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O que são as funções executivas? As funções executivas são um conjunto de habilidades necessárias para o controle e a auto-regulamentação de sua conduta. As funções executivas permitem você estabelecer, manter, supervisar, corrigir e realizar um plano de ação. Este conjunto de funções cognitivas fazem parte de nossas vidas cotidianas e nos ajudam a realizar atividades diárias com sucesso e eficácia. O termo “funções executivas” foi proposto por Muriel Lezak em 1982. Este grupo de habilidades cognitivas estão principalmente indexadas às estruturas pré-frontais do cérebro. O córtex pré-frontal dorsolateral, o córtex pré-frontal ventromedial, o córtex pré-frontal orbitofrontal e o córtex anterior cingulado são as áreas cerebrais mais vinculadas às funções executivas. Com os avanços científicos dos últimos anos, você pode obter uma estimativa da integridade funcional dessas estruturas avaliando as funções executivas. As funções executivas podem ser treinadas e melhoradas com a prática e o treinamento cognitivo A importância das Funções Executivas Ao longo de vários anos de pesquisa cientistas chegaram a uma conclusão importante acerca das funções executivas. Estudos sugerem que o desenvolvimento dessas funções é responsável por exercer influências diretas na regulação emocional. Além disso, as funções cognitivas também são trabalhadas. As funções executivas são responsáveis por coordenar e integrar o espectro da tríade neurofuncional da aprendizagem. Vale dizer que isso revela a necessidade da criação de um modelo integrado de desenvolvimento tanto emocional quanto cognitivo. A evolução das funções emocionais apresenta um papel importante na vida de todos, uma que vez que essa habilidade atua na aprendizagem de diferentes conteúdos acadêmicos. Uma evidência de tal ligação é o fato de muitos pesquisadores estudarem a relação entre distúrbios de aprendizagem e as funções executivas. Qual o papel das Funções Executivas na prática? As funções executivas estão inteiramente ligadas a uma série de atividades, tal qual o seu desenvolvimento é indispensável para uma vida regular e sem problemas. Vejam abaixo: · atenção(sustentação, foco, fixação, seleção de dados relevantes dos irrelevantes, evitamento de distratores, etc); · percepção(intraneurossensorial, interneurossensorial, meta-integrativa, analítica e sintética, etc); · memóriade trabalho (localização, recuperação, rechamada, manipulação, julgamento e utilização da informação relevante, etc); · controle(iniciação, persistência, esforço, inibição, regulação e auto-avaliação de tarefas, etc); · ideação(improvisação, raciocínio indutivo e dedutivo, precisão e conclusão de tarefas, etc); · planificação e a antecipação(priorização, ordenação, hierarquização e predição de tarefas visando a atingir fins, objetivos e resultados, etc); · flexibilização (autocrítica, alteração de condutas, mudança de estratégias, detecção de erros e obstáculos, busca intencional de soluções, etc); · metacognição(auto-organização, sistematização, automonitorização, revisão e supervisão, etc); · decisão (aplicação de diferentes resoluções de problemas, gestão do tempo evitando atrasos e custos desnecessários, etc); · execução(finalização e concomitante verificação, retroação e reaferênciação, etc) (FONSECA, 2014). A importância de treinar as funções executivas é evidente também para treinar as funções cognitivas, tendo em vista que esses conjuntos de habilidades estão interligados. Além disso, o potencial de aprendizagem de pessoas que estão em idade escolar ou universitária pode ser otimizado de forma que o cérebro receba bem os estímulos necessários para o seu processo de desenvolvimento, trabalho, etc. Funções executivas na escola É imprescindível que um estudante tenha suas funções executivas bem trabalhadas para uma vida acadêmica satisfatória. Um conjunto diversificado de competências executivas deve ser aprimorado. Esse grupo