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BOM DIA BEM VINDOS PIS/PASEP E COFINS C/ Exclusão do ICMS da BC Francisco F. Cunha Objetivo Regras de aplicação da tributação de PIS e COFINS – Cumulatividade e não cumulatividade Procedimentos tributários para a correta apuração dos créditos que podem ser descontados a título de insumo para fins de calculo do PIS e COFINS, com enfoque no estudo atualizado em relação ao critério da essencialidade ou relevância de acordo com o novo entendimento do STJ proferido no julgamento do RESP 1.221.170 - PR. Alcance da decisão do STF que excluiu o ICMS da base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS, bem como os procedimentos tributários para a correta apuração dos créditos que podem ser recuperados pelas empresas, com enfoque no estudo da Solução de Consulta Interna COSIT nº 13/2018 e seus efeitos. Introdução sobre o PIS/COFINS Introdução Apesar de serem duas contribuições criadas em momentos diferentes da nossa história política e econômica, ambas incidem sobre o faturamento e a importação e as Leis nº 9.718/98, 10.637/02, 10.833/03 e 10.865/04 praticamente unificaram as normas desses tributos. As contribuições ao Programa de Integração Social e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), que são de competência da União, encontram sua fundamentação legal na Constituição Federal no artigo 195. PIS/Pasep (1.1) A contribuição para PIS foi instituída pela LC n° 7/1970, enquanto a contribuição para o PASEP foi instituída pela LC nº 8/1970. O produto da arrecadação das contribuições ao PIS e ao PASEP ia para os dois fundos que atribuíam os recursos nominalmente aos trabalhadores. A partir da Constituição Federal de 1988 os recursos arrecadados a título de PIS/Pasep passaram a financiar: O programa do seguro-desemprego O abono aos empregados que percebem até dois salários mínimos de remuneração mensal. COFINS (1.2) A Lei Complementar nº 70/1991, instituiu a contribuição social para financiamento da seguridade social, nos termos do inciso I do art. 195 da Constituição Federal, calculada sobre o valor do faturamento mensal das pessoas jurídicas ou a elas equiparadas. A Constituição Federal autorizou a criação de contribuições sociais, com o objetivo de financiar a seguridade social assegurar os direitos relativos à saúde; à previdência; e à assistência social. Tributo (3) “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada” CTN, Art. 3º Fato Gerador (4) O fato gerador é a ocorrência da situação específica definida na lei como necessária e suficiente para a sua ocorrência. Folha de salários - entidades Imunes e Isentas Faturamento - Cumulativo Receitas – Não cumulativo Importação - mercadorias ou serviços Regimes de apuração Regimes de Apuração São quatro formas de incidência: a) Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, incidentes sobre a receita ou o faturamento; b) Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação; c) Contribuição para o PIS/Pasep, incidente sobre a folha de salários; d) Contribuição para o PIS/Pasep, incidente sobre Receitas Governamentais. Formas de incidência da contribuições Contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins sobre a receita ou faturamento São contribuintes dessas contribuições as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, as sociedades civis de profissões legalmente regulamentadas, bem como as sociedades cooperativas. São também contribuintes: as entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e de falência, em relação às operações efetuadas durante o período em que perdurarem os procedimentos para a realização do seu ativo e o pagamento do passivo. (AD SRF nº 97/1999) Fund. Artigo 2º da Lei nº 9.715/1998;Artigo 2º da Lei nº 9.718/1998; LC nº 70/1991. Entidades s/ fins lucrativos As entidades sem fins lucrativos são tributadas exclusivamente pela Contribuição para o PIS/Pasep, a alíquota de 1%, incidente sobre a folha de salários. Portanto não haverá tributação sobre as receitas auferidas. Especificamente em relação a COFINS, haverá isenção e imunidade sobre as receitas derivadas das atividades próprias dessas entidades, no termos dos artigos 12 e 15 da Lei nº9.532/1997. São consideradas receitas derivadas das atividades próprias somente aquelas decorrentes de contribuições, doações, anuidades ou mensalidades fixadas por lei, assembleia ou estatuto, recebidas de associados ou mantenedores, sem caráter contraprestacional direto, destinadas ao seu custeio e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais. (Artigo 47, §2º da IN SRF nº 247/2002) Regime Cumulativo (5.1) É cumulativo o tributo que incide em duas ou mais etapas da circulação de mercadorias ou serviços, sem a possibilidade de se amortizar nessa operação o valor do tributo incidido na operaçãoanterior. A principal característica dos tributos cumulativos, portanto, é repetir sobre bases de cálculo que, por superposição em cascata, tornam-se cada vez mais elevadas pela adição de novas margens de lucro, de novas despesas acessórias e do próprio imposto incidente sobre operações posteriores (FERRAZ JR, 2000). Regime Cumulativo – Contribuintes São contribuintes da COFINS e do PIS/PASEP incidentes sobre a receita bruta no regime de apuração cumulativa as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, tributadas no lucro presumido ou arbitrado, desde que não estejam obrigadas à tributação pelo lucro real as pessoas jurídicas que aufiram quaisquer das receitas listadas nos incisos VII a XXVI do art. 10 da Lei nº 10.833/03. A pessoa jurídica tributada pelo Lucro Real que normalmente possui o regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, sobre as atividades e receitas listadas nos incisos I a XXX do art. 10 da Lei nº 10.833/2003, devem ser aplicadas as regras do regime de apuração cumulativa. O art. 10 contempla duas espécies de exclusões, isto é, uma SUBJETIVA em que a pessoa jurídica está excluída do regime de COFINS não-cumulativa. A exclusão subjetiva é a constante dos incisos I a VI. A outra exclusão é a OBJETIVA, isto é, somente as receitas das operações elencadas nos incisos VII a XXVI do art. 10 estão excluídas do regime de tributação não-cumulativa de PIS e COFINS. LUCRO REAL? Na exclusão objetiva, a exclusão do regime não é da pessoa jurídica, mas sim, da receita elencada. Com isso, a pessoa jurídica poderá ter receitas da atividade sujeitas e outras não sujeitas ao regime não-cumulativo. CONCLUINDO, no caso da exclusão objetiva, referida nos incisos VII a XXX do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, as receitas não operacionais e outras receitas operacionais não constantes daqueles incisos estão sujeitas ao regime não-cumulativo de PIS e COFINS. Independentemente da forma de apuração do lucro pelo Imposto de Renda, também são contribuintes