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1 
 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso: Fisioterapia Disciplina: Fisioterapia Pediátrica 
Aluno: Kátia Cilene santos Vasconcellos 
R.A: 2223703 
Polo: Brasília DF – Asa Sul 
Data: 02/03 - 23/03 - 27/04 - 21/05 e 03/06/2024. 
 
 
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2 
 
Sumário 
 
1. Introdução 
2. Aula 1 Roteiro 1: Avaliação Pediátrica parte 1 
3. Aula 2 Roteiro 1 :Avaliação Pediátrica parte 2 
4. Aula 3 Roteiro 1: Treino de atividades em posturas baixas 
5. Aula 4 Roteiro 1: Treino em atividades em posturas altas 
6. Conclusão 
7. Referências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
Introdução 
 
 A fisioterapia pediátrica é uma área especializada que visa promover o 
desenvolvimento motor adequado em crianças, prevenir disfunções 
musculoesqueléticas e tratar condições que possam comprometer a 
funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes pediátricos. Este relatório 
aborda a avaliação e intervenção fisioterapêutica em crianças, focando em 
padrões posturais, técnicas de palpação muscular, avaliação da presença de 
reflexos primitivos, e treinos de atividades em posturas baixas e posturas altas. 
Os padrões posturais são fundamentais na análise do desenvolvimento 
motor infantil, pois fornecem informações sobre a simetria, alinhamento e 
controle motor da criança. Através de técnicas especificas de palpação 
muscular, é possível identificar tensões, espasmos e a qualidade do tecido 
muscular, auxiliando no diagnóstico e na definição de estratégias terapêuticas. 
A avaliação da força muscular é essencial para determinar a capacidade 
funcional dos músculos e para planejar programas de fortalecimento 
direcionados. 
A avalição da presença de reflexos primitivos é crucial, uma vez que a 
persistência desses reflexos além das idades esperadas pode indicar atrasos no 
desenvolvimento neurológico ou problemas motores. O treino de atividades em 
posturas baixas (como rastejar e engatinhar) e posturas altas ( como se sentar 
e ficar em pé) é importante para o desenvolvimento da coordenação, equilíbrio 
e força muscular, além de preparar a criança para a realização de atividades 
diárias e participação em brincadeiras de forma segura e eficiente. 
Este relatório visa oferecer uma visão abrangente das metodologias e 
práticas utilizadas na fisioterapia pediátrica, destacando a importância de uma 
abordagem individualizada e centrada na criança para alcançar resultados 
terapêuticos eficazes 
 
 
 
 
 
4 
 
Aula 1 – Roteiro 1 
AVALIAÇÃO PEDIATRICA PARTE 1 
A anamnese inicia-se com o estabelecimento de uma relação de respeito 
e confiança com o paciente e sua família. Deve ser realizada, idealmente, em 
ambiente adequado e sem pressa. Em uma primeira consulta deve ser obtida a 
história completa do paciente e essas informações devem ser atualizadas a cada 
retorno. Motivo principal que fez com que a mãe da criança ou outro responsável 
a trouxesse à consulta. Descrever utilizando os termos - as mesmas palavras - 
do paciente ou acompanhante. A história da doença atual é a parte central da 
anamnese e deve conter as informações sobre o quadro clínico atual do paciente 
desde o seu início até o momento presente. Sua correta obtenção e descrição 
nem sempre é uma tarefa fácil pois depende de conhecimento e de habilidade 
do profissional para obter do(a) informante (pai, mãe ou outra pessoa cuidadora), 
informações precisas, adequadas, detalhadas, organizadas cronologicamente, 
de modo a obedecer a uma ordem temporal de instalação dos sinais/sintomas, 
do mais antigo para o mais recente. (Santos JB. 1999). 
Cada sinal ou sintoma deverá ser descrito com toda a riqueza de detalhes. 
A HDA pode iniciar a partir da queixa principal, solicitando informações 
sobre quando o sinal/sintoma relatado começou, como começou e como 
evoluiu. É importante caracterizar bem cada sinal/sintoma e definir com clareza 
sua evolução na linha do tempo. Cada novo sinal/sintoma relatado deve ser 
inserido na ordem cronológica de seu aparecimento e ser igualmente descrito 
em detalhes. (Santos JB. 1999). 
História Fisiológica: Indagar sobre diurese e jato urinário, hábito intestinal, 
ritmo de sono, apetite, atividades físicas, lazer, estado de ânimo... Na 
adolescência, perguntar sobre a vida sexual e prevenção de IST's; nas meninas 
adolescentes incluir aspectos sobre o ciclo ovulatório, contracepção e gestação. 
(Santos JB. 1999). 
História Gestacional: Quantas consultas realizadas de pré-natal, idade 
materna ao engravidar, número de gestações (GESTA), número de partos 
(PARA), abortos etc. saúde materna durante a gravidez, uso de medicamentos, 
tabagismo, alcoolismo e uso de drogas, exames realizados (laboratoriais, 
ultrassonografias...), intercorrências na gestação etc. (Santos JB. 1999). 
 
