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Biópsia excisional EXAMES EXPLORATÓRIOS PROCESSO DIAGNÓSTICO 1) Exame clínico 2) Hipóteses de diagnóstico 3) Exames complementares a. Imagem b. BIÓPSIA c. Citologia d. Punção aspirativa e. Hematológicos 4) Diagnóstico final 5) Terapêutica 6) Prognóstico 7) Reavaliação EXAMES COMPLEMENTARES “O contexto clínico é fundamental na interpretação dos exames complementares.” Exames exploratórios: biópsia, citologia, punção/aspiração. BIÓPSIA Remoção de um fragmento vivo para exame histopatológico. Procedimento diagnóstico, no qual são removidos tecidos de um organismo vivo para exame microscópico e preparo de laudos. INDICAÇÕES ─ Lesões persistentes e que não podem ser diagnosticadas por outros métodos ─ Lesões leucoplásicas ─ Lesões eritroplásicas ─ Úlceras com tempo de evolução superior a 14 dias ─ Alterações inflamatórias persistentes ─ Lesões ósseas ─ Achados clínicos com suspeita de malignidade ─ Reconhecimento de metástases tumorais CONTRA INDICAÇÕES ─ Quando o diagnóstico é possível pelo exame clínico. Ex: herpes, candidíase, língua geográfica, afta. ─ Gerais: estado geral do paciente – ponderar a urgência do procedimento. Ex: hipertensos graves, diabéticos não controlados, uso de anticoagulantes, com deficiência de fatores da coagulação. ─ Locais: lesões vasculares? Lesões pigmentadas? TIPOS DE BIÓPSIA ─ Excisional/total ─ Incisional/parcial Escolha depende da natureza e diagnóstico clínico da lesão. Lesões benignas Únicas Pequenas Bem delimitadas Lesões suspeitas de malignidade Múltiplas Extensas Limites mal definidos Biópsia incisional EXCISIONAL Retirada de toda lesão para exame histopatológico; O exame complementar coincidiu com o tratamento Biópsia NÃO é tratamento. PROTOCOLO CLÍNICO PARA EXECUÇÃO DE BIÓPSIA 1) Preenchimento do prontuário (dados pessoais + anamnese + exame clínico) 2) Determinação do tipo de biópsia 3) Escolha do instrumental cirúrgico adequado 4) Seleção da área mais representativa com tecido sadio próximo 5) Realização da técnica operatória 6) Acondicionamento do material coletado em recipiente com formol a 10% 7) Recomendações pós-operatórias 8) Envio do material biológico para o laboratório 9) Análise do resultado histopatológico 10) Controle clínico e plano de tratamento PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA 1) Utilização de EPI’s: gorro, máscara, luvas estéreis, jaleco/avental, pró-pé, óculos 2) Antissepsia extra bucal: ─ Extra-bucal: clorexidina 4% ─ Intra-bucal: clorexidina 0,12% 3) Campos cirúrgicos estéreis e descartáveis 4) Instrumental estéril CONSIDERAÇÕES CIRÚRGICAS Anestesia Estabilização dos tecidos Incisão Fechamento Cuidados com o espécime COMO ENVIAR O MATERIAL PARA O PATOLOGISTA Cuidados com a peça: 1) Fixação com formalina tamponada 10% por no mínimo 24h 2) Volume de líquido 20x tamanho da peça 3) Peça totalmente imersa na solução 4) Boca do frasco 2x maior que o diâmetro da peça 5) Identificação do frasco (nome do paciente e data da coleta) Informações clínicas 1) Dados referentes ao paciente 2) Características clínicas da lesão NO LABORATÓRIO... 1) Registro 2) Mascroscopia 3) Processamento da lâmina histológica 4) Coloração 5) Laudo histopatológico Após o procedimento cirúrgico, terminou a biópsia? NÃO Deve-se enviar o material coletado para o patologista. CITOLOGIA ESFOLIATIVA Técnica simples, barata, indolor, não invasiva. NÃO substitui a biópsia. Papanicolau e Traut em 1943 ─ Objetivo: método de exame que se baseia na análise de células esfoliadas por raspagem e análise microscópica. ─ Pode ser utilizada: a) Rastreamento ou monitoramento da mucosa exposta a carcinógenos. INDICAÇÕES: ─ Lesão SEM suspeita de malignidade ─ Lesões extensas ou múltiplas ─ Pacientes comprometidos sistemicamente ─ Lesões virais ou fúngicas (candidíase) ─ Preservação do paciente CLASSIFICAÇÃO ─ Classe 0 – material insuficiente/inadequado ─ Classe I – células normais ─ Classe II – células atípicas sem evidencia de malignidade ─ Classe III – células sugestivas de malignidade ─ Classe IV – fortemente sugestiva de malignidade ─ Classe V – citologia conclusiva de malignidade OBS: a biópsia é mandatória para classes III, IV e V PUNÇÃO/ASPIRAÇÃO INDICAÇÕES ─ Lesões ósseas dos maxilares devem ser submetidas a uma biópsia aspirativa prévia a exploração cirúrgica (descartar lesões vasculares intra-ósseas). ─ Identificação da presença de líquidos em lesões intra-ósseas PUNÇÃO COM AGULHA Material coletado: ─ Ar = lesão sólida x cavidades ósseas ─ Líquido cor de palha/castanho = cistos ─ Pus = processo inflamatório/infeccioso ─ Sangue = lesão vascular BIÓPSIA ASPIRATIVA POR AGULHA FINA Deve ser utilizada para lesões de localização profunda nos tecidos, como glândulas salivares maiores e linfonodos. Técnica de Punch