da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS no regime de apuração cumulativa: a) bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, caixas econômicas; b) sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, e sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, exceto as sociedades corretoras de seguros (Decreto n° 6.306, de 2007, art. 66) c) empresas de arrendamento mercantil; d) cooperativas de crédito; e) empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito; EXCLUSÃO SUBJETIVA (5.1.2) f)entidades de previdência complementar privada, abertas e fechadas(sendo irrelevante a forma de constituição); g) associações de poupança e empréstimo; h)pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos: imobiliários, nos termos da Lei nº 9.514/1997; financeiros, observada regulamentação editada pelo Conselho Monetário Nacional; ou agrícolas, conforme ato do Conselho Monetário Nacional; i)operadoras de planos de assistência à saúde; j)empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, referidas na Lei nº 7.102/1983; k) sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária e as deconsumo. Continuam sujeitas ao regime de apuração cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS as receitas decorrentes das seguintes operações: a)venda de veículos usados, adquiridos para revenda, quando auferidas por pessoas jurídicas que tenham como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores; b) prestação de serviços de telecomunicações; c) vendas de jornais e periódicos e de prestação de serviços das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens; EXCLUSÃO OBJETIVA (5.1.3) d)submetidas ao regime especial de tributação de que trata o art. 47 da Lei nº 10.637, de 2002, quando auferidas por pessoas jurídicas integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, instituída pela Lei nº 10.848, de 2004, sucessora do Mercado Atacadista de Energia Elétrica - MAE, instituído pela Lei nº 10.433, de 24 de abril de 2002; e)relativas a contratos firmados antes de 31 de outubro de 2003: -com prazo de duração superior a 1(um) ano, de administradoras de planos de consórcios de bens móveis e imóveis, regularmente autorizadas a funcionar pelo Banco Central; -com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; -de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresentadas, em processo licitatório, até aquela data. f)prestação de serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros; g)prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros, efetuado por empresas regulares de linhas aéreas domésticas, e as decorrentes da prestação de serviço de transporte de pessoas por empresas de táxi aéreo; h)prestação de serviços por hospital, pronto-socorro, clínica médica, odontológica, de fisioterapia e de fonoaudiologia, e laboratório de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas; i)prestação de serviços de diálise, raios X, radiodiagnóstico e radioterapia, quimioterapia e de banco de sangue; j) prestação de serviços de educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior; k)comercialização de pedra britada, de areia para construção civil e de areia de brita, l)vendas de mercadoria nacional ou estrangeira a passageiros de viagens internacionais, efetuadas por lojas francas instaladas na zona primária de portos ou aeroportos na forma do art. 15 do Decreto-Lei nº 1.455, de 7 de abril de 1976; m)edição de periódicos e de informações neles contidas, que sejam relativas aos assinantes dos serviços públicos de telefonia; n)prestação de serviços com aeronaves de uso agrícola inscritas no Registro Aeronáutico Brasileiro - RAB; das empresas de call center, telemarketing, telecobrança e deo) prestação de serviços teleatendimento em geral; p)execução por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construçãocivil; q)relativas às atividades de revenda de imóveis, desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e construção de prédio destinado à venda, quando decorrentes de contratos de longo prazo firmados antes de 31 de outubro de 2003; r)parques temáticos, serviços de hotelaria e de organização de feiras e eventos, conforme ato conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Turismo; s)prestação de serviços postais e telegráficos prestados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; t) prestação de serviços públicos de concessionárias operadoras de rodovias; u) prestação de serviços das agências de viagem e de viagens e turismo; w) auferidas por empresas de serviços de informática, decorrentes das atividades de desenvolvimento de software e o seu licenciamento ou cessão de direito de uso, bem como de análise, programação, instalação, configuração, assessoria, consultoria, suporte técnico e páginasmanutenção ou atualização de software, compreendidas ainda como softwares as eletrônicas; x)venda, pelo contribuinte substituto, de produtos para os quais se tenha adotado a substituição tributária da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS; y) alienação de participações societárias. Legislação de regência das contribuições Constituição Federal, arts. 149 e 195 Leis Ordinárias: Lei nº 9.715/1998, arts. 2º, III, 7º e 15 (ReceitasGovernamentais); Lei nº 9.718/1998, arts. 2º a 8º-B (Regime de Apuração Cumulativa, InstituiçõesFinanceiras, Combustíveis, Álcool); Lei nº 10.637/2002, arts. 1º a 12 (Regime de Apuração NãoCumulativa); Lei nº 10.833/2003, 1º a 16 (Regime de Apuração NãoCumulativa); farmacêuticos, de perfumaria, Lei nº 10.865/2004, arts. 1º a 20 (Incidência na Importação); Lei nº 10.147/2000 (Incidência Concentrada - produtos toucador ou higiene pessoal) Lei nº 10.485/2002 (Incidência Concentrada - veículos, autopeças, pneus e câmaras-de-ar) Lei nº 10.560/2002, art. 2º (Incidência Concentrada - querosene deaviação) Concentrada - Lei nº 13.097/2015, arts. 24 a 34 (Incidência Concentrada - bebidas frias) Lei nº 9.718/1998, art. 4º; Lei nº 10.865/2004, arts. 23 (Incidência combustíveis) Lei nº 11.116/2005, arts. 3º a 8º (Incidência Concentrada - biodiesel) Lei 10.865/2004, art. 28 (Redução de alíquotas a zero) Lei nº 10.925/2004, art. 1º (Redução de alíquotas a zero) Lei nº 9.715/1998, art. 5º; Lei nº 10.865/2004, art. 29; e Lei nº 11.196/2005, art. 62; Lei nº 12.402/2011, art. 6º (Substituição Tributária - Cigarros e Cigarrilhas) Medida Provisória: MP nº 2.158-35/2001, arts. 13 a 17 (Entidades sem fins lucrativos, isenções,cooperativas); MP nº 2.158-35/2001, art. 43; c/c Lei nº 10.485/2002, art. 1º (Substituição Tributária - veículos dos códigos 8432.30 e 87.11 da Tipi) Instrução Normativa: IN RFB 1911/2019 , Consolida a legislação do Pis/Pasep e Cofins; Decreto: Decreto nº 4.524/2002 Além desses, uma série de outros atos (Instruções Normativas, Atos Declaratórios, Soluções de Consulta e Soluções