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18/03/2019 1 Estruturas Metálicas 1 Peças Comprimidas PROFA MSC ENGA. MARCELLA C. AVILLA São empregadas em: - Componentes de treliças - Sistemas de travejamento - Pilares PEÇAS COMPRIMIDAS 1 2 18/03/2019 2 PEÇAS COMPRIMIDAS Estão sujeitas aos efeitos da flambagem global de barras. Estão sujeitas aos efeitos da flambagem local em função da esbeltez dos elementos que compõem a seção transversal. Podem ser formadas por seções simples ou por uma associação de peças. PEÇAS COMPRIMIDAS ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS MODOS DE FALHA: Escoamento da seção bruta Baixa esbeltez global e/ou local Instabilidades Instabilidade global Instabilidade local 3 4 18/03/2019 3 Instabilidade Global Em estruturas metálicas, os problemas de estabilidade são particularmente importantes, já que seus elementos apresentam elevada esbeltez em função da grande resistência do aço. O fenômeno de flambagem foi inicialmente estudado por Euler (1707-1783). Instabilidade Global Instabilidade Global 5 6 18/03/2019 4 Instabilidade local Perda de estabilidade dos elementos que compõem a seção transversal da barra, e que pode ocorrer antes que a tensão crítica determinada na análise global seja atingida. É denominada “local” porque o eixo da barra permanece indeformado. Instabilidade Local Instabilidade local 7 8 18/03/2019 5 PEÇAS COMPRIMIDAS ELU – Barras Comprimidas - Capacidade resistente – Valor de cálculo ABNT NBR 8800:2008 PEÇAS COMPRIMIDAS 9 10 18/03/2019 6 FLAMBAGEM GLOBAL Os primeiros resultados teóricos sobre instabilidade foram obtidos por Leonhardt Euler (1707-1783) através de investigações de barras comprimidas. Estudo com coluna idealmente perfeita: • Coluna isenta de imperfeições geométricas e tensões residuais • Material de comportamento elástico linear • Carga perfeitamente centrada. Carga Crítica : ��� = ���� (��)² Nestas condições, a coluna inicialmente reta mantém-se com deslocamentos laterais nulos (δ = 0) até a carga atingir a carga crítica ou carga de Euler FLAMBAGEM GLOBAL 2 2 E f A N cr cr 11 12 18/03/2019 7 FLAMBAGEM GLOBAL Colunas reais • imperfeições geométricas (desvios de retilinidade • Não há perfeita centralização do carregamento. Nestes casos o processo de flambagem acontece com a flexão da haste desde o início do carregamento. FLAMBAGEM GLOBAL • Observa-se deslocamentos crescentes, à medida que se aumenta a carga • À medida que se aumenta as imperfeições, se afasta da trajetória ideal de Euler. • Coluna Imperfeita • Tensões residuais flexocompressão 13 14 18/03/2019 8 FLAMBAGEM GLOBAL • Condições de Contorno Coeficientes de flambagem: barras isoladas FLAMBAGEM GLOBAL Devido à dificuldade prática de se materializar as condições de apoio do engaste, a norma recomenda valores superiores aos teóricos 15 16 18/03/2019 9 FLAMBAGEM GLOBAL • Curva de resistência à compressão - Variação da resistência de uma coluna comprimida em função do índice de esbeltez • Peças curtas : ���� = �� • Peças esbeltas: ���� = �� ≤ �� Nessas condições, só ocorrerá flambagem em regime elástico se a tensão crítica de Euler for inferior à resistência ao escoamento. 2 2 E fcr Se l>lpl ocorre flambagem em regime elástico (dentro das hipóteses de Euler) Se l≤ lpl não ocorre flambagem, havendo falha por plastificação da seção y pl f E2 lim Esbeltez limite de plastificação FLAMBAGEM GLOBAL – POR FLEXÃO 17 18 18/03/2019 10 FLAMBAGEM GLOBAL • Curva de resistência à compressão ou Curva de Flambagem χ - fator de redução associado à resistência à compressão; �� - Índice de esbeltez reduzido São valores adimensionais ��/�� Ne é a força normal de flambagem elástica. Definida para o modo de flambagem (por flexão, por torção ou por flexo-torção) mais crítico. FLAMBAGEM GLOBAL – POR FLEXÃO 19 20 18/03/2019 