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1 Dependência entre a energia de Gibbs de uma mistura e a composição da mistura. Dependência entre a energia de Gibbs de uma mistura e a composição da mistura. P, T = Const. O sistema tende a G possível BBAA nnG Pode-se aplicar a termodinâmica às discussões das variações espontâneas de composição. Ex. Mistura de 2 gases. (Mistura espontânea: G ) nA, T, p nB, T, p T, pA, pB com pA + pB = p dos 2 gases = dos gases puros p pRT ln (14) : potencial químico padrão (gás puro, p= 1bar) : potencial químico padrão (gás puro, p= 1bar) p pp pRT ln Para facilitar pode escrever: FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 2 •Quanto maior a pressão parcial de um gás maior será seu potencial químico. •P significa que mais quimicamente ativa será a substância. O potencial químico significa a tendência em reagir; Se a pressão é alta a substância ganha mais “reatividade” química. Em uma mistura de gases p é a pressão parcial do gás e é o potencial químico do gás. pRT ln p pp Aqui: O= FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 3 A FORMAÇÃO ESPONTÂNEA DE MISTURA Exemplo explicativo: gás perfeito 1. Separados nA, T, p / nB, T, p Gi = nAA + nBB (no início) Gi = (nAA + nARTlnp) + (nBB + nBRTlnp) 2. Os dois gases juntos pT = p Lei de Dalton: pi = xipT G = Gf - Gi Energia de Gibbs do sistema total pRTnpRTnnnG BBAABBAAi lnln (15) As pressões parciais dos gases são pA e pB, sendo p = pA + pB. BBBAAAf pRTnpRTnG lnln (16) pxRTnpxRTnG BBBAAAf lnln FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 4 Energia de Gibbs da Mistura: iníciomisturadepoismis GGG p pRTn p pRTnG BBAAmist lnln (17) Substitui nxn jj p p x jj BBAAmist xxxxnRTG lnln (18) j=componente (A, B, 1, 2, ..) FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 5 Fração molar < 1 ln<0 mistG <0Fração molar < 1 ln<0 mistG <0 Gases perfeitos se misturam espontaneamente em quaisquer proporções!! G m is t/( N R T) Fração molar, x 0 0 0 11/2 Obs: Num sistema ternário (3 componentes) o valor mínimo para Gmist ocorrerá para x=1/3, e assim por diante. BBAA nnpT mist mist xxxxnR GS BA lnln ,, (19) lnx <0 mistS > 0lnx <0 mistS > 0 Há aumento de entropia! A mistura de 2 gases forma um sistema + desordenado. S m is t/( N R ) 0 0 0 11/2 O valor máximo para Smist para uma mistura binária ocorrerá para x=1/2, para uma mistura ternária, x=1/3 ... Fração molar, x FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 6 Propriedades de equilíbrio das misturas líquidas. G de líquido varia com a composição. LEI DE RAOULT “A razão entre a pressão parcial de vapor de cada componente em uma solução e a pressão de vapor do componente puro é aproximadamente igual à fração molar deste componente na solução”. PJ = xJPJ*PJ = xJPJ * * : substância pura FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 7 “Quando uma solução obedece a lei de Raoult a solução é dita ideal” A no vapor (considerando como gás ideal) ** ln AA pRTA (21) Se há soluto: A no líquido, pA AA pRTA ln (22) * *** lnlnln A A AAA p pRTpRTpRTAA (23) * AAA pxp (24) FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 8 Esta equação mostra que o potencial químico do solvente é menor numa solução do que quando puro. Entretanto, nenhuma solução é perfeitamente ideal a Lei de Raoult é uma lei limite. Para uma solução ideal: (25) AAA xRT ln * Fração molar < 1 ln<0Fração molar < 1 ln<0 0 * AA FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 9 Exemplo: mistura de dissulfeto de carbono (CS2) e acetona (CH3COCH3) Algumas soluções tem comportamento significativamente diferente do previsto pela Lei de Raoult, porém mesmo em casos extremos, a lei é obedecida com a aproximação crescente à medida que o solvente se aproxima da pureza ( Sç diluída). FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 10 Lei de Henry “A pressão de vapor de um soluto volátil B é proporcional à sua fração molar na solução” pB = xBKB, (26) onde KB é uma constante característica Sç ideal: soluto e solvente Raoult Sç real: baixa concentração muda a const. de proporcionalidade. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 11 Exercício: Uma solução é formada pela mistura de benzeno e tolueno. Sendo que xbenzeno= 0,500. Determine: Qual é a Psolução? E qual é a composição do vapor em equilíbrio com esta solução? Dados: P*tolueno= 28,4 mmHg e P*benzeno= 95,1 mmHg a 25ºC. Exercício: Uma solução é formada pela mistura de benzeno e tolueno. Sendo que xbenzeno= 0,500. Determine: Qual é a Psolução? E qual é a composição do vapor em equilíbrio com esta solução? Dados: P*tolueno= 28,4 mmHg e P*benzeno= 95,1 mmHg a 25ºC. Pbenzeno= xbenzenoP*benzeno = (0,500)(95,1mmHg) = 47,6mmHg Ptolueno= xtoluenoP*tolueno = (0,500)(28,4mmHg) = 14,2mmHg Psolução = Pbenzeno + Ptolueno = 47,6mmHg + 14,2mmHg = 61,8mmHg Composição do vapor em equilíbrio: Ybenzeno= Pbenzeno/ Ptotal = 47,6mmHg / 61,8mmHg = 0,770 Ytolueno= Ptolueno/ Ptotal = 14,2mmHg / 61,8mmHg = 0,230 FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 12 •A solubilidade de um gás em um líquido é inversamente proporcional a temperatura; •A solubilidade de um gás em um líquido é proporcional à pressão exercida por este gás na interface com o líquido. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 13 (Dependem do conjunto) • São propriedades que surgem pela presença de um soluto e dependem única e exclusivamente do número de partículas que estão dispersas na solução, não dependendo da natureza do soluto. A adição de um soluto modifica as propriedades do solvente: 1. Abaixamento da pressão de vapor – efeito tonoscópico 2. A elevação da temperatura de ebulição - efeito ebulioscópico; 3. O abaixamento da temperatura de solidificação - efeito crioscópico; 4. Solubilidade 5. Surgimento da pressão osmótica. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 14 Hipótese1: Soluto não volátil: não contribui para o vapor da sç. Equilíbrio líquido-vapor: (A) solvente (B) soluto (A) Vapor (A) líquido + (B) solúvel Hipótese2: Soluto não se dissolve em solvente sólido, ou seja ele separa quando a sç é congelada. (A) líquido + (B) solúvel (A) sólido A(vapor) = A (vapor) 1(sólido) = 1 (sólido) 1(líquido) < 1 (líquido) FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 15 Potencial químico do solvente A “ as propriedades coligativas resultam da diminuição do potencial químico do solvente líquido quando lhe é adicionado um soluto ” Ex. cotidiano: Quando adiciona-se cloreto de sódio (NaCl) á água fervente nota-se que a fervura imediatamente pára. Por quê? FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 16 Influência da temperatura sobre o equilíbrio líquido-vapor i (líquido) = ´i (vapor) i = i + RT ln xi ´i = ´i + RT ln x´i i - ´i = RT ln (x´i/ xi) i + RT ln xi = ´i + RT ln x´i )/ln(´ ´ iiii xxRTT P ii ii T xxR T T T T )/ln() ´()( ´ P i ´ i 2 i 2 i T )x/xln(R T ´H T H 2 vap P i ´ i RT H T )x/xln( i: componente FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 17 AUMENTO DE FORÇAS INTEMOLECULARES Influência no comportamento da solução frente ao aquecimento, congelamento e quantidade de vapor do solvente produzido.Propriedades coligativas para solutos não- voláteis e de natureza molecular. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 18 É a pressão exercida por um vapor quando este está em equilíbrio com o líquido que lhe deu origem. A pressão de vapor é uma medida da tendência de evaporação de um líquido. Quanto maior for a sua pressão de vapor, mais volátil será o líquido. (A)líquido vapor (A), FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 19 Fatores que não acarretam alteração na pressão de vapor de um líquido Volume da fase gasosa Volume da fase líquida Fatores que acarretam alteração na pressão de vapor de um líquido Temperatura Natureza do líquido Temperatura de Ebulição Pressão de vapor se iguala a Pressão atmosférica Patm = pvapor Ebulição da água FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 20 • Diminuição da pressão máxima de vapor (PMV) de um solvente quando se adiciona a ele um soluto não- volátil. • Em relação à pressão de vapor de um solvente puro, pode-se dizer que sempre ela será maior do que a pressão de vapor de uma solução. • As partículas dispersas constituem uma barreira que dificulta a movimentação das moléculas do solvente do líquido para a fase gasosa. Estudo do abaixamento da pressão de vapor de um líquido. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 21 • Correspondente ao aumento do ponto de ebulição de um líquido quando acrescenta-se a ele um soluto não-volátil. • É como se as partículas do soluto "segurassem" as partículas do solvente, dificultando sua passagem ao estado gasoso. • O aumento (variação) da temperatura de ebulição pode ser justificado pela diminuição da pressão máxima de vapor, que se deve à presença das partículas do soluto. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 22 Ebulioscopia: Estudo do aumento da temperatura de ebulição Igual quantidades em mols de diferentes solutos moleculares e não voláteis, dissolvidos numa mesma quantidade de solvente, à mesma temperatura, causa o mesmo aumento na temperatura de ebulição desse solvente na solução. AAA xRTlg ln** (32) (1 atm) Justificativa 5.1, pg. 137: T*T* + T BKxT H RTK vap 2* bKT eb(33) (34) molalidade FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 23 •O aumento da temperatura de ebulição provocado pela presença de um soluto não-volátil e molecular depende única e exclusivamente do número de partículas do soluto dissolvidas no solvente. •Assim, quanto mais concentrada for a solução (maior quantidade de partículas do soluto), maior será a temperatura de ebulição. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 24 • É a propriedade coligativa que indica a diminuição de ponto de congelamento de um líquido, provocado pela presença de um soluto não-volátil . • A adição do soluto diminui a pressão de vapor do líquido. Conseqüentemente, a temperatura de ebulição desse líquido aumenta e a de congelamento diminui. AAA xRTls ln** (35) (1 atm) BxKT ´ H RTK fus 2* ´ bKT f (36) (37) Constante crioscópica vapΔP FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 25 • O solvente passa de um meio menos concentrado, para um mais concentrado graças a uma membrana semipermeável. • Se quisermos interromper a osmose, basta exercer sobre o sistema uma pressão no sentido inverso ao da osmose ou no mínimo com a mesma intensidade daquela que o solvente faz para atravessar a membrana semipermeável. • A essa pressão, capaz de impedir o fenômeno da osmose, damos o nome de pressão osmótica PRESSÃO OSMÓTICA: A mínima pressão exercida para impedir a osmose. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 26 Osmose - passagem do solvente para a solução através de uma membrana semipermeável. Pressão osmótica (): é a pressão que deve ser aplicada à solução para interromper o fluxo de entrada do solvente. Equação de van’t Hoff V = nBRT ou = cRT Osmose reversa FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 27 Equações de Van´t Hoff Após o fenômeno de osmose equilíbrio: igualdade do do solvente dos 2 lados da membrana. A (soluto): A (pressão) P P+ RTB (5.40) )(* pA )(* pA ),()( pxp AA o A AAAA xRTppx ln)(),( * p p MAA dpVpp )()( ** Vm: volume molar do solvente puro p p MA dpVxRT ln Sç diluídas, BM xTRV FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado 28 Se o soluto é um não eletrólito: soluções com solutos diferentes, mas apresentando a mesma quantidade em mols para determinada quantidade de solvente (mesma molaridade), apresentam os mesmos efeitos coligativos. Se o soluto é um eletrólito (partículas do soluto são íons): soluções com solutos diferentes, mas apresentando a mesma quantidade em mols para determinada quantidade de solvente (mesma molaridade), podem não apresentar os mesmos efeitos coligativos. Propriedades Coligativas para eletrólitos não-voláteis e de natureza iônica. FQ2- 2oS2010 – prof. HDRCalado