5 
 
História Neonatal 
Parto: tipo (normal, cesariana, fórceps) – Local: hospitalar (citar o 
hospital), domiciliar. Indicação (no caso de cesariana). (Santos JB. 1999). 
Período Neonatal: Idade gestacional ao nascer: Anotar o número de 
semanas que durou a gestação. Verificar as condições de nascimento (vitalidade 
ao nascer) pelo índice de Apgar. Verificar o grupo sanguíneo do recém-nascido 
e sua compatibilidade com o grupo sanguíneo materno. Verificar o peso de 
nascimento e avaliar sua adequação à idade gestacional: AIG (peso Adequado 
para a Idade Gestacional), PIG (peso Pequeno para a Idade Gestacional), ou 
GIG (peso Grande para a Idade Gestacional). Avaliar a estatura, PC (perímetro 
cefálico) e PT (perímetro torácico) de nascimento. Problemas neonatais: 
Icterícia, permanência em incubadora, necessidade de UTI neonatal, tipo de 
patologia neonatal apresentada etc. Anotar resultados da triagem cardiológica 
neonatal, triagem auditiva (teste da orelhinha), triagem oftalmológica (teste do 
olhinho), teste da linguinha, resultados de teste do pezinho... (Santos JB. 1999). 
Desenvolvimento Neuropsicomotor Questionar sobre cada setor (Motor 
grosseiro, Motor fino/adaptativo, Linguagem e Pessoal-social) e checar a idade 
em que a criança vai adquirindo a habilidade de realizar função (os principais 
marcos do desenvolvimento). Verificar se há atraso em algum setor. Podem ser 
usadas a escala de DNPM de Denver II ou outra escala como parâmetro. Avaliar 
aspectos cognitivos e comportamentais, desenvolvimento da visão e audição. 
Na adolescência, avaliar o desenvolvimento puberal. (Santos JB. 1999). 
 
1. Avaliação de padrões posturais 
É o tipo mais comum afetando cerca de 80% dos casos, sendo 
caracterizada por rigidez muscular e reflexos exagerados e dificuldade em 
realizar ou coordenar os movimentos, como andar, cruzar as pernas ou pegar 
objetos. (WIMALASUNDERA, N.; STEVENSON, V. L. 2016). 
 
Situação clínica: Criança 3 anos com Paralisia Cerebral (PC) tetraparética 
espástica. 
- Posição adotada: deitada; 
- Controle de cabeça: incompleto, realiza rotação, flexão e extensão com 
auxílio; 
6 
 
- Ombros: elevação, protração e rotação interna; 
- Cotovelo: em flexão e pronação; 
- Punho: em flexão e desvio ulnar; 
- Mãos: dedos flexionados e polegares aduzidos; 
- Tronco: leve escoliose; 
- Pelve e quadril: fletido com rotação interna e retroversão; 
- Joelho: fletido e em varo; 
- Tornozelo e pé: dorsiflexão com eversão e dedos fletidos. 
 
2. Técnicas de palpação e avaliação de tônus muscular 
Segundo Kandel et al.,tônus muscular refere‐se à força pela qual um 
músculo resiste ao alongamento. Cada músculo possui um determinado nível de 
tônus considerado normal. Quando o tônus é reduzido, é chamado de hipotonia; 
quando aumentado, fala‐se em hipertonia, que se manifesta sob a forma de 
espasticidade ou rigidez. Na espasticidade, há um aumento na resistência ao 
movimento passivo brusco. A resposta produzida é dependente da velocidade, 
ou seja,quanto mais rápido é o alongamento, mais vigorosa é a resposta de um 
músculo espástico. A espasticidade resulta de lesão motora superior no córtex 
motor ou em suas projeções extrapiramidais. (KANDEL ER, Schwartz JK; 1991). 
Na rigidez, a resistência fica aumentada para todos os movimentos, 
tornando as partes do corpo rígidas e imóveis.18 
O tônus muscular pode ser avaliado pela observação, palpação e 
movimentação passiva. A observação inicial do paciente pode revelar a 
presença de movimentos ou de posturas anormais dos membros. ; postura 
assimétrica; lábio e língua retraídos; e dificuldade em movimentar um segmento 
do corpo podem indicar aumento do tônus muscular em crianças. A perda de 
alinhamento postural, inabilidade em manter a postura e os segmentos do corpo 
contra a gravidade podem revelar uma diminuição do tônus. A palpação, apesar 
de subjetiva, pode trazer informações sobre o estado de repouso dos músculos, 
como a consistência e a firmeza destes. A resposta ao toque também deve ser 
considerada. (O ‘Sullivan SB.; 1993). 
 
7 
 
 
 Fonte: Bohannon, R. W., Smith, M. B. A.; 1987. 
 Figura 1 - Escala de Ashworth modificada. 
 
 
3. Avaliação da amplitude de movimento articular (ativa e passiva) 
A avaliação dos movimentos passivos e dos reflexos miotáticos revela 
informações importantes sobre a reatividade dos músculos a um estímulo de 
alongamento. Durante a movimentação passiva, o terapeuta deve manter 
contato manual firme e contínuo, movendo o membro aleatoriamente em uma 
frequência baixa e constante. Quando o tônus é normal, o membro move‐se 
facilmente e o terapeuta é capaz de alterar a direção e a velocidade sem sentir 
resistência. Membros hipertônicos transmitem uma impressão de rigidez e de 
resistência ao movimento, embora os hipotônicos sejam pesados e não reativos 
à movimentação. (O ‘Sullivan SB.; 1993). 
vida apresentam aumento do tônus flexor generalizado, com maior 
resistência em MMII, principalmente na região dos adutores, do que em MMSS. 
Essa flexão fisiológica generalizada contrasta com a hipotonia da musculatura 
paravertebral, que tende a diminuir a partir do quarto mês de vida. 
 
4. Avaliação de força muscular 
A avaliação da FM pode ser realizada tanto pela observação qualitativa, 
sobre como a criança brinca e desempenha suas atividades em relação a suas 
posturas e movimentos, bem como quantitativamente, com a graduação 
numérica da escala de força muscular do Medical Research Council (MRC) em 
situações específicas. No primeiro momento, classifica‐se a força muscular em 
plégica, quando não se realiza nenhum movimento; e parética, o movimento 
ocorre com uma intensidade de força menor nos membros e no tronco. A 
8 
 
avaliação quantitativa de FM em crianças pela escala de avaliação da força 
muscular do MRC pode ser utilizada em condições clínicas específicas, como na 
lesão medular e em algumas doenças congênitas, nas quais a graduação 
numérica de 0 a 5 é fundamental para determinar os recursos externos mais 
adequados às atividades dessa criança. Nesses casos, avalia‐se a FM 
relacionando‐se o nível de lesão medular funcional com a graduação da escala 
MRC. (Duringon OFS, 2004). 
Escala de Kendall 
 