pelas atividades: · Estabelecer objetivos; · Planificar, gerir, predizer e antecipar tarefas, textos e trabalhos; · Priorizar e ordenar tarefas no espaço e no tempo para concluir projetos e realizar testes; · Organizar e hierarquizar dados, gráficos, mapas e fontes variadas de informação e de estudo; · Separar ideias e conceitos gerais de ideias acessórias ou de detalhes e pormenores; · Pensar, reter, manipular, memorizar e resumir dados ao mesmo tempo em que leem, etc. (FONSECA, 2014). Existem diversas atividades que ajudam a estimular as Funções Executivas da criança e elas podem ser usadas tanto em contexto escolar quanto no dia a dia dentro de casa. Continue acompanhando os nossos posts para se informar mais sobre isso! Como desenvolver uma Devolutiva Psicopedagógica 1- Cuidado com a fala/comunicação com os Pais, o modo como vai ser exposto, lembrando sempre que para a família existe uma dor, e existe em nós a esperança, portanto minha dica nesse momento é sobriedade, profissionalismo e AMOR. 2- Esta Devolutiva será encaminhada para profissionais (Neuro, Fonos , Psico etc) precisamos lembrar que alem de uma boa Devolutiva, estamos fazendo nosso Marketing pessoal, ou seja fazendo a nossa “Net-Work” onde poderemos futuramente ser lembradas e indicadas por este profissional. 3- Identificação do Paciente 4- Queixas Relevantes 5- Período de Avaliação 6- Instrumentos Avaliativos 7- Aspectos Cognitivos 8- Aspectos Pedagógicos 9- Aspectos Afetivos/Sociais 10- Síntese Diagnóstica 11- Encaminhamento. Quais os estágios do desenvolvimento cognitivo? Observando seus filhos na interação com o meio, Piaget percebeu que as crianças possuem uma forma particular de pensar e aprender. O erro e o acerto são conceitos que estão no cerne do raciocínio infantil e foi a partir da relação erro/acerto que Piaget desenvolveu sua teoria de estágios do desenvolvimento cognitivo da criança. Outro nome que também exerce grande influência nesta temática é o de Lev Vygostsky (1896-1934), responsável por estudar a ligação do desenvolvimento intelectual da criança com a interação social e as condições de vida de cada uma. Ambos, Piaget e Vygostky, são expoentes do construtivismo. Se existe algo que podemos e devemos considerar no processo de aprendizagem é a o desenvolvimento cognitivo. E quando falamos em aprender não nos referimos somente ao ambiente escolar, mas em todo o contexto que abrange a vida de uma criança, levando em conta também a relação do pequeno com a família, os amigos e as demais pessoas. Sendo assim, vamos aprender sobre este enfoque às etapas que compreendem esse aspecto: Segundo Piaget, o processo de desenvolvimento possui quatro estágios sucessivos, que indicam o grau de desenvolvimento da criança: Fase sensomotora Compreendendo o período que vai do nascimento até os 2 anos de idade, nesta etapa a criança começa a controlar seus reflexos. A inteligência da criança é essencialmente prática e as ações de reflexo predominam. A relação com o meio ambiente não se dá pelo raciocínio lógico ou pela representação simbólica, mas pela ação e experimentação direta. A criança pode não chegar a entender completamente a existência dos objetos que não estiverem ao seu alcance. Na verdade, quando o objeto desaparece da sua vista, ela ainda não entende que o mesmo existe. É por isso que se diverte quando os adultos brincam de esconder a cara atrás de um objeto para em seguida aparecer. Fase pré-operacional Agora a criança já demonstra a habilidade de trabalhar algumas competências, como a capacidade de semiótica. Esta fase é caracterizada também pelo egocentrismo em seus pensamentos. Ela não consegue distinguir o que é objetivo do subjetivo nem o físico do psíquico. Por outro lado, as crianças podem manifestar e utilizar o pensamento simbólico, ou seja, podem falar. E ainda que já para os 6 ou 7 anos podem começar a manifestar empatia. Durante a maior parte dessa fase predomina o pensamento egocêntrico, ou seja, a criança pode