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Joana Jorge Matandire Treinamento Profissional dos Colaboradores como Ferramenta de Melhoramento das Competências - Caso Fábrica de Refrigerantes Vumba Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos com Habilitação Higiene e Segurança no Trabalho Universidade Pedagógica Manica 2019 Joana Jorge Matandire Treinamento Profissional dos Colaboradores como Ferramenta de Melhoramento das Competências - Caso Fábrica de Refrigerantes Vumba Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos com Habilitação Higiene e Segurança no Trabalho . Universidade Pedagógica Chimoio 2019 Índice CAPITULO I: INTRODUÇÃO.................................................................................................... 3 1.1.Objectivos ............................................................................................................................... 5 1.1.1. Geral ................................................................................................................................ 5 1.1.2. Específicos ........................................................................................................................ 5 1.2.Relevância do estudo .............................................................................................................. 5 1.3.Hipótese .................................................................................................................................. 6 1.3.1. Hipótese Primária ............................................................................................................ 6 1.3.2. Hipótese Secundária ......................................................................................................... 6 1.4.Problematização...................................................................................................................... 6 CAPITULO II: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................... 8 2. Principais conceitos ............................................................................................................... 8 2.1.Motivação ............................................................................................................................... 8 2.2.Desempenho ........................................................................................................................... 8 2.3.Avaliação do desempenho ...................................................................................................... 9 2.3.1. As etapas do processo de treinamento .............................................................................. 11 2.4.A Educação no Processo de Treinamento .............................................................................. 12 2.5.Desenvolvimento .................................................................................................................... 12 2.6. Importância do treinamento e desenvolvimento organizacional .......................................... 13 2.6.Vantagens do treinamento e desenvolvimento de funcionários na organização .................... 14 CAPITULO III: METODOLOGIA .............................................................................................. 15 3. Tipo de pesquisa ..................................................................................................................... 15 3.1.Método de abordagem ........................................................................................................... 15 3.2. Método de Procedimento ....................................................................................................... 16 3.3.Técnicas de recolha de dados ................................................................................................. 17 3.4.Amostra .................................................................................................................................. 17 4. RESULTADOS ESPERADOS ................................................................................................ 18 5. Impacto orçamental .................................................................................................................. 18 6. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES ................................................................................... 19 7. Bibliografia ............................................................................................................................... 