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BOM DIA
BEM VINDOS
PIS/PASEP E COFINS
C/ Exclusão do ICMS da BC
Francisco F. Cunha
Objetivo
 Regras de aplicação da tributação de PIS e COFINS – Cumulatividade e não cumulatividade
 Procedimentos tributários para a correta apuração dos créditos que podem ser descontados a título de
insumo para fins de calculo do PIS e COFINS, com enfoque no estudo atualizado em relação ao critério da
essencialidade ou relevância de acordo com o novo entendimento do STJ proferido no julgamento do
RESP 1.221.170 - PR.
 Alcance da decisão do STF que excluiu o ICMS da base de cálculo das contribuições do PIS e da
COFINS, bem como os procedimentos tributários para a correta apuração dos créditos que podem ser
recuperados pelas empresas, com enfoque no estudo da Solução de Consulta Interna COSIT nº 13/2018 e
seus efeitos.
Introdução sobre o PIS/COFINS
Introdução
Apesar de serem duas contribuições criadas em momentos diferentes da nossa história política e
econômica, ambas incidem sobre o faturamento e a importação e as Leis nº 9.718/98, 10.637/02,
10.833/03 e 10.865/04 praticamente unificaram as normas desses tributos.
As contribuições ao Programa de Integração Social e ao Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor Público (PIS/PASEP) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(COFINS), que são de competência da União, encontram sua fundamentação legal na
Constituição Federal no artigo 195.
PIS/Pasep (1.1)
A contribuição para PIS foi instituída pela LC n° 7/1970, enquanto a contribuição para o PASEP foi
instituída pela LC nº 8/1970.
O produto da arrecadação das contribuições ao PIS e ao PASEP ia para os dois fundos que
atribuíam os recursos nominalmente aos trabalhadores.
A partir da Constituição Federal de 1988 os recursos arrecadados a título de PIS/Pasep passaram
a financiar:
 O programa do seguro-desemprego
 O abono aos empregados que percebem até dois salários mínimos de remuneração mensal.
COFINS (1.2)
A Lei Complementar nº 70/1991, instituiu a contribuição social para financiamento da
seguridade social, nos termos do inciso I do art. 195 da Constituição Federal, calculada
sobre o valor do faturamento mensal das pessoas jurídicas ou a elas equiparadas.
A Constituição Federal autorizou a criação de contribuições sociais, com o objetivo de 
financiar a seguridade social
 assegurar os direitos relativos à saúde;
 à previdência;
 e à assistência social.
Tributo (3)
“Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, 
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada” CTN, Art. 3º
Fato Gerador (4)
O fato gerador é a ocorrência da situação específica definida na lei como necessária e suficiente 
para a sua ocorrência.
Folha de salários - entidades Imunes e Isentas
Faturamento - Cumulativo
Receitas – Não cumulativo
Importação - mercadorias ou serviços
Regimes de apuração 
Regimes de Apuração
São quatro formas de incidência:
a) Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, incidentes sobre a receita ou o faturamento;
b) Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação;
c) Contribuição para o PIS/Pasep, incidente sobre a folha de salários;
d) Contribuição para o PIS/Pasep, incidente sobre Receitas Governamentais.
Formas de incidência da contribuições
Contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins sobre a receita ou
faturamento
São contribuintes dessas contribuições as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são
equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas, as sociedades
de economia mista e suas subsidiárias, as sociedades civis de profissões legalmente
regulamentadas, bem como as sociedades cooperativas.
São também contribuintes:
 as entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e de falência, em relação às
operações efetuadas durante o período em que perdurarem os procedimentos para a realização
do seu ativo e o pagamento do passivo. (AD SRF nº 97/1999)
Fund. Artigo 2º da Lei nº 9.715/1998;Artigo 2º da Lei nº 9.718/1998; LC nº 70/1991.
Entidades s/ fins lucrativos
As entidades sem fins lucrativos são tributadas exclusivamente pela Contribuição para o
PIS/Pasep, a alíquota de 1%, incidente sobre a folha de salários. Portanto não haverá tributação
sobre as receitas auferidas.
Especificamente em relação a COFINS, haverá isenção e imunidade sobre as receitas derivadas
das atividades próprias dessas entidades, no termos dos artigos 12 e 15 da Lei nº9.532/1997.
São consideradas receitas derivadas das atividades próprias somente aquelas decorrentes de
contribuições, doações, anuidades ou mensalidades fixadas por lei, assembleia ou estatuto,
recebidas de associados ou mantenedores, sem caráter contraprestacional direto, destinadas ao
seu custeio e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais. (Artigo 47, §2º da IN SRF nº
247/2002)
Regime Cumulativo (5.1)
É cumulativo o tributo que incide em duas ou mais etapas da circulação de mercadorias ou serviços,
sem a possibilidade de se amortizar nessa operação o valor do tributo incidido na operaçãoanterior.
A principal característica dos tributos cumulativos, portanto, é repetir sobre bases de cálculo que,
por superposição em cascata, tornam-se cada vez mais elevadas pela adição de novas margens de
lucro, de novas despesas acessórias e do próprio imposto incidente sobre operações posteriores
(FERRAZ JR, 2000).
Regime Cumulativo – Contribuintes
São contribuintes da COFINS e do PIS/PASEP incidentes sobre a receita bruta no regime de
apuração cumulativa as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela
legislação do Imposto de Renda, tributadas no lucro presumido ou arbitrado, desde que não
estejam obrigadas à tributação pelo lucro real as pessoas jurídicas que aufiram quaisquer das
receitas listadas nos incisos VII a XXVI do art. 10 da Lei nº 10.833/03.
A pessoa jurídica tributada pelo Lucro Real que normalmente possui o regime de apuração não
cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, sobre as atividades e receitas listadas
nos incisos I a XXX do art. 10 da Lei nº 10.833/2003, devem ser aplicadas as regras do regime de
apuração cumulativa.
O art. 10 contempla duas espécies de exclusões, isto é, uma SUBJETIVA em que a pessoa jurídica
está excluída do regime de COFINS não-cumulativa. A exclusão subjetiva é a constante dos incisos
I a VI.
A outra exclusão é a OBJETIVA, isto é, somente as receitas das operações elencadas nos incisos VII
a XXVI do art. 10 estão excluídas do regime de tributação não-cumulativa de PIS e COFINS.
LUCRO REAL?
Na exclusão objetiva, a exclusão do regime não é da pessoa jurídica, mas sim, da receita
elencada. Com isso, a pessoa jurídica poderá ter receitas da atividade sujeitas e outras não
sujeitas ao regime não-cumulativo.
