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Rodolfo Neves História Geral: Moderna 1 (aula 04) 1 http://historiaonline.com.br “... Desde o século X (...) ocorre a verdadeira decolagem de uma nova Europa. É necessário compreender que quando Petrarca e os pensadores do Renascimento forjaram o nome “Idade Média”, só viam aí o tempo de uma passagem entre uma Antiguidade verdadeiramente viva e uma modernidade que começava a se impor – o termo “média” denegava, de certa forma, qualquer especificidade dinâmica a este período. Acredito, ao contrário, que a Idade Média foi um longo período criativo e dinâmico. Aliás, ainda sob os olhos criações artísticas que são os produtos e as testemunhas dele: música vocal e instrumental, pintura, arquitetura religiosa. O ‘tempo das catedrais’, como chamou Georges Duby, é admirado; a despeito disso, o encantamento não trouxe a mudança da imagem de Idade Média que ele deveria ter suscitado.” Jacques LE Goff, Homens e Mulheres da Idade Média, p. 13. “... uma das razões da economia europeia não ter decolado na Idade Média foi, com as Cruzadas e a fragmentação monetária, o custo das catedrais.” Jacques LE Goff, Idade Média e o dinheiro, p. 48. História Geral, Cláudio Vicentino Rodolfo Neves História Geral: Moderna 1 (aula 04) 1 http://historiaonline.com.br Absolutismo: esquema geral Rodolfo Neves História Geral: Moderna 1 (aula 04) 2 http://historiaonline.com.br O Absolutismo: Definição: centralização do poder político e formação dos Estados Modernos. Características gerais: • Política: centralizada na figura do Rei (não há divisão dos poderes). - Limite do poder real: legitimidade (costumes e religião). • Teóricos do Absolutismo: Maquiavel, Hobbes, Bodin e Bossuet. - Maquiavel: Rei = pragmatismo + Virtu + Fortuna / liberdade em relação à moralidade. - Hobbes (contratualista): Rei = poder absoluto para evitar a guerra de todos contra todos. - Bodin: princípio da soberania não partilhada. - Bossuet: princípio da origem divina do poder real. • Economia: capitalismo comercial. - Política econômica: mercantilismo. • Sociedade: ordens (mobilidade restrita) / privilégios. A cultura no Absolutismo: Renascimento cultural (séc. XIV-XVI). - Cultura de transição. - Visão religiosa + antropocentrismo clássico. - Ambiente urbano + mecenato + empirismo + racionalismo. Religião: Reformas religiosas (séc. XVI). - Crise moral e intelectual do catolicismo: perda de legitimidade da ICAR. - Capitalismo: oposição à condenação dos juros e da vida material. - Absolutismo: centralização política na figura dos reis e sentimento nacionalista. Reformas: - Luterana: apoio da nobreza/alfabetização dos fiéis. - Calvinista: apoio da burguesia/ética do trabalho. - Anglicana: absolutismo inglês. Barroco: séc. XVII-XVIII - Resposta da Igreja Católica ao cenário de crise de seu poder. - Opulência como forma de mostrar o poder da Igreja. O Iluminismo: Características gerais: - Ideologia de ruptura. - Humanismo. - Racionalismo/cientificismo. - Sentimento anticlerical. - Princípios de Igualdade e liberdade. Teóricos do iluminismo: 1. John Locke: jusnaturalismo. - Direitos: vida, liberdade e propriedade. - Imprescritíveis e inalienáveis. 2. Montesquieu: divisão dos três poderes. - Executivo, legislativo e judiciário. - Autônomos e harmônicos 3. Voltaire: liberdade de expressão. 4. Adam Smith: liberalismo econômico. - Mão invisível - Trabalho = riqueza. - Obs.: fisiocracia: economia como ciência natural / terra = riqueza. 5. Rousseau: contrato social. - Soberania popular. - Propriedade privada: função social. 6. Enciclopedistas: - Divulgação dos ideais iluministas. Lista de exercícios: 1. (Famerp 2018) No livro Investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações, publicado em 1776, Adam Smith argumentou que um agente econômico, procurando o lucro, movido pelo seu próprio interesse, acaba favorecendo a sociedade como um todo. Esse ponto de vista é um dos fundamentos a) do liberalismo, que dispensou a regulamentação da economia pelo Estado. b) do utilitarismo, que defendeu a produção especializada de objetos de consumo. c) do corporativismo, que propôs a organização da sociedade em grupos econômicos. d) do socialismo, que expôs a contradição entre produção e apropriação de riqueza. e) do mercantilismo, que elaborou princípios de protecionismo econômico. 2. (Enem 2017) Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no século XVIII — em 1789, precisamente — que uma Assembleia Constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se impôs como necessária para 2 http://historiaonline.com.br um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades: o iluminismo. FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981 (adaptado). Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases a a) modernização da educação escolar. b) atualização da disciplina moral cristã. c) divulgação de costumes aristocráticos. d) socialização do conhecimento científico. e) universalização do princípio da igualdade civil. 3. (Upf 2019) “Desde as últimas décadas do século XIII, assistia-se a uma perda da vitalidade que caracterizara o Feudalismo... vinham ocorrendo profundas transformações, que se revelaram com toda a força a partir de princípios do século XIV. Esta crise foi global, com todas as estruturas feudais sendo fortemente atingidas.” (FRANCO JR, Hilário. O Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1993, p. 78) Das alternativas a seguir, apenas uma não explica as razões fundamentais da crise apontada no texto. Qual? a) A exagerada exploração pelos nobres da mão de obra dos servos, exigindo destes cada vez mais um maior tempo de trabalho. b) O descobrimento de novas minas de ouro e prata em territórios poloneses, o que gerou uma violenta disputa entre várias nações pela sua exploração. c) As revoltas camponesas e urbanas decorrentes da miséria que passou a caracterizar a vida dessa parcela da população. d) O esgotamento das forças de produção acentuado pela crise demográfica, resultado da Peste Negra. e) A falência do modelo de produção baseado no campo e nas grandes áreas de terras controladas por senhores feudais. 