20 3 CAPITULO I: INTRODUÇÃO Nos dias actuais o treinamento é tido como peça chave no processo de desenvolvimento organizacional e, nesse sentido, torna-se necessário pensar que, em um mundo capitalista, o ser humano constitui-se em uma das maiores riquezas das organizações, mesmo diante de tantas inovações. Actualmente, os recursos humanos representam “... uma fonte desvantagens competitivas, desempenhando a educação e a formação importantes papeis no processo de aumentar a qualidade e a quantidade de capital humano” (Liang et al., 2014, p. 853). A questão da formação profissional foi também muito estudada por Sung e Choi (2014), que se centraram nos efeitos da formação na inovação organizacional; analisaram os resultados da formação nas organizações; investigaram a relação entre formação e resultados, tanto ao nível da produtividade como do desempenho financeiro. Actualmente, o cerne da questão coloca-se no facto das organizações investirem na formação, e esperarem um retorno que, muitas vezes, não e visível nem mensurável, levando-as a questionar sobre a eficácia de politicas e praticas de formação profissional. De facto, a transferência das aprendizagens e fundamental, para que as organizações encarem este investimento, como gerador de retornos positivos As organizações começam a considerar o desenvolvimento dos recursos humanos como um factor de extrema importância para o seu crescimento, passando a planear e realizar propostas educativas para os seus colaboradores no local de trabalho. Sendo assim, o sector de Gestão de recursos humanos de uma empresa deve ter destaque, pois cabe a este sector o papel fundamental dentro da organização de administrar, planear, recrutar, seleccionar pessoas, e principalmente treinar, objectivando o desenvolvimento das competências individuais e colectivas e também sendo um processo educacional de curto prazo, aplicado de maneira sistemática e organizada, por isso, para que o treinamento possa levar ao desenvolvimento organizacional, é necessário que o planeamento deste seja bem elaborado garantindo o alcance dos objectivos a que se destina, de forma eficaz. Treinamento e Desenvolvimento Organizacional actualmente nas organizações faz-se necessário para 4 estimulação dos profissionais para um pleno conhecimento, direccionando-os para um diferencial estratégico, competitivo e de sucesso. De acordo com CHIAVENATO (2009), aumenta-se a necessidade da geração de informações e que as mesmas sejam úteis e significativos para que promovam o aprendizado individual e organizacional, produzindo assim melhores resultados. Olhando a motivação como elemento fundamental quando se aborda sobre o funcionamento das organizações. Acredita-se que nenhuma organização pode funcionar sem um certo nível de comprometimento e de esforço por parte dos seus membros (STONER e FREEMAN, 1982). Os estudos sobre administração criaram diversas teorias para explicar e compreender os factores que influenciam a motivação para que os membros da organização tenham o desejo de executar eficazmente as funções que lhe são encarregues (NEWMAN, 1986). Consequentemente, os gestores são compelidos a avaliar, atentamente, o ambiente organizacional por forma a aferir o grau de interesse e empenho dos trabalhadores pelo trabalho. Um dos requisitosfundamentais para se captar o interesse dos trabalhadores pelas actividades que realizam é a motivação. Trabalhadores motivados constituem uma mais-valia para as organizações pois estão em condições de aplicar os seus conhecimentos e habilidades com vista a obter bons resultados. 5 3.5.Objectivos 3.5.1. Geral Conhecer o impacto que o treinamento profissional dos colaboradores trás para a Fábrica de Refrigerantes Vumba – Manica. 3.5.2. Específicos Identificar como o treinamento dos colaboradores impulsiona a capacidade intelectual dos colaboradores da Fábrica de Refrigerantes Vumba - Manica. Estudar a modalidade de treinamento que a Fábrica de Refrigerantes Vumba - Manica usa para o melhoramento das capacidades competentes dos seus colaboradores. 3.6.Relevância do estudo O presente tema justifica-se por se enquadrar na linha de pesquisa curricular da Gestão de Recursos Humanos, na área de Formação e desenvolvimento, os conhecimentos adquiridos na cadeira de Técnicas de Gestão por Competência, leccionados no 2 o semestre do 3 o ano, do curso de Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos com Habilitação Higiene e Segurança no Trabalho, e visa a obtenção do grau académico de Licenciatura nessa área de ensino pela UP- Manica, visto que a autora está preocupada com a competitividade do mundo globalizado e as diversas mudanças no ambiente empresarial, bem como, em obter novas feramente aos colabores de formas céleres para gerir