11 PEÇAS COMPRIMIDAS FLAMBAGEM GLOBAL Além da flambagem por flexão, em barras de seção abertas e paredes finas pode ocorrer outros fenômenos de instabilidade denominados: Flambagem por torção e flambagem por flexo-torção. FLAMBAGEM GLOBAL 21 22 18/03/2019 12 • Flambagem por torção: está associada a rotações da seção transversal do elemento. • Flambagem por flexo-torção: caracteriza- se pela ocorrência combinada de flambagem por flexão e por torção nas seções transversais do elemento FLAMBAGEM GLOBAL Normal de flambagem elástica para cada modo de flambagem FLAMBAGEM GLOBAL 23 24 18/03/2019 13 Modo de flambagem para cada tipo de seção transversal Dependendo da configuração da seção transversal, podem ocorrer um ou outro (ou todos) modo de flambagem: Seções duplamente simétricas Seções monossimétricas Seções assimétricas Cantoneiras simples que atendam ao item E.1.4 tem tratamento específico (não será abordado em aula – ver NBR 8800:2008) Para cada configuração é possível determinar a normal de flambagem elástica (Ne) que será usada para o cálculo da esbeltez reduzida (l0), importante para o dimensionamento à compressão. FLAMBAGEM GLOBAL Seções com dupla simetria ou simétricas em relação a um ponto • G = Módulo de elasticidade transversal • J = Momento de inércia à torção • Cw = constante de empenamento • r0 = raio de giração polar • Lz = comprimento efetivo de flambagem a torção. • Ne = Normal de flambagem elástica • Ney = Normal de flambagem elástica por flexão no eixo y • Nex = Normal de flambagem elástica por flexão no eixo x • Nez = Normal de flambagem elástica por torção FLAMBAGEM GLOBAL Predominante!! 25 26 18/03/2019 14 Centro de torção: Chamado também de centro de cisalhamento é o ponto em torno do qual a seção transversal gira. Para seções simétricas, coincide como o centro de gravidade. FLAMBAGEM GLOBAL Nem sempre é possível evitar a torção, pois em alguns tipos de seção transversal o centro de torção fica fora da seção transversal. A coordenada X0, Y0 é a distância (em x e y) do Centro de torção até o CG. CW - propriedade geométrica dos perfis • Relacionada à rigidez ao empenamento da seção transversal. • Empenamento - características de perfis de seção aberta • dado esforço de torção aplicado ao perfil a sua seção transversal inicialmente plana perde essa condição em consequência das deformações produzidas pelo esforço aplicado. FLAMBAGEM GLOBAL 27 28 18/03/2019 15 Y0 X0 �� ≅ � ���� ����������� G = 7700 kN/cm² �� = � � ∗ � ∗ �� (dupla cantoneira de abas iguais) 29 30 18/03/2019 16 Coeficientes de flambagem à torção Kz = 1 para rotação impedida e empenamento livre em ambas as extremidades das barras (vínculo de garfo – ou seja, biapoiada); Kz = 2 para rotação e empenamentos livres em uma extremidade e rotação e empenamento impedidos na outra extremidade (vínculo rígido ou engastado). FLAMBAGEM GLOBAL Seções monossimétricas – Sendo “x” o eixo de simetria: • Ne = Normal de flambagem elástica • Ney = Normal de flambagem elástica por flexão no eixo y • Nex = Normal de flambagem elástica por flexão no eixo x • Nez = Normal de flambagem elástica por torção • x0 = Coordenada x do centro de torção (Ct) r0= raio de giração polar dado por: FLAMBAGEM GLOBAL Flambagem por flexão (no eixo de não simetria) 31 32 18/03/2019 17 Seções assimétricas: Caso geral (Anexo E – NBR 8800:2008)• Ne = Normal de flambagem elástica • Nex = Normal de flambagem elástica por flexão no eixo x • Ney = Normal de flambagem elástica por flexão no eixo y • Nez = Normal de flambagem elástica por torção • x0 e y0 = Coordenadas do centro de torção (Ct) r0= raio de giração polar dado por: • rx e ry = raios de giração da seção FLAMBAGEM GLOBAL FLAMBAGEM GLOBAL 33 34 18/03/2019 18 Flambagem por flexão FLAMBAGEM GLOBAL Em estruturas metálicas, as chapas que