Logo Passei Direto
Buscar

Ficha de Exercícios -Aula 20 (2)

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

De acordo com o trecho acima, considere as seguintes afirmativas:
1. A chamada “Lei Áurea”, assinada pela princesa Isabel, não pode ser vista como uma concessão da monarquia, sendo resultado de um longo processo de luta e resistência que contou com a presença ativa de escravizados e escravizadas para sua libertação do cativeiro.
2. No período imediato que sucedeu à abolição, os libertos puderam contar com medidas de apoio na forma de distribuição de pequenos lotes de terra, tal como aconteceu nos Estados Unidos após a Guerra Civil, com a chamada “Reconstrução”.
3. Escravizados e escravizadas receberam apoio de muitos setores da sociedade da época ligados ao movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de escrava e advogado autodidata, um dos personagens mais célebres e atuantes, empenhando-se na libertação de centenas de cativos e cativas.
4. Os segmentos da sociedade adeptos do regime escravista defendiam a “emancipação gradual” e nutriam o profundo receio de que a abolição imediata da escravidão trouxesse desorganização econômica e provocasse o caos social.
a) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

No Brasil colonial, um fator essencial para a organização da atividade econômica representada no afresco foi

a) a divisão dos engenhos de açúcar em datas, que eram lotes de terra de tamanhos variáveis, distribuídos de acordo com o número de escravos e de trabalhadores livres de cada senhor de engenho.
b) a instituição do regime de porto único, em que se reservou ao porto de Recife o privilégio exclusivo de exportar o açúcar para a metrópole e importar produtos manufaturados da Europa.
c) a participação financeira dos holandeses, já que a produção de açúcar exigia grande número de escravos, instalações de alto custo e mão de obra especializada.
d) a implantação do estanco, que consistia em um monopólio do cultivo da cana e da produção do açúcar, autorizado pelo rei de Portugal.
e) a criação do colonato, regime de trabalho em que o empregado do engenho era pago, em parte, por tarefa executada e, em parte, pela colheita anual.

Sobre o tema, responda: qual foi a maior revolta de cativos no Brasil, liderada por escravos muçulmanos, tendo a participação de africanos e crioulos, escravos e libertos, atingindo mobilização de cerca de 600 revoltosos?

a) Revolta de João Congo.
b) Revolta de Nazaré das Farinhas.
c) Levante dos Malês.
d) Insurreição do Haiti.
e) Revolta de Carrancas.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

De acordo com o trecho acima, considere as seguintes afirmativas:
1. A chamada “Lei Áurea”, assinada pela princesa Isabel, não pode ser vista como uma concessão da monarquia, sendo resultado de um longo processo de luta e resistência que contou com a presença ativa de escravizados e escravizadas para sua libertação do cativeiro.
2. No período imediato que sucedeu à abolição, os libertos puderam contar com medidas de apoio na forma de distribuição de pequenos lotes de terra, tal como aconteceu nos Estados Unidos após a Guerra Civil, com a chamada “Reconstrução”.
3. Escravizados e escravizadas receberam apoio de muitos setores da sociedade da época ligados ao movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de escrava e advogado autodidata, um dos personagens mais célebres e atuantes, empenhando-se na libertação de centenas de cativos e cativas.
4. Os segmentos da sociedade adeptos do regime escravista defendiam a “emancipação gradual” e nutriam o profundo receio de que a abolição imediata da escravidão trouxesse desorganização econômica e provocasse o caos social.
a) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

No Brasil colonial, um fator essencial para a organização da atividade econômica representada no afresco foi

a) a divisão dos engenhos de açúcar em datas, que eram lotes de terra de tamanhos variáveis, distribuídos de acordo com o número de escravos e de trabalhadores livres de cada senhor de engenho.
b) a instituição do regime de porto único, em que se reservou ao porto de Recife o privilégio exclusivo de exportar o açúcar para a metrópole e importar produtos manufaturados da Europa.
c) a participação financeira dos holandeses, já que a produção de açúcar exigia grande número de escravos, instalações de alto custo e mão de obra especializada.
d) a implantação do estanco, que consistia em um monopólio do cultivo da cana e da produção do açúcar, autorizado pelo rei de Portugal.
e) a criação do colonato, regime de trabalho em que o empregado do engenho era pago, em parte, por tarefa executada e, em parte, pela colheita anual.