CONCLUINDO, no caso da exclusão objetiva, referida nos incisos VII a XXX do art. 10 da Lei nº
10.833, de 2003, as receitas não operacionais e outras receitas operacionais não constantes
daqueles incisos estão sujeitas ao regime não-cumulativo de PIS e COFINS.
Independentemente da forma de apuração do lucro pelo Imposto de Renda, também são contribuintes
da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS no regime de apuração cumulativa:
a) bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, agências de fomento,
caixas econômicas;
b) sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, e 
sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, exceto as sociedades corretoras 
de seguros (Decreto n° 6.306, de 2007, art. 66)
c) empresas de arrendamento mercantil;
d) cooperativas de crédito;
e) empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de 
crédito;
EXCLUSÃO SUBJETIVA (5.1.2)
f)entidades de previdência complementar privada, abertas e fechadas(sendo irrelevante a 
forma de constituição);
g) associações de poupança e empréstimo;
h)pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos: imobiliários, nos termos
da Lei nº 9.514/1997; financeiros, observada regulamentação editada pelo Conselho
Monetário Nacional; ou agrícolas, conforme ato do Conselho Monetário Nacional;
i)operadoras de planos de assistência à saúde;
j)empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, 
referidas na Lei nº 7.102/1983;
k) sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária e as deconsumo.
Continuam sujeitas ao regime de apuração cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da
COFINS as receitas decorrentes das seguintes operações:
a)venda de veículos usados, adquiridos para revenda, quando auferidas por pessoas jurídicas
que tenham como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de
veículos automotores;
b) prestação de serviços de telecomunicações;
c) vendas de jornais e periódicos e de prestação de serviços das empresas jornalísticas e de
radiodifusão sonora e de sons e imagens;
EXCLUSÃO OBJETIVA (5.1.3)
d)submetidas ao regime especial de tributação de que trata o art. 47 da Lei nº 10.637, de 2002, quando
auferidas por pessoas jurídicas integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE,
instituída pela Lei nº 10.848, de 2004, sucessora do Mercado Atacadista de Energia Elétrica - MAE,
instituído pela Lei nº 10.433, de 24 de abril de 2002;
e)relativas a contratos firmados antes de 31 de outubro de 2003:
-com prazo de duração superior a 1(um) ano, de administradoras de planos de consórcios de bens
móveis e imóveis, regularmente autorizadas a funcionar pelo Banco Central;
-com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço
predeterminado, de bens ou serviços;
-de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços
contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou
suas subsidiárias, bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas
apresentadas, em processo licitatório, até aquela data.
f)prestação de serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de
passageiros;
g)prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros, efetuado por empresas regulares de
linhas aéreas domésticas, e as decorrentes da prestação de serviço de transporte de pessoas por
empresas de táxi aéreo;
h)prestação de serviços por hospital, pronto-socorro, clínica médica, odontológica, de fisioterapia e 
de fonoaudiologia, e laboratório de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas;
i)prestação de serviços de diálise, raios X, radiodiagnóstico e radioterapia, quimioterapia e de 
banco de sangue;
j) prestação de serviços de educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior;
k)comercialização de pedra britada, de areia para construção civil e de areia de brita,
l)vendas de mercadoria nacional ou estrangeira a passageiros de viagens internacionais, efetuadas
por lojas francas instaladas na zona primária de portos ou aeroportos na forma do art. 15 do
Decreto-Lei nº 1.455, de 7 de abril de 1976;
m)edição de periódicos e de informações neles contidas, que sejam relativas aos assinantes dos
serviços públicos de telefonia;
n)prestação de serviços com aeronaves de uso agrícola inscritas no Registro Aeronáutico
Brasileiro - RAB;
das empresas de call center, telemarketing, telecobrança e deo) prestação de serviços
teleatendimento em geral;
p)execução por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construçãocivil;
q)relativas às atividades de revenda de imóveis, desmembramento ou loteamento de terrenos,
incorporação imobiliária e construção de prédio destinado à venda, quando decorrentes de
contratos de longo prazo firmados antes de 31 de outubro de 2003;
r)parques temáticos, serviços de hotelaria e de organização de feiras e eventos, conforme ato
conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Turismo;
s)prestação de serviços postais e telegráficos prestados pela Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos;
t) prestação de serviços públicos de concessionárias operadoras de rodovias;
u) prestação de serviços das agências de viagem e de viagens e turismo;
w) auferidas por empresas de serviços de informática, decorrentes das atividades de
desenvolvimento de software e o seu licenciamento ou cessão de direito de uso, bem como de
análise, programação, instalação, configuração, assessoria, consultoria, suporte técnico e
páginasmanutenção ou atualização de software, compreendidas ainda como softwares as
eletrônicas;
x)venda, pelo contribuinte substituto, de produtos para os quais se tenha adotado a substituição 
tributária da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS;
y) alienação de participações societárias.
Legislação de regência das contribuições
Constituição Federal, arts. 149 e 195
Leis Ordinárias:
 Lei nº 9.715/1998, arts. 2º, III, 7º e 15 (ReceitasGovernamentais);
 Lei nº 9.718/1998, arts. 2º a 8º-B (Regime de Apuração Cumulativa, InstituiçõesFinanceiras, 
Combustíveis, Álcool);
 Lei nº 10.637/2002, arts. 1º a 12 (Regime de Apuração NãoCumulativa);
 Lei nº 10.833/2003, 1º a 16 (Regime de Apuração NãoCumulativa);
farmacêuticos, de perfumaria,
 Lei nº 10.865/2004, arts. 1º a 20 (Incidência na Importação);
 Lei nº 10.147/2000 (Incidência Concentrada - produtos 
toucador ou higiene pessoal)
 Lei nº 10.485/2002 (Incidência Concentrada - veículos, autopeças, pneus e câmaras-de-ar)
 Lei nº 10.560/2002, art. 2º (Incidência Concentrada - querosene deaviação)
Concentrada -
 Lei nº 13.097/2015, arts. 24 a 34 (Incidência Concentrada - bebidas frias)
 Lei nº 9.718/1998, art. 4º; Lei nº 10.865/2004, arts. 23 (Incidência
combustíveis)
 Lei nº 11.116/2005, arts. 3º a 8º (Incidência Concentrada - biodiesel)
 Lei 10.865/2004, art. 28 (Redução de alíquotas a zero)
 Lei nº 10.925/2004, art. 1º (Redução de alíquotas a zero)
 Lei nº 9.715/1998, art. 5º; Lei nº 10.865/2004, art. 29; e Lei nº 11.196/2005, art. 62; Lei nº
12.402/2011, art. 6º (Substituição Tributária - Cigarros e Cigarrilhas)
Medida Provisória:
 MP nº 2.158-35/2001, arts. 13 a 17 (Entidades sem fins lucrativos, isenções,cooperativas);
 MP nº 2.158-35/2001, art. 43; c/c Lei nº 10.485/2002, art. 1º (Substituição Tributária - veículos
dos códigos 8432.30 e 87.11 da Tipi)
Instrução Normativa:
 IN RFB 1911/2019 , Consolida a legislação do Pis/Pasep e Cofins;
Decreto:
 Decreto nº 4.524/2002
Além desses, uma série de outros atos (Instruções Normativas, Atos Declaratórios, Soluções
de Consulta e Soluções de Divergência) exarados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil
(RFB), disponíveis em seu sítio na Internet (sítio da RFB), regulamentam e interpretam a
legislação da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS
Regra matriz de incidência das 
contribuições
A regra-matriz de incidência tributária foi idealizada por Paulo de Barros 
Carvalho, sendo formada pelos elementos mínimos extraídos da norma que 
regula do tributo, determinando:
- Fato gerador
- Apuração
- Pagamento
Portanto, a regra-matriz tem por função definir a incidência do tributo, 
determinando: 
- os fatos, 
- os sujeitos da relação e 
- os termos que determinam a dívida. 
