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|3| 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
CONVENÇÕES DE ESCRITA 
 
 ORTOGRAFIA 
 
A palavra Ortografia é formada por "orto", elemento 
de origem grega, usado como prefixo, com o significado 
de direito, reto, exato e "grafia", elemento de composição 
de origem grega com o significado de ação de escrever; 
ortografia, então, significa ação de escrever direito. É 
fácil escrever direito? Não!! É, de fato, muito difícil 
conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever 
com o mínimo de erros ortográficos. Hoje tentaremos 
facilitar um pouco mais essa matéria. Abaixo seguem 
algumas frases com as respectivas regras sobre o uso de 
ç, s, ss, z, x... Vamos a elas: 
 
1) Uma das intenções da casa de detenção é levar o 
que cometeu graves infrações a alcançar a 
introspecção, por intermédio da reeducação. 
a) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos 
terminados em TO: 
intento = intenção 
canto = canção 
exceto = exceção 
junto = junção 
 
b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO 
referentes a verbos derivados de TER: 
deter = detenção 
reter = retenção 
conter = contenção 
manter = manutenção 
 
c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos 
terminados em TOR: 
infrator = infração 
trator = tração 
redator = redação 
setor = seção 
 
d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos 
terminados em TIVO: 
introspectivo = introspecção 
relativo = relação 
ativo = ação 
intuitivo = intuição 
 
e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos 
quais se retira a desinência R: 
reeducar = reeducação 
importar = importação 
repartir = repartição 
fundir = fundição 
 
f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s: 
eleição, traição 
 
 
2) A pretensa diversão de Creusa, a poetisa 
vencedora do concurso, implicou a sua expulsão, 
porque pôs uma frase horrorosa sobre a diretora 
Luísa. 
 
a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos 
terminados em NDER ou NDIR: 
pretender = pretensão, pretensa, pretensioso 
defender = defesa, defensivo 
compreender = compreensão, compreensivo 
repreender = repreensão 
expandir = expansão 
fundir = fusão 
 
b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos 
terminados em ERTER ou ERTIR: 
inverter = inversão 
converter = conversão 
perverter = perversão 
divertir = diversão 
 
c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z: 
Creusa 
coisa 
maisena 
 
d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, 
substantivos femininos: 
Luísa 
Heloísa 
Poetisa 
Profetisa 
 
Obs.: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de 
juiz, que também se escreve com z. 
 
e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos 
terminados em CORRER ou PELIR: 
concorrer = concurso 
discorrer = discurso 
expelir = expulso, expulsão 
compelir = compulsório 
 
f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, 
QUERER, USAR: 
ele pôs 
ele quis 
ele usou 
 
g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, 
ISE, OSE: 
frase 
tese 
crise 
osmose 
 
Exceções: deslize e gaze. 
 
h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA: 
horrorosa 
gostoso 
 
Exceção: gozo 
 
 
 
 
 
 |4| 
3) I. Teresinha, a esposa do camponês inglês, avisou 
que cantaria de improviso. 
II. Aterrorizada pela embriaguez do marido, a 
mulherzinha não fez a limpeza. 
 
a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s 
quando esta letra fizer parte do radical da palavra de 
origem; com z quando a palavra de origem não tiver 
o radical terminado em s: 
Teresa = Teresinha 
Casa = casinha 
Mulher = mulherzinha 
Pão = pãozinho 
 
b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com 
s quando esta letra fizer parte do radical da palavra 
de origem; os terminados em IZAR serão escritos 
com z quando a palavra de origem não tiver o 
radical terminado em s: 
 
improviso = improvisar 
análise = analisar 
pesquisa = pesquisar 
terror = aterrorizar 
útil = utilizar 
economia = economizar 
 
c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas 
com s quando indicarem nacionalidade, títulos ou 
nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA 
serão escritas com z quando forem substantivos 
abstratos provindos de adjetivos, ou seja, quando 
indicarem qualidade: 
Teresa 
Camponês 
Inglês 
Embriaguez 
Limpeza 
 
4) O excesso de concessões dava a impressão de 
compromisso com o progresso. 
a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras 
derivadas escritas com CESS: 
exceder = excesso, excessivo 
conceder = concessão 
proceder = processo 
 
b) Os verbos terminados em PRIMIR terão palavras 
derivadas escritas com PRESS: 
imprimir = impressão 
deprimir = depressão 
 
c) Os verbos terminados em GREDIR terão palavras 
derivadas escritas com GRESS: 
progredir = progresso 
agredir = agressor, agressão, agressivo 
transgredir = transgressão, transgressor 
 
d) Os verbos terminados em METER terão palavras 
derivadas escritas com MISSou MESS: 
comprometer = compromisso 
prometer = promessa 
intrometer = intromissão 
remeter = remessa 
5) Para que os filhos se encorajem, o lojista come jiló 
com canjica. 
a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos 
terminados em JAR: 
Viajar = espero que eles viajem 
Encorajar = para que eles se encorajem 
Enferrujar = que não se enferrujem as portas 
 
b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de 
vocábulos terminados em JA: 
loja = lojista 
canja = canjica 
sarja = sarjeta 
gorja = gorjeta 
 
c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani. 
Jiló 
Jibóia 
Jirau 
 
6) O relógio que ele trouxe da viagem ao México em uma 
caixa de madeira caiu na enxurrada. 
 
a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em 
ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO: 
pedágio 
sacrilégio 
prestígio 
relógio 
refúgio 
 
b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em 
GEM: 
a viagem 
a coragem 
a ferrugem 
 
Exceções: pajem, lambujem 
 
c) Palavras iniciadas por ME serão escritas com x: 
Mexerica 
México 
Mexilhão 
Mexer 
Exceção: mecha de cabelos 
 
d) As palavras iniciadas por EN serão escritas com x, a 
não ser que provenham de vocábulos iniciados por 
ch: 
Enxada 
Enxerto 
Enxurrada 
Encher – provém de cheio 
Enchumaçar – provém de chumaço 
 
e) Usa-s x após ditongo: 
ameixa 
caixa 
peixe 
 
Exceções: recauchutar, guache 
 
 
 
 
 
 |5| 
 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
● Acento tônico/ gráfico 
 
1. Sílaba tônica - A sílaba proferida com mais intensidade 
que as outras é a sílaba tônica. Esta possui o acento 
tônico, também chamado acento de intensidade ou 
prosódico. Nem sempre a sílaba tônica recebe acento 
gráfico. Exemplos: 
cajá, caderno, lâmpada 
 
2. Sílaba subtônica - Algumas palavras geralmente 
derivadas e polissílabas, além do acento tônico, possuem 
um acento secundário. A sílaba com acento secundário é 
chamada de subtônica. 
Exemplos: terrinha, sozinho 
 
3. Sílaba átona - As sílabas que não são tônicas nem 
subtônicas chamam-se átonas. Podem ser pretônicas 
(antes da tônica) ou postônicas (depois da tônica), 
 
Exemplos: 
Barata (átona pretônica, tônica, átona postônica) 
Máquina (tônica, átona postônica, átona postônica) 
 
Não confunda acento tônico com acento gráfico. 
O acento tônico está relacionado com intensidade de som 
e existe em todas as palavras com duas ou mais sílabas. 
O acento gráfico existirá em apenas algumas palavras e 
será usado de acordo com regras de acentuação. 
 
Quanto aos monossílabos, eles podem ser: 
a) Átonos: não possuem acentuação própria, isto é, são 
pronunciados com pouca intensidade: o, lhe, e, se, a. 
b) Tônicos: possuem acentuação própria, isto é, são 
pronunciados com muita intensidade: lá, pá, mim, pôs, 
tu, lã. 
 
Os monossílabos tônicos soam distintamente no 
interior da frase:já os monossílabos átonos, não 
possuindo acentuação própria, soam como uma sílaba da 
palavra anterior ou da palavra posterior. 
 
Quero encontrá-la lá. 
Dê o livro de Português. 
Tenho dó do menino. 
 
A distinção entre monossílabo tônico e monossílabo 
átono depende do contexto, ou seja, eles têm que ser 
analisados numa frase. Fora do contexto, todos os 
monossílabos são tônicos. 
 
Classificação das palavras quanto à sílaba tônica 
 
Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras 
classificam-se em: 
a) Oxítonas: a sílaba tônica é a última sílaba da palavra. 
Exemplos: ma-ra-cu-já, ca-fé, re-com-por. 
 
b) Paroxítonas: a sílaba tônica é a penúltima sílaba da 
palavra. 
Exemplos: ca-dei-ra, ca-rá-ter, me-sa. 
c) Proparoxítonas: a sílaba tônica é a antepenúltima 
sílaba da palavra. 
Exemplos: sí-la-ba, me-ta-fí-si-ca, lâm-pa-da. 
 