seus recursos organizacionais, onde hoje as empresas buscam inovações para administrar sua gestão de pessoas. Actualmente nas organizações faz-se necessário a estimulação dos profissionais para um pleno conhecimento, direccionando-os para um diferencial estratégico, competitivo e de sucesso. Aumenta-se a necessidade da geração de informações e que as mesmas sejam úteis e significativas para que promovam o aprendizado individual e organizacional, produzindo assim melhores resultados. É importante ressaltar que treinamento profissional dos colaboradores e desenvolvimento são coisas distintas, por mais que possuam semelhanças e cheguem a utilizar técnicas em comum. Treinamento remete a um processo educacional de curto e médio prazo, aplicado de maneira organizada, por meio do qual as pessoas adquirem conhecimentos, posições e habilidades em função de objectivos previamente definidos dentro de uma instituição organizacional, com o 6 propósito de aumentar a produtividade sem prejudicar ou influenciar em seus comportamentos. Já o desenvolvimento, está caracterizado mediante um processo dinâmico de melhoria, que implica em uma mudança na evolução, no crescimento, incremento e avanço de uma nova tecnologia. Com essas análises todas, é óbvio dizer que o tema é de grandes relevâncias visto que é uma preocupação não só atormenta uma organização, mais sim do âmbito nacional e internacional. 3.7. Hipótese 3.7.1. Hipótese Primária O treinamento pode incrementar as competências dos colaboradores da Fábrica de Refrigerantes Vumba - Manica na medida em que quanto o funcionário treinado ele torna se eficiente e eficaz no trabalho. 3.7.2. Hipótese Secundária O treinamento profissional cria uma motivação dos colaboradores o que consequentemente trás mais-valia a organização. A falta de competências profissionais dos colaboradores da Fábrica de Refrigerantes Vumba - Manica pode causar a fraca produção. 3.8. Problematização Nesta problematização, a autora começa por dizer que, a resolução de problemas tem vindo a ganhar expressão cada vez mais forte no ensino assumindo-se a componente treinar como uma capacidade transversal às diferentes áreas temáticas. Nessa perspectiva, a gestão de recursos humanos ou gestão de pessoas, deve caminhar lado a lado com o negócio, desenvolvendo estratégias e pessoas focadas cada vez mais, os objectivos estratégicos da organização. As funções de treinamento e desenvolvimento de pessoas nas organizações adquirem um papel de preparação de indivíduos para o exercício satisfatório de suas actividades, especificamente no cargo que ocupam. Ultimamente visualizar-se que no treinamento e no desenvolvimento é uma maneira eficaz para ampliação de competências que aumentam a produtividade e a criatividade, como também, à competitividade no actual mercado. Este novo modelo de gestão de pessoas passa a valorizar a capacitação, habilidades e atitudes do ser humano, ou seja, o funcionário tem um papel de destaque dentro da organização e a mesma 7 cria condições favoráveis para manter e desenvolver estes, com treinamento, crescimento profissional e incentivos de acordo com seus resultados. As empresas que querem superar seus próprios obstáculos internos e externos devem deixar de lado a gestão de pessoas tradicional para a nova gestão que é baseada nas competências, as empresas que já descobriram este novo modelo estão conseguindo maior competitividade em relação às outras empresas que ainda não incorporaram este novo modelo a gestão. Assim, com esta observância teórica e de acordo com as empresas do Estado moçambicano ainda carece tanto a mudança das mentalidades visto os desafios são maiores como por exemplo a Empresa da Fábrica de Refrigerantes Vumba - Manica, é um dos exemplos concretos, em que a maioria dos funcionários para os locais chaves de altas tecnologia são ocupados com os estrangeiros, sob pena de que os moçambicanos quando ocupam essas áreas correr-se-á o riscos de mandar paralisar a operação das máquinas, com é de lamentar que as empresas devem a cautelar pelos desafios no treinamento e desenvolvimento dos seus colaboradores. Com isso prever-se-á no furo com consequências, haverá perda de boa fé de muitos funcionários pela desmotivação por facto dos mesmos serem privados seus direitos a capacitações para melhorar o seus desempenho e da empresa consequente adequar as mudanças do mundo da globalização e outrossim prever-se-á o absenteísmo e rotatividades dos colaboradores por facto da desmotivação, motivos pelos quais levou a autora na observância relevante e merecimento do tema em pesquisa de modo a trazer soluções que possa mitigar a situação dando as seguintes suposições e da precisão de buscar soluções para a seguinte questão norteadora da pesquisa: Ate que ponto o treinamento pode contribuir para o melhoramento das competências profissionais dos colaboradores? 