Prévia do material em texto
ALCEU DOS SANTOS MAZZIEIRO
PAULO ANTÔNIO FONSECA MACHADO
9ano
O
Descobrindo e aplicando a
MATEMMATEMMATEMMATEMMATEMMATEMAAAAAATITITITITITICACACACACACACACACACACACA
Descobrindo e aplicando aDescobrindo e aplicando aDescobrindo e aplicando a
Matemática
MANUAL DO PROFESSOR
Ensino
Fundamental
selinho_obras_aprovadas_10mai13_.indd 6 10/05/13 16:43
9!BMM@L>:PXTRPU!
ISBN 978 85-7319-531-6
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafi a o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos fi lhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, fl orão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais fl ores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta fl âmula
– Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um fi lho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos fi lhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Hino Nacional
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
M
A
TE
M
AAAAAAAAA
TITITITITITITITITI
C
A
C
A
C
A
C
A
C
A
C
A
C
A
C
A
C
A
De
sco
br
ind
o e
a
pli
ca
nd
o a
9an
oO
E
n
si
n
o
F
u
n
d
am
en
ta
l
M
at
em
át
ic
a
dimensao_matematica_9ano.indd 1-3 5/13/13 5:17 PM
ALCEU DOS SANTOS MAZZIEIRO
• Bacharel, licenciado e especialista em Matemática pela UFMG. Atuou como: chefe dos Departamen-
tos de Matemática do Centro Pedagógico, do Colégio Universitário e do Instituto de Ciências Exatas
da UFMG; coordenador da área de Matemática do Projeto de Inovação Curricular e Capacitação de
Docentes do Ensino Fundamental da Secretaria Estadual de Educação do Estado de Minas Gerais;
coordenador da área de Matemática do Projeto de Correção do Fluxo Escolar para o Ensino Funda-
mental da Secretaria Estadual de Ensino do Estado da Bahia; e membro da equipe de consultores do
Projeto de Capacitação de Professores de Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais.
PAULO ANTÔNIO FONSECA MACHADO
• Bacharel e mestre em Matemática pela UFMG, doutor em Matemática pela Unicamp/UFBA. Atualmente
é professor associado do Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Exatas da UFMG, do
qual foi chefe em vários mandatos.
1ª edição, Belo Horizonte, 2012
ALCEU DOS SANTOS MAZZIEIRO
PAULO ANTôNIO FONSECA MAChADO
9ano
O
Descobrindo e aplicando a
MATEMATICA
Ensino
FundamEntal
Descobrindo e aplicando a
matemática
manual do proFEssor
INICIOCap9_NOVA2012.indd 1 10/05/13 19:32
Copyright © 2004 by Alceu dos Santos Mazzieiro
Paulo Antônio Fonseca Machado
Fundadores
Gilberto Gusmão de Andrade
Zélia Almeida
Diretora editorial
Zélia Almeida
Editor
Maurício Bouissou
Editor de arte
Jan Deckers
Coordenadora de produção
Ana Gabriela
Assistente editorial
Rúbia Calais
PRODUÇÃO EDITORIAL
Projeto gráfico/Capa
Reginaldo Almeida
Ilustrações
Júlia Bianchi, Son Salvador e Duke
desenho técnico: Sérgio Pessoa, Tuim,
Nivaldo Marques e Carlos Jorge
PRODUÇÃO GRÁFICA
Editoração eletrônica
Tuim
Pré-impressão
Tuim
Todos os os direitos reservados à
EDITORA DIMENSÃO
Rua Rosinha Sigaud, 201 - Caiçara
Telefax: (31) 3527-8000
30770-560 - Belo Horizonte (MG)
www.editoradimensao.com.br
M477d Mazzieiro, Alceu dos Santos
Descobrindo e aplicando a matemática;
9º ano / texto de Alceu dos Santos Mazzieiro e
Paulo Antônio Fonseca Machado;
— Belo Horizonte: Dimensão, 2012.
304 p. il. – (6º ao 9º ano do ensino
fundamental – Matemática)
ISBN - 978 - 85 - 7319 - 502 - 6 (LA)
ISBN - 978 - 85 - 7319 - 531 - 6 (LP)
1.Matemática-ensino fundamental. I.Machado,
Paulo Antônio Fonseca. II.Título. III.Série.
CDU 51(075.2)
Ficha elaborada por Rinaldo de Moura Faria CRB/6 nº 1006
2012
INICIOCap9_NOVA2012.indd 2 10/05/13 19:32
Estudante,
Este livro foi elaborado para que você converse bastante na aula de
Matemática. Calma, não estamos dizendo para você perturbar o ambiente.
Nada disso. A conversa a que nos referimos tem a ver com os exercícios
e atividades aqui propostos, que vão estimular você a participar da aula o
tempo todo, sozinho ou em grupo.
De que maneira? Fácil: respondendo perguntas, resolvendo e inventando
problemas ligados ao dia a dia, montando e desmontando objetos, fazendo
contas com a calculadora, interpretando ou fazendo gráficos, desenhando
figuras ou interpretando desenhos de figuras, discutindo como resolver ou
inventar problemas, descobrindo propriedades dos números e das figuras.
Sobretudo, aplicando suas descobertas em problemas da vida prática e em
situações relacionadas com as outras matérias que você estuda.
Você verá como a aula de Matemática se torna agradável com a parti-
cipação de todos.
Uma última recomendação: crie o hábito de, assim que chegar em casa,
fazer os exercícios marcados pelo professor. Principalmente por dois moti-
vos: o primeiro, porque ainda estão em sua memória os assuntos estudados
em aula, e o segundo porque, ao deixar para depois, imprevistos podem
impedi-lo de resolver os exercícios. E esses são muito importantes para o
complemento de sua aprendizagem.
Um abraço,
os autores.
INICIOCap9_NOVA2012.indd 3 10/05/13 19:32
Como você vai usar o livro
Este livro é formado de nove capítulos e um glossário. Cada um dos
sete primeiros capítulos é dividido em cinco partes, que têm os títulos em
destaque a seguir, bem como seus conteúdos e objetivos descritos.
O capítulo 8 visa uma revisão dos assuntos estudados e o capítulo 9
contém atividades complementares a cada um dos sete primeiros capítulos.
O glossário que se vê após o capítulo 9 permite a você rever os signi-
ficados de termos usados no livro ou conhecer os significados de novos
termos, principalmente ligados ao dia a dia.
TÍTULOS DAS CINCO PARTES DOS SETE PRIMEIROS CAPÍTULOS:
EXPLORANDO O QUE VOCÊ JÁ SABE
Perguntas sobre assuntos que você já sabe e que são importantes para
o estudo que se inicia.
APRENDENDO EM SALA DE AULA
Diversos exercícios e atividades em sala de aula, que você vai fazer so-
zinho ou, na maioria das vezes, em grupo, sempre orientado pelo professor
ou pela professora.
APRENDENDO EM CASA
Exercícios e atividades para você resolver em casa. Nunca deixe de fazê-
-los. Você e seus colegas vão apresentar e discutir as soluções na aula
seguinte.
EXPLORANDO O QUE VOCÊ APRENDEU E APRENDENDO MAIS
Exercícios e atividades propostos no fim de cada capítulo como revisão
e, principalmente, aplicação do que você aprendeu em problemas práticos.
VERIFIQUE SE VOCÊ APRENDEU
Lista de assuntos estudados no capítulo e números dos exercícios cor-
respondentes. Essa lista é muito importante para que você reveja o estudo,
descobrindo se aprendeu todos os assuntos, ou, caso contrário, voltando
aos exercícios correspondentes e estudando-os novamente.
INICIOCap9_NOVA2012.indd 4 10/05/13 19:32
Aos pais
Não faz muito tempo era bastante comum as pessoas terem aversãoa Matemática. Motivo
havia de sobra, basta reparar nas maneiras como se ensinava: exercícios sem qualquer aplicação
prática, relacionados apenas e tão somente com a própria disciplina, davam a sensação de que
havia dois mundos, o da Matemática e aquele em que vivemos.
Felizmente, os estudos sobre Educação Matemática e alguns documentos oficiais, como os
Parâmetros Curriculares Nacionais, estão contribuindo de maneira decisiva para uma nova visão.
É com base principalmente nesses textos e documentos que propomos uma Matemática agra-
dável, participativa e voltada para todos os contextos do nosso dia a dia. Este livro é feito para
que seus filhos sejam preparados para os desafios do mundo atual, no qual, todos sabemos, as
transformações ocorrem de forma cada vez mais veloz. Essas rápidas transformações requerem
de cada um de nós capacidade de decidir sobre situações novas, criatividade, compreensão das
diversas linguagens, além de coragem e competência para o exercício da cidadania.
Para que a aprendizagem de seu filho seja a mais eficiente possível, é necessário que vocês
colaborem acompanhando os estudos dele em casa, discutindo as atividades propostas (nunca
as resolvendo) e participando do projeto pedagógico da Escola.
Por fim, justificamos com um exemplo cotidiano por que Matemática se deve aprender fa-
zendo. Para entender, observe a reação de uma criança bem pequena que “briga” para tomar
a colherzinha da mão de quem a alimenta. Quando consegue, ela começa a levar a colherzinha
ao nariz, à testa, até acertar a boca. E daí em diante não admite mais ser alimentada por outra
pessoa. Ou seja, ela quer “resolver o problema” sozinha.
Esta criança nos ensina, assim, que desde os primeiros meses de idade o ser humano apre-
senta como característica essa vontade, essa necessidade de aprender fazendo, em vez de
esperar que alguém faça por ele.
Um abraço,
os autores.
INICIOCap9_NOVA2012.indd 5 10/05/13 19:32
CapItulo 1 - Os números reais
Conhecendo um pouco mais sobre números ........................... 11
Calculando com números reais ................................................. 26
Coordenadas e aplicações ....................................................... 33
Verifique se você aprendeu ....................................................... 40
CapItulo 2 - Matemática financeira
Porcentagem, principal e taxa ................................................... 43
Aumentos e descontos percentuais – comissões ...................... 46
Calculando juros simples e juros compostos ............................. 50
Verifique se você aprendeu ....................................................... 60
CapItulo 3 - Calculando com letras e com números
Monômios e polinômios ............................................................ 63
Calculando com monômios e polinômios .................................. 76
Produtos notáveis ..................................................................... 82
Usando e deduzindo fórmulas .................................................. 86
Funções, fórmulas, tabelas e gráficos ....................................... 88
As funções e seus gráficos cartesianos .................................... 97
Verifique se você aprendeu ....................................................... 106
SumArio
-
-
-
-
INICIOCap9_NOVA2012.indd 6 10/05/13 19:32
CapItulo 4 - Equações e sistemas de equações
Resolvendo equações e problemas .......................................... 109
Resolvendo sistemas de equações e problemas ....................... 115
As expressões fatoradas e as equações ................................... 122
Resolvendo equações do segundo grau ................................... 127
Verifique se você aprendeu ....................................................... 136
CapItulo 5 - Proporcionalidade e trigonometria
Semelhança – Revendo e ampliando conhecimentos ............... 139
Semelhança e os triângulos retângulos ..................................... 143
As razões trigonométricas ......................................................... 147
Verifique se você aprendeu ....................................................... 160
CapItulo 6 - Descobrindo e explorando
propriedades das figuras geométricas
Desenhando, descobrindo e usando propriedades
de figuras geométricas .............................................................. 163
Recordando e descobrindo outros fatos sobre polígonos ......... 169
Ângulos na circunferência ......................................................... 173
As circunferências e os polígonos ............................................. 182
Atividades opcionais: Semelhança na circunferência ................. 191
Verifique se você aprendeu ....................................................... 194
-
-
-
INICIOCap9_NOVA2012.indd 7 10/05/13 19:32
CapItulo 7 - Estatística, amostras e probabilidades
Um pouco mais sobre Estatística .............................................. 197
Probabilidades, amostras e Estatística ...................................... 213
Verifique se você aprendeu ....................................................... 218
CapItulo 8 - Revendo e aprendendo mais
Calorias, anos-luz e altitudes .................................................... 221
Explorando medidas ................................................................. 223
Áreas, comprimentos e distâncias ............................................ 226
Salada de problemas ................................................................ 228
As razões trigonométricas e as áreas ........................................ 233
Os expoentes fracionários e os radicais .................................... 238
Quocientes e produtos de expressões literais ........................... 243
CapItulo 9 - Atividades complementares
Atividades complementares do capítulo 1 ................................. 249
Atividades complementares do capítulo 2 ................................. 253
Atividades complementares do capítulo 3 ................................. 256
Atividades complementares do capítulo 4 ................................. 272
Atividades complementares do capítulo 5 ................................. 278
Atividades complementares do capítulo 6 ................................. 281
Atividades complementares do capítulo 7 ................................. 286
Glossário .................................................................................. 295
Sugestões de leituras e sites para os alunos ............................. 303
-
-
-
INICIOCap9_NOVA2012.indd 8 10/05/13 19:32
CapItulo 1
-
Os números reais
M
ar
bo
|
D
re
am
st
im
e.
co
m
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 9 10/05/13 19:34
Neste capítulo, você vai aprender como:
• Identificar números naturais, inteiros, racionais e irracionais.
• Identificar números reais como racionais ou irracionais.
• Representar números racionais como dízimas periódicas.
• Escrever dízimas periódicas como frações.
• Representar números reais na reta numerada.
• Interpretar expoentes negativos e seu uso particular nas potências de base 10.
• Simplificar escrita de números usando produtos por potências de dez.
• Calcular raízes quadradas aproximadas de números reais.
• Resolver problemas relacionados com os conceitos de porcentagem, principal e taxa.
• Resolver problemas relacionados com juros simples e juros compostos.
• Resolver problemas de proporcionalidade inversa e proporcionalidade composta.
• Calcular ou simplificar radicais usando fatoração.
• Localizar pontos no plano cartesiano usando pares ordenados de números reais:
suas coordenadas.
• Identificar: eixos cartesianos, plano cartesiano, quadrantes, abscissas e ordenadas.
• Construir figuras simétricas no plano cartesiano.
• Identificar figuras simétricas no plano cartesiano.
• Construir polígonos no plano cartesiano,dadas as coordenadas de seus vértices.
Ao lado, explicita-
mos os objetivos gerais
do capítulo. Sugerimos
um breve comentário
sobre os mesmos, uti-
lizando as ilustrações
da página.
Observação im-
portante: Sempre que
possível, em todas as
seções deste e outros
capítulos proponha
atividades coletivas
aos alunos, explorando
situações-problema
que propiciem diversos
procedimentos como
analisar, interpretar,
discutir, argumentar,
formular hipóteses,
planejar estratégias
de resolução, apli-
car as estratégias na
resolução, explicitar
verbalmente a estraté-
gia utilizada, verificar
e validar resultados.
Explorar também o
uso de exemplos, con-
traexemplos, desco-
bertas de diferenças,
descobertas de seme-
lhanças.
Ao início de cada
seção, esclareça as
principais razões de
se estudarem os temas
das mesmas.
–2 –1 0 +1 +2 +3
(a) (b) (c) (d) (e) (f)
–1
(g)
0 +1
–0,7 (h) (i) +0,3 (j) (l)
1º quadrante2º quadrante
4º quadrante3º quadrante
y
x0x
y
A (3,4)A’ (–3,4)
B (–4,–2) B’ (4,–2)
R (3,2)
y
x
R’ (3,–2)
Q (–1,3)
P (–2,1)
P’ (–2,–1)
Q’ (–1,–3)
Professor(a): Neste e em outros capítulos, são exploradas diversas situações para que os alunos “descubram”, a partir de casos particulares, propriedades de
números, de figuras, regras de cálculos etc. É extremamente importante que, após estas “descobertas”, sejam feitas observações afirmando que tais conclusões
são verdadeiras (e, eventualmente, provar estes fatos) para que não fique a falsa ideia de que, a partir de poucos casos particulares, é possível generalizar. Sempre
que possível, use expressões algébricas para expressar tais generalizações, bem como algumas regularidades relacionadas com sequências númericas.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 10 10/05/13 19:34
11
• Quais são os números naturais entre 18 e 25?
• Quais são os números inteiros negativos entre –9 e –1?
• Quais são os números inteiros positivos entre +4 e +11?
• Toda fração representa número natural?
• Se uma fração representa o número natural 3, o que se pode dizer do numerador e
do denominador dela?
Recado ao(à) profes sor(a):
Aproveitamos este espaço para
comunicação direta entre nós. Nele,
fazemos diversas observações e
sugestões.
Todas as atividades que iniciam
os estudos dos temas têm, como
título, “Explorando o que você já
sabe” e devem ser respondidas
oralmente pelos alunos. Quando
julgar necessário, explore mais as
situações com outras perguntas.
Procure verificar se todos os alu-
nos compreendem os significados
dos termos nelas usados.
Sempre que possível, crie
situações semelhantes no quadro
e explore-as.
ATIVIDADES ORAIS
• 19, 20, 21, 22, 23, 24.
• –8, –7, –6, –5, –4, –3, –2.
• +5, +6, +7, +8, +9, +10.
• Não.
• O numerador é o triplo do
denominador.
Peça a um aluno que leia cada
item com marcadores e, após cada
um, dê e peça exemplos de: con-
junto união, conjunto interseção,
subconjunto, números racionais na
forma de fração, na forma decimal
finita ou periódica, simplificação
de frações e frações irredutíveis.
Explore também os exemplos
dos dois significados diferentes
do “ou”.
1º.) Na linguagem corrente, se o
professor diz: “amanhã, tragam
um jornal ou uma revista”, está
dando uma opção para que cada
um traga ou um jornal, ou uma
revista. Este “ou” é chamado
de “ou exclusivo”: deve ser
entendido como “ou... ou”, não
obrigando às duas condições
serem satisfeitas ao mesmo
tempo.
2º.) Na linguagem matemática,
se dizemos: “conjunto união de
dois conjuntos A e B é o conjun-
to cujos elementos pertencem a
A ou a B”, devemos entender
que, se um elemento pertence a
um único dos dois conjuntos ou
se pertence a ambos, pertence
também ao conjunto união dos
dois. Este “ou” é chamado “ou
inclusivo” e tem o significado
de “ou” e de “e” ao mesmo
tempo. Se necessário, explore
mais exemplos.
Neste ano, vamos retornar a vários conceitos já estudados, com uma
abordagem um pouco mais precisa. Inicialmente, recordaremos fatos
sobre conjuntos, lembrando que, no nível da Matemática que estudamos
aqui, os conjuntos têm como elementos, principalmente, números ou
figuras geométricas.
Você já sabe que:
✓ Dados um elemento a e um conjunto C, ou a pertence a C, ou a não pertence a C,
e se representam esses fatos assim, respectivamente: a C ou a C.
✓ {a, b, c, d} se lê: conjunto cujos elementos são: a, b, c, d.
✓ Se um elemento x pertence a, pelo menos, um de dois conjuntos A ou B, dizemos
que ele pertence ao conjunto união de A e B, representado por A B, que se lê
A união B.
✓ Se um elemento pertence simultaneamente a dois conjuntos A e B, dizemos que
ele pertence ao conjunto interseção de A e B, representado por A B, que se lê
A interseção B.
✓ Se todo elemento que pertence a um conjunto X pertence também a outro conjunto
Y, dizemos que X é subconjunto de Y e escrevemos: XY
✓ 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11,... representam os números naturais.
✓ As frações cujos termos são números naturais representam números racionais
(lembre-se de que denominador não pode ser o zero).
✓ Entre todas as frações que representam um mesmo número racional, existe sempre
uma cujos termos são primos entre si, chamada fração irredutível.
✓ Os números racionais também são representados por expressões decimais finitas ou
periódicas.
✓ Na prática, medir é verificar, fixada uma grandeza como unidade, quantas vezes ela,
ou parte dela, está contida em outra grandeza de mesma espécie.
✓ Contar objetos de uma coleção é fazer corresponder a cada um dos objetos, suces-
sivamente, um único dos números naturais 1, 2, 3, 4,... até que, completada a cor-
respondência, se diz que a quantidade de objetos da coleção é expressa pelo último
número natural utilizado na correspondência.
Aprendendo em sala de aula
Explorando o que você já sabe
Conhecendo um pouco mais sobre números
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 11 10/05/13 19:34
12
Professor(a): para a se-
quência das atividades das
aulas, recomendamos criar
o hábito de ler as sugestões
que faço, antes de explorar
os exercícios cujos números
das respostas são colocados
posteriormente a essas su-
gestões, porque a maior parte
delas ou reforça atividades
anteriores, ou, principalmen-
te, prepara os alunos para as
atividades seguintes.
Explore no quadro situa-
ções de medidas de segmen-
tos e como interpretá-las.
Não se esqueça das divisões
dos segmentos unitários em
10 partes iguais, que per-
mitem obter medidas deci-
mais. Use réguas graduadas
para facilitar as subdivisões.
Explore, também, usando
material concreto, medidas
de áreas (por exemplo, de
cartões, com um cartão uni-
dade), medidas de volumes
etc.
Lembre aos alunos que
este livro é não consumível.
Portanto, não devem escrever
ou desenhar nas páginas dele,
nem recortar qualquer figura.
1. a) A) 0, 2, 4, 6, 8;
B) 1, 3, 5, 7, 9;
D) 2, 3, 5, 7, 11;
E) 2, 4, 8, 16, 32;
F) 0, 5, 10, 15, 20;
b) 1, 3, 5, 15;
c) 1º.) N;
2º.) A;
3º.) B;
4º.) N;
d)1º.) {0, 2, 4, 6}
2º.) {múltiplos de 10}
3º.) {2}
4º.) D
2. a) 38;
b) 22;
c) 18 + 1 + 1 + 1 + 1 = 22
(ou 18 + 4 = 22);
d) n + 1;
e) Adição; 4 × 6;
f) 4 < 7 porque 7 = 4 + 3;
g) Porque 14 = 9 + 5.
Recorde: se a e b repre-
sentam números, a × b, (a)(b)
e a ∙ b representam o produto
desses números.
Uma noção intuitiva do que são números pode ser expressa assim: nú-
meros representam resultados de contagens ou de medidas. São usados
para avaliar diferentes quantidades ou qualidades de uma grandeza.
Exemplificando:
a) Ao contar os elementos de A = {a, b, c, d}, encontramos o número natural 4.
Representamos o conjunto dos números naturais assim:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, … }
b) Ao medir segmentos usando um segmento dado como unidade de medida, é pos-
sível obter como medida números racionais como 5; 7; 13; 2,5; 4
3
4
. Veja que os
três primeiros números são números naturais, que também podem ser associadosa
números racionais através das relações 5
5
1
7
7
1
, ,= = etc.
Resolvendo exercícios:
1. No quadro a seguir, você vê vários conjuntos de números naturais:
A = { números naturais pares } E = {2n, n , n ≠ 0}
B = { números naturais ímpares } F = {múltiplos de 5}
C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7 } G = {divisores de 15}
D = {números primos}
Use os conjuntos do quadro acima e escreva em seu caderno:
a) Os cinco primeiros números dos conjuntos A, B, D, E, F.
b) Todos os números do conjunto G.
c) O conjunto união de cada um dos pares de conjuntos a seguir:
1º.) A e B; 2º.) A e E; 3º.) B e G; 4º.) N e F.
d) O conjunto interseção de cada um dos pares de conjuntos a seguir:
1º.) A e C; 2º.) A e F; 3º.) A e D; 4º.) B e D.
2. Responda ou faça o que se pede:
a) O professor afirmou que o sucessor de 4 é 5, o sucessor de 5 é 6, o sucessor de 6 é
7, e continuou... Qual número ele deve ter afirmado ser o sucessor de 37?
b) Qual número natural é o sucessor do sucessor do sucessor do sucessor de 18?
c) Você conhece algum modo de responder à pergunta do item (b) fazendo uma ope-
ração? Qual seria ela?
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 12 10/05/13 19:34
13
3. a) 4 < 11 e 7 < 11;
b) A soma de dois números
naturais diferentes de zero
é maior que qualquer um
deles.
4. a < c.
Se julgar conveniente, explore,
dada uma implicação “P => Q”,
como obter: sua recíproca (“Q
=> P”), sua contrária (“não P =>
não Q”) e sua contrarrecíproca
(“não Q => não P”), destacando o
fato de que uma implicação e sua
contrarrecíproca têm o mesmo
“valor verdade” (ou ambas são V
ou ambas são F). Estes e outros
conceitos de lógica foram apre-
sentados no volume do oitavo ano,
nas páginas 234 a 237. Site sobre
lógica (muito prático):
h t t p : / / w w w . i m e . u s p .
br/~glaucio/textos/LogicaInic.
pdf.
5. a) V;
b) F; contraexemplos: qualquer
diferença entre naturais cujo
minuendo seja menor que o
subtraendo;
c) V;
d) V.
Promova uma discussão sobre
a frase relacionada com a inter-
pretação de medidas fracionárias
do texto. Sugestões (usando o
quadro): a) Explore medidas com
denominadores 2, 4, 8 etc., usan-
do tiras de papel como unidade de
medida e dobrando-as ao meio,
depois novamente etc., obtendo
partes fracionárias: metades,
quartas partes etc. b) Explore
medidas decimais usando régua
graduada.
Recorde, usando a tabela desta
página, como representar as medi-
das ou valores da segunda coluna
usando números negativos, e, da
quarta coluna, usando números
positivos.
Explique ainda aos alunos
que o nome “comensurável”
quer dizer, na verdade, que os
dois segmentos – o que vai ser
medido, e o que serve como
unidade, podem ser subdivididos
em segmentos menores de mesmo
tamanho. Por exemplo, no caso do
primeiro exemplo citado, em que
um segmento é 2,5 vezes maior
que o escolhido como unitário,
podemos tomar um terceiro seg-
mento v que seja a metade do
unitário (ou seja, que mede ½),
d) Se n representa um número natural, como você representa o sucessor de n?
e) Observe a expressão 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4. Qual o nome da operação que ela repre-
senta e como se representa esta expressão de outro modo, usando outra operação?
f) 7 é o sucessor do sucessor do sucessor de 4. Por isto se diz que 4 é menor que 7
e se escreve: 4 < 7. Copie e complete em seu caderno: 4 < 7 porque 7 = 4 +...?...
g) Por que 9 é menor que 14?
3. As frases “Se P, então Q” ou “P implica Q” significam a mesma coisa,
e são chamadas de implicações. Em lógica matemática são expressas
simbolicamente assim: “P Q”.
a) Copie em seu caderno a implicação a seguir e substitua o sinal de interrogação pelo
sinal < ou > para obter uma implicação verdadeira:
4 + 7 = 11 4 ...?... 11 e 7 ...?... 11
b) Escreva uma frase que traduza a relação entre dois números naturais diferentes de
zero e a soma desses números.
4. Considere três números naturais representados por a, b e c, tais que
a < b e b < c. O que você conclui sobre a e c?
5. Classifique como verdadeira ou falsa cada frase a seguir:
a) A soma ou o produto de dois números naturais é um número natural.
b) A diferença de dois números naturais é um número natural.
c) Dados dois números naturais a e b, ou a < b ou a = b ou a > b.
d) Dados três números naturais a, b e n, sendo n diferente de zero, se a < b, então
a + n < b + n e a.n < b.n
Medidas, números racionais e os segmentos comensuráveis
Dizer que a medida de um segmento em relação a um segmento uni-
dade é 2,5 significa que o comprimento do segmento medido equivale
a duas vezes o comprimento do segmento unidade, mais a metade
deste (lembre que 0 5
1
2
, = ).
Pense! Como interpretar medidas como 4
3
4
ou, também, 19
4
?
Tanto para os segmentos dos exemplos anteriores, quanto para todos
os casos em que é possível obter como medida números racionais, di-
zemos que o segmento unitário e o segmento medido são segmentos
comensuráveis.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 13 10/05/13 19:34
14
Grandezas no dia a dia e os novos números: os números inteiros
Veja como diversas do dia a dia, envolvendo atividades com grandezas
que variam em dois sentidos opostos, que você já teve oportunidade
explorar, inspiraram a descoberta de novos números.
Vamos resumir algumas delas na tabela a seguir:
Altitudes 7 metros abaixo
do nível do mar Ao nível do mar 104 metros cima
do nível do mar
Valores
monetários
Débitos:
15 reais
Nem débito nem
crédito
Créditos
32 reais
Marcos de
estradas
18 km antes do
ponto de encontro
Ponto de encontro
de duas vias (km 0)
19 km depois
do ponto de
encontro
Temperaturas 13 graus abaixo
de zero grau 0 grau 32 graus acima
de zero grau
Na primeira reta da ilustração a seguir, você vê os números naturais
que podem ser utilizados para representar partes inteiras das grandezas
correspondentes aos valores vistos na última coluna da tabela anterior.
Na segunda reta, você vê pontos que correspondem aos novos núme-
ros descobertos que representam os valores inteiros da segunda coluna
da tabela. Eles foram obtidos usando o mesmo segmento unidade da
primeira figura, a partir do zero, na semirreta oposta à da primeira figura.
Note que os números naturais passam a ter um sinal + antecedendo
suas escritas, sendo também chamados de números inteiros positivos;
os novos números, antecedidos do sinal –, são chamados de números
inteiros negativos.
Segmento unitário
Segmento unitário
e vemos então que o segmento
unitário mede 2, e o outro seg-
mento mede 5, em relação a v.
Se, dados dois segmentos a e b,
não existir nenhum segmento v
tal que as medidas de a e b sejam
números naturais em relação a
v, então dizemos que estes seg-
mentos são “incomensuráveis”.
Por exemplo: um segmento que
mede √2 e outro que mede 1 são
incomensuráveis. Voltaremos a
este assunto mais adiante. Para
aprofundar o assunto sugerimos
ao professor o artigo “Grandezas
incomensuráveis e números irra-
cionais” na Revista do Professor
de Matemática 5, e os sites http://
www.ime.usp.br/~pleite/pub/
artigos/avila/rpm7.pdf e http://
143.54.226.61/ ~vclotilde/publi-
cacoes/GRÁFICA-IRRACIO-
NAIS.pdf
Verifique se os alunos recor-
dam o conceito de semirretas
opostas. Sugestão: no quadro,
desenhe uma reta e 4 pontos A,
B, C, D, nesta ordem, e explore:
semirretas de origem B (uma
que passa por A e outra por C e
D; semirretas de origem C etc.).
Observação importante: neste
e em outros capítulos exploramos
situações para que os alunos
“descubram”, a partir de casos
particulares, propriedades de
números, de figuras, regras de
cálculos etc. Em algumas delas,
deixamos clara a validade do fato
explorado, seja demons-trando,
seja afirmando que é possível
demonstrar, seja utilizando uma
ilustração de um professor afir-
mando, ou, até mesmo, dizendo:
“os matemáticos provam que...”.
Quando não o fazemos, é
extremamente importante que,
após estas “descobertas”, sejam
feitas observaçõesafirmando que
tais conclusões são verdadeiras
(e, eventualmente, provar estes
fatos) para que não fique a falsa
ideia de que, a partir de poucos
casos particulares, é possível
generalizar.
Recomende ou explore a lei-
tura de:
“A invenção dos números” –
(p. 35-46)
Oscar Guelli.
Coleção Contando a História
da Matemática
Editora Ática.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 …
– 6 – 5 – 4 0– 1– 2– 3 + 1 + 5+ 4+ 3+ 2 + 6
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 14 10/05/13 19:34
15
O número correspondente a cada ponto denomina-se abscissa do ponto
e representa medida, em relação ao segmento unitário escolhido, do
segmento com extremos na origem e no ponto, antecedida de sinal +
ou –, de acordo com a semirreta à qual o ponto pertence a que contém
o segmento unitário ou a semirreta oposta a esta. A abscissa também
é chamada de coordenada do ponto.
Os números inteiros negativos, o zero e os números inteiros positivos
formam o conjunto dos números inteiros que se representa assim:
= {...–6; –5; –4; –3; –2; –1; 0; +1; +2; +3; +4; +5; +6;...}
Aplicando o que você aprendeu
6. Verdadeiro ou falso:
a) Todo número natural é um número inteiro. Justifique.
b) Todo número inteiro é um número natural. Justifique.
c) O conjunto dos números naturais é um subconjunto do conjunto dos números inteiros.
d) Se um número é par, seu quadrado é par.
e) Se um número é ímpar, seu quadrado é ímpar.
f) Se o quadrado de um número é par, esse número é par.
g) Se o quadrado de um número é ímpar, esse número é ímpar.
7. Considere os seguintes conjuntos:
A = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12,... }, C = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13,... }
B = { –4, –3, –2, –1, 0 } D = { +1, +2, +3, +4 }
a) Quais deles são subconjuntos do conjunto dos números naturais?
b) Quais deles são subconjuntos do conjunto dos números inteiros?
c) Como se chamam os elementos dos conjuntos A e B?
d) Represente um conjunto que seja subconjunto do conjunto A.
e) Quais desses 4 conjuntos são conjuntos finitos? Quais são conjuntos infinitos?
8. Diga como você representaria usando decimais:
a) 7,3 metros abaixo do nível do mar.
b) 18,25 km antes do ponto de encontro das duas estradas.
c) 13,7 graus abaixo de zero grau.
6. a)Verdadeiro porque o zero é
natural e inteiro, e os outros
números naturais correspon-
dem aos inteiros positivos
(1 e +1, 2 e +2 etc.);
b) Falso. Contraexemplo: –8
é número inteiro e não é
número natural.
c) V;
d) V;
e) V;
f) V;
g) V.
Se julgar ao alcance dos alunos,
demonstre a proposição do item
(e) do exercício 6 e proponha
que um aluno demonstre, no
quadro, o item (d), ajudado pe-
los demais. Comece explorando
as representações de naturais
pares e ímpares nas formas 2n e
2n + 1, respectivamente, sendo n
um natural qualquer. Use o fato de
que (2n + 1)2 = (2n + 1)(2n + 1),
e a distributividade para concluir:
(2n + 1)2 = 4n2 + 4n+1 = 2(2n2 + 2n) +1.
Explore o fechamento da multiplica-
ção e da adição para concluir que este
segundo membro representa número
natural ímpar.
Comente que negar as proposições
(f) e (g) é contradizer as duas proposi-
ções anteriores que demonstrou; logo,
a contradição leva a concluir que (f) e
(g) são verdadeiras.
Professor: Esclareça que um
contraexemplo de uma afirmação
é um exemplo que a contradiz, le-
vando à conclusão de que ela é uma
afirmação falsa. Exemplifique: para
verificar que o item (b) do exercício
6 é falso, basta exibir um inteiro
negativo como contraexemplo, ou
seja, um exemplo de que esta afir-
mação é falsa.
7. a) A, B, D;
b) A, B, C, D;
c) Números pares e números
ímpares, respectivamente;
d) Respostas variadas;
e) C e D são conjuntos finitos; A
e B são conjuntos infinitos.
Observação: No item 7 (e),
exploramos uma ideia intuitiva
de conjuntos finitos e conjuntos
infinitos. Explore os dois fatos
recíprocos: (a) a cada número
natural n corresponde um número
par 2n; (b) a cada número par 2n
corresponde um número natural n.
Por isso dizemos que o conjunto
dos números naturais é infinito.
Diga que, em geral, se diz: “Um
conjunto é infinito se pode ser
estabelecida correspondência
entre todos os elementos dele e os
elementos de um subconjunto tam-
bém dele, sendo ambos diferentes,
de modo que a cada elemento do
conjunto corresponda exatamente
um elemento do subconjunto e
vice-versa” (correspondência
biunívoca).
8. a) –7,3 m;
b) –18,25 km;
c) –13,7 graus.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 15 10/05/13 19:34
16
9. Observe as retas numeradas a seguir. Responda ou faça o que se pede:
9.a) Três partes;
b) Cinco;
c) 5/3;
d) YZ; a abscissa do ponto Z;
e) 1/3, 7/3, –3 e –4/3;
f) À direita, porque:
–4 = –12/3<–11/3;
g) Para que cada uma destas
partes meça 0,1;
h) l: –0,9; m: –0,1 n: 1,1;
i) Em cem partes iguais, cada
uma medindo 0,01.
Recorde os conceitos de dízi-
mas periódicas, suas notações,
a maneira de classificá-las ou
identificá-las como dízimas sim-
ples ou compostas.
Esclareça que 5,343434 é um
decimal finito e pode ser con-
siderado como dízima periódica
de período zero: 5,343434000...
Também os números –13 e 18,
por exemplo, podem ser con-
siderados como as dízimas:
–13,000... e 18,000, respecti-
vamente.
No exercício 10, dividimos
500 centésimos por 4 porque sa-
bíamos antecipadamente que irí-
amos obter um quociente exato.
Esclareça, com exemplos, que
na prática, procede-se assim: ao
executar o algoritmo da divisão,
escreve-se o dividendo afastado
da barra vertical que antecede
o divisor para que seja possível
acrescentar zeros aos restos não
nulos que surgirem.
Se o dividendo não é múltiplo
do divisor, acrescenta-se um zero
à direita do mesmo, escreve-se
uma vírgula após o quociente en-
contrado e divide-se o novo resto
(acrescido do zero) pelo divisor;
o quociente assim obtido é escrito
como algarismo dos décimos do
quociente. Se não obtivermos
o novo resto como zero, acres-
centamos à direita do mesmo
um zero e dividimos o número
obtido novamente pelo divisor,
e assim sucessivamente, obten-
do algarismos dos centésimos,
milésimos etc., até se obter um
resto zero, ou que se configure o
aparecimento de um quociente na
forma de dízima periódica.
Veja como obter o decimal correspondente a essa
fração. Como uma unidade tem 100 centésimos,
5 unidades têm 500 centésimos. Logo, dividir 5 por
4 é equivalente a dividir 500 centésimos por 4.
5,00 4
10 1,25
20
0
P Z N Q R M Y S T V W X
–1 0 1
(1) – 0,3 m 0,2 (j) 0,9 n
– – – – – – – – –3
8
3
7
3
2
5
3
4
3
1
2
3
1
3
0
1
3
2
3
1
4
3
5
3
2
7
3
8
3
3
Em relação à primeira reta:
a) Em quantas partes iguais está dividido o segmento unitário YV?
b) Quantas dessas partes o segmento YW contém?
c) A abscissa do ponto W representa a medida do segmento YW em relação ao segmento
unitário. Qual é essa medida?
d) –
7
3
é a medida de um segmento em relação ao segmento unitário, antecedida do
sinal –.
Que segmento é esse? Como se chama esse número?
e) Alguns pontos são identificados pelas letras S, X, P e Q.
Quais são as abscissas dos pontos identificados pelas letras S, X, P e Q?
f) O ponto de abscissa –
11
3
deve ser marcado à direita ou à esquerda do ponto de
abscissa –4? Justifique.
Em relação à segunda reta:
g) Com qual objetivo se dividiu o segmento unitário neste número de partes iguais?
h) Alguns pontos têm suas abscissas representadas por letras; quais são essas abscissas?
i) Se você tivesse que marcar nessa reta o ponto de abscissa –0,32, em quantas partes
iguais iria dividir o segmento unitário?
10. Você se lembra? Uma fração representa o quociente do numerador pelo
denominador. Estes quocientes também podem ser expressos como
decimais finitos ou periódicos.
Por exemplo, a fração 5
4
representa o quociente de 5 por 4.
–1 0 1
(l) – 0,3 m 0,2 (j) 0,9 n
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 16 10/05/13 19:34
17
Agora, calcule os decimais finitos correspondentes a cada fração a
seguir, acrescentando ao dividendo,em cada caso, tantos algarismos
zero quantos forem necessários, até obter resto zero.
a) –
11
5
b)
124
16
c) –
15
8
1 1 . Se você calcular os decimais correspondentes às frações
14
11
e
41
90
,
verá que, por mais que acrescente zeros na parte decimal, ao continuar
sucessivamente a divisão, nunca surgirá um resto nulo, e você obterá
os decimais periódicos a seguir:
14
11
127272727272727, ...=
41
90
0 455555555555, ...=
a) Qual dos dois decimais é chamado de dízima periódica simples e qual é chamado
dízima periódica composta?
b) Qual grupo de algarismos é chamado de período da dízima nos dois casos?
c) Como se representa cada uma dessas dízimas escrevendo apenas uma vez o
período?
d) Verifique que as frações a seguir correspondem a decimais periódicos, calculando-os:
1ª.) 134
37
2ª.) 129
55
3ª.) 1
7
Aprendendo mais fatos sobre as dízimas
Observe a fração e a dízima correspondente a seguir:
1/19 = 0,05263157894736842105263157894736842105...
Você deve estar se perguntando: será que existem divisões nas quais,
por mais que eu continue o procedimento, não vou saber quando co-
meça a repetição do período?
A resposta a esta pergunta é “não”, em toda divisão é possível saber
quando o período se repete, e é muito fácil entender a razão.
11. a) O primeiro é chamado de
dízima periódica simples,
e o segundo, composta;
b) 1º.) 27; 2º.) 5;
c) O primeiro 1,27 (com um
traço horizontal sobre o
período 27), e o segundo,
0,45 (com um pequeno
ponto sobre o algarismo
5);
d) 1ª.) 3,621621...;
2ª.) 2,345;
3ª.) 0,142857...
10. a) –2,2;
b) 7,75;
c) –1,875.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 17 10/05/13 19:34
18
Como você sabe, em uma divisão, o resto não pode ser maior que o
divisor.
Veja que, no item (d) do exercício 11, ao calcular a dízima correspondente
à fração 1
7
, dividindo 1 por 7, você obteve, pela ordem, os restos 3,
2, 6, 4, 5, 1, quando então surgiu o primeiro algarismo da repetição do
período. O único resto possível, sem repetir os já obtidos, seria o zero,
e a fração seria equivalente a um decimal finito, como a fração 5
4
, cujo
decimal correspondente é finito (1,25), mas que pode ser visto como
dízima de período zero: (1,250000...) . Veja, então, que no caso de de-
cimais não finitos o maior número de restos diferentes possíveis é, no
máximo, igual ao antecessor do denominador. Se este fato acontece,
obrigatoriamente o novo resto será igual a um que já tenha aparecido
no algoritmo da divisão, e aí começará a aparecer a repetição que ca-
racteriza o período.
Agora, veja como, dada uma dízima, obter a fração correspondente,
chamada fração geratriz da dízima:
Explique aos alunos que no
cálculo de expansões decimais
de frações, nem sempre todos
os restos possíveis aparecem.
No caso da fração 1/7, como
citado, aparecem todos os restos
não nulos, mas no caso de 1/3
= 0,333..., só aparece o resto 1.
Outro exemplo: no cálculo de
1/13 = 0,07692307... aparecem
os restos 9, 12, 3, 4, 1.
Explore o exemplo da expan-
são de 1/19 em decimal dado
nesta página. Separe os alunos
em grupos e peça que cada um
calcule esta divisão passo a
passo, anotando atentamente os
restos. Depois devem comparar
seus resultados e corrigir eventu-
ais erros, e responder à seguinte
pergunta: de todos os restos
possíveis numa divisão por 19,
qual o único que não aparece
nesta conta? R: 10.
Exiba para os alunos várias
frações irredutíveis, com de-
nominadores contendo fatores
diferentes de 2 e 5. Eles devem
observar que elas correspondem
a dízimas periódicas:
Exemplos:
9/11 = 0,818181…,
17/15 = 1,1333…,
13/6 = 2,1666…, etc.
Explore, agora, frações irre-
dutíveis cujos denominadores só
contenham fatores 2 ou 5. Elas
correspondem a decimais exatos.
Exemplos:
11/4 = 2,75; 7/20 = 0,35.
Lembre-se da observação
da página 14 relacionada com
generalizações.
Verifique se os alunos sabem a
razão de se afirmar que a fração
131/90 da segunda coluna da
tabela desta página é irredutível.
Leia primeiro esta coluna Depois, leia esta coluna
Dízima periódica simples 1,272727... Dízima periódica composta 1,455555...
Seja x a fração
geratriz Logo, x =1,4555...
a Seja x a fração
geratriz Logo, x = 1,2727... a Calcule 10x 10x = 14,555...
Vamos multiplicar por 100 para
deslocar a vírgula para imediatamente
após o primeiro grupo de algarismos
que formam o período.
Observe que assim você obteve uma
dízima simples. Agora é fazer como na
coluna da esquerda.
b Calculando 100x 100x = 127,2727... b Calculando
(10)(10)x = 100x 100x = 145,555...
c Subtraindo b – a
100x – x = 9x
99x = 127 – 1 = 126
c Subtraindo b – a
100x – 10x = 90x
90x = 145 – 14 = 131
d Logo d Logo
Dividimos 126 e 99 pelo m.d.c. = 9 A fração obtida é irredutível: 131 e 90
são números primos entre si.
x =
126
99
=
14
11
x =
131
90
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 18 10/05/13 19:34
19
Para o caso dos decimais finitos, é melhor interpretá-los na forma de
frações decimais, como, por exemplo:
125 125
100
5
4
, = = (simplificamos, dividindo 125 e 100 pelo m.d.c. deles: 25)
Veja, no quadro a seguir, em maiores detalhes, o conceito de número
racional.
Comente que as razões em
geometria são coisas conhecidas
há milhares de anos, mas que o
conceito de número racional é
uma ideia mais recente, elabo-
rada por volta do século XIII, e
que permitiu, resolver equações
como 7x = 3 na forma algébrica
feita hoje em dia. Em particular,
os gregos resolviam equações
deste tipo pensando que x era algo
equivalente ao comprimento de
um segmento. Tal como resolver
3x = 21 é encontrar o número cujo
produto por 3 é 21, resolver 7x = 3
é procurar o número cujo produto
por 7 é 3, que, usando números
racionais, se faz assim: 3/7 x 7
= 3, donde a raiz de 7x = 3 é 3/7.
12. a)233/99;
b) –31/9;
c) 11333/3 300 (simplificada);
d) –15 227/4 950;
e) 2 513/333;
f) 5377/660.
Obs.: use divisibilidade para
simplificar. Por exemplo,
na (f), divisibilidade por 3
e por 5.
13. a) 4,75 expressão decimal
finita;
b) 1,5454... dízima periódica
simples;
c) –1,6428571428571... dí-
zima periódica composta.
Escreva no quadro as frases: (a)
“Dado um número racional, den-
tre todas as frações que o repre-
sentam existe sempre uma fração
a/b irredutível”; (b) “Uma fração
é irredutível se seus termos são
números primos entre si”. Explore
frações como 468/ 832 e peça que
calculem a fração irredutível a ela
equivalente (verifique se sabem
simplificar ou por cancelamento,
ou pelo m.d.c. dos termos).
Frações positivas ou negativas e os decimais a elas equivalentes, finitos
ou periódicos, representam números racionais.
Reciprocamente, os números racionais são representados por frações
positivas ou negativas, ou pelos decimais finitos ou periódicos equi-
valentes a elas.
O conjunto dos números racionais é representado pelo símbolo: .
Aplicando o que você aprendeu
12. Calcule as geratrizes das seguintes dízimas:
a) 2,35353535... d) –3,07616161...
b) –3,44444... e)
c) 3,4342424242... f) 8 1469,
13. Calcule as expressões decimais correspondentes às frações dadas e
classifique como finitas ou dízimas (simples ou compostas):
a) 19
4
b) 17
11
c) –
23
14
Os segmentos incomensuráveis e os números irracionais
Você já viu o que são segmentos comensuráveis. Mas o que prova-
velmente você ainda não sabe é que existem segmentos que não são
comensuráveis.
Vamos provar, por exemplo, que a hipotenusa de um triângulo retângulo
isósceles e um dos catetos não são segmentos comensuráveis, isto é, a
medida da hipotenusa considerando o cateto como unidade de medida
não é um número racional.
Pelo teorema de Pitágoras, se os catetos de um triângulo retângulo
isósceles têm medida 1, sua hipotenusa mede 2 .
Vamos supor que esta medida seja um número racional, isto é, que seja
possível escrever: 2 = a
b
sendo a e b números inteiros primos entre si.
7,546
Mat9Cap1_NOVA2012.indd19 10/05/13 19:34
20
Você vai ver que esta hipótese vai nos conduzir a um absurdo. De fato,
da igualdade anterior, resultam as seguintes implicações:
2 2 2 2 2 2= = =
a
b
b a b a a é par a é par, ou seja,
a = 2m, m natural.
Se a = 2m, a2 = 4m2 2b2 = 4m2 b2 = 2m2 b2 é par b é par
Observe que as frases em destaque azul nos levam a uma contradição:
sendo a e b números inteiros primos entre si, não podem ser ambos
números pares.
Esta contradição é consequência de se ter feito a hipótese de que 2
seria um número racional, porque, a partir dela, todas as implicações
seguintes são verdadeiras.
Este fato nos permite dizer que a hipotenusa do triângulo isósceles e
seus catetos não são segmentos comensuráveis, e por isso diz-se que
são segmentos incomensuráveis. E, como 2 não pode ser escrito
na forma de fração de termos inteiros, diz-se que 2 é um número
irracional.
O que se viu até aqui pode ser estabelecido com raciocínio bem se-
melhante, para provar que números da forma n , sendo n um número
natural que não seja quadrado perfeito, por exemplo 3, 5, 7, 8 etc., são
números irracionais.
O que se disse até agora não deve levar você a pensar que números
irracionais são somente os que têm a forma n sendo n um dos núme-
ros naturais citados. Para dar exemplos de decimais que representam
números irracionais, basta criar leis de formação para a parte decimal
que mostrem, claramente, que são decimais infinitos e não periódicos.
Veja alguns:
1º.) 0,01001000100001... (a quantidade de zeros aumenta gradati-
vamente)
2º.) 0,151617181920... (na sequência, viriam 212223242526 etc.)
3º.) 0,41442444144442... (a quantidade de algarismos 4 aumenta
gradativamente e os algarismos 1 e 2 alternam sucessiva-
mente)
Observe que, de propósito, os exemplos mostram irracionais entre zero e 1.
Proponha a atividade a
seguir, que visa a explorar
situação semelhante à da
indução matemática:
Imagine peças de dominó
dispostas em pé, em linha
reta. Agora, considere que
foi afirmado que:
1º) alguém derrubou uma
peça em direção a outra e
esta caiu;
2º.) sempre que uma peça
derruba a seguinte, esta tam-
bém derruba a seguinte a
ela. Diga se você pode ou
não tirar conclusão sobre o
que ocorrerá com as demais.
Justifique.
R) Sim: a partir da pri-
meira peça derrubada, todas
as demais cairão. De fato, a
1ª informação diz que uma
determinada peça derrubou
a seguinte. Já a 2ª informa-
ção garante que a seguinte
derrubará a seguinte, esta a
seguinte, esta a seguinte etc.
Chame a atenção para um
fato prático: para a brincadei-
ra funcionar a distância entre
as peças deve ser adequada,
isto é, não pode ser maior
do que o comprimento das
peças, senão a peça anterior
não derrubará a seguinte.
Este fato é que garante a
continuidade do processo –
daí a importância da segunda
informação.
Professor(a): Explore
mais a atividade anterior,
propondo aos alunos a cria-
ção de duas outras situações:
uma que garanta que as peças
vão cair continuamente, e
outra na qual este fato não
ocorra.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 20 10/05/13 19:34
21
Veja que, com criatividade, é possível exibir uma infinidade de exem-
plos com leis de formação diferentes, de números irracionais somente
entre o zero e o 1. Esta é uma observação simples com a intenção de
despertar em você uma possível resposta à pergunta: quantos números
irracionais existem?
Lembramos finalmente que, em anos anteriores você usou, para calcular
comprimento de circunferências e áreas de círculos, valores aproxi-
mados de um dos mais importantes números irracionais: o número π.
Observamos ainda que os matemáticos provam que π é, de fato, um
número irracional.
Observe a figura a seguir. Nela você vê um triângulo retângulo isósce-
les de catetos de medida 1; logo, sua hipotenusa mede 2 . Com um
compasso, marcou-se na reta o ponto Q, cuja medida é o irracional
2 ; portanto, a abscissa do ponto Q é este irracional. Um segundo tri-
ângulo tem catetos de medidas 2 e 1; logo, sua hipotenusa mede 3 .
Com um compasso marcou-se o ponto de abscissa 3 . Prosseguindo
o processo, obtêm-se os pontos de abscissas 2 e 5 .
Evidentemente é possível continuar indefinidamente este processo, ob-
tendo números naturais (3, 4, 5,... etc.) e pontos de abscissas irracionais
n ,n = 7, 8, 10 etc. (n não sendo quadrado perfeito).
1 2 3 52
2
0
Sejam, em uma reta, um ponto O, origem de duas semirretas opos-
tas da reta, e OP um segmento contido em uma dessas semirretas.
Convencionemos que OP seja a unidade de medida de comprimento.
Consideremos, agora, um ponto X qualquer da reta. Se X coincidir com
o ponto O, sua abscissa é 0 (zero), e se coincidir com P sua abscissa é
1. Excluídas estas duas hipóteses, podemos ter:
a) OX e OP são comensuráveis; ou seja, a medida de OX em relação a OP é um número
racional.
b) OX e OP são incomensuráveis; ou seja, a medida de OX em relação a OP é um número
irracional.
1.) Desenvolva no quadro, usando
o Teorema de Pitágoras, o
cálculo das hipotenusas.
2.) Explore, no quadro, atividades
que esclareçam o texto ao
lado:
a) Desenhe uma ou mais retas, se
necessário, contendo números
inteiros positivos e números
inteiros negativos, como se
vê na página 14.
b) Identifique o ponto origem
(O), de abscissa zero e o ponto
P de abscissa 1, e convencione
que o segmento cujos extre-
mos são estes dois pontos
é a unidade de medida de
comprimento.
c) Peça que alunos leiam o último
parágrafo da página e depois
localizem as posições (exatas
ou aproximadas) de pontos
A, B, C, D etc., extremos de
segmentos de origem O, cujas
medidas sejam racionais ou
irracionais dados, positivos ou
negativos como, por exemplo,
2,5, –3/2, irracionais na forma
de raiz quadrada (de 2, 5
etc.).
Explore, no quadro, usando
régua e compasso, a construção
da figura relacionada com o texto,
para que os alunos comprovem
a existência, na reta numerada,
de pontos que correspondem a
números irracionais. Justifique,
usando o Teorema de Pitágoras,
nos sucessivos triângulos retân-
gulos, o valor de cada abscissa
que se vê na figura.
O P
1
Q
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 21 10/05/13 19:34
22
Em ambos os casos, dizemos que a abscissa de X é a medida de OX
se X pertencer à semirreta OP, e a medida de OX antecedida do sinal
“–” (sinal de menos) se X pertencer à semirreta oposta à semirreta OP.
A reta OP chama-se reta real, e o conjunto cujos elementos são as
abscissas de todos os seus pontos chama-se conjunto dos números
reais, que se representa por .
O conjunto dos números reais é a união do conjunto dos números
racionais com o conjunto de todos os números irracionais, ou
seja, seus elementos são números racionais ou irracionais.
A cada ponto da reta real corresponde um único número real
chamado abscissa do ponto, e a cada número real corresponde
um único ponto da reta real.
Aplicando o que você aprendeu
14. Considere a origem O e um ponto X da reta real e responda:
a) A abscissa de X pode ser um número natural? Justifique.
b) A abscissa de X pode ser um número inteiro? Justifique.
c) Qual a condição para que a abscissa de X seja um número racional?
d) Qual a condição para que a abscissa de X seja um número irracional?
15. Verdadeiro ou falso: (nos casos falsos, dê contraexemplo)
a) Todo número racional é número inteiro.
b) Todo número inteiro é número racional.
c) Se um decimal não é finito nem periódico, então representa um número irracional.
d) N é subconjunto de e é subconjunto de .
16. Dê exemplos de:
a) Um número inteiro que não seja número natural.
b) Um racional positivo e outro negativo, ambos na forma de fração.
c) Um racional positivo e outro negativo, ambos na forma decimal.
d) Números racionais opostos.
14. a) Sim. Se a medida do
segmento OX com o
segmento unitário for
um número natural: e
x pertencer à semirreta
OP.
b) Sim, nas mesmas
condições anteriores,
sendo a abscissa po-
sitiva se X pertencerà
semirreta que contém
o segmento unitário, e
negativa, se pertencer
à semirreta oposta à
semirreta citada;
c) É que OX e o segmento
unitário sejam segmen-
tos comensuráveis;
d) É que OX e o segmento
unitário sejam segmen-
tos incomensuráveis.
15. a) Falso. Contraexemplo:
3/5 e 0,76 são números
racionais que não são
inteiros;
b) V;
c) V;
d) V.
Obs.: Este capítulo contém
muitas das propostas
contidas nos textos:
1.) A Matemática do En-
sino Médio –
Volume 1 – Coleção do
Professor de Matemáti-
ca da SBM, de autoria
de Elon Lages Lima e
outros.
2.) Conceitos Fundamen-
tais da Matemática –
Bento de Jesus Caraça
– Livraria Sá da Costa
Editora.
16. Respostas variadas; por
exemplo:
a) –32;
b) +12/17 e – 8/31;
c) 0,32 e –1,25;
d) 3/4 e –3/4.
O P
0 1x2 x1
positivosnegativos
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 22 10/05/13 19:34
23
Como calcular com números reais na forma decimal?
Você deve estar se perguntando: muito bem, já entendi a diferença entre
números racionais e números irracionais representados por decimais.
