Oyedotun (2018).
As palavras, abaixo, são todas
consideradas palavras-chave para o
texto em questão, EXCETO:
a) software.
b) needs.
c) blog.
d) dear.
e) business.
Atividades pré-textuais 10
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ADAMS, R. L. 15 Time Management Tips for Achieving Your Goals. 2018. Disponível em:
<https://www.entrepreneur.com/article/299336>. Acesso em: 04 abr. 2018.
ALL RECIPES. Quinoa Chicken. 2014. Disponível em: <https://www.allrecipes.com/
recipe/237406/quinoa-chicken/>. Acesso em: 17 abr. 2018.
ENGLISH CLUB. Sample Welcome Email for New Staff. 2018. Disponível em: <https://
www.englishclub.com/business-english/correspondence-welcome.htm>. Acesso
em: 17 abr. 2018.
KHAN, S. 36 Hours in Johannesburg. The New York Times, Feb. 2018. Disponível em:
<https://www.nytimes.com/2018/02/08/travel/36-hours-in-johannesburg.html>.
Acesso em: 04 abr. 2018.
MARINACCIO, J. The Most Effective Pre-reading Strategies for Comprehension. Educa-
tion Masters, v. 5, n. 208, 2012. Disponível em: <https://fisherpub.sjfc.edu/cgi/viewcon-
tent.cgi?article=1209&context=education_ETD_masters>. Acesso em: 04 abr. 2018.
PIXABAY. 2018. Disponível em: <https://pixabay.com/pt/photos/>. Acesso em: 04
abr. 2018.
OYEDOTUN, A. How to Answer Emails Professionally (With Examples). Woculus. 2018.
Disponível em: <https://www.woculus.com/how-answer-emails-professionally-with-
-examples/>. Acesso em: 17 abr. 2018.
Leituras recomendadas
GUIDES AND STRATEGIES. Pre-Reading Strategies.2011. Disponível em: <http://www.
studygs.net/preread.htm>. Acesso em: 04 abr. 2018
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Â. P. et
al. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucena, 2005.
MIND TOOLS. Mind Maps®: a powerful approach to note-taking. 2018. Disponível em:
<https://www.mindtools.com/pages/article/newISS_01.htm>. Acesso em: 04 abr. 2018.
TEACHTHOUGHT. 25 Reading Strategies That Work In Every Content Area. 2017. Disponível
em: <https://www.teachthought.com/literacy/25-reading-strategies-that-work-in-
-every-content-area/>. Acesso em: 04 abr. 2018.
11 Atividades pré-textuais
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https://fisherpub.sjfc.edu/cgi/viewcon-
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https://www.woculus.com/how-answer-emails-professionally-with-
http://studygs.net/preread.htm
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Editado como livro impresso em 2015.
ISBN 978-85-8429-031-4
1. Inglês - Leitura. 2. Inglês – Escrita. I. Selistre, Isabel
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15
Vocabulary
comprehension strategies
Estratégias de compreensão de vocabulário
Para lidar com o vocabulário de um texto, podemos aplicar as seguintes estra-
tégias: identificação de palavras conhecidas e de cognatos, desconsideração de
palavras não relevantes para a compreensão e esclarecimento do significado de
palavras desconhecidas e importantes para a compreensão por meio de dedu-
ção/inferência, análise de afixos e consulta ao dicionário.
Identificação de palavras conhecidas e de
cognatos
A identificação de palavras já conhecidas e palavras cognatas é a primeira estra-
tégia usada, quase que automaticamente, por qualquer leitor de um texto em
língua estrangeira (NARDI, 2011).
Vejamos alguns exemplos de cognatos inglês/português.
EXAMPLE
Cognatos idênticos: camera, chance, hospital, hotel, inventor, material, nuclear, piano, social, total, etc.
Cognatos semelhantes: different, event, important, intelligent, model, product, public, responsible, televi-
sion, etc.
Conforme Nardi (2011), é comum a ocorrência de palavras reconhecidas como
cognatas em textos em língua inglesa por leitores de língua portuguesa. Tal
afirmação pode ser confirmada por meio da contagem de palavras do trecho a
seguir: de um total de 63 palavras, 20 são cognatas (o que representa 32% do
parágrafo).
KEY TERM
As palavras cognatas,
ou cognatos, são aquelas
que apresentam grafia
idêntica ou semelhante
em duas ou mais línguas e
têm o mesmo significado.
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EXAMPLE
Video & Animation – These are the products of modern age. Video is a powerful and effective tool for
communication and information storage. Video libraries are excellent reference and documentary sources.
Animation is similar to video but created through artificial means. These can be created out of still images
or computer draw images, through either alteration in appearance or by empowering with movement.
Fonte: Banerji e Ghosh (2010).
Com relação à semelhança entre palavras do inglês e do português, é preciso,
também, observar a questão dos falsos cognatos, ou falsos amigos (false cognates
or false friends).
False cognates/False friends
Os chamados falsos cognatos/falsos amigos são aquelas palavras em inglês que
têm grafia semelhante ao português, porém com significado diferente. Por exem-
plo: fabric não significa “fábrica”, e sim “tecido”.
A porcentagem de ocorrência de falsos cognatos em relação ao par de lín-
guas inglês/português é menor que 0,1%. Assim, o estudante brasileiro de
inglês não deve se preocupar demasiadamente com a probabilidade de erro ao in-
terpretar palavras do inglês parecidas com palavras do português (SCHÜTZ, 2012).
No entanto, é preciso ressaltar que quanto mais amplo for o conhecimento do
vocabulário da língua inglesa, que inclui os falsos cognatos, mais fácil se torna
a compreensão de textos. Pensando nisso, elaboramos uma lista com os falsos
cognatos mais comuns do inglês.
Quadro 1.1 Falsos cognatos mais frequentes na língua inglesa
Inglês – Português Português – Inglês
Actually (adv) - na verdade, o fato é que Atualmente - nowadays, today
Agenda (n) - pauta do dia, pauta para discussões Agenda - appointment book; agenda
Application (n) - inscrição, registro, uso Aplicação (financeira) - investment
Appointment (n) - hora marcada, compromisso
profissional
Apontamento - note
Assume (v) - presumir, aceitar como verdadeiro Assumir - to take over
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Quadro 1.1 Falsos cognatos mais frequentes na língua inglesa
Inglês – Português Português – Inglês
College (n) - faculdade, ensino superior Colégio (ensino médio) - high school
Commodity (n) - artigo, mercadoria Comodidade - comfort
Data (n) - dados (números, informações) Data - date
Educated (adj) - instruído, com alto grau de es-
colaridade
Educado - with a good upbringing,
well-mannered, polite
Emission (n) - descarga (de gases, etc.) Emissão - issuing (of a document, etc.)
Enroll (v) - inscrever-se, alistar-se, registrar-se Enrolar - to roll; to wind; to curl
Eventually (adv) - finalmente, consequentemente Eventualmente - occasionally
Fabric (n) - tecido Fábrica - plant, factory
Graduate program (n) - Curso de mestrado ou
doutorado
Curso de graduação - undergraduate program
Income tax return (n) - declaração de imposto
de renda
Devolução de imposto de renda - income tax
refundInscription (n) - gravação em relevo (sobre pe-
dra, metal, etc.)
Inscrição - registration, application
Intend (v) - pretender, ter intenção Entender - understand
Journal (n) - periódico, revista especializada Jornal - newspaper
Large (adj) - grande, espaçoso Largo - wide
Lecture (n) - palestra, aula Leitura - reading
Legend (n) - lenda Legenda - subtitle
Library (n) - biblioteca Livraria - book shop
Lunch (n) - almoço Lanche - snack
Magazine (n) - revista Magazine - department store
(cont.)
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Quadro 1.1 Falsos cognatos mais frequentes na língua inglesa (cont.)
Inglês – Português Português – Inglês
Mayor (n) - prefeito Maior - bigger
Medicine (n) - remédio, medicina Medicina - medicine
Office (n) - escritório Oficial - official
Parents (n) - pais Parentes - relatives
Particular (adj) - específico, exato Particular - personal, private
Pasta (n) - massa (alimento) Pasta - paste; folder; briefcase
Policy (n) - política (diretrizes) Polícia - police
Prejudice (n) - preconceito Prejuízo - damage, loss
Pretend (v) - fingir Pretender - to intend, to plan
Propaganda (n) - divulgação de ideias/fatos com
intuito de manipular
Propaganda - advertisement, commercial
Pull (v) - puxar Pular - to jump
Push (v) - empurrar Puxar - to pull
Realize (v) - notar, perceber, dar-se conta, conce-
ber uma ideia
Realizar - to carry out, make come true, to
accomplish
Record (v, n) - gravar, disco, gravação, registro Recordar - to remember, to recall
Requirement (n) - requisito Requerimento - request, petition
Resumé (n) - curriculum vitae, currículo Resumo – summary
Retired (adj) - aposentado Retirado - removed, secluded
Service (n) - atendimento Serviço – job
Support (v) - apoiar Suportar (tolerar) - tolerate, can stand
Tax (n) - imposto Taxa - rate, fee
Fonte: Schütz (2012).
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Desconsideração de palavras não
relevantes para a compreensão
Não saber o significado de todas as palavras que compõem um texto não resulta,
necessariamente, em dificuldade de compreensão. Há casos em que uma palavra
desconhecida não bloqueia a nossa apreensão da ideia central de uma frase ou de
um parágrafo. Nesses casos, podemos simplesmente ignorá-la.
Vejamos o exemplo a seguir, em que as palavras destacadas podem ser desco-
nhecidas do leitor.
EXAMPLE
“Money and time work together. More time allows less money to grow into a large amount. Money that you
have saved, however, doesn’t double overnight. Just as apple trees, money need to mature for a period of
time before they start producing”.