8 CAPITULO II: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4. Principais conceitos Para melhor compreensão do estudo, procedemos a discussão dos seguintes conceitos: motivação, desempenho e avaliação de desempenho. 4.1. Motivação “Não existe uma fórmula que, uma vez aplicada, resolveria o problema da motivação do pessoal nas organizações porque este é um assunto muito mais complexo do que parece” (CAIXOTE e MONJANE, 2013). Mas o que realmente é a motivação? Para Chiavenato (1999:412), motivação é o “processo que leva alguém a comportar-se para atingir os objectivos organizacionais ao mesmo tempo que procura alcançar os seus próprios objectivos individuais”. A motivação pode ainda ser definida como “uma espécie de força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas acções mais importantes. Contudo, é evidente que motivção é uma experiência interna que não pode ser estudada directamente” (VERNON, 1973 apud TODOROV e MOREIRA, 2005: 120). Os conceitos dos autores acima supracitados conceituam a motivação como processo e força interna que leva o individuo a comportar-se de uma determinada maneira, e no âmbito organizacional, CHIAVENATO (2009) reafirma a consecução dos objectivos organizacionais, portanto, falar da motivação e debruçar-se sobre mecanismos que influenciam um indivíduo a atingir objectivos organizacionais e pessoais. Trata-se de manipular factores que estimulam os indivíduos (dentro da organização) a adoptar um determinandocomportamento ou atitude no exercício das suas tarefas com vista ao alcance dos objectivos organizacionais. 4.2. Desempenho Segundo Chiavenato (2009:181), desempenho é “o processo relacionado com a execução dos trabalhos através das pessoas, e, está relacionado com as habilidades individuais a motivação para desempenhar determinada tarefa.” com as funções que cada indivíduo desempenha, não bastando possuir apenas habilidades para ter um bom desempenho. 9 No conceito de Chiavenato (2009), o desempenho aparece relacionado com a execução de tarefas e as habilidades individuais remete-nos ao grau em que os funcionários atingem os objectivos organizacionais traçados, ou seja o exercício das suas actividades. A pesquisa, direccionada ao estudo da influência da motivação no desempenho individual, pretende abordar o desempenho como grau em que o individuo atinge os objectivos traçados, ou a medida em que o funcionário executa as suas actividades previstas no plano de actividade. 4.3. Avaliação do desempenho Chiavenato (2009) indica que a avaliação do desempenho é uma prática antiga do homem, historicamente datada no século IV a.C. ao relatar um sistema combinado de relatórios e observações de actividades. O autor avança ainda que a moderna forma de avaliação do desempenho se data 1842 quando o Serviço Público Federal dos Estados Unidos estabeleceu um sistema de relatórios anuais para avaliar o desempenho dos funcionários, esta prática transcendeu para o exército americano que desenvolveu o seu sistema em 1880 e posteriormente, precisamente em 1918 a General Motors desenvolveu um sistema de avaliação do desempenho para os executivos. Em Moçambique, o sector público, ao longo da sua evolução, começou com a adopção da Folha de Classificação Anual (FOCAP) como um instrumento de avaliação do desempenho dos funcionários. O FOCAP permitia que o chefe tivesse um registo pessoal do desempenho dos seus colaboradores, e avaliava os funcionários no final de cada ano. Contudo, o FOCAP foi acusado de ser subjectivo pois não obstante se trata de um instrumento de avaliação anual, o avaliador não precisava acompanhar o desempenho do funcionário durante todo o ano. O superior hierárquico poderia ater-se a alguns pontos do percurso do funcionário (ao longo do ano), incidindo sua análise sobre o mesmo. Devido a subjectividade do FOCAP, em 2009, o Governo de Moçambique introduziu o SIGEDAP. O SIGEDAP avalia o desempenho dos funcionários com base no plano de actividades avaliadas elaboradas pelo funcionário e aprovadas pelo chefe/superior hierárquico3. 