Sobre o tema, responda: qual foi a maior revolta de cativos no Brasil, liderada por escravos muçulmanos, tendo a participação de africanos e crioulos, escravos e libertos, atingindo mobilização de cerca de 600 revoltosos?

a) Revolta de João Congo.
b) Revolta de Nazaré das Farinhas.
c) Levante dos Malês.
d) Insurreição do Haiti.
e) Revolta de Carrancas.

Prévia do material em texto

HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE 1
2 HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE
EXERCÍCIOS.
1. (Fmj 2021) Cândido Neves perdera já o ofício de 
entalhador. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um 
encanto novo. Fixados os sinais e os costumes de 
um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-
lo, segurá-lo e levá-lo. Já lhe sucedia, ainda que raro, 
enganar-se de pessoa, e pegar em escravo fiel que 
ia a serviço de seu senhor. Certa vez capturou um 
preto livre; desfez-se em desculpas, mas recebeu 
grande soma de murros que lhe deram os parentes 
do homem. Um dia os lucros entraram a escassear. A 
vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado, o senhorio 
mandava pelos aluguéis.
(Machado de Assis. Pai contra mãe, 2010. Adaptado.)
Esse conto foi publicado no livro Relíquias de casa velha, 
editado pela primeira vez em 1906. O enredo faz uma 
descrição do Segundo Reinado brasileiro, ressaltando 
a) a participação de homens livres no movimento pela 
emancipação dos escravos.
b) a aprovação pelo governo da lei de concessões de 
alforrias individuais de escravos.
c) os efeitos abrangentes da exploração da escravidão 
nas relações sociais.
d) a sujeição do conjunto da população de origem 
africana ao regime de escravidão.
e) as reações indignadas das classes sociais populares 
à opressão dos escravos.
 
2. (UFPR 2020) Em 1888, a princesa Isabel, filha do 
imperador do Brasil, Pedro 2º, assinou a Lei Áurea, 
decretando a abolição […]. A 
decisão veio após mais de três 
séculos de escravidão, que 
resultaram em 4,9 milhões 
de africanos traficados para 
o Brasil, sendo que mais 
de 600 mil morreram no 
caminho.
(Amanda Rossi e Camilla Costa, 
postado em 13 de maio de 2018 – BBC Brasil em São Paulo. 
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469. 
Acesso em 25 de junho de 2019.)
De acordo com o trecho acima, considere as seguintes 
afirmativas:
1. A chamada “Lei Áurea”, assinada pela princesa 
Isabel, não pode ser vista como uma concessão da 
monarquia, sendo resultado de um longo processo 
de luta e resistência que contou com a presença ativa 
de escravizados e escravizadas para sua libertação do 
cativeiro.
2. No período imediato que sucedeu à abolição, os 
libertos puderam contar com medidas de apoio na 
forma de distribuição de pequenos lotes de terra, tal 
como aconteceu nos Estados Unidos após a Guerra 
Civil, com a chamada “Reconstrução”.
3. Escravizados e escravizadas receberam apoio 
de muitos setores da sociedade da época ligados ao 
movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de 
escrava e advogado autodidata, um dos personagens 
mais célebres e atuantes, empenhando-se na 
libertação de centenas de cativos e cativas.
4. Os segmentos da sociedade adeptos do regime 
escravista defendiam a “emancipação gradual” e 
nutriam o profundo receio de que a abolição imediata 
da escravidão trouxesse desorganização econômica e 
provocasse o caos social.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
 
