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Circulatório da cabeça e do pescoço Linfático e veia são sistemas de drenagem, trazendo sangue dos tecidos e não apenas sangue venoso, mas também a linfa e artéria são sistemas de irrigação conduzindo sangue para os tecidos. Muito difícil dissecar vasos linfáticos é preciso pegar peças anatômicas diferentes que não foram formalizadas, mas é fácil de dissecar os linfonodos Amarelo = nervos Vermelho = Artérias Azul = veias Verde = Vasos linfáticos Ossos, músculos, vísceras, glândulas, sendo todos irrigados por artérias e sendo drenados por veias e vasos linfáticos. Sendo assim, é possível perceber o quanto o corpo humano é integrado. Principais artérias É necessário estudar, uma vez que podem acontecer hemorragias, é preciso para que saiba como estancar fazendo uma sutura, saber fazer uma ligadura para amarrar o vaso, anastomoses (ligações entre vasos), onde está cada vaso para fazer cirurgias, acessos cirúrgicos, pulções, estudar imagens, entre outros fatores. A importância para áreas de cirurgia de cabeça e pescoço C i r u r g i a c a b e ç a e p e s c o ç o , otorrinolaringologia, plástica, traumatologia e ortopedia da face, neurologia e neurocirurgia, cirurgia bucomaxilofacial, harmonização orofacial, entre outras áreas. É necessário compreender que vasos pequenos e considerados sem importância por muitos profissionais, estão tubulados a vasos calibrosos e com muita pressão Exemplo Essa artéria circulada em verde é alvolar superior posterior quando chega na maxila é muito pequena, mas ela vem da maxilar que já é mais calibrosa, a qual vem da carótida externa que é ainda mais calibrosa que por sua vez é oriunda da carótida comum que é bem calibrosa a qual vem do tronco braçocefálico (direito) ou do arco da aorta (esquerdo). Quando o sangue sai pela artéria ele possui uma pressão e ao chegar na periferia, essa pressão chega com base na pressão arterial, podendo compreender que o sistema circulatório é um sistema fechado. Artérias Necessário saber onde localizá-las para não pegar um vaso calibroso e evitar incisões e hemorragias. Caso o paciente chegue com uma hemorragia é necessário saber como fazer uma ligadura, hemostasia. Além de ter que saber como afastar esse vaso. Troncos principais Carótida comum = restrita à região do pescoço. A divisão da carótida comum começa na margem superior da cartilagem tireóide se dividindo em externa e interna Carótida externa = região externa da face. Fica no trígono carotídeo, o qual é delimitado pelo omo-hióideo, esternocleidomastóideo e digástrico Carótida interna = sai da carótida comum e entra na parte petrosa do osso temporal indo para o endocrâncio Vertebral = sai da subclávia e sobe pelos forames transversos das vértebras cervicais penetrando no forame magno, importante por conduzir sangue para a região posterior do endocrânio. Anastomoses Existem várias anastomoses entre as artérias, que são uniões entre vasos que favorece a irrigação diante de bloqueios evitando a necrose. Podem aumentar o sangramento da região quando rompidos em uma região de rica anastomose. Círculo arterial de Willis, que fica debaixo do encéfalo com a ligações das carótidas internas, através das artérias basilar e cerebral posterior. Ramos colaterais e terminais Cada artéria tem seus ramos que são chamados de ramos colaterais e terminais. Ramos colaterais = a artéria segue seu trajeto e emite seus ramos para os lados (posterior, anterior) Ramos terminais = ponto em que as artérias terminam Os ramos terminais podem emitir novamente ramos colaterais e terminar novamente até chegar nas arteríolas Ex: Artéria facial é colateral anterior da carótida externa. Importante ressaltar que os inúmeros vasos da carótida interna e artéria vertebral no interior do crânio são numerosos e qualquer AVC, obstrução, derrame são problemáticos. Nervo hioglosso cruza a divisão das artérias carótidas interna e externa Carótida comum esquerda e subclávia esquerda saem direto do arco aórtico