Nem sempre a sílaba tônica vem indicada com 
acento gráfico. Dessa forma, é fundamental distinguir o 
acento tônico do acento gráfico. 
 
Acento tônico é o acento da fala; marca a maior 
intensidade na pronúncia de uma sílaba. 
O acento gráfico é o sinal utilizado, em algumas 
palavras, para indicar a sílaba tônica. 
 
Acentuação gráfica 
 
1. Regras gerais: 
Para acentuar corretamente as palavras, convém 
observar as seguintes regras: 
 
1.1. Proparoxítonas 
 
Todos os vocábulos proparoxítonos são 
acentuados. 
Exemplos: árvore, metafísica, lâmpada, pêssego, 
quiséssemos, África, Ângela. 
 
1.2. Paroxítonas 
 
São acentuados os vocábulos paroxítonos 
terminados em: 
i(s): júri, júris, lápis, tênis. 
us: vírus, bônus. 
um/uns: álbum, álbuns. 
r: caráter, mártir, revólver. 
x: tórax, ônix, látex. 
n: hífen, pólen, mícron, próton. 
l: fácil, amável, indelével. 
Ditongo: Itália, Áustria, memória, cárie, róseo, Ásia, 
Cássia, fáceis, imóveis, fósseis, jérsei. 
ão(s): órgão(s), sótão(s), ófão(s), bênção(s). 
ã(s): órfã(s), ímã(s). 
ps: bíceps, fórceps 
 
Não se acentuam os paroxítonos terminados em 
ens: hifens, polens, jovens, nuvens, homens. 
Não se acentuam os prefixos paroxítonos 
terminados em i ou r: super-homem, inter-helênico, semi-
selvagem. 
 
1.3. Oxítonas 
 
São acentuados os vocábulos terminados em: 
a(s), e(s), o(s): maracujá, ananás, café, você, dominó, 
paletós, vovô, vovó, Paraná. 
 
em/ens: armazém, vintém, armazéns, vinténs. 
 
 
 
 
 
 
 |6| 
Acentuam-se também os monossílabos tônicos 
terminados em a, e, o (seguidos ou não de s): pá, pé, pó, 
pás, pés, pós, lê, dê, hás, crês. 
As formas verbais terminadas em a, e, o tônicos 
seguidos de lo, la, los, las também são acentuadas: amá-
lo, dizê-lo, repô-lo, fá-lo, repô-la, fá-lo-á, pô-lo, 
comprá-la-á. 
O til vale como acento tônico se outro acento não 
figura no vocábulo: lã, fã, irmã, alemã. 
 
2. Regras especiais 
 
Além das anteriormente vistas, cumpre observar 
ainda as seguintes regras: 
 
a) Acentuam-se os ditongos de pronúncia aberta éu, éi, 
ói APENAS em palavras oxítonas ou monossilábicas: 
chapéu, céu, anéis, pastéis, coronéis, herói. 
 
Observação: Não se acentuam os ditongos abertos 
de palavras paroxítonas: jiboia – plateia – estreia – 
paranoia – heroico, etc 
 
b) Coloca-se acento nas vogais i e u que formam hiato 
com a vogal anterior: sa-í-da, sa-ís-te, sa-ú-de, ba-la-
ús-tre, ba-ú, ra-í-zes, ju-í-zes, Lu-ís, pa-ís, He-lo-í-
sa, Ja-ú. 
 
Observações: 
Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, 
ru-im, sa-ir-des, ju-iz. Também não se acentua o 
hiato seguido do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha, 
ba-i-nha. 
Observações finais 
i) Os verbos ter e vir levam acento circunflexo na 
3ª pessoa do plural do presente do indicativo: ele tem/ 
eles têm, ele vem/eles vêm. 
 
ii) Os verbos derivados de ter e vir levam acento agudo na 
3ª pessoa do singular e acento circunflexo na 3ª pessoa 
do plural do presente do indicativo: ele retém/ eles retêm, 
ele intervém /eles intervêm. 
 
iii) Recebem acento diferencial as seguintes palavras: 
 
pôr (verbo), para diferenciar de por (preposição). 
pôde(3ª pessoa do singular do pretérito perfeito), para 
diferenciar de pode (3ª pessoa do singular do presente o 
indicativo) 
Não mais recebem acento diferencial: para 
(preposição e verbo), pera (fruta), polo (extremidades do 
eixo da Terra e nome de um jogo) 
 
 O USO DOS PORQUÊS: 
 
POR QUE - grafa-se separadamente e sem acento: 
 
a) Orações interrogativas diretas (equivale a por que 
motivo): Por que ele saiu? 
b) Orações interrogativas indiretas (equivale a por que 
motivo): Não sei por que ele saiu. 
 
c) Pronome relativo (equivale a pelo(a) qual): 
 
O caminho por que (pelo qual) passei era difícil. 
 
POR QUÊ - grafa-se separadamente e com acento, 
quando ocorrer no fim de frases interrogativas (equivale a 
por que motivo): 
 
Ele saiu cedo, por quê? 
Você não aceitou minha sugestão. Por quê? 
 
PORQUE - grafa-se numa única palavra quando for 
empregado como conjunção, geralmente causal ou 
explicativa. Neste caso pode ser substituído pela 
conjuncão pois. É a resposta da pergunta. 
 
Saí cedo, porque tinha um sério compromisso. 
 
PORQUÊ - grafa-se numa única palavra e acentuado 
quando for substantivo. 
 
Não sei o porquê de sua revolta. 
 
Nesse caso, pode ser reconhecido: 
 
a) pela anteposição do artigo; 
b) substituindo-o pelas palavras “motivo”, “causa”. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 |7| 
MORFOLOGIA 
 
 PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
● Conceitos Importantes 
 
Palavras Cognatas 
 
 São palavras que possuem o mesmo radical. Também 
conhecidas por famílias etimológicas 
 
Ex.: locutor 
 locutório 
 elocução 
 interlocutor 
 locução 
 
Derivação 
 Acréscimo de afixos (Prefixos e/ou Sufixos) à 
palavra primitiva 
 
Ex.: des + honra = desonra 
 
Composição 
 
 União de dois ou mais radicais 
 
Ex.: ponta + pé = pontapé 
 
● Tipos de Derivação 
 
1) Derivação Prefixal 
Exemplos: desleal, inapto, infeliz, subsolo, retroagir, etc. 
 
2) Derivação Sufixal 
Exemplos: lealdade, deslocamento, felizmente, idiotismo, 
etc. 
 
3) Derivação Prefixal e Sufixal 
Exemplos: deslealdade, infelizmente, etc. 
 
4) Derivação Parassintética 
Forma-se palavra pela anexação SIMULTÂNEA de prefixo 
e sufixo à palavra primitiva. 
 
Exemplos: a + noite + ecer = anoitecer 
en + gaiola + ar = engaiolar 
a + manhã + ecer = amanhecer 
 
Observação: Na derivação prefixal e sufixal, para formar 
palavra, não há obrigatoriedade de acréscimo simultâneo 
de prefixo e sufixo. 
 
5) Derivação Regressiva 
A palavra primitiva reduz-se ao formar a palavra 
derivada. Também conhecida como deverbal. 
Exemplos: cantar  canto 
roubar  roubo 
vender  venda 
flamengo  mengo 
 
Observação: Não confundir a derivação regressiva com a 
sufixal. Na primeira, o substantivo se forma a partir do 
verbo. Já na segunda, o verbo se forma a partir do 
substantivo. 
 
Exemplos: Roubar  Roubo (Derivação Regressiva) 
 Vender  Venda (Derivação Regressiva) 
 Ancorar  Âncora (Derivação Sufixal) 
 
6) Derivação Imprópria 
A derivação imprópria ocorre quando determinada 
palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em 
sua forma, muda de classe gramatical. 
Exemplos: 
a) Os adjetivos passam a substantivos 
Os bons serão contemplados. 
 
b) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos 
Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. 
 
c) Os infinitivos passam a substantivos 
O andar de Roberta era fascinante. 
O badalar dos sinos soou na cidadezinha. 
 
d) Os substantivos passam a adjetivos 
O funcionário fantasmafoi despedido. 
O menino prodígio resolveu o problema. 
 
e) Os adjetivos passam a advérbios 
Falei baixo para que ninguém escutasse. 
 
f) Palavras invariáveis passam a substantivos 
Não entendo o porquê disso tudo. 
 
g) Substantivos próprios tornam-se comuns. 
Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e 
exigente) 
 
● Tipos de Composição 
 
1) Por Justaposição 
 
Consiste em formar compostos que ficam lado a lado, ou 
seja, justapostos, sem que nenhum dos agregados sofra 
alteração em sua forma original. 
 