continuar entendendo o mundo segundo sua perspectiva. Fase operacional concreta Uma das principais características desta etapa é a construçãode uma lógica de classes e relacionamentos, mas que não esteja ligada a dados perceptivos. A diminuição do egocentrismo nessa etapa é gradual. Isso acontece porque a criança começa a entender o conceito de grupo. No entanto, o pensamento abstrato ainda deve se desenvolver.. Esta fase vai dos 7 aos 12 anos. Fase operacional formal Aqui é a última etapa, ela é marcada pelo amadurecimento total do desenvolvimento cognitivo da criança. Um dos pontos principais é o pensamento científico adquirido por ela. Considerando que esta fase é de transição, a pessoa passa a analisar possibilidades hipotéticas. Além disso, ela tem a aquisição de outras habilidades, mecanismos e conhecimentos que fortalecerão ainda mais a sua autonomia cognitiva. Vale ressaltar também que a capacidade mental da pessoa fica mais rápida e mais crítica. A verdade é que gerar hipóteses implica que a pessoa não apenas pensa na realidade, mas que também pensa em como fazer as coisas. Por outro lado, os indivíduos que chegam a essa idade obtêm uma maior compreensão do ambiente que as rodeia e do conceito de causa e efeito. Para cada indivíduo, um tipo de aprendizagem A teoria desenvolvida por Gardner divide a inteligência em sete áreas de habilidades diferentes e, segundo o autor, todos os indivíduos ditos normais possuem habilidades que estão ligadas a tudo que os rodeia: a língua, a cultura, a ideologia, a religião, os valores, etc. Diferindo no nível da habilidade e na combinação e afirma que todos têm potenciais, mas alguns são mais desenvolvidos. Cada indivíduo possui e apresenta uma maneira própria de aprender, a forma individual de adquirir conhecimento é definida como Estilo de Aprendizagem. Por exemplo: algumas crianças aprendem com maior facilidade cantando músicas, outras através de brincadeiras, brinquedos pedagógicos, entre outros. Conforme colocado anteriormente, sendo o Estilo de Aprendizagem um aprendizado pessoal e único, vale ressaltar que não se trata do que o indivíduo aprende e sim a forma que ele utiliza durante o aprendizado. No intuito de identificar qual o melhor tipo de abordagem para seu aluno ou filho, fazendo com que crie e oriente estratégias educacionais personalizadas de acordo com o perfil de aprendizagem e proporcionando um aprendizado de forma prazerosa e com maior facilidade, conheça os tipos de aprendizagem existentes, bem como a maneira ideal de ser utilizada. As inteligências teorizadas por Gardner inicialmente eram sete, porém, posteriormente, foram acrescentadas mais duas, totalizando nove inteligências, que são: 1 – Lógico-matemática Capacidade de discernir padrões lógicos ou numéricos e lidar com longas cadeias de raciocínio, encontrados em matemáticos, físicos e demais pessoas que lidam com o raciocínio lógico; Dica – Atividades concretas de classificação, organização e pesquisa. 2 – Linguística Esta inteligência está ligada à capacidade de usar as palavras oralmente ou verbalmente, sensibilidade aos sons, funções das palavras, uso da linguagem e à transmissão de ideias. Facilidade para aprender idiomas e se expressar através da escrita. Encontrada em escritores, oradores e pessoas ligadas à comunicação; Dica – Atividades de redação, criação de textos publicitários e peças de teatro. 3 – Espacial Percepção visual e espacial do mundo, com facilidade para localizar objetos no espaço, discriminação visual, reconhecimento, projeção e imagens mentais, presentes em arquitetos e navegadores, por exemplo; Dica – Atividades de criação cenográfica, interpretação de mapas, gráficos e elaboração de sites. 4 – Corporal-sinestésica Capacidade de coordenação corporal, precisão de movimentos, controle dos movimentos do próprio corpo. Necessidade de contato. Habilidades físicas específicas, como: equilíbrio, destreza, força, flexibilidade e velocidade, presentes em atletas, dançarinos e também em mecânicos e construtores; Dica – Atividades práticas de montagem e construção, além das atividades físicas. 