Alíquotas e base de cálculo
Regime Cumulativo – Alíquotas
Neste regime de apuração as alíquotas básicas são:
a) 0,65% para o PIS; e
b) 3% para a COFINS.
No entanto, para as Instituições Financeiras e Equiparadas, possuem as seguintesalíquotas:
a) 0,65% para o PIS; e
b) 4% para a COFINS.
NOTA: Importante destacar que as alíquotas do PIS e COFINS devem ser analisadas também
pela NCM dos produtos devido aos vários benefícios fiscais tratados em legislações específicas.
Regime não Cumulativo – Alíquotas
Neste regime de apuração as alíquotas básicassão:
a) 1,65% para o PIS; e
b) 7,6% para a COFINS.
No entanto, as Receitas Financeiras possuem as seguintes alíquotas:
a) 0,65% para o PIS; e
b) 4% para a COFINS.
NOTA: Importante destacar que as alíquotas do PIS e COFINS devem ser analisadas também
pela NCM dos produtos devido aos vários benefícios fiscais tratados em legislações específicas.
Conceito de Receita Bruta (5.1.4)
O art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598/1977, com a redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014, 
determina o conceito de receita bruta, decorrentes da atividade empresarial:
“Art. 12. A receita bruta compreende: (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014)
I.- o produto da venda de bens nas operações de conta própria; (Incluído pela Lei nº 12.973,de 
2014)
II.- o preço da prestação de serviços em geral; (Incluído pela Lei nº 12.973, de2014)
III.- o resultado auferido nas operações de conta alheia; e (Incluído pela Lei nº 12.973, de 2014)
IV.- as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos 
I a III.”(grifou-se)
Convém esclarecer que por objeto da pessoa jurídica entende-se aquele constante de seu contrato
social ou o que na prática seja verificado, pelas atividades habitualmente por ela exercidas,
quando estas se afastam do objeto presente no ato constitutivo da companhia.
NOTA 1: Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente,
do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição
de mero depositário.
NOTA 2: Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do
ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404/1976, das
operações citadas na resposta.
São consideradas receitas financeiras:
a) Juros recebidos;
b) Descontos obtidos;
c) Lucro da operação de reporte;
d) Rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa;
e) Variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa
de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual.
(Decreto nº 9.580 /2018 RIR, art. 397 e a Lei nº 9.718/98, Art9º)
NOTA: O artigo 1º do Decreto nº 8.426/2015 restabeleceu a incidência do PIS/PASEP e da COFINS
para PJ sujeita ao regime de apuração não-cumulativa, com aplicação das alíquotas de 0,65% e 4%,
para o PIS e a COFINS, respectivamente.
Receitas Financeiras (5.2.4)
Critério de Reconhecimento da Receita
As receitas auferidas devem ser computadas, para fins de determinação da base de cálculo das 
contribuições pelo regime de competência.
Todavia, há casos em que a legislação autoriza o cômputo das receitas somente por ocasião do
efetivo recebimento (regime de caixa).
As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido podem computar as receitas
proveniente de vendas de bens ou direitos ou de prestação de serviços, cujo preço seja recebido a
prazo ou em parcelas, na base de cálculo das contribuições somente no mês do efetivo
recebimento (regime de caixa), desde que adotem o mesmo critério em relação ao Imposto de
Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e sejam observadas as seguintes
condições. (Art. 223 da IN RFB 1.700/2017)
Base de cálculo
Para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS-Pasep e da Cofins, excluem-
se da receita bruta (art. 3º da Lei nº 9.718/98 e art. 2º da Medida Provisória nº 2.158- 35/01):
- as vendas canceladas e
- os descontos incondicionais concedidos;
- as reversões de provisões;
- recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas;
- o resultado positivo da avaliação de investimento pelo valor do patrimônio líquido; os lucros e 
dividendos derivados de participações societárias, que tenham sido computados como receita bruta;
- as receitas decorrentes da venda de bens do Ativo não Circulante, classificado como investimento, 
imobilizado ou intangível (Lei nº 9.718/1998 , art. 3º , § 2º, IV, incluído pela Medida Provisória nº 
651/2014 , art. 30 );
- a receita decorrente da alienação de participação societária o valor despendido para aquisição 
dessa participação, desde que a receita de alienação não tenha sido excluída da base de cálculo das 
mencionadas contribuições na forma da letra "f" (Lei nº 9.718/1998 , art. 3º , § 14; Medida Provisória 
nº 651/2014 , art. 30 );
- a receita reconhecida pela construção, recuperação, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, 
cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos 
de concessão de serviços públicos.
Incidência e não incidência
Incidência
A Incidência das contribuições para o Pìs e para a Cofins se dá sobre o faturamento, no caso do 
Regime Cumulativo e no caso do Regime não Cumulativo a incidência se dá sobre todas as receitas 
independe da denominação contábil.
Lei 10637/2002, art. 1ºe Lei 10833/2003, art.. 1º
Não Incidência
I - de exportação de mercadorias para o exterior;
II - de serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo 
pagamento represente ingresso de divisas;
III - de venda a Empresa Comercial Exportadora com o fim específico de exportação, observado o 
disposto no art. 9°;
IV - de venda de querosene de aviação a distribuidora, efetuada por importador ou produtor, quando o 
produto for destinado a consumo por aeronave em tráfego internacional, na forma dos arts. 316 a 319;
V - de venda de querosene de aviação, quando auferidas por pessoa jurídica não enquadrada na 
condição de importadora ou produtora;
VI - de venda de biodiesel, quando auferidas por pessoa jurídica não enquadrada na condição de 
importadora ou produtora;
VII - de venda de materiais e equipamentos, bem como da prestação de serviços decorrentes dessas 
operações, efetuadas diretamente a Itaipu Binacional e
VIII - correspondente aos créditos presumidos de IPI apurados pelas empresas habilitadas ao Inovar-
Auto de que trata o art. 41 da Lei n° 12.715, de 17 de setembro de 2012.