• Grau 0: Ausência de contração muscular. 
• Grau 1: Contração muscular fraca sem movimento articular. 
• Grau 2: Movimento articular possível com a eliminação da 
gravidade. 
• Grau 3: Movimento articular possível contra a gravidade. 
• Grau 4: Movimento articular possível contra a gravidade e com 
resistência moderada. 
• Grau 5: Movimento articular possível contra a gravidade e com 
resistência máxima. (Duringon OFS, 2004). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
Aula 2 – Roteiro 1 
Avaliação Pediátrica – parte 2 
 
1. Avaliação de presença de reflexos primitivos 
Os reflexos primitivos estão presentes desde a vida intrauterina e são 
integrados à medida que áreas corticais superiores se tornam funcionantes. O 
surgimento e a integração desses reflexos representam a maturação crescente 
das estruturas corticais, que inibem os reflexos controlados em níveis inferiores 
do SNC e os integram nas respostas motoras e voluntárias mais funcionais. 
(Shumway‐cook A, 2003). 
A avaliação desses reflexos fornece informações como: se os reflexos 
estão de acordo com a idade; se a sua presença (além da idade) está gerando 
problemas funcionais e se a sua ausência é sinal de agravo do SNC. Apesar de 
alguns autores considerarem a avaliação dos reflexos primitivos pouco 
significativa, a maioria considera um fator essencial na avaliação de lactentes e 
crianças, principalmente no primeiro ano de vida, já que para estes a persistência 
dos reflexos primitivos pode indicar doenças do sistema neuromotor. (Shumway‐
cook A, 2003). 
Reflexo dos Pontos Cardeais ou sucção: quando se toca levemente 
na área próxima à boca do bebê, ele a abre e começa a sugar. A ação acontece 
tanto para o seio da mãe que o amamenta quanto para a mão que é colocada 
em frente a ele. É um tipo de reflexo muito comum e que costuma desaparecer 
com o tempo, dependendo de cada criança. (Gusman S, Torres, 2005). 
Reflexo de Glabela: é uma reação involuntária do organismo que ocorre 
quando a região da testa é estimulada por um toque leve. Esse reflexo é comum 
em recém-nascidos e pode persistir em algumas pessoas ao longo da vida. 
(Gusman S, Torres, 2005). 
Reflexo Magnético: Em posição dorsal, com os quadris e os joelhos 
fletidos (posição simétrica da cabeça na linha média), os polegares do 
examinador são compridos sobre a sola do pé e lentamente retirados. O contato 
entre o dedo e a sola do pé mantém-se. as pernas estendem-se, o pé fica colado 
no dedo. (Gusman S, Torres, 2005). 
10 
 
Reflexo de Galant ou Reflexo da Coluna Vertebral: é desencadeado ao 
estimular a coluna lombar da criança, fazendo com que ela gire os quadris para 
fora em até 45 graus na direção do lado em que a estimulação ocorreu. Além 
disso, o reflexo desencadeia uma extensão dos braços e pernas no lado 
estimulado e uma elevação da pelve. (Gusman S, Torres, 2005). 
 
 
 
 Fonte: : https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 2 – Reflexo de Galant. 
 
 
Reflexo de Marcha: Colocar o bebê na posição bípede e inclinar o corpo 
anteriormente. Movimento de passo com elevação rítmica dos pés. (Gusman S, 
Torres, 2005). 
 
 
 Fonte: : https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 3 – Reflexo de marcha. 
 
 
Reflexo Membro de Propulsão: o bebê é posicionado em decúbito 
ventral, com a cabeça lateralizada. A partir dessa posição, os membros inferiores 
são levemente fletidos, e é dado um apoio na região plantar dos pés. A resposta 
11 
 
esperada é uma extensão de membros inferiores e a subsequente propulsão do 
bebê para adiante. (Gusman S, Torres, 2005). 
Reflexo Tônico Labiríntico (RTL): ao fazer apoio plantar com os dedos, 
o RN, em prono realiza movimentos de rastejar alternadamente. (Gusman S, 
Torres, 2005). 
 
 
 Fonte: : https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 4 – Reflexo de RTL. 
 
 
 
Reflexo de Preensão Plantar: ocorre quando tocamos a planta do pé 
abaixo dos artelhos, e eles assumem a posição de garras; quando para o 
estímulo os artelhos se estendem. (Gusman S, Torres, 2005). 
 
 
 
 Fonte: : https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 5 – Reflexo plantar. 
 
 
 
https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivoshttps://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos
12 
 
Reflexo de Preensão Palmar: É desencadeado pela pressão da palma 
da mão. Observa-se flexão dos dedos. (Gusman S, Torres, 2005). 
 
 
 Fonte: http://imagebase.net/imagens/2018. 
 Figura – 6 Reflexo palmar. 
 
 
Reflexo Tônico Cervical Simétrico (RTCS): Flexão e extensão da 
cabeça. Com a flexão da cabeça, os MMSS flexionam‐se e os MMII estendem‐
se; com a extensão da cabeça, os MMSS estendem‐se e os MMII flexionam‐se. 
(Gusman S, Torres, 2005). 
Reflexo Tônico Cervical Assimétrico (RTCA): Virar a cabeça. Extensão 
e abdução do membro superior que está voltado para a face e flexão e abdução 
do membro superior que está voltado para o lado occipital. (Gusman S, Torres, 
2005). 
 
 
 Fonte: : https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 7 – Reflexo RTCA. 
 
 
Reação de Landau: É desencadeado quando o bebê é suspenso na 
posição prona. Observa-se elevação da cabeça acima do tronco. Em seguida o 
http://imagebase.net/imagens/2018
13 
 
tronco é retificado e as pernas estendidas. Quando o examinador flete a cabeça, 
as pernas se fletem. (Gusman S, Torres, 2005). 
 
