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PROFESSOR: PAULO LACERDA
	 (Orçamento Público) – 10ª AULA 
10.1 SIAFI
ORIGEM
Até o exercício de 1986, o Governo Federal convivia com uma série de problemas de natureza administrativa que dificultavam a adequada gestão dos recursos públicos e a preparação do orçamento unificado, que passaria a vigorar em 1987:
Emprego de métodos rudimentares e inadequados de trabalho, onde, na maioria dos casos, os controles de disponibilidades orçamentárias e financeiras eram exercidos sobre registros manuais;
Falta de informações gerenciais em todos os níveis da Administração Pública e utilização da Contabilidade como mero instrumento de registros formais;
Defasagem na escrituração contábil de pelo menos, 45 dias entre o encerramento do mês e o levantamento das demonstrações Orçamentárias, Financeiras e Patrimoniais, inviabilizando o uso das informações para fins gerenciais;
Inconsistência dos dados utilizados em razão da diversidade de fontes de informações e das várias interpretações sobre cada conceito, comprometendo o processo de tomada de decisões;
Despreparo técnico de parte do funcionalismo público, que desconhecia técnicas mais modernas de administração financeira e ainda concebia a contabilidade como mera ferramenta para o atendimento de aspectos formais da gestão dos recursos públicos;
Inexistência de mecanismos eficientes que pudessem evitar o desvio de recursos públicos e permitissem a atribuição de responsabilidades aos maus gestores;
Estoque ocioso de moeda dificultando a administração de caixa, decorrente da existência de inúmeras contas bancárias, no âmbito do Governo Federal. Em cada Unidade havia uma conta bancária para cada despesa. Exemplo: Conta Bancária para Material Permanente, Conta bancária para Pessoal, conta bancária para Material de Consumo, etc. 
A solução desses problemas representava um verdadeiro desafio à época para o Governo Federal. O primeiro passo para isso foi dado com a criação da Secretaria do Tesouro Nacional - STN, em 10 de março de 1986., para auxiliar o Ministério da Fazenda na execução de um orçamento unificado a partir do exercício seguinte.
A STN, por sua vez, identificou a necessidade de informações que permitissem aos gestores agilizar o processo decisório, tendo sido essas informações qualificadas, à época, de gerenciais. Dessa forma, optou-se pelo desenvolvimento e implantação de um sistema informatizado, que integrasse os sistemas de programação financeira, de execução orçamentária e de controle interno do Poder Executivo e que pudesse fornecer informações gerenciais, confiáveis e precisas para todos os níveis da Administração.
Desse modo, a STN definiu e desenvolveu, em conjunto com o SERPRO, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI em menos de um ano, implantando-o em janeiro de 1987, para suprir o Governo Federal de um instrumento moderno e eficaz no controle e acompanhamento dos gastos públicos.
Com o SIAFI, os problemas de administração dos recursos públicos que apontamos acima ficaram solucionados. Hoje o Governo Federal tem uma Conta Única para gerir, de onde todas as saídas de dinheiro ocorrem com o registro de sua aplicação e do servidor público que a efetuou. Trata-se de uma ferramenta poderosa para executar, acompanhar e controlar com eficiência e eficácia a correta utilização dos recursos da União.
Com isso, o acompanhamento da execução do Orçamento Brasileiro tem sido facilitado a partir desse sistema, que permite a unificação das contas públicas e o acompanhamento em tempo quase real da destinação das verbas orçamentárias. Mas a próxima existência do SIAFI pode se apresentar como reflexo da ausência de políticas públicas de informação direcionadas para a transparência da coisa pública, por mais paradoxal que essa possa parecer à primeira vista. Isso porque o SIAFI é hoje apontado como o principal instrumento disponível de controle das contas públicas por parlamentares e técnicos da Consultoria de orçamento das casas Legislativas encarregados de promover o controle externo do planejamento orçamentário. Entretanto, a história da implantação do sistema pode oferecer algumas pistas dos motivos que têm levado o potencia de transparência da informação orçamentária a permanecer distante.
Acontece que, embora hoje o SIAFI tenha essa importância para aqueles que, constitucionalmente, são encarregados de realizar o controle externo, ele não foi criado com essa finalidade. Muito antes, seu objetivo inicial era atender a uma demanda do governo federal de unificação e controle de suas contas.
OBJETIVOS DO SIAFI
Prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública; 
Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal; 
Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal; 
Padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;
Permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas supervisionadas; 
Permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas;
Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;
Permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e 
Proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.
FORMAS DE ACESSO
O sistema Siafi possibilita que as unidades gestoras, na efetivação dos registros da execução orçamentária, financeira e patrimonial, o acessem de forma online ou off line, conforme apresentado a seguir
Acesso on line
A forma de acesso on line apresenta as seguintes características:
–todos os documentos orçamentários e financeiros das unidades gestoras são emitidos diretamente pelo sistema;
–a própria unidade gestora atualiza os arquivos do sistema, digitando, por intermédio de terminais conectados ao Siafi, os dados relativos aos atos e fatos de sua gestão;
–as disponibilidades financeiras da unidade gestora são individualizadas em contas contábeis no Siafi, compondo o saldo da conta única e de outras contas.
Acesso off line
A forma de acesso off line apresenta as seguintes características:
–as disponibilidades financeiras da unidade são individualizadas em conta corrente bancária e não compõem a conta única;
–a unidade gestora emite os seus documentos orçamentários, financeiros e contábeis previamente à introdução dos respectivos dados no sistema;
–a unidade não introduz os dados relativos aos seus documentos, no sistema, o que deve ser realizado por intermédio de outra unidade, on line, denominada Pólo de Digitação.
PRINCIPAIS DOCUMENTOS
No Siafi, os fatos contábeis são escriturados por meio de códigos formados por seis dígitos, denominados eventos, que são informados em documentos de entrada de dados especialmente criados para esse fim, entre os quais se destacam:
a) Nota de Dotação (ND) Documento utilizado basicamente no registro do orçamento da despesas e da dotação estabelecida em créditos adicionais;
b) Nota de Movimentação de Crédito (NC) Documento utilizando especialmente na movimentação dos créditos orçamentários e/ou adicionais para dentro do mesmo órgão ou para outro órgão;
c) Nota de Pré-Empenho (PE) 
Documento utilizado somente para efetuação de bloqueios orçamentários por meio do instrumento denominado de pré-emprenho, que consiste em tornar os créditos orçamentários indisponíveis temporariamente para empenho;
d) Nota de Empenho (NE) 
Documento usado unicamente para emissão de empenhos, reforço de empenhos emitidos a menor ou anulação de empenhos emitidosa maior, à conta dos créditos consignados no orçamento ou em créditos adicionais;
e) Nota de Lançamento (NL) 
Documento utilizado para os mais diversos fins, tais como: registro da previsão da receita, apropriação de despesas, assinatura de contratos, ou seja, basicamente é adotado em todos os fatos que não envolvam movimentação financeira. É um documento extra-caixa e dos mais utilizados rotineiramente. Alguns lançamentos são efetuados de forma automática pelo Siafi, com uso de uma variante desse documento chamado NS – Nota de Lançamento de Sistema;
f) Ordem Bancária (OB) 
Documento utilizado nas transferências financeiras entre órgãos, unidades gestoras, pagamento a fornecedores, pessoal etc. Todos os desembolsos financeiros do órgão somente poderão ser realizados por intermédio da Ordem Bancária. Este documento possui evento de máquina, responsável pelo lançamento a crédito na conta única;
Para saber mais
A Instrução Normativa STN nº 4/98 que dispõe sobre a 
conta única do Tesouro Nacional estabelece que a movimentação de recursos será efetuada através de Ordem Bancária - OB, DARF-Eletrônico - DF, GRPS – Eletrônica, Nota de Sistema - NS ou Nota de Lançamento - NL, de acordo com as respectivas finalidades.
Existem diversos modalidades de Ordem Bancária, entre as quais podemos citar:
g) Guia de Recebimento (GR) 
Documento empregado no registro de embolsos financeiros em contas bancárias do órgão, exceto a conta única que somente pode ser movimentada por Ordem Bancária e documentos especiais. Este documento (GR) possui evento de máquina responsável pelo lançamento a débito em conta banco;
h) Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF- eletrônico) 
Documento utilizado pelas unidades gestoras integrantes da conta única para o recolhimento de tributos e outras receitas federais imediatas e diretamente para o Tesouro Nacional, sem necessidade de passar pela rede bancária. Este documento possui evento de máquina responsável, principalmente pela transferência do limite de saque da unidade gestora na conta única para a Secretaria do Tesouro Nacional;
i) Guia da Previdência Social (GPS – eletrônica) 
Documento utilizado pelas unidades gestoras integrantes da Conta Única do Tesouro Nacional, com o objetivo de propiciar o recolhimento das contribuições devidas para a seguridade social, transferindo os recursos de forma automática para a conta única do INSS.
CONCEITUAÇÃO BÁSICA ADOTADA NO SIAFI
a) Órgão 
Definição que engloba os ministérios, o Ministério Público, as entidades supervisionadas, os Tribunais do Poder Judiciário, as Casas do Poder Legislativo e as Secretarias da Presidência da República. O órgão subordinado é a entidade supervisionada por um órgão da Administração Direta. O órgão superior é a unidade da Administração Direta que possua entidades por ele supervisionadas. Sub-órgão é um subconjunto de unidades gestoras pertencentes a um mesmo órgão.
b) Entidade Supervisionada 
Para fins de Siafi, considera-se entidade supervisionada aquela pertencente à administração descentralizada federal que receba recursos do Orçamento Geral da União e que tenha o seu orçamento nele incluído, inclusive ao nível de Quadro de Detalhamento da Despesa, exceto a entidade que receba recurso exclusivamente a título de aumento de capital ou de prestação de serviço.