Créditos de PIS e COFINS
Regime não cumulativo
O tributo é não-cumulativo quando o montante do débito tributário gerado numa etapa da circulação
da mercadoria pode ser abatido do montante devido na etapaseguinte.
Essa modalidade possui diversas polêmicas, entre elas, existe em relação aos créditos permitidos,
visto que o legislador teve a liberdade de estabelecer quais créditos são vedados ou não, uma vez
que a Constituição Federal apenas mencionou que as contribuições sociais poderão ser não
cumulativas, sem detalhar a operacionalização, como fez com o ICMS e IPI.
Apuração de créditos básicos
O método de aproveitamento de créditos das contribuições de PIS/Pasep e COFINS utilizado
pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de incidência não cumulativa, é distinto do método
utilizado para aproveitamento de créditos dos tributos de ICMS e IPI, que utiliza o “método de
crédito do tributo” devidamente previsto na Constituição Federal, onde o crédito é transferido a
pessoa jurídica beneficiária por outra pessoa jurídica.
Nesse método a legislação exige a informação do valor do tributo no documento fiscal, para que
o crédito possa ser aproveitado, sendo este o valor que será permitido para o aproveitamento do
crédito.
Já no aproveitamento de créditos das contribuições de PIS/Pasep e Cofins, o método utilizado
para o aproveitamento de créditos é chamado de “Método Indireto Subtrativo”, onde o crédito
nasce internamente na pessoa jurídica, ou seja, não existe a transferência de créditos de uma
empresa para outra.
No método indireto subtrativo o tributo é determinado pela diferença entre a alíquota aplicada 
sobre as vendas e a alíquota aplicada sobre as compras.A fórmula seria a seguinte:
TRIBUTO DEVIDO = (ALÍQUOTA × RECEITAS) –
(ALÍQUOTA × COMPRAS)
É por este motivo que mesmo a aquisição ocorrendo de uma pessoa jurídica do regime de
incidênciacumulativa ou do Simples Nacional, haverá o aproveitamento do crédito normalmente,
e em regra nas alíquotas de 1,65% e 7,6%, denominadas alíquota básicas desse regime. (Artigo
195, §12 da CF/1988)
Faturamento misto – Receita cumulativa e não cumulativa
Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não cumulativa das contribuições em
relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado exclusivamente em relação aos
custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas.
O crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de:
a)apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de
custos integrada e coordenada com a escrituração; ou
b)rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual
existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas
em cada mês.
OBSERVAÇÃO: O Referido critério será irretratável para todo ano calendário.
Se a empresa não possuir sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a
escrituração, o crédito será determinado da seguinte forma:
Receitas sujeitas ao regime ñ cumulativo = Percentual da receita sujeito ñ cumulativa
Receita total
Créditos Básicos (5.2.5)
I - bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos:
a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; 
b) nos §§ 1o e 1o-A do art. 2o desta Lei;
II - bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de 
bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao 
pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou 
importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 
87.03 e 87.04 da Tipi;
III - energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos 
estabelecimentos da pessoa jurídica;
IV - aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades 
da empresa;
V - valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de 
optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das 
Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES;
VI - máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou 
fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na 
prestação de serviços;
VII - edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da 
empresa;
VIII - bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de 
mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei;
IX - armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando 
o ônus for suportado pelo vendedor.
X - vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos 
empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, 
conservação e manutenção.
XI - bens incorporados ao ativo intangível, adquiridos para utilização na produção de bens destinados 
a venda ou na prestação de serviços.
Crédito de PIS e COFINS no 
regime monofásico
Não darão direito a crédito os valores das aquisições, para revenda, de :
I - produtos sujeitos à tributação concentrada, referidos nos arts. 89 e 92; e
II - produtos em relação aos quais a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins foram pagas por 
substituição tributária.
Excetuam-se da vedação::
I - as aquisições pelas pessoas jurídicas produtoras ou fabricantes de produtos sujeitos à tributação 
concentrada realizadas de outra pessoa juridica importadora, produtora ou fabricante desses produtos, 
nos termos do art. 191; e
II - as operações de revenda entre produtor ou importador de álcool de que trata o art. 192.
IN RFB 1911/2019, Art. 170
Conceito de insumos para 
desconto de créditos
São considerados como insumos:
- bens ou serviços utilizados, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou 
fabricação de bens destinados à venda;
- serviços de manutenção necessários ao funcionamento de máquinas e equipamentos utilizados na 
prestação de serviços ou na produção de bens destinados à venda;
- bens de reposição necessários ao funcionamento de máquinas e equipamentos utilizados na 
prestação de serviços ou na produção de bens destinados à venda;
- combustíveis e lubrificantes utilizados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção de 
bens destinados à venda
- serviços de transporte de produtos em elaboração realizados em ou entre estabelecimentos da 
pessoa jurídica
Conceito de insumos de acordo com o 
critério da Essencialidade e Relevância
Essencialidade e Relevância (5.2.6)
O TST (Superior Tribunal de Justiça) ao julgar o Recurso Especial 1.221.170/PR, definiu o conceito de 
insumo para fins de apuração de créditos da não cumulatividade do PIS e da Cofins deve ser aferido à 
luz dos critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens 
destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica. 
a) o “critério da essencialidade diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o 
produto ou o serviço”:
a.1) “constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço”;
a.2) “ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência”;
b) já o critério da relevância “é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do 
próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja”:
b.1) “pelas singularidades de cada cadeia produtiva”; 
b.2) “por imposição legal”.
Cenário da fiscalização digital
Sistema Público de Escrituração Digital
A fiscalização com o compartilhamento de informações entre as Secretaria de Fazenda Federal, 
Estadual e Municipal antes da publicação do Decreto 6022/2007, que Instituiu o sistema Sped, era 
dependente de acordos de cooperação bilaterais, entretanto já possuía eficiência, mas não possuía a 
agilidade existente hoje.
O Decreto 6022/2007, artigo 2º determina que Sped tem entre seus objetivos a recepção, validação, 
armazenamento das informações contábeis e fiscais dos empresários e das pessoas jurídicas.
