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Química Orgânica II 1 ALDEÍDOS e CETONAS: PARTE I - REAÇÕES Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas 2 ataque por eletrófilos ataque por nucleófilos ácido carbono α [1] Reações na C=O — “H” e Nu são adicionados ao grupo C=O. [2] Reações no carbono α (alfa). Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas 3 ou carbono α íon enolato (estabilizado por ressonância) nova ligação no carbono α eletrófilo • Com Nu com carga negativa, a adição segue um processo em duas etapas — ataque nucleofílico seguido por protonação (vide abaixo). • Este processo ocorre com nucleófilos fortes (neutros ou com carga negativa). Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas 4 Mecanismo geral – adição nucleofílica ataque Nu [1] protonação [2] produto de adição • Com alguns nucleófilos neutros, a adição nucleofílica só ocorre na presença de ácido — No mecanismo, a protonação precede o ataque nucleofílico. 5 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas protonação [1] ataque Nu [2] desprotonação [3] estruturas de ressonância • O efeito da protonação é tornar “C” da C=O mais eletrofílico. • Necessário para reações com nucleófilos neutros, menos reativos 6 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas menos eletrofílico mais eletrofílico É importante saber quais nucleófilos se adicionarão ao grupo C=O. • Cl¯ , Br¯ e I¯ são bons nucleófilos em reações de substituição em “C” sp3, mas não são efetivos em adição nucleofílica. • Quando estes Nu se adicionam a C=O, eles clivam a ligação πC—O, formando um alcóxido. Uma vez que X¯ é uma base mais fraca que o alcóxido formado, o equilíbrio favorece o material de partida e não o produto. 7 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas base mais fraca base mais forte equilíbrio favorece o material de partida, a base mais fraca Aldeídos e cetonas reagem com nucleófilos. • Quando o no de grupos R na C=O aumenta, a reatividade do composto carbonílico diminui, resultando na seguinte ordem de reatividade: Aldeídos e Cetonas 8 ligação π carbono eletrofílico carbono hibridizado sp2 desimpedido maior reatividade maior impedimento espacialaldeído cetona Reações de Aldeídos e Cetonas 9 • Em geral, os aldeídos são mais reativos nas adições nucleofílicas do que as cetonas. • Fatores estéricos (espaciais) e eletrônicos explicam isso. Aldeído (“C” da C=O é mais positivo) Cetona (“C” da C=O é menos positivo) Reatividade Relativa de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 10 Mais reativo Menos reativo Formaldeído Um aldeído Uma cetona Mais reativo Menos reativo Nota: Substituintes retiradores de elétrons (por exemplo: grupos –CF3 ou – CCl3 fazem com que o carbono da C=O seja mais positivo (composto de partida menos estável) e consequentemente a reação de adição seja mais favorável. Reatividade Relativa de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 11 nucleófilo Produto de adição álcool álcool cianohidrina ciclo-hexanona Aldeídos e Cetonas Reações de Adição a Cetonas 12 nucleófilo Produto de adição imina (base de Schiff) ciclo-hexanona ácido fraco ácido fraco enamina Aldeídos e Cetonas Reações de Adição a Cetonas 13 nucleófilo produto de adição alceno hemiacetal ciclo-hexanona acetal Aldeídos e Cetonas Reações de Adição a Cetonas produto final • Compostos Carbonílicos são tanto reagentes ou produtos nas reações de oxidação-redução. Oxidação e Redução • Oxidação resulta num aumento do número de ligação C-O ou diminuição do número de ligações C-H. • Redução resulta na diminuição do número de ligações C-O ou aumento do número de ligações C-H. Aldeídos e Cetonas 14 oxidação redução Ácido carboxílico (Z=OH) ou