5 – Interpessoal Capacidade de interagir de forma efetiva com outras pessoas, perceber e fazer distinção no humor, intenção, motivação e sentimento dos outros e responder apropriadamente. Compreensão; Dica – Atividades e projetos em grupo, trabalhos em que possa interagir com o público, participar de debates e entrevistas. 6 – Intrapessoal Capacidade de entender a si mesmo, autoconhecimento, seus desejos e seus sonhos, incluir pensamentos e sentimentos. É o correlativo da inteligência interpessoal; Dica – Atividades de expressão corporal e/ou facial como o teatro e a poesia. 7 – Musical Habilidade para produzir e apreciar ritmos, tom, timbre e tocar instrumentos. Apreciação das formas de expressividade musical e composição, encontradas nos músicos e regentes; Dica – Atividades em que possa criar músicas, fazer adaptações, pesquisas musicais e criação multimídia. Em 1995, Gardner acrescentou à lista as inteligências natural e existencial e sugeriu o agrupamento da interpessoal e da intrapessoal numa só. 8 – Natural Se refere à habilidade de reconhecer objetos na natureza, de distinguir plantas, animais e rochas. Para o entendimento da mesma e desenvolvimento de habilidades biológicas; Dica – Atividades de cultivo de plantas e culturas para experiências científicas, pesquisas ambientais e cuidados com o ambiente. 9 – Existencial Capacidades filosóficas. Refletir sobre a existência da vida. Pessoas reflexivas, existenciais e filosóficas; Dicas – Atividades de pesquisas bibliográficas, históricas e filosóficas. Gardner diz ainda que, geralmente, nós trabalhamos com todas as inteligências, no entanto temos duas mais desenvolvidas e uma menos, e que até mesmo as tarefas mais simples fazem uso de ao menos duas inteligências. Entrevista escolar no processo da avaliação. Qual é a importância de irmos até a escola ? É indicado que no processo de avaliação você vá até a escola deste aluno. Se somos terapeutas da aprendizagem e a escola é o local onde a criança trabalha este aspecto de aprendizagem e interage diretamente com a aprendizagem é de extrema importância esta visita no processo de avaliação. Qual cuidado devemos ter antes de irmos até a escola ? Já aconteceu comigo de ir até a escola e quando cheguei para a conversa com o Professor do meu paciente o profissional não estava , precisei fazer esta entrevista sobre o aluno com a coordenação da escola. Eu trabalho com a percepção de que o Professor que esta diretamente ligado ao paciente tem mais capacidades de me fornecer informações realmente relevantes, então faça o máximo para conseguir falar com o Professor diretamente Temas da entrevista ? É de suma importância que você tenha uma lista de perguntas e anotações sobre aspectos que você julga relevante para colher. Minha dica nessa entrevista é que não seja abordados apenas aspectos de aprendizagem , mas também aspectos de personalidade, comportamento e conduta social em sala de aula. O Que eu devo aprimorar como profissional ? Uma das ferramentas mais poderosas de um profissional é a capacidade da escuta, não somente da família e do paciente mas também da Escola, aspectos cognitivos e aspectos da personalidade, muitas vezes eu percebo que a dificuldade do meu paciente é psicológica, outras vezes medo, insegurança e fatores que debilitam a capacidade do paciente e nós como profissionais devemos ter este tato na hora desta entrevista. Eu cobro ou não esta visita a escola ? A Minha resposta é sim, mas já adianto como profissional em campo que gera um desconforto com a grande maioria das famílias , se você não quiser ter problemas pule esta etapa, considero esta entrevista como mais uma etapa no processo de avaliação, e por isso , o profissional deve ser remunerado. Dica da Dani: Minha dica é e sempre ter a escuta profissional bem aberta , e orientar a escola dentro das suas