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SOCIALIZAÇÃO PRIMÁRIA E SECUNADÁRIA INTRODUÇÃO Para a sociologia, o processo de socialização é extremamente importante para a construção das sociedades em diversos espaços sociais. Através desse processo, que os indivíduos interagem e se integram por meio da comunicação, ao mesmo tempo que constroem a sociedade. Dessa forma, a socialização pode ser considerada como a assimilação de hábitos próprios de determinado grupo social, ela qual se baseia no processo em que um indivíduo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a cultura presente nesta. Este processo, é caracterizado por ser contínuo, ou seja, nunca se dá por finalizado, é através dele, que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade e ser admitido dentro do contexto social em que está inserido. DESENVOLVIMENTO Segundo Berger & Luckmann (1987), a socialização é como uma ampla e consistente introdução de um indivíduo no mundo objetivo de uma sociedade ou de um determinado setor dela. Para eles a socialização pode ser dividida em primária, como a primeira socialização que o indivíduo experimenta na infância, e em virtude da qual torna-se membro da sociedade; e em socialização secundária como qualquer processo subsequente que introduz o indivíduo já socializado em novos setores do mundo objetivo de sua sociedade. Nesse enfoque, existe uma clara dependência da socialização secundária em relação a socialização primária, à medida que ela é um processo subsequente de introdução de um indivíduo “já socializado" em outros setores (diversos) da vida social. A explicação da socialização em termos da dialética homem-sociedade, se compõe de três momentos: interiorização, objetivação e exteriorização. A interiorização corresponde ao momento privilegiado da socialização. A criança, ao nascer, encontra um mundo já posto, embora fruto da ação coletiva de todos os homens que a antecederam, a ser por ela interiorizado e assumido. E interiorizá-lo, evidentemente, supõe objetivá-lo e a ele responder, exteriorizando-se nele. Em decorrência, a criança não estabelece as condições iniciais de sua existência, elas são a priori. Assim, até mesmo a unicidade e a originalidade de cada um só existem em relação a condições previamente estabelecidas, e que as determinam. Nestes termos, a socialização é um acontecimento que exige, sempre, mediadores entre o mundo físico, social e a criança. Porque são eles, os adultos encarregados de educá-la, e é na relação estabelecida com eles que a criança aprende a ser social. CONCLUSÃO Conclui-se, com base nos pressupostos teóricos, que a socialização primária se baseia, no que acriança desenvolve depois de seu nascimento, dentro de seu meio familiar, tendo o contado com a linguagem e as relações sócias primárias, juntamente com os seres que a compõe, nesse primeiro momento são interiorizadas as normas e valores, na qual a família é a instituição que estabelece maior influência e importância. Enquanto que, a socialização secundária, o indivíduo interage e dessa forma, adquire papéis sociais, que se tornam determinados pela relações sociais que esses sujeitos desenvolvem dentro da sociedade em que está inserido, sendo está depende da primeira socialização, uma vez que se o indivíduo teve uma socialização primária afetada, isso acarretará em diversos problemas na sua vida social, dado que o primeiro momento de socialização é de suma importância na construção do caráter do indivíduo. REFERÊNCIAS BERGER, P. & LUCKMANN, T. A construção social da realidade. Petrópolis, Vozes, 1976. GOMES, J. V. Família e Socialização. Psicol. USP v. 3 n. 1-2; São Paulo, 1992.