um de seus derivados álcool Aldeído ou cetona redução • Uma variedade de agentes oxidantes podem ser usados, incluindo CrO3, Na2Cr2O7, K2Cr2O7 e KMnO4. • Aldeídos podem ser oxidados seletivamente na presença de outros grupos funcionais usando Ag2O em hidróxido de amônia aquosa (reagente de Tollens). • Uma vez que cetonas não possuem “H” no “C” carbonílico, elas não sofrem esta reação de oxidação. Oxidação de Aldeídos Aldeídos e Cetonas 15somente o aldeído é oxidado espelho de prata Oxidação de Aldeídos - Teste de Tollens (teste do espelho de prata) para aldeído - α-hidróxi-cetonas também dão teste de Tollens positivo Aldeídos e Cetonas 16 Bernhard Tollens 1841-1918 aldeído cetona Não reage! espelho de prata espelho de prata α-hidroxi cetona Oxidação de Aldeídos - Aldeídos também são oxidados a ácidos carboxílicos pelo O2 do ar. - Aldeídos líquidos à t.a. são tão sensíveis que devem ser armazenados protegidos do contato com o ar. - Cetonas são mais resistentes! Aldeídos e Cetonas 17 Benzaldeído (líquido) ácido benzóico (sólido) As três reações de oxidação/redução de carbonila mais úteis podem ser resumidas como abaixo: Oxidação e Redução Aldeídos e Cetonas 18 [2] Redução de aldeídos e cetonas a álcoois: [3] Redução de derivados de ácidos carboxílicos: [1] oxidação de aldeídos à ácidos carboxílicos: ou 1) Redução com hidretos metálicos: são reagentes mais úteis para redução de aldeídos e cetonas. Redução de Aldeídos e Cetonas • Tratamento de um aldeído ou cetona com NaBH4 (ou LiAlH4), seguido por H2O ou alguma outra fonte de próton gera um álcool 1ário ou 2ário. • O resultado da reação de H:¯ e H+ : é a adição de 2 “H” à ligação π da carbonila. Aldeídos e Cetonas 19 Boroidreto de sódio Hidreto de lítio e alumínio ligação polar metal-hidrogênio Adição 2 “H” álcool 1ário ou 2ário aldeído ou cetona Redução de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 20 cetona álcool 1ário álcool 2ário aldeído Exemplos: Reduções com hidreto ocorrem via mecanismo em duas etapas. 21 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas: Reduções álcool 1ário protonação[1] ataque Nu [2] Mecanismo: [1] ataque Nu protonação [2] álcool 1ário ou 2ário Exemplo: Aplicações: Redução de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 22 Ibuprofeno (AINE, analgésico e antipirético) 3 etapas * * benzidrol (difenilmetanol) benzofenona Apresente em um método alternativo e viável para a síntese do benzidrol? NaBH4, MeOH pH > 10 2) Hidrogenação catalítica: usando H2 e um catalisador também há redução de aldeídos e cetonas à álcoois 1ários e 2ários respectivamente,. • Quando um composto contém tanto C=O e uma C=C, redução seletiva de um grupo funcional pode ser obtida pela escolha do reagente apropriado. - Uma C=C é reduzida mais rápida que uma C=O com H2 (Pd-C). - Uma C=O é rapidamente reduzida com NaBH4 ou LiAlH4, mas uma C=C é inerte. Redução de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 23 cetona álcool 1ário aldeído álcool 2ário • Exemplo: ciclo-hex-2-enona contém tanto uma C=C e uma C=O, pode ser reduzida a 3 diferentes compostos dependendo do reagente usado. Redução de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 24 ciclo-hex-2-enona álcool alílico cetona álcool grupos funcionais que podem sofrer redução * 3) Redução com reagentes organometálicos: reduzem aldeídos e cetonas Redução de Aldeídos e Cetonas • Tratamento de um aldeído ou cetona com RLi, R2CuLi ou RMgX, seguido por H2O ou alguma outra fonte de próton gera um álcool 2ário ou 3ário. • O resultado da reação de R:¯ é a adição de R à ligação π da carbonila. Aldeídos e Cetonas 25 Reagentes organolítio ligação polar reage como carbânion uma base e um nucleófilo Reagentes Grignard Organocupratos • Preparação de organometálicos: Redução de Aldeídos e Cetonas Aldeídos e Cetonas 26 Reagentes Grignard Exemplo: brometo de metilmagnésio Organocupratos Exemplo: dimetilcuprato de lítio Exemplo: metillítio Organolítio Tratamento com organolítio (R”Li) ou reagente de Grignard (R”MgX) ou organocuprato (R”2CuLi) seguido por água forma um álcool 2ário ou 3ário contendo uma nova ligação C—C. Nestas reações, R”¯ é o nucleófilo. A adição nucleofílica ocorre via um mecanismo em 2 etapas. 