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Capítulo 25506 38. O dispositivo representado foi montado para medir a pressão de um gás contido em um reci- piente. O gás comprime uma coluna de mercúrio, cuja densidade é 13,6 · 103 kg/m3, de modo que o desnível h vale 0,380 m. Sabendo que g = 10,0 m/s2 e que a pressão atmosférica vale p atm = 1,01 · 105 Pa, calcule: a) a pressão manométrica do gás; b) a pressão absoluta do gás. 39. Sabendo que g = 9,81 m/s2, que a pressão atmosférica é 1,0 · 105 Pa e que a densidade do mercúrio é 13,6 g/cm3, para o sistema em equi- líbrio representado, cal- cule: a) a pressão manomé- trica do gás; b) a pressão absoluta do gás. 40. Dois vasos cilíndricos cujas áreas da base são A 1 = 6,0 m2 e A 2 = 2,0 m2 estão ligados por um tubo de dimensões desprezíveis. Inicialmente o vaso da esquerda con- tém água até uma altu- ra de 2,0 m, abrindo-se, então, a torneira. Após estabelecer-se o equilí- brio, calcule a altura da coluna de água: a) no vaso da esquerda; b) no vaso da direita. Exercícios de Reforço 41. (Fuvest-SP) Um tubo em forma de U, parcialmen- te cheio de água, está montado sobre um carri- nho que pode mover-se sobre trilhos horizontais e retilíneos, como mostra a figura. Quando o carrinho se move com aceleração constante para a direita, a figura que melhor representa a super- fície do líquido é: a) b) c) d) e) Il u St r A ç õ ES : lu IZ F Er N A N D o r u B Io Il u St r A ç õ ES : lu IZ F Er N A N D o r u B Io Fluidostática – Lei de Stevin 507 42. (UF-RJ) Um tubo em U, aberto em ambos os ramos, contém dois líquidos não miscíveis em equilíbrio hidrostático. Observe, como mostra a figura, que a altura da coluna do líquido (1) é de 34 cm e que a diferença de nível entre a super- fície livre do líquido (2), no ramo da direita, e a superfície de separação dos líquidos, no ramo da esquerda, é de 2,0 cm. Considere que a densidade do líquido (1) é igual a 0,80 g/cm3. Nesses ter- mos, calcule a densidade do líquido (2). (1) 34 cm 2 cm (2) g 43. (U. F. Santa Maria-RS) Um dos ramos de um tubo em forma de U está aberto à atmosfera e o outro conectado a um balão, contendo um gás, conforme ilustra a figura. O tubo contém água, cuja densidade é 1 · 103 kg/m3. Sabendo que a pressão exercida pela atmosfera é 1 · 105 N/m2, e considerando a aceleração da gravidade 10 m/s2, a pressão exer- cida pelo gás é, em N/m2: a) 0,9 · 105 b) 1,0 · 105 c) 1,1 · 105 d) 1,2 · 105 e) 1,3 · 105 44. (UF-AM) A figura mostra um tubo em U, aberto nas duas extremidades. Esse tubo contém dois líquidos A e B que não se misturam e que têm densidades diferentes. Sejam p M e p N as pressões nos pontos M e N, respectivamente. Esses pontos estão no mesmo nível, como indicado pela linha tracejada, e as densidades dos dois líquidos são tais que d A = 2d B . Nessas condições, é correto afirmar que: a) p M < p N b) p M = p N c) p M > p N d) p M = 2p N e) nada se pode afirmar a respeito das pressões. 45. (UF-PE) Um tubo em U, aberto em ambas as extremidades e de seção reta uniforme, contém uma certa quantidade de água. Adicionam-se 500 mL de um líquido imiscível, de densidade ρ = 0,80 g/cm3, no ramo da esquerda. Qual o peso do êmbolo, em newtons, que deve ser colocado no ramo da direita, para que os níveis de água nos dois ramos sejam iguais? Despreze o atrito do êmbolo com as paredes do tubo. êmbolo água líquido g 46. (Unifesp-SP) A figura representa um tubo em U, contendo um líquido L e fechado em uma das extremidades, onde está confinado um gás G; A e B são dois pontos no mesmo nível. Sendo p 0 a pressão atmosférica local, p G a pressão do gás confinado, p