3. (Enem digital 2020) Lei n. 3 353, de 13 de maio de 1888
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua 
Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber 
a todos os súditos do Império que a Assembleia-Geral 
decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1º: É declarada extinta desde a data desta lei 
a escravidão no Brasil.
Art. 2º: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem 
o conhecimento e execução da referida lei pertencer, 
que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão 
inteiramente como nela se contém.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio 
de 1888, 67º ano da Independência e do Império. 
Princesa Imperial Regente.
Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 6 fev. 2015 
(adaptado).
HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE 3
Um dos fatores que levou à promulgação da lei 
apresentada foi o(a) 
a) abandono de propostas de imigração.
b) fracasso do trabalho compulsório.
c) manifestação do altruísmo britânico.
d) afirmação da benevolência da Corte.
e) persistência da campanha abolicionista.
4. (Uece 2020) Atente para o seguinte excerto a 
respeito da abolição da escravatura no Brasil:
“[…] a abolição da escravatura não eliminou o 
problema do negro. A opção pelo trabalhador 
imigrante, nas áreas regionais mais dinâmicas da 
economia, e as escassas oportunidades abertas ao 
ex-escravo, em outras áreas, resultaram em uma 
profunda desigualdade social da população negra. 
Fruto em parte do preconceito, essa desigualdade 
acabou por reforçar o próprio preconceito contra o 
negro. Sobretudo nas regiões de forte imigração, ele 
foi considerado um ser inferior, perigoso, vadio e 
propenso ao crime; mas útil quando subserviente”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013, p. 169.
Considerando o processo histórico de abolição da 
escravatura no Brasil, é correto afirmar que 
a) foi, além de muito rápido, suficiente para acabar 
com o escravismo e logo inserir o ex-escravo, de 
forma igualitária, nos diversos espaços da sociedade 
brasileira.
b) além de lento, considerando-se o lapso temporal 
entre a Lei Eusébio de Queirós, de cunho abolicionista, 
de 1850, e a Lei Áurea, de 1888, não representou o fim 
da marginalização da população negra.
c) o país, por ser pioneiro na abolição da escravatura, 
encontrou grande dificuldade, pois, não havendo 
exemplos a serem seguidos, obrigou-se a construir seu 
próprio modelo de inclusão social para os ex-escravos.
d) como nos EUA, onde os ex-escravos foram 
plenamente aceitos na sociedade por sua capacidade de 
produção, os ex-escravos brasileiros também tiveram 
oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e 
experimentar chances iguais para vencer na vida.
 
5. (Ufrgs 2019) Observe a tabela abaixo, que 
apresenta o número de africanos escravizados que 
desembarcaram no Brasil, após a independência, e 
considere o texto do historiador Sidney Chalhoub.
PERÍODO
NÚMERO DE AFRICANOS 
ESCRAVIZADOS QUE 
DESEMBARCARAM NO BRASIL
1826-1830 329.670
1831-1835 101.924
1836-1840 313.784
1841-1845 162.170
1846-1850 324.991
1851-1855 8.292
1856-1860 520
Disponível em: <http://www.slavevoyages.org/assessment/
estimates>. Acesso em: 10 set. 2018.
Não obstante a proibição legal, e após decrescimento 
temporário nas entradas de africanos durante a 
primeira metade da década de 1830, o comércio 
negreiro, então clandestino, assumiu proporções 
aterradoras nos anos seguintes, impulsionado pela 
demanda por trabalhadores para as fazendas de café, 
useiro e vezeiro no logro aos cruzeiros britânicos, 
auxiliado pela conivência e corrupção de autoridades 
públicas e com o apoio de setores diversos da 
população. [...] Não custa meditar por um momento 
no que se acaba de anunciar: a riqueza e o poder 
dos cafeicultores, que se tornaria símbolo maior da 
prosperidade imperial ao longo do Segundo Reinado, 
viabilizaram-se ao arrepio da lei, pela aquisição de 
cativos provenientes de contrabando.
CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no 
Brasil oitocentista.Rio de Janeiro: Cia. das Letras, 2012. p. 36-37.
Considere as seguintes afirmações sobre os dados e o 
texto acima.
I. O tráfico transatlântico, durante a maior parte do 
Império Brasileiro, foi uma prática ilegal, sustentada, 
entre outras coisas, pelo conluio de elites econômicas 
com setores da administração monárquica.
II. A flutuação do número de africanos escravizados 
que desembarcaram no Brasil explica-se apenas pela 
dinâmica de oferta e procura, sem o impacto de leis e 
tratados nacionais e internacionais.
III. O número de africanos escravizados teve um 
imediato decréscimo nos cinco anos seguintes à 
aprovação da Bill Aberdeen pelo parlamento britânico, 
que autorizava o aprisionamento de navios negreiros 
pela Marinha inglesa.
Quais estão corretas? 
4 HISTÓRIADO BRASIL COM RODRIGO BIONE
a) Apenas I. 
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III. 
e) I, II e III.
 
