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Fichamento comentado
CRUZ, FREITAS e AMORETTI. Breve história e alguns desafios da psicologia social comunitária. In Sarriera, J.C.: Saforcada, E.T. (Orgs). Introdução a Psicologia Social Comunitária. Porto Alegre: Sulina, 2010. p.76-96
No Brasil a psicologia inicialmente era elitista e tradicional, contemplando a clínica e uma pequena e abastada parte da população. A partir dos anos de 1960 uma pequena parte dos estudiosos da psicologia, alunos e professores criticavam tal realidade, por desejarem um rumo social na psicologia que comtemplasse diferentes realidades sociais, assim deu início a psicologia social. Diante de uma vivência em que a população era oprimida, surgiu o movimento na psicologia em que buscava olhar para estes sujeitos enquanto seres sociais no qual pertencem há um grupo e comunidade. Então a psicologia olhou para a massa, os oprimidos, valorizando suas vivências enfrentado problemáticas que emergiam assim como as já enraizadas. O psicólogo passou a contribuir com seu trabalho em prol das comunidades e das minorias objetivando a autonomia dos sujeitos (Cruz e Col. 2010 - p.76-78).
Analisando o contexto histórico CRUZ e Col. (2010) mencionam que a psicologia recebeu grandes críticas, então houve um movimento em aliança com a educação e sociologia com um compromisso de uma mudança social. Sendo assim a psicologia em um berço opressor iniciou sua transformação na busca de intervir e ajudar a sociedade em sua subjetividade. (p. 79-83)
A psicologia social comunitária é uma área no qual se deve ter um olhar abrangente considerando a relação dialógica estabelecida na sociedade, cada sujeito em sua vivencia se constrói a partir de suas relações afetando e sendo afetado, onde está área se relaciona com demais viés que a vida cruza, como exemplo o conhecimento popular, no qual deve ser considerado e valorizado dentro do contexto em que este sujeito se constrói. Olhar para o todo, e utilizar de mais disciplinas é fundamental para poder abarcar as questões que a psicologia social move seja no individual e social. (CRUZ e Col. 2010 - p. 83 - 87)
Os sujeitos na psicologia social, são ativos e o conhecimento é produzido por eles, pois a participação traz consciência e pertencimento sendo a participação orgânica ou permanente. Neste aspecto é importante olhar a necessidade da minoria, a sociedade é que direciona a prática do psicólogo, constroem a ação, participa desde o planejamento a execução, desenvolvendo a autonomia dos envolvidos assim como uma reflexão crítica das eventuais problemáticas. A psicologia social está em consolidação no Brasil, necessita de maior atenção e ênfase, seja na academia e sociedade afinal a empatia é fundamental neste trabalho e outros aspectos que colocar-se no lugar do outro é compreende a formação deste profissional. (CRUZ e col. 2010 - p. 88 - 93)
SANTOS, L. N. A desigualdade social Brasileira. In. A Psicologia na assistência social: convivendo com a desigualdade. São Paulo: Cortez, 2014. p. 25-50.
O Brasil historicamente foi crescendo a partir de um viés de exploração e desigualdades sociais, com mecanismos mantenedores dessa desigualdade, como exemplo a meritocracia. Discutir o propor ações que rompem com este processo de naturalização é primordial na construção de uma sociedade menos desigual, ações que objetivam a expansão econômica e politicas publicas se destacaram no governo Lula, para modificações significativas da estrutura social Brasileira. Santos (2014) concorda que a desigualdade social é uma construção coletiva e que a disseminação e atividades de coletivos pode mascarar as causas e tornar invisível essa desigualdade.
SILVA, R. C. Metodologias participativas para trabalhos de promoção de saúde e cidadania. São Paulo: Vetor, 2002. P. 83-97.
Para Silva (2002) o trabalho com grupos requer um profissional qualificado com conhecimento prévio, flexibilidade e sensibilidade dentre muitos outros atributos para o desenvolvimento do trabalho. Conhecer o grupo é importante, assim deve se pautar o trabalho a partir das necessidades que a clientela apresente e da demanda emergente, para isso elaborar um projeto se faz fundamental neste processo de construção de saúde e cidadania, essa elaboração deve estar pautada em fundamentações teóricas.
Avaliar é um aspecto primordial e deve acontecer ao longo de todo o processo, considerando a posição do grupo diante do desenvolvimento do trabalho e também a partir do olhar e reflexões de todos os envolvidos. Silva (2002) além de mencionar avaliações globais e parcia

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