Mas, como efetuar cálculos com esses números com tantas ordens
decimais?
Para entender o que você verá a seguir, é preciso lembrar que os nú-
meros são, no dia a dia, associados a medidas. E como você sabe, as
medidas, por mais preciso que seja o instrumento de medida, com raras
exceções, têm suas representações decimais com duas as três ordens
decimais.
Este fato justifica que, dado um decimal que representa um racional ou
um irracional, possamos usar valores aproximados dele.
Veja, então, exemplos de como obter valores aproximados do número
irracional N = 3,73747576... e do número racional M = 9 38, .
17. Agora é com você:
Escreva os valores aproximados, por falta, dos números P = 5 47, e
Q = 3,262728...:
a) A menos de uma unidade.
b) A menos de um décimo.
c) A menos de um centésimo.
18. Calcule a soma P + Q com as seguintes aproximações, por falta:
a) A menos de uma unidade.
b) A menos de um décimo.
c) A menos de um centésimo.
17. a) 5 e 3;
b) 5,4 e 3,2;
c) 5,47 e 3,26.
18. a) 7;
b) 8,6;
c) 8,73.
Números reais dados N = 3,73747576... M = 9,38
Valor aproximado a menos de uma
unidade, por falta: 3 9
Valor aproximado a menos de um
décimo, por falta: 3,7 9,3
Valor aproximado a menos de um
centésimo, por falta: 3,73 9,38
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 23 10/05/13 19:34
24
Ao verificar os exercícios
do “Aprendendo em casa”,
solicite, sempre que julgar
necessário, as justificativas
para as respostas, bem como
desenhos representativos das
situações descritas.
19. Porque 5,343434 não
contém reticências ou
traços indicativos de
períodos.
Pergunte: Como represen-
tar 5,343434 como dízima?
20. a) 1,75;
b) 3,25;
c) 7,5625;
d) 2,75.
21. Respostas variadas.
22. a) F porque frases do tipo
P e Q somente são
verdadeiras se P e Q
forem verdadeiras;
b V porque para que
frases do tipo P ou
Q sejam verdadeiras
basta que uma das
duas componentes seja
verdadeira;
c) V porque, sendo núme-
ro natural, é número
racional;
d) V porque se é irra-
cional não é racional,
e número natural é
racional.
23. a) Racional;
b) Natural, inteiro e racio-
nal;
c) Racional;
d) Inteiro e racional;
e) Irracional;
f) Irracional;
g) Natural, inteiro e racio-
nal (é igual a 4).
24. a) –9/4;
b) –6/4;
c) –2/4;
d) +2/4;
e) +7/4;
f) +10/4;
g) –0,9;
h) –0,5;
i) –0,2;
j) +0,5;
l) +0,8.
– 2 – 1 0 + 1 + 2 + 3
(a) (b) (c) (d) (e) (f)
– 1
(g)
0 + 1
– 0,7 (h) (i) + 0,3 (j) (l)
–
4
4
0
4
+ 5
4
19. Délio disse que 5,343434... ou 5,34 representam uma dízima de período
34, mas 5,343434 não. Justifique por que Délio tem razão.
20. Escreva como decimais as frações a seguir:
a) 7
4
b) 13
4
c) 121
16
d) 55
20
21. Em cada caso, dê dois exemplos de:
a) Números inteiros que não são números naturais.
b) Números inteiros que são números naturais.
c) Números racionais na forma de fração que não sejam equivalentes a números inteiros.
d) Números racionais na forma de fração que sejam equivalentes a números inteiros.
22. Verdadeiro ou falso? Justifique.
a) Todo número natural é número inteiro e todo número inteiro é natural.
b) Todo número natural é número inteiro ou todo número inteiro é natural.
c) Se um número é natural, então não é irracional.
d) Se um número é irracional, então não é natural.
23. Classifique cada número a seguir como natural, inteiro, racional ou ir-
racional:
a) 3,27 d) –5 g) 16
b) 2 e) – 2
c) 1,234 f) 2
24. Observe as retas numeradas a seguir e escreva os números reais que
devem substituir corretamente cada letra:
Aprendendo em casa
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 24 10/05/13 19:34
25
25. Um pouco de Geografia.
Dados os conjuntos:
Conjunto C dos habitantes de Curitiba,
Conjunto B dos habitantes do Brasil,
Conjunto P dos habitantes do Paraná,
Conjunto A dos habitantes da América do Sul,
escreva todos os pares possíveis de conjuntos em que um é subconjunto
do outro usando as letras que representam os conjuntos dados.
26. Observe o diagrama a seguir e resolva ou responda:
a) Qual dos dois conjuntos (A ou B) é subconjunto do outro?
b) O conjunto A pode ser representado assim: A = { 2; 3; 6 }. Represente agora de
maneira análoga o conjunto B.
c) Faça um desenho como o anterior representando os conjuntos N dos números natu-
rais e dos números inteiros. Identifique os dois com etiquetas como no desenho
anterior.
27. Faça o que se pede:
a) Faça um desenho usando quatro ovais para representar os conjuntos N dos números
naturais, dos números inteiros, dos números racionais e dos números reais,
relacionando-os entre si. Identifique cada um deles com uma etiqueta.
b) No desenho que você fez, escreva no espaço correto cada um dos seguintes números:
1) 12 4) 0,333...
2) –5 5) 4/3
3) 0,3 6) 0,010010001...
25. C B; C P
B A;
C A;
P A; P B
26. a) A é subconjunto de B;
b) B = {1,2,3,4,5,6};
c) Desenho do aluno com
ovais representando,
de dentro para fora: N,
e depois Z.
27. a) Desenho do aluno com
ovais representando,
de dentro para fora: N,
Z, Q e R.
b) Desenho do aluno com
12 em N, –5 dentro
de Z e fora de N, 0,3,
0,333... e 4,3 dentro
de Q e fora de Z e
0010010001... dentro
de R e fora de Q.
Aproveite a oportunidade
para explorar interdiscipli-
naridade, dando exemplos
de conjuntos e subconjuntos
utilizando-se da Geografia
(capitais como parte de todas
as cidades do Brasil, estados
de regiões como subconjuntos
de todos os estados do Brasil
etc); de Português (vogais
ou consoantes como parte
do alfabeto); de História; de
Ciências etc.
1
2
3
6
4
5
BA
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 25 10/05/13 19:34
26
ATIVIDADES ORAIS
• É igual a 1.
• Base: 2/5 e expoente: 5.
• 0,01.
• Porque 62 = 36.
• Porque 23 = 8.
• 3 e 4.
• Verdadeiro.
• b0 = 1 (b � o)
• a1 = a.
A atividade a seguir é
mais um exemplo da utiliza-
ção de regularidades para a
“descoberta” de novos fatos
matemáticos.
Faça desenhos para ajudar
a compreensão da ta bela do
exercício 28: um retângulo de
comprimento suficiente para
ser dividi do inicialmente ao
meio (metade de l = 1/2),
depois em quatro partes (me-
tade de 1/2 = 1/4 ), e assim
sucessivamente. “
28. a) 8, 2 e 1, respectiva-
mente;
b) A metade;
c) 2–4 = 1/16; 2–5 = 1/32;
d) 2–4 = 1/16 = (1/2)4;
2–5 = 1/32 = (1/2)5;
2–6 = 1/64 = (1/2)6;
e) Verdadeiro.
f) Ve r d a d e i r o , p o i s
an × a–m = an × (1/a)m
= (an/am)
Faça notar que cada nú-
mero da segunda linha é a
metade do anterior. Esta é a
razão de completar, após o
1, com as frações 1/2, 1/4 e
1/8 (metades de 1, 1/2 e 1/4,
respectivamente).
Professor,
existem potências
com expoentes
negativos?
Sim. E você verá
como é fácil calcular os seus
valores, acompanhando os
exercícios e letras a
seguir.
Potências
de dois 24 23 22 21 20 2–1 2–2 2–3
Valores 16 8 4 2 1 1
2
1
4
1
8
Anterior
dividido por 28 = 16: 2 4 = 8: 2 2 = 4: 2 1 = 2: 2 1
2
1 2:= 1
4
1
2
2:= 1
8
1
4
2:=
• Qual é o produto de duas frações inversas como 4
3
3
4
e ?
• Na expressão
2
5
5
, qual número é a base e qual é o expoente?
• Qual é o número decimal equivalente à fração 1
100
?
• Por que a raiz quadrada de 36 é 6?
• Por que a raiz cúbica de 8 é 2?
• (3,5)2 está entre o quadrado de dois números naturais. Quais são eles?
• V ou F: a an
m
n m( ) = . (a, n e m, positivos).
• Se b é um número racional diferente de zero, qual o valor de b0?
• Se a é um número racional, qual o valor de a1?
28. Observe a tabela e responda:
a) Qual é a metade de 16? E de 4? E de 2?
b) Na segunda linha, cada número é qual fração do anterior?
c) Observando a tabela, copie e complete: 2–4 =...?... ; 2–5 = ...? ... .
d) Em seu caderno, complete com mais três igualdades a sequência de cálculos:
2
1
2
1
2
2
1
4
1
2
1
1
2– –;= =
=
=
=
=
2
3
3
2
1
8
1
2
; –
2–4 = ...?... ; 2–5 = ...?... ; 2–6 = ...?...
e) Verdadeiro ou falso: Sendo a um número natural diferente de zero, a
a
n
n
– =
1
.
f) Verdadeiro ou falso: Sendo a um número natural não nulo, an × a–m = an–m.
Aprendendo em casa
Explorando o que você já sabe
Calculando com números reais
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 26 10/05/13 19:34
27
Você já viu que, se o produto de duas frações é igual a 1, elas se cha-
mam frações inversas.
Por exemplo, 3
4
4
3
e são frações inversas porque 3
4
4
3
12
12
1
1
1.× = = =
Agora, veja que este é um fato particular do que se afirma a seguir:
Dois números reais são números inversos se e somente se o seu
produto for 1.
Observe os exemplos:
a) 23 e 2–3 são números inversos porque 23× 2–3 = 23–3 = 20 = 1.
b)
3
4
3
4
1
−
e são números inversos porque
3
4
3
4
3
4
1
1 0
×
=
=
−
.
c)
3
4
3
4
2 2
−
e são números inversos porque 3
4
3
4
3
4
1
2 2 0
×
=
=
−
.
Veja agora as observações relacionadas com esses exemplos:
a) Como 23 e 2–3 são números inversos e 23 = 8, concluímos que 2
1
8
1
2
3
3
− = =
.
b) Como
3
4
4
3
e são frações inversas e também
3
4
3
4
1
−
e são inversas,
concluímos que 3
4
4
3
1
=
−
.
c) Como
3
4
3
4
2 2
−
e são inversas e 3
4
9
16
2
= , concluímos que 3
4
16
9
4
3
2 2
= =
−
.
29. Resolva:
a) Verifique que 2–2 e 22 são números inversos. Justifique.
b) Diga se verdadeiras ou falsas as afirmações:
1ª.) 2
1
2
1
4
2
2
– =
= 2ª.) 2
1
2
1
8
3
3
– =
= 3ª.) 3
2
2
3
3 3
=
−
.
c) As bases das potências da 3ª afirmação do item (b) têm uma relação. Qual é ela?
d) O número zero não tem inverso. Justifique.
e) Se r representa um número real diferente de zero, como representar seu inverso?
Justifique.
Perfeito!
É exatamente
isso o que se
deve fazer.
Professor, veja
se a regra que vou descrever é
correta:Para calcular uma potência de
expoente negativo: a) Invertemos a
base. b) Trocamos o expoente
pelo oposto.c) Calculamos a
potência obtida.
Antes de resolver o exercí-
cio 29, recorde o conceito de
números opostos. O oposto
de +7 é –7, o oposto de –5
é +5 etc.
29. a) 2 2 × 2 – 2 = 2 2 – 2 = 2 0 = 1
e 22×2–2 = 4×1/4 =
4/4 = 1;
b) Todas são verdadei-
ras;
c) Elas são frações inver-
sas;
d) Supor que zero tem in-
verso é admitir a exis-
tência de um número
que, multiplicado por
zero, tenha como pro-
duto o número 1, o
que é absurdo porque
o produto de qualquer
número real por zero é
zero;
e) O inverso de um nú-
mero real r diferente
de zero se representa
por r–1 porque:
r × r–1 = r0 = 1.
Destaque para os alunos o
caso particular de inversos de
números inteiros. Para isso,
por exemplo, use o argumento
de que 3 = 3/1; logo, o inverso
de 3 é 1/3.
Faça notar que:
3/1 x 1/3 = 3/3 = 1.
Ao responder, o professor
está validando a regra descri-
ta pelo aluno.
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, o diálogo
desta página.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 27 10/05/13 19:34
28
30. Observe como usar a regra confirmada pelo professor, para calcular
potências de expoente negativo:
Calcule as seguintes potências usando a mesma regra:
a) 2
5
3
−
b) 3
4
2
−
c) 10–1 d) 10–3
31. Nos itens (c) e (d) do exercício anterior, você calculou 10–1 e 10–3 e con-
cluiu que:
Agora, copie a frase a seguir em seu caderno e discuta com seus co-
legas como se deve completá-la.
Se a letra n representa um número natural, 10–n é uma fração de numera-
dor 1 e o denominador é uma potência de dez que tem ... ... algarismos
zero.
Você sabe também que:
? ? ? ?
????
30. a) 125/8;
b) 16/9;
c) 1/10;
d) 1/1000.
31. n algarismos.
Os exercícios que seguem
visam a preparar os alunos
para a “notação científica”.
32. a) 1,3;
b) 0,13;
c) 0,013;
d) 0,0013;
e) 13,4;
f) 1,34;
g) 0,134;
h) 0,0134.
33. n ordens.
10
1
10
0 1 10
1
1000
0 0011 3− −= = = =, , .e que
a 4 × 0,1 = 0,4 c 57 × 0,1 = 5,7 e 57 × 0,001 = 0,057
b 134 × 0,1 = 13,4 d 4 × 0,001 = 0,004 f 134 × 0,001 = 0,134
a 4 × 10–1 = 4 × 0,1 = 0,4 d 4 × 10–3 = 4 × 0,001 = 0,004
b 134 × 10–1= 134 × 0,1 = 13,4 e 57 × 10–3 = 57 × 0,001 = 0,057
c 57 × 10–1 = 57 × 0,1 = 5,7 f 134 × 10–3 = 134 × 0,001 = 0,134
2
3
3
2
9
4
2 2
=
=
−
3
5
5
3
25
9
2 2
=
=
−
?
?
Portanto,
32. Agora, copie em seu caderno e complete:
a) 13 × 10–1 = b) 13 × 10–2 = c) 13 × 10–3 = d) 13 × 10–4 =
e) 134 × 10–1 = f) 134 × 10–2 = g) 134 × 10–3 = h) 134 × 10–4 =
33. Observe:
(A) 13,4 x 10–1 = 1,34 (C) 1345,7 x 10–3 = 1,3457
(B) 134,5 x 10–2 = 1,345 (D) 134 x 10–4 = 0,0134
Copie em seu caderno e complete: Multiplicar um número por 10–n é
deslocar a vírgula do número ... ... ordens decimais para a esquerda.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 28 10/05/13 19:34
29
Observe:
a) 145,34 = 1,4534 x 102 c) 12 000 000 = 1,2 x 107
b) 12345 = 1,2345 x 104 d) 0,000356 = 3,56 x 10–4
34. Agora, escreva em seu caderno os números a seguir como produto de
um decimal com um algarismo na parte inteira, multiplicado por uma
potência de dez:
a) 1256,9 b)12 569 c) 250 000 000 d) 0,00037
36. Copie e complete em seu caderno:
a) 36 = b) 4 = c) 9 =
37. Use as letras N e R para descrever o que é a raiz quadrada ( R ) de um
número natural N que é um quadrado perfeito. Começamos para você: A
raiz quadrada de um número natural N que é um quadrado perfeito é...
Até aqui, você calculou raízes quadradas de números naturais que
são quadrados de outros. Mas diversos números naturais não são
quadrados de outros números naturais. Como calcular essas raízes
quadradas? É o que você verá a seguir.
a) Como se chama o número cujo quadrado é 64? Qual é ele?
b) Qual é a raiz quadrada de 16?
Você se lembra?
A raiz quadrada de um número é representada pelo símbolo
Assim, 36 se lê: raiz quadrada de 36.
35. Observe a tabela e responda:
Número natural 64 25 49 100 81
Raiz quadrada do número 8 5 7 10 9
Você tem duas possibilidades: uma, se tiver à mão uma calculadora, e
outra, se não tiver uma calculadora ou não for permitido usá-la, como,
por exemplo, em diversas provas de concursos.
Vamos, inicialmente, dar um exemplo de como calcular 6 sem calcu-
ladora.
No exercício 34 os alunos
são solicitados a trabalhar
aplicações da “notação cien-
tíf ica”. Sugira que façam
uma pesquisa sobre este
tema.
34. a) 1,2569 x 103;
b) 1,2569 x 104;
c) 2,5 x 108;
d) 3,7 x 10–4.
35. a) Raiz quadrada de 64;
É o número 8;
b) Quatro.
36. a) 6;
b) 2;
c) 3.
37. A raiz quadrada de umnúmero natural N que é
um quadrado perfeito, é
outro número natural R
tal que R2 = N.
? ? ?
?
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 29 10/05/13 19:34
30
Observe que esse cálculo equivale a procurar um número cujo quadrado
seja 6. Observe também que, como 4 < 6 < 9, a raiz quadrada de 6 deve
ser um número entre a raiz quadrada de 4 (que é 2) e a raiz quadrada 9
(que é 3). Portanto, a raiz quadrada de 6 é um decimal entre 2 e 3, ou
seja, tem na parte inteira o algarismo 2 e, nas ordens decimais, alguns
algarismos.
Veja, no quadro a seguir, como podemos encontrar um valor aproximado
de 6 por tentativas. Chamemos de x esse valor procurado.
Comecemos as tentativas pelo valor x = 2,6. Temos:
Explique aos alunos que
o estudo das raízes quadra-
das tem vários objetivos,
dentre os quais possibilitar
calcular medidas de lados
de quadrados conhecidas as
áreas destes, bem como na
resolução de equações do
segundo grau que vão ser
estudadas neste ano.
Visite ou recomende o
site
http://amp746.wordpress.
com/2008/03/02/matemati-
ca-raiz-quadrada-nos-tem-
pos-de-cristo/.
38. a) a = 6,0025;
b) 6,0025 > 6 (2,455 é
muito) c = 5,9535;
c) 5,9536 < 6 (2,44 é
pouco).
39. 2,44.
Pelo quadro você observa que 6 é um decimal entre 2,4 e 2,5. Você
pode então dizer que 2,4 é um valor aproximado para a raiz quadrada
de 6 “por falta”, e que 2,5 é um valor aproximado da raiz quadrada de
6 “por excesso”. Em geral, é costume dar o valor aproximado por falta.
Assim, podemos concluir:
A raiz quadrada aproximada de 6 a menos de um décimo, por falta,
é 2,4. E podemos escrever:
(lê-se: raiz quadrada de 6 é aproximadamente igual a 2,4).
39. Com base nos resultados obtidos no quadro anterior, qual é o valor
aproximado de 6 a menos de um centésimo por falta?
Se você quiser, pode calcular a raiz quadrada de 6 a menos de um cen-
tésimo, isto é, com duas ordens decimais. Basta agora fazer tentativas
dando valores a x desde 2,41 até 2,49. É recomendável começar por
2,45 e ir aumentando, caso os quadrados de x permaneçam menores
que 6, ou ir diminuindo, caso os quadrados de x permaneçam maiores
que 6.
38. Observe o quadro a seguir e escreva os valores que substituem corre-
tamente cada letra:
Tentativas Valor de x x2 Comentário
1a tentativa 2,6 (2,6)(2,6) = 6,76 6,76 > 6 (2,6 é muito)
2a tentativa 2,5 (2,5)(2,5) = 6,25 6,26 > 6 (2,5 é muito)
3a tentativa 2,4 (2,4)(2,4) = 5,76 5,76 < 6 (2,4 é pouco)
Tentativas Valor de x x2 Comentário
1a tentativa 2,45 (2,45)(2,45) = a b
2a tentativa 2,44 (2,44)(2,44) = c d
6 2 4,≅
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 30 10/05/13 19:34
31
40. Escreva usando símbolos: a raiz quadrada de 6 é aproximadamente
igual a 2,44.
O cálculo da raiz quadrada de um número usando a calculadora é
extremamente simples: basta digitar o número e o símbolo da raiz
quadrada ( ) , que imediatamente surgirá uma aproximação do
valor no visor, de acordo com a quantidade de casas decimais que
a calculadora é capaz de manipular.
Use sua calculadora e:
Digite 6
Digite
Observe no visor: 2,4494897
Logo, você pode afirmar que:
A raiz quadrada de 6 a menos de um décimo, por falta, é 2,4.
A raiz quadrada de 6 a menos de um centésimo, por falta, é 2,44.
A raiz quadrada de 6 a menos de um milésimo, por falta, é 2,449,
...e assim por diante.
Uma última observação sobre raízes quadradas. Se você tiver que calcular raízes quadradas
de decimais por tentativas, deve seguir o processo anterior. Por exemplo, para calcular
14 27, , comece observando que, como 9 < 14,27 < 16, a raiz quadrada de 14,27 deve
ser um decimal entre 3 (que é raiz quadrada de 9) e 4 (que é raiz quadrada de 16). Portanto,
comece tentando 3,5.
41. Faça as tentativas sugeridas e escreva suas conclusões.
a) Use a calculadora e verifique que 14 27, 3,7775653.
Escreva os valores aproximados, por falta, de 14 27, :
b) A menos de um décimo.
c) A menos de um centésimo.
d) A menos de um milésimo.
e) A menos de um décimo de milésimo.
42. Divida o numerador pelo denominador e calcule as raízes quadradas
aproximadas ou exatas das seguintes frações, usando a calculadora:
a) 4
7
c) 2
15
e) 5
11
g) 9
100
b) 8
9
d) 13
12
f) 16
100
h) 1
100
43. Transforme os resultados dos itens (f), (g) e (h) anteriores em frações.
40. 6 2 44,≅
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, os qua-
dros em destaque do exer-
cício 40 (os dois quadros).
Anteceda o exercício 42
com estimativas feitas pelos
alunos, perguntando quanto
à parte inteira de: a) raízes
quadradas de números entre
zero e 1 (decimais de parte
inteira zero); b) raízes qua-
dradas de números entre 1 e 4
(decimais de parte inteira 1);
c) raízes quadradas de núme-
ros entre 4 e 9 (parte inteira
2). Peça que justifiquem as
respostas.
42. a) 0,75;
b) 0,94;
c) 0,36;
d) 1,04;
e) 0,67;
f) 0,4;
g) 0,3;
h) 0,1.
43. (f) 4/10, (g) 3/10, (h)
1/10.
O objetivo do exercício 44
é que os alunos “descubram”
que, para números positivos,
.
Explore mais exemplos
com esta característica.
41. a) Verificação do aluno;
b) 3,7;
c) 3,77;
d) 3,777;
e) 3,7775.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 31 10/05/13 19:34
32
44. Usando os resultados anteriores, copie e escreva em seu caderno as
raízes quadradas a seguir na forma de fração. Depois, discuta com
seus colegas se descobriram algum fato interessante. Caso afirmativo,
descreva que conclusões foram tiradas.
a) 16
100
= b) 9
100
= c) 1
100
=
45. Observe a tabela:
Responda:
a) Qual é a terça parte de 81? E de 27? E de 9?
b) Na segunda linha, cada número é igual ao anterior, dividido por quanto?
c) Qual é a terça parte de 1
3
?
d) Qual é a terça parte de 1
9
?
46. Copie e complete:
a) 2
5
5
2
2 2
=
=
−
b) 3
8
8
3
2 2
=
=
−
47. Copie em seu caderno e complete:
a) 25 × 10–1 = d) 25 × 10–4 = g) 253 × 10–3 =
b) 25 × 10–2 = e) 253 × 10–1 = h) 253 × 10–4 =
c) 25 × 10–3 = f) 253 × 10–2 =
48. Escreva os números a seguir como produto de um decimal com um
algarismo na parte inteira multiplicado por uma potência de dez:
a) 356,98 c) 32 000 000 000 e) 0,000007
b) 23 687 d) 0,00045
? ?
?
?
?
?
?
?
44. a) 4/10;
b) 3/10;
c) 1/10.
Possível resposta:
Concluímos que, se a e b são
números positivos,
Comente com a turma que
o procedimento descrito na
resposta 44 é válido, em geral,
sistematizando a regra corres-
pondente. Veja a observação da
página 14.
No capítulo 8, ao estudarem
os expoentes fracionários, esta
conclusão será justificada. Aqui,
abordamos apenas o caso de nu-
meradores e denominadores que
são quadrados perfeitos.
Explore atividades análogas
às anteriores para produtos.
Assim:
a ) D a d a s a s r a í z e s
, proponha que
os alunos calculem os produtos
e depois, usando a calculadora,
calculem as raízes quadradas.
Depois, em cada caso, que calcu-
lem as raízes quadradas de cada
fator, multipliquem os resultados
e comparem com as raízes qua-
dradas dos produtos.
b) Em seguida, descrevam
com suas palavras o que ob-
servaram.
Também aqui o objetivo é, para
positivos: .
Faça breve abordagem oral
sobre as atividades do “Apren-
dendo em casa” para verificar
se os alunos estão aptos a re-
solvê-las.
47. a) 2,5;
b) 0,25;
c) 0,025;
d) 0,0025;
e) 25,3;
f) 2,53;
g) 0,253;
h) 0,0253.
48. a) 3,5698 x 102;
b) 2,3687 x 104;
c) 3,2 x 1010;
d) 4,5 x 10–4;
e) 7 x 10–6.
?
? ? ?
Potências de três 34 33 32 31 30 3–1 2–2 2–3
Valores 81 27 9 3 1
1
3
1
9
1
27
a
b
a
b
.=
?
45. a) 27, 9, 3, respectivamente;
b) Dividido por três;
c) 1/9;
d) 1/27.
46. a) 25/4;
b) 64/9.
Aprendendo em casa
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 32 10/05/13 19:34
33
49. Use a calculadora e verifique que 17 48, 4,1809089.
Use este resultado e escreva os valores aproximados, por falta,
de 17 48, :
a) A menos de um décimo.
b) A menos de um centésimo.
c) A menos de um milésimo.
d) A menos de um décimo de milésimo.50. Calcule os valores decimais ou exatos das frações a seguir. Depois, cal-
cule suas raízes quadradas exatas ou aproximadas, por falta, conforme
cada caso:
a)13
7
c) 8
15
e) 5
11
g) 81
100
b) 4
9
d) 7
12
f) 36
100
Observe a reta numerada:
49. Verificação do aluno
a) 4,1;
b) 4,18;
c) 4,180;
d) 4,1809.
50. a) 1,36;
b) 0,66;
c) 0,73;
d) 0,76;
e) 0,67;
f) 0,6;
g) 0,9.
Recorde o conceito de
semirretas opostas (desenhe
três pontos colineares A, B, C
com B entre A e C e pergunte
o nome da semirreta oposta à
semirreta BC).
Recorde o conceito de co-
ordenada (ou abscissa) de um
ponto na reta numerada.
ATIVIDADES ORAIS
• OC e OP.
• 0, 1 e 2.
• O ponto C. A abscissa é – 8.
• Zero.
• OP.
• 4/4 e 8/4.
• 8/4 – 7/4.
• 7/4 – 4/4.
• Ao ponto de abscissa 2.
–8 0 1 2
Responda ou faça o que se pede:
• Dê o nome de duas semirretas opostas de origem O.
• Três coordenadas correspondem a números naturais. Quais são eles?
• Qual é o ponto cuja abscissa é um número inteiro negativo? Qual é essa abscissa?
• Qual é a abscissa da origem O?
• Em qual das semirretas se localizam os pontos de abscissas positivas: OP ou OC?
• Quais são as expressões dos números l e 2 como frações de denominador 4?
• Quem é menor: 7
4
4
4
– ou 8
4
7
4
– ?
• Qual dessas duas diferenças corresponde à distância entre P e o ponto de abscissa 1?
• A outra dessas duas diferenças corresponde à distância entre P e qual ponto da reta
numerada?
Coordenadas e aplicações
Explorando o que você já sabe
C O P
7
4
–
1
2
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 33 10/05/13 19:34
34
Você já sabe que para dar a localização de um ponto numa reta, escolhi-
das a origem e a orientação, basta um número real. Sabe, também, que
esse número chama-se coordenada ou abscissa do ponto. Mas, como
proceder se você quiser representar a posição de um ponto no plano?
A resposta a essa pergunta é o que você verá nas próximas atividades.
51. Observe os dois nomes a seguir:
José Maria Maria José
Eles podem representar a mesma pessoa? Justifique sua resposta.
52. Imagine que você está em uma esquina e recebe, de duas pessoas, as
seguintes informações:
• Para chegar à esquina que você quer, basta seguir para a direita 5 quadras e, depois,
virar à esquerda, caminhando 2 quadras.
• Para chegar à esquina que você quer, basta seguir para a direita 2 quadras e, depois,
virar à esquerda, caminhando 5 quadras.
Para ajudar seu raciocínio, observe a figura e imagine que, quando recebeu
as informações, você estava na origem das semirretas. Nestas condições,
as expressões “andar para a direita”
e “andar para a esquerda” devem ser
entendidas como andar no sentido
da semirreta horizontal e da semir-
reta vertical, respectivamente.
a) Seguindo a primeira informação, em
qual ponto você chegaria: P ou Q?
b) E seguindo a segunda informação?
Observe: ao lado de P, se vê escrito
(2,5) e, ao lado de Q, se vê escrito (5, 2).
• Dizemos que 2 é a abscissa de
P e 5 a ordenada de P
• Dizemos que 5 é a abscissa de Q e 2 é a ordenada de Q
Como se vê a ordem na qual os números são escritos é importante.
Por esse motivo, dizemos que (2, 5) e (5, 2) são “pares ordenados” de
números reais.
Escrevemos: (2, 5) e lemos: “par ordenado dois, cinco”.
(5, 2) e lemos: “par ordenado cinco, dois”.
Dizemos que: (2, 5) representa as coordenadas de P.
(5, 2) representa as coordenadas de Q.
Comente com os alunos
que as atividades a seguir são
muito semelhantes ao jogo
muito conhecido por eles,
chamado de “batalha naval”.
Caso alguns não conheçam,
peça aos que conhecem que
usem o quadro para explicar
como é este interessante
jogo.
Comente com os alunos
que, tal como neste exercí-
cio, em Matemática existem
diversas situações em que a
ordem dos termos é impor-
tante. Cite alguns exemplos,
como: (a) Diferença entre
dois números: a diferença
entre 8 e 3, nesta ordem, é 5,
enquanto a diferença entre
3 e 8, nesta ordem, é –5. (b)
Calcular o quadrado da soma
é diferente de calcular a soma
dos quadrados. E outros.
Desenhe, no quadro, ape-
nas o primeiro quadrante,
como na figura ao lado, e
explore os conceitos de par
ordenado, abscissa, orde-
nada e origem através de
exercícios para os alunos
resolverem.
52. a) Q;
b) P.
P (2,5)
Q (5,2)
1
2
3
4
5
6
7
8
or
ig
em
8765320
51. Não. José Maria é nome de
homem e Maria José é nome
de mulher.
1 4
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 34 10/05/13 19:34
35
53. A seguir, observe a figura e a convenção relacionada com ela.
(A) Pontos do eixo dos x têm abscissas positivas se situados à direita
da origem, e negativas se situados à esquerda.
(B) Pontos do eixo dos y têm ordenadas positivas se situados acima
da origem, e negativas se situados abaixo.
Considerando que os lados dos pequenos quadradinhos medem 1, pela
convenção, temos para alguns dos pontos as seguintes coordenadas:
A = (2,5), B = (4,5).
Agora escreva, em seu caderno, as coordenadas de todos os outros
pontos desde o ponto C até o ponto I.
54. Os eixos coordenados formam quatro ângulos retos que limitam regiões
do plano chamadas de “quadrantes”. Veja, na figura, a identificação de
cada um dos quadrantes:
(ou eixo das abscissas)eixo dos x
eixo dos yy
X
H
G
I
C D
A BE
F
origem
(ou eixo das ordenadas)
1º quadrante2º quadrante
4º quadrante3º quadrante
y
x0
Diga a qual quadrante pertence
um ponto de coordenadas (x, y),
se:
a) x é positivo e y é negativo.
b) x é negativo e y é positivo.
c) x e y são positivos.
d) x e y são negativos.
Diga a qual eixo coordenado per-
tence um ponto de coordenadas
(x, y), se:
e) x é igual a zero e y é diferente de zero.
f) x é diferente de zero e y é igual a zero.
Desenhe, no quadro, um
sistema de coordenadas
cartesianas como na figura
do exercício 53. Proponha
exercícios semelhantes para
os alunos resolverem.
Explore situações relacio-
nadas com pontos sobre os
eixos coordenados para que
os alunos notem que, neste
caso, uma das coordenadas é
zero. Em particular, explore
as coordenadas da origem.
53. C (2; 2);
D (4; 2);
E (–4; 4);
F (–3; – 4);
G (3; – 3);
H (3; 0);
I (0; – 2).
54. a)4º quadrante;
b) 2º quadrante;
c) 1º quadrante;
d) 3º quadrante;
e) eixo das ordenadas;
f) eixo das abscissas.
Peça a um aluno que de-
senhe no quadro um sistema
cartesiano e, nele, marque
o ponto P de coordenadas
(2, 5). Depois, que use esta
representação para ler o texto
do alto da página 35, identi-
ficando todos os elementos
nele citados.
Professor(a): com base
em diversos exercícios deste
capítulo, proponha situações-
problema contextualizadas,
relacionadas com outros
blocos de conteúdo, bem
como as diversas áreas do
conhecimento humano. Para
isto, veja as diversas suges-
tões no item 7.1 do Manual
do Professor contidas nas
páginas 22 a 28.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 35 10/05/13 19:34
36
Sugira pesquisas sobre
algum ou alguns desses fatos
(para apresentação em próxi-
mas aulas):
a) Quem foi René Descar-
tes?
b) Quais os principais
trabalhos de Descartes
na Matemática?
c) O que é a Geometria
Analítica?
Esclareça que, para faci-
litar a compreensão, utiliza-
mos números inteiros como
coordenadas dos pontos.
Entretanto, é necessário en-
tender que:
a) A cada ponto do plano
cartesiano corresponde
um único par ordenado
(x, y) cujas coorde-
nadas são números
reais.
b) A cada par ordenado
(x, y) cujas coorde-
nadas são números
reais corresponde um
único ponto no plano
cartesiano.
Se julgar necessário, reve-
ja os conceitos de simetria e
eixo de simetria, estudados
nos anos anteriores.
55. a) B e B’ são simétricos
em relação ao eixo
dos y porque estão na
mesma perpendicular
ao eixo e estão a uma
mesma distância deste
eixo; (outra resposta
possível; C e B).
b) B e A’ não estão em
uma mesma perpen-
dicular ao eixo dos x
bem como não equi-
distam de tal eixo;
c) São, porque têmtrês
pares de lados simétri-
cos em relação a este
eixo (os extremos des-
ses pares de lados são
simétricos em relação
ao eixo dos x).
O x
y
A (3, 4)A’ (–3, 4)
B B’
R (3, 2)
y
x
R’ (3, –2)
Q (–1, 3)
P (–2, 1)
P’ (–2, –1)
Q’ (–1, –3)
Se o par ordenado (2, 5) contém as coordenadas de um ponto P, pode-
mos resumir:
(2, 5)
• 2 é a abscissa ou primeira
coordenada do ponto P;
• A abscissa é medida no
eixo horizontal;
• Dá a distância de P ao eixo
vertical.
• 5 é a ordenada ou segunda
coordenada do ponto P;
• A ordenada é medida no
eixo vertical;
• Dá a distância de P ao eixo
horizontal.
C C’
• A reta horizontal é chamada de eixo das abscissas ou eixo dos x.
• A reta vertical é chamada de eixo das ordenadas ou eixo dos y.
• Os dois eixos formam o que se chama um sistema de coordenadas cartesianas.
• O ponto de interseção dos eixos chama-se “origem” do sistema de coordenadas.
• Os números x e y do par ordenado (x, y), que dá a posição de um ponto P no plano,
chamam-se coordenadas do ponto P.
Dado um sistema de coordenadas, tem-se que:
A cada ponto do plano corresponde um único par ordenado de números reais.
A cada par ordenado de números reais corresponde um único ponto do plano.
55. Observe as figuras I e II a seguir:
( I ) ( II )
Na figura (I), os pontos A e A’ são simétricos em relação ao eixo dos y
porque estão na mesma perpendicular ao eixo das ordenadas e suas
distâncias ao eixo são iguais.
a) Identifique outro par de pontos simétricos da figura I, diga em relação a qual eixo
esses pontos são simétricos e por que são simétricos.
b) Escreva razões para justificar por que os pontos B e A’ não são simétricos em relação
ao eixo dos x.
c) Os dois triângulos da figura II são simétricos em relação ao eixo dos x? Por quê?
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 36 10/05/13 19:34
37
56. Considere que os dois triângulos da figura a seguir são simétricos em
relação ao eixo dos y:
a) Se as coordenadas de A são (–2, 7), quais são as coordenadas de A’?
b) Se as coordenadas de B’ são (8, 3), quais são as coordenadas de B?
c) Qual dos pares a seguir pode conter coordenadas de C’: (–5; 8) ou (5, –8)? Justifique
sua resposta.
d) Agora, com base no item anterior, dê as coordenadas de C.
57. Observe a figura abaixo e escreva as coordenadas dos pontos A, B, U,
V, X, Y, Z, W, S, T.
56. a) (2, 7);
b) (–8, 3);
c) É o par ordenado
(5, –8) porque C’, sen-
do do quarto quadran-
te, tem que ter abscissa
positiva e ordenada
negativa;
d) (–5, –8).
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
Recorde o conceito de
ponto médio M de um seg-
mento AB: M deve pertencer
ao segmento AB e satisfazer
à condição AM = MB.
58. a) Trapézio isósceles;
b) Losango;
c) É o ponto médio das
duas diagonais.
y
x
B
C
O
A’A
B’
C’
Aprendendo em casa
58. Para cada item a seguir desenhe, em um papel quadriculado, dois eixos
coordenados como na figura anterior, e faça o que se pede.
a) Marque os pontos A = (3, 4), B = (–3, 4), C = (–5, –3), D = ( 5, –3). Agora, desenhe
o quadrilátero ABCD. Como se chama o quadrilátero que você desenhou?
b) Marque os pontos X = (5, 0), Y = (0, 3), Z = (–5, 0) e W = (0, –3). Agora, desenhe
o quadrilátero XYZW. Como se chama o quadrilátero que você desenhou?
c) Pinte as duas diagonais do quadrilátero XYZW de cores diferentes. O que se pode
dizer da origem do sistema de coordenadas em relação a essas diagonais?
y
x
w
t u
vX
s
O
y
z
A B
57. A (0, –3);
B (3, –3);
U (5,4);
V (4,0);
X (–2,0);
Y (–3, –2);
Z (– 3, –3);
W (0,1);
S (–3,3);
T (2,3).
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 37 10/05/13 19:34
38
Você já sabe que:
a) 4 2= porque 22 = 4; b) 9 3= porque 32 = 9.
De modo equivalente, podemos dizer:
a) 2 22 = b) 3 32 =
Em geral, se representarmos um número real positivo pela letra a,
temos: a a2 =
Você já sabe que, sendo a e b números reais positivos, tem-se:
ab a b= ×
Como 8 = 23 = 22 × 2, temos:
Também, 72 8 9 2 3 2 2 3 2 3 2 6 23 2 2 2= × = × = × × = × = .
Logo após o texto que contém
a definição da raiz quadrada,
explore atividades como as pro-
postas a seguir, para que os alunos
“descubram” o processo de sim-
plificar raiz quadrada dividindo
expoentes pares por 2:
a) a raiz quadrada de 16,
considerando 16 como
quadrado de 4;
b) fatorar 16 para que os alu-
nos verifiquem que a raiz
quadrada de 16 é igual à
raiz quadrada de 24, que é
igual a 22 ;
c) atividades análogas às
anteriores com 64 como
quadrado de 8 ou quadrado
de 23;
d) idem, com 81 = 92 = 34.
Se achar adequado, defina e
dê exemplos:
(a) Valor absoluto:
|a| = a se a ≥ 0 e |a| = –a
a < 0, (a e );
(b) Raiz quadradda:
a2 = |a|, a ≥ 0, a .
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, o quadro em
destaque ao lado.
Comente com a turma que o
procedimento descrito no quadro
em destaque se restringe, no mo-
mento, a números naturais que
possam ser fatorados completa-
mente, bem como a monômios.
Este processo chama-se
“simplificação de radicais”.
Em geral, se os radicandos são
números compostos, procedemos
como se vê descrito
no quadro.
Para simplificar um radical contendo o símbolo de raiz quadrada:
• Fatora-se o radicando.
• Dividem-se os expoentes pares por dois, extraindo os fatores correspondentes
do radical.
• Se os expoentes forem ímpares, escrevem-se os fatores correspondentes como
produtos de dois fatores, um contendo o maior par contido no expoente ímpar
obtido e outro com expoente l.
• Extraem-se os fatores de expoente par dos radicais, dividindo os expoentes por
dois, e conservam-se no radical os de expoente l.
• Efetuam-se os produtos indicados.
Explorando o que você aprendeu
e aprendendo mais
8 = 23 = 22 × 2 = 22 × 2 = 2 2.
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 38 10/05/13 19:34
39
Veja mais alguns exemplos: (considere a, b e x números reais não ne-
gativos)
A( ) = × × = × × = × =300 2 3 5 2 5 3 2 5 3 10 32 2 2 2 ;
B( ) = × = × = × =80 2 5 2 5 2 5 4 54 4 2 ;
C x( ) = × × = × × × = × × =1260 2 3 5 7 2 3 5 7 2 3 35 6 352 2 2 2 ;
D x x x x( ) = × × = × × × =84 2 3 7 2 3 7 2 214 2 4 2 4 2 ;
E a b a b a ab b a b ab a b ab( ) = = × = =32 2 2 2 2 2 4 25 3 5 5 3 4 4 2 2 2 2 .
59. Simplifique os radicais a seguir: (considere x e y positivos)
a) 8 c) 24 e) x y4 6 g) 45
b) 20 d) 48 f) 27 h) 72
60. O conjunto dos números reais positivos é representado por . Quais
números reais a seguir pertencem a esse conjunto?
a)
–
1
8
b) c) 1,25 d) 0 e)
3
4
*+
59. a) 2 2;
b) 2 5;
c) 2 6;
d) 4 3;
e) x2y3;
f) 3 3;
g) 3 5;
h) 6 2.
Recorde que em x.x, o
ponto representa multipli-
cação.
Recorde que em (ab)(a2c)
os parênteses representam
a multiplicação dos dois
monômios.
60. Os números 3/4, 9 e 1,25.
Recomende ou explore a
leitura de:
“Frações e números de-
cimais”
Coleção Pra que serve a
Matemática?
Imenes – Jakubo – Lellis
Atual Editora
Ao término do estudo do
capítulo, reveja com os alunos,
a seu critério, o significado de
alguns dos termos destacados
na cor azul no capítulo.
Ao elaborar questões de
verif icação da aprendiza-
gem, um bom recurso é uti-
lizar problemas semelhantes
aos explorados no capítulo
trocando algum dado pela
incógnita e vice-versa (e
respectivos valores).
Exemplificando: Situação-
problema explorado: Luciana
quer comprar um celular mas
possui apenas ¾ do preço:
R$ 321,00. Qual o preço do
celular? Situação-problema
de verificação: Luciana quer
comprar um celular que custa
R$ 640,00, mas possui apenas
¾ desse valor. Quanto Luciana
precisa ter a mais para comprar
o celular? Observe que existem,
pelo menos, duas maneiras de
resolver este problema.
Outra sugestão: Usar re-
cíprocas de situações dadas.
Exemplificando: Dadas as
medidas dos lados de um
quadrado, pedir para calcular
a medida do lado do hexágo-
no regular que temo mesmo
perímetro do quadrado. Veri-
ficação: Dadas as medidas dos
lados de um hexágono regular,
pedir para calcular as medidas
dos lados de um quadrado que
tem o mesmo perímetro do
hexágono.
Você sabia?
π =
c
d
O número π é um dos mais famosos números irracionais. É
definido como a razão do comprimento de uma circunferência
por seu diâmetro.
π 22
7
.
c
0
d
O grande matemático grego
Arquimedes (287-212 a.C.)
calculou uma das primeiras
aproximações racionais
de π :
9
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 39 10/05/13 19:34
40
Se ainda tem dúvidas sobre Reveja os exercícios
Como reconhecer números naturais como inteiros, inteiros
como racionais e racionais como reais. 1 a 7, 21 a 23.
Como usar a calculadora para obter o decimal equivalente a
uma fração. 10, 11, 13.
Como identificar frações cujas expressões em decimais sejam
finitas ou periódicas, e como reconhecer períodos de dízimas
periódicas.
10, 11, 13, 19, 20.
Como transformar dízimas em frações. 12.
Como identificar decimais como números racionais ou núme-
ros irracionais, positivos ou negativos. 9, 14 a 16.
Como usar o conceito de subconjuntos para representar os
diagramas dos conjuntos N, , e . 26 e 27.
Como dar valores aproximados de racionais ou de irracionais a
menos de um décimo, um centésimo, um milésimo etc. 17, 18, 20.
Como representar frações ou decimais na reta numerada. 8 e 24.
Como calcular potências de expoentes negativos. 28 a 30, 45, 46.
Como usar potências de dez com expoentes negativos para
representar decimais. 31 a 34, 47, 48.
Como calcular raízes quadradas aproximadas por tentativas
ou usando a calculadora. (Aproximações a menos de um
décimo, um centésimo, um milésimo etc.)
35 a 44, 49, 50.
Como localizar pontos no plano cartesiano usando pares
ordenados de números reais: suas coordenadas. 51 e 52.
Como identificar: eixos cartesianos, plano cartesiano, qua-
drantes, abscissas e ordenadas. 51 a 54, 57.
Como construir ou identificar figuras simétricas no plano
cartesiano. 55 e 56.
Como construir polígonos no plano cartesiano, dadas as
coordenadas de seus vértices. 58.
Como simplificar radicais usando a fatoração. 59.
Como representar o conjunto dos números reais positivos e
identificar se números reais dados pertencem ou não a esse
conjunto.
60.
? Verifique se você aprendeu
Mat9Cap1_NOVA2012.indd 40 10/05/13 19:34
CapItulo 2
Matemática
financeira
M
ar
ia
A
de
la
id
e
S
il
va
|
D
re
am
st
im
e.
co
m
-
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 41 10/05/13 20:09
Neste capítulo, você vai aprender como:
• Resolver problemas relacionados com os conceitos de porcentagem, principal e
taxa.
• Resolver problemas relacionados com juros simples e juros compostos.
• Resolver problemas de cálculos de aumentos percentuais.
• Resolver problemas de cálculos de descontos percentuais.
• Resolver problemas de cálculos de comissões.
Ao lado, explicita-
mos os objetivos gerais
do capítulo. Sugerimos
um breve comentário
sobre os mesmos, uti-
lizando as ilustrações
da página.
Leia o último texto
da página 10 (Obser-
vação importante).
Professor(a): Neste
e em outros capítu-
los, são exploradas
diversas si tuações
para que os alunos
“descubram”, a par-
tir de casos particu-
lares, propriedades de
números, de figuras,
regras de cálculos
etc. É extremamente
importante que, após
estas “descobertas”,
sejam feitas obser-
vações afirmando que
tais conclusões são
verdadeiras (e, even-
tualmente, provar estes
fatos) para que não
fique a falsa ideia de
que, a partir de poucos
casos particulares, é
possível generalizar.
Sempre que possível,
use expressões algé-
bricas para expressar
tais generalizações,
bem como de algumas
regularidades relacio-
nadas com sequências
númericas.
Valor em
reais
Porcentagem
de aumento
Cálculo do
aumento
Valor após
aumento
Outra forma
de calcular
120 18%
70 50%
160 25%
Valor em
reais
Porcentagem
de desconto
Cálculo do
desconto
Valor após
desconto
Outra forma
de calcular
90 18%
80 50%
60 25%
Capital emprestado: R$ 600,00. C =
Taxa mensal de juros simples: 2% a.m. i = 3% =
Tempo de empréstimo: 7 meses. t =
Cálculo dos juros a cada mês: C.i =
Cálculo dos juros após 7 meses: j = C.i.t =
Cálculo do montante após 7 meses: M = C + C.i.t =
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
?
?
?
?
?
?
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 42 10/05/13 20:09
43
• Diga como se lê: 32%.
• Qual é a fração de denominador 100, equivalente a 12%?
• 15% e 0,15 representam uma mesma fração. Qual?
• A fração
43
100
representa quantos por cento?
Professor(a): para a sequên-
-cia das atividades das aulas,
recomendamos criar o hábito
de ler as sugestões que faço,
antes de explorar os exercícios
cujos números das respostas
são colocados posteriormente a
essas sugestões, porque a maior
parte delas ou reforça atividades
anteriores, ou, principalmente,
prepara os alunos para as ativi-
dades seguintes
Releia: na página 10, “Obser-
vação importante” e, na página
11, Recado ao(à) professor(a):
“Aproveitamos (...) e explore-
as”.
ATIVIDADES ORAIS
• Trinta e dois por cento.
• 12/100.
• 15/100.
• 43%.
As diversas operações relacio-
nadas com os as suntos abordados
a seguir envolvem cálculos que,
de preferência, devem ser efetu-
ados usando calculadoras. Duas
razões justificam esta sugestão:
1a) É importante que os alunos,
a partir deste ano, adquiram
completo domínio do uso da
calculadora (evidentemente fa-
zendo uma avaliação prévia do
resultado a obter). 2a) O evidente
ganho de tempo, principalmente
porque a maior parte das opera-
ções propostas envolve cálculos
com decimais.
1. a) Porcentagem: 840, principal
1 200, taxa 70%;
b) Porcentagem: 47,60, princi-
pal 680, taxa 7%.
Antes do exercício 2, recorde:
12% = 12/100 = 0,12. Logo, 12%
de 350 = 0,12 x 350 = 42.
Recorde, também, dividindo,
que 42/350 = 0,12 = 0,12% e
16/80 = 0,2 = 0,20 = 20%.
2. a) R$ 72,00;
b) 12 gramas;
c) 12 metros.
Pergunte: É possível que a
porcentagem seja maior que o
principal? Caso afirmativo, o
que dizer da taxa? R) Sim. Neste
caso, a taxa é maior que 100%.
Dê um exemplo de um acréscimo
maior que 100% (de preferência,
use interdisciplinaridade – su-
gestão: fenômenos biológicos x
crescimento populacional).
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Você vai fazer alguns exercícios de “aquecimento”. Para isso, vamos
relembrar três conceitos e três fórmulas que já conhecemos:
Na informação:
“Em cada 20 jogos disputados, o time A ganhou do time B 16 jogos, ou
seja, 80% dos jogos disputados”,
✓ o total de jogos (20) é o principal: (C)
✓ 80% é a taxa: (i)
✓ o número de jogos ganhos (16) é a porcentagem: (P)
1. Destaque a porcentagem, o principal e a taxa em:
a) 840 kg são 70% de 1 200 kg.
b) Calculando‑se 7% de R$ 680,00, encontra‑se R$ 47,60.
2. Dada a taxa e o principal, calcule as porcentagens nos seguintes casos:
a) 12% de R$ 600,00. b) 15% de 80 gramas. c) 25% de 48 metros.
Porcentagem, principal e taxa
Explorando o que você já sabe
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 43 10/05/13 20:09
44
3. Ao ser negociada a compra de um apartamento, ficou combinado que
o comprador daria ao vendedor 5% do valor do imóvel como sinal, até
que fossem providenciados os documentos nos cartórios. Se o aparta-
mento custava R$ 84 000,00, de quanto foi esse sinal?
Explore o exercício 3: o
“sinal” é a porcentagem cal-
culada à taxa de 5% sobre o
capital de R$ 84 000,00.
3. R$ 4 200,00.
Faça um breve comentário
sobre o que seja “sinal” de
compra, bem como as provi-
dências mínimas necessárias
na aquisição de um imóvel:
“contrato de compra e ven-
da”, “escritura”, “registros” e
as taxas necessárias a serem
pagas: ITBI, taxas de cartó-
rios, financiamentos, comis-
sões de corretores etc.
4. Multiplico a taxa (escrita
na forma decimal) pelo
principal.
No 5(a), 16 = (x%) (80)
x = 16/80 = 0,20 = 20%, (b)
e (c), análogos.
5. a) 20%;b) 30%;
c) 25%.
6. 3%.
7. Divido a porcentagem pelo
principal e escrevo os cen-
tésimos obtidos como “por
cento”.
Em 8 (a), faça 387 = 0,45x
x = 387/0,45, (b) e (c)
análogos.
8. a) R$ 860,00;
b) 480;
c) 584 kg.
9. R$ 18 000,00.
Sugira pesquisas sobre
as diversas modalidades de
seguros existentes. Explore
também guias de IPTU e o
significado de seus dados.
10. Divido a porcentagem
pela taxa, escrita na for-
ma de decimal.
Caso julgue necessário,
proponha mais atividades
como as propostas nos exer-
cícios 2, 5 e 8.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
4. Dada a taxa e o principal, que conta você faz para calcular a porcentagem?
5. Dada a porcentagem e o principal, calcule a taxa em cada caso:
a) 16 alunos são quantos por cento de 80 alunos?
b) 54 jogos são quantos por cento de 180 jogos?
c) 30 m2 são quantos por cento de 120 m2?
6. Por um apartamento que custa R$ 80 000,00, Lúcio pagou em janeiro
deste ano R$ 2 400,00 de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
Qual foi a taxa cobrada pela Prefeitura?
7. Dada a porcentagem e o principal, que conta você faz para calcular a taxa?
8. Dada a porcentagem e a taxa, calcule o principal em cada caso a seguir:
a) R$ 387,00 são 45% de qual valor?
b) 72 são 15% de que número?
c) 146 kg são 25% de quantos kg?
9. Celso pagou R$ 1 080,00 por um ano de seguro total de um automóvel.
Se a seguradora cobra 6% do valor do veículo, qual é o valor do auto-
móvel de Celso?
10. Dada a porcentagem e a taxa, que conta você faz para calcular o principal?
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 44 10/05/13 20:09
45
Resolvendo os exercícios 4, 7 e 10 anteriores, você usou frases da
linguagem comum para dizer como calcular cada um dos valores: por-
centagem, taxa ou o principal quando se conhece o valor dos outros
dois. Observe que, se chamamos a porcentagem de P, a taxa de i e o
capital de C, no cálculo da porcentagem correspondente à taxa de 12%
de um capital de R$ 600,00, o que fizemos foi: P = 0,12 × 600 = 72, ou
seja, em linguagem corrente: porcentagem = taxa vezes capital e, em
linguagem matemática:
Desta fórmula, deduzimos facilmente duas outras: i P
C
e C
P
i
= = , que
correspondem ao que você já expressou em linguagem comum:
para calcular a taxa, divido a porcentagem pelo capital
para calcular o capital, divido a porcentagem pela taxa
Observe que, nos cálculos, a taxa é expressa na forma decimal.
Por questão de econo-
mia de espaço, muitas das
respostas inseridas nas mar-
gens são breves. Entretanto,
é necessário criar nos alu-
nos o hábito de enunciar as
respostas coerentes com as
perguntas o mais completas
possível. Exemplo: Quan-
to Jorge pagou pela bola?
R) Jorge pagou ou R$.... pela
bola (e não, simplesmente,
R$....).
Deixe claro para os alunos
que as fórmulas para calcular
porcentagem, taxa e principal
não são de uso obrigatório.
Apenas resumem em lin-
guagem matemática o que,
enunciaram em linguagem
comum.
Confirme, entretanto, que
tais fórmulas são verdadei-
ras, para que não fiquem com
a falsa ideia de deduções a
partir de casos particulares.
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
11. a) Porcentagem: 1080;
principal: 1 800;
taxa: 60%;
b) Porcentagem: 108,00;
principal: 900; taxa:
12%.
12. a) R$ 120,00;
b) 21,6 gramas;
c) 84 metros.
13. R$ 4 160,00.
14. a) 30%;
b) 25%;
c) 20%.
1 1 . Destaque a porcentagem, o principal e a taxa em cada item abaixo:
a) 1 080 kg são 60% de 1 800 kg.
b) Calculando-se 12% de R$ 900,00, encontra-se R$ 108,00.
12. Dada a taxa e o principal, calcule as porcentagens nos seguintes casos:
a) 15% de R$ 800,00.
b) 18% de 120 gramas.
c) 35% de 240 metros.
13. Ao ser negociada a compra de um apartamento, ficou combinado que
o comprador daria 4% de sinal ao vendedor, até que fossem provi-
denciados os documentos nos cartórios. Se o apartamento custava
R$ 104 000,00, de quanto foi esse sinal?