“Dinheiro e tempo trabalham juntos. Mais tempo permite que menos dinheiro se transforme em uma quantia
maior. O dinheiro que você economizou, ______, não dobra _______ Assim como as macieiras, o dinheiro
precisa amadurecer por um período de tempo antes de começar a produzir”.
Fonte: Ediger e Pavlik (2000, p.102).
Comparando com o mesmo parágrafo escrito em português, sem os destaques,
percebemos que as duas palavras omitidas não são essenciais para a compreen-
são. Portanto, podemos desconsiderá-las, isto é, não precisamos descobrir o seu
significado exato.
Esclarecimento do significado de palavras
desconhecidas importantes para a
compreensão
Quando uma palavra desconhecida impede a compreensão, especialmente se ela
for uma palavra-chave, podemos utilizar as seguintes estratégias: dedução/infe-
rência a partir do contexto, análise de afixos e consulta ao dicionário.
KEY TERM
Palavras-chave são aquelas
que aparecem muitas vezes no
texto, repetidas literalmente
ou por meio de outras palavras
sinônimas ou quase sinônimas;
aparecem, geralmente,
salientadas nos textos por
meio do uso de negrito,
itálico, maiúsculas, etc.;
tendem a aparecer em locais
importantes do texto, como
título, introdução e conclusão
(CAVALCANTI, 1989).
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20
Dedução/inferência de palavras desconhecidas a partir do
contexto
A exploração do contexto (palavras vizinhas) para tentar deduzir/inferir o signifi-
cado de uma palavra desconhecida é uma estratégia bastante eficaz. Observe os
exemplos a seguir.
EXAMPLE
“They bought lots of fruit, dips and cheeses, food that many of the kids may not have tried before, things
like pomegranate”.
From: Cairns (2014).
He is very intelligent, but very impolite.
No primeiro caso, mesmo não sabendo o significado de dips e pomegranate, é
possível deduzir, por meio da análise das outras palavras que compõem a frase,
que se tratam de alimentos. No segundo, podemos inferir que impolite é uma ca-
racterística negativa, uma vez que but (mas), palavra que antecede o item desco-
nhecido, conecta ideias opostas.
Análise de afixos
Outra estratégia que pode ser utilizada para a compreensão de vocabulário é a
análise de afixos. Há dois tipos de afixos: prefixos − adicionados no início da pa-
lavra − e sufixos − adicionados no final da palavra.
EXAMPLE
Prefixos: finished (acabado) – unfinished (inacabado)
Sufixos: real (real) – reality (realidade)
Os prefixos geralmente alteram o significado da palavra, enquanto os su-
fixos alteram sua classe gramatical. No exemplo anterior, percebemos que o
prefixo “un” adicionado à palavra finished faz com que ela passe a significar o seu
oposto. Já a adição do sufixo “ity” à palavra real faz com que ela passe de adjetivo
para substantivo.
A identificação dos afixos é útil quando a palavra desconhecida é formada por
uma palavra e um afixo conhecidos. Vamos supor que seja a primeira vez que o
leitor se depara com a palavra underground. Se ele souber o significado de ground
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(solo, chão, terreno) e do prefixo under (embaixo; sub-), concluirá que o item cor-
responde a “subsolo”.
Nos quadros que seguem, apresentamos os prefixos e os sufixos mais usados no
inglês e seus significados.
Quadro 1.2 Prefixos mais utilizados e seus significados
Ante- Antes, anterior
Anti- Contra
Bi- Dois, duplo
Co- Em conjunto
De- Inverter
Dis- Oposto, contrário
Ex- Externo, ex-, sair
Extra- Além de
Fore- Antes, frente
Giga- Bilhão
Il- Não, contrário
Im- Não, contrário
In- Não, contrário
Inter- Entre
Intra- Dentro
Ir- Não, contrário
Kilo- Mil
Mega- Grande
(cont.)
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Quadro 1.2 Prefixos mais utilizados e seus significados (cont.)
Micro- (muito) Pequeno
Mini- Pequeno, reduzido
Mis- Errado, mal
Mono- Um, único
Multi- Vários, diversos
Non- Não, contrário
Over- Acima de, superior
Peri- Em torno, em volta
Post- Após, depois de
Pre- Anterior, antes de
Re- Repetir, outra vez
Semi- Parcial, quase, meio
Sub- Embaixo, inferior
Super- Acima de, superior
Trans- Através, por meio de
Tri- Três, triplo
Un- Não, contrário, des-
Under- Embaixo, inferior, sub-
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Quadro 1.3 Sufixos mais utilizados e seus significados
-able -ável, -átil
- al -al, -o
- ance -ância, -ência, -enção
- ate -ar
- dom -dade, -ria, -mento
- ed -ado
- en -ar, -er, -ir
- ence -ência
- ent -ente, -ante
- er (adj) mais (comparativo)
- er (subst) -or, -dor, -ista, -ente
- ful -oso
- gion -gião
- ian -ico, -ista, -ano, -ário
- ible -ável, -ível
- ic -ico
- ical -ico
- ify -ificar
- ing -ndo, -mento, -ção
- ish -ado
- ist -ista
(cont.)
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Consulta ao dicionário
Quando a aplicação das estratégias anteriores não é suficiente para compreender
as palavras desconhecidas, temos um último recurso: a consulta ao dicionário.
Para que essa estratégia seja, de fato, útil, temos que distinguir os componentes
de uma entrada/verbete de dicionário.
Quadro 1.3 Sufixos mais utilizados e seus significados (cont.)
- ity -idade
- ive -ivo
- ize -izar, -ar
- less -sem, -menos, des-
- logy -logia
- ly -mente
- ment -mento
- ness -dão, -eza, -mento
- or -or, -dor
- ous -oso
- ship -mento, -ção, -ade
- sion -são
- tion -ção
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FUNDAMENTOS
DE INGLÊS
Liana Paraguassu
Revisão técnica:
Rafael Lamonatto dos Santos
Bacharel em Letras - Habilitação Tradutor (Português-Inglês)
Mestre em Estudos da Linguagem
Monica Stefani
Bacharel em Letras - Habilitação português/inglês
Mestre em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Literatura Australiana
Doutora em Letras - Literaturas de língua
inglesa/Estudos de Tradução
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin - CRB -10/2147
S586i Silva, Dayse Cristina Ferreira da.
Fundamentos de inglês / Dayse Cristina Ferreira da Silva,
Liana Paraguassu, Julice Daijo; [revisão técnica: Rafael
Lamonatto dos Santos, Monica Stefani]. – Porto Alegre:
SAGAH, 2018.
310 p. : il. ; 22,5 cm
ISBN 978-85-9502-412-0
1. Língua inglesa. I. Paraguassu, Liana. II. Daijo, Julice.
III.Título.
CDU 811.111’36
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 2 03/05/2018 10:20:41
O uso correto de dicionários
na leitura de textos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Realizar a leitura geral do texto, primeiramente, antes de anotar as
palavras desconhecidas.
Identificar técnicas para utilizar o dicionário corretamente na leitura
de textos.
Utilizar técnicas para a seleção da palavra adequada ao contexto da
frase, ao lidar com diferentes opções de vocábulos no dicionário.
Introdução
Neste capítulo, você vai compreender que o dicionário pode ser um
importante aliado na aprendizagem de um idioma estrangeiro. Ele é
uma ferramenta que pode e deve ser utilizada pelos aprendizes de uma
língua, pois ajuda a desenvolver a autonomia do aluno, sendo um ótimo
recurso para pesquisar diferentes significados, informações gramaticais,
collocations, exemplos de uso e pronúncia padrão. Contudo, ele não é
o único recurso e deve ser usado de modo com que não atrapalhe o
processo de leitura, que é uma atividade dinâmica.
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 297 03/05/2018 10:21:55
A palavra no contexto
Quando você utiliza um dicionário para descobrir o signifi cado de toda e
qualquer palavra desconhecida, fi ca difícil avançar na leitura de um texto.
É preciso adotar outras estratégias de leitura antes de aderir ao dicionário
como ferramenta de construção de vocabulário. Portanto, antes de usar o
dicionário, você deve:
observar o texto de forma geral – prática de skimming.
buscar as ideias centrais por meio da análise de títulos, subtítulos e
elementos extratextuais, como figuras, tabelas, gênero textual, etc.
buscar as palavras cognatas, ou seja, aquelas palavras cuja grafia e
sentido são similares no seu idioma, o português.
ler o texto novamente e tentar identificar as palavras no contexto em
que foram inseridas antes de utilizar o dicionário.
Vamos entender melhor como esse processo funciona? Leia a seguinte frase:
They drive their bright red vehicle to work every day.
Você pode não saber o que significa drive, mas a palavra vehicle, um
cognato, ou seja, uma palavra com grafia semelhante ao português, pode ser
uma boa pista. Pergunte-se: o que fazemos com um veículo? Normalmente,
o dirigimos, certo? Dessa forma, o cognato vehicle lhe ajudou a deduzir o
significado de drive e a compreender o sentido da frase pelo contexto.
O dicionário como aliado
O dicionário pode não ser o primeiro ou o único recurso que você adotará na hora
de ler um texto para apreender seu conteúdo, mas pode ser um grande aliado.
Com um dicionário monolíngue inglês-inglês (I-I) ou bilíngue inglês-
-português (I-P), você consegue:
O uso correto de dicionários na leitura de textos298
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 298 03/05/2018 10:21:55
procurar o significado de uma palavra em inglês que você tenha lido
ou ouvido (I-I ou I-P);
procurar a tradução de uma palavra em inglês no seu idioma (I-P);
verificar a ortografia das palavras (I-I ou I-P);
checar o plural de um substantivo ou o tempo de um verbo (I-I ou I-P);
procurar informações gramaticais sobre a palavra (I-I ou I-P);
procurar pelo sinônimo ou antônimo de uma palavra (I-I ou I-P);
procurar por collocations de uma palavra (I-I ou I-P);
checar a pronúncia de uma palavra (I-I ou I-P);
procurar exemplos de uso em contexto de uma palavra (I-I ou I-P).
