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Matemática Econômica III Técnicas de Derivação › Função constante: Para qualquer constante c 𝑑 𝑑𝑥 𝑐 = 0 › Em outras palavras, a derivada de qualquer constante é nula › Regra da Potência › Para qualquer número real n, f(x) = 𝑥2 › 2𝑥2−1 = 2𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑥𝑛 = 𝑛𝑥𝑛−1 𝑜𝑢 𝑓′ 𝑥 = 𝑛𝑥𝑛−1 2 continuando Regra da soma: › Se 𝑓(𝑥) e 𝑔(𝑥) são duas funções deriváveis, a soma 𝑆(𝑥) = 𝑓(𝑥) + 𝑔(𝑥) também é uma função derivável 𝑑 𝑑𝑥 = 𝑓 𝑥 + 𝑔 𝑥 = 𝑑 𝑑𝑥 𝑓 𝑥 + 𝑑 𝑑𝑥 𝑔 𝑥 𝑓 𝑥 = 2𝑥3 +2 𝑓′ 𝑥 = 6𝑥² 3 Continuando... › Regra do produto 𝑑 𝑑𝑥 = 𝑓 𝑥 𝑔 𝑥 = 𝑓 𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑔 𝑥 + 𝑔 𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑓 𝑥 Ou 𝑓𝑔 ′ = 𝑓𝑔′ + 𝑔𝑓′ › a derivada do produto 𝑓𝑔 é igual 𝑓 vezes a derivada de 𝑔 mais 𝑔 vezes a derivada de 𝑓. › Regra do quociente › 𝑑 𝑑𝑥 = 𝑓 𝑥 𝑔 𝑥 = 𝑔 𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑓 𝑥 −𝑓 𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑔 𝑥 𝑔2 𝑥 𝑠𝑒 𝑔 𝑥 ≠ 0 Ou 𝑓 𝑔 ′ = 𝑔𝑓′−𝑓𝑔′ 𝑔2 4 Continuando... › Regra da cadeia › função composta 𝑦 = 𝑓 𝑔 𝑥 é uma função derivável de 𝑥 cuja derivada é dada pelo produto 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 𝑑𝑦 𝑑𝑢 𝑑𝑢 𝑑𝑥 Ou 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = 𝑓′ 𝑔 𝑥 𝑔′ 𝑥 › Regra da potência generalizada › Para qualquer número real n e qualquer função derivável h, 𝑑 𝑑𝑥 ℎ 𝑥 𝑛 = 𝑛 ℎ 𝑥 𝑛−1 𝑑 𝑑𝑥 ℎ 𝑥 5 Derivadas Parciais › Em muitos problemas que envolvem funções de duas variáveis, estamos interessados em calcular a taxa de variação da função com uma das variáveis enquanto a outra permanece constante, o que corresponde a derivar a função em relação a uma das variáveis mantendo fixa a outra variável. › Esse processo é conhecido como derivação parcial. 6 Derivada Parcial › Se 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦) , a derivada parcial de 𝑓 em relação a 𝑥 é representada por 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑜𝑢 𝑓𝑥𝑥, 𝑦 E é a função obtida derivando 𝑓 em relação a 𝑥 enquanto 𝑦 é tratada como constante. A derivada parcial de 𝑓 em relação a 𝑦 é representada por 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑜𝑢 𝑓𝑦 𝑥, 𝑦 E é a função obtida derivando 𝑓 em relação a 𝑦 enquanto 𝑥 é tratada como constante. 7 Derivadas Parciais 1. Calcular as derivadas parciais 𝑓𝑥 𝑒 𝑓𝑦 𝑑𝑒 𝑓 𝑥, 𝑦 = 𝑥2 + 2𝑥𝑦2 + 2𝑦 3𝑥 Solução: Para simplificar os cálculos, podemos escrever a função na forma 𝑓 𝑥, 𝑦 = 𝑥2 + 2𝑥𝑦2 + 2𝑦𝑥−1 3 Para calcular 𝑓𝑥 derivamos a função termo a termo, considerando 𝑥 como variável e 𝑦 como 𝑓𝑥 𝑥, 𝑦 = 2𝑥 + 2 1 𝑦 2 + 2 3 𝑦 −1𝑥−2 = 2𝑥 + 2𝑦2 − 2𝑦 3𝑥2 Para calcular 𝑓𝑦 derivamos a função termo a termo, considerando y como variável e 𝑥 como 𝑓𝑦 𝑥, 𝑦 = 0 + 2𝑥2𝑦 + 2 3 1 𝑥−1 = 4𝑥𝑦 + 2 3𝑥 8 Derivadas parciais 2. Calcule as