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Glicogênese 1. É possível converter lactato em glicose por uma via metabólica chamada gliconeogênese. Como é possível esta transformação se há reações irreversíveis na glicólise? Todos os tecidos operam esta conversão? Que outros compostos podem ser convertidos em glicose pela gliconeogênese? Resposta: Na gliconeogênese, as três etapas irreversíveis são contornadas por um grupo distinto de enzimas, catalisando reações suficientemente exergônicas para serem efetivamente irreversíveis no sentido da síntese de glicose. Assim, tanto a glicólise quanto a gliconeogênese são processos irreversíveis nas células. A primeira reação de contorno da gliconeogênese é a conversão de piruvato em fosfoenolpiruvato (PEP), a segunda é a fosforilação da frutose-6-fosfato e a terceira é a desfosforilação da glicose-6-fosfato para formar glicose. 2. Verificar a sequência de reações que permite a conversão de piruvato em glicose. Comparar as reações irreversíveis da glicólise com as reações que as substituem quanto aos reagentes, produtos e enzimas. Resposta: Glicólise - Hexocinase Glicose + ATP → Glicose-6-fosfato + ADP Gliconeogênese - Glicose-6-fosfatase Glicose-6-fosfato + H2O → Glicose + Pi Glicólise - Fosfofrutoquinase Frutose-6-fosfato + ATP → Frutose-1,6-bifosfato + ADP Gliconeogênese - Frutose-1,6- -bifosfatase-1 Frutose-1,6-bifosfato + H2O → Frutose-6-fosfato + Pi Glicólise - Piruvatocinase PEP + 2ADP → Piruvato + 2ATP Gliconeogênese - Piruvato-carboxilase (1) e PEP-carboxicinase (2) Piruvato + 2ADP → Oxaloacetato + 2ATP Oxaloacetato + GTP → PEP + CO2 + GDP 3. Qual é o saldo em ATP da conversão de piruvato em glicose? Comparando este saldo com o da conversão de glicose em piruvato, explicar a vantagem do processo. Resposta: Saldo da gliconeogênese 2 Piruvato + 4 ATP + 2 NADH + + 4 → Glicose + 4 ADP + 2 GDP + 6 Pi +2𝐻+ 𝐻 2 𝑂 2 𝑁𝐴𝐷𝐻+ Saldo da glicólise Glicose + 2 ADP + 2 Pi + → 2 Piruvato + 2 ATP + 2 NADH + + 2H2O2 𝑁𝐴𝐷+ 2𝐻+ O saldo da gliconeogênese é de 4 ATP e o saldo da glicólise é de 2 ATP. Portanto, em termos de ATP líquido, a glicólise é mais eficiente do que a gliconeogênese. Apesar disso, a vantagem da gliconeogênese reside na sua capacidade de fornecer glicose quando esta é escassa no organismo. Durante o jejum prolongado ou exercícios intensos, quando os níveis de glicose no sangue estão baixos, a gliconeogênese permite que o organismo produza glicose a partir de precursores não glicídicos, como lactato, aminoácidos e glicerol. 4. Tielavina A inibe a conversão de glicose 6-fosfato em glicose, mas não inibe a conversão de glicose em glicose 6-fosfato. O composto exerce sua ação ligando-se à glicose, a glicose 6-fosfato, a glicose 6-fosfatase ou à hexoquinase? Resposta: Ela se liga a glicose 6-fosfatase, isso pois, caso ela se liga-se a glicose ou a hexoquinase ocorreria inibição da transformação da glicose em glicose 6-fosfato. 5. Indicar a localização celular das enzimas da via glicolítica e da gliconeogênese. Resposta: Via Glicolítica Hexocinase: Citosol Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1): Citosol Gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase: Citosol Fosfoglicerato cinase: Citosol Fosfoenolpiruvato carboxiquinase (PEPCK): Citosol Piruvato quinase: Citosol Gliconeogênese Piruvato carboxilase: Mitocôndria Fosfoenolpiruvato carboxiquinase (PEPCK): Citosol Frutose-1,6-bisfosfatase: Citosol Glicose-6-fosfatase: Retículo endoplasmático liso (principalmente no fígado e nos rins) 6. a) Escreva as reações catalisadas pela fosfofrutoquinase 1 e fosfofrutoquinase 2 e identifique as semelhanças e diferenças. Resposta: Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1): Frutose-6-fosfato + ATP -> Frutose-1,6-bisfosfato + ADP Fosfofrutoquinase-2 (PFK-2): Frutose-6-fosfato + ATP -> Frutose-2,6-bisfosfato + ADP Semelhanças: Ambas as enzimas catalisam a fosforilação da frutose-6-fosfato usando ATP Diferenças: A PFK-1 forma frutose-1,6-bisfosfato, direcionando a glicose para a via glicolítica, enquanto a PFK-2 forma frutose-2,6-bisfosfato, que regula a atividade da PFK-1. Quando a frutose-2,6-bifosfato se liga ao seu sítio alostérico na PFK-1, ela aumenta a afinidade dessa enzima pelo seu substrato, frutose-6-fosfato, e reduz a afinidade pelos inibidores alostéricos ATP e citrato. b) Escreva as reações catalisadas pela frutose 1,6 bisfosfatase e frutose 2,6 bisfosfatase e identifique as semelhanças e diferenças. Resposta: Frutose-1,6-bisfosfatase: Frutose-1,6-bisfosfato + H2O -> Frutose-6-fosfato + Pi Frutose-2,6-bisfosfatase: Frutose-2,6-bisfosfato + H2O -> Frutose-6-fosfato + Pi Semelhanças: Ambas as enzimas formam frutose-6-fosfato e um íon fosfato inorgânico (Pi) Diferenças: A frutose-1,6-bisfosfatase atua na glicogênese, enquanto a frutose-2,6-bisfosfatase tem um papel na regulação da glicólise e da glicogênese, controlando os níveis de frutose-2,6-bisfosfato. A frutose-2,6-bifosfato tem efeitos opostos sobre a atividade enzimática da fosfofrutocinase-1 (PFK-1) e da frutose-1,6-bifosfatase, na primeira ela estimula a ação e na segunda ela inibe. 7. A concentração de frutose 2,6 bisfosfato nos hepatócitos varia com a disponibilidade da glicose: é pequena no jejum e alta após as refeições. Verdadeiro ou Falso, justifique. Resposta: Durante o jejum, quando os níveis de glicose no sangue estão baixos, a concentração de frutose-2,6-bisfosfato nos hepatócitos é baixa. Isso ocorre porque a frutose-2,6-bisfosfatase converte a frutose-2,6-bisfosfato em frutose-6-fosfato, diminuindo assim os níveis de frutose-2,6-bisfosfato. Nesse contexto, a fosfofrutoquinase-2 (PFK-2), que é responsável pela síntese de frutose-2,6-bisfosfato, está inativa. Por outro lado, após as refeições, quando há um aumento na disponibilidade de glicose no sangue, os níveis de frutose-2,6-bisfosfato nos hepatócitos aumentam. Isso ocorre porque a presença de altos níveis de glicose estimula a ativação da fosfofrutoquinase-2 (PFK-2) e a inibição da frutose-2,6-bisfosfatase. Como resultado, a PFK-2 catalisa a formação de frutose-2,6-bisfosfato, que atua como um potente ativador alostérico da fosfofrutoquinase-1 (PFK-1), estimulando assim a glicólise. Assim, alta concentração de frutose-2,6-bisfosfato estimula a glicose e baixa concentração da mesma estimula a gliconeogênese. 1. Complete os balanços energéticos seguintes Glicólise: Glicose + 2 ADP + 2 Pi⟶ 2 Lactato + 2 ATP + 2 H2O Gliconeogênese: 2 Lactato + 2 ATP + 2 H2O⟶ Glicose + 2 ADP + 2 Pi 2. Qual é a vantagem energética (número de ATPs) da gliconeogênese para o fígado? Resposta: A vantagem energética está na capacidade do fígado de produzir glicose, mesmo quando os estoques de glicogênio estão esgotados. 3. Qual é a vantagem da gliconeogênese para o organismo? Resposta: A gliconeogênese serve para manter a manutenção dos níveis de glicose no sangue e preservar as reservas energéticas do corpo. Isso porque ela permite que o organismo produza glicose a partir de precursores não glicídicos, como lactato, aminoácidos e glicerol. 4. Qual a origem do lactato usado na gliconeogênese? Resposta: O lactato usado na gliconeogênese tem sua origem principalmente nos músculos esqueléticos durante exercícios intensos ou anaeróbicos. Durante essas atividades, o metabolismo anaeróbico da glicose nos músculos produz piruvato, que é então convertido em lactato pela enzima lactato desidrogenase. 5. Descrever a regulação da glicólise e da gliconeogênese em função da concentração de frutose 2,6-bisfosfato. Resposta: Caso a frutose 2,6-bisfosfato esteja presente, a glicólise é estimulada. Caso a frutose 2,6-bisfosfato esteja ausente, a gliconeogênese é estimulada.