4. (Ufrgs 2019) Assinale a alternativa correta sobre a chamada Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre Inglaterra e França. a) O conflito marcou a gradual transformação dos exércitos feudais em forças militares profissionalizadas e iniciou o lento processo de decadência da aristocracia feudal nos respectivos países. b) A guerra foi vencida pela Inglaterra e teve como consequência a eclosão de rebeliões na França que culminaram com a deposição da dinastia dos Valois do trono francês. c) O confronto consolidou a transformação da Inglaterra na principal potência econômica do período moderno, por meio do processo de pacificação interna que se seguiu à guerra. d) A consequência da guerra para os dois países foi a consolidação de estruturas sociais feudais, tornadas mais fortes com o enfraquecimento das monarquias centrais. e) A origem do conflito foi a invasão da Inglaterra pela França e a subsequente instalação de uma dinastia pró- França no trono inglês, derrubada ao longo da guerra. 5. (Ufjf-pism 1 2019) O mapa abaixo informa sobre rotas mercantis que conectavam Europa medieval, Ásia e África, entre os séculos XI e XII: Considerando-se a naturezae a incidência das rotas indicadas no mapa, é possível concluir que: a) A Idade Média foi um período marcado por uma economia rural, fechada e pautada pela ausência de trocas comerciais. b) A possibilidade de oferta de produtos de luxo oriundos do norte da África e Ásia nas principais cortes europeias é posterior à expansão marítima do século XV. c) Cidades como Roma, Paris e Londres são construções modernas e representativas do estilo de vida contemporâneo, portanto, sem elos com o mundo pré- capitalista. d) Durante a Idade Média existia uma circulação de produtos e pessoas, o que favoreceu a formação de redes mercantis que conectavam diversas cidades. e) O Mar Mediterrâneo serviu, durante a Idade Média, como barreira geográfica natural, o que favoreceu o isolamento das diferentes regiões europeias. 6. (Enem 2019) A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza. E ainda um sistema de organização de um espaço fechado com muralhas, onde se penetra por portas e se caminha por ruas e praças e que é guarnecido por torres. LE GOFF, J.; SCHMITT, J.-C. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru: Edusc, 2006. 3 http://historiaonline.com.br No texto, o espaço descrito se caracteriza pela associação entre a ampliação das atividades urbanas e a a) emancipação do poder hegemônico da realeza. b) aceitação das práticas usurárias dos religiosos. c) independência da produção alimentar dos campos. d) superação do ordenamento corporativo dos ofícios. e) permanência dos elementos arquitetônicos de proteção. 7. (Ufu 2019) A partir do século XI, observa-se em várias localidades da Europa Ocidental uma intensificação das atividades comerciais. Dentre os fatores que explicariam esse “renascimento comercial”, analise as informações abaixo. I. Uma forte diminuição demográfica, causada pela chamada peste negra e pelas chamadas invasões bárbaras. II. O aumento do número de cidades e da intensificação da divisão social do trabalho que ajudou no desenvolvimento do artesanato. III. O aumento da atividade bancária como atividade cada vez mais significativa para expansão do comércio. Em relação a essas informações, assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas. a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) I, II e III. 8. (Unicamp 2018) Na formação das monarquias confessionais da Época Moderna houve reforço das identidades territoriais, em função de critérios de caráter religioso ou confessional. Simultaneamente, houve uma progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através de medidas de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição das estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela homogeneização da fé dentro de um território político, a Igreja cumpria também papel fundamental na formação do Estado moderno por meio de seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos. (Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-1700. Lisboa: Livros Horizonte, 2006, p.52.) Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa Moderna, assinale a alternativa correta. a) Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas repressivas em relação às dissidências religiosas que poderiam ameaçar tal unidade. b) Monarquias confessionais são aquelas unidades políticas nas quais havia a convivência pacífica de duas ou mais confissões religiosas, num mesmo território. c) São consideradas monarquias confessionais os territórios protestantes que se mostravam mais propícios ao desenvolvimento do capitalismo comercial, tornando-se, assim, nações enriquecidas. d) As monarquias confessionais contavam com a instituição do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em seu território, uma forma de controle cultural sobre religiões politeístas. 