de Divergência) exarados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), disponíveis em seu sítio na Internet (sítio da RFB), regulamentam e interpretam a legislação da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS Regra matriz de incidência das contribuições A regra-matriz de incidência tributária foi idealizada por Paulo de Barros Carvalho, sendo formada pelos elementos mínimos extraídos da norma que regula do tributo, determinando: - Fato gerador - Apuração - Pagamento Portanto, a regra-matriz tem por função definir a incidência do tributo, determinando: - os fatos, - os sujeitos da relação e - os termos que determinam a dívida. Alíquotas e base de cálculo Regime Cumulativo – Alíquotas Neste regime de apuração as alíquotas básicas são: a) 0,65% para o PIS; e b) 3% para a COFINS. No entanto, para as Instituições Financeiras e Equiparadas, possuem as seguintesalíquotas: a) 0,65% para o PIS; e b) 4% para a COFINS. NOTA: Importante destacar que as alíquotas do PIS e COFINS devem ser analisadas também pela NCM dos produtos devido aos vários benefícios fiscais tratados em legislações específicas. Regime não Cumulativo – Alíquotas Neste regime de apuração as alíquotas básicassão: a) 1,65% para o PIS; e b) 7,6% para a COFINS. No entanto, as Receitas Financeiras possuem as seguintes alíquotas: a) 0,65% para o PIS; e b) 4% para a COFINS. NOTA: Importante destacar que as alíquotas do PIS e COFINS devem ser analisadas também pela NCM dos produtos devido aos vários benefícios fiscais tratados em legislações específicas. Conceito de Receita Bruta (5.1.4) O art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598/1977, com a redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014, determina o conceito de receita bruta, decorrentes da atividade empresarial: “Art. 12. A receita bruta compreende: (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014) I.- o produto da venda de bens nas operações de conta própria; (Incluído pela Lei nº 12.973,de 2014) II.- o preço da prestação de serviços em geral; (Incluído pela Lei nº 12.973, de2014) III.- o resultado auferido nas operações de conta alheia; e (Incluído pela Lei nº 12.973, de 2014) IV.- as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III.”(grifou-se) Convém esclarecer que por objeto da pessoa jurídica entende-se aquele constante de seu contrato social ou o que na prática seja verificado, pelas atividades habitualmente por ela exercidas, quando estas se afastam do objeto presente no ato constitutivo da companhia. NOTA 1: Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. NOTA 2: Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404/1976, das operações citadas na resposta. São consideradas receitas financeiras: a) Juros recebidos; b) Descontos obtidos; c) Lucro da operação de reporte; d) Rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa; e) Variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio ou de índices ou coeficientes aplicáveis por disposição legal ou contratual. (Decreto nº 9.580 /2018 RIR, art. 397 e a Lei nº 9.718/98, Art9º) NOTA: O artigo 1º do Decreto nº 8.426/2015 restabeleceu a incidência do PIS/PASEP e da COFINS para PJ sujeita ao regime de apuração não-cumulativa, com aplicação das alíquotas de 0,65% e 4%, para o PIS e a COFINS, respectivamente. Receitas Financeiras (5.2.4) Critério de Reconhecimento da Receita As receitas auferidas devem ser computadas, para fins de determinação da base de cálculo das contribuições pelo regime de competência. Todavia, há casos em que a legislação autoriza o cômputo das receitas somente por ocasião do efetivo recebimento (regime de caixa). As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido podem computar as receitas proveniente de vendas de bens ou direitos ou de prestação de serviços, cujo preço seja recebido a prazo ou em parcelas, na base de cálculo das contribuições somente no mês do efetivo recebimento (regime de caixa), desde que adotem o mesmo critério em relação ao Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e sejam observadas as seguintes condições. (Art. 223 da IN RFB 1.700/2017) Base de cálculo Para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS-Pasep e da Cofins, excluem- se da receita bruta (art. 3º da Lei nº 9.718/98 e art. 2º da Medida Provisória nº 2.158- 35/01): - as vendas canceladas e - os descontos incondicionais concedidos; - as reversões de provisões; - recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas; - o resultado positivo da avaliação de investimento pelo valor do patrimônio líquido; os lucros e dividendos derivados de participações societárias, que tenham sido computados como receita bruta; - as receitas decorrentes da venda de bens do Ativo não Circulante, classificado como investimento, imobilizado ou intangível (Lei nº 9.718/1998 , art. 3º , § 2º, IV, incluído pela Medida Provisória nº 651/2014 , art. 30 ); - a receita decorrente da alienação de participação societária o valor despendido para aquisição dessa participação, desde que a receita de alienação não tenha sido excluída da base de cálculo das mencionadas contribuições na forma da letra "f" (Lei nº 9.718/1998 , art. 3º , § 14; Medida Provisória nº 651/2014 , art. 30 ); - a receita reconhecida pela construção, recuperação, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de concessão de serviços públicos. Incidência e não incidência Incidência A Incidência das contribuições para o Pìs e para a Cofins se dá sobre o faturamento, no caso do Regime Cumulativo e no caso do Regime não Cumulativo a incidência se dá sobre todas as receitas independe da denominação contábil. Lei 10637/2002, art. 1ºe Lei 10833/2003, art.. 1º Não Incidência I - de exportação de mercadorias para o exterior; II - de serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; III - de venda a Empresa Comercial Exportadora com o fim específico de exportação, observado o disposto no art. 9°; IV - de venda de querosene de aviação a distribuidora, efetuada por importador ou produtor, quando o produto for destinado a consumo por aeronave em tráfego internacional, na forma dos arts. 316 a 319; V - de venda de querosene de aviação, quando auferidas por pessoa jurídica não enquadrada na condição de importadora ou produtora; VI - de venda de biodiesel, quando auferidas por pessoa jurídica não enquadrada na condição de importadora ou produtora; VII - de venda de materiais e equipamentos, bem como da prestação de serviços decorrentes dessas operações, efetuadas diretamente a Itaipu Binacional e VIII - correspondente aos créditos presumidos de IPI apurados pelas empresas habilitadas ao Inovar- Auto de que trata o art. 41 da Lei n° 12.715, de 17 de setembro de 2012. Créditos de PIS e COFINS Regime não cumulativo O tributo é não-cumulativo quando o montante do débito tributário gerado