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A Constituição da República de 1988 ficou conhecida como a 'Constituição cidadã' e é amplamente elogiada no mundo todo por sua forte proteção aos direitos fundamentais.
Sobre o assunto, assinale a alternativa correta:
Ao propor que homens e mulheres são iguais, a Constituição não menciona quaisquer outros gêneros - razão pela qual esse dispositivo implica a inconstitucionalidade de leis que promovam o reconhecimento formal de transgêneros como sujeitos de direitos.
Na interpretação da igualdade constitucional entre homens e mulheres, é imperioso considerar a disposição do preâmbulo, que afirma ser a atual Constituição promulgada sob a proteção de Deus, o que torna a Bíblia sagrada um dos livros de doutrina úteis à hermenêutica constitucional.
O fato de a Constituição estabelecer a igualdade entre gêneros não implica a impossibilidade da adoção de políticas públicas diferenciadoras fundadas na proteção às vulnerabilidades, que podem ser levadas a efeito pelo Legislativo, pelo Executivo ou, mediante condições específicas, até mesmo pelo Judiciário.
A Constituição expressamente estabelece que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, o que torna inconstitucionais demandas feministas de adoção de políticas de ação afirmativa em favor das mulheres.
A promoção constitucional da isonomia entre homens e mulheres não implica plena equiparação, considerando que o homem possui o dever legal de proteger a mulher em situações de perigo ou naquelas situações em que se demonstre vulnerável, em razão de mais fraca condição biológica.
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Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas: 1. Ao propor que homens e mulheres são iguais, a Constituição não menciona quaisquer outros gêneros - razão pela qual esse dispositivo implica a inconstitucionalidade de leis que promovam o reconhecimento formal de transgêneros como sujeitos de direitos. - Essa afirmação é problemática, pois a Constituição busca garantir direitos fundamentais a todos, e a interpretação deve evoluir para incluir a diversidade de gêneros. 2. Na interpretação da igualdade constitucional entre homens e mulheres, é imperioso considerar a disposição do preâmbulo, que afirma ser a atual Constituição promulgada sob a proteção de Deus, o que torna a Bíblia sagrada um dos livros de doutrina úteis à hermenêutica constitucional. - Essa interpretação não é amplamente aceita e não é um fundamento sólido para a análise da igualdade de gênero. 3. O fato de a Constituição estabelecer a igualdade entre gêneros não implica a impossibilidade da adoção de políticas públicas diferenciadoras fundadas na proteção às vulnerabilidades, que podem ser levadas a efeito pelo Legislativo, pelo Executivo ou, mediante condições específicas, até mesmo pelo Judiciário. - Esta alternativa está correta, pois a Constituição permite a criação de políticas públicas que visem proteger grupos vulneráveis, respeitando a igualdade formal e material. 4. A Constituição expressamente estabelece que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, o que torna inconstitucionais demandas feministas de adoção de políticas de ação afirmativa em favor das mulheres. - Essa afirmação é incorreta, pois a Constituição permite ações afirmativas para promover a igualdade real. 5. A promoção constitucional da isonomia entre homens e mulheres não implica plena equiparação, considerando que o homem possui o dever legal de proteger a mulher em situações de perigo ou naquelas situações em que se demonstre vulnerável, em razão de mais fraca condição biológica. - Essa visão é limitada e não reflete a igualdade de direitos, pois a proteção deve ser garantida a todos, independentemente de gênero. Diante da análise, a alternativa correta é: O fato de a Constituição estabelecer a igualdade entre gêneros não implica a impossibilidade da adoção de políticas públicas diferenciadoras fundadas na proteção às vulnerabilidades, que podem ser levadas a efeito pelo Legislativo, pelo Executivo ou, mediante condições específicas, até mesmo pelo Judiciário.

