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1. UNIFESP 2009 "O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o dominio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela misera condição de guerra que é a consequência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visivel capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza.” (Thomas Hobbes (1588-1679). 'Leviatã'. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.) "O principe não precisa ser piedoso, fiel, humano, integro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades (...). O principe não deve se desviar do bem, mas deve estar sempre pronto a fazer o mal, se necessário." (Nicolau Maquiavel (1469-1527). 'O Príncipe'. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1986.) Os dois fragmentos ilustram visões diferentes do Estado moderno. É possivel afirmar que: a. Ambos defendem o absolutismo, mas Hobbes vê o Estado como uma forma de proteger os homens de sua própria periculosidade, e Maquiavel se preocupa em orientar o governante sobre a forma adequada de usar seu poder. b. Hobbes defende o absolutismo, por torná-lo como a melhor forma de assegurar a paz, e Maquiavel o recusa, por não aceitar que um governante deva se comportar apenas para realizar o bem da sociedade. c. Ambos rejeitam o absolutismo, por considerarem que ele impede o bem público e a democracia, valores que jamais podem ser sacrificados e que fundamentam a vida em sociedade. d. Maquiavel defende o absolutismo, por acreditar que os fins positivos das ações dos governantes justificam seus meios violentos, e Hobbes o recusa, por acreditar que o Estado impede os homens de viverem de maneira harmoniosa. e. Ambos defendem o absolutismo, mas Maquiavel acredita que o poder deve se concentrar nas mãos de uma só pessoa, e Hobbes insiste na necessidade da sociedade participar diretamente das decisões do soberano. 2. UNIOESTE 2012 "Três razões fazem ver que este governo é o melhor. A primeira, é que é o mais natural e se perpetua por si próprio... A segunda razão... é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o principe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos... A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais... O trono real não é trono de um homem, mas o trono de Deus... O rei vê mais longe e de mais alto... e deve-se obedecer-se-lhe sem murmura, pois o murmúrio é uma disposição para sedição". BOSSUET, Jaques-Benigne. Política Tirada da Sagrada Escritura. In: FREITAS, Gustavo de. 900 Textos e Documentos de História. Lisboa, Plátano Editora, s/d. p.201. No trecho acima, Bossuet justificou uma forma de organização do Estado europeu na Idade Moderna, em relação a qual é correto afirmar que a. se tratava do Estado Moderno, caracterizado pela centralização do poder nas mãos do rei, cuja legitimidade seria conferida por Deus. b. o Estado Absolutista foi constituído sob a influência das ideias iluministas, um movimento filosófico e político que fundou as bases do Estado Absolutista. c. a formação do Estado Moderno estava apoiada em termos filosóficos no pensamento teocêntrico e, em termos políticos, na fragmentação política. d. o Estado Moderno se sustentava na tradição democrática herdada da antiguidade clássica. e. Bossuet representa uma corrente de filósofos que justificava o poder soberano dos reis através da teoria do contrato social. 3. UEMG 2013 O Absolutismo como forma de governo esteve presente na península Ibérica, na França e na Inglaterra, tendo impactado e influenciado as maiores economias de seu tempo. Seus pensadores mais conhecidos e suas teorias foram: a. Nicolau Maquiavel e sua teoria de que o indivíduo estava subordinado ao Estado; Thomas Hobbes, criador da teoria do Contrato; Jacques Bossuet e Jean Bodin, que defenderam que o Rei era um representante divino. b. Nicolau Maquiavel e a teoria do Contrato; Thomas Hobbes e a teoria da supremacia do Rei como representante divino; ABSOLUTISMO Jacques Bossuet e Jean Bodin, que defenderam a subordinação do indivíduo ao Estado. c. Maquiavel, Jacques Bossuet e Jean Bodin, cujas teorias só se diferenciaram na aplicabilidade teológica, bem como Thomas Hobbes, que preconizou o indivíduo como senhor de seus direitos. d. Maquiavel e Thomas Hobbes, que conceberam o Contrato Social, Jacques Bossuet, que estabeleceu o conceito de individualismo primordial, e Jean Bodin, que defendeu a primazia da esfera governamental. 