SEGURANÇA
O SIAFI apresenta uma série de métodos e procedimentos para disciplinar o acesso e assegurar a manutenção da integridade dos dados e do próprio sistema. Esta proteção se dá tanto contra utilizações indevidas ou desautoirzadas como eventuais danos que pudessem ser causados aos dados. Assegura-se, portanto, a confiabilidade dos dados no sistema, sua responsável utilização e a responsabilização dos gestores e usuários que delas dispõe. A segurança do Sistema tem por base os seguintes princípios e instrumentos: 
SENHA      
Conformidade Contábil      
Conformidade de Operadores      
Conformidade de Registro de Gestão      
Identificação das Operações do Usuário      
Integridade e Fidedignidade dos Dados      
Inalterabilidade dos Documentos 
SENHA
 Para utilizar o SIAFI, os usuários são habilitados formalmente por meio do cadastramento de uma senha SENHA, quando são especificados os perfis e níveis de acesso de cada usuário. Perfil é o conjunto de determinadas transações atribuídos a cada Operador, para atender às necessidades de execução e consulta ao Sistema. Enquanto o nível de acesso determina o grau de inclusão de dados e a abrangência das consultas feitas pelo usuário no sistema SIAFI. Cabe sempre lembrar que o usuário responde integralmente pelo uso do sistema sob a sua senha e obriga-se a cumprir os requisitos de segurança instituídos pela STN, sujeitando-se ás conseqüências das sanções penais ou administrativas cabíveis em decorrência do mau uso.
Estas Habilitações são regidas pelos seguintes instrumentos legais:  
NORMA DE EXECUÇÃO Nº 01 DE 13 DE JUNHO DE 2001,      
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03 DE 23 DE MAIO DE 2001      
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 06 DE 31 DE OUTUBRO DE 2007 
Conformidade Contábil
A Conformidade Contábil é a conferência efetuada pelas Unidades Setoriais Contábeis de UG e de Órgão tendo como objetivo assegurar o fiel e tempestivo registro dos dados contábeis registrados pelas UG no SIAFI, relativos aos atos e fatos de sua gestão financeira, orçamentária e patrimonial, de acordo com a documentação.
Conformidade de Operadores
A Conformidade de Operadores ou Circularização de Senhas tem por objetivo automatizar a rotina periódica de confirmação ou desativação de usuário pela própria Unidade Gestora (UG), através de seu operador habilitado a proceder a confirmação. A não execução da Conformidade de Operadores no mês, implica na suspensão dos usuários da UG.
Conformidade de Registro de Gestão
A Conformidade dos Registros de Gestão consiste na certificação dos registros dos atos e fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial incluídos no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI e da existência de documentos hábeis que comprovem as operações.
Identificação das Operações do Usuário
Quando o usuário entra no sistema, automaticamente são registrados o seu CPF, a hora e de qual terminal foi feito o acesso. Esta medida tem o objetivo de monitorar as ações danosas ou fraudulentas executadas utilizando-se o sistema. Da mesma forma, a inclusão ou modificação de dados no sistema também é registrada com a identificação do CPF, a hora e o nome do autor da operação.
Integridade e Fidedignidade dos Dados
Uma vez registrado um documento no sistema, não é permitida a sua alteração. A imutabilidade dos documentos permite que sejam acompanhados todas as modificações nos dados do sistema e para a correção ou anulação de um documento já registrado é necessário que seja incluído um novo documento de forma a retificar o anterior.
Inalterabilidade dos Documentos
Uma vez incluídos os dados de um documento no SIAFI e após sua contabilização, qualquer irregularidade for constatada nesses dados, somente será possível corrigi-la por meio da emissão de um novo documento que efetue o acerto do irregular.
Identificação das operações do usuário: 
Quando o usuário entra no sistema, automaticamente são registrados o seu CPF, a hora e de qual terminal foi feito o acesso. 
Esta medida tem o objetivo de monitorar as ações danosas ou fraudulentas executadas utilizando-se o sistema. Da mesma forma, a inclusão ou modificação de dados no sistema também é registrada com a identificação do CPF, a hora e o nome do autor da operação. 
Integridade e fidedignidade dos dados: 
Uma vez registrado um documento no sistema, não é permitida a sua alteração. A imutabilidade dos documentos permite que sejam acompanhadas todas as modificações nos dados do sistema e para a correção ou anulação de um documento já registrado é necessário que seja incluído um novo documento de forma a retificar o anterior. 
Forma de acesso: 
O SIAFI permite que as UG, na efetivação dos registrosda execução orçamentária, financeira e patrimonial o acessem de forma "on line" ou "off line".
A forma de acesso "on line" caracteriza-se pelo fato de: 
Todos os documentos orçamentários, financeiros e patrimoniais das UGs serem emitidos diretamente pelo sistema; 
A forma de acesso "off line" caracteriza-se pelo fato de: 
As disponibilidades financeiras da Unidade serem individualizadas em conta corrente bancária e não compõem a conta única; 
A UG emitir seus documentos orçamentários, financeiros e patrimoniais previamente à introdução dos respectivos dados no sistema; 
A UG não introduzir os dados relativos a seus documentos no sistema, o que é feito através de outra unidade, denominada Pólo de Digitação. 
Cabe a Secretaria do Tesouro Nacional definir qual a forma de acesso de cada UG, ouvido o respectivo ministério ou órgão. 
 A alteração da forma de acesso de determinada UG será efetuada pela Secretaria do Tesouro Nacional, por solicitação do respectivo ministério ou órgão.
PLANO DE CONTAS: 
Conceito: Plano de contas é o conjunto de títulos previamente definidos, organizados e codificados com o objetivo de uniformizar o registro contábil dos atos e fatos públicos. 
Propósito do plano de contas: Atender de maneira uniforme e sistematizada os registros contábeis dos atos e fatos relacionados com os recursos do tesouro nacional sob a responsabilidade dos órgãos da administração direta e indireta, de forma a proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento e consolidação dos dados e atender as necessidades de informações em todos os níveis da administração pública federal.
Objetivo do plano de contas da Administração Pública Federal: 
Realçar o estado patrimonial e suas variações, concentrando as contas típicas de controle nos grupos de compensação, de forma a propiciar o conhecimento mais adequado da situação econômico-financeira de uma gestão administrativa; 
Padronizar o nível de informações dos órgãos da administração direta e indireta com a finalidade de auxiliar o processo de tomada de decisão, ampliando a quantidade dessas informações e facilitando a elaboração do balanço geral da União; 
Permitir, através da relação de contas e tabelas, a manutenção de um sistema integrado de informações orçamentárias, financeiras e patrimoniais na administração publica federal, com a extração de relatórios necessários a analise gerencial, inclusive balanços e demais demonstrações contábeis, capaz de atender aos aspectos legais e fiscais.
São grupos de contas estruturados em níveis de desdobramento, classificados e codificados de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação orçamentária, financeira e patrimonial, compreendendo sete níveis, da seguinte forma: 
1º nível – classe. X – 1º dígito - código da conta. 
2º nível – grupo. X– 2º dígito - código da conta. 
3º nível – subgrupo. X– 3º dígito - código da conta. 
4º nível – elemento. X– 4º dígito - código da conta. 
5º nível – subelemento. X– 5º dígito - código da conta. 
6º nível – item. XX – 6/7º dígitos - código da conta. 
7º nível – subitem. XX –8/9º dígitos - código da conta. 
Conta corrente. Código variável. 
Na prática, como é utilizada essa estrutura? 
Vamos supor a realização de uma despesa de custeio cuja conta possui essa codificação 3.3.3.9.0.30.01 – Despesas Correntes (Material de Expediente). 
No Plano de Contas essa despesa ficaria classificada da seguinte forma: 
DÍGITO DESDOBRAMENTO DESCRIÇÃO DO FATO 
1º dígito. Classe. (3) Despesa. 
2º dígito. Grupo. (3) Despesas Correntes. 
3º dígito. Subgrupo. (3) Outras Despesas Correntes. 
4º dígito. Elemento. (9) Aplicações Diretas. 
5º dígito. Subelemento. (0) 
6º/7º dígitos. Item. (30) Material de Consumo 
8º/9º dígitos. Subitem. (01) Material de Expediente 
TABELA DE EVENTOS
Na execução orçamentária da despesa, a classificação econômica quanto à natureza das despesas é definida pelo código 3.3.90.30. O que corresponde aos seguintes dígitos: 2º, 3º, 4º (combinando com o 5º), 6º e 7º do código da conta, conforme demonstrado abaixo:
Todas as unidades gestoras integrantes do SIAFI deverão utilizar, para registro de suas transações diárias, os códigos da tabela de eventos. 
Caso não seja encontrado na tabela o evento que expresse com bastante clareza a transação a ser processada, o usuário do sistema deverá contatar o órgão de contabilidade setorial para os esclarecimentos necessários.
O SIAFI somente validará os documentos de entrada de dados, em termos de registros contábeis, se eles se apresentarem com os eventos que, no todo, completem partidas dobradas (total dos débitos igual ao total dos créditos). Método das partidas dobradas. 
A Coordenação-geral de contabilidade da STN e o órgão responsável pela administração da tabela de eventos.
Para tentar melhorar o entendimento deste tópico iremos elaborar um quadro resumo acerca da tabela de eventos:
Tabela de Eventos e o instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas ou documentos de entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos.
A tabela de eventos está organizada da seguinte forma: 
O código do evento é composto de 6 (seis) dígitos, estruturados da seguinte forma: XX. Y. ZZZ.
As classes de eventos são:
ESTRUTURA DO SIAFI
O SIAFI está estruturado em sistema e subsistemas, cada sistema está organizado por subsistemas – atualmente são 21 – e estes, por módulos. 
Dentro de cada módulo estão agregadas inúmeras transações, que guardam entre si características em comum. Nesse nível de transação é que são efetivamente executadas as diversas operações do SIAFI, desde entrada de dados até consultas, conforme o quadro a seguir:
Exemplo de subsistemas: 
Controle de Haveres e Obrigações: 
- Dívida Pública – DIVIDA. 
- Haveres – HAVERES.
- Controle de Obrigações – OBRIGACAO. 
- Operações Oficiais de Crédito – O2C. 
Administração do Sistema: 
- Administração do Sistema – ADMINISTRA. 
- Auditoria – AUDITORIA. 
- Centro de Informação – CI. 
- Conformidade – CONFORM. 
- Manual – MANUALMF. 
Execução Orçamentária e Financeira : 
- Contábil – CONTABIL. 
- Documentos do SIAFI – DOCUMENTO. 