derivadas parciais 𝜕𝑧 𝜕𝑥 e 𝜕𝑧 𝜕𝑦 da função 𝑧 = 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 5 Solução: 2. Mantendo 𝑦 constante e usando a regra da cadeia para derivar 𝑧 em relação a 𝑥, temos: 𝜕𝑧 𝜕𝑥 = 5 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 4 𝜕 𝜕𝑥 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 = 5 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 4 2𝑥 + 𝑦 2. Mantendo 𝑥 constante e usando a regra da cadeia para derivar 𝑧 em relação a 𝑦, temos: 𝜕𝑧 𝜕𝑦 = 5 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 4 𝜕 𝜕𝑦 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 = 5 𝑥2 + 𝑥𝑦 + 𝑦 4 𝑥 + 1 9 Análise Marginal › Em economia, o termo análise marginal se refere ao uso de uma derivada para estimar a variação do valor de uma função em consequência de uma mudança no valor de uma das variáveis. 1. Exemplo: Estima-se que a produção semanal de uma fábrica é dada pela função 𝑄 𝑥, 𝑦 = 1200𝑥 + 500𝑦 + 𝑥2𝑦 − 𝑥3 − 𝑦2 unidades, onde 𝑥 é o número de operários especializados e y o número de operários não especializados no trabalho. No momento, a mão de obra disponível é constituída por 30 operários especializados e 60 operários não especializados. Use a análise marginal para estimar a variação da produção se mais 1 operário especializado for contratado e o número de operários não especializados permanecer constante. 10 Continuando... › Solução: › Taxa de variação da produção com o número de operários especializados 𝑄𝑥(𝑥, 𝑦) = 1.200 + 2𝑥𝑦 − 3𝑥² › Para quaisquer valores de 𝑥 e 𝑦, esta é uma aproximação do número de unidades a mais que serão produzidas por semana se o número de operários especializados aumentar de 𝑥 para 𝑥 + 1 e o número 𝑦 de operários não especializados permanecer constante. 11 Continuando... › Se o número de operários especializados aumentar de 30 para 31 e o número de operários não especializados permanecer constante em 60, a variação de produção será aproximadamente › 𝑄𝑥(30,60) = 1.200 + 2(30)(60) – 3(30)² = 2.100 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠. › Calculando a variação exata, 𝑄(31,60) – 𝑄(30,60). › 𝑄(31,60) = 1.200.31 + 500.60 + 31². 60 − 31³ − 60² = 91.469 › 𝑄(30,60) = 1.200.30 + 500.60 + 30². 60 − 30³ − 60² = 89.400 › 𝑄(31,60) – 𝑄(30,60) = 91.469 – 89.400 = 2.069 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠. 12 Observação1 › Se 𝑄(𝐾, 𝐿) é o resultado de um processo de produção que envolve o uso de 𝐾 unidades de capital imobilizado e L unidades de mão de obra, a derivada parcial 𝑄𝐾(𝐾, 𝐿) , conhecida como 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖𝒕𝒊𝒗𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒎𝒂𝒓𝒈𝒊𝒏𝒂𝒍 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒑𝒊𝒕𝒂𝒍, é uma medida da variação da produção com o capital imobilizado quando o volume da mão de obra permanece constante. 