4. UEPB 2014 A frase no quadro abaixo teria sido dita por Luís XIV e muitojá se discutiu se o "Rei-Sol" francês a teria realmente pronunciado, em que pese ela simbolizar o espírito do absolutismo, em que a glória do rei e o bem do Estado eram princípios inseparáveis. Analise as assertivas abaixo: I. O reinado de Luís XIV durou mais de 50 anos, fundado no absolutismo monárquico. O rei controlava a política e os assuntos do Estado, a economia, a sociedade e até mesmo o modo da nobreza se vestir. Ele incentivava as artes, pois as considerava, também, assunto de Estado. II. O poder absoluto e a centralização administrativa eram objetivos de Luís XIV. EIe fez o Estado francês se tomar ateu e Iaico. A ideia era acabar com a influência que a Igreja Católica tinha no meio da nobreza para que o rei não tivesse que perder fatias de seu próprio poder. III. Luís XIV seguia a tradição da dinastia capetiana adepta da ideia do "rei que faz alguma coisa" (para não dizer do rei que faz tudo!). Após a coroação, ele anunciou que comandaria o Estado por si mesmo e que solicitaria a opinião de seus ministros apenas quando julgasse necessário. IV. Luís XIV fez uma reorganização administrativa, econômica, política e militar e se dedicou a coisas como a fortiflcação das regiões fronteiriças, o fortalecimento da marinha de guerra, a criação de academias e a elaboração do primeiro mapa da França. A construção do Palácio de Versalhes, uma vitrine cultural, científica e política da França, foi por ele acompanhada de perto. Assinale a alternativa correta: a. I e II corretas, enquanto III e IV incorretas. b. II e III corretas, enquanto I e IV incorretas. c. I, III e IV corretas, enquanto II incorreta. d. II, III e IV corretas, enquanto I incorreta. e. III e IV corretas, enquanto I e II incorretas. 5. FGV 2014 O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da propriedade dos privilégios aristocráticos, embora, ao mesmo tempo, os meios pelos quais tal proteção era concedida pudessem assegurar simultaneamente os interesses básicos das classes mercantis e manufatureiras nascentes. Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas à sua posição tradicional. Nunca foi um árbitro entre a aristocracia e a burguesia, e menos ainda um instrumento da burguesia nascente contra a aristocracia: ele era a nova carapaça política de uma nobreza atemorizada. (Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado) Segundo Perry Anderson, o Estado absolutista a. não tinha força política para submeter os trabalhadores do campo e a aristocracia com a cobrança de pesados impostos e, simultaneamente, oferecer participação política e vantagens econômicas para o crescimento da burguesia comercial e manufatureira. b. nunca se submeteu aos interesses da burguesia mercantil e manufatureira em detrimento da aristocracia, mas, ao contrário, tornou-se um escudo de proteção dos camponeses contra o domínio feudal exercido por meio de pesados impostos. c. garantiu, sob a sua proteção, o domínio econômicoe politico da aristocracia sobre os camponeses e, para sobreviver economicamente, atendeu aos interesses de expansão do mercado da burguesia mercantil e manufatureira, mas a afastou do poder politico. d. preservou a propriedade feudal e os interesses dos camponeses, mas, para que isso se efetivasse, submeteu-se a pressão da burguesia mercantil e manufatureira ao aproximá-la do poder político, oferecendo cargos públicos a essa classe. e. não protegeu a aristocracia nem os camponeses que, para sobreviverem, estabeleceram alianças pontuais com a burguesia comercial em ascensão econômica e com crescente participação política, com o intuito de obter acesso à terra. 