No artigo 4º está previsto que o acesso às informações do Sped deverá ser compartilhado com seus 
usuários e nos Incisos do artigo 3º está determinado que são usuários do Sped:
I - a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda;
II - as administrações tributárias dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante convênio 
celebrado com a Secretaria da Receita Federal; e
III - os órgãos e as entidades da administração pública federal direta e indireta que tenham atribuição 
legal de regulação, normatização, controle e fiscalização dos empresários e das pessoas jurídicas, 
inclusive imunes ou isentas. 
O SPED – a importância do EFD 
ICMS/IPI, EFD das contribuições, 
ECF e ECD Contabilidade
Cruzamento das informações
Auditoria digital
Auditoria Digital
A auditoria digital é um procedimento que utiliza os dados de diversos arquivos digitais para 
fazer conferências e cruzamento de dados em busca de inconsistências. 
Quando identificada qualquer alteração não prevista ou incomum, a auditoria digital interna 
permite que a empresa atue de forma a se antecipar a qualquer fiscalização, permitindo 
melhores resultados.
A Decisão do STF sobre a exclusão 
do ICMS nas bases do PIS e da 
COFINS – RE 574.706/PR
Exclusão do ICMS da base de cálculo PIS e COFINS
De acordo com as Leis n°s 9.718/98, 10.637/2002 e 10.833/2003, inexiste possibilidade de exclusão do ICMS
da base de cálculo das contribuiçõespara PIS e COFINS faturamento, com exceção ao ICMS ST quando
cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Instrução
Normativa RFB n° 1.700/2017, art. 26, § 2°
Em 15 de março de 2017, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário (RE) 574.706, com
repercussão geral, decidiu pela impossibilidade do ICMS de compor a base de cálculo da Contribuição para o
PIS/Pasep e COFINS faturamento.
É importante destacar que essa decisão possui efeitos “inter partes”, isso significa que apenas poderá utilizar
dessa prerrogativa o contribuinte que ajuizar ação específica solicitando a exclusão do valor do ICMS da base
de cálculo das contribuições, indicando como jurisprudência este provimento disposto pelo Supremo.
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9718_1998.asp
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/02/lei10637_2002.asp
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/03/lei10833_2003.asp
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art26
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art26_p2
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=338378
O pedido de modulação de efeitos 
da Fazenda Nacional
A modulação serve para determinar efeitos de decisões em controle de constitucionalidade. 
Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de segurança 
jurídica ou interesse social, o STF pode decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em 
julgado (ex nunc) ou até mesmo de forma retroativa (ex tunc). 
Sendo que para essa determinação é imprescindível observar a petição realizada.
Os contribuintes que podem se 
beneficiar da exclusão do ICMS da 
BC do PIS e da COFINS
Efeitos
Conforme citado, a decisão deste (RE) 574.706 somente surte efeitos para o contribuinte
que moveu o processo, contudo por se tratar de recurso com repercussão geral é possível que as 
disposições nele contidas sejam utilizadas pelos demais contribuintes que ingressarem com ação 
judicial.
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=338378
A Solução de Consulta Interna 
Cosit 13 de 18 de outubro de 2018
A Coordenação-Geral de Contencioso Administrativo e Judicial, através da Consulta Interna nº 01/2018,
encaminhou questionamentos à (Cosit), sobre procedimento a ser adotado para cumprir as decisões judiciais
transitadas em julgado que versem sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS
Para o entendimento da Solução de Consulta Interna Cosit 13/2018, é necessário a análise do relatório da
consulta, não sendo possível a interpretação somente a partir da leitura da ementa.
No Item 6, o primeiro questionamento da consulta é:
I. O montante a ser excluído da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins é o valor a
recolher, o valor efetivamente pago pelo sujeito passivo ou o total de ICMS destacado em notas fiscais de
venda de bens e serviços?
Já o Item 7 ao responder o primeiro questionamento determina:
I. Em relação ao primeiro questionamento, o valor do ICMS a ser excluído da base de cálculo da Contribuição
para o PIS/Pasep e da Cofins é aquele relativo ao ICMS a recolher, caso, por óbvio, a decisão judicial
transitada em julgado a ser cumprida não disponha expressamente de forma diversa.
IN 1911/2019, Artigo 27, Parágrafo único
Para fins de cumprimento das decisões judiciais transitadas em julgado que versem sobre a exclusão do ICMS
da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devem ser observados os seguintes
procedimentos:
I - o montante a ser excluído da base de cálculo mensal das contribuições é o valor mensal do ICMS a
recolher;
II - caso, na determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins do período, a pessoa jurídica apurar e
escriturar de forma segregada cada base de cálculo mensal, conforme o Código de Situação Tributária (CST)
previsto na legislação das contribuições, faz-se necessário que seja segregado o montante mensal do ICMS a
recolher, para fins de se identificar a parcela do ICMS a se excluir em cada uma das bases de cálculo mensal
das contribuições;
III - para fins de exclusão do valor proporcional do ICMS em cada uma das bases de cálculo das contribuições,
a segregação do ICMS mensal a recolher referida no inciso II será determinada com base na relação
percentual existente entre a receita bruta referente a cada um dos tratamentos tributários (CST) das
contribuições e a receita bruta total, auferidas em cada mês;
IV - para fins de proceder ao levantamento dos valores de ICMS a recolher, apurados e escriturados pela
pessoa jurídica, devem-se preferencialmente considerar os valores escriturados por esta na escrituração fiscal
digital do ICMS e do IPI (EFD-ICMS/IPI), transmitida mensalmente por cada um dos seus estabelecimentos,
sujeitos à apuração do referido imposto; e
V - no caso de a pessoa jurídica estar dispensada da escrituração do ICMS, na EFD-ICMS/IPI, em um ou mais
períodos abrangidos pela decisão judicial com trânsito em julgado, poderá ela alternativamente comprovar os
valores do ICMS a recolher, mês a mês, com base nas guias de recolhimento do referido imposto, atestando o
seu recolhimento, ou em outros meios de demonstração dos valores de ICMS a recolher, definidos pelas
Unidades da Federação com jurisdição em cada um dos seus estabelecimentos.
Qual imposto deve ser excluído: ICMS 
Recolhido ou ICMS Destacado?
A partir da decisão proferida em 2017, diversos contribuintes interessados entraram com recursos judiciais
para obter a tratativa de exclusão do ICMS na base das contribuições. Contudo, observa- se que grande parte
dessas decisões simplesmente determinam a aplicação da decisão do STF, sem esclarecer qual o montante
de ICMS deve ser excluído, o que faz com que hajam diversas interpretações sendo consideradas pelos
interessados.