Porém, antes de pegar o dicionário, você deve saber se ele atende ao seu
objetivo. Existem muitos tipos de dicionários, e encontrar o dicionário ideal
para o que você deseja é fundamental.
Quando falamos em termos do número de idiomas tratados em um dicio-
nário, podemos dividir os dicionários em monolíngue, bilíngue e multilíngue.
Os dicionários monolíngues trabalham com apenas uma língua, os bilíngues
com duas e os multilíngues com três ou mais línguas.
Além disso, existem vários tipos de dicionários. Se você for a uma livraria
e procurar pela seção de dicionários, você encontrará dicionários de todos os
tipos e assuntos. Existem muitos dicionários especializados em um ponto da
gramática. Em inglês,temos dicionários somente de collocations, de idioms
e de phrasal verbs, por exemplo.
Como saber qual dicionário usar?
O dicionário monolíngue
Para utilizar um dicionário monolíngue em inglês, como aprendiz, você pre-
cisa ter algum conhecimento da língua de estudo, pois os verbetes (descrição
dos vocábulos com seus signifi cados, exemplos e informações gramaticais)
estarão escritos somente em inglês. Existem dicionários monolíngues para
falantes nativos e para aprendizes (English as a Second Language – ESL)
(Figura 1).
299O uso correto de dicionários na leitura de textos
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 299 03/05/2018 10:21:55
Figura 1. (a) Oxford ESL dictionary; (b) Collins english dictionary.
Fonte: (a) Oxford (2004, documento on-line); (b) Collins (2009, documento on-line).
a b
O dicionário bilíngue
O dicionário bilíngue trabalha com duas línguas: a sua língua materna e a sua
língua de estudo. Os dicionários bilíngues costumam ser ativos e passivos,
ou seja, o dicionário é dividido em duas partes: uma parte traz os vocábulos
na língua estrangeira e os seus correspondentes na língua materna, e a outra
parte traz os vocábulos na língua materna e seu(s) correspondente(s) na língua
estrangeira. O dicionário passivo serve para a compreensão de textos em
uma língua estrangeira, já o ativo serve para a produção de textos em outro
idioma. Se você tem um conhecimento limitado da língua de estudo ou se quer
produzir um texto, o dicionário bilíngue pode ser um bom recurso (Figura 2).
O uso correto de dicionários na leitura de textos300
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 300 03/05/2018 10:21:57
Figura 2. Dicionário bilíngue.
Fonte: Allen (2011, documento on-line).
O dicionário multilíngue
O dicionário multilíngue traz palavras e seus correspondentes em três ou mais
idiomas. As seções de cada língua costumam ser mais concisas, em razão da
limitação de espaço que um dicionário em papel tem (Figura 3).
Figura 3. Dicionário multilíngue.
Fonte: Focus (2018, documento on-line).
301O uso correto de dicionários na leitura de textos
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 301 03/05/2018 10:21:57
Os dicionários especializados ou temáticos
Se você estiver trabalhando com uma temática ou área de especialidade es-
pecífi ca, você pode usar dicionários temáticos ou especializados, como os
dicionários técnicos, que podem ser de diversas áreas, como Medicina, Direito,
Biologia, etc. Podemos, ainda, ter dicionários que falem só de culinária, gírias,
idioms (expressões idiomáticas), etc. (Figura 4).
Figura 4. (a) A dictionary of americans idioms; (b) Dictionary of culinary arts.
Fonte: (a)Makkal, Boatner e Gates (2018, documento on-line). (b) Labensky,� Ingram e Labensky (2018,
documento on-line).
a b
Portanto, é importante que você tenha o seu objetivo bem claro antes de
escolher o dicionário que será usado na sua tarefa.
Se a sua intenção é ler um texto em inglês e ampliar o seu vocabulário,
se você já tiver um conhecimento intermediário ou avançado do idioma, os
dicionários mais indicados são os monolíngues (inglês), e se você tiver um
conhecimento básico de inglês, os dicionários mais indicados são os bilíngues
(inglês-português).
O uso correto de dicionários na leitura de textos302
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 302 03/05/2018 10:21:58
Os dicionários on-line
Da mesma forma que existem diferentes tipos de dicionários impressos para
diferentes objetivos, existem diferentes tipos de dicionários on-line. Existem
os dicionários que são disponibilizados como a versão digital de uma versão
também existente em papel: Oxford, Cambridge, Webster, entre outros, têm
versões on-line. Por outro lado, existem dicionários criados para serem dispo-
nibilizados somente on-line, como é o caso do Linguee. Esse tipo de ferramenta
é interessante, pois traz um grande número de exemplos e de uso das palavras
no contexto, uma vez que os dicionários on-line não têm limitação de espaço
como os dicionários em papel.
Como encontrar as palavras no dicionário:
encontre a seção do dicionário com a primeira letra da palavra que
você procura. Os dicionários semasiológicos são organizados por ordem
alfabética. Por exemplo, dog começa com “d”, o que quer dizer que você
deve ir para seção “d”. Contudo, não esqueça que, em inglês, algumas
palavras começam com letras cujo som não é pronunciado, como no
caso de psychology, que começa com “p”, e não com “s” (primeiro som),
ou knock, que começa com “k”, e não com “n” (primeiro som), etc.
após encontrar a palavra que você procura, em um dicionário mono-
língue, o verbete trará informações como os diferentes significados, os
sinônimos, as informações gramaticais e, possivelmente, a etimologia
(origem) da palavra, além de exemplos de uso. Atente para os exemplos,
pois provavelmente eles serão de grande ajuda para você determinar
qual acepção da palavra melhor se encaixa no contexto do seu texto.
Acepção
Em lexicografia, significa cada um dos vários sentidos que palavras ou frases apresentam
de acordo com cada contexto (por exemplo: ponto em pontuação, costura, geografia,
geometria, jogos, rotina escolar, etc.).
As collocations, ou colocações, são um fenômeno no qual duas ou mais
palavras são combinadas de forma natural. Se você pegar a palavra carro em
português, quais palavras andam junto a ela? Costumamos dizer “alugar um
303O uso correto de dicionários na leitura de textos
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 303 03/05/2018 10:21:58
carro”, “dirigir um carro”, “carro forte”, “carro zero quilômetro”, etc. E, em
inglês, se quisermos oferecer o mesmo sentido, será que podemos dizer zero
kilometer car ou strong car? Talvez essas collocations possam soar estranho
para um falante nativo, certo? Por isso, é importante estudarmos as collocations
de cada língua. Existem dicionários só para collocations em inglês. Neles,
você vai descobrir que se você quiser falar que o carro é zero quilômetro, você
precisará dizer brand new car, e para carro forte, armored car.
Você pode baixar o dicionário Oxford collocations no link a seguir.
https://goo.gl/98sNrY
O dicionário na prática
Lembre-se de que o dicionário é uma ferramenta muito útil, mas não deve ser o
primeiro recurso utilizado no processo de compreensão de vocabulário. Antes
dele, você pode utilizar outras estratégias, como buscar palavras cognatas (com
grafi a e sentido similares ao português) e procurar compreender o sentido das
palavras pelo contexto da frase. Essas estratégias permitem que o processo de
leitura não fi que “truncado”, ou seja, que você precise interromper a leitura
para recorrer ao dicionário a todo o momento.
O passo a passo do dicionário:
1. Selecione o dicionário mais adequado ao seu objetivo e nível de inglês.
Se você tiver um nível de conhecimento intermediário ou avançado,
opte por dicionários monolíngues em inglês, pois eles poderão ajudá-lo
a ampliar o seu vocabulário ainda mais, uma vez que você terá de ler os
verbetes em inglês, com informações gramaticais, exemplos, etc., e não
apenas equivalentes em português, como costuma acontecer nos dicio-
nários bilíngues inglês-português. Caso você ainda tenha dificuldade
em ler em inglês, prefira os dicionários bilíngues, preferencialmente
aqueles que contêm exemplos de uso no idioma estudado.
2. Agora, com o dicionário certo em mãos, use para descobrir os signifi-
cados das palavras listadas que você acredita serem importantes para
O uso correto de dicionários na leitura de textos304
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 304 03/05/2018 10:21:58
a compreensão do conteúdo do texto, e que não puderam ser compre-
endidas com as estratégias mencionadas anteriormente.
São raras as palavras que têm apenas um significado e uso. Frequentemente, as pala-
vras são polissêmicas, ou seja, têm dois ou mais significados, mesmo que estes sejam,
de alguma forma, relacionados, pois, na prática, produzem sentidos diversos. Alguns
exemplos de palavras polissêmicasem inglês são: wood (madeira e floresta), newspaper
(a empresa que publica o jornal e a obra editorial em si) e milk (leite e a expressão “tirar
leite”). Além disso, temos as palavras homônimas, ou seja, palavras que têm a mesma
grafia, mas que produzem sentidos completamente distintos. Em inglês, é o caso de bank,
que pode ser tanto a instituição financeira (banco) quanto river bank (margem do rio).
Então, como saber qual significado se encaixa melhor do contexto da palavra na
frase? Alguns dicionários trazem exemplos dos diferentes usos dos vocábulos, mas, se
você não encontrar o que está procurando no dicionário, você pode adotar a técnica
de back translation.
3. Consulte o dicionário. Aqui utilizaremos como exemplos a palavra award
marcada no texto a seguir sobre Walt Disney. Veja, na Figura 5, as defi-
nições para award no dicionário on-line Linguee.
Figura 5. Award em dicionário on-line.