13 Observação2 › Analogamente, a derivada parcial 𝑄𝐿(𝐾, 𝐿) , conhecida como 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖𝒕𝒊𝒗𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒎𝒂𝒓𝒈𝒊𝒏𝒂𝒍 𝒅𝒂𝒎ã𝒐 𝒅𝒆 𝒐𝒃𝒓𝒂 , é uma medida da variação da produção com a mão de obra quando o capital imobilizado permanece constante. 14 Exemplo 2 › Um fabricante estima que a produção mensal de uma fábrica é dada pela função 𝐶𝑜𝑏𝑏–𝐷𝑜𝑢𝑔𝑙𝑎𝑠 𝑄(𝐾, 𝐿) = 50 𝐾0,4𝐿0,6 › Onde 𝐾 é o capital imobilizado em milhares de reais e 𝐿 e o volume de mão de obra em homens – horas. a. Determine a produtividade marginal do capital, 𝑄𝐾 , e a produtividade marginal de mão de obra, 𝑄𝐿, para um capital imobilizado de 𝑅$750.000,00 e um volume de mão de obra de 991 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠– ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠. 15 Continuando... b. O fabricante deve aumentar o capital imobilizado ou o volume de mão de obra para aumentar rapidamente a produção? 𝑄(𝐾, 𝐿) = 50 𝐾0,4𝐿0,6 › Solução: a. 𝑄𝐾 𝐾, 𝐿 = 50 0,4𝐾 −0,6 𝐿0,6 = 20𝐾−0,6𝐿0,6 › 𝑄𝐿 𝐾, 𝐿 = 50𝐾 0,4 0,6𝐾−0,4 = 30𝐾0,4𝐿−0,4 › Para K = 750 𝑒 𝐿 = 991 › 𝑄𝐾 750,991 = 20 750 −0,6 991 0,6 ≈ 23,64 › 𝑄𝐿 750,991 = 30 750 0,4 991 −0,4 ≈ 26,84 16 Corrigir Continuando... b. De acordo com o resultado do item (𝑎) , um aumento de uma unidade no capital imobilizado (𝑅$1.000,00 ) resulta em um aumento da produção de 23,64 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 , que é menor que o aumento de 26,84 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 resultante de um aumento da uma unidade no volume de mão de obra. Assim, o fabricante deve aumentar o volume de mão de obra para aumentar rapidamente a produção. 17 Exercício proposto › Calcule todas as derivadas parciais de primeira ordem da função dada. 1. 𝑓(𝑥, 𝑦) = 7𝑥 + 10𝑦 𝑓𝑥 𝑥, 𝑦 = 7 𝑓𝑦 𝑥, 𝑦 = 10 1. 𝑓(𝑥, 𝑦) = 1/𝑥² + 3/𝑦 𝑓 𝑥, 𝑦 = 1. 𝑥−2 + 3𝑦−1 𝑓𝑥 𝑥, 𝑦 = 1.−2𝑥 −2−1= −2𝑥−3 = − 2 𝑥3 𝑓𝑦 𝑥, 𝑦 = 3.−1𝑦 −1−1 = −3𝑦−2 = − 3 𝑦2 18 Continuar... 1. 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑥² + 3𝑦² 2. 𝑓(𝑥, 𝑦) = 2𝑥(𝑦 – 3𝑥) – 4𝑦 3. 𝑓(𝑥, 𝑦) = 2𝑥𝑦⁵ + 3𝑥²𝑦 + 𝑥² 4. 𝑧 = 5𝑥²𝑦 + 2𝑥𝑦³ + 3𝑦² 5. 𝑧 = (3𝑥 + 2𝑦)⁵ 6. 𝑓(𝑥, 𝑦) = (𝑥 + 𝑥𝑦 + 𝑦)³ 7. 𝑓(𝑠, 𝑡) = 3𝑡/2𝑠 19 Exercício proposto 1. Considere a função 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑥² + 3𝑦² . Usando a definição de derivada parcial, calcule 𝑓𝑥 (3,2) 𝑒 𝑓𝑦(3,2). 2. Considere a função 𝑓(𝑥, 𝑦) = 2𝑥 + 3y. Calcule 𝑥. 𝑓𝑥 + 𝑦. 𝑓𝑦. 3. Considere a seguinte função de produção 𝑃(𝑥, 𝑦) = 2𝑥½. 𝑦½, em que 𝑃 é a quantidade colhida de um produto (em toneladas), 𝑥 é o número de homens–hora empregados (em milhares) e 𝑦 é o número de hectares plantados. Calcule: a) A produtividade marginal do trabalho 𝜕𝑃/𝜕𝑥. b) A produtividade marginal da terra 𝜕𝑃/𝜕𝑦. c) 𝜕𝑃/𝜕𝑥(1,4) 𝑒 𝜕𝑃/𝜕𝑦(1,4). Interprete o resultado. 