 
 
 Fonte: : https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 8 – Reflexo de Landau 
 
 
Reação de paraquedas: Segura-se a criança pela cintura com as duas 
mãos e aproxima-se a cabeça da plataforma com relativa rapidez. Antes da 
cabeça chegar à plataforma, os braços se estendem como se a criança fosse 
apoiar-se. (Gusman S, Torres, 2005). 
 
 
 Fonte: https://eusoumaisfisio.blogspot.com/2014/05/reflexos-primitivos. 
 Figura 9 – Reflexo de paraquedas. 
 
 
2. Avaliação das reações de proteção anterior, lateral e posterior 
 São a última etapa de defesa do SNC e consistem em movimentos de 
extensão dos membros para o mesmo lado em que a criança foi deslocada. 
Permitem a estabilização e a sustentação do corpo, em resposta a um estímulo 
de deslocamento, em que o centro de gravidade excede a base de sustentação 
ou quando a velocidade de deslocamento é alta. Os MMSS ou MMII estendem‐
14 
 
se na tentativa de sustentar o peso corporal à medida que o corpo desaba da 
superfície de sustentação. Elas podem ser observadas com 6 meses em DV, 7 
a 8 meses em DD e sentado, postura de gato com 9 a 12 meses e em pé com 
12 a 21 meses. As reações de proteção podem ser: anterior (6 meses), lateral (8 
meses) e posterior (10 meses). (O ‘Sullivan SB.; 1993). 
 
3. Avaliação de 0a 1 mês 
Ao nascimento, quando o bebê é colocado em decúbito ventral (ou seja, 
prono), a cabeça repousa rodada para o lado, mas ele é capaz de levantá-la e 
rodá-la para o outro lado. Os ombros estão aduzidos e flexionados, os cotovelos 
flexionados e as mãos fechadas. A coluna está flexionada, apresentando cifose 
desde a cervical até a região sacral, o que pode ser atribuído aos discos 
intervertebrais com baixa concentração de água, à posição no útero e à 
inatividade dos músculos paravertebrais. A pelve está posicionada em 
retroversão e os quadris estão flexionados, abduzidos e rodados externamente; 
os joelhos estão flexionados e os tornozelos em flexão dorsal. Essa posição dos 
membros inferiores provoca a elevação da pelve e o deslocamento do peso 
corporal para face, ombros e mãos. Por isso, o bebê movimenta muito pouco os 
membros superiores na postura de decúbito ventral. Nessa primeira fase do 
desenvolvimento, o bebê ainda não consegue permanecer na postura sentada 
sem apoio. O recém-nascido, quando suportado, apresenta flexão de cabeça e 
tronco, com a pelve perpendicular à superfície de apoio, e os membros inferiores 
adotam a mesma posição do decúbito dorsal. Se o bebê for solto, ele cairá para 
a frente. (Grantham-McGregor S; 2007). 
 
 
 Fonte: Fonte: :Liddle TL, Yorke L; 2007. 
 Figura 10 - Recém-nascido na postura Figura 11 - Bebê recém-nascido na 
15 
 
 de decúbito ventral. Postura sentada sem apoio. 
 
 
 
4. Avaliação aos 2 meses de idade 
O bebê é capaz de adaptar o controle postural para reduzir o 
deslocamento do centro de pressão, na presença de um estímulo visualizando 
um brinquedo, mantendo um nível ideal de complexidade sem usar movimentos 
repetitivos para atingir o objetivo. (Dusing SC, Izzo TA; 2014). 
 
 
 Fonte: Fonte: :Liddle TL, Yorke L; 2007. 
 Figura 12- Suporte de peso nos antebraços, com os cotovelos atrás da linha dos 
ombros. 
 
 
5. Avaliação dos 3 aos 4 meses 
Ao 3º mês, período no qual se observa um controle parcial da cabeça na 
posição deitada e sentada. Com 4 meses de vida, o bebê já é capaz de elevar a 
cabeça em posição ventral, transferindo o peso antes cervical para a coluna 
vertebral. Os membros superiores (MMSS) auxiliam nessa ação, possibilitando 
a exploração visual, embora de forma limitada. A aquisição do controle cervical 
representa um marco de independência da criança, considerando o fato de ser 
preditivo para a aquisição de outros controles, como deglutir, controle da 
sialorreia, ampliação do campo visual (sem o controle cervical, passa a maior 
parte do tempo olhando para baixo), controle de tronco, sentar-se, passar de 
sentado para a posição ortostática e marcha. (Santos CCD, Ravanini GS. 2006). 
6. Avaliação do 5 mês 
Com cinco meses, em decúbito dorsal, o bebê consegue adquirir a 
primeira troca postural, que é o rolar para o decúbito ventral (o bebê é capaz de 
16 
 
rolar). O tronco está simétrico e alinhado com a cabeça, e ele realiza movimentos 
tanto de extensão quanto de flexão dos membros inferiores. (Santos CCD, 
Ravanini GS. 2006). 
 
 
 Fonte: Fonte: :Liddle TL, Yorke L; 2007. 
 Figura 13 - (A) e (B) O controle cefálico é mais eficiente, favorecendo maior mobilidade 
para a cabeça. 
 