14. Conhecendo a porcentagem e o principal, calcule a taxa, em cada caso:
a) 27 alunos são quantos por cento de 90 alunos?
b) 60 jogos são quantos por cento de 240 jogos?
c) 36 m2 são quantos por cento de 180 m2?
P = i.C
Aprendendo em casa
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 45 10/05/13 20:09
46
15. Por um apartamento que custa R$ 108 000,00, Lúcio pagou em janeiro
R$ 3 240,00 de IPTU. Qual foi a taxa cobrada pela Prefeitura?
16. Dada a porcentagem e a taxa, calcule o principal em cada caso a seguir:
a) R$ 322,00 são 35% de qual valor?
b) 1 170 são 18% de qual número?
c) 156 kg são 25% de quantos kg?
17. Celso pagou R$ 920,00 por um ano de seguro total de um automóvel. Se
a seguradora cobra 4% do valor do veículo, qual é o valor do automóvel
de Celso?
18. Lucas pagou R$ 1 200,00 pelo seguro total de seu automóvel, que custa
R$ 24 000,00. Qual foi a taxa cobrada pela seguradora?
19. Geraldo gasta 34% de sua renda mensal de R$ 1 300,00 com aluguel e
alimentação. Calcule quantos reais Geraldo gasta com esses dois itens
de despesas.
15. 3%.
16. a) R$ 920,00;
b) 6 500;
c) 624 kg.
17. R$ 23 000,00.
18. 5%.
19. R$ 442,00.
ATIVIDADES ORAIS
• Pagou com aumento.
• Pagou com desconto.
• Aumento.
• Significa que, a cada 100
reais do preço do apartamento
vendido, o corretor recebe 3
reais como pagamento por
seu trabalho.
Pergunte aos alunos:
a) Se o corretor recebe 3 reais
a cada 100, quanto receberá
a cada 10 000 reais?
R) 3 x 100 = 300.
b) Quanto o corretor recebe
ao vender um apartamen-
to de 50 000 reais?
R.) 5 x 300 = 1 500 reais.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
• Cláudia pagou, em atraso, R$ 54,85 por uma conta de água cujo valor original era
R$ 53,60. Pagou com aumento ou com desconto?
• Dario aproveitou uma liquidação e pagou R$ 32,00 por uma camisa que custava
R$ 36,00. Pagou com aumento ou com desconto?
• Acréscimo é sinônimo de aumento ou de desconto?
• Um corretor recebe, como comissão, 3% do valor de venda de cada apartamento
que vende. O que significa isso?
Você vai resolver, passo a passo, o problema a seguir:
Aumentos e descontos percentuais - comissões
Explorando o que você já sabe
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 46 10/05/13 20:09
47
20. Um bebedouro e purificador de água custava R$ 200,00 e teve acrés-
cimo de 3% no preço. Qual é o novo preço do bebedouro?
RESOLVENDO PASSO A PASSO:
a) Qual é a fração e qual é o decimal que representam 3%?
b) Se 3% representam 3/100, calcular 3% de 200 equivale a calcular quantos centésimos
de 200?
c) Para o cálculo do item (b) usando a taxa na forma de fração, por quanto se divide
200? Por quanto se multiplica depois o quociente obtido?
d) Faça os cálculos citados no item (c).
e) Some 3% de 200 com 200. Quanto você encontrou para a soma?
f) O que significa o resultado obtido no item (e)?
g) Escreva a resposta ao problema.
21. Multiplique 200 por 1,03 e compare com a resposta (e) do exercício
anterior. Os resultados obtidos foram iguais ou diferentes?
22. Observe a tabela a seguir:
20. a) 3/100; 0,03;
b) 3 centésimos de 200;
c) Por 100; por 3;
d) 200 : 100 = 2; 2 x 3 = 6;
e) 6 + 200 = 206;
f) O novo preço do bebe-
douro;
g) O novo preço do bebe-
douro é R$ 206,00.
Peça aos alunos que calcu-
lem novamente o acréscimo
usando a taxa como número
decimal.
Lembre aos alunos a pro-
priedade distributiva, através
de exemplos como:
1o) (7 + 2) x 9 =
7 x 9 + 2 x 9 =
63 + 18 = 81.
2o) 7 x 9 + 2 x 9 =
(7 + 2) x 9 = 81.
3º) 80 + 0,15 x 80 =
1 x 80 + 0,15 x 80 =
(1 + 0,15) x 80 =
1,15 x 80.
4º) 200 + 200 x 0,03 =
200 x 1 + 200 x 0,03 =
200 ( 1 + 0,03) =
200 x 1,03.
22. a) 0,15 x 80 + 80 = 92;
b) 1,15 x 80 = 92.
Calculando aumentos
Valor em
reais
Porcentagem
de aumento
Cálculo do
aumento
Valor após
aumento
Outra forma
de calcular
200 3% 200 × 0,03 = 6 200 + 6 = 206 200 × 1,03 = 206
60 15% 60 × 0,15 = 9 60 + 9 = 69 60 × 1,15 = 69
80 50% 80 × 0,50 = 40 80 + 40 = 120 80 ×1,50 = 120
120 25% 120 × 0,25 = 30 120 + 30 = 150 120 × 1,25 = 150
Agora, calcule os seguintes aumentos: (usando a calculadora, se quiser)
a) 15% de 80, calculando o aumento e somando com 80 para obter o novo valor após
o aumento.
b) 15% de 80, obtendo de uma única vez o novo valor após o aumento.
A segunda forma de calcular é mais rápida e muito fácil de entender.
Veja, como exemplo, o segundo cálculo da tabela anterior.
Observe que tivemos que somar 60 com 15% de 60, ou seja:
60 + 60 × 0,15 = 60 (1 + 0,15) = 60 × 1,15
Muito simples, não?
21. Iguais.
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 47 10/05/13 20:09
48
23.
24. a) 60 – 0,15 x 60 = 51;
b) 60 x 0,85 = 51.
25.
23. Copie a tabela abaixo em seu caderno e calcule os aumentos de dois modos,
como no exercício anterior.
V
al
or
e
m
re
ai
s
Po
rc
en
ta
ge
m
de
a
um
en
to
C
ál
cu
lo
do
a
um
en
to
V
al
or
a
pó
s
au
m
en
to
O
ut
ra
f
or
m
a
de
ca
lc
ul
ar
90
18
%
90
x
0
,1
8
=
1
6,
2
90
–
1
6,
2
=
7
3,
8
90
x
0
,8
2
=
7
3,
8
80
50
%
80
x
0
,5
0
=
4
0
80
–
4
0
=
4
0
80
x
0
,5
0
=
4
0
60
25
%
60
x
0
,2
5
=
1
5
60
–
15
=
4
5
60
x
0
,7
5
=
4
5
V
al
or
e
m
re
ai
s
Po
rc
en
ta
ge
m
de
d
es
co
nt
o
C
ál
cu
lo
d
o
de
sc
on
to
V
al
or
a
pó
s
do
d
es
co
nt
o
O
ut
ra
f
or
m
a
de
ca
lc
ul
ar
Valor em
reais
Porcentagem
de aumento
Cálculo do
aumento
Valor após
aumento
Outra forma
de calcular
120 18%
70 50%
160 25%
Calculando descontos
Valor em
reais
Porcentagem
de desconto
Cálculo do
desconto
Valor após
desconto
Outra forma
de calcular
80 15% 80 × 0,15 = 12 80 – 12 = 68 80 × 0,85 = 68
60 50% 60 × 0,50 = 30 60 – 30 = 30 60 × 0,50 = 30
120 25% 120 × 0,25 = 30 120 – 30 = 90 120 × 0,75 = 90
Valor em
reais
Porcentagem
de desconto
Cálculo do
desconto
Valor após
desconto
Outra forma
de calcular
90 18%
80 50%
60 25%
24. Observe a tabela a seguir:
Veja por que o segundo modo de calcular é equivalente ao primeiro. Por exemplo, no
primeiro cálculo da tabela, para saber o desconto de 15% de 80, devemos subtrair de 80
seus 15%, ou seja:
80 – 0,15
× 80 = 80 (1 – 0,15) = 80 × 0,85 = 68
Agora, calcule os seguintes descontos: (usando a calculadora, se quiser)
a) 15% de 60, calculando o desconto e subtraindo de 60 para obter o novo valor após
o desconto.
b) 15% de 60, obtendo de uma única vez o novo valor após o desconto.
25. Copie a tabela abaixo em seu caderno e calcule os descontos de dois mo-
dos, como no exercício anterior.
Muitos profissionais que atuam vendendo os mais variados artigos
recebem uma porcentagem do preço do artigo que venderam como
pagamento dos serviços prestados.
Este pagamento é chamado de “comissão”. Portanto, calcular comis-
sões é equivalente a calcular porcentagens. Veja algumas atividades
relacionadas com esses cálculos.
12
0
18
%
12
0
x
0,
18
=
2
1,
6
12
0
+
2
1,
6
=
1
41
,6
12
0
x
1,
18
=
1
41
,6
70
50
%
70
x
0
,5
0
=
3
5
70
+
3
5
=
1
05
70
x
1
,5
=
1
05
1
60
25
%
16
0
x
0,
25
=
4
0
16
0
+
4
0
=
2
00
16
0
x
1,
25
=
2
00
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 48 10/05/13 20:09
49
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos para resolvê-las.
26. R$1 800,00.
27. a) 1 680;
b) 31 000,00.
28.
29.
26. Um corretor de imóveis vendeu um apartamento por R$ 60 000,00,
recebendo 3% de comissão. Calcule quantos reais o corretor recebeu
de comissão nesse negócio.
14
0
20
%
14
0
x
0,
20
=
2
8
14
0
+
2
8
=
1
68
14
0
x
1,
20
=
1
68
90
50
%
90
x
0
,5
0
=
4
5
90
+
4
5
=
1
35
90
x
1
,5
=
1
35
24
0
25
%
24
0
x
0,
25
=
6
0
24
0
+
6
0
=
3
00
24
0
x
1,
25
=
3
00
V
al
or
e
m
re
ai
s
Po
rc
en
ta
ge
m
de
a
um
en
to
C
ál
cu
lo
do
a
um
en
to
V
al
or
a
pó
s
au
m
en
to
O
ut
ra
f
or
m
a
de
ca
lc
ul
ar
12
0
15
%
12
0
x
0,
15
=
1
8
12
0
–
18
=
1
02
12
0
x
0,
85
=
1
02
18
0
50
%
18
0
x
0,
50
=
9
0
18
0
–
90
=
9
0
18
0
x
0,
50
=
9
0
24
8
25
%
24
8
x
0,
25
=
6
2
24
8
–
62
=
1
86
24
8
x
0,
75
=
1
86
V
al
or
e
m
re
ai
s
Po
rc
en
ta
ge
m
de
d
es
co
nt
o
C
ál
cu
lo
do
d
es
co
nt
o
V
al
or
a
pó
s
de
sc
on
to
O
ut
ra
f
or
m
a
de
ca
lc
ul
ar
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Valor em
reais
Porcentagem
de aumento
Cálculo do
aumento
Valor após
aumento
Outra forma
de calcular
140 20%
90 50%
240 25%
Valor em
reais
Porcentagem
de desconto
Cálculo do
desconto
Valor após
desconto
Outra forma
de calcular
120 15%
180 50%
248 25%
27. Maurício trabalha em uma loja de tecidos e recebe 4% de comissão
pelas vendas que efetua. Sabe-se que:
a) Em janeiro, ele vendeu, ao todo, R$ 42 000,00 de tecidos. Quanto ele recebeu por
essas vendas?
b) Em fevereiro, ele recebeu R$ 1 240,00 por todas as vendas que efetuou. Quanto ele
vendeu em todo o mês de fevereiro?
28. Copie a tabela, em seu caderno, e calcule os aumentos de dois modos
diferentes:
29. Copie a tabela, em seu caderno, e calcule os descontos de dois modos
diferentes:
Aprendendo em casa
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 49 10/05/13 20:09
50
• Se você tomar emprestado 100 reais com o trato de pagar ao fim do mês o que
recebeu, mais 3%, quanto terá que pagar ao todo?
• E se a quantia emprestada for de 300 reais?
• Suponha que durante 2 meses uma mercadoria que custava 1 000 reais sofreu, a cada
mês, 10% de aumento. Qual é o preço dessa mercadoria ao fim dos dois meses?
ATIVIDADES ORAIS
• 103 reais.
• 309 reais.
• 1 210 reais.
No caso da terceira per-
gunta, faça com que os alu-
nos observem que, ao final
do primeiro mês, o preço
passou para 1 100 reais e,
portanto, para calcular o
valor ao final do segundo
mês, devemos somar 1100
com 10% de 1100, ou seja,
1100 + 110 =1210 reais.
Esta é uma primeira abor-
dagem sobre “juros com-
postos”, conceito de enorme
importância no dia a dia.
A João emprestou R$ 100,00
para Pedro.
Capital emprestado:
R$ 100,00. c
B Durante um ano. Tempo de empréstimo: t
C
Ao fim desse tempo, Pedro
devolveu para João os R$
100,00 e mais R$ 14,00
como recompensa pelo
empréstimo.
Juros: porcentagem do capital
tomado como empréstimo, a
ser paga a quem emprestou ao
final do tempo de empréstimo.
j
D Quanto João recebeu ao
todo ao final do empréstimo? Montante = Capital + Juros. M = C + j
E Qual foi a taxa de
empréstimo?
A taxa é representada por
quantos por cento 14 é de 100. i
Observe os dados da tabela a seguir onde, na primeira coluna, você vê
as partes de um problema seguidas de duas colunas, nas quais os sig-
nificados de diversos termos e seus símbolos são esclarecidos:
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Calculando juros simples e juros compostos
Explorando o que você já sabe
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 50 10/05/13 20:09
51
30. Responda, observando a segunda e terceira colunas da tabela da
página 50:
a) Como se chama a quantia emprestada e qual é a letra que a representa?
b) Qual é a letra que representa o tempo de empréstimo?
c) Quem empresta, ao receber a devolução do capital emprestado, recebe também uma
recompensa financeira pelo empréstimo. Como se chama essa recompensa e qual
é a letra que a representa?
d) Como se calcula o “montante”?
e) Calcule quantos por cento 14 é de 100.
31. Observe a tabela:
30. a) Capital (C);
b) t;
c) Juros (j);
d) Somando Capital +
Juros;
e) 14%.
31. a) R$ 300,00;
b) 1 ano;
c) R$ 45,00;
d) R$ 345,00;
e) 15%.
(45/300 = 0,15 = 15%)
Responda:
a) Qual foi o capital emprestado? d) Qual o valor do montante?
b) Qual foi o tempo de empréstimo? e) Qual foia taxa de empréstimo?
c) Qual o valor dos juros pagos?
Paguei 45 reais
pelo empréstimo de 300 reais. Logo,
paguei 15 reais a cada
100 reais que tomei de empréstimo.
Acho que paguei
15% de juros!
A Paula emprestou R$ 300,00 para
Dalmo.
Capital emprestado: c
B Durante um ano. Tempo de empréstimo: t
C
Ao fim desse tempo, Dalmo
devolveu para Paula os R$ 300,00
e mais R$ 45,00 como recompensa
pelo empréstimo.
Juros: porcentagem do
capital tomado como
empréstimo, a ser paga a
quem emprestou ao final
do tempo de empréstimo.
j
D Quanto Paula recebeu ao todo ao
final do empréstimo? Montante: Capital + Juros. M = C + j
E Qual foi a taxa de empréstimo?
A taxa é representada por
quantos por cento 45 é de
300.
i
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 51 10/05/13 20:09
52
32. Observe esta nova tabela:
32. a) R$ 400,00;
b) 1 mês;
c) R$ 8,00;
d) R$ 408,00.
Os cálculos ao lado são
válidos porque, nos exer-
cícios correspondentes, os
tempos de empréstimo foram
de 1 ano, 1 ano e 1 mês, res-
pectivamente. Para tempos
de empréstimos maiores
(como 2, 3 etc. anos ou me-
ses) veremos que os cálculos
são diferentes.
Uma taxa de 2%
significa que, a cada 100 reais que
tomo emprestado, pago 2 reais de
juros. Logo, como tomei 400 reais
emprestado, devo pagar 8 reais
de juros.
A Laura emprestou R$ 400,00 para
Marta. Capital emprestado: c
B Durante um mês. Tempo de empréstimo: t
C
Ao fim desse tempo, Marta
devolveu para Laura os R$ 400,00
e mais certa importância como
recompensa pelo empréstimo.
Juros: porcentagem do
capital tomado como
empréstimo, a ser paga a
quem emprestou ao final
do tempo de empréstimo.
j
D A taxa de empréstimo foi de 2% ao
mês. Taxa de empréstimo: i
E Quando Laura recebeu ao todo ao
final do emprêstimo? Montante: Capital + Juros. M = C + j
Responda:
a) Qual o valor do capital emprestado?
b) Durante quanto tempo durou o empréstimo?
c) Calcule os juros pagos por Marta pelo empréstimo.
d) Calcule o montante recebido por Laura, ao final do empréstimo.
Observe que o montante equivale a um acréscimo percentual ao capital
emprestado. Portanto, se estivermos interessados em calcular o mon-
tante diretamente, sem ter que calcular os juros e somar com o capital,
podemos usar o mesmo recurso já visto para calcular aumentos.
Assim, teríamos:
No primeiro caso (exercício 30) M = 100 x 1,14 = 114.
No segundo caso (exercício 31) M = 300 x 1,15 = 345.
No terceiro caso (exercício 32) M = 400 x 1,02 = 408.
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 52 10/05/13 20:09
53
Até aqui, podemos resumir o que você viu assim:
Termo Símbolo Significado
Capital C Quantia ou valor emprestado.
Tempo t Tempo de empréstimo.
Juros j
Valor a ser somado ao capital, indicado sob a
forma de porcentagem do capital.
Taxa i
“Por cento”, que permite calcular os juros. A
taxa pode ser anual ou mensal.
Montante M Soma dos juros com o capital.
Capital emprestado: R$ 800,00 C = 800
Taxa mensal de juros simples: 3% a.m. i = 3% = 0,03
Tempo de empréstimo: 2 meses. t = 2
Cálculo dos juros a cada mês: C.i = 800 × 0,03 = 24
Cálculo dos juros após 2 meses: j = C.i.t = 800 × 0,03 × 2 = 48
Cálculo do montante após 2 meses:
M = C + C.i.t = C(1 + it)
800 + 800 × 0,03 × 2 = 800 + 48 = 848
Observe que só vimos situações em que o tempo de empréstimo foi
ou de um ano, ou de um mês. Nas duas primeiras situações, dizemos
que as taxas de juros foram anuais e escrevemos:
14% a.a. (lê-se 14 por cento ao ano).
15% a.a. (lê-se quinze por cento ao ano).
Na terceira situação, dizemos que a taxa de juros foi mensal e escre-
vemos:
2% a.m. (lê-se dois por cento ao mês).
Agora, você verá situações diferentes, através de exemplos, que permitirão
distinguir os conceitos de “juros simples” e de “juros compostos”.
PRIMEIRO EXEMPLO:
(EMPRÉstIMOs A JuROs sIMPLEs)
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 53 10/05/13 20:09
54
33. Copie a tabela a seguir em seu caderno e complete-a, como no exemplo
anterior:
33. Capital emprestado: R$ 600,00 C =
Taxa mensal de juros simples: 2% a.m. i = 2% =
Tempo de empréstimo: 7 meses. t =
Cálculo dos juros a cada mês: C.i =
Cálculo dos juros após 7 meses: j = C.i.t =
Cálculo do montante após 7 meses: M = C + C.i.t =
?
?
?
?
?
?
SEGUNDO EXEMPLO:
(EMPRÉSTIMOS A JUROS COMPOSTOS)
Agora, veja como calcular o montante do empréstimo de R$ 800,00 a
juros compostos, à taxa de 3% ao mês, durante dois meses.
Acompanhe os cálculos:
Juros ao final do primeiro mês de empréstimo: 3% de 800 reais.
Cálculos: 800 x 0,03 = 24.
Montante ao final do primeiro mês: 824 reais.
No segundo mês considera-se emprestado não mais 800 reais, mas sim
824 reais, ou seja, o montante obtido ao final do primeiro mês.
Juros do empréstimo de 824 reais a 3% ao mês.
Cálculos: 824 x 0,03 = 24,72.
Montante ao final do segundo mês de empréstimo:
800 + 24 + 24,72 = 848,72.
TERCEIRO EXEMPLO:
(COMPARANDO OS DOIS TIPOS DE EMPRÉSTIMOS)
Na prática, os empréstimos não são feitos a juros simples, e é fácil
entender a razão.
Imagine que você tenha emprestado 100 reais a 10%, durante 2 meses.
Como você já sabe, 10% de 100 reais são 10 reais. Portanto, em 2
meses você receberia 20 reais de juros.
No empréstimo a juros simples, ao final de 2 meses você receberia um
montante de 120 reais.
Deduza, a partir da última
linha da tabela do exercício
33, outra expressão para o
montante: M = C(1 + it), e
proponha aos alunos que a
apliquem usando os dados
do mesmo exercício.
C
ap
it
al
e
m
pr
es
ta
do
: R
$
60
0,
00
C
=
6
00
Ta
xa
m
en
sa
l d
e
ju
ro
s
si
m
pl
es
: 2
%
a
.m
.
i =
2
%
=
0
,0
2
Te
m
po
d
e
em
pr
és
ti
m
o:
7
m
es
es
t =
7
C
ál
cu
lo
d
os
ju
ro
s
a
ca
da
m
ês
:
C
.i
=
6
00
x
0
,0
2
=
1
2
C
ál
cu
lo
d
os
ju
ro
s
ap
ós
7
m
es
es
:
j =
C
.i.
t =
6
00
x
0
,0
2
x
7
=
8
4
C
ál
cu
lo
d
o
m
on
ta
nt
e
ap
ós
7
m
es
es
:
M
=
C
+
C
it
=
6
00
+
6
00
x
0
,0
2
x
7
=
=
6
00
+
8
4
=
6
84
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 54 10/05/13 20:09
55
Agora, imagine que você emprestou para uma pessoa 100 reais a 10%
durante 1 mês. Logo, receberia, ao fim do mês, 110 reais.
Então, você passaria a ter não mais 100 reais para emprestar, mas sim
110 reais.
Emprestando este montante novamente a 10% durante um mês, você
receberia um montante de 121 reais (porque 10% de 110 reais são
11 reais, que, somados aos 110 anteriores, resultam em 121 reais).
Logo, se a cada mês ao capital emprestado se somam os juros rendi-
dos, o montante final será maior do que o montante correspondente
a juros simples. Este tipo de juros é chamado de “juros compostos”.
Note a diferença: empréstimos a juros simples não consideram o fato
de que, ao final do primeiro mês, existe não mais a importância inicial
emprestada, mas sim a soma dela com os juros correspondentes. O
mesmo ocorre com os meses seguintes.
Já no caso de juros compostos, que são os aplicados na prática, sempre
se levam em consideração os diversos montantes sucessivos.
Assim, tem-se um capital
inicial que, emprestado, gera
ao final de certo período
(1 mês, 1 ano etc.) um deter-
minado montante M1.
Aplicado M1, obtém-se novo
montante M2, e assim suces-
sivamente.
Comente com os alunos
o grande perigo dos em-
préstimos a taxas elevadas
de juros compostos. Obser-
ve que um empréstimo de
10 000 reais, à taxa de
10% ao mês, gera uma dí-
vida ao fim de 6 meses de
R$ 17 715,60. Note que
existem operações de crédito
em certos estabelecimentos
bancários que cobram juros
mais altos que 10%, ao mês,
como saldos em cheque es-
pecial e dívidas em cartões
de crédito.
Veja no
quadro a seguir como a
dívida cresce muito
mais a juros compostos:
TOTAL ACUMULADO DA DÍVIDA
Valor emprestado:
R$ 10 000,00
Após
1 mês
Após
2 meses
Após
3 meses
Após
4 meses
Após
5 meses
Após
6 mesesDiferença ao
fim de
6 meses
4% ao mês,
a juros simples
10 400,00 10 800,00 11 200,00 11 600,00 12 000,00 12 400,00
253,19
4% ao mês,
a juros compostos
10 400,00 10 816,00 11 248,64 11 698,59 12 166,53 12 653,19
5% ao mês,
a juros simples
10 500,00 11 000,00 11 500,00 12 000,00 12 500,00 13 000,00
400,95
5% ao mês,
a juros compostos
10 500,00 11 025,00 11 576,25 12 155,06 12 762,81 13 400,95
10% ao mês,
a juros simples
11 000,00 12 000,00 13 000,00 14 000,00 15 000,00 16 000,00
1 715,61
10% ao mês,
a juros compostos
11 000,00 12 100,00 13 310,00 14 641,00 16 105,10 17 715,61
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 55 10/05/13 20:09
56
EXEMPLO DE CÁLCULO DE JUROS COMPOSTOS
Calcular o montante do empréstimo de 3 600 reais a juros compostos
de 5% ao mês, ao final de três meses.
34. a) 3 600 x 0,05 + 3 600 =
3 780;
b) 3 600 x 1,05 = 3 780;
c) 3 780 x 0,05 + 3 780 =
3 969;
d) 3 780 x 1,05 = 3 969;
e) 3 969 x 0,05 + 3 969 =
4 167,45;
f) 3 969 x 1,05 = 4 167,45;
g) Para calcular o mon-
tante do empréstimo
de certo capital, mul-
tiplicamos este por
(1,05)(1,05)(1,05), ou
seja, por (1,05)3;
h) (20 000)(1,04)4.
Recorde como calcular
potências usando calcula-
dora. Exemplificando: em
alguns modelos mais comuns
(1,04)4 se calcula digitando
1,04, e, em seguida ×, e
depois três vezes o sinal = .
Em outros modelos deve-se
seguir outros procedimentos,
que podem ser encontrados
nos respectivos manuais, ou
por inspeção do teclado da
calculadora.
Portanto, para os cálculos
do item (h) do exercício
34, proceda como acima e
multiplique o resultado por
20 000, obtendo como pro-
duto 23 397,17.
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, o primei-
ro quadro em destaque, desta
página.
Cálculo de juros compostos
Valores em reais
Valor emprestado 3 600
Montante ao final do primeiro mês 3 600 × 1,05 = 3 780
Montante ao final do segundo mês 3 780 × 1,05 = 3 969
Montante ao final do terceiro mês 3 969 × 1,05 = 4 167,45
Cálculo de juros compostos
Valores em reais
Valor emprestado
Montante ao final do primeiro mês
Montante ao final do segundo mês
Montante ao final do terceiro mês
34. Confira as contas do exemplo:
a) Para calcular o montante ao final do primeiro mês, calcule 5% de 3 600 e some com
3 600.
b) Agora, calcule direto: multiplique 3 600 por 1,05.
c) Para calcular o montante ao final do segundo mês, calcule 5% de 3 780 e some com
3 780.
d) Agora, calcule direto: multiplique 3 780 por 1,05.
e) Para calcular o montante ao final do terceiro mês, calcule 5% de 3 969 e some com
3 969.
f) Agora, calcule direto: multiplique 3 969 por 1,05.
g) Multiplique: (3 600) (1,05) (1,05) (1,05) e descreva com suas palavras como é pos-
sível calcular, de maneira rápida, o montante de um empréstimo de certo capital à
taxa de 5% de juros compostos, durante 3 meses.
h) Que conta você faria para calcular o montante de um empréstimo de 20 000 reais à
taxa de 4% de juros compostos durante 4 meses?
35. Agora é com você. Copie a tabela, em seu caderno, e complete-a se-
guindo as orientações:
Calcular o montante do empréstimo de 4 800 reais a juros compostos
de 5% ao mês, ao final de três meses.
a) Para calcular o montante ao final do primeiro mês, calcule 5% de 4 800 e some com
4 800.
C
á
L
C
U
L
O
D
E
J
U
R
O
S
C
O
M
P
O
S
T
O
S
V
al
or
es
e
m
r
ea
is
V
al
or
e
m
pr
es
ta
do
4
80
0
M
on
ta
nt
e
ao
f
in
al
d
o
pr
im
ei
ro
m
ês
5
04
0
M
on
ta
nt
e
ao
f
in
al
d
o
se
gu
nd
o
m
ês
5
29
2
M
on
ta
nt
e
ao
f
in
al
d
o
te
rc
ei
ro
m
ês
5
55
6,
60
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 56 10/05/13 20:09
57
b) Agora, calcule direto: multiplique 4 800 por 1,05.
c) Para calcular o montante ao final do segundo mês, calcule 5% de 5 040 e some com
5 040.
d) Agora, calcule direto: multiplique 5 040 por 1,05.
e) Para calcular o montante ao final do terceiro mês, calcule 5% de 5 292 e some com
5 292.
f) Agora, calcule direto: multiplique 5 292 por 1,05.
g) Multiplique: 4 800 (1,05) (1,05) (1,05) e compare o resultado com o último montante
obtido na tabela. São valores iguais ou diferentes?
No exercício 35, para calcular o montante da aplicação do capital de
R$ 4 800,00 a juros compostos à taxa de 5% ao mês, durante 3 meses,
concluímos que os cálculos efetuados equivalem à expressão:
M = 4 800(1+ 0,05)3
35. a) 5 040;
b) 5 040;
c) 5 292;
d) 5 292;
e) 5 556,60;
f) 5 556,60;
g) São iguais.
Comente com os alunos, de-
pois da resposta (g), que o mon-
tante é o produto do capital em-
prestado por uma potência, cuja
base é igual à soma de l com o
decimal correspondente à taxa, e
cujo expoente é igual ao número
de meses de empréstimo.
Depois, comente que este
procedimento se generaliza
pelo que afirma a professora da
ilustração.
Veja a observação da página
14.
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, o quadro em
destaque.
36. a) 9 358,86;
b) 37 044;
c) 17 665,29;
d) 5 092,32.
37. a) 9 358,86 – 9 280,00 =
78,86;
b) Juros compostos.
Após abordar o exercício 37,
proponha pesquisas sobre alguns
desses fatos (para apresentação em
próximas aulas):
a) o custo dos serviços ban-
cários no Brasil (se pos-
sível, comparar com o
mesmo custo em outros
países);
b) o custo médio de financia-
mentos do comércio;
c) a remuneração da caderne-
ta de poupança;
d) o custo de empréstimos
do sistema financeiro da
habitação;
e) o risco de endividamento
ao usar cheques especiais,
cartões de crédito, em-
préstimos e financiamen-
tos para o consumo.
Para demonstrar para os alu-
nos o absurdo de juros com-
postos a taxas elevadas, calcule
usando uma taxa de 10% ao
mês, ao fim de um ano, o quan-
to o montante representa do
capital inicial: M = C(1,10)12 =
C × 3,138428, ou seja, um em-
préstimo de 10 mil reais re-
sultará, à referida taxa, ao fim
de um ano, um montante de
R$ 31 284,28 aproximadamente.
Os
matemáticos
provam que:
Empréstimos a juros compostos
Capital
emprestado em
reais
Taxa mensal Total de meses Montante
A 8 000 4% 4 a
B 32 000 5% 3 b
C 16 000 2% 5 c
D 4 800 3% 2 d
37. Resolva o item (a) e responda ao item (b):
a) Calcule a diferença entre os montantes de empréstimos de 8 000 reais a 4% durante
4 meses, a juros compostos e a juros simples.
b) O que é mais vantajoso: emprestar a juros simples ou a juros compostos?
Para calcular o montante M da aplicação de um capital C a juros compostos à taxa
de i% ao mês, durante n meses, tem-se a fórmula:
M = C (1+ i)n
36. Use a fórmula anterior para calcular os montantes das aplicações rela-
cionadas na tabela a seguir: (escreva os decimais resultantes até a casa
dos centésimos)
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 57 10/05/13 20:09
58
38. Observe a tabela:
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
Sugira o uso da calcu-
ladoras
38. a) R$ 500,00;
b) Um ano;
c) R$ 90,00;
d) R$ 590,00;
e) 18%.
39. a) R$ 600,00;
b) Um mês;
c) R$ 18,00;
d) R$ 618,00.
A Dalmo emprestou R$ 500,00 para
Paula.
Capital emprestado: c
B Durante um ano, a juros simples Tempo de empréstimo: t
C
Ao fim desse tempo, Paula
devolveu para Dalmo os R$ 500,00
e mais R$ 90,00 como recompensa
pelo empréstimo.
Juros: porcentagem do
capital tomado como
empréstimo, a ser paga a
quem emprestou ao final
do tempo de empréstimo.
j
D Quanto Dalmo recebeu ao todo ao
final do empréstimo? Montante Capital + Juros. M = C + j
E Qual foi a taxa de empréstimo?
A taxa é representada por
quantos por cento 90 é de
500.
i
A Laura emprestou R$ 600,00 para
Marta. Capital emprestado: c
B Durante um mês, a juros simples. Tempo de empréstimo: t
C
Ao fim desse tempo, Marta
devolveu para Laura os R$ 400,00
e mais certa importância como
recompensa pelo empréstimo.
Juros: porcentagem do
capital tomado como
empréstimo, a ser paga a
quem emprestou ao finaldo tempo de empréstimo.
j
D A taxa de empréstimo foi de 3% ao
mês. Taxa de empréstimo: M = C + j
E Quanto Laura recebeu ao todo ao
final do empréstimo? Montante Capital + Juros. i
Responda:
a) Qual foi o capital emprestado? d) Qual o valor do montante?
b) Qual foi o tempo de empréstimo? e) Qual foi a taxa de empréstimo?
c) Qual o valor dos juros pagos?
39. Observe esta nova tabela:
Responda:
a) Qual o valor do capital emprestado?
b) Durante quanto tempo durou o empréstimo?
c) Calcule os juros pagos por Marta pelo empréstimo.
d) Calcule o montante recebido por Laura ao final do empréstimo.
Aprendendo em casa
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 58 10/05/13 20:09
59
40. Use a fórmula:
M = C (1 + i)n
para calcular os montantes das aplicações relacionadas na tabela a
seguir: (escreva os decimais resultantes até a casa dos centésimos)
40. a) 46 794,34;
b) 41 674,50;
c) 19 873,45;
d) 8 911,56.
41. R$ 727,60.
(680 x 1,07).
42. 22,5%
(9 : 40).
43. 20%
(8 : 40).
44. R$ 900,00
(252 : 0,28).
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Empréstimos a juros compostos
Capital
emprestado em
reais
Taxa mensal Total de meses Montante
A 40 000 4% 4 a
B 36 000 5% 3 b
C 18 000 2% 5 c
D 8 400 3% 2 d
Nos próximos quatro exercícios, use uma única operação para calcular
as respostas:
41. Uma geladeira está na oferta por R$ 680,00. Calcule seu novo preço se
ela tiver um aumento de 7%.
42. Numa turma de 40 alunos, faltaram 9. Qual é a porcentagem de ausência?
43. Numa caixa com 40 maçãs, 8 estavam estragadas. Qual é a porcenta-
gem de maçãs estragadas?
44. Gerson gasta 28% do seu salário com o aluguel, que é de R$ 252,00.
Qual é o salário de Gerson?
Explorando o que você aprendeu
e aprendendo mais
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 59 10/05/13 20:09
60
Se ainda tem dúvidas sobre Reveja os exercícios
Como calcular porcentagens, principal e taxa. 1 a 19, 26, 27, 42, 43, 44.
Como calcular aumentos ou descontos percentuais. 20 a 25, 28, 29, 41.
Como resolver problemas relacionados com comissões. 26, 27.
Como resolver problemas de juros simples. 30 a 33, 38, 39, 45, 47, 48.
Como resolver problemas de juros compostos. 33 a 36, 40.
Como comparar juros simples e juros compostos. 37, 46.
? Verifique se você aprendeu
45. Joaquim aplicou 600 reais, tendo recebido 2% de juros ao final de
1 mês. Depois, reaplicou o montante a 3% durante o segundo mês. Calcule
o montante recebido por Joaquim ao final das duas aplicações.
a) Calcule 2% de 600 e some com 600 para saber o montante ao final do primeiro mês.
b) Calcule 3% desse montante e some com o mesmo para obter o montante final re-
cebido por Joaquim.
Vamos refazer as contas de outra maneira:
c) Multiplique 600 por 1,02 e compare com a resposta (a) anterior.
d) Multiplique 612 por 1,03 e compare com a resposta (b) anterior.
46. Calcule 5% de 600 reais e compare com a resposta ao problema anterior.
Agora, responda: O que é melhor? Aplicar 600 reais a 2% durante um
mês e reaplicar o montante a 3% durante um mês, ou aplicar 600 reais
a 5% durante um mês?
47. Veja o anúncio de uma loja, retirado de uma página de jornal:
Um comprador denunciou essa loja ao PROCON dizendo que ela está
fazendo propaganda enganosa. Explique por quê.
48. Durante 30 dias, Mário aplicou R$ 10 200,00 em um fundo de investi-
mentos, a 3,5% ao mês, e emprestou R$ 8 400,00. Ao fim desses 30
dias, as duas aplicações renderam, juntas, R$ 680,40. Calcule os juros
e a taxa do empréstimo.
45. a) R$ 612,00;
b) R$ 630,36;
c) R$ 612,00;
d) R$ 630,36.
46. 5% de 600 reais são
30 reais. A melhor opção
é aplicar 600 reais a 2%
durante um mês e rea-
plicar o montante a 3%
durante um mês.
47. Pelo anúncio, paga-
-se, no ato da compra,
R$ 100,00. Logo, a loja
está financiando apenas
os R$ 100,00 restantes.
Calculando 4% deste
valor financiado, o com-
prador deveria pagar, ao
final do mês, R$ 104,00,
e não os R$ 108,00 do
anúncio.
Na verdade, a loja está
cobrando 8% de juros (o
dobro do anunciado).
Chame a atenção dos alu-
nos para dois aspectos: o
primeiro, que este fato ocorre
constantemente e o público
desavisado não percebe. O
segundo, que o PROCON
é um órgão de defesa do
consumidor.
48. Juros:
R$ 324,40
(640,00 – 10 200 x 0,035).
Taxa de juros:
3,85%
(324,40/8 400).
Ao término do estudo
do capítulo, reveja com os
alunos, a seu critério, o signi-
ficado de alguns dos termos
destacados na cor azul no
capítulo.
Releia o texto da página
38: “Ao elaborar questões [...]
hexágono”.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Mat9Cap2_NOVA2012_copy.indd 60 10/05/13 20:09
CapItulo 3
com números
Calculando com
letras e
-
M
ad
ar
tis
ts
|
D
re
am
st
im
e.
co
m
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 61 10/05/13 19:44
Neste capítulo, você vai aprender como:
• Classificar expressões como monômios ou polinômios.
• Identificar os fatores numéricos (coeficientes) e os literais de um monômio.
• Calcular somas, diferenças, produtos, quocientes ou potências de monômios con-
tendo os mais diferentes tipos de coeficientes: naturais, inteiros ou racionais.
• Escrever monômios na “forma reduzida”.
• Identificar se monômios dados são ou não semelhantes.
• Calcular “somas algébricas” usando a redução de termos semelhantes.
• Calcular produtos de monômios por polinômios.
• Calcular somas, diferenças, produtos, quocientes ou potências de polinômios
envolvendo os mais diferentes tipos de coeficientes: naturais, inteiros, racionais ou
reais.
• Relacionar operações com monômios ou polinômios com cálculos de perímetros,
áreas ou volumes de figuras que tenham suas dimensões representadas por letras.
• Simplificar frações algébricas usando o m.d.c. dos termos.
• Classificar polinômios pelo número de termos ou pelo grau.
• Obter a “forma reduzida” de um polinômio usando a redução de termos semelhantes.
• Ordenar e completar polinômios com uma variável.
• Utilizar regras práticas para multiplicar binômios que têm um termo comum.
• Utilizar regras práticas para calcular: o quadrado da soma ou da diferença de duas
expressões, o produto da soma pela diferença de duas expressões ou o produto de
dois binômios que têm um termo comum.
• Deduzir fórmulas de perímetros, áreas e volumes, dadas as dimensões das figuras
correspondentes em função de uma única variável.
• Resolver problemas que requeiram o uso e interpretação de fórmulas ou tabelas.
• Representar, por meio de fórmulas, valores de grandezas dados em tabelas.
• Reconhecer se uma correspondência entre dois conjuntos é ou não função e, no
caso afirmativo, identificar o “domínio” da função.
• Expressar perímetros, áreas e volumes como função de uma variável.
• Usar as notações y = f(x), F(x) para funções e identificar pares (x, f(x)) que per-
tençam aos gráficos.
• Representar funções por seus gráficos, seus diagramas ou suas tabelas.
• Interpretar dados relacionados com fatos do dia a dia, registrados através de gráfi-
cos de funções.
Ao lado, explicita-
mos os objetivos gerais
do capítulo. Sugerimos
um breve comentário
sobre os mesmos, uti-
lizando as ilustrações
da página.
Professor(a): Neste
e em outros capítu-
los, são exploradas
diversas si tuações
para que os alunos
“descubram”, a par-
tir de casos particu-
lares, propriedades de
números, de figuras,
regras de cálculos
etc. É extremamente
importante que, após
estas “descobertas”,
sejam feitas obser-
vações afirmando que
tais conclusões são
verdadeiras (e, even-
tualmente, provar estes
fatos) para que não
fique a falsa ideia de
que, a partir de poucos
casos particulares, é
possível generalizar.
Sempre que possível,
use expressões algé-
bricas para expressar
tais generalizações,
bem como de algumas
regularidades relacio-
nadas com sequências
númericas.
x 3
x
2
x2 3x
2x 6
4x2y 2ab2
8a3 12a3b
2a
6a3b
6xy
A2 A4
A1 A3
x
+
3
x 2
x + 2
x
3
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 62 10/05/13 19:44
63
Classifique os números a seguir como naturais, inteiros, racionais ouirracionais:
• (a) 0,3 (b) –13 (c) 5,010203... (d) 4 07, (e) 1 914
Considere as cinco expressões a seguir:
4x3y4 –4ab3 –a7b3 45 0
• Na expressão 4x3y4, quais operações você identifica? O que as letras representam?
• Qual é o fator numérico de cada uma delas?
• Quais são os fatores literais (letras) de cada uma das cinco expressões?
• Qual é o expoente do fator a na segunda expressão?
• Se o fator numérico não é escrito, a qual número ele equivale?
• Você pode dizer que 45 = 45a0b0? Por quê?
• Você pode dizer que 0 = 0x3y? Por quê?
Releia, na página 10, “Ob-
servação importante” e, na
página 11, Recado ao(à)
professor(a): “Aproveitamos
[...] e explore-as”.
Releia a observação do
último texto da margem da
página 30: “com base [...]
22 a 28.
Leia, na página 10, o pri-
meiro texto: “Professor(a):
Neste e em outros capítu-
los...”.
Leia também o segundo
texto na margem da página
11: “Todas as atividades [...]
e explore-as”.
Comente: Em todas as
expressões deste capítulo, as
letras representam números
reais. Nas expressões nas
quais elas são bases de potên-
cias de expoente zero, como
a0, b0 etc., considere que
representam números reais
diferentes de zero. Outras
restrições serão esclarecidas
ao se explorarem as ativi-
dades.
ATIVIDADES ORAIS
• (a) racional, (b) inteiro e
racional, (c) irracional,
(d) racional, (e) natural,
inteiro e racional;
• 4x3y4 representa o produto:
4 vezes o cubo de x vezes a
quarta potência de y, onde
x e y representam números
reais;
• 4, –4, –1, 45 e zero;
• x e y; a e b; a e b; não
existem; não existem;
• 1;
• Sim, porque, sendo a e b
diferentes de zero, a0 e b0
são iguais a 1;
• Sim, porque, se um fator é
zero, o produto é zero.
1. a) 1;
b) Sim, porque x0 = 1 (des-
de que x seja diferente
de zero);
c) Sim, 0c4d6 = 0 porque se,
em uma multiplicação,
um dos fatores for zero,
o produto é zero;
d) V.
1. As cinco expressões anteriores: 4x3y4, –4ab3, –a7b3, 45 e 0 são exem-
plos de monômios. Observe no quadro a seguir mais exemplos de
monômios:
Monômio: 3x2y3 –3/4 x3y3 0,3a2b 2 3x 21 x 0 –x3
Fator numérico: 3 (–3/4) 0,3 2 21 1 0 –1
Fatores literais: x, y x, y a, b x x x
Nos monômios, as letras representam, em geral, números reais.
a) Qual é o expoente do fator b do terceiro monômio?
b) O monômio 21 pode ser pensado como 21x0? Por quê?
c) O monômio 0 pode ser pensado como 0c4d6? Por quê?
d) V ou F: qualquer número real é considerado um monômio porque pode ser interpre-
tado como um produto dele por fatores literais com expoente zero.
monômios e polinômios
Explorando o que você já sabe
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 63 10/05/13 19:44
64
3 x y3
Parte literal
Coeficiente
Como se viu, nos monômios destacamos:Esclareça que os temas
que serão estudados neste
capítulo, descritos na página
60, fazem parte de um dos
blocos de conteúdo da Ma-
temática: a Álgebra. Diga
que se usa a Álgebra para
expressar, de forma sintética,
fatos da Matemática e de ou-
tras áreas do conhecimento,
com o objetivo de simplificar
os cálculos indispensáveis
na resolução de problemas.
Em particular, são de grande
utilidade as equações, os
sistemas de equações, as
fórmulas e as funções.
Visite ou recomende o
site
http://k1200.vilabol.uol.
com.br/f isica/formf isica.
html
Explore o primeiro quadro
da página para que os alunos
observem que o coeficiente
de um monômio pode ser
qualquer número real.
2.
3. Multiplicação e potência-
ção.
4. a) Sim;
b) Coeficiente;
c) Parte literal.
5. Respostas variadas.
Exemplos:
a) 2b2c3;
b) –3x;
c) yz2;
d) –ab2c3;
e) (–3/4)ab;
f ) 2,3x3y4;
g) (4,32)bc.
3x2 y – 0,2 n
1
4
3ab c
fator numérico fator numérico fator numérico
Monô-
mios
Coefi-
ciente
Parte
literal
–5a2b –5 a2b
x2y 1 x2y
0,2n3 0,2 n3
a 1 a
–xy2 –1 xy2
4,3x2y2 4,3 x2y2
fatores
literais
fatores
literais
fatores
literais
O fator numérico chama-se “coeficiente” e a parte que contém letras
forma a parte literal do monômio.
2. Copie a tabela abaixo em seu caderno e complete-a:
Monômios Coeficiente Parte literal
–5a2b
x2y
0,2n3
a
–xy2
4,3x2y2
3. Os monômios apresentam apenas duas operações entre números e
letras que representam números. Quais são elas?
4. Clara disse que um monômio é um produto de um número real por
potências de letras que representam números reais.
a) Você concorda com Clara?
b) Se você concorda, diga como se chama o número real que aparece como fator no
monômio.
c) Qual o nome do grupo de letras dos monômios?
5. Dê um exemplo para cada um dos tipos de monômios a seguir:
a) Tendo como coeficiente um número natural e duas letras na parte literal.
b) Tendo como coeficiente um número inteiro negativo e uma letra na parte literal.
c) Tendo como coeficiente o número 1.
d) Tendo como coeficiente o número –1.
e) Tendo como coeficiente uma fração negativa.
f) Tendo como coeficiente um número decimal positivo.
g) Tendo como coeficiente uma dízima periódica.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 64 10/05/13 19:44
65
6. A multiplicação de monômios se faz do mesmo modo que a multiplica-
ção de números ou de potências de mesma base. Veja:
◆ 3 × 3 = 32 x. x = x2
◆ (53)(52) = 55 ( –2 a3) (4 a2) = (–2). (4). a3. a2 = –8a5
◆ (82)(8) = 83
1
4
2
3
1
4
2
3
1
6
2 2 3x x x x x
⋅
= ⋅ ⋅ ⋅ =
Escreva em seu caderno os resultados dos produtos a seguir, simplifi-
cando os coeficientes e multiplicando potências de mesma base, quando
possível.
h
b
r h
w
l
Recorde que em x . x o
ponto representa multipli-
cação.
No terceiro exemplo,
simplificamos o coeficien-
te:
2/12 = 1/6.
Recorde que em (ab) (a2c)
os parênteses representam
multiplicação.
6. a) –2b4;
b) –0,6z5;
c) a7;
d) 1/9y3;
e) –6ab;
f) 1/9a4;
g) 0,023x4;
h) a6/6.
Lembre novamente que
é um número irracional
e que, nos cálculos, usamos
valores aproximados dele
(em geral, o valor 3,14).
7. a)bh/2;
b) r2;
c) 2r2
d) l wh.
8. a)1/2;
b) ;
c) 2;
d) 1.
Esclareça que, em diversas
aplicações, em um primeiro
momento, somos solicitados
a multiplicar monômios,
obtendo produtos do tipo
5ab3.4a3b2, e que estes pro-
dutos podem ser escritos na
forma de um monômio que
tenha um único coeficiente
numérico e, para cada letra,
uma única potência da qual
ela seja base.
Como obter tais monô-
mios, chamados “monômios
reduzidos”, é o que se vê
nos exemplos após o exer-
cício 8.
a (–b). (2b3) = e (3a)(–2b) =
b (0,2 z3). (–3 z2) = f
1
4
4
9
3a a. =
c a3 . a4 = g (0,1x)(0,23 x3) =
d −
−
=1
2
2
9
2y y h
1
8
12
9
5a a⋅ =
7. Observe as figuras a seguir. Nelas, as letras representam as medidas
dos segmentos.
Usando essas letras, escreva os monômios correspondentes:
a) À área do triângulo. c) Ao comprimento da circunferência.
b) À área do círculo. d) Ao volume do paralelepípedo.
8. Para cada monômio dos itens de (a) até (d) do exercício anterior, iden-
tifique o coeficiente.
Observe os monômios a seguir:
3x3y3. 5y6 2ab. 4a3c
Eles podem ser escritos, respectivamente, como “monômios reduzidos”
assim:
15x3y9 8a4bc
Note que:
Para obtermos monômios reduzidos, multiplicamos todos os fatores numéricos,
substituindo-os por um único: o produto deles. Do mesmo modo, na parte literal, escrevemos
cada letra como produto de potências de mesma base, aparecendo, cada uma delas, uma
única vez no monômio reduzido.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 65 10/05/13 19:44
66
9. Escreva os monômios reduzidos correspondentes a:
a) 3ab3 . 4 a3 b) –2x3y . 4xy3
Observe os cálculos a seguir:
8a + 9a = 17a 15b –7b = 8b –4c – 9c = –13 c
Embora no segundo e terceiro cálculos apareçam sinais “menos”, você
deve entender essas três expressões como “somas”. Assim:
(+8a) + (+9a) = +17a (+15b) + (–7b) = +8b (–4c) + (–9c) = –13c
Por este motivo, todas três são chamadas “somas algébricas”.
10. Calcule as seguintes somas algébricas:
a) 7n + 13n d)–8x – 9x g) 2x + 3y – 8x – 11y + x – y
b) –5p + 9p e) 7n – 7n h) 4m2p + 6m2p
c) 9k – 4k f) 2a – 3b + 4a – b – 3a + 2b
1 1 . Calcule as áreas dos polígonos a seguir, escrevendo-as na forma de
monômios reduzidos:
12. Observe as expressões algébricas a seguir e responda ou faça o que
se pede:
a) Qual das expressões tem a variável x na parte literal: A ou B?
b) Qual das expressões tem a variável p na parte literal: A ou B?
c) Calcule a soma algébrica das parcelas que contêm a variável n.
d) Calcule a soma algébrica das parcelas que contêm a variável p.
e) Escreva a expressão A com duas parcelas.
f) Qual o coeficiente de n nessa expressão?
g) Qual o coeficiente de p nessa expressão?
h) Calcule a soma algébrica das parcelas que contêm a variável x.
i) Calcule a soma algébrica das parcelas que contêm a variável y.
j) Escreva a expressão B com duas parcelas.
6xy
4x2y 2ab2
8a3 12a3b
2a
6a3b
9. a) 12a4b3;
b) –8x4y4.
Explore:
1. Cálculo com expressões
contendo adições e subtrações
entre números. Exemplos:
1º) 4 + 7 – 11– 6 – 8 + 1 – 9 + 5 =
(4 + 7 + 1 + 5) + ( –11 – 6 – 8 – 9) =
+17 – 34 = –17
2º) Expressões com frações e
com decimais como no 1º.
exemplo.
2. Como somar alguns mo-
nômios semelhantes, Exempli-
ficando:
a) 3m + 4m – 2m =
(3 + 4 – 2)m = 5m
b) 3ab –5ab + ab =
(3 – 5 + 1)ab = –ab
Comente:
a)Expressões contendo apenas
operações com números cha-
mam-se expressões numéri-
cas.
b) Expressões contendo opera-
ções com números e letras
representando números são
chamadas expressões algébri-
cas.
c) Em uma expressão algébrica,
as letras podem ser substituí-
das por qualquer número real;
por este motivo, chamam-se
variáveis destas expressões.
d) Substituir as variáveis das
expressões algébricas por nú-
meros, e efetuar os cálculos,
chama-se “calcular o valor
numérico da expressão”. Use,
como exemplo, as expressões
L = 2x – 4 e Q = x2 – 4 para
calcular o valor numérico
das mesmas. Em L, dê a x
os valores –1, –0, 5, 0, 0, 5,
1, 3/2, 2, 5/2. 3 e 4 e, em Q,
valores inteiros de –5 e 5.
e) Em uma expressão algébri-
ca, letras diferentes repre-
sentam em geral números
diferentes. Por este motivo,
é possível calcular 2n + 3n =
(2 + 3)n = 5n, mas não é
possível representar, como
um único monômio, a soma
2n + 3p.
f) Eventualmente, ao calcular va-
lores numéricos de expressões
com mais de uma variável, é
possível substituí-las por um
mesmo número real. Exem-
plo: Na expressão P = 3x + 2y,
o valor numérico para x = 4 e
y = 4 é P = 20. Mas também
é possível calcular P, para
x = 2 e y = 5, obtendo
P = 16.
A 2n + 4p + 5n – 2p B 2x – 4y + 5x + 2y
10. a) 20n; b) 4p; c) 5k; d) –17x; e) 0; f) 2a + 4a – 3a –3b –b +2b = 3a – 2b; g) 2x – 8x + x + 3y – 11y – y = –5x – 9y; h) 10m2p.
11. a) 24x3y2; b) 8a4b2; c) 18a4b.
12. a) B;
b) A;
c) 7n;
d) 2p;
e) A = 7n + 2p;
f) 7;
g) 2;
h) 7x
i) –2y;
j) B = 7x – 2y
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 66 10/05/13 19:44
67
13. Monômios reduzidos que só diferem pelos coeficientes chamam-se
“monômios semelhantes”. Por exemplo, na tabela abaixo, 6x2y e x2y são
monômios semelhantes. Escreva em seu caderno os pares de números
e letras da tabela abaixo que correspondem a monômios semelhantes.
13. (2, d); (3, i); (4, b);
(5, f); (6, a); (7, c);
(8, h); (9, j); (10, e).
14. a) 8 x2 – 11xy;
b) –4a + 2b;
c) –3 + 2 x2y + 4y;
d) 5a2b + ab2;
e) 15a – 5b + 6;
f) x – y.
15. a) O primeiro e o terceiro
polinômios: a variável
é x.
b) 1º polinômio:
–1 – 3x2 – 2x.
2º polinômio:
2y – 2y2 + 3.
3º polinômio:
–0,7x + 1,8x2;
c) Valores numéricos:
para x = 0, V = 0, para
x = 1, V = 1,1, para
x = –1, V = 2,5, para
x = 10, V = 173.
1ª coluna 2ª coluna
1 6x2y a 4xy2
2 4abc b 3xy2z
3 ax3 c 6a2t
4 xy2z d –2abc
5 –10 e 5a3x
6 –3xy2 f 8
7 5a2t g –x2y
8 –4y2z2 h 2y2z2
9 3ab2 i –7ax3
10 2a3x j –2ab2
14. As expressões algébricas a seguir chamam-se polinômios. Algumas par-
celas desses polinômios são monômios semelhantes. Calcule as somas
algébricas de todas essas parcelas escrevendo cada polinômio com o
menor número possível de parcelas.
a) 3x2 – 4xy – 8y2 + 5x2 – 7xy + 8y2. e) 7a – 3b + 8a –2b + 6.
b) 4a – 3ab + 7b – 8a – 5b + 3ab. f) 3x2 – 6y2 – 3x2 + 6y2 + x – y.
c) 2 – 3x2y + 7y –5 + 5x2y – 3y. g) 5xy.
d) 3a2b – 5ab2 + 2a2b + 6ab2.
Observe que, no item (g), um monômio é caracterizado também como
polinômio.
As parcelas dos polinômios chamam-se também “termos do polinômio”.
Por esta razão, os cálculos que você fez no exercício 14 chamam-se
“redução de termos semelhantes”.