- Orçamentário e Financeiro – ORCFIN.
FUNDAMENTOS LÓGICOS
Como vimos anteriormente, os eventos possuem correlação com os documentos de entrada de dados no sistema, à exceção dos eventos das classes 50, 60, 70 e 80, que podem aparecer indistintamente na Nota de Lançamento – NL e Ordem Bancária – OB.
7.5.1. Eventos da Classe 10
Os eventos de classe 10.0.XXX são preenchidos de forma individual na Nota de Lançamento (NL) e destinam-se normalmente ao registro da previsão inicial e adicional da receita orçamentária, bem como as suas anulações.
7.5.2. Eventos da Classe 20
Os eventos da classe 20.0.XXX são indicados na Nota de Dotação – ND e têm por objetivo o registro da dotação inicial da despesa orçamentária, os créditos adicionais, a antecipação da dotação da LDO, suas anulações e outros fatos relativos à dotação das despesas. Esses eventos são preenchidos de forma individual, ressaltando as exceções de utilização conjugada, no entanto, com eventos de mesma classe.
7.5.3. Eventos da Classe 30
Os eventos da classe 30.0 XXX são informados de forma individual na Nota de Movimentação de Crédito – NC e normalmente destinam-se ao registro da descentralização interna (provisão) e externa (destaque) do crédito orçamentário ou adicional, suas anulações, bem como a exclusão de outros fatos ligados à movimentação de créditos orçamentários.
7.5.4. Eventos da Classe 40
Os eventos da classe 40.0 XXX são indicados na Nota de Empenho – NE ou Nota de Pré-Empenho – PE, de forma individualizada, e normalmente têm por objetivo o registro de emissão, reforços e anulação de pré-empenhos, emissão, reforço e anulação de empenhos, bem como o cancelamento de restos a pagar e outros fatos relativos ao comprometimento do crédito orçamentário ou adicional.
7.5.5. Eventos da Classe 50
Os eventos iniciados como dígito 5X.0 XXX, quando informados na NL, não podem se apresentar de forma individual, exceto os de classes 54.0.XXX, que identificam partida contábil dobrada (débito e crédito), enquanto os demais são eventos representativos de partida contábil de débitos (classes 51, 53 e 55 ) ou de créditos (52 e 56). Veja que as classes terminadas em número ímpar possuem sinal devedor, enquanto as que terminam em número par possuem sinal credor.
Quando informados na Ordem Bancária, essa classe de eventos pode aparecer individualmente, já que a este documento está vinculado um evento de máquina (XX.1.XXX) que finaliza a partida dobrada. Com essa informação, acredito que fique mais fácil entender as possibilidades de combinação entre as classes constantes da tabela de eventos.
A combinação natural dos eventos de classe 51,52,53,54,55 e 56 é a seguinte:
–Utilizam-se os eventos da classe 51.0.XXX sempre que a despesa orçamentária, seja corrente ou de capital, for reconhecida, esteja ou não em condições de pagamento. É a classe de eventos que caracteriza a formalização contábil do segundo estágio da execução da despesa orçamentária, denominado liquidação. Tais eventos exigem como complemento eventos de código 52.0.XXX para o caso de retenção da respectiva obrigação na NL. Tratando-se de pagamento imediato, o evento de despesa é utilizado diretamente na Ordem Bancária que, simultaneamente, irá apropriar e quitar a despesa; 
–Utilizam-se os eventos da classe 52 0. XXX normalmente em conjunto com os de classe 51.0. XXX, sempre que houver retenção da obrigação para pagamento posterior. São os eventos responsáveis pelo registro de obrigações, como, por exemplo: contribuição para o Plano de Seguridade Social do Servidor – PSSS, pensão alimentícia, imposto de renda a recolher, consignações em geral, INSS a recolher, FGTS a recolher, fornecedores, pessoal a pagar etc.; 
–Utilizam-se os eventos da classe 53.0.XXX para liquidar (quitar) obrigações retidas por meio dos eventos 52.0.XXX. Suas dezenas finais mantêm, geralmente, correlação entre si, a fim de facilitar a identificação e o uso dos mesmos. Tais eventos são responsáveis pelo lançamento a débito nas contas de obrigação, cujo registro a crédito foi realizado por meio dos eventos de classe 52.0. XXX;
–Utilizam-se os eventos da classe 54.0.XXX de forma individual e quando se destinarem à realização de registros contábeis diversos, como, por exemplo: apropriação de adiantamentos concedidos e suas baixas, apropriação da depreciação, amortização e exaustão, registro da incorporação de bens recebidos em doação, registro de baixa de estoques, apropriação de reavaliação de bens, registro da assinatura de contratos, registro de homologação, impugnação de prestação de contas, baixa de suprimento de fundos, baixa e cancelamento da dívida ativa, baixa de bens por doação, permuta e outros casos. Essa classe de eventos apresenta menor facilidade na identificação de um código de evento específico, tendo em vista que possui a maior quantidade de códigos, aproximadamente a mil eventos. Existe a necessidade de se reletir na criação de novas classes de eventos, a fim de se distribuir em grupos mais ou menos correlatos boa parte dos eventos dessa classe, no intuito de facilitar o seu uso, em que pese o fato de o Siafi já dispor de meio eletrônico (uso da transação CONEVENTO), que apoia o gestor na identificação de um evento específico em qualquer das classes, a partir de uma conta informada;
–Utilizam-se os eventos da classe 55.0. XXX para apropriar valores representativos de direitos, inclusive os desembolsos realizados pela própria unidade gestora, visando à prestação de contas posterior. Tais eventos respondem pelo registro de valores a receber, tais como: depósitos bancários, tributos a compensar, adiantamento de salário-família, salário-maternidade etc.;
–Utiliza-se os eventos da classe 56.0.XXX para liquidar direitos apropriados pelos eventos 55.0.XXX. Suas dezenas finais mantêm, geralmente, correlação entre si, para facilitar a identificação dos mesmos. Tais eventos são responsáveis pelo lançamento a crédito nas contas de direitos, cujo débito foi realizado pelos eventos de classe 55.
7.5.6. Eventos da Classe 60
Quando informados na nota de lançamento, os eventos das classes 61.0.XXX, 70.0.XXX e 80.0.XXX não devem aparecer individualmente, pois o primeiro e o segundo identificam partida contábil de débito, enquanto o terceiro, de crédito. Quando informados na Ordem Bancária, podem aparecer individualmente, uma vez que este documento encontra-se vinculado a evento de máquina (XX.1.XXX), cuja a finalidade é finalizar a partida dobrada.
A correlação natural dessas classes de eventos é a seguinte:
–Utilizam-se os eventos da classe 61.0.XXX para liquidar empenhos, inscrição em restos a pagar não-processados ao final do exercício anterior, e exigem como contrapartida eventos de saída de recursos de bancos, no caso de pagamento imediato na Ordem Bancária ou eventos da classe 52.0.XXX na Nota de Lançamento, quando for o caso de apropriação de fornecedores a pagar em momento posterior. Visando a facilitar o seu uso, o código seqüencial desses eventos, geralmente, coincide com o dos eventos da classe 51.0. XXX, visto que, normalmente, trata-se de restos a pagar de despesas orçamentárias do ano anterior. Tais eventos são adotados, portanto, para formalizar contabilmente a liquidação dos restos a pagar não-processados, que foram inscritos ao final do exercício anterior. Os restos a pagar, aqui liquidados, referem-se às despesas correntes e de capital do orçamento do ano anterior. Assim encontraremos a liquidação de obrigações inscritas em restos a pagar de despesas, tais como: pessoal e encargos sociais, aquisição de material de consumo, material permanente, serviços, obras e instalações etc.
7.5.7. Eventos da Classe 70
Utilizam-se os eventos da classe 70.0.XXX para a realização de desembolsos e transferências financeiras que exigem, como contrapartida, eventos de saída de recursos de bancos, próprios da Ordem Bancária. Tais eventos são responsáveis pelo registro da liberação de cotas, repasses, sub-repasses, transferências financeiras para atender o pagamento de restos a pagar (OTR), de aplicações financeiras, da devolução de depósitos de diversas origens (depósitos e cauções, depósitos judiciais, depósitos para recursos) da devolução de depósitos de terceiros, e outros.
7.5.8. Eventos da Classe 80
Utilizam-se os eventos da classe 80.0.XXX para apropriação da receita e outros embolsos que exigem, como contrapartida, eventos de entrada de recursos em bancos. Podem ser citados na Nota de Lançamento, quando do registro da apropriação da arrecadação (classificação) da receita orçamentária, seja corrente ou de capital, resgate de aplicações financeiras, recebimentos de depósitos de diversas origens (depósitos cauções, depósitos judiciais, depósitos para recursos) etc.
Observação:
Em todos os exemplos mencionados anteriormente acerca da utilização das classes dos eventos, foi citado apenas o principal lançamento. Cumpre-nos esclarecer que o procedimento adotado no Siafi para registro contábil possui inúmeras contas com registros a débitos e a créditos. Os exemplos citados neste capítulo possuem finalidade didática e, por isso, foram apresentados de forma simplificada.
10.2 SIDOR
O Sistema Integrado de Dados Orçamentários, ou SIDOR, é o sistema responsável pelo controle e acompanhamento das etapas e aprovação do Orçamento da União, ou seja, é um conjunto de procedimentos, justapostos entre si, com a incumbência de cuidar do processamento de cunho orçamentário, através de computação eletrônica, cabendo sua supervisão à Secretaria de Orçamento Federal (SOF). Ele foi desenvolvido pelo Serpro.
Descrição das Atividades do Detalhamento da Proposta Setorial
Para a elaboração da proposta orçamentária 2010 o sistema de informação a ser utilizado será o SIOP – Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento, que integra as bases do SIGPLAN e do SIDOR, facilitando assim, aentradas dos dados e a melhoria da informação. 
Com base nos referenciais monetários os Órgãos Setoriais detalham, no SIOP, a abertura desses limites em nível da estrutura funcional e programática da despesa. Dentro do escopo da escassez de recursos, cada Órgão Setorial primará, no processo de alocação orçamentária, pela melhor distribuição, tendo como princípio a ótica das prioridades e da qualidade do gasto. 
