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Julia Silva
Complexo Leucócito Aviário 
A Leucose Aviária (LA) é uma doença neoplásica viral que induz a formação de tumores na Bursa de Fabricius podendo ocasionar metástases em outros órgãos. O agente causal da LA é um vírus que pertence ao gênero dos Retrovírus aviários da família Retroviridae. Os retrovirus aviários pertencem à sub-familia dos oncovirus, ou seja, retrovirus capazes de induzir formação de tumores (BACK, 2002). É um vírus de RNA envelopado, o que significa que é mais resistente.
Os vírus estão divididos em 10 subgrupos, sendo que as galinhas são mais afetadas pelos subgrupos A, B, C, D e J (que são exógenos – pode ser transmitido da mãe para o ovo através do albúmen contaminando o embrião, sendo o J o mais frequente) e o subgrupo E (que é endógeno – se associa ao material genético nas células dos gametas dos hospedeiros, podendo ser transmitido pela ave contaminada para seus filhotes geneticamente). Enquanto os faisões e as codornas são mais afetados pelos subgrupos F, G, H e I. 
Fisiopatologia
A transmissão pode ser via horizontal (pelos vírus exógenos) por meio das fezes e saliva, enquanto a transmissão vertical pode ser pelo vírus endógeno (E) de forma genética (modifica os genes dos gametas e é transmitido o vírus para os filhotes geneticamente) e pelos vírus exógenos (congênita – contaminam o embrião pelas glândulas que secretam albúmen). 
OBS: na transmissão vertical (congênita) o pintinho são manifesta a doença (uma tolerância natural) ao menos que tenha alguma doença concomitante ou imunossuprimido. Já na transmissão horizontal, do vírus endógeno, as galinhas passam os anticorpos para os pintinhos que desenvolvem imunidade contra o vírus. 
Classes Sorológicas e Virológicas
· V-A-: Aves de lotes não infectados ou resistentes a infecção em um lote infectado.
· V+A+: Aves infectadas horizontalmente – com Anticorpos, mas sem controle da infecção.
· V-A+: Aves infectadas horizontalmente com anticorpos e controle da infecção.
· V+A-: Aves infectadas verticalmente, sem resposta imune – excretando muito vírus para aves do lote e progênie Aves persistentemente infectadas. 
Sinais Clínicos 
Leucose Eritroide (Eritrolastose): ocorre esporadicamente e apresenta manifestações como anemia e trombocitopenia leucemia eritroblastica.
Leucose Linfóide: é esporádica, sendo que os nódulos neoplásicos podem se desenvolver em qualquer região visceral ou cutânea do animal. Tumores na Superfície de Ossos (esterno, junções costocondrais, costelas, vértebras e pelve).
Leucose Mieloide: é a mais comum, sendo constituída por populações de mielócitos diferenciados em várias fases. Tumores Linfóides: Fígado, Rins, Baço, Ovário e Bursa de Fabricius.
Hipertrofia dos lobos hepáticos devido a infiltração de células linfóides na leucose aviária.
Fonte: http://www.fmv.ulisboa.pt/atlas/figado/paginas_pt/figad_066.htm.
Diagnostico 
O diagnostico se da por meio do histórico, observações das lesões macro e microscópicas, sendo que o definitivo é por meio do isolamento e identificação (plasma, soro, neoplasias) do vírus que pode ser feito por PCR, Elisa, Imuno-histoquímica. 
Prevenção 
Não há tratamento nem vacina para o complexo leucócito aviário, sendo necessário afim de realizar o controle da doença, a eliminação de portadoras e seleção das aves V- (realizar swabs de cloaca, análise do albúmen do ovo e sangue total – Elisa ou PCR.
REFERENCIAS 
BACK, A. Manual de doenças de aves. Ed. Alberto Back, Cascavel-PR, 2002. p.115-119.
ROCHA, J. R. et al. Leucose Aviária: Relato De Caso. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353, Ano VII – Número 13 – julho de 2009.