15. Observe os polinômios a seguir e resolva os itens (a), (b) e (c):
1º.) –3 + 4x2 – 3x + 2 – 7x2 + x
2º.) 7y – 9y2 + 3 – 5y + 7y2
3º.) 0,3x + 0,5x2 – x + 1,3 x2
a) Dois desses polinômios contêm a mesma variável. Qual é ela?
b) Reduza os termos semelhantes dos três polinômios.
c) Calcule o valor numérico do terceiro polinômio substituindo x sucessivamente por
0, 1, –1 e 10.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 67 10/05/13 19:44
68
16. Reduza os termos semelhantes dos polinômios a seguir:
a) 3x2 + 4xy – 8y2 + 5x2 + 7xy – 8y2 = d) 3a2b + 5ab2 + 2a2b + 6ab2 =
b) 4a + 3ab + 7b + 8a – 5b +3ab = e) 7a – 3b + 8a + 2b + 6 =
c) 2 – 3x2y + 7y + 5 + 5x2y + 3y = f) 3x2 + 6y2 + 3x2 + 6y2 + x – y =
Observe outros exemplos de redução de termos semelhantes:
4 (n + 4) – 2 (n + 7) – 13 = 4n + 16 – 2n – 14 – 13 =
= 4n – 2n + 16 – 14 – 13 = 2n – 11
5 (n2 – 3n + 1) – 3 (n2 – 7n – 5) = 5n2 – 15n + 5 – 3n2 + 21n + 15 =
= 5n2 – 3n2 – 15n + 21n + 5 + 15 = 2n2 + 6n + 20
É muito fácil.
Veja exemplos
no quadro:
Professor, se os
coeficientes são frações ou
decimais, como faço
para reduzir termos
semelhantes?
16. a) 8x2 + 11xy – 16y2;
b) 12a + 6ab + 2b
c) 7 + 2x2y + 10y;
d) 5a2b + 11ab2;
e) 15a – b + 6;
f) 6x2 + 12y2 + x – y.
Novamente aqui convém
destacar para os alunos que
a escolha do m.m.c. dos
denominadores no caso de
coeficientes fracionários não
é obrigatória; qualquer múlti-
plo do m.m.c. também é váli-
do. Apenas o uso do m.m.c.
propicia utilizar números de
valores menores.
?
Coeficientes fracionários Coeficientes decimais
5
8
7
12
2
2
3
a b a b– + + = 1,25x2 – 3,5x + 0,32x2 + 2,1x =
= + + =
15
24
14
24
48
24
16
24
a b a
b
– = 1,25x2 + 0,32x2 – 3,5x + 2,1x =
= +63
24
2
24
a b
= 1,57x2 – 1,4x
No exemplo dos coeficientes fracionários:
Calcula-se o m.m.c. dos denominadores 8, 12 e 3, que é 24.
Substituem-se os coeficientes fracionários iniciais por frações equiva-
lentes de denominador 24.
Calcula-se a soma algébrica dos termos semelhantes.
No exemplo dos coeficientes decimais:
Agrupamos os termos semelhantes.
Calculamos as somas algébricas deles.
?
?
?
?
?
S
on
S
al
va
do
r
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 68 10/05/13 19:44
69
17. Reduza os termos semelhantes de cada expressão a seguir:
a) 1
3
5
6
7
6
2
3
a b a b+ + =– c) x
x
+
+ =
1
2
2 e) 2
3
2
5
2 3
15
x y x y
– –
–
=
b) 2
3
4
5
3
15
x y
x
y
– –+ = d) x x– –3
2
1
3
+ =
18. Observe, com atenção, os cálculos a seguir:
2a2 (4a3 + 3b) = (2a2) (4a3) + (2a2) (3b) = 8a5 + 6a2b
No primeiro exemplo, o fator externo 2a2 foi multiplicado pelas parcelas
4a3 e 3b.
No segundo exemplo, o fator externo – 2
5
x foi multiplicado pelas par-
celas x2 e 5y3.
Agora, copie cada expressão da tabela abaixo em seu caderno e calcule
os produtos:
17. a) –5a/6 + 9b/6;
b) 11x/3 – 13y/15;
c) 5x/2 + 1/2;
d) 5x/6 – 11/6;
e) 8x/15 – 3y/15.
Recorde:
a(b+c) = ab + ac
e também
(x + y).z = xz + yz
18. a) 2a2 + 2ab;
b) –1/4x2 – x3;
c) t5 + 2t3;
d) 0,5a2b + 0,5b3;
e) 3a2x – 3a2y;
f) 4yt3 – 4yt2;
g) 2/3x4y – 2x2y3;
h) 1,6x4 – 0,6x5;
i) 3ax2 – 3ay2;
j) 10x2 – 15xy.
?a 2a (a + b) = f 4y (t3 – t2) =
b − +
=
1
2
1
2
2 2x x x g 2
3
32 2 2x y x y( )− =
c t2 (t3 + 2t) = h 0,2x3 (8x – 3x2) =
d 0,5b (a2 + b2) = i 3a (x2 – y2) =
e 3a2 (x –y) = j 5x (2x – 3y) =
19. Copie em seu caderno e complete:
a) (a + b)(m + n) = (a + b).m + (a + b)n =......
b) (a + b)(m + n) = a(m + n) + b(m + n) =......
c) (x + y)(x + y) = (x + y).x + (x + y).y =......
d) (x + y)(x + y) = x(x + y) + y(x + y) = …...
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
19. a) am + bm + an + bn;
b) am + an + bm + bn;
c) x2 + xy + xy + y2;
d) x2 + xy + xy + y2.
– – –
2
5
5
2
5
2
5
52 3 2 3x x y x x x y+( ) =
⋅ ( )
⋅ (( ) = – –
2
5
23 3x xy
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 69 10/05/13 19:44
70
20. Nos polígonos das figuras a seguir, as medidas dos lados estão repre-
sentadas por monômios.
?
20. a) 1a figura = 9ab
2a figura = 17,4x2y
3a figura = 15xy;
b) 2,6ab. 1,9ab;
c) 4,94a2b2.
21. a) (5x + 2)(4x – 1) e
6y(5y + 3);
b) 84 e 552
c) Porque as medidas da
base e da altura teriam
que ser iguais, ou seja,
5x + 2 = 4x – 1. Resol-
vendo essa equação,
obtemos x = –3, o que
daria para medida do
lado do quadrado um
valor negativo: –13.
Como se sabe, medi-
das de segmentos são
números reais positi-
vos.
d) Igualando as medidas
da base e da altura,
teremos 6y = 5y + 3.
Resolvendo, encontra-
se y = 3, o que dá para
as medidas dos lados o
valor 18.
e) 18x + 2 e 22y + 6.
f) 56 e 116.
22. a) a3 + 4a2 – 4a;
b) 9x2 – 27x + 35;
c) – 6x – 22;
d) (23x – 26y)/12;
e) (– 2a + 15b)/12;
f) (2a + 4b)/3.
Recorde como calcular o
m.d.c de monômios: a) fato-
ram-se os coeficientes b) o
m.d.c é o produto dos fatores
comuns (numéricos ou lite-
rais), cada um com o menor
expoente dentre os expoentes
obtidos. Exemplifique:
Como 18 = 2 × 32 e
24 = 3 × 23, o m.d.c de 18x3y2
e 24xy4 é 2 × 3xy2 = 6xy2.
2,6ab
1,9ab 3,8x2y
9x2y
4,6x2y
3,6xy 3,6xy
2,1xy 2,1xy
2xy
1,6xy
a) Expresse os perímetros dos polígonos como monômios.
b) Expresse a área do retângulo como o produto de dois monômios.
c) Expresse a área do retângulo como um monômio reduzido.
21. Desenhe dois retângulos e represente as medidas da base e da altura
do primeiro por 5x + 2 e 4x – 1, respectivamente, e do segundo por 6y
e 5y + 3, respectivamente.
a) Escreva as áreas dos dois retângulos como produto dessas dimensões.
b) Se x = 2 e y = 4, qual o valor numérico dessas duas áreas?
c) Justifique por que o primeiro retângulo não pode ser um quadrado.
d) Mario disse que o segundo retângulo pode ser um quadrado. Verifique se ele tem
razão e justifique sua resposta.
e) Represente o perímetro de cada um desses retângulos como polinômios.
f) Se x = 3 e y = 5, qual o valor numérico desses dois perímetros?
22. Nas expressões a seguir, reduza os termos semelhantes. Quando necessário
faça, inicialmente, as multiplicações indicadas por parênteses.
a) 4a2 – 2a + a (a2 – 2) = d) 5
6 2
3
4
5
3 3
x y x y x
– –+ + =
b) 2x (x –3) + 7 (x2 – 3x + 5) = e) a b a b a b+
=
2
4 12
2
3
–
–
–
–
c) 4 (x + 1) – 2x – 2 – 8(x + 3) = f) a
b a
b+ + =
3 3
–
Algumas vezes, ao reduzirmos termos semelhantes de expressões que
contêm coeficientes fracionários, obtemos coeficientes que podem ser
simplificados, dividindo seus termos pelo m.d.c. deles.
Por exemplo, 12
18
2x pode ser simplificado dividindo os termos pelo
m.d.c. deles, que é 6.
Portanto, 12
18
2
3
2 2x x= .
?
?
?
?
?
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 70 10/05/13 19:44
71
23. Simplifique cada expressão a seguir, dividindo seus termos pelo m.d.c.
deles:
a)
15
25
3 5
4 2
x y
x y
b) 24
32
4 3
4
a b
ab
Ao reduzir os termos semelhantes do polinômio
14x3 – 2x2 + 4x – 5x3 + 7x2 – 8x, Cláudio obteve o polinômio:
9x3 + 5x2 – 4x.
O professor disse que esse polinômio obtido por Cláudio é um polinômio
reduzido.
Tal fato particular pode ser generalizado com a afirmação: “Ao reduzir os
termos semelhantes de um polinômio, dizemos que o polinômio obtido
é um polinômio reduzido”.
24. Reduza os termos semelhantes dos polinômios a seguir, para obter
polinômios reduzidos:
a) 2n + 4p + 5n – 2p d) 3x2 – 4xy – 8y2 + 5x2 – 7xy + 8y2
b) 2x + 4y + 5x – 2y e) 1,25x2 – 3,5x + 0,32x2 + 2,1x
c) 2a2 + 3ab – 4b2 – 5ab + 8b2 + 7a2
25. Observe a tabela e escreva, em seu caderno, o que substitui correta-
mente cada letra:
Antes do exercício 23,
recorde como calcular o
m.d.c. usando a regra dos
expoentes.
Exemplo: m.d.c. de 15x3y5
e 25x4y2 é 5x3y2.
Logo, 15x3y5 : 5x3y2 = 3y2
e 25x4y2 : 5x3y2 = 5x.
23. a) 3y3/5x;
b) 3a3/4b.
24. a) 7n + 2p;
b) 7x + 2y;
c) 9a2 – 2ab + 4b2;
d) 8x2 – 11xy;
e) 1,57x2 – 1,4x.
25. a) 3;
b) Trinômio;
c) 2;
d) Binômio;
e) 4;
f) Polinômio de 4 ter-
mos.
26. a) Binômios;
b) Trinômios.
27. a) Não: todos são poli-
nômios com uma única
variável;
b) Não, porque, ao redu-
zir termos semelhantes,
substituímos todos os
termos semelhantes por
um único que é a soma
algébrica deles.
Comente: O estudo de
polinômios com mais de uma
variável é mais complexo e
de pouca utilidade nas aplica-
ções futuras da Matemática,
no ensino médio. O mesmo
não acontece nos cursos
superiores que dependem da
Matemática, nos quais se faz
o estudo dos polinômios com
diversas variáveis.
Sugira aos alunos que
façam uma pesquisa sobre os
principais cursos superiores
que dependem dos conheci-
mentos mais detalhados da
Matemática.
Polinômios reduzidos Número de termos Nome
3x3 – 4x2 + 5x três Trinômio
4x + 5 dois Binômio
9y3 + 5y + 3y2 + 5 4 Polinômio de 4 termos
5z – 4z2 + 7 a b
5y – 3y2 c d
4,3x4 + 2x – 7x3 – 11 e f
26. Ainda com base na tabela do exercício 25, responda:
a) Como se chamam os polinômios que têm dois termos?
b) E os polinômios que têm três termos?
27. Observe os polinômios reduzidos da tabela do exercício 25 e responda:
a) Algum deles tem mais de uma variável?
b) Em algum deles existem duas ou mais parcelas nas quais a variável tem expoentes
iguais? Justifique.
Até aqui você aprendeu fatos sobre polinômios com uma ou mais
variáveis. Agora, vamos dedicar maior atenção aos polinômios com
apenas uma variável, porque o estudo deles é, no momento, mais
significativo devido às importantes aplicações que você ainda verá
neste livro.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 71 10/05/13 19:44
72
28. Observe a tabela contendo polinômios na variável “x” e escreva, em seu
caderno, o que substitui corretamente cada letra:
28. a) –3x3 + 0x2 + x + 0;
b) 5 x 4 + 0x3 – 3x2 + 0x + 0;
c) 2 x 4 + 3x3 + 0x2 – 5x + 0.
29. a) V;
b) V;
c) V.
Proponha a alunos que escre-
vam, no quadro, 4 polinômios
com uma variável, reduzidos e
não completos, para que outros
alunos os ordenem e completem.
Mantenha o que se escreveu
no quadro, para outra atividade
logo após o exercício 30. Comen-
te que o fato de dizer que o item
(b) do exercício 29 é verdadeiro
não significa que polinômios
que têm seus termos escritos em
ordem crescente dos expoentes
das variáveis não possam ser
chamados de polinômios orde-
nados. Apenas por questões de
aplicações futuras (como adição
e subtração de polinômios), é
preferível ordenar polinômios
como mencionado no item (b)
citado.
30. a) 5;
b) Polinômio do quinto grau;
c) 4;
d) Polinômio do 4o grau;
e) 4;
f) Polinômio do 4o grau.
Após o exercício 30, proponha
aos alunos que digam o grau de
cada polinômio ordenado e com-
pleto que foi escrito no quadro na
atividade anterior.
31. Respostas variáveis.
Exemplos:
a) 2x3 + 3x2 – 4x + 1;
b) –5x3 + 2x;
c) 3x2 – 4x + 9;
d) x3 + 0x2 + 0x + 2.
Polinômio
reduzido
Maior expoente de
variável
Nome
2 + 3x3 3 Polinômio do terceiro grau
2x4 – 4x 4 Polinômio do quarto grau
x – 3x5 a b
5x4 – 3x2 c d
3x3 – 5x + 2x4 e f
Polinômio reduzido Polinômio ordenado e completo
2 + 3x3 3x3 + 0x2 + 0x + 2
2x4 – 5x 2x4 + 0x3 + 0x2 – 5x + 0
x – 3x3 a
5x4 – 3x2 b
3x3 – 5x + 2x4 c
29. Com base na tabela do exercício 28, discuta com seus colegas e deci-
da se verdadeiras ou falsas as afirmações sobre polinômios com uma
variável:
a) Um polinômio completo na variável “x” tem todos os termos, desde o de maior
expoente de “x” até o expoente zero.b) Se um polinômio tem seus termos escritos na ordem decrescente dos expoentes da
variável, ele se chama polinômio ordenado.
c) Um polinômio é uma soma algébrica de monômios.
30. Observe a tabela contendo polinômios na variável “x” e escreva, em seu
caderno, o que substitui corretamente cada letra:
31. Dê um exemplo de polinômio com uma variável que seja:
a) Do terceiro grau e completo.
b) Do terceiro grau com apenas dois termos.
c) Do segundo grau e completo.
d) Do terceiro grau, completo e ordenado.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 72 10/05/13 19:44
73
32. O que você faz para decidir qual é o grau de um polinômio com uma
variável?
Neste livro vocês estudarão com mais detalhes dois tipos de polinô-
mios, os binômios do primeiro grau e os trinômios do segundo grau
com uma única variável.
Por exemplo, 3x – 9 é um binômio do primeiro grau e
2x2 – 5x + 4 é um trinômio do segundo grau.
33. Dentre os polinômios com uma variável, a seguir, identifique os do pri-
meiro grau e os do segundo grau:
a) 3x3 + 4x c) 9 – 4x e) 14x
b) 4 + 2x2 – 7x d) 8x – 3x2 f) 76x2 – 14
34. Reescreva os polinômios do segundo grau identificados no exercício
anterior, de modo ordenado e completo.
35. Reescreva os polinômios do primeiro grau identificados no exercício
anterior, de modo ordenado e completo.
36. Observe os polinômios a seguir, nos quais a, b e c representam números
reais:
Comente que o que se afirma
no primeiro retângulo se deve ao
fato de que tais polinômios são a
base do estudo de funções polino-
miais que eles vão estudar no ca-
pítulo 4, e que essas funções têm
várias aplicações importantes.
32. Verifico o maior expoente da
variável. A ele corresponde o
grau do polinômio.
Comente que o que se afirma
no primeiro retângulo se deve
ao fato de que tais polinômios
são a base do estudo de funções
polinomiais que eles estudarão
no capítulo 4, e que essas funções
têm várias aplicações importan-
tes.Comente ainda que o estudo
dos binômios do primeiro grau e
dos trinômios de segundo grau é
importante no momento, porque
a grande maioria dos fatos ma-
temáticos e dos fenômenos de
outras ciências que se estudam
no ensino médio são ligados a
correspondências entre grandezas
que dependem destes polinômios.
33. a) 3º grau;
b) 2o grau;
c) 1o grau;
d) 2o grau;
e) 1o grau;
f) 2o grau;
34. b) 2x2 – 7x + 4;
d) –3x2 + 8x + 0;
f) 76x2 + 0x – 14.
35. c) –4x + 9;
e) 14x + 0.
36. a) O coeficiente a não pode
ser zero, porque, para ser
do 1°grau, o termo em x do
polinômio deve aparecer
com coeficiente não nulo;
o coeficiente b pode ser
zero desde que a não seja.
b) a, porque o único termo
que, obrigatoriamente, deve
ter coeficiente diferente de
zero é o termo em x2.
37. Respostas variadas.
Exemplo:
a) 3y + 4;
b) –z2 – 4z + 5.
Explique que o que se chama
“termo independente” de um
polinômio geral é o termo cons-
tituído apenas de um número,
independente da variável, como
observado no quadro. Faça obser-
varem que o grau desses termos é
zero porque, por exemplo, o núme-
ro 7 pode ser pensado como 7x0, se
o polinômio é na variável x, ou 7y0
se o polinômio é na variável y etc.
(A) ax + b (B) ax2 + bx + c
Responda:
a) Se, em (A), o binômio ax + b é do primeiro grau, o coeficiente a pode ser zero? E
o coeficiente b? Justifique suas respostas.
b) Se, em (B), o trinômio ax2 + bx + c é do segundo grau, qual o único dos três coefi-
cientes que não pode ser zero? Justifique sua resposta.
37. Escreva exemplos de:
a) Um binômio do primeiro grau na variável y.
b) Um trinômio do segundo grau na variável z.
Neste livro vocês estudarão com mais detalhes dois tipos de polinômios: os binômios
do primeiro grau e os trinômios do segundo grau com uma única variável.
Em geral, representamos um binômio do primeiro grau com uma variável assim: ax + b
onde a e b representam números reais, sendo a ≠ 0, e b o termo independente (assim
chamado porque não depende de x).
Analogamente, representamos um trinômio do segundo grau com uma variável assim:
ax2 + bx + c
onde a, b e c representam números reais, sendo a ≠ 0, e c o termo independente.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 73 10/05/13 19:44
74
Explique para os alunos
que, na tabela, 3x e –5x
estão caracterizados como
binômios do primeiro grau
porque podem ser entendi-
dos como 3x + 0 e –5x + 0,
respectivamente. De modo
análogo, são caracterizados
como trinômios do 2º grau:
–9 + 7x2 (= 7x2 + 0x – 9),
–5x – 3x2 (= –3x2 – 5x + 0) etc.
38.
39. (a, 5); (b, 7); (c, 8); (d, 2);
(e, 1); (f, 6); (g, 3); (h, 4).
40. a) Termo comum: x;
b) Termo comum: y;
c) Termo comum: 2x;
d) Termo comum: –w;
e) Não possui termo inde-
pendente em comum.
f) Não possui termo inde-
pendente em comum.
38. Na tabela a seguir, você vê vários binômios do primeiro grau e trinômios
do segundo grau, completos ou não. Copie a tabela em seu caderno
e, para cada um deles, dê o valor dos coeficientes a, b ou c, conforme
a notação introduzida no quadro da página anterior:
a (x + 2)2 1 Trinômio completo do segundo grau, não ordenado.
b 3x – 5 2 Quadrado da diferença de dois números.
c (x + 3) (x + 7) 3 Produto da soma pela diferença de dois números.
d (x – 3)2 4 Trinômio incompleto do segundo grau.
e 3 – 4x + 7x2 5 Quadrado da soma de dois números.
f 2x2 + 4x 6 Trinômio do segundo grau, sem o termo independente.
g (x + 5) (x – 5) 7 Binômio completo do primeiro grau.
h 5x2 8 Produto de dois binômios do primeiro grau.
39. Observe a tabela a seguir e, em cada caso, faça a correspondência da
letra da primeira coluna com o número da segunda coluna:
40. Dizemos que (x + 3) (x + 7) é um produto de dois binômios (do primeiro
grau) que têm um termo não independente em comum: o termo “x”. O
3 e o 7 são os termos independentes.
Em cada caso a seguir, indique quais são os produtos de binômios com
um termo não independente em comum, e destaque esse termo:
a) (x + 10) (x – 12) c) (2x + 4) (2x – 3) e) (2x – 1) (z + 1)
b) (y – 2) (y + 5) d) (4 – w) (7 – w) f) ( –x + 3) (x + 3)
? ?
? ?
? ?
Binômios do primeiro grau
ax + b (a 0)
Trinômios do segundo grau
ax2 + bx + c (a 0)
3x – 4 a = b = –2x2 + 4x – 11 a = b = c =
7 – 5x a = b = –9 + 7x2 a = b = c =
4x + 5 a = b = 2x2 – 4x + 11 a = b = c =
–7 + 5x a = b = –5x – 3x2 a = b = c =
3x a = b = –2x2 – 11 a = b = c =
–5x a = b = nx2 + px + k a = b = c =
9x – 14 a = b = –2x2 – 4x + 9 a = b = c =
–3x – 4 a = b = –19x2 a = b = c =
–7 – 5x a = b = –2x2 + 4x a = b = c =
? ?
? ?
? ?
? ?
? ?
? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
B
in
ôm
io
s
T
ri
nô
m
io
s
a
=
3
b
=
–
4
a
=
–
2
b
=
4
c
=
–
11
a
=
–
5
b
=
7
a
=
7
b
=
0
c
=
–
9
a
=
4
b
=
5
a
=
2
b
=
–
4
c
=
1
1
a
=
5
b
=
–
7
a
=
–
3
b
=
–
5
c
=
0
a
=
3
b
=
0
a
=
–
2
b
=
0
c
=
–
11
a
=
–
5
b
=
0
a
=
n
b
=
p
c
=
k
a
=
9
b
=
–
14
a
=
–
2
b
=
–
4
c
=
9
a
=
–
3
b
=
–
4
a
=
–
19
b
=
0
c
=
0
a
=
–
5
b
=
–
7
a
=
–
2
b
=
4
c
=
0
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 74 10/05/13 19:44
75
41. Calcule a soma S e o produto P dos termos independentes dos fatores
dos produtos de cada item que você indicou no exercício anterior, como
solicitado.
42. Observe o triângulo a seguir:
3xy
6x2y
41. a) S = –2, P = –120;
b) S = 3, P = –10;
c) S = 1, P = –12;
d) S = 13, P = 21.
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
42. a) 6x2y;
b) 3xy;
c) (3xy) (3x2y);
d) 9x3y2.
Faça observar que, no item
(c), dividimos o monômio
6x2y por 2 para aplicar a
fórmula da área: metade do
produto da base pela altura.
43. a) 8x2 – 3xy + 16y2;
b) 12a + 6ab + 2b;
c) 10y + 8x2y + 7;
d) a2b + 11ab2;
e) –a + 5b + 6;
f) 6x2 + x + y.
44. a) 7y + 3;
b) 15x + 3;
c) 7y+ 2.
5x
x
2
3
4x
3y + 5
3y – 2 y
3y + 1
y – 5
y + 2 2y + 4
A) B)
C)
Em relação ao triângulo, responda ou faça o que se pede:
a) Qual é o monômio que representa a medida da base?
b) Qual é o monômio que representa a medida da altura?
c) Expresse a área como produto de dois monômios.
d) Expresse a área como um monômio reduzido.
43. Reduza os termos semelhantes e escreva o polinômio reduzido corres-
pondente:
a) 3x2 + 4xy + 8y2 + 5x2 – 7xy + 8y2
b) 4a + 3ab + 7b + 8a – 5b + 3ab
c) 2 + 3x2y + 7y + 5 + 5x2y + 3y
d) 3a2b + 5ab2 – 2a2b + 6ab2
e) 7a + 3b – 8a + 2b + 6
f) 3x2 + 6y2 + 3x2 – 6y2 + x + y
44. Escreva os perímetros das figuras a seguir como polinômios reduzidos:
Aprendendo em casa
Multiplicando e
reduzindo o produto
(3x3y3)(2xy2),
obtenho 6x4y5. S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 75 10/05/13 19:44
76
45. Calcule e simplifique, quando possível:
a) a2 (a3 + 2a) c) 2
4
3
5
a
a
× e) − −
1
2
1
2
2t t
b) 15x2 : 5x4 d) −
2
8
3
5
x
x
f) 2
3
2
5
2 3
15
a b
a b
– –
−
45. a) a5 + 2a3;
b) 3/x2;
c) a8/2;
d) –1/4x2;
e) (1/4)t3;
f) (8a – 3b)/15;
Reforce a informação do
texto, dizendo para os alunos
que –a se deve ser lido como
“oposto de a”. É importante
chamar a atenção para um erro
frequentemente cometido pelos
alunos, quando escrevem –x
pensando estar representan-
do um número negativo. Para
convencê-los, acrescente, aos
exemplos já dados, outros como:
se a = –79, –a é o oposto, ou seja,
–a = – (–79) = +79 (portanto,
um positivo). Complete a infor-
mação, dizendo que as formas
corretas de representar com
letras um número negativo e um
positivo são, respectivamente,
por exemplo, x < 0 e x > 0.
Explore mais alguns exercí-
cios de subtração de monômios.
Se julgar oportuno, use o
conceito de oposto de um nú-
mero para definir “valor abso-
luto de um número real”(veja
observação na margem da
página 38).
Inicialmente, convencione
que, dado um número real x, a
notação |x| se lê: valor absoluto
de x. Depois, defina: |x| = x se
x > 0 e
|x| = –x, se x < 0.
Exemplifique:
|3,4| = 3,4 (porque 3,4 > 0)
e |–2,2| = –(–2,2) = 2,2
(porque –2,2 < 0). Da definição,
|0|= 0.
Faça notar que, da definição,
resulta que o valor absoluto de
qualquer número real diferente
de zero é positivo.
Uma vez definido o valor
absoluto, é possível introduzir
uma outra forma de se des-
crever a raiz quadrada de um
número, como já observado na
página 38, assim:
√(x2 ) = |x|
Logo, a raiz quadrada de x2
é x, se x >0; e a raiz quadrada
de x2 é –x, se x < 0.
Observe que esta forma de
descrever a raiz quadrada deixa
claro que a mesma, quando
existe, é sempre positiva.
ATIVIDADES ORAIS
• +7; –13;
• +9x; –15x;
• –2x2 + 3x – 4;
• V.
Na reta
numerada a seguir,
você vê vários
pares de números
opostos.
Na reta acima estão indicados vários pares de números opostos. Por
exemplo, –4 e +4 são dois destes números opostos.
A notação –a representa: “oposto de a”.
Assim, se a = –7, –a = –(–7) = +7, e se a = +12, –a = –(+12) = –12.
Também, se a = 3x, –a = –(–3x) = +3x, e
se a = 6x – 1, –a = –(6x – 1) = –6x + 1
Como você já sabe, (–5) – (–7) = (–5) + (+7) = +2, ou seja, subtrair é somar
ao minuendo o oposto do subtraendo. Este fato também se aplica ao
cálculo com monômios. Veja:
(–4x) – (–7x) = (–4x) + (+7x) = +3x
• Qual é o oposto de –7? E o oposto de +13?
• Qual é o oposto de –9x? E de +15x?
• Qual é o oposto de (2x2 – 3x + 4 )?
• V ou F: para subtrair monômios, basta somar ao primeiro o oposto do segundo.
( )
( )( )( )
Calculando com monômios e polinômios
Explorando o que você já sabe
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 76 10/05/13 19:44
77
Veja no quadro a seguir como somar ou subtrair polinômios:
Na parte A, como somar: (–2x2 + 3x + 5) + (–7 + 3x + 2x2) + (–5x2 + 9)
Na parte B, como subtrair: (3x2 + 6 – 5x) – (2x – 3x2 + 1)
1. (m2 + m + 1) + (2m – 1) + (3m2 – 4m + 2) + 4m
2. (3a2 + 2a + 1) + (4 – a + a2 ) + (a – 7 + 4a2 )
3. (4x2 – 2) + (2x – 2x2 – 8) + (3 + 5x2 + 6x) + 7x2
4. (–3a2 + 4ab + 6b2) + (–2ab + 7a2 – 4b2 + 4a)
– 2x2 + 3x + 5
+ 2x2 + 3x – 7
– 5x2 + 0x + 9
– 5x2 + 6x + 7
3x2 – 5x + 6
3x2 – 2x – 1
6x2 – 7x + 5
A B
Explore mais adições e
subtrações, utilizando poli-
nômios de graus diferentes
para que os alunos perce-
bam que os termos de mais
alto grau ficam sem termos
semelhantes sob ou sobre si
no algoritmo.
46. 1) 4m2 + 3m + 2;
2) 8a2 + 2a – 2;
3) 14x2 + 8x – 7;
4) 4a2 + 2ab + 2b2 + 4a.
Observe:
Em (A), ordenamos e completamos os polinômios escrevendo-os uns
sobre os outros, ficando os termos semelhantes alinhados em uma
mesma vertical, e calculamos cada soma algébrica desses termos se-
melhantes.
Em (B), ordenamos e completamos os polinômios escrevendo o primeiro
sobre o oposto do segundo, ficando os termos semelhantes alinhados
em uma mesma vertical, e calculamos a soma algébrica desses termos
semelhantes.
46. O professor da turma K deu, como exercício, as quatro adições de po-
linômios que você vê no quadro. Resolva-as em seu caderno:
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 77 10/05/13 19:44
78
47. Como os alunos acertaram todas as adições, o professor da turma K
deu como exercício as subtrações do quadro, lembrando-os de que, em
cada caso, devem somar ao primeiro polinômio o oposto do segundo.
47. 1) 3x – 7y;
2) –3x2 – 6x + 15;
3) 10xy – 6x2 – 10y2;
4) 2x2 + 10x + 3.
Lembre que o cálculo do
produto 3x(x + 4) após o
quadro desta página é uma
aplicação da propriedade
(distributiva):
a(b + c) = ab + ac.
Comente que a área
do retângulo da primeira
ilustração é exatamente
igual ao produto calculado
(altura × base).
48. (x + 2) (x + 3).
A2 A4
A1 A3
x
+
3
x 2
x + 2
x
3
Calcule as diferenças entre os seguintes polinômios:
1. 5x – 3y e 2x + 4y
2. 3x2 – 2x + 8 e 4x – 7 + 6x2
3. 3xy – x2 – 7y2 e 5x2 – 7xy + 3y2
4. 7x + 5x2 – 15 e 3x2 – 3x – 18
x
3x
4x
4x
4x
x2
x2
x2
x
x
x
4
Você já sabe calcular o produto 3x(x + 4) assim:
3x(x + 4) = (3x)(x) + (3x)(4) = 3x2 + 12x
Agora, veja como associar esse
produto ao cálculo da área do re-
tângulo ao lado, cujas dimensões
são: base x + 4 e altura 3x.
A área desse retângulo é dada
por 3x(x + 4), ou seja, o produto
calculado anteriormente.
Agora, observe que o retângulo foi decomposto em dois outros:
um amarelo, de base x e altura 3x, cuja área é (3x)x = 3x2, e
outro azul, de base 4 e altura 3x, cuja área é (4)(3x) = 12x.
Logo, a área do retângulo é a soma das áreas desses dois retângulos,
ou seja:
3x(x + 4) = 3x2 + 12x
Observe agora a figura de outro
retângulo, decomposto em um
quadrado A1 e três retângulos A2,
A3, A4. Com base nela, resolva os
três exercícios a seguir:
48. Qual é o produto que representa a área do retângulo?
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 78 10/05/13 19:44
79
(x + 3)(x + 2) = x2 + 3x + 2x + 6 =
= x2 + 5x + 6
x 3
x
2
x2 3x
2x 6
50. a) (x + 2) (x + 3);
b) x2 + 3x + 2x + 6.
Proponha, no quadro, como
calcular (x+3)(x+2) usando a
propriedade distributiva (sem
citar o nome) para que os alunos
se convençam, usando outros
recursos, da validade do resultado
do exercício 50. Proponha que
completem os dois desenvolvi-
mentos:
1º (x + 3)(x + 2) =
(x + 3) . x + (x + 3) . 2 =....
2º (x + 3)(x + 2) =
x(x + 2) + 3(x + 2) =....
Proponha, no quadro, ati-
vidades análogas às sugeri-
das anteriormente, usando fi-
guras agora com os produtos
(x + 4)(x + 3) e (x + 5)(x + 6).
Faça o mesmo com o produto
(x + a)(x + b), com desenvolvi-
mento diferente do usado no texto
do aluno. Assim: (x + a)(x + b) =
(x + a) . x + (x + a) . b =.....
Represente geometricamente
o produto (x + a)(x + b) como
no exercício 51, obtendo um
retângulo de dimensões x + a e
x + b, decomposto em um qua-
drado de área x2, um retângulo de
área ax, outro da área bx e outro
da área ab.
Desenheno quadro a represen-
tação do produto (x + a)(x + b),
como na ilustração do exercí-
cio 51, e interprete a área do
retângulo maior como soma de
três áreas:
x2 + (a + b) x + ab.
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, os quadros
em destaque do exercício 51
(dois últimos da página).
Explique que o produto
(x – 3)(x – 4) pode ser visto como
[x +(–3)][x+(–4)], justificando
dizer que a = –3 e b = –4. Peça
que escrevam como neste exemplo
o produto (x + 5)(x – 2) como
produto de somas de duas par-
celas, identificando assim qual o
valor e sinal de a e qual o valor e
sinal de b.
Comente: Como se viu com
os sinais de a e b, ao escrever
(x + a)(x + b) = x2 + Sx + P, onde S =
a + b e P = ab, não se deve entender
que S e P sejam positivos. Exempli-
ficando: Em (x + 3)(x – 4), temos
a = 3 (positivo), b = –4 (negativo),
a + b = S = –1 (negativo) e P = –12
(negativo). Explore outros exemplos,
como (x – 3)(x – 4), (x + 5)(x – 2). Por
último, esclareça que o uso
da fórmula não é obrigató-
rio, tendo em vista ser possí-
vel também efetuar o produto
(x + a)(x + b) como nos diversos
cálculos já feitos anteriormente.
49. Escreva o monômio ou o binômio que representa:
a) A medida da base do retângulo. d) A área do retângulo A
2
.
b) A medida da altura do retângulo. e) A área do retângulo A
3
.
c) A área do quadrado A
1
. f) A área do retângulo A
4
.
50. Escreva a área do retângulo maior de duas maneiras diferentes:
a) Como produto de dois binômios que têm um termo de primeiro grau em comum.
b) Como soma da área do quadrado de lado x com as áreas dos três outros retângulos.
Já que as expressões obtidas como respostas, no exercício 50, repre-
sentam a mesma área (do retângulo maior), podemos escrever:
(x + 2)(x + 3) = x2 + 3x + 2x + 6 = x2 + 5x + 6
51. Observe outra representação do produto (x + 2)(x + 3) na qual são vistos,
na figura, os valores das áreas das quatro partes:
Represente usando áreas e calcule os
produtos de binômios que têm um termo
de primeiro grau em comum a seguir:
a) (x + 4)(x + 3) b) (x + 5)(x + 6)
Observe como multiplicar (x + a)(x + b):
(x + a)(x + b) = x(x + b) + a(x + b) = x . x + x . b + a . x + ab =
x2 + (a + b)x + ab
Representando a + b por S (inicial de soma) e ab por P (inicial de pro-
duto), temos:
(x + a)(x + b) = x2 + Sx + P
Podemos descrever essa fórmula em linguagem corrente, assim:
O produto de dois binômios de primeiro grau na mesma variável que têm um termo
de primeiro grau em comum é igual ao quadrado do termo comum, mais o produto da soma
dos respectivos termos independentes pelo termo comum, mais o produto dos respectivos
termos independentes.
Veja no quadro a seguir alguns exemplos do uso dessa fórmula.
(x + a)(x + b) = x2 + Sx + P
(A) Em (x + 4)(x + 7) S = 4 + 7 = 11 e P = 4 x 7 = 28;
logo, (x + 4)(x + 7) = x2 + 11x + 28.
(B) Em (x + 5)(x – 4) S = 5 – 4 = 1 e P = (5)(–4) = –20;
logo, (x + 5)(x – 4) = x2 + x – 20.
49. a) x + 2;
b) x + 3;
c) x2;
d) 3x;
e) 2x;
f) 6.
a) x2 + 4x + 3x + 12 = x2 + 7x + 12; b) x2 + 5x + 6x + 30 = x2 + 11x + 30.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 79 10/05/13 19:44
80
52. Calcule usando a fórmula (x + a)(x + b) = x2 + Sx + P:
a) (x + 1)(x + 4) f) (x – 3)2 = (x – 3)(x – 3)
b) (x – 2)(x + 3) g) (x + 5)2
c) (x + 4)(x – 4) h) (x – 5)2
d) (x + 5)(x – 1) i) (x + 6)(x – 6)
e) (x + 2)2 = (x + 2)(x + 2)
53. Observe o item (g) do exercício anterior e, em seguida, copie e com-
plete esta frase em seu caderno: O quadrado da soma x + 5 é igual ao
quadrado de x, mais duas vezes o produto de x por 5, mais...
54. Observe o item (h) do exercício 52 e, em seguida, copie e complete
esta frase em seu caderno: O quadrado da diferença x – 5 é igual ao
quadrado de x, menos duas vezes o produto de x por 5, mais...
55. Observe o item (i) do exercício 52 e em seguida copie e complete esta
frase em seu caderno: O produto da soma x + 6 pela diferença x – 6 é
igual ao quadrado de x, menos...
?
?
?
52. a) x2 + 5x + 4;
b) x2 + x – 6;
c) x2 – 16;
d) x2 + 4x – 5;
e) x2 + 4x + 4;
f) x2 – 6x + 9;
g) x2 + 10x + 25;
h) x2 – 10x + 25;
i) x2 – 36.
53. ...o quadrado de 5.
54. ...o quadrado de 5.
55. ...o quadrado de 6.
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
56. Respostas variadas.
Exemplos:
a) 2a3b;
b) –7x;
c) ab3;
d) –x3;
e) –3x/4;
f) 7,5 ab2c;
g) 4,32x.
57. (a) e (b) Atividades do
alunos.
c) S
1
= (xy)/2,
S
2
= b. h.
58. Atividade do aluno.
59. Atividade do aluno.
c) S
T
= 3x4y3,
S
R
= 3x(x + 4).
56. Escreva um exemplo para cada um dos tipos de monômios a seguir:
a) Tendo como coeficiente um número natural e duas letras na parte literal.
b) Tendo como coeficiente um número inteiro negativo e uma letra na parte literal.
c) Tendo como coeficiente o número 1.
d) Tendo como coeficiente o número –1.
e) Tendo como coeficiente uma fração negativa.
f) Tendo como coeficiente um número decimal positivo.
g) Tendo como coeficiente uma dízima periódica.
57. Desenhe ou resolva:
a) Um triângulo cuja base mede x e cuja altura mede y.
b) Um retângulo cuja base mede b e cuja altura mede h.
c) Chame as áreas dos dois triângulos desenhados nos itens (a) e (b) de S
T
e S
R
, res-
pectivamente, e escreva as fórmulas dessas áreas usando as letras que representam
suas medidas.
58. Desenhe:
a) Um triângulo cuja base meça 3xy2 e a altura, 2x3y.
b) Um retângulo cuja base meça 3x e a altura, x + 4.
59. Represente as áreas do triângulo e do retângulo do exercício 58 por ST e
SR, respectivamente, e escreva suas fórmulas, usando as expressões que
representam suas medidas.
Aprendendo em casa
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 80 10/05/13 19:44
81
60. Escreva um termo semelhante ao monômio 3x3y que tenha como coe-
ficiente:
a) Um número natural. d) Uma dízima periódica.
b) Um número na forma decimal. e) Um número irracional.
c) Uma fração.
61. Observe o polinômio a seguir e responda ou faça o que se pede:
2x2 + 5xy – 9y2 + 3x2 – 11xy – 12y2
a) Qual o termo semelhante ao termo 2x2?
b) Calcule a soma algébrica desses termos.
c) Qual o termo semelhante ao termo 5xy?
d) Calcule a soma algébrica desses termos.
e) Qual o termo semelhante ao termo –9y2?
f) Calcule a soma algébrica desses termos.
g) Escreva o polinômio dado como um polinômio reduzido.
62. Escreva os polinômios a seguir em sua forma reduzida:
a) 2x2 – 5xy – 6y2 + 15x2 – 17xy + 18y2 = ?
b) 8a – 13ab + 17b – 18 a – 15b + 13ab = ?
c) 12 – 13x2y + 17y – 15 + 15x2y – 13y = ?
d) 9a2b – 15ab2 + 12a2b + 16ab2 = ?
e) 8a – 13b + 8a – 12b + 16 = ?
f) 9x2 – 16y2 – 3x2 + 16y2 + x – y = ?
63. Calcule as somas dos polinômios do quadro:
64. Calcule as diferenças dos polinômios do quadro:
• (x2 – x – 2) + (2x – 7x2 + 4) + (6x2 + x – 7)
• (2 – a2 + 2a) + (–5 + 2a2 – 3a) + (5a2 – 3a)
• 3(x – 3 – 5c) + 2(x – a – 4c) + 4(a – 5c – 7)
(5r – 3s) – (7r + 5s)
(11x2 + 5x) – (7x2 + 3)
(3a2 – 5d + 17) – (– a2 + 5d – 3)
(3z2 + 5z – 4) – (3z2 + 5z – 4)
(4x + 11) – (3x2 + 7x – 3)
60. Respostas variadas.
Exemplos:
a) 6x3y;
b) 0,4x3y;
c) (2x3y)/5;
d) 0,07x3y;
e) 0,1001001...x3y.
61. a) 3x2;
b) 5x2;
c) – 11xy;
d) – 6xy;
e) – 12y2;
f) – 21y2;
g) 5x2 – 6xy – 21y2.
62. a)17x2 – 22xy + 12y2;
b) – 10a + 2b;
c) 4y + 2x2y – 3;
d) 21a2b + ab2;
e) 16a – 25b + 16;
f) 6x2 + x – y.
63. • 2x – 5;
• 6a2 – 4a – 3;
• 5x + 2a – 43c – 37.
64. • – 2r – 8s;
• 4x2 + 5x – 3;
• 4a2 – 10d + 20;
• 0;
• – 3x2 – 3x + 14.
•
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 81 10/05/13 19:44
82
65. Calcule os produtos abaixo:
a) (x + 2)(x + 45)
b) (x – 2)(x + 4)
c) (x – 3)( x – 4)
d) (x + 3)( x – 1)
e) (x + 3)2 = (x + 3)(x + 3)
f) (x + 4)2
g) (x – 3)2
h) (x + 9)(x – 9)
66. Observe o item (f) anterior, copie e complete a frase em seu caderno:
o quadrado da soma x + 4 é igual ao quadrado de x, mais duas vezes
o produto de x por 4, mais...67. Observe o item (g) anterior, copie e complete a frase em seu caderno:
o quadrado da diferença x – 3 é igual ao quadrado de x, menos duas
vezes o produto de x por 3, mais...
68. Observe o item (h) anterior, copie e complete a frase em seu caderno:
o produto da soma x + 9 pela diferença x – 9 é igual ao quadrado de x,
menos...
?
?
?
65. a) x2 + 47x + 90;
b) x2 + 2x – 8;
c) x2 – 7x + 12;
d) x2 + 2x – 3;
e) x2 + 6x + 9;
f) x2 + 8x + 16;
g) x2 – 6x + 9;
h) x2 – 81.
Comente com os alunos
que os cálculos do exercício
65 podem ser feitos tanto
utilizando-se a fórmula apre-
sentada na página 79 quanto
usando a distributividade.
Leve os alunosa perceberem
que o uso da fórmula não é
obrigatório: apenas permite
eventualmente obter os re-
sultados mais rapidamente.
66. O quadrado de 4.
67. O quadrado de 3.
68. O quadrado de 9.
ATIVIDADES ORAIS
• (c)
• (d)
• (a)
• (b)
Observe as expressões a seguir:
a) (x + 7)(x – 7)
b) (y – 2)2
c) (z + 5)2
d) (w + 9)(w + 6)
Diga qual delas corresponde a cada uma das frases a seguir:
• Quadrado da soma de duas expressões.
• Produto de dois binômios que têm um termo comum.
• Produto da soma pela diferença de duas expressões.
• Quadrado da diferença de duas expressões.
Produtos notáveis
Explorando o que você já sabe
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 82 10/05/13 19:44
83
Você viu como multiplicar binômios do primeiro grau usando a fórmula:
(x + a)(x + b) = x2 + Sx + P
onde S é a soma dos termos não comuns: S = a + b e
P é o produto dos termos não comuns: P = ab.
Alguns produtos obtidos por meio dessa fórmula são muito importan-
tes para aplicações futuras. Por isso, se chamam “produtos notáveis”.
Vamos passar a destacar alguns deles a seguir:
QuAdrAdo dA somA de duAs expressões
Vamos usar a fórmula (x + a)(x + b) = x2 + Sx + P para calcular (x + a)2,
isto é, o quadrado da soma x + a.
Como (x + a)2 = (x + a)(x + a), temos:
S = a + a = 2a e P = a . a = a2
Logo, (x + a)2 = x2 + 2ax + a2
Em linguagem corrente, podemos dizer:
O quadrado da soma de duas expressões é igual ao quadrado da primeira, mais duas
vezes o produto da segunda pela primeira, mais o quadrado da segunda.
69. Observe como usar o que concluímos acima:
(A) (x + 4)2 = x2 + 2(4) (x) + (4)2 = x2 + 8x + 16
(B) (y + 6)2 = y2 + 2(6) (y) + (6)2 = y2 + 12y + 36
(C) (3x + 5)2 = (3x)2 + 2(5) (3x) + (5)2 = 9x2 + 30x + 25
Agora, calcule os quadrados das somas das expressões do quadro a
seguir e confira suas respostas:
Exercícios: 1. (y + 4)2 Respostas: 1. y2 + 8y + 16
2. (2a + 3)2 2. 4 a2 + 12a + 9
3. (z + 17)2 3. z2 + 34z + 289
4. (xy + 14)2 4. x2y2 + 28xy + 196
5. (7xy + 4z)2 5. 49x2y2 + 56xyz + 16z2
6. (y3 + 15)2 6. y6 + 30y3 + 225
7. (3ax3 + 7b3y)2 7. 9 a2x6 + 42ab3x3y + 49b6y2
Complete o texto que
justifica o nome “produtos
notáveis”, dizendo que, em
particular, neste capítulo
serão estudados três destes
produtos, que permitem com-
preender temas que serão es-
tudados a seguir: a fatoração
algébrica, a simplificação de
frações algébricas e a resolu-
ção de equações produto.
Por exemplo, ao fatorar o
primeiro membro da equação
x2 + 2x – 15 = 0, obtém-se
(x – 3)(x + 5) = 0, cujas raízes
são 3 e –5 (que anulam o
primeiro e o segundo fatores,
respectivamente).
Antes de resolver o exer-
cício 69, explore no quadro
a representação geométrica
de (x + a)2, lembrando que
este quadrado equivale a
(x + a)(x + a) e procedendo
como no exercício 51, ob-
tendo um quadrado de lados
x + a, decomposto em um
quadrado de área x2, dois
retângulos de área ax, e um
quadrado de área a2.
69. As respostas estão no
próprio livro do aluno.
Chame a atenção dos alu-
nos que para desenvolver o
produto (x+a)2 não é neces-
sário utilizar a fórmula dada;
pode-se também fazer a con-
ta através da distributividade
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 83 10/05/13 19:44
84
QuAdrAdo dA diferençA de duAs expressões
Vamos usar a fórmula (x + a)(x + b) = x2 + Sx + P para calcular (x – a)2,
isto é, o quadrado da diferença x – a.
Como (x – a)2 = (x – a)(x – a), temos:
S = (–a) + (–a) = –2a e P = (–a)(–a) = a2
Logo, (x – a)2 = x2 – 2ax + a2
Em linguagem corrente, podemos dizer:
O quadrado da diferença de duas expressões é igual ao quadrado da primeira, menos
duas vezes o produto da segunda pela primeira, mais o quadrado da segunda.
70. Observe como usar o que concluímos acima:
(A) (x – 4)2 = x2 – 2(4) (x) + (4)2 = x2 – 8x + 16
(B) (y – 6)2 = y2 – 2(6) (y) + (6)2 = y2 – 12y + 36
(C) (3x – 5)2 = (3x)2 – 2(5) (3x) + (5)2 = 9x2 – 30x + 25
Agora, calcule os quadrados das diferenças das expressões do quadro
a seguir e confira suas respostas:
produto dA somA pelA diferençA de duAs expressões
Vamos usar a fórmula (x + a)(x + b) = x2 + Sx + P para calcular
(x + a) (x – a), isto é, o produto da soma pela diferença de dois números.
Temos:
S = (+a) + (–a) = 0 e P = (–a) (–a) = –a2
Logo, (x – a)2 = x2 + 0x – a2, ou seja, (x + a)(x – a) = x2 – a2
Em linguagem corrente, podemos dizer:
O produto da soma pela diferença de duas expressões é igual ao quadrado da primeira
expressão, menos o quadrado da segunda.
Exercícios: 1. (x – 7)2 Respostas: 1. x2 – 14x + 49
2. (x – 13)2 2. x2 – 26x + 169
3. (z – 14)2 3. z2 – 28z + 196
4. (t2 – 15)2 4. t4 – 30t2 + 225
5. (ax – 2by)2 5. a2x2 – 4abxy + 4b2y2
6. (3x2 – 2by)2 6. 9x4 – 12bx2y + 4b2y2
Antes de resolver o exer-
cício 70, explore no quadro
a representação geométrica
de (x – a)2, lembrando que
este quadrado equivale a
(x – a)(x – a). Represente
este quadrado de lados x – a.
Depois, prolongue a base
e a altura de um segmento
de comprimento a, obtendo
novo quadrado de lados x.
Decomponha este quadrado
no quadrado original, mais
outro de área a2 e dois retân-
gulos de área a(x – a).
Expresse a área do qua-
drado original (x – a)2 como
diferença da área do quadra-
do de lado x (x2), e as áreas
dos dois retângulos de áreas
a(x – a).
Assim: (x – a)2 =
x2 – a(x – a) – a(x – a) – a2.
Desenvolvendo os cálculos
do segundo membro, temos:
(x – a)2 = x2 – 2ax + a2.
70. As respostas estão no
próprio livro do aluno.
Em casa, os alunos de-
vem anotar, no caderno, os
quadros em destaque nos
textos antes dos exercícios
69, 70, 71.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 84 10/05/13 19:44
85
71. Observe como calcular produtos de somas pelas diferenças de duas
expressões usando (x + a)(x – a) = x2 – a2:
(A) (x + 6)(x – 6) = x2 – 62 = x2 – 36
(B) (y + 4)(y – 4) = y2 – 42 = y2 – 16
(C) (3x + 2)(3x – 2) = (3x)2 – (2)2 = 9x2 – 4
Agora, calcule os produtos das somas pelas diferenças das expressões
do quadro a seguir e confira suas respostas:
1. (x2 – 1)2 =
2. (x + 0,5)2 =
3. (u – 2,5)2 =
4. (5z – 1,2)2 =
5. (0,5u – 0,4)2 =
6. (0,1x + 0,2)2 =
7. (y – 3,5)2 =
8. (z – 1,5)2 =
9. (2u – y)2 =
10. (y + 6,5)2 =
11. (2a – 0,25)2 =
Exercícios: Respostas:
1. (a + b) (a – b) 1. a2 – b2
2. (a2 + 3) (a2 – 3) 2. a4 – 9
3. (xy + 4ab) (xy – 4ab) 3. x2y2 – 16a2b2
4. (m2n2 + 19pq) (m2n2 – 19pq) 4. m4n4 – 361p2q2
5. (x + y) (x – y) 5. x2 – y2
6. (b3 + 6) (b3 – 6) 6. b6 – 36
7. (41 + 33x2y2) (41 – 33x2y2) 7. 1 681 – 1 089x4y4
12. (b – 1,5)2 =
13. (2x – 0,75)2 =
14. (x + 2)(x – 2) =
15. (u + 5)(u – 5) =
16. (z – 9)(z + 9) =
17. (1 + 3u)(1 – 3u) =
18. (4a – 1)(4a + 1) =
19. (7x – 1)(7x + 1) =
20. (x2 – 5)(x2 + 5) =
21. (a2 + 11)(a2 – 11) =
71. As respostas estão no
próprio livro do alunos.
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
72. 1) x4 – 2x2 + 1.
2) x2 + x + 0,25.
3) u2 – 5u + 6,25.
4) 25z2 – 12z + 1,44.
5) 0,25u2 – 0,4u + 0,16.
6)0,01x2 + 0,04x + 0,04.
7) y2 – 7y + 12,25.
8) z2 – 3z + 2,25.
9) 4u2 – 4uy + y2.
10) y2 + 13y + 42,25.
11) 4a2 – a + 0,0625.
12) b2 – 3b + 2,25.
13)4x2 – 3x + 0,5625.
14) x2 – 4.
15) u2 – 25.
16) z2 – 81.
17) 1 – 9u2.
18) 16a2 – 1.
19) 49x2 – 1.
20) x4 – 25.
21) a4 – 121.
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
72. Use o produto notável conveniente para calcular os produtos do quadro
a seguir:
Aprendendo em casa
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 85 10/05/13 19:44
86
Descreva quais os cálculos de certos valores ou quantidades em Geo-
metria que são associados, em geral, com as seguintes fórmulas:
• A = b. h
• V = a3
• A = l2
• V = a. b. c
• C = 2 R
ATIVIDADES ORAIS
• Cálculo da área de um retângulo
de base b e altura h.
• Cálculo do volume de um cubo
de aresta a.
• Cálculo da área de um quadrado
de lado l.
• Cálculo do volume de um paralelepí-
pedo retângulo de dimensões a, b, c.
• Cálculo do comprimento de uma
circunferência de raio r.
Caso seja possível, utilize re-
cursos de informática. Os temas
abordados neste capítulo, a partir
desta seção, oferecem ótima oportu-
nidade de usar planilhas eletrônicas
na edição de fórmulas, bem como na
elaboração de tabelas ou gráficos.
Explore as atividades orais como
primeira incursão, neste capítulo, à
noção de função, sem se preocupar
com formalizações. Exemplifican-
do: a) Considerando que V = a3
representa o volume V de um cubo
de aresta de medida a, responda:
1º ) A variável a pode ser subs-
tituída por um número negativo?
Justifique.
2º) Sem calcular, responda: se
substituirmos a, pelo decimal 3,43,
quantos valores encontraremos para
V: um ou mais de um?
3º) V ou F: a cada valor positivo
que dermos à medida a da aresta
corresponderá um único valor para
o volume V do cubo.
Caso julgue oportuno, explore
atividades semelhantes com as
fórmulas da área do quadrado e do
comprimento da circunferência.
É importante que os alunos
percebam, nestes casos, a possi-
bilidade de atribuir às variáveis
qualquer valor real positivo.
Explore o exercício 73 no qua-
dro, solicitando que alunos façam
o desenho correspondente. Explo-
re mais perguntas, como:
a) Os valores do perímetro e
da área dependem dos valores de
qual variável?
b) Substituindo a variável por
valores cada vez maiores, o que
acontece com os perímetros e áreas
correspondentes?
Explore outras situações rela-
cionadas com o item (e), para que
os alunos resolvam as equações
correspondentes.
O exercício 74 possibilita falar
novamente em análise dimensional.
(Real/kg) xkg = Real).
74. a) R$ 4,50; b) R$ 5,70;
c) R$ 3,20 pelo excesso,
R$ 9,20 pelos 28 kg;
d) R$ 4,28 pelo excesso e
R$ 10,28 pela carga total.
Explore mais situações como a
do item (d) do exercício 74.
A fórmula
da água é
H2O.
73. Em um retângulo, o lado maior é o triplo do lado menor, mais 1.
a) Represente a medida do lado menor pela variável x e escreva a fórmula do perímetro
P desse retângulo na forma de um polinômio reduzido.
b) Escreva a fórmula da área A desse retângulo, na forma de um polinômio reduzido.
c) Calcule P e A para x = 4.
d) Calcule P e A para x = 0,5.
e) Qual deve ser a medida do lado menor para P = 10,8?