9. (Udesc 2018) Leia o texto a seguir: “Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e seus representantes na terra. Consequentemente, o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada, e que atacá-lo de qualquer maneira é sacrilégio. (...) O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a ninguém.” (Jaques-Bénigne Bossuet, 1627-1704) Assinale a alternativa que apresenta a forma de governo à qual o trecho se refere. a) Democracia representativa b) Monarquia constitucional c) Absolutismo monárquico d) República monarquista e) Monarquia populista religiosa 10. (Famema 2018) Ibn al-Khatib, médico e filósofo muçulmano de Granada, escreveu sobre a Peste Negra no século XIV: “A existência do contágio é estabelecida pela experiência, investigação, evidência dos sentidos e relatos dignos de fé. O fenômeno do contágio torna-se claro para o investigador que verifica como aquele que entra em contato com os enfermos apanha a doença, enquanto o que não está em contato permanece são, e como a transmissão se efetua através do vestuário, vasilhame e atavios.” (Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez. A Península Ibérica entre o Oriente e o Ocidente, 2002. Adaptado.) Esse comentário sobre a epidemia revela a) o predomínio de superstições típicas da mentalidade medieval. b) a oposição entre estudos teóricos e investigação científica. c) a importância da religião na explicação das causas do fenômeno. d) as bases do método científico desenvolvido no mundo islâmico. e) os vínculos entre ciência e fé na realização de experiências. 11. (Ufu 2018) Observe a imagem. 4 http://historiaonline.com.br Essa pintura retrata um dos fatores que contribuíram para a derrocada do sistema feudal na Europa Medieval. Sobre o contexto abordado, é correto afirmar que a rápida disseminação da peste negra decorreu em grande parte em função a) da circulação de mercadorias na Europa totalmente urbanizada. b) do reforço do sistema servil, que debilitou ainda mais os camponeses. c) da crença na ira divina, que dificultava a cura pela medicina. d) do baixo nível nutricional e das precárias condições sanitárias dos indivíduos. 12. (Fgv 2018) Este documento, do século XIV, encontra-se nos arquivos de Assize, na ilha de Ely, na Inglaterra: Adam Clymne foi preso como insurgente e traidor de seu juramento e porque traiçoeiramente com outros celebrou uma insurreição em Ely. Penetrando na casa de Thomas Somenour onde se apossou de diversos documentos e papéis selados. E ainda, que o mesmo Adam no momento da insurreição, estava andando armado e oferecendo armas, levando um estandarte, para reunir insurgentes, ordenando que nenhum homem de qualquer condição, livre ou não, deveria obedecer ao senhor e prestar os serviços habituais, sob pena de degola. O acima mencionado Adam é culpado de todas as acusações. Pela ordem da justiça, o mesmo Adam foi levado e enforcado. (Leo Huberman. História da riqueza do homem, 2008. Adaptado) Considerando o documento, é correto afirmar que, no século XIV, a) as violentas revoltas e mortes de camponeses foram provocadas pelo desespero em não conseguir pagar, em dinheiro, aos senhores feudais, as novas taxas e o aumento das já existentes, além da exigência de mais tempo de trabalho nas reservas senhoriais. b) as revoltas camponesas aconteceram, tanto na Inglaterra como na França, contraos cercamentos, que empobreceram os trabalhadores e os obrigaram a deixar a terra pelo não pagamento do aumento dos aluguéis, o que enriqueceu ainda mais os senhores da terra. c) a impossibilidade de juntar dinheiro para a compra da terra onde trabalhavam fez com que muitos camponeses se revoltassem, porque se colocaram contra os senhores que aumentaram os impostos e exigiram o pagamento de novos; algo considerado ilegal. d) o recrudescimento da servidão decorria de uma nova estrutura econômica presente na Inglaterra, onde as pequenas propriedades rurais e os campos comunais perdiam espaço para os latifúndios produtores de matéria-prima para a nascente indústria. e) as insurreições camponesas ocorridas na Inglaterra e parte do Norte da Europa decorreram do rápido processo de dissolução dos laços servis de produção, dirigido por uma nova elite de proprietários rurais, que detinha forte representação no Parlamento inglês. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto para responder à(s) questão(ões). O Ocidente havia conhecido somente três modos de acesso ao poder: o nascimento, o mais importante, a riqueza, muito secundário até o século XIII salvo na Roma Antiga, o sorteio, de alcance limitado entre os cidadãos das cidades gregas da Antiguidade. (Jacques Le Goff. Os intelectuais na Idade Média, 1985. Adaptado.) 13. (Famerp 2018) O excerto sustenta que o acesso ao poder por meio da riqueza era secundário na Europa Ocidental até o século XIII, quando a) as monarquias nacionais sobrepuseram-se aos direitos da nobreza senhorial sobre os seus feudos. b) o esfacelamento do poder imperial romano transferiu as funções de defesa militar para os burgueses das cidades. c) os reis absolutistas constituíram seus exércitos com recursos de impostos arrecadados de banqueiros e comerciantes. d) as atividades comerciais e artesanais produziram novos grupos sociais no interior das cidades medievais. e) a fragmentação econômica do continente europeu foi substituída por um só padrão monetário. 14. (Acafe 2017) A formação dos Estados Modernos, o Absolutismo Monárquico e o Mercantilismo caracterizaram a centralização política em várias partes da Europa, em oposição ao poder político descentralizado do sistema feudal. Nesse sentido é correto afirmar, exceto: a) O mercantilismo foi caracterizado pelo controle estatal da economia e priorizava o domínio de colônias para fornecer matérias-primas e criar mercados consumidores para a metrópole. 5 http://historiaonline.com.br b) O casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, do trono de Castela, consolidou a formação do território que corresponde à Espanha. c) O processo de fortalecimento do poder real atingiu seu ápice com o absolutismo. O monarca passou a exercer o controle total sobre o comércio, as manufaturas e sobre a máquina administrativa. d) As Guerras da Reconquista, ao expulsarem os muçulmanos da Europa, contribuíram decisivamente para a formação da Monarquia francesa numa aliança com setores da nobreza. 