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Gestão de RecursosGestão de RecursosGestão de RecursosGestão de Recursos 
MateriaisMateriaisMateriaisMateriais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. José Nilton Leite de Oliveira 
www.jotanil.blogspot.com 
jotanil@hotmail.com 
 
 
Importante 
O propósito da utilização da presente 
apostila como material didático, é servir 
apenas como um roteiro dos assuntos 
ministrados em sala de aula. 
 
Ao interessado, cabe o aprofundamento dos 
temas aqui propostos. Para esse fim, 
necessário se faz a aquisição (e leitura) dos 
livros indicados nas referências bibliográficas 
e outros relacionados com o tema. 
 
“O homem que não lê não tem mais mérito 
que o homem que não sabe ler” 
Mark Twaain 
 
 
SumárioSumárioSumárioSumário 
 
ASSUNTOS ABORDADOS 
 
 
 
 
Visão geral da disciplina 
 
Unidade 1 Administração de materiais 
 
Unidade 2 Gestão de estoques 
 
Unidade 3 Métodos de previsão de estoques 
 
Unidade 4 Níveis de estoque 
 
Unidade 5 Estoque de segurança 
 
Unidade 6 Classificação “ABC” 
 
Unidade 7 Sistema de avaliação de estoque 
 
Unidade 8 Sistema de controle de estoque 
 
Unidade 9 Localização, Classificação e Codificação de materiais 
 
Referências bibliográficas 
 
Glossário 
 
Sítios de Internet 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Visão geral da disciplinaVisão geral da disciplinaVisão geral da disciplinaVisão geral da disciplina 
 
EMENTA 
 
 
 
CURSO: Administração 
 
DISCIPLINA: Gestão de Recursos Materiais 
 
CARGA HORÁRIA: 60 horas-aulas 
 
PROFESSOR: José Nilton Leite de Oliveira 
Bacharel em Administração de Empresas, pela Faculdade de Ciências Administrativas e 
de Tecnologia – Porto Velho-RO - 2004. 
Especialista em Controladoria e Gestão Financeira, pela Unipec – Porto Velho-RO – 
2005. 
Especialista em Docência do Ensino Superior, pela Universidade Castelo Branco – Rio de 
Janeiro-RJ. 
Registro Profissional: CRA – RO/AC – 1.368. 
 
EMENTA DA DISCIPLINA 
Conceito e importância da disciplina. Posição do órgão de materiais na empresa. 
Principais funções. A abordagem logística. Planejamento dos estoques. Métodos de 
previsão dos estoques. Níveis dos estoques. Interpretação da Curva dente de serra. 
Sistema ABC de classificação dos estoques. Avaliação dos estoques. Sistema de controle 
dos estoques. Localização, Classificação e codificação de materiais. Inventário físico. 
Distribuição de materiais. 
 
OBJETIVOS GERAIS 
Capacitar os acadêmicos a terem uma ampla visão da Administração de Materiais, sob os 
pontos de vista conceitual, de sua aplicação e importância. 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
1. Significado e importância da Administração de Materiais 
Conceito e importância da disciplina. Posição do órgão de materiais na empresa. 
Principais funções. O ambiente operacional. A abordagem logística. 
 
2. Gestão de estoques 
Conceito de estoque. As funções do estoque. As principais classificações de estoque. As 
funções do controle de estoque. 
 
3. Métodos de previsão de estoque 
Administração da demanda. Características da demanda. Princípios de previsão. 
Técnicas de previsão. 
 
4. Níveis de estoque 
Estoque máximo e mínimo. Sistema de ponto de pedido. Nível de atendimento. Gráfico 
dente de serra. Tempo de reposição. 
 
 
5. Estoque de segurança 
Causas da falta de estoque. Cálculo do estoque de segurança. 
 
6. Classificação “ABC” 
Conceituação. Passos da análise ABC. Criticidade dos itens de estoque. Classificação da 
criticidade. Análise cruzada. 
 
7. Sistema de avaliação de estoque 
Conceitos de avaliação de estoque. Os principais métodos de avaliação de estoque. 
Método PEPS. Método UEPS. Método do Custo Médio. 
 
METODOLOGIA 
Distribuição de apostila-resumo. Aulas expositivas com a participação dos alunos, visando 
embasamento teórico. Exercícios de fixação, em sala de aula, dos conteúdos ministrados, 
aplicação de estudos de casos. Trabalho prático sobre “avaliação de estoque”; elaboração 
e análise de gráfico dente de serra. Avaliações buscando verificar o aprendizado, sua 
aplicabilidade e a superação dos conteúdos. 
 
ATIVIDADES DISCENTES 
Resolução de exercícios de fixação em grupos. Elaboração e análise de gráfico dente de 
serra. Prática de avaliação dos estoques, com preenchimento de fichas de estoque. 
 
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO 
Serão efetuadas duas avaliações bimestrais. Em cada uma das notas bimestrais serão 
considerados os quesitos abaixo: 
Participação ���� Demonstração de interesse pela disciplina, compreendendo: assiduida-
de; aquisição dos livros indicados na bibliografia; questionamentos em sala de aula sobre 
a matéria e respostas a perguntas formuladas pelo professor; exemplos de vivência em-
presarial; avaliação repentina (sem data marcada). 
Trabalho ���� Individual ou em grupo. No 1º bimestre: resolução, individual, de exercício 
proposto sobre os temas abordados; contemplando o assunto ministrado naquele dia, vi-
sando averiguar a retenção do assunto abordado. No 2º bimestre: resolução, em sala de 
aula, de um trabalho sobre avaliação de estoque; um segundo trabalho, também em sala 
de aula, sobre Sistema de classificação ABC e, podendo, ainda, ter avaliações repentinas. 
Prova ���� Avaliação escrita com 10 questões, entre objetivas e subjetivas. 
 
 
CRONOGRAMA – 3° Período 
 
DIA MÊS AULA CONTEÚDO 
 
 
03 
Apresentação do professor, da disciplina, da metodologia, do conteúdo programático 
Conceito, significado e importância da disciplina; Gestão de estoques 
 03 Atividade de Pesquisa – Preparação de Artigo Científico 
 03 Métodos de previsão de estoques 
 03 Referencial teórico, questionário e definição das empresas pesquisadas 
 03 Métodos de previsão de estoques 
 03 Níveis de estoque (Curva dente de serra) 
 03 Níveis de estoque (Curva dente de serra) 
 03 Estoque de segurança – Cálculo do estoque mínimo 
 03 Estoque de segurança – Cálculo do estoque mínimo 
 03 1ª Avaliação Bimestral 
 03 Métodos de Classificação ABC e curva ABC dos estoques 
 03 Aplicar o Questionário 
 03 Classificação: Criticidade e Análise Cruzada 
 03 Interpretação dos dados 
 03 Avaliação de estoque (Método PEPS) 
 03 Escrituração do Artigo Científico 
 03 Avaliação de estoque (Método UEPS) 
 03 Avaliação de estoque (Método Custo Médio) 
 03 Exercícios práticos sobre Avaliação de estoque 
 03 2ª Avaliação Bimestral 
 
 
 5 
 
Unidade 1Unidade 1Unidade 1Unidade 1 
 
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
- Conhecer a Administração de Materiais através de uma abordagem logística 
 - Saber conceituar Logística e Administração de Materiais 
 - Reconhecer a posição do órgão de materiais na empresa 
- Identificar as principais funções do órgão de materiais na empresa 
 
2. Introdução 
A atividade de material existe desde a mais remota época, através das trocas 
de caças e de utensílios até chegarmos aos dias de hoje, passando pela Revolução In-
dustrial. Produzir, estocar, trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto à 
existência do ser humano. 
Um dos fatos mais marcantes e que comprovaram a necessidade de que mate-
riais devem ser administrados cientificamente foram, sem dúvida, as duas grandes 
guerras mundiais. 
 Em todos os embates ficou comprovado que o fator abastecimento ou supri-
mento se constituiu em elemento de vital importância e que determinou o sucesso ou o 
insucesso dos empreendimentos. Soldados e estratégias por mais eficazes que fossem, 
eram insuficientes para o alcance dos resultados esperados. 
Munições, equipamentos, víveres, vestuários adequados, combustíveis foram, 
são e serão necessários sempre, no momento oportuno e no local certo, isto quer dizer 
que administrar materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessi-
ta,no local e na quantidade necessária, possui ampla possibilidade de ser bem sucedido”. 
 
3. Conceito 
A Administração de Materiais engloba a sequência de operações que tem seu 
início na identificação do fornecedor, na compra do bem, em seu recebimento, transporte 
interno, e acondicionamento, em seu transporte durante o processo produtivo, em sua 
armazenagem como produto acabado e, finalmente, em sua distribuição ao consumidor 
final. 
Tem como objetivo suprir as diversas unidades, com os materiais necessários 
ao desempenho normal das respectivas atribuições. Em outras palavras: “A Administra-
ção de Materiais visa à garantia de existência contínua de um estoque, organizado de 
modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem, sem tornar excessivo o investi-
mento total”. 
A Administração de Materiais moderna é conceituada e estudada como um Sis-
tema Integrado em que diversos subsistemas próprios interagem para constituir um todo 
organizado. Destina-se a dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de 
materiais imprescindíveis ao funcionamento da organização, no tempo oportuno, na 
quantidade necessária, no local certo, na qualidade requerida e pelo menor custo. 
No quadro abaixo se aborda a evolução da área de Administração de Materiais, 
fazendo-se um comparativo das abordagens nas diversas fases em que vivenciou o pro-
fissional de materiais. 
 6 
 
PERCEPÇÃO 
EMPRESARIAL 
SITUAÇÃO 
INICIAL 
PROCESSO DE 
EVOLUÇÃO 
ESTÁGIO 
AVANÇADO 
SITUAÇÃO 
ATUAL 
O Administrador de 
Materiais 
Pessoa de recados 
Funcionário a 
serviço da produção 
Executivo 
conhecedor do 
mercado de 
abastecimento 
Executivo que 
administra 60% dos 
custos e das 
despesas 
Perfil do profissional 
Pessoa bem 
considerada 
Burocrata eficiente 
Conhecedor de 
administração 
comercial e de 
mercados 
Executivo com 
preparo técnico, 
econômico e legal 
Progresso do 
profissional 
Sem possibilidades Comprador 
Planejamento do 
negócio 
Diretor executivo 
Atividades da 
Administração de 
Materiais 
Faz despesas 
Evita faltas e 
desmobiliza 
estoques 
excedentes 
Planejamento 
estratégico 
Concentração em 
uma visão de 
melhoria do 
resultado da 
empresa 
 
 
4. Principais objetivos da área de Administração de Materiais 
Preço Baixo - este é o objetivo mais óbvio e, certamente um dos mais importantes. Re-
duzir o preço de compra implica em aumentar os lucros, se mantida a mesma qualidade; 
Alto Giro de Estoques - implica em melhor utilização do capital, aumentando o retorno 
sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro; 
Baixo Custo de Aquisição e Posse - dependem fundamentalmente da eficácia das á-
reas de Controle de Estoques, Armazenamento e Compras; 
Continuidade de Fornecimento - é resultado de uma análise criteriosa quando da esco-
lha dos fornecedores. Os custos de produção, expedição e transportes são afetados 
diretamente por este item; 
Consistência de Qualidade - a área de materiais é responsável apenas pela qualidade 
de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. Em algumas empresas a 
qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de Ma-
teriais; 
Despesas com Pessoal - obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou, 
mesmo resultado com menor despesa - em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro 
final. “ As vezes compensa investir mais em pessoal porque pode-se alcançar com isto 
outros objetivos, propiciando maior benefício com relação aos custos “; 
Relações Favoráveis com Fornecedores - a posição de uma empresa no mundo dos 
negócios é, em alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedo-
res; 
Aperfeiçoamento de Pessoal - toda unidade deve estar interessada em aumentar a ap-
tidão de seu pessoal; 
Bons Registros - são considerados como o objetivo primário, pois contribuem para o pa-
pel da Administração de Material, na sobrevivência e nos lucros da empresa, de forma 
indireta. 
 
5. Posição do órgão de materiais na empresa 
Tradicionalmente, era muito comum encontrar o setor de Copras subordinado a 
um Gerente Geral, ou diretor Superintendente; o PCP reportava-se ao Gerente de 
Produção e a Distribuição prendia-se ao Gerente Comercial, conforme ilustrado na Figura 
nº 1. 
 
