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Módulo 2 – Modelos de uso diferenciado da força 
Apresentação do Módulo 
Modelos de Uso Diferenciado da Força 
Nesta aula, você estudará e analisará vários modelos gráficos de Uso da Força. São modelos 
amplamente utilizados em diversos Órgãos de Segurança Pública do mundo, com o objetivo 
de ajudar nos conceitos, planejamento, treinamento e comunicação dos critérios da política 
institucional sobre o emprego da força nas Corporações de Segurança Pública. Os modelos 
permitirão que você constate as diferentes possibilidades de Uso da Força na atividade de 
segurança Pública, com suas características, vantagens e desvantagens. 
Um modelo de Uso da Força é um recurso visual padrão, traduzido normalmente num gráfico, 
esquema ou desenho de configuração bastante simples, que vem ilustrado, ou não, em 
diferentes cores, indicando aos Agentes de Segurança Pública o tipo e a quantidade de força 
legal a ser utilizada contra uma pessoa que resista a uma ordem, abordagem ou intervenção de 
um Agente de Segurança Pública. 
Por ser uma questão de muita discussão, ainda não existe um consenso entre as Corporações 
de Segurança sobre um modelo ideal e padrão para todos. Desse modo, vemos a 
multiplicidade de formas e conteúdos desses modelos que você passará a estudar. Os modelos 
de Uso da Força são estruturas que abrangem os elementos da utilização da força na atividade 
de prestação de serviços de Segurança Pública. Nos modelos são também apresentadas as 
alternativas táticas potencialmente disponíveis ao Agente de Segurança Pública para ganhar 
e/ou manter o controle em determinadas situações em que tenha que atuar. 
A configuração dos modelos deve ser simples, facilitando o entendimento do agente durante a 
instrução inicial e reforçando a capacidade de lembrança instantânea durante uma 
confrontação real. 
Portanto, um modelo é por natureza “genérico”, e sua adaptação deve ser possível a todas, ou 
pelo menos à grande maioria, das instruções e ações dos Organismos de Segurança Pública. 
Em um modelo o que seve é a aplicação diferenciada da força, com a possibilidade da 
 
 
 
 
 
 
seleção adequada de opções dessa força em resposta ao nível de acatamento/submissão do 
indivíduo a ser controlado, isto é, o Agente de Segurança Pública deve perceber o grau de 
risco oferecido quando se depara com pessoas que deve abordar. 
Dessa forma, a percepção desse risco é que vai permitir ao Agente de Segurança Pública 
escolher pelo aumento ou pela diminuição do grau de força a ser empregado em cada situação 
específica. Isto requer muito treinamento e experiência profissional. 
Com normalmente se fala na linguagem dos Agentes de Segurança Pública: “nenhuma 
ocorrência é igual á outra”. Cada decisão de emprego da força depende das circunstâncias e 
dos fatos que se apresentam ao Agente. 
São elementos dos modelos de Uso Diferenciado da Força: 
• Instrumentos – Tópicos disponíveis no currículo dos programas de treinamento. Ex: 
armas, procedimentos, comportamento, entre outros; 
• Táticas – É a incorporação dos instrumentos á estratégia de ação. 
• Tempo – É a presteza da ação do Agente de Segurança Pública em faze à reação do 
indivíduo. 
• O que é um modelo? 
Um modelo é um esquema que contém linhas gerais sobre determinado assunto, sobre 
determinadas ações, sobre determinados procedimentos e que pode, quando utilizado, orientar 
a execução de algo. 
Os modelos de uso diferenciado da força surgiram para orientar o policial sobre a ação a ser 
tomada a partir das reações da pessoa flagrada cometendo um delito, ou até mesmo em atitude 
suspeita quando questionada. 
Alguns países e estudiosos sobre o assunto criaram diversos modelos que explicam e 
exemplificam a escala de gradação necessária à utilização da força. Estudá-los será sua tarefa 
nesta aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivos do Módulo 
 