27 Aldeídos e Cetonas Reações deAldeídos e Cetonas - Adição de R¯ aldeído ou cetona Adição de R” e H nova ligação C-C álcool 2ário ou 3ário [1] ataque Nu protonação [2] álcool 2ário 28 única etapa etinilestradiol Adição Nu A Estereoquímica da Redução da Carbonila Aldeídos e Cetonas Aplicação: síntese do contraceptivo oral etinilestradiol * * Aldeídos e Cetonas Reações de Adição a Aldeídos e Cetonas 29 aldeído cetona cetona aldeído formaldeído álcool 1ário álcool 2ário álcool 2ário álcool 1ário álcool 3ário • Hidreto converte o “C” da C=O planar hibridizado sp2 em “C” tetraédrico hibridizado sp3. A Estereoquímica da Redução da Carbonila Aldeídos e Cetonas 30 • Conclusão: redução com hidreto de uma cetona aquiral com LiAlH4 ou NaBH4 produz uma mistura de dois álcoois racêmicos quando um novo estereocentro é formado. pela frente por trás enanciômeros (2S)-butan-2-ol (2R)-butan-2-ol pela frente (face Re) por trás (face si) • Carbânion converte o “C” da C=O sp2 trigonal planar em “C” sp3 tetraédrico. A Estereoquímica da Redução da Carbonila Aldeídos e Cetonas 31 • Conclusão: redução com organometálico de uma cetona aquiral produz uma mistura de dois álcoois racêmicos quando um novo estereocentro é formado. por cima por baixo enanciômeros (3R)-3-metilhexan-3-ol por baixo (face si) por cima (face Re) (3S)-3-metilhexan-3-ol • Formação seletiva de um enanciômero frente ao outro pode ocorrer se um agente redutor quiral for usado. • Redução enanciosseletiva ou assimétrica: forma um enanciômero predominantemente ou exclusivamente. • Exemplo de agentes redutores quirais: reagentes CBS (Corey-Bakshi-Shibata). A Estereoquímica da Redução da Carbonila Aldeídos e Cetonas 32 (S)-2-metil-CBS-oxazaborolidina (R)-2-metil-CBS-oxazaborolidina (R)-reagente CBS(S)-reagente CBS • CBS refere-se a Corey, Bakshi e Shibata, os químicos que desenvolveram estes reagentes versáteis. • Uma ligação B—H serve como a fonte de hidreto nesta redução. • Reagentes CBS previsivelmente dão como produto majoritário da redução de cetona, quando acetofenona é o material de partida, os produtos abaixo: Reduções Enanciosseletivas da Carbonila Aldeídos e Cetonas 33 [1] (S)-CBS [1] (R)-CBS [2] H2O [2] H2O nova ligação C-H nova ligação C-H produto principal isômero (S) produto principal isômero (R) acetofenona (aquiral) • Exemplo: tratamento da propiofenona (etil fenil cetona) com o reagente (S)- CBS forma o (R)-álcool majoritário. Reduções Enanciosseletivas da Carbonila Aldeídos e Cetonas 34 [1] (S)-CBS [2] H2O isômero (S)isômero (R) 98,5% 1,5% (97% e.e.) • Na reação de um aldeído ou cetona com NaCN em meio ácido moderado (HCl ou H2SO4, pH 4-5), adiciona-se os elementos do HCN através da ligação πC—O, formando uma cianohidrina. 35 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de NC¯ O mecanismo envolve as 2 etapas usuais da adição nucleofílica — ataque nucleófilico [1] seguido por protonação [2]. cianohidrina nova C-C produto de adição Exemplo: • Cianohidrinas podem ser reconvertidas a compostos carbonílicos pelo tratamento com base (processo inverso da adição de HCN – desprotonação [1] seguida por eliminação de ¯ CN [2]. 