Vale registrar que o detalhamento da proposta orçamentária para as despesas com sentenças/precatórios e com a parcela da dívida contratual, que não diz respeito aos Encargos Financeiros da União, é feito diretamente pela Secretaria de Orçamento Federal – SOF. As informações para elaboração da proposta relativa a essas despesas são captadas pela SOF junto, respectivamente, aos Tribunais Superiores e aos Órgãos Setoriais. 
A captação da proposta setorial para 2010 será aberta segundo o cronograma no SIOP, por Unidade Orçamentária e tipo de detalhamento e apresentará as seguintes particularidades: 
- A proposta das Unidades Orçamentárias será feita no SIOP e encaminhada aos seus respectivos Órgãos Setoriais para análise, revisão e ajustes. Tanto no momento das Unidades Orçamentárias quanto no dos Órgãos Setoriais a proposta é elaborada por tipo de detalhamento orçamentário compatível com as ações orçamentárias, desdobradas por subtítulos pertinentes a cada tipo de detalhamento; 
-As fontes de recursos serão indicadas na fase da elaboração da proposta, ressaltando que a proposta setorial deverá incluir o detalhamento das despesas a serem custeadas com recursos oriundos de:
10.3 CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIOANL
A Conta Única, criada em dezembro de 1986 e implantada em setembro de 1988, representou uma mudança radical no controle de caixa do Tesouro Nacional, em virtude da racionalização na movimentação dos recursos financeiros no âmbito do Governo Federal. Com ela, todas as Unidades Gestoras on line do SIAFI passaram a ter os seus saldos bancários registrados e controlados pelo sistema, sem contas escriturais no Banco do Brasil. Assim, a Conta Única é uma conta mantida junto ao Banco Central do Brasil, destinada a acolher, em conformidade com o disposto no artigo 164 da Constituição Federal, as disponibilidades financeiras da União que se encontram à disposição das Unidades Gestoras on line, nos limites financeiros previamente definidos.
Pelo SIAFI, portanto, é que se faz o controle desses saldos e a transferência de recursos entre as Unidades Gestoras. No caso de pagamento de despesas entre unidades gestoras o sistema efetua instantaneamente o crédito de recursos à Unidade Gestora favorecida e o débito à Unidade Gestora emitente, por meio de Ordens Bancárias - OB intra-SIAFI. As OBs emitidas para outros favorecidos que não Unidade Gestora on line são consolidadas diariamente até o fechamento do SIAFI num arquivo magnético que é enviado ao Banco do Brasil para processamento e realização dos créditos aos respectivos favorecidos.
O Banco do Brasil, por sua vez, remete diariamente à Secretaria do Tesouro Nacional, para registro no SIAFI, até às 07 horas, arquivo magnético contendo os documentos de transferência de recursos recebidos na rede bancária para a Conta Única, referente à sistemática de depósito direto. Esse arquivo é processado, efetuando assim os créditos às respectivas Unidades Gestoras favorecidas no SIAFI. 
A arrecadação de receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal e pelo INSS é repassada para a Conta Única pela rede bancária credenciada diariamente, por meio de mensagens específicas constantes do catálogo de mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB. Algumas modalidades de Ordens Bancárias, referentes a pagamentos de Precatórios, Resgate de Títulos, Depósitos Judiciais e Folha de Pagamento, também são enviadas diretamente à instituição financeira favorecida por meio do SPB, sem trânsito pelo agente financeiro. Nesses casos o Tesouro Nacional solicita ao Banco Central que seja efetuado o débito da Conta Única e o crédito da reserva bancária das instituições favorecidas. 
Assim, os saques de recursos são realizados por OB diretamente no SIAFI, depois de o Tesouro Nacional autorizar o Banco Central a efetuar o saque na Conta Única e disponibilizar os recursos ao Banco do Brasil para os pagamentos correspondentes. Por outro lado, a entrada de recursos ocorre por meio de depósitos na Conta Única efetuados junto ao Banco do Brasil e encaminhados ao Banco Central, com registro no SIAFI. Todo esse processo está ilustrado na figura abaixo : 
 Para viabilizar que outros bancos, previamente autorizados pelo Ministério da Fazenda, atuem como agentes financeiros do Tesouro, foi desenvolvido um processo alternativo à Conta Única dentro do SIAFI que é acionado quando á necessidade.
A Conta Única do Tesouro Nacional, mantida no Banco Central do Brasil, acolhe todas as disponibilidades financeiras da União, inclusive fundos, de suas autarquias e fundações. Constitui importante instrumento de controle das finanças públicas, uma vez que permite a racionalização da administração dos recursos financeiros, reduzindo a pressão sobre a caixa do Tesouro, além de agilizar os processos de transferência e descentralização financeira e os pagamentos a terceiros. 
O Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, que promoveu a organização da Administração Federal e estabeleceu as diretrizes para Reforma Administrativa, determinou ao Ministério da Fazenda que implementasse a unificação dos recursos movimentados pelo Tesouro Nacional, através de sua Caixa junto ao agente financeiro da União, de forma a garantir maior economia operacional e a racionalização dos procedimentos relativos a execução da programação financeira de desembolso. 
Tal determinação legal só foi integralmente cumprida com a promulgação da Constituição de 1988, quando todas as disponibilidades do Tesouro Nacional, existentes nos diversos agentes financeiros, foram transferidas para o Banco Central do Brasil, em Conta Única centralizada, exercendo o Banco do Brasil a função de agente financeiro do Tesouro. 
As regras dispondo sobre a unificação dos recursos do Tesouro Nacional em Conta Única foram estabelecidas pelo Decreto nº. 93.872, de 23 de dezembro de 1986, abaixo explanado.
CAPÍTULO I
Da Unificação dos Recursos de Caixa do Tesouro Nacional
        Art . 1º A realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária, em estrita observância ao princípio de unidade de caixa (Lei nº 4.320/64, art. 56 e Decreto-lei nº 200/67, art. 74). 
        Art . 2º A arrecadação de todas as receitas da União far-se-á na forma disciplinada pelo Ministério da Fazenda, devendo o seu produto ser obrigatoriamente recolhido à conta do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S.A. (Decreto-lei nº 1.755/79, art. 1º). 
        § 1º Para os fins deste decreto, entende-se por receita da União todo e qualquer ingresso de caráter originário ou derivado, ordinário ou extraordinário e de natureza orçamentária ou extra-orçamentária, seja geral ou vinculado, que tenha sido decorrente, produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos órgãos competentes. 
        § 2º Caberá ao Ministério da Fazenda a apuração e a classificação da receita arrecadada, com vistas à sua destinação constitucional. 
        § 3º A posição líquida dos recursos do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S.A. será depositada no Banco Central do Brasil, à ordem do Tesouro Nacional. 
        Art . 3º Os recursos de caixa do Tesouro Nacional compreendem o produto das receitas da União, deduzidas as parcelas ou cotas-partes dos recursos tributários e de contribuições, destinadas aos Estados, ao Distrito Federal, aos Territórios e aos Municípios, na forma das disposições constitucionais vigentes. 
        Parágrafo único. O Banco do Brasil S.A. fará o crédito em conta dos beneficiários mencionados neste artigo tendo em vista a apuração e a classificação da receita arrecadada, bem assim os percentuais de distribuição ou índices derateio definidos pelos órgãos federais competentes, observados os prazos e condições estabelecidos na legislação específica (Decreto-lei nº 1.805/80, § 1º, do art. 2º). 
        Art . 4º Os recursos de caixa do Tesouro Nacional serão mantidos no Banco do Brasil S.A., somente sendo permitidos saques para o pagamento de despesas formalmente processadas e dentro dos limites estabelecidos na programação financeira. 
        § 1º As opções para incentivos fiscais e as contribuições destinadas ao Programa de Integração Nacional - PIN, e ao Programa de Distribuição de Terras e de Estímulo à Agroindustria do Norte e Nordeste - PROTERRA, constarão de saques contra os recursos de caixa do Tesouro Nacional, autorizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, tendo em vista a programação financeira aprovada e o efetivo recolhimento das parcelas correspondentes (Decreto-lei nº 200/67, art. 92). 
        § 2º Os recursos correspondentes às parcelas de receita do salário-educação, de que trata o artigo 2º, do Decreto-lei nº 1.422, de 23 de outubro de 1975, serão entregues às entidades credoras mediante saques previstos na programação financeira (Decreto-lei nº 200/67, art. 92). 
        § 3º Em casos excepcionais e para fins específicos, o Ministro da Fazenda poderá autorizar o levantamento da restrição estabelecida no caput deste artigo. 
        Art . 5º O pagamento da despesa, obedecidas as normas reguladas neste decreto, será feito mediante saques contra a conta do Tesouro Nacional (Decreto-lei nº 200/67, parágrafo único do art. 92). 
        Art . 6º As entidades da Administração Federal Indireta não poderão utilizar recursos provenientes de dotações orçamentarias da União, inclusive transferências, nem eventuais saldos da mesma origem apurados no encerramento de cada ano civil, em suas aplicações no mercado financeiro (Decreto-lei nº 1.290/73, art. 1º). 
        Parágrafo único. O Banco Central do Brasil prestará à Secretaria do Tesouro Nacional as informações por ela solicitadas objetivando a verificação do disposto neste artigo. 
        Art . 7º As autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações integrantes da Administração Federal Indireta, que não recebam transferências da União, poderão adquirir títulos de responsabilidade do Governo Federal com disponibilidades resultantes de receitas próprias, através do Banco Central do Brasil e na forma que este estabelecer (Decreto-lei nº 1.290/73, art. 2º). 
Art . 8º É vedada às entidades referidas ao artigo anterior a aplicação de disponibilidades financeiras em títulos de renda fixa, outros que não títulos de responsabilidade do Governo Federal, ou em depósitos bancários a prazo (Decreto-lei nº 1.290/73, art. 3º). 
Parágrafo único. O Conselho Monetário Nacional poderá suspender a proibição deste artigo e a restrição prescrita no artigo anterior. 
	As estatísticas sobre a Execução Financeira do Tesouro Nacional vêm sendo elaboradas e divulgadas desde 1986, com periodicidade mensal. As receitas e despesas são contempladas sob o ponto de vista de caixa, ou seja, os efetivos ingressos e saídas da Conta Única do Tesouro Nacional.