Ao final deste módulo, você será capaz de: 
• Identificar os modelos que orientam o uso diferenciado da força; 
• Identificar os componentes de cada escala e a forma como estão relacionados; 
• Analisar o modelo proposto para a utilização do uso diferenciado da força; e 
• Elaborar sugestões para aplicação de um modelo de uso diferenciado da força em sua 
organização de segurança pública 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura do Módulo 
O conteúdo deste módulo está dividido em 4 aulas: 
Aula 1 – Propostas de modelos de uso diferenciado da força 
Aula 2 – Descrição dos modelos 
Aula 3 – Análise comparativa dos modelos apresentados 
Aula 4 – Proposta de um modelo básico do uso diferenciado da força 
 
Aula 1 – Propostas de modelos de uso diferenciado da força 
Cada modelo criado possui um nome que geralmente está associado ao nome do autor que o 
apresentou ou à sua origem, como se vê a seguir: 
• Modelo FLETC: Aplicado pelo Centro de Treinamento da Polícia Federal de Glynco 
(Federal Law Enforcement Training Center), Georgia, Estados Unidos da América 
(EUA). 
• Modelo GILIESPIE: Apresentado no livro Police – Use of Force – A Line Officer’s 
Guide, 1998. 
• Modelo REMSBERG: Apresentado no livro: The Tactical Edge – Surviving High – 
Risk Patrol – 1999. 
• Modelo CANADENSE: Utilizado pela polícia canadense. 
• Modelo NASHVILLE: Utilizado pela Polícia Metropolitana de Nashville, EUA. 
• Modelo PHOENIX: Utilizado pelo Departamento de Polícia de Phoenix, EUA. 
A seguir você estudará, especificamente, cada um deles. 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 2 – Descrição dos modelos 
Modelo FLETC 
É um modelo gráfico em degraus com cinco camadas e três painéis. Em um dos painéis está a 
percepção do agente de segurança pública em relação à atitude do suspeito. Em outro painel, a 
percepção de risco para o agente, simbolizado por números em algarismos romanos e cores, 
que também correspondem às camadas. No terceiro painel, encontramos as respostas (reação) 
de força possíveis em relação à atitude dos suspeitos e percepção de riscos. 
As setas duplas descrevem o processo de avaliação e seleção de alternativas. De acordo com a 
atitude do suspeito e percepção de risco, haverá uma reação do agente de segurança pública 
na respectiva camada. Os níveis são crescentes de baixo para cima. 
Comentário 
O autor não considera a “presença do agente” como um nível de força, vinculando o primeiro 
nível com comandos verbais. Trata-se de um modelo de fácil adaptação a todas as 
organizações policiais e pode ser utilizado perfeitamente pelo órgão de segurança pública. 
Veja a figura 1, que mostra o modelo FLETC. 
 
 
 
 
 
 
 
Modelo FLETC 
 
 
Figura 1 – Modelo "FLETC de uso diferenciado da força. 
Fonte – GRAVES & CONNOR (1994, p.8); BARBOSA & ANGELO (2001, p.126). 
 
Modelo GILlESPIE. 
É um modelo gráfico em forma de tabela, com cinco colunas graduadas por cor e seis linhas 
básicas, divididas em comportamento do agente e ação-resposta do policial, mas aplicável a 
qualquer agente de segurança pública. A atitude do suspeito é dividida em quatro colunas que 
estão subdivididas respectivamente em situações diferentes sobre a percepção do policial em 
relação a ele. 
Para a progressão de força, possui cinco níveis, com subdivisões crescentes de respostas do 
agente de segurança pública, que interagem entre si. O modelo correlaciona a atitude do 
abordado com a avaliação de risco, condição mental do agente de segurança pública e 
resposta de força a ser utilizada. 
 