Quadro nº 1 – Evolução da Administração de Materiais 
 7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As empresas dentro de um moderno enfoque logístico de gerenciamento de 
materiais podem estar estruturadas de acordo com a figura nº 2. 
Poderíamos considerar que a estrutura do organograma abaixo é para um 
gerenciamento integrado. Existem também organizações em que encontramos uma 
Gerência de Materiais orientada para o suprimento, para a distribuição ou para a 
produção. É bastante comum encontrar o setor de Controle de Estoques, como 
responsabilidade e atuação, dentro do P.C.P. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Principais funções 
Gerente Geral 
Produção 
P.C.P. 
Controle de 
Estoques 
Financeiro Compras Comercial 
Distribuição 
SISTEMA TRADICIONAL DE SUBORDINAÇÃO GERENCIAL 
Figura nº 1 – Sistema tradicional 
SISTEMA LOGÍSTICO DE GERENCIAMENTO DE MATERIAIS 
Gerente Geral 
Materiais 
Compras 
Controle de 
Estoques 
Financeiro Produção Comercial 
Distribuição 
P.C.P. 
Figura nº 2 – Sistema logístico 
 8 
Os subsistemas da Administração de Materiais, integrados de forma sistêmica, 
fornecem, portanto, os meios necessários à consecução das quatro condições básicas 
(tempo, quantidade, qualidade e custo), para uma boa Administração de material. 
Decompondo esta atividade através da separação e identificação dos seus e-
lementos componentes, encontramos as seguintes subfunções típicas da Administração 
de Materiais, além de outras mais específicas de organizações mais complexas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cadastro - subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores, pesquisa de 
mercado e compras. 
Aquisição / Compra de Material - subsistema responsável pela gestão, negociação e 
contratação de compras de material através do processo de licitação. O setor de Compras 
preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. É da responsabilidade de 
Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à disposição 
nas quantidades certas, nos períodos desejados. Compras não é somente responsável 
pela quantidade e pelo prazo, mas precisa também realizar a compra em preço mais favo-
rável possível, já que o custo da matéria-prima é um componente fundamental no custo 
do produto. 
Movimentação de Material - subsistema encarregado do controle e normalização das 
transações de recebimento, fornecimento, devoluções, transferências de materiais e 
quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de material. 
Inspeção de Recebimento - subsistema responsável pela verificação física e documental 
do recebimento de material, podendo ainda encarregar-se da verificação dos atributos 
qualitativos pelas normas de controle de qualidade. 
Armazenagem / Almoxarifado - subsistema responsável pela gestão física dos esto-
ques, compreendendo as atividades de guarda, preservação, embalagem, recepção e 
expedição de material, segundo determinadas normas e métodos de armazenamento. O 
Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque, com exceção 
dos produtos em processo. É o local onde ficam armazenados os produtos, para atender 
a produção e os materiais entregues pelos fornecedores 
Fornecedor Compras Transporte 
Externo 
Transporte 
Interno 
Inspeção de 
Entrada 
Armazenagem 
Estocagem 
MP 
Inspeção de 
Saída 
Distribuição 
Consumidor 
PRODUÇÃO Estocagem 
PA 
ADMINISTRAÇÃODE MATERIAIS 
Figura nº 3: Atividades da Administração de Materiais 
 9 
Classificação de Material - subsistema responsável pela identificação (especificação), 
classificação, codificação, cadastramento e catalogação de material. 
Controle de Estoque - subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques, 
através do planejamento e da programação de material, compreendendo a análise, a pre-
visão, o controle e o ressuprimento de material. O estoque é necessário para que o 
processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de preocupa-
ções e desníveis. Os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em fabricação e 
produtos acabados. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de es-
toque e o investimento financeiro envolvido. 
 
7. A abordagem logística 
A origem da logística é militar. Foi desenvolvida visando colocar os recursos 
certos no local certo, na hora certa, com um só objetivo: vencer batalhas. 
A logística é responsável pelo planejamento, operação e controle de todo o flu-
xo de mercadoria e informação, desde a fonte fornecedora até o consumidor. 
Para imlantar melhoramentos na estrutura industrial é necessário dinamizar o 
sistema logístico, que engloba o suprimento de materiais e componentes, o controle de 
produtos, a movimentação e o apoio ao esforço de vendas dos produtos finais, até a colo-
cação do produtos acabado no consumidor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O enfoque da Administração de Materiais está mudando do tradicional “produ-
zir, estocar e vender” para um conceito mais atualizado, que envolve “definir mercado, 
planejamento do produto, apoio logístíco”. 
Além disso, os administradores também estão reconhecendo que devem coor-
denar suprimentos, produção, embalagem, transporte, comercialização e finanças em 
uma atividade de controle global, capaz de apoiar firmemente caa fase do sistema com 
um máximo de eficiência e um mínimo de capital investido. 
CLIENTES 
CLIENTES 
ARMAZÉM 
CENTRAL 
VAREJO ATACADISTA 
COMPRAS 
OPERAÇÕES ALMOXARIFADO 
(MP) 
ALMOXARIFADO 
(PA) 
DISTRIBUIÇÃO 
P.C.P. 
F
O
R
N
E
C
E
D
O
R
E
S
 
Figura nº 4: Visão geral das atividades de Logística 
 10 
Unidade 2Unidade 2Unidade 2Unidade 2 
 
GESTÃO DE ESTOQUES 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
- Conceituar estoque, identificando suas funções; 
 - Conhecer as principais classificações de estoque; 
- Saber quais as funções do controle de estoque. 
 
2. Introdução 
Podemos conceituar estoque como sendo a quantidade de material disponível 
para uso e venda, ou seja, é quando esse material está devidamente registrado no siste-
ma da organização e está à disposição do cliente. Seja ele o interno ou externo. 
Uma outra definição: materiais, mercadorias ou produtos acumulados para utili-
zação posterior, de modo a permitir o atendimento regular das necessidades dos usuários 
para a continuidade das atividades da empresa, sendo o estoque gerado pela impossibili-
dade de se prever a demanda com exatidão. 
Ou, ainda, de uma maneira mais simples. É a reserva para ser utilizada em 
tempo oportuno. 
A gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir recursos ociosos possuido-
res de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de material, 
numa organização. 
 
3. Funções do estoque 
As principais funções do estoque são: 
a) Garantir o abastecimento de materiais à empresa, neutralizando os efeitos de: 
- demora ou atraso no fornecimento de materiais; 
- sazonalidade no suprimento; 
- riscos de dificuldade no fornecimento. 
b) Proporcionar economias de escala: 
- através da compra ou produção em lotes econômicos; 
- pela flexibilidade do processo produtivo; 
- pela rapidez e eficiência no atendimento às necessidades. 
Os estoques constituem um vínculo entre as etapas do processo de compra e 
venda - no processo de comercialização em empresas comerciais - e entre as etapas de 
compra, transformação e venda - no processo de produção em empresas indústrias. Em 
qualquer ponto do processo formado por essas etapas, os estoques desempenham um 
papel importante na flexibilidade operacional da empresa. Funcionam como amortecedo-
res das entradas e saídas entre as duas etapas dos processos de comercialização e de 
produção, pois minimizam os efeitos de erros de planejamento e as oscilações inespera-
das de oferta e procura, ao mesmo tempo em que isolam ou diminuem as 
interdependências das diversas partes da organização empresarial. 
 
 
 
 
 
 11 
4. Classificação de estoques 
Estoques de Matérias-Primas (MP) 
Os estoques de MP constituem os insumos e materiais básicos que ingressam 
no processo produtivo da empresa. São os itens iniciais para a produção dos produ-
tos/serviços da empresa. 
Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias 
Os estoques de materiais em processamento - também denominados materiais em 
vias - são constituídos de materiais que estão sendo processados ao longo das diversas se-
ções que compõem o processo produtivo da empresa. Não se encontram no almoxarifado por 
não serem mais MP iniciais - nem no depósito - por ainda não serem PA. Mais adiante serão 
transformadas em PA. 
Estoques de Materiais Semi-acabados 
Os estoques de materiais semi-acabados referem-se aos materiais parcialmente 
acabados, cujo processamento está em algum estágio intermediário de acabamento e que se 
encontram também ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo. Dife-
rem dos materiais em processamento pelo seu estágio mais avançado, pois se encontram 
quase acabados, faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo para se trans-
formarem em materiais acabados ou em PA. 
Estoques de Materiais Acabados ou Componentes 
Os estoques de materiais acabados - também denominados componentes - refe-
rem-se a peças isoladas ou componentes já acabados e prontos para serem anexados ao 
produto. São, na realidade, partes prontas ou montadas que, quando juntadas, constituirão o 
PA. 
Estoques de Produtos Acabados (PA) 
Os Estoques de PA se referem aos produtos já prontos e acabados, cujo proces-
samento foi completado inteiramente. Constituem o estágio final do processo produtivo e já 
passaram por todas as fases, como MP, materiais em processamento, materiais semi-
acabados, materiais acabados e PA. 
 
5. Controle de estoques 
O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta 
diligência resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa. 
O controle procura manter os níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessi-
dades de consumo ou das vendas e os custos daí decorrentes. 
Os níveis dos estoques estão sujeitos à velocidade da demanda. Se a constância 
da procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento, ou estas providências 
não forem tomadas em tempo oportuno, a fim de evitar a interrupção do fluxo de reabasteci-
mento, teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque, com prejuízos 
visíveis para a produção, manutenção, vendas etc. 
Se, em outro caso, não dimensionarmos bem as necessidades do estoque, pode-
remos chegar ao ponto de excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis em 
relação à demanda real, com prejuízos para a circulação de capital. 
O equilíbrio entre a demanda e a obtenção de material, onde atua, sobretudo, o 
controle de estoque, é um dos objetivos da gestão. 
 
6. Funções do controle de estoque 
As principais funções do controle de estoque que são: 
a) determinar "o que" deve permanecer em estoque. Número de itens; 
b) determinar "quando" se devem reabastecer os estoques. Periodicidade; 
c) determinar "quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado; quanti-
dade de compra; 
d) acionar o Departamentode Compras para executar aquisição de estoque; 
 12 
e) receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades; 
f) controlar os estoques em termos de quantidade e valor, e fornecer informações sobre a po-
sição do estoque; 
g) manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais es-
tocados; 
h) identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados. 
 13 
Unidade 3Unidade 3Unidade 3Unidade 3 
 
MÉTODOS DE PREVISÃO DE ESTOQUES 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
- Conhecer as principais técnicas de previsão de consumo; 
 
2. Introdução 
Todo início de estudo dos estoques está pautado na previsão do consumo do 
material. Normalmente, quando o material será adquirido pela primeira vez, essa previsão 
é fixada por estimativa, estando sujeita a distorções pela falta de dados anteriores que o 
auxiliem a prever com exatidão. 
Após a ocorência de movimentação do estoque, a reposição passa a ser 
automática, com base nos dados de consumo, prazo de aquisição e demais índices de 
classificação. 
 
3. Técnicas de previsão 
As informações básicas que permitem decidir acerca do estoque divide-se em 
duas categorias: Informações Quantitativas, que dizem respeito a evolução das vendas 
no passado; variáveis cuja evolução esteja diretamente ligadas às vendas; variáveis de 
fácil previsão (população, renda); influência da propaganda. Informações Qualitativas 
que dizem respeito a opinião dos gerentes, dos vendedores, dos compradores, pesquisa 
de mercado. 
As técnicas de previsão do consumo podem ser classificadas em três grupos: 
Projeção são aquelas que admitem que o futuro será repetição do passado ou as vendas 
evoluirão no tempo segundo a mesma lei observada no passado. Explicação procura-se 
explicar as vendas do passado mediante leis que relacionam as mesma com outras 
variáveis cuja evolução é conhecida ou previsível. Predileção funcionários experientes e 
conhecedores de fatores influentes nas vendas e no mercado estabelecem a evolução 
das vendas futuras. 
 
4. Formas de evolução de consumo 
As formas de evolução de consumo podem ser representadas da seguinte ma-
neira: 
Modelo de evolução horizontal de consumo de tendência invariável ou constante, é 
reconhecido pelo consumo médio horizontal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tempo 
Consumo 
Consumo 
médio 
Consumo 
efetivo 
 14 
Modelo de evolução de consumo sujeito a tendência o consumo médio aumenta ou 
diminui com o correr do tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Modelo de evolução sazonal de consumo o consumo possui oscilações regulares, que 
tanto podem ser positivas quanto negativas; ele é sazonal quando o desvio é no mínimo 
de 25% do consumo médio e quando aparece condicionado a determinadas causas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Técnicas quantitativas para previsão de consumo 
Método do último período 
Consiste em utilizar como previsão para o período seguinte o valor ocorrido no 
período anterior. 
 
Método da média móvel 
É praticamente um método semelhante ao anterior, porém melhorado. A previ-
são do próximo período é calculada a partir das médias dos consumos anteriores. 
A vantagem desse método está na simplicidade de cálculo. As desvantagens 
residem no fato de que as médias móveis são influenciadas por valores externos e de que 
os valores mais antigos têm o mesmo peso que os atuais. 
A previsão para o próximo período é obtida calculando-se a média dos valores 
de consumo nos n períodos anteriores. A cada novo mês, adiciona-se o mesmo à soma e 
despreza-se o 1º mês utilizado. 
 
n
Cn ..... C3C2C1
CM
++++
= CM = Consumo Médio 
C = Consumo nos períodos anteriores 
n = Número de períodos 
 
Tempo 
Consumo 
Consumo 
médio 
Consumo 
efetivo 
 
Tempo 
Consumo 
Consumo 
médio 
Consumo 
efetivo 
50 
25% 
 15 
Método da média móvel ponderada 
Este método é uma variação do modelo anterior, onde os valores dos períodos 
mais próximos recebem peso maior que os valores correspondentes aos períodos mais 
distantes. 
Os pesos são decrescentes dos valores mais recentes para os mais distantes. 
A determinação dos pesos, ou fatores de importância, deve ser de tal ordem que a soma 
perfaça 100%. 
 
 
Xn ...X3X2X1
Xn)(Cn ..... X3)(C3X2)(C2X1)(C1
PC
++++
×++×+×+×
= 
 
PC = Previsão de Consumo 
C = Consumo nos períodos anteriores 
X = Fatores de importância 
 
Método da média com ponderação exponencial 
Este método elimina muitas desvantagens dos métodos da média móvel e da 
média móvel ponderada. Além de valorizar os dados mais recentes, apresenta menor 
manuseio de informações passadas. Apenas três fatores são necessários para gerar a 
previsão para o próximo período: 
• A previsão do último período (P); 
• O consumo ocorrido no último período (C); 
• Constante que determina o valor ou ponderação dada aos valores mais re-
centes (αααα ). 
 