Nos documentos sobre Execução Financeira estarão disponíveis tabelas que apresentam receitas, despesas e resultado de caixa mês a mês nos últimos doze meses, e no Relacionamento Tesouro Nacional - Banco Central tabelas relacionadas a receitas oriundas do Banco Central do Brasil e despesas de natureza financeira com aquela entidade mês a mês, nos últimos doze meses.
O Resultado do Tesouro Nacional é uma publicação mensal, editada desde 1995, que apresenta o Resultado Primário do Governo Central, conforme o conceito de Necessidades de Financiamento e a Dívida Líquida do Tesouro Nacional.
Encontre aqui a série completa dos relatórios mensais, incluindo seu cronograma de divulgação e a metodologia de apuração do Resultado Primário do Governo Central. Estão disponíveis, ainda, arquivos em formato de planilhas contendo estatísticas relevantes, além de endereços relacionados a cada tema.
Banco do Brasil - Conta Única 
	Para auxiliar no gerenciamento e controle das diversas contas dos entes públicos, o Banco do Brasil disponibilizou o BB Conta Única, solução que agrega facilitadores essenciais para o dia-a-dia dos administradores públicos: Informação (visualização das entradas e saídas de recursos); Controle (gerenciamento das disponibilidades financeiras) e Decisão (otimização do fluxo de recursos).
 O BB Conta Única é uma ferramenta cujo propósito principal é a centralização dos saldos das contas correntes do ente público numa única, denominada Centralizadora.
Esse procedimento facilita o monitoramento de todas as contas, permitindo que sejam obtidos ganhos maiores nas aplicações financeiras dos usuários, uma vez que são feitas pelos valores correspondentes às somas de todos os recursos financeiros existentes em suas contas correntes.
 O acesso às informações é feito por meio de um aplicativo, instalado em microcomputador do usuário. O BB encaminha diariamente um arquivo em meio eletrônico contendo toda a movimentação financeira que comporá a base de dados do software, permitindo o total gerenciamento de suas contas correntes.
	1 - REFERÊNCIAS
1.1 - RESPONSABILIDADE - Coordenador-Geral de Contabilidade
1.2 - COMPETÊNCIA - IN/STN Nº 05, de 06 de novembro de 1996.
1.3 - FUNDAMENTO
1.3.1 - Base Administrativa
Esta Macrofunção detalha os procedimentos mencionados na IN/STN n° 05, de 06 de novembro de 1996
 
2 - APRESENTAÇÃO
2.1.1 - É o mecanismo que permite efetuar depósitos de recursos financeiros diretamente na Conta Única do Tesouro Nacional e na Conta Institucional de cada UG/Gestão favorecida, por meio de guias de depósitos comuns, por outros tipos de guias e documentos, previamente definidos junto ao Banco do Brasil, possibilitando com isso a contabilização automática dos registros contábeis no SIAFI, após o recebimento da fita magnética encaminhada pelo Banco, desde que as informações fornecidas estejam descritas corretamente na guia e, compatíveis com o código de depósito cadastrado para esse fim.
2.2 - PROCEDIMENTOS PARA INCLUSÃO E ATUALIZAÇÃO DOS CÓDIGOS DE DEPÓSITO
2.2.1 - Caberá a cada UG efetuar a codificação específica dos seus depósitos, por intermédio da transação ATUCODDEP - Atualiza Código do Depósito Bancário - haja vista tratar-se de informação fundamental para a contabilização dos depósitos no SIAFI. No momento da inclusão do código de depósito, a UG/GESTÃO deverá indicar o tipo de recursos que deverá ser restabelecido. Os tipos de recursos existentes são:
1 - limite contra entrega fixado pela STN - só poderá ser utilizado se a nota de empenho indicada for do tipo contra entrega - limite da STN. 2 - limite contra entrega fixado pela UG - só poderá ser utilizado se a nota de empenho indicada for do tipo contra entrega - limite da UG. 3 - limite de saque vinculado - só poderá ser utilizado se o recurso utilizado no momento da realização do pagamento foi limite de saque vinculado. 4 - conta única - só poderá ser utilizado pela COFIN/STN. 5 - limite de saque INSS - só poderá ser utilizado pelo órgão INSS, caso tenha utilizado o limite de saque vinculado INSS no momento do pagamento da despesa.
2.2.1.1 - O código de depósito poderá ter mais de um evento, sendo necessário informar o valor ou percentual correspondente a cada evento indicado. Caso seja informado o valor será necessário a indicação de um evento com a opção "P - percentual = 100%", para possibilitar a contabilização do valor que exceder o total informado nos demais eventos. Caso seja informado apenas a opção "P - percentual", o somatório de todos os eventos deverá corresponder a 100%.
2.2.2 - Os códigos de depósito deverão ser cadastrados no SIAFI com pelo menos 1 (um) dia de antecedência, haja vista que diariamente, à noite, é encaminhado ao Banco do Brasil arquivo contendo todos os códigos cadastrados para fins de validação no momento da autenticação junto às agências. Desta forma, os depósitos enviadosao Banco com códigos cadastrados no mesmo dia serão rejeitados.
2.2.3 - A CCONT/STN procederá, de acordo com a necessidade, a inclusão de códigos de depósitos padrões a serem utilizados por todas as UG, estabelecendo os campos que poderão ser alterados pelos gestores. Os números reservados para os códigos padrões são: 940, 975, 976, 977, 978, 979, 981, 983, 984, 985, 998 e 999.
2.2.4 - Os depósitos serão recusados pelo Banco do Brasil caso a guia de depósito não contenha as informações descritas no item 2.4, ou estas apresentem-se incompletas ou com divergências.
2.3 - DOCUMENTOS UTILIZADOS PARA EFETUAR DEPÓSITO DIRETO NA CONTA ÚNICA
2.3.1 - Guias de Depósito comuns, disponíveis em todas as agências do Banco do Brasil;
2.3.2 - Boletos;
2.3.3 - Ordens de Pagamento;
2.3.4 - Guias de Recolhimento específicas, previamente definidas junto ao Banco do Brasil;
2.3.5 - Documento de Crédito - DOC
2.3.5.1 - O Documento de Crédito - DOC, será utilizado quando houver depósitos efetuados na Conta Única, por meio de outros Bancos que não o Banco do Brasil.Exemplo: Depósito efetuado na CEF para o BB.
2.3.5.2 - Os depósitos realizados diretamente nas agências do Banco do Brasil continuam a ser efetuados com o preenchimento da guia de depósito daquele Banco, sem nenhuma alteração.
2.3.5.3 - Os Documentos de Créditos com inconsistências de preenchimento em quaisquer dos seus campos serão devolvidos pelo motivo "57" – dados inconsistentes.
2.4 - INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO
 Autenticação mecânica
(1) - Agência (prefixo) - informar sempre o código 4201-3 (código permanente).
(2) - Conta nº- dv - informar sempre o código 170500-8 (código permanente).
(3) - Para crédito de - informar o nome da instituição beneficiária do depósito.
(4) - Depositado por - informar o nome do depositante.
(5) - Código identificador - informar, obrigatoriamente, o código da UG/Gestão e o código, com o seu dígito verificador, correspondente à finalidade do depósito, conforme consta na transação ATUCODDEP e exemplificado a seguir:
17000900001001-6, onde 170009 é a UG, 00001 é a Gestão e 001-6 o código de depósito com o seu dígito verificador.
(6) - Em dinheiro - informar o total do valor a ser depositado em dinheiro. 
(7) - Em cheques - informar o total do valor a ser depositado em cheques.
Recebemos a importância autenticada mecanicamente
(1) - Agência (prefixo) - informar o código 4201-3.
(2) - Conta nº-dv - informar o código 170500-8.
(3) - Para crédito de - informar o nome da instituição beneficiária do depósito.
(4) - Em dinheiro - informar o total do valor a ser depositado em dinheiro.
(5) - Em cheques - informar o total do valor a ser depositado em cheques.
(6) - Código identificador - informar, obrigatoriamente, o código da UG/Gestão e o código, com o seu dígito verificador, correspondente à finalidade do depósito, conforme consta na transação ATUCODDEP e exemplificado a seguir:
17000900001001-6, onde 170009 é a UG, 00001 é a Gestão e 001-6 o código de depósito com o seu dígito verificador.
2.4.2. - DEPÓSITO DIRETO NA CONTA ÚNICA, VIA DOC
2.4.2.1 - As UG que utilizam outros bancos para arrecadação de créditos de folha de pagamento, taxas diversas, recebimento de convênios celebrados com Estados, Municípios e Entidades Privadas, além de outros tipos de arrecadação, poderão efetuar o repasse desses recursos para Depósito Direto na Conta Única, através de "Doc. Eletrônico".
2.4.2.2 - Para os depósitos efetuados na CTU, via DOC - Documento de Crédito deverão ser observados os seguintes preenchimento de campos:
(1) - Banco do destinatário - informar SEMPRE "001";
(2) - Agência do banco destinatário  - informar SEMPRE "4201";
(3) - Número da conta do destinatário - informar SEMPRE "1705008";
(4) - Nome do remetente - informar SEMPRE o nome do depositante;
(5) - CNPJ/CPF do remetente - informar SEMPRE o CNPJ ou CPF do depositante.
(6) - Nome do destinatário - as primeiras 14 (quatorze) posições devem ser preenchidas com o código da Unidade Gestora - UG (seis primeiras posições), Gestão (cinco posições seguintes) e Código Identificador do Depósito (três posições seguintes). O dígito verificador não deverá ser incluído. Nas 26 (vinte e seis) posições restantes do campo - o nome do destinatário, deverá ser informado o nome do favorecido do depósito, mesmo que parcialmente.
- no caso do código da Unidade Gestora não conter seis posições, informar zero à esquerda do código até atingir as 6 posições. Ex: UG 99999, informar 099999;
- no caso do código da Gestão não conter cinco posições, informar zero à esquerda do código até atingir as 5 posições. Ex:Gestão 1, informar 00001;
- no caso do código identificador (sem o dígito verificador) do depósito não conter três posições, informar zero à esquerda do código até atingir as 3 posições. Ex: Código 99, informar 099;
- o código seqüencial da Unidade Gestora/Gestão/Código Identificador do Depósito estará completo com as quatorze posições necessárias.