 
7. Avaliação aos 6 meses 
No 6º mês, com a extensão completa e sustentada dos MMSS, o bebê 
consegue a elevação satisfatória do tronco e a rotação controlada da cabeça. 
Consegue apoiar-se nos antebraços e começa a estender os cotovelos, 
transferindo parcialmente o peso para as mãos. Nessa fase, a posição sentada 
já pode ser observada, e a mobilidade da cabeça favorece a exploração visual 
do ambiente. (Santos CCD, Ravanini GS. 2006). 
8. Avaliação do 7 aos 8 meses 
Em decúbito ventral, o bebê consegue erguer bem a cabeça e apoiar o 
seu peso nas mãos, o que favorece o desprendimento do tronco e do quadril do 
solo, treinando para adquirir a próxima troca postural, que é a postura de gato 
ou de quatro apoios. Na postura sentada, apresenta bom controle anterior do 
tronco, mas ainda não apresenta controle para os lados nem total extensão do 
tronco na postura sentada. Ainda realiza a preensão dos objetos em garra. 
(Santos CCD, Ravanini GS. 2006). 
No 8º mês o bebê já é capaz de adotar a postura de gato ou de quatro 
apoios e engatinhar, ainda sem muita estabilidade. Também já permanece 
sentado com bom controle de tronco e cabeça, sendo capaz de virar-se em torno 
do seu próprio eixo. Apresenta reações posturais da cabeça sobre o corpo e do 
corpo no espaço. Quando na postura sentada, se perde o equilíbrio para os 
lados, responde com a segunda reação de proteção, chamada de reação de17 
 
proteção lateral. Consegue bater palmas, faz movimento de dar “tchau” com a 
mão e começa a falar sílabas duplas, imitar sons e estranhar pessoas 
desconhecidas. (Santos CCD, Ravanini GS. 2006). 
9. Avaliação dos 9 aos 11 meses 
 A transferência de decúbito ventral para sentado se dá com a passagem 
pela posição de quatro apoios. Nesta situação, experiencia o balanço corporal e 
suporte de peso na posição quadrúpede, preparando-se para o engatinhar. 
Necessita de boa estabilidade dos membros superiores e tronco, boa mobilidade 
do quadril e rotação corporal. A transição de sentado para prono também 
ocorrerá. A postura sentada se torna funcional, com o desprendimento dos 
membros superiores do apoio, o que tornará as mãos funcionais para o 
brinquedo. Manipula objetos com as duas mãos e é capaz de transferir de uma 
para outra. Ainda não apresenta reações de equilíbrio nessa postura, mas em 
eventuais desestabilizações responderá com as reações de proteção de braços, 
inicialmente para a frente, progredindo lateralmente. As reações de 
endireitamento se fazem presentes evitando que a criança bata a cabeça ao cair. 
Ao final do trimestre, apresentará maior estabilidade e a base de apoio, nessa 
postura, já apresentará maior extensão dos membros inferiores. Engatinhar trará 
maior mobilidade ao bebê, com melhor desempenho motor, permitindo maior 
exploração do ambiente, favorecendo o aprendizado sobre a relação entre 
alturas, distâncias e tempo. Ainda nesse período, o bebê iniciará a passagem 
para em pé inicialmente com apoio dado pelo cuidador, evoluindo para o apoio, 
segurando-se em móveis. Nesse caso, agachar e levantar passam a ser 
atividades exploratórias interessantes e que contribuirão com maior flexibilidade 
e aumento da força muscular dos membros inferiores numa atividade 
sequenciada de contrações concêntricas e excêntricas destes músculos. As 
transferências para a posição em pé darão início às posturas intermediárias, com 
passagens pelo ajoelhado e semi ajoelhado. Quando ajoelhado, a ação dos 
extensores e flexores do quadril estabilizará a pelve, mantendo o quadril com 
leve flexão, em rotação externa e abdução. Para alcançar o semi ajoelhado, 
necessitará de boa estabilidade de tronco e quadril e da habilidade de deslocar 
o peso lateralmente para o lado que suportará o peso do corpo e da perna 
contralateral ser deslocada anteriormente, como parte de reação de equilíbrio. 
Essa é uma postura assimétrica, portanto, mais difícil de ser alcançada, mas que 
18 
 
demonstra maior desenvolvimento do controle do quadril. . (Dusing SC, Izzo TA; 
2014). 
 
 
 Fonte: Carvalho M. 2011. 
Figura 14 - (A) e (B) Na postura vertical, aumenta a extensão dos membros 
inferiores. 
 
10. Avaliação a partir dos 12 meses 
A criança nessa fase consegue sentar-se em várias posições. Assume a 
postura de urso para engatinhar e utiliza essa postura para ficar em pé. Em 
ortostase inicia o movimento de marcha anterior independente, porém ainda 
apresenta desequilíbrio e costuma cair sentado. Realiza os movimentos de pinça 
de forma voluntária e com bastante coordenação. Consegue realizar ordens 
simples, como colocar um objeto para dentro ou fora de algum local. Além disso, 
nessa fase deve ser estimulado a ajudar nas atividades de vida diária. Com 11 
meses já apresenta acuidade visual igual a de um adulto. (PRADO, Cristiane; 
VALE, Luciana Assis; 2012). 
 
 
 Fonte: Carvalho M. 2011. 
 Figura 15 - Aquisição da postura ortostática. 
 
11. Avaliação de testes ortopédicos específicos 
19 
 
O teste de Thomas pode ser usado para identificar uma contratura em 
flexão do quadril, principalmente do músculo iliopsoas. As ADM do quadril em 
abdução e adução devem ser avaliadas com o quadril e os joelhos em extensão. 
Já as rotações internas e externa do quadril são medidas enquanto a criança 
estiver em prono, com o quadril em extensão e com os joelhos flexionados. . 
(Acevedo JS. 2002). 
O teste de Ângulo Poplíteo a elevação passiva da perna ou a medida do 
ângulo poplíteo indica o grau de encurtamento dos músculos posteriores da 
coxa, que, quando excessivamente curtos, podem incapacitar a criança de 
sentar‐se no ísquio a 90° de flexão do quadril, e limitar o comprimento de seu 
passo durante a marcha. (Acevedo JS. 2002). 
O Tese de Galeazzi paciente em decúbito dorsal, com os joelhos juntos 
ao corpo, é colocado na borda da maca. O membro a ser testado é levado em 
direção ao solo, sempre tendo suporte do examinador. Este teste é usado para 
verificar se há diferença de comprimento nos membros inferiores. Os joelhos 
fletidos e os pés são mantidos juntos. Se houver encurtamento de um dos 
membros o joelho ficara mais baixo. (Acevedo JS. 2002). 
 