)1(PCPC αααα−−−−××××++++αααα××××==== 
 
Método dos mínimos quadrados 
Este método é usado para determinar a melhor linha de ajuste que passa mais 
perto de todos dados coletados, ou seja, é a linha de melhor ajuste que minimiza as dis-
tâncias entre cada ponto de consumo levantado. 
 
(1) ∑Y = N x a + b∑X 
 
(2) ∑XY = a∑X + b∑X2 
 
(3) Yp = a + bX Equação da linha reta 
 
N = nº de pontos 
Y = Valor real 
Yp = Valor dos mínimos quadrados 
X = nº de períodos 
 
 
 
 
 
 
 
 16 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 
 
1) Analise comparativamente as previsões quantitativas e qualitativas. 
 
2) O consumo em quatro anos de uma peça foi de: 
2001 – 72 
2002 – 60 
2003 – 63 
2004 – 66 
Qual deverá ser o consumo previsto para 2005 utilizando-se o método da média móvel, 
com um n igual a 3? 
 
3) Determine o consumo previsto para 2005 utilizando o método da média móvel 
ponderada com os seguintes pesos, utilizando 3 períodos: 
2001 – 5% – 72 
2002 – 20% – 60 
2003 – 25% – 63 
2004 – 50% – 66 
 
4) Determinada empresa quer calcular qual seria a previsão de vendas de seu produto W 
para o ano de 2005, utilizando o método dos mínimos quadrados. As vendas dos 5 anos 
anteriores foram: 
 
2004 2003 2002 2001 2000 
130 122 110 119 108 
 
5) O nível de consumo de uma peça mantém uma oscilação média. A empresa utiliza o 
cálculo de média ponderada exponencial. Em 2004, a previsão de consumo era de 230 
unidades, tendo o ajustamento um coeficiente de 0,10. O consumo real, naquele ano, foi 
de 210. Qual é a previsão de consumo para 2005? 
 
6) O consumo de um produto nos últimos cinco meses foi, respectivamente, 500, 580, 
520, 630, 510. Calcule pelo metodo dos mínimos quadrados o consumo previsto para os 
próximos dois meses. 
 
7) Um item teve um consumo em 2004 de 200 unidades, com um ajustamento médio de 
tendência de 0,90 e tinha sido previsto um consumo de 220 unidades. Qual seria a previ-
são de consumo para 2005. 
 
8) Uma loja tem a seguinte tabulação de vendas: 
ANO 1 2 3 4 5 6 
Und. 87 90 100 107 113 123 
Estabeleça uma previsão para o ano 7. 
a) pelo método da média móvel para n=4; 
b) pelo método da média móvel ponderada com os seguintes pesos em ordem 
decrescente 5%, 10%, 15%, 20%, 40%, para n=4; 
c) pelo método da média com ponderação exponencial com um coeficiente de 
ajustamento de 0,8. Sabe-se que a previsão feita para o ano 6 foi realizada pelo método 
da média móvel com n = 4. 
 17 
Métodos de Previsão de Estoques 
 
Exercício Avaliativo 
 
Aluno: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Data: __/ __/ __ 
 
A Indústria Marakitos trabalha com um só produto e acaba de lhe contratar como Gerente 
de Produção. Seu Diretor Logístico lhe incumbe de fazer a previsão para os anos de 2008 
e 2009. Sua primeira atitude foi buscar informaçõesquantitativas, ou seja, buscar no ban-
co de dados da indústria as demandas passadas. Conforme segue abaixo: 
 
A demanda em 2003 foi de setecentos e sessenta unidades; no ano seguinte houve um 
aumento de 120 unidades; em 2005 houve uma retração e as vendas pararam em 810 
unidades; no ano passado foi o momento da recuperação e estabeleceu um patamar de 
950 unidades; para esse ano (2.007), a demanda já está confirmada e é de 900 
unidades. 
 
De posse das informações quantitativas procurou, ainda, informações qualitativas com o 
Departamento de Vendas. 
Munido das informações julgadas necessárias, você inicia o estudo da previsão da 
demanda futura. 
 
1) A previsão para o ano 2.009 utilizando o método da média móvel com três períodos. 
 
2) A previsão para o ano 2.009 utilizando o método da média móvel ponderada com três 
períodos, para isso adote a seguinte ponderação: 5%, 10%, 15%, 20% e 50%. 
 
3) A previsão para o ano 2.008 utilizando o modelo de Ajuste Exponencial, sabendo que 
a diferença do que foi previsto e o que realmente ocorreu em 2007 deve-se a fatores 
aleatórios, com uma constante de suavização de 15%. Você verificou junto com sua 
equipe de trabalho que a previsão para esse ano (2007) foi feito pelo método do último 
período. 
 
4) A previsão para o ano 2.008 utilizando o método dos Mínimos Quadrados. 
 
5) A previsão para o ano 2.008 utilizando o método do último período. Lembrando que 
seu Diretor estabeleceu nas diretrizes da organização uma meta de 10% em relação à 
demanda do último período. 
 18 
Unidade 4Unidade 4Unidade 4Unidade 4 
 
NÍVEIS DE ESTOQUE 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
- Saber interpretar o gráfico dente de serra; 
- Compreender os conceitos de ponto de ruptura, estoque real, estoque virtual, estoque 
mínimo e máximo, ponto de pedido, ponto de ruptura, tempo de reposição, intervado 
de ressuprimento 
 
2. Introdução 
Os estoques são recursos ociosos que possuem valor econômico, os quais re-
presentam um investimento destinado a incrementar as atividades de produção e servir 
aos clientes. 
O gerenciamento moderno avalia e dimensiona convenientemente os estoques 
em bases científicas, substituindo o empirismo por soluções. 
Toda empresa deve definir a forma como administra seus estoques buscando 
saber quando e quanto comprar, obtendo dessa maneira vantagem competitiva. 
 
3. Curva Dente de Serra 
Os gráficos de estoques são uma representação gráfica da variação do 
estoque de um item (ou vários) em função do tempo. É bastante utilizado pelas empresas 
e também é conhecido como “Dente de Serra”. Na abscissa representa-se o tempo 
decorrido (T), para o consumo, normalmente em meses, e na ordenada a quantidade de 
unidades desta peça em estoque no intervalo do tempo “T”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ciclo será sempre repetitivo e constante quando obedecer as seguintes 
premissas: 
• Não existir alteração no consumo durante o tempo (T); 
• Não existir falha administrativa (não solicitação de compra); 
• Não existir atraso na entrega; 
• Não existir devolução (ou parte dela) do lote de compra. 
 
 
Quantidade 
Tempo (T) M J F A J M J A N S O D
R
ep
os
iç
ão
 
20 
40 
60 
80 
100 
120 
 19 
4. Ponto de Ruptura (PR) 
É o ponto em que o estoque torna-se nulo. Ocorre quando o consumo faz com que 
o estoque chegue a seu nível zero e, ainda, continua a demanda do material. 
 
5. Estoque Real (ER) 
Quantidade de material existente em estoque no almoxarifado da empresa. 
 
 
6. Estoque Virtual (EV) 
Estoque Real acrescido das quantidades de encomendas em andamento. 
 
 
 
 
7. Estoque Mínimo (EMn) 
Também conhecido como Estoque de Segurança. É a quantidade mínima possível 
capaz de suportar um tempo de ressuprimento superior ao programado. 
 
8. Estoque Máximo (EMx) 
Quantidade máxima de estoque permitida para o material. Tem como finalidade 
principal indicar a quantidade de ressuprimento, por meio da análise de estoque virtual. 
 
 
 
 
9. Estoque Médio (EM) 
É o nível médio do estoque em torno do qual as operações de compra e consumo 
se realizam. 
 
 
 
 
 
10. Consumo Médio Mensal (C) 
É a quantidade referente à média aritmética das retiradas mensais de estoque. 
Normalmente obtém-se a média dos últimos seis meses. 
 
11. Ponto de Pedido (PP) 
Também conhecido como Ponto de Ressuprimento (PR), ou ainda, como Nível de 
Reposição (NR). É quando o Estoque Virtual estiver abaixo ou igual a uma determinada quan-
tidade preestabelecida, indicando o momento de ser providenciado a emissão do pedido de 
compra. 
 
 
 
 
12. Tempo de Reposição (TR) 
Intervalo de tempo compreendido entre a emissão do pedido de compra e o efetivo 
recebimento, gerando a entrada do material no estoque. Pode ser desmembrado em: 
• Tempo de Preparação da Compra (TPC); 
• Tempo de Atendimento do Fornecedor (TAF); 
EncomendasEREV += 
EMn (CxTR)PP += 
Compra de LoteEMnEMx += 
2
Q
EMnEM += 
 20 
• Tempo de Transporte (TT); 
• Tempo de Recebimento e Regularização (TRR). 
 
13. Intervalo de Ressuprimento (IR) 
É o intervalo de tempo entre dois ressuprimentos. 
 
14. Gráfico Dente de Serra 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15. Exercício 
1) Pela ficha de estoque de uma peça, conseguimos as seguintes informações: 
 Estoque mínimo – 300 unidades 
 Lote de compra – 150 unidades 
Qual deverá ser o estoque médio e o estoque máximo? 
 
2) Uma empresa comercializa um item cuja demanda anual é de 5.000 unidades. Deter-
mine o número de pedidos de compra que se deve emitir por ano para uma compra: 
a) em lotes de 1.000 unidades; 
b) em lotes de 500 unidades; 
c) em lotes de 100 unidades. 
 
3) Se a empresa do exercício anterior trabalha 250 dias por ano, qual deverá ser o inter-
valo entre os pedidos de compras em cada uma das situações, isto é, comprar lotes de 
1.000, 500 ou 100 unidades? 
 
4) O consumo médio mensal de um produto é de 1.500 unidades e são feitos seis ressu-
primentos ao ano. O estoque mínimo corresponde à metade do consumo durante o TR, 
que é de um mês. Calcule o ponto de pedido. 
 
5) Qual a finalidade de um estoque mínimo ou de segurança? 
 
PP 
 
R
ep
os
iç
ão
 
Quantidade 
20 
40 
60 
80 
100 
120 
140 
EMn 
EMx EMx EMx 
TR 
IR 
EM 
Q / 2 R
ep
os
iç
ão
 
 
PP 
 
PP 
Tempo (T) M J F A J M J A N S O D
PR 
 21 
6) Analise o gráfico abaixo e some os itens corretos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01) No espaço compreendido pela letra “a” houve uma ruptura no estoque. 
02) O segmento de reta “bc” representa o estoque máximo. 
04) O estoque médio equivale à metade do seguimento “cd” acrescido do seguimento 
“bd”. 
08) O momento de ser providenciado um pedido de compra encontra-se entre os pon-
tos “e” e “g”. 
16) Do momento em que foi emitido o 1º pedido de compra até o mês de abril verifica-
se um intervalo de ressuprimento. 
32) Supondo-se que o 3º pedido de compra foi realizado no mês de outubro. O próximo 
pedido de compra será realizado no mês de fevereiro do ano seguinte. 
 
 
SOMA: 
 
7) O componente P22 é um item de estoque comprado pela Companhia Flórida. Como 
sua demanda é de 500 unidades/mês, a empresa mantém estoque de segurança de 80 
unidades, e a entrega é efetuada em 5 dias úteis. Supondo que as compras sejam feitas 
em lotes de 2.000 unidades, determinar o Estoque Máximo, o Estoque médio e o Ponto 
de pedido. Considere um mês de 20 dias úteis. 
Quantidade 
Tempo (T) M J F A J M J A N J O D
a 
b 
c 
d 
e f 
g 
 
 22 
Unidade 5Unidade 5Unidade 5Unidade 5 
 
ESTOQUE DE SEGURANÇA 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
 - Conhecer as várias formas para secalcular o estoque mínimo 
 
2. Introdução 
A fim de se evitar a ruptura no estoque e objetivando o funcionamento ininter-
rupto e eficiente do processo produtivo, faz-se necessário a implementação de um 
estoque mínimo ou de segurança. 
Definir o estoque mínimo é um fator de suma importância para o gerenciamen-
to do estoque, pois está diretamente ligada ao grau de imobilização financeira da 
empresa. 
Estabelecer um alto percentual para estoque mínimo a fim de não acarretar fal-
ta de material em estoque, apresentará um alto custo de armazenagem. Em 
contrapartida, definir uma margem de segurança muito baixa proporcionaria um alto custo 
de esgotamento, que é aquele custo por não dispor o material quando necessário (perda 
da venda, paralisação da produção, despesas para apressar a entrega). 
 
3. Causas das faltas de estoque 
• Oscilações no consumo; 
• Tempo de Reposição; 
• Rejeição por parte do Controle de Qualidade; 
• Remessa diferente do solicitado; 
• Diferenças no inventário. 
 
4. Cálculo do Estoque Mínimo 
4.1 Consumo e TR constantes 
a) Fórmula simples 
 
 
 
Onde K é o fator de segurança arbitrado pela organização com o qual se dese-
ja evitar a ruptura do estoque. 
O fator K é uma porcentagem do grau de consumo. 
 
b) Método da raiz quadrada 
- A variação do Tempo de Reposição (TR) não pode ultrapassar a raiz quadra-
da do seu valor; 
- A variação no consumo durante o TR for insignificante. 
 