Carótida comum direita e subclávia direita saem do tronco braquiocefálico. Só tem tronco braquiocefálico do lado direito, pois o coração fica desviado para o lado esquerdo, então esse tronco é para permitir uma distância menor do trajeto da carótida comum. Traumas e Lesões no tórax Caso acometa ramos arteriais importantes as hemorragias serão violentas. Relação anatomia muscular da carótida Pescoço possui pouca proteção óssea então qualquer instumento cortante pode lesionar esses vasos. Seio e corpo carotídeo A estrutura nervosa na bifurcação da carótida comum chama-se corpo carotídeo importante para a identificação química do sangue. O abaulamento da parede da carótida interna chama-se seio carotídeo, importante por ajudar no fluxo sanguíneo. Ramos da carótida externa Tireoidea superior Faríngea ascendente Lingual Facial Occipital Auricular posterior Maxilar Temporal superficial Associe os nomes com áreas de irrigação Colaterais anteriores da carótida externa Tireoidea superior Lingual Facial Colaterais posteriores da carótida externa Occipital Auricular posterior Ramo colateral interno da carótida externa Faríngea ascendente Ramos terminais da carótida externa Temporal superficial Maxilar Artéria tireoide Artéria tireoide possui ramos para o osso hioide, laringe e glândula tireoide. Objetivo principal dela é a própria glândula tireoide. Ela possui anastomoses. Ligadura do pedículo superior na artéria tireoide superior Pedículo é o conjunto de vasos e nervos. Os vasos do pedículo superior devem ser ligados individualmente para minimizar o risco de lesão do nervo laríngeo superior, vasos menores podem ser cauterizados com pinça bipolar. Artéria Lingual Acima da tireoide Ela vai para a língua Se divide em lingual profunda (ou ranina) e sublingual = são duas de cada sempre A língua possui uma raiz e um ápice Artéria facial Sai da carótida externa e também se ramifica em outras artérias colaterais: nasal, labial superior, labial inferior, angular. Antes de chegar na mandíbula ela emite dois ramos para o palato mole (Artéria palatina ascendente) e para a tonsila palatina, ou seja, amígdalas (artéria tonsilar). A facial possui o problema de estar emergida em uma região com gordura e músculo, sendo muito fácil de lesioná-la necessitando de suturar logo. Trajeto sinuoso para contornar músculos, vísceras e emitir ramos para todos as partes da face. Ela essa pelo sulco nasogeniano, mais conhecido como bigode chinês. Em anatomia é possível muitas variações que fogem do padrão anatômico. Artéria Occipital e Artéria auricular posterior Colaterais posteriores da carótida externa Artéria faríngea ascendente Colateral interna = ramo medial da carótida externa (no meio das duas carótidas), envia sangue para toda a região muscular da faringe. Artéria maxilar e temporal superficial Ramos terminais da carótida externa Atrás da cabeça da mandíbula acontece a divisão. Antes de dividir em ramos terminais a carótida externa trajeto dentro da glândula parótida que permite o trajeto glandular. A glândula parótida tem o trajeto do nervo facial no interior dela. A artéria maxilar segue em direção à região profunda da face, se iniciando atrás da mandíbula segue em direção à região profunda da face. Possui muitos ramos colaterais tais como: timpânica, ATM, meníngea, muscuoares, alveolar inferior, alveolar superior, infraorbitária, palatina maior e nasopalatina (não tem necessidade de gravar). A maxi lar chega nas fossas nasais, terminando nas conchas nasais e na região dos palatos duro e mole (conchas, septo e seios). Nessa região a maxila forma o Plexo de Kiesselbach que é uma rica anastomose de 3 grandes vasos (facial, maxilar e oftálmica - ramo da carótida interna), local das epistaxe, quando algum problema de saúde aumenta apressão que rompe as artérias nesse ramo e o nariz sangra. Carótida interna e seus ramos Muitos ramos arteriais, não havendo ramos cervicais. Ela sobe pelo pescoço e entra no canal carótico situado na parte petrosa do osso temporal