Exemplos: 
passatempo (passa + tempo), 
girassol (gira + sol), 
couve-flor (couve + flor) 
 
2) Por Aglutinação 
 
Consiste em formar compostos em que ao menos um dos 
elementos agregados sofre alteração em sua forma 
original 
 
Exemplos: 
aguardente (água + ardente), 
planalto (plano + alto), 
embora (em + boa + hora) 
 
 
 
 
 
 
 |8| 
OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS 
 
1) Hibridismo 
 
Consiste na formação de palavras compostas por 
elementos provenientes de idiomas diferentes. 
 
Exemplos: 
automóvel (grego e latim) 
burocracia (francês e grego) 
sociologia (latim e grego) 
 
2) Estrangeirismo 
 
Ocorre quando não existe, na nossa língua, uma palavra 
que nomeie o determinado ser, sensação ou fenômeno. 
Há, portanto, uma incorporação literal de um vocábulo 
usado em outra língua, sem nenhuma adaptação ao 
português falado. 
 
Exemplos: 
internet, hardware, iceberg, mouse, etc. 
 
3) Empréstimo Linguístico 
 
Ocorre quando há incorporação de um vocábulo 
pertencente a outra língua, adaptando-o ao português 
falado. 
 
Exemplos: 
estresse, futebol, bife, blecaute, etc 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS (GENERALIDADES) 
 
A gramática portuguesa divide as palavras do 
idioma em dez classes. Dentre as dez, há duas que 
podemos chamar de básicas ou nucleares: o substantivo 
e o verbo. 
 
Com apenas essas duas classes de palavras, 
podem-se construir frases, tais como: 
 
Acidentes acontecem. (substantivo + verbo) 
Barulho incomoda. (substantivo + verbo) 
 
 
1) SUBSTANTIVO 
Pertencem a essa classe todas as palavras que designam 
os seres em geral, as entidades reais ou imagináveis. 
 
Exemplos: mesa, lua, luz, fada, centauro, ilusão, tristeza. 
 
 
2) VERBO 
Pertencem a essa classe as palavras que designam 
ações, processos que ocorrem com os seres em geral. 
 
Exemplos: brilhar, correr, padecer, sorrir, pôr, ter. 
OS SATÉLITES DOS SUBSTANTIVOS 
 
3) ADJETIVO 
Classe de palavras que servem para indicar as 
qualidades, as propriedades do substantivo. 
 
Exemplos: 
poroso 
leve 
giz branco 
frágil 
comprido 
 
(substantivo + adjetivos) 
 
 
LOCUÇÃO ADJETIVA 
 
Trata-se de uma expressão formada de preposição mais 
substantivo, qualificadora de outro substantivo. 
 
Exemplos: 
de madeira 
de tijolo 
casa sem porta 
com varanda 
de praia 
 
(substantivo + locuções adjetivas) 
 
 
4) NUMERAL 
Classe que, em princípio, serve para indicar a quantidade 
dos substantivos, quantos são eles (um, dois, dez, o triplo, 
o quádruplo, um terço, um quinto). 
 
O numeral ordinal indica em que posição se localiza certo 
substantivo numa escala de números dispostos em série 
(décimo, trigésimo, centésimo). 
 
 
5) ARTIGO 
Classe que serve, basicamente, para indicar se o 
substantivo é concebido como algo já definido e conhecido 
previamente, ou como algo indefinido e ainda não 
nomeado. 
 
Exemplos: 
 
Era uma vez um cordeiro e um lobo que bebiam água à 
beira de um córrego. 
Então, o lobo disse para o cordeiro: ―Por que está você 
sujando o córrego em que estou bebendo?‖ 
 
Como se vê, os artigos indefinidos (um) no trecho I 
servem para indicar que os substantivos cordeiro, lobo e 
córrego não haviam ainda sido citados, tratando-se, pois, 
de entidades indefinidas. 
 
No trecho II, os artigos definidos (o) indicam que os três 
substantivos já são dados como conhecidos por terem 
sido anteriormente mencionados. 
 
 
 
 
 
 |9| 
OBSERVAÇÃO: 
No interior da frase, a sequência formada pelo substantivo 
e seus satélites é chamada de grupo nominal. 
 
Exemplo: 
Os dois principais pilotos do Brasil abandonaram a 
corrida. 
(grupo nominal) 
 
 
O SATÉLITE DO VERBO 
 
6) ADVÉRBIO 
Como o próprio nome indica, pertencem a essa classe as 
palavras que se associam ao verbo para indicar as várias 
circunstâncias que envolvem a ação. 
 
Exemplos: 
suavemente 
ontem 
A aeronave pousou 
aqui 
longe 
(verbo + advérbios) 
 
 
LOCUÇÃO ADVERBIAL 
Trata-se de uma expressão formada de preposição mais 
substantivo, modificadora do verbo. 
 
Exemplos: 
com suavidade 
por acaso 
A aeronave pousou 
sem atraso 
no deserto 
 
(verbo + locuções adverbiais) 
 
 
OBSERVAÇÃO: 
O advérbio pode também ser associado: 
 
• Ao adjetivo 
Ayrton Senna era um piloto muito arrojado (substantivo 
+ advérbio + adjetivo) 
 
• A outro advérbio 
A notícia chegou muito cedo. (verbo + advérbio + 
advérbio) 
 
 
7) PRONOME 
É uma classe de palavras que serve para indicar uma das 
três pessoas do discurso ou situar alguma coisa em 
relação a essas três pessoas. 
 
Por convenção, considera-se: 
— 1ª pessoa: a que fala; 
— 2ª pessoa: aquela com quem se fala; 
— 3ª pessoa: aquela de quem se fala. 
PRONOME ADJETIVO 
Vem sempre associado a um substantivo da frase. 
 
Exemplo: 
Chegou a sua encomenda. (pronome adjetivo + 
substantivo) 
 
PRONOME SUBSTANTIVO 
Vem sempre num lugar que é próprio de substantivo. 
 
Exemplo: 
Chegou notícia sobre o governador (substantivo) 
Ele não quis dar entrevistas (pronome substantivo) 
 
CONECTIVOS 
Duas classes de palavras possuem a função de conectar 
elementos da frase: a preposição e a conjunção. 
 
8) PREPOSIÇÃO 
Classe de palavras que serve para estabelecer conexão 
entre uma palavra e outra. 
 
Exemplo: 
Um homem de chapéu me olhou com desconfiança. 
(preposição) 
 
As preposições mais usuais são: 
a, ante, após, até 
com, contra 
de, desde 
em, entre 
para, perante, por 
sem, sob, sobre. 
 
9) CONJUNÇÃO 
Classe de palavras que estabelece conexão entre uma 
oração e outra. 
 
Exemplo: 
Só me declararam que o tempo estava bom. 
Chegou atrasado, pois seu carro estava no conserto. 
 
10) INTERJEIÇÃO 
Pertencem a essa classe palavras invariáveis que 
exprimem, de maneira inarticulada (impossível de 
segmentar), sentimentos e reações de natureza 
emocional. 
 
Exemplos: Ah! Oh! Alô! Olá! 
 
APROFUNDAMENTO EM PRONOMES 
 
O pronome é a palavra que substitui o substantivo 
(pronome substantivo) ou o acompanha (pronome 
adjetivo), indicando sua posição em relação às pessoas do 
discurso ou situando-o no espaço e tempo. 
 O pronome flexiona-se em gênero (masculino e 
feminino), número (singular e plural) e pessoa (primeira, 
segunda e terceira). 
 
 
 
 
 
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1) Pronomes Pessoais 
 
Pronome pessoal é aquele que indica as pessoas do 
discurso. 
Primeira pessoa: aquela que fala (emissor) 
Segunda pessoa: aquela com que se fala (receptor) 
Terceira pessoa: aquela de quem se fala (referente) 
 
O pronome pessoal flexiona-se em gênero, número, 
pessoa e caso (reto ou oblíquo). 
 
 Pronome pessoal do caso reto: exerce função de 
sujeito da oração. 
 Ex: Eu vou pra casa. 
 
 Pronome pessoal do caso oblíquo: exerce a função 
de complemento. 
 
Os pronomes pessoais oblíquos dividem-se em 
átonos e tônicos. Os tônicos sempre vêm precedidos de 
preposição, e os átonos não. 
 
Ex: Tome a sua riqueza, e fique com ela. (oblíquo tônico)
 
Mamãe mandou me chamar. (oblíquo átono) 
 
Os pronomes ele, ela, nós, vós, eles, elas, quando 
precedidos de preposição, são oblíquos tônicos. 
 