 
 
 
 
 
K CEMn ×= 
 TRCEMn ×= 
 23 
4.2 Demanda variável e TR constante 
Durante o Tempo de Reposição (TR) pode ocorrer três situações em relação a 
demanda. Observe no gráfico de estoque: 
• A demanda (D) pode permanecer igual a demanda média. Nessa situação 
quando o pedido entrar no almoxarifado, o ER será igual ao EMn. 
• A demanda (D1) pode ser menor que a demanda média. Por ocasião do re-
cebimento do pedido, haverá um ER superior ao EMn. 
• A demanda (D2) pode ser maior que a demanda média. Neste caso pode-
mos subdividir em outras duas situações: 
� A demanda é maior que (D) e menor que (D2). Área quadriculada. Ainda, 
assim, haverá estoque. O estoque será nulo se a demanda for igual a 
(D2). 
� A demanda é superior a D2. Área pontilhada. Neste caso ocorrerá falta de 
estoque por ocasião do recebimento do pedido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Onde: Zα = Coeficiente de distribuição normal 
 SD = Desvio Padrão 
 
Nível de atendimento αααα (%) Valor de Zαααα 
90,0 1,28 
95,0 1,64 
97,5 1,96 
99,0 2,33 
 
4.3 Demanda constante e TR variável 
Pode acontecer uma variação no TR conforme o gráfico de estoque abaixo: 
• Em TR o ER será igual ao Estoque Mínimo. 
TR S ZEMn D ××= α 
EMn 
TR 
 PP 
D 
D1 
D2 
 24 
• Em TR1 houve antecipação na entrega do pedido. O ER será superior ao 
EMn. 
• Em TR2 houve um atraso na entrega, porém, ainda existe estoque no almo-
xarifado. 
• Em TR3 com o atraso o estoque ficou nulo. 
• Um atraso superior ao TR3 acarretará uma ruptura no estoque. Em TR4 ha-
verá falta de estoque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Onde (TRX) é o Tempo de Reposição Máximo e Tempo de Reposição Médio 
(TRM) é a média ponderada do tempo de atendimento e a probabilidade de ocorrer uma 
variação nesse tempo de entrega. 
 
 
Exemplo: 
Tempo de Reposição Probabilidade 
8 dias 15% 
10 dias 60% 
12 dias 25% 
 
TRM = (8x0,15)+(10x0,6)+(12x0,25) 
TRM = 1,2+6+3 
TRM = 10,2 dias 
 
 
EMn 
TR 
 PP 
TR1 
TR2 
TR3 
TR4 
C )TR - (TREMn MX ×= 
 25 
4.4 Demanda e TR variável 
Pode acontecer uma variação no TR conforme o gráfico de estoque 
 
 
 
Onde: EMn = Estoque Mínimo 
 T1= Tempo de Reposição inicial 
 T2 = Tempo de atraso 
 C1 = Consumo Médio inicial 
 C2 = Consumo Médio com aumento 
5. Exercícios 
1) Determine o Estoque Mínimo para uma determinada peça, sabendo que o grau de a-
tendimento é de 10% e o consumo médio é de 60 peças/mês. 
 
2) Um determinado produto consome em média 45 unidades/mês e para este item o tem-
po de atendimento é de 60 dias. Sabe-se que a variação, tanto do tempo de atendimento 
quanto da demanda, permanecem praticamente inalterados. Diante destes dados, estabe-
leça uma margem de segurança para o estoque a fim de evitar a falta deste produto no 
processo produtivo. 
 
3) A demanda média, durante o tempo de atendimento, de um item de estoque é 300 uni-
dades, e o desvio padrão é de 25 unidades por tempo de atendimento. Qual deve ser o 
estoque de segurança e o ponto de pedido, se quiser um nível de atendimento de 95%? 
 
4) Um item de estoque tem demanda constante de 600 unidades/mês. Determine o esto-
que de segurança considerando um mês de 30 dias e o tempo de entrega conforme 
segue: para um tempo de reposição de 8 dias a probabilidade é de 5%; para 9 dias é 
10%; 10 dias é 60%;11 dias é 15%; e 12 dias a probabilidade é de 10%. 
 
5) Um produto possui um consumo anual de 55 unidades. Qual deverá ser o estoque mí-
nimo se o consumo aumentar para 60 unidades, considerando que o tempo de reposição 
seja de um mês, mas que ocorrerá um atraso de 20 dias? 
 
6) A demanda de um certo item de estoque obedece a uma distribuição normal com mé-
dia de 500 unidades/mês e desvio padrão de 60 unidades/mês. O fornecedor tem sido 
pontual no prazo de entrega, que é invariável e igual a 5 dias. Determinar o estoque de 
segurança para um nível de atendimento de 99%. O que aconteceria com o estoque de 
segurança se o tempo de atendimento passasse para 10 dias? 
Dado: Coeficiente de distribuição para 99% de atendimento = 2,33 
 
7) Uma empresa definiu que os itens do grupo 6.000 deverão ter um fator de segurança 
de 0,4. A peça de código 6.132 tem um consumo mensal de 2.100 unidades, qual será o 
estoque mínimo se ela pertence à classe 6.000? 
 
8) A empresa Fulanos e Beltranos Ltda definiu que todos os itens do grupo 5.000 deverão 
ter um TR de 120 dias com um consumo médio mensal de 25 unidades. Nesse caso de 
quanto seria seu estoque de segurança? 
 
C2 T2 C1)-(C2 T1EMn ×+×= 
 26 
9) Um determinado produto tem uma previsão de consumo médio mensal de 60 unidades, 
espera-se porém, que, no período, ele chegue a um consumo de até 90 unidades com um 
atraso de 15 dias. Qual o seu estoque mínimo? 
 
10) Através de um estudo temporal, considerando os últimos seis meses, Chegou-se a 
conclusão que a incidência provável no tempo de atendimento de um determinada peça 
está representada na tabela abaixo. O item de estoque tem demanda constante de 135 
unidades/mês. Determine o estoque de segurança. 
 
Tempo de Reposição Probabilidade 
15 dias 25% 
20 dias 55% 
25 dias 15% 
30 dias 5% 
 
6. Giro de Estoques 
O Giro de Estoques, também chamado de Índice de Rotatividade, mede quan-
tas vezes, por unidade de tempo, o estoque se renovou ou girou. É uma relação existente 
entre o consumo médio e o estoque médio do produto. Pode ser em valor ou em unidades 
do produto. 
A apreciação do índice de rotatividade fornece elementos para a aferição do 
comportamento do estoque, por meio da comparação com índices de anos anteriores ou 
mesmo com índices de empresas congêneres, fornecendo subsídios valiosos para ações 
e decisões que se fizerem necessárias. 
 
 
 
 
 
ou 
 
 
 
 
 
 
7. Cobertura de Estoques 
Cobertura indica o número de unidades de tempo que o estoque médio será 
suficiente para cobrir a demanda média. 
 
 
 
 
 
 
Período no Médio Estoque do Valor
Período no Consumido Valor
Estoque de Giro = 
Médio Estoque
Médio Consumo
Estoque de Giro = 
Giro
estudo em período do dias Nº
Cobertura = 
 27 
8. Exercício 
1) De janeiro a junho, o estoque da empresa Stok Rápido apresentou a seguinte movi-
mentação em reais, determinequantas vezes girou o estoque: 
 
MÊS ESTOQUE INICIAL ENTRADAS SAÍDAS ESTOQUE FINAL 
Jan 124.237,00 237.985,00 282.756,00 79.466,00 
Fev 79.466,00 347.123,00 263.675,00 162.914,00 
Mar 162.914,00 185.543,00 274.653,00 73.804,00 
Abr 73.804,00 303.457,00 295.902,00 81.359,00 
Mai 81.359,00 265.856,00 301.845,00 45.370,00 
Jun 45.370,00 345.965,00 248.204,00 143.131,00 
TOTAL - x - - x - 
 
 
2) Calcule a cobertura da Stok Rápido com base nos dados do exercício anterior e consi-
derando todos os meses de 30 dias. 
 
 
 
 
 
 
3) Uma empresa manufatureira implantou um sistema informatizado de controle de esto-
que. Após um período de 6 meses de operação, obteve o seguinte relatório de 
movimentação financeira, em reais: 
 
MÊS ENTRADAS SAÍDAS 
1 125.000,00 112.700,00 
2 - x - 95.580,00 
3 245.000,00 98.950,00 
4 189.000,00 106.450,00 
5 - x - 80.630,00 
6 95.500,00 115.560,00 
 
Sabendo-se que o estoque inicial no mês 1 era de R$ 148.580,00, determine: 
a) O giro dos estoques no período. 
b) A cobertura dos estoques. 
 28 
Unidades 1, 2, 3, 4 e 5Unidades 1, 2, 3, 4 e 5Unidades 1, 2, 3, 4 e 5Unidades 1, 2, 3, 4 e 5 
 
Exercício Avaliativo 
 
Aluno: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Data: __/ __/ __ 
 
 
1. São apresentadas no quadro a seguir as vendas mensais de certo produto, durante 
cinco anos consecutivos: 
a) calcule a previsão para o ano 6, por média móvel para n=3; 
b) calcule a previsão para o ano 7, por média móvel para n=5; 
c) calcule a previsão para o ano 6, pelo método dos mínimos quadrados; 
d) calcule a previsão para o ano 6, por exponencial ponderado, sabendo-se que apenas 
10% das variações ocasionais podem ser consideradas como variação do padrão de 
demanda. Sabe-se que no ano 5 a previsão foi de 590 unidades. 
 
DEMANDA MENSAL 
MÊS Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 
Jan 49 25 40 69 80 
Fev 44 47 27 53 60 
Mar 18 45 52 78 61 
Abr 49 32 47 56 62 
Mai 40 49 63 53 42 
Jun 36 48 53 59 69 
Jul 47 59 38 42 69 
Ago 52 53 49 63 43 
Set 49 42 38 60 79 
Out 56 47 47 38 75 
Nov 42 27 53 74 84 
Dez 45 49 27 66 67 
 
2. A administração de estoques necessita da previsão do consumo de material. Se o 
consumo de determinado material foi de 55 unidades em janeiro, 62 unidades em 
fevereiro, 70 unidades em março, 58 unidades em abril, 65 unidades em maio e 63 
unidades em junho, então, com base no método da média móvel e utilizando 4 períodos, 
conclui-se que o consumo previsto para o mês de julho é de 64 unidades. Argumente sua 
resposta. 
 
3. Por que a função compras assume papel tão importante no atual contexto das 
empresas? 
 
4. Você é o responsável pelas compras de sua fábrica e está analisando as proposta dos 
fornecedores para um determinado item. A fábrica necessita de um pedido de 10.000 
unidades, que poderão ser produzidos internamente ou comprados do fornecedor com a 
melhor proposta. Com base nos dados a seguir, o que você decide fazer? Fabricar ou 
comprar pronto? Justifique sua decisão. 
 
FONTE CUSTO FIXO ($/Pedido) CUSTO VARIÁVEL ($/Und) 
Fabricar 2.000 0,89 
Comprar pronto 1.500 1,05 
 29 
5. Sendo você o responsável pelo setor de suprimento de sua organização, quais os 
principais atributos que você utilizaria para a “Seleção do Fornecedor”. 
 
6. Uma empresa revende o FR56, que é utilizado na construção de residências e tem uma 
demanda anual estimada em 2.400 unidades. Ela trabalha com apenas um fornecedor, 
localizado a 450 quilômetros de distância. O custo do transporte, de R$ 240,00 por lote, 
fica por conta do comprador. O custo da emissão de um pedido é estimado em R$ 50,00. 
Sabendo que a empresa planeja comprar todo mês o FR56 de seu fornecedor, determinar 
o custo anual de obtenção em que ela irá incorrer. 
 
7. A administração de materiais pode ser entendida como a coordenação das atividades 
de aquisição, guarda e distribuição de material. Acerca desse assunto, julgue os seguin-
tes itens e apure o somatório dos itens corretos. 
01) Um dos objetivos das empresas é obter o máximo lucro. Na busca de realizar a 
adequada gestão dos estoques, é comum surgirem conflitos entre as áreas de 
materiais, de marketing, produção e de finanças. 
02) Na compra, o preço está entre os fatores que influenciam a escolha dos 
fornecedores. Isso significa que se deve escolher o fornecedor que apresentar o menor 
preço entre os concorrentes. 
04) O planejamento inadequado, a falta de controle no consumo e a má administração 
dos estoques são fatores que, invariavelmente, levam a função compras a praticar atos 
lesivos à organização. 
08) A logística é responsável pelo planejamento, operação e controle de todo o fluxo de 
mercadoria e informação, desde a fonte fornecedora até o consumidor. Começa no 
instante em que o cliente resolve transformar um desejo em realidade. Basicamente a 
atividade logística é o atendimento do cliente. 
16) Os subsistemas da Administração de Materiais, integrados de forma sistêmica, for-
necem os meios necessários à consecução das três condições básicas (no tempo 
oportuno, na quantidade certa e qualidade exigida), para uma boa Administração de 
material. Atendendo oportunamente esses requisitos, pode-se dizer que há uma boa 
Gestão dos recursos materiais. 
32) Uma das principais funções do controle de estoque é determinar o quê, quando e 
quanto de estoque será necessário para um período predeterminado. 
SOMA: ______ 
 
8. Através de um estudo temporal, considerando os últimos seis meses, Chegou-se a 
conclusão que a incidência provável no tempo de atendimento de um determinada peça está 
representada na tabela abaixo. O item de estoque tem demanda constante de 135 unida-
des/mês. Determine o estoque de segurança. 
 
Tempo de Reposição Probabilidade 
15 dias 25% 
20 dias 55% 
25 dias 15% 
30 dias 5% 
 
 30 
9. Um produto possui um consumo anual de 55 unidades. Qual deverá ser o estoque mínimo se o 
consumo aumentar para 60 unidades, considerando que o tempo de reposição seja de um mês, 
mas que ocorrerá um atraso de 20 dias? 
10. Um item de estoque foi comprado pela Pirapora Companhia Automotiva. Como sua demanda 
é de 460 unidades/mês, a empresa mantém estoque de segurança de 50 unidades, e a entrega é 
efetuada em 5 dias úteis. Supondo que as compras sejam feitas em lotes de 1.800 unidades, de-
terminar o Estoque Máximo, o Estoque médio e o Ponto de pedido. Considere um mês de 20 dias 
úteis. 
 