6. (Fmj 2020) Observe o afresco de Cândido Portinari, 
pintado em 1938 para compor o mural do Ministério 
da Educação no Rio de Janeiro sobre os ciclos 
econômicos do Brasil.
 
No Brasil colonial, um fator essencial para a organização 
da atividade econômica representada no afresco foi 
a) a divisão dos engenhos de açúcar em datas, que eram 
lotes de terra de tamanhos variáveis, distribuídos de 
acordo com o número de escravos e de trabalhadores 
livres de cada senhor de engenho.
b) a instituição do regime de porto único, em que se 
reservou ao porto de Recife o privilégio exclusivo 
de exportar o açúcar para a metrópole e importar 
produtos manufaturados da Europa.
c) a participação financeira dos holandeses, já que a 
produção de açúcar exigia grande número de escravos, 
instalações de alto custo e mão de obra especializada.
d) a implantação do estanco, que consistia em um 
monopólio do cultivo da cana e da produção do 
açúcar, autorizado pelo rei de Portugal.
e) a criação do colonato, regime de trabalho em que o 
empregado do engenho era pago, em parte, por tarefa 
executada e, em parte, pela colheita anual.
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Texto I
O branco açúcar que adoçará meu café
Nesta manhã de Ipanema
Não foi produzido por mim
Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre
Vejo-o puro
E afável ao paladar
Como beijo de moça, água
Na pele, flor
Que se dissolve na boca. Mas este açúcar
Não foi feito por mim.
Este açúcar veio
Da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
Dono da mercearia.
Este açúcar veio
De uma usina de açúcar em Pernambuco
Ou no Estado do Rio
E tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
E veio dos canaviais extensos
Que não nascem por acaso
No regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
Nem escola,
Homens que não sabem ler e morrem de fome
Aos 27 anos
Plantaram e colheram a cana
Que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
Homens de vida amarga
E dura
Produziram este açúcar
Branco e puro
Com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
GULLAR, F. “O Açúcar”. Toda poesia. Rio de Janeiro, Civilização 
Brasileira, 1980.
HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE 5
Texto II
* Texto da imagem: “Em 1888, a princesa Isabel assinou 
a Lei Áurea, mas nem todo mundo conseguiu ler.”
As informações contidas na imagem do texto II, 
localizadas no canto inferior direito, não foram 
reproduzidas, pois não interferem na resolução das 
questões apresentadas. 
7. (Fatec 2020) O texto II remete a um período de 
produção do açúcar em que se estabeleceu um tipo 
característico de relação social e de trabalho.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, 
algumas das características dessas relações sociais 
e de trabalho nos engenhos de açúcar da América 
portuguesa, no século XVI. 
a) O modelo de produção de açúcar na América 
portuguesa beneficiou-se da prática corrente entre os 
povos africanos, que se ofereciam voluntariamente à 
escravidão, como forma de fugir das más condições 
econômicas e climáticas características do 
subdesenvolvimento do seu continente.
b) A escravidão africana foi justificada por diferentes 
narrativas que utilizavam passagens bíblicas para 
defender o trabalho forçado como castigo divino ou 
como forma de expiação dos supostos pecados dos 
africanos, que, muitas vezes, na América portuguesa, 
foram separados de membros de suas famílias e 
comunidades.
c) Embora no sudeste prevalecesse a escravidão 
africana, nos engenhos de açúcar do Nordeste, a 
mão de obra escravizada era predominantemente 
de origem indígena andina, fornecida por 
traficantes de escravos especializados em atravessar 
clandestinamente a linha de fronteira demarcada 
pelo Tratado de Tordesilhas.
d) Ao contrário das capitanias do Nordeste, que 
utilizavam mão de obra escravizada, a capitania 
de São Vicente se caracterizou pelo açúcar de alta 
qualidade, produzido a partir da mão de obra livre 
de imigrantes italianos e alemães, que vinham para 
a América fugindo das guerras de unificação de seus 
respectivos países.
e) A escravidão de africanos e afrodescendentes nos 
engenhos de açúcar coloniais seguia a lógica interna 
das sociedades africanas, cujo sistema de produção de 
commodities em larga escala foi tomado como modelo 
para o desenvolvimento das colônias europeias em 
todo o continente americano.
 