Pronomes pessoais 
Número Pessoa 
Pronomesretos 
Pronomes oblíquos 
Átonos Tônicos 
Singular 
Primeira 
Segunda 
Terceira 
Eu 
Tu 
Ele, Ela 
Me 
te 
o, a, lhe, se 
mim, 
comigo 
ti, contigo 
si, consigo 
Plural 
Primeira 
Segunda 
Terceira 
Nós 
Vós 
Eles, Elas 
Nos 
vos 
os, as, lhes, 
se 
nós, 
conosco 
vós, 
convosco 
eles, elas, 
si, consigo 
 
OBSERVAÇÕES: 
A) Utilizam-se as formas nós e vós em vez de conosco 
ou convosco quando vierem reforçadas por numeral 
ou pronome: 
 
Ex: Eles ficaram com nós dois. 
 Paulo irá com nós todos. 
 
B) Após preposição, utilizam-se sempre os pronomes 
oblíquos tônicos mim e ti, nunca eu ou tu. 
 
Ex: Este problema é entre você e mim. 
 Não há nada entre mim e ele. 
 Este problema é entre eu e você (ERRADO). 
 Este problema é entre você e eu. (ERRADO) 
 
C) Empreste seu caderno para mim. (a preposição rege 
o pronome) 
Empreste seu caderno para eu estudar. (a preposição 
rege o verbo) 
 
2) Pronome de tratamento: É a palavra (ou locução) com 
valor de pronome pessoal. 
 
ATENÇÃO: É usado para designar a segunda ou 
terceira pessoa do discurso, e sempre concorda com 
a terceira pessoa. 
 
Ex: Você vai estudar ? 
 Vossa Alteza tem algum problema ? (falando com 
um príncipe) 
 Sua Alteza está preocupada. (falando de um 
príncipe) 
 
SINGULAR PLURAL USO 
Vossa Alteza 
(V.A.) 
Vossas Altezas 
(VV.AA.) 
Príncipes, 
duques 
 
Vossa Eminência 
(V.Em.ª) 
Vossas 
Eminências 
(V.Em.
as
) 
Cardeais 
 
Vossa 
Excelência 
(V.Ex.ª) 
Vossas 
Excelências 
(V.Ex.
as
) 
Altas autoridades 
 
Vossa 
Magnificência 
(V. Mag.ª) 
Vossas 
Magnificências 
(V.Mag.
as
) 
Reitores de 
universidade 
Vossa Majestade 
(V.M.) 
Vossas 
Majestades 
(VV.MM.) 
Reis, 
imperadores 
 
Vossa 
Reverendíssima 
(V.Rev.
ma
) 
Vossas 
Reverendíssimas 
(V.Rev.
mas
) 
Sacerdotes 
 
Vossa Senhoria 
(V.S.ª) 
Vossas 
Senhorias 
(V.S.
as
) 
Oficiais, 
funcionários 
graduados e na 
linguagem 
comercial 
 
3) Pronomes Possessivos 
 
Pronome possessivo é aquele que associa a ideia 
de posse às pessoas do discurso. 
 
Ex: Meu amigo sofreu muito. 
 
PRONOMES POSSESSIVOS 
Pessoa Um possuidor Mais de um 
possuidor 
Uma 
coisa 
possuída 
Mais de 
uma coisa 
possuída 
Uma coisa 
Possuída 
Mais de 
uma 
coisa 
possuída 
Primeira 
Segunda 
Terceira 
meu, 
minha 
teu, tua 
seu, sua 
meus, 
minhas 
teus, tuas 
seus, suas 
nosso, 
nossa 
vosso, 
vossa 
seu, sua 
nossos, 
nossas 
vossos, 
vossas 
seus, 
suas 
 
 
 
 
 
 |11| 
O pronome concorda em gênero e número com a 
coisa possuída, e em pessoa com o possuidor. 
OBSERVAÇÕES: 
 
A) Para evitar ambiguidades, podemos utilizar as formas 
dele, dela, deles, delas. 
 
Ex: João e Maria gritaram quando a bala atingiu sua perna. 
 
João e Maria gritaram quando a bala atingiu a perna dele. 
 
B) Pronome possessivo adjetivo: Minha casa é bela. 
 Pronome possessivo substantivo: Meu carro é 
negro. E o seu ? 
 
C) Os pronomes oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vos, 
lhes podem ter valor de possessivo. 
 
Ex: Beijei-lhe as mãos. = Beijei as suas mãos. 
 
―Tua nobre presença à lembrança / A grandeza da 
pátria nos traz‖ 
= Tua nobre presença traz a grandeza da pátria à 
nossa lembrança. 
 
―A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face‖. 
(José Mauro de Vasconcelos) 
= A repulsa estampava-se nos músculos de sua face. 
 
4) Pronomes Demonstrativos 
 
Pronome demonstrativo é aquele que indica a 
posição de um ser em relação às pessoas do discurso, 
situando-o no tempo ou no espaço. 
 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS 
Pessoa 
Situação 
no espaço 
Situação 
no tempo 
Pronomes 
variáveis 
Pronomes 
invariáveis 
Primeira 
Proximida
de da 
pessoa 
que fala 
Presente 
este, esta 
estes, 
estas 
isto 
Segunda 
Proximida
de da 
pessoa 
com que 
se fala ou 
coisa 
pouco 
distante 
Passado 
ou futuro 
próximos 
esse, essa 
esses, 
essas 
isso 
Terceira 
Proximida
de da 
pessoa de 
quem se 
fala ou 
coisa 
muito 
distante 
Passado 
remoto 
aquele, 
aquela 
aqueles, 
aquelas 
aquilo 
 
OBSERVAÇÕES 
A) As palavras o, a, os, as podem desempenhar o papel 
de pronomes demonstrativos. 
 
Ex: Vai e faze o que deves fazer. (= aquilo que deve 
fazer) 
Leve esse dinheiro – é tudo o que tenho (= aquilo) 
 
B) As palavras semelhante, próprio, mesmo também podem 
desempenhar o papel de pronomes demonstrativos. 
 
Ex: Estivemos reunidos naquela mesma noite. 
 Os próprios diretores se enganaram. 
 Não aceito tais condições. 
 
C) Os pronomes demonstrativos podem fazer referência 
a elementos do próprio discurso. 
 
Ex: Pedro Paulo e René são nossos professores: este, 
de geografia, e aquele, de matemática. 
 
5) Pronomes Relativos 
 
Pronome relativo é aquele que se refere a um termo 
expresso anteriormente. 
 
Pronomes relativos 
Variáveis Invariáveis 
o qual 
cujo 
quanto 
que 
quem 
onde 
 
 Ex: a escola onde estudo 
 o professor que fala inglês 
 a tia em cuja casa morei 
 
a) Emprego dos Pronomes Relativos 
 
 Que, chamado pronome relativo universal, é o 
pronome relativo mais usado, podendo referir-se a 
pessoa ou coisa, no singular ou no plural. 
 
Ex: Esta é a criança que estava chorando ontem. 
 
 O qual (e flexões) é utilizado depois de pessoa ou 
coisa, por razões de clareza. 
 
Ex: A filha do meu primo, a qual estuda em Brasília, ficará 
em minha casa. 
 
 Cujo (e flexões) normalmente estabelece uma relação 
de posse entre o antecedente e o termo que especifica. 
 
Ex: O convidado cujo filho não se comportar será 
advertido. (filho do convidado) 
Os meninos cujas unhas estavam limpas foram elogiados. 
(unhas dos meninos) 
 
 ATENÇÃO: Nunca devemos usar artigo 
definido depois de cujo e suas flexões. 
 
Ex: Este é o pai cujo o filho é o infrator.(ERRADO) 
 
 
 
 
 
 |12| 
 Quem refere-se unicamente a pessoa ou a coisa 
personificada. 
 
Ex: Nunca mais vi o cachorro a quem eu amava tanto. 
Confirmou-se a culpa do profissional de quem eu 
suspeitava. 
 
 Onde é utilizado unicamente na indicação de lugar. 
 
Ex: Itajubá é uma cidade onde o ensino é valorizado. 
 
 Quando é utilizado na indicação de tempo. 
 
Ex: Estávamos esperando o momento quando o céu se 
tornaria azul. 
 
 Como é utilizado na indicação de modo. 
 
Ex: Não aprovo a maneira como você foi tratado. 
 
b) Emprego de preposições antes de pronomes 
relativos 
 
Se, na segunda oração, for necessária uma preposição 
antes do termo substituído pelo pronome relativo, essa 
preposição deverá ser colocada antes do pronome. 
 
Ex: Este é o livro. Eu falei do livro. 
 Este é o livro de que eu falei. 
 