 
 Fonte: https://www.surgeryjournal.co.uk/article/ 
 Figura 16 – Teste de Galeazzi 
 
 
O Teste de Ely Duncan o paciente encontra-se deitado de barriga para 
baixo e relaxado. O terapeuta está de pé ao lado do paciente, do lado da perna 
que irá ser testada. Uma mão deve estar na parte inferior das costas, a outra a 
segurar a perna pelo calcanhar. Passivamente deve flexionar o joelho de uma 
forma rápida. O calcanhar deve tocar as nádegas. Ambos os lados devem ser 
testados para comparação. O teste é positivo quando o calcanhar não chega a 
20 
 
tocar na nádega, a anca do lado testado se eleva da mesa, o paciente sente dor 
ou formigueiro nas costas ou pernas. (Acevedo JS. 2002). 
 
11. Avaliação do equilíbrio estático e dinâmico 
Equilíbrio estático refere-se ao controle da oscilação postural na posição 
imóvel, através da utilização de percepções internas e externas, associadas à 
ativação muscular, e o equilíbrio dinâmico é a capacidade de controlar o centro 
de gravidade do corpo enquanto este se desloca sobre sua base de apoio 
(ALMEIDA et al.,2010). 
No lactente, o posicionamento em decúbito lateral favorece maior 
simetria, permite melhor equilíbrio entre os músculos extensores e flexores, o 
encontro das mãos na linha média e dentro do campo visual da criança, reduz a 
ação da gravidade sobre a frouxidão capsular e ligamentar. Com membro 
inferiores mantidos em flexão de quadril, joelhos e pés a 90°, um pequeno apoio 
(rolo) na face plantar dos pés pode fornecer estímulos continuados aos 
receptores plantares, incrementando a ativação tônica de distal para proximal. 
Se houver necessidade, um rolo colocado anteriormente ou uma pequena 
almofada torna-se um elemento de estabilização, evitando que a criança passe 
para a posição em decúbito ventral. (Gusman S, Torres CA. 2005). 
Atenção ao colocar a criança hipotônica sentada, que deve ser colocada 
em apoio sobre as tuberosidades isquiática, fornecendo adequada base de apoio 
melhorando o alinhamento de tronco e cabeça. Os pés tendem à pronação e à 
dorsiflexão excessivas solicitando alinhamento. As rotações entre as cinturas 
escapular e pélvica servirão de base para as mudanças posturais. Atos simples 
como o rolar, o equilíbrio na posição sentada e as reações de proteção 
dependem em parte desse controle. (Gusman S, Torres CA. 2005). 
No treino de ortostatismo, atenção especial ao alinhamento do quadril e à 
articulação dos tornozelos, considerando que a ativação tônica de distal para 
proximal estará prejudicada. Ocorrência de rotação interna do fêmur e flexão do 
quadril pode conduzir a alterações como hiperlordose lombar, hipercifose dorsal 
e retração cervical. Os joelhos podem se aproximar, em valgo, e os pés se 
afastam e desabam, achatando o arco longitudinal. Exercícios para estimular as 
reações de equilíbrio e proteção podem ser realizadosem posturas variadas 
(sentado, ajoelhado, semiajoelhado e em pé), por meio de estratégias como o 
21 
 
uso de discos infláveis, pranchas de equilíbrio, bancos de diferentes alturas, 
bolas e espumas. (Gusman S, Torres CA. 2005). 
 
 
 Fonte: adaptada do software Physio Tools® 
Figura 17- Lactente rolando de decúbito lateral direito para decúbito ventral, com 
facilitação inicial pelo quadril e finalização pela cintura escapular. 
 
 
 
 Fonte: adaptada do software Physio Tools®. 
 Figura 18 - Exercício no rolo para estimular as reações de equilíbrio. 
 
 
 
 Exercícios realizados em sala dia 23/04/2024. 
 
 Reações, reflexos primitivos e aquisições motoras 
22 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 3 – Roteiro 1 
Treino de atividades em posturas baixas 
 Formamos duplas e fomos colocar em pratica o que se pede. 
 
1. Estimular o controle de cabeça: Em primeiro lugar posicionei o 
paciente (colega), de costas (decúbito dorsal) em uma superfície firme e segura. 
Coloquei um apoio adequado sob a cabeça para evitar hiperextensão cervical. 
Pode ser utilizado cunha de espuma. Me certifiquei se a cintura escapular estava 
alinhada, deixando uma base estável para o movimento. Interagi com o paciente 
incentivando-o a levantar a cabeça, no caso de crianças pode oferecer 
25 
 
brinquedos ou objetos coloridos para atrair a atenção e motivar a realizar o 
movimento. Se necessário oferecer apoio e encorajamento, meu paciente 
conseguiu realizar o movimento por conta própria, desenvolvendo assim a força 
e coordenação. 
 
2. Estimular controle de tronco: Agora eu fui o paciente e o colega o 
fisioterapeuta. Começamos com a postura sentada em uma cadeira firme, não 
usamos apoio. Foi usado uma bola para estimular o controle do tronco enquanto 
sentada. Em seguida fizemos variações com base de apoio, utilizando 
colchonetes e bola suíça para desafiar o equilíbrio e fortalecer os músculos do 
tronco. Depois discutimos sobre o caso de uma criança com paralisia cerebral 
que apresentava hipertonia, o que poderíamos fazer para ajudar. Iriamos adaptar 
as atividades para evitar posturas que exacerbassem a rigidez muscular. É 
importante adaptar as atividades de acordo com o nível de habilidade e conforto 
da criança, sempre incentivando o progresso gradual e oferecendo suporte 
necessário 
 
 Fonte: Arquivo pessoal 
 Figura 19 - Estimular controle de tronco 
 
 
3. Estimular a troca postural – rolar: Em primeiro lugar foi determinar 
o nível de independência do paciente na troca postural, observando quais os 
pontos ele precisava de mais apoio. Encorajei o paciente a realizar a troca 
postural o mais independente possível, pratiquei transição do decúbito ventral 
(prono) para o decúbito dorsal (supino) e vice-versa. Depois criei uma situação 
26 
 
como se o paciente tivesse dificuldades motoras, simulei a troca postural, ele 
saindo da cama para a cadeira de rodas. 
 