11. Analise o gráfico abaixo e some os itens falsos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01) No espaço compreendido pela letra “a” houve uma ruptura no estoque. 
02) O segmento de reta “bc” representa o estoque máximo. 
04) O estoque médio equivale à metade do seguimento “cd” acrescido do seguimento “bd”. 
08) O momento de ser providenciado um pedido de compra encontra-se entre os pontos “e” e “g”. 
16) Do momento em que foi emitido o 1º pedido de compra até o mês de abril verifica-se um inter-
valo de ressuprimento. 
32) Supondo-se que o 3º pedido de compra foi realizado no mês de outubro. O próximo pedido de 
compra será realizado no mês de fevereiro do ano seguinte. 
 
SOMA: ___/___ 
 
12. Uma empresa manufatureira implantou um sistema informatizado de controle de estoque. A-
pós um período de 6 meses de operação, obteve o seguinte relatório de movimentação financeira, 
em reais: 
MÊS ENTRADAS SAÍDAS 
1 125.000,00 112.700,00 
2 - x - 95.580,00 
3 245.000,00 98.950,00 
4 189.000,00 106.450,00 
5 - x - 80.630,00 
6 95.500,00 115.560,00 
 
Sabendo-se que o estoque inicial no mês 1 era de R$ 148.580,00, determine: 
c) O giro dos estoques no período. 
d) A cobertura dos estoques. 
Quantidade 
Tempo (T) M J F A J M J A N J O D
a 
b 
c 
d 
e f 
g 
 31 
Unidade 6Unidade 6Unidade 6Unidade 6 
 
CLASSIFICAÇÃO “ABC” 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem- Saber classificar o estoque utilizando a curva ABC; 
- Elaborar um gráfico da curva ABC; 
- Análisar de forma cruzada a criticidade e análise ABC. 
 
2. Introdução 
Uma análise dos estoques é uma exigência que se faz a todo administrador de 
materiais. Não somente em decorrência dos volumes de capital envolvidos, mas, princi-
palmente pela vantagem competitiva que a empresa pode obter, dispondo de mais 
rapidez e precisão no atendimento aos clientes. 
O princípio da curva ABC foi elaborado por Vilfredo Pareto, na Itália, no final do 
século passado, quando por volta de 1897, elaborava um estudo de distribuição e renda 
da população local. Neste estudo, Pareto notou que grande porcentagem da renda total 
concentrava-se nas mãos de uma pequena parcela da população, numa proporção de 
aproximadamente 80% e 20%, ou seja, que 80% da riqueza local estava com 20% da po-
pulação. Este princípio, mais tarde, foi difundido para outras atividades e passou a ser 
uma ferramenta muito útil para os administradores. Porém, no controle de estoque, foi a-
plicada pela primeira vez na General Eletric. 
 
3. Conceituação 
A análise ABC é uma das formas mais usuais de se examinar estoques. Essa 
análise consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do consumo em valor monetá-
rio ou quantidade, dos itens de estoque, para que eles possam ser classificados em 
ordem decrescente de importância. Aos itens mais importantes de todos (segundo a ótica 
do valor ou quantidade) dá-se a denominação de itens classe A, aos intermediários, i-
tens classe B, e aos menos importantes, itens classe C. 
Essa análise permite identificar aqueles itens que justificam mais atenção, dis-
pensando tratamento adequado quanto a sua administração. 
Não existe forma totalmente aceita de dizer qual o percentual do total dos itens 
que pertencem à classe A, B ou C. A experiência demonstra a seguinte configuração: 
 
Classe 
Eixo 
A B C 
Ordenadas 
(valor) 
35 a 70% 10 a 45% 5 a 10% 
Abscissas 
(quantidade) 
10 a 20% 20 a 35% 50 a 70% 
 
4. Curva ABC 
Dividimos didaticamente a construção da Curva ABC em 5 (cinco) passos: 
 
1º PASSO 
Calcular o valor monetário consumido no período. 
 32 
2º PASSO 
Ordenar os itens por ordem decrescente do valor consumido durante o período. 
3º PASSO 
Calcular os percentuais de cada um dos itens em relação ao total. 
4º PASSO 
Acumular os percentuais dos itens calculados na ordem decrescente. 
5º PASSO 
Confeccionar o gráfico da Curva ABC. 
 
5. Exemplificação da Curva ABC 
Construir a curva ABC do estoque sabendo que a empresa apresentou a 
seguinte movimentação para os 15 itens de seu estoque. 
 
Tabela 1 
Iten Consumo 
Anual 
Preço 
Unitário 
H 450 2,35 
I 23.590 0,45 
J 12.025 2,05 
L 670 3,60 
M 25 150,00 
N 6.540 0,80 
O 2.460 12,00 
P 3.480 2,60 
Q 1.250 0,08 
R 4.020 0,50 
S 1.890 2,75 
T 680 3,90 
U 345 6,80 
V 9.870 0,75 
X 5.680 0,35 
 
 
1º PASSO: Calcular o valor monetário consumido no período 
Tabela 2 
Iten Consumo 
Anual 
Preço 
Unitário 
Valor 
Consumido (anual) 
H 450 2,35 1.057,50 
I 23.590 0,45 10.615,50 
J 12.025 2,05 24.651,25 
L 670 3,60 2.412,00 
M 25 150,00 3.750,00 
N 6.540 0,80 5.232,00 
O 2.460 12,00 29.520,00 
P 3.480 2,60 9.048,00 
Q 1.250 0,08 100,00 
R 4.020 0,50 2.010,00 
S 1.890 2,75 5.197,50 
T 680 3,90 2.652,00 
U 345 6,80 2.346,00 
V 9.870 0,75 7.402,50 
X 5.680 0,35 1.988,00 
 33 
2º PASSO: Ordenar os itens por ordem decrescente do valor 
consumido durante o período 
 
Tabela 3 
Iten Consumo 
Anual 
Preço 
Unitário 
Valor 
Consumido (anual) 
O 2.460 12,00 29.520,00 
J 12.025 2,05 24.651,25 
I 23.590 0,45 10.615,50 
P 3.480 2,60 9.048,00 
V 9.870 0,75 7.402,50 
N 6.540 0,80 5.232,00 
S 1.890 2,75 5.197,50 
M 25 150,00 3.750,00 
T 680 3,90 2.652,00 
L 670 3,60 2.412,00 
U 345 6,80 2.346,00 
R 4.020 0,50 2.010,00 
X 5.680 0,35 1.988,00 
H 450 2,35 1.057,50 
Q 1.250 0,08 100,00 
Total 107.982,25 
 
 
 
3º PASSO: Calcular os percentuais de cada um dos itens em relação ao total 
 
Tabela 4 
Iten Consumo 
Anual 
Preço 
Unitário 
Valor 
Consumido (anual) 
Percentual 
O 2.460 12,00 29.520,00 27,34 
J 12.025 2,05 24.651,25 22,83 
I 23.590 0,45 10.615,50 9,83 
P 3.480 2,60 9.048,00 8,38 
V 9.870 0,75 7.402,50 6,86 
N 6.540 0,80 5.232,00 4,85 
S 1.890 2,75 5.197,50 4,81 
M 25 150,00 3.750,00 3,47 
T 680 3,90 2.652,00 2,46 
L 670 3,60 2.412,00 2,23 
U 345 6,80 2.346,00 2,17 
R 4.020 0,50 2.010,00 1,86 
X 5.680 0,35 1.988,00 1,84 
H 450 2,35 1.057,50 0,98 
Q 1.250 0,08 100,00 0,09 
Total 107.982,25 100,00 
 
 
 
 
 
 
 34 
4º PASSO: Acumular os percentuais dos itens calculados na ordem decrescente 
 
Tabela 5 
Iten Consumo 
Anual 
Preço 
Unitário 
Valor 
Consumido (anual) 
Percentual Percentual 
Acumulado 
O 2.460 12,00 29.520,00 27,34 27,34 
J 12.025 2,05 24.651,25 22,83 50,17 
I 23.590 0,45 10.615,50 9,83 60,00 
P 3.480 2,60 9.048,00 8,38 68,38 
V 9.870 0,75 7.402,50 6,86 75,23 
N 6.540 0,80 5.232,00 4,85 80,08 
S 1.890 2,75 5.197,50 4,81 84,89 
M 25 150,00 3.750,00 3,47 88,36 
T 680 3,90 2.652,00 2,46 90,82 
L 670 3,60 2.412,00 2,23 93,05 
U 345 6,80 2.346,00 2,17 95,23 
R 4.020 0,50 2.010,00 1,86 97,09 
X 5.680 0,35 1.988,00 1,84 98,93 
H 450 2,35 1.057,50 0,98 99,91 
Q 1.250 0,08 100,00 0,09 100,00 
 
5º PASSO: Confeccionar o gráfico da Curva ABC 
Tabela 6 
Iten Consumo 
Anual 
Preço 
Unitário 
Valor 
Consumido (anual) 
Percentual Percentual 
Acumulado 
Classificação 
O 2.460 12,00 29.520,00 27,34 27,34 
A J 12.025 2,05 24.651,25 22,83 50,17 
I 23.590 0,45 10.615,50 9,83 60,00 
P 3.480 2,60 9.048,00 8,38 68,38 
B 
V 9.870 0,75 7.402,50 6,86 75,23 
N 6.540 0,80 5.232,00 4,85 80,08 
S 1.890 2,75 5.197,50 4,81 84,89 
M 25 150,00 3.750,00 3,47 88,36 
C 
T 680 3,90 2.652,00 2,46 90,82 
L 670 3,60 2.412,00 2,23 93,05 
U 345 6,80 2.346,00 2,17 95,23 
R 4.020 0,50 2.010,00 1,86 97,09 
X 5.680 0,35 1.988,00 1,84 98,93 
H 450 2,35 1.057,50 0,98 99,91 
Q 1.250 0,08 100,00 0,09 100,00 
 
 35 
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
O J I P V N S M T L U R X H Q
 
6. Criticidade dos itens de estoque 
A análise ABC é feita segundo a ótica do valor ou quantidade, esse tipo de 
análise pode levar a distorções perigosas para a empresa, pois ela não considera a 
importância do item em relação à operação do sistema como um todo. Além da análise 
ABC tradicional, a criticidade assume importância cada dia maior, visto que muitas vezes 
a falta de um item de baixíssimo custo e pequena rotatividade pode parar toda uma 
fábrica, com prejuízos de milhares de reais. 
Criticidade é a avaliação dos itens quanto ao impacto que sua falta causará na 
operação da empresa, na imagem da empresa perante os clientes, na facilidade de 
substituição do item por um outro e na velocidade de obsolecência. 
 
7. Classificação da criticidade 
 
Tabela 7 
CLASSE Grau de importância dos itens 
A 
Imprescindíveis 
Sua falta interrompe a produção 
Difícil substituição 
Sem fornecedor alternativo 
B 
Importantes 
Sua falta não impacta a produção no curto prazo 
C Os demais itens 
 
8. Análise cruzada (Criticidade e Análise ABC) 
 
Tabela 8 
 Criticidade 
A B C 
A
n
á
li
s
e
 A
B
C
 
A AA AA BB 
B AA BB CC 
C BB CC CC 
 
CLASSE 
B 
CLASSE 
A 
CLASSE 
C 
 36 
9. Exemplificação da análise cruzada (Criticidade e Análise ABC) 
Faça uma classificação dos itens do exemplo anterior (item 5) combinando 
criticidade e análise ABC. Os itens de estoque têm a seguinte classificação: 
 
Tabela 9 
Classe Itens 
A N e T 
B I, M, R e V 
C Demais 
 
Fazendo a análise cruzada referente à criticidade (Tabela 9) e à análiseABC (Tabela 6) 
monta-se a Tabela 10: 
 
Tabela 10 
 Criticidade 
A B C 
A
n
á
li
s
e
 A
B
C
 
A I J e O 
B N V P e S 
C T M e R 
H, L, Q, 
U e X 
 
 
Classificação conjunta 
 
Tabela 11 
Classificação Itens 
% em relação ao 
total de itens 
AA I e N 13,33 
BB J, O, T e V 26,67 
CC 
H, L, M, 
P, Q, R, 
S, U e X 
60,00 
 
 37 
Unidade 7Unidade 7Unidade 7Unidade 7 
 
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUE 
 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
 - Introduzir os conceitos de avaliação de estoque; 
- Conhecer os principais métodos de avaliação de estoque; 
- Preencher fichas de estoque pelos métodos PEPS, UEPS e Custo Médio. 
 
2. Introdução 
O objetivo do registro do estoque é controlar a quantidade de materiais, tanto 
em volume físico quanto em valor financeiro. A avaliação de estoque anual deverá ser 
realizada em termos de preço, para proporcionar uma avaliação exata do material e in-
formações financeiras atualizadas. 
 