74. Uma empresa cobra pelo transporte de encomendas entre as cidades
do Rio de Janeiro e São Paulo fretes segundo a tabela abaixo
Peso em kg Preço por kg em R$
Até 20 kg 0,30
Para cada kg excedente a 20 kg 0,40
Valores entre quantidades inteiras de kg pagam proporcionalmente ao excesso em
gramas. Ex.: 15,4 kg paga 15,4 × 0,30 reais = R$ 4,62
a) Quanto se pagou pelo transporte de um pacote que pesou 15 kg?
b) Outro pacote pesou 19 kg. Quanto se pagou pelo seu transporte?
c) Cada quilograma acima de 20 kg custa mais caro. Se uma encomenda pesa 28 kg,
quanto se pagará pelo excesso? E quanto se pagará pelos 28 kg?
d) Se a encomenda pesa 30,7 kg, quanto se pagará pelo excesso? E qual o valor total
do frete correspondente a esta encomenda?
73. a) P = 8x + 2;
b) A = x(3x + 1) = 3x2 + x;
c) P = 34 A = 52;
d) P = 6 A = 1,25;
e) 8x + 2 = 10,8 => x = 1,1.
Aprendendo em sala de aula
Usando e deduzindo fórmulas
Explorando o que você já sabe
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 86 10/05/13 19:44
87
75. No caso do exercício anterior, para se calcular o valor do frete de uma
encomenda um funcionário pesa a mesma e informa ao encarregado do
cálculo o valor x do peso, em quilogramas. O encarregado do cálculo,
por sua vez, usa as seguintes regras para encontrar o valor do frete:
1a) Para o peso de x kg se x 20
R$ 0,30 por quilograma.
2a) Para o peso de x kg se x > 20
R$ 0,30 por kg até 20 kg e R$ 0,40 por quilograma excedente a 20 kg.
Responda:
a) Se a encomenda pesa x kg, e x é menor ou, no máximo, igual a 20 kg, qual é o valor do
frete, por quilograma?
b) Nesse caso, qual é o monômio que representa o valor a ser pago?
c) Se o consumidor envia x kg e x é maior que 20, de quanto será esse valor cor-
respondente aos 20 primeiros quilogramas?
d) E de quanto será o valor correspondente ao que passar de 20 kg:
0,40 x ou 0,40(x – 20)?
e) V ou F: Se x > 20, o valor P a ser pago tem duas parcelas e é dado pela fórmula:
P = 0,30 × 20 + 0,40(x – 20).
f) Aplique a fórmula que você deduziu para calcular o frete correspondente a 28 kg.
g) Discuta com seus colegas para descobrir a fórmula do valor a ser pago pelo frete,
aplicável a qualquer valor de x.
76. Deduza uma fórmula para calcular a quantidade S de papelão, em cm2,
usada para fazer uma caixa sem tampa em forma de bloco retangular
cujas medidas de comprimento, largura e altura são, respectivamente,
x, x e x – 3, em centímetros.
Para isso, inicialmente:
a) Desenhe a caixa. b) Escreva as três medidas no desenho da caixa.
77. Deduza, também, uma fórmula para o volume V da caixa do exercício
anterior.
78. O dono de uma papelaria calcula o preço V de venda de cada tipo de
caderno acrescentando, ao preço de custo (C), 10% de seu valor, mais
R$ 0,20 de imposto. Ele escreveu a fórmula na tabela de preços de venda:
V = C + 0,10 C + 0,20.
Calcule os preços de venda dos cadernos cujos preços de custo foram:
a) R$ 6,00 b) R$ 7,00 c) R$ 8,00
79. Para ganhar tempo ao fazer as contas usando os dados do exercício
anterior, um dos vendedores usa a fórmula V = 1,10 C + 0,20. Repita os
cálculos que ele fez para chegar a essa fórmula.
Leia a observação na
margem da página 43: “Por
questão [...] simplesmente:
R$...”.
Antes de resolver o exercí-
cio 75, dê exemplos particu-
lares do uso das duas regras:
1ª) Se x = 4 kg, o valor
a ser pago é 0,30 x 4 = 1,20;
2ª) Se x = 22 kg, o valor
a ser pago é 0,30 x 20 +
(22 – 20) x 0,40.
75. a) R$ 0,30;
b) R$ 0,30x;
c) R$ 6,00;
d) R$ 0,40(x – 20);
e) V;
f)P = 0,30 x 20 + 8 x 0,40;
P = 6,00 + 3,20
P = 9,20;
g) P = 0,30x se x 20
e P = 0,30 . 20 +
0,40(x – 20) se x > 20
(x em kg e P em reais).
Explore o exercício 76
perguntando:
Se a altura da caixa é re-
presentada por x – 3, x pode
ser qualquer número real
positivo? O objetivo dessa
pergunta é fazer com que os
alunos notem que x deve ter
valores positivos maiores que
3, pois, caso contrário, x – 3 é
zero (se x = 3) ou negativo se
x < 3, o que, pela natureza do
problema, não é possível pois
x – 3 representa a medida da
altura da caixa. A mesma
restrição prevalece para o
exercício 77.
Explore: nos exercícios 78
e 79, pela natureza do pro-
blema, a variável C somente
admite assumir valores de-
cimais positivos com duas
ordens decimais, por repre-
sentar valores monetários.
76. S = 5x2 – 12x.
S é dada pela soma:
4x(x – 3) + x2 =
4x2 – 12x + x2 =
5x2 – 12x.
77.V = x3 – 3x2.
V é dado pelo produto:
x2(x – 3) = x3 – 3x2.
78. a) R$ 6,80;
b) R$ 7,90;
c)R$ 9,00.
79. V= C + 0,10C + 0,20 =
= C(1 + 0,10) + 0,20;
V = 1,10C + 0,20.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 87 10/05/13 19:44
88
Faça breve abordagem oral so-
bre as atividades do “Aprenden-
do em casa” para verificar se os
alunos estão aptos a resolvê-las.
80. a)
b)
Explore a expressão 4/n–2
perguntando se existe algumvalor numérico que não possa
substituir n, e por qual motivo.
Objetivo: lembrar aos alunos
que denominador não pode ser
zero. Logo, n não pode assumir
o valor 2.
Em todas as situações-pro-
blema envolvendo fórmulas ou
funções, é importante explorar
a natureza de cada número nelas
envolvido (se natural, inteiro,
racional, irracional), bem como
a qual ou quais intervalos nu-
méricos devem pertencer (o que
é comum denominar “domínio
de validade” da situação pro-
blema).
81. a) R$ 55,00;
b) 10x + 15.
O problema 81 oferece no-
vamente uma oportunidade de
se mencionar a “análise dimen-
sional”.
O produto (Reais/hora) x horas
resulta em Reais.
82. a) Multiplicar 12 pelo núme-
ro de dias que ele trabalha
por semana;
b) S = 12y.
ATIVIDADES ORAIS
• Não. Porque a um pai podem
corresponder vários filhos.
• Sim. Porque a cada marido
corresponde uma única espo-
sa.
• Não. Porque a cada chefe
podem corresponder diversas
pessoas.
• Não. Porque uma letra pode ser
inicial de diversas palavras.
• Sim. Porque cada palavra tem
uma única inicial.
Comente: As diversas aplica-
ções que você verá nesta seção,
bem como outras que serão sim-
plesmente citadas, o convencerão
da grande importância do estudo
de funções.
80. Complete as tabelas abaixo em seu caderno:
n 3 4 7 10
3n + 1 10 13 22 31
n –3 –2 0 3
2n – 4 –10 –8 –4 2
a)
n 3 4 7 10
3n + 1
b)
n –3 –2 0 3
2n – 4
81. Um técnico em TV cobra R$ 15,00 para visitar o cliente e mais R$ 10,00
por hora de trabalho.
a) Se o trabalho demorar 4 horas, quanto ele vai cobrar?
b) E se o trabalho demorar x horas?
82. O salário de João é calculado na base de R$ 12,00 por dia trabalhado.
a) Escreva, com suas palavras, o que deve ser feito para calcular o salário de João numa
semana.
b) Escreva uma fórmula que calcule o salário S de João para um número y qualquer
de dias trabalhados.
Em diversas atividades do dia a dia, estabelecemos correspondências
entre os elementos de dois conjuntos.
Nas correspondências a seguir, identifique aquelas caracterizadas pelo
fato de que, a cada elemento do primeiro conjunto, corresponde um
único elemento do segundo conjunto:
• ...é pai de... (entre o conjunto de pais e o de filhos).
• ...é marido de... (em um conjunto de brasileiros casados).
• ...é chefe de... (no conjunto de pessoas de uma firma).
• ...é inicial da palavra... (no conjunto de palavras).
• ...tem por inicial a letra... (entre o conjunto de palavras e o de letras).
Aprendendo em casa
Funções, fórmulas, tabelas e gráficos
Explorando o que você já sabe
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 88 10/05/13 19:44
89
No retângulo da figura a seguir, usamos a variável x para representar a
medida da altura, e o binômio 3x + 2 para representar a medida da base.
3x + 2
3x + 2
x x
Comente que, no caso
do exemplo, como em
P(x) = 8x + 4, x deve ser
positivo (por ser medida
de segmento), os valores
de P(x) são maiores que 4.
Convença-os dando a x valo-
res positivos e bem pequenos
como 0,001, 0,00001 etc.,
para que verifiquem que a
primeira parcela 8x se torna
tão próxima de zero quanto
mais próximo de zero for o
valor atribuído a x; logo, a
soma 8x + 4 assume valores
próximos de 4, maiores que
4. Logo, o conjunto-imagem
é o conjunto dos números
reais maiores que 4.
Diga aos alunos para, em
casa, anotarem o quadro em
destaque da página.
Dê mais exemplos do uso
das notações do tipo P(x)
(P de x). Sugestão: nas ex-
pressões do exercício 73,
escrever P(x) = 8x + 2,
A(x) = 3x2 + x; no exercício
79, escrever:
V(c) = 1,10C + 0,20 etc.
Observe também que,
quando nos referimos a uma
função simplesmente pela lei
dela, estamos cometendo um
abuso de linguagem, pois,
pela definição, para existir
uma função são necessá-
rios dois conjuntos e a lei
que satisfaça as condições
da definição. Finalmente,
diga que, dada uma fun-
ção expressa por uma lei
y = f(x), se diz que x é a va-
riável independente da fun-
ção (porque é possível dar a x
qualquer valor do domínio),
enquanto que y (ou f(x)) é
a variável dependente (pois
seus valores dependem dos
valores dados a x).
Se representarmos o perímetro do retângulo acima por P(x) (que se lê
P de x) e fizermos os cálculos necessários para o cálculo desse perí-
metro, concluiremos que:
P(x) = 8x + 4
Se substituirmos a variável x por valores numéricos na expressão do
perímetro, a cada valor dado a x encontraremos um único valor corres-
pondente para o perímetro.
Para indicar a substituição de x por 2 e 5 na expressão acima, escre-
vemos e calculamos:
P(2) = 8 × 2 + 4 => P(2) = 16 + 4 => P(2) = 20
P(5) = 8 × 5 + 4 => P(5) = 40 + 4 => P(5) = 44
É claro, então, que
P(2,5) = 8 × 2,5 + 4 => P(2,5) = 20 + 4 => P(2,5) = 24
Observe, agora, que a expressão P(x) = 8x + 4 satisfaz ao que se afirma
a seguir, desde que x seja positivo:
Dados dois conjuntos A e B, uma função de A em B é uma regra que associa a
cada elemento de A um único elemento de B.
Ao conjunto A, dá-se o nome de “domínio da função”, e ao conjunto B, o nome
de “contradomínio da função”.
Designando a função por f, escrevemos: f : A B (que se lê f de A em B), sig-
nificando que, a cada elemento x do domínio A, corresponde um único elemento
y = f(x) de B, chamado de imagem de x pela função f, ou também valor da função
f no ponto x. O conjunto que contém todas as imagens dos elementos do domínio
chama-se “conjunto imagem da função”.
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 89 10/05/13 19:44
90
Note que, no exemplo do retângulo, na página anterior, a correspondência
entre o conjunto de valores possíveis a se dar a x (medida da altura) e o
conjunto de valores do perímetro P(x) é uma função, pois a cada valor
positivo dado a x corresponde um único valor para o perímetro P(x).
E, como x representa medida de segmento, é possível dar a x qualquer
valor decimal positivo, o que nos leva a concluir que o domínio dessa
função é o conjunto dos números reais positivos. Como vimos, a lei de
correspondência é P(x) = 8x + 4.
O conceito de função é muito importante não apenas em Matemática,
mas também nas mais variadas áreas do conhecimento humano, como
você verá em diversas atividades nas próximas páginas.
Note que, nas páginas anteriores, já exploramos diversas atividades com
leis de funções, como, por exemplo, a cada valor da aresta corresponde
um único valor do volume do cubo, a cada valor do raio da circunferência
corresponde um único comprimento dela, e outras correspondências como:
peso de uma encomenda e o valor do frete para seu transporte, preço de
custo de caderno e o preço de venda, número de dias trabalhados e salário.
Nessas atividades, não é difícil identificar os dois conjuntos entre os quais
se está estabelecendo a correspondência entre seus elementos.
83. Observe a tabela de países e respectivas capitais abaixo:
PAÍS CAPITAL
Brasil Brasília
Venezuela Caracas
Argentina Buenos Aires
Peru Lima
Itália Roma
França Paris
Responda:
a) Existe algum país desta tabela que tenha mais de uma capital?
b) Existe país da primeira coluna cuja capital não esteja na segunda coluna?
c) A cada país da tabela corresponde uma única capital?
d) Nesta tabela, a correspondência entre o conjunto de países e o conjunto de capitais
é uma função? Justifique sua resposta.
84. No exercício anterior, quantos elementos existem no domínio da função?
Quais são eles?
83. a) Não;
b) Não;
c) Sim;
d) Sim, porque a cada
país só corresponde
uma única capital.
Explore mais o exercício 83:
a) pergunte qual o domí-
nio função;
b) pergunte: se apenas
na segunda coluna
houvesse mais nomes,
como, por exemplo,
Assunção, a corres-
pondência deixaria de
ser função? (objetivo:
os alunos devem en-
tender que, no segun-
do conjunto, podem
existir elementos que
não correspondem a
elementos do domí-
nio);
c) pergunte: se apenas
na primeira coluna
houvesse mais nomes,
como, por exemplo,Alemanha, a corres-
pondência deixaria de
ser função?
Como faremos a seguir,
explore também correspon-
dências que sejam exem-
plos e contraexemplos de
funções.
84. Seis – Brasil, Venezuela,
Argentina, Peru, Itália,
França.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 90 10/05/13 19:44
91
85. O professor disse para 3 alunos desenharem, no quadro, retângulos
com a mesma área: 400 centímetros quadrados.
Discuta com seus colegas e responda:
a) Imagine que um deles tenha desenhado um retângulo de base 25 cm e altura 16 cm.
É possível que os outros tenham desenhado retângulos com medidas diferentes
dessas? Neste caso, tente descobrir duas outras soluções.
b) A correspondência entre um conjunto de valores que representam áreas de retângulos
e o conjunto de retângulos que têm tais valores como áreas é função? Justifique sua
resposta.
86. Veja as duas tabelas de funções a seguir. Nelas, a primeira linha con-
tendo valores de x representa o domínio das funções.
x 40 50 60 70 80 90
y 12 15 18 21 24 27
x 2 3 4 5 6 7
y 5 7 9 11 13 15
As leis de correspondência relacionadas com as funções estão entre as
seguintes:
y = x + 3, y = 3x – 1, y = 10/3, y = 2x + 1, y = 2,5 x, y = 0,3x.
a) Identifique, para cada tabela, a lei de correspondência correta.
b) A lei correspondente a uma das tabelas pode ser expressa por uma fórmula que
permite calcular porcentagens de números dados. Qual é ela e qual a taxa corres-
pondente? Justifique.
c) Para obter os números ímpares 1 e 3, que valor você deve atribuir a x na lei de cor-
respondência da segunda tabela?
87. Observe novamente outras tabelas, nas quais a primeira linha contendo
valores de x representa o domínio das funções correspondentes.
y = 5x
x 3 4 7 3,2 12 1
y 15 20 35 16 60 5
y = kx (k 0 e constante)
x 3 4 7 3,2 12 1
y 3k 4k 7k 3,2k 12k k
a) Observando os produtos cruzados 3 × 20 e 15 × 4, bem como 3 × 4k e 3k × 4, o que
você conclui sobre as razões 3 : 15 e 4 : 20? E sobre as razões 3 : 3k e 4 : 4k?
b) Calculando na primeira e na segunda tabela os sucessivos produtos cruzados pos-
síveis, Marília concluiu um fato interessante sobre a sequência de valores de x e a
sequência dos valores correspondentes de y. Escreva em seu caderno o que você
acha que Marília descobriu.
85. a) Sim. Por exemplo:
1º) base 40 cm e altura
10 cm;
2º) base 50 cm e altura
8 cm;
b) Não, porque a cada
área dada correspon-
dem vários retângu-
los.
Esclareça aos alunos a
razão dos termos “vários
retângulos” na resposta (b)
anterior. É necessário que
compreendam que as medidas
das bases e das alturas podem
ser quaisquer números reais
positivos. Exemplif ique:
(32 cm; 12,5 cm), (62,5 cm;
6,4 cm) etc.
86. a) 1a tabela y = 0,3x;
2a tabela y = 2x + 1;
b) A primeira tabela. A
taxa é de 30% porque
0,3 = 0,30 = 30/100 =
30%;
c) x = 0 e x = 1, respecti-
vamente.
Peça aos alunos que tragam
nas próximas aulas recortes
dos mais variados tipos de
gráficos que encontrem em
jornais, revistas ou quaisquer
outros recursos disponíveis.
Peça que procurem gráficos
que representem variações de
grandezas como consumos
de água, álcool, gasolina, gás,
óleo etc., bem como espaços
percorridos, velocidades
desenvolvidas, pressão, vo-
lume, temperatura, umidade
do ar, índices de poluição.
87. a) 3 : 15 = 4 : 20 e
3 : 3k = 4 : 4k;
b) Marília descobriu que,
em ambas as tabelas,
as sequências de va-
lores de x e de y são
diretamente propor-
cionais.
Comente com os alunos:
vocês já viram anteriormente
como definir quando duas
grandezas são diretamente
proporcionais; agora, com
base no exercício 88 é possí-
vel dar outra definição: dize-
mos que duas grandezas são
diretamente proporcionais
se a cada valor x da primeira
grandeza corresponder um
valor y da segunda, satisfa-
zendo a lei y = kx (k 0 e
constante).
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 91 10/05/13 19:44
92
88. Uma proporcionalidade interessante:
88.a) A mola aumentou 4 cm no
comprimento, ou seja, 0,04 m.
Substituindo x por 0,04 e F(x)
por 1, na lei F(x) = kx, temos:
1 = 0,04k => k = 1/0,04 =>
k = 25 kg/m;
b) Como existe uma proporcio-
nalidade direta, se com 1 kg
a mola aumentou 4 cm, com
2,5 kg a mola aumentará
2,5 × 4 = 10 cm. Logo, o com-
primento total da mola será
a soma do seu comprimento
original (14 cm) com a quanti-
dade que ela aumentou: 10 cm.
Outra forma de calcular é
utilizando a função F(x) =
25x (usando a constante K
calculada no item a), subs-
tituindo 2,5 = F(x) = 25x
e calculando x. Resposta: o
comprimento da mola passará
a ser de 24 cm.
89. a) Depois de 2 minutos, percorre
6 cm e, depois de 3 minutos,
percorre 9 cm;
b) Sim, porque a cada minuto ela
percorre 3 cm;
c) 3 centímetros por minuto
(3 cm/min);
d) Na fórmula d = 3t o coeficiente
3 do t representa a velocidade
da lesma em centímetros por
minuto.
Explore no quadro, utilizan-
do desenhos representativos da
situação:
A posição de um objeto é
dada por uma fórmula do tipo
d = 45t + 13, t > 0.
a) Se t = 0, d = 13. Interpretação:
o objeto encontra-se a 13 uni-
dades de distância da origem
das posições.
b) Se t = 1, d = 45 + 13,
se t = 2, d = 2 x 45 + 13
etc. Logo, o objeto se move
com velocidade constante
dada pelo coeficiente 45 da
fórmula.
Explore o exercício 90 no quadro,
sugerindo que os alunos façam um
desenho representativo da situação,
inserindo dados como posição inicial
dos automóveis 5 km e 30 km (sob elas
a indicação t = 0) e setas indicativas
das velocidades sobrepostas com tais
valores: 80 km/h e 60 km/h
90. a) Depois de 1 hora e 15 minutos,
no quilômetro 100 da estrada.
Como vão estar no mesmo pon-
to da estrada, devemos igualar as
leis dos espaços percorridos, ob-
tendo a equação 80t = 60t + 25,
cuja raiz (simplificada) é 5/4.
Esta raiz corresponde ao tem-
po no qual estarão no mesmo
ponto: 5/4 de hora, ou seja,
1 hora e 15 minutos. Calcu-
lando o valor de y para o valor
t = 5/4, em qualquer uma das
leis, obtemos y = 100.
Uma mola com 14 cm de comprimento, já suspensa, aumenta seu
comprimento, até ficar em repouso, para 18 cm, quando penduramos
em sua extremidade um objeto cujo peso é 1 kg. Use a expressão F(x)
= Kx e resolva:
a) Calcule o valor da constante K em kg/m.
b) Calcule o comprimento da mola quando sustentar, em equilíbrio, objeto que pesa 2,5 kg.
89. A distância d, em centímetros, percorrida por uma lesma em função
do tempo t, em minutos, é dada pela fórmula: d = 3t.
a) Pela fórmula, depois de 1 minuto a lesma percorre 3 cm. Quantos centímetros ela
percorre depois de 2 minutos? E depois de 3 minutos?
b) Com base nos resultados anteriores, é possível concluir que a velocidade da lesma
é constante? Justifique.
c) Se você respondeu afirmativamente à pergunta (b), qual o valor da velocidade?
d) Na fórmula, qual o termo que representa a velocidade?
90. Dois automóveis A e B estão estacionados em uma rodovia nos qui-
lômetros 0 e 25, respectivamente. Suponha que os automóveis, com
velocidades constantes, partam no mesmo instante e no mesmo sentido
e tenham os espaços percorridos dados pelas seguintes leis: y = 80t e
y = 60t + 25, respectivamente (t medido em horas, a partir do instante inicial
t = 0, e y medido em quilômetros, a partir do quilômetro zero da estrada).
a) Depois de quanto tempo os automóveis estarão no mesmo ponto da estrada, e em
qual quilômetro? Justifique como efetuou os cálculos.
b) Depois de 2 horas de percurso, sem parar, qual a distância entre os dois automóveis?
Justifique.
c) O que representam, nas leis das duas funções, as constantes 80 e 60?
Em 1660 um cientista inglês, Robert Hooke, descobriu que, uma vez
suspensa, uma mola de comprimento C
o
, até certos limites, aumenta seu
comprimento de um valor x proporcionalmente ao peso nela suspenso ou
à força (F) nela exercida. Dentre diversas aplicações desta descoberta, a
mais simples você deve conhecer: as balanças de molas.
Agora, resolva as questões aseguir, usando o que já conhece: propor-
cionalidades diretas são expressas por funções cujas leis são do tipo
F(x) = kx (k constante e diferente de zero).
b) 15 quilômetros. Calculando y para t = 2, obtemos os espaços percorridos pelos dois automóveis a partir do instante inicial: 160 km e
145 km. Logo, a distância entre eles é de 15 km;
c) 80 e 60 representam as velocidades constantes dos dois automóveis em quilômetros por hora.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 92 10/05/13 19:44
93
91. O lucro unitário na venda de certo artigo é dado pela função:
L(x) = –3(x – 6)(x – 30), 6 < x < 30, onde x representa, em reais, o preço
de venda, e L(x), o lucro, também em reais.
a) Comprove que, vendendo o artigo por 10 reais ou por 26 reais, o lucro unitário é o
mesmo.
b) Existem preços de venda que não produzem lucro nem prejuízo? Se existem, quais
são eles e por quê?
c) Compare os valores dos lucros para x = 17, x = 18 e x = 19. O que você concluiu?
92. Observe as duas tabelas a seguir. Na primeira, registramos conversões
de metro para os múltiplos ou divisores do metro e, na segunda, de metro
quadrado para múltiplos ou divisores do metro quadrado. Complete, em
seu caderno, os símbolos que devem substituir corretamente as letras.
Antes do exercício 91, explore
valores de x que satisfazem a
condição 6 < x < 30.
91. a) Calculando L(10) e L(26),
encontra-se para o lucro o
mesmo valor: R$ 240,00;
b) Existem: os preços de
R$ 6,00 e R$ 30,00. Obser-
ve que os valores x = 6 e x = 30
anulam, respectivamente,
o primeiro e o segundo pa-
rênteses da expressão:
L(x) = –3(x – 6)(x – 3).
c) L(17) = L(19) =
R$ 429,00 e L(18) = 432,00.
Comente: é possível pro-
var que o lucro de R$ 432,00
c o r r e s p o n d e n t e a o va l o r
x = 18 é, dentre todos os possíveis
lucros, o maior deles.
Vamos provar este fato depois
de explorar o exercício 129.
92. a) km;
b) mm;
c) cm;
d) hm2;
e) km2;
f) dm2.
f( t ) = t× (1 m)
t 1 10 0,1 1 000 0,001 0,01
f(t) m dam dm a b c
f( t ) = t× (1 m2)
t 100 0,01 0,0001 10000
g(t) m2 d e f
93. Considere o conjunto {0; 1; 2; 3; 4} como domínio das funções cujas leis
são dadas a seguir: P(n) = 2n, I(n) = 2n + 1, A(n) = n2, C(n) = n3.
a) Calcule, para cada uma delas, os valores correspondentes a estes cinco elementos
do domínio.
b) Considere agora, como domínio de funções com as mesmas leis, o conjunto dos
números naturais. O que você observa em relação ao conjunto imagem de cada uma
delas neste caso?
94. Vamos definir uma função que associa, a pares ordenados de números
reais dados, a soma desses números. Assim:
S(a,b) = a + b, sendo a e b números reais.
Exemplos: S(3; 7) = 3 + 7 = 10 S(–9; 6) = (–9) + (+6) – 3
Do mesmo modo, é possível definir funções que associam, a cada par
ordenado de números reais dados, sua diferença (na ordem dada), seu
produto, seu quociente (na ordem dada): D(a,b) = a – b; P(a, b) = a × b;
Q(a,b) = a/b, respectivamente.
Aplique as leis dessas quatro funções aos pares ordenados (a,b) cons-
tantes da tabela a seguir:
(8;12) (–6;+18) (3,2;0,5) (0,4;10) (8,1;0,3) (3/4;7/8)
a b c d e f
93
. a
)
P
(0
)
=
0
; P
(1
)
=
2
; P
(2
)
=
4
; P
(3
)
=
6
; P
(4
)
=
8
; I
(0
)
=
1
; I
(1
)
=
3
;
I(
2)
=
5
; I
(3
)
=
7
;
I(
4)
=
9
;
A
(0
)
=
0
; A
(1
)
=
1
; A
(2
)
=
4
; A
(3
)
=
9
; A
(4
)
=
1
6;
C
(0
)
=
0
;
C
(1
)
=
1
; C
(2
)
=
8
; C
(3
)
=
2
7;
C
(4
)
=
6
4.
b)
N
úm
er
os
n
at
ur
ai
s
pa
re
s,
n
úm
er
os
n
at
ur
ai
s
ím
pa
re
s,
q
ua
dr
ad
os
p
er
fe
ito
s
e
cu
bo
s
de
n
úm
er
os
na
tu
ra
is
, r
es
pe
ct
iv
am
en
te
;
94
. S
(8
;1
2)
=
2
0;
S
(-
6;
+
18
)
=
1
2;
S
(3
,2
; 0
,5
)
=
3
,7
; S
(0
,4
;1
0)
=
1
0,
4;
S
(8
,1
;0
,3
)
=
8
,4
;
S
(3
/4
; 7
/8
)
=
1
3/
8;
D
(8
;1
2)
=
-
4;
D
(-
6;
+
18
)
=
–
2
4;
D
(3
,2
; 0
,5
)
=
2
,7
;
D
(0
,4
;1
0)
=
–
9
,6
; D
(8
,1
;0
,3
)=
7
,8
; D
(3
/4
; 7
/8
)
=
1
/8
; P
(8
;1
2)
=
9
6;
P
(–
6;
+
1
8)
=
–
10
8;
P
(3
,2
; 0
,5
)
=
1
,6
; P
(0
,4
;1
0)
=
4
; P
(8
,1
;0
,3
)
=
2
,4
3;
P
(3
/4
; 7
/8
)
=
2
1/
32
;
Q
(8
;1
2)
=
2
/3
; Q
(–
6;
+
18
) =
–
1/
3;
Q
(3
,2
; 0
,5
) =
6
,4
; Q
(0
,4
;1
0)
=
0
,0
4;
Q
(8
,1
;0
,3
) =
2
7;
Q
(3
/4
;
7/
8)
=
6
/7
.
Domínio = {1; 10; 0,1; 1 000; 0,001; 0,01} Domínio = {100; 0,01; 0,0001; 1 000}
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 93 10/05/13 19:44
94
Agora, escreva em seu caderno o que deve
substituir as interrogações em cada item a seguir,
como no exemplo:
R(F, 60º) = A
a) R(B, 180º) = d) R(F, 360º) =
b) R(C, 240º) = e) R(C, 420º) =
c) R(D, 300º) =
E D
C
BA
F
O?
?
?
?
?
95.Observe a sequência de figuras formadas de quadrados. Em cada uma
delas foram utilizados segmentos para formar cada quadrado da sequên-
cia. Para a figura l, temos a correspondência 1 => 1 + 3 × 1 = 4 segmentos
utilizados. Para a figura 2 tem-se a correspondência 2 => 1 + 3 × 2 = 7.
Obs.: lados comuns a dois quadrados são contados uma única vez.
95. a) f(n) = 1 + 3n;
b) 1 + 3n = 46 => n = 15;
logo é a figura 15.
Observe que, quando dize-
mos, a figura n e depois es-
crevemos (n =1, 2, 3,...), isto
equivale a dizer: correspon-
dência entre cada figura n
e... (ou seja, correspondência
do conjunto de figuras para
o conjunto de números de
segmentos).
96. a) 800;
b) 700;
c) 600.
97. a) E;
b) A;
c) C;
d) F;
e) D.
Professor(a), relembre aos
alunos o que se quer dizer, no
exercício 96, com a palavra
“estimativa”: substituir os
valores de a e b pelo número
de ordem decimal exata mais
próximo.
1 2 3 4
a) Discuta com seus colegas para descobrir a lei da função que estabelece a correspon-
dência entre a figura n e o número de segmentos f(n) utilizados para formar cada
quadrado dessa figura (n = 1, 2, 3, 4,...).
b) Qual a figura para a qual são utilizados 46 segmentos para formar todos os seus
quadrados?
96.Agora você vai trabalhar com estimativas. Veja a lei para estimativas de
somas de pares ordenados de números reais dados:
F(a + b) = estimativa de a + b.
Observe a tabela de pares de parcelas e escreva em seu caderno os
valores que devem substituir corretamente as letras da segunda linha
da tabela.
Soma dada 714 + 213 592 + 163 422 + 213 480 + 110
F(a + b) 900 a b c
97. Neste exercício você vai imaginar rotações do hexágono regular da
figura, em torno do ponto O, no sentido anti-horário, para estabelecer
correspondências entre seus vértices, usando a função cuja lei é definida
assim:
R(v, n) = v1
onde v1 é o vértice correspondente à posição que ocupará o vértice
v, girando o hexágono em torno do ponto O, n graus, no sentido anti-
-horário.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 94 10/05/13 19:44
95
98. Observe as duas tabelas a seguir: 98. a) m = 14,4;
n = 18;
p = 70;
q= 300;
r = 45;
s = 220;
t = ¼ ;
u = ½;
v = 1;
x = 2;
y = 4;
z = 8.
b) V;
c) Basta fazer 2x = 1024 e
fatorar 1024:
2x = 210 x = 10
Explore novamente o con-
ceito de figuras planas equiva-
lentes (figuras que têm a mesma
área) perguntando aos alunos se,
na ilustração do exercício 100,
existem figuras equivalentes; em
caso afirmativo, quais são e por
que são equivalentes.
99. a) 6;
b) 1;
c) 6;
d) 1;
e) 1;
f) 9;
g) 36;
h) 35;
i) 18;
j) 72;
k) 13.;
l) 54.
100. a) 9;
b) 7;
c) 9;
d) 9;
e) 6;
f) 3.
y = 0,36 x
x 40 50 p q 125 s
y m n 25,2 108 r 79,2
y = 2x
x –2 –1 0 1 2 3
y t u v x y z
a) Escreva em seu caderno os valores que devem substituir corretamente as letras nas
duas tabelas, usando as leis de correspondência nelas registradas.
b) V ou F: a lei de correspondência da primeira tabela pode ser interpretada como
y igual a 36% de x.
c) Se, na segunda tabela, y = 1024, descreva como calcularo valor de x correspon-
dente.
99. Considere as funções que associam a cada par ordenado de números
naturais dados o seu máximo divisor comum e o mínimo múltiplo co-
mum, respectivamente:
M(x,y) = m.d.c. de x e y m(x,y) = m.m.c. de x e y
Para cada par ordenado de números da tabela a seguir, use as leis dessas
funções e escreva em seu caderno o que deve substituir corretamente
cada letra:
100. Considere a função S que associa cada figura X do quadro abaixo à sua
área, considerando cada pequeno quadrado como unidade de área.
(x,y) (12,18) (5,7) (6,18) (8,9) (1,13) (18,27)
M(x,y) a b c d e f
m(x,y) g h i j k l
S(X) = área da figura X
Escreva em seu caderno o que subs-
titui corretamente cada interrogação
dos itens a seguir:
a) S(A) = d) S(D) =
b) S(B) = e) S(E) =
c) S(C) = f)S(F) =
?
A
B C
D E F ?
?
?
?
?
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 95 10/05/13 19:44
96
101. Na tabela a seguir, você vê valores correspondentes de duas grandezas
inversamente proporcionais, dadas pela lei xy = 60. Escreva em seu ca-
derno os valores que devem substituir corretamente as letras da tabela.
101. a = 4, b = 5, c = 100,
d = 2000, e = 90
Comente que da igualdade
xy = 60 conclui-se que x 0
e y 0.
Faça breve abordagem oral so-
bre as atividades do “Aprendendo
em casa” para verificar se os alunos
estão aptos a resolvê-las.
102. 1o retângulo
P(y) = 6y + 6;
A(y) = 2y2 + 3y.
2o retângulo
P(z) = 8z + 2;
A(z) = 3z2 + z.
103. a) P(5) = 36 e A(5)= 65;
P(6) = 50 e A(6) = 114;
b) 6y + 6 = 72 => y = 11;
8z + 2 = 102 => z = 100/8
=> z = 25/2 => z = 12,5
104.
105. a) Sim, porque a cada nome
corresponde uma única
inicial;
b) Não, porque a cada letra
do conjunto corresponde
mais de um nome, do qual
ela é inicial.
Recomende ou explore a leitura
de: “Álgebra”
Coleção Pra que serve a Ma-
temática?
Imenes – Jakubo – Lellis.
Atual Editora.
102. Observe os retângulos a seguir e escreva os perímetros e as áreas deles,
em função das variáveis usadas para representar suas medidas:
103. Use as expressões da área e do perímetro dos dois retângulos do exercício
anterior, para:
a) Calcular seus valores para y = 5 e z = 6.
b) Calcular y e z se seus perímetros medem, respectivamente, 72 e 102.
104. Observe as tabelas a seguir:
a) Copie as duas tabelas em seu caderno e escreva o que substitui corretamente cada
sinal de interrogação.
b) O que você pode dizer das sequências de valores de x e de y em cada caso?
105. Observe os seguintes nomes de pessoas:
Antonio, Augusto, Antenor, Bernardo, Benedito, Márcia, Marta, Manoel.
Agora responda:
a) A correspondência entre esses nomes e suas iniciais é uma função? Justifique.
b) A correspondência “é inicial de” entre o conjunto de letras {A, B, M} e o conjunto
que contém esses nomes é uma função? Justifique.
xy = 60 ou y = 60/x
2 15 b 0,6 d 2/3
30 a 12 c 0,03 e
2y + 3
y
3z + 1
z
y = 8x
x 3 4 7 3,5 12 0,3
y ? ? ? ? ? ?
y = kx (k 0 e constante)
x 3 4 0,5 0,01 3/2 1
y ? ? ? ? ? ?
y
=
8
x
x
3
4
7
3,
5
12
0,
3
y
24
32
56
28
96
2,
4
y
=
k
x
(k
0
e
c
on
st
an
te
)
x
3
4
0,
5
0,
01
3/
2
1
y
3k
4k
0,
5k
0,
01
k
3k
/2
k
a) b)
S
ão
d
ir
et
am
en
te
p
ro
po
rc
io
-
na
is
.
Aprendendo em casa
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 96 10/05/13 19:44
97
Considere a expressão y = 3x + 1, na qual x representa números reais.
Diga os valores de y correspondentes a:
• x = 3
• x = 10
• x = 0,1
• x = 2,5
ATIVIDADES ORAIS
• 10
• 31
• 1,3
• 8,5
Antes de explorar o texto
que antecede o exercício 106,
utilize alguns dos gráficos que
foram solicitados aos alunos (ver
página 89), para mostrar a grande
importância dos gráficos no dia a
dia (não somente os de funções).
No caso de gráficos de funções,
explore os conceitos de abscissas,
ordenadas e coordenadas dos
pontos, bem como os domínios
das mesmas. Se julgar conveni-
ente, explore crescimento, de-
crescimento, máximos e mínimos
de maneira intuitiva.
Proponha pesquisas sobre
a utilização dos gráficos de
sismógrafos e dos eletrocar-
diogramas. Dois sites sobre
os temas:
http://ciencia.hsw.uol.com.
br/questao142.htm” e “http://
www.centrodeestudos.org.
br/pdfs/ecg.pdf
106. a) Porque a cada valor
de x corresponde um
único valore de y.
b) y = 7 – x; bastou
observar que todos
os pares de valores
correspondentes de
x e y são tais que
x + y = 7; logo,
y = 7 – x.
c) (3; 4), (4;3); (5;2),
(6;1), (7;0).
No capítulo 1 você aprendeu duas importantes atividades: a primeira,
como representar pares ordenados de números reais por pontos no
plano cartesiano, e a segunda, dados pontos no plano cartesiano, como
identificar pares ordenados de números reais correspondentes a esses
pontos. Nessas atividades, você aprendeu o que são abscissas, ordena-
das e coordenadas dos pontos, bem como o fato de que a cada ponto
do plano cartesiano corresponde um único par ordenado de números
reais, e reciprocamente.
Agora, você vai utilizar esses conhecimentos para aplicá-los em diversas
outras atividades. Veja a primeira delas no exercício a seguir.
106. Em exercícios anteriores, você identificou leis de correspondência rela-
cionadas com tabelas de funções. Observe a tabela abaixo e responda
aos itens que se seguem.
a) Por que a correspondência entre os valores de x e de y é uma função?
b) Discuta com seus colegas e descubra uma lei para esta função. Justifique sua res-
posta.
c) Complete em seu caderno a relação de pares ordenados correspondentes a esta
função: (0;7), (1;6), (2;5),...?...
Significa que,
se x representa qualquer
número real, y é a soma
do triplo desse número
com 1.
O que
significa
a expressão
y = 3x + 1?
x 0 1 2 3 4 5 6 7
y 7 6 5 4 3 2 1 0
Domínio = {0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7}
As funções e seus gráficos cartesianos
Explorando o que você já sabe
Aprendendo em sala de aula
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 97 10/05/13 19:44
98
107. Observe a tabela a seguir:107. a) Porque a cada valor de
x corresponde um único
valor y;
b) y = 2x + 1;
c) Gráfico do aluno. Conten-
do seis pontos isolados.
Professor(a): Recomenda-
-se explorar as atividades desta
seção no quadro, acrescentando
outras semelhantes quando julgar
necessário.
7
6
5
4
3
2
1
1 2 3 4 5 6 7
No exercício anterior, você viu que, através de uma tabela, é possível
representar uma função identificando seu domínio, a lei de correspon-
dência, e consequentemente relacionar todos os pares ordenados
correspondentes à função. Agora, veja outro modo de representar a
mesma função: pelo seu gráfico cartesiano.
x 2 3 4 5 6 7
y 5 7 9 11 13 15
Considere os pares ordena-
dos (x,y) de números, tais que
y = 7 – x, para todos os valores de x
pertencentes ao domínio da função
do exercício 106 da página anterior.
Representando no plano cartesiano
todos os pontos correspondentes a
esses pares ordenados, você obtém
o gráfico cartesiano da função.
Note que este gráfico é formado de 7
pontos isolados porque os valores de
x são os números naturais de 0 a 7.
a) Por que a correspondência entre os valores de x e de y é uma função?
b) Discuta com seus colegas e descubra uma lei para esta função.
c) Faça o gráfico cartesiano desta função. Use papel quadriculado.
Você já sabe que a cada número real corresponde um único ponto na
reta numerada e reciprocamente. Isto significa que, por exemplo, se
formos representar na reta numerada o conjunto de todos os números
reais x tais que –4 x 6, vamos obter um segmento de reta cujos
extremos são os pontos de abscissas –4 e 6, respectivamente.
Conjuntos de números reais como estes denominam-se “intervalos
numéricos reais”, ou simplesmente intervalos numéricos. Veja alguns
exemplos:
O conjunto dos números reais x, tais que –2 , x < 2, é formado por
todos os números reais que correspondem aos pontos do segmento
cujos extremos têm abscissas –2 e 2,excluindo-se o primeiro extremo,
que não pertence ao conjunto. Sua representação na reta é a segunda
das quatro que você vê na ilustração a seguir.
y
X
Domínio = {0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7}
Domínio = {2; 3; 4; 5; 6; 7}
0
0
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 98 10/05/13 19:44
99
108. a) –2 < x < 2 e
–2 < x < 2;
Respostas variadas
para os itens b e c.
Por exemplo:
b) 1,99, 0,85, 0,01;
c) –1,99, –0,95, –0,01,
–1,02.
109. a) –3 < x 6; na reta,
como o segundo in-
tervalo da ilustração
com extremos –3 e 6;
b) 3 x 9; na reta,
como o primeiro in-
tervalo da ilustração
com extremos 3 e 9;
c) –10 < x < –4; na reta,
como o quarto inter-
valo da ilustração com
extremos –10 e – 4.
110. Representações dos
alunos.
a) Intervalo aberto à
esquerda;
b) Intervalo fechado;
c) Intervalo aberto à
direita;
d) Intervalo aberto.
111. a) Números reais nega-
tivos;
b) Números reais posi-
tivos;
c) Semieixo positivo das
abscissas.
Represente, na reta, as
semirretas correspondentes
aos itens (a), (b) e (c) do
exercício 111. Nos casos a
e b a origem não pertence às
semirretas.
108. Responda ou faça o que se pede:
a) Escreva as duplas desigualdades correspondentes ao terceiro e quarto intervalos
representados na ilustração anterior.
b) Escreva 3 decimais positivos com duas ordens decimais que pertençam ao terceiro
intervalo.
c) Escreva 4 decimais negativos com duas ordens decimais que pertençam ao quarto
intervalo.
109. Escreva, usando dupla desigualdade, e represente na reta numerada:
a) Um intervalo, aberto à esquerda, de extremos –3 e 6;
b) Um intervalo fechado de extremos 3 e 9;
c) Um intervalo aberto de extremos –10 e –4.
1 10. Para uma boa precisão, use régua graduada e represente na reta nu-
merada os intervalos correspondentes às desigualdades a seguir. Depois
classifique-os como no quadro do início da página.
a) –4 < x –1 c) –1,5 x < 3,5
b) 1,5 x 3,5 d) –2,5 < x < 3
1 1 1 . Observe agora algumas desigualdades um pouco diferentes e respon-
da ao que se pergunta sobre elas. Considere que, em todos os itens, x
representa números reais.
a) Se x < 0, x representa infinitos números reais. Quais são eles?
b) Se x > 0, x representa infinitos números reais. Quais são eles?
c) Se x 0, como se chama a parte da reta cujos pontos têm como abscissas todos os
possíveis valores de x?
Os extremos dos intervalos podem
ou não pertencer aos intervalos. Por
isto, eles recebem denominações di-
ferentes.
Por exemplo:
1º) Intervalo fechado
–2 x 2.
2º) Intervalo aberto à esquerda
–2 < x < 2.
3º) Intervalo aberto à direita
–2 < x < 2.
4º) Intervalo aberto
–2 < x < 2.
1º
2º
3º
4º
Ao lado, as denominações dos quatro
intervalos.
–2 2
–2 2
–2 2
–2 2
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 99 10/05/13 19:44
100
Obs.: pelo aspecto delicado
do tema, preferimos usar uma
linguagem mais simples ao nos
referimos ao fato de que o grá-
fico é uma linha que se traça
sem saltos.
Comente: prova-se que toda
função dada por uma igualdade
da forma y = ax + b, sendo a e b
constantes reais, tem por gráfico
uma reta (se o domínio é o con-
junto dos números reais), ou uma
parte da reta (se o domínio é um
intervalo).
Comente também: como bas-
tam dois pontos para determinar
uma reta, para obter o gráfico
visto na ilustração, basta calcular
y para x = – 4 e x = 6, obtendo
y = –10 e y = 10, respectivamen-
te, obtendo os pares ordenados
(–4, –10) e (6,10), coordena-
das dos extremos do segmento
gráf ico da função, pois neste
caso o domínio é o intervalo
fechado visto em destaque ver-
melho no plano cartesiano da
ilustração. Desenhe no quadro
um quadriculado representando
um plano cartesiano como o que
se vê antecedendo o exercício 112
(10 linhas e 10 colunas) e pro-
ponha que façam os gráficos das
funções y = 2x – 2, y = –2x + 4,
ambas passando pelos pontos de
abscissas 0 e 2, e das funções
y = 4x, y = 3x + 2, passando
pelos pontos de abscissas –1 e 0.
Depois, confiram o que obtiveram
com a ilustração que antecede o
exercício 112.
Cite (e dê exemplos) de casos
particulares da função afim: fun-
ção identidade [f(x) = x] e função
constante [f(x) = c, c número
real)]. Chame atenção para o fato
de que quando a=0, na função
af im f(x) = ax+b, então esta
função é constante, ou seja, uma
função constante (assim como
a função identidade) são casos
particulares de funções afins.
Mostre como obter as inter-
seções dos quatro gráficos da
ilustração da página 99 com os
eixos coordenados. Por exemplo,
para y = 3x + 2:
a) Faça x = 0, obtendo a inter-
seção com OY: (0; 2)
b) Faça y = 0, obtendo a inter-
seção com OX: (–2/3; 0)
a) x = 0 ⇒ y = 2;
b) y = 0 ⇒ x = – 2/3.
Comente: a parábola é uma
curva cujos pontos equidistam
de um ponto F e uma reta d,
chamados foco e diretriz da pa-
rábola, respectivamente. Você terá
oportunidade de estudá-la com
mais detalhes no ensino médio.
Nas páginas seguintes você terá
oportunidade de ver diversas pa-
rábolas como gráficos de funções
quadráticas.
Você viu que o gráfico da função y = 7 – x cujo domínio é o conjunto
D = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7 } é formado apenas de 7 pontos isolados.
Se o domínio de uma função é um intervalo de números reais ou o pró-
prio conjunto dos números reais, existe uma diferença muito grande
entre o gráfico dessa função e gráficos de funções cujas domínios são
subconjuntos de ou Z.
Toda função f tal que, para todo número real x, faz corresponder um
número real f(x) = ax + b, sendo a e b constantes reais, chama-se
função afim.
Se b = 0, a função chama-se, em particular, função linear: f(x) = ax,
x R
Toda função f tal que, para todo número real x, faz corresponder
um número real f(x) = ax2 + bx + c, sendo a, b e c constantes reais,
e a 0, chama-se função quadrática.
Os matemáticos provam que, no plano cartesiano:
a) O gráfico de uma função afim é uma reta não vertical.
b) Toda reta não vertical é gráfico de uma função afim.
c) O gráfico de uma função quadrática é uma curva chamada parábola.
Um exemplo da diferença men-
cionada você vê no gráf ico ao
lado. Ele é o gráf ico da função
y = 2x – 2, cujo domínio é o intervalo
–4 x 6. Observe que existem infini-
tos números reais entre –4 e 6. A cada um
desses possíveis valores de x, a equação
y = 2x – 2 faz corresponder um único
valor para y, obtendo-se, portanto,
infinitos pares ordenados que represen-
tados por pontos no plano cartesiano
formam uma linha que se traça sem
saltos, ou seja, um segmento de reta.
O domínio da função está destacado pelo
segmento vermelho contido no eixo dos x.
-8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
-10
-9
-8
-7
-6
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Funções f: A B, sendo A e B subconjuntos do conjunto dos números
reais, são chamadas funções reais de uma variável real. Em particular,
vamos apresentar, a seguir, duas delas, que têm como domínio o conjun-
to dos números reais, cujo estudo é muito importante pelas aplicações
de tais funções em diversas áreas do conhecimento.
Elas são chamadas função afim e função quadrática.
Veja como são definidas:
y
x
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 100 10/05/13 19:44
101
Veja, a seguir, exemplos de funções afim, seus gráficos e aplicações.
Lembre-se de que tais funções têm como domínio e contradomínio o
conjunto dos números reais; portanto, na ilustração se vê, apenas, partes
dos gráficos.
Diga para os alunos que a
parábola, bem como a superfície
parabólica (que se obtém girando
a parábola em torno de seu eixo
de simetria), tem propriedades
que permitem utilizá-la nos faróis
de automóveis para que os raios
luminosos saiam em um feixe
paralelo, nas antenas parabólicas
de recepção de sinais de televisão,
nos radares. A própria parábola é
útil na interpretação das trajetórias
descritas nos lançamentos de pro-
jéteis e em diversas outras aplica-
ções da Física e outras disciplinas.
Sepossível, use material concreto
e exiba para os alunos a parábola
como a curva que se obtém seccio-
nando uma superfície cônica por
um plano contendo o diâmetro da
base e paralelo à geratriz. Sugiro
improvisar, confeccionando uma
superfície cônica de papelão e
cortando-a convenientemente de
modo a mostrar que a curva cor-
respondente ao corte tem a forma
de um pequeno trecho de parábola.
Outra sugestão é propor que usem
uma mangueira d’água e lancem
um jato para cima, formando
um ângulo de aproximadamente
45 graus com a horizontal, e
observem a trajetória descrita
pela água.
Comente: muitas vezes, em
abuso de linguagem, nos referimos
a funções reais de variável real,
citando apenas a lei da mesma.
Neste caso, você deve entender
que o domínio da função é o mais
amplo subconjunto possível do
conjunto dos números reais.
Por exemplo, citando: seja a função
y = x –3 , o domínio dela deve ser
entendido como o conjunto dos nú-
meros reais x tais que x > 3 porque,
por definição de raiz quadrada, o
radicando não pode ser negativo.
112. a) São iguais a zero porque
todo ponto do eixo das
ordenadas tem abscissa
zero. As ordenadas são,
pela ordem das colunas da
tabela:
–2, 0, 2 e 4;
b) Calculando nas leis, o va-
lor de y correspondente a
x = 0;
c) Coeficiente linear;
d) +3 e representa a ordenada
do ponto no qual o gráfico
da função intercepta o eixo
das ordenadas.
113. A taxa de variação da fun-
ção y = 4x é 4. (Para um
aumento de 2 unidades em x,
corresponde um aumento de
8 unidades em y.
Com base nos gráficos, na tabela e em observações adicionais, você
vai desenvolver diversas atividades nos exercícios que seguem.
112.Cada um dos quatro gráficos das funções da tabela intercepta o eixo
das ordenadas em um único ponto.
a) O que se observa com relação às abscissas desses pontos? Justifique e escreva as
ordenadas desses pontos.
b) Sem observar o gráfico, usando as leis das funções, como você obteria tais ordenadas?
c) Na tabela, esses valores das ordenadas constam de uma das linhas da tabela. Que
nome cada um deles recebe?
d) Se uma função tem como lei y = –2x + 3, qual o coeficiente linear do seu gráfico
e qual a interpretação geométrica que se dá a ele?
113.Os pontos (0,–2), (1,0) e (2,2) (em destaque vermelho) pertencem ao
gráfico (azul) da função y = 2x – 2. Observe agora que, aumentando
x de 0 para 1 e de 1 para 2, os aumentos correspondentes das orde-
nadas são: de –2 para 0 e de 0 para 2, ou seja, para cada aumento de
uma unidade em x, corresponde um aumento de 2 unidades em y.
Dizemos, então, que a taxa de variação desta função é 2.
Use os pontos (–1; –4) e (1;4) do gráfico (verde) da função y = 4x para
descobrir a sua taxa de variação.
Gráficos de funções afim y = ax + b
Função y = 2x – 2 y = 4x y = 3x + 2 y = –2x + 4
Cor do
gráfico Azul Verde Vermelho Preto
Coeficiente
angular do
gráfico: a
2 4 3 –2
Coeficiente
linear do
gráfico: b
–2 0 2 4
Zeros da
função 1 0 –2/3 2
Zeros de uma função f de A em B são os valores x do
domínio A, tais que f(x) = 0. São as abscissas dos pontos
de interseção do gráfico de f com o eixo das abscissas.Na tabela ao lado, as colunas têm as cores dos
gráficos das funções afim correspondentes
o x
(2; 2)
(0; 2)
y
(– , )
2
3
0
Unidade de medida: lado de cada quadrinho.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 101 10/05/13 19:44
102
114. a) Coeficientes angula-
res dos gráficos;
b) Seu coeficiente an-
gular é 5 e significa
que, a cada aumento
de 1 unidade nos va-
lores de x os valores
correspondentes de
y aumentam 5 uni-
dades;
c) Corresponde a um
decréscimo;
d) São funções crescen-
tes.
(y = 4 x e y = 3x + 2)
115. a) Porque todos os pon-
tos do gráf ico da
função têm a mesma
ordenada: –2;
b) Sim; considerando
a reta vertical que
intercepta o eixo das
abscissas no ponto
(4,0), todo ponto dela
tem abscissa x = 4;
c) Sim; considerando
a reta vertical que
intercepta o eixo das
abscissas no ponto
(4,0), todo ponto dela
tem abscissa x = 4.
116. a) Das abscissas;
b) Decréscimos;
c) Maior;
d) Menor a ordenada
correspondente.
114.Responda:
a) Na tabela, as taxas de variação recebem outro nome. Qual é esse nome?
b) Se uma função tem como lei y = 5x – 8, qual o coeficiente angular do gráfico da
função e qual a interpretação que se dá a ele?
c) No gráfico da função y = –2x + 4, a cada aumento de uma unidade nos valores de
x corresponde um aumento ou um decréscimo de 2 unidades nos valores de y?
d) Dizemos que a função y = 2x – 2 é uma função crescente e que a função y = –2x + 4
é uma função decrescente. O que se diz das duas outras funções?
115.Faça o gráfico representado por uma linha horizontal que corta o eixo
das ordenadas no ponto (0, 2). A função correspondente a este gráfico
chama-se “função constante”.
a) Discuta com seus colegas e escreva por que se diz que a lei desta função é y = –2.
b) Marcelino disse que, no plano cartesiano, a igualdade x = 4 representa uma reta
vertical. Você concorda com ele? Justifique.
116. Use todos os dados possíveis contidos nos gráficos ou na tabela, para
completar no caderno:
a) Dados dois coeficientes angulares positivos, quanto maior o coeficiente, maior o
ângulo que o gráfico faz com uma semirreta de sentido positivo do eixo...?...
b) Coeficientes angulares negativos significam que a acréscimos nas abscissas corres-
pondem a...?... nas ordenadas correspondentes.
c) Coeficientes angulares positivos significam que, quanto maior a abscissa,...?... a
ordenada correspondente.
d) Coeficientes angulares negativos significam que, quanto maior a abscissa,...?... a...
Gráficos de funções afim y = ax + b
Função y = 2x – 2 y = 4x y = 3x + 2 y = –2x + 4
Cor do
gráfico Azul Verde Vermelho Preto
Coeficiente
angular do
gráfico: a
2 4 3 –2
Coeficiente
linear do
gráfico: b
–2 0 2 4
Zeros da
função 1 0 –2/3 2
Zeros de uma função f de A em B são os valores x do
domínio A, tais que f(x) = 0. São as abscissas dos pontos
de interseção do gráfico de f com o eixo das abscissas.Na tabela ao lado, as colunas têm as cores dos
gráficos das funções afim correspondentes
o x
(2; 2)
(0; 2)
y
(– , )
2
3
0
Unidade de medida: lado de cada quadrinho.
Veja novamente os gráficos das funções afim:
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 102 10/05/13 19:44
103
117. Na tabela você vê o que significa “zero de uma função”. Em particular, o
zero da função y = 2x – 2 é o valor de x tal que y = 0, ou seja, devemos
ter: 2x – 2 = 0 => x = 1.
a) Use as leis das outras três funções para calcular seus zeros.
b) V ou F: para calcular o(s) zero(s) de uma função y = f(x) resolvo a equação f(x) = 0.