6. FGV 1996 Acerca do Absolutismo na Inglaterra, NÃO é possível afirmar que: a. Fortaleceu-se com a criação da Igreja Anglicana. b. Foi iniciado por Henrique VIII, da dinastia Tudor, e consolidado no longo reinado de sua filha Elizabeth I. c. A política mercantilista intervencionista foi fundamental para a sua solidificação. d. Foi consequência da Guerra das Duas Rosas, que eliminou milhares de nobres e facilitou a consolidação da monarquia centralizada. e. O rei reinava mas não governava, a exemplo do que ocorreu durante toda a modernidade. 7. ESPM 2014 A França no século XVI viveu mergulhada em uma instabilidade que envolvia aspecfitos políticos e religiosos, como foi exemplo o infame massacre da Noite de São Bartolofimeu, em 1572. Com a intenção de pacificar o país, o rei Henrique IV promulgou o Edito de Nantes pelo qual: a. foi concedida liberdade de culto aos protestantes, bem como o direito de conservar algumas praças de guerra para sua defesa. b. o rei renunciou ao protestantismo e se fez batizar católico. c. revogou a liberdade de culto permitida aos franceses e impôs o catolicismo. d. o rei obteve o direito de nomear bispos e cardeais o que permitiu que a dinastia Bourbon pudesse exercer influência sobre a Igreja Católica. e. foi criada a Igreja Anglicana, separada da Igreja Católica Romana, subordinada ao poder do rei. 8. UFAL 1999 Algumas das principais características do reinado de Luis XIV, o Rei Sol, foram: a. ampliação dos privilégios concedidos à alta hierarquia eclesiástica, suspensão dos acordos diplomáticas firmados com a Inglaterra e desenvolvimento de um política cultural voltada para o entretenimento da população pobre das cidades. b. livre manifestação das ideias religiosas e dos interesses econômicos, convocação sistemática da representação política dos estamentos e agressividade militar frente aos demais Estados Nacionais da Europa Ocidental. c. descentralização econômica do Reino mediante a criação dos cargos de síndico e prefeito, diminuição da venda de cargos públicos e liberdade religiosa. d. estímulo à diversificação das atividades econômicas do Reino, regulamentação do processo de arrendamento das terras improdutivas pelo campesinato pobre e concessão de representação política aos setores ligados à nascente manufatura. e. intervenção direta do monarca nas questões da justiça, criação dos intendentes reais nas províncias e dos magistrados reais nas cidades. 9. ENEM 2012 Charge anônima. BURKE, P. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994. (Foto: Enem) Na França, o rei Luís XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratégias que visavam sedimentar uma determinada noção de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra a. a humanidade do rei, pois retrata um homem comum, sem os adornos próprios à vestimenta real. b. a unidade entre o público e o privado, pois a figura do rei com a vestimenta real representa o público e sem a vestimenta real, o privado. c. o vínculo entre monarquia e povo, pois leva ao conhecimento do público a figura de um rei despretensioso e distante do poder político. d. o gosto estético refinado do rei, pois evidencia a elegância dos trajes reais em relação aos de outros membros da corte. e. a importância da vestimenta para a constituição simbólica do rei, pois o corpo político adornado esconde os defeitos do corpo pessoal. 10. MACKENZIE 1997 O Rei Henrique VIII, aclamado defensor da fé pela Igreja Católica, rompeu com o Papa Clemente VII em 1534, por a. opor-se ao Ato de Supremacia que submetia a Igreja Anglicana a autoridade do Papa. b. rever todos os dogmas da Igreja Católica, incluindo a indissolubilidade do sagrado matrimônio, através do Ato dos Seis Artigos. c. aceitar as 95 teses de Martinho Lutero, que denunciavam as irregularidades da Igreja Católica. d. ambicionar assumir as terras e as riquezas da Igreja Católica e enfraquecer sua influência na Inglaterra. e. defender que o trabalho e a acumulação de capital são manifestações da predestinação a salvação eterna como professava Santo Agostinho. 