- exemplo: UG 99999 / Gestão 1 / Código Identificador do Depósito 99.
- preenchimento correto:
09999900001099 Nome do Favorecido do Depósito;
- campo numérico (0-zero a 9-nove).
(7) CNPJ/CPF do destinatário - informar SEMPRE o CNPJ da UG favorecida ou, no caso da UG não ter CNPJ próprio, informar o CNPJ do órgão ao qual a UG esteja vinculada.
2.4.2.3 - Por ocasião da remessa, será realizada a validação dos campos " número da conta", " Agência" e "Código do Destinatário". Havendo divergência em qualquer dos dados informados, o Doc Eletrônico será devolvido ao banco remetente, com o motivo de devolução indicado pelo código 57.
2.5 - DEPÓSITOS POR INTERMÉDIO DOS TERMINAIS DE AUTO-ATENDIMENTO E PELA INTERNET
2.5.1 - Os depósitos diretos na CTU poderão ser efetuados, pelos correntistas do Banco do Brasil, por intermédio dos terminais de auto-atendimento ou pela Internet, observando-se os seguintes procedimentos:
2.5.1.1 - Pelos Terminais de Auto-atendimento
a) Escolher no MENU a OPÇÃO "TRANSFERÊNCIAS";
b) Escolher no Menu de "TRANSFERÊNCIAS" a opção "CONTA-CORRENTE P/CONTA ÚNICA DO TESOURO;
c) Para efetivação do depósito é necessário que o depositante esteja de posse do código identificador, composto de UG/GESTÃO/CÓDIGO FINALIDADE DE DEPÓSITO, previamente fornecido pela UG beneficiária do depósito;
d) Na hipótese da impressora do terminal não dispor de formulário que comprove o depósito efetuado, e ainda assim o depositante queira dar continuidade ao processamento confirmando-o, esta informação estará registrada no extrato de depósitos da CTU da UG beneficiária do depósito, onde constará a agência e a conta-corrente que efetuou a transferência.
2.5.1.2 - Pela INTERNET - Por meio do "Personal Banking", onde deverá ser escolhida a opção "Transferências para a Conta Única do Tesouro", sendo imprescindível que os depositantes possuam o código identificador da UG beneficiária do depósito, o qual será composto de UG/GESTÃO/CÓDIGO FINALIDADE DE DEPÓSITO .
2.6 - PRAZOS PARA LIBERAÇÃO DOS DEPÓSITOS NA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL
2.6.1 - para depósitos efetuados em dinheiro, 2(dois) dias úteis a contar da data de depósito no banco;
2.6.2 - para depósitos em cheques, 2(dois) dias úteis a contar da data em que ocorrer a compensação;
2.6.3 - a disponibilização dos recursos de depósitos efetuados em outros bancos, via DOC, é de 03 (três) dias úteis, tendo em vista o ingresso dos recursos, no Banco do Brasil, apenas no dia seguinte ao da emissão do mesmo
 
2.7 - REGISTROS AUTOMÁTICOS DOS DEPÓSITOS NO SIAFI
2.7.1 - Os depósitos efetuados e já liberados serão encaminhados diretamente pelo Banco do Brasil ao SIAFI, por intermédio de arquivo magnético, conforme compensação/contratos internos do próprio Banco, efetuando para cada depósito os registros correspondentes por meio de NS - Nota de Sistema - utilizando os eventos do código de depósito. Com o objetivo de evitar pendências, as UG/GESTÃO devem se certificar do correto preenchimento dos campos dos códigos de depósito e da existência de saldos nas contassensibilizadas quando da contabilização do depósito.
2.7.2 - Os depósitos impossibilitados de contabilização com os eventos indicados no código de depósito terão os seguintes tratamentos:
2.7.2.1 - o SIAFI gera uma NS, com os seguintes eventos: 55.1.509 (débito na conta contábil 1.1.2.1.6.04.00 - c/c 0177000000500) e 52.1.298 ( crédito na conta contábil 2.1.2.6.6.00.00 - c/c 0177000000), o que permite que os recursos sejam depositados na conta de limite de saque com vinculação da UG beneficiária;
2.7.2.2 - no mesmo instante, de forma automática, o SIAFI gera um documento pendente de contabilização, na transação CONPROCBT, com o evento 53.1.398 (débito na conta contábil 2.1.2.6.6.00.00). Nesta operação o Sistema conserva o evento constante do código de depósito.
2.7.3 - As pendências demonstradas na transação CONPROCBT devem ser 
regularizadas de acordo com os seguintes procedimentos:
2.7.3.1 - Proceder à análise do documento pendente, de forma a identificar o erro apresentado.
2.7.3.2 - Proceder aos devidos ajustes para a correção do erro encontrado e confirmar o documento por meio da transação CONPROCBT. 
2.7.3.3 - Após ajustes e contabilização do documento que ficou pendente na transação CONPROCBT, o saldo da conta contábil 2.1.2.6.6.00.00 - Depósito a Classificar- será automaticamente regularizado.
2.7.4 - A regularização do saldo da conta 2.1.2.6.6.00.00 - Depósito a Classificar também pode ser feita pela UG, por meio de NL, utilizando o evento 53.0.398, juntamente com outro que caracterize, adequadamente, a contabilização do depósito recebido.
2.7.5 - A conta contábil 2.1.2.6.7.00.00 será utilizada nos códigos padrões criados por esta CCONT/STN e nos códigos incluídos pelo gestor com o evento 52.0.298. A regularização do saldo dessa conta deverá ser feita utilizando o evento 53.0.313 e o evento de classificação do valor na NL.
2.7.6 - Especialmente para o código 985, que se destina a atender as evoluções de créditos da folha de pagamento de pessoal, observar os seguintes procedimentos:
a) Se confirmado que o pagamento é devido e, a sua devolução ao favorecido será imediata, utilizar o evento 53.0.398 juntamente com o 52.0.299, em NL.
Em seguida emitir OB, utilizando os eventos 53.0.399 e 56.0.600;
b) Em se tratando de pagamento indevido, utilizar o evento 53.0.398 juntamente com o 51.5. XXX, que complementa o estorno do pagamento, caso este tenha ocorrido no mesmo exercício da devolução;
c) Em se tratando de pagamento indevido, ocorrido no exercício anterior ao da devolução, utilizar o evento 53.0.398 juntamente com o 80.0.882, emitindo o DARF respectivo com vinculação de pagamento.
2.7.7 - As UG que utilizam o PROGORCAM (apropriação física) e que tenham feito lançamentos nesse subsistema quando do pagamento efetivo da despesa, no caso de anulação, deverão estornar o valor correspondente nesse mesmo subsistema, antes do encaminhamento do depósito ao Banco, a fim de que o lançamento não seja rejeitado no SIAFI por ocasião do recebimento das informações enviadas pelo Banco acusando a ausência de saldos nas contas de controle de execução física.
2.7.8 - As importâncias arrecadadas pelas UG, e que posteriormente devam ser recolhidas ao Tesouro Nacional, por intermédio de DARF, deverão ser depositadas em código específico, aberto pela UG arrecadadora, para esse fim.
Deve também ser informado na transação ATUCODDEP o evento 80.0.882, juntamente com as inscrições e classificações pertinentes.
2.8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
2.8.1 - Os cheques não compensados por qualquer motivo estarão à disposição da UG depositante na agência em que se encontra o seu domicílio bancário.
2.8.2 - Os códigos de depósitos já cadastrados poderão ser consultados por intermédio da transação "CONCODDEP".
2.8.2.1 - O código de depósito padrão 940 deverá ser utilizado pelas UG/GESTÃO que possuam recursos financeiros a receber dos Estados e Municípios, integrantes do SIAFEM, Estados e Municípios, devendo tal informação constar na fatura e/ou correspondência a ser encaminhada, alertando-os que o código de depósito identificado (UG/Gestão/Código de Depósito Padronizado) deverá constar no campo reservado ao CNPJ do favorecido da OB.
2.8.3 - A consulta ao movimento de depósitos feitos na Conta Única da UG poderá ser feita das seguintes formas:
2.8.3.1 - por intermédio do acesso disponível, na Tela de Menus da Rede SERPRO, denominado "DEP. DIRETO CTU";
2.8.3.2 - por intermédio da transação "CONDEPCTU (Consulta Depósito na Conta Única)" na tela de Menu do SIAFI, para aqueles que têm perfil de executor;
2.8.3.3 - através da Internet, acessando o seguinte endereço: "http:/bancobrasil.com.br"; ou
2.8.3.4 - diretamente na Agência de relacionamento bancário da UG.
2.8.4 - Os depósitos efetuados diretamente na CTU por cada UG/GESTÃO, que não constem no extrato de Depósitos Diretos na CTU ou que, após os prazos estabelecidos nesta Macrofunção para transferência, não tenham sido registrados na CTU da Unidade, deverão ser reclamados diretamente junto à agência bancária de relacionamento da UG. Caso esta agência não consiga identificá-los no sistema, a UG deverá manter contato com a Gerência de Unidades do Governo do Banco do Brasil, em Brasília, notificando o nome da Agência de relacionamento e do funcionário que prestou a informação, através do telefone (61) 310-5597 ou 310-5598.
8 - ASSUNTOS RELACIONADOS
TIPO IDENTIFICAÇÃO
Transação CONSULTA PROCESSAMENTO BATCH - CONPROCBT;
Transação CONSULTA CÓDIGO DE DEPÓSITO BANCÁRIO - CONCODDEP;
Transação NOTA DE LANÇAMENTO - NL;
Transação REGISTRA ORDEM BANCÁRIA - OB; e
Transação ATUALIZA CÓDIGO DO DEPÓSITO BANCÁRIO - ATUCODDEP.