Observe os seguintes exemplos: 
 
Esse é o livro a que eu me referi. (referi-me ao livro) 
 
Minha namorada é a menina com quem eu saí ontem. (saí 
com a menina) 
 
O professor ao qual eu entreguei o livro não veio hoje. 
(entreguei ao professor) 
 
Não cuspa no prato em que você comeu. (comeu no 
prato) 
 
O filme a que você fez referência é muito bonito. 
(referência ao filme) 
 
Os remédios dos quais temos necessidade foram 
entregues. (necessidade dos remédios) 
 
A regra também é válida para o pronome relativo 
cujo(a). Observe: 
 
O professor a cuja aula faltei esclareceu minhas dúvidas. 
(faltei à aula do professor) 
 
O técnico de cuja ajuda necessito está aqui. (necessito da 
ajuda do técnico) 
 
O estagiário com cujo irmão falei acaba de chegar. (falei 
com o irmãodo estagiário) 
 
O presidente sobre cuja vida escrevi faleceu. (escrevi 
sobre a vida do presidente) 
OBSERVAÇÕES 
 
A) O qual (e flexões) é exclusivamente pronome relativo. 
A substituição de que, quem e onde por o qual permite 
verificar se essas palavras são pronomes relativos. 
 
O livro que eu li. = O livro o qual eu li. 
O engenheiro com quem eu falei. = O engenheiro com o 
qual eu falei. 
A fazenda onde eu estive. = A fazenda na qual eu estive. 
 
B) Não se usa artigo depois de cujo. ―Cujo o filho‖ é 
incorreto. 
 
C) Onde equivale a em que, no qual. 
 
A casa onde eu morei. = A casa em que eu morei. 
 
Como onde só é utilizado na indicação de lugares, 
expressões como ―a festa onde eu conheci você‖ estão 
incorretas, sendo mais adequado ―a festa em que eu 
conheci você‖. (Observe que uma festa não é um lugar, 
mas uma ocasião). 
 
 
6) Pronomes Indefinidos 
 
Pronome indefinido é aquele que se refere aos 
seres de modo impreciso, indeterminado, genérico. 
 
Ex: Alguém estava me seguindo. 
 
Pronomes indefinidos 
Variáveis Invariáveis 
Algum, nenhum, todo, 
outro, muito, pouco, 
certo, vários, tanto, 
quanto, qualquer, um 
alguém, ninguém, tudo, 
outrem, nada, cada, algo, 
algures, alhures, nenhures 
 
OBSERVAÇÕES 
 
Chamam-se locuções pronominais indefinidas os 
grupos de palavras com valor de pronome indefinido. 
 
Ex: quem quer que, cada qual, todo aquele, seja quem for, 
etc. 
 
7) Pronomes Interrogativos 
 
 Pronome interrogativo é aquele utilizado para 
formular uma pergunta. Os principais são: quem, que, 
qual, quanto. 
 
Ex: Quantos anos você tem? 
 Qual o seu nome? 
 
OBSERVAÇÕES 
 
A) Pelo próprio caráter da interrogação, os pronomes 
interrogativos assemelham-se aos pronomes 
indefinidos. 
B) Interrogações indiretas: Gostaria de saber quem pintou 
essa obra. 
 
 
 
 
 
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Aprofundamento em Verbos 
 
1) Formação dos Tempos Verbais 
 
Temos, na Língua Portuguesa, apenas três tempos 
primitivos: Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito do 
Indicativo e Infinitivo Impessoal. Deles, derivam os demais 
tempos verbais. Vejamos como se dá essa formação: 
 
 
 Tempos derivados do Presente do Indicativo 
 
O Presente do Indicativo forma o Presente do 
Subjuntivo e o Modo Imperativo. 
 
a) Presente do Subjuntivo 
 
O Presente do Subjuntivo é obtido pela 
eliminação da desinência -o da primeira pessoa do 
singular do presente do indicativo (eu). 
Aos verbos de 1ª conjugação, acrescenta-se -e; 
aos de 2ª e 3ª, -a, acrescentando-se, ainda, as mesmas 
desinências do Presente do Subjuntivo para os verbos 
regulares. 
 
Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender 
e sorrir. 
 
Eu canto (- o + e) = talvez eu cante, tu cantes, ele cante, 
nós cantemos, vós canteis, eles cantem 
 
Eu vendo (- o + a) = é possível que eu venda, tu vendas, 
ele venda, nós vendamos, vós vendais, eles vendam 
 
Eu sorrio (-o + a) = quem sabe eu sorria, tu sorrias, ele 
sorria, nós sorriamos, vós sorriais, eles sorriam 
 
Exceções: 
 
querer = Eu quero / queira, queiras, queira, queiramos, 
queirais, queiram. 
 
ir = Eu vou / vá, vás, vá, vamos, vades, vão. 
 
saber = Eu sei / saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, 
saibam. 
 
ser = Eu sou / seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam. 
 
haver = Eu hei / haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam. 
 
 
b) Imperativo Afirmativo 
O Imperativo Afirmativo provém do Presente do 
Indicativo e do Presente do Subjuntivo. 
 
Tu e vós provêm do Presente do Indicativo, sem a 
desinência -s; 
Você, nós e vocês provêm do Presente do Subjuntivo. 
 
Por exemplo, veja a conjugação do verbo cantar. 
 
Presente do indicativo: Eu canto, tu cantas, ele canta, nós 
cantamos, vós cantais, eles cantam. 
 
Presente do Subjuntivo: Talvez eu cante, tu cantes, ele 
cante, nós cantemos, vós canteis, eles cantem. 
 
Imperativo Afirmativo: 
canta (tu), cante(você), cantemos(nós), cantai(vós), 
cantem(vocês). 
 
Exceção: 
Ser = sê tu, seja você, sejamos nós, sede vós, sejam vocês. 
 
c) Imperativo Negativo 
O Imperativo Negativo provém do Presente do 
Subjuntivo. 
 
Por exemplo, veja a conjugação do verbo cantar: 
Não cantes(tu), Não cante(você), Não cantemos(nós), 
Não canteis(vós), Não cantem(vocês). 
 
 Tempos derivados do Pretérito Perfeito do 
Indicativo 
 
O Pretérito Perfeito do Indicativo forma o Pretérito 
Mais-que-perfeito do Indicativo, o Futuro do Subjuntivo e o 
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo. 
 
a) Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo 
 
O Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo é 
obtido pela eliminação da desinência -ste da segunda 
pessoa do singular (tu), acrescentando-se as respectivas 
desinências número-pessoais. 
 
Por exemplo, veja a conjugação dos verbos ver, vir e pôr. 
 
Tu viste - ste = eu vira, tu viras, ele vira, nós víramos, 
vós víreis, eles viram 
 
Tu vieste - ste = eu viera, tu vieras, ele viera, nós 
viéramos, vós viéreis, eles vieram 
 
Tu puseste – ste = eu pusera, tu puseras, ele pusera, 
nós puséramos, vós puséreis, eles puseram 
 
b) Futuro do Subjuntivo 
 
O Futuro do Subjuntivo é obtido pela eliminação da 
desinência -ste da segunda pessoa do singular do pretérito 
perfeito do indicativo (tu), acrescentando-se as respectivas 
desinências número-pessoais. O Futuro do Subjuntivo sempre 
é iniciado pelas conjunções quando ou se. Por exemplo, veja 
a conjugação dos verbos ver, vir e pôr. 
 
Tu viste - ste = quando eu vir, tu vires, ele vir, nós 
virmos, vós virdes, eles virem. 
 
Tu vieste - ste = quando eu vier, tu vieres, ele vier, nós 
viermos, vós vierdes, eles vierem. 
 
Tu puseste - ste = quando eu puser, tu puseres, ele 
puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem. 
 
 
 
 
 
 |14| 
c) Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 
 
O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo é obtido 
pela eliminação da desinência -ste da segunda pessoa 
do singular do pretérito perfeito do indicativo (tu), 
acrescentando-se as respectivas desinências do Pretérito 
Imperfeito do Subjuntivo. 
O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo sempre é 
iniciado pelas conjunções caso ou se. Por exemplo, veja a 
conjugação dos verbos ver, vir e pôr. 
 
Tu viste - ste + sse = se eu visse, tu visses, ele visse, 
nós víssemos, vós vísseis, eles vissem. 
 
Tu vieste - ste + sse = se eu viesse, tu viesses, ele 
viesse, nós viéssemos, vós viésseis, eles viessem. 
 
Tu puseste - ste + sse = se eu pusesse, tu pusesses, 
ele pusesse, nós puséssemos, vós pusésseis, eles 
pusessem. 
 