numa etapa da circulação da mercadoria pode ser abatido do montante devido na etapaseguinte. Essa modalidade possui diversas polêmicas, entre elas, existe em relação aos créditos permitidos, visto que o legislador teve a liberdade de estabelecer quais créditos são vedados ou não, uma vez que a Constituição Federal apenas mencionou que as contribuições sociais poderão ser não cumulativas, sem detalhar a operacionalização, como fez com o ICMS e IPI. Apuração de créditos básicos O método de aproveitamento de créditos das contribuições de PIS/Pasep e COFINS utilizado pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de incidência não cumulativa, é distinto do método utilizado para aproveitamento de créditos dos tributos de ICMS e IPI, que utiliza o “método de crédito do tributo” devidamente previsto na Constituição Federal, onde o crédito é transferido a pessoa jurídica beneficiária por outra pessoa jurídica. Nesse método a legislação exige a informação do valor do tributo no documento fiscal, para que o crédito possa ser aproveitado, sendo este o valor que será permitido para o aproveitamento do crédito. Já no aproveitamento de créditos das contribuições de PIS/Pasep e Cofins, o método utilizado para o aproveitamento de créditos é chamado de “Método Indireto Subtrativo”, onde o crédito nasce internamente na pessoa jurídica, ou seja, não existe a transferência de créditos de uma empresa para outra. No método indireto subtrativo o tributo é determinado pela diferença entre a alíquota aplicada sobre as vendas e a alíquota aplicada sobre as compras.A fórmula seria a seguinte: TRIBUTO DEVIDO = (ALÍQUOTA × RECEITAS) – (ALÍQUOTA × COMPRAS) É por este motivo que mesmo a aquisição ocorrendo de uma pessoa jurídica do regime de incidênciacumulativa ou do Simples Nacional, haverá o aproveitamento do crédito normalmente, e em regra nas alíquotas de 1,65% e 7,6%, denominadas alíquota básicas desse regime. (Artigo 195, §12 da CF/1988) Faturamento misto – Receita cumulativa e não cumulativa Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não cumulativa das contribuições em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado exclusivamente em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. O crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: a)apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou b)rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. OBSERVAÇÃO: O Referido critério será irretratável para todo ano calendário. Se a empresa não possuir sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, o crédito será determinado da seguinte forma: Receitas sujeitas ao regime ñ cumulativo = Percentual da receita sujeito ñ cumulativa Receita total Créditos Básicos (5.2.5) I - bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; b) nos §§ 1o e 1o-A do art. 2o desta Lei; II - bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; III - energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica; IV - aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V - valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES; VI - máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços; VII - edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; VIII - bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei; IX - armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. X - vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. XI - bens incorporados ao ativo intangível, adquiridos para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços. Crédito de PIS e COFINS no regime monofásico Não darão direito a crédito os valores das aquisições, para revenda, de : I - produtos sujeitos à tributação concentrada, referidos nos arts. 89 e 92; e II - produtos em relação aos quais a Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins foram pagas por substituição tributária. Excetuam-se da vedação:: I - as aquisições pelas pessoas jurídicas produtoras ou fabricantes de produtos sujeitos à tributação concentrada realizadas de outra pessoa juridica importadora, produtora ou fabricante desses produtos, nos termos do art. 191; e II - as operações de revenda entre produtor ou importador de álcool de que trata o art. 192. IN RFB 1911/2019, Art. 170 Conceito de insumos para desconto de créditos São considerados como insumos: - bens ou serviços utilizados, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda; - serviços de manutenção necessários ao funcionamento de máquinas e equipamentos utilizados na prestação de serviços ou na produção de bens destinados à venda; - bens de reposição necessários ao funcionamento de máquinas e equipamentos utilizados na prestação de serviços ou na produção de bens destinados à venda; - combustíveis e lubrificantes utilizados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção de bens destinados à venda - serviços de transporte de produtos em elaboração realizados em ou entre estabelecimentos da pessoa jurídica Conceito de insumos de acordo com o critério da Essencialidade e Relevância Essencialidade e Relevância (5.2.6) O TST (Superior Tribunal de Justiça) ao julgar o Recurso Especial 1.221.170/PR, definiu o conceito de insumo para fins de apuração de créditos da não cumulatividade do PIS e da Cofins deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica. a) o “critério da essencialidade diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço”: a.1) “constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço”; a.2) “ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência”; b) já o critério da relevância “é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja”: b.1) “pelas singularidades de cada cadeia produtiva”; b.2) “por imposição legal”. Cenário da fiscalização digital Sistema Público de Escrituração Digital A fiscalização com o compartilhamento de informações entre as Secretaria de Fazenda Federal, Estadual e Municipal antes da publicação do Decreto 6022/2007, que Instituiu o sistema Sped, era dependente de acordos de cooperação bilaterais, entretanto já possuía eficiência, mas não possuía a agilidade existente hoje. O Decreto 6022/2007, artigo 2º determina que Sped tem entre seus objetivos a recepção, validação, armazenamento das informações contábeis e fiscais dos empresários e das pessoas jurídicas. No artigo 4º está previsto que o acesso às informações do Sped deverá ser compartilhado com seus usuários e nos Incisos do artigo 3º está determinado que são usuários do Sped: I - a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda; II - as administrações tributárias dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante convênio celebrado com a Secretaria da Receita Federal; e III - os órgãos e as entidades da administração pública federal direta e indireta que tenham atribuição legal de regulação, normatização, controle e