 
 
 
 
 
 
Comentário 
Para o autor, a verbalização é uma graduação de força que se interage com outros níveis. 
Inicia-se no segundo nível de força e prossegue até o penúltimo, antes de se usar a força letal. 
É um modelo complexo, porém bem completo em suas opções de ação ereação. 
O agente de segurança pública que compreende a sua dinâmica está apto a fazer o uso correto 
da força. Pode ser adaptado para uso nos órgãos de segurança pública brasileiros, com o 
devido treinamento, dada a sua complexidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Modelo REMSBERG 
Esse modelo é concebido em forma de degraus em elevação. Os degraus mais baixos 
simbolizam os níveis de força mais baixos; e os mais altos, os níveis de força mais altos. O 
modelo não faz correlações do nível de força com a ação da pessoa em atitudes suspeitas ou 
percepção de risco por parte do policial agente de segurança pública, embora o autor observe 
esse fato na sua teoria explicativa. 
São cinco níveis de força e cada um é subdividido em subníveis que também estão em ordem 
crescente de baixo para cima. Para utilizar esse modelo, o agente de segurança pública utiliza 
 
 
 
 
 
 
o degrau correspondente ao nível de força de resposta que julgar melhor para a situação 
vivida. Em caso de mudanças de situação, deve-se subir ou descer os níveis. 
Comentário. 
É muito simples e de fácil assimilação pelos agentes de segurança pública. No entanto, não é 
um modelo completo. Faz apenas a diferença do uso da força. 
 
 
 
 
 
 
 
Modelo REMSBERG 
ARMA DE FOGO 
ATIRAR 
APONTAR 
SACAR 
MÃO NA ARMA 
COMANDO VERBAL 
INSTRUMENTO DE IMPACTO 
USAR O BASTÃO 
AMEAÇA COM BASTÃO 
MOSTRAR O BASTÃO 
APRESENTAR O BASTÃO 
MÃO NO BASTÃO 
AVISO VERBAL 
MÃOS LIVRES 
CHAVE DE PESCOÇO 
MEDIDAS DE CONTENÇÃO 
ATIVA 
MEDIDAS DE CONTENÇÃO 
PASSIVA 
PONTO DE PRESSÃO 
PEGADA CONDUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
VERBALIZAÇÃO 
AVISO 
ACONSELHAMENTO 
PERSUASÃO 
ENTREVISTA 
PRESENÇA 
POSTURA DEFENSIVA 
POSTURA ALERTA 
POSTURA ABERTA 
Figura 2 – Modelo "REMBERG" de uso diferenciado da força. 
Fonte – REMSBERG (1999, p.433) 
 
Modelo CANADENSE 
É composto por círculos sobrepostos e subdivididos em níveis diferentes. O círculo interno 
central corresponde a situação ou ocorrência (SITUATION) . As três setas formando um 
círculo nos lembram o que o Agente de Segurança Pública sempre deve fazer quando se 
depara com situação de risco: ASSESS (Avaliar) PLAN (Planejar) e ACT (Agir). Esse 
modelo demonstra que o processo de avaliação é um ciclo constante e que nunca termina na 
intervenção do Agente de Segurança Pública. O processo de contínua avaliação por parte do 
Agente ajuda a entender que o comportamento do suspeito, assim como a ação do Agente, 
pode alterar muito rapidamente, o que também requerer uma mudança de tática no emprego 
da força. 
O próximo círculo representa as diversas categorias de comportamento dos suspeitos: 
COOPERATIVE (cooperativo), PASSIV RESISTANT (resistente passivo), ACTIVE 
RESISTANT (resistente ativo), ASSAULTIVE (agressivo), GRIEVOUS BODILY HARM 
OR DEATH (pode causar lesões graves ou morte). 
O próximo círculo representa a percepção do Agente de Segurança Pública (Perception) e as 
considerações táticas (tactical considerations) que estão interligadas e contidas na mesma área 
 
 
 