11. Espcex (Aman) 2015 O absolutismo desenvolveu-se no ocidente europeu durante a Idade Moderna (séculos XV ao XVIII), favorecido, principalmente, pela(o)(s): a. falta de freio nas concepções morais e nos costumes da época. b. fortalecimento da Igreja Católica e pelos lucros auferidos pelas vitórias dos cruzados. c. formação dos estados nacionais e transferência do eixo económico do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo. d. riquezas obtidas pelos reis europeus na America, África e Ásia. e. reforma protestante e transferência do eixo econômico do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo. 12. UFLA 2013 “No seu conjunto, a colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta empresa comercial [...] destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. É este o verdadeiro sentido da colonização tropical, de que o Brasil é uma das resultantes; e ele explicará os elementos fundamentais, tanto no plano econômico como no social, da formação e evolução históricas dos trópicos americanos. [...]” Fonte: PRADO JR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1979. p. 31-32. (Fragmento). A política econômica que caracteriza a “vasta empresa comercial” citada no trecho acima é conhecida por: a. Socialismo b. Liberalismo c. Mercantilismo d. Neoliberalismo 13. UFLA 2011 TRECHO 1 “ (...) não é, efetivamente, uma política econômica que vise ao bem-estar social, como se diria hoje; visa ao desenvolvimento nacional a todo custo. Toda forma de estímulo é legitimada, a intervenção do Estado deve criar todas as condições de lucratividade para (...) poderem exportar excedentes ao máximo.” F. Novais. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). 2 ed. São Paulo: Hucitec, 1981 TRECHO 2 “(...) a administração se fará a partir da metrópole, e a preocupação fiscal dominará todo o mecanismo administrativo. Mas a medula do sistema, seu elemento definidor, reside no monopólio do comércio colonial.” F. Novais. O Brasil nos quadros do antigo sistema colonial. In: FENELON, Dea Ribeiro. 50 textos de história do Brasil. São Paulo: Hucitec, 1974 A expressão “condições de lucratividade”, do trecho 1, refere-se: a. ao comércio de ações realizado nas bolsas de valores de todos os países. b. às práticas do protecionismo econômico que caracterizaram as políticas mercantilistas. c. às políticas públicas de investimento em setores prioritários como, por exemplo, educação e saúde. d. ao sistema de empréstimos consignados que garante uma rentabilidade segura às financeiras ao descontar parcelas na folha de pagamento. 14. FGV-SP 1995 O metalismo, a doutrina da balança comercial favorável, o protecionismo e o colonialismo constituem as características básicas do: a. Neoliberalismo. b. Intervencionismo. c. Socialismo. d. Liberalismo. e. Mercantilismo. 15. UNISC 2007 “Apenas uma determinada quantidade de dinheiro circula em toda a Europa […] não é possível aumentar o dinheiro num reino sem o retirar simultaneamente, em quantidade idêntica, dos Estados vizinhos.” “É necessário aumentar o dinheiro no comércio público, atraindo-o junto dos países donde vem,conservando-o no interior do reino, impedindo-o de sair e dando aos homens meios para dele retirarem lucros [...] só o comércio e tudo o que dele depende é capaz de produzir esse grande efeito.” Os trechos acima, atribuídos a Colbert, fazem a apologia da prática política e econômica conhecida por; a. liberalismo. b. mercantilismo. c. capitalismo. d. socialismo. e. feudalismo. 16. CESGRANRIO 1990 A frase de Luiz XIV, "L'Etat c'est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava: a. a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional); b. a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida; c. a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais; d. a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos; e. o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato. 17. UNEMAT 2007 Leia, analiticamente, as recomendações do conselheiro P. W. von Hornick para o enriquecimento do reino austríaco no século XVII. “[...] ouro e prata, uma vez no país, sejam estes