fiscalização dos empresários e das pessoas jurídicas, inclusive imunes ou isentas. O SPED – a importância do EFD ICMS/IPI, EFD das contribuições, ECF e ECD Contabilidade Cruzamento das informações Auditoria digital Auditoria Digital A auditoria digital é um procedimento que utiliza os dados de diversos arquivos digitais para fazer conferências e cruzamento de dados em busca de inconsistências. Quando identificada qualquer alteração não prevista ou incomum, a auditoria digital interna permite que a empresa atue de forma a se antecipar a qualquer fiscalização, permitindo melhores resultados. A Decisão do STF sobre a exclusão do ICMS nas bases do PIS e da COFINS – RE 574.706/PR Exclusão do ICMS da base de cálculo PIS e COFINS De acordo com as Leis n°s 9.718/98, 10.637/2002 e 10.833/2003, inexiste possibilidade de exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuiçõespara PIS e COFINS faturamento, com exceção ao ICMS ST quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Instrução Normativa RFB n° 1.700/2017, art. 26, § 2° Em 15 de março de 2017, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário (RE) 574.706, com repercussão geral, decidiu pela impossibilidade do ICMS de compor a base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS faturamento. É importante destacar que essa decisão possui efeitos “inter partes”, isso significa que apenas poderá utilizar dessa prerrogativa o contribuinte que ajuizar ação específica solicitando a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo das contribuições, indicando como jurisprudência este provimento disposto pelo Supremo. http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9718_1998.asp http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/02/lei10637_2002.asp http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/03/lei10833_2003.asp http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art26 http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art26_p2 http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=338378 O pedido de modulação de efeitos da Fazenda Nacional A modulação serve para determinar efeitos de decisões em controle de constitucionalidade. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou interesse social, o STF pode decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado (ex nunc) ou até mesmo de forma retroativa (ex tunc). Sendo que para essa determinação é imprescindível observar a petição realizada. Os contribuintes que podem se beneficiar da exclusão do ICMS da BC do PIS e da COFINS Efeitos Conforme citado, a decisão deste (RE) 574.706 somente surte efeitos para o contribuinte que moveu o processo, contudo por se tratar de recurso com repercussão geral é possível que as disposições nele contidas sejam utilizadas pelos demais contribuintes que ingressarem com ação judicial. http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=338378 A Solução de Consulta Interna Cosit 13 de 18 de outubro de 2018 A Coordenação-Geral de Contencioso Administrativo e Judicial, através da Consulta Interna nº 01/2018, encaminhou questionamentos à (Cosit), sobre procedimento a ser adotado para cumprir as decisões judiciais transitadas em julgado que versem sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS Para o entendimento da Solução de Consulta Interna Cosit 13/2018, é necessário a análise do relatório da consulta, não sendo possível a interpretação somente a partir da leitura da ementa. No Item 6, o primeiro questionamento da consulta é: I. O montante a ser excluído da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins é o valor a recolher, o valor efetivamente pago pelo sujeito passivo ou o total de ICMS destacado em notas fiscais de venda de bens e serviços? Já o Item 7 ao responder o primeiro questionamento determina: I. Em relação ao primeiro questionamento, o valor do ICMS a ser excluído da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins é aquele relativo ao ICMS a recolher, caso, por óbvio, a decisão judicial transitada em julgado a ser cumprida não disponha expressamente de forma diversa. IN 1911/2019, Artigo 27, Parágrafo único Para fins de cumprimento das decisões judiciais transitadas em julgado que versem sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devem ser observados os seguintes procedimentos: I - o montante a ser excluído da base de cálculo mensal das contribuições é o valor mensal do ICMS a recolher; II - caso, na determinação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins do período, a pessoa jurídica apurar e escriturar de forma segregada cada base de cálculo mensal, conforme o Código de Situação Tributária (CST) previsto na legislação das contribuições, faz-se necessário que seja segregado o montante mensal do ICMS a recolher, para fins de se identificar a parcela do ICMS a se excluir em cada uma das bases de cálculo mensal das contribuições; III - para fins de exclusão do valor proporcional do ICMS em cada uma das bases de cálculo das contribuições, a segregação do ICMS mensal a recolher referida no inciso II será determinada com base na relação percentual existente entre a receita bruta referente a cada um dos tratamentos tributários (CST) das contribuições e a receita bruta total, auferidas em cada mês; IV - para fins de proceder ao levantamento dos valores de ICMS a recolher, apurados e escriturados pela pessoa jurídica, devem-se preferencialmente considerar os valores escriturados por esta na escrituração fiscal digital do ICMS e do IPI (EFD-ICMS/IPI), transmitida mensalmente por cada um dos seus estabelecimentos, sujeitos à apuração do referido imposto; e V - no caso de a pessoa jurídica estar dispensada da escrituração do ICMS, na EFD-ICMS/IPI, em um ou mais períodos abrangidos pela decisão judicial com trânsito em julgado, poderá ela alternativamente comprovar os valores do ICMS a recolher, mês a mês, com base nas guias de recolhimento do referido imposto, atestando o seu recolhimento, ou em outros meios de demonstração dos valores de ICMS a recolher, definidos pelas Unidades da Federação com jurisdição em cada um dos seus estabelecimentos. Qual imposto deve ser excluído: ICMS Recolhido ou ICMS Destacado? A partir da decisão proferida em 2017, diversos contribuintes interessados entraram com recursos judiciais para obter a tratativa de exclusão do ICMS na base das contribuições. Contudo, observa- se que grande parte dessas decisões simplesmente determinam a aplicação da decisão do STF, sem esclarecer qual o montante de ICMS deve ser excluído, o que faz com que hajam diversas interpretações sendo consideradas pelos interessados. Diante desta diversidade de sentenças judiciais, fez-se necessário a edição da Solução de Consulta Interna Cosit n° 13/2018, objetivando disciplinar e esclarecer os procedimentos a serem observados quando