Exercício realizado em sala 21/05/2024. 
Paciente deitada no colchonete, a princípio começamos com bater palmas 
para chamar a atenção, esticamos o braço esquerdo, em seguida pegamos na 
perna direita e passamos por cima da esquerda e auxiliamos ela a rolar. 
 
4. Estimular postura sentada – com e sem apoio e postura de gato: 
Começamos avaliando a capacidade do paciente de realizar as atividades de 
forma independente. Começamos oferendo auxílio, como na cintura escapular, 
cintura pélvica e fossa poplítea para minimizar o suporte durante a troca postural. 
Treinamos atividades na postura sentada, em superfícies estáveis e instáveis, 
para fortalecer o controle do tronco superior e inferior. Estimulamos também a 
postura de gato, incentivando movimentos suaves e coordenados. 
 
 
Exercício realizado em sala 21/05/2024. 
Vimos que o certo e fazer uma cadeirinha com a mão e apoiar a criança 
na parte da frente do corpo. Outra forma de trabalharmos o sentar e com a bola 
suíça, para assim irmos treinando o equilíbrio. 
 
 
 Fonte: Arquivo do Ministério da Saúde 
 Figura 20 - Postura adequada para carregar criança no colo 
 
 
27 
 
5. Treino de reações de proteção anterior e lateral: Para estimular as 
reações, realizamos atividades como lançar uma bola suavemente em direção 
ao paciente enquanto ele estava sentado e incentivando a usar os braços para 
proteger o corpo. Para as reações de proteção lateral, simulamos obstáculos 
com cadeiras para ele se mover rapidamente para o lado. E importante adaptar 
atividades desafiadoras, mas que sejam alcançáveis para as crianças. 
 
6. Treino de reações de equilíbrio estático e dinâmico nas posturas de 
decúbito lateral, sentado e gato: para simular situações clínicas diferentes, nos 
terapeutas adaptamos exercícios de treino de equilíbrio estático. Primeiro 
posicionamos o paciente de lado, apoiado no cotovelo e joelho. Para treinar o 
equilíbrio do paciente pedimos para manter a posição lateral enquanto realiza 
atividades de alcançar objetos. Depois colocamos o paciente em uma posição 
sentado estável, usamos uma bola suíça, onde ele pode sentar-se e tentar 
manter o equilíbrio. Pedimos para o paciente adotar a postura de gato, com as 
mãos e joelhos no chão. Para treinar o equilíbrio dinâmico pedimos para levantar 
uma mão e um pé enquanto mantem a posição de gato. 
 
7. Evitar encurtamentos musculares e deformidades ósseas: É 
essencial incorporar técnicas de alongamento muscular especificas, priorizando 
grupos musculares, mais afetados em cada condição clínica. Por exemplo, 
crianças com mielomeningocele nível toráxico, o foco pode ser alongar os 
músculos extensores das pernas, enquanto para crianças com paralisia cerebral 
tetraparética espástica, o quadril pode ser crucial. Para simular situações clínicas 
diferentes com crianças de diferentes diagnósticos, é importante adaptar as 
técnicas de alongamento conforme as necessidades especificas de cada 
paciente. Isso pode envolver as posições de prono ou supino, e a técnica de 
alongamento ativo e passivo, dependendo da capacidade de cada paciente. É 
importante realizar de maneira suave e progressiva respeitando os limites de 
cada criança. O terapeuta deve adaptar as técnicas de acordo com as 
necessidades de cada paciente. 
 
8. Evitar complicações respiratórias: Simulamos diferentes situações 
clínicas em sala de aula com diversos diagnósticos. O paciente estava com 
28 
 
fibrose cística, neste caso realizamos a técnica de higiene brônquica usamos a 
técnica de percussão e a vibração, que ajudam a mobilizar as secreções 
bronquiais facilitando sua eliminação. Outra simulação foi paciente com 
pneumonia, a técnica usada foi de reexpansão pulmonar, foi feito através de 
respiração profunda e expansão torácica para promover a ventilação adequada 
dos pulmões e prevenir a atelectasia (colapso pulmonar) . 
 
9. Estimulação sensorial e integração sensório-motora: Para uma 
criança com autismo, pode-se focar em estímulos sensoriais suaves e repetitivos 
para ajudar na regulação sensorial. Para uma criança com paralisia cerebral, 
podem ser utilizados estímulos táteis e proprioceptivos para promover o 
desenvolvimento motor. É importante adaptar técnicas conforme as 
características individuais de cada criança e seu diagnóstico específico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 4 – Roteiro 1 
Treino de atividade em posturas altas 
Formamos duplas e fomos colocar em pratica o quese pede. 
 
1. Estimular postura ajoelhado: Posicionando o paciente na postura 
de gato, com os joelhos e mãos apoiados no chão, incentive o paciente a mover 
um dos joelhos para frente, enquanto mantém o outro joelho e as mãos no chão. 
Auxiliei o paciente a estender a perna para trás, enquanto transfere o peso do 
corpo para a perna estendida, gradualmente levantando o corpo até ficar 
ajoelhada. Exemplo de simulação clínica em crianças com problemas de 
equilíbrio, oferecer mais apoio e utilizar superfícies mais estáveis. Para crianças 
29 
 
com deficiências motoras, adapte a técnica de acordo com suas capacidades e 
limitações, oferecendo suporte adicional conforme necessário. Sempre garantir 
a segurança da criança durante o treinamento. 
 