Diante desta diversidade de sentenças judiciais, fez-se necessário a edição da Solução de Consulta Interna
Cosit n° 13/2018, objetivando disciplinar e esclarecer os procedimentos a serem observados quando estas
ações não especificarem de forma analítica e objetiva, a parcela de ICMS a ser excluída nas bases de cálculo
da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins.
Qual é o valor do ICMS a ser excluído da BC das constribuições
De acordo com a Solução de Consulta Interna Cosit n° 013/2018, publicada em 23.10.2018, o valor do ICMS a
excluir da base de cálculo das contribuições para o contribuinte que tiver pleiteado e assegurado direito da
exclusão judicialmente, é o valor do ICMS a recolher, pelo fato de que o mesmo não compõe a receita da venda
de bens e serviços, sendo um mero repasse ao governo, acompanhando o que dispõe a norma contábil, sendo
discutido no julgamento do Recurso Extraordinário n° 574.706/PR.
Ressalvada a determinação do Item 7 e subitem I do relatório desta Solução de Consulta Interna Cosit n°
013/2018.
Qual é o valor do ICMS a ser excluído da BC das constribuições
Apesar do entendimento da Receita Federal exposto nesta solução de consulta interna, há que se destacar
que este pronunciamento foi realizado antes mesmo da decisão do "embargo de declaração" oposto pela
PGFN, requerendo que o STF se pronuncie a respeito de qual valor de ICMS poderá ser excluído da base de
cálculo das contribuições. Portanto, os embargos ainda estão pendentes de decisão pelo STF. Em outras
palavras, é possível que a solução de consulta interna seja republicada.
Os embargos de declaração são uma espécie de recursos sendo julgados pelo próprio órgão que prolatou a
decisão. De acordo com a Lei n° 13.105/2015 (Código Processual Civil) cabem embargos de declaração
contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade ou eliminar contradição, suprir omissão de
ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento e corrigirerro
material.
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/15/lei_13105_2015.php
Estorno (ou não) do ICMS do crédito 
do PIS e da COFINS oriundo das 
aquisições da empresa no regime não 
cumulativo
Conforme a Lei 10.833/2003, no artigo 3º e parágrafo 13º, deverá ser estornado o crédito da COFINS relativo
a bens adquiridos para revenda ou utilizados como insumos na prestação de serviços e na produção ou
fabricação de bens ou produtos destinados à venda, que tenham sido furtados ou roubados, inutilizados ou
deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda, empregados em outros produtos que tenham tido a mesma
destinação.
Para as demais operações, a Lei 11033/2004 no seu artigo 17 determina que as vendas efetuadas com
suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não
impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações.
Os reflexos para os recolhimentos 
futuros
n
Recuperação do PIS e da COFINS pagos 
a maior nos últimos cinco anos
Como podemos observar ao longo desta matéria, é possível que o contribuinte altere a formação da
base de cálculo prevista nas legislações relacionadas ao PIS/Pasep e COFINS sobre faturamento. No
entanto, é possível ainda, que nesta decisão judicial o interessado reclame também judicialmente
restituição dos valores a título de tributo pago indevidamente indébito tributário.
Em caso de decisão judicial com efeitos retroativos, observado o artigo 173 da Lei n° 5.172/66 (Código
Tributário Nacional) origina-se a repetição de indébito, desde que o contribuinte tenha pleiteado na
referida ação.
Repetição de indébito
Quando se tratar de créditos retroativos, será necessário julgamento do contador, conforme as
orientações
contidas no Pronunciamento Técnico - CPC 25 no que diz respeito ao ativo contingente.
O referido pronunciamento define ativo contingente como um “ativo possível” que resulta de eventos
passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros
incertos não totalmente sob controle da entidade.
Assim, a entidade não deve reconhecer estes valores dos quais existe a apenas a possibilidade de
recebimento como ativo, uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Isso é, o
ativo contingente não satisfaz os elementos necessário para reconhecimento de ativo nos termos do CPC 00.
Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo
contingente e o seu reconhecimento é adequado.
http://www.econeteditora.com.br/acom/cpc_25.php
http://www.econeteditora.com.br/acom/cpc_00.asp
Habilitação do Crédito Tributário
O artigo 100 da Instrução Normativa RFB n° 1.717/2017 traz de forma detalhada como se dará a habilitação do
crédito após trânsito em julgado, cujo sua obtenção ocorrerá mediante processo administrativo, onde o sujeito
passivo deverá estar munido da seguinte documentação:
a) formulário Pedido de Habilitação de Crédito Decorrente de Decisão Judicial Transitada em Julgado: PEDIDO 
DE HABILITAÇÃO DE CRÉDITO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO
b) certidão de inteiro teor do processo, expedida pela Justiça Federal;
c)na hipótese em que o crédito esteja amparado em título judicial passível de execução, cópia da decisão que
homologou a desistência da execução do título judicial, pelo Poder Judiciário, e a assunção de todas as custas e
honorários advocatícios referentes ao processo de execução, ou cópia da declaração pessoal de inexecução do
título judicial protocolada na Justiça Federal e certidão judicial que a ateste;
Habilitação do Crédito
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1717_2017.php#art100
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1717_2017.php
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1717_2017_anx5.pdf
d)cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última
alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembleia que elegeu a diretoria;
e)cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for ocaso;
f)na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo, cópia 
do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante; e
g)na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo, procuração 
conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade dooutorgado.
O Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil poderá exigir do sujeito passivo, como condição paraa 
homologação da compensação de crédito decorrente de decisão judicial, que lhe seja apresentada cópia do 
inteiro teor da decisão.
Habilitação do Crédito
Compensação do Crédito Tributário
A utilização da PER/DCOMP para a compensação de indébitos referentes a exclusão do ICMS da base de
cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS ocorrerá quando se tratar de ação judicial transitada
em julgado que permita o aproveitamento de crédito oriundos de valores recolhidos em períodos
anteriores, em função do disposto no artigo 170-A da Lei n° 5.172/66 e artigo 74, § 12 da Lei n°
9.430/96.
Neste caso a PER/DCOMP somente será possível quando a ação tenha transitado em julgado, conforme
determina a IN RFB 1717/2017, nos seus artigos 98 e 99.
IN RFB 1717/2017
Art. 98. A compensação de créditos decorrentes de decisão judicial transitada em julgado dar-se-á na 
forma prevista nesta Instrução Normativa, salvo se a decisão dispuser de forma diversa.