15. (Fgvrj 2017) Soberania popular, igualdade civil, igualdade perante a lei – as palavras hoje são ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu caráter explosivo em 1789. Não conseguimos nos imaginar num mundo mental como o do Antigo Regime... DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. Mídia, cultura e revolução. Trad., São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 30. As sociedades europeias do chamado Antigo Regime baseavam-se a) no princípio da igualdade social e econômica e no direito divino de seus monarcas. b) na ordenação social hierárquica e em concepções filosóficas ligadas a religiões. c) na perspectiva da desigualdade social e em doutrinas religiosas democráticas. d) na liberdade de expressão religiosa e no sentimento nacionalista. e) na efetivação da igualdade jurídica e na mentalidade clerical. 16. (Ufjf-pism 1 2017) Leia o texto a seguir e observe com atenção a imagem da pintura a óleo de um rei francês em um campo de batalha. Os dois estão relacionados ao período dos Estados Absolutistas Modernos: “Como é importante que o público seja governado por um só, também importa que quem cumpre essa função esteja de tal forma elevado acima dos outros que ninguém se possa confundir ou se comparar com ele; não se pode retirar do seu chefe a mínima marca da superioridade que o distingue...”. RIBEIRO, R. J. A ética no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 1999. p. 54. Sobre os Estados Absolutistas, assinale a alternativa CORRETA: a) a formação de exércitos permanentes, profissionais e centralizados era o objetivo militar de Estados Absolutistas que pretendiam defender suas fronteiras estabelecidas. b) os exemplos mais característicos de Estados Absolutistas, nos quais o poder do monarca era concentrado efetivamente na Europa, eram a Itália e a Alemanha. c) a política econômica dos Estados Absolutistas combatia as propostas que defendiam a unificação de impostos, moedas, pesos e medidas em todo seu território. d) diferentes representações artísticas traziam a imagem idealizada de monarcas dos Estados Absolutistas, caracterizando-os como indivíduos semelhantes aos seus súditos. e) a justificativa do poder exercido pela nobreza nos Estados Absolutistas buscava se afastar do princípio da origem divina que lhe conferiria um caráter ilimitado. 17. (Enem PPL 2017) O garfo muito grande, com dois dentes, que era usado para servir as carnes aos convidados, é antigo, mas não o garfo individual. Este data mais ou menos do século XVI e difundiu-se a partir de Veneza e da Itália em geral, mas com lentidão. O uso só se generalizaria por volta de 1750. BRAUDEL, F. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII; as estruturas do cotidiano. São Paulo: Martins Fontes, 1977 (adaptado). No processo de transição para a modernidade, o uso do objeto descrito relaciona-se à a) construção de hábitos sociais. 6 http://historiaonline.com.br b) introdução de medidas sanitárias. c) ampliação das refeições familiares. d) valorização da cultura renascentista. e) incorporação do comportamento laico. 18. (Unesp 2017) Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. Como, porém, muitas vezes a primeira não seja suficiente, é preciso recorrer à segunda. Ao príncipe torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Nas ações de todos os homens, máxime dos príncipes, onde não há tribunal para que recorrer, o que importa é o êxito bom ou mau. Procure, pois, um príncipe, vencer e conservar o Estado. Nicolau Maquiavel. O príncipe, 1983. O texto, escrito por volta de 1513, em pleno período do Renascimento italiano, orienta o governante a a) defender a fé e honrar os valores morais e sagrados. b) valorizar e priorizar as ações armadas em detrimento do respeito às leis. c) basear suas decisões na razão e nos princípios éticos. d) comportar-se e tomar suas decisões conforme a circunstância política. e) agir de forma a sempre proteger e beneficiar os governados. 19. (Unesp 2017) Em Aire-sur-la-Lys, em 15 de agosto de 1335, Jean de Picquigny, governador do condado de Artois, permite ao “maior, aos 1almotacés e à comunidade da cidade construir uma torre com um sino especial, por causa do mister da tecelagem e de outros misteres em que vários operários deslocam-se habitualmente em certas horas do dia”. Jacques Le Goff. Por uma outra Idade Média, 2013. Adaptado. 1almotacé: inspetor municipal. O texto revela a) a persistência da concepção antiga de emprego do tempo, associada aos ciclos da natureza. b) a persistência da concepção artesanalde emprego do tempo, associada à busca de maior qualidade. c) o surgimento de uma nova concepção de emprego do tempo, associada ao exercício do trabalho. d) o surgimento de uma nova concepção de emprego do tempo, associada à valorização do ócio. e) a persistência da concepção eclesiástica de emprego do tempo, associada à ditadura do relógio. 20. (Fgv 2017) Perante esta sociedade, a burguesia está longe de assumir uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a Igreja. (...) A única coisa de que trata é a conquista do seu lugar. As suas reivindicações não excedem os limites das necessidades mais indispensáveis. Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1978. Segundo o texto, é correto afirmar que a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval, nela não tem lugar; para conquistá-lo, suas reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar contratos, dispor de seus bens, fazer comércio, liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem o objetivo de destruir a nobreza e o clero. b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam privilégios semelhantes aos da nobreza e do clero na sociedade moderna; acentuadamente revolucionários, os seus interesses significam título, terras e servos para garantirem um lugar compatível com sua riqueza. c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como sinônimo de liberdade, protegida da exploração da nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto é, leis para o comércio, a justiça e a administração que, de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar na sociedade moderna. d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os burgueses, pois as liberdades, as leis, a justiça e a administração estão em suas mãos; tal situação tem o objetivo de brecar o poder político e econômico dos nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da servidão e pelo declínio do comércio. e) com exigências revolucionárias, como liberdade comercial, jurídica e territorial, a burguesia, cada vez mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por sua vez, barra a ascensão econômica e política da burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir as transações comerciais na cidade. 21. (Uece 2019) Os pensadores iluministas do século XVIII difundiram ideias liberais que ganharam força com a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, e firmaram-se com as Revoluções de 1848. No século XIX, o liberalismo defendia os interesses da a) classe operária. b) imprensa. c) elite industrial. d) burguesia. 22. (Ufu 2019) “A apaixonada crença no progresso que professava o típico pensador iluminista refletia os aumentos visíveis no conhecimento e na técnica, na riqueza, no bem- estar e na civilização que podia ver em toda a sua volta e que, com certa justiça, atribuía ao avanço de suas ideias. No começo do século, as bruxas ainda eram queimadas; no final, os governos do Iluminismo, como o austríaco, já tinham abolido não só a tortura judicial, mas também a servidão” 7 http://historiaonline.com.br HOBSBAWN, Eric. A Era das Revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 38. Considerando-se o Movimento Iluminista, são características desse movimento, EXCETO, a) críticas ao mercantilismo e às instituições centralizadoras do absolutismo. b) críticas ao monopólio comercial, pois esse inviabilizaria o mercado autorregulado. c) críticas ao questionamento, à investigação e à experiência como forma de conhecimento da natureza. d) crença nos direitos naturais (à vida, à liberdade e à propriedade privada). 23. (Enem 2019) TEXTO I A centralização econômica, o protecionismo e a expansão ultramarina engrandeceram o Estado, embora beneficias sem a burguesia incipiente. ANDERSON, P. In: DEYON, P. O mercantilismo. Lisboa: Gradiva, 1989 (adaptado). TEXTO II As interferências da legislação e das práticas exclusivistas restringem a operação benéfica da lei natural na esfera das relações econômicas. SMITH, A. A riqueza das Nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (adaptado). Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam- se, respectivamente, na oposição entre as práticas de a) valorização do pacto colonial — combate à livre-iniciativa. b) defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência. c) formação do sistema metropolitano — crítica à livre navegação. d) abandono da acumulação metalista — estímulo ao livre- comércio. e) eliminação das tarifas alfandegárias — incentivo ao livre- cambismo. 24. (Unicamp 2018) A ilustração anterior, com Marie Lavoisier representada à direita, foi produzida nas últimas décadas do século XVIII, e mostra uma experiência para entender a fisiologia da respiração e o papel do oxigênio nela. Considerando o contexto histórico e o seu conhecimento de química, assinale a alternativa correta. a) No século XVIII, Marie Lavoisier, como outras mulheres, não participava da produção do conhecimento científico. Por outro lado, seu marido, Antoine Lavoisier, ficou famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação da quantidade de matéria. b) A Revolução Francesa favoreceu cientistas e intelectuais franceses independentemente de suas posições ideológicas e das questões de gênero. É o caso de Marie Lavoisier e de Antoine Lavoisier, este último famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação das massas. c) No século XVIII, as mulheres participavam da produção do conhecimento científico. Marie Lavoisier registrou e publicou muitos dos experimentos feitos pela equipe de seu marido, Antoine Lavoisier, famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação das massas. d) A Revolução Francesa garantiu às mulheres a cidadania e a participação na produção do conhecimento científico. Marie Lavoisier registrou e publicou muitos dos experimentos feitos pela equipe de seu marido, Antoine Lavoisier, famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação da quantidade de matéria. 25. (Usf 2018) Conhecido como o século das Luzes ou do Iluminismo, o século XVIII foi marcado por um movimento do pensamento europeu (ocorrido mais especificamente na segunda metade do século XVIII) que abrangeu o pensamento filosófico e gerou uma grande revolução nas artes (principalmente na literatura), nas ciências, nos costumes, na teoria política e na doutrina jurídica. O Iluminismo também se distinguiu pela centralidade da ciência e da racionalidade crítica no questionamento filosófico. Disponível em: <https://www.maxwell.vrac.puc- rio.br/15543/15543_3.pdf>. Acesso em: 12/09/2017. Tomando como base o contexto abordado, podemos afirmar corretamente que a) o liberalismo econômico deu ênfase à economia mercantilista, na qual o Estado seria responsável pela regulamentação de preços e mercados para evitar abusos que prejudicariam a população. b) a Escola Fisiocrata sustentou a ideia de que existem leis naturais regendo a sociedade, mas que poderiam ser alteradas pelo bem da humanidade, e, além disso, 8 http://historiaonline.com.br defendeu que a indústria e o comércio seriam responsáveis pela riqueza de uma nação. c) as ideias defendidas por John Locke, na obra O contrato social, afirmam que o soberano deve conduzir o Estado de forma democrática, de acordo com a vontade do povo. d)o Despotismo Esclarecido, ligado à associação entre as ideias das luzes e o poder absolutista dos reis, foi aplicado com ênfase em todos os Estados europeus no início do século XVIII, resultando no nascimento de dezenas de monarquias parlamentaristas. e) o Iluminismo combateu o mercantilismo, o tradicionalismo religioso herdado da Idade Média e a divisão da sociedade em estamentos. 