estas ações não especificarem de forma analítica e objetiva, a parcela de ICMS a ser excluída nas bases de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins. Qual é o valor do ICMS a ser excluído da BC das constribuições De acordo com a Solução de Consulta Interna Cosit n° 013/2018, publicada em 23.10.2018, o valor do ICMS a excluir da base de cálculo das contribuições para o contribuinte que tiver pleiteado e assegurado direito da exclusão judicialmente, é o valor do ICMS a recolher, pelo fato de que o mesmo não compõe a receita da venda de bens e serviços, sendo um mero repasse ao governo, acompanhando o que dispõe a norma contábil, sendo discutido no julgamento do Recurso Extraordinário n° 574.706/PR. Ressalvada a determinação do Item 7 e subitem I do relatório desta Solução de Consulta Interna Cosit n° 013/2018. Qual é o valor do ICMS a ser excluído da BC das constribuições Apesar do entendimento da Receita Federal exposto nesta solução de consulta interna, há que se destacar que este pronunciamento foi realizado antes mesmo da decisão do "embargo de declaração" oposto pela PGFN, requerendo que o STF se pronuncie a respeito de qual valor de ICMS poderá ser excluído da base de cálculo das contribuições. Portanto, os embargos ainda estão pendentes de decisão pelo STF. Em outras palavras, é possível que a solução de consulta interna seja republicada. Os embargos de declaração são uma espécie de recursos sendo julgados pelo próprio órgão que prolatou a decisão. De acordo com a Lei n° 13.105/2015 (Código Processual Civil) cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade ou eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento e corrigirerro material. http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/15/lei_13105_2015.php Estorno (ou não) do ICMS do crédito do PIS e da COFINS oriundo das aquisições da empresa no regime não cumulativo Conforme a Lei 10.833/2003, no artigo 3º e parágrafo 13º, deverá ser estornado o crédito da COFINS relativo a bens adquiridos para revenda ou utilizados como insumos na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, que tenham sido furtados ou roubados, inutilizados ou deteriorados, destruídos em sinistro ou, ainda, empregados em outros produtos que tenham tido a mesma destinação. Para as demais operações, a Lei 11033/2004 no seu artigo 17 determina que as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Os reflexos para os recolhimentos futuros n Recuperação do PIS e da COFINS pagos a maior nos últimos cinco anos Como podemos observar ao longo desta matéria, é possível que o contribuinte altere a formação da base de cálculo prevista nas legislações relacionadas ao PIS/Pasep e COFINS sobre faturamento. No entanto, é possível ainda, que nesta decisão judicial o interessado reclame também judicialmente restituição dos valores a título de tributo pago indevidamente indébito tributário. Em caso de decisão judicial com efeitos retroativos, observado o artigo 173 da Lei n° 5.172/66 (Código Tributário Nacional) origina-se a repetição de indébito, desde que o contribuinte tenha pleiteado na referida ação. Repetição de indébito Quando se tratar de créditos retroativos, será necessário julgamento do contador, conforme as orientações contidas no Pronunciamento Técnico - CPC 25 no que diz respeito ao ativo contingente. O referido pronunciamento define ativo contingente como um “ativo possível” que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade. Assim, a entidade não deve reconhecer estes valores dos quais existe a apenas a possibilidade de recebimento como ativo, uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Isso é, o ativo contingente não satisfaz os elementos necessário para reconhecimento de ativo nos termos do CPC 00. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado. http://www.econeteditora.com.br/acom/cpc_25.php http://www.econeteditora.com.br/acom/cpc_00.asp Habilitação do Crédito Tributário O artigo 100 da Instrução Normativa RFB n° 1.717/2017 traz de forma detalhada como se dará a habilitação do crédito após trânsito em julgado, cujo sua obtenção ocorrerá mediante processo administrativo, onde o sujeito passivo deverá estar munido da seguinte documentação: a) formulário Pedido de Habilitação de Crédito Decorrente de Decisão Judicial Transitada em Julgado: PEDIDO DE HABILITAÇÃO DE CRÉDITO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO b) certidão de inteiro teor do processo, expedida pela Justiça Federal; c)na hipótese em que o crédito esteja amparado em título judicial passível de execução, cópia da decisão que homologou a desistência da execução do título judicial, pelo Poder Judiciário, e a assunção de todas as custas e honorários advocatícios referentes ao processo de execução, ou cópia da declaração pessoal de inexecução do título judicial protocolada na Justiça Federal e certidão judicial que a ateste; Habilitação do Crédito http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1717_2017.php#art100 http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1717_2017.php http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1717_2017_anx5.pdf d)cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembleia que elegeu a diretoria; e)cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for ocaso; f)na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo, cópia do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante; e g)na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo, procuração conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade dooutorgado. O Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil poderá exigir do sujeito passivo, como condição paraa homologação da compensação de crédito decorrente de decisão judicial, que lhe seja apresentada cópia do inteiro teor da decisão. Habilitação do Crédito Compensação do Crédito Tributário A utilização da PER/DCOMP para a compensação de indébitos referentes a exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS ocorrerá quando se tratar de ação judicial transitada em julgado que permita o aproveitamento de crédito oriundos de valores recolhidos em períodos anteriores, em função do disposto no artigo 170-A da Lei n° 5.172/66 e artigo 74, § 12 da Lei n° 9.430/96. Neste caso a PER/DCOMP somente será possível quando a ação tenha transitado em julgado, conforme determina a IN RFB 1717/2017, nos seus artigos 98 e 99. IN RFB 1717/2017 Art. 98. A compensação de créditos decorrentes de decisão judicial transitada em julgado dar-se-á na forma prevista nesta Instrução Normativa, salvo se a decisão dispuser de forma diversa. Art. 99. É vedada a compensação do crédito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, objeto de discussão judicial, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. DCOMP