compõem a seção transversal dos perfis de aço submetido à compressão ou flexão estão submetidas a tensões axiais de compressão e, consequentemente, estão sujeitas a estabilidade. Trata-se, portanto, de estabilidade de CHAPAS. FLAMBAGEM LOCAL 35 36 18/03/2019 19 Fatores que afetam o comportamento da chapa • Largura • Espessura • Vinculação FLAMBAGEM LOCAL Pós-flambagem Ao contrário do que ocorre nas barras, a flambagem de chapa não implica esgotamento de sua capacidade resistente. Nesses elementos existe a possibilidade de redistribuição de tensões e, em razão disso, ocorre o fenômeno denominado efeito pós-crítico ou pós-flambagem, que permite que a resistência ao escoamento seja alcançada. FLAMBAGEM LOCAL 37 38 18/03/2019 20 Da observação do comportamento pós- crítico foi possível definir o conceito de largura efetiva. Ou seja, despreza-se a região da chapa que apresenta instabilidade e considera-se uma largura efetiva. FLAMBAGEM LOCAL FLAMBAGEM LOCAL 39 40 18/03/2019 21 FLAMBAGEM LOCAL - Parâmetro de flambagem local – Critério da ABNT NBR 8800:2008 FLAMBAGEM LOCAL 41 42 18/03/2019 22 Q = 1,0 se a relação largura-espessura (b/t) dos elementos componentes da seção não ultrapassar os limites indicados na tabela a seguir. Nesse caso, não há redução da resistência em função da flambagem local (ou esta não ocorre). FLAMBAGEM LOCAL - Critério da ABNT NBR 8800:2008 - Limite de esbeltez para não ocorrência de flambagem local FLAMBAGEM LOCAL 43 44 18/03/2019 23 - Critério da ABNT NBR 8800:2008 - Limite de esbeltez para não ocorrência de flambagem local FLAMBAGEM LOCAL FLAMBAGEM LOCAL - Critério da ABNT NBR 8800:2008 - Limite de esbeltez para não ocorrência de flambagem local 45 46 18/03/2019 24 FLAMBAGEM LOCAL FLAMBAGEM LOCAL 47 48 18/03/2019 25 FLAMBAGEM LOCAL FLAMBAGEM LOCAL 49 50 18/03/2019 26 Roteiro ELS – Peças comprimidas Chapa espaçadora • Em barras com seção composta formadas por mais de um perfil o índice de esbeltez de qualquer perfil não deve ultrapassar ½ do índice de esbeltez máxima do conjunto. • Podem ser utilizadas chapas espaçadores a intervalos de comprimentos que garantam essa condição de esbeltez. 51 52 18/03/2019 27 Se a condição abaixo não for atendida... Devem ser calculadas presilhas para diminuir o comprimento de flambagem: PEÇAS COMPRIMIDAS Fonte: Livro De Souza, Alex Sander Clemente. Dimensionamento de elementos estruturais em aço. Segundo a NBR 8800:2008 Exercícios Resolvidos Dimensionar a diagonal de apoio da treliça. No pré-dimensionamento foi definida uma seção dupla cantoneira 2L 63 x 4,75mm em aço ASTM A36. Neste exemplo a seção 2L 63 x 4,75mm será verificada para o esforço de calculo a compressão Nsd=40,4kN 53 54 18/03/2019 28 Exercícios Propostos 1) Verificação de elemento comprimido – seção duplamente simétrica. Determine a máxima força de compressão que pode ser aplicada a uma coluna birotulada com 3000 mm de comprimento entre suas fixações, sendo dado: Aço A-36 (MR250) – fy = 25 kN/cm2 e fu = 40 kN/cm2. G = 7.700kN/cm2; E = 20.000kN/cm2. Perfil I – 160 x 17,9 kg/m (série europeia, tabela ARCELOR-Laminado) A = 22,80cm2; d = 160mm; bf = 74mm; tf = 9,51mm; tw = 6,3mm; ry = 1,55cm; Iy = 54,7cm 4; rx = 6,40cm; Ix = 935cm 4. 2) Dimensionamento de elemento comprimido. Para a coluna da figura a seguir, dimensionar o perfil laminado para resistir a uma força normal de compressão, centrada e de cálculo de 850kN. Verifique qual dos três perfis abaixo pode ser utilizado. Considerar aço ASTM A-36. Exercícios Propostos 55 56 18/03/2019 29 3) Para a coluna da figura a seguir, verificar o perfil soldado CS 400x128 para resistir a uma força normal de compressão, centrada e de cálculo de 1500kN. Os dados do perfil segue na tabela abaixo. Será utilizado aço AR350 fy = 350 MPa e fu = 450 MPa Exercícios Propostos 57 58