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AULA 2 INTRODUÇÂO AOS ESTUDOS HISTORICOS PROF CINTIA M.S PAULA DESCRIÇÃO: Nesta aula você aprenderá sobre os conceitos: memória, tempo, temporalidade, tempo histórico, tempo cronológico, sincronia e diacronia. ORIENTAÇÃO AO ALUNO: Acesse o material, veja as aulas, leia atentamente a rota de aprendizagem. Você encontrará informações importantes sobre a historiografia. Plano de Ensino Conteúdos: Disciplina de caráter propedêutico, abordando de maneira introdutória conceitos centrais na área, a saber: História, memória e tempo, suas relações, interdependências, tensões e oposições. Competências e habilidades: Compreender as diferenças entre História e memória. Reconhecer a diferença entre História, historiografia e fonte histórica. Conhecer os fundamentos da epistemologia histórica: memória e tempo. Compreender as diferenças entre tempo e temporalidade; tempo histórico e tempo social; sincronia e diacronia. Conversa Inicial Para o historiador Edward Carr, a “História é um diálogo interminável entre o passado e o presente”. Nesta aula estudaremos conceitos que são importantes para compreendermos melhor o diálogo entre passado e presente: memória, tempo, temporalidade, tempo histórico, tempo cronológico, sincronia e diacronia. Também discutiremos outros conceitos ligados não só à noção de tempo, como também de espaço, como mudanças e permanências, semelhanças e diferenças, anterioridade, posteridade e simultaneidade. http://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ Tema 01: Memória e História História e memória se utilizam de dois importantes recortes históricos: presente e passado. Sem a consciência de tempo, dos recortes presente e passado, não compreendemos História, tampouco memória. Mas qual a diferença entre História e memória? A História se utiliza da memória, mas não é ela; distingue-se dela por ser ciência, por ser produzida com base em reflexões acadêmicas, fundamentadas em teorias, utilizando-se de fontes para análise. A História utiliza-se da memória, ou melhor, de memórias, procurando compreendê-las no local e tempo em que foram produzidas, na sociedade na qual estavam ou a qual estavam vinculadas. Assim, a História, como uma construção que resgata o passado do ponto de vista social, também é um processo que encontra paralelos em cada indivíduo por meio da memória. Tema 01: Memória e História História e memória se utilizam de dois importantes recortes históricos: presente e passado. Sem a consciência de tempo, dos recortes presente e passado, não compreendemos História, tampouco memória. Mas qual a diferença entre História e memória? A História se utiliza da memória, mas não é ela; distingue-se dela por ser ciência, por ser produzida com base em reflexões acadêmicas, fundamentadas em teorias, utilizando-se de fontes para análise. A História utiliza-se da memória, ou melhor, de memórias, procurando compreendê-las no local e tempo em que foram produzidas, na sociedade na qual estavam ou a qual estavam vinculadas. Assim, a História, como uma construção que resgata o passado do ponto de vista social, também é um processo que encontra paralelos em cada indivíduo por meio da memória. http://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ ema 02: Tempo e temporalidade Todos os objetos da História são passíveis de ser datados e perspectivados sob o ponto de vista da relação do que foi, do que é. Assim, a noção de tempo e de temporalidade varia de acordo com a sociedade a qual está vinculada. Do latim tempus ou temporis, a palavra tempo é a grandeza física que permite medir a duração ou a separação das coisas mutáveis/sujeitas a alterações. Esta grandeza, cuja unidade básica é o segundo, permite ordenar acontecimentos, estabelecendo assim um passado, um presente e um futuro. Por outro lado, a temporalidade é o tempo vivido e toma-se parte integrante da humanidade. A temporalidade só faz sentido dentro da experiência vivida, dentro da racionalização e consciência do tempo (medido pelo ser humano) em sua relação presente/passado. Tema 03: Tempo cronológico x tempo histórico Todas as civilizações desenvolveram métodos ou sistemas para medir o tempo. Muito antes da concepção “precisa” de tempo (com rigor científico) a partir da unidade de medida segundo, maias, chineses e romanos, por exemplo, criaram uma forma de contar seu tempo e construíram seus calendários. Nas sociedades modernas, o tempo do relógio, aquele que pode ser medido, contado, por segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos e milênios está intimamente ligado ao tempo cronológico; o tempo registrado nos calendários e em linhas do tempo. Apesar de existir uma estreita relação entre tempo cronológico e a escrita da História, o conceito de tempo histórico não pode estar limitado ao estudo da cronologia, ou melhor, ele vai além da escrita e discussão dos acontecimentos, dos fatos que ocorreram em determinada data e que estão organizados em uma longa e infinita linha numérica. http://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ tema 04: Sincronia e diacronia No século XIX, o tempo histórico confundia-se com a cronologia. A sequenciação de fatos, de acontecimentos datados, sugeria que toda a humanidade deveria seguir o mesmo percurso, “saindo das trevas” para “alcançar a luz”, “deixando a Antiguidade” para “chegar à modernidade”. Um novo olhar dos historiadores para o tempo e a temporalidade traz à tona discussões de que as ações humanas e a sociedade não seguem uma “ordem evolutiva”. A História utiliza o tempo institucionalizado, as datações, a cronologia, mas os transforma à sua maneira. Utiliza o calendário, mas procura trabalhar também com a ideia de diferentes níveis e ritmos de durações temporais, como sincronia e diacronia. Tendo origem na Linguística, sincronia é a linguagem estática ou descritiva, e diacronia é linguagem dinâmica ou histórica. http://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ Tema 05: História, tempo e espaço “A história não é a prisão ao passado. É a mudança, é o movimento, é transformação” (Sérgio Buarque de Holanda). Compreender as relações entre os homens significa compreendê-las não como universais e genéricas, mas como pertencentes a determinada época, envoltas em um contexto. Mas o historiador, em seus estudos, vai além do estudo do homem inserido em determinado tempo, procura compreendê-lo também inserido em determinado espaço e local. Alguns conceitos são fundamentais para este estudo: mudanças e permanências, semelhanças e diferenças, anterioridade, posterioridade e simultaneidade. http://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ Na Prática Todos nós somos sujeitos históricos e, como tal, temos nossa História. Pesquise sua história e a história de sua família. Converse com seus pais, avós e tios. Procure documentos, como fotos e certidões de nascimento e: 1. Elabore a árvore genealógica de sua família. 2. Elabore a linha do tempo de sua vida. Tendo como base a leitura das obras indicadas e a partir da construção da árvore genealógica de sua família e da sua linha do tempo: 1. Compare memória e História; 2. Relacione tempo cronológico e tempo histórico; 3. Como os conceitos de semelhança e diferença, mudanças e permanências podem auxiliar o sujeito histórico a compreender sua história? Finalizando http://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ Referências BLOCH, Marc. Introdução à História. Lisboa: Europa-América, 1987. BORGES, Vavy Pacheco. O que é História. São Paulo: Brasiliense. 1995. CARDOSO, Ciro Flamarion. Uma introdução à História. São Paulo: Brasiliense, 1994. CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. FONTOURA JÚNIOR, Antônio. Teoria da História. Curitiba: Intersaberes, 2016. FURET, François. A oficina da História. Lisboa: Gradiva, 1986.