26. (Espcex (Aman) 2018) As ideias iluministas começaram a circular no Brasil na segunda metade do século XVIII. Elas refletiram-se em vários campos da atividade e do conhecimento humano. Assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela que apresenta um filósofo deste período, cujo pensamento incentivou, de forma relevante, a Inconfidência Mineira. a) Jean-Jacques Rousseau b) Adam Smith c) François Quesnay d) Vicent de Gournay e) Nicolau Maquiavel 27. (Enem PPL 2017) Os direitos civis, surgidos na luta contra o Absolutismo real, ao se inscreverem nas primeiras constituições modernas, aparecem como se fossem conquistas definitivas de toda a humanidade. Por isso, ainda hoje invocamos esses velhos “direitos naturais” nas batalhas contra os regimes autoritários que subsistem. QUIRINO, C. G.; MONTES, M. L. Constituições. São Paulo: Ática, 1992 (adaptado). O conjunto de direitos ao qual o texto se refere inclui a) voto secreto e candidatura em eleições. b) moradia digna e vagas em universidade. c) previdência social e saúde de qualidade. d) igualdade jurídica e liberdade de expressão. e) filiação partidária e participação em sindicatos. 28. (Fgv 2016) “O gênero humano é de tal ordem que não pode subsistir, a menos que haja uma grande infinidade de homens úteis que não possuam nada.” (Dicionário filosófico, verbete Igualdade) “O comércio, que enriqueceu os cidadãos na Inglaterra, contribuiu para os tornar livres, e essa liberdade deu por sua vez maior expansão ao comércio; daí se formou o poderio do Estado.” (Cartas inglesas) Sobre os trechos de Voltaire, é correto afirmar que o autor a) define, com suas ideias, os interesses da burguesia como classe, no século XVIII: o comércio como condição para a acumulação de capital, a riqueza como fator de liberdade e do poder de Estado e a propriedade ligada à desigualdade. b) crê, como filósofo iluminista do século XVIII, nas igualdades social e política, pois a filosofia burguesa elabora uma doutrina universalista que confunde a causa da burguesia com a de toda a humanidade. c) critica a centralização do poder na medida em que ela breca a liberdade, impedindo o progresso das técnicas e a expansão do comércio que geram riqueza, e, ao mesmo tempo, aceita a propriedade como fundamento da igualdade. d) considera que a burguesia não se constitui em uma classe no século XVIII, e ela precisa do poder do Estado centralizado para garantir a sua riqueza e, nessa medida, aproxima-se da nobreza para obter apoio político. e) defende, como representante da Ilustração, a liberdade ligada à ausência da propriedade e elabora princípios universais, com direitos e deveres para todos os homens, o que faz a igualdade econômica ser o fundamento da sociedade. 29. (Ufjf-pism 2 2016) Observe a imagem: O Iluminismo foi o movimento cultural europeu ocorrido entre a revolução inglesa (1688) e a Revolução francesa (1789). Acerca desse movimento assinale a alternativa INCORRETA: a) Em política atacava-se o poder absoluto dos governantes e propunha governos constitucionais. b) Criticava-se a Igreja Católica, sustentáculo ideológico do Antigo Regime e propunha a separação Igreja – Estado. c) As propostas do Liberalismo, tais como a não intervenção na economia, eram opostas ao Mercantilismo dos Estados Absolutistas. d) A representação da luz – o sol – símbolo da razão, deveria nortear a construção de uma nova sociedade capitalista e dissipar a treva identificada com o Absolutismo. e) O movimento iluminista defendia a manutenção do direito divino dos soberanos em oposição ao obscurantismo da tradição. 30. (Unesp 2016) Todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os 9 http://historiaonline.com.br quais figuram a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os homens se instituem governos, que derivam seus justos poderes do consentimento dos governados. Sempre que uma forma de governo se dispõe a destruir essas finalidades, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la, e instituir um novo governo, assentando seu fundamento sobre tais princípios e organizando seus poderes de tal forma que a ele pareça ter maior probabilidade de alcançar-lhe a segurança e a felicidade. (Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776). In: Harold Syrett (org.). Documentos históricos dos Estados Unidos, 1988.) O documento expõe o vínculo da luta pela independência das treze colônias com os princípios a) liberais, que defendem a necessidade de impor regras rígidas de protecionismo fiscal. b) mercantilistas, que determinam os interesses de expansão do comércio externo. c) iluministas, que enfatizam os direitos de cidadania e de rebelião contra governos tirânicos. d) luteranos, que obrigam as mulheres e os homens a lutar pela própria salvação. e) católicos, que justificam a ação humana apenas em função da vontade e do direito divinos. 