10 O que realmente é a avaliação do desempenho? Avaliação do desempenho “é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa, em função das actividades que ela desempenha, das competências que ela oferece e do seu potencial de desenvolvimento.” (CHIAVENATO, 2009:41). De acordo com Chiavenato a avaliação do desempenho é um processo dinâmico que envolve o avaliado, seu gerente e seus relacionamentos, e representa uma técnica de direcção imprescindível na actividade administrativa de hoje. Almeida (1996) apud Caixote e Monjane (2013) apresentam um conceito generalista e fundamental ao abordar a avaliação do desempenho como uma ferramenta de auditoria e controlo da contribuição dos participantes da organização. Portanto, a avaliação do desempenho deve ser compreendida como um mecanismo para medir o contributo dos funcionários na organização. Com base em objectivos pré-estabelecidos, se verifica o nível de realização das actividades por parte dos funcionários e, atribui-se-lhes uma pontuação/classificação correspondente. Treinamento e Desenvolvimento Organizacional Actualmente nas organizações faz-se necessário a estimulação dos profissionais para um pleno conhecimento, direccionando-os para um diferencial estratégico, competitivo e de sucesso. Aumenta-se a necessidade da geração de informações e que as mesmas sejam úteis e significativas para que promovam o aprendizado individual e organizacional, produzindo assim melhores resultados (CHIAVENATO, 2009). É importante ressaltar que treinamento e desenvolvimento são coisas distintas, por mais que possuam semelhanças e cheguem a utilizar técnicas em comum. Para Volpe (2009), treinamento remete a um processo educacional de curto e médio prazo, aplicado de maneira organizada, por meio do qual as pessoas adquirem conhecimentos, posições e habilidades em função de objectivos previamente definidos dentro de uma instituição organizacional, com o propósito de aumentar a produtividade sem prejudicar ou influenciar em seus comportamentos. Já o desenvolvimento, está caracterizado mediante um processo dinâmico de melhoria, que implica em uma mudança na evolução, no crescimento, incremento e avanço de uma nova tecnologia. Segundo Almeida (2007) as funções de treinamento e desenvolvimento de pessoasnas organizações adquirem um papel de preparação de indivíduos para o exercício satisfatório de suas 11 actividades, especificamente no cargo que ocupam. Ultimamente visualiza-se no treinamento e no desenvolvimento uma maneira eficaz para ampliação de competências que aumentam a produtividade e a criatividade, como também, à competitividade no actual mercado. 4.3.1. As etapas do processo de treinamento É importante entender que é necessário planejar e seguir todas as etapas do processo do treinamento, pois apenas dessa forma, os resultados esperados poderão ser atingidos. As etapas na ordem de execução devem ser (CHIAVENATO 2009): Diagnóstico -levantamento das necessidades de treinamento a serem satisfeitas a longo e médio prazo; Programação do treinamento - elaboração do programa que atenderá as necessidades diagnosticadas; Implementação - aplicação e condução do programa de treinamento; Avaliação – verificar os resultados obtidos com o treinamento. Gil (2001) ressalta que para prepararem-se para os desafios da inovação e da concorrência, as empresas necessitam de pessoas ágeis, competentes, empreendedoras e dispostas a assumir riscos. Sendo assim, requer muito mais do que pessoas treinadas, precisa-se de pessoas engajadas no processo da empresa como um todo. Os principais objectivos do treinamento, segundo Chiavenato (2009), são: a) Preparar as pessoas para a execução imediata das diversas tarefas peculiares a organização; b) Dar oportunidades para o contínuo desenvolvimento pessoal, não apenas no cargo actualmente ocupado, mas também em outros que o indivíduo possa vir a exercer. Tachizawa et al (2006) mostram que o treinamento objectiva mudar a atitude das pessoas, com a finalidade de criar entre elas um clima mais satisfatório, de maneira a motivá-las tornando-as mais receptivas as técnicas de supervisão e gestão. 4.4. A Educação no Processo de Treinamento A aprendizagem é definida por Chiavenato (2009) como um fenómeno que aparece dentro do próprio indivíduo como consequência dos esforços do mesmo, caracterizando-se pela mudança de comportamento que ocorre quotidianamente em todas as pessoas. Diante dessa proposta de evolução das práticas profissionais, os colaboradores necessitam de constantes actualizações. 12 Segundo Felicíssimo (2001), a educação e o treinamento implicam na geração de uma forma de conhecimento, contribuindo assim, para o alcance dos objectivos. Podendo incluir: habilidade, comunicação, trabalho em equipe, resolução de problemas, interpretação e utilização de dados para o desenvolvimento de estudos entre as equipes, uso de novas tecnologias e atendimento qualificado ao cliente. 