onde há ramos cocleares, labirínticos e tubários. Pelo canal carótico ela sobe pelo endocrânio e forma curvas anatômicas (ou sifão carotídeo) as quais são úteis para reduzir a velocidade do sangue que chegará no encéfalo. No trajeto para entrar no crânio ela passa no seio cavernoso (região de drenagem venosa do encéfalo e tem relação com vários nervos cranianos). Na base do encéfalo a carótida interna seguem para a massa encefálica emitindo dois ramos (cerebral anterior e cerebral média). A cerebral posterior é ramo da basilar (junção das vertebrais). Formam um círculo arterial na base do encéfalo, chamado de polígono de Willis ou círculo arterial do cérebro que serve para o sangue circular de ambos os lados. Artéria vertebral Passa pelos forames transversos das vértebras cervicais penetra no forame magno e segue em direção à base do encéfalo, formando a artéria basilar. Drenagem Venosa Drenagem interna e externa Interior do crânio há seios envolvidos por dura máter que forma cavidades lago-venosas que recolhem o sangue da massa encefálica; veias profundas, veias superficiais e plexos venosos. Drenagem do encéfalo Veias desembocam nos seios venosos da dura-máter. Várias veias no interior da massa encefálica que ira drenar para as cavidades dos seios. Dura-máter Os seios são formados por dura-máter que é uma membrana superficial do sistema nervoso e forma cavidades em algumas partes do crânio. No interior de alguns seios tem-se as granulações aracnóideas que se projetam no interior dos seios venosos e são estruturas que irão produzir o líquido cérebro-espinhal líquos céfalorraquidiano. Nesses seios também drenam veias diplóicas as quais são veias que estão no interior do osso esponjoso do crânio ou que atravessam a superfície externa para a interna. Principais seios Sagital superior, sagital inferior, reto, conf luência dos seios ( tórcula), seio transverso, seio sigmoide, seio cavernoso, seios petrosos superior e inferior, seio occipital. O seio cavernoso se localiza superiormente e lateralmente ao corpo do osso esferoide. No seu interior trajeto a artéria carótida interna. Seio potroso superior e inferior ficam na parte Pedrosa do osso temporal e desembocam no seio sigmoide Seio cavernoso faz ligação com a veia oftálmica superior que faz uma comunicação com a veia facial na região externa do crânio e dessa forma, a região do endocrânio se comunica com a região do exocrânio. Grande parte do sangue do encéfalo caem nesses seios. Veia cerebral magna de Galeno desemboca no seio sagital inferior. Dos seios, a maior parte do sangue segue para a veia jugular interna que trajeta pelo forame jugular. A jugular interna segue inferiormente pelo pescoço, anterolateral às vértebras cervicais e mediamente à parótida e posterior ao ramo da mandíbula. Próximo ao angulo da mandíbula a jugular interna recebe um afluente importante, um ramo da veia retromandibular que pode se unir com a veia facial formando um tronco venoso. O tronco venoso pode receber a veia lingual formando um tronco venoso linguofacial, caso a veia tireoide superior desemboque também ele r e c e b e o n o m e d e t r o n c o v e n o s o tiroliguofacial (variações anatômicas). Veia Jugular interna F i c a a t r á s d o m ú s c u l o esternocleidomastoideo Veia Jugular externa F i c a n a f r e n t e d o m ú s c u l o esternocleidomastoideo Tronco braquiocefálico A jugular interna desemboca no tórax junto c o m a s u b c l á v i a e f o r m a o t r o n c o braquicefálico Veia cava superior Junção dos troncos braquiocefálicos Patologias Trombose séptica do seio cavernoso O seio cavernoso pode se ligar com a veia oftálmica, podendo assim receber sangue da face Drenagem venosa externa da cabeça Veias principais e plexos Veias superficiais se concentram na região do exocrânio e superfície da face. Veias profundas estão na cavidade nasal, órbita, faringe, sendo todas afluentes formando a jugular externa e a interna. Principais vasos Temporal superficial, veia occipital, veia facial, plexo