9 - NOMES DAS COORDENAÇÕES RESPONSÁVEIS
COFIN - COORDENACAO-GERAL DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA CCONT - COORDENACAO-GERAL DE CONTABILIDADE
	
	
	
EXERCÍCIOS
1.(TCU) A Guia de Recolhimento da União (GRU) será, obrigatoriamente, o documento utilizado pelas unidades do governo federal para a arrecadação de suas receitas, via rede bancária ou diretamente no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), quando o recolhedor for uma unidade gestora. Com relação aos aspectos operacionais da GRU, julgue os próximos itens.
__ As informações para o preenchimento e o pagamento da GRU cabem ao órgão responsável pela arrecadação de cada receita.
__ Deverão ser recolhidas mediante GRU as receitas do Instituto Nacional do Seguro Social e as receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.
O SIAFI apresenta uma série de métodos e procedimentos para disciplinar o acesso e assegurar a manutenção da integridade dos dados e do próprio sistema. Essa proteção se dá contra utilizações indevidas ou desautorizadas e contra eventuais danos que possam ser causados aos dados. Acerca da integridade e fidedignidade dos dados inseridos no SIAFI, julgue o item seguinte.
__ A alteração de um documento registrado no SIAFI é permitida mediante a identificação do CPF, da hora e do nome do autor da operação.
Para utilizar o SIAFI, é necessário que seja realizada alguma forma de conexão ao sistema e que o usuário esteja devidamente cadastrado e habilitado no SIAFI e de posse da sua senha pessoal e intransferível. O registro de documentos e as consultas ao SIAFI somente serão autorizados após prévio cadastramento e habilitação dos usuários. A respeito desse cadastramento, julgue o item subseqüente.
__ Cada órgão da administração direta do governo federal deverá indicar formalmente à Secretaria do Tesouro Nacional um servidor e seu substituto para serem responsáveis pelo processo de cadastramento dos usuários do SIAFI no âmbito do respectivo órgão.
A tabela de eventos é o instrumento utilizado pelos órgãos do governo federal para o preenchimento das telas e documentos de entrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). Acerca da estrutura e das características da tabela de eventos, julgue os itens subseqüentes.
__ Caso, na tabela de eventos, não seja encontrado eventoque expresse com clareza a transação a ser processada, é facultado à unidade gestora realizar registros contábeis sem a indicação de evento, por meio de débitos e créditos, desde que não se trate de receitas ou despesas.
__ A tabela de eventos, que é parte integrante do Plano de Contas da administração pública federal, periodicamente sofre atualizações, cuja responsabilidade é da Secretaria Federal de Processamento de Dados (SERPRO).
O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do governo federal. Acerca dos objetivos do SIAFI, julgue os seguintes itens.
__ É objetivo do SIAFI proporcionar transparência dos gastos dos governos federal, estadual, distrital e municipal.
__ O SIAFI visa padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, mas com a permanência do controle pelo ordenador de despesa de cada unidade gestora.
Os órgãos da administração federal direta, as autarquias, as fundações federais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista que estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira no SIAFI reterão, na fonte, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a Contribuição para o PIS/PASEP sobre os pagamentos que efetuarem às pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral, inclusive obras. Quanto às retenções, julgue o item abaixo.
_ As retenções deverão ser efetuadas sobre qualquer forma de pagamento, inclusive os pagamentos antecipados por conta de fornecimento de bens ou de prestação de serviços para entrega futura.
O SIAFI apresenta uma série de métodos e procedimentos para disciplinar o acesso e assegurar a manutenção da integridade dos dados e do próprio sistema. Essa proteção se dá contra utilizações indevidas ou desautorizadas e contra eventuais danos que possam ser causados aos dados. Acerca da integridade e fidedignidade dos dados inseridos no SIAFI, julgue o item seguinte.
_ A alteração de um documento registrado no SIAFI é permitida mediante a identificação do CPF, da hora e do nome do autor da operação.
Para utilizar o SIAFI, é necessário que seja realizada alguma forma de conexão ao sistema e que o usuário esteja devidamente cadastrado e habilitado no SIAFI e de posse da sua senha pessoal e intransferível. O registro de documentos e as consultas ao SIAFI somente serão autorizados após prévio cadastramento e habilitação dos usuários. A respeito desse cadastramento, julgue o item subseqüente.
_ Cada órgão da administração direta do governo federal deverá indicar formalmente à Secretaria do Tesouro Nacional um servidor e seu substituto para serem responsáveis pelo processo de cadastramento dos usuários do SIAFI no âmbito do respectivo órgão.
2. (ANTAQ) O processo de elaboração e execução orçamentária do governo federal é regido por normas constitucionais, legais e administrativas que determinam os institutos, as práticas e as estruturas em que ele se realiza. Julgue os itens a seguir, relativos às normas e aos institutos vigentes.
__ O processamento da conta única do Tesouro Nacional inclui as receitas provenientes de contribuições sociais.
__ O SIDOR e o SIAFI não são, hoje, sistemas totalmente abertos a consulta pelos cidadãos, dada a política de segurança das informações adotada pelo governo federal.
__ No caso de convênio ou contrato de repasse com vigência plurianual, o concedente deverá efetuar o registro no SIAFI — em conta-contábil específica —, dos valores programados para cada exercício subsequente.
__ Proposta e aprovação são etapas da programação financeira, contabilizadas por meio de documento próprio do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) denominado nota de provisão financeira.
__ O destaque, que é a descentralização das disponibilidades financeiras vinculadas ao orçamento, compete aos órgãos setoriais de programação financeira, que transferem tais disponibilidades para outro órgão ou ministério.
3. (SERPRO) O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do governo federal. Com relação aos objetivos do SIAFI, julgue os itens subseqüentes.
__ Cabe ao SIAFI integrar e compatibilizar as informações no âmbito dos governos federal, estadual e municipal.
__ É objetivo do SIAFI padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, permanecendo essa atividade, no entanto, sob o total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora.
A respeito dos principais documentos utilizados pelo SIAFI e seus papéis, julgue os itens seguintes.
__ Por meio do DARF se registra a arrecadação de tributos e demais receitas diretamente na conta única do Tesouro Nacional.
__ A nota de dotação é um documento utilizado para registro das informações orçamentárias elaboradas pela Secretaria de Orçamento Federal.
Com a publicação da LOA, o seu conseqüente lançamento no SIAFI e o detalhamento dos créditos autorizados, inicia-se a sua movimentação entre as unidades gestoras. Acerca da movimentação de créditos orçamentários e recursos financeiros, julgue os seguintes itens.
__ São operações descentralizadoras de créditos orçamentários a cota, o repasse e o sub-repasse.
__ A movimentação de recursos financeiros deve ser realizada em consonância com o cronograma de desembolso aprovado pela Secretaria de Orçamento Federal.
4. (TRT/10ª) Com relação à aplicação prática de conceitos de contabilidade pública, julgue os itens a seguir.
__ Os indicadores são parte integrante do plano de contas, por meio dos quais é possível fazer que os eventos do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) resultem em registros contábeis de partida dobrada.
__ Os eventos da classe 51 são usados quando o pagamento da despesa liquidada pelo evento precisar ser retido até o implemento de condições posteriores, como, por exemplo, o recolhimento da contribuição previdenciária ou do imposto de renda, cujo registro é feito por meio dos eventos da classe 52.
__ No SIAFI, quando a conformidade contábil é certificada sem o registro anterior da conformidade de suporte documental, a certificação é dada com restrições.
__ No SIAFI, os conceitos de órgão e unidade orçamentária podem ser considerados sinônimos. 
5. (TRT/16ª) Julgue os itens que se sucedem, acerca das normas e procedimentos da administração pública brasileira.
__ O Congresso Nacional pode utilizar-se do SIAFI para processar eletronicamente as diversas etapas do processo legislativo da lei orçamentária anual, conforme as modificações que forem aprovadas.
__ Considere a seguinte situação hipotética. Servidor da embaixada brasileira em Roma efetuou pagamento em euros para empresa local por meio de ordem bancária emitida no SIAFI contra limite de saque na Conta Única do Tesouro Nacional. Nessa situação, tal ação concorda com as normas de execução financeira previstas para o SIAFI. 
6. (TCU) Com relação ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), julgue o item a seguir.
__ Entre os problemas que dificultavam a adequada gestão dos recursos financeiros da União antes da implementação do SIAFI, destacava-se a multiplicidade de contas bancárias em nome de cada órgão e entidade da administração, o que provocava ociosidade ou falta de disponibilidades.
Julgue os itens a seguir, relativos ao sistema de contabilidade pública no Brasil.
__ Com a adoção da tabela de eventos como parte integrante do Plano de Contas da União, eliminaram-se os lançamentos relativos a cada fato contábil individualmente considerado.
São operações descentralizadoras de crédito orçamentário o destaque e a provisão. Acerca do destaque, julgue o item abaixo.
__ Consiste na movimentação de créditos orçamentários em que a unidade orçamentária detentora de um crédito descentralizaem favor de outra unidade orçamentária ou administrativa do próprio órgão o poder de utilizar esse crédito ou parte dele.
7. (ANTAQ) A respeito da conta única do Tesouro Nacional, julgue os itens a seguir.
Determinada unidade gestora da administração direta do governo federal, ao final do exercício financeiro de 2008, havia recebido a provisão anual no valor total de R$ 100.000,00. Do total provisionado, empenhou R$ 90.000,00 e liquidou o valor de R$ 70.000,00 do total empenhado. Realizou, ao longo do exercício financeiro de 2008, pagamentos no valor total de R$ 60.000,00, dos quais R$ 30.000,00 foram relativos a restos a pagar processados do exercício financeiro de 2007. Não houve anulação de empenhos no exercício de 2008. Com base nos dados hipotéticos apresentados no texto acima, julgue os seguintes itens.
__ Para o exercício financeiro de 2009, o valor de despesas de exercícios anteriores será de R$ 30.000,00.
__ De acordo com as normas estabelecidas, o crédito deveria ter sido recebido por intermédio de uma nota de dotação, que é o documento do SIAFI empregado na movimentação dos créditos orçamentários e(ou) adicionais para dentro do mesmo órgão ou para outro órgão.
__ O valor de restos a pagar processados/2008 será de R$ 40.000,00.
__ O valor de restos a pagar não processados/2008 será de R$ 10.000,00.
8. (MI) Com relação ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) e ao Sistema Integrado de Dados Orçamentários do Governo Federal (SIDOR), julgue os próximos itens.