Fonte: Award (2018, documento on-line).
Veja, agora, a frase a seguir, em que a palavra award aparece duas vezes.
305O uso correto de dicionários na leitura de textos
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 305 03/05/2018 10:21:59
Disney won 26 Academy Awards out of 59 nominations, including a record four
in one year, giving him more awards and nominations than any other individual.
Traduzindo:
“Walt Disney recebeu 26 ________ e 59 indicações, com o recorde de
quatro em um único ano, sendo que a Academia deu a ele mais __________
e indicações que a qualquer outro indivíduo.”
Se você tivesse que escolher um dos significados a seguir para preencher
as lacunas, escolheria qual?
prêmios
concessões
atribuições
adjudicações
A Academia do Oscar costuma dar o que a quem concorre? Prêmios, certo?
Portanto, nesse caso, o melhor correspondente para award seria “prêmio”.
Observe que o Linguee oferece exemplos de uso tanto para prêmio quanto
para concessão. Utilize o site para praticar com outras palavras do texto, como
budget, staff, etc.
O Onelook é uma coletânea de dicionários disponíveis on-line. Acesse o link a seguir
para conhecer os principais dicionários monolíngues em inglês, além de dicionários
especializados sobre os mais variados assuntos.
https://goo.gl/P6Svyh
O uso correto de dicionários na leitura de textos306
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 306 03/05/2018 10:21:59
1. Leia a notícia a seguir:
“According to data collected by John
Hopkins University, between 30 to 40
percent of the American food supply
goes to waste. Most of it is tossed by
households, restaurants and stores”.
Fonte: Hays (2015).
Ao utilizar um dicionário, é possível
encontrar vários significados
para uma mesma palavra.
Qual é, no contexto da frase,
o sentido da palavra waste?
a) Estrago.
b) Declínio.
c) Perda.
d) Lixo.
e) Desperdício.
2. Leia o texto a seguir:
“A Hawaii woman in a wheelchair
has filed a lawsuit against American
Airlines after she says she was forced
to crawl onto a plane. Theresa
Purcell says she informed the airline
prior to her flight that she would
need a wheelchair ramp to get
on the plane. When she arrived
at the gate, agents told her that
they couldn’t set up a ramp shortly
before the plane’s departure”.
Fonte: Hooper (2015).
Com base na leitura do texto, pode-
se dizer que a palavra crawl significa:
a) pular.
b) rastejar.
c) correr.
d) arrepiar.
e) caminhar.
3. Leia a notícia a seguir:
“Adam Hirtle of Colorado Springs,
Colorado, reportedly shot himself in
the leg Wednesday night to experience
what it felt like to be shot. The 30-year-
old told officers said that he took his
.22 caliber, semi-automatic handgun,
pointed it at his foot and pulled the
trigger. His injuries were not life-
threatening. Hirtle is facing charges
of reckless endangerment, prohibited
use of weapons as well as child abuse
because at least one child was in
the vicinity when he fired the gun”.
Fonte: Roberts (2015).
Ao consultar um dicionário, pode-
se observar que uma palavra tem
vários significados. A palavra injuries,
nesse texto, não é diferente. Qual
palavra NÃO representa um dos
possíveis significados de injuries?
a) Prejuízos.
b) Ferimentos.
c) Reclamações.
d) Danos.
e) Insultos.
4. Leia o texto a seguir:
“In the italian capital Rome, police are
trying new methods to catch those
who park their cars and scooters
inappropriately. In Italy, crazy parking
is very popular: Vehicles are left on
pavements, traffic islands or even in
the middle of the street. So Roman
police now have created the Twitter
account @PLRomaCapitale, where
citizens can report illegally parked cars”.
Fonte: Reuters (2014).
No contexto da frase, a alternativa
que apresenta o significado
correto da palavra even é:
a) até.
b) melhor.
c) embora.
d) mesmo que.
307O uso correto de dicionários na leitura de textos
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 307 03/05/2018 10:22:00
ALLEN, M. F. The Routledge Portuguese Bilingual Dictionary: Portuguese-English and
English-Portuguese. 2011. Disponível em: <https://www.saraiva.com.br/the-rou-
tledge-portuguese-bilingual-dictionary-portuguese-english-and-english-portu-
guese-3978157.html>. Acesso em: 06 abr. 2018.
AWARD. Linguee, 2018. Disponível em: <https://www.linguee.com/english-portu-
guese/search?source=auto&query=award>. Acesso em: 06 abr. 2018.
COLLINS. Collins English Dictionary: 30th Anniversary Edition. 2009. Disponível
em: <https://www.amazon.co.uk/Collins-English-Dictionary-30th-Anniversary/
dp/0007298463>. Acesso em: 06 abr. 2018.
FELLER, S. CDC: Many men with depression, anxiety untreated. UPI: Health News. 2015.
<http://www.upi.com/Health_News/2015/06/12/CDC-Many-men-with-depression-
-anxiety-untreated/7341434139241/?spt=mps>. Acesso em: 11 abr. 2018.
FOCUS MULTILINGUAL DICTIONARY. 2018. Disponível em: <http://www.bmsoftware.
com/focusmultilingualdictionary.htm>. Acesso em: 06 abr. 2018.
HAYS, B. Study: Americans waste billions worth of food annually. UPI: Science News.
2015. Disponível em: <https://www.upi.com/Science_News/2015/06/10/Study-
-Americans-waste-1616-billion-worth-of-food-annually/9641433966798/?spt=hts>.
Acesso em: 11 abr. 2018.
HOOPER, B. Lawsuit: woman denied wheelchair ramp by airline, forced to crawl
onto plane. UPI: Business News. 2015. Disponível em: <https://www.upi.com/Busi-
ness_News/2015/06/09/Lawsuit-Woman-denied-wheelchair-ramp-by-airline-forced-
-to-crawl-onto-plane/3541433868639/?spt=hrs>. Acesso em: 11 abr. 2018.
e) mesmo assim.
5. Leia a notícia a seguir:
“The Centers for Disease Control
and Prevention say that about
one in 10 American men suffer
from depression or anxiety, but
fewer than half get treatment. The
study also found that blacks and
Hispanics are less likely than whites
to report mental health problems”.
Fonte: Feller (2015).
Com base em seus conhecimentos
sobre as técnicas de uso correto
do dicionário na leitura de textos
e de acordo com o contexto da
notícia, marque a alternativa que
melhor traduz a palavra fewer.
a) Poucos.
b) Pouquíssimos.
c) Mais ainda.
d) Mais.
e) Menos.
O uso correto de dicionários na leitura de textos308
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 308 03/05/2018 10:22:01
LABENSKY, S.; INGRAM, G. G.; LABENSKY, S. R. Webster’s New World Dictionary of Culinary
Arts. 2018. Disponível em: <https://www.amazon.com/Websters-World-Dictionary-
-Culinary-Arts/dp/0130966223>. Acesso em: 06 mar. 2018.
MAKKAI, A.; BOATNER, M. T.; GATES, J. E. Barron’s: a Dictionary of American Idioms.
2018. Disponível em: <https://www.amazon.com/Dictionary-American-Idioms-
-Barrons/dp/1438001576/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1521549479&sr=1-
-2&keywords=idioms>. Acesso em: 06 abr. 2018.
OXFORD. Oxford ESL Dictionary: Dictionary. 2004. Disponível em: <https://www.
amazon.ca/Oxford-ESL-Dictionary/dp/0194316831>. Acesso em: 06 abr. 2018.
REUTERS. Rome police pit Twitter against crazy parking. 2014. Disponível em: <https://
www.reuters.com/article/us-italy-twitter/rome-police-pit-twitter-against-crazy--parking-idUSBREA0N0VI20140124>. Acesso em: 11 abr. 2018.
ROBERTS, M. Cops: Adam Hirtle shot himself in the foot to see how it felt. Westword.
2015. Disponível em: <http://www.westword.com/news/cops-adam-hirtle-shot-
-himself-in-the-foot-to-see-how-it-felt-6796867>. Acesso em: 11 abr. 2018.
Leituras recomendadas
FRANKFURT INTERNATIONAL SCHOOL. How to use a dictionary effectively. 2018. Dis-
ponível em: <http://esl.fis.edu/learners/advice/dic.htm>. Acesso em: 06 abr. 2018.
LIMA, D. Collocations em inglês: combinação de palavras. 2013. Disponível em: <https://
www.inglesnapontadalingua.com.br/2013/06/collocations-em-ingles.html>. Acesso
em: 06 abr. 2018.
SELISTRE, I. C. T Desenho de um dicionário passivo inglês/português para estudantes
brasileiros do ensino médio. In: CÍRCULO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS DO SUL – CELSUL.
8., Porto Alegre, out. 2008. Anais... Porto Alegre: UFRGS, 2008. Disponível em: <http://
www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Anais/CELSUL_VIII/desenho_dicionario_pas-
sivo.pdf>. Acesso em: 06 abr. 2018.
THE LINGUIST. Monolingual or Bilingual Dictionaries? 2011. Disponível em: <https://
blog.thelinguist.com/monolingual-or-bilingual-dictionaries-for-lan>. Acesso em:
06 abr. 2018.
WIKIHOW. How to Use a Dictionary. 2018. Disponível em: <https://www.wikihow.com/
Use-a-Dictionary>. Acesso em: 06 abr. 2018.
309O uso correto de dicionários na leitura de textos
Livro_Fundamentos_de_Ingles.indb 309 03/05/2018 10:22:01
Conteúdo:
Gramática: pronouns,
present tense, past tense,
comparative and superlative,
can (abilities), there + to be
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer os pronomes e aplicá-los em frases.
Analisar a diferença entre present tense e past tense.
Identificar a existência e o uso de comparativos e superlativos, o uso
do verbo modal can e de there + be nas estruturas.