36 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de NC¯ cianohidrina aldeído ou cetona • Na cianohidrina, o grupo ciano pode ser hidrolisado facilmente por aquecimento em meio ácido ou básico aquoso, formando uma carboxila. ác. α-hidroxicarboxílico • A reação de Wittig usa um carbono nucleofílico (o reagente de Wittig) para formar alcenos — o grupo carbonila é convertido a uma C=C. 37 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig Exemplos: reagente de Wittig óxido de trifenilfosfina alceno • O reagente de Wittig é um reagente organofósforo. • Um típico reagente de Wittig tem um “P” ligado a 3 grupos fenilas, além de mais um outro grupo alquílico com carga negativa. • Um reagente de Wittig é um ilídeo, uma espécie que contêm 2 átomos com cargas opostas, com ambos os átomos possuindo um octeto. • Ilídeos de fósforo são também chamados de fosforanos. 38 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig ilídeo Reagente de WittigGeorg Wittig – ALE Nobel 1979 abreviado como cargas (+) e (-) em átomos adjacentes • Uma vez que fósforo é um elemento do 3o Período, ele pode estar rodeado por mais de 8 elétrons. • Assim, uma segunda estrutura de ressonância pode ser desenhada que coloca um dupla ligação entre “C” e “P”. • Conforme a estrutura de ressonância é desenhada, um reagente de Wittig não possui carga líquida. • Contudo, note que uma das estruturas de ressonância, o “C” mostra uma carga líquida negativa, tornando-o nucleofílico. 39 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig átomo nucleofílico 10 elétrons ao redor “P” (5 ligações) Reagentes de Wittig são sintetizados num procedimento em 2 etapas. 40 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig Etapa 2- Desprotonação do sal de fósforo com uma base forte forma o ilídeo. Etapa 1- Reação SN2 da trifenilfosfina com um haleto de alquila forma um sal de fosfônio. sal fosfôniotrifenilfosfina nucleófilo sal fosfônio base forte típica: Para sintetizar o reagente de Wittig Ph3P=CH2, use as duas etapas seguintes: Etapa [1] Forma o sal de fosfônio pela reação SN2 de Ph3P: e CH3Br. Etapa [2] Forma o ilídeo pela remoção de um próton usando nBuLi como uma base forte. 41 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas- A Reação de Wittig brometo de metiltrifenilfosfônio ilídeo estrutura de ressonância butano Exemplo: Reações de Wittig ocorrem por uma sequencia adição-eliminação que envolve 2 etapas. 42 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig Etapa 2- Eliminação do óxido de trifenilfosfina forma o alceno Etapas 1- Adição nucleofílica forma um ciclo de 4-membros (oxafosfetano) oxafosfetano óxido de trifenilfosfina nova ligação C-C 43 Aldeídos e Cetonas Reação de Wittig — Adição de Ilídeo de Fósforo Mecanismo betaína um oxafosfaciclo-butano (oxafosfetano) Limitação: possibilidade de formação de mistura de estereoisômeros 44 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig (E) (Z) 45 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig Exercício: Quais os materiais de partida (reagentes) necessários para a síntese do alceno A através de uma reação de Wittig? Resposta: Usando a retrossíntese. clive esta ligação retrossintéticamente 46 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig Possibilidade 1 clive esta ligação haleto 2ário 47 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig haleto 1ário Há duas possibilidades: Possibilidade 2 clive esta ligação haleto 1ário caminho preferido Qual é a preferida? • Uma vantagem da reação de Wittig sobre métodos de eliminação usados para sintetizar alcenos é que sempre se sabe a posição da ligação dupla — a reação de Wittig sempre dá um único isômero constitucional. • Considere dois métodos abaixo que podem ser usados para converter a ciclo-hexanona no ciclo-alceno B: 48 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — A Reação de Wittig ciclo-hexanona ciclo-hexanona álcool 3ário principal minoritário ciclo-hexanona único produto Método de eliminações: Wittig: • Aminas são classificadas como 1árias, 2árias ou 3árias de acordo com o número de grupos alquila (ou arila) ligados ao “N”. • Tratamento de um aldeído ou cetona com uma amina 1ária fornece uma imina (antigamente chamada de base de Schiff). 