As raízes (quando existirem) são os zeros da função.
c) Interprete geometricamente o significado do(s) zero(s) de uma função.
d) V ou F: uma função constante não tem zeros ou tem infinitos zeros. Justifique.
118.Use a lei das funções y = 4x e y = 2x – 2 e verifique que o ponto que
pertence aos gráficos das duas é o ponto (–1, –4).
a) Pode existir outro ponto que pertence aos dois gráficos? Justifique.
b) Resolva o sistema formado pelas equações y = 4x e y = 2x – 2. Qual a interpretação
geométrica que se dá para o par ordenado de valores encontrados?
c) Sem resolver o sistema formado pelas equações y = 2x – 2 e y = –2x + 4, diga por
que se encontrará y = 1 ao resolvê-lo.
d) Usando o valor y = 1, como você encontraria o valor de x da raiz do sistema anterior?
O que este valor representa?
119.Observe novamente o gráfico da função y = 2x – 2 e responda:
a) Qual a abscissa do ponto de interseção do gráfico com o eixo das abscissas?
b) Observe o ponto do gráfico situado no primeiro quadrante e destacado com a cor
vermelha. A ordenada dele é positiva ou negativa? A abscissa dele é menor ou maior
que 1?
c) Se um ponto do gráfico tem ordenada y positiva, o que se pode dizer da abscissa x
dele: x > 1 ou x < 1?
d) Considerando que y = 2x – 2, qual é a condição para x correspondente à inequação
2x –2 > 0 : x < 1 ou x > 1? E para a inequação 2x – 2 < 0?
120.Descreva, observando o gráfico de uma função linear y = ax + b de
coeficiente angular positivo cujo zero seja x0, qual parte do gráfico
corresponde:
a) À inequação ax + b > 0?
b) À inequação ax + b < 0?
c) Responda às mesmas perguntas anteriores se o coeficiente angular é negativo
121.Com base em suas conclusões, observe a tabela e os gráficos das fun-
ções y = 3x + 2 e y = 2x + 4 e resolva as inequações a seguir:
a) 3x + 2 > 0 b) 3x + 2 < 0
c) –2x +4 > 0 d) – x + 4 < 0
117. a) Respostas na tabela ao lado
dos gráficos.
b) V;
c) Quando existem, são os
pontos nos quais o gráfico
da função intercepta o eixo
das abscissas;
d) Verdadeiro. Se a lei da função
é y = k, sendo k diferente de
zero, seu gráfico é uma pa-
ralela ao eixo das abscissas;
logo, não o intercepta, ou
seja, esta função não tem ze-
ros. Mas a função constante
y = 0 tem infinitos zeros por
ser, o seu gráfico, o eixo das
abscissas.
Para confirmar o que se diz
no enunciado do exercício 118
existem dois recursos: o pri-
meiro, observando os gráficos
(azul e verde) se verifica o que
se afirma; o segundo fazendo
x = –1 nas duas leis e concluin-
do que o valor correspondente
de y em ambas é –4.
a) Não, porque, se os gráficos
tivessem outro ponto em
comum, se restringiriam a
uma mesma reta, o que é
impossível porque existem
pontos que pertencem a
uma delas e não pertencem
à outra (e reciprocamente);
b) Obtém o par (x, y) =
(–1, –4); logo, a raiz do sis-
tema é dada pelas coordena-
das do ponto de interseção
dos gráficos das funções
cujas leis são as equações
do sistema;
c) Porque vê-se que os grá-
ficos das funções corres-
pondentes se interceptam
no ponto de ordenada 1;
d) A abscissa do ponto de
interseção dos gráf icos
(3/2 ou 1,5)
119. a) x = 1;
b) positiva; maior que 1;
c) x > 1;
d) x > 1; x < 1.
120. a) x > x
0
;
b) x < x
0
;
c) x < x
0
e x > x
0
, respectiva-
mente.
Professor(a): explore com di-
versos outros gráficos todas as
atividades desta seção.
121. a) 3x + 2 > 0 se x > –2/3;
b) 3x + 2 < 0 se x < –2/3;
c) –2x + 4 > 0 se x < –2;
d) –x + 4 < 0 se x > 4.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 103 10/05/13 19:44
104
122. a) A frase se justifica por dois
motivos: primeiro, por sim-
ples observação dos gráficos
citados se vê que o eixo dos y é
eixo de simetria das parábolas
correspondentes aos mesmos.
Segundo porque, usando o
que se diz na ilustração, as
equações dos eixos de simetria
são retas verticais de equações
x = –b/2a e, como as fun-
ções têm todas o coeficiente
b = 0, as equações dos eixos
de simetria se reduzem todas
à equação x = 0, ou seja, o eixo
das ordenadas;
b) x = – (–16)/(2)(–4), ou seja,
x = –2; e x = –4/(2)(–1), ou
seja, x = 2.
Professor(a): chame a atenção
dos alunos para o primeiro cálculo do
item (b) anterior: temos um sinal – da
expressão x = –b/2a e depois um sinal –
do b: (b = –16) no numerador; como no
denominador também o a tem sinal –,
(a = –4), resultam, na divisão, três sinais
–, o que dará o quociente negativo x = –2.
123. a) Tabelas dos alunos centradas
nas abscissas dos eixos de
simetria x = –1, x = 2 e x = 3;
b) Para obter as coordenadas
dos vértices basta calcular as
coordenadas dos pontos de in-
terseção dos eixos de simetria
com os gráficos; as abscissas
já estão calculadas no item
(a), basta agora substituir seus
valores nas leis das funções,
obtendo y = –9, y = 1 e y = –2.
c) 1ª) raízes x = 2 e x =
–4; 2ª) raízes x = 1 e x =
3; a terceira função não
possui raízes reais, e sua
interseção com o eixo das
ordenadas é quando x=0,
donde é o ponto (0,–11).
124.Se o coeficiente a da função
y = ax2 + bx + c for positivo,
seu gráfico é côncavo para cima
(“boca para cima”) e, se for nega-
tivo, seu gráfico é côncavo para
baixo (“boca para baixo”).
125. y = x2 + 2, y = x2 e y = x2 – 4
são decrescentes para x < 0 e
crescentes para x > 0;
y = –x2 é crescente para x < o e
decrescente para x > 0;
y = –x2 + 4x é crescente para
x < 2 e decrescente para x >2.
122. O eixo de simetria dos gráficos correspondentes à 2ª, 3ª, 4ª e 5ª funções
acima é a reta vertical x = 0 (eixo dos y).
a) Justifique a frase anterior.
b) Use a observação contida na ilustração anterior e calcule as equações das retas
verticais que são os eixos de simetria dos gráficos das funções y = –4x2 – 16x – 12
e y = –x2 + 4x. (Respectivamente, 1ª e 6ª função.)
123. Observe, na tabela, como calcular pontos do gráfico da função
y = –x2 + 4x.
Funções, funções quadráticas, seus gráficos e aplicações.
Gráficos de funções quadráticas y = ax2 + bx + c
Função e
Cor do gráfico a b c Zeros das
funções
y = –4 x2 – 16 x –12 –4 –16 –12 (–3,0) e (–1,0)
y = x2 + 2 1 0 2 Não existem
y = x2 1 0 0 (0,0)
y = x2 – 4 1 0 –4 (–2,0) e (2,0)
y = – x2 –1 0 0 (0,0)
y = – x2 + 4x –1 4 0 (0,0) e (4,0)
Zeros de uma função f de A em B são os valores
x do domínio A, tais que f(x) = 0.
Observe que todos os gráficos das funções
quadráticas têm um eixo de simetria vertical.
Prova-se que as abscissas de todos os pontos
desses eixos de simetria são dadas pela expressão
–x
b
a
=
2
, ou seja, eles são retas verticais de
equações –x
b
a
=
2
Os gráficos da 1ª, 5ª e 6ª funções que têm
coeficientes a negativos são côncavos para baixo,
e os demais, côncavos para cima.
3ª 2ª 4
1ª 5ª 6 ª
x
x –1 0 1 2 3 4 5
y –5 0 3 4 3 0 –5
Note que colocar a abscissa do eixo de simetria como elemento central
da tabela é fundamental, por dois motivos: primeiro porque, calculando
valores anteriores e posteriores a essa abscissa, encontraremos pontos
das duas partes do gráfico: a crescente e a decrescente; e segundo
porque basta calcular os valores anteriores que, por simetria, os pos-
teriores se repetem equidistantes da ordenada do eixo de simetria.
a) Faça as tabelas das funções quadráticas a seguir e esboce seus gráficos:
1ª.) y = x2 + 2x – 8 2ª.) y = –x2 + 4x – 3 3ª.) –x2 + 6x – 11
b) O vértice de uma parábola é o ponto do gráfico cuja ordenada é a mesma do eixo de
simetria. Dê as coordenadas dos vértices dos gráficos das funções do item anterior.
c) Dê os zeros das duas primeiras funções e o ponto de interseção do gráfico da terceira
com o eixo das ordenadas.
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 104 10/05/13 19:44
105
124. Escreva uma frase que relacione os sinais dos coeficientes do termo
em x2 das funções quadráticas (em geral denotado por a) com a con-
cavidade dos gráficos correspondentes.
125. Observando o gráfico, de 6ª função (y = –x2 + 4x), dizemos que ele é cres-
cente para x < 2 e decrescente para x > 2. Agora, determine as condições
de crescimento ou decrescimento para as outras funções da tabela.
126. Observando os gráficos das funções y = x2 – 4 e y = x2 + 2 (4ª e 2ª), con-
clui-se, para a primeira, que x2 – 4 > 0 se x < –2 ou x > 2, e que x2 – 4 < 0 se
–2 < x < 2; e para a segunda que x2 + 4 > 0 qualquer que seja o valor
de x. Justifique estes resultados.
127. Resolva as inequações correspondentes a y > 0 e y < 0 para todas as
outras funções da tabela.
128. Considere um retângulo cuja base mede 10 – x e cuja altura mede x.
a) Escreva a fórmula para a área A(x) deste retângulo, e escreva seu domínio. Justifique
a resposta.
b) Calcule os valores da área A(x) para valores naturais de x de 1 a 9 e escreva-os em
uma tabela.
c) O que acontece aos valores da área do retângulo, quando a medida de sua altura
varia de 1 a 5? E quando varia de 5 a 9?
d) É possível imaginar, pela tabela, qual é o maior valor para a área desse retângulo?
126. O gráfico de y = x2 –4 (verde)
tem pontos de ordenadas
positivas para x < –2 ou
x > 2 e negativas para
–2 < x < 2, enquanto que
o gráfico de y = x2 + 2
(azul) tem todos os seus
pontos com ordenadas
positivas.
127. y = x2 é positivo para todo
x 0 e y = –x2 é negativo
para todo x 0.
y = –x2 + 4x < 0 para x <
0 ou x > 4 e y =–x2 + 4x
> 0 para 0 < x < 4.
128. a) A = 10x – x2; o do-
mínio é o conjunto dos
números reais x tais que
0 < x < 10 porque a
base mede 10 – x > 0 ⇒
x < 10. Como a altu-
ra mede x, devemos ter
x > 0 logo, 0 < x < 10.
b) tabela:
Comente que os eixos de si-
metria das parábolas de equações
y = ax2 + bx + c podem ter suas
equações dadas como x= –b/2a
ou, também, pela abscissa x do
ponto médio do segmento cujos
extremos são os zeros desta fun-
ção. Exemplifique: no exercício
129 o eixo de simetria é dado
pela equação x = 5. (5,0) é ponto
médio do segmento de extremos
(0,0) e (10,0).
129. a) A(5) = 25 é o maior valor
que a área pode ter;
b) Base e altura iguais a
5; logo, trata-se de um
quadrado.
Retome o exercício 91 (página
91). Como os zeros da função
L são (6,0) e (30,0), o eixo de
simetria tem equação x = 18, que
é a abscissa do ponto máximo da
função L.
5
–1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
vértice
10
0
10
15
20
25
30
x
1
2
3
4
5
6
7
8
9
A
(x
)
9
16
21
24
25
24
21
16
9
c)
o
s
va
lo
re
s
cr
es
ce
m
; o
s
va
lo
re
s
de
cr
es
ce
m
d)
S
im
; p
ar
ec
e
se
r
25
.
129. O arco de parábola abaixo é o gráfico da função A(x) = 10x – x2, que re-
presenta a área do retângulo do exercício 128 em função de x. Você viu
que o domínio dessa função é o conjunto dos números reais x tais que
0 < x < 10.
Você sabe também que o eixo de simetria do gráfico é a reta vertical
de equação x = 5, que intercepta o gráfico no ponto (5, 25), chamado
vértice da parábola.
a) Como a função é crescente para x < 5 e decrescente para x > 5, o que se pode dizer de A(5)?
b) Nesse caso, quais as dimen-
sões do retângulo e que nome
particular ele tem?
Explorando o que você aprendeu
e aprendendo mais
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 105 10/05/13 19:44
106
Se ainda tem dúvidas sobre Reveja os exercícios
Conceito de monômios e polinômios, fatores numéricos,
fatores literais, coeficientes, somas, diferenças, produ-
tos, quocientes, potências, monômios reduzidos, redu-
ção de termos semelhantes, monômios semelhantes.
1 a 5, 8, 9, 12 a 17, 22, 23, 43, 60,
61, 62.
Como expressar perímetros ou áreas usando monômios
ou polinômios.
7, 11, 20, 21, 42, 44, 48, 49, 50, 51,
57, 58.
Como calcular somas, diferenças, produtos, quocientes
ou potências de monômios ou polinômios. 6, 10, 18, 19, 45, 46, 47, 63, 64, 65.
Como classificar polinômios pelo grau e pelo número de
termos, redução de termos, e como obter polinômios
reduzidos.
24 a 33, 38, 39.
Como ordenar, reduzir ou completar polinômios. 28, 29, 34, 35, 38, 39.
Como identificar coeficientes de monômios ou de termos
de polinômios. Como identificar variáveis. 15, 27, 28, 29, 30, 36, 38, 56.
Como interpretar, em linguagem comum, expressões
com monômio, polinômios, produtos e potências dessas
expressões.
39, 40, 41, 53, 54, 55, 66, 67, 68.
Como utilizar regras práticas para calcular: o quadrado
da soma ou da diferença de duas expressões, o produto
da soma pela diferença de duas expressões ou o produto
de dois binômios que têm um termo comum.
51, 52, 69, 70, 71, 72.
Como deduzir fórmulas de perímetros, áreas e volumes
dadas as dimensões das figuras correspondentes em
função de uma única variável, bem como fórmulas que
estabeleçam correspondências entre duas grandezas.
59, 73 a 79, 81, 82, 102, 103.
Como reconhecer se uma correspondência entre dois
conjuntos é ou não função e, no caso afirmativo, iden-
tificar o “domínio” da função.
80, 83, 84, 85, 86, 87, 93, 94, 96, 98,
99, 101, 104, 105, 106.
Como expressar diversas relações físicas, geométricas,
econômicas, utilizando funções em uma ou mais variáveis. 88, 89, 90, 91, 97.
Como usar as notações y = f(x), F(x) para funções e
identificar pares (x, f(x)) que pertençam aos gráficos.
86, 87, 88, 89, 90, 96, 97, 98, 99, 100,
101, 102, 104, 105, 122, 123.
Como representar funções por seus gráficos, seus
diagramas ou suas tabelas, bem como identificar seus
domínios.
83, 86, 87, 92, 94, 106, 107, 115.
Como representar duplas desigualdades usando seg-
mentos da reta real. 108, 109, 110, 111.
Identificar e reconhecer propriedades de funções afim e
funções quadráticas, assim como seus gráficos. 112, 113, 122, 129.
Identificar taxas de variação, coeficientes angulares,
coeficientes lineares, funções crescentes, funções de-
crescentes, funções constantes.
114, 115, 116, 117, 118, 129.
Resolver inequações graficamente através da interpre-
tação de gráficos de funções. 119, 120, 121.
Identificar funções quadráticas, seus gráficos, seu zeros,
suas regiões de crescimento ou decrescimento, seus
máximos ou seus mínimos.
123, 124, 125, 126, 129.
Resolver graficamente inequações do segundo grau. 127, 128.
? Verifique se você aprendeuUma demonstração de que a
função
A(x) = 10x – x2, que expressa a
área do retângulo do exercício 122,
é máxima para x = 5 no domínio 0
< x < 10, é:
a) A (5) = 50 – 25 = 25;
b) A (5 + x) = 10(5 + x) – (x + 5)2 =
= 50 + 10x – 25 – 10x – x2 =
= 25 – x2.
Logo, seja:
x > 0 ou x < 0, A (x + 5) é menor
que 25, por ser a diferença entre
25 e x2.
Ao término do estudo do capí-
tulo, reveja com os alunos, a seu
critério, o significado de alguns
dos termos destacados na cor azul
no capítulo.
Releia o texto da página 34: “Ao
elaborar questões [...] hexágono”.
o de uma função, gráfico de uma
função.
Se julgar oportuno, prove que o
gráfico da função afim y = ax + b
é uma reta.
Desenhe no quadro um plano
cartesiano.
Use a lei da função e marque os
pontos (0, b) e (1, a + b) que per-
tencem ao gráfico. (Por comodida-
de, use o primeiro quadrante.)
Desenhe o triângulo retângulo
cujos vértices são esses pontos e
o ponto (1,b).
Use novamente a lei da função
e marque um ponto genérico
(x, ax + b).
Desenhe o triângulo retângulo
cujos vértices são: (0, b), (x, b) e
(x, ax + b).
Indique nos triângulos retân-
gulos (do menor para o maior) as
medidas dos catetos horizontais
(1 e x) e dos catetos verticais
(a e ax).
Verifique que os dois triângulos
retângulos obtidos são semelhantes
pelo caso LAL (têm dois ângulos
congruentes – ângulos retos –, e as
razões entre os catetos correspon-
dentes são iguais: ax/a = x/1).
Logo, os ângulos formados pelas
hipotenusas dos dois triângulos
retângulos com a paralela ao eixo
das abscissas que passa pelo ponto
(0,b) são iguais, o que compro-
va que qualquer ponto genérico
(x, ax + b) pertence à mesma reta
determinada pelos pontos (0, b),
(1,a + b).
Mat9Cap3_NOVA2012.indd 106 10/05/13 19:44
CapItulo 4
Equações esistemas de
equações
-
K
m
it
u
| D
re
am
st
im
e.
co
m
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 107 10/05/13 19:50
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Neste capítulo, você vai rever ou aprender como:
• Resolver problemas usando equações do primeiro grau com uma variável.
• Inventar problemas relacionados com equações do primeiro grau.
• Interpretar como “equacionar” problemas dados.
• Resolver equações, reduzindo-as à forma ax = b.
• Verificar se números dados são ou não raízes de equações dadas.
• Verificar se pares ordenados de números são raízes de equações do primeiro
grau com duas incógnitas.
• Resolver sistemas de equações do primeiro grau usando o método de substituição.
• Resolver problemas usando sistemas de equações do primeiro grau.
• Inventar sistemas de equações de primeiro grau que tenham como raiz um par
ordenado de números dados.
• Classificar, pelo grau, polinômios com uma variável.
• Identificar, dentre diversas equações dadas, as do primeiro grau e as do segun-
do grau.
• Resolver equações fatoradas da forma a(x – r)(x – s) = 0.
• Verificar se números dados são raízes de equações do segundo grau dadas.
• Escrever equações do segundo grau na forma ax2 + bc + c = 0 e identificar seus
coeficientes a, b e c.
• Resolver equações incompletas do segundo grau, sem uso de fórmulas.
• Resolver equações completasou incompletas do segundo grau, usando fórmulas.
• Interpretar o conceito de raiz quadrada.
• Usar o discriminante de uma equação do segundo grau ( = b2 – 4ac) para deci-
dir, discutir a natureza e a existência das raízes.
Ao lado, explicita-
mos os objetivos gerais
do capítulo. Sugerimos
um breve comentário
sobre os mesmos, uti-
lizando as ilustrações
da página.
Professor(a): Neste
e em outros capítu-
los, são exploradas
diversas si tuações
para que os alunos
“descubram”, a par-
tir de casos particu-
lares, propriedades de
números, de figuras,
regras de cálculos
etc. É extremamente
importante que, após
estas “descobertas”,
sejam feitas obser-
vações afirmando que
tais conclusões são
verdadeiras (e, even-
tualmente, provar estes
fatos) para que não
fique a falsa ideia de
que, a partir de poucos
casos particulares, é
possível generalizar.
Sempre que possível,
use expressões algé-
bricas para expressar
tais generalizações,
bem como de algumas
regularidades relacio-
nadas com sequências
númericas.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 108 10/05/13 19:50
109
ATIVIDADES ORAIS
• Equações;
• Raiz;
• Sete;
• A equação (d);
• A soma de um número
com três é igual a sete;
• Divide-se 15 por –3.
Comente:
a) O que são números
opostos;
9 e –9, –13 e –13 etc.
b) Em 9 x, 9 e x são fatores
e, em 27/3, 3 é divisor.
Se julgar necessário, re-
veja:
a) Cálculo do m.m.c.;
b) Produto de fração por
número inteiro.
Ex.: 8 x (3/4) = (8 x 3)/4;
c) Simplificação de fra-
ções:
8 (x + 20)/8 = 1. (x + 20);
d) Propriedade distributi-
va.
Ex.: 4 (x + 4) = 4 x + 16)
Neste capítulo, por diver-
sas vezes, iremos citar equa-
ções equivalentes ou sistemas
de equações equivalentes no
sentido de terem as mesmas
raízes. Implicitamente este
fato deve f icar entendido
que estamos com um mesmo
“conjunto universo” para as
mesmas, ou seja, estamos
considerando que as possí-
veis raízes pertencem a um
mesmo conjunto numérico.
Optamos por este procedi-
mento porque achamos um
pouco sofisticado entrar em
maiores detalhes com alunos
desta faixa etária.
Se julgar necessário, re-
corde o conceito de raiz de
uma equação.
• Como se chamam as igualdades ao lado?
• Na igualdade (c), substituindo x por 5, obteremos: 4 x 5 = 20.
Que nome recebe o número 5 em relação a essa igualdade?
• Qual é a raiz da equação (b)?
• Qual das equações ao lado é relacionada com a frase “a terça
parte de um número é igual a dois”?
• Diga uma frase relacionada com a equação (a).
• Que conta se faz para calcular a raiz da equação (e)?
a) x + 3 = 7
b) x – 5 = 2
c) 4x = 20
d) x
3
2=
e) –3x = + 15
Relembrando o fundamental:
Resolver uma equação é substituí-la por equações equivalentes mais
simples até se obter uma equação cujas raízes são evidentes.
Para transpor uma parcela de um membro para outro em uma
equação, basta trocá-la pela parcela oposta.
x + 9 = 20 ⇒ x = 20 – 9 ⇒ x = 11
Para transpor um fator de um membro para outro em uma equação,
basta transformá-lo em divisor.
9 27
27
9
3x x x= = =
Para eliminar denominadores de equações, basta multiplicar os dois
membros da equação pelo m.m.c. dos denominadores.
3
4
20
8
x x
=
+ Multiplicando os dois membros da equação por 8,
que é o m.m.c. dos denominadores 4 e 8, temos:
8
3
8
8
20
8
8x x
=
+ (( ) ( )3
4
8 20
8
x x
=
+
⇒ 2(3x) = 1(x + 20) ⇒ 6x = x + 20 ⇒
6x – x = 20 ⇒ 5x = 20 ⇒ x = 4
( ) ( )⇒ ⇒
⇒⇒
Explorando o que você já sabe
resolvendo equações e problemas
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 109 10/05/13 19:50
110
Leia a observação na
margem da página 43: “Por
questão [...] (simplesmente:
R$...)”.
1. a) 20x;
b) x + 3;
c) 16 (x + 3);
d) O primeiro membro
representa a quilome-
tragem total asfaltada
ao fim de 20 dias, asfal-
tando x quilômetros por
dia. O segundo mem-
bro representa a mesma
quilometragem total
asfaltada, se asfaltasse
x + 3 quilômetros por
dia, durante 16 dias;
e) x = 12;
f) A quilometragem as-
faltada por dia em 20
dias;
g) 240 km.
2. Tarefa do aluno.
Exemplo: Uma máquina
trabalhou durante 7 dias para
extrair certa tonelagem de
minério, extraindo, a cada
dia, a mesma tonelagem. Se
tivesse retirado 6 toneladas
a mais por dia, teria gasto
5 dias para retirar a mesma
tonelagem total. Qual é esta
tonelagem total?
R) 105 toneladas.
3. a) 8x + 9;
b) x + 1;
c) 7 (x +1) + 8;
d) 8x + 9 = 7(x + 1) + 8;
e) x = 6;
f) Cada atleta vai correr 57
km.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Resolvendo problemas e equações:
1. Uma máquina trabalhou durante 20 dias, para asfaltar um trecho de uma
rodovia, cobrindo a mesma quantidade de quilômetros diariamente. Se
tivesse coberto mais 3 km por dia, teria gasto 16 dias para asfaltar o
mesmo trecho. Quantos quilômetros tem o trecho asfaltado?
a) Se chamarmos de x a quilometragem diária asfaltada durante os vinte dias, qual é
a expressão que representa a quilometragem total asfaltada?
b) Qual é a expressão que representa a quilometragem diária necessária para que a
máquina gastasse 16 dias?
c) Qual é a expressão que representa a quilometragem total, se a máquina asfaltasse
3 km a mais por dia?
d) Em relação ao problema, o que representa a equação 20x = 16(x + 3)?
e) Resolva a equação do item (d).
f) Em relação ao problema, o que significa a raiz dessa equação?
g) Escreva a resposta ao problema.
2. Invente um problema cuja equação seja: 7x = 5(x + 6).
3. Dois atletas correrão uma mesma distância em uma pista oval. O que
vai correr pela raia mais interna dará 8 voltas, e mais 9 quilômetros,
para completar a distância. O que vai correr pela raia mais externa, que
mede 1 km a mais que a interna, precisará dar 7 voltas, e correr mais 8
quilômetros. Qual é a distância total percorrida pelos atletas?
a) Se chamarmos de x o total de quilômetros que mede a raia interna, qual é a expressão
que representa o espaço a ser percorrido pelo atleta que a utilizará?
b) Como representar, usando a variável x, a medida da raia externa em quilômetros?
c) E como representar o espaço a ser percorrido pelo atleta que vai correr nela?
d) A distância a ser percorrida pelos dois atletas é a mesma. Use as expressões obtidas
nos itens a e c para escrever uma equação que represente esse fato.
e) Resolva a equação obtida no item d.
f) Escreva a resposta ao problema.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 110 10/05/13 19:50
111
4. Invente um problema cuja equação seja: 9x + 14 = 7(x + 1) + 21.
5. Discuta com seus colegas e escreva uma frase que responda à seguinte
pergunta: por que é importante saber resolver equações?
Nos exercícios anteriores, você viu que, usando os dados do problema
(o que se conhece) e representando a incógnita por uma letra (em geral,
x, y, z), é possível obter uma equação que represente, em linguagem
matemática, aquilo que o problema expressa em linguagem corrente.
O processo de encontrar a equação correspondente a cada pro-
blema dado chama-se “equacionamento do problema”.
6. O que é “equacionar” um problema?
7. Resolva as seguintes equações:
a) 10x + 4 = 8(x + l) + 2 c) 12 – 3(2x + 5) = 1 + 4 (x + 4)
b) 3 + 4(2 – x) = 1 – 2x d) 7 – 22(3x – 5) = 2 + 3(4x – 7)
8. As equações 3x = 18 e x = 6 são equivalentes. Por quê?
9. O que são equações equivalentes?
10. Resolva, “de cabeça”: x + 20 = 50.
11. Se você multiplicar os dois membros da equação x + 20 = 50 por cinco,
vai obter essa nova equação: 5(x + 20) = 5 x 50. Sem resolvê-la, diga
qual é a sua raiz.
12. Descreva o que acontece quando multiplicamos os dois membros de
uma equação por um mesmo número diferente de zero.
4. Tarefa do aluno.
R) x = 7.
5. Possível resposta: porque
elas são muito úteis para
resolver problemas.
6. É a descrição, sob a forma
de equação, de um proble-
ma expresso em linguagem
corrente.
7. a) x = 3;
b) x = 5;
c) x = –2;
d) x = 68/39.
Lembre-se de sempre
solicitar que os alunos ve-
rifiquem, usandoos valo-
res encontrados ao resolver
equações, se eles efetivamen-
te são as raízes das mesmas,
substituindo tais valores nas
equações dadas. Assim, em
7a, devem obter 30 +4 =
8(3+1) + 2, conf irmando
que 3 é raiz da equação
desse item.
8. Porque elas têm a mesma
raiz.
9. São equações que têm as
mesmas raízes.
10. x = 30.
11. A raiz é 30.
12. Obtemos uma equação
equivalente à primeira.
O objetivo de colocar uma
equação como a que se vê em
destaque no quadro verde, ao
lado, é mostrar para os alunos
que é possível resolver equa-
ções por mais complexas
que possam parecer. Não se
trata aqui de questionar se
existem situações do dia a dia
que nos levem a tal equação,
mas sim dotar os alunos de
conhecimentos necessários
à resolução de equações e
problemas que as gerem.
1
3
2 4
1
2
8 5 7x x−( )− +( )=
Professor, como
faço para resolver equações
como a do quadro?
É fácil! Vamos apenas
recordar duas propriedades que
ajudarão na compreensão de como
resolver esse tipo de equações.
S
on
S
al
va
do
r
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 111 10/05/13 19:50
112
Você já sabe que:
a(b + c) = ab + ac
e que
Veja como usar essas propriedades para resolver a equação do quadro da
página 109:
Agora, multiplicamos os dois membros pelo m.m.c. de 3 e 2, que é 6:
Como 6
3
2
6
2
3= =e , resulta: 2(2x – 4) – 3(8x + 5) = 42.
13. O restante da conta é com você. Termine o cálculo e verifique que a raiz é:
− = −65
20
13
4
14. Resolva:
a)
x x
2
3
5
11+ = d) 4
3
5
9
2
3
x x x
– = +
b) x + 2 =
x
4
1
3
– e) x x+
=
1
4
2
5
–
c)
x x+
=
−2
3
8
2
2
– f) 2
3
(1 – x) + x =
3
5
(x + 2)
15. Resolva, usando equações, os seguintes problemas:
a) A matriz e duas filiais de determinada loja enviaram, no mês de dezembro, um total
de 15 975 correspondências. A matriz enviou o triplo de correspondências enviadas
pela primeira filial, e esta, 225 a mais que a segunda filial. Calcule o total de cor-
respondências enviadas pelas duas filiais.
b) Certa importância foi dividida em partes iguais entre dois irmãos. Após algum
tempo, o primeiro aumentou o valor inicial de sua parte em 40%, e o segundo dimi-
nuiu o seu valor em 30%. Nessas condições, a diferença entre eles passou a ser de
R$ 42 000,00. Calcule a importância inicial de cada irmão.
Explore situações análogas
às dos dois primeiros quadros
da página usando números para
facilitar sua compreensão.
Recorde a multiplicação de
frações por números naturais,
bem como a simplificação de
frações. Em particular, simplifi-
que 65/20.
13. Tarefa do aluno.
14. a) x = 10;
b) x = –28/9;
c) x = 10;
d) x = 9/2;
e) x = –13;
f) x = –2.
A verificação das raízes das
equações do exercício 14 trans-
forma-se em bons cálculos de
expressões com inteiros ou com
frações.
Lembre-se sempre de utilizar
recursos gráficos para facilitar
a elaboração de estratégias de
resolução dos diversos problemas,
bem como é mais conveniente
(não obrigatório) representar
pela incógnita o valor da menor
quantidade conhecida. Exem-
plificando: No problema 15 (a),
sugerimos escrever no quadro:
M (de matriz), F1 (de primeira
filial) e F2 (de segunda filial).
Perguntando aos alunos qual
delas enviou menor quantidade,
chega-se à conclusão que foi a
F2; logo, ao lado de F2, escreva:
F2 => x; depois, pela or-
dem, explorando o enuncia-
do, é possível chegar a F1 =>
x + 225 e M => 3(x + 225), e,
finalmente, à equação:
x +(x + 225) + 3(x + 225) = 15 975.
É recomendável recordar como
calcular acréscimos ou decrésci-
mos percentuais antes de explorar
o exercício 15(b).
15. a) 2a filial: 3 015;
1ª filial: 3 240.
b) Parte inicial x;
x + 0,4x = x – 0,3x +
42 000
0,7x = 42 000,
x = R$ 60 000,
R) R$ 60 000.
1
3
1
3
1
3 3 3 3
× + = × + × = + =
+
( )a b a b
a b a b
1
3
2 4
1
2
8 5 7
2 4
3
8 5
2
7x x
x x
−( )− +( )= −
−
+
=
6
2 4
3
8 5
2
6 7
6 2 4
3
6 8x x x x−
−
+
= ×
−
−
+( ) ( 55
2
6 7
)
= ×
⇒
⇒( )
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 112 10/05/13 19:50
113
c) O comprimento de um quadro retangular é o triplo de sua largura. O perímetro desse
quadro é de 96 cm. Calcule a diferença entre o comprimento e a largura do quadro,
nessa ordem.
d) O perímetro de um triângulo é 43 cm. Ordenamos os seus lados de forma que a
medida do segundo lado é o dobro da do primeiro, e o terceiro mede 5 cm a menos
do que o triplo da medida do primeiro. Calcule quanto mede o lado maior desse
triângulo.
e) Numa segunda-feira, o número de cartas entregues por Antônio correspondeu ao
triplo das que Pedro distribuiu, menos 10 cartas. Os dois juntos entregaram 2 006
cartas. Calcule a diferença entre o número de cartas que cada um entregou nessa
segunda-feira.
f) Antônio, Beatriz e Cláudio possuem, juntos, R$ 282,00. Cláudio tem R$ 19,00 a
menos que Beatriz, e esta, o triplo do que tem Antônio. Calcule quanto Beatriz tem
a mais que Antônio.
g) Numa caixa registradora, existem 65 notas: umas de R$ 10,00 e outras de R$ 5,00,
num valor total de R$ 550,00. Calcule a diferença entre os números de notas de cada
valor.
h) Em um dia, Pedro e André efetuaram a leitura de 2 064 hidrômetros. André leu o
dobro do número de hidrômetros que Pedro, menos 6. Calcule a diferença entre o
número de hidrômetros que cada um dos dois conseguiu ler.
16. Resolva, usando equações com coeficientes fracionários ou decimais:
a) Lúcia gastou 2/7 do que possuía e ainda ficou com R$ 70,00. Quanto Lúcia possuía?
b) Vander gastou 1/4 do que possuía e, em seguida, mais R$ 21,00, ficando ainda com
2/5 do que tinha. Quanto Vander possuía inicialmente?
c) Um carteiro andou, certo dia, um total de 9 000 metros. Na parte da manhã, ele
caminhou 1/7 a mais que na parte da tarde. Calcule a diferença entre as distân cias
por ele percorridas nos dois períodos, nesse dia.
d) Antônio tem R$ 2,80 a mais que Belizário, e este, R$ 3,50 a mais que Cláudio.
Belizário e Cláudio têm, juntos, R$ 104,62 a mais que Antônio. Quanto possuem
os três juntos?
e) Um refrigerante, um sanduíche
e um salgadinho custam, juntos,
R$ 3,80. O refrigerante custa
R$ 0,30 a mais que o salgadinho, e
este, a quinta parte do preço do sandu-
íche. Calcule a diferença entre o preço
do sanduíche e o do refrigerante.
c) x + 3x + x + 3x = 96
x = 12 2x = 24.
R) 24 cm.
d) 1o x, 2o 2x, 3o 3x – 5
x + 2x + (3x – 5) = 43
x = 8.
R) 19 cm.
e) P = x, A = 3x – 10,
x + (3x – 10) = 2 006
x = 504.
R) 998 cartas.
f) A = x, B = 3x,
C = 3x – 19
7x – 19 = 282 x = 43.
R) R$ 86,00.
g) De dez = x,
de cinco = 65 – x
10x + (65 – x) . 5 = 550
x = 45,
R) 25 notas.
h) P = x, A = 2x – 6
3x – 6 = 2 064
x = 690.
R) 684.
16. a) x – 2x/7 = 70
5x/7 = 70 x = 98.
R) R$ 98,00.
b) x – x/4 – 21 = 2x/5
x = 60.
R) R$ 60,00.
c) x + (x + x/7) = 9 000
x = 4 200.
R) 600 metros.
d) C = x, B = x + 3,50,
A = x + 3,50 + 2,80
x + (x + 3,50) =
(x + 3,50 + 2,80) + 104,62 x
= 107,42.
R) R$ 332,06.
e) salg = x, sand = 5x,
r = x + 0,30
7x + 0,30 = 3,80
x = 0,50.
R) R$ 1,70.
Algumas sugestões usando
aritmética:
a) 7/7 – 2/7 = 5/7 equivalem
a 70,00. Logo, 1/7 equivale
a 14,00 e 7/7 equivalem a
98,00.
R) R$ 98,00.
b) 1/4 e 2/5 equivalem a 5/20 e
8/20, respectivamente. Logo,
21 reais equivalem a 7/20,
1/20 equivale a 3 reais e
20/20 equivalem a 60 reais.
R) R$ 60,00.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 113 10/05/13 19:50
114
Recorde 3 é raiz da equação 5x + 4 = 19 porque, substituindo a incógnita
x por 3 na equação, tem-se: 5 × 3 + 4 = 19.
17. Em cada caso de a até h da tabela a seguir, verifique se o número dado
é raiz da equação correspondente:
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificarse os alunos estão
aptos a resolvê-las.
17. a) Sim;
b) Sim;
c) Sim;
d) Sim;
e) Não;
f) Sim;
g) Não;
h) Não.
18. a) x = 7/9;
b) x = 15/2;
c) x = –4/5;
d) x = –23/21;
e) x = –12.
19. a) R$ 4 100,00;
b) A ficou com 800;
B ficou com 400;
c) Um custou R$ 45,00 e
o outro, R$ 72,00;
d) 30 canetas.
Sugestões:
(Comece sempre pelo me-
nor valor)
a) Seja x o quanto Fátima
possui...
b) Seja x a quantidade de
cartas de A...
c) Seja x o menor dos
preços...
d) Seja x a quantidade
de canetas da primeira
gaveta...
18. Resolva as seguintes equações em seu caderno:
a) 3x –1 =
1
2
(5 – 3x) d) 4 (x + 2) = 1
3
1 9( – )x
b) x x
3
2
5
1– –= e)
1
3
(6 + 2x) =
1
4
(3x + 12)
c) 2
3 4
5
6
1
3
x x x
– = +
19. Resolva, usando equações:
a) Lúcia, Cláudia e Fátima têm, juntas, R$ 11 000,00. Lúcia tem o triplo de Cláudia,
e esta, R$ 500,00 a mais que Fátima. Calcule quanto Cláudia e Fátima têm juntas.
b) Dois carteiros, A e B, tinham 1 200 cartas para distribuir. Como o roteiro de B estava
situado mais longe e incluía mais ladeiras que o de A, os dois dividiram as cartas
entre si de modo que B ficou com a metade da quantidade de A. Calcule o número
de cartas que ficaram com A.
c) Paula pagou por dois objetos um total de R$ 117,00. Um deles custou R$ 27,00 a
mais que o outro. Calcule os preços dos dois objetos, em reais.
d) Ao fazer um levantamento do estoque de canetas da agência em que trabalha, An-
dreia encontrou um total de 108 unidades, distribuídas em três gavetas distintas. A
segunda gaveta continha 12 canetas a mais que a primeira, e a terceira, o dobro das
encontradas na segunda. Calcule o número de canetas encontradas na segunda gaveta.
Número Equação
a 2 3x – 2 = 4
b 0 x2 = 3x
c 3 x2 – 3x = 0
d 2 x2 – 5x + 6
e –1 x2 – 2x = – 1
f –3 (x + 4)(x + 3) = 0
g 0 (x + 4)(x – 1) = 0
h 1 3x + 8 = 2x – 3
Aprendendo em casa
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 114 10/05/13 19:50
115
20. Resolva, usando equações com coeficientes fracionários ou decimais:
a) Fábio pagou 2/3 de sua dívida e ainda ficou devendo R$ 120,00. Quanto Fábio devia
e quanto já pagou?
b) Adriana gastou 5/8 do que tinha na compra de um vestido e 2/7 na compra de uma
blusa, ficando ainda com R$ 10,00. Quanto custou cada objeto que Adriana comprou,
e quanto ela possuía inicialmente?
20. a) F á b i o d e v i a R $
360,00 e pagou R$
240,00;
b) Vestido = R$ 70,00;
blusa = 32,00.
Inicialmente ela pos-
suía: R$ 112,00.
Recorde: dada uma equa-
ção como x – y = 4, os pares
ordenados (7;3), (10; 6) e
diversos outros são soluções
da mesma (pois 7 – 3 = 4 . 10
– 6 = 4 etc.)
ATIVIDADES ORAIS
Todos os cinco pares orde-
nados são raízes da equação
x + y = 10;
Apenas o par (8,2).
No texto ao lado, mencio-
namos o fato de que os alunos
já estudaram como resolver
sistemas de equações usando
o método de adição ( 8º. ano,
capítulo 3). Se julgar conve-
niente, recorde como resolver
alguns sistemas usando o
método de adição. Este fato
propiciará aos alunos a esco-
lha do método que mais lhes
convier ao resolver sistemas.
Em particular, os sistemas do
exercício 37, página 119, são
ótimas opções para comparar
as resoluções pelos dois
métodos.
Lembre-se também, tal
como se fez para equações,
de recomendar que os alu-
nos usem a substituição dos
pares ordenados encontrados
ao resolver sistemas, nas
equações, para confirmar
se, efetivamente, são raízes
do sistema. Em particular,
destacar o fato de que um
par ordenado pode satisfazer
uma das equações sem que
satisfaça a outra (no caso de
sistemas de 2 equações).
Observe os pares ordenados de números a seguir e diga quais deles
são raízes da equação x + y = 10:
• (2,8)
• (8,2)
• (4,6)
• (3,7; 6,3)
• (–2; 12)
Qual o único dos pares anteriores que é também raiz da equação x – y = 6?
Você já sabe resolver sistemas de equações usando o método de adição.
Agora, você vai aprender um outro método que é muito útil, principal-
mente quando um dos quatro coeficientes das incógnitas for 1. Ele se
chama “método de substituição”.
No sistema a seguir, o coeficiente da incógnita x da segunda equação é 1.
2x + 4y = 18
x − y = 3 Podemos reescrever: 2x + 4y = 18
x = y + 3
Logo, como x = y + 3, podemos substituir o “x” da primeira equação
assim:
2(y + 3) + 4y = 18.
Resolvendo essa equação, temos:
2y + 6 + 4y = 18 2y + 4y = 18 – 6 6y = 12 y = 2.
Como x = y + 3, e y = 2, resulta: x = 2 + 3 x = 5.
Logo, a solução do sistema é x = 5 e y = 2.
Aprendendo em sala de aula
Resolvendo sistemas de equações e problemas
Explorando o que você já sabe
{ {
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 115 10/05/13 19:50
116
Vamos “verificar” o sistema:
2x + 4y = 18
x − y + 3
Isto é, vamos comprovar que as raízes encontradas estão corretas.
Para tanto, basta substituir os valores encontrados 5 e 2, para x e y,
respectivamente, nas equações do sistema.
Assim: 2 5 4 2 18
5 2 3
( ) ( )
–
+ =
=
Observação:
A passagem x – y = 3 x = y + 3 chama-se “explicitar” a equação
x – y = 3 para x. Observe que ela equivale a “isolar” a parcela em x no
primeiro membro, passando as demais para o segundo membro. Isto
favorece substituir o valor encontrado para x na outra equação, obtendo
assim uma equação em uma só incógnita.
21. Leia o problema e responda às perguntas relacionadas com ele.
Márcia comprou duas toalhas iguais e quatro caixas de leite de mesma
capacidade, pagando pela compra 18 reais. Cada toalha custou 3 reais
a mais que cada caixa de leite. Calcule o preço de uma dessas toalhas
e o preço de uma caixa de leite.
a) Quais artigos Márcia comprou e qual foi a quantidade de cada um?
b) Quanto Márcia pagou, ao todo, por essa compra?
c) Quantos reais a mais custa cada toalha em relação à caixa de leite?
d) O que se quer saber no problema?
e) Quantas incógnitas tem esse problema: uma ou duas?
22. Agora, vamos equacionar o problema anterior. Responda ou faça o que
se pede:
a) Se chamarmos de x o preço de cada toalha, que expressão representa o preço pago
por todas elas?
b) Se chamarmos de y o preço de cada caixa de leite, que expressão representa o preço
das caixas compradas?
c) Usando as variáveis x e y, que equação representa a despesa total que Márcia teve
nessa compra?
d) Usando as variáveis x e y, qual das duas equações representa que cada toalha custa
3 reais a mais que cada caixa de leite: x – y = 3 ou y – x = 3?
Verdadeiro (porque 10 + 8 = 18).
Verdadeiro.
Explore, após a observação:
Explicite para x:
a) x + 2y = 15;
b) x – 3y = 4;
c) 2x + 4y = 7.
Explicite para y:
d) x + 2y = 15;
e) x – 3y = 4;
f) 2x + 4y = 7.
Respostas:
a) x = 15 – 2y;
b) x = 4 + 3y;
c) x = (7 – 4y)/2;
d) y = (15 – x)/2;
e) y = (x – 4)/3;
f) y = (7 – 2x)/4.
21. a) Duas toalhas e quatro
caixas de leite;
b) 18 reais;
c) 3 reais;
d) O preço de cada toalha
e de cada caixa de lei-
te;
e) Duas.
22. a) 2x;
b) 4y;
c) 2x + 4y = 18;
d) x – y = 3.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
{
{
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 116 10/05/13 19:50
117
23. Observe que, ao equacionar o problema 21, obtivemos duas equações
que formam o sistema:
2 4 18
3
x y
x y
+ =
=–
Você viu que, ao resolver esse sistema na página anterior, obtivemos
x = 5 e y = 2. Use essas raízes para escrever a resposta do problema.
24. Observe o sistema:
5 10 600
71
x y
x y
+ =
+ =
a) Explicite a segunda equação para x.
b) Substitua o valor encontrado para x na primeira equação.
c) Resolva a equação na variável y que você obteve.
d) Você deve ter achado y = 49. Substitua esse valor na equação do item (a) e resolva
a equação na variável x resultante.
e) Você deve ter achado x = 22.
f) Verifique que os valores encontrados para x e y satisfazem às duas equações do sis-
tema, isto é, substitua-os nas duas equações e verifique que obterá duas igualdades
numéricas.
25. Paulo retirou R$ 600,00 em umcaixa eletrônico. Ao conferir, observou ter
recebido notas de R$ 5,00 e R$ 10,00 em um total de 71 notas. Quantas
notas de cada valor Paulo recebeu?
a) Chame de x o total de notas de 5 reais re-
cebidas por Paulo. Qual é a expressão que
representa a quantidade de reais recebida
em notas de 5 reais?
b) Chame de y o total de notas de 10 reais
recebidas por Paulo. Qual é a expressão
que representa a quantidade de reais re-
cebida em notas de 10 reais?
c) Qual é a equação contendo as variáveis x
e y que representa os 600 reais recebidos?
d) Qual é a equação contendo as variáveis x
e y que representa o total de notas rece-
bidas?
26. Ao resolver o problema anterior, você encontrou duas equações que
formam o sistema:
5 10 600
71
x y
x y
+ =
+ =
Você já resolveu esse sistema e encontrou x = 22 e y = 49. Use esse
resultado para escrever a resposta ao problema anterior.
23. Cada toalha custou 5
reais e cada caixa de leite
custou 2 reais.
24. a) x = 71 – y;
b) 5 (71 – y) + 10y = 600;
c) y = 49;
d) x = 22;
f) Tarefa do aluno.
Comente que a raiz do
sistema do exercício 24 é
(22; 49), isto é, este “par orde-
nado” significa que x = 22 e
y = 49.
25. a) 5x;
b) 10y;
c) 5x + 10y = 600;
d) x + y = 71.
26. Paulo recebeu 22 notas de
R$ 5,00 e 49 notas de R$
10,00.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
{
{
{
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 117 10/05/13 19:50
118
Resolver o sistema 2 3 7
3 2 8
x y
x y
+ =
+ =
pelo método de substituição.
Explicitando a primeira equação para x, temos: 2 7 3
7 3
2
x y x
y
= =
−
– .
Substituindo esse valor de x na segunda equação, temos:
3
7 3
2
2 8
21 9
2
2 8
−
+ =
−
+ =
y
y
y
y
Multiplicando os dois membros por 2:
21 – 9y + 4y = 16 –9y + 4y = 16 – 21 –5y = –5 y = –
–
5
5
y = 1
Substituindo esse valor na segunda equação, resulta:
3x + 2 (1) = 8 3x + 2 = 8 3x = 8 – 2 3x = 6 x =
6
3
x = 2
Concluímos que a solução do sistema é (2;1).
27. Discuta com seus colegas e escreva uma frase que responda à seguinte
pergunta: por que é importante saber resolver sistemas de equações?
28. Márcia comprou 2 pacotes de biscoito e 3 caixas de leite pagando
7 reais pela compra. Se tivesse comprado 3 pacotes de biscoito e duas
caixas de leite, teria pago 8 reais. Qual foi o preço de um pacote de
biscoito e uma caixa de leite que Márcia comprou?
Represente por x o preço do pacote de biscoito e por y o preço da caixa
de leite.
a) Qual é a equação que representa a compra de Márcia que ficou em 7 reais?
b) Qual é a equação que representa a compra de Márcia que ficaria em 8 reais?
c) Qual é o sistema de equações formado pelas equações dos itens (a) e (b)?
d) Esse sistema já foi resolvido no exemplo anterior. Use as raízes dele para escrever
a resposta ao problema.
{
27. Possível resposta: porque
elas são muito úteis para
resolver problemas com
mais de uma incógnita.
28. a) 2x + 3y = 7;
b) 3x + 2y = 8;
c) 2x + 3y = 7;
3x + 2y = 8.
d) 1 pacote de biscoito
custa R$ 2,00 e 1 caixa
de leite custa R$ 1,00.
Não. Ele
pode ser usado
sempre. No caso de
coeficiente 1, a resolução
fica mais fácil, mas veja
um exemplo no qual
nenhum coeficiente
é igual a 1:
Professor, o
método de substituição
só serve quando um dos
coeficientes é 1?
{
( )
⇒
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 118 10/05/13 19:50
119
Veja exemplos de sistemas cujas equações têm coeficientes que são
frações ou decimais:
1º EXEMPLO:
(A)
x y x y
x y
+
− =
−
+ =
3
2
4
2
3
Multiplicando os dois membros da equação x y x y+ − = −
3
2
4
2
por 6
(m.m.c. dos denominadores 2 e 3), temos:
6
3
6 2
6 4
2
( ) ( )x y x y+
− × =
− 2(x + y) – 12 = 3(x – 4y)
2x + 2y – 12 = 3x – 12y 2x – 3x + 2y + 12y = 12 –x + 14y = 12.
Logo, o sistema pode ser reescrito assim:
− + =
+ =
x y
x y
14 12
3
Resolvendo esse sistema, obtêm-se as raízes x = 2 e y = 1.
2º EXEMPLO:
(B) 0 2 0 3 0 7
0 03 0 02 0 08
, , ,
, , ,
x y
x y
+ =
+ =
Multiplicando os dois membros da primeira equação por 10 e os dois
membros da segunda equação por 100, teremos o novo sistema equi-
valente:
2 3 7
3 2 8
x y
x y
+ =
+ =
Resolvendo-o, encontram-se as raízes x = 2 e y = 1.
Professor, os
coeficientes das equações
de um sistema são sempre
números inteiros?
Não! Eles podem ser
frações, decimais,
irracionais, enfim, qualquer
tipo de número real.
{
{
{
{
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 119 10/05/13 19:50
120
29. Resolva os sistemas a seguir e confira as respostas
1º)
1
2
3
2
2
1
2
1
2
y x
x y
= −
+ =
4º)
3
4
5
2
8
2
3
2
5
x y
y x
+ =
= −
7º)
2º)
1
3
1
3
1
1
2
0
x y
y x
− =−
+ =
5º)
7
2
5
4
12
4
3
2
4
x y
y x
– –=
= +
8º)
3º) 6º)
Respostas:
1º) (1, –1) 3º) (12, 12) 5º) (–2, 4) 7º) (1, 2)
2º) (–2, 1) 4º) (4, 2) 6º) (5, 12) 8º) (2, 1)
30. Resolva, usando sistemas de duas equações:
Geraldo e Haroldo têm, juntos, R$ 16 000,00. Geraldo tem R$ 4 000,00 a mais que
Haroldo.
Quanto possui cada um deles?
Você deve estar pensando: como será que se inventa um sistema
de equações?
Observe, a seguir, como é simples inventar um desses sistemas:
Inicialmente, inventamos o primeiro membro de duas equações quais-
quer com duas incógnitas. Por exemplo:
Primeira: 3x – 2y =
Segunda: 4x + y =
Depois, escolhemos as raízes que queremos que elas tenham. Por
exemplo, x = 1 e y = 2.
Então, devemos ter como segundo membro da primeira equação
3 (1) – 2 (2) = 3 – 4 = –1
E, como segundo membro da segunda equação,
4 (1) + 2(1) = 4 + 2 = 6
Logo, devemos escrever o sistema: 3 2 1
4 6
x y
x y
− =−
+ =
29. As respostas encontram-
-se no livro do aluno.
30. Geraldo possui:
R$ 10 000,00;
Haroldo possui:
R$ 6 000,00.
{
{{
{
{
{
{
{
{
x
2
+
y
3
= 10
x
3
+
y
2
= 10
x + 1
3
−
y
4
= −1
y
3
−
3x + 1
4
= 0
3x − 6
10
+ 3 −
5y − 4
2
=
5y
2
y − x
4
+
x
8
−
7x − 5y
3
= y − 2x
0,3x + 0,4y = 1,1
0,5x + 0,2y = 0,9
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 120 10/05/13 19:50
121
31. Agora, resolva o sistema inventado e verifique que as raízes são as que
escolhemos.
32. Quais devem ser os números do segundo membro das duas equações
a seguir para que a solução do sistema seja x = 3 e y = 4?
33. Invente um sistema cujas raízes sejam x = 4 e y = 5.
34. Invente um sistema cujas raízes sejam x = –2 e y = –4.
35. Invente um sistema cujas raízes sejam x = 0,5 e y = 1,5.
36. Resolva, usando sistemas de equações:
a) Um cliente apresentou um cheque de R$ 700,00 ao caixa do banco e pediu que ele
fosse pago em notas de R$ 5,00 e R$ 10,00, num total de 100 notas. Se você traba-
lhasse no caixa, quantas notas de cada valor daria ao cliente?
b) Maura comprou um pote de margarina e um creme dental e pagou pela compra
R$ 2,58. Marta comprou, na mesma loja, dois potes de margarina e um creme dental
e pagou R$ 3,86. Se os artigos comprados foram de mesma marca e mesma capa-
cidade, calcule o preço de cada um.
c) Laura foi à cantina e pagou R$ 1,10 por 3 pastéis e um copo de leite. Mariza pagou
R$ 1,00 por 2 pastéis e dois copos de leite. Qual é o preço do pastel? E do copo de
leite?
d) Fernanda comprou na can-
tina 2 salgados e um picolé
e pagou R$ 1,80. Nei com-
prou 4 salgados e 4 picolés
e pagou R$ 5,20. Qual é o
preço do salgado? E do pico-
lé?
37. Resolva os sistemas:
a)
7a + 4b = 7
2a + 4b = 2
c)
5x + 2y= 22
2x + 3y = 11
e)
3x – 2y = 10
5x + 4y = 2
b)
10x +2y =6
–5x +2y =–9
d)
2x + y = 1
3x – 4y = 29
{
31. Verificação do aluno.
32. 3x – 2y = 1
4x + y = 16
33. Respostas variadas.
34. Respostas variadas.
35. Respostas variadas.
Invente um problema re-
lacionado com o sistema do
exercício 37 (c).
Faça breve abordagem oral
sobre as atividades do “Apren-
dendo em casa” para verificar
se os alunos estão aptos a
resolvê-las.
Sugestõessobre como re-
solver, usando aritmética, os
exercícios 36 (a), (b) e (c).
36. a) Dando 100 notas de 10
reais, resultaria um total
de 1 000,00. Cada vez
que troco duas notas
de 10 reais por 2 de
5 reais, a importância
se reduz em 10 reais.
Como tenho que re duzir
300 reais para chegar
aos 700 reais de sejados,
devo fazer 300 : 10 = 30
substituições, ou seja,
devo pagar com 60 notas
de 5 reais (300 reais),
mais 40 notas de 10 reais
(400 reais);
b) Basta observar que as
diferenças dos dois to-
tais pagos é exatamen-
te o preço de um pote
de margarina. Logo,
3,86 – 2,58 = 1,28. Por-
tanto, o preço do creme
dental é 2,58 – 1,28 =
1,30;
c ) Por 6 pastéis e 2 copos
de leite, ela pagaria 2,20.