A e p B a pressão total nos pontos A e B (pressão devida à coluna líquida somada à pres- são que atua na sua superfície), pode-se afirmar que: a) p 0 = p G = p A = p B b) p 0 > p G e p A = p B c) p 0 < p G e p A = p B d) p 0 > p G > p A > p B e) p 0 < p G < p A < p B 47. (UF-MG) Paulo Sergio verifica a calibração dos pneus de sua motocicleta e encontra 26 lb/pol2 (1,8 · 105 N/m2) no dianteiro e 32 lb/pol2 (2,2 · 105 N/m2) no traseiro. Em seguida, ele mede a área de contato dos pneus com o solo, obtendo 25 cm2 em cada um deles. A distância entre os eixos das rodas, especificada no ma- nual da motocicleta, é de 1,25 m, como mostra- do nesta figura. Sabe-se que um calibrador de pneus mede a diferença entre a pressão interna e a pressão atmosférica. 1,25 m Com base nessas informações: a) Calcule o peso aproximado dessa motocicleta; b) O centro de gravidade dessa motocicleta está mais próximo do eixo da roda traseira ou do eixo da roda dianteira? (Sugestão dos autores: use p atm = 1,0 · 105 N/m2.) l u IZ A u G u S t o r IB E Ir o M líquido A líquido B g N B G A L l u IZ F E r N A N D o r u B Io Z A P t Z A P t Z A P t Z A P t Capítulo 25508 líquidoF 1 A 1 (a) (b) V 1 x 1 A 2 V 2 F 2 x 2 7. Princípio de Pascal Em 1651, o matemático e físico francês Blaise Pascal (1623-1662) enunciou o se- guinte princípio: Uma pressão externa aplicada a um líquido dentro de um recipiente se transmite, sem diminuição, a todo o líquido e às paredes do recipiente. Mecanismos hidráulicos uma das aplicações do Princípio de Pascal é a “multiplicação” de forças por meio dos chamados mecanismos hidráulicos. Consideremos, por exemplo, a situação mostrada na fi gura 35a. um líquido está dentro de um tubo de seção variável, tendo um êmbolo de área A 1 e um êmbolo de área A 2 . Aplicando ao êmbolo da esquerda uma força de intensidade F 1 , estamos transmitindo ao líquido uma pressão que se transmite sem diminuição a todo o fl ui- do, inclusive ao êmbolo da direita, de modo que, sobre este, aparece uma força de intensidade F 2 . Como a pressão deve ser a mesma nos dois êmbolos, devemos ter: p = F 1 A 1 = F 2 A 2 1 Sendo A 2 > A 1 , pela equação acima concluímos que F 2 > F 1 . Assim, aplicando uma força de “pequena” intensidade, podemos obter uma força de “grande” intensidade. Comparemos a fi gura 35a com a fi gura 35b. Enquanto o êm- bolo da esquerda faz um percurso x 1 , o êmbolo da direita faz um percurso x 2 . Porém, sendo o líquido incompressível, os volumes V 1 e V 2 devem ser iguais. v 1 = A 1 · x 1 v 2 = A 2 · x 2 v 1 = v 2 ⇒ A 1 · x 1 = A 2 · x 2 2 Multiplicando membro a membro as equações 1 e 2 , temos: F 1 A 1 · A 1 x 1 = F 2 A 2 · A 2 x 2 ⇒ F 1 x 1 = F 2 x 2 Mas F 1 x 1 é o trabalho realizado pela força de intensidade F 1 e F 2 x 2 é o trabalho realizado pela força de intensidade F 2 . Portanto, os trabalhos são iguais. Isso signifi ca que um mecanismo hidráu- lico multiplica força, mas não energia. os mecanismos hidráulicos são usados, por exemplo, em freios de automóveis (fi g. 36a) e elevadores usados em postos de gasolina (fi g. 36b). No caso do elevador hidráulico, um compressor envia ar sob grande pressão que comprime o óleo de um reservatório, o qual comprime o pistão. usam-se os mecanismos hidráulicos também na direção hidráu- lica dos veículos. A transmissão de pressão ocorre também no interior de gases, mas o processo é mais demorado que no caso dos líquidos pelo fato de os gases serem facilmente compressíveis. Figura 35. (a) (b) Figura 36. pedal pastilhas de freio disco fixado na roda óleo Z A P t lu IZ A u G u S t o r IB E Ir o lu IZ F E r N A N D o r u B Io