possibilidades, mas você poderia se perguntar, Porque eu preciso me atentar tanto a entrevista? Porque eu devo ir a escola ? Já imaginando essa pergunta, preciso salientar que muitas vezes a família nos trás uma visão pessoal acerca da queixaeducacional , isso porque o aspecto emocional, o amor maternal da Mãe ou paternal do Pai podem influenciar a forma como eles vêem seu filho(a) e nós enquanto profissionais , devemos desenvolver nosso lado DETETIVE, parece engraçado mas não é, medite comigo a importância de termos uma habilidade de buscarmos além do que nos foi dito. Avaliação Psicopedagógica do Adolescente Algumas referências sobre a adolescência e como podemos utilizar estes conhecimentos para avaliarmos nossos adolescentes em consultório . No último mês, recebi dezenas de perguntas nas minhas redes sociais sobre este tema . Percebo que é uma lacuna comum entre nós psicopedagogas (os), não temos tantas referencias teóricas direcionada ao nosso trabalho em consultório . Pensando nisso, disponibilizarei uma breve introdução para vocês aplicarem . · Fase Inicial 10 à 14 anos : · CARACTERÍSTICAS FÍSICAS : Mudanças aceleradas do crescimento e desenvolvimento dos órgão sexuais; E características secundarias, como : voz , estatura, etc.. · MUDANÇAS INTERNAS Cerebrais: aceleração do desenvolvimento elétrico e fisiológico ( O numero de células cerebrais chegam a praticamente duplicar, nesse período) . As redes neurais são radicalmente reorganizadas, o que causa grande impacto sobre a capacidade mental, física e emocional. Durante a fase inicial da adolescência o lobo frontal entra em pleno desenvolvimento e influência totalmente as emoções , o raciocínio, e as tomadas de decisões. · Fase Final 14 à 18 anos : · CARACTERÍSTICAS FÍSICAS : Continuam a acontecer, o corpo continua a mudar . · MUDANÇAS INTERNAS : O desenvolvimento cerebral continua e a reorganização das capacidades de pensamento analítico e reflexivo é bastante ampliada. O QUE É PUBERDADE :É o processo que leva o corpo humano à maturidade sexual ou fertilidade, que é a capacidade de reprodução. Nas meninas, a puberdade tem início entre os 8 e 13 anos de idade, enquanto que nos meninos inicia-se 1 a 2 anos depois. Após compreendermos a mudanças e características principais na adolescência , podemos estruturar nossas observações e avaliações clinicas . Desenvolvimento cognitivo: Levando em conta que a psicopedagogia se ocupa do sujeito na situação de aprendizagem, é de suma importância tanto no diagnostico, quanto na intervenção, conhecer os processos/etapas pelos quais os adolescentes passam. Instrumentos a serem utilizados na Avaliação Clínica : ( Sugestões) 1-Anamnese 2-Entrevistas livres 3-Teste de desenho livre 4-Teste da figura humana 5-Par educativo 6-Teste Bender 7-Retas e curvas Provas Pedagógicas 8-TDE – Teste de Desempenho Escolar 9-Teste de competência de Leitura de Palavras 10-Pseudopalavras Produção de textos Provas do diagnóstico Operatório 11-Permutação e combinação de fichas Espaço bidimensional e tridimensional 12-Análise do material escolar 13-Analise do comportamento em âmbito da aprendizagens sistemática e assistemática . 14-Entrevista com o professor 15-Devolutiva Vou indicar alguns livros abaixo, estes são os que mais me auxiliaram neste processo e certamente precisam estar na sua prateleira( BONS ESTUDOS ) A primeira visita: levantamento de hipóteses acerca da aprendizagem da criança Um momento de extrema Importância no processo da avaliação psicopedagógica é a visita do profissional à escola. É nesse encontro com a pedagoga e ou Coordenadora pedagógica , que trocaram dados e informações valiosas acerca de suas hipóteses levantadas sobre o aluno.Como complemento , eu entrego a professora titular um questionário , assim, tereis dados obtidos em mãos. É muito comum que os pais tenham ansiedade em relação a esse encontro, tendo em vista que o psicopedagogo acaba conhecendo a família de forma profunda.Devemos nos atentar para as