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*1.1 - HISTÓRIA MODERNA – DANI*
4) O historiador francês Jacques Le Goff publicou, no início dos anos 2000, a obra A história deve ser
dividida em pedaços?, em que debate o conceito de longa Idade Média, apresentado em outro livro. Para
o autor, não haveria mudança fundamental durante os séculos XVI e XVIII que justificasse a separação
entre Idade Média e Renascimento, um período novo. Le Goff afirma:
O renascimento não é uma ruptura
absoluta, decisiva, que pretendeu ser: há uma longa idade Média que iria até o fim do século XVIII.
Leia
agora esse trecho, do historiador Etienne Gilson, escrito em 1932:
A diferença entre o Renascimento e a
Idade Média não foi uma diferença produzida por adição, mas por subtração. O Renascimento, tal qual

nos foi descrito, não foi a Idade Média mais o homem, mas a Idade Média menos Deus, e o que houve aí
de trágico foi que, ao perder Deus, o Renascimento perdeu o próprio homem. Em relação a essas duas
perspectivas, são feitas as seguintes afirmacoes:
I – Ambos os autores defendem que não há uma ruptura significativa entre a Idade Moderna e o Renascimento,
principalmente no aspecto religioso, que é marcado por continuidades, sem mudanças significativas durante a
modernidade.
II – Enquanto Etienne Gilson recupera uma visão romântica sobre a Idade Média, característica do século XIX,
a obra de Le Goff se inspira nas reflexões da Escola dos Annales sobre a temporalidade e a longa duração.
III – Na abordagem de Gilson, ressaltam-se as rupturas existentes entre o medievo e a modernidade,
principalmente na passagem do teocentrismo ao antropocentrismo, enquanto Le Goff, com a ideia de “longa
Idade Média”, ressalta os aspectos de continuidade entre ambos os períodos.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
4 – (e) Apenas II e III.

a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II e III.
d) I, II e III.
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Questões para Estudantes

há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar cada afirmativa: I – Ambos os autores defendem que não há uma ruptura significativa entre a Idade Moderna e o Renascimento, principalmente no aspecto religioso, que é marcado por continuidades, sem mudanças significativas durante a modernidade. Falso, pois Jacques Le Goff argumenta que não houve uma mudança fundamental entre a Idade Média e o Renascimento, estendendo a Idade Média até o final do século XVIII, enquanto Etienne Gilson destaca a diferença entre o Renascimento e a Idade Média, principalmente na relação com Deus. II – Enquanto Etienne Gilson recupera uma visão romântica sobre a Idade Média, característica do século XIX, a obra de Le Goff se inspira nas reflexões da Escola dos Annales sobre a temporalidade e a longa duração. Verdadeiro, pois Le Goff realmente se inspira nas reflexões da Escola dos Annales, que valoriza a longa duração e a continuidade histórica. III – Na abordagem de Gilson, ressaltam-se as rupturas existentes entre o medievo e a modernidade, principalmente na passagem do teocentrismo ao antropocentrismo, enquanto Le Goff, com a ideia de “longa Idade Média”, ressalta os aspectos de continuidade entre ambos os períodos. Verdadeiro, pois Gilson destaca as rupturas entre a Idade Média e a modernidade, enquanto Le Goff enfatiza a continuidade ao estender a Idade Média até o final do século XVIII. Portanto, as afirmativas II e III estão corretas. Assim, a alternativa correta que contém os itens verdadeiros é: a) Apenas II e III.