Introdução
Para alguns, a gramática tem efeito “complicador”, mas a verdade é que a
gramática ajuda você a entender que as regras, as normas de uma língua
existem para organizar a mensagem a ser transmitida. Se essa ordem
não existisse, você poderia dizer qualquer coisa na ordem em que você
quisesse. Será que nos entenderíamos falando dessa forma?
Neste capítulo, você vai estudar os pronomes em inglês, seu signifi-
cado, sua função e utilização na língua inglesa, além de estudar os dois
tempos verbais mais utilizados em um idioma: o presente e o passado.
Você ainda estudará o comparativo e o superlativo e suas irregularidades,
o verbo can e a estrutura there + be.
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Os pronomes em inglês
A língua inglesa é uma língua formada por regras que organizam o seu emprego,
assim como a maioria das línguas – português, francês, alemão, espanhol, ita-
liano, entre muitas outras. Entretanto, diferentemente dos demais idiomas, suas
regras gramaticais apresentam características bastante peculiares. O emprego
dos pronomes e dos tempos verbais é um exemplo muito típico e próprio do
inglês se comparado às demais línguas citadas. Nesta seção, estudaremos os
pronomes em inglês, utilizados diferentemente no que se refere ao emprego dos
gêneros, masculino e feminino, e, consequentemente, do número, singular e
plural. Veremos, também, na seção seguinte, os tempos verbais present simple
e past simple, que mostram uma conjugação específi ca quanto aos verbos uti-
lizados. Por fi m, na última seção, discutiremos o emprego de can e there + be.
Existem seis classificações de pronomes em inglês: subject pronouns, object
pronouns, demonstrative pronouns, possessive adjective, possessive pronouns
e reflexive pronomes (em português: pronomes retos, pronomes oblíquos,
pronomes demonstrativos, pronomes possesivos e pronomes reflexivos).
Observe que só há uma tradução dos pronomes possessivos, isso porque a
língua portuguesa tem somente um tipo de pronome possessivo. Vejamos a
primeira tabela de pronomes em inglês (Tabela 1), os subject pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 58).
Singular
1st person
2nd person
3rd person
I
You
He
She
It Tradução
Eu
Tu ou você
Ele
Ela
Ele ou ela
Plural
1st person
2nd person
3rd person
We
You
They
Nós
Vós ou vocês
Eles ou elas
Tabela 1. Os subject pronouns.
Os pronomes retos são os pronomes usados em referência a pessoas, coisas,
objetos, etc., ou seja, eles substituem o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em
uma frase, ocupando a posição de um sujeito, de acordo com a intenção que se
tenha de falar do masculino ou feminino, em singular ou plural. Esses pronomes
são usados sempre antes de um verbo, geralmente no início de uma declaração, e
também demonstram que estão praticando algo, uma ação, na maioria das frases.
Gramática: pronouns, present tense, past tense... 2
C1_Fundamento_Ingles.indd 2 22/03/2018 09:34:31
I study English. / Eu estudo inglês.
She eats pizza every week. / Ela come pizza todas as semanas.
We travelled to London last year. / Nós viajamos para Londres no ano passado.
You have a beautiful house. / Vocês têm uma casa bonita.
They are our new neighbours. / Eles são nossos novos vizinhos.
A maioria dos verbos que utilizamos descrevem ações, mas, como é possí-
vel observar nas frases anteriores, em You have a beautiful house e em They
are our new neighbours, os verbos have e are demonstram posse e estado,
respectivamente.
Vejamos a segunda tabela de pronomes em inglês (Tabela 2) com os object
pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 60).
Singular
1st person
2nd person
3rd person
me
you
him
her
it
Tradução
Me, mim,
comigo
Te, ti, contigo
ou você
O, lhe
A, lhe
O, a, lhe
Plural
1st person
2nd person
3rd person
us
you
them
Nos, conosco
Vos,
convosco
ou vocês
Os, as, lhes
Tabela 2. Os object pronouns.
Os pronomes oblíquos são os pronomes usados em referência a pessoas,
coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em
uma frase e ocupando a posição de um objeto, de acordo com a intenção que
se tenha de falar do masculino ou feminino, em singular ou plural. Esses
pronomes são usados sempre depois de um verbo, geralmente terminam uma
3 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
C1_Fundamento_Ingles.indd 3 22/03/2018 09:34:31
ideia, uma declaração, e também demonstram que sofrem a ação praticada
na maioria das frases.
I saw it. / Eu o vi.
He loves her. / Ele a ama.
We talked to you yesterday. / Nós falamos com você ontem.
You can come with us. / Você pode vir conosco.
They know me very well. / Eles me conhecem muito bem.
Nessas frases, it é o que foi visto; her é quem recebe amor; you é a pessoa
com quem se fala; us recebe uma companhia e me é a pessoa conhecida, ou
seja, os pronomes aqui destacados recebem a ação.
Vejamos a terceira tabela de pronomes em inglês (Tabela 3) com os de-
monstrative pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 60).
Singular Tradução singular Plural Tradução plural
Near This Este / esta / isto These Estes / estas
Far That Aquele / aquela / aquilo Those Aqueles / aquelas
Tabela 3. Os demostrative pronouns.
Os pronomes demonstrativos são os pronomes usados em referência a
pessoas, coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou
objeto em uma frase e ocupando a posição de um sujeito ou objeto, de acordo
com a intenção que se tenha de falar no singular ou no plural. Esses pronomes
são usados tanto antes quanto depois de um verbo, podendo iniciar uma frase
ou terminar uma ideia, demonstrando que praticam ou sofrem uma ação.
Gramática: pronouns, present tense, past tense... 4
C1_Fundamento_Ingles.indd 4 22/03/2018 09:34:31
These are my friends Tom and Lia. / Estes são meus amigos Tom e Lia.
That boy is Tom. / Aquele menino é o Tom.
I know those women. / Eu conheço aquelas mulheres.
I bought this. / Eu comprei isto.
These books cost U$ 100. / Estes livros custam 100 dólares.
Os pronomesdemonstrativos podem acompanhar substantivos, como em
that boy, those women e these books, ocupando o lugar do sujeito ou do objeto
em uma frase, ou substituir um substantivo, também ocupando o lugar do
sujeito ou do objeto em uma frase, como em These are my friends Tom and
Lia e I bought this.
Vejamos a quarta tabela de pronomes em inglês (Tabela 4) com os possessive
adjectives e os possessive pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 5/59).
Possessive
Adjectives
Possessive
Pronouns Tradução
Singular 1st person
2nd person
3rd person
My
Your
His
Her
its
Mine
Yours
His
Hers
Its
Meu (s),
minha (s)
Teu (s), tua (s)
Dele
Dela
Dele ou dela
Plural 1st person
2nd person
3rd person
Our
Your
Their
Ours
Yours
Theirs
Nosso (s),
nossa (s)
Vosso (s),
vossa (s)
Deles ou delas
Tabela 4. Os possessive adjectives e os possessive pronouns.
Existem dois tipos de pronomes possessivos em inglês: os possessive
adjectives e os possessive pronouns. Eles apresentam a mesma tradução em
português, mas funcionam de maneira diferente em inglês, por isso apresen-
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tam duas formas, com grafias um pouco diferentes. Os possessive adjectives,
bastante comuns, sempre acompanham uma palavra em inglês, um substantivo.
Os possessive pronouns sempre substituem uma palavra, um substantivo,
encerrando uma ideia ou, até mesmo, finalizando uma frase. Vejamos alguns
exemplos:
My car is big. / Meu carro é grande.
This big car is mine. / Este carro grande é meu.
She has to wash her clothes. / Ela tem que lavar as roupas dela.
I think these clothes are hers. / Eu acho que estas roupas são dela.
Is it yours? / É teu?
Como podemos ver, nessas frases, my e her, por exemplo, acompanham
um substantivo, e mine, hers e yours substituem uma palavra na frase. Por
essa função que têm em inglês, os pronomes possessivos apresentam grafia
diferente, demonstrando seu uso, de acordo com a intenção do falante.
Vejamos a quinta tabela de pronomes em inglês (Tabela 5) com os reflexive
pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 61).
Singular
1st person
2nd person
3rd person
myself
yourself
himself
herself
itself
Tradução
Eu mesmo (a) / me
Tu mesmo (a) / te
Ele mesmo / se
Ela mesma / se
Ele ou ela mesmo
(a) / se
Plural
1st person
2nd person
3rd person
ourselves
yourselves
themselves
Nós mesmos
(as) / nos
Vocês mesmos
(as) / se
Eles ou elas
mesmos (as) / se
Tabela 5. Os reflexive pronouns.
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Os reflexive pronouns também são usados acompanhados da preposição by, formando
uma expressão. Assim, por exemplo, a tradução de by myself é “sozinho” ou “sozinha”.
A tradução para as demais combinações, by yourself, by himself, by herself, by ourselves,
é parecida a “sozinho(s)” ou “sozinha(s)”, dependendo do contexto, singular ou plural,
feminino ou masculino, e são geralmente usadas no final de uma frase, substituindo
a palavra alone em inglês.
Os pronomes reflexivos são os pronomes usados em referência a pessoas,
coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em
uma frase e ocupando a posição de um sujeito ou objeto. Quando usados com
o sujeito, enfatizam esse sujeito, tendo a tradução de um pronome reto +
mesmo (a) no singular ou no plural. Quando utilizados como objeto, fazem
referência ao próprio sujeito, ou seja, fazem com que a ação praticada pelo
sujeito se reflita no próprio sujeito, que, desta vez, ocupa a posição do objeto,
tendo a tradução de me, se, te, etc. de acordo com o sujeito ao qual se refere.
I myself spoke to Mr Johnson. / Eu mesmo falei com o senhor Johnson.
He cut himself cooking. / Ele se cortou cozinhando.