4.5. Desenvolvimento O desenvolvimento da organização está directamente relacionado à sua capacidade de desenvolver pessoas e ser desenvolvida por pessoas (DUTRA, 2009). As pessoas são o património das organizações e essas organizações são compostas desde um simples operário até a função deexecutivo e são essas pessoas que fazem o sucesso da organização (CHIAVENATO 2009). Em geral, as organizações estão percebendo a necessidade de estimular e apoiar o contínuo desenvolvimento das pessoas, como forma de manter suas vantagens competitivas (DUTRA, 2009). De acordo com Pacheco, o processo de desenvolvimento de pessoas inclui treinamento e vai além; compreende o auto desenvolvimento, processo esse que é intrínseco a cada indivíduo. Milkovich e Bourdreau (2010) definem o desenvolvimento como um processo de longo prazo que intervém positivamente nas capacidades dos empregados, bem como em sua motivação, tornando-os figuras valiosas para a empresa, neste contexto, o desenvolvimento inclui o treinamento, a carreira e outras experiências. Pacheco et al (2005) define o desenvolvimento como uma linha de crescimento com diversos estágios, dessa forma, sempre que um indivíduo conclui um estágio, ele já este preparado para começar um novo desafio para o seu desenvolvimento pessoal. Pacheco et al (2005) mostra vários tipos de modelos de avaliação de aprendizagens que são avaliação de reacção e satisfação, auto avaliação por competências, avaliação de mudança de comportamento, avaliação de resultados, avaliação de processos, avaliação de performance, cada tipo com sua relação de indicadores e critérios específicos: a) Avaliação de reacção de satisfação: modelo encontrado ao término de eventos e programação em gerais, e deve ser ponderado com algumas variáveis como motivação, interesse, nível de conhecimento preexistente, contexto socioculturais expectativas dos participantes. 13 b) Auto avaliação: pode ser aplicado a cada movimento de aprendizagem, no final de um programa ou de uma etapa de trabalho, o colaborador faz uma avaliação de tudo que está a sua volta mais não faz o principal que é se auto avaliar, esse auto avaliação requer das pessoas compreensão, maturidade e ética. c) Avaliação por competências: esse modelo envolve um conjunto de evidências que irá facilitar a aquisição de competências por parte dos profissionais individualmente e algumas técnicas que são utilizadas são provas de habilidades, observação de desempenho e por meio da resolução de problemas e desempenho. d) Avaliação de mudança de comportamento: esse modelo é muito complexo, compõem a realidade das pessoas dentro e fora da organização, essa avaliação de mudança tem dois factores, o psicológico, que é a maturidade, o interesse e a motivação, e o sociocultural que é as experiências anteriores. Essa avaliação é para ter clareza que as pessoas querem mudar ou se aquilo que é esperado é desejado pelo indivíduo. e) Avaliação de resultados: faz uma avaliação global que visa diagnosticar os resultados, comparando o antes com o depois do desenvolvimento. f) Avaliação de processos: é uma avaliação de procedimentos, uma análise das rotinas e requerimentos exigidos buscando uma melhoria da qualidade dos processos. g) Avaliação de performance: está relacionada ao comportamento profissional e o meio de avaliação é o feedback. 2.6. Importância do treinamento e desenvolvimento organizacional Com a crescente dependência de computadores e programas específicos para a execução do trabalho e suas respectivas repercussões voltadas para o trabalho humano, as Organizações se vêm obrigadas a criar programas de treinamento e desenvolvimento voltados para actualizar os funcionários na nova realidade garantindo assim: a) Aumento de produtividade; b) Melhoria na qualidade; c) Optimização da eficiência; 14 d) Redução de custos de trabalho; e) Elevação cultural; f) Aumento das habilidades e talentos; g) Redução do índice de acidentes; h) Melhoria do clima organizacional; i) Aumento de motivação pessoal. Os funcionários precisam aumentar suas capacidades para realizar seu trabalho de maneira satisfatória, e o treinamento e os desenvolvimentos auxiliam e oferecem oportunidade para que as pessoas entrem no mercado de trabalho e permaneçam empregadas com os requisitos necessários para desempenhar novas funções. 