http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei5172_1966.asp#art170a http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei5172_1966.asp http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9430_1996.asp#art74 http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9430_1996.asp#art74_p12 http://www.econeteditora.com.br/bdi/lei/ant/lei9430_1996.asp Informações adicionais A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) conterá informações relativas aos impostos e contribuições administrados pela RFB, conforme artigo 6° da Instrução Normativa RFB n° 1.599/2015. Nos tópicos a seguir será disposto os procedimentos aplicáveis. > Decisão não transitada em julgado Embora não haja orientação específica por parte da RFB em relação a apresentação da DCTF em casos de modificação da base de cálculo em razão de decisão judicial favorável, de acordo com as orientações contidas no Ajuda do programa da DCTF Mensal, quando houver ação de inconstitucionalidade o contribuinte deve: a) informar na ficha “Valor do Débito” o valor das contribuições para PIS e COFINS apurada conforme a legislação vigente; b) e no campo "Valor Suspenso do Débito" da ficha “Suspensão”, o montante do débito, parcial ou integral,cuja exigibilidade esteja suspensa por medida judicial. DCTF http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/15/in1599_rfb_2015.php#art6 http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/15/in1599_rfb_2015.php Empresa de comércio tributada no regime cumulativo das contribuições, com “Liminar em Mandado de Segurança” em 01.11.2018 vinculada ao RE n° 574.706/PR. com a possibilidade de exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições, sendo que o valor total da receita bruta é tributado com alíquota básica (CST 01) de PIS eCOFINS: Exemplo Valor informado na ficha “Valor do Débito” = R$ 3.250,00. Valor suspenso do débito informado na ficha “Suspensão” = R$ 273,00. Dedutibilidade Em regra geral, as despesas realizadas com o pagamento de tributos são dedutíveis na determinação do Lucro Real e do resultado ajustado, segundo o regime de competência, porém essa dedutibilidade não se aplica quando se tratar de tributos com exigibilidade suspensa vinculada a: Instrução Normativa RFB n° 1.700/2017, art. 131,§1° a) reclamações e recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributárioadministrativo; b) concessão de medida liminar em mandado de segurança; c) concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de açãojudicial. Assim, caberá a empresa realizar a adição no LALUR e LACS do valor do débito com exigibilidade suspensa http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art131 http://www.econeteditora.com.br/bdi/in/17/in_rfb_1700_2017.php#art131_p1 Antes do trânsito em julgado Enquanto não houver o trânsito em julgado a contabilização ocorrerá pelo valor do débito apurado sobre a base de cálculo prevista na legislação. Desta forma, a contabilização poderá ocorrer da seguinte forma: PIS D- (-) PIS s/Vendas (Conta de Resultado) C- PIS a Recolher (Passivo Circulante) C- PIS a Recolher - Exigibilidade Suspensa (Passivo Não Circulante) COFINS D- (-) COFINS s/Vendas (Conta de Resultado) C- COFINS a Recolher Passivo Circulante) C- COFINS a Recolher - Exigibilidade Suspensa (Passivo Não Circulante) Após trânsito em julgado A partir do momento em que o contribuinte tiver ação judicial transitada em julgado que permita a dedução do ICMS da base de cálculo de PIS e de COFINS sobre o faturamento, a contabilização ocorrerá pelo valor líquido, ou seja, não há mais incertezas quanto ao débito devido: PIS D –PIS s/Vendas (Conta de Resultado) C- PIS a Recolher (Passivo Circulante) COFINS D –COFINS s/Vendas (Conta de Resultado) C- COFINS a Recolher (Passivo Circulante) EFD-contribuições – PIS E COFINS Primeiramente deve ser verificado o objeto da ação, se o pleito se dá sobre o ICMS destacado no documento fiscal (a ser deduzido diretamente da base de cálculo do referido documento fiscal nos diversos registros de escrituração das operações geradoras de receita) ou sobre o ICMS a recolher (a ser deduzido da base de cálculo das contribuições, diretamente no bloco M) e se há trânsito em julgado afim de determinar a forma de escrituração na EFD-Contribuições. Decisão judicial não transitada em julgado Conforme instruções do guia prático da EFD-Contribuições, versão 1.33 de 16.12.2019, os contribuintes que não possuem trânsito em julgado devem escriturar normalmente as contribuições como se não houvesse decisão favorável, apenas indicando o processo judicial no registro 1010, demonstrando na DCTF a parcela das contribuições suspensa, reduzindo o valor das contribuições a recolher. Ressalte-se ainda que a partir do período de apuração Janeiro/2020, a parcela das contribuições com exigibilidade suspensa também deverá ser detalhada no registro filho 1011 - Detalhamento das Contribuições com Exigibilidade Suspensa. Nos registros M205 e M605 deverá ser informado o valor a recolher das contribuiçõesapuradas nos registros M200 e M600 respectivamente, que será demonstrado na DCTF como valor do débito. Como o valor a recolher das contribuições será inferior em virtude da suspensão de partedo crédito tributário, o valor do DARF, consequentemente, será diferente do valor apurado na escrituração. Registro 1010 - Processos Judiciais A pessoa jurídica deve gerar tantos registros “1010” quantas ações judiciais forem utilizadas no período da escrituração, referentes ao detalhamento do(s) processo(s) judicial(is), que autorizaa adoção de procedimento especifico de apuração das contribuições sociais ou doscréditos. Registro 1010 será assim escriturado: Campo 01: Identificação do registro Campo 02: Identificação do processo judicial Campo 03: Identificação da Seção Judiciária Campo 04: Identificação da Vara Campo 05: Identificação da natureza da ação judicial (Indicador 02 – Decisão judicial não transitada em julgado) Campo 06: Valores com exigibilidade suspensa, conforme código de receita a informar nos registros M205/M605 e na DCTF Campo 07: Data da decisão judicial Forma de Escrituração Para escrituração da referida exclusão da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS, a pessoa jurídica primeiramente deverá identificar qual o modelo de escrituração utilizado pela pessoa jurídica: Detalhado C100 e filhos (nota a nota / item a item) Consolidado C180 e filhos (CST e Alíquota) Simplificado Registros F500 (Regime de Caixa) ou F550 (Regime de Competência). Registro C100 (Documento - Nota Fiscal (Código 01), Nota Fiscal Avulsa (Código 1B), Nota Fiscal de Produtor (Código 04), NF-e (Código 55) e NFC-e (Código 65)), informar o valor total da mercadoria, e o valor das contribuições de PIS/Pasep e COFINS calculados sobre a base diminuído o valor do ICMS. Registro C111 (Processo Referenciado), deve