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*1.1 - HISTÓRIA MODERNA – DANI*
1) A historiografia da Idade Moderna dedicou-se ao estudo de inúmeros temas, tais como a origem do
capitalismo, as transformações culturais e religiosas, as grandes navegações e seus impactos. Essas
temáticas foram abordadas sob os mais diferentes aspectos, de acordo com as inovações conceituais,
metodológicas e teóricas de cada conjuntura historiográfica. Sobre a historiografia da Idade Moderna,
use V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Embora a historiografia sobre a Idade Moderna possua uma grande amplitude temática e de abordagens, os
historiadores são unânimes quanto ao conceito de modernidade e a duração desse período histórico.
( ) Na história da historiografia da Idade Moderna, existem estudos apenas de ordem econômica e política,
devido à escassez de fontes primárias para o trabalho com a cultura e com as mentalidades.
( ) As críticas de coloniais ou pós-coloniais foram importantes para a historiografia por chamarem a atenção
para a vinculação entre a modernidade e a colonialidade, fenômeno que não se encerrou com o término da
Idade Moderna.
( ) O conceito/periodização de longa Idade Média, de Le Goff, enfatiza as permanências existentes entre o
medievo e a modernidade, em detrimento das rupturas que costumam ser abordadas pela historiografia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – (d) F – F – V – V.

a) I e II são verdadeiras.
b) II e III são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) III e IV são verdadeiras.

*1.1 - HISTÓRIA MODERNA – DANI*
2) Uma das discussões historiográficas mais profícuas sobre a transição da Idade Média para a Idade
Moderna diz respeito ao âmbito econômico e, mais especificamente, ao surgimento do capitalismo.
Abaixo, temos três autores que participaram desse debate e as principais teses nele defendidas:
I – Maurice Dobb
II – Perry Anderson
III – Ellen Wood
( ) Autor(a) que deslocou a compreensão do surgimento do capitalismo das atividades comerciais e mercantis
para as transformações ocorridas no campo (agricultura).
( ) Autor(a) que associou o surgimento do capitalismo à formação do Estado como estrutura reprodutora das
relações de poder feudais.
( ) Autor(a) que elaborou suas análises sobre o surgimento do capitalismo na transição da modernidade a partir
das análises de Marx.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses com I, II e III, de cima para baixo, é:
2 – (e) III – II – I.

a) I, II e III são verdadeiras.
b) II e III são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) I e II são verdadeiras.

*1.1 - HISTÓRIA MODERNA – DANI*
3) Na transição da Idade Média para a Idade Moderna, houve na Europa Ocidental uma série de
transformações na economia e nas relações sociais. No âmbito econômico, consolidou-se uma
interpretação sobre a passagem de uma sociedade agrícola para uma comercial, com práticas
mercantilistas. Veja o que afirma o historiador Pierre Deyon (2004) sobre o mercantislimo:
O mercantilismo foi definido e batizado por seus adversários. [...] Denunciando no mercantilismo o triunfo
dos interesses egoístas dos mercadores, ignoraram que era também um sistema manufatureiro, agrícola,
e toda uma concepção do poder estatal. [...] Do século XVI ao XVIII, ninguém se declarou mercantilista,
e não existe nenhuma profissão de fé que permita classificar por comparação os escritos e as práticas
econômicas do tempo. [...] Não existe definição comum do mercantilismo e de seus caracteres
fundamentais. Nenhum ministro se proclamou mercantilista [...]. O mercantilismo, enquanto sistema de
pensamento e de intervenção, foi definido pelos liberais do fim do século XVIII, para designar e
desqualificar aqueles cujos argumentos e práticas repudiavam.
Esse excerto da obra O mercantilismo
evidencia um problema historiográfico pertinente no estudo da Idade Moderna. Assinale a alternativa
que apresenta corretamente essa interpretação:
3 – (a) O trecho demonstra que certos conceitos e nomenclaturas não são elaborados por seus
contemporâneos, e respondem a interesses específicos do presente em que são formulados.

a) O trecho demonstra que certos conceitos e nomenclaturas não são elaborados por seus contemporâneos, e respondem a interesses específicos do presente em que são formulados.
b) O trecho destaca a unanimidade entre os historiadores em relação à definição do mercantilismo.
c) O trecho enfatiza a clareza e a precisão na definição do mercantilismo ao longo dos séculos XVI ao XVIII.
d) O trecho ressalta a ausência de estudos sobre o mercantilismo na historiografia da Idade Moderna.