 Tempos derivados do Infinitivo Impessoal 
 
O Infinitivo Impessoal forma o Futuro do Presente 
do Indicativo, o Futuro do Pretérito do Indicativo e o 
Pretérito Imperfeito do Indicativo. 
 
a) Futuro do Presente do Indicativo 
O Futuro do Presente do Indicativo é obtido 
pelo acréscimo ao infinitivo das desinências -ei / ás / á / 
emos / eis / ão. 
 
Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender 
e sorrir. 
cantar = eu cantarei, tu cantarás, ele cantará, nós 
cantaremos, vós cantareis, eles cantarão. 
vender = eu venderei, tu venderás, ele venderá, nós 
venderemos, vós vendereis, eles venderão. 
sorrir = eu sorrirei, tu sorrirás, ele sorrirá, nós 
sorriremos, vós sorrireis, eles sorrirão. 
 
b) Futuro do Pretérito do Indicativo 
 
O Futuro do Pretérito do Indicativo é obtido pelo 
acréscimo ao infinitivo das desinências -ia / ias / ia / íamos 
/ íeis / iam. 
 
Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender 
e sorrir. 
 
cantar = eu cantaria, tu cantarias, ele cantaria, nós 
cantaríamos, vós cantaríeis, eles cantariam. 
vender = eu venderia, tu venderias, ele venderia, nós 
venderíamos, vós venderíeis, eles venderiam. 
sorrir = eu sorriria,tu sorririas, ele sorriria, nós 
sorriríamos, vós sorriríeis, eles sorririam. 
 
Exceções: 
Os verbos fazer, dizer e trazer são conjugados no Futuro 
do Presente e no Futuro do Pretérito, seguindo-se as 
mesmas regras acima, porém sem as letras ze, sendo 
estruturados, então, assim: far, dir, trar. 
 
fazer = eu farei, tu farás, ele fará, nós faremos, vós fareis, 
eles farão. 
dizer = eu diria, tu dirias, ele diria, nós diríamos, vós 
diríeis, eles diriam. 
trazer = eu trarei, tu trarás, ele trará, nós traremos, vós 
trareis, eles trarão. 
 
b) Infinitivo Pessoal 
O Infinitivo Pessoal é obtido pelo acréscimo ao 
infinitivo das desinências / - / es / - / mos / des / em. 
 
Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender 
e sorrir. 
 
cantar = era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós 
cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. 
vender = era para eu vender, tu venderes, ele vender, 
nós vendermos, vós venderdes, eles venderem. 
sorrir = era para eu sorrir, tu sorrires, ele sorrir, nós 
sorrirmos, vós sorrirdes, eles sorrirem. 
 
c) Pretérito Imperfeito do Indicativo 
 
O Pretérito Imperfeito do Indicativo é obtido 
pela eliminação da terminação verbal -ar, -er, -ir do 
Infinitivo Impessoal, acrescentando-se a desinência -ava- 
para os verbos terminados em -ar e a desinência –ia para 
os verbos terminados em -er e -ir e, depois, as mesmas 
desinências número-pessoais para os verbos regulares 
( - / s / - / mos / is / m). 
 
Na segunda pessoa do plural (vós), troca-se o -a por -e. 
 
cantar - ar + ava = eu cantava, tu cantavas, ele cantava, 
nós cantávamos, vós cantáveis, eles cantavam. 
vender - er + ia = eu vendia, tu vendias, ele vendia, nós 
vendíamos, vós vendíeis, eles vendiam. 
sorrir - ir + ia = eu sorria, tu sorrias, ele sorria, nós 
sorríamos, vós sorríeis, eles sorriam. 
 
Exceções 
 
Os verbos que não seguem as regras acima são ter, pôr, 
vir e ser. 
 
Ter = tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham. 
Pôr = punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham. 
Vir = vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham. 
Ser = era, eras, era, éramos, éreis, eram. 
 
2) Uso dos Tempos Verbais 
 
 Quando uma pessoa diz "Tomo banho todos os 
dias", será que naquele exato momento ela está tomando 
banho? Não. O verbo está no presente, mas sua função é 
indicar um fato que se repete, um presente habitual. 
Numa aula de história o professor fala: "Então, 
nesse dia, Napoleão invade ..." A forma verbal "invade", 
que é presente, não indica que naquele momento 
Napoleão está invadindo algum lugar. Na frase, o tempo 
presente do verbo "invadir" faz remissão a um fato que 
ocorreu no passado e traz esse passado mais para perto. 
 
 
 
 
 
 |15| 
Concluímos, então, que os tempos verbais têm 
outros valores além dos específicos. 
Tomemos o futuro do presente como ele aparece 
nos "Dez mandamentos" bíblicos: 
 
Amarás a Deus sobre todas as coisas 
Não tomarás seu santo nome em vão 
Guardarás os domingos e feriados 
Honrarás pai e mãe 
Não matarás 
Não pecarás contra a castidade 
Não furtarás .... 
 
"Não furtarás", ao pé da letra, significaria que é 
proibido furtar no futuro, apenas no futuro, o que abre a 
possibilidade de entender que o ato é perfeitamente 
aceitável no presente. Mas, na verdade, "não furtarás", 
que é futuro, tem nesse caso o valor de imperativo e, 
como tal, indica que é proibido furtar em qualquer tempo. 
O futuro do presente do indicativo pode ser 
empregado numa frase volitiva, que expressa vontade, 
desejo. A ideia de querer, de desejar, às vezes vem 
expressa de uma forma sutil. Veja a letra da canção "A 
cura", gravada por Lulu Santos: 
Existirá 
em todo porto tremulará a velha bandeira da vida 
acenderá 
todo o farol iluminará uma ponta de esperança... 
Você notou que a letra traz um tempo verbal, o 
futuro do presente, que não se usa muito no dia-a-dia, no 
Brasil. Não dizemos "amanhã eu farei", mas antes 
"amanhã eu vou fazer". Justamente pelo fato de não ser 
muito usado, o futuro do presente reveste-se de um 
caráter mais formal. A canção de Lulu tem um valor 
volitivo. No fundo, o que o artista está expressando é o 
desejo de que algumas coisas aconteçam. 
Conclusão Importantíssima 
 Ao analisar um tempo verbal, não se esqueça de 
considerar que ele pode indicar seu valor específico 
(literal) ou um valor paralelo (não-literal), ou seja, um valor 
decorrente de seu uso no idioma. 
 
 
3) Correlação dos Tempos Verbais 
 
Um dos assuntos mais recorrentes nos últimos 
vestibulares tem sido ―correlação verbal‖, ou seja, a 
harmonia, sintonia que se estabelece entre verbos e 
modos do mesmo período e, de uma forma mais 
abrangente, de um texto. 
Uma incorreta articulação entre os verbos muitas 
vezes causa mal-estar aos ouvidos. 
 Imagine-se ouvindo alguém dizer ao seu 
lado: “O que você espera que eu faço?”... Há algo de 
errado nisso aí, não é mesmo? 
Observe outro exemplo: “Os professores grevistas 
poderão sofrer retaliações se não voltassem ao 
trabalho.” 
Entre a locução verbal da primeira oração (verbo 
auxiliar no futuro do presente do indicativo) e o verbo da 
segunda (que se apresenta no pretérito imperfeito do 
subjuntivo), não houve ―sintonia‖, pois, enquanto o 
primeiro indica um fato real (ainda que se perceba uma 
possibilidade, fruto do valor do verbo auxiliar modal: eles 
poderão sofrer), o segundo verbo apresenta valor 
hipotética, como se fosse uma suposição (―se não 
voltassem ao trabalho‖). 
Duas formas seriam válidas, a depender do 
contexto: 
a) “Os professores grevistas poderiam sofrer retaliações 
se não voltassem ao trabalho.” – Nesse caso, ambas 
as construções situam-se no campo da suposição, da 
hipótese. Nesse caso, o texto poderia mostrar que os 
professores voltaram às salas de aula. Caso não 
tivessem feito isso, estariam sujeitos a retaliações. 
 
b) “Os professores grevistas poderão sofrer retaliações se 
não voltarem ao trabalho.” – Agora, as construções 
denotam fatos reais. Os professores estão em greve 
(fato) e poderão sofrer retaliações por esse motivo 
(fato) caso não retomem suas atividades. Na última 
oração, nota-se o valor condicional do futuro do 
subjuntivo. 
 
 Apresentamos, a seguir, algumas ―dobradinhas 
clássicas‖. 
 
- PRESENTE DO INDICATIVO + PRESENTE DO 
SUBJUNTIVO: 
 
“Quero que você me apresente ao diretor hoje 
mesmo!” 
 
- PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO + 
PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO: 
 
“Pedi que viesse à minha sala.” 
 