Ann hurt herself in a car accident. / Ann se machucou em um acidente de carro.
We ourselves saw that weird train. / Nós mesmas vimos aquele trem esquisito.
Do you live by yourself? / Você mora sozinha?
Os pronomes que acabamos de estudar pertencem à classe das palavras,
que contém palavras que utilizamos para formar frases (HARMER, 2001) e
é formada por pronomes, verbos, etc. Dividimos a classe das palavras em
primeira classe e segunda classe. A classe que denominamos segunda classe
das palavras é composta por pronomes, entre outras palavras, conhecidas
como preposições, artigos, e são assim denominadas porque são palavras
que não carregam conteúdo significativo quando usadas em uma frase sem o
acompanhamento de palavras que carregam conteúdo por si só. A classe que
denominamos primeira classe das palavras, ou a principal classe de palavras,
é composta por verbos (Figura 1), substantivos, entre outras palavras, e são
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assim denominadas porque são palavras que carregam conteúdo por si só.
Quando falamos Stop! (Pare!, em português), o uso desse verbo sozinho nos
permite entender a mensagem, por isso ele é uma palavra que carrega conteúdo.
Figura 1. Exemplo de verbos de ação.
Fonte: Euro Global Academy (2017).
Estudaremos, em seguida, alguns dos tempos verbais em inglês, o presente
e o passado.
A maioria dos verbos que utilizamos transmite ação. Esses verbos são
ações que praticamos todos os dias, pois sempre caminhamos, corremos,
agachamos, pulamos, empurramos algo, etc.
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Os pronomes possessivos indicam posse e podem ser usados acompanhados de uma
palavra, um substantivo, ou substituir essa palavra, esse substantivo. Esses exemplos
podem ser vistos na primeira seção deste capítulo. Ainda sobre pronomes possessivos,
é possível usar a ideia de posse com a utilização da preposição of, de em português,
mais o possessive pronoun, como nos exemplos que seguem: a friend of mine, a boss
of hers, a suggestion of ours, a neighbour of theirs (uma amiga minha, um chefe dela,
uma sugestão nossa, um vizinho deles, em português), entre outras possibilidades.
Assim, você pode dizer:
A friend of mine has travelled to Hong Kong. / Uma amiga minha já viajou para Hong
Kong.
They talked about a suggestion of ours. / Eles falaram de uma sugestão nossa.
Fonte: CAMPOS, 2006.
O presente e o passado em inglês
A utilização do present simple em inglês é bastante parecida com a do portu-
guês, mas como se trata de outro idioma, algumas características são peculiares
à língua inglesa.
O present simple é utilizado para expressar um fato, algo verdadeiro,
e ações rotineiras. Quando usado para expressar uma ação que acontece
com certa frequência, as ações rotineiras, é geralmente acompanhado de
um advérbio de frequência. Os advérbios de frequência mais utilizados são:
always, usually, often, sometimes e never (em português, sempre, geralmente,
frequentemente, algumas vezes e nunca). Esse tempo também apresenta
uma característica muito particular da língua inglesa: a flexão dos verbos só
acontece para a terceira pessoa do singular e é feita com o acréscimo do “s”
no final do verbo. Vejamos a Tabela 6.
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To work (trabalhar) To stay (ficar) To study (estudar) To do (fazer)
I work I stay I study I do
You work You stay You study You do
He Works He stays He studies He does
She Works She stays She studies She does
It Works It stays It studies It does
We work We stay We study We do
You work You stay You study You do
They work They stay They study They do
Tabela 6. O present simple.
O “s” é acrescido ao final de cada verbo quando conjugado no presente, em inglês,
para a 3ª pessoa do singular. A exceção é para os verbos terminados em “y” precedidos
de uma consoante, como em copy, copiar em português. Se conjugado para he,
she ou it,corta-se o “y”, acrescentando “i” no lugar do “y” + “es”, logo copy → copies.
Aos verbos terminados em “o, x, ss, ch, sh”, se conjugados para he, she ou it, deve-se
acrescentar “es”: go → goes; fix → fixes; cross → crosses; reach → reaches; push → pushes
(em português, ir, consertar, atravessar, alcançar e empurrar).
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I have a brother. / Eu tenho um irmão.
You sometimes say that. / Você, às vezes, diz isso.
He lives in New York. / Ele mora em Nova York.
She always wakes up early. / Ela sempre acorda cedo.
They work hard here. / Eles trabalham muito aqui.
Essas frases transmitem um fato, pois é verdade que eu tenho um irmão, que ele
mora em Nova York e que eles trabalham muito aqui. As frases que utilizam os
advérbios de frequência às vezes e sempre transmitem a frequência com que essa
ação acontece.
Além dessa definição, o present simple também faz referência a um evento no futuro,
principalmente quando informamos o horário desse evento. Vejamos os exemplos:
The meeting is in the evening today. / A reunião é à noite hoje.
I am home tonight. / Eu estou em casa hoje à noite.
The match is at 8 p.m. / A partida é às 20h.
We need to sell everything tomorrow. / Nós precisamos vender tudo amanhã.
Lunch is at 1 o’ clock sharp today. / O almoço é às 13h em ponto hoje.
Diferentemente do português, no inglês, ao negarmos uma frase ou fazer-
mos uma pergunta, um auxiliar deve ser utilizado para mostrar essa intenção.
Esses auxiliares são do/does. A utilização de do ou does se dá porque a única
flexão feita no presente em inglês é para a terceira pessoa do singular, com o
acréscimo do “s”. Então, usamos does quando quisermos negar ou perguntar
utilizando a terceira pessoa do singular. Ao utilizarmos esse auxiliar, o verbo
volta para sua forma infinitiva, ou seja, os sufixos “s”, “es” ou “ies” não são
mais usados. Analisemos a Tabela 7.
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Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 75).
Affirmative Negative Interrogative
I live in Brazil. I don’t live in Italy. Do I live in New Zealand?
You live in Brazil. You don’t live in Italy. Do you live in New Zealand?
He lives in Brazil. He doesn’t live in Italy. Does he live in New Zealand?
She lives in Brazil. She doesn’t live in Italy. Does she live in New Zealand?
It lives in Brazil. It doesn’t live in Italy. Does it live in New Zealand?
We live in Brazil. We don’t live in Italy. Do we live in New Zealand?
You live in Brazil. You don’t live in Italy. Do you live in New Zealand?
They live in Brazil. They don’t live in Italy. Do they live in New Zealand?
Tabela 7. Present simple affirmative, negative, interrogative.
I don’t live abroad. / Eu não moro no exterior.
Sarah doesn’t like vanilla. / Sarah não gosta de baunilha.
Does Sarah like vanilla? / Sarah gosta de baunilha?
Does it work? / Isso funciona?
Do you have a question? / Você tem uma pergunta?
Diferentemente do português, em inglês, precisamos de um auxiliar para ne-
gar e para perguntar. A tradução de don’t ou doesn’t em português é não; quando
utilizamos do ou does para as formas interrogativas, eles não são traduzidos
em português, sua tradução ignorada e a pergunta é feita a partir do pronome.
O past simple é utilizado para expressar o passado em inglês. Uma ação
que já aconteceu, iniciou e terminou é representada por um verbo conjugado
no passado. Esse tempo verbal traz dois tipos de verbos em inglês, os regulares
e os irregulares, que são flexionados da mesma forma para todas as pessoas
do discurso, ou seja, qualquer que seja o pronome utilizado, I, you, he, she, it,
we ou they, a flexão é sempre a mesma para todos os pronomes, sendo o verbo
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regular ou irregular. Como o passado se refere a uma ação que já aconteceu,
é muito comum que um advérbio de tempo seja usado. O advérbio de tempo
mais comum no passado é yesterday, ontem em português, e as expressões
adverbiais mais comuns são acompanhadas pelas palavras ago e last, como
em a week ago, a month ago e a year ago ou last week, last month e last year
(em português: uma semana atrás, um mês atrás e um ano atrás ou semana
passada, mês passado e ano passado). Outras expressões adverbiais também
podem ser utilizadas, dependendo do tempo que queremos expressar.
A couple of days ago, twice in May, last April, in November, on Sunday, são mais algumas
expressões adverbiais: dois dias atrás, duas vezes em maio, abril passado, em novembro,
no domingo, em português.
I worked yesterday. / Eu trabalhei ontem.
I bought some coffee in the morning. / Eu comprei café de manhã.
George lived in Paris for a year. / George morou em Paris por um ano.
He left a minute ago. / Ele saiu há um minuto atrás.
The students did the exam. / Os alunos fizeram a prova.
Os verbos regulares e irregulares em inglês devem ser memorizados. A
maioria dos verbos é regular; por isso, há uma tabela para os verbos irregulares:
além de haver menos verbos irregulares, eles não seguem um padrão na sua
conjugação, como os regulares seguem. Os verbos regulares têm o sufixo
“ed” acrescido ao infinitivo do verbo; já os irregulares apresentam uma grafia
diferente da do infinitivo. Mesmo havendo verbos regulares e irregulares, o
past simple é um tempo verbal de conjugação simples. A flexão dos verbos
no passado, em inglês, é a mesma para todas as pessoas do discurso, seja o
verbo regular ou irregular. Vejamos a Tabela 8.
13 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
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Regular:
want Regular: like
Regular:
enjoy
Regular:
marry
Irregular:
see
I wanted I liked I enjoyed I married I saw
You wanted You liked You enjoyed You married You saw
He wanted He liked He enjoyed He married He saw
She wanted She liked She enjoyed She married She saw
It wanted It liked It enjoyed It married It saw
We wanted We liked We enjoyed We married We saw
You wanted You liked You enjoyed You married You saw
They wanted They liked They enjoyed They married They saw
Tabela 8. Regulares e irregulares no past simple.