Como pagou 1,00 por
2 pastéis e 2 copos de
leite, a diferença de 1,20
corresponde ao preço de
4 pastéis e, portanto,
cada um deles custa 0,30.
O copo de leite custa
1,10 – 3(0,30) = 0,20.
36. a) 60 notas de R$ 5,00 e 40
notas de R$ 10,00;
b) O preço da margarina
é R$ 1,28 e o preço do
creme dental é R$ 1,30;
c) O preço do pastel é
R$ 0,30; o preço do leite
é R$ 0,20;
d) O preço do salgado é
R$ 0,50; o preço do
picolé é R$ 0,80.
37. a) a = 1; b = 0;
b) x = 1; y = –2;
c) x = 4; y = 1;
d) x = 3; y = –5;
e) x = 2; y = –2.
Jú
li
a
B
ia
nc
hi
, 2
00
6
R
E
S
P
O
S
TA
S
R
E
S
O
LV
E
N
D
O
(
A
),
(
B
)
E
(
C
)
U
S
A
N
D
O
A
R
IT
IM
É
T
IC
A
{
{
{
{
{
{
Aprendendo em casa
3x – 2y =
4x + y =
?
?
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 121 10/05/13 19:50
122
Você sabe como reconhecer o grau de polinômio com uma variável.
Também as equações com uma variável são classificadas pelo grau.
Em particular, você já resolveu diversas equações do primeiro grau.
As equações do primeiro grau são equações que podem ser colocadas
na forma:
ax = b
O coeficiente a representa qualquer número real diferente de zero e o
coeficiente b representa qualquer número real.
Veja alguns exemplos de equações do primeiro grau:
1o) 4x + 4 – x = 19 – 5x 4x – x + 5x = 19 – 4 8x = 15
2o) 4 – 3x – 2 +x = 18 – 3x – 3x + x + 3x = 18 – 4 + 2 x = 16
3o) 7x = 14
4o) 8x – 9 = 0 8x = 9
5o) – 3x + 12 = 0 –3x = –12
38. Escreva cada uma das equações a seguir, na forma ax = b:
a) 5x – 3 + 6x = 21 – 7x + 3
b) 5 + 7x – 3 = 21 – 5x + 5
ATIVIDADES ORAIS
• Porque o maior expoente
de variável x é 5.
• (h) e (i).
• (f) e (g).
• (a) e (c).
• (d) e (e).
Esclareça:
1) No segundo exemplo (x
= 16), o coeficiente de x é 1;
2) No quinto exemplo, se
multiplicarmos os dois mem-
bros da equação –3x = –12
por –1, obteremos a equação
equivalente 3x = 12;
3) Em todas as situações,
de ax = b obtém-se x = b/a.
Use essa observação para
pedir as raízes das equações
dadas (simplificadas, se for
o caso).
38. a) 18x = 27;
b) 12x = 24.
Observe os polinômios da coluna à direita:
• Por que o polinômio da letra (b) é do quinto grau?
Dê as letras correspondentes aos polinômios:
• Do primeiro grau.
• Do segundo grau.
• Do terceiro grau.
• Do quarto grau.
a) 2 + 3x3
b) 2x5 – 5x + 4x3
c) x – 3x3
d) 5x4 – 3x2
e) 3x3 –5x + 2x4
f) 3x2 –5x + 4
g) x2 + 4x
h) 9 – 7x
i) 13 + 5x
Aprendendo em sala de aula
Explorando o que você já sabe
As expressões fatoradas e as equações
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 122 10/05/13 19:50
123
39. Resolva as duas equações do primeiro grau do exercício anterior.
40. Dê exemplos de equação da forma ax = b, tais que os coeficientes a e
b satisfaçam às seguintes condições:
a) a é positivo e b é positivo.
b) a é positivo e b é negativo.
c) a é negativo e b é negativo.
d) a é negativo e b é positivo.
41. Resolva as quatro equações que você inventou no exercício anterior.
42. V ou F:
a) Resolvendo a equação ax = b, obtemos: x =
b
a
(a ≠ 0).
b) Se a e b são positivos, a raiz da equação ax = b é positiva.
c) Se a e b são negativos, a raiz da equação ax = b é positiva.
d) Se a e b têm sinais opostos (um é positivo e outro é negativo), a raiz da equação
ax = b é positiva.
43. Observe os seguintes produtos de binômios do primeiro grau:
(A) (x – 3) (x – 4)
(B) (x – 5) (x + 6)
(C) (x + 2) (x + 6)
a) Substitua x por 3 em (A) e calcule o produto.
b) Substitua x por 4 em (A) e calcule o produto.
c) Substitua x por 5 em (B) e calcule o produto.
d) Substitua x por –6 em (B) e calcule o produto.
e) Substitua x por –2 em (C) e calcule o produto.
f) Substitua x por –6 em (C) e calcule o produto.
44. Use os resultados obtidos no exercício anterior e diga quais são as duas
raízes de cada uma das seguintes equações:
a) (x – 3) (x – 4) = 0 b) (x – 5) (x + 6) = 0 c) (x + 2) (x + 6) = 0
45. Observe a equação:
(x – 3) (x – 4) (x – 5) = 0
a) Use o que você já observou nos exercícios anteriores e diga quais são as raízes da
equação.
b) Justifique sua resposta ao item (a).
39. a) x = 27/18 x = 3/2;
b) x = 24/12 x = 2.
40. Tarefa do aluno.
41. Tarefa do aluno.
42. a) V;
b) V;
c) V;
d) F.
Explore, perguntando se é
verdadeiro ou falso:
a) Se o produto de dois
números é zero, pelo
menos um deles é zero;
b) Se em uma multiplica-
ção um dos fatores é
zero, o produto é zero.
43. a) 0;
b) 0;
c) 0;
d) 0;
e) 0;
f) 0.
Peça que justifiquem por
que todos os produtos são
iguais a zero.
Escreva o produto:
(x – 4) (x – 8) = 0 e pergunte
qual é a conclusão correta:
1a) x = 4 e x = 8;
2a) x = 4 ou x = 8.
Justifique que a correta é
a 2a porque x não pode repre-
sentar, simultaneamente, os
números 4 e 8 (o e significa
simultaneidade, isto é, ao
mesmo tempo).
44. a) 3 e 4;
b) 5 e –6;
c) –2 e –6.
45. a) 3, 4 e 5;
b) São os números que
tornam o primeiro
membro da equação
igual a zero.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 123 10/05/13 19:50
124
Você já usou a fórmula:
(x + a) (x + b) = x2 + Sx + P, onde S = a + b e P = a.b.
para calcular os produtos:
(x + 4) (x + 7) e (x + 5) (x – 4)
Em (x + 4) (x + 7) S = 4 + 7 = 11 e P = 4 x 7 = 28.
Logo, (x + 4) (x + 7) = x2 + 11x + 28.
Em (x + 5) (x – 4) S = 5 – 4 = 1 e P = (5) (– 4) = –20.
Logo, (x + 5) (x – 4) = x2 + x – 20.
46. Usando a fórmula (x + a) (x + b) = x2 + Sx + P, calcule S e P em cada
caso para verificar que:
a) (x – 3) (x – 4) = x2 – 7x + 12
b) (x – 5) (x + 6) = x2 + x – 30
c) (x + 2) (x + 6) = x2 + 8x + 12
47. Você já sabe que:
As raízes das equações são, respectivamente
(x – 3) (x – 4) = 0 x1 = 3 e x2 = 4
(x – 5) (x + 6) = 0 x1 = 5 e x2 = –6
(x + 2) (x + 6) = 0 x1 = – 2 e x2 = –6
Agora use os resultados do exercício 46 e escreva, em seu caderno,
quais são as raízes das equações:
a) x2 – 7x + 12 = 0
b) x2 + x – 30 = 0
c) x2 + 8x + 12 = 0
As equações:
x2 – 7x + 12 = 0, x2 + x – 30 = 0 e x2 + 8x + 12 = 0
chamam-se equações do segundo grau.
Se depois de reduzirmos os termos semelhantes de uma equação
ela puder ser escrita na forma:
ax2 + bx + c = 0
sendo a, b, c, números reais e a diferente de zero, dizemos que
ela é uma equação do segundo grau.
46. Tarefa do aluno.
Esclareça que, no quadro
do exercício 47, usamos x
1
e
x
2
para representar as duas
raízes exatamente porque são
números diferentes (3 e 4) e,
portanto, não poderiam ser
representados simplesmente
pela letra x usando, entre
eles, o conectivo “e”.
47. a) x
1
= 3; x
2
= 4;
b) x
1
= 5; x
2
= –6;
c) x
1
= –2; x
2
= –6.
Destaque para os alunos a
razão pela qual o coeficiente
a da equação
ax2 + bx + c = 0
não pode ser zero: este fato
anularia o termo ax2 e faria
com que a equação não mais
fosse de segundo grau. No
exercício 49, ele concluirá
que os demais coef icien-
tes b e c podem ou não se
anular separada ou simulta-
neamente.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 124 10/05/13 19:50
125
48. Os números dados na primeira coluna da tabela a seguir são raízes das
equações do segundo grau vistas à direita deles. Verifique este fato,
substituindo-os nas equações correspondentes:
48. Tarefado aluno.
49. a) –2x2 + 4x – 11 = 0
a = –2
b = 4
c = –11;
b) 7x2 + 0x – 9 = 0
a = 7
b = 0
c = –9;
c) 2x2 – 4x + 11 = 0
a = 2
b = –4
c = 11;
d) –3x2 – 5x + 0 = 0
a = –3
b = –5
c = 0;
e) –2x2 + 0x – 11 = 0
a = –2
b = 0
c = –11;
f) nx2 + px + k = 0
a = n
b = p
c = k
g) –2x2 – 4x + 9 = 0
a = –2
b = –4
c = 9;
h) –19x2 + 0x + 0 = 0
a = –19
b = 0
c = 0;
i) –2x2 + 4x + 0 = 0
a = –2
b = 4
c = 0;
j) x2 – 3x + 8 = 0
a = 1
b = –3
c = 8;
k) 3x2 – 1/2x + 6 = 0
a = 3
b = –1/2
c = 6;
l) 8,3x2 – 0,4x + 31,2 = 0
a = 8,3
b = –0,4
c = 31,2;
m) 1/2x2 – 3/4x + 4 = 0
a = 1/2
b = –3/4
c = 4.
?
Números Equações
2 e 3 x2 – 5x + 6 = 0
–1 e –5 x2 + 6x + 5 = 0
–
1
2
2e 2x2 – 3x – 2 = 0
49. Em cada equação a seguir, ordene e complete o polinômio do primeiro
membro e depois identifique os coeficientes a, b e c, escrevendo as
respostas em seu caderno:
Equações do segundo grau: ax2 + bx + c = 0 (a ≠ 0)
A –2x2 + 4x – 11 = 0 a = b = c =
B –9 + 7x2 = 0 a = b = c =
C 2x2 – 4x + 11 = 0 a = b = c =
D –5x – 3x2 = 0 a = b = c =
E –2x2 – 11 = 0 a = b = c =
F nx2 + px + k = 0 a = b = c =
G –2x2 – 4x + 9 = 0 a = b = c =
H –19x2 = 0 a = b = c =
I –2x2 + 4x = 0 a = b = c =
J x2 – 3x + 8 = 0 a = b = c =
K 3
1
2
6 02x x– + = a = b = c =
L 8,3x2 – 0,4x + 31,2 = 0 a = b = c =
M 1
2
3
4
4 02x x− + = a = b = c =
? ?
?
?
? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
? ? ?
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 125 10/05/13 19:50
126
Você viu que resolver uma equação do segundo grau, quando ela está
fatorada, é fácil.
Por exemplo, como as equações
x2 – 7x + 12 = 0 e x2 + x – 30 = 0
foram dadas inicialmente fatoradas, (x – 3) (x – 4) = 0 e (x – 5) (x + 6) = 0,
respectivamente, bastou verificar os valores que anulam seus fatores: 3 e 4
para a primeira equação e 5 e –6 para a segunda equação, encontrando
assim as raízes delas.
Agora, você verá como proceder para resolver uma equação dada na
forma ax2 + bx + c = 0, sem estar fatorada.
Existem dois processos de resolução que você passará a aprender nas
próximas atividades em sala de aula.
Antes, porém, faça as atividades propostas para casa a seguir.
50. Escreva cada uma das equações a seguir na forma ax = b:
a) 8x – 4 + 5x = 19 – 3x + 30
b) 15 + 9x – 7 = 18 – 3x + 9
51. Resolva as duas equações do primeiro grau do exercício anterior:
52. Observe os seguintes produtos de binômios do primeiro grau:
(A) (x – 5) (x – 6)
(B) (x – 3) (x + 4)
(C) (x + 2) (x – 9)
a) Substitua x por 5 em (A) e calcule o produto.
b) Substitua x por 6 em (A) e calcule o produto.
c) Substitua x por 3 em (B) e calcule o produto.
d) Substitua x por –4 em (B) e calcule o produto.
e) Substitua x por –2 em (C) e calcule o produto.
f) Substitua x por +9 em (C) e calcule o produto.
53. Use os resultados obtidos no exercício anterior e diga quais são as duas
raízes de cada uma das seguintes equações:
(A) (x – 5) (x – 6) = 0
(B) (x – 3) (x + 4) = 0
(C) (x + 2) (x – 9) = 0
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
50. a) 16x = 53;
b) 12x = 19.
51. a) x = 53/16;
b) x = 19/12.
52. a) 0;
b) 0;
c) 0;
d) 0;
e) 0;
f) 0.
53. (A) 5 e 6; (B) 3 e – 4; (C)
–2 e +9.
Aprendendo em casa
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 126 10/05/13 19:50
127
54. Observe a equação:
(x – 4) (x – 6) (x + 8) = 0
a) Use o que você já observou nos exercícios anteriores e diga quais são as raízes da
equação.
b) Justifique sua resposta ao item (a).
55. Usando a fórmula (x + a) (x + b) = x2 + Sx + P calcule S e P para verificar
que:
a) (x – 5) (x – 6) = x2 – 11x + 30
b) (x – 3) (x + 4) = x2 + x – 12
c) (x + 2) (x – 9) = x2 – 7x – 18
56. No exercício 53 você concluiu que:
(A) As raízes da equação (x – 5) (x – 6) = 0 são: x1 = 5 e x2 = 6
(B) As raízes da equação (x – 3) (x + 4) = 0 são: x1 = 3 e x2 = –4
(C) As raízes da equação (x + 2) (x – 9) = 0 são: x1 = –2 e x2 = 9
Use estes resultados e diga quais as raízes das equações a seguir.
Justifique suas respostas.
(A) x2 – 11x + 30 = 0 (B) x2 + x – 12 = 0 (C) x2 – 7x – 18 = 0
54. a) 4, 6, –8;
b)Porque 4, 6 e –8 são os
únicos números que
anulam o 1º membro.
55. Tarefa do aluno.
Professor(a): Na margem
da página 123 já f izemos
uma observação que julga-
mos conveniente repetir aqui.
Observe que nas equações do
exercício 56, existem dois va-
lores distintos para x que são
raízes. Para exibi-las, temos
duas opções. Por exemplo,
no caso A ou escrevemos
x = 5, ou x = 6 (“ou” porque
x não pode, simultaneamente
ser 5 e 6), ou escrevemos
x
1
= 5 e x
2
= 6, usando índices
significando que são valores
não simultâneos de x.
56. Raízes:
A) x
1
= 5; x
2
= 6;
B) x
1
= 3; x
2
= –4;
C) x
1
= –2; x
2
= 9.
Justificativa: pelo exer-
cício 55, as equações dadas
são equivalentes às equações
do exercício 53. Logo, têm as
mesmas raízes.
ATIVIDADES ORAIS
• a = –3; b = 7; c = –18.
• a = 5; b = 0; c = –8.
• a = 7; b = –9; c = 1.
• a = –9; b = –8; c = 0.
• a = t; b = r; c = s.
• a = –8; b = –9; c = 10.
• a = –3; b – 0; c = 0.
• a = –8; b = 7; c = 0.
Observe cada equação do segundo grau a seguir e diga quais são os
seus coeficientes a, b e c:, quando colocadas na forma ax2 + bx + c = 0
• –3x2 + 7x – 18 = 0
• –8 + 5x2 = 0
• 7x2 – 9x + 1 = 0
• –8x – 9x2 = 0
• tx2 + rx + s = 0
• –8x2 – 9x + 10 = 0
• –3x2 = 0
• –8x2 + 7x = 0
Explorando o que você já sabe
Resolvendo equações do segundo grau
S
on
S
al
va
do
r
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 127 10/05/13 19:50
128
Você já sabe que, se um produto de dois números é zero, pelo menos
um deles deve ser igual a zero. Em linguagem matemática, este fato se
representa assim:
Se a . b = 0, então a = 0 ou b = 0.
Por exemplo,
se 4(x – 3) = 0, como 4 0, concluímos que x – 3 = 0, ou seja, x = 3.
Se 3x(x – 5) = 0, concluímos que ou 3x = 0, ou x – 5 = 0, o que nos dá
duas raízes:
x1 = 0 e x2 = 5
Se 9x2 = 0, como 9x2 = 9x . x, concluímos que existem duas raízes iguais:
x1 = 0 e x2
= 0.
57. Complete, em seu caderno, o que deve substituir corretamente as letras
da tabela a seguir:
57. a) x – 7 = 0 ou x – 4 = 0;
b) x
1
= 7 e x
2
= 4;
c) x + 3 = 0 ou x – 3 = 0;
d) x
1
= –3 e x
2
= 3;
e) 2x = 0 ou x – 10 = 0;
f) x
1
= 0 e x
2
= 10;
g) x = 0 ou x = 0;
h) x
1
= 0 e x
2
= 0.
Recomende ou explore a
leitura de:
“Equação do segundo
grau”
Coleção Pra que serve a
Matemática?
Imenes – Jakubo – Lellis.
Atual Editora
Se soubermos
que
podemos concluir
que
ou seja, teremos as
duas raízes
(x – 2) (x – 3) = 0 x – 2 = 0 ou x – 3 = 0 x1 = 2 e x2 = 3
(x – 5) (x + 3) = 0 x – 5 = 0 ou x + 3 = 0 x1 = 5 e x2 = – 3
7x (x – 4) = 0 7x = 0 ou x – 4 = 0 x1 = 0 e x2 = 4
5x2 = 0 x = 0 ou x = 0 x1 = 0 e x2 = 0
(x – 7) (x – 4) = 0 a b
(x + 3) (x – 3) = 0 c d
2x(x – 10) = 0 e f
0,35x2 = 0 g h
Aprendendo em sala de aula
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 128 10/05/13 19:50
129
RESOLVENDO EQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU USANDO
FATORAÇÃO
Você já sabe que:
1o) A equação 3x(x – 4) = 0 tem as raízes x1 = 0 e x2 = 4.
2o) Podemos escrever: 3x(x – 4) = (3x) (x) – (3x) (4) = 3x2 – 12 x.
Logo, se você souber a “passagem inversa” que transforma
3x2 – 12x no produto 3x(x – 4), será fácil resolver a equação incompleta
3x2 – 12 x = 0.
Ela será equivalente à equação 3x(x – 4) = 0 e, portanto, suas raízes serão
x1 = 0 e x2 = 4
Essa “passagem inversa” chama-se “fatoração”.
Existem diversos tipos de fatoração. Em particular, o que estamos abor-
dando chama-se “colocar o fator comum em evidência”.
Vejamos como obter a igualdade 3x2 – 12x = 3x(x – 4).
Se calcularmos o m.d.c. de 3x2 e 12x, encontraremos 3x. Este é o fator
que deve ser colocado em evidência.
Para “descobrir” o outro fator (x – 4), basta dividir sucessivamente
3x2e –12x por 3x.
Assim:
(3x2) : (3x) = x e (–12x) : (3x) = –4
Finalmente, escrevemos a igualdade:
3x2 – 12 x = 3x(x – 4)
Resumindo, temos:
Reveja com os alunos o
cálculo do m.d.c. de expres-
sões numéricas e expressões
literais.
Sugestões: dados
a = 23 x 32 x 5,
b = 22 x 33,
c = 24 x 3 x 5, calcule o
m.d.c. de a e b, a e c, b e
c, usando a regra dos expo-
entes: produto dos fatores
comuns, cada um com seu
menor expoente.
Idem,
a = 4x3 y2x5,
b = 8x2 y3,
c = 12x4 y3 z5:
fatore 4, 8 e 12 e calcu-
le o m.d.c. de a e b, a e
c, b e c, usando a regra dos
expoentes.
Em casa, os alunos de-
vem anotar, no caderno, a
tabela em destaque, no fim
da página.
Equação dada 3x2 – 12x = 0
Colocando o fator comum 3x em evidência.
(3x é o m.d.c. de 3x2 e 12x) 3x(x – 4) = 0
Se o produto é zero, então um dos fatores é zero.
3x = 0
ou
x – 4 =0
Resolvendo a equação 3x = 0. 3x = 0 x = 0
Resolvendo a equação x – 4 = 0. x – 4 = 0 x = 4
As raízes de 3x2 – 12 = 0 são x1 = 0 e x2 = 4.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 129 10/05/13 19:50
130
58. Resolva as seguintes equações incompletas do segundo grau, calcu-
lando o m.d.c. dos seus termos e o colocando como fator comum em
evidência:
a) 4x2 – 16x = 0 c) x2 – 16x = 0
b) 3x2 – 27x = 0 d) 5x2 – 15x = 0
59. Resolva as seguintes equações do primeiro grau:
a) 2x – 3 = 0 c) 9x – 1 = 0 e) 3x – 8 = 0
b) 5x + 3 = 0 d) 3x – 1 = 0
60. Agora, use o método do fator em evidência e os resultados anteriores
para encontrar as raízes das seguintes equações do segundo grau:
a) 12x2 – 18x = 0 c) 27x2 – 3x = 0 e) 9x2 – x = 0
b) 25x2 + 15x = 0 d) 21x2 – 7x = 0 f) 3x2 – 8x = 0
Você já sabe como calcular o produto da soma pela diferença de dois
números.
Fatorações:
58. a) 4x(x – 4) = 0;
b) 3x(x – 9) = 0;
c) x(x – 16) = 0;
d) 5x(x – 3) = 0.
As raízes em cada caso são:
a) x
1
= 0 e x
2
= 4;
b) x
1
= 0 e x
2
= 9;
c) x
1
= 0 e x
2
= 16;
d) x
1
= 0 e x
2
= 3.
59. a) 3/2;
b) –3/5;
c) 1/9;
d) 1/3;
e) 8/3.
60) Fatorações:
(a) 6x(2x – 3) = 0;
(b) 5x(5x + 3) = 0;
(c) 3x(9x – 1) = 0;
(d) 7x(3x – 1) = 0;
(e) x(9x – 1) = 0;
(f) x(3x – 8) = 0.
Raízes:
a) x
1
= 0 e x
2
= 3/2;
b) x
1
= 0 e x
2
= –3/5;
c) x
1
= 0 e x
2
= 1/9;
d) x
1
= 0 e x
2
= 1/3;
e) x
1
= 0 e x
2
= 1/9;
f) x
1
= 0 e x
2
= 8/3.
Explore mais exemplos de equa-
ções como as do exercício 61, do
tipo x2 = a, a positivo (não sendo
quadrado perfeito).
É conveniente mostrar aos
alunos que existem equações do
segundo grau que não possuem
raízes. Sugiro explorar equações
do tipo (x – b)2 + c = 0, sendo
b um número real qualquer e
c um positivo. Como o menor
valor de (x – b)2 é zero, quando
x = b, a soma desta parcela com
um positivo é um positivo, ou
seja, o primeiro membro não
se anula para nenhum valor de
x. Logo, a equação não possui
raízes. Faça isto como valores par-
ticulares como sugiro: a equação
x2 – 6x +10 = 0 não tem raízes
porque equivale a (x – 3)2 + 1= 0
que é sempre maior que ou igual
a l. Como não existem valores de
x que a anulem, ela não tem raízes.
61. a) (x + 9) (x – 9) = 0;
x
1
= –9;
x
2
= 9.
b) (y + 7) (y – 7) = 0;
y
1
= –7;
y
2
= 7.
c) (2x + 5) (2x – 5) = 0;
x
1
= –5/2;
x
2
= 5/2.
devemos procurar dois números ou monômios tais que o primeiro seja o
quadrado do primeiro termo, e o segundo, o quadrado do segundo termo.
Depois, escrever o produto da soma desses números ou monômios pela
diferença deles.
Como 36 é o quadrado de 6 e 16 é o quadrado de 4, as duas primei-
ras equações são facilmente fatoráveis e, portanto, é fácil encontrar
suas raízes.
x2 – 36 = 0 (x + 6) (x – 6) = 0 x + 6 = 0 ou x – 6 = 0 x1 = –6 e x2 = +6
y2 – 16 = 0 (y + 4) (y – 4) = 0 y + 4 = 0 ou y – 4 = 0 y1 = –4 e y2 = 4
Para a terceira equação, observe que 9x2 é o quadrado de 3x, e 4 é
o quadrado de 2.
Portanto, podemos calcular:
9x2 – 4 = 0 (3x + 2) (3x – 2) = 0 3x + 2 = 0 ou 3x – 2 = 0
x1 = –
2
3
e x2 = + 2
3
61. Fatore o primeiro membro de cada equação e calcule suas raízes:
a) x2 – 81 = 0 b) y2 – 49 = 0 c) 4x2 – 25 = 0
Vamos relembrar al-
guns desses produtos:
(x + 6) (x – 6) = x2 – 62 = x2 – 36
(y + 4) (y – 4) = y2 – 42 = y2 – 16
(3x + 2) (3x – 2) = (3x)2 – (2)2 = 9x2 – 4
Observe, então, que para
fatorar o primeiro membro
das equações ao lado:
x2 – 36 = 0
y2 – 16 = 0
9x2 – 4 = 0
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 130 10/05/13 19:50
131
RESOLVENDO EQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU
USANDO FÓRMULAS
Você verá, a seguir, como é fácil resolver equações do segundo grau
usando fórmulas. Para isto, basta que você saiba identificar quais
os números que representam os coeficientes a, b e c da equação
ax2 + bx + c = 0 e calcular raízes quadradas, seja por tentativas, seja
usando calculadora, seja por simplificação de radicais.
Veja, a seguir, um exemplo de como resolver uma equação do segundo
grau usando fórmulas.
Veja, também, como verificar se as raízes encontradas estão corretas,
isto é, se não houve engano ao serem efetuados os cálculos.
Para resolver a equação: ax2 + bx + c = 0 , a ≠ 0
Se julgar conveniente, retome
os exemplos de equações im-
possíveis e equações com raízes
iguais, relacionando tais fatos
com o fato de ser o radicando
(discriminante) negativo ou zero,
respectivamente. Estas atividades
devem ser exercidas no quadro
(por alunos) e conduzidas com
perguntas pertinentes.
Observação: como se sabe,
por definição, a raiz quadrada
de um número positivo R é outro
positivo r tal que r2 = R. Este fato
é esclarecido no texto do exercício
66, página 123. O uso de uma fór-
mula única para expressar as duas
raízes da equação do segundo
grau vem de longa data, induzin-
do à falsa conclusão de que, por
exemplo, a raiz quadrada de 16 é
+4 ou –4. Esta é a razão pela qual
apresentamos duas expressões
para as possíveis raízes distintas
de uma equação do segundo grau.
No exemplo, destaque os cál-
culos:
(–8)2 = + 64 = 64 e
–(–8) = + 8 = 8.
Observe novamente: ou res-
pondemos x
1
= 2 e x
2
= 6, ou
respondemos x = 2 ou x = 6
Substituímos nas
fórmulas que nos
dão as raízes x1 e
x2 e efetuamos os
cálculos:
Para termos certeza das respostas, substituímos os valores 2 e 6 na
expressão do primeiro membro da equação dada para verificar se ambos
anulam esta expressão.
Para x1 = 2, temos: 22 – 8 . 2 + 12 = 4 – 16 + 12 = 16 –16 = 0
Para x2 = 6, temos: 62 – 8 . 6 + 12 = 36 – 48 + 12 = 48 – 48 =0
Finalmente, podemos responder: x1 = 2 e x2 = 6 são as raízes da equa-
ção dada.
usamos as fórmulas ao
lado, cuja dedução pode
ser vista na página 246.
Exemplo:
Para resolver a equação: x2 – 8x +12 = 0
Identificamos inicialmente os coeficientes a, b e c:
a = 1 ; b = −8 ; c = 12
Calculamos o radicando b2 – 4ac
b2 – 4ac = (− 8)2 – (4 x 1 x 12) = 64 – 48 =16
b2 – 4ac = 16
x
1
=
–b – b2 – 4ac
2a
e x
2
=
–b + b2 – 4ac
2a
x
1
=
–b – b2 – 4ac
2a
e x
2
=
–(–8) – 16
2 × 1
=
8 – 4
2
= 2
x
2
=
–b + b2 − 4ax
2a
=
–(–8) + 16
2 × 1
=
8+4
2
= 6
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 131 10/05/13 19:50
132
O radicando b2 – 4ac é chamado de discriminan-
te da equação e é representado pela letra grega
(lê-se “delta”). Assim, temos: = b2 – 4ac.
Agora, você vai utilizar as fórmulas, tal como no exemplo dado, para
resolver os exercícios que seguem. Em resumo, você viu que:
As raízes da equação ax2 + bx + c = 0 , a ≠ 0 são calculadas usando
as fórmulas:
x
b b ac
a
e x
b b a
1
2
2
24
2
4– – – – –
=
+
=
cc
a2
62. a) x
1
= 2; x
2
= 5;
b) x
1
= 3; x
2
= 2;
c) x
1
= –3; x
2
= –1;
d) x
1
= 1; x
2
= –2.
63. a) 1a) x2 – 3x = 0;
x (x – 3) = 0.
2a) 10x2 + 5x = 0.
5x(2x + 1) = 0.
b) 1a) x
1
= 0 e x
2
= 3;
2a) x
1
= 0 e x
2
= –1/2.
c) 1a) x
1
= 0 e x
2
= 3;
2a) x
1
= 0 e x
2
= –1/2.
Se necessário, recorde os
conceitosde números racio-
nais e números irracionais.
Recorde, também, como é
possível obter aproximações
racionais de números irracio-
nais por falta e por excesso.
Esclareça que, ao dizer
que as raízes de x2 – 3 = 0
são x
1
= 3 x
2
= – 3, estamos
exibindo as raízes exatas
da equação. Já no caso de
decimais aproximados, o
próprio nome diz que as
raízes são “aproximadas”.
Entretanto, como se sabe,
neste caso, bem como nas
raízes quadradas de 2, é bom
que os alunos conheçam tais
valores aproximados porque
serão úteis em aplicações na
trigonometria. Nos demais,
dê-se preferência a respostas
com radicais.
D
uk
e,
2
00
6
a) Multiplique os dois membros da primeira por 3
e os da segunda por 2.
b) Resolva as duas equações que você obteve após
as multiplicações sugeridas pelo método da fa-
toração do fator em evidência.
c) Resolva as duas equações pelas fórmulas.
Ao resolver a equação x2 – 81 = 0, você encontrou para raízes
x1 = 9 e x2 = –9.
Observe que isto equivale a dizer que x1 = 81 9= e x2 = – 81 9= – .
Do mesmo modo, ao resolver y2 – 49 = 0, você encontrou para raízes
x1 = 7 e x2 = –7, ou seja, x1
= 49 = 7 e x
2
= – 49 = –7 .
É claro então que, resolvendo a equação x2 – 3 = 0, encontraremos como
raízes x e x1 23 3–= = . Mas, como você já sabe, 3 é um núme-
ro irracional. Então, temos duas opções: ou dizemos que as
raízes são x e x1 23 3–= = , ou usamos valores decimais
aproximados delas. A calculadora de um computador dá para
3 o seguinte valor: 1,7320508075688772935274463415058...
Usando-o, é possível, por exemplo, dizer que as raízes da equação
x2 – 3 = 0 com aproximação por falta, a menos de um centésimo, são
x1 = 1,73 e x2 = –1, 73.
Observação:
62. Resolva as equações a seguir usando as fórmulas acima. Antes de
escrever as respostas, faça as verificações necessárias.
a) x2 – 7x +10 = 0 b) x2 – 5x + 6 = 0 c) x2 + 4x + 3 = 0 d) x2 + x – 2 = 0
63. Observe as equações incompletas a seguir:
1ª) 1
3
x2 – x = 0
2ª) 5x2 + 5
2
0x =
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 132 10/05/13 19:50
133
64. Para resolver as equações deste exercício usando fórmulas, você poderá
usar os valores aproximados dados a seguir. Se necessário, simplifique
os radicais antes de usar os valores aproximados.
Valores aproximados:
2 141 3 173≅ ≅, ,e
Calcule as raízes das equações a seguir, com aproximação de centési-
mos:
a) x2 – 6x + 7 = 0 b) x2 – 4x + 1 = 0 c) 2 x2 – 8x + 7 = 0
65. Calcule:
a) (–2)2 c) (–5)2
b) (+2)2 d) (+5)2
66. Lucas disse que o quadrado de zero é zero e o quadrado de qualquer
número diferente de zero é positivo. Você concorda com ele? Justifique
sua resposta.
Você já sabe que o símbolo representa a raiz quadrada.
Mas um fato importante que você deve saber é que ele representa
sempre um número positivo ou o zero. Nunca um negativo.
Os matemáticos definem assim:
“A raiz quadrada de um número positivo R é outro número positivo r tal que
r2 = R. Em particular, a raiz quadrada de zero é zero”.
Simbolicamente, sendo R e r positivos,
R r= se e somente se r2 = R. Em particular, 0 0= .
Assim, por exemplo, temos:
81 9 100 10= =, .etc
Se quisermos representar o número negativo cujo quadrado é 81, de-
vemos escrever:
− =−81 9
Do mesmo modo, o número negativo cujo quadrado é 100 é represen-
tado assim:
− =−100 10
67. Diga por que as equações a seguir não têm raízes reais:
a) x2 – 6x + 11 = 0 b) x2 + 8x + 20 = 0
Recorde como simplificar
radicais. Em particular, sim-
plifique as raízes quadradas
de 12 e de 8 expressando-as
como 2 vezes a raiz de 3 e
2 vezes a raiz de 2, respec-
tivamente.
64. a) x
1
= 3 + 2 4,41 e x
2
= 3 – 2 1,59;
b) x
1
= 2 + 3 3,73 e
x
2
= 2 – 3 0,27;
c) x
1
= (4 + 2)/2 2,71 e
x
2
= (4 – 2)/2 1,29.
65. a) 4;
b) 4;
c) 25;
d) 25.
66. Sim.
(a) 0º = 0.
(b) O produto de dois
positivos é positivo, bem
como o produto de dois
negativos.
Logo, sendo x2 = x . x,
temos que
x2 > 0 se x 0.
Professor(a), chame a
atenção dos alunos para o
fato de que nem sempre as
equações do segundo grau
possuem raízes que são nú-
meros reais, como ilustrado
na atividade 67. Diga-lhes
que estas equações possuem
solução em outro conjunto
numérico onde são admitidas
raízes de números negativos,
chamado de conjunto dos
números complexos, e que
este novo conjunto será visto
no ensino médio.
67. Porque, sendo o discri-
minante negativo, não há
como obter sua raiz qua-
drada como um número
real.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 133 10/05/13 19:50
134
68. Calcule o discriminante = b2 – 4ac nas duas equações a seguir e diga
qual delas não tem raízes reais:
a) x2 + 4x + 6 = 0 b) x2 + 10x + 30 = 0
69. Resolva as equações a seguir:
a) x2 – 16x + 64 = 0 b) x2 + 14x + 49 = 0
70. As raízes das duas equações anteriores têm uma particularidade. Qual?
71. O que se pode dizer das raízes de uma equação do segundo grau se:
a) Seu discriminante for igual a zero? ( = b2 – 4ac = 0)
b) Seu discriminante for positivo? ( = b2 – 4ac > 0)
c) Seu discriminante for negativo? ( = b2 – 4ac < 0)
72. Calcule os discriminantes e diga se cada equação a seguir tem ou não
raízes reais. No caso afirmativo, diga se as raízes são iguais ou diferen-
tes:
a) x2 – 6x + 10 = 0 c) x2 – 8x + 12 = 0
b) x2 + 12x + 40 = 0 d) x2 – 0,4x + 0,16 = 0
73. O retângulo da figura representa uma quadra de esportes cuja área mede
480 m2.
Seu comprimento (em metros) é quatro
metros maior que o triplo de sua largura.
Calcule as dimensões desta quadra.
74. Antônio tinha um terreno quadrado, como o que se vê representado na
figura abaixo à esquerda.
Ele o trocou por outro terreno retangular cuja largura é 3 metros maior
que a do terreno quadrado e cujo comprimento é 4 metros maior. Sa-
bendo que o terreno retangular tem 462 metros quadrados, faça o que
se pede a seguir.
a) Calcule o perímetro do terreno retangular.
b) Calcule a área do terreno quadrado.
c) Se o metro quadrado dos dois terrenos custa R$ 180,00, calcule quanto Antônio teve
que pagar ao trocar os terrenos.
x
3x + 4
x + 3
x + 4
x
68. As duas equações não
têm raízes.
69. a) x
1
= 8 e x
2
= 8;
b) x
1
= –7 e x
2
= –7.
70. São iguais.
71. a) São iguais;
b) São diferentes;
c) Não existem raízes reais.
Peça aos alunos que jus-
tif iquem as respostas do
exercício 71.
72. a) Não tem raízes re-
ais;
b) Não tem raízes re-
ais;
c) Tem duas raízes distin-
tas;
d) Não tem raízes reais.
Peça aos alunos que justi-
fiquem as respostas.
73. 12 m e 40 m.
74. a) 86 m;
b) 324 m2;
c) R$ 24 840,00.
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 134 10/05/13 19:50
135
75. A figura ao lado representa um grande painel
formado de um quadrado e três retângulos de
cores diferentes. As dimensões do painel, em
metros, estão representadas na figura pelas
expressões x + 4 e x + 2.
a) Se a área total do painel mede 168 m2, calcule a
área do quadrado que o compõe.
b) Calcule o perímetro do painel.
2x 8
4xx2
x 4
x
2
O exercício 75 gera a equação
(x + 4) (x + 2) = 168, ou seja,
x2 + 6x – 160 = 0, cujas raízes são
10 e –16. Observe com os alunos
que a raiz –16 não satisfaz o pro-
blema porque, pela natureza do
mesmo, x é positivo (pois x é me-
dida do lado da parte quadrada).
75. a) 100 m2;
b) 52 m.
76. a) a = 0;
b) b = 0;
c) a = 0 ou b = 0;
d) x = 0 ou x + 4 = 0;
e) x + 6 = 0 ou x – 5 = 0;
f) x = 0 ou x + 4 = 0;
g) x – 6 = 0 ou x + 8 = 0;
h) x – 9 = 0 ou x – 2 = 0;
i) x + 1 = 0 ou x – 1 = 0;
j) x + 1 = 0 ou x + 1 = 0.
77. a) 5x2 – 11x + 2 = 0
x
1
= 2 e x
2
= 1/5;
b) 3x2 – 7x + 2 = 0
x
1
= 2 e x
2
= 1/3;
c) 2x2 – 7x – 4 = 0
x
1
= 4 e x
2
= –1/2;
d) 4x2 – 16x + 13 = 0
x
1
= (4 + 3)/2 2,866 e x
2
=
(4 – 3)/2 1,134;
e) x2 + 10x + 29 = 0
não tem raízes reais;
f) 5x2 – 18 = 0
x
1
= 3 10/2 1,897 e x
2
=
–3 10/2 –1,897;
g) 5x2 – 15x = 0
x
1= 0 e x
2
= 3;
h) x2 – 25 = 0
x
1
= 5 e x
2
= –5.
78. 9 km2 e 16 km2.
Do sistema:
x + y = 7 e x2 + y2 = 25
resulta uma equação do 2º grau
com raízes 3 e 4 que resolvem
o problema.
79. 7 cm e 10 cm.
Pela natureza do problema,
a raiz –10 não o satisfaz, pois
estamos procurando uma medida
de comprimento.
80. Perímetro: 80 metros; área:
400 metros quadrados.
Pela natureza do problema, a
raiz –22 da equação não o satisfaz
porque a incógnita é a medida do
lado do terreno, devendo, portan-
to, ser expressa por um número
positivo.
81. 10 lados.
O problema 81 gera a equa-
ção n(n – 3) = 70, ou seja,
n2 – 3n –70 = 0, cujas raízes são 10
e –7. Pela natureza do problema,
a raiz –7 não o satisfaz, pois n
representa número de lados de
um polígono.
76. Escreva o que se pode concluir, sabendo-se que:
a) 3a = 0 e) (x + 6) (x – 5) = 0 i) (x + 1) (x – 1) = 0
b) 2b = 0 f) x (x + 4) = 0 j) (x + 1) (x + 1) = 0
c) a . b = 0 g) (x – 6) (x + 8) = 0
d) x(x + 4) = 0 h) (x – 9) (x – 2) = 0
77. Coloque cada equação a seguir na forma ax2 + bx + c = 0 e, depois,
resolva cada uma delas:
a) 5x2 – 11x –3 = –5 d) 4x2 – 16x + 10 = –3 g) 8x2 – 10x = 3x2 + 5x
b) 3x2 + 7x + 2 = 14x e) x2 + 10x + 20 = –9 h)
x2 2
9
3
+ =
c) –5x2 – 7x – 4 = –7x2 f)
x x2 21
3
3 1
6
7
2
+ + + =
Resolva os seguintes problemas usando equações do segundo grau:
78. A soma dos perímetros de dois terrenos quadrados mede 28 km e a
soma de suas áreas, 25 km2. Calcule as áreas desses dois terrenos.
79. Um cartão retangular tem uma área de 70 cm2. Calcule suas dimensões
sabendo que o comprimento é 3 cm maior que a largura.
80. Um terreno de forma quadrada foi trocado por outro de forma retangular.
A largura e o comprimento do terreno retangular são, respectivamente, 4
metros maiores e 2 metros menores que as dimensões correspondentes
do terreno quadrado. Sabendo que a área do terreno retangular mede
432 metros quadrados, calcule o perímetro e a área do terreno quadrado.
Use o fato de que 1764 42= .
81. Pode-se mostrar que número de diagonais de um polígono convexo
de n lados é dado pela fórmula d
n n= −( )3
2
. Sabendo disto, calcule
quantos lados tem um polígono convexo que tem 35 diagonais?
+
+
Aprendendo em casa
Explorando o que você aprendeu
e aprendendo mais
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 135 10/05/13 19:50
136
REVISÃO – Ao término
do estudo do capítulo, reveja
com os alunos, a seu critério,
o significado de alguns dos
termos destacados na cor
azul no capítulo.
Releia o texto da página
34: “Ao elaborar questões (...)
hexágono”.
Recomende ou explore a
leitura de:
“História da equação do
segundo grau”.
Oscar Guelli
Contando a história da
Matemática
Editora Ática.
Se ainda tem dúvidas sobre Reveja os exercícios
Como resolver problemas usando equações do primeiro
grau com uma variável. 1, 3, 15, 16, 19, 20.
Como inventar problemas relacionados com equações
do primeiro grau dadas. 2, 4.
Como interpretar e como “equacionar” problemas
dados. 6.
Como resolver equações reduzindo-as à forma ax = b. 7. 10, 11, 12, 13, 14, 18, 38, 39, 40,
41, 50, 51.
Como identificar equações equivalentes. 8, 9.
Como verificar se números dados são ou não raízes de
equações dadas. 17.
Como verificar se pares ordenados de números são raí-
zes de equações do primeiro grau com duas incógnitas.
Atividades da seção “Explorando o que
você já sabe, página 113.
Como resolver sistemas de equações do primeiro grau
usando o método de substituição. 24, 29, 31, 37.
Como resolver problemas usando sistemas de equações
do primeiro grau. 21, 22, 23, 25, 26, 28, 30, 36.
Como inventar sistemas de equações de primeiro grau
que tenham como raiz um par ordenado de números
dados.
32, 33, 34, 35.
Como resolver equações fatoradas da forma a (x – r)
(x – s) = 0. 43, 44, 45, 47, 52, 53, 54, 56, 57, 76.
Como verificar se números dados são raízes de equa-
ções dadas. 17, 45, 48.
Como escrever equações do segundo grau na forma
ax2 + bc + c = 0 e identificar seus coeficientes a, b e c. 49.
Como resolver equações incompletas do segundo grau,
sem uso de fórmulas. 58, 59, 60, 61, 63.
Como resolver equações completas ou incompletas do
segundo grau, usando fórmulas. 62, 64, 69, 77.
Como interpretar o conceito de raiz quadrada. 65, 66.
Como usar o discriminante de uma equação do segundo
grau ( = b2 – 4ac) para decidir, discutir a natureza e a
existência das raízes.
67, 68, 71, 72.
Como resolver problemas usando equações do segundo
grau. 73, 74, 75, 78, 79, 80, 81.
? Verifique se você aprendeu
Mat9Cap4_NOVA2012.indd 136 10/05/13 19:50
CapItulo 5
Proporcionalidade
e
-
trigonometria
A
le
ks
an
dr
U
go
re
nk
ov
|
D
re
am
st
im
e.
co
m
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 137 10/05/13 19:52
Ao lado, explicita-
mos os objetivos gerais
do capítulo. Sugerimos
um breve comentário
sobre os mesmos, uti-
lizando as ilustrações
da página.
Professor(a): Neste
e em outros capítu-
los, são exploradas
diversas si tuações
para que os alunos
“descubram”, a par-
tir de casos particu-
lares, propriedades de
números, de figuras,
regras de cálculos
etc. É extremamente
importante que, após
estas “descobertas”,
sejam feitas obser-
vações afirmando que
tais conclusões são
verdadeiras (e, even-
tualmente, provar estes
fatos) para que não
fique a falsa ideia de
que, a partir de poucos
casos particulares, é
possível generalizar.
Sempre que possível,
use expressões algé-
bricas para expressar
tais generalizações,
bem como de algumas
regularidades relacio-
nadas com sequências
númericas.
Releia: na página
10, “Observação im-
portante”.
Professor(a): antes
de iniciar os estudos
do capítulo 5, sugeri-
mos que sejam revisa-
das as atividades rela-
cionadas com radicais
no capítulo 1, em par-
ticular as apresentadas
na página 38 e 39.
Se achar conveniente,
pode-se ainda explorar
o tema “Os Expoentes
Fracionários e os Ra-
dicais” do capítulo 8,
nas páginas 238 a 242.
A
b
CB n m
c
Ha
C
B
A
D
E
AE BD/ /
Reta A1F1
A
B
B1A1
C D
C1 D1 E1
E
F
F1
3º
5280
h
A
h
Neste capítulo, você vai aprender como:
• Reconhecer se polígonos dados são ou não semelhantes.
• Estabelecer a proporcionalidade entre os pares de lados correspondentes de po-
lígonos semelhantes e calcular a razão de semelhança.
• Desenhar polígonos semelhantes que satisfaçam uma razão de semelhança dada.
• Estabelecer a proporcionalidade entre pares de segmentos determinados sobre
retas secantes por paralelas que as interceptem.
• Resolver problemas envolvendo o conceito e o cálculo da média geométrica de
números positivos.
• Identificar projeções de pontos ou segmentos sobre retas.
• Identificar triângulos semelhantes, determinados pela altura relativa à hipotenusa
de um triângulo retângulo.
• Interpretar, em linguagem corrente e em linguagem matemática, as relações
métricas nos triângulos retângulos.
• Resolver problemas envolvendo relações métricas nos triângulos retângulos.
• Calcular o seno, o cosseno e a tangente de ângulos agudos de triângulos retângu-
los dadas as medidas dos catetos ou da hipotenusa.
• Calcular lados ou ângulos de triângulos retângulos usando as razões trigonomé-
tricas constantes de uma tabela.
• Demonstrar as relações métricas nos triângulos retângulos.
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 138 10/05/13 19:52
139
Responda:
• Como se verifica que as razões 12
18
e 10
15
são iguais, e as razões 2 3
2
e
2 27
3 2
também?
• O que se pode dizer sobre os ângulos de dois triângulos semelhantes?
• O que se pode dizer dos pares de lados correspondentes de dois triângulos seme-
lhantes?
• Como obter a fração irredutível equivalente à fração
Releia, na página 11, Re-
cado ao (à ) p ro fes so r (a ) :
“Aproveitamos [...] e explore-
-as”.
Observação importante para
os alunos: as medidas anotadas
nas ilustrações ou descritas nos
exercícios são relacionadas com
os objetos que elas representam e
não comas próprias ilustrações.
ATIVIDADES ORAIS
• Comprova-se a igualdade das
primeiras razões pelo produto
cruzado: 12 x 15 = 18 x 10.A
segunda razão pode ser com-
provada simplificando-se o
radical √27 = 3√3 e aplicando
produto cruzado.
• Os pares de ângulos corres-
pondentes têm medidas iguais.
• Formam três razões iguais.
• Dividindo o numerador e o de-
nominador pelo máximo divisor
comum deles.
Recomende ou explore a
leitura de:
“Descobrindo o Teorema de
Pitágoras”
Luiz Márcio Imenes
Coleção “Vivendo a Mate-
mática”
Editora Scipione
Esclareça que, quando nos
referimos a uma correspondência
ABC e EFD entre dois triângu-
los, estamos convencionando
que ao vértice A corresponde o
vértice E, ao vértice B corres-
ponde o vértice F e ao vértice
C corresponde o vértice D. Isto
significa que, para verificar se
são ou não semelhantes estes
triângulos, nesta correspon-
dência, é necessário verificar
se os pares de ângulos que têm
os vértices correspondentes são
congruentes e os pares de lados
que têm os extremos correspon-
dentes formam três razões iguais,
observada a ordem (lados do
primeiro triângulo sobre lados
do segundo triângulo).
1. a) Tarefa do aluno;
b) 4/6 = 6/9 porque
4 x 9 = 6 x 6;
4/6 = 8/12 porque
4 x 12 = 6 x 8;
6/9 = 8/12 porque
8 x 9 = 6 x12;
c) Porque todos os seus ân-
gulos correspondentes são
iguais entre si e as razões
entre seus lados correspon-
dentes também.
d) A razão é 2/3.
D
E
F
9 cm
6 cm
12 cm
B
A C4 cm
6 cm 8 cm
Você sabe que dois polígonos que têm o mesmo número de lados são
semelhantes se existe uma correspondência entre seus lados e seus
ângulos tal que todos os ângulos correspondentes são congruentes e
todos os lados correspondentes são proporcionais, isto é, as razões
entre os lados correspondentes são iguais entre si.
A este valor igual dessas razões dá-se o nome de razão de semelhança
entre os polígonos.
Por exemplo, na figura abaixo a correspondência entre os triângulos
ABC e EFD, nesta ordem, é uma semelhança
1. Responda ou faça o que se pede em relação aos dois triângulos:
a) Verifique que as medidas dos seguintes pares de ângulos são iguais: A e E,
B e F, C e D.
b) Use a propriedade do produto cruzado e verifique que as razões entre os pares
de lados a seguir são todas iguais:
AB e EF, AC e ED, BC e FD
c) Por que os triângulos ABC e EFD são semelhantes?
d) Simplifique as três razões obtidas no item (b), e escreva a razão de semelhança entre
os triângulos ABC e EFD, nesta ordem.
12
18
Aprendendo em sala de aula
Semelhança - revendo e ampliando conhecimentos
Explorando o que você já sabe
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 139 10/05/13 19:52
140
Na figura abaixo a correspondência entre os retângulos ABCD e PQRS,
nesta ordem, é uma semelhança.
2. Responda ou faça o que se pede em relação aos dois retângulos ABCD
e PQRS.
a) Por que os pares de ângulos correspondentes destes retângulos são congruentes?
b) Calcule a razão de semelhança entre estes dois retângulos.
3. Desenhe em um papel quadriculado:
a) Dois triângulos retângulos semelhantes XYZ e MNP cuja razão de semelhança nesta
ordem seja 3 : 4 (três para quatro).
b) Dois quadrados cuja razão de semelhança seja de 4 : 5 (quatro para cinco).
4. No item 3 (a) anterior, qual a razão de semelhança entre os triângulos
MNP e XYZ, nesta ordem?
5. Observe os triângulos a seguir:
a) O que representam as marcas iguais nos ângulos dos triângulos?
b) Você pode afirmar que os ângulos C e C
1
têm medidas iguais? Justifique sua resposta.
c) Calcule as razões entre os seguintes pares de lados: AB e A
1
B
1
, AC e A
1
C
1
,
BC e B
1
C
1
.
d) Verifique se estes pares de razões são iguais entre si.
e) Simplifique cada uma dessas razões.
f) É possível afirmar que os triângulos da figura são semelhantes? Caso afirmativo,
justifique sua resposta e a razão de semelhança.
Considerações análogas
para o fato de dizer que o
retângulo ABCD está em
correspondência com o re-
tângulo PQRS.
2. a) Porque os quatro ângu-
los de qualquer retângu-
lo medem 90º;
b) 1 : 2.
3. Tarefa do aluno.
4. 4 : 3.
Destaque para os alunos
que a razão de semelhança
é estabelecida na ordem em
que os polígonos são citados:
do primeiro para o segundo.
5. a) Representa que os ângu-
los de marcas iguais têm
medidas iguais;
b) Sim, porque, se dois
pares de ângulos cor-
respondentes de dois
triângulos têm medidas
iguais, então os tercei-
ros ângulos dos dois
triângulos também têm
medidas iguais, pois a
soma dos ângulos in-
ternos de um triângulo
é 180º;
c) 36/27; 20 8/30 2 ; 28/27;
d) Tarefa do aluno (cálculo
dos três produtos cruza-
dos). São iguais;
e) 4/3;
f) Sim, porque a cor-
respondência ABC e
A
1
B
1
C
1
é tal que os ân-
gulos correspondentes
têm medidas iguais e
os pares de lados cor-
respondentes formam
razões iguais. A razão
de semelhança é 4 : 3.
Comente que, tal como na
congruência, existem casos de
semelhança entre triângulos,
isto é, satisfeitas algumas con-
dições de proporcionalidade
entre pares de lados ou congru-
ências de ângulos, é possível
afirmar que os triângulos são
semelhantes. Estes casos são
dados por sigla. Em particu-
lar, o enunciado no exercício
6 é o caso AA de semelhança
de triângulos (AA significa
ângulo-ângulo).
B
20 8
CA
36 28
B1
30 2
C1A1
27 21
Q R
P SA D
B C
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 140 10/05/13 19:52
141
6. Você já sabe que, se dois triângulos têm dois pares de ângulos corres-
pondentes congruentes, então são semelhantes.
Releia a observação do
último texto da margem da
página 34: “Com base [...]
22, 23 e 24”.
6. a) Triângulos CBD e CAE;
b) O ângulo C é comum e os
ângulos B e A têm medi-
das iguais (bem como os
ângulos D e E).
Se julgar conveniente,
recorde as propriedades dos
ângulos de lados paralelos
e de mesmo sentido como
BDC e AEC.
Em cada uma das quatro
situações do exercício 7,
desenhe os pares de triân-
gulos.
7. a = 5;
b = 45/7;
c = 16/3;
d = 945/13, 72,69.
8. a) BD/BA = 4/6 = 2/3,
BC/BE = 2/3;
b) Sim;
c) São opostos pelo vérti-
ce;
d) Sim, porque têm dois
pa res de lados propor-
cionais e os ângulos entre
eles congruentes. A razão
de semelhança é 2 : 3.
Use o item (d) para cha-
mar a atenção dos alunos
para a importância da ordem
na qual se pede a razão de
semelhanças.
Este é o caso LAL de se-
melhança de triângulos.
Observe que as unidades
de medidas dos segmentos
AD e CE são diferentes. Ex-
plore este fato para concluir
que as razões entre grandezas
de mesma espécie indepen-
dem das unidades de medidas
utilizadas.
Sugestão: se dividirmos
cada pequeno segmento en-
tre C e E por seus pontos
médios, a razão CB para
BE continuará a mesma, ou
seja, 2 : 3.
A D
C
B
E
C
B
A
D
E
AE BD/ /
7. Desenhe dois triângulos semelhantes ABC e EDF, nesta ordem, e escreva,
em seu caderno, o que deve substituir corretamente, em cada caso, as
letras da tabela a seguir:
8. Você já sabe que se
dois triângulos têm dois
pares de lados pro-
porcionais e os pares
de ângulos entre eles
congruentes, então são
semelhantes.
Observe os triângulos ABE e DBC da figura acima. Neles os lados AB
e BD estão divididos em 6 e 4 segmentos de mesma medida, respec-
tivamente. Analogamente, os lados BE e BC estão divididos em 3 e 2
segmentos de mesma medida.
Com base nessas informações, responda ou faça o que se pede:
a) Calcule as razões entre os lados BD e BA, bem como entre os lados BC e BE.
b) Verifique se essas razões são iguais.
c) Por que os ângulos ABE e DBC são congruentes?
d) Os triângulos DBC e ABE são semelhantes? Justifique sua resposta. Caso afirmativo,
escreva a razão de semelhança, nesta ordem.