- PRESENTE INDICATIVO+ PRETÉRITO PERFEITO 
COMPOSTO DO SUBJUNTIVO: 
 
“Espero que ele tenha feito boa prova.” 
 
- FUTURO DO PRETÉRITO INDICATIVO+ PRETÉRITO 
MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO DO SUBJUNTIVO 
 
“Gostaria que você tivesse vindo à minha festa.” 
 
– FUTURO DO SUBJUNTIVO + FUTURO DO 
PRESENTE INDICATIVO 
 
“Quando eu passar no vestibular, rasparei a cabeça.” 
 
- PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO + 
FUTURO DO PRETÉRITO (simples ou composto) DO 
INDICATIVO: 
 
“Se eu passasse no vestibular, rasparia a cabeça.” 
 
 
 
 
 
 
 
 |16| 
- PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO 
SUBJUNTIVO + FUTURO DO PRETÉRITO 
COMPOSTO DO INDICATIVO: 
 
“Se eu tivesse passado no vestibular, teria raspado a 
cabeça.” 
 
4) Vozes Verbais 
 
Voz é a forma que o verbo assume para indicar 
sua relação com o sujeito. Há três tipos principais: 
 
a) Voz Ativa: indica que o sujeito pratica a ação verbal 
(sujeito agente). 
 
Ex: 
Eu fiz os exercícios. 
―Em sonho, os pescadores sorriam‖.(Cecília Meireles) 
 
b) Voz passiva: indica que o sujeito sofre a ação verbal 
(sujeito paciente). 
 
Ex: 
Cantigas de sol e de água eram cantadas pelas filhinhas 
de pescadores. 
 
 A voz passiva pode apresentar-se das seguintes 
maneiras: Analítica (ser + particípio do verbo principal): 
 
Ex: 
Os exercícios foram feitos. 
As meninas eram conduzidas pelos pais. 
 
 
 Sintética ou Pronominal (3ª pessoa – verbo principal 
+ "se"): 
 
Ex: 
Fizeram-se os exercícios. 
Cantam-se canções de ninar. 
Quebrou-se o violão. 
 
 O “se”, neste caso, é chamado de pronome 
apassivador. 
 Pelos exemplos acima, pode-se perceber 
que o verbo principal apresenta-se conjugado na terceira 
pessoa do singular ou plural, de acordo com o sujeito 
paciente. 
 Observemos que, tanto na forma analítica quanto 
na sintética, apenas os verbos transitivos diretos e 
transitivos diretos e indiretos vão para a voz passiva. 
Em orações com verbos intransitivos ou transitivos 
indiretos ou de ligação, a voz passiva não ocorre. 
 
Vejamos: 
Precisa-se de encanador. 
Vive-se bem lá. 
Duvida-se dos garotos. 
Trata-se de bons livros. 
Está-se muito feliz nesta casa. 
Neste caso, “se” não é pronome apassivador, e 
sim, índice de indeterminação do sujeito. 
Conversão voz ativa – voz passiva 
 
Voz ativa – O pescador consertou o barco. 
Voz passiva – O barco foi consertado pelo 
pescador. 
 
Aqui, percebe-se que quem executou a ação na 
voz ativa tornou-se o agente da voz passiva e o tempo 
verbal permaneceu o mesmo. 
 
Voz ativa com sujeito indeterminado 
 
Condenaram o prisioneiro. 
 
Voz passiva sem agente 
 
O prisioneiro foi condenado. 
Se, na voz ativa, não houver sujeito ou ele for 
indeterminado, não haverá agente da voz passiva. 
 
c) Voz reflexiva: indica que o sujeito pratica e sofre a 
ação verbal (sujeito agente e paciente). 
 
Ex: Ele se escondeu sob a escada. 
 A filha do pescador feriu-se. 
 
OBSERVAÇÃO: No plural, a voz reflexiva pode dar ideia 
de reciprocidade. 
 
Ex: Os namorados se abraçaram (um ao outro). 
Os dois pescadores cumprimentaram-se com muita 
alegria (um ao outro). 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SINTAXE 
 
 CONCEITOS BÁSICOS 
 
Frase é todo enunciado linguístico de sentido completo. 
 
 Frase nominal é aquela cujo núcleo é um nome. 
Ex: Fogo! 
 
 Frase verbal, ou oração, é aquela cujo núcleo é um 
verbo. 
Ex: A casa caiu! 
Encontraram o professor na escola. 
 
Período é um conjunto de uma ou mais orações. 
 
 Período simples é aquele constituído por uma única 
oração, chamada de oração absoluta. 
Ex: Nós estávamos tristes. 
 
 Período composto é aquele constituído por duas ou 
mais orações. 
Ex: Ele disse / que não viria ao encontro. 
Ela foi à escola, / voltou para casa / e logo dormiu. 
 
SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES 
I. Sujeito e Predicado 
II. Complementos Verbais 
III. Adjunto Adnominal e Adverbial 
IV. Predicativo do Sujeito e do Objeto 
V. Complemento Nominal 
VI. Aposto e Vocativo 
 
1) Sujeito e Predicado 
 
Sujeito é o termo do qual de declara algo em uma 
oração. 
Predicado é o que se declara sobre o sujeito. 
 
Exemplos: 
Os homens trabalhavam. 
 Sujeito Predicado 
 
O Rio de Janeiro fica a cinco horas daqui. 
 Sujeito Predicado 
 
Preciso ir embora cedo. 
 Predicado 
 
Trabalha-se demais naquela região do país. 
 Predicado 
 
Houve uma grande seca naquela época. 
 Predicado 
 
Estudo do Sujeito 
 
a) Núcleo do Sujeito 
 Núcleo é a principal palavra do sujeito. 
 
Ex: Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos. 
 Os dois sumiram. 
 Carlos e Jonas fizeram boa prova ontem. 
b) Classificação do Sujeito 
 
 Sujeito Simples: é o sujeito determinado que 
apresenta um único núcleo. 
Ex: Nós vimos as crianças. 
 
 Sujeito Composto: é o sujeito determinado que 
apresenta mais de um núcleo. 
Ex: Crianças e adultos choraram. 
 O amor e o ódio são duas faces da mesma moeda. 
 
 Sujeito Oculto: é o sujeito que não está explícito na 
frase, mas pode ser determinado (pela desinência 
verbal ou pelo contexto) 
 
Ex: Corri como um louco. (sujeito oculto: eu) 
Carla e Maria estão doentes. Entretanto, insistiram em 
vir à aula. (Sujeito oculto: Carla e Maria) 
 
 Sujeito Indeterminado: é o sujeito que não se pode ou 
não se quer determinar. Ocorre indeterminação do sujeito 
em orações: 
- Com verbo na terceira pessoa do plural (desde que o 
sujeito não tenha sido especificado anteriormente): 
Bateram à porta. 
- Com verbo na terceira pessoa do singular + pronome 
―se‖: Precisa-se de apoio. 
 (construção típica de verbos que não apresentam 
complemento direto) 
 
 Sujeito Inexistente: ocorre em frases em que só há 
predicado. A oração sem sujeito ocorre a partir de um 
verbo impessoal (aquele que não admite sujeito). São 
verbos impessoais: 
 
- Verbos que indicam fenômenos da natureza: 
 Amanheceu repentinamente. Choveu todo o dia. 
 
- Verbos ser, estar, fazer, haver, indicando tempo 
meteorológico ou cronológico: 
 Faz frio nessa época do ano. 
 Há tempos que não o vejo. 
 Deve fazer meses que não a vejo. 
 É cedo. Está tarde. 
 São três horas. 
 
- Verbo haver no sentido de existir: 
 Havia bons motivos para que nos separássemos. 
 Poderia haver muitos problemas. 
 
Estudo do Predicado 
 
a) Predicado Verbal (PV) 
 
Predicado verbal é aquele cujo núcleo significativo é um 
verbo. Para ser núcleo do predicado, o verbo deve indicar 
uma ação. Verbos que indicam ações são ditos verbos 
significativos ou verbos nocionais. 
 
Ex: Os homens trabalhavam muito. Predicado Verbal 
 
 
 
 
 
 |18| 
Chove muito nesta época do ano. Predicado Verbal 
 
b) Predicado Nominal (PN) 
 
Predicado nominal é aquele cujo núcleo 
significativo é um nome (substantivo ou adjetivo). Este 
nome atribui uma qualidade ou estado ao sujeito, sendo 
chamado de predicativo do sujeito. 
 