8. (Ufms 2019) Quando pensamos na diversidade de 
paisagens, associada à extensão territorial e às formas 
como foram povoadas as diversas regiões do Brasil, 
retomamos a ideia de que o País assume dimensões 
continentais. Além da vastidão do território, é 
importante lembrar que o Brasil também possui uma 
história riquíssima e que cada região foi marcada 
por uma atividade econômica ao longo do período de 
ocupação pós-1500. Assim, assinale a alternativa que 
associa corretamente: a região do país, a atividade 
econômica que historicamente foi praticada na 
região, o período em que obteve maior êxito e qual foi 
a matriz da mão de obra utilizada. 
a) Região Nordeste; mineração; período imperial; 
trabalho assalariado.
b) Região Sul; lavoura açucareira; período colonial; 
trabalho escravo.
c) Região Norte; produção de algodão; período 
imperial; trabalho indígena.
d) Região Centro-Oeste; mineração; período 
republicano; trabalho assalariado.
e) Região Sudeste; mineração; período colonial; 
trabalho escravo.
 
9. (Upf 2019) É praticamente um consenso 
historiográfico a interpretação de que onde houve 
escravidão, houve resistência. Os escravos jamais se 
conformaram com a perda da liberdade e as rebeliões 
representaram a principal forma de resistência 
coletiva.Sobre o tema, responda: qual foi a maior 
revolta de cativos no Brasil, liderada por escravos 
muçulmanos, tendo a participação de africanos e 
crioulos, escravos e libertos, atingindo mobilização 
de cerca de 600 revoltosos? 
a) Revolta de João Congo.
6 HISTÓRIA DO BRASIL COM RODRIGO BIONE
b) Revolta de Nazaré das Farinhas.
c) Levante dos Malês.
d) Insurreição do Haiti.
e) Revolta de Carrancas.
 
10. (Fgv 2020) Palmares conseguiu fazer o medo 
senhorial referente às fugas escravas chegar a seu 
ponto máximo e também marcou o auge dos grandes 
exércitos de aniquilação. É relativamente frequente, 
na correspondência oficial entre a metrópole e os 
governos do final do século XVII, a equiparação de 
Palmares à invasão holandesa, pelos danos, perigos e 
dificuldades da guerra.
LARA, S. H., “Do singular ao plural. Palmares, capitães-do-mato e o 
governo dos escravos”. In REIS, J.J. e GOMES, F. dos S., Liberdade por 
um fio. História dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1996, p. 87.
A respeito de Palmares e dos quilombos no Brasil, é 
correto afirmar: 
a) Apesar de ser apontado como o maior quilombo da 
História do Brasil, Palmares ofereceu menor risco que 
outros quilombos, pela forte presença de missionários 
católicos em seu interior.
b) As ações de repressão e aniquilação dos quilombolas, 
no período colonial, deveram-se à estrutura política 
centralizada e à formação de forte exército senhorial, 
que impunham a ordem escravista no Brasil.
c) Palmares e muitos dos quilombos surgidos na 
região nordeste mantiveram-se completamente fora 
do circuito das transações comerciais e da circulação 
de bens coloniais.
d) A violenta destruição de Palmares, ao final do 
século XVII, intimidou os escravos de outras regiões 
e marcou o início do declínio e do abandono dessa 
forma de resistência à escravidão no Brasil.
e) A população de Palmares foi ampliada durante as lutas 
entre luso-brasileiros e holandeses, que provocaram 
constantes fugas de escravizados das plantations.
 
Gabarito: 
01: [C]; 02: [D]; 03: [E]; 04: [B]; 05: [A]
06: [C]; 07: [B]; 08: [E]; 09: [C]; 10: [E]