 
 
 
do modelo. 
O círculo externo corresponde às opções de ação e de resposta do Agente de Segurança 
Pública, graduadas em sete níveis diferentes. Cada nível interage com o outro meio de 
mudanças de cores. A mudança não é estanque, ou seja, onde termina um nível de força, 
outros ainda estão disponíveis. São usadas cores para cada uma das graduações de força. As 
opções vão desde a presença do Agente de Segurança Pública (officer presence), habilidades 
de comunicação e verbalização (communication skills), técnicas de controle físico (SOFT- 
HARD physical control techniques), armas intermediárias ou não letais (intermediate 
weapons), e força letal (lethal force) 
A presença do Agente de Segurança Pública e as habilidade de comunicação não são 
consideradas como sendo opções de uso da força física, mas foram incluídas no modelo para 
ilustrar a gama de fatores que têm impacto sobre o comportamento de pessoa. 
Lembre-se: o Agente de Segurança Pública constantemente avalia a situação e age de maneira 
apropriada para preservar a segurança dele mesmo e da comunidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comentário. 
É um modelo muito prático, de fácil entendimento e memorização por parte do agente de 
segurança pública. 
 
Modelo CANADENSE 
 
 
Figura 3 – Modelo "CANADENSE" de uso diferenciado da força. 
Modelo NASHVILLE. 
Este modelo possui um formato gráfico em forma de “eixo de coordenadas”. O eixo “x” 
corresponde à atitude dos suspeitos e é dividido em cinco níveis. O eixo “y” corresponde aos 
 
 
 
 
 
 
quatro níveis de força. A utilização do modelo é feita através da análise do gráfico formado 
pelo cruzamento dos dois eixos “x e y”, que pode ser feita de duas formas: uma mais severa e 
outra menos severa. Fazendo parte do gráfico, como orientação, são colocados os fatores e 
circunstâncias que podem influenciar o policial para a escolha do nível de força a ser 
utilizado. 
Comentário 
É um modelo simples. Possui duas variáveis para o uso da força, não estando presente a 
avaliação do risco proporcionado pela presença do agente de segurança pública. 
 
Modelo NASHVILLE 
Polícia Metropolitana de Nashville 
Gráfico de uso de força 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 – Modelo NASHVILLE de uso diferenciado da força. 
Fonte – Metropolitan Nashville Police (1996). 
Circunstâncias especiais 
Proximidade de arma 
Fadiga/exaustão 
Incapacidade 
Posição no solo 
Iminente perigo 
Fatores de sujeição 
Idade 
Sexo 
Tamanho 
Habilidade 
Estado mental 
 
 
 
 
 
 
Modelo PHOENIX 
É o mais simples dos modelos estudados. Foi elaborado no formato de tabela, com duas 
colunas. A primeira coluna corresponde à ação do agente de segurança pública, e a segunda 
coluna à atitude da pessoa em atitudes suspeitas. O modelo divide os níveis de força e atitude 
dos suspeitos em sete graduações diferentes. O primeiro nível é a ausência de força e a 
ausência de resistência pelo suspeito. 
Comentário 
É de fácil assimilação e pode ser adaptado por qualquer órgão de segurança pública. 
 
Modelo PHOENIX 
 
Figura 5 – Modelo PHOENIX de uso diferenciado da força. 
Fonte – Phoenix Department Police (1996). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 3 – Análise comparativa dos modelos apresentados 
Em essência, os modelos estudados são semelhantes entre si. Eles relacionam o uso 
diferenciado da força pelo órgão de segurança pública à atitude demonstrada pela pessoa em 
atitudes suspeitas. 
 
Alguns, como os modelos “FLETC” e “GILIESPIE”, colocam uma avaliação de risco como 
parte integrante do gráfico, e outros não. Dos modelos estudados, três são interessantes para 
 
 
 