4.6.Vantagens do treinamento e desenvolvimento de funcionários na organização As empresas investem tempo, dinheiro e cérebros em estratégias para o atracão e retenção de talentos e, paralelamente, no desenvolvimento desses empregados, que cientes do valor que possuem, não abrem mão de ampliar seus conhecimentos e, consequentemente, de sua empregabilidade, (Boog, 2006, p.17) Para Carvalho (1995) apud Araújo (2006, p. 106, 107, 108) existem várias vantagens para organização que utiliza o treinamento desenvolvimento dentre elas se destacam: Ganho em competitividade e em qualidade; Identifica os pontos fortes e fracos das pessoas e da organização como um todo; Aumenta a lucratividade da empresa; Aumenta a produtividade; Propicia um clima organizacional saudável; Reduz desperdícios e retrabalhos. Neste sentido o treinamento e desenvolvimento é o responsável pelo processo de preparação de pessoal para desempenhar de maneira eficaz todas as tarefas específicas do cargo que deveria ocupar. 15 CAPITULO III: METODOLOGIA 5. Tipo de pesquisa No presente estudo combinaremos duas modalidades de pesquisa, nomeadamente a qualitativa e quantitativa. Para Richardson apud Boaventura (2007:56) a pesquisa é quantitativa ao empregar a “quantificação tanto nas modalidades de colecta de informações, como no tratamento dessas através de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.” Uma pesquisa é qualitativa ao considerar o ambiente natural como fonte directa de dados, isto é, “é uma pesquisa descritiva em que os investigadores se interessando mais pelo processo do que pelos resultados, examinam os dados de maneira indutiva e privilegiam o significado” (Bogdan e Sari apud Boaventura, 2007:56). Neste tipo de pesquisa, a preocupação não é apenas com a quantificação de dados, mas procurar descrever a interacção, as relações de causalidade que se estabelecem entre variáveis, neste caso a motivação e o desempenho. 5.1. Método de abordagem Empregou-se, como método de abordagem, o hipotético-dedutivo. De acordo com Popper apud Marconi e Lakatos (2003), o método científico parte de um problema ao qual se oferecesse uma espécie de solução provisória, uma teoria-tentativa, passando-se depois a criticar a solução, com vista à eliminação do erro e, tal como no caso da dialéctica, esse processo se renovaria a si mesmo, dando surgimento a novos problemas. O processo de investigação, segundo Popper apud Marconi e Lakatos (2003) obedece as seguintes etapas: a) Problema que surge em geral, de conflitos ante, expectativas e teorias existentes; b) Solução proposta consistindo numa conjectura (nova teoria); dedução de consequências na forma de proposições passíveis de teste c) Testes de falseamento: tentativas de refutação, entre outros meios, pela observação e experimentação. Marconi e Lakatos (2003:110), sintetizam o método hipotético-dedutivo ao afirmar que “inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca da qual formula hipóteses e, pelo 16 processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenómenos abrangidos pela hipótese”. 5.2. Método de Procedimento Empregou-se, como método de procedimento, o estudo de caso. Com este método parte-se do princípio de que o estudo de um caso em profundidade pode ser considerado representativo de muitos outros, ou mesmo de todos, os casos e/ou sistemas que apresentam semelhanças (GIL, 2001; 2008). Embora o objectivo inicial não seja a generalização das conclusões, estes poderão ser os elementos identificativos do caso em análise enquadrarem-se outros com mesmas especificações. 5.3. Técnicas de recolha de dados Neste trabalho, apresentamoscomo técnicas para a recolha de dados, a documentação indirecta e directa. Marconi e Lakatos (2003) agrupam a documentação indirecta em duas categorias: a pesquisa documental e pesquisa bibliográfica. A pesquisa documental considera as fontes primárias, isto é, documentos que não receberam nenhum tratamento científico. Neste estudo, consultamos relatórios emitidos pela Vumba, legislação e estratégias. A consulta destes documentos visa garantir maior fiabilidade dos dados analisados. A pesquisa bibliográfica constitui fontes secundárias, que receberam um certo tratamento analítico-científico. Consultamos livros, artigos científicos, estudos e disertações. Na documentação directa, encontramos a entrevista e o inquérito por questionário. A entrevista é “um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional” (MARCONI e LAKATOS, 2003:195-201). Para a realização das entrevistas, se elaborou um guião com perguntas que, numa primeira fase, eram de natureza exploratória e visavam a familiarização com o assunto. Noutro momento, foram elaboradas novas questões que exigiam respostas mais aprofundadas por parte dos entrevistados. As entrevistas foram realizadas de forma aberta, sem pré-condições, em locais escolhidos pelos nossos interlocutores. Isto permitiu que os interlocutores ficassem a vontade, uma vez que tinham total domínio do ambiente onde decorreram as entrevistas (local de trabalho). Quanto ao questionário, se trata de “um instrumento de colecta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do 17 entrevistador” (MARCONI e LAKATOS, 2003:195-201). O inquérito por questionário foi administrado aos funcionários da Vumba, escolhidos com base em critérios pré-definidos pela autora (acessibilidade e conveniência). 