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SANIDADE ANIMAL Prof. MSc. Rayane Pinho Bezerra Sanidade Animal 60 horas; Proporcionar que ao final da disciplina o aluno conheça os fundamentos de biossegurançae suaimportância na produção animal, de modo que seja capaz de reconhecer umasituação derisco sanitário à atividade zootécnica e saiba como agir paraevitá-la. Objetivo Geral Compreender a importânciadasanidadena produçãoanimal. Identificaros pontos críticos na produção que podem levar a um problemasanitário. Reconheceras importância da profilaxia de doenças na produção de animais deinteresse zootécnico. Conheceras formas mais comuns de introdução de patógenos na produção e medidasde controle. Conheceras principais doenças infectocontagiosas que afetam os animais deinteressezootécnico, assim como medidas de controle dessasdoenças. Obternoções de imunologia eepidemiologia. Adotarpráticas de limpeza e higienização na cadeia produtiva animal Sanidade Animal Ementa Introdução à sanidade animal: conceitos,biosseguridade,aplicabilidade; Prevenção de doenças: fatores determinantes; aspectos epidemiológicos; principais agentesbiológicos envolvidos; Imunoprofilaxiaanimal; Higienedos alimentos utilizados na produçãoanimal; Controlede vetores:moscas; roedores;parasitas; Desinfetantese desinfecção; Qualidade daágua(saneamento); Saneamentoambiental e manejo de resíduosorgânicos; Zoonoses; Programassanitários oficiais. Sanidade Animal Avaliação 2 ou 3 provas; Seminários manejo sanitário por espécie e aptidão. Participação nas atividades; Atividades EAD; Introdução ao manejo sanitário animal INTRODUÇÃO Produção Animal 7 INTRODUÇÃO Importância na produção mundial de alimentos; Doenças prejuízos; Intensificação da produção animal; Tecnologias; Brasil grandes variedades de sistemas produtivos; Educação sanitária. O que é doença? INTRODUÇÃO Estado de completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças.” (OMS); Causas das doenças? Interna Externa Saúde animal condições que determinam características produtivas! Sintomas 9 INTRODUÇÃO Animal enfermo IMPORTÂNCIA DA SAÚDE ANIMAL https://josnalterraforte.wordpress.com Deixa de produzir economicamente ou não produz! SINAIS DE SAÚDE Produção e reprodução; Olhos vivos e brilhantes; Mucosas rosadas e brilhantes; Pelo/penas lisos e sedosos; Boa condição corporal; Comportamento ativo; T°C corporal normal. SINAIS DOENÇA Mortalidade; Animal triste, encolhido ou prostrado; Inapetência; Dificuldade de respirar; Aumento de linfonodos; Corrimentos anormais; Lesões; Diarreia ou constipação; Inchaço... MANEJO SANITÁRIO HIGIENE E PROFILAXIA ANIMAL! HIGIENE É a Ciência que estuda os meios para preservar o homem e os animais das enfermidades – regras para a manutenção de um estado de perfeita saúde. (Kloetzel, 1974; Araújo , 1982) Limpeza e desinfecção Conheça um pouco da história de Higéia, deusa da saúde que inspirou nosso nome Hygia. ☺️ Na mitologia grega Hígia era a filha de Esculápio. Era a deusa da saúde, limpeza (daí a raiz da palavra higiene) e da sanitariedade, e exercia uma importante parte no culto do pai. Enquanto seu pai era mais associado diretamente com a cura, ela era associada com a prevenção da doença e a continuação da boa saúde. Posteriormente, como Esculápio foi vinculado à medicina e então, Hygéia foi vinculada à farmácia. 15 OBJETIVOS DA HIGIENE Fonte: http://www.diadecampo.com.br As empresas que produzem produtos de origem animal estão constantemente em busca de novas tecnologias com o objetivo de maximizar a produtividade e se tornarem cada vez mais rentáveis. Por sua vez, os fornecedores de genética estão sempre aprimorando características zootécnicas dos animais que os tornem mais produtivos. Paralelamente, as empresas que fabricantes de nutrição estão buscando rações e suplementos alimentares que possam suprir todos os nutrientes necessários para que os animais expressem seu potencial. Da mesma forma, as instalações devem ser constantemente adaptadas para prover o melhor ambiente possível para estes animais. Assim, parece bem claro que fabricar produtos de origem animal é uma atividade extremamente dinâmica e que exige dos técnicos uma constante busca por atualização. No entanto, a base fisiológica do processo produtivo tende a permanecer relativamente constante. Todo organismo, para expressar seu potencial de produção, necessita que as suas funções fisiológicas estejam em equilíbrio com o ambiente (Figura 1). São mecanismos de defesa e ajuste