Lados Medidas
BC 10 d
AC 12 8,4
DF a 6 4,5
EF 6 b c 5,2
Na figura ao lado, os
segmentos AE e BD são
paralelos.
a) Identif ique os pares de
triângulos semelhantes da
figura.
b) Justifique por que eles são
semelhantes.
12
5
18
7
6 6
8 3
4 2
Mat9Cap5_NOVA2012.indd141 10/05/13 19:52
142
9. Você já sabe que, se dois triângulos têm os três pares de lados corres-
pondentes proporcionais, então são triângulos semelhantes.
Na figura abaixo, dois triângulos são semelhantes ao triângulo ABC.
a) Identifique os dois triângulos semelhantes ao triângulo ABC.
b) Escreva, para cada caso, as razões de semelhança.
c) Escreva, para cada caso, os pares de ângulos congruentes.
H 112/5
A
B
C
54
6
X
D
7,5
96
56/3 224/15
Q
E Z
Y
FT
8 5
7 3
15 2
B C
A
y
z
x aC1B1
No exercício 9, cita-se o
caso LLL de semelhança de
triângulos.
Calcule 5/7,5 = 50/75
= 2/3.
9. a) DHX e QZE;
b) ABC ~ DHX;
2 : 3 ABC ~ QZE; 15/56;
c) Ângulos B e H, A e D,
C e X. Ângulos A e Q,
B e Z, C e E.
Os exercícios anteriores
visaram aplicar os três casos
de semelhança de triângulos
dados pelas siglas AA, LLL
e LAL. Entretanto, como se
sabe, na maioria das vezes
o que se usa na prática é o
caso AA.
10. a) São semelhantes por-
que têm os três pares
de lados proporcio-
nais.
b) A e D, B e E, C e F.
Caso julgue conveniente,
explore o fato de que, se a
razão de semelhança entre
dois triângulos é de 1 : 1, eles
são congruentes.
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
11. ABC e AB
1
C
1
são seme-
lhantes, porque satisfa-
zem o caso AA de seme-
lhança de triângulos: o
ângulo  é comum aos
dois, e os ângulos x e y
são congruentes.
Os ângulos x e y são con-
gruentes porque são ângulos
agudos que têm os lados
paralelos.
12. a) 1 : 2, 1 : 2;
b) Sim;
c) Sim;
d) São semelhantes, pois
satisfazem o caso LAL
de semelhança de tri-
ângulos, pois têm dois
pares de lados cor-
respondentes propor-
cionais e os ângulos,
compreendidos entre
eles, congruentes.
10. Sabe-se que dois triângulos ABC e DEF são tais que AB = 4, AC = 7,
BC = 10, DE = 12, DF = 21 e EF = 30.
a) Esses dois triângulos são semelhantes? Justifique.
b) Quais são os pares de ângulos congruentes desses triângulos?
1 1 . Na figura, a reta a é paralela à base BC do triângulo e o corta dos dois
lados nos pontos B1 e C1. Identifique dois triângulos semelhantes na
figura. Justifique por que eles são semelhantes.
12. Use seu esquadro 30-60-90 e a régua graduada para desenhar dois
triângulos BDF e GJL, tais que as medidas dos ângulos D e J sejam
iguais a 60o, BD = 5 cm, DF = 3 cm, GJ = 10 cm, JL = 6 cm.
a) Calcule as razões entre os pares de lados correspondentes BD e GJ, DF e JL, nesta
ordem.
b) Verifique se a razão entre os lados BF e GL é a mesma obtida no item (a).
c) Verifique se os pares de ângulos correspondentes são congruentes.
d) O que se pode dizer dos triângulos BDF e GJL? Por quê?
Aprendendo em casa
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 142 10/05/13 19:52
143
A
A’
B’ C’ C
B
A’
A
B C C’B’
A’
A
B
C
C
B
A
A’
B’ C’
C’B’
13. Observe que estamos afir-
mando que os triângulos
são semelhantes.
a) 3 : 8;
b) 2 : 1;
c) 4 : 9;
d) 7 : 5.
ATIVIDADES ORAIS
* Sete.
* Porque 42 = 16.
* Oito.
* O número a.
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, texto da
seção “Aprendendo em sala
de aula” desta página.
Diga para os alunos que a
média geométrica tem aplica-
ções importantes, como: jus-
tificativa de algumas relações
métricas nos triângulos e na
resolução de problemas de
construções geométricas.
Recomendo aos professo-
res a leitura do artigo “Raízes
quadradas de frações”, publi-
cado na Revista do Professor
de Matemática, volume 31.
13. Observe os quatro pares de triângulos semelhantes a seguir:
Responda ou faça o que se pede:
a) Em (a), qual a razão de semelhança entre
o menor e o maior triângulo?
b) Em (b), qual a razão de semelhança entre
o maior e o menor triângulo?
c) Em (c), qual a razão de semelhança entre
o menor e o maior triângulo?
d) Em (d), qual a razão de semelhança entre
o maior e o menor triângulo?
c)
b)
d)
O Teorema de Pitágoras
Responda:
• Qual é a raiz quadrada de 49?
• Por que 4 é a raiz quadrada de 16?
• Qual é a raiz quadrada de 82?
• Se a representa um número positivo, qual é a raiz quadrada de a2?
“Média geométrica” (ou média proporcional) entre dois números po-
sitivos a e b é um terceiro número positivo m tal que a
m
m
b
= .
Observe que, usando o produto cruzado, obteremos:
m2 = ab
ou, como a e b são positivos,
m = ab
Qualquer uma das três igualdades é válida para definir “média geo-
métrica”.
Explorando o que você já sabe
Semelhança e os triângulos retângulos
Aprendendo em sala de aula
a)
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 143 10/05/13 19:52
144
14. Calcule a média geométrica dos seguintes pares de números:
a) 4 e 9 c) 8 e 25 e) 49 e 0,0001
b) 16 e 25 d) 27 e 16 f) 0,0625 e 1,44
Se necessário, simplifique o radicando usando fatoração.
15. Se h, m, n, a, b, c representam números positivos, responda ou calcule:
a) O que significa dizer que h2 = mn?
b) Escreva uma proporção equivalente à igualdade anterior.
c) O que significa dizer que b2 = am?
d) Escreva uma proporção equivalente à igualdade anterior.
e) O que significa dizer que c2 = an?
f) Escreva uma proporção equivalente à igualdade anterior.
Para obtermos a projeção de um ponto B sobre uma reta A1F1,
traçamos uma reta que passa por B e é perpendicular à reta A1F1.
O ponto de interseção dessas duas retas, B1, é a projeção do ponto
B sobre a reta A1F1.
A projeção do segmento AB sobre a reta A1F1 é o segmento A1 B1,
onde A1 é a projeção de A sobre a reta A1F1.
16. Na figura acima as linhas tracejadas perpendiculares à reta A1F1. Diga
quais são as projeções dos pontos C, D, E e F sobre a reta A1F1.
17. Diga quais são os segmentos projeções dos segmentos CD e EF sobre
a reta A1F1.
18. Na figura, o triângulo ABC é triângulo retângulo, e a altura relativa à hipo-
tenusa BC o decompõe em dois outros triângulos retângulos ABH e ACH.
a) Qual é o segmento que representa a altura
relativa à hipotenusa BC?
b) Quais são os catetos do triângulo ABC?
As letras minúsculas a, b, c, h etc.
representam as medidas dos segmen-
tos aos quais elas estão adjacentes.
Responda:
c) Qual é a medida do cateto AB? AB é oposto a qual ângulo agudo do triângulo ABC?
d) Qual é a medida do cateto AC? AC é oposto a qual ângulo agudo do triângulo ABC?
e)Qual é a medida da altura relativa à hipotenusa?
Reta A1F1
A
B
B1A1
C D
C1 D1 E1
E
F
F1
A
b
CB n m
h
c
Ha
14. a) 6;
b) 20;
c)23 X 52 = 2 x 52 =
102;
d)33 x 24 = 3 x 32 x 24 =
= 3 x 223 = 123;
e) 72 x 10 –4 = 7 x 10–2= 0,07;
f) 54 x 10 –4 x 1,22 =
= 52 x 10–2 x 1,2 =
= 0,25 x 1,2 = 0,3.
15. a) h é a média geométrica
entre m e n;
b) h/m = n/h;
c) b é a média geométrica
entre a e m;
d) b/a = m/b;
e) c é a média geométrica
entre a e n;
f) c/a = n/c.
16. C
1
, D
1
, E
1
e F
1
respectivamen-
te.
17. C
1
D
1
e E
1
F
1
, respectivamente.
Caso julgue necessário, re-
lembre o conceito de altura de
um triângulo relativa a um de
seus lados.
18. a) AH;
b) AB e AC;
c) c. AB é oposto ao ângulo
C;
d) b. AC é oposto ao ângulo
B;
e) h;
f) a; a hipotenusa BC é opos-
ta ao ângulo reto A;
g) BH representa a projeção
e sua medida é n;
h) HC representa a projeção
e sua medida é m.
Demonstraremos, após o exer-
cício 44 deste capítulo (nas
Atividades opcionais), que estes
três triângulos retângulos são
semelhantes, o que nos permitirá
demonstrar todas as relações mé-
tricas que passaremos a utilizar,
inicialmente, sem demonstrar.
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 144 10/05/13 19:52
145
f)Qual é a medida da hipotenusa? BC é oposta a qual ângulo do triângulo ABC?
g) Qual segmento representa a projeção do cateto AB sobre a hipotenusa?
Qual é a medida dessa projeção?
h) Qual segmento representa a projeção do cateto AC sobre a hipotenusa?
Qual é a medida dessa projeção?
As igualdades listadas na tabela abaixo, todas verdadeiras, são as
relações métricas do triângulo retângulo, e você vai demonstrá-las em
exercíciosfuturos, contidos nas páginas 157 e 158.
É conveniente que você copie a figura e as igualdades em uma ficha-
-resumo para usá-la nos diversos exercícios que seguem. Você deve
trazê-la nas próximas aulas.
Em cada caso da tabela do
exercício 19, de (1) até (6),
peça aos alunos que identi-
fiquem triângulos retângulos
que contêm as medidas dos
segmentos citados nos dois
membros da igualdade. Por
exemplo, em (1), os seg-
mentos de medidas b, c e a
pertencem ao triângulo ABC
e o de medida h pertence ao
triângulo ABH (ou ao triân-
gulo ACH).
Por exemplo, a igualdade
b2 = am é relacionada com os
triângulos ACH e BCA (b é
hipotenusa do 1º e cateto do
2º; a é hipotenusa do 2º e m
é cateto do 1º).
Explore também, em cada
um desses casos, a razão pela
qual os pares de triângulos
são semelhantes, bem como
a identificação dos pares de
lados correspondentes.
19. (a, 3);
(b, 5);
(c, 1);
(d, 2);
(e, 6);
(f, 4).
Observação importante:
algumas vezes, em um “abu-
so de linguagem”, é comum
citar segmentos, no sentido
de medida dos mesmos, com
o objetivo de tornar menos
sofisticados os enunciados.
Por exemplo, ao enunciar
o Teorema de Pitágoras, é
comum dizer: “o quadrado
da hipotenusa é igual à soma
dos quadrados dos catetos”.
Além do abuso de linguagem
citado, é claro que, ao falar
em hipotenusa e catetos,
somente é possível entender
que se trata de triângulo
retângulo.
Explique estes fatos para
os alunos.
A
b
CB n m
h
c
Ha
b2 = am
c2 = an
h2 = mn
bc = ah
a2 = b2 + c2
n + m = a
19. Na tabela a seguir você vê duas colunas. Escreva em seu caderno os
pares ordenados de correspondências entre as duas:
Linguagem corrente
Linguagem
matemática
a
A medida b do cateto é média geométrica
entre a medida m de sua projeção sobre a
hipotenusa e a medida a da hipotenusa.
1 bc = ah
b
A medida h da altura relativa à hipotenusa é
média geométrica entre as medidas m e n das
projeções dos catetos sobre hipotenusa
2 c2 = an
c
O produto das medidas dos catetos é igual ao
produto da medida da hipotenusa pela medida
da altura relativa à hipotenusa.
3 b2 = am
d
A medida c do cateto é média geométrica
entre a medida n de sua projeção sobre a
hipotenusa e a medida a da hipotenusa.
4 m + n = a
e
O quadrado da medida a da hipotenusa é igual
à soma dos quadrados das medidas b e c dos
catetos.
5 h2 = mn
f
A soma das medidas n e m das projeções dos
catetos sobre a hipotenusa é igual à medida a
da hipotenusa.
6 a2 = b2 + c2
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 145 10/05/13 19:52
146
20. A igualdade a2 = b2 + c2 é a expressão matemática do famoso TEOREMA
DE PITÁGORAS e se escreve em linguagem corrente assim:
“Em todo triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é
igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos”.
a) Desenhe, usando uma régua graduada, um triângulo retângulo cujos catetos meçam
3 cm e 4 cm, respectivamente. Comprove, medindo, que sua hipotenusa mede 5 cm.
b) Calcule o quadrado de 3, 4 e 5 e comprove que tais medidas satisfazem o Teorema
de Pitágoras.
c) Os catetos de um triângulo retângulo medem 4,8 cm e 6,4 cm. Use o Teorema de
Pitágoras e calcule a medida da hipotenusa.
21. Resolva os problemas a seguir para o triângulo retângulo ABC ilustrado,
usando as relações convenientes da ficha-resumo:
a) Se n = 9, m = 4, calcule a, b, c, h.
b) Se h = 25, m = 18, calcule a, b, c, n.
c) Se a = 12, n = 3, calcule m, b, c, h.
d) Se h = 10, n = 20, calcule c, b, a, m.
e) Se m = 9, b = 12, calcule a, c, h, n.
f) Se a = 13, h = 6 calcule b, c, m, n.
22. Raimundo precisa fazer um telhado com duas partes: uma AB, com
inclinação de 60o, e outra AC, com inclinação de 30o.
Ele quer saber o comprimento da
peça de madeira vertical AD, sa-
bendo que as distâncias BD e DC
medem 4 m e 12 m, respectivamen-
te. Ajude o Raimundo no cálculo da
medida x.
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, o texto e
o quadro em destaque, rela-
cionado com o Teorema de
Pitágoras. Devem, também,
junto a esta anotação, dese-
nhar um triângulo retângulo
ABC de hipotenusa BC e
escrever, junto aos seus la-
dos AB, AC e BC, as letras
indicativas de suas medidas:
respectivamente c, b e a.
Comente com eles que
tais letras correspondem às
letras maiúsculas dos ângulos
opostos a tais lados.
Comente com os alunos
que, se os ângulos agudos
B e C medem 60 e 30 graus,
respectivamente, então o ân-
gulo A é reto e valem as pro-
priedades da ficha-resumo.
22. x = 4 3.
Sugira pesquisa sobre Pi-
tágoras (para apresentação
em próximas aulas).
20. a) Desenho do aluno;
b) Temos: 32 + 42 = 9 + 16
= 25 = 52;
c) 8 cm.
B C
A
12D4
x
A
b
CB n m
h
c
H
a
A
b
CB n m
h
c
H
a
23. Use as relações da sua ficha-resumo para calcular o que se pede:
a) Se m = 7, n = 21, calcule a, b, c, h.
b) Se a = 12 e m = 3, calcule b, c, h, n.
c) Se a = 10 e b = 8, calcule c, h, m, n.
d) Se a = 12 e h = 4 2 , calcule b, c, m, n.
e) Se b = 3 e c = 3 2 , calcule a, h, m, n.
f) Se b = 3 10 e h = 9, calcule a, c, m, n.
g) Se b = 15 e m = 9, calcule a, c, h, n.
h) Se b = 9 e n = 24, calcule a, c, h, m.
i) Se h = 2 3 e m = 3 2 , calcule a, b, c, n.
Aprendendo em casa
Para resolver a letra (f), sugira aos alunos
começarem calculando m e n com o sistema
m+n=13 e m.n=36.
e) a = 16
n = 7
m = 9
n = 4 ou
m = 4
n = 9
c = 4√7 ≅ 10,58
h = 3√7 ≅ 7,94
f)Existem duas soluções:
b = 3√13 ≅ 10,82
c = 2√13 ≅ 7,21
b = 2√13 ≅ 7,21
c = 3√13 ≅ 10,82
21. a)a = 13
h = 6
c)m = 9
c = 6
a = 25
m = 5
b)a = 949/18 ≅ 52,72
c = 3√13 ≅ 10,82
b = √949 ≅ 30,81
c = 25√949/18 ≅ 00,0
n = 625/18 ≅ 34,72
b = 6√3 ≅ 10,39
h = 3√3 ≅ 5,19
d)c = 10√5 ≅ 22,36
b = 5√5 ≅ 11,18
b = 2√13 ≅ 7,21
23. a) a = 28
b = 14
c = 14√3 ≅ 24,25
h = 7√3 ≅ 12,12.
b) b = 6
c = 6√3 ≅ 10,39
h = 3√3 ≅ 5,19
n = 9.
c) c = 6
h = 48/10 = 4,8
m = 64/10 ≅ 6,4
n = 36/10 ≅ 3,6.
d) b = 4√6 ≅ 9,79
c = 4√3 ≅ 6,90
m = 8
n = 4 ou
b = 4√3 ≅ 6,93
c = 4√6 ≅ 9,79
m = 4
n = 8.
e) a = 3√3 ≅ 5,19
h = √6 ≅ 2,45
m = √3 ≅ 1,73
n = 2√3 ≅ 3,47.
f) a = 30
c = 9√10 ≅ 28,46
m = 3
n = 27.
g) a = 25
c = 20
h = 12
n = 16.
h) a = 27
c = 18√2 ≅ 25,46
h = 6√2 ≅ 8,49
m = 3.
i) a = 5√2 ≅ 7,07
b = √30 ≅ 5,48
n = 2√5 ≅ 4,48.
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 146 10/05/13 19:52
147
Responda:
• Como se chamam os ângulos formados por uma reta vertical com outra reta horizontal?
• Por que os catetos de um triângulo retângulo são menores que a hipotenusa?
• O que se pode dizer dos ângulos agudos de um triângulo retângulo: são comple-
mentares ou suplementares?
• Qual é a relação entre as medidas dos catetos e da hipotenusa que é estabelecida
pelo Teorema de Pitágoras?
ATIVIDADES ORAIS
• Ângulos retos.
• Porque, em todo triângulo, ao
maior ângulo se opõe o maior
lado. Logo, a hipotenusa (que
se opõe ao ângulo reto) é maior
que qualquer dos catetos (que
se opõem a ângulos agudos).
• São complementares (a soma
de suas medidas é 90 graus).
• O quadrado da hipotenusa é
igual à soma dos quadrados dos
catetos.
No enunciado que antecede
a ilustração, af irmamos que
os triângulos são semelhantes.
Peça aos alunos que justifiquem
este fato.
Esclareça para os alunos que o
fato de a razão entre as medidas
BC e AC ser igual a ½, no caso
explorado no exemplo, nada tem
a ver com a coincidência da razão
das medidas dos ângulos agudos
do triângulo ser também ½, para
que não fique a ideia de que isto
é uma regularidade. Mostre para
eles o exercício 32 A da página
149, no qual a razão entre as
medidas dos ângulos agudos é
4 : 5 (em decimal, 0,8), sem que
a razão entre cateto oposto e a
hipotenusa seja a mesma: ela é
16,07/25 (em decimal, aproxima-
damente 0,64).
Para facilitar a compreensão do
item (a) do exercício 24, desenhe
no quadro uma circunferência de
centro A e o diâmetro horizontal
da mesma. À direita de A, dese-
nhe, pela ordem, pontos B1, B2,
B3, sobre o raioe os segmentos
verticais B
1
C
1
, B
2
C
2
, B
3
C
3
com
os extremos C
1
, C
2
e C
3
na cir-
cunferência, e os raios AC
1
AC
2
e
AC
3
formando, assim, três triân-
gulos retângulos. Este desenho
permitirá concluir que, quanto
maior a inclinação, maiores os
catetos verticais, ficando fixas
as hipotenusas por serem raios da
circunferência. Logo, consideran-
do os catetos verticais, as razões
cateto : hipotenusa crescem com
as inclinações.
24. a) Maior;
b) Menor;
c) Depende;
d) Não. Porque, sendo o cateto
menor que a hipotenusa, o
quociente do cateto pela
hipotenusa é sempre menor
que 1 (toda fração na qual
o numerador é menor que o
denominador, é menor que
1). (Se necessário, exem-
plifique numericamente ou
com desenhos.)
C
C1
C2
B B1 B2
A
60º
D
Na figura abaixo, você vê um automóvel subindo uma rampa com uma
inclinação de 30 graus.
Nos anos anteriores, você viu que, se os ângulos agudos de um triângulo
retângulo medem 30º e 60º, a medida do cateto oposto ao ângulo de
30º é a metade da medida da hipotenusa, ou seja, a razão entre o cateto
oposto ao ângulo de 30 graus e a hipotenusa é igual a 1 : 2 (ou 0,5).
Como todos os triângulos retângulos da figura são semelhantes, pode-
mos escrever a proporcionalidade entre seus catetos opostos ao ângulo
de 30 graus e as respectivas hipotenusas:
BC
AC
B C
AC
B C
AC
= = = =1 1
1
2 2
2
1
2
...60º
30º
30º
24. Discuta com seus colegas e tire conclusões sobre o que se pergunta,
justificando suas respostas:
a) Se o ângulo de inclinação for maior que 30 graus, as razões anteriores são maiores
ou menores que 1
2
?
b) E se o ângulo de inclinação for menor que 30 graus?
c) O valor dessas razões depende ou não do ângulo de inclinação?
d) O valor dessas razões pode ser maior que 1? Justifique sua resposta.
Aprendendo em sala de aula
As razões trigonométricas
Explorando o que você já sabe
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 147 10/05/13 19:52
148
B
C
D
EA
25. Na figura ao lado, os ângulos congruen-
tes dos triângulos retângulos medem
30 graus.
a) Se AC mede 12 mm, quanto mede BC?
b) Se DE mede 10 mm, quanto mede AD?
26. Resolva, ainda com base na figura do exercício 25:
(Use calculadora, para encontrar valores aproximados, se necessário.)
a) Se AC mede 10 mm, calcule BC.
b) Agora, use o Teorema de Pitágoras e calcule AB.
c) Se DE mede 8 mm, calcule AD.
d) Agora, use o Teorema de Pitágoras e calcule AE.
Observe os triângulos retângulos a seguir:
Como todos eles têm um ângulo reto e o ângulo A em comum, são
triângulos semelhantes.
Logo, temos as seguintes proporções:
BC
AC
B C
AC
B C
AC
B C
AC
n n
n
= = = = = =1 1
1
2 2
2
... ...
27. V ou F:
a) As razões anteriores são todas entre catetos opostos ao ângulo A e as respectivas
hipotenusas.
b) Se dois triângulos retângulos têm dois ângulos agudos congruentes, as razões entre
os catetos opostos a estes ângulos e as respectivas hipotenusas são iguais.
c) Quanto maior for o ângulo A, maior será o valor das razões.
Todas as razões anteriores têm o mesmo valor. Este valor é
chamado de seno do ângulo A e se representa assim:
sen A (lê-se: seno de A).
C
C1
C2
C3
A B B1 B2 B3
25. a) 6 mm;
b) 20 mm.
26. a) 5 mm;
b) AB = 5 3 ≅ 8,660 mm;
c) 16 mm;
d) AE = 8 3 ≅ 13.86 mm.
27. a) V;
b) V;
c) V.
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 148 10/05/13 19:52
149
Como os triângulos anteriores são semelhantes, também são iguais as
razões entre os catetos adjacentes ao ângulo A e as respectivas hipo-
tenusas:
AB
AC
AB
AC
AB
AC
AB
AC
n
n
= = = = = =1
1
2
2
... ...
Todas as razões anteriores têm o mesmo valor. Este valor é chamado
de cosseno do ângulo A e se representa assim:
cos A (lê-se: cosseno de A)
Também são iguais as razões entre os catetos opostos ao ângulo A e
os catetos adjacentes:
BC
AB
B C
AB
B C
AB
B C
AB
n n
n
= = = = = =1 1
1
2 2
2
... ...
O valor comum das razões anteriores é chamado de tangente do
ângulo A e se representa assim:
tg A (lê-se: tangente de A)
Podemos, então, definir:
◆ Seno de um ângulo agudo de um triângulo retângulo é a razão
entre o cateto oposto ao ângulo e a hipotenusa.
◆ Cosseno de um ângulo agudo de um triângulo retângulo é a razão
entre o cateto adjacente ao ângulo e a hipotenusa.
◆ Tangente de um ângulo agudo de um triângulo retângulo é a razão
entre o cateto oposto ao ângulo e o cateto adjacente.
Na figura ao lado:
C
C1
C2
C3
A B B1 B2 B3
A B
C
Em casa, os alunos devem
anotar, no caderno, o quadro
em destaque no fim da pági-
na, o texto que sucede a ele,
juntamente com a figura do
triângulo retângulo ABC.
Depois, devem fazer o mes-
mo em um cartão, como uma
ficha-resumo para ser utiliza-
da em casa e, principalmente,
na sala de aula.
Promova atividades como
as que sugerimos a seguir:
usando transferidor, compas-
so e régua graduada (utilizan-
do, preferencialmente, papel
quadriculado), desenhar tri-
ângulos retângulos, medir
os lados e calcular as razões
entre eles, obtendo, assim,
valores aproximados do seno,
cosseno e tangente dos ângu-
los agudos correspondentes.
Explorando tais situações,
argumentar por que senos e
cossenos de ângulos agudos
variam entre zero e um. Ex-
plorar situações nas quais a
medida de hipotenusa é um
para que os alunos percebam
a vantagem desse fato: elimi-
na o cálculo das razões, pois
seno e cosseno passam a ser
imediatamente as medidas
dos catetos.
sen Â
BC
AC
Â
AB
AC
tg Â
BC
AB
= = =cos
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 149 10/05/13 19:52
150
Resolva os três
exercícios a se-
guir, com base na
figura ao lado:
28. Na figura acima, considerando a medida do lado de cada quadradinho
como unidade de medida, e que os triângulos são triângulos retângulos,
calcule:
a) QE b) QG c) QM d) QS e) QV
29. Calcule o valor das razões a seguir:
a)
EF
QE
GH
QG
KL
QK
MP
QM
ST
QS
VW
QV
= = = = =
b)
QF
QE
QH
QG
QL
QK
QP
QM
QT
QS
QW
QV
= = = = =
c)
EF
QF
GH
QH
KL
QL
MP
QP
ST
QT
VW
QW
= = = = =
30. Use os resultados do exercício anterior para dar o valor do seno, do
cosseno e da tangente do ângulo Q.
31. Observe os dois triângulos abaixo e calcule:
a) sen A c) tg A e) cos B
b) cos A d) sen B f) tg B
Observe novamente as definições de seno, cosseno e tangente:
sen Â
BC
AC
Â
AB
AC
tg Â
BC
AB
= = =cos
Observando o triângulo ABC, é fácil concluir que:
◆ Como os catetos são menores que a hipotenusa, as razões entre as
medidas dos catetos e a hipotenusa são números positivos menores
que 1; logo, o seno e o cosseno têm seus valores dados por decimais
entre zero e 1.
◆ Quanto maior o ângulo, maior o seno e menor o cosseno dele.
Y
5
X 12
A
13
B
6
W
8
T10
A B
C
Professor(a): usamos al-
ternativamente indicar um
ângulo A assim: Â ou sim-
plesmente assim: A, desde
que o contexto deixe claro
que se trata de mencionar
o ângulo.
Verif ique se os alunos
usam o Teorema de Pitágoras
para os cálculos sugeridos no
exercício 28. Gradativamen-
te, convença-os de que as res-
postas devem ser dadas como
raízes quadradas (como se
vê na segunda resposta de
cada item do exercício 28).
Explique que tais raízes re-
presentam o valor exato do
número real correspondente,
enquanto as respostas em de-
cimais são, exceto no caso de
raízes exatas, aproximações
do número real obtido como
resposta. Lembre-se de que,
futuramente, eles trabalharão
com valores de algumas
razões trigonométricas de
arcos notáveis (30º, 45º,
60º) expressos em termos
de razões contendo radicais.
28. Respostas em decimais
aproximados e como ra-
dicais.
a) 4,12, (17);
b) 8,25, (68);
c) 12,37, (153);
d) 16,49, (272);
e) 20,61, (425).
29. a) 17/17 0,24;
b) 417/ 17 0,97;
c) 0,1/4 = 0,25.
30. sen Q 0,24,
cos Q 0,97,
tg Q = 0,25.
31. a) 5/13 (ou aproximada-
mente 0,38);
b) 12/13 (ou aproximada-
mente 0,92);
c) 5/12 (ou aproximada-
mente 0,42);
d) 4/5 (ou 0,8);
e) 3/5 (ou 0,6);f) 4/3 (ou aproximada-
mente 1,33).
Comente que os valores
de seno, cosseno e tangente
podem também ser obtidos
diretamente em algumas cal-
culadoras, especialmente as
cientificas.
Q
G
E
K M
S
V
F H L P T W
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 150 10/05/13 19:53
151
◆ Se a medida do ângulo A for 45 graus, o triângulo ABC é triângulo
retângulo isósceles, ou seja, seus catetos são congruentes. Isto
significa que tg 45o = 1.
◆ Se o ângulo A for menor que 45 graus, a tangente é um decimal entre
zero e 1.
◆ Se o ângulo A for maior que 45 graus, sua tangente do mesmo é um
decimal maior que 1, podendo ter valores tanto maiores quanto maior
for o ângulo.
Os matemáticos já calcularam vários tipos de tabelas de valores para
seno, cosseno e tangente de ângulos agudos. Na página 159, você vê
uma destas tabelas, com aproximação decimal de 4 casas. Ela será útil
para resolver diversos exercícios que seguem.
Aqui, um pequeno trecho da tabela:
Usando novamente o de-
senho da circunferência e as
definições de seno, cosseno
e tangente, explore situações
que convençam os alunos das
conclusões citadas ao final
da página 148 e início da
página 149.
32. a) 16,07;
b) 47,67.
a) x = 25 sen 40º
x = 25 x 0,6428
x = 16,07;
b) 40/y = tg 40º
40 = y tg 40º
40 = y • 0,8391
y = 40/0,8391
y = 47,67.
25 x 40
40º
A B
y
Observe alguns exemplos do uso da tabela:
a) sen 4o = 0,0689 d) Se sen x = 0,7431 então x = 48o
b) cos 4o = 0,9976 e) se tg y = 0,1228, então y = 7o
c) tg 50o = 1,1918
32. Use a tabela de razões trigonométricas da página 159 e calcule as
medidas x e y aproximadas dos catetos dos triângulos retângulos das
figuras (A) e (B), a seguir:
40º
TABELA DAS RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS DE 1º a 89º
Ângulo Seno Cosseno Tangente
46º 0,7193 0,6947 1,0355
47º 0,7314 0,6820 1,0724
48º 0,7431 0,6691 1,1106
49º 0,7547 0,6561 1,1504
50º 0,7660 0,6428 1,1918
51º 0,7771 0,6293 1,2349
52º 0,7880 0,6157 1,2799
53º 0,7986 0,6018 1,3270
54º 0,8090 0,5878 1,3764
55º 0,8192 0,5736 1,4281
Ângulo Seno Cosseno Tangente
1º 0,0175 0,9998 0,0175
2º 0,0349 0,9994 0,0349
3º 0,0523 0,9986 0,0524
4º 0,0698 0,9976 0,0699
5º 0,0872 0,9962 0,0875
6º 0,1045 0,9945 0,1051
7º 0,1219 0,9925 0,1228
8º 0,1392 0,9903 0,1405
9º 0,1564 0,9877 0,1584
10º 0,1736 0,9848 0,1763
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 151 10/05/13 19:53
152
33. Observe o triângulo retângulo a seguir:
a) Calcule sen A com 4 ordens decimais.
b) A medida do ângulo A em graus está compreendida entre dois valores inteiros. Use
a tabela e diga quais são estes valores.
34. Observe a figura e responda ou faça o que se pede:
a) Para calcular a medida x, qual das razões trigonométricas usamos: seno, cosseno ou
tangente? Justifique a resposta.
b) Calcule x com duas ordens decimais, usando a tabela.
35. Observe a figura e responda ou faça o que se pede:
a) Para calcular a medida do ângulo B, qual razão trigonométrica se usa:
seno, cosseno ou tangente? Justifique sua resposta.
b) Calcule a razão trigonométrica do ângulo B que você identificou no item (a).
c) Use a tabela e escreva o valor aproximado de B, em graus.
5
13
A
?
9,08
32º
x
41
9
B
?
33. a) 0,3846;
b) 22º e 23º.
Caso julgue conveniente,
faça uma interpolação. Como
sen 22o = 0,3746 e sen 23o =
0,3907, considere a diferença
entre tais valores (0,0161) e
a diferença entre 0,3846 e
0,3746 = 0,01, e calcule a
razão 0,01/0,0161 (aproxi-
madamente, 0,62). Finalmen-
te, calcule esta razão de 60
minutos (37,2 minutos). Daí
termos, aproximadamente, o
valor de 22o 37’ 12” para o
ângulo A (pois 0,2 do minuto
equivale a 12 segundos).
Esta interpolação é uma
técnica para encontrar um
valor aproximado para o
ângulo utilizando-se tabe-
las como a da página 157.
A técnica funciona porque
apesar correspondência entre
ângulos e senos dos mesmos
não ser exatamente uma
proporcionalidade direta,
para intervalos pequenos
(de um grau, como no caso
da tabela) é quase uma. Com
o advento das calculadoras
eletrônicas científicas este
tipo de cálculo não se usa
mais, mas é importante que
os alunos tenham noção de
como se pode fazer.
34. a) Cosseno, pois cosseno
de um ângulo é o quo-
ciente da medida do
cateto adjacente a esse
ângulo pela medida da
hipotenusa;
b) 7,70.
cos 32º = x/9,08
0,8480 = x/9,08
x = 9,08 • 0,8480
x = 7,70.
35. a) Tangente, pois a tan-
gente de um ângulo é
o quociente da medida
do cateto oposto pela
medida do cateto ad-
jacente a esse ângulo;
b) 41/9 4,55;
c) Aproximadamente 77º.
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 152 10/05/13 19:53
153
36. Na figura, você vê um automóvel subindo um trecho de estrada cuja
inclinação é de 3 graus:
Ao alcançar o ponto A, o automóvel terá percorrido 5 280 metros. Quan-
tos metros o automóvel terá subido, aproximadamente, na vertical?
37. Em determinada hora do dia, o Sol
projeta uma sombra de um mastro
de bandeira no solo. O mastro mede
30 metros de altura, e a sombra, 24
metros. Calcule, aproximadamente, o
ângulo Z que o raio solar faz com o ní-
vel do terreno, neste exato momento.
38. Nas figuras a seguir, você vê medidas de lados ou de ângulos represen-
tadas por letras. Em cada caso, use a razão trigonométrica conveniente
para calcular seus valores aproximados, escrevendo as respostas em
seu caderno.
10
31º
d
r y
72º
25010
f
25º
28º
c
1
2
y =...
r =...
a)
b)
c) d)
36. 276,14m.
h = 5 280 x sen 3º
h = 5 280 x 0,0523
h = 276,14 metros.
37. Aproximadamente 51º.
tgz = 30/24 = 5/4 = 1,25
38. a) d = 6,009;
b) y = 769,43 e
r = 809,06;
c) f = 21,45;
d) c = 0,94.
Cálculos:
(a) d = 10tg 31º,
(b) 250 = r cos 72º
r = 250/cos72º = 809,06
y = r sen 72º
y = (809,06) (0,9511)
y = 769,43.
3º
5280
A
h
Z
24
30
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 153 10/05/13 19:53
154
39. Em cada caso, calcule aproximadamente os valores representados por
letras:
40. Faça os cálculos indicados nas figuras e escreva as respostas em seu
caderno.
12
10
d75º
30º
b
2357
5,5
2 f
38º
39. d = 34,79;
b = 1 360,93;
f = 5,04.
(10 + d)/12 = tg 75o
(10 + d)/12 = 3,7321
10 + d = 12 x 3,7321
10 + d = 44,79
d = 34,79.
5,5/(2 + f) = tg 38o
5,5/(2 + f) = 0,7813
2 + f = 5,5/0,7813 = 7,04
f = 5,04.
40. a) tg â = 1,25, â 51º, tg
= 0,75
37º, 14º;
b) z = 132,7.
Caso julgue oportuno,
explore ainda atividades
que envolvam os cálculos
sugeridos pelas atividades
a seguir: Distância de um
navio à costa. Distância entre
dois pontos, a partir de um
terceiro não colinear com
ambos (por exemplo, um
topógrafo em uma praia,
calculando a distância entre
duas ilhas). Largura de um
rio, a partir de um ponto
em uma das margens (por
exemplo, um engenheiro que
vai construir uma ponte). De-
terminação do raio da Terra
(feita pelos gregos há mais
de 2000 anos). Distância da
Terra à Lua (cálculos feitos
pelos astrônomos). Altura
de um ponto a partir de um
ponto no plano da base. Para
tais atividades, pesquise em
enciclopédias, livros ou re-
vistas científicas, bem como
na internet.
100
53º
z
B
a b
40
30
50A
x
tg â =
â ≅
tg b =
b ≅
x = â – b ≅
ˆ
ˆ
ˆ ˆ
?
?
?
?
?
?z =...
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 154 10/05/13 19:53
155
41. Em cada caso, na figura abaixo, calcule o valor aproximado ou exato
representado pelas letras e escreva a resposta em seu caderno.
Você já sabe que, se três ou mais retas paralelas são cortadas por duas
transversais, então os segmentos determinados pelas paralelas sobre
uma transversal são proporcionais aos segmentos correspondentes da
segunda transversal.
Faça breve abordagem
oral sobre as atividades do
“Aprendendo em casa” para
verificar se os alunos estão
aptos a resolvê-las.
41. a) 1 300;
b) 482,95;
c) cos = 0,8 37º;
d) x= 157;
e) b = 1 624,5.
x
a
500
1200 500
b
75º
80
100
c?
63º
80 b
5000
18º
a)
b)
c)
d) e)
a =... b =...
cos c =...
c ≅...ˆ
ˆ ?
?
??
A
B
C
A1
B1
C1
D
r s
a
b
c
Aprendendo em casa
Explorando o que você aprendeu
e aprendendomais
AB
BC
A B
B C
AB
A B
BC
B C
= =1 1
1 1 1 1 1 1
,
Usando propriedades de proporções, já provamos também as seguintes
relações:
AB
AC
A B
A C
AB
A B
AC
A C
= =1 1
1 1 1 1 1 1
,
BC
AC
B C
A C
BC
B C
AC
A C
= =1 1
1 1 1 1 1 1
,
Em linguagem matemática,
tem-se:
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 155 10/05/13 19:53
156
42. Use as propriedades convenientes e calcule os valores aproximados ou
exatos de a, b e c nas figuras a seguir:
43. Observe as figuras e calcule os valores aproximados ou exatos de
x, y e z.
Antes de encerrar as atividades com razões trigonométricas, vamos
registrar duas observações:
1ª) Em muitas aplicações, você viu ou verá o uso de termos como “in-
clinação”, “caimento”, “ângulo de elevação” etc. Verifique sempre
em um dicionário o significado desses termos. No dia a dia, eles
costumam ser ligados às profissões. Por exemplo, para o carpin-
teiro, “caimento” de 20% de um telhado significa que, a cada me-
tro na horizontal, o telhado deve “cair” 20 centímetros na vertical,
enquanto que, para o engenheiro, uma pista com “inclinação” de
20% significa que a tangente do ângulo da pista com a horizontal
é igual a 0,20.
2ª) Vários instrumentos de medidas se baseiam na trigonometria: bús-
sola de agrimensor, teodolito, pantômetro de luneta, clinômetro.
Faça uma pesquisa sobre estes instrumentos, procurando desco-
brir para que são usados e como se baseiam na trigonometria.
7,5
4,5
a
3 4
5 6
b 3
5
c
11
42. a = 5;
b = 54/5 = 10,8;
c = 15/11;
3/a = 4,5/7,5;
5/9 = 6/b;
3/11 = c/5.
43. x = 54/7 7,71, y = 91/8
= 11,375,
z = 44/9 4,89.
x/9 = 6/7
y/13 = 7/8
z/11 = 4/9
Sugira que os alunos pes-
quisem, em um dicionário
ilustrado, na internet, ou
em outras fontes, o que são:
bússola de agrimensor, teo-
dolito, pantômetro de luneta,
clinômetro.
7
6
9
x
8
5
7
y
4
9
z
11
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 156 10/05/13 19:53
157
ATIVIDADES OPCIONAIS
DEMONSTRANDO AS RELAÇÕES MÉTRICAS
Agora, você vai demonstrar que as relações a seguir são verdadeiras.
Como elas envolvem medidas de segmento sem triângulos retângulos,
são chamadas de “rela¬ções métricas do triângulo retângulo”.
Para isto, tenha em mãos a ficha-resumo que você já fez, ou, caso não
a tenha feito, copie a ficha a seguir. Ela permitirá a você acompanhar,
observando a figura e as relações, as demonstrações propostas.
Inicialmente, você vai identificar três triângulos semelhantes na figura.
Observe que os ângulos B e HAC são complementos de um mesmo
ângulo: o ângulo C. Logo, são congruentes.
44. Agora, responda: por que o ângulo C e o ângulo BAH são congruentes?
Você sabe que, se dois triângulos têm dois pares de ângulos congruentes, então
são semelhantes.
45. Você acabou de concluir que os ângulos B e HAC são congruentes, bem
como os ângulos C e BAH. O que se pode concluir sobre os triângulos
ABH e CAH?
46. Observe o triângulo ABC e o triângulo HBA e identifique dois pares de
ângulos congruentes de ambos. O que se pode concluir sobre estes
dois triângulos?
47. Finalmente, observe o triângulo ABC e o triângulo HAC e identifique
dois pares de ângulos congruentes de ambos. O que se pode concluir
sobre estes triângulos?
Você concluiu que os três triângulos ABC, CAH e HAC são semelhan-
tes entre si. Vamos usar estas conclusões para demonstrar as relações
métricas da ficha-resumo. Para isto, vamos observar sucessivamente,
as três primeiras.
Você sabe que b2 = am é equivalente à proporção b
a
m
b
= .
Observe que estas são medidas de segmentos contidos nos triângulos
semelhantes ABC e CAH; logo, seus lados correspondentes são pro-
porcionais.
Vamos escrever estas proporções no exercício 48.
Embora opcionais, abor-
dar estas atividades é uma
ótima oportunidade para
explorar demonstrações de
alguns teoremas, discorrer
sobre o que são postulados,
conceitos primitivos, concei-
tos intuitivos, teoremas, hipó-
teses, teses, demonstrações,
métodos de demonstração,
definições, exemplos, con-
traexemplos, proposições di-
retas, recíprocas, contrárias e
contrarrecíprocas, bem como
equivalências entre alguns
desses pares de proposições.
44. Porque C e BÂH são
complementos de um
mesmo ângulo: o ângulo
.
45. Estes triângulos são se-
melhantes pelo caso AA
de semelhança de triân-
gulos.
Comente que bastaria usar
a congruência de um dos dois
pares citados e mais a dos
ângulos retos para também
justificar a semelhança dos
mesmos triângulos.
46. HÂB e B A são con-
gruentes por serem com-
plementos do ângulo B.
B A e BÂC são con-
gruentes por serem ân-
gulos retos. Assim os
triângulos ABC e HBA
são semelhantes.
47. HÂC e CBA são con-
gruentes por serem com-
plementos do ângulo
C, e A C e BÂC são
congruentes por serem
ângulos retos. Assim, os
triângulos ABC e HAC
são semelhantes.
Esta última conclusão
(exercício 47) poderia ser
obtida usando o fato de que
a semelhança é transitiva,
ou seja, se um triângulo A é
semelhante a outro B e este é
semelhante a um terceiro C,
então os triângulos A e C são
semelhantes.
b2 = am
c2 = an
h2 = mn
a2 = b2 + c2
n + m = a
A
b
CB n m
h
c
Ha
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 157 10/05/13 19:53
158
A B C
48. Copie e complete em seu ca-
derno: b
a b
h= =?
?
Você sabe que c2 = an é equi-
valente à proporção c
a
n
c
= .
Observe que estas são medidas de segmentos contidos nos triângulos
semelhantes ABC e HBA; logo, seus lados correspondentes são pro-
porcionais; vamos escrever estas proporções no exercício 49.
49. Copie e complete em seu caderno: c
a
n h
b
= =
?
Você sabe que h2 = mn é equivalente à proporção h
m
n
h
=
Observe que estas são medidas de segmentos contidos nos triângulos
semelhantes AHB e CHA. Logo, seus lados correspondentes são pro-
porcionais; vamos escrever estas proporções:
50. Copie e complete em seu caderno:
c
m
n
h?
?= =
Você obteve, nos últimos exercícios, as seguintes proporcionalidades:
c
b
h
m
n
h
= =
c
a
h
b
n
c
= =
b
a
m
b
h
c
= =
Observe que, da proporcionalidade contida no quadro (A), usando o
produto cruzado nas duas últimas razões, resulta a relação h2 = mn.
51. De qual quadro se obtêm as relações c2 = an e bc = ah? Como obtê-las?
52. De qual quadro se obtém a relação b2 = am e como obtê-la?
Usando as relações já demonstradas, vamos agora demonstrar o famoso
Teorema de Pitágoras:
O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos.
Ou, em linguagem matemática: a2 = b2 + c2.
Você já sabe que: b2 = am e c2 = an; somando, membro a membro,
essas duas igualdades, obteremos: b2 + c2 = am + na.
Como am + an = a(m+n), temos: b2 + c2 = a(m+n).
Mas, m + n = a; logo, b2 + c2 = a x a = a2.
Logo, provamos que b2 + c2 = a2 ou, equivalentemente, a2 = b2 + c2.
48. b/a = m/b = h/c.
49. c/a = n/c = h/b.
50. c/b = h/m = n/h.
51. Obtém-se da coluna B,
usando-se produtos cru-
zados.
52. Obtém-se da coluna C,
usando-se produto cru-
zado nas duas primeiras
razões.
A
b
CB n m
h
c
Ha
b2 = am
c2 = an
h2 = mn
a2 = b2 + c2
n + m = a
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 158 10/05/13 19:53
159
TABELA DAS RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS DE 1º a 89º
Ângulo Seno Cosseno Tangente
46º 0,7193 0,6947 1,0355
47º 0,7314 0,6820 1,0724
48º 0,7431 0,6691 1,1106
49º 0,7547 0,6561 1,1504
50º 0,7660 0,6428 1,1918
51º 0,7771 0,6293 1,2349
52º 0,7880 0,6157 1,2799
53º 0,7986 0,6018 1,3270
54º 0,8090 0,5878 1,3764
55º 0,8192 0,5736 1,4281
56º 0,8290 0,5592 1,4826
57º 0,8387 0,5446 1,5399
58º 0,8480 0,5299 1,6003
59º 0,8572 0,5150 1,6643
60º 0,8660 0,5000 1,7321
61º 0,8746 0,4848 1,8040
62º 0,8829 0,4695 1,8807
63º 0,8910 0,4540 1,9626
64º 0,8988 0,4384 2,0503
65º 0,9063 0,4226 2,1445
66º 0,9135 0,4067 2,2460
67º 0,9205 0,3907 2,3559
68º 0,9272 0,3746 2,4751
69º 0,9336 0,3584 2,6051
70º 0,9397 0,3420 2,7475
71º 0,9455 0,3256 2,9042
72º 0,9511 0,3090 3,0777
73º 0,9563 0,2924 3,2709
74º 0,9613 0,2756 3,4874
75º 0,9659 0,2588 3,7321
76º 0,9703 0,2419 4,010877º 0,9744 0,2250 4,3315
78º 0,9781 0,2079 4,7046
79º 0,9816 0,1908 5,1446
80º 0,9848 0,1736 5,6713
81º 0,9877 0,1564 6,3138
82º 0,9903 0,1392 7,1154
83º 0,9925 0,1219 8,1443
84º 0,9945 0,1045 9,5144
85º 0,9962 0,0872 11,4301
86º 0,9976 0,0698 14,3007
87º 0,9986 0,0523 19,0811
88º 0,9994 0,0349 28,6363
89º 0,9998 0,0175 57,2900
Ângulo Seno Cosseno Tangente
1º 0,0175 0,9998 0,0175
2º 0,0349 0,9994 0,0349
3º 0,0523 0,9986 0,0524
4º 0,0698 0,9976 0,0699
5º 0,0872 0,9962 0,0875
6º 0,1045 0,9945 0,1051
7º 0,1219 0,9925 0,1228
8º 0,1392 0,9903 0,1405
9º 0,1564 0,9877 0,1584
10º 0,1736 0,9848 0,1763
11º 0,1908 0,9816 0,1944
12º 0,2079 0,9781 0,2126
13º 0,2250 0,9744 0,2309
14º 0,2419 0,9703 0,2493
15º 0,2588 0,9659 0,2679
16º 0,2756 0,9613 0,2867
17º 0,2924 0,9563 0,3057
18º 0,3090 0,9511 0,3249
19º 0,3256 0,9455 0,3443
20º 0,3420 0,9397 0,3640
21º 0,3584 0,9336 0,3839
22º 0,3746 0,9272 0,4040
23º 0,3907 0,9205 0,4245
24º 0,4067 0,9135 0,4452
25º 0,4226 0,9063 0,4663
26º 0,4384 0,8988 0,4877
27º 0,4540 0,8910 0,5095
28º 0,4695 0,8829 0,5317
29º 0,4848 0,8746 0,5543
30º 0,5000 0,8660 0,5774
31º 0,5150 0,8572 0,6009
32º 0,5299 0,8480 0,6249
33º 0,5446 0,8387 0,6494
34º 0,5592 0,8290 0,6745
35º 0,5736 0,8192 0,7002
36º 0,5878 0,8090 0,7265
37º 0,6018 0,7986 0,7536
38º 0,6157 0,7880 0,7813
39º 0,6293 0,7771 0,8098
40º 0,6428 0,7660 0,8391
41º 0,6561 0,7547 0,8693
42º 0,6691 0,7431 0,9004
43º 0,6820 0,7314 0,9325
44º 0,6947 0,7193 0,9657
45º 0,7071 0,7071 1,0000
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 159 10/05/13 19:53
160
Ao término do estudo
do capítulo, reveja com os
alunos, a seu critério, o signi-
ficado de alguns dos termos
destacados na cor azul no
capítulo.
Releia o texto da página
34: “Ao elaborar questões [...]
hexágono”.
Se ainda tem dúvidas sobre Reveja os exercícios
Como reconhecer se polígonos dados são ou não seme-
lhantes. 1, 2, 5, 6, 9, 12.
Como estabelecer a proporcionalidade entre os pares de
lados correspondentes de polígonos semelhantes e calcular
a razão de semelhança.
5, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 25.
Como estabelecer a proporcionalidade entre pares de seg-
mentos determinados sobre retas secantes por paralelas que
as interceptem.
11, 42, 43.
Como desenhar polígonos semelhantes que satisfaçam uma
razão de semelhança dada. 3, 4.
Como resolver problemas envolvendo o conceito e o cálculo
de média geométrica de números positivos. 14, 15.
Como identificar projeções de pontos ou segmentos sobre
retas. 16, 17, 18.
Como identificar triângulos semelhantes, determinados pela
altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo. 44 a 47.
Como interpretar, em linguagem corrente e em linguagem
matemática, as relações métricas nos triângulos retângulos. 19.
Como resolver problemas envolvendo relações métricas nos
triângulos retângulos. 20 a 26.
Como calcular o seno, o cosseno e a tangente de ângulos
agudos de triângulos retângulos, dadas as medidas dos
catetos ou da hipotenusa.
27 a 31.
Como calcular lados ou ângulos de triângulos retângulos
usando as razões trigonométricas constantes de uma tabela. 32 a 41.
Como demonstrar as relações métricas nos triângulos re-
tângulos. 48 a 52.
? Verifique se você aprendeu
Mat9Cap5_NOVA2012.indd 160 10/05/13 19:53
CapItulo 6
figuras geométricas
Descobrindo e explorando
propriedades das
-
K
s2
00
8q
|
D
re
am
st
im
e.
co
m
Mat9Cap6_NOVA2012.indd 161 10/05/13 19:55
Ao lado, explicita-
mos os objetivos gerais
do capítulo. Sugerimos
um breve comentário
sobre os mesmos, uti-
lizando as ilustrações
da página.
Releia: na página
10, “Observação im-
portante”.
Professor(a): Neste
e em outros capítu-
los, são exploradas
diversas si tuações
para que os alunos
“descubram”, a par-
tir de casos particu-
lares, propriedades de
números, de figuras,
regras de cálculos
etc. É extremamente
importante que, após
estas “descobertas”,
sejam feitas obser-
vações afirmando que
tais conclusões são
verdadeiras (e, even-
tualmente, provar estes
fatos) para que não
fique a falsa ideia de
que, a partir de poucos
casos particulares, é
possível generalizar.
Sempre que possível,
use expressões algé-
bricas para expressar
tais generalizações,
bem como de algumas
regularidades relacio-
nadas com sequências
númericas.
A
C
B
D A D
B C
F E
y
x
10º
y
80º
Neste capítulo, você vai rever ou aprender como:
• Caracterizar a circunferência, o círculo e suas partes por suas propriedades.
• Resolver problemas relacionados com medidas de cordas, arcos e tangentes.
• Caracterizar a mediatriz de um segmento e a bissetriz de um ângulo por suas pro-
priedades.
• Identificar ou construir alturas, medianas e mediatrizes de triângulos.
• Utilizar propriedades físicas de pontos de figuras relacionadas com seus centros
de gravidade
• Resolver ou descrever como resolver problemas de construções geométricas
usando régua não graduada e compasso.
• Desenhar figuras geométricas e descobrir propriedades delas, medindo lados ou
ângulos.
• Calcular medidas de lados ou ângulos de polígonos que estejam representadas
por monômios ou polinômios em uma variável.
• Calcular medidas de ângulos centrais de polígonos regulares.
• Identificar ou resolver problemas que envolvam: ângulos inscritos, ângulos semi-
-inscritos, ângulos com vértice no interior e ângulos com vértice no exterior de
uma circunferência.
• Resolver problemas de relações métricas entre cordas, distâncias de cordas ao
centro e raio de circunferências dadas.
• Resolver problemas de medidas de arcos e ângulos centrais.
• Desenhar, conceituar ou construir a circunferência circunscrita a um polígono.
• Desenhar, conceituar ou construir a circunferência inscrita em um polígono.
• Identificar polígonos inscritíveis e polígonos não inscritíveis.
• Desenhar, identificar ou conceituar polígonos inscritos em circunferências.
• Desenhar, identificar ou conceituar polígonos circunscritos a circunferências.
• Resolver problemas de cálculo de ângulos internos de polígonos regulares.
• Identificar polígono regular, seu centro, o raio, o apótema e o ângulo central.
• Resolver problemas de cálculo de ângulos centrais de polígonos regulares.
• Resolver problemas de relações métricas envolvendo segmentos que interceptam
uma circunferência.
Mat9Cap6_NOVA2012.indd 162 10/05/13 19:55
163
Responda:
• Uma reta e uma circunferência podem ter um único ponto em comum?
• Uma reta e uma circunferência podem ter dois pontos em comum?
• Qual é o nome da maior corda de uma circunferência?
Professor(a): a partir do
exercício 3, desenvolva to-
das as atividades no quadro.
Quando necessário, use múl-
tiplos das medidas citadas.
ATIVIDADES ORAIS
• Podem.
• Podem.
• Diâmetro.
Observação: ao conceituar
tangente a uma circunferên-
cia como sendo uma reta que
passa pelo extremo de um
diâmetro (ou de um raio), ao
qual é perpendicular, temos
como consequência que o
ponto de tangência é o único
ponto comum entre a tangen-
te e a circunferência. De fato,
qualquer que seja outro ponto
da tangente, o segmento que
tem por extremos este ponto
e o centro da circunferência é
a hipotenusa de um triângulo
retângulo que tem, como um
dos catetos, o raio. Logo, tal
segmento é maior que o raio,
ou seja, o ponto considerado
é exterior à circunferência.
Comente com os alunos
que estas propriedades da
circunferência são úteis para
que, usando o compasso,
obtenham pontos que distem
igualmente de um ponto
dado, desenhando arcos de
circunferência.
Comente também que,
quando a “incógnita” de um
problema de desenho geo-
métrico for um ponto, ele é
encontrado como interseção
de dois arcos de circunfe-
rência, duas retas, um arco e
uma reta etc.
Se a “incógnita” for uma
reta, basta encontrar dois
pontos da reta para traçá-la.
1. a) Secante;
b) Tangente;
c) Menor;
d) Maior.
2. a) V;
b) V.
A
F
E
D B
P
G
C
H
Na figura, você vê:
Uma reta secante à circunferência:
a reta AE.
Um raio CP e um diâmetro DB da