necessidades específicas do nosso paciente, muitas famílias se sentem perdidas e nos exigem funções muito além do nosso trabalho. Nesse sentido, é bom deixar claro que o profissional psicopedagogo questionará aos profissionais da escola somente suas hipóteses levantadas acerca do que pode estar trazendo obstáculos para a aprendizagem da criança, não excedendo a essa questão. Além disso, ele não levará informações para a escola, mas sim buscará informações de acordo com suas suposições levantadas. É bom deixar claro que a privacidade de todas as comunicações entre um cliente e uma psicopedagoga é protegida pelo Código de Ética da categoria. Isso significa que o terapeuta só irá liberar informações sobre o trabalho com a autorização dos pais. O contato com a escola também é realizado mediante autorização. Devolutiva com a escola: uma reunião de trabalho que traça estratégias em conjunto Após a avaliação ser encerrada, o informe psicopedagógico será apresentado aos pais. Somente após essa devolutiva com os pais, o psicopedagogo retornará a entrar em contato com a escola para a devolutiva com a mesma. O momento da devolutiva com a escola será uma reunião de trabalho que incidirá em alternativas pedagógicas para aquela determinada criança. Com a demanda alta em meu consultório, em grande parte dos casos , não retorno pessoalmente para a devolutiva , mas agendo reuniões via telefone. Este feedback é fundamental para traçarmos metas , adequações e intervenções em conjunto ( Escola-Família-Consultório). Espero ter auxiliado você ! Entrevista Inicial com os Pais ou Responsáveis 18 de setembro de 2017 Daliane Oliveira 0 comentários Nesse tipo de diagnóstico, o grau de importância da entrevista com os pais ou responsável pode variar. Há casos em que ela deve ser realizada no início e no final do processo. Em outros casos é feita uma vez, quando não, em conjunto com os professores. Vai depender da natureza do caso. Essa variação ocorre porque geralmente não são os pais que solicitam o atendimento, mas o professor. Por esta razão cabe ao psicopedagogo pedir a colaboração da família para amenizar os conflitos que por vezes eles nem sabem que existe. Portanto, os objetivos das entrevistas podem ser diferentes, dependendo de cada caso. A avaliação das informações obtidas nesta etapa oferece uma grande contribuição para o planejamento dos demais processos, por isso é indispensável. ROTEIRO PARA ENTREVISTA INICIAL (com os pais ou responsáveis) 1. Já receberam queixa do filho(a) no que se refere à aprendizagem? Quais são os problemas? 2. Quando começou o problema? Ou quais fatos associam o problema? 3. Quais foram e quais são as atitudes do casal diante desse problema? 4. E o que vocês sentem diante dessa problemática? 5. O que os professores dizem a respeito e o que vocês pensam e sentem? 6. E em casa, como é? (queixa secundária) 7. Fale-me sobre o dia do(a) filho(a) desde o levantar-se até o deitar e dormir. 8. Fale-me sobre a rotina de um final de semana dele? 9. Como é o comportamento do filho(a) ao fazer as lições? 10. E como vocês reagem? 11. Existe algum outro problema? 12. Quais são as qualidades e eficiências de seu filho(a)? 13. E os outros filhos como são? 14. Conscientizar os pais sobre a função do psicopedagogo e questionar: O que vocês esperam de mim? (Levantar as fantasias de cura e a transferência de responsabilidades para o agente corretor.) 15. Quero esclarecer que o seu filho será diagnosticado dentro de um determinado contexto: família, escola. Por esse motivo vocês deverão participar ativamente do processo. O que pensam sobre isso? (início do enquadramento.) 16. Acrescento que sem a cooperação da família não será possível realizar um diagnóstico sobre o problema em questão. O que pensam sobre isso? 17. Se houver concordância em prosseguir, vocês serão chamados para fornecer esclarecimentos e participar ativamente da fase diagnóstica, pois parecem ver que o problema se encontra no filho(a) e não percebem que a família tem contribuído para a instalação dessa dificuldade. 