O “ed” é acrescido no final de cada verbo quando conjugado no passado em inglês
para todas as pessoas do discurso. A exceção é para os verbos terminados em “e”, como
em love, amar em português. Quando conjugado no passado, acrescentamos apenas
“d”: love → loved. Nos verbos terminados em “y” precedidos de uma consoante, como
em reply, responder em português, troca-se “y” por “i” + “ed”, logo reply → replied.
Para os demais verbos, não importa sua terminação, acrescentamos sempre o sufixo
“ed” para formarmos o passado, independentemente da pessoa do discurso: play →
played; pass → passed; finish → finished; mix → mixed; watch → watched; jogar, passar,
terminar, misturar e assistir em português.
Diferentemente do português, em inglês, ao negarmos uma frase ou fazer-
mos uma pergunta, um auxiliar deve ser utilizado para mostrar essa intenção
no passado, assim como acontece no presente. Esse auxiliar é did, que é
utilizado para todas as pessoas do discurso. Ao utilizarmos did, o verbo volta
para sua forma infinitiva, ou seja, o sufixo “ed” não é mais usado nos verbos
regulares, e os verbos irregulares são substituídos também pela sua forma
infinitiva. Vejamos, em seguida, a tabela dos verbos regulares e irregulares
(Tabelas 9 e 10).
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Fonte: adaptada de Campos (2006, p.77).
Verbo regular: to arrive (chegar)
Affirmative Negative Interrogative
I arrived early. I didn’t arrive early. Did I arrive early?
You arrived early. You didn’t arrive early. Did you arrive early?
He arrived early. He didn’t arrive early. Did hearrive early?
She arrived early. She didn’t arrive early. Did she arrive early?
It arrived early. It didn’t arrive early. Did it arrive early?
We arrived early. We didn’t arrive early. Did we arrive early?
You arrived early. You didn’t arrive early. Did you arrive early?
They arrived early. They didn’t arrive early. Did they arrive early?
Tabela 9a. Conjugação do verbo to arrive no past simple.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p.77).
Verbo irregular: to catch (pegar)
Affirmative Negative Interrogative
I caught a cold. I didn’t catch a cold. Did I catch a cold?
You caught a cold. You didn’t catch a cold. Did you catch a cold?
He caught a cold. He didn’t catch a cold. Did he catch a cold?
She caught a cold. She didn’t catch a cold. Did she catch a cold?
It caught a cold. It didn’t catch a cold. Did it catch a cold?
We caught a cold. We didn’t catch a cold. Did we catch a cold?
You caught a cold. You didn’t catch a cold. Did you catch a cold?
They caught a cold. They didn’t catch a cold. Did they catch a cold?
Tabela 10. Conjugação do verbo to catch no past simple.
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Diferentemente do português, em inglês, também precisamos de uma
auxiliar para negar e para perguntar no passado, assim como acontece no
presente. A tradução de didn’t em português é não, e quando utilizamos did
para a forma interrogativa, ele não é traduzido em português. Sendo sua
tradução ignorada, a pergunta é feita a partir do pronome.
A familiaridade na língua inglesa
Após falarmos de presente e de passado em inglês, é bastante pertinente darmos
atenção a duas expressões que transmitem familiaridade nesses dois tempos
verbais: be used to e get used to. A tradução dessas duas expressões é feita
com o verbo acostumar, em português, e, quando utilizadas, signifi cam que a
ação praticada é algo familiar, ou seja, não é uma ação estranha, desconhecida,
mas algo já conhecido do sujeito.
A formação dessas expressões é feita com o auxiliar be ou get + used to +
um present participle. Vejamos as Tabelas 11 e 12.
Be used to
I am used to cooking every day.
You are used to cooking every day.
He is used to cooking every day.
She is used to cooking every day.
It is used to cooking every day.
We are used to cooking every day.
You are used to cooking every day.
They are used to cooking every day.
Tabela 11. Be used to.
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Get used to
I get used to cooking every day.
You get used to cooking every day.
He gets used to cooking every day.
She gets used to cooking every day.
It gets used to cooking every day.
We get used to cooking every day.
You get used to cooking every day.
They get used to cooking every day.
Tabela 12. Get used to.
I’m not used to driving on the left. / Eu não estou acostumada a dirigir à esquerda.
Lauren is used to speaking Spanish. / Lauren está acostumada a falar espanhol.
My parents don’t get used to living in a flat. / Meus pais não se acostumam a morar em
um apartamento.
Do you get used to working early morning? / Você se acostuma a trabalhar bem cedo
de manhã?
Are they used to having a big house? / Eles estão acostumados a ter uma casa grande?
Essas frases trazem exemplos das formas afirmativas e negativas. As formas negativas
seguem o mesmo padrão para negar do present simple. Para fazermos perguntas,
também precisamos do auxiliar, outra regra do present simple. A expressão utilizada
traz o verbo principal no gerúndio porque essa forma mostra a familiaridade que se
tem ao praticar uma ação.
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A utilização do Be used to e Get used to também pode ser usada no passado. Para falar
de familiaridade no passado em inglês, é só conjugar os verbos auxiliares no passado.
Vejamos as Tabelas 13 e 14.
Be used to
I was used to going to the beach.
You were used to going to the beach.
He was used to going to the beach.
She was used to going to the beach.
It was used to going to the beach.
We were used to going to the beach.
You were used to going to the beach.
They were used to going to the beach.
Tabela 13. Be used to no passado.
Get used to
I got used to going to the beach.
You got used to going to the beach.
He got used to going to the beach.
She got used to going to the beach.
It got used to going to the beach.
We got used to going to the beach.
You got used to going to the beach.
They got used to going to the beach.
Tabela 14. Get used to no passado.
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A utilização do comparativo, do superlativo, do
verbo can e da combinação de there + be
A língua inglesa apresenta duas formas de comparar: o comparativo e o su-
perlativo. Essas formas são usadas para expressar diferenças ou semelhanças
entre pessoas, coisas, objetos, etc.; uma comparação pode ser feita de forma
simples, como na frase: Your house is very big (em português, Sua casa é muito
grande) (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999). Nessa frase, o que
podemos estar dizendo é que alguém tem uma casa, visita a casa de outras
pessoas e faz tal comentário, querendo, dessa forma, dizer que a casa dessa
pessoa é maior que a casa de quem está falando. O exemplo é bem simples
e requer tal interpretação, possível de acordo com o contexto. Entretanto, a
comparação em inglês acontece, de fato, quando há comparação de grau,
usando mais e menos, como em mais fácil ou menos difícil, por exemplo.
Quando usamos mais fácil ou menos difícil, as palavras mais importantes
são os adjetivos fácil e difícil. O comparativo se forma com adjetivos, de
forma geral, acrescentando mais ou menos para que a comparação de grau
seja possível (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999). A língua
inglesa apresenta algumas características próprias do idioma para formar sua
comparação, e isso acontece da seguinte forma: podemos dizer que há três
tipos de adjetivos, e eles são curtos, longos e irregulares. É com base nessa
informação que a comparação acontece.
Ao compararmos algo ou alguém usando adjetivos curtos, como tall, old,
cold, rich e short (em português, alto, velho, frio, rico e baixo), por exemplo,
para formar a comparação, acrescentamos o sufixo –er, logo, taller, older,
colder, richer e shorter são as comparações mais alto, mais velho, mais frio,
mais rico e mais baixo em português.
Alguns exemplos:
Peter was used to playing football. / Peter estava acostumado a jogar futebol.
They weren’t used to visiting us. / Eles não estavam acostumados a nos visitar.
I got used to drinking black coffee. / Eu me acostumei a beber café preto.
You didn’t get used to living in the countryside. / Você não se acostumou a morar no
interior.
Fonte: Eastwood (2008).
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Mike is taller than John. / Mike é mais alto que John.
My dictionary is older than yours. / Meu dicionário é mais velho que o seu.
Canada is much colder in the winter. / O Canadá é muito mais frio no inverno.
Globo is richer than Record. / A Globo é mais rica que a Record.
His daugther is shorter. / A filha dele é mais baixa.
Há ainda adjetivos como easy, happy, hot, big e simple (em português: fácil,
feliz, quente, grande e simples). A formação da comparação desses adjetivos
é feita da mesma forma, com o acréscimo do sufixo –er, mas ajustando-os
da seguinte forma: easy → easier, happy → happier, hot → hotter, big →
bigger e simple → simpler, formando o comparativo com a eliminação de –y
e o acréscimo de –i + er em easy e happy, dobrando a última consoante em
hot e big + er e acrescentando apenas –r em simple.
Os adjetivos longos formam seus comparativos com o acréscimo de
–more na frenteda palavra, muito parecido com a formação em português.
Os adjetivos comfortable, dangerous, difficult, intelligent e expensive (em
português, confortável, perigoso, difícil, inteligente e caro) são longos em
inglês e seus comparativos são: more comfortable, more dangerous, more
difficult, more intelligent e more expensive. Nessa formação, o adjetivo não
sofre nenhuma alteração.
This sofa is more comfortable. / Este sofá é mais confortável.
Porto Alegre is more dangerous than Florianópolis. / Porto Alegre é mais perigosa que
Florianópolis.
French verbs are more difficult than English verbs. / Verbos em francês são mais difíceis
que verbos em inglês.
Surely Lauren is more intelligent. / Certamente Lauren é mais inteligente.
Ford is more expensive than Fiat. / A Ford é mais cara que a Fiat.
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Por fim, há os adjetivos irregulares, que são assim denominados porque
apresentam uma formação diferente da formação dos adjetivos curtos e longos.
Eles são irregulares em inglês e devem ser memorizados. Analisemos a Tabela 15.