 
 
 
serem utilizados pelos órgãos de segurança pública, por terem um conteúdo mais completo e 
reproduzirem bem a realidade operacional da Força de Segurança Pública: modelos 
“FLETC”, “GILIESPIE” e “CANADENSE”. Considera-se, porém, o modelo 
“CANADENSE”, o mais indicado, por apresentar facilidade de aprendizagem e riqueza de 
conteúdo de forma gráfica. 
A adoção de um modelo é perfeitamente viável. Servirá para orientar os agentes de segurança 
pública em seu dia a dia operacional, dando-lhes um parâmetro mais perceptivo sobre quando, 
onde, como e porque fazer o uso da força. Além do mais, uma vez utilizada a força, fornece-
se um bom fundamento para a avaliação e acompanhamento do processo por parte da 
organização de segurança pública, facilitando o planejamento, treinamento, supervisão e a 
revisão sobre o assunto. 
Importante! 
A divulgação amplado modelo escolhido é o segredo para o sucesso de seu emprego. Na 
prática, o uso de um modelo é realizado por meio da distribuição de cartões plastificados para 
agentes de segurança pública, de cartazes colocados em locais de reuniões, em salas de aula, 
durante o treinamento de abordagens, estudos de casos, entre outros. 
 
Aula 4 – Proposta de um modelo básico do uso diferenciado da força 
Sabendo que um “modelo de uso da força” é um recurso visual, destinado a auxiliar na 
conceituação, planejamento, treinamento e comunicação dos critérios sobre o uso da força 
pelos policiais, deve-se seguir um modelo: 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6 - Modelo básico do uso diferenciado da força. 
O modelo apresentado é um gráfico em forma de trapézio com degraus em seis níveis, 
representados por cores. De um lado (esquerdo) há a percepção do agente de segurança 
pública em relação à atitude do suspeito. Do outro lado (direito), as respostas (reações) de 
forças possíveis em relação à atitude do suspeito. 
A seta, que é dupla, descreve o processo de avaliação e seleção de alternativas. De acordo 
com a atitude do suspeito, haverá uma reação do agente de segurança pública, na respectiva 
camada. Os níveis são crescentes de baixo para cima. 
É importante relembrar que o uso efetivo da força depende da compreensão sobre as relações 
de causa e efeito entre agente de segurança pública e o suspeito, o que gera uma avaliação 
prática e consequente resposta. Observam-se as ações da pessoa em atitudes suspeitas dentro 
de um contexto de confrontação, e o agente de segurança pública escolhe o nível mais 
adequado de força a ser usado ou não. 
Na prática, sua resposta como agente de segurança pública será orientada pelo procedimento 
do suspeito. Ele decide o que quer de você, e, com suas próprias ações ou pelo modo como se 
comporta, esse suspeito justificará a utilização de certo nível de força pelo órgão de segurança 
pública. Você deve empregar apenas a força necessária para controlá-lo. 
 
 
 
 
 
 
Da base para o topo, cada nível representa um aumento na intensidade de força. Isso é, a 
escala se move daquelas opções que são mais reversíveis para aquelas que são menos 
reversíveis; daquelas que oferecem menor certeza de controle para aquelas que oferecem 
maior certeza. Assim, quanto mais você sobe na escala de nível, maior será a necessidade de 
se justificar posteriormente. 
Uma vez que existam resistências e agressões em variadas formas e graus de intensidade, o 
agente de segurança pública terá que adequar sua reação à intensidade da agressão, 
estabelecendo formas de comandar e direcionar o suspeito provendo seu controle. Em contato 
com um suspeito que está atentando contra sua vida, é claro que você não terá que progredir 
nível por nível sua escala de força até você alcançar alguma forma de fazê-lo parar. O ideal é 
que você fale antes e use a força somente se sua habilidade de negociar falhar. Existem, 
entretanto, circunstâncias em que você não poderá dizer nada além de: “Pare!”. 
Você pode mentalmente percorrer toda a escala de força em menos de um segundo e escolher 
a resposta que lhe parecer mais adequada ao tipo de ameaça que enfrenta. Se sua manobra 
falha ou as circunstâncias mudam, você pode aumentar seu poder, ampliando o nível de força 
de um modo consciente, ao invés de agir com raiva ou medo. Essa avaliação entre as opções 
para a abordagem ajuda você a manter seu equilíbrio tático. 
 