ser informado o número do processo ajuizado junto ao STF. Registro C170 (Complemento do Documento - Itens do Documento (Códigos 01, 1B, 04 e 55)), o valor do ICMS próprio a ser excluído da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS será informado no campo de desconto (VL_DESC), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla: a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos incondicionais constantes do próprio documento fiscal; b) demais exclusões da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, aplicáveis ao item deste registro. E no campo referente a base de cálculo, tanto para PIS/Pasep quanto para a COFINS, o valor informado, será o valor já descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial. Registro C180 (Consolidação de Notas Fiscais Eletrônicas Emitidas Pela Pessoa Jurídica (Códigos 55 e 65) - Operações de Vendas), deve ser informado o valor total do item e não haverá informação de desconto ou exclusão de base de cálculo neste registro. Registro C181 (Detalhamento da Consolidação - Operações de Vendas - PIS/Pasep), o valor do ICMS próprio a ser excluído da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep será informado no campo de desconto (VL_DESC), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla: a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos; e/ou b) o valor a excluir da base de cálculo do PIS/Pasep, aplicáveis ao item deste registro, conforme o caso. E no campo referente a base de cálculo para o PIS/Pasep, o valor informado, será o valor já descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial. Registro C188 (Processo Referenciado), será informado o número do processo ajuizado junto ao STF. Conforme o disposto no Ato Declaratório Executivo Cofis n° 24/2011, a escrituração Simplificada, somente se aplica ao regime de Incidência Cumulativa das contribuições de PIS/Pasep e COFINS, ou seja, ao regime tributário do Lucro Presumido. Registro F500 (Consolidação das Operações da Pessoa Jurídica Submetida ao Regime de Tributação com Base no Lucro Presumido - Incidência do PIS/Pasep e da Cofins pelo Regime de Caixa), o valor do ICMS a ser excluído da base de cálculo, será informado no campo de desconto (VL_DESC_PIS e VL_DESC_COFINS), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla: a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos; e/ou b) exclusões da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, aplicáveis base de cálculo da contribuição. E no campo referente a base de cálculo o PIS/Pasep e a COFINS, o valor informado, será o valor já descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial. Registro F509 (Processo Referenciado), será informado o número do processo ajuizado junto ao STF. http://www.econeteditora.com.br/bdi/ats/11/ato_dec_exec_cofis_024_2011.php No Registro F550 (Consolidação das Operações da Pessoa Jurídica Submetida ao Regime de Tributação com Base no Lucro Presumido - Incidência do PIS/Pasep e da Cofins pelo Regime de Competência), o valor do ICMS próprio a ser excluído da base de cálculo das contribuições para o PIS/Pasep e a COFINS, será informado no campo de desconto (VL_DESC_PIS e VL_DESC_COFINS), uma vez que, segundo o Guia Prático versão 1.28, neste campo contempla:a) o valor do desconto comercial, ou seja, os descontos; e/ou b) exclusões da base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS, aplicáveis base de cálculo da contribuição. E no campo referente a base de cálculo o PIS/Pasep e a COFINS, o valor informado, será o valor já descontando o ICMS a ser deduzido, conforme decisão judicial. No Registro F559 (Processo Referenciado), será informado o número do processo ajuizado junto ao STF. AJUSTE NA BASE DE CÁLCULO NA APURAÇÃO AJUSTE NA BASE DE CÁLCULO NA APURAÇÃO Analisando a liminar do contribuinte e considerando que a mesma dispõe ao procedimento de exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e da COFINS, através de Ajustes diretamente na base de cálculo das contribuições de PIS/Pasep e COFINS nos Registros de Apuração: a) PIS/Pasep - Bloco M200/M210/M215; c) COFINS - Bloco M600/M610/M615. Desconto da base de cálculo - ICMS documento fiscal Registros M200 e M600 Nos Registros M200 (Consolidação da Contribuição para o PIS/Pasep do Período) e M600 (Consolidação da Contribuição para a Seguridade Social - Cofins do Período), são consolidadas as contribuições sociais apuradas no período da escrituração, nos regimes não cumulativo e cumulativo, bem como procedido ao desconto dos créditos não cumulativos apurados no próprio período, dos créditos apurados em períodos anteriores, dos valores retidos na fonte e de outras deduções previstas em Lei, demonstrando em seu final os valores devidos a recolher. Desconto da base de cálculo - ICMS documento fiscal Registros M210 e M610 Nos Registros M210 (Detalhamento da Contribuição para o PIS/Pasep do Período) e M610 (Detalhamento da Contribuição para a Seguridade Social - Cofins do Período), são gerados de forma automática através da funcionalidade “Gerar Apuração”, onde os valores representativos de bases de cálculo da contribuição de PIS/Pasep e COFINS, são coletados dos diversos registros dos Blocos “A”, “C”, “D” ou “F” que contenham o mesmo CST. Contudo, caso sejam recuperados registros dos Blocos “A”, “C”, “D”, “I” ou “F” referentes a uma mesma situação com incidência de contribuição social, mas sujeitas a mais de uma alíquota de apuração, deve ser escriturado um Registro M210 e M610 em relação a cada alíquota existente na escrituração. Aos fatos ocorridos a partir de janeiro/2019, caso o contribuinte tenha o direito de realizar qualquer tratamento tributário que permita realizar a redução ou o acréscimo da base de cálculo, ou até mesmo do valor direto das contribuições de PIS/Pasep e COFINS, deverá escritura-los no Registro M210 e M610. Desconto da base de cálculo - ICMS documento fiscal Registro M215 e M615 Os Registros M215 (Ajustes da Base de Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Apurada) e M615 (Ajustes da Base de Cálculo da COFINS Apurada), são obrigatórios quando a pessoa jurídica informar valores de ajustes de acréscimo ou de redução da base de cálculo mensal da contribuição. Os registros Pai M210 e M610, objetiva demonstrar, de forma analítica e segregada, os totais dos ajustes na base de cálculo da contribuição correspondente ao período a que se refere a escrituração. Registro 1010 - Processo Referenciado - Ação Judicial Independente do modelo de escrituração utilizado pela pessoa jurídica, quando procedida a escrituração dos registros referentes à Processo Referenciado vinculado a uma ação judicial, ou mais ações judiciais, deverá obrigatoriamente realizar a escrituração do registro Complementar 1010 - (Processo Referenciado - Ação Judicial). OBRIGADO PELAPRESENÇA! ÓTIMA SEMANA!