18. (Neste momento, apontam alguns déficits na família e minimiza-se a culpa dizendo que os pais erram, muitas vezes com o intuito de acertar.). Faz-se uma pausa e espera-se o que fluirá dessa colocação.19. O diagnóstico será efetuado da seguinte forma… (fornecer os esclarecimentos nos dias e horários.). O que acham? 20. Buscarei detectar o que é do aluno(a), da família e da escola e, no final do processo, apontarei os resultados e discutiremos a viabilidade do tratamento, horários e conscientização do filho(a) sobre o problema (entrevista devolutiva). 21. Gostariam de acrescentar algo? 22. Então, na próxima sessão serão coletados dados sobre a história de vida do seu filho(a). ENTREVISTA INICIAL (com os pais ou responsáveis) Data do estudo ____/____/_______ Nome do aluno(a):___________________________________ Série:_____________ Período:_________________________ Responsável:_______________________________________ Observações: ______________________________ _______________________________ Psicopedadogo(a) Responsável 10 dicas de como migrar os dados e sair do papel 10 de outubro de 2017 Moisés Rocha 8 Comentários Por que migrar os dados e sair do papel? É bem mais rápido anotar no papel de que ligar o computador, digitar e migrar tudo, isso ninguém pode negar. Mais imagine um arquivo gigante cheio de papéis (fichas, informes, relatórios, recibos e etc…), toma espaço além de passar uma imagem negativa aos visitantes. Mais esses não são os maiores problemas, encontrar um documento, buscar informações, cruzar dados, montar estatísticas e relatórios ou até mesmo verificar essas informações de fora do seu espaço psicopedagógico pode se tornar uma tarefa dolorosa. Quando o psicopedagogo percebe que gasta muitas horas fazendo o controle do seu espaço, chegou a hora de informatizar! Migrar não é fácil e para te ajudar nessa tarefa, elaboramos 10 dicas: 1ª – Não tente encontrar um tempo na agenda para lançar toda a papelada no sistema, isso não vai acontecer. Aceite migrar aos poucos. 2ª – Inicialmente, cadastre apenas os pacientes ativos e de acordo com a necessidade, dia a dia, a cada novo paciente ou atendimento. 3ª – Quando for atender um paciente, entre no sistema e informe apenas o nome e o horário de atendimento. Outras informações podem ser preenchidas depois, sem compromisso. 4ª – No momento do cadastro tenha sempre em mente que tudo é editável, não tenha medo de errar ou deixar incompleto, estas são algumas das vantagens de informatizar seu espaço. 5ª – No horário de atendimento mantenha o computador ligado, com o sistema aberto. Isso vai te ajudar a ganhar tempo. 6ª – Não se preocupe com limite de cadastros, pois ao excluir um paciente o espaço é liberado para um novo. 7ª – Cada pequena informação que vai sendo lançada aos poucos, te permite gerar relatórios. Por isso não deixe para depois, informe cada atendimento com seu status respectivo. 8ª – Uma ótima opção é ter uma agenda automatizada. Além de organizar o horário de consulta dos pacientes,possibilita que você tenha total controle do seu tempo e atividades, diminuindo o risco de erros de marcação. 9ª – Abuse do suporte técnico. PsiquEasy conta com uma equipe de suporte via whatsapp ou por e-mail, não tenha medo de usar. 10ª – Não se obrigue a fazer nada, gradativamente a sua mente vai transformar a plataforma PsiquEasy em sua melhor aliada. Tem mais vantagens? Como você vivencia diariamente a agenda de seu espaço psicopedagógico, pode trazer muita dor de cabeça, além das alterações constantes, remarcações e horários ociosos. PsiquEasy permite ter todas as informações reunidas em um só lugar. Um psicopedagogo tem diversos compromissos além das consultas e testes a serem realizados. Também precisa dar conta de tarefas cotidianas e organização da própria agenda e até atividades mais complexas. Com o consultório informatizado, tudo fica centralizado e sob o controle do psicopedagogo.