5.4. Amostra As pesquisas nas ciências sociais abrangem um universo tão grande sendo impossível considerar todo o universo ou população - conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum (MARCONI e LAKATOS, 2003:223). Assim sendo, trabalha-se com uma amostra, que é uma parte dos elementos que compõem o universo, esperando que ela represente essa população (universo) que se pretende estudar (PRODANOV e FREITAS, 2013). Para este estudo, temos como amostra 18 funcionários, correspondente a 16.36% dos 120 existentes na Fabrica Vumba. Os funcionários foram seleccionados com base na acessibilidade ou conveniência. A amostra por acessibilidade ou conveniência é uma forma de amostra não probabilística que consiste em seleccionar os elementos a que tem acesso, admitindo que esses possam, de alguma forma, representar o universo (PRODANOV e FREITAS, 2013), sem descriminação de sexo, idade nem pela categoria profissional. No que tange as características da amostra, estas podem ser vistas na figura 1. Nela é apresentada a composição da amostra, subdividida em sexo e idade. Figura 1: Características da amostra 16% 17% 28% 39% Idade Acima de 51 Entre 41-50 Ate 30 anos Entre 31-40 50%50% Sexo Masculino Femenino 18 Fonte: Autora 4. RESULTADOS ESPERADOS Com este trabalho pretende-se basicamente incutir os conhecimentos sobre a importância de treinamento e do desenvolvimento do profissional dos trabalhadores de modo a conseguirem adequar com os desafios actuais do mercado. Ainda a grande expectativa, descobrir as raízes das dificuldades que os trabalhadores da Vumba - Manica encaram nos desafios das competitividades por falta de treinamento e desenvolvimento profissional; Outrossim, com este trabalho espera-se o estabelecimento de estratégias adequadas para o impulso da gestão por competências ao nível da Vumba que ajudarão aos trabalhadores na adopção das novas tecnologias, de modo a melhorar os seus desempenhos e da eficiência e eficácia para a produtividade empresarial. 5. Impacto orçamental Conteúdo Quantidade/Valor Valor Total Folha A4 1 Resma × 130,00 130,00 Esferográfica 5× 10,00 50,00 Bloco de notas 1 × 120,00 120,00 Impressão 45 pp × 5,00 225,00 Encadernação 1× 45,00 45,00 Transporte 10 dias × 130,00 (casa á área de pesquisa ) 1.300,00 Lápis 2× 7,00 14,00 Borrachas 2× 5,00 10,00 Lanche 10× 100,00 1000,00 Sub-total 2.844,00 Margem de Risco + 5% 142,20 Total - 𝟐.𝟗𝟖𝟔,𝟐𝟎 Fonte: A autora 19 6. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES N/O Actividade Executora Ano – 2019 Dezambro janeiro Fevereiro Março Semanas Semanas Semanas Semanas 1ª 2ª 3ª 4 ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª 01 Elaboração do Projecto Pesquisador a 02 Colecta de dados // 03 Elaboração do Relatório final // 04 Entrega do trabalho final ao Supervisor // Fonte: A autora 20 Bibliografia ALMEIDA, M. A. Percepção de Gestores e Técnicos sobre o processo de Gestão por Competências em Organizações no Brasil. 2003. BOAVENTURA, Edivaldo M. Metodologia da Pesquisa: monografia, dissertação e tese. São Paulo: Atlas. 2007. CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos, 2ª edição, Rio de Janeiro Elsevier, 2009, 5ª Reimpressão. DUTRA, Joel Souza. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e perspectiva. São Paulo: Atlas, 2009. GIL, António Carlos.Gestão de pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo:Atlas,2001. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica, 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. MILKOVICH, George T.; BOUDREAU, John W. Administração de Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 2010. PACHECO, Luiza. Capacitação e desenvolvimento de pessoas. Luiza Pacheco, Anna Cherubina Scofano, Mara Beckert, Valéria de Souza. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. PRODANOV, Cléber Cristiano. & FREITAS, Ernani César de. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Académico, 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013. Rev. Bras. de Ter. Comp. Cogn. 1973, Vol. VII, nº 1, 119-132. TODOROV, João Cláudio. E MOREIRA, Márcio Borges. Conceito da Motivação na Psicologia. VOLPE, Renata Araújo & LORUSSO, Carla Bittencourt. A importância do treinamento para o desenvolvimento do trabalho. www.psicologia.com.pt. 1-8 p.