Art. 99. É vedada a compensação do crédito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, objeto de 
discussão judicial, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
DCOMP
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei5172_1966.asp#art170a
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei5172_1966.asp
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9430_1996.asp#art74
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9430_1996.asp#art74_p12
http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9430_1996.asp
Informações adicionais
A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) conterá informações relativas aos impostos
e contribuições administrados pela RFB, conforme artigo 6° da Instrução Normativa RFB n°
1.599/2015. Nos tópicos a seguir será disposto os procedimentos aplicáveis.
> Decisão não transitada em julgado
Embora não haja orientação específica por parte da RFB em relação a apresentação da DCTF em casos de
modificação da base de cálculo em razão de decisão judicial favorável, de acordo com as orientações
contidas no Ajuda do programa da DCTF Mensal, quando houver ação de inconstitucionalidade o
contribuinte deve:
a) informar na ficha “Valor do Débito” o valor das contribuições para PIS e COFINS apurada conforme a 
legislação vigente;
b) e no campo "Valor Suspenso do Débito" da ficha “Suspensão”, o montante do débito, parcial ou
integral,cuja exigibilidade esteja suspensa por medida judicial.
DCTF
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/15/in1599_rfb_2015.php#art6
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/15/in1599_rfb_2015.php
Empresa de comércio tributada no regime cumulativo das contribuições, com “Liminar em Mandado de
Segurança” em 01.11.2018 vinculada ao RE n° 574.706/PR. com a possibilidade de exclusão do ICMS da
base de cálculo das contribuições, sendo que o valor total da receita bruta é tributado com alíquota básica
(CST 01) de PIS eCOFINS:
Exemplo
Valor informado na ficha “Valor do Débito” = R$ 3.250,00.
Valor suspenso do débito informado na ficha “Suspensão” = R$ 273,00. 
Dedutibilidade
Em regra geral, as despesas realizadas com o pagamento de tributos são dedutíveis na determinação do Lucro
Real e do resultado ajustado, segundo o regime de competência, porém essa dedutibilidade não se aplica
quando se tratar de tributos com exigibilidade suspensa vinculada a: Instrução Normativa RFB n° 1.700/2017,
art. 131,§1°
a) reclamações e recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributárioadministrativo;
b) concessão de medida liminar em mandado de segurança;
c) concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de açãojudicial.
Assim, caberá a empresa realizar a adição no LALUR e LACS do valor do débito com exigibilidade suspensa
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art131
http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art131_p1
Antes do trânsito em julgado
Enquanto não houver o trânsito em julgado a contabilização ocorrerá pelo valor do débito apurado sobre a
base de cálculo prevista na legislação.
Desta forma, a contabilização poderá ocorrer da seguinte forma:
PIS
D- (-) PIS s/Vendas (Conta de Resultado)
C- PIS a Recolher (Passivo Circulante)
C- PIS a Recolher - Exigibilidade Suspensa (Passivo Não Circulante)
COFINS
D- (-) COFINS s/Vendas (Conta de Resultado) 
C- COFINS a Recolher Passivo Circulante)
C- COFINS a Recolher - Exigibilidade Suspensa (Passivo Não Circulante)
Após trânsito em julgado
A partir do momento em que o contribuinte tiver ação judicial transitada em julgado que permita a dedução
do ICMS da base de cálculo de PIS e de COFINS sobre o faturamento, a contabilização ocorrerá pelo valor
líquido, ou seja, não há mais incertezas quanto ao débito devido:
PIS
D –PIS s/Vendas (Conta de Resultado)
C- PIS a Recolher (Passivo Circulante)
COFINS
D –COFINS s/Vendas (Conta de Resultado)
C- COFINS a Recolher (Passivo Circulante)
EFD-contribuições – PIS E COFINS
Primeiramente deve ser verificado o objeto da ação, se o pleito se dá sobre o ICMS destacado no
documento fiscal (a ser deduzido diretamente da base de cálculo do referido documento fiscal nos
diversos registros de escrituração das operações geradoras de receita) ou sobre o ICMS a recolher (a ser
deduzido da base de cálculo das contribuições, diretamente no bloco M) e se há trânsito em julgado afim
de determinar a forma de escrituração na EFD-Contribuições.
Decisão judicial não transitada em julgado
Conforme instruções do guia prático da EFD-Contribuições, versão 1.33 de 16.12.2019, os contribuintes 
que não possuem trânsito em julgado devem escriturar normalmente as contribuições como se não 
houvesse decisão favorável, apenas indicando o processo judicial no registro 1010, demonstrando na 
DCTF a parcela das contribuições suspensa, reduzindo o valor das contribuições a recolher.
Ressalte-se ainda que a partir do período de apuração Janeiro/2020, a parcela das contribuições com 
exigibilidade suspensa também deverá ser detalhada no registro filho 1011 - Detalhamento das 
Contribuições com Exigibilidade Suspensa.
Nos registros M205 e M605 deverá ser informado o valor a recolher das contribuiçõesapuradas nos 
registros M200 e M600 respectivamente, que será demonstrado na DCTF como valor do débito.
Como o valor a recolher das contribuições será inferior em virtude da suspensão de partedo crédito 
tributário, o valor do DARF, consequentemente, será diferente do valor apurado na escrituração.
Registro 1010 - Processos Judiciais
A pessoa jurídica deve gerar tantos registros “1010” quantas ações judiciais forem utilizadas no período 
da escrituração, referentes ao detalhamento do(s) processo(s) judicial(is), que autorizaa adoção de 
procedimento especifico de apuração das contribuições sociais ou doscréditos.
Registro 1010 será assim escriturado:
Campo 01: Identificação do registro
Campo 02: Identificação do processo judicial
Campo 03: Identificação da Seção Judiciária
Campo 04: Identificação da Vara
Campo 05: Identificação da natureza da ação judicial (Indicador 02 – Decisão judicial não transitada em 
julgado)
Campo 06: Valores com exigibilidade suspensa, conforme código de receita a informar nos registros 
M205/M605 e na DCTF
Campo 07: Data da decisão judicial
Forma de Escrituração
Para escrituração da referida exclusão da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS, a 
pessoa jurídica primeiramente deverá identificar qual o modelo de escrituração utilizado pela pessoa 
jurídica: 
Detalhado C100 e filhos (nota a nota / item a item)
Consolidado C180 e filhos (CST e Alíquota)
Simplificado Registros F500 (Regime de Caixa) ou F550 (Regime de Competência).
Registro C100 (Documento - Nota Fiscal (Código 01), Nota Fiscal Avulsa (Código 1B), Nota Fiscal de 
Produtor (Código 04), NF-e (Código 55) e NFC-e (Código 65)), informar o valor total da mercadoria, e o 
valor das contribuições de PIS/Pasep e COFINS calculados sobre a base diminuído o valor do ICMS.