Finalizando... 
Não se pode falar em melhor modelo e nem em único modelo. Cada um dos modelos 
apresentados foi criado para representar como cada estudioso, ou órgão de segurança pública, 
observa e orienta a gradação do uso da força. 
No próximo módulo, seu estudo terá como foco os princípios básicos do uso da força. 
 
 
 
 
 
 
 
Exercícios 
1. Analise os modelos apresentados do uso da força e arma de fogo e proponha um modelo 
básico a ser empregado em sua organização de segurança. 
Orientação de resposta: Vale a criatividade do aluno, desde que apresente as ações do 
abordado e as repostas do Agente de Segurança Pública. 
 
2. Elabore um quadro-resumo dos principais modelos de uso diferenciado da força 
apresentados neste módulo: 
FLETC / GILLESPIE / REMSBERG / CANADENSE / NASHVILLE / PHOENIX 
Orientação de resposta: O modelo apresentado pelo aluno deve estar em conformidade com os 
modelos apresentados no respectivo módulo. 
Veja um exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODELO SISTEMA DE CORES 
NÍVEIS DE FORÇAS 
(ALTERNATIVAS) 
AVALIAÇÃO 
DA ATITUDE 
DO SUSPEITO 
PERCEPÇÃO DE 
RISCO FORMATO 
FLETC 
Cinco cores 
representando 
níveis 
diferentes do 
gráfico de 
força. 
Cinco níveis 
Comandos verbais 
Controle de comandado 
Técnicas de submissão 
Táticas defensivas 
Força mortífera 
Cinco níveis 
Submissa 
Resistência 
passiva 
Resistência ativa 
Ameaça física 
Ameaça morta 
Cinco níveis 
Profissional 
Tática 
Limiar de ameaça 
Ameaça danosa 
Ameaça mortal 
Gráfico em 
forma de 
degrau, com 
cinco níveis e 
três painéis. 
GILIESPIE 
Quatro cores 
representando 
níveis 
diferentes de 
percepção do 
policial e 
atitude do 
suspeito. 
Cinco níveis que 
interagem entre si: 
Presença 
Verbalização 
Técnicas de mão 
Armas de impacto 
Armas de fogo/força letal 
Quatro níveis: 
Cooperativo 
Não cooperativo 
Agressivo 
Desarmado 
Agressivo armado 
Três níveis: 
Ameaça 
desconhecida 
Tipo de atividade 
criminal 
investigativa 
Alto risco 
Tabela com 
uso de cores. 
REMSBERG Inexistente 
Cinco níveis subdivididos 
em outros níveis: 
Presença 
Verbalização 
Técnicas de mão 
Armas de impacto 
Arma de fogo/ Força letal 
Inexistente Inexistente 
Gráfico em 
forma de 
graus. 
CANADENSE 
Sete cores. 
Cada uma 
está 
relacionada 
com o nível 
de força 
utilizado pelo 
policial. 
Sete níveis: 
Presença policial 
Comandos verbais 
Mãos livres (leve) 
Mãos livres (+ severo) 
Aerossóis 
Arma de impacto 
Arma letal 
Cinco níveis: 
Cooperativo 
Não combativo 
Resistente 
Combativo 
Morte ou lesão 
grave 
Não está presente 
no modelo gráfico. 
É colocado como 
observação. 
Círculos 
sobrepostos 
NASHVILLE Inexistente 
Quatro níveis: 
Total submissão 
Passivo Defensivo 
Agressão ativa 
Agressão ativa agravada 
Inexistente, 
porém insere obs. 
sobre fatores e 
circunstâncias 
que influenciam a 
avaliação do uso 
da força. 
Inexistente, porém 
insere obs. sobre 
fatores que 
influenciam a 
avaliação do uso da 
força. 
Eixo de 
coordenadas 
“x,y” 
PHOENIX Inexistente 
Sete níveis: 
Ausência de resistência 
Intimidação psicológica 
Não submisso 
Resistência passiva 
Resistência defensiva 
Atitude agressiva 
Arma de fogo 
Inexistente Inexistente Tabela com duas colunas

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