10 http://historiaonline.com.br Gabarito: Resposta da questão 1: [A] Somente a alternativa [A] está correta. O pensamento de Adam Smith até hoje é uma referência para o liberalismo, que vê na liberdade econômica um dos princípios de ordenamento da sociedade. Resposta da questão 2: [E] [Resposta do ponto de vista da disciplina de História] O pensamento citado no comando da questão pertence ao Iluminismo, filosofia na qual racionalismo, liberalismo, naturalismo e igualdade civil eram exaltados e defendidos, em oposição clara ao Antigo Regime. [Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia] Podemos dividir os direitos de cidadania em três tipos: civis, políticos e sociais. No contexto europeu, podemos dizer que os primeiros a serem universalizados foram os civis, e isso se iniciou justamente no período histórico que o texto da questão analisa. Assim, os legisladores da época se preocupavam com a questão da propriedade, da liberdade e da igualdade, mas ainda não com o sufrágio universal (direitos políticos) nem com a universalização do ensino (direitos sociais). Resposta da questão 3: [B] Somente a alternativa [B] está correta. A partir do século XII na Europa, o sistema feudal entrou em longo declínio. Surgiu a burguesia, a economia tornou-se mais monetária e dinâmica, iniciou um processo de centralização do poder nas mãos dos reis, ocorreram inúmeras revoltas camponesas esgotando o modelo de produção feudal. Resposta da questão 4: [A] A Guerra dos Cem Anos ajudou na consolidação do Absolutismo na França e no Reino Unido a partir da formação de Exércitos Mercenários que, posteriormente, foram usados no processo de reunificação dos feudos para a formação das Monarquias Nacionais. Resposta da questão 5: [D] É importante mencionar que o mapa faz referência aos séculos XI e XII, portanto aponta para o início do Renascimento Comercial e Urbano quando iniciou a crise do sistema feudal, surgiu a burguesia, também surgiram muitas cidades, intensificou o comércio e o uso de moedas, tudo isso gerou a necessidade de criar diversas rotas de comércio, tanto marítima quanto comercial conectando o ocidente com o Oriente. Gabarito [D]. Resposta da questão 6: [E] O autor, ao afirmar que a cidade medieval também era um “sistema de organização de um espaço fechado com muralhas, onde se penetra por portas e se caminha por ruas e praças e que éguarnecido por torres”, deixa claro que entre os séculos X e XIV coexistiram na Europa Ocidental estruturas de ampliação das atividades urbanas e resquícios da Alta Idade Média, especialmente aqueles relacionados à proteção dos lugares. Resposta da questão 7: [A] Na Baixa Idade Média, séculos XII ao XV, ocorreu o denominado Renascimento Comercial e Urbano provocado pelo surgimento da burguesia que dinamizou a economia da época através do comércio, moedas, bancos, rotas de comércio, surgimento de cidades, entre outros. Esse novo cenário histórico provocou o início da crise feudal. Entre os séculos XI ao XIII ocorreu um grande crescimento demográfico na Europa, somente no século XIV praticamente a metade da população europeia morreu em função da peste negra, a grande fome e as revoltas camponesas. Portanto, a afirmativa [I] está incorreta. Gabarito [A]. Resposta da questão 8: [A] Como o próprio texto explica, ao disciplinar socialmente os comportamentos, a Igreja Católica ajudou na formação da unidade das Monarquias Modernas europeias. Ao adotar a religião católica como oficial e proibir a prática de outras religiões, as Monarquias criavam para seus súditos as noções de pertencimento ao coletivo que, agora, deveria compor um só Reino. Resposta da questão 9: [C] Somente a proposição [C] está correta. O pensador francês Jacques Bossuet, no século XVII, tornou-se um grande defensor do absolutismo monárquico. Em sua obra “Política tirada da Sagrada Escritura” defendeu o direito divino dos reis inspirado na história dos Hebreus conforme o Antigo Testamento. Resposta da questão 10: [D] Enquanto o continente europeu estava mergulhado no sistema feudal, o mundo islâmico ao longo do medievo desenvolveu um vasto conhecimento deixando um grande 11 http://historiaonline.com.br legado para o mundo. Inspirado na filosofia grega de Platão e Aristóteles, os árabes muçulmanos reelaboraram elementos culturais de outros povos criando uma cultura rica e única. Averrois e Avicena, por exemplo, são pensadores que contribuíram para o desenvolvimento da época. O texto do médico Ibn al-Khatib aponta para método científico pautado na observação. Gabarito [D]. Resposta da questão 11: [D] Somente a alternativa [D] está correta. No século XIV, praticamente a metade da população europeia morreu em função de diversos fatores, tais como, a Grande Fome, a Peste Negra e as Revoltas Camponesas. A imagem retrata pessoas contaminadas pela Peste Negra no final da Idade Média. Resposta da questão 12: [A] As rebeliões camponesas, que ajudaram a compor o quadro que levou o Feudalismo a ruir, se explicam pelas dificuldades de produção e financeira dos camponeses derivadas da grave crise agrícola que abateu a Europa Ocidental entre os séculos XII e XIV. Tais dificuldades levaram os camponeses a não mais conseguir cumprir com suas obrigações junto aos seus senhores feudais. Resposta da questão 13: [D] O conceito de riqueza na Idade Média era muito diferente do atual, uma vez que a circulação de moedas era quase nula e o poder estava relacionado à posse da terra. Sendo assim, o nascimento, ou seja, o pertencimento a determinadas famílias, era o que dava acesso aos cargos de poder. Apenas no final da Idade Média, entre os séculos XII e XV, é que surgirão novos grupos sociais, ligados ao comércio, que darão nova constituição à noção de riqueza. Resposta da questão 14: [D] Somente a alternativa [D] apresenta uma afirmação incorreta. As Guerras de Reconquista ocorreram na Baixa Idade Média e consistiam na luta dos cristãos para expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. Em 1492, os últimos muçulmanos foram expulsos de Granada, no sul da Espanha. As Guerras de Reconquista foram importantes