venoso pterigóideo, veia maxilar , veia retromandibular, veias jugulares interna e externa. Veia auricular, occipital e ramo posterior da veia retromandibular se juntam para formar a jugular externa. A jugular externa desce externamente ao esternocleidomastoideo na direção da margem posterior ao ramo da mandíbula e segue para o tórax. A jugular externa desce pelo pescoço indo desembocar na veia subclávia. Veia facial Inicia como veia angular na órbita onde se anastomosa com ramos da veia oftálmica. A facial desce pela face recebendo afluentes das estruturas anatômicas, seguindo para a jugular interna. Veia lingual Drena todo o sangue da língua e assoalho bucal. São desembocaras nela a veia sublingual, veia profunda da língua (veia ranina), veia dorsal da língua. Ela conduz o sangue para a jugular interna. Deve-se toma cuidado com o assoalho da boca, pois agentes infecciosos podem ser drenados por essa veia. Veia tireóide superior Drena o sangue da tireóide juntamente com a veia tireóide inferior. Também desemboca na jugular interna. A desembocadura das duas pode ser bem próxima, as vezes formando um tronco tirolingual, se acontecer junto com a facial é o tronco tirolinguofacial. Drenagem vascular profunda Plexo venoso peterigóideo = muitas veias juntos vindos da região da maxila que formará a veia maxilar Veia alveolar inferior - dentro do canal da mandíbula, posteriormente se une a veia max i la r, sangue desce pa ra a ve ia retromandibular até a veia cava. O plexo venoso pterigóideo juntamente com a veia maxilar se une com a temporal superficial, formando a veia retromandibular a qual drena o sangue para a jugular interna. Seguindo pela até a veia cava superior Veia vertebral desce pelo forame magno e passa pelos forames transversos das vértebras, mas também superficialmente. Desemboca na veia subclávia. Drenagem linfática Linfonodos e principais tonsilas Geralmente os linfonodos se posicionam em cadeias para filtrar a linfa, já que ela será jogada novamente no sangue venoso. Infartamento = em alguns locais esses linfonodos podem infartar. A área a qual ele está drenando deve observar se tem alguma inflamação naquela área, porque o linfonodo detecta se tem algo errado, aumenta metabolismo no local, células de defesa vão àquele local e ele infarta. Localização anatômica Músculo esternocleidomastoideo orienta a localizando de alguns linfonodos Linfonodos submandibulares, linfonodo jugulodigástrico, l infonodos occipitais, l infonodos retroauriculares, l infonodos parotídeos, cadeia cervical, linfonodos jugulares, linfonodos bucais, linfonodos submandibulares Importante saber as áreas de drenagem para reconhecer o território de onde provém a linfa, fazer exame clínico localizado por meio do toque das superfícies Tonsilas Resumo Estruturas as vezes chamadas de linfáticas localizadas na superfície do tubo respiratório e tubo bucal. No interior das cavidades bucal e nasal, na região da orofaringe e nasofaringe, estruturas que também trabalham na defesa orgânica na defesa da região respiratória e digestora superiores. Tonsilas faríngea, palatina e lingual A disposição dessas tonsilas forma o Anel Linfático de Waldeyer. Tonsila faríngea é chamada de adenoide quando há um aumento de volume. Ela se l o c a l i z a n o t e t o d a n a s o f a r í n g e a posteriormente abaixo do corpo do osso esfenoide. Os coanos podem ser obstruídos prejudicando a respiração do indivíduo devendo ser removida ou tratada para que a respiração possase estabilizar, Óstio faríngeo da tuba auditiva = ao mesmo tempo q ajuda no equilíbrio de pressão da orelha, processos infecciosos da tonsila faríngea podem adentrar esse óstio podendo entrar em contato com a orelha média, produzindo infecções no ouvido. A linfa desemboca nos ductos torácico e linfático direito que vão desembocar em um local anatômico onde a jugular encontra-se com a veia subclávia, chamando de ângulo jugo do subclávio, se unido ao sangue venoso, de forma que exista uma recirculação da linfa.