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O período da primeira modernidade, ou do Antigo Regime (XVI-XVIII), é caracterizado por ter inúmeras permanências medievais, particularmente no que diz respeito à cultura jurídica. Sobre a cultura jurídica portuguesa do período veja as afirmativas a seguir.
Agora assinale a alternativa correta.
I. O regime do ius commune (direito comum, cotididiano) insere o componente régio no pluralismo jurídico moderno, herdeiro do medievo.
II. A cidadania que até então vinculava a pessoa a seu grupo comunal (particularmente as cidades) agora ganhava novo vínculo, o régio.
III. Igreja e Estado Nacional eram entes de poder e de prestígio, controladores das populações a partir de suas leis.
II e III
II apenas
I e II
I apenas
III apenas

Leia o fragmento de texto a seguir: "A modernidade tem raízes bem remotas. O historiador do direito as pode vislumbrar naquele século XIV, que é extraordinariamente rico de novos fermentos e no qual começam a ser desmentidos os velhos valores da civilização medieval..."
Os ideais apresentados na modernidade podem ser vistos no papel do direito na colônia brasileira quando observamos:
os novos juristas que, sem nenhuma compreensão com o trabalho construtor da ciência jurídica medieval, refutando as manipulações dos bizantinos, tentam desenhar um vulto autêntico do direito romano-clássico nas colônias;
a reforma religiosa pretendeu liberar o sujeito da opressão da sociedade sacra, instaurando um diálogo direto do sujeito com a divindade e com os textos revelados;
as reformas religiosas, que apesar de marcarem uma nova relação do homem e da religião, valorizavam o livre-arbítrio, e também passa a ser mais judicial, marcando as fontes jurídicas coloniais;
a presença do diálogo do direito canônico e do direito laico, passando o Estado a ser o garantidor das necessidades canônicas, unificando o âmbito de atuação, apesar de sua influência;
a rotação política que, liberando-se dos decrépitos universalismos eclesiais e imperiais, aponta para uma nova individualidade, qual seja o sujeito forte ¿Estado¿, ensimesmado naquele modelo de Justiça que não permite influências no campo jurídico.

Sobre a Pena de Morte no Brasil imperial devemos afirmar:
Estão corretas as afirmativas:
I - Reproduz uma inovação baseada na Revolução Francesa e a utilização de guilhotina.
II - É uma tradição da monarquia, uma forma de reafirmação da ordem pelo exemplo.
III - Faz parte de influência da política americana e do ideal de um governo revolucionário.
IV - É adotado em especial para crimes de insurreição, como forma de diferenciar a pena por delito.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas II e IV.
Apenas I e II.
Apenas I e III.

A Constituição de 1824 definiu os contornos do poder do imperador D. Pedro I. Sobre tal Constituição é correto afirmar que:
Estabeleceu o critério censitário para a participação eleitoral dos cidadãos e favoreceu a Coroa Portuguesa ao instituir o Império como Reino Unido a Portugal.
Oficializou o direito de veto do imperador sobre o poder legislativo, entre outras possibilidades de exercício do autoritarismo que o poder moderador propiciava no Brasil.
Propiciou a unificação política e territorial do Império, ao ser adotada espontaneamente por todas as províncias.
Obedeceu aos princípios clássicos do liberalismo e estendeu o direito à candidatura política a trabalhadores livres pobres, contanto que não fossem analfabetos.
Regulamentou a sucessão ao trono, nomeando imediatamente D. Pedro II como soberano, uma vez que seu pai foi obrigado a assumir o trono português.

Sobre as formulações da justiça da Primeira República, podemos afirmar que:
Estão corretas as afirmativas:
I. Tem como ícone a Constituição de 1891, herdeira das elites do passado político consolidado no novo regime.
II. Foram uma cópia das formulações imperiais, com alterações somente de tipo de regime e fim do poder moderador.
III. A política de governadores é uma ruptura do modelo de justiça no Brasil.
Apenas as afirmativas I e II.
Apenas a afirmativa I.
Apenas as afirmativas II e III.
Apenas a afirmativa III.
Apenas a afirmativa II.

Sobre as formulações da justiça na Era Vargas, podemos destacar:
Estão corretas as afirmativas:
I.O ideal reformista dos modelos político e -jurídicos ao longo das diversas formas de governo.
II.O ideal de rompimento estrutural como a Primeira República.
III. O ideal de continuidade das organizações políticas e manutenções oligárquicas.
Apenas as afirmativas II e III.
Apenas a afirmativa III
Apenas as afirmativas I e II.
Apenas a afirmativa I
Apenas a afirmativa II

A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 2º, o princípio da separação de Poderes. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é correto afirmar:
O Poder Executivo e o Poder Legislativo nos Estados são dependentes entre si.
O Poder Executivo, o Judiciário e o Ministério Público Federal são Poderes harmônicos e dependentes entre si.
O Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público são Poderes da União, independentes e harmônicos.
O Legislativo, o Executivo e o Judiciário são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si.
O Judiciário e o Executivo são Poderes harmônicos e dependentes nos Estados da Federação.