3. Avaliação dos estoques 
O princípio contábil de Custo de Aquisição determina que se incluam no custo 
dos materiais, além do preço, todos os outros custos decorrentes da compra, e que se 
deduzam todos os descontos e bonificações eventuais recebidas. 
O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser reportado para 
um determinado período contábil. Permanecendo inalterados outros fatores, quanto mai-
or for o estoque final avaliado, maior será o lucro reportado, ou menor será o 
prejuízo. Quanto menor o estoque final, menor será o lucro reportado, ou maior será o 
prejuízo. 
Considerando que vários fatores podem fazer variar o preço de aquisição dos 
materiais entre duas ou mais compras (inflação, custo do transporte, procura de mercado, 
outro fornecedor, etc.), surge o problema de selecionar o método que se deve adotar para 
avaliar os estoques. 
Os métodos mais comuns são: 
� Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS); 
� Último a entrar, primeiro a sair (UEPS); 
� Custo médio; 
 
Para ilustrar numericamente, vamos mostrar uma seqüência de operações rea-
lizadas por uma empresa e posteriormente aplicar, para o mesmo exemplo, os três 
métodos de avaliação de estoque. 
Suponha-se que uma empresa, no início do mês de março, possua um estoque 
(inicial) de 20 unidades de certa mercadoria avaliada a R$ 25 cada uma, ou seja, um total 
de R$ 500 de Estoque Inicial. A movimentação dessa mesma mercadoria em março é a 
seguinte: 
 
DATA OPERAÇÃO 
05 Mar Compra de 30 unidades a $ 32 cada 
11 Mar Venda de 38 unidades 
23 Mar Compra de 40 unidades a $ 35 cada 
29 Mar Venda de 15 unidades 
 38 
4. Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS) 
Também identificado pela abreviatura FIFO, que vem do inglês: First in, First 
out. 
Com base nesse critério, dá-se saída no custo da seguinte maneira: o primeiro 
que entra é o primeiro que sai (PEPS). À medida que ocorrem as vendas, vamos dando 
baixas no estoque a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que 
vendemos primeiro as primeiras unidades compradas/produzidas, ou seja, a primeira uni-
dade a entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no processo de produção ou a ser 
vendida. 
Dentro desse procedimento, o estoque é representado pelos mais recentes 
preços pagos, apresentando, dessa forma, uma relação bastante significativa com o custo 
de reposição. 
As vantagens do método são: 
Os itens usados são retirados do estoque e a baixa é dada nos controles de 
maneira lógica e sistemática; 
O resultado obtido espelha o custo real dos itens específicos usados nas 
saídas; 
O movimento estabelecido para os materiais, de forma contínua e ordenada, 
representa uma condição necessária para o perfeito controle dos materiais, 
especialmente quando estes estão sujeitos a deterioração, decomposição, mudança de 
qualidade, etc. 
Agora vejamos como registrar a movimentação físico-financeira: 
 
DATA 
ENTRADA SAÍDA SALDO 
Qtd. Unt. $ $Total Qtd. Unt. $ $Total Qtd. Unt. $ $Total 
01 Mar 20 25 500 20 - 500 
05 Mar 30 32 960 50 - 1.460 
11 Mar 20 25 500 30 - 960 
11 Mar 18 32 576 12 - 384 
23 Mar 40 35 1.400 52 - 1.784 
29 Mar 12 32 384 40 - 1.400 
29 Mar 3 35 105 37 1.295 
 
Observe que na coluna SALDO, somente são considerados os valores quanti-
tativos e os valores totais, os valores unitários não são considerados por que existem 
vários valores unitários. Importa neste caso, somente o valor total. 
No dia 11 Mar houve uma venda de 38 unidades, sendo que primeiro saíram as 
20 unidades no valor de $ 25 (que primeiro entraram) para então dar baixa nas 18 unida-
des com valor de $ 32. 
 
5. Último a entrar, primeiro a sair (UEPS) 
Também conhecido pela abreviatura LIFO, que vem do inglês: Last in, First out. 
O UEPS (último a entrar, primeiro a sair) é um método de avaliar estoque muito 
discutido. O custo do estoque é determinado como se as unidades mais recentes adicio-
nadas ao estoque (últimas a entrar) fossem as primeiras unidades a sair (vendidas). 
Supõe-se, portanto, que o estoque final consiste nas unidades mais antigas e é 
avaliado ao custo destas unidades. Segue-se que, de acordo com o método UEPS, o cus-
 39 
to dos itens vendidos/saídos tende a refletir o custo dos itens mais recentemente compra-
dos (ou produzidos, e assim, os preços mais recentes). 
De acordo com o UEPS, o estoque é avaliado em termos do nível de preço da 
época, em que o UEPS foi introduzido. 
Aplicando-se o método UEPS aos dados do exemplo anterior, os seguintes re-
sultados são obtidos: 
 
DATA 
ENTRADA SAÍDA SALDO 
Qtd. Unt. $ $Total Qtd. Unt. $ $Total Qtd. Unt. $ $Total 
01 Mar 20 25 500 20 - 500 
05 Mar 30 32 960 50 - 1.460 
11 Mar 30 32 960 20 - 500 
11 Mar 8 25 200 12 - 300 
23 Mar 40 35 1.400 52 - 1.700 
29 Mar 15 35 525 37 - 1.175 
 
6. Custo Médio 
Este método, também chamado de método da média ponderada ou média mó-
vel, baseia-se na aplicação dos custos médios em lugar dos custos efetivos. 
O método de avaliação do estoque ao custo médio é aceito pelo Fisco e usado 
amplamente. 
Tem por base o preço de todas as retiradas, ao preço médio do suprimento to-
tal do item em estoque. 
 
DATA 
ENTRADA SAÍDA SALDO 
Qtd. Unt. $ $Total Qtd. Unt. $ $Total Qtd. Unt. $ $Total 
01 Mar 20 25 500 20 25 500 
05 Mar 30 32 960 50 29,20 1.460 
11 Mar 38 29,20 1.109,60 12 29,20 350,40 
23 Mar 40 35 1.400 52 33,66 1.750,32 
29 Mar 15 33,66 504,90 37 33,66 1.245,42 
 
7. Exercício 
1) A fábrica de televisores Boa Imagem consome a matéria-prima X no seu produto aca-
bado. A ficha abaixo mostra a movimentação do material X. 
 
DATA ENTRADA SAÍDA 
Qtd. Valor Unt. TOTAL Qtd. Valor Unt. TOTAL 
1/1 100 1,50 150 
24/1 300 1,56 468 
8/2 80 
16/3 140 
11/6 150 1,60 240 
18/8 130 
6/9 110 
15/10 150 1,70 255 
29/12 140 
a) Qual seria o saldo de estoque final em valores monetários do material X pelo método 
PEPS, UEPS e Custo Médio? 
 40 
Unidade Unidade Unidade Unidade 8888 
 
SISTEMA DE CONTROLE DE ESTOQUE 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
 - Conhecer os sistemas de controle de estoque 
 - Identificar as principais características dos sistemas de controle de estoque 
 
2. Introdução 
Dimensionar e controlar os estoques é um tema importante e preocupante. 
Descobrir fórmulas para reduzir estoques sem afetar o processo produtivo e sem o 
crescimento dos custos é um dos maiores desafios que os empresários estão 
encontrando. 
Saber quando e quanto adquirir de material era a principal pergunta. Hoje, 
porém, a maioria das grandes empresas estão priorizando o “quando” em detrimento do 
“quanto”. Possuir estoque na quantidade correta no tempo incorreto não adianta nem 
resolve nada, pois a determinaçãodesses prazos é que é importante. 
O ponto de pedido era a maneira utilizada para a determinação do “quando” e 
baseava-se em um consumo previsto, ou estimado durante o tempo de reposição, 
utilizando-se a fórmula do ponto de pedido. Existem outros sistemas de controle de 
estoque que dão, com certo grau de precisão, os volumes a serem comprados para 
determinado período. 
 
3. Sistema duas gavetas 
� O mais simples para controlar os estoques. 
� Recomendável para as peças classe “C”. 
� Difundido em revendedores de auto-peças. 
� Redução do processo burocrático de reposição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O estoque que inicia o processo é armazenado nessas duas gavetas. A Gaveta 
A tem uma quantidade de material suficiente para atender ao consumo durante o tempo 
de reposição, mais o estoque de segurança. A Gaveta A representa o Ponto de Pedido. 
A Gaveta B possui um estoque equivalente ao consumo previsto no período. 
As requisições de material são atendidas pelo estoque da caixa B; quando este estoque 
chega a zero é sinal de que se deve providenciar um novo pedido de compra. Para não 
interromper o ciclo de atendimento, as requisições são atendidas pelo estoque da caixa A. 
Quando recebido o material comprado, deve-se recompletar as duas caixas e voltando-se 
a consumir o estoque da caixa B. 
Gaveta A Gaveta B 
 41 
4. Sistema de máximos e mínimos 
� Também conhecido como sistema de quantidades fixas. 
� Determinar o consumo previsto de cada item. 
� Cálculo do ponto de pedido em função do Tempo de Reposição. 
� Calcular o Estoque Máximo e Mínimo. 
� Calcular o Lote de Compra. 
� Vantagem: razoável automatização no processo de reposição. 
 
5. Sistema das revisões periódicas 
� O material é reposto periodicamente em ciclos de tempo iguais. 
� Período de revisão (tempo igual). 
� Quantidade pedida = Quantidade da próxima demanda. 
� Considera-se o Estoque Mínimo. 
� Dificuldade: programar as datas de reposição e o intervalo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. MRP (Material Requirements Planning) 
MRP é a sigla de material requirement planning, que pode ser traduzido por 
planejamento das necessidades de materiais. 
É um sistema de inventário que consiste em tentar minimizar o investimento em 
inventário. Em suma, o conceito de MRP é obter o material certo, no ponto certo, no mo-
mento certo. Tudo isto através de um planejamento das prioridades e do Programa 
Mestre de Produção, na qual retrata a demanda a ser atendida, já depurada dos fatores 
externos. Isto é, aquilo que deve ser efetivamente produzido. 
Este sistema tem funções de planejamento empresarial, previsão de vendas, 
planejamento dos recursos produtivos, planejamento da produção, planejamento das ne-
cessidades de produção, controle e acompanhamento da fabricação, compras e 
contabilização dos custos, e criação e manutenção da infra-estrutura de informação indus-
trial. 
A criação e manutenção da infra-estrutura de informação industrial passam pe-
lo cadastro de materiais, estrutura de informação industrial, estrutura do produto (lista de 
materiais), saldo de estoques, ordens em aberto, rotinas de processo, capacidade do cen-
tro de trabalho, entre outras. 
A lista de materiais ou BOM (bill of material) é a parte mais difícil e trabalhosa 
do projeto. Todos os produtos da linha de fabricação devem ser "explodidos" em todos os 
seus componentes, subcomponentes e peças. É um subproduto do MRP, é um software 
que irá processar todos os dados, consolidando os itens comuns a vários produtos, verifi-
cando se há disponibilidade nos estoques e, quando for o caso, emitindo lista de itens 
faltantes. 
A grande vantagem da implantação de um sistema de planejamento das ne-
cessidades de materiais é a de permitir ver, “rapidamente”, o impacto de qualquer 
replanejamento. Assim pode-se tomar medidas corretivas, sobre o estoque planejado em 
Periodicidade 
Pequena 
Estoque 
Alto 
Aumento Custo de 
Estocagem 
Periodicidade 
Alta 
Estoque 
Baixo 
Aumento Risco de 
Ruptura 
 42 
excesso, para cancelar ou reprogramar pedidos e manter os estoques em níveis razoá-
veis. 
De modo geral, a implantação de um sistema MRP visa: 
� Diminuir custos de estocagem e movimentação; 
� Tempo de vida e controle de validade em casos de produtos perecíveis. A-
lém disto, o produto pode sofrer alterações de modelo, por exemplo; 
� Atendimento ao cliente; 
� Diminuir a improdutividade. A produtividade pode ser atingida e afetada por 
falta de materiais, tempo de preparação, quebra de máquina, hora extra, variação na e-
quipe, etc. 
� Previsibilidade, incluindo a manutenção dos equipamentos, a previsão de 
compras e produção; 
� Capacidade da instalação para o atendimento, ou seja, a capacidade de a-
tendimento ao cliente; 
� Diminuir o custo de materiais e transporte; e 
� Diminuição do custo de obtenção. 
 
Tem como principais funções: previsão de vendas, plano mestre, liberação de 
ordens, follow-up ou planejamento de prioridade, planejamento da capacidade, manuten-
ção dos registros. 
 
Estrutura Modular do MRP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Demonstração 
Para evitar falta ou excesso dos materiais envolvidos, a explosão líquida total 
por produto finalizado, pode ser demonstrada da seguinte forma: 
 
 
 
 
MRP 
Pedidos dos 
clientes 
Previsões de 
vendas 
 Situação dos 
estoques 
 
Lista de 
Materiais 
(BOM) 
 
Plano-mestre 
de produção 
 
Ordens de 
fabricação 
Ordens de 
provisionamento 
 43 
DEMANDA INDEPENDENTE 
Quando não está relacionada com nenhum outro item. Neste caso deve ser 
prevista e projetada através de técnicas específicas de previsões (vide figura abaixo): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEMANDA DEPENDENTE 
Quando está relacionada ou depende de outro item. Esta demanda deve ser 
calculada. Veja na figura abaixo a relação de dependência entre os itens: a demanda do 
item @ depende da demanda do item II, que depende do item C, este, do item 2, que, fi-
nalmente, depende do produto final X. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. MRPII 
Os softwares com maiores capacidades de processamento passaram a ser de-
nominados sistemas de manufaturem resources planning, que pode ser traduzido por 
planejamento dos recursos de manufatura. 
Como a sigla de manufacturing resources planning (MRP) é a mesma de mate-
rial requirement planning (MRP), convencionou-se chamar, então, de MRP II. 
O MRP-II toma como base, além dos bens, outros recursos essenciais à pro-
dução, tais como mão-de-obra, máquinas, etc. 
As características básicas diferenciais do MRP II com relação ao MRP podem 
ser assim descritas: 
� Planejamento da capacidade e, até certo ponto, o controle; 
� Níveis de planejamento definidos; 
X 
1 
I 
A 
B 
3 
F G 
V 
IV 
2 
II 
III 
D C E 
@ 
Nível 0 
Nível 1 
Nível 2 
Nível 3 
Nível 4 
Previsão de vendas – Estoque de produtos acabados = Previsão líquida de vendas 
Programa mestre de produção X Lista de materiais = Demanda de materiais 
Demanda de materiais + Estoque físico – Saldo de pedidos = Necessidades de materiais 
 44 
� Plano-mestre estruturado e documentado incluindo aspectos financeiros; 
� Possibilidade de simulações; 
� Realimentação looping. 
 