provenientes das minas do país ou obtidos de países estrangeiros por meio de indústria, não devem em caso algum [...] ser levados embora, nem tampouco deve ser permitido que sejam enterrados em cofres ou caixas fortes; mas devem ficar perpetuamente em circulação. [...] os habitantes do país deveriam fazer todo esforço de limitar os seus luxos aos produtos domésticos [do país] e [...] dispensar os produtos estrangeiros o quanto possível”. Apud Carvalho, Delgado D. História documental moderna, conteporânea. Rio Janeiro.Record, 1976, p.102. Estas orientações referem-se a uma doutrina econômica administrativa da Era Moderna. Assinale a alternativa CORRETA. a. Capitalismo. b. Feudalismo. c. Comunismo. d. Escravismo. e. Mercantilismo. 18. FEI A famosa frase atribuída a Luis XIV: "O Estado sou eu", define: a. O absolutismo; b. O iluminismo; c. O liberalismo; d. O patriotismo do rei; e. A igualdade democrática. 19. UNIMONTES 2015 O Antigo Regime pode ser entendido como o sistema político, social e econômico característico na Idade Moderna Europeia Ocidental. Do ponto de vista político e econômico, correspondeu a/ao a. Liberalismo e Fisiocracia. b. Absolutismo e Mercantilismo. c. Medievalismo e Feudalismo. d. Constitucionalismo e Liberalismo. 20. UFF 2010 De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), em seu estado natural, os seres humanos são livres, competem e lutam entre si. Mas como têm em geral a mesma força, o conflito se perpetua através das gerações, criando um ambiente de tensão e medo permanentes. Para Hobbes, criar uma sociedade submetida à lei e na qual os seres humanos vivam em paz e deixem de guerrear entre si, pressupõe que todos os homens renunciem a sua liberdade original e deleguem a um só deles (o soberano) o poder completo e inquestionável. A modalidade de governo que desempenhou importante papel na Filosofia Política Moderna e que é associada à teoria política de Hobbes é a/o: a. Monarquia censitária. b. Monarquia absoluta. c. Sistema parlamentar. d. Despotismo esclarecido. e. Sistema republicano. 21. ENEM 2009 O que se entende por Corte do antigo regime é, em primeiro lugar, a casa de habitação dos reis de França, de suas famílias, de todas as pessoas que, de perto ou de longe, dela fazem parte. As despesas da Corte, da imensa casa dos reis, são consignadas no registro das despesas do reino da França sob a rubrica significativa de Casas Reais. Algumas casas de habitação dos reis tiveram grande efetividade política e terminaram por se transformar em patrimônio artístico e cultural. Um bom exemplo disso é a. o Palácio de Versalhes. b. o Museu Britânico. c. a Catedral de Colônia. d. a Casa Branca. e. a pirâmide do faraó Quéops. 22. CESGRANRIO 1994 Assinale a opção que expressa corretamente uma prática dos Estados Modernos Absolutos europeus nos séculos XV - XVIII: a. Combate aos privilégios da nobreza. b. Centralização política e administrativa. c. Política econômica liberal. d. Fragmentação territorial. e. Abandono do tributarismo e do fiscalismo. 23. FGV 2003 "Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ser ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas(...)." (MAQUIAVEL, N., "O Príncipe". 2a ed., Trad., Mira-Sintra - Mem Martins, Ed. Europa-América, 1976, p.89.) A respeito do pensamento político de Maquiavel, é correto afirmar: a. Mantinha uma nítida vinculação entre a política e os princípios morais do cristianismo. b. Apresentava uma clara defesa da representação popular e dos ideais democráticos. c. Servia de base para a ofensiva da Igreja em confronto com os poderes civis na Itália. d. Sustentava que o objetivo de um governante era a conquista e a manutenção do poder. e. Censurava qualquer tipo de ação violenta por parte dos governantes contra seus súditos. 24. UNIOESTE 2007 O bispo Jacques Bossuet, grande teórico do absolutismo monárquico, afirmou: "Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e seus representantes na terra. Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada e que atacá-lo é sacrilégio. O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a ninguém." (In: Coletânea de Documentos Históricos para o 1º grau. São Paulo, SE/CENP, 1978, p. 79). Assinale a alternativa que NÃO CARACTERIZA o regime absolutista de poder: a. A justificativa do poder real pela teoria do direito divino. b. A personificação do Estado na figura do rei. c. A junção, na figura do rei, dos poderes de legislar, executar e julgar. d. A centralização administrativa. e. A noção de representatividade, por delegação através do voto. 25. UNIR 2010 “O Estado sou eu”. A célebre frase atribuída ao rei francês Luís XIV, também conhecido como Rei-Sol, sintetiza o período absolutista na Europa moderna. Em relação ao Estado absolutista, assinale a afirmativa correta. a. A política econômica do absolutismo estava baseada no livre comércio que era controlado pela burguesia. b. A nobreza havia perdido seus privilégios políticos e sociais devido às constantes guerras entre os Estados absolutistas. c. Os poderes de governos e a autoridade política encontravam-se centralizados nas mãos do soberano. d. A burocracia foi reduzida em decorrência da atuação burguesa que defendia a diminuição da presença estatal na vida dos súditos. e. As diversas revoltas camponesas, ocorridas naquele momento, conquistaram melhorias nas condições de trabalho no meio rural. 26. UNESP 1993 O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo: a. A função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria. b. A História se explica pelo valor da raça de um povo. c. A fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes d. O rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra e. A soberania máxima reside no próprio povo. 27. PUC-CAMPINAS Leia o texto de um clássico da teoria política. "Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ser ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas." No texto estão explícitas algumas ideias presentes no período de formação do Estado Moderno. O autor escreve numa região convulsionada por crisespolíticas, ameaças externas e ausência de unidade nacional. O autor, a obra, o país e o tipo de Estado, que o mesmo defendia, são, respectivamente: a. Jacques Bossuet, POLÍTICA, França e o Estado Liberal. b. Thomas Hobbes, LEVIATÃ, Inglaterra e o Estado Mercantil. c. Tomás Morus, A Utopia, Alemanha e o Estado Socialista. d. Nicolau Maquiavel, O PRÍNCIPE, Itália e o Estado Absolutista. e. Jean Bodin, A REPÚBLICA, Bélgica e o Estado Democrático. 28. MACKENZIE O período de predomínio do mercantilismo caracteriza-se: a. pela extinção das empresas monopolistas; b. pela luta entre mercadores e manufaturadores; c. pela grande acumulação de metais preciosos; d. pelo desaparecimento das guildas; e. pelo surgimento dos primeiros socialistas. 29. FAAP O mercantilismo, política econômica praticada pelos monarcas europeus, na época moderna, teve como característica a(o): a. Liberdade do comércio colonial. b. Estímulo às importações de manufaturados. c. Manutenção da balança comercial favorável. d. Estímulo à agricultura. e. Combate à escravidão. 30. UFSJ 2005 A Idade Moderna (séculos XV-XVII) foi um período de transformações econômicas, políticas, culturais e religiosas na Europa e influenciou o Mundo todo. Foram fatos importantes dessas mudanças: a. as exportações de capitais para o terceiro-mundo; os regimes republicanos e as monarquias constitucionais; o neodarwinismo; o ateísmo cientificista. b. o desenvolvimento da indústria fabril; o liberalismo político no continente europeu; a publicação da enciclopédia iluminista; a laicização ilustrada. c. as corporações de ofício; as relações de suserania e a vassalagem; o surgimento das primeiras universidades européias; a Companhia de Jesus. d. o surgimento de um mercado mundial mercantilista; o fortalecimento do poder dos reis; a criação da imprensa; a quebra do monopólio religioso católico. GABARITO: 1) a, 2) a, 3) a, 4) c, 5) c, 6) e, 7) a, 8) e, 9) e, 10) d, 11) d, 12) c, 13) b, 14) e, 15) b, 16) d, 17) e, 18) a, 19) b, 20) b, 21) a, 22) b, 23) d, 24) e, 25) c, 26) d, 27) d, 28) c, 29) c, 30) d,