Nas últimas décadas e em especial após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Supremo Tribunal Federal tem ocupado um papel de destaque no cenário político atual expandindo seus poderes. Na análise desses novos rumos destaca-se:
I. O entendimento que denomina esse marco de ¿Supremocracia¿, num primeiro sentido referindo-se à autoridade do Supremo em relação às demais instâncias do judiciário (súmula vinculante) e num segundo sentido em relação à expansão de sua autoridade em relação aos demais poderes.
II. O processo não recente de deslocamento da autoridade do sistema representativo para o judiciário e antes de tudo, um avanço das constituições rígidas, dotadas de sistema de controle de constitucionalidade e extremamente ambiciosas optando sobre tudo decidir.
III. A maximização de competências do Supremo que atua como corte constitucional, tribunal de última instância e foro especializado.
I, II e III.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
Apenas I.
Apenas II.

O Capítulo VIII do Título VIII da Constituição (Ordem Social) é destinado a dispor sobre os direitos dos índios. A esse propósito, assegura às comunidades indígenas a posse permanente das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
Ao interpretar tais diretrizes, o STF tem se pronunciado no sentido da adoção da chamada teoria do fato indígena como critério definidor das áreas tradicionalmente ocupadas pelos índios. Esse critério implica identificar como reserva indígena as terras:
Em que se comprove a presença constante e persistente dos índios antes da promulgação da Constituição de 1988, desde que não sejam formalmente destinadas a outras finalidades colimadas pela Constituição, a exemplo das unidades de conservação ambiental, das faixas de fronteira e das áreas geograficamente estratégicas, reservadas à instalação de unidades e equipamentos militares.
Ocupadas por comunidades indígenas, reconhecendo como válido o direito de particulares sobre terras por eles adquiridas apenas quando nelas não existam índios, mesmo que a habitação indígena seja posterior à aquisição.
Ocupadas por comunidades indígenas, bem como aquelas devidamente demarcadas com base em regimes constitucionais anteriores ao de 1988.
Em que se comprove a presença constante e persistente dos índios na data da promulgação da Constituição de 1988.
Em que se comprove a presença constante e persistente dos índios após cinco anos contados da promulgação da Constituição de 1988.

A Constituição da República de 1988 ficou conhecida como a "Constituição cidadã" e é amplamente elogiada no mundo todo por sua forte proteção aos direitos fundamentais. Esse alto nível da dogmática jurídica brasileira observável no processo constituinte é uma decorrência da superação da mentalidade vivenciada durante a ditadura militar, oriunda do Golpe de 1964, notadamente em relação à posição social da mulher.
Sobre o assunto, assinale a alternativa correta:
A promoção constitucional da isonomia entre homens e mulheres não implica plena equiparação, considerando que o homem possui o dever legal de proteger a mulher em situações de perigo ou naquelas situações em que se demonstre vulnerável, em razão de mais fraca condição biológica.
Ao propor que homens e mulheres são iguais, a Constituição não menciona quaisquer outros gêneros - razão pela qual esse dispositivo implica a inconstitucionalidade de leis que promovam o reconhecimento formal de transgêneros como sujeitos de direitos.
O fato de a Constituição estabelecer a igualdade entre gêneros não implica a impossibilidade da adoção de políticas públicas diferenciadoras fundadas na proteção às vulnerabilidades, que podem ser levadas a efeito pelo Legislativo, pelo Executivo ou, mediante condições específicas, até mesmo pelo Judiciário.
A Constituição expressamente estabelece que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, o que torna inconstitucionais demandas feministas de adoção de políticas de ação afirmativa em favor das mulheres.
Na interpretação da igualdade constitucional entre homens e mulheres, é imperioso considerar a disposição do preâmbulo, que afirma ser a atual Constituição promulgada sob a proteção de Deus, o que torna a Bíblia sagrada um dos livros de doutrina úteis à hermenêutica constitucional.

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