Quando se trata de um software baseado em MRP II, é fornecida uma quanti-
dade bem maior de dados sobre o produto, como preço unitário, fornecedores, processo 
de fabricação, equipamentos, roteiros de fabricação e respectivos centros de custos, mão-
de-obra utilizada por categorias profissionais, ferramentas utilizadas e respectivo consu-
mo, alterações no BOM e datas a partir das quais entrarão em vigor, etc. 
 
8. ERP 
Hoje em dia é cada vez maior o número de autores que chamam oMRP II de 
ERP, sigla de Enterprise Resource Planning, ou seja, planejamento dos recursos da em-
presa. 
Aperfeiçoando ainda mais a solução, foi criado o ERP, que além de permitir a 
gestão da manufatura, o ERP permitiu controlar toda a empresa, da produção às finanças, 
integrando e sincronizando todos os departamentos. 
O ERP é um sistema computacional formado por diversos módulos que, 
embora independentes, compartilham uma mesma base de dados, e apresenta, como 
principal objetivo, oferecer informações para o processo de tomada de decisão, ou seja, 
Um banco de dados único, operando em uma plataforma comum que interage com um 
conjunto integrado de aplicações, consolidando todas as operações do negócio em um 
simples ambiente computacional. 
A vantagem de um sistema ERP é a habilidade de necessitar a entrada de 
informações uma única vez. Por exemplo, um representante de vendas grava um pedido 
de compra no sistema ERP da empresa. Quando a fábrica começa a processar a ordem, 
o faturamento e a expedição podem checar o status da ordem de produção e estimar a 
data de embarque. O estoque pode checar se a ordem pode ser suprida pelo saldo e 
podem então notificar a produção com uma ordem que apenas complemente a 
quantidade de itens requisitados. Uma vez expedida, a informação vai direto ao relatório 
de vendas para gerenciamento superior. 
O ERP é a espinha dorsal do empreendimento. Permite que a empresa 
padronize seu sistema de informações. Dependendo das aplicações, o ERP pode 
gerenciar um conjunto de atividades que permitam o acompanhamento dos níveis de 
fabricação em balanceamento com a carteira de pedidos ou previsão de vendas. O 
resultado é uma organização com um fluxo de dados consistente que flui entre as 
diferentes interfaces do negócio. Na essência, o ERP propicia a informação correta, para 
a pessoa correta e no momento correto. 
As informações chegam de maneira mais clara, segura e imediata, o que 
proporciona um controle maior de todo o negócio, e, principalmente, de seus pontos 
vulneráveis: custos, controle fiscal e estoques. 
 
Conceitos básicos 
Todos os conceitos básicos associados a um ERP, estão diretamente 
relacionados com seu objetivo e definição básica. 
base de dados: ela é única para o sistema como um todo; 
padronização: certo dada sempre será tratado da mesma forma; certa 
informação sempre sofrerá o mesmo processo para sua obtençao; 
 45 
interativo: Os usuários, de qualquer nível, desde que autorizados, fornecem 
dados e obtêm informações tanto em tempo real, quanto em tempo virtual (de acordo com 
o fechamento de movimento); 
conversacional: a linguagem, nas telas de comandos, é oferecida ao usuário, 
não requerendo grandes processos de aprendizagem, para que qualquer pessoa trabalhe 
com ela; 
confiabilidade: considerando os processos padronizados, o nível de confiança 
é alto, tendendo o percentual de erro ou dispersão de limites ser igual a zero. 
 
ASPECTO MRP II JIT 
Objetivos Minimizar estoques 
Gestão de capacidade 
Gestão de recursos 
Produzir no momento 
exato, sem desperdícios e 
com máxima qualidade. 
Métodos 
1. Uso de informática 
2. Planejamento 
3. Controle 
4. Simulação 
5. Produção 
6. Programação 
7. Tempo de resposta 
 
Sim 
Sim 
Não 
Sim 
Infinita 
“Empurrar” 
Semanal 
 
Não 
Não 
Sim 
Não 
Finita 
“Puxar” 
Horário 
 
 
9. Just in time 
O sistema Just In Time é uma filosofia de administração da manufatura, surgida 
no Japão, nos meados da década de 60, tendo a sua idéia básica e seu desenvolvimento 
creditados à Toyota Motor Company, por isso também conhecido como o “Sistema Toyota 
de Produção”. 
O sistema visa administrar a manufatura de forma simples e eficiente, 
otimizando o uso dos recursos de capital, equipamento e mão-de-obra. O resultado é um 
sistema de manufatura capaz de atender às exigências de qualidade e entrega de um 
cliente, ao menor custo. 
Existem três idéias básicas sobre as quais se desenvolve o sistema Just In 
Time. 
A primeira é a integração e otimização de todo o processo de manufatura. 
Aqui entra o conceito amplo, total, dado ao valor do produto, ou seja, tudo o que não 
agrega valor ao produto é desnecessário e precisa ser eliminado. 
A segunda idéia é a melhoria contínua (Kaizen). O JIT fomenta o 
desenvolvimento de sistemas internos que encorajam a melhoria constante, não apenas 
dos processos e procedimentos, mas também do homem, dentro da empresa. Esta 
mentalidade permite o desenvolvimento das potencialidades humanas, conseguindo o 
comprometimento de todos pela descentralização do poder. 
A terceira idéia básica do JIT é entender e responder às necessidades dos 
clientes. Isto significa a responsabilidade de atender o cliente nos requisitos de qualidade 
do produto, prazo de entrega e custo. O JIT enxerga o custo do cliente numa visão maior, 
isto é, a empresa JIT deve assumir a responsabilidade de reduzir o custo total do cliente 
na aquisição e uso do produto, envolvendo os fornecedores nesse processo. 
A meta do JIT é desenvolver um sistema que permita a um fabricante ter 
somente os materiais, equipamentos e pessoas necessários a cada tarefa. Para se 
 46 
conseguir esta meta, é preciso, na maioria dos casos, trabalhar sobre seis objetivos 
básicos: 
1. Integrar e otimizar cada etapa do processo de manufatura. 
2. Produzir produtos de qualidade. 
3. Reduzir os custos de produção. 
4. Produzir somente em função da demanda. 
5. Desenvolver flexibilidade de produção. 
6. Manter os compromissos assumidos com clientes e fornecedores. 
A educação e o treinamento constituem o alicerce sobre o qual se apóia a filo-
sofia JIT, possibilitando a organização atingir seus objetivos. 
 
10. KANBAN 
A grande maioria de pessoas fazem uma certa confusão entre o Sistema Kan-
ban e o Sistema "Just-in-Time" - JIT. O Sistema Just-in-Time, que em português significa 
no momento exato ou ainda, num linguajar mais corriqueiro "em cima da hora", é um sis-
tema de produção cuja idéia principal é fabricar produtos na quantidade necessária no 
momento exato em que o item seja requisitado, entendendo-se aqui que a exigência pode 
ter origem externa à fábrica, mercado consumidor por exemplo, quanto interna, neste ca-
so é feita por uma estação de trabalho subseqüente aquela em que o item é produzido. 
O Sistema Kanban é uma ferramenta para administrar o método de produção 
JIT, ou seja, é um sistema de informação através de cartões, tradução de kanban para o 
português, para controlar as quantidades a serem manufaturadas pela empresa. 
 47 
Unidade 9Unidade 9Unidade 9Unidade 9 
 
CLASSIFICAÇÃO, CODIFICAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DE MATERIAIS 
 
 
 
 
1. Objetivos de Aprendizagem 
 - Conhecer os principais atributos de uma correta classificação; 
 - Conhecer os métodos de codificação de materiais; e 
 - Saber sobre os critérios e as técnicas de localização de materiais. 
 
2. Introdução 
O almoxarifado está diretamente ligado à movimentação e transporte interno de 
cargas. Um método adequado para estocar matéria-prima, produtos em processo e 
produtos acabados permite diminuir os custos de operação, melhorar a qualidade dos 
produtos e acelerar o ritmo dos trabalhos. 
O capital imobilizado em equipamentos pode ser recuperado a curto prazo, pe-
lo melhor aproveitamento da mão-de-obra e por ganho de produtividade. No entanto, são 
os ganhos de produtividade que determinam as possibilidades reais de melhoria, elas 
servem de base na escolha do sistema de armazenagem de cargas e da operação do al-
moxarifado. 
 
3. Classificação de materiais 
 
a. Atributos para classificação 
� Abrangência: trata de características. Não é só reunir materiais 
� Flexibilidade: flexível entre os diversos tipos de classificação 
� Praticidade: direta e simples 
� Visa a identificar, codificar, catalogar, simplificar,especificar, padronizar e normalizar 
os itens em estoque. 
� Deve haver somente um código para cada material e um material para cada código. 
 
Normalização 
Maneira pela qual devem ser utilizados os materiais em suas diversas finalidades. 
 
Padronização 
Identificação do material de modo que tanto o usuário como o almoxarifado utilize a mes-
ma terminologia. 
 
Classificar 
Agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo, uso etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 48 
b. Tipos de classificação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Codificação 
 
Os sistemas de codificação: 
� Alfabético 
� Alfanumérico 
� Numérico (decimal) 
� Código de barras 
Materiais 
Improdutivos 
Materiais 
Produtivos 
Quanto à 
Aplicação 
Materiais 
A / B / C 
Quanto ao valor 
do Consumo 
Materiais 
X / Y / Z 
Quanto à opera-
cionalidade 
Materiais 
Críticos 
Materiais 
de Estoque 
Materiais não 
de Estoque 
Quanto ao tipo de 
Demanda 
Decidir: 
Fazer ou Comprar 
Quanto à 
Perecibilidade 
Quanto à 
Periculosidade 
Quanto à 
Fazer / Comprar 
Comprar 
Recondicionar 
Fazer 
Internamente 
Quanto ao tipo 
de Estocagem 
Estocagem 
Permanente 
Estocagem 
Temporária 
Quanto à dificuldade 
de Aquisição 
Quanto ao Mercado 
Fornecedor 
 49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo: Caneta, escrita fina, marca alfa, cor preta 
 
Sistema numérico ou decimal 
 01 - material descartável 
 02 - material cirúrgico 
 03 - material de limpeza 
 04 - material de exames 
 05 - material de escritório 
 01 - lápis 
 02 - papel carta 
 03 - canetas esferográficas 
 01 - marca alfa, escrita fina, cor preta 
 02 - marca gama, escrita fina, cor azul 
 
5. Localização de materiais 
 
� Estabelecer a perfeita identificação da localização dos materiais. 
� Deve-se utilizar uma simbologia (codificação) representativa de cada local 
de estocagem. 
� Cada código deve indicar precisamente o posicionamento de cada material 
estocado. 
� As estantes devem ser identificadas (letras). 
� As prateleiras devem ser identificadas por letras (de baixo para cima) e o 
escaninho por números (da esquerda para a direita). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Critérios de localização 
a. Sistema de Estocagem Fixo 
� Determina-se uma área de estocagem para um determinado tipo de material; 
Grupo 
Sub-grupo 
Nº de Identificação 
Dígito Verificador 
 
0055 0033 0022 0000 
 
 Código 
 50 
� Somente aquele tipo de material poderá ser estocado nos locais marcados; 
� Corre-se o risco de desperdício de áreas de armazenagem; 
� Havendo excesso de determinado material ele ficará no corredor, mesmo e-
xistindo em outras estantes locais vazios. 
 
b. Sistema de Estocagem Livre 
� Nesse sistema não existem locais fixos de armazenagem, exceto os 
especiais; 
� Ocupam-se os espaços vazios dentro do depósito; 
� Exige um perfeito método de controle; 
� Corre-se o risco de possuir material em estoque perdido; 
 
 
 51 
Referências BibliográficasReferências BibliográficasReferências BibliográficasReferências Bibliográficas 
 
LIVROS CONSULTADOS E INDICADOS 
 
 
 
 
ARBACHE, Fernando Saba – Gestão de logística, distribuição e trade marketing – 3ª 
ed. – Rio de Janeiro: Editora FGV; 2006. 
ARNOLD, J. R. Tony – Administração de materiais: uma introdução – São Paulo: 
Atlas; 1999. 
BALLESTERO-ALVAREZ, Maria Esmeralda (Coordenação) e outros – Administração 
da qualidade e da produtividade: abordagens do processo administrativo – São 
Paulo: Atlas; 2001. 
BALLOU, Ronald H. – Logística empresarial: transportes, administração de materiais 
e distribuição física – São Paulo: Atlas; 2007 
DIAS, Marco Aurélio P. – Administração de materiais: princípios, conceitos e gestão 
5ª ed. – São Paulo: Atlas; 2005. 
GOMES, Carlos Francisco Simões; RIBEIRO, Priscilla Cristina Cabral – Gestão da 
cadeia de suprimentos integrada à tecnologia da informação – São Paulo: Pioneira; 
2004. 
MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos – Administração de materiais e 
recursos patrimoniais – São Paulo: Saraiva; 2005. 
MOURA, Cássia Ercolin – Gestão de Estoques: ação e monitoramento na cadeia lo-
gística integrada – Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda; 2004. 
RAZZOLINI FILHO, Edelvino – Logística: evolução na administração – desempenho e 
flexibilid,ade – Curitiba: Juruá; 2006. 
SANTOS, Gerson dos – Administração de materiais através de “causos” – 
Florianópolis-SC: Editora Rocha; 1996. 
VIANA, João José – Administração de materiais: um enfoque prático – São Paulo: A-
tlas; 2002. 
 52 
GlossárioGlossárioGlossárioGlossário 
 