2. Estimular postura semiajoelhado: Começamos com o paciente em 
posição ajoelhado e gradualmente introduzimos apoios para as mãos e 
cotovelos. Foi usado rolos de espuma para fornecer suporte. Para treinar as 
reações de proteção anterior, lateral e posterior, realizamos exercícios 
específicos para cada um deles. Para a reação de proteção anterior, pedimos ao 
paciente para estender os braços para frente para evitar uma queda. Para a 
reação lateral, pedimos para ele inclinar o corpo para o lado para evitar cair. E 
para a reação posterior ele se inclinou para trás e se apoiou para evitar uma 
queda. Em situações clínicas com crianças em condição neurológica, 
precisamos fornecer mais apoio e suporte durante os exercícios. Uma criança 
com lesão musculoesquelética , pode ser necessário modificar os exercícios 
para evitar uso excessivo da área afetada. 
 
3. Estimular a ortostase: Paciente começou com apoio para garantir 
a segurança. Progressivamente fomos reduzindo o apoio até conseguir a 
posição sem ajuda. Variamos as bases de apoio como piso firme, ou inclinando 
para desafiar o equilíbrio. Avaliamos se o paciente tinha necessidade de 
bengalas, andador ou treino em barras paralelas, de acordo com a capacidade 
de equilíbrio dele. Introduzimos o uso da bengala para fornecer mais estabilidade 
durante o treino. Em situações clínicas em crianças com paralisia cerebral, o 
treino seria para melhorar o controle muscular. Utilizaríamos exercícios para 
fortalecimento muscular, propriocepção e coordenação para melhorar a 
capacidade de manter a ortostase. 
 
4. Treino de marcha: Simulamos uma situação clínica com criança 
com paralisia cerebral, o treino de marcha pode envolver técnicas de facilitação 
neuromuscular, como o padrão Bobath, focando na redução da espasticidade e 
no aumento do controle motor. Para crianças com distrofia muscular, o treino de 
marcha pode incluir o uso de órteses para fornecer suporte aos músculos 
enfraquecidos, além de exercícios de fortalecimento específico. 
30 
 
 
5. Treino de transferência de pacientes: Em primeiro lugar verifiquei 
se a cadeira de rodas do paciente estava livre de quaisquer obstáculos como: 
cama, tablado... Certifiquei se o meu paciente estava confortável para a 
realização da transferência. Posicionei a cadeira do lado da cama, com os freios 
aplicados. Esse paciente e hemiparético, ajudei-o a deslizar seu corpo na direção 
da cama, apoiando o lada afetado pelo lado não afetado. Auxiliei o paciente a 
levantar-se com cuidado, usando uma técnica segura de levantamento. Em 
crianças mantenha uma comunicação clara e tranquilizadora tanto para ela 
quanto para os responsáveis durante todo o processo. Adapte as técnicas de 
transferências para garantir a segurança e conforto da criança, levando em conta 
seu tamanho, idade e diagnostico. E fundamental praticar essa técnica sob a 
supervisão de profissionais qualificados. 
 
6. Rever as principais indicações de órteses de posicionamento: 
Goteira suropodálica, e uma órtese usada para corrigir a posição dos pés, 
especialmente quando a tendência para quedas para dentro (pronação).É 
comumente usada para tratar problemas como pé plano e deformidades no arco 
do pé. Tutor longo e tutor curto são utilizados para estabilizar e fornecer suporte 
a articulações específicas, como tornozelo e joelho. O tutor longo se estende 
abaixo do joelho até o pé, enquanto o tutor curto se concentra apenas no 
tornozelo. A tala extensora, é prescrita para prevenir contraturas nas 
articulações, especialmente no caso de lesões neurológicas que causam 
espasmos musculares, ela ajuda a manter uma posição correta das articulações. 
O parapodium é uma estrutura que suporta o corpo enquanto permite a posição 
ereta. Para utilizar um parapodium, coloque o paciente na estrutura, ajuste as 
correias para garantir um ajuste confortável e seguro e então levante-o 
gradualmente até a posição vertical desejada. A prancha ortostática, é uma 
superfície plana onde o paciente pode ficar em pé. Para usar uma prancha 
ortostática, posicione o paciente deitado na prancha, fixe-o com cintos de 
segurança conforme necessário e então eleve a prancha até a posição vertical 
desejada, permitindo que o paciente fique em pé. E preciso seguir as orientações 
do médico ou terapeuta ao descrever e utilizar essas órteses. 
 
31 
 
7. Treino de atividades funcionais: Primeiro avaliar as habilidades 
motoras e cognitivas de cada criança, levando em consideração seu diagnóstico 
e suas atividades especificas. Realizamos algumas simulações clínicas, dentre 
elas colocamos várias cadeiras e pedimos para os alunos se mover entre elas 
enquanto carregam livros. Outra técnica usada foi incluir cadeira de rodas e 
adequamos as habilidades individual de cada um. Durante as atividades 
devemos fornecer feedback as crianças e fazendo ajustes para garantir que elas 
estejam progredindo em direção aos seus objetivos. À medida que as crianças 
vão ganhando confiança e habilidades, aumente gradualmente a dificuldades 
atividades. Sempre registrar os desafios de cada criança ao longo do tempo e 
reavalie o tratamento e seus objetivos. 
 
8. Treinamento cardiovascular (quando possível): Para um 
treinamento aeróbico eficaz, todos os alunos realizaram um circuito com 
exercícios como saltos, flexões, abdominais e burpees, alternando entre cada 
um por um determinado período ou número de repetições. Sempre se 
certificando de dar um descanso entre os exercícios. E interessante desafiar 
diferentes grupos musculares. 
 
 
 
 
 
 Conclusão 
Podemos destacar que o treino de posturas altas e baixas apresentou 
resultados positivos no desenvolvimento físico e motor da criança avaliada. 
Observou-se uma melhora significativa na capacidade de manter posturas 
estáveis e no equilíbrio postural, indicando uma resposta favorável ao programa 
de treinamento. Recomenda-se a continuidade do acompanhamento para 
consolidar os ganhos obtidos e realizar ajustes conforme necessário, visando 
maximizar os benefícios a longo prazo. 
 
 
 
32 
 
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