que o organismo lança mão para fazer frente às agressões a que é submetido diariamente. Na produção animal tecnificada o objetivo principal é desenvolver métodos e ferramentas que auxiliem o organismo animal a manter esse equilíbrio fisiológico em situações de alto desempenho produtivo. Em uma situação hipotética, um produtor de suínos resolveu aumentar a lotação de animais na sua granja sem que tenha tomado outras medidas de controle. Neste caso, espera-se que haja um aumento do número de agentes patogênicos. Além disso, devido ao aumento da concentração de animais, haverá um crescimento da agressão advinda de um ambiente inadequado, por exemplo, haverá um menor número de bebedouros por animal e a ampliação de brigas para o estabelecimento da hierarquia social. Nesta situação, caso os mecanismos de defesa do animal não consigam equilibrar o crescimento da agressão impactada pela decisão do produtor de aumentar a lotação, haverá um desequilíbrio das funções fisiológicas (Figura 2). Como consequência, estes animais não apresentarão o desempenho zootécnico esperado e poderão até mesmo exteriorizar este desequilíbrio com sinais clínicos de uma doença. Como alternativa para “forçar” a balança para o equilíbrio e diminuir a pressão de infecção, os técnicos, poderão decidir aumentar a frequência de limpeza das instalações, lançar mão do uso de desinfetantes ou mesmo usar antibióticos de forma preventiva nos animais. Se com estas medidas de controle o “peso” dos agentes patogênicos diminuir o suficiente para que a balança volte novamente ao equilíbrio, o produtor irá obter novamente os mesmos índices de produtividade que tinha antes, mesmo após a decisão de trabalhar com uma maior lotação. Caso isso não ocorra, ele deverá adotar também outras medidas, como por exemplo, vacinar os animais para elevar a capacidade de reação aos patógenos e/ou adicionar microrganismos benéficos na dieta dos animais (Probióticos) até que a balança volte ao equilíbrio. Em resumo, não há uma receita única para fazer que um animal demonstre seu potencial máximo de produção. Cabe aos técnicos responsáveis pela empresa fixar e coordenar as ações necessárias para garantir a manutenção do equilíbrio fisiológico. Se isso ocorrer e as medidas adotadas forem economicamente viáveis, a empresa, provavelmente, será um sucesso comercial. 16 LIMPEZA E DESINFECÇÃO Limpeza Remoção de resíduos Detergência + Ação mecânica Enxague Fonte: www.avisite.com.br Desinfecção LIMPEZA LIMPEZA DESINFECÇÃO DESINFECÇÃO Saúde para os animais; Diminuição de doenças no rebanho; Aumento do rendimento dos animais. EXEMPLO: maior ganho de peso, melhor CV, desempenho reprodutivo e menor mortalidade. IMPORTÂNCIA DA HIGIENE Fonte: http://farmacianafazenda.com.br/higiene-producao-animal/ Índices zootécnicos! LIMPEZA E DESINFECÇÃO Variável Limpeza e desinfecção regularapós cada lote Limpeza irregular Sem limpeza GPD (g) 628 610 535 CV 3,19 3,28 3,36 Mortalidade(%) 2,08 2,61 3,50 Male, 1979 ; citado por Sobestiansky, 1987 Fonte: Domingos & Langoni, 2001 Antigo!!! Tabela 1. Resultados obtidos com um programa de limpeza e desinfecção em 700 criações de suínos para abate Parasitos relevantes do gado de corte impacto econômico, incluem (Grisi, Laerte et al, 2014): Nematódeos gastrintestinais - $7,11 bilhões; Carrapato-bovino (Rhipicephalus microplus) - $3,24 bilhões; Bosca-dos-chifres(Haematobia irritans) - $2,56 bilhões; Berne (Dermatobia hominis) - $0,38 bilhões; Mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax) - $0,34 bilhões, IMPORTÂNCIA DA HIGIENE FALHAS NA HIGIENIZAÇÃO Remoção incompleta dos dejetos antes dos procedimentos de limpeza; Mão-de-obra desqualificada ou que não foi treinada adequadamente; Uso inadequado dos produtos devido à falta de orientação; Lavagem insuficiente com quantidade e pressão de água inadequada; Falta de desinfecção de paredes e teto; Desinfecção inadequada de roupas e utensílios dos colaboradores; Quantidade de solução desinfetante insuficiente para uma determinada área; Mistura de vários desinfetantes (com inseticidas ou com detergentes); Uso de desinfetante inadequado para o controle de uma doença específica; Diluição incorreta do desinfetante a ser usado; ESTRATÉGIAS Atividades sejam abrangentes e de utilização contínua; Adaptadas para ajustar‐se às necessidades individuais, às instalações ou meio, e atividades‐fim da propriedade; Preparação do pessoal envolvido no programa higiênico‐ sanitário. Fonte: Adaptado por Vieira, 2015