TERMOS TÉCNICOS USADOS EM LOGÍSTICA E ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
Abastecimento - ato de suprir as necessidades materiais de uma empresa, comunidade ou indivíduo. 
Acurácia de Estoques - relação entre o número de itens que não apresentaram incorreções e o número 
total de itens contados após a realização de um inventário. 
Algoritos - forma simplificada de resolver um problema; desenvolvidos para casos particulares de um pro-
blema; nem sempre são de uso geral. 
Análise de valor - aplicação sistemática, asconsciente, de um conjunto de técnicas que identificam as fun-
ções necessárias, estabelecem valores para elas e desenvolvem alternativas para desempenhá-las ao 
mínimo custo; engenharia de valor. 
Análise - processo que procura decompor um problema em problemas menores, gerar soluções para estes 
e combiná-los para a solução do problema original. 
APS - Advanced Planning Scheduling ou Planejamento da demanda do suprimento, programação, execu-
ção avançada e otimização. 
Assemble to order - só é fabricado por encomenda. 
Auto Id - Identificação Automática. 
Bar Code - código de barras. 
Benchmarking - verificar o que as empresas líderes no seu segmento de mercado estão utilizando de pro-
cessos e adaptar o modelo, de acordo com o seu dia a dia (próprias características). 
Brainstorming (tempestade de idéias) - um grupo de pessoas tendo idéias sobre um determinado assunto 
ou problema, sem censura, com alguém estimulando a todos e anotando tudo falado. 
Break-Bulk - expressão do transporte marítimo, significa o transporte de carga geral. 
Brokerage Houses - empresas especializadas em intermediar afretamento marítimo. 
BTB ou B2B - Business-to-Business ou comércio eletrônico entre empresas. 
BTC ou B2C - Business-to-Consumer ou comércio eletrônico de empresas para o consumidor. 
Budgets - orçamento. 
Business Intelligence - conjunto de softwares que ajudam em decisões estratégicas. 
Cabotagem - Navegação doméstica (pela costa do País). 
Calado - expressão do transporte marítimo, que significa profundidade dos canais do porto. 
CEP - Controle Estatístico do Processo. 
CIF - Cost, Insurance and Freight ou Custo Seguro e Frete. Neste caso, o material cotado já tem tudo embu-
tido no preço, ou seja, é posto no destino. 
CIM - Computer Integrated Manufacturing ou Manufatura Integrada com Computadores. 
Coach - facilitador; instrutor; entidade (pessoa, equipe, departamento, empresa, etc.) que atue como agre-
gador das capacidades de cada elemento da cadeia (equipe, departamento, empresa, etc.). 
Comboio - conjunto de veículos que seguem juntos para um mesmo destino. Utilizado principalmente por 
motivo de segurança. 
5S - Senso de simplificação, organização, limpeza, conservação e participação. 
Core Business - relativo ao próprio negócio ou especialidade no negócio que faz. 
Cost Drivers - Fatores Direcionadores de Custos. 
CRM - Customer Relationship Management ou Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente ou Marke-
ting One to One. 
Cross Docking - é uma operaçãode rápida movimentação de produtos acabados para expedição, entre 
fornecedores e clientes. Chega e sai imediatamente. 
CTI - Computer Telephony Integrated ou Sistema Integrado de Telefonia e Computação. 
Curva ABC - demonstração gráfica com eixos de valores e quantidades, que considera os materiais dividi-
dos em três grandes grupos, de acordo com seus valores de preço/custo e quantidades, onde materiais 
classe "A" representam a minoria da quantidade total e a maioria do valor total, classe "C" a maioria da 
quantidade total e a minoria do valor total e "B" valores e quantidades intermediários. 
Custo Logístico - é a somatória do custo do transporte, do custo de armazenagem e do custo de manuten-
ção de estoque. 
Data Warehouse - Armazenamento de dados. 
DEC - Delivered Ex QUAY ou entrega no cais. O vendedor entrega a mercadoria no cais do porto de desti-
no. 
 53 
Demand Chain Management - Gerenciamento da Cadeia de Demanda. 
Demurrage ou Sobreestadia - multa determinada em contrato, a ser paga pelo contratante de um navio, 
quando este demora mais do que o acordado nos portos de embarque ou de descarga. 
Despatch ou Presteza - prêmio determinado em contrato, a que faz jus o contratante de um navio, quando 
este permanece menos tempo do que o acordado nos portos de embarque ou de descarga. 
DPS - Digital Picking System. 
Dragagem - serviço de escavação nos canais dos portos para manutenção ou aumento dos calados. 
Draw-back - envolve a importação de componentes, sem pagamento de impostos, para a fabricação de 
bens destinados à exportação. 
DRP - Distribution Resource Planning ou Planejamento dos Recursos de Distribuição. 
EADI - Estação Aduaneira do Interior. 
EAV - Engenharia e Análise do Valor. 
ECR - Efficient Consumer Response ou Resposta Eficiente ao Consumidor. 
EDI - Electronic Data Interchange ou Intercâmbio Eletrônico de Dados. 
Empowerment - dar poder ao grupo/equipe. 
ERP - Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos do Negócio. 
E-Procurement - processo de cotação de preços, compra e venda on-line. 
ETA - expressão do transporte marítimo, que significa dia da atracação (chegada). 
ETS - expressão do transporte marítimo, que significa dia da saída (zarpar). 
EVA - Economic Value Added ou Valor Econômico Agregado. 
FAS - Free Alongside Ship ou Livre no Costado do Navio. O vendedor entrega a mercadoria ao comprador 
no costado do navio no porto de embarque. 
FCA - Free Carrier ou Transportador livre. O vendedor está isento de responsabilidades, no momento que 
entrega a mercadoria para o agente indicado pelo comprador ou para o transportador. 
FCS - Finite Capacity Schedule ou Programação de Capacidade Finita. 
FMEA - Análise do Modo de Falha e Efeito. 
FOB - Free On Board ou Preço sem Frete Incluso. Tem algumas variações de FOB. Pode ser FOB Fábrica, 
quando o material tem que ser retirado e FOB Cidade, quando o fornecedor coloca o material em uma 
transportadora escolhida pelo cliente. 
Food Town - local que reúne vários fornecedores de um mesmo cliente em comum. 
Forecasting - previsões de tempo. 
Fullfilment - atender no tempo e no prazo. 
GED - Gerenciamento Eletrônico de Documentos. 
Giro de estoque - demanda anual dividida pelo estoque médio mensal. 
GPS - Global Positioning System. 
Housekeeping - técnica para iniciar e manter os processos de Qualidade e Produtividade Total em uma 
empresa. 
IBC - Intermediate Bulk Container ou Contenedor Intermediário para Granel. 
Incoterms - sigla que identifica os 13 termos que padronizam a linguagem usada no mercado de exporta-
ção e importação. 
Índice de flexibilidade - representa a relação entre a média do lote de produção e a média do lote de entre-
ga. 
Just-in-Time ou JIT - é atender ao cliente interno ou externo no momento exato de sua necessidade, com 
as quantidades necessárias para a operação/produção. 
Kaizen - processo de melhorias contínuas, com bom senso e baixos investimentos. 
Kanban - técnica japonesa com cartões, que proporciona uma redução de estoque, otimização do fluxo de 
produção, redução das perdas e aumento da flexibilidade. 
KLT - Klein Lagerung und Transport ou Acondicionamento e Transporte de Pequenos Componentes. 
Lastro - expressão do transporte marítimo, que significa água que é posta nos porões para dar peso e equi-
líbrio ao navio, quando está sem carga. 
Layday ou Laytime - estadia do navio no porto, que significa período previsto para acontecer a operação 
(atracar, carregar e zarpar). 
Lead Time - Tempo de ressuprimento. É o Tempo de Compra mais o Tempo de transporte. 
Lean Manufacturing - Produção Enxuta. 
Make to order - fabricação conforme pedido. 
Make to stock - fabricação contra previsão de demanda. 
MES - Manufacturing Execution Systems ou Sistemas Integrados de Controle da Produção. 
Milk Run - consiste na busca do produto diretamente junto ao(s) fornecedor(es). 
ML - Milha Terrestre. 
MPT ou TPM - Manutenção Produtiva Total. 
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MRP - Material Requirements Planning ou Planejamento das Necessidades de Materiais. 
MRP II - Manufacturing Resources Planning ou Planejamento dos Recursos da Manufatura. 
MRP III - é o MRP II em conjunto com o Kanban. 
NM - Milha Marítima. 
NVOCC - Operador de Transporte Marítimo Sem Embarcação. 
OTM - Operador de Transporte Multimodal. 
Outsourcing - Provedores de serviços ou terceirização. 
Parcerização - Processo de conhecimento mútuo e aceitação, pelo qual duas empresas devem passar para 
estarem realmente integradas, visando mesmos objetivos. 
PCM - Planejamento e Controle de Materiais. 
PCP - Planejamento e Controle da Produção. 
PEPS - é a nomenclatura para o método de armazenagem, em que o produto que é o Primeiro a Entrar no 
estoque é o Primeiro a Sair. 
Pick and Pack - separar os materiais e etiquetar, embalar, etc. 
Poka-Yoke - métodos simples, que servem como a prova de falhas no processo. 
Postponement - retardamento da finalização do produto até receber de fato o pedido customizado. 
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção. 
Project team - Força tarefa. 
RFDC - Radiofrequency Data Colection ou Coleta de Dados por Radiofreqüência. 
Road railer - carreta bimodal, que ao ser desengatada do cavalo mecânico, é acoplada sobre um bogie 
ferroviário e viaja sobre os trilhos. 
Rough Cut - Corte bruto. 
Set-up - tempo compreendido entre a paralisação de produção de uma máquina, a troca do seu ferramental 
e a volta de sua produção. 
Sider - Tipo de carroceria de caminhão, que tem lonas retráteis em suas laterais. 
SKU - Stock Keeping Units ou Unidade de Manutenção de Estoque. 
Stock options - Programa de Ações - um incentivo que permite aos funcionários comprar ações da empre-
sa onde trabalham por um preço abaixo do mercado. 
STV - Veículo de Transferência Ordenado. 
Supply Chain Management - Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. 
Team Building - dinâmica de grupo em área externa, onde os participantes serão expostos a várias tarefas 
físicas desafiadoras, que são exemplos comparativos dos problemas do dia-a-dia da empresa. Tem como 
finalidade tornar uma equipe integrada. 
Tempo de Compra - É o período compreendido entre a data da requisição do material até a data do fe-
chamento do pedido. 
Tempo de Transporte - É o período compreendido entre a data de entrega do material até a chegada do 
mesmo para o requisitante (destino). 
TKU - Toneladas por quilômetro útil. 
TMS - Transportation Management Systems ou Sistemas de Gerenciamento de Transporte. 
TPA - Trabalhadores Portuários Avulsos. 
Transbordo - Passar mercadorias/produtos de um para outro veículo de transporte. 
Transporte multimodal - É a integração dos serviços de mais de um modo de transporte, entre os diversos 
modais. Ex.: Rodo-Ferroviário, Rodo-Aéreo, Ferro-Hidroviário, Hidro-Aéreo, Ferro-Aeroviário, etc. 
UEPS - é a nomenclatura para o método de armazenagem, em que o produto que é o Último a Entrar no 
estoque é o Primeiro aSair. 
VAN - Value Added Network. 
VUC - Veículo Urbano de Carga. 
WCS - Warehouse Control Systems ou Sistemas de Controle de Armazém. 
WMS - Warehouse Management Systems ou Sistemas de Gerenciamento de Armazém. 
Workflow - Processo no qual a informação flui por toda organização, de maneira rápida e organizada, se-
guindo a seqüência pré-estabelecida de tramitação. 
 
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InternetInternetInternetInternet 
 
SÍTIOS LIGADOS À LOGÍSTICA 
 
 
 
http://www.tecnologistica.com.br 
Tecnologistica Online 
 
www.anpet.org.br 
Anpet - Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes 
 
www.abrapal.org 
Abrapal - Associação Brasileira dos Fabricantes de Paletes PBR 
 
www.aim.org.br 
AIM - Associação Brasileira de Automação 
 
www.ntc.org.br 
NTC - Associação Nacional do Transporte de Carga 
 
www.abiea.com.br 
ABIEA - Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas 
 
www.abad.com.br 
ABAD - Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados 
 
www.aslog.org.br 
Associação Brasileira de Logística 
 
www.abml.com.br 
ABML - Associação Brasileira de Movimentação e Logística 
 
www.ceteal.com 
Ceteal - Centro de Estudos Técnicos e Avançados em Logística 
 
www.domcabral.org.br 
Fundação Dom Cabral/MG 
 
www.vanzolini.org.br 
Fundação Vanzolini/USP 
 
www.cel.coppead.ufrj.br 
Copeead/UFRJ - Centro de Estudos em Logística da UFRJ 
 
www.cebralog.com 
Centro Brasileiro de Aperfeiçoamento Logístico 
 
www.bltweb.com.br 
Brasil Logística e Transporte 
 
www.guiadelogistica.com.br 
Portal de Logística 
 
www.logweb.com.br 
Jornal online sobre Logística

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