49 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas- Adição de Aminas 1árias amina 1ária amina 2ária amina 3ária R’= H ou alquil ácido fraco carbinolamina imina • Ângulo de ligação C—N—R de 1200 (e não 1800) devido “N” sp2 de uma imina ser circundado por 3 grupos (2 átomos e um par de elétrons isolados. • A formação da imina é mais rápidaquando o meio reacional é fracamente ácido (pH 4-5). 50 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 1árias Exemplos: acidez moderada acidez moderada 51 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 1árias Mecanismo: Parte 1: Adição nucleofílica [1] forma uma carbinolamina carbinolamina (aminoálcool) transfer. H+ 52 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 1árias Mecanismo: Parte 2: Eliminação de H2O forma uma imina íon imínio perda H2Oprotonação imina • Na formação da imina, meio ácido moderado, na etapa 3, é necessário para protonação do grupo OH gerando um bom grupo de saída. • Sob condições fortemente ácidas, a velocidade de reação diminui devido o nucleófilo, a amina, estar protonado — sem pares de elétrons livres, deixa de atuar como um nucleófilo e, assim, a adição nucleofílica não ocorre. 53 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 1árias não mais um nucleófilo! (pH baixo) R R' O H3O + R R' O H O R R' H N R" H H H + OH2 R R' NHR" H2NR" H2O Mecanismo: • Uma amina 2ária reage com um aldeído ou cetona produzindo uma enamina. Enaminas possuem um “N” ligado a uma ligação C=C. 55 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 2árias Exemplos: R’= H ou alquil carbinolamina enamina acidez moderada acidez moderada 56 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 2árias Parte 1: Adição nucleofílica [1] forma uma carbinolamina Parte 2: Eliminação de H2O forma uma enamina Mecanismo: carbinolamina transfer. H+ enamina perde H2O 57 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 2árias Comparação da formação de iminas e enaminas amina 1ária amina 2ária imina enamina “H” removido “H” removido • Devido iminas e enaminas serem formadas por um conjunto de reações reversíveis, ambas podem ser convertidas de volta a compostos carbonílicos por hidrólise em meio fracamente ácido. • O mecanismo da hidrólise é exatamente o mecanismo inverso da formação de iminas e enaminas. 58 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Aminas 2árias Hidrólise de iminas e enaminas forma aldeídos ou cetonas! Exemplo 2: Hidrólise enaminas Exemplo 1: Hidrólise iminas Adição de hidroxilamina – Formação de oxima Aldeídos e Cetonas Reações — Formação de Oximas e Hidrazonas Adição de hidrazina – Formação de hidrazona 59 Aplicações: Análise química de aldeídos e cetonas Aldeídos e Cetonas Reações — Formação de hidrazonas 60 Aldeídos e Cetonas Reações — Redução de Wolff-Kishner Aplicações: Como obter propilbenzeno de forma viável? Outro exemplo: 61 OHH OH N R'R N H H Aldeídos e Cetonas Redução de Wolff-Kishner: Mecanismo 62 • Tratamento de um composto carbonílico com H2O na presença de um catalisador ácido ou básico adiciona “H” e “OH” através da ligação πC—O, formando um gem-diol ou hidrato. • Os rendimentos do produto, gem-diol, são bons apenas quando aldeídos ou cetonas não impedidos contendo grupo retirador de elétrons vizinho são usados. 