para a formação dos Estados Nacionais Português e Espanhol e não da França. Resposta da questão 15: [B] O Antigo Regime – período em que o Absolutismo Monárquico reinou na Europa – caracterizava-se por forte hierarquia social, baseada na separação entre nobreza, burguesia e povo, e por significativa interferência do clero católico na política, defendendo, inclusive, o direito divino dos Reis. Resposta da questão 16: [A] Somente a proposição [A] está correta. A questão menciona a formação dos Estados Nacionais na Baixa Idade Média culminando no Absolutismo da Idade Moderna. Os Estados Modernos surgiram através de uma aliança entre rei e burguesia. A burguesia foi beneficiada com a proteção do Estado e a unificação da moeda visando facilitar o comércio, no entanto, os burgueses pagavam impostos para manter o aparato estatal. O Estado, cujo poder estava personalizado na figura do rei, montava e equipava o exército e a marinha e mantinha a burocracia estatal. No geral, a teoria do direito divino dos reis, justificava o poder dos monarcas. Resposta da questão 17: [A] A época retratada no texto é a de transição da Era Medieval para a Era Moderna. Nessa fase, a partir do Renascimento e do Absolutismo, uma série de costumes e práticas foram renascidas ou recriadas, criando novos hábitos sociais, em especial junto à nobreza e à burguesia. Resposta da questão 18: [D] Para Maquiavel, o principal objetivo de um governante deve ser manter-se no poder, garantindo a preservação da ordem na sociedade. E, para isso, o príncipe deve guiar sua conduta política de acordo com as circunstâncias, não se preocupando com a moralidade dos seus atos. Resposta da questão 19: [C] Na Baixa Idade Média, o surgimento das manufaturas de tecido exigiu uma mudança na concepção de tempo, atrelada, a partir de então, à rotina de trabalho dos artesãos no ambiente urbano, em detrimento da concepção de tempo utilizada pelo trabalhador rural, na agricultura. Resposta da questão 20: [A] Na aliança firmada entre a recente surgida burguesia e os monarcas, que levou à formação das Monarquias Absolutistas, a burguesia exigiu dos monarcas que ajudou financeiramente favorecimentos econômicos no novo governo. Logo, a exigência não atingia a política e a sociedade. Resposta da questão 21: 12 http://historiaonline.com.br [D] A Fisiocracia, teoria econômica surgida no Iluminismo, inaugurou o que chamamos de Liberalismo Econômico. Tal política econômica era contrária à intervenção estatal na economia e privilegiava o livre mercado, atendendo, assim, a burguesia. Resposta da questão 22: [C] Entre os ideais do Movimento Iluminista do século XVIII, estava a busca pelo conhecimento da natureza através da investigação empírica ancorada no método indutivo bem como pelo método dedutivo racionalista. Gabarito [C]. Resposta da questão 23: [B] Identificamos no [texto I] características do Mercantilismo, que visava defender a intervenção estatal na economia, e no [texto II] características do Liberalismo Econômico, que visava a livre concorrência através da Lei da Oferta e da Procura. Resposta da questão 24: [C] Antoine Lavoisier é considerado o pai da Química moderna. Coube a ele, dentre outros feitos, a descoberta e a nomeação do Oxigênio como elemento químico. Boa parte dos seus estudos e experiências foram feitos com o auxílio de sua esposa, Marie. Isso se deveu ao crescimento da participação das mulheres nas sociedades europeias a partir do século XVIII. Resposta da questão 25: [E] Somente a alternativa [E] está correta. O Liberalismo econômico defendido por Adam Smith criticou o Mercantilismo. A Escola Fisiocrata defendeu que a riqueza vem da natureza, da agricultura. A indústria apenas transforma e o comércio distribui enquanto a natureza gera riqueza. A obra “O Contrato Social” foi escrita por Rousseau. O objetivo do Despotismo Esclarecido era utilizar algumas ideias Iluministas para preservar o Estado Absolutista. O movimento Iluminista criticou o Antigo Regime, isto é, absolutismo,mercantilismo, sociedade estamental e defendeu a ideia de igualdade civil e liberdade de expressão, religiosa, entre outras ideias importantes. Resposta da questão 26: [A] Por eliminação, o único filósofo político do Iluminismo presente nas alternativas é Rousseau. Smith, Quesnay e Gournay, iluministas também, desenvolveram teorias no campo da Fisiocracia, a política econômica do Iluminismo. E Maquiavel foi um teórico do Absolutismo, não do Iluminismo. Resposta da questão 27: [D] Na luta contra o Absolutismo, o Iluminismo surgiu como o principal movimento revolucionário. Combatendo as injustiças do Antigo Regime, como a concentração de poder nas mãos dos monarcas e o Direito Divino dos Reis, os filósofos iluministas criaram teses que defendiam a igualdade de todos perante a lei, a soberania dos povos e o direito de livre expressão das pessoas. Resposta da questão 28: [A] Somente a proposição [A] está correta. Os fragmentos de Voltaire, grande pensador do Iluminismo francês do século XVIII, associa o comércio com a riqueza, e a riqueza com a liberdade e o poder de Estado e a propriedade ligada à desigualdade. Voltaire em sua obra “Cartas Inglesas” enaltecia o modelo político inglês, uma monarquia esclarecida apoiada nas ideias dos filósofos. Resposta da questão 29: [E] O Iluminismo criticava, basicamente, duas instituições: o Absolutismo e a Igreja Católica. Sobre o Absolutismo, os iluministas criticavam, especialmente, a defesa do chamado direito divino dos reis, pois afirmavam que o poder de um soberano deveria derivar do seu povo. Resposta da questão 30: [C] O Iluminismo, movimento contrário ao Absolutismo e que defendia o direito à liberdade e à igualdade dos povos, influenciou uma série de movimentos mundo afora, incluindo a Independência das 13 Colônias.