20 empregados (em milhares) e 𝑦 é o número de hectares plantados. 𝜕𝑃/𝜕𝑥(1,4) 𝑒 𝜕𝑃/𝜕𝑦(1,4). Interprete o resultado. 1. 𝑃(𝑥, 𝑦) = 2𝑥0,5𝑦0,5 a) 𝜕𝑝 𝜕𝑥 =2.0,5𝑥0,5−1. 𝑦0,5 = 𝑥−0,5𝑦0,5 b) 𝜕𝑝 𝜕𝑦 = 2. 𝑥0,5. 0,5𝑦0,5−1 = 𝑥0,5𝑦−0,5 4−0,5 = 1 40,5 = 1 4 = 1 2 c) 𝜕𝑝 𝜕𝑥 1,4 = 𝑥−0,5𝑦0,5 = 1−0,540,5 = 2 d) 𝜕𝑝 𝜕𝑦 1,4 = 𝑥0,5𝑦−0,5 = 10,54−0,5 = 1 2 21 Produtos Substitutos e Complementares › Dois produtos são chamados de produtos substitutos se o aumento da demanda de um resulta na diminuição da demanda do outro. Produtos substitutos são competitivos, como 𝑝𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑒𝑚𝑝𝑙𝑜: 𝑚𝑎𝑛𝑡𝑒𝑖𝑔𝑎 𝑒 𝑚𝑎𝑟𝑔𝑎𝑟𝑖𝑛𝑎. › Dois produtos são chamados de produtos complementares se o aumento de demanda de um resulta no aumento da demanda do outro. É o caso, 𝑝𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑒𝑚𝑝𝑙𝑜, 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑢𝑡𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑒 𝑖𝑚𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜𝑟𝑎𝑠. Continuando... › As derivadas parciais podem ser usadas para verificar se dois produtos são substitutos ou complementares. › Suponha que 𝐷₁(𝑝₁, 𝑝₂) unidades de um produto e 𝐷₂(𝑝₁, 𝑝₂) unidades de um segundo produto sejam vendidas quando os preços unitários dos dois produtos são 𝑝₁ 𝑒 𝑝₂ . É razoável esperar que as demandas diminuam quando os preços aumentam, de modo que 𝜕𝐷1 𝜕𝑝1 < 0 𝑒 𝜕𝐷2 𝜕𝑝2 < 0 Continuando... › No caso de produtos substitutos, a demanda de um produto aumenta quando o preço do outro aumenta e, portanto, 𝜕𝐷1 𝜕𝑝2 > 0 𝑒 𝜕𝐷2 𝜕𝑝1 > 0 › No caso de produtos complementares, por outro lado, a demanda de um produto diminui quando o preço do outro aumenta e, portanto 𝜕𝐷1 𝜕𝑝2 < 0 𝑒 𝜕𝐷2 𝜕𝑝1 < 0 Exemplo › A demanda de farinha de trigo em uma certa cidade é dada por 𝐷₁(𝑝₁, 𝑝₂) = 500 + 10/(𝑝₁ + 2) − 5𝑝₂ › Enquanto a demanda do pão é dada por 𝐷₂(𝑝₁, 𝑝₂) = 400 − 2𝑝₁ + 7/(𝑝₂ + 3) › Onde 𝑝₁ é o preço do quilo de farinha de trigo e 𝑝₂ é o preço do pão francês de 50 𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎𝑠 . Verifique se o pão e a farinha de trigo são produtos substitutos ou complementares. › Solução: › Calculando as derivadas parciais relevantes, temos: 𝜕𝐷1 𝜕𝑝2 = −5 < 0 𝑒 𝜕𝐷2 𝜕𝑝1 = −2 < 0 Como as duas derivadas parciais são sempre negativas, chegamos à conclusão de que o pão e a farinha de trigo (como era de se esperar) são produtos complementares. Derivadas Parciais de Segunda Ordem › As derivadas parciais podem ser novamente derivadas: as funções resultantes recebem o nome de derivadas parciais de segunda ordem de uma função de duas variáveis. • Se 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦), a derivada parcial de 𝑓, em relação a 𝑥 é 𝑓𝑥𝑥 = 𝑓𝑥 𝑥 𝑜𝑢 𝜕2𝑧 𝜕𝑥2 = 𝜕 𝜕𝑥 𝜕𝑧 𝜕𝑥 A derivada parcial de fₓ em relação a y é 𝑓𝑥𝑦 = 𝑓𝑥 𝑦 𝑜𝑢 𝜕2𝑧 𝜕𝑦𝜕𝑥 = 𝜕 𝜕𝑦 𝜕𝑧 𝜕𝑥 