*1.1 - HISTÓRIA MODERNA – DANI*
5) A transição da Idade Média para a Idade Moderna foi analisada a partir do viés cultural. O estudo do
Renascimento consagrou alguns autores e interpretações historiográficas, tais como Jacob Burckhardt,
Johan Huizinga, e, mais recentemente, Peter Burke. Nesse excerto, o autor inglês (BURKE, 2008) fala
sobre o Renascimento:
Em que ponto ficamos? Houve de fato um Renascimento? Se descrevermos o
Renascimento em termos de púrpura e ouro, como um milagre cultural isolado, ou como o súbito
emergir da modernidade, a minha resposta será "não". [...] Se, no entanto, a palavra "Renascimento"
for usada – sem prejuízo para os feitos da Idade Média, ou para os do mundo não europeu – para referir
um importante conjunto de mudanças na cultura ocidental, então pode ser visto como um conceito
organizador que ainda tem o seu uso.
A partir de seus conhecimentos da historiografia cultural sobre a
passagem da Idade Média para a Idade Moderna, e da leitura do trecho acima, assinale a alternativa
correta:
5 – (b) Peter Burke defende uma utilização crítica do conceito de Renascimento, sem desconsiderar os
processos culturais ocorridos no período anterior, a Idade Média.

a) Jacob Burckhardt e Johan Huizinga são os principais defensores da ideia de um Renascimento como um milagre cultural isolado.
b) Peter Burke defende uma utilização crítica do conceito de Renascimento, sem desconsiderar os
processos culturais ocorridos no período anterior, a Idade Média.
c) O Renascimento é descrito como um súbito emergir da modernidade, segundo a visão de Peter Burke.
d) A palavra "Renascimento" é utilizada para referir um conjunto de mudanças na cultura ocidental, sem relação com a Idade Média.

*1.2 - HISTÓRIA MODERNA – DANI*
2) O Antigo Regime caracterizou-se, no âmbito social, por continuidades e rupturas em relação à organização
social da época feudal. O texto a seguir trata dessas mudanças e permanências:
A sociedade do Antigo Regime era dividida em ______ estamentos, cujo fator determinante de pertencimento era __________. Podemos apontar
como indícios de continuidade em relação à sociedade feudal __________, e, como evidência de ruptura, __________.
A alternativa que completa corretamente as lacunas do texto é:
2 – (d) três –

a) dois – a riqueza.
b) quatro – a religião.
c) três – a profissão.
d) três –

ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento. Que, do mesmo modo, é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para dispensar as leis ou o seu cumprimento, como anteriormente se tem verificado, por meio de uma usurpação notória.”O excerto acima apresenta uma demanda frente a um período bastante conturbado da história inglesa. Assinale a alternativa correta:

1 – (a) O artigo da Bill of Rights explicita uma peculiaridade inglesa, que era a limitação do poder do monarca absoluto pela existência do Parlamento, e evidencia um dos principais conflitos políticos que desencadeou o processo revolucionário inglês.

As transformações advindas da Revolução Gloriosa (1688–1689) também impactaram a esfera econômica, permitindo à Inglaterra realizar a Revolução Industrial no século XVIII e se tornar uma das maiores economias do mundo. Sobre esse processo são feitas as seguintes afirmacoes: I – O Parlamento passou a representar os interesses da burguesia e da nobreza rural, associadas por motivos políticos (controlar as revoltas populares) e econômicos (desenvolver o capitalismo). II – O desenvolvimento do capitalismo na Inglaterra foi possível somente após a dissolução do Parlamento e a centralização do poder econômico e político na figura do rei. III – Com o liberalismo inglês, houve uma superação da conflitividade social, pois houve a criação de empregos para todos os trabalhadores, que deixaram de ser explorados. Qual(is) está(ão) correta(s)?

3 – (a) Apenas I.

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