Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

FACULDADE MAURICIO DE NASSAU
CURSO: BACHARELADO EM DIREITO
DISCIPLINA: DIREITO DAS COISAS
PROFESSOR: PEDRITA DIAS
BLOCO V - NOITE
	
KESYA MEYRY AIRES ADRIANO – Mat. 21016972
CASO CONCRETO
ESTUDO DE CASO
Parnaíba
2020
O usucapião (ou a usucapião, tanto faz), é aquisição originária, consumando-se por meio do exercício continuado da posse. Existem atualmente sete modalidades de usucapião, a saber: 1) usucapião extraordinário (artigo 1.238 do NCC); 2) usucapião ordinário (artigo 1.242 do NCC); 3) usucapião constitucional urbano (artigo 1.240 do NCC e 183 da CRFB); 4) usucapião constitucional rural (artigo 1.239 do NCC e 183 da CRFB) também conhecido como pro labore; 5) usucapião especial coletivo (artigo 10 do Estatuto da Cidade); 6) usucapião extraordinário com prazo reduzido (parágrafo único do artigo 1.238 do NCC) e 7) usucapião ordinário com prazo reduzido (parágrafo único do artigo 1.242 do NCC), que será objeto de nossa análise.
Usucapião é um modo de aquisição da propriedade e ou de qualquer direito real que se dá pela posse prolongada da coisa, de acordo com os requisitos legais, sendo também denominada de prescrição aquisitiva. A usucapião pode recair tanto sobre bens móveis quanto sobre imóveis, sendo a usucapião sobre bens imóveis ficará discriminados em três espécies: extraordinário, ordinário e especial (rural e urbana). Para usufruir da usucapião tem que ter a Posse Mansa e Pacifica, o Lapso Temporal e o Animus Domini.
A redução de prazo foi uma constante em matéria de prescrição, cuja ratio consiste em valorizar a segurança e estabilidade das relações jurídicas. A função social da propriedade e da posse também fomentou inovações, seguindo diretriz constitucional, fruto da mescla da teoria da utilidade social com a teoria do ato de soberania, dando azo ao surgimento da teoria da utilidade social mitigada, que se baseia na preponderância da noção de utilidade social, delimitadora do poder do proprietário, também controlado pelo poder de império do Estado emanado da soberania.
Código de Processo Civil no seu art. 1.071 Capítulo III do Título V da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei de Registros Públicos), que passou a vigorar acrescida do seguinte art. 216-A: (Vigência) e diz o seguinte:
“Art. 216-A. Sem prejuízo da via jurisdicional, é admitido o pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião, que será processado diretamente perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que estiver situado o imóvel usucapiendo, a requerimento do interessado, representado por advogado, instruído com:
II - Planta e memorial descritivo assinado por profissional legalmente habilitado, com prova de anotação de responsabilidade técnica no respectivo conselho de fiscalização profissional, e pelos titulares de direitos reais e de outros direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo e na matrícula dos imóveis confinantes;
 Espécie Extraordinária regulamentada na Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002 que institui o Código Civil, no seu art. 1.238 diz que: “Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo.”
 Assim, para que este tipo ocorra, são necessários o preenchimento dos seguintes requisitos:
Posse com animus domini – deve possuir como a coisa como se fosse sua;
Prazo igual ou superior a 15 (quinze) anos;
Posse mansa, pacífica e ininterrupta da propriedade;
O prazo será reduzido de 15 (quinze) para 10 (dez) anos se:
O possuidor haver estabelecido na propriedade a sua moradia; ou
Se realizou no imóvel obras ou serviços de caráter produtivo.
Destaca-se que, de acordo com o art. 1.243 do Código Civil, é possível que se some a posse dos antecessores, como por exemplo: no caso de compra e venda do imóvel, é possível se somar a posse do vendedor, desde que estas sejam ininterruptas e pacíficas. Tal possibilidade é conhecida como acessio possessionis.
 A viabilidade da utilização da via extrajudicial está prejudicada pelo fato de um dos documentos está incompleto, neste caso a forma correta será a utilização da via judicial.
A espécie que o Advogado pretendia utilizar, não é cabível ao caso, pois, embora a ESPECIAL URBANA, encontre amparo no art. 1.240 e seus parágrafos do Código Civil e art. 183 caput da Constituição Federal, ainda vale ressaltar que, esta espécie de usucapião não admite a soma da posse dos antecessores, conforme estabelece o enunciado 317 da IV Jornada de Direito Civil, devendo a posse ser exercida pessoal e diretamente pelo atual possuidor ou sua família.
A espécie adequada para a situação da “Alessandra” é a EXTRAORDINARIA, embora não saibamos o lapso temporal que ela tem de moradia, podemos supor que a mesma tenha 7 anos para somar com os 3 anos que os antecessores, Fernando e Helena já possuíam. Já que é usada para moradia habitual ou para caráter produtivo, ficando reduzida para 10 anos, conforme o caso se apresenta.
Como ela pretendia somar as posses, exige-se a boa-fé, e no caso em tela entendo que há má fé, pelo simples fato dela ter conhecimento que o proprietário iria entrar com Ação de Reintegração de Posse
Poderíamos aplicar também, a espécie ORDINÁRIA, mas neste caso exige-se a onerosidade, que depende de um justo título e não se sabe se ela pagou ou não pela posse, ficando difícil decidir por esta hipótese, qual espécie aplicar. 
Por fim, a espécie a ser utilizada será a EXTRAORDINÁRIA e a forma será JUDICIALMENTE.
REFERÊNCIAS:
https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-civil/a-usucapiao-extrajudicial-como-uma-forma-de-desjudicializar-o-procedimento-e-a-celebridade-pela-via-administrativa/
https://jhfrota.jusbrasil.com.br/noticias/248766331/usucapiao-extraordinaria-ordinaria-e-especial
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10652639/artigo-1238-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
https://www.direitonet.com.br/resumos/exibir/365/Usucapiao-Novo-CPC-Lei-n-13105-15

Mais conteúdos dessa disciplina