__ Na forma de acesso ao SIAFI denominada off-line, a unidade gestora precisa repassar à outra unidade a tarefa de introduzir os dados relativos aos seus documentos contábeis.
__ Além de ajudar na elaboração da proposta orçamentária, o SIDOR serve como agente centralizador dos pedidos de alteração do orçamento em execução por meio de créditos adicionais.
Com relação à conta única do Tesouro Nacional, julgue os próximos itens.
__ No caso de autarquias, fundações públicas e fundos autorizados a aplicar disponibilidades no mercado financeiro, a remuneração correspondente às aplicações realizadas integra o superavit financeiro das respectivas instituições, que deve ser destinado à amortização da dívida pública federal, ainda que o recurso permaneça aplicado ao final do exercício.
__ Nos casos em que características operacionais específicas não permitam a movimentação financeira pelo sistema de caixa único do Tesouro Nacional, os recursos podem ser movimentados por qualquer instituição financeira autorizada a operar no mercado brasileiro.
A respeito da conta única do Tesouro Nacional, julgue os itens a seguir.
__ A conta única do Tesouro Nacional, mantida junto ao Banco do Brasil e operacionalizada pelo do Banco Central, destina-se a acolher as disponibilidades financeiras da União, à disposição das unidades gestoras.
__ A conciliação da conta única é a compatibilização de seus saldos no Banco Central e no SIAFI. Essa conciliação é desnecessária, caso não existam pendências a regularizar ou valores a identificar.
9. (MJ-PERITO CRIMINAL) julgue
__ A grande maioria dos eventos da classe 55.0.XXX, ao serem utilizados, acarretarem um maior número de lançamentos a crédito do que débito ma unidade gestora eminente.
10. (TCE/ES-controlador) acerca da tabela de eventos constante de plano de contas, julgue os itens.
__ os eventos da classe 53 (53.0.XXX) são responsáveis pelos lançamentos a crédito nas contas das obrigações.
__ os eventos da classe 70.0.XXX são utilizados para liquidar despesas inscritas em restos a pagar não-processados ao final do exercício.
__ os eventos da classe 30.0.XXX são utilizados no documento denominado nota de dotação (ND).
__ a nota de programação financeira (PF) realiza transferências entre unidades gestoras.
11. (AFC-STN) Constitui característica da Conta Única do Tesouro Nacional, exceto:
a) a Guia da Previdência Social – GPS, que é um documento de movimentação da Conta Única.
b) em casos excepcionalmente autorizados, a movimentação da Conta Única pode ser realizada em agente financeiro que não seja o Banco do Brasil.
c) as Ordens Bancárias somente podem ser canceladas antes da remessa ao banco.
d) a Ordem Bancária de Cartão – é utilizada para registro de saque efetuado por detentor de Cartão Corporativo do Governo Federal.
e) as Ordens Bancárias de Movimentação da Conta Única são classificadas em Intra-Siafi e Externa ao Siafi.
12. (AFC-STN) Assinale a opção correta em relação às operações de descentralização de créditos e descentralização financeira, no âmbito federal.
a) A movimentação financeira entre órgãos, em razão de prévia movimentação orçamentária, denomina-se cota de movimentação de limites recebidos.
b) A transferência financeira entre a Secretaria do Tesouro Nacional e os órgãos da administração pública federal obedece a programação definida na Lei Orçamentária Anual.
c) As transferências financeiras não modificam a situação patrimonial na unidade recebedora dos recursos, por constituir movimentação dentro da mesma entidade contábil.
d) Os recursos destinados ao pagamento de Restos a Pagar não Processados são previamente transferidos à unidade gestora e devem ser recebidos nesta antes da inscrição.
e) A movimentação de créditos entre as Unidades Gestoras do mesmo órgão é denominada provisão ou descentralização interna de crédito.
13. (AFC-STN) A tabela de eventos da administração publica federal é o instrumento utilizado no preenchimento de telas e/ou documentos de entrada de dados do sistema SIAFI. Assinale, a seguir, a afirmação falsa em relação a esse instrumento.
a) a estrutura do código dos eventos é composta de Classe, Tipo de Utilização e Sequencial.
b) cada evento possui um roteiro de contabilização que indica os lançamentos contábeis a serem realizados no registro do documento.
c) os eventos da classe 51 referem-se à apropriação de despesa (liquidação de despesa).
d) os eventos mantêm correlação com documentos de entrada, sem exceção.
e) alguns fatos para serem contabilizados necessitam a combinação de mais de um evento no documento.
14.(ESAF - AFC – CGU – 2003/2004) Sobre o Plano de Contas da Administração Federal, não podemos afirmar que:
a) é composto também de uma tabela de eventos.
b) desdobra-se em 9 (nove) níveis, relativos a 12 (doze) dígitos, indo desde “Classe” até “Conta”.
c) na Tabela de Contas Correntes, constam campos específicos para “Nota de Empenho” e para “Fonte”.
d) são classificadas como “Exigível a Longo Prazo” aquelas obrigações que são exigíveis após o término do exercício financeiro seguinte.
e) possui como conta do ativo a Conta Única do Tesouro Nacional.
15. O Plano de Contas da Administração Pública Federal compreende sete níveis de desdobramento, todos classificados e codificados. De acordo com a norma vigente, é correto afirmar que a consolidação de balanços é efetuada:
a) no 1o nível (classe). b) no 2o nível (grupo). c) no 3o nível (subgrupo)
d) no 4o nível (elemento). e) no 5o nível (subelemento)
16. (Analista de Finanças e Controle - AFC - STN – 2005) O Plano de Contas Único da Administração Pública Federal, estruturado com o propósito de atender, de maneira uniforme e sistematizada, ao registro contábil dos atos e fatos relacionados com os recursos do Tesouro Nacional, possui as seguintes características, exceto:
a) está estruturado em seis (6) classes de contas, das quais quatro (4) são contas de resultado.
b) as contas de controle da execução orçamentária da receita e da despesa estão localizadas nos Grupos 1.9 e 2.9.
c) está estruturado em quatro sistemas de contas, a saber: orçamentário, financeiro, patrimonial e de controle.
d) o código da conta é composto por nove dígitos e sete níveis.
e) a consolidação do balanço será no terceiro nível da conta.
17. (Ministério das Cidades) Considerando que os atos e fatos na Administração Federal são escriturados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI com base no Elenco de Contase no Cadastro de Eventos, indique a alternativa INCORRETA, em relação às premissas utilizadas nesse sistema:
(A) o sinal = (igual), antes da intitulação das contas identifica a necessidade de tratamento em nível individualizado (conta corrente), e tem por objetivo proporcionar flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados;
(B) as contas redutoras ou retificadoras são identificadas através do sinal * (asterisco) existente entre a codificação e a intitulação das mesmas;
(C) as contas escrituradas são aquelas que admitem registros e subdividem-se em sintéticas e analíticas; e não escrituradas se não admitem registros, compreendendo o somatório dos valores escriturados em seus desdobramentos;
(D) a Tabela de Eventos é o instrumento utilizado no preenchimento das telas e/ou documentos de entrada do SIAFI;
(E) os três primeiros dígitos do código do evento identificam a classe de eventos, estando associados aos próprios documentos de entrada do SIAFI, e os três últimos dígitos identificam a codificação seqüencial.
18. (ESAF - Analista Pericial – MPU – 2004) Considerando que o Plano de Contas Único da Administração Federal está estruturado em quatro sistemas (orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação), assinale a opção correta em relação ao sistema orçamentário.
a) O sistema orçamentário no Plano de Contas Único da Administração Federal integra os grupos compensados do ativo e do passivo.
b) A liquidação de despesa relativa à aquisição de materiais de consumo somente o afeta se o material for para consumo na própria unidade.
c) A liquidação de restos a pagar não processados afeta esse sistema. 
d) As contas do sistema orçamentário somente recebem lançamentos na contabilização de autorização de créditos e movimentações orçamentárias.
e) O registro de operações no sistema orçamentário é opcional, segundo a Lei nº 4.320/64.
19. (STN) julgue
__ As unidades jurisdicionadas deverão manter os documentos comprobatórios, inclusive de natureza sigilosa, pelo prazo mínimo de dez anos, contado a partir da elaboração dos relatórios de gestão ao Tribunal.
__ O processo de contas consolidado é um processo de contas ordinárias organizado tendo por base a gestão de um conjunto de unidades jurisdicionadas que se relacionam em razão de hierarquia, função ou programa de governo, de modo a possibilitar a avaliação sistêmica dessa gestão;
__ Não há possibilidade da prestação de contas tendo por base a gestão de um conjunto de unidades jurisdicionadas que não se relacionem em razão de hierarquia, função ou programa de governo. 
	1CEECEEECEEC
	2CCCEE
	3ECCCEC
	4C C E E
	5EE 6CCE
	7E E C E
	8CC EEEE
	9E
	10EEEE
	11C
	12E
	13D
	14B
	15C
	16C
	17D
	18A
	19ECE
	
	
	
	
	 
	
	
	
Gera a visão consolidada da totalidade de recursos financeiros que o usuário possui; 
Otimiza a gestão financeira, maximizando os ganhos com as aplicações dos recursos; 
Disponibiliza informações gerencias por meio da consulta a saldos e extratos das movimentações financeiras e das aplicações; 
Racionaliza processos operacionais; 
Facilita a conciliação diária de lançamentos contábeis; 
Auxilia na prestação de contas da administração pública junto aos órgãos fiscalizadores; 
Agrega requisitos de segurança, essenciais para a administração pública; 
Possibilita a montagem de grupos de contas de acordo com a conveniência do usuário; 
Gera relatórios específicos contemplando movimentação contábil e aplicação financeira; 
Flexibilidade de adaptar as soluções de tecnologia desenvolvidas pelo próprio cliente aos arquivos gerados pelo Sistema Conta Única, caso o usuário necessite um alto grau de personalização; e 
Inibe a transferência de saldo nos casos de contas de convênios federais, não passíveis de centralização.
	
	
	
DÚVIDAS, SUGESTÕES E CRÍTICAS: PJLACERDA@HOTMAIL.COM	 Página 17

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