Adjective Translation Comparative–irregular Translation
Good Bom Better Melhor
Bad Mau Worse Pior
Far Longe Further Mais longe
Little Pequeno Less Menor
Much Muito (a) More Mais
Many Muitos (as) More Mais
Tabela 15. Adjetivos comparativos em inglês.
Vejamos algumas frases:
Australia is further than Africa. / A Austrália é mais longe que a África.
They have more money than I do. / Eles têm mais dinheiro que eu tenho.
O superlativo também é formado por adjetivos, que pertencem às mesmas
três categorias do comparativo: curtos, longos e irregulares. Os curtos como
tall, old, cold, rich e short, formam seu superlativo com o acréscimo do sufixo
–est; logo, the tallest, the oldest, the coldest, the richest e the shortest são as
comparações do superlativo o mais alto, o mais velho, o mais frio, o mais rico
e o mais baixo em português.
Mark is the tallest guy I know. / Mark é o cara mais alto que eu conheço.
I am the oldest in my family. / Eu sou a mais velha na minha família.
Russia is the coldest place in the world. / A Rússia é o lugar mais frio do mundo.
Bill Gates is the richest man. / Bill Gates é o homem mais rico.
Is he the shortest boy in the classroom? / Ele é o menino mais baixo da turma?
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Os adjetivos easy, happy, hot, big e simple também formam o superlativo com
o acréscimo de um sufixo –est, mas ajustando esses adjetivos da seguinte forma:
easy → easiest, happy → happiest, hot → hottest, big → biggest e simple →
simplest, formando o superlativo com a eliminação do –y e o acréscimo do
–i + est em easy e happy, dobrando a última consoantes em hot e big + est e
acrescentando apenas –st em simple.
Os adjetivos longos formam seus superlativos com o acréscimo de –the
most na frente do adjetivo. Os adjetivos comfortable, dangerous, difficult,
intelligent e expensive são longos em inglês e seus superlativos são: the most
comfortable, the most dangerous, the most difficult, the most intelligent e the
most expensive. Nessa formação, assim como o comparativo, o adjetivo não
sofre nenhuma alteração.
This room is the most comfortable one. / Esta sala é a mais confortável.
Brazil is one of the most dangerous countries. / O Brasil é um dos países mais perigosos.
That English exam was the most difficult. / Aquela prova de inglês foi a mais difícil.
Who’s the most intelligent person you know? / Quem é a pessoa mais inteligente que
você conhece?
Which one is the most expensive? / Qual deles é o mais caro?
No superlativo também há os adjetivos irregulares, que são assim denomi-
nados porque apresentam uma formação diferente da formação dos adjetivos
curtos e longos. Eles são irregulares em inglês e devem ser memorizados.
Vejamos a Tabela 16.
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Adjective Translation Comparative–irregular Translation
Good Bom The best O melhor
Bad Mau The worst O pior
Far Longe The furthest O mais longe
Little Pequeno The least O menor
Much Muito (a) The most O mais
Many Muitos (as) The most O mais
Tabela 16. Adjetivos superlativos em inglês.
Vejamos algumas frases:
That’s the best thing you’ve ever done. / É a melhor coisa que você já fez.
That’s the worst situation. / É a pior situação.
Para ampliar seus estudos, você pode acessar o link a seguir e verificar mais dicas sobre
comparativo e superlativo em inglês (MAXWELL; CLANDFIELD, 2017). Neste link, você
encontra mais explicações em relação ao emprego do comparativo e do superlativo,
além de exemplos e exceções.
https://goo.gl/XZ97l
Can e there be
Can é um verbo auxiliar na língua inglesa e é chamado de modal. Acompanha
e auxilia outros verbos, chamados verbos principais, modalizando esses verbos
principais, ou seja, expressando a habilidade ou a capacidade que temos de
realizar, ou não, uma ação. Can é traduzido como poder, em português, e é
utilizado como sinônimo do verbo conseguir também. Seu emprego expressa
as habilidades que temos de poder ou conseguir realizar algo.
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I can speak English. / Eu posso falar inglês.
She can drive a truck. / Ela consegue dirigir um caminhão.
We can cook for twenty people. / Nós podemos cozinhar para vinte pessoas.
You can play golf very well. / Vocês conseguem jogar golfe muito bem.
They can dance tango. / Eles podem dançar tango.
É possível negar tais habilidades ou capacidades utilizando a negação cań t,
que é a contradição de can + not, podendo também ser usado como cannot.
I can’t ride a motorcycle. / Eu não posso andar de moto.
Bob cannot read without his glasses. / Bob não pode ler sem seus óculos.
My friend and I can’t arrive on time tomorrow. / Minha amiga e eu não conseguimos
chegar na hora amanhã.
You cannot run faster. / Vocês não conseguem correr mais rápido.
They can’t speak Spanish. / Eles não podem falar espanhol.
Can está no presente: quando usamos can, estamos falando de uma ação
que se refere à atual situação em que a ação se encontra. É possível fazer
referência ao passado utilizando could, passado do can. Could também é
um modal e situa em um tempo passado a ação à qual fazemos referência
ao descrever tais habilidade. Sua negação acontece com o acréscimo de not,
formando a contração couldn’t.
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I couldn’t talk to you in the morning. / Eu não pude falar com você de manhã.
Mr Norton could take his flight. / O senhor Norton pôde pegar seu voo.
She couldn’t do gymnastics. / Ela não pôde fazer ginástica.
We could attend the meeting. / Nós pudemos participar à reunião.
They could go with us. / Eles puderam ir conosco.
Observemos as Tabelas 17 e 18.
Affirmative Negative Interrogative
I can swim. I can’t swim. Can I swim?
You can swim. You can’t swim. Can you swim?
He can swim. He can’t swim. Can he swim?
She can swim. She can’t swim. Can she swim?
It can swim. It can’t swim. Can it swim?
We can swim. We can’t swim. Can we swim?
You can swim. You can’t swim. Can you swim?
They can swim. They can’t swim. Can they swim?
Tabela 17. Can: affirmative, negative, interrogative.
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Affirmative Negative Interrogative
I could understand. I couldń t understand. Could I understand?
You could understand. You couldń t understand. Could I understand?
He could understand. He couldń t understand. Could I understand?
She could understand. She couldń t understand. Could I understand?
It could understand. It couldń t understand.Could I understand?
We could understand. We couldń t understand. Could I understand?
You could understand. You couldń t understand. Could I understand?
They could understand. They couldń t understand. Could I understand?
Tabela 18. Could: affirmative, negative, interrogative.
A combinação there + be é uma combinação que tem uma única tradução,
ou seja, não traduzimos uma palavra e depois a outra palavra para falar o que
queremos, mas utilizamos a combinação there + be para o verbo existir ou
haver. Ele deve ser flexionado em inglês, sendo usado there is ou there are
no presente, singular e plural, respectivamente, e there was ou there were no
passado, singular e plural, respectivamente. Na língua portuguesa, é comum
usar esses dois verbos, que dão um sentido mais formal, porque, nas frases
que traduzimos do inglês para o português, esses verbos passam a ser ter.
There is a bank in the city center. / Tem um banco no centro da cidade.
There was a student in the classroom. / Tinha um aluno na sala de aula.
There isn’t any money on the table. / Não há dinheiro na mesa.
There are a lot of clothes to wash. / Há muitas roupas para lavar.
There were over a hundred at the conference. / Tinha mais do que cem pessoas na
conferência.
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Essas frases ficam bem traduzidas com o verbo ter, em português, mas
não podem, em inglês, ser usadas com o mesmo verbo, pois a mensagem
que querem transmitir é de existência, e não de posse. There + be = exist.
Acompanhemos as Tabelas 19 e 20.
There is There are
Affirmative There is a car in the garage. There are two eggs in the fridge.
Negative There isn’t a car in the garage. There aren’t two eggs in the fridge.
Interrogtive Is there a car in the garage? Are there two eggs in the fridge?
Tabela 19. There + be no presente.
There was There were
Affirmative There was an egg on the table. There were ten people waiting.
Negative There wasn’t an egg on the table. There weren’t ten people waiting.
Interrogtive Was there an egg on the table? Were there ten people waiting?
Tabela 20. There + be no passado.
Ao longo deste capítulo, estudamos os pronomes, os tempos verbais no
presente e no passado e verbos auxiliares bastante comuns na língua inglesa.
Esse estudo é a base e serve como ponto de partida para a formação de frases
mais elaboradas.
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1. Em relação à frase I cut my hair twice
a year, podemos afirmar que:
a) está no past simple.
b) está no present simple.
c) está no present perfect.
d) está no past perfect.
e) está no future.
2. Quais verbos são mais
adequados para completar a
frase The receptionist _____
very much yesterday?
a) drinks, drank, sees, saw.
b) went, drove, came, got.
c) sleeps, slept, drives, drove.
d) worked, talked, slept, drank.
e) worked, works, talks, talked.
3. A regra para formar o
comparativo em inglês é:
a) acrescentar um sufixo para
adjetivos curtos e um prefixo
para adjetivos longos.
b) acrescentar a palavra more
na frente dos adjetivos, como
se faz em português.
c) acrescentar o sufixo -er no final
de cada adjetivo para formar
um comparativo positivo.
d) acrescentar o sufixo more na
frente de cada adjetivo para
formar um comparativo negativo.
e) A formação do comparativo
em inglês é diferente porque
há muitas irregularidades.
4. Quais dos superlativos abaixo
podem ser usados para
completar a frase English is
_____ language I know?
a) the happiest, the most young.
b) the longest, the most handsome.
c) the least, the most smart.
d) the coldest, the most calm.
e) the easiest, the most difficult.
5. Analise a seguinte frase: Martin can
drive a car. O verbo can significa:
a) capacidade e poder.
b) habilidade e poder.
c) habilidade e capacidade.
d) capacidade e obrigação.
e) obrigação e habilidade.
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Leituras recomendadas
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
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