63 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de H2O (Hidratação) (hidrato) tricloroacetaldeído sedativo Adição de H2O gem-diolR’= H ou alquil cloral hidrato cloral hidrato ou • Aumentando-se o no de grupos alquila na C=O diminui a quantidade de hidrato no equilíbrio. 64 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de H2O (Hidratação) aumento da quantidade de hidrato no equilíbrio aumento da estabilidade do composto carbonílico Outros fatores eletrônicos também podem influenciar. Exemplo: cloral forma uma grande quantidade de hidrato no equilíbrio. Os três “Cl” retiradores de elétrons deixam a carga positiva no “C-α” à C=O, desestabilizando o grupo carbonila e, portanto, aumentando a quantidade de hidrato no equilíbrio. 65 Aldeídos e Cetonas - Grupos doadores de elétrons próximos a C=O estabilizam o grupo C=O diminuindo a qde. hidrato no equilíbrio - Grupos retiradores de elétrons próximos a C=O desestabilizam o grupo C=O, aumentando a qde. hidrato no equilíbrio Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de H2O (Hidratação) com duas cargas similares (δ+) sobre átomos adjacentes desestabiliza o grupo carbonila. um composto carbonílico menos estável significa mais hidrato no equilíbrio. Ambos ácido e base catalisam a adição de H2O ao grupo carbonila. • Em meio básico, o nucleófilo é ¯ OH, e o mecanismo segue as duas etapas usuais: ataque nucleofílico seguido de protonação. • A velocidade da reação aumenta na presença de base porque ela converte H2O em ¯ OH, um nucleófilo mais forte. 66 Aldeídos e Cetonas Mecanismo (meio básico): Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de H2O (Hidratação) protonaçãoataque Nu • A velocidade da reação aumenta na presença de ácido porque ele protona o grupo carbonila, tornando-o mais eletrofílico frente ao ataque do nucleófilo. 67 Aldeídos e Cetonas Mecanismo (meio ácido): Etapa 1: Protonação do grupo carbonila Etapas 2-3: Ataque nucleofílico e desprotonação Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de H2O (Hidratação) protonação • Aldeídos e cetonas reagem com 2 equivalentes de álcool para formar acetais. • A formação de acetal é catalisada por ácidos, tais como TsOH. • Importante: acetais não são éteres! 68 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Álcoois (Formação de Acetal) Exemplo: R’= H ou alquil • O mecanismo para formação de acetal pode ser dividido em 2 partes, a primeira é a adição de um equivalente de álcool para formar o hemiacetal. Em seguida, hemiacetal é convertido em acetal. 69 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Álcoois (Formação de Acetal) Geral: • Remover a água direciona o equilíbrio. • Mecanismo 70 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Álcoois (Formação de Acetal) Etapa 1: Protonação do grupo carbonila Etapas 2-3: Ataque nucleofílico [2] e desprotonação [3] protonação cátion estabilizado por ressonância hemiacetal • A segunda parte do mecanismo envolve conversão do hemiacetal em acetal. 71 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Álcoois (Formação de Acetal) Etapas 4-5: Eliminação de água [5] Etapas 6-7: Ataque nucleofílico [6] e desprotonação [7] hemiacetal acetal • Quando um diol tal como etileno glicol é usado em vez de 2 equivalentes de ROH, um acetal cíclico é formado. • Como na formação de gem-diol, a síntese de acetais é reversível, e normalmente, o equilíbrio favorece os reagentes. • Na síntese de acetal, uma vez que água é formada como co-produto, o equilíbrio pode ser direcionado para direita pela remoção de H2O quando ela é formada, usando destilação ou outra técnica. 