Registro C111 (Processo Referenciado), deve ser informado o número do processo ajuizado junto ao STF.
Registro C170 (Complemento do Documento - Itens do Documento (Códigos 01, 1B, 04 e 55)), o valor do 
ICMS próprio a ser excluído da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS será informado 
no campo de desconto (VL_DESC), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo 
contempla:
a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos incondicionais constantes do próprio documento 
fiscal;
b) demais exclusões da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, aplicáveis ao item deste registro.
E no campo referente a base de cálculo, tanto para PIS/Pasep quanto para a COFINS, o valor informado, 
será o valor já descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial.
Registro C180 (Consolidação de Notas Fiscais Eletrônicas Emitidas Pela Pessoa Jurídica (Códigos 55 e 65) -
Operações de Vendas), deve ser informado o valor total do item e não haverá informação de desconto ou 
exclusão de base de cálculo neste registro.
Registro C181 (Detalhamento da Consolidação - Operações de Vendas - PIS/Pasep), o valor do ICMS 
próprio a ser excluído da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep será informado no campo de 
desconto (VL_DESC), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla:
a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos; e/ou
b) o valor a excluir da base de cálculo do PIS/Pasep, aplicáveis ao item deste registro, conforme o caso.
E no campo referente a base de cálculo para o PIS/Pasep, o valor informado, será o valor já descontando o 
ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial.
Registro C188 (Processo Referenciado), será informado o número do processo ajuizado junto ao STF.
Conforme o disposto no Ato Declaratório Executivo Cofis n° 24/2011, a escrituração Simplificada, 
somente se aplica ao regime de Incidência Cumulativa das contribuições de PIS/Pasep e COFINS, ou 
seja, ao regime tributário do Lucro Presumido.
Registro F500 (Consolidação das Operações da Pessoa Jurídica Submetida ao Regime de Tributação com 
Base no Lucro Presumido - Incidência do PIS/Pasep e da Cofins pelo Regime de Caixa), o valor do ICMS a 
ser excluído da base de cálculo, será informado no campo de desconto (VL_DESC_PIS e 
VL_DESC_COFINS), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla:
a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos; e/ou
b) exclusões da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, aplicáveis base de cálculo da contribuição.
E no campo referente a base de cálculo o PIS/Pasep e a COFINS, o valor informado, será o valor já 
descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial.
Registro F509 (Processo Referenciado), será informado o número do processo ajuizado junto ao STF.
http://www.econeteditora.com.br/bdi/ats/11/ato_dec_exec_cofis_024_2011.php
No Registro F550 (Consolidação das Operações da Pessoa Jurídica Submetida ao Regime de Tributação 
com Base no Lucro Presumido - Incidência do PIS/Pasep e da Cofins pelo Regime de Competência), o 
valor do ICMS próprio a ser excluído da base de cálculo das contribuições para o PIS/Pasep e a COFINS, 
será informado no campo de desconto (VL_DESC_PIS e VL_DESC_COFINS), uma vez que, segundo o 
Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla:a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos; e/ou
b) exclusões da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, aplicáveis base de cálculo da contribuição.
E no campo referente a base de cálculo o PIS/Pasep e a COFINS, o valor informado, será o valor já 
descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial.
No Registro F559 (Processo Referenciado), será informado o número do processo ajuizado junto ao STF.
AJUSTE NA BASE DE CÁLCULO NA APURAÇÃO
AJUSTE NA BASE DE CÁLCULO NA APURAÇÃO
Analisando a liminar do contribuinte e considerando que a mesma dispõe ao procedimento de exclusão 
do ICMS da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e da COFINS, através de Ajustes 
diretamente na base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS nos Registros de Apuração:
a) PIS/Pasep - Bloco M200/M210/M215;
c) COFINS - Bloco M600/M610/M615.
Desconto da base de cálculo - ICMS documento fiscal
Registros M200 e M600
Nos Registros M200 (Consolidação da Contribuição para o PIS/Pasep do Período) e M600 (Consolidação 
da Contribuição para a Seguridade Social - Cofins do Período), são consolidadas as contribuições sociais 
apuradas no período da escrituração, nos regimes não cumulativo e cumulativo, bem como procedido 
ao desconto dos créditos não cumulativos apurados no próprio período, dos créditos apurados em 
períodos anteriores, dos valores retidos na fonte e de outras deduções previstas em Lei, demonstrando 
em seu final os valores devidos a recolher.
Desconto da base de cálculo - ICMS documento fiscal
Registros M210 e M610
Nos Registros M210 (Detalhamento da Contribuição para o PIS/Pasep do Período) e M610 
(Detalhamento da Contribuição para a Seguridade Social - Cofins do Período), são gerados de forma 
automática através da funcionalidade “Gerar Apuração”, onde os valores representativos de bases de 
cálculo da contribuição de PIS/Pasep e COFINS, são coletados dos diversos registros dos Blocos “A”, “C”, 
“D” ou “F” que contenham o mesmo CST.
Contudo, caso sejam recuperados registros dos Blocos “A”, “C”, “D”, “I” ou “F” referentes a uma mesma 
situação com incidência de contribuição social, mas sujeitas a mais de uma alíquota de apuração, deve 
ser escriturado um Registro M210 e M610 em relação a cada alíquota existente na escrituração.
Aos fatos ocorridos a partir de janeiro/2019, caso o contribuinte tenha o direito de realizar qualquer 
tratamento tributário que permita realizar a redução ou o acréscimo da base de cálculo, ou até mesmo 
do valor direto das contribuições de PIS/Pasep e COFINS, deverá escritura-los no Registro M210 e 
M610.
Desconto da base de cálculo - ICMS documento fiscal
Registro M215 e M615
Os Registros M215 (Ajustes da Base de Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Apurada) e M615 
(Ajustes da Base de Cálculo da COFINS Apurada), são obrigatórios quando a pessoa jurídica informar 
valores de ajustes de acréscimo ou de redução da base de cálculo mensal da contribuição.
Os registros Pai M210 e M610, objetiva demonstrar, de forma analítica e segregada, os totais dos 
ajustes na base de cálculo da contribuição correspondente ao período a que se refere a escrituração.
Registro 1010 - Processo Referenciado - Ação Judicial
Independente do modelo de escrituração utilizado pela pessoa jurídica, quando procedida a 
escrituração dos registros referentes à Processo Referenciado vinculado a uma ação judicial, ou mais 
ações judiciais, deverá obrigatoriamente realizar a escrituração do registro Complementar 1010 -
(Processo Referenciado - Ação Judicial).
OBRIGADO PELAPRESENÇA!
ÓTIMA SEMANA!

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