A derivada parcial de fy em relação a x é 𝑓𝑦𝑥 = 𝑓𝑦 𝑥 𝑜𝑢 𝜕2𝑧 𝜕𝑥𝜕𝑦 = 𝜕 𝜕𝑥 𝜕𝑧 𝜕𝑦 A derivada parcial de fy em relação a y é 𝑓𝑦𝑦 = 𝑓𝑦 𝑦 𝑜𝑢 𝜕2𝑧 𝜕𝑦 2 = 𝜕 𝜕𝑦 𝜕𝑧 𝜕𝑦 Exemplo › Calcule as quatro derivadas parciais de segunda ordem da função a) 𝑓 𝑥, 𝑦 = 𝑥𝑦3 + 5𝑥𝑦2 + 2𝑥 + 1 › 𝑓𝑥(𝑥, 𝑦) = 𝑦³ + 5𝑦² + 2 › 𝒇𝒙𝒙(𝒙, 𝒚) = 0 › 𝒇𝒙𝒚(𝑥, 𝑦) = 3𝑦² + 10𝑦 a) 𝑓𝑦(𝑥, 𝑦) = 3𝑥𝑦 2 + 10𝑥𝑦 › 𝑓𝑦𝑦(𝑥, 𝑦) = 6𝑥𝑦 + 10𝑥 › 𝑓𝑦𝑥(𝑥, 𝑦) = 3𝑦 2 + 10𝑦 Continuar... › 𝑓(𝑥, 𝑦) = 5𝑥⁴𝑦³ + 2𝑥𝑦 › 𝑓𝑥(𝑥, 𝑦) = 20 𝑥³𝑦 3 + 2𝑦 › 𝒇𝒙𝒙(𝒙, 𝒚) = 𝟔𝟎𝒙 𝟐𝒚𝟑 › 𝒇𝒙𝒚(𝑥, 𝑦) = 𝟔𝟎 𝒙³𝒚 𝟐 + 𝟐 a) 𝑓𝑦(𝑥, 𝑦) = 15𝑥 4𝑦² + 2𝑥 b) 𝑓𝑦𝑦(𝑥, 𝑦) = 30𝑥 4𝑦 c) 𝑓𝑦𝑥(𝑥, 𝑦) = 60𝑥 3𝑦 + 2 28 Função Composta – Regra da Cadeia › Regra da Cadeia para funções de duas variáveis: Suponha que 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦) seja uma função diferenciável de 𝑥 e 𝑦, onde 𝑥 = 𝑔(𝑡) e 𝑦 = ℎ(𝑡) são funções difereciáveis de 𝑡. Então 𝑧 é uma função diferenciável de 𝑡 e dt dy y z dt dx x z dt dz .. + = constante x para t com z de variaçãode taxaa é . constantey para t com z de variaçãode taxaa é . dt dy y z dt dx x z A taxa de variação total de 𝑧 com 𝑡 é a soma das duas taxas de variação “parciais”. Exemplo › Uma loja de produtos naturais vende dois tipos de cápsulas vitamínicas, da marca 𝐴 e da marca 𝐵 . As pesquisas de mercado mostram que se um vidro da marca 𝐴 for vendido por 𝑥 reais e um vidro da marca 𝐵 for vendido por 𝑦 reais, a demanda da marca 𝐴 será 𝑄 𝑥, 𝑦 = 300– 20𝑥2 + 30𝑦 vidros por mês 𝑄𝑥 𝑥, 𝑦 = −40𝑥 𝑄𝑦 𝑥, 𝑦 = 30 Estima-se que daqui a 𝑡meses o preço de um vidro da marca 𝐴 será 𝑥 = 2 + 0,05𝑡 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑥 𝑑𝑡 = 0,05 E o preço de um vidro da marca 𝐵 será 𝑦 = 2 + 0,1 𝑡 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠 = 2 + 0,1𝑡 1 2 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = 0,1.0,5𝑡0,5−1 = 0,05𝑡−0.5 Qual será a taxa de variação com o tempo da demanda da marca 𝐴 daqui a 4meses? Continuando... › Solução: › Estamos interessados em calcular 𝑑𝑄/𝑑𝑡 para 𝑡 = 4. Usando a regra da cadeia, obtemos › 𝑑𝑄 𝑑𝑡 = 𝜕𝑄 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑄 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 = −40𝑥 0,05 + 30(0,05𝑡− 1 2) › Para 𝑡 = 4 𝑥 = 2 + 0,05 4 = 2,2 E, portanto 𝑑𝑄 𝑑𝑡 = −40 2,2 0,05 + 30 0,05 0,5 = −3,65 Assim, daqui a 4 meses a demanda da marca 𝐴 estará diminuindo à taxa de 3,65 vidros por mês. 31 Bibliografia › Básica: › Pedro A. MORETTIN, Samuel HAZZAN, Wilton de O. BUSSAB. Cálculo: funções de uma e várias variáveis – 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. › HOFFMANN, Laurence. D. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 1984. › Complementar: › MACHADO, Nilson José. Cálculo, Funções de duas variáveis. 2ª Ed. São Paulo: Guanabara Dois, 1982. › WEBER, Jean E. Matemática para Economia e Administração. 3ª Ed. São Paulo HARBRA, 1977. 32