72 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Álcoois (Formação de Acetal) acetal cíclico etileno glicol • Devido a conversão de aldeído ou cetona em acetal ser reversível, um acetal pode ser hidrolisado em aldeído ou cetona por tratamento com ácido aquoso. • O equilíbrio é direcionado para a direita (produtos) usando grande excesso de água para hidrólise. 73 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Adição de Álcoois (Formação de Acetal) etilenoglicol • Acetais são grupos protetores valiosos para aldeídos e cetonas! • Exemplo: como reduzir seletivamente o éster para álcool no composto A, deixando a cetona intocada? • Dificuldade: Em virtude de cetonas serem mais facilmente reduzidas, 5-hidroxihexanoato de metila pode ser formado. 74 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Acetais mais reativo podem sofrer redução 6-hidroxihexan-2-ona 5-hidroxihexanoato de metila reação observada reação desejada Solução deste problema: podemos usar um grupo protetor para bloquear a carbonila (cetona) mais reativa. O processo completo requer 3 etapas. [1] Proteger o grupo funcional interferente — a carbonila da cetona. [2] Fazera reação desejada. [3] Remover o grupo protetor. 75 Aldeídos e Cetonas Acetais — Grupos Protetores 6-hidroxihexan-2-ona produto desejado Hemiacetais cíclicos contendo anéis de 5- e 6- membros são compostos estáveis e facilmente isoláveis. 76 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Hemiacetais Cíclicos Hemicetais cíclicosUm hemicetal – Estrutura geral “C” está ligado a: - Um grupo OH - Um grupo OR Cada “C” indicado está ligado a: - Um grupo OH - Um grupo OR parte de um anel São formados pela ciclização intramolecular de hidroxi aldeídos. - Reações intramoleculares para formar anéis de 5- e 6-membros são mais rápidas que as correspondentes reações intermoleculares. - Os dois grupos funcionais reagentes (OH e C=O), são mantidos próximos, aumentando a probabilidade da reação. 77 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Hemiacetais Cíclicos 4-hidroxibutanal 5-hidroxipentanal A formação de hemiacetal é catalisada tanto por ácido quanto por base. 78 Aldeídos e Cetonas Reações de aldeídos e cetonas — Hemiacetais cíclicos Ex.: Formação de hemiacetal cíclico catalisada por ácido Ciclização intramolecular de um hidroxi aldeído forma um hemiacetal com um novo centro estereogênico, resultando em quantidades iguais dos dois enantiômeros. Hemiacetais cíclicos podem ser convertidos em acetais pelo tratamento com um álcool e ácido. 79 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Hemiacetais Cíclicos enanciômeros centro estereogênico 80 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Hemiacetais Cíclicos Etapas 1-2: protonação e perda do grupo de saída (H2O) Etapas 3-4: Ataque nucleofílico [3] e desprotonação [4] estabilizado por ressonância • Na conversão de hemiacetais em acetais, o resultado total é a troca do grupo OH hemiacetal por um grupo OCH3. • Esta reação ocorre facilmente devido o carbocátion formado na etapa 2 ser estabilizado por ressonância. Este fato torna o grupo OH hemiacetal diferente do grupo hidroxila de outros álcoois. • Assim, quando um composto contendo ambos OH de álcool e um OH hemiacetal é tratado com álcool e ácido, apenas o OH hemiacetal reage para formar o acetal. 81 Aldeídos e Cetonas Reações de Aldeídos e Cetonas — Hemiacetais Cíclicos Reage Não reage • Carboidratos (açúcares) são aldeídos ou cetonas polihidroxilados, ou compostos que podem ser hidrolisados a eles. • Muitos carboidratos contém acetais ou hemiacetais cíclicos. • Exemplo: glicose e lactose 82 Aldeídos e Cetonas Exemplos de Hemiacetais Cíclicos — Carboidratos (uma das formas da glicose) Aldeídos e Cetonas Reações de Adição — Sumário