Ex: Ela é muito bonita. Predicado Nominal 
 Predicativo do Sujeito: muito bonita 
 
 Antonio é um bom aluno. Predicado Nominal 
 Predicativo do Sujeito: um bom aluno 
 
 Ele estava triste. Predicado Nominal 
 Predicativo do Sujeito: triste 
 
Nos exemplos acima, observe que o verbo não 
indica uma ação, isto é, não é significativo. Sua única 
função é ligar o sujeito à sua característica. Tais verbos 
são chamados verbos de ligação. 
 
Principais verbos de ligação 
ser, estar, permanecer, ficar, tornar-se, parecer, andar, 
continuar 
 
c) Predicado Verbo-Nominal (PVN) 
 
Predicado Verbo-Nominal é aquele que tem como 
núcleos significativos um nome e um verbo. O nome é um 
predicativo e o verbo necessariamente indica ação. 
Neste caso, o predicativo pode referir-se ao sujeito 
ou ao complemento verbal (objeto), sendo, respectiva-
mente, predicativo do sujeito ou predicativo do objeto. 
 
Exemplos: 
 
O dia amanheceu ensolarado. PVN 
Núcleo verbal: amanheceu (verbo que indica ação) 
Núcleo nominal: ensolarado (predicativo do sujeito) 
 
Eu estudei preocupado. PVN 
Núcleo verbal: estudei (verbo que indica ação) 
Núcleo nominal: preocupado (predicativo do sujeito) 
 
Os professores julgam os alunos inteligentes. PVN 
Núcleo verbal: julgam (verbo que indica ação) 
Núcleo nominal: inteligentes (predicativo do objeto) 
Objeto: os alunos 
 
 
2) Complementos Verbais 
 
Necessitam de complemento os verbos que indicam 
ação (verbos significativos ou nocionais). Esses verbos 
fazem parte de predicados verbais ou verbo-nominais. 
Os verbos de ligação não necessitam de 
complemento, pois servem apenas para ligar o predicativo 
ao sujeito. 
Chama-se transitividadea relação que se 
estabelece entre os verbos e seus complementos. Os 
complementos verbais são chamados objetos. 
 
a) Verbos Transitivos Diretos (VTD) 
 
São aqueles cujo sentido requer um objeto direto. 
 
Objeto Direto (OD) é o complemento que se liga 
diretamente (sem preposição) a um verbo transitivo. 
 
Ex: Amo minha namorada. Ela viu-me triste. 
 VTD OD VTD OD 
 
b) Verbos Transitivos Indiretos (VTI) 
 
São aqueles cujo sentido requer um objeto indireto. 
 
Objeto Indireto (OI) é o complemento que se liga 
indiretamente (através de preposição) a um verbo 
transitivo. 
 
Ex: Preciso de ajuda. Gosto de você. Falei com ela. 
 VTI OI VTI OI VTI OI 
 
 
c) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos (VTDI) 
São aqueles cujo sentido requer um objeto direto e um 
objeto indireto. 
 
Ex: Pedi ajuda a meu colega. Disse-lhe tudo. 
 VTDI OD OI VTDI OI OD 
 
d) Verbos Intransitivos (VI) 
São aqueles cujo sentido não necessita de um objeto. 
 
Ex: Os preços subiram. Ocorreu um acidente. 
 VI VI 
 
Observações: 
 
i) Método prático para determinação do objeto 
 
 Pergunte ao verbo transitivo direto: 
 ―(verbo) o quê ?’‖ ou ―(verbo) quem?‖ 
 Ex: Ela bebeu muita água. 
 Bebeu o quê ? muita água  objeto 
 
 Pergunte ao verbo transitivo indireto: 
 ―(verbo+prep) o quê ?‖ ou ―(verbo+prep) quem?‖ 
 Ex: Gostei daquela festa. 
 Gostei de quê ? daquela festa  objeto 
 
 Entregamos o trabalho ao professor. 
 Entregamos o quê ? o trabalho – OD 
 Entregamos a quem ? ao professor  OI 
 
ii) Transitividades diferentes 
 
Um mesmo verbo pode ter transitividades diferentes em 
diferentes frases. 
 
 
 
 
 
 
 |19| 
 Ex: Ela cantou. (VI) 
 Ela cantou uma música bonita. (VTD) 
 
 Falei a verdade. (VTD) 
 Falei a verdade a meu pai . (VTDI) 
iii) Objeto direto preposicionado 
 
Algumas vezes, o objeto direto vem precedido de 
preposição. Isso ocorre em função de recursos estilísticos 
ou para evitar ambiguidade, e não por exigência do verbo. 
 
 Ex: Não bebo dessa água. 
 VTD OD prep 
 
Casos em que ocorre normalmente o objeto direto 
preposicionado: 
 
a) Para evitar ambiguidades: 
 O leão matou o caçador. Ao leão matou o caçador. 
 Sujeito VTD OD ODp VTD Sujeito 
 
b) Com pronomes oblíquos tônicos (a preposição é 
obrigatória por exigência do pronome) : 
 ―Nem ele entende a nós, nem nós a ele.‖ (Camões) 
 VTD ODp ODp 
 
c) com nomes próprios referindo-se a seres, com 
pronomes indefinidos referindo-se a pessoa ou com 
pronomes de tratamento: 
 Ex: Ama a Deus. Não odeies a ninguém. 
 Não quero cansar a Vossa Senhoria. 
 
 
iv) Pronomes pessoais oblíquos 
 
Os pronomes o, a, os, as, quando exercem função de 
objeto, são sempre objeto direto. 
 
Os pronomes lhe, lhes, quando exercem função de 
objeto, são sempre objeto indireto. 
 
Os demais pronomes pessoais oblíquos podem ser 
objetos diretos ou indiretos, de acordo com a frase. 
 
Ex: Eu a encontrei na escola. 
 OD VTD 
 
Pedi-lhe um minuto de atenção. 
 VTDI OI OD 
 
 
Os pronomes pessoais oblíquos podem contrair-se para 
formar simultaneamente um OD e um OI. 
 
Ex: Entreguei o projeto ao avaliador. 
 VTDI OD OI 
 
Entreguei-o ao avaliador. 
 VTDI OD OI 
 
Entreguei-lhe o projeto. 
 VTDI OI OD 
 
Entreguei-lho. lho (OI e OD)= lhe (OI) + o (OD) 
 VTDI 
 
 
 
3) Adjunto Adverbial 
 
Adjunto Adverbial é o termo que indica uma 
circunstância em que ocorre o processo verbal ou o 
termo que intensifica o adjetivo, o verbo ou o advérbio. 
Adjunto adverbial é uma função adverbial, isto é, 
desempenhada por advérbios (e locuções adverbiais). 
 
Ex: Eu gosto muito de você. 
Ele é muito inteligente. 
Eu cheguei muito tarde. 
 
Nas frases acima, muito é adjunto adverbial, 
intensificando, respectivamente, a forma verbal gosto, o 
adjetivo inteligente e o advérbio tarde. 
 
Exemplos de circunstâncias expressas pelo adjunto 
adverbial 
a) Tempo: Amanhã eu falarei com ele. 
b) Modo: Marina pediu-me gentilmente que fosse vê-la. 
c) Lugar: Estão todos aqui ? 
d) Intensidade: Ele falou muito. 
e) Causa: Devido à chuva escassa, muitas plantas 
morreram. 
f) Afirmação: Certamente atenderei ao pedido. 
g) Negação: Não podemos esquecer de nossas 
responsabilidades. 
h) Dúvida: Talvez haja alguns problemas. 
i) Finalidade: Leio muito para aumentar minha cultura. 
j) Meio: Viajarei de ônibus. 
k) Companhia: Fui ao museu com meus amigos. 
l) Instrumento: Redações devem ser escritas à caneta. 
m) Assunto: Falarei com ele sobre o ocorrido. 
 
Note que nem sempre é possível determinar precisamente 
a circunstância expressa pelo adjunto adverbial. Ex: 
Gostaria de vê-lo novamente. 
 
4) Adjunto Adnominal 
 
Adjunto Adnominal é o termo que caracteriza um 
substantivo sem intermediação de um verbo. 
Adjunto adnominal é uma função adjetiva, isto é, 
desempenhada por adjetivos, artigos, pronomes adjetivos 
e numerais adjetivos. 
Um substantivo desempenhando qualquer função 
sintática pode ser caracterizado por adjuntos adnominais. 
 
Exemplos: 
A nova casa está pronta. 
Sujeito: A nova casa, Núcleo: casa, A.Adn.: A, nova 
 
Não gosto do seu tom de voz. 
OI: do seu tom de voz, Núcleo: tom, A.Adn.: o, seu, de voz 
 
 
 
 
 
 |20| 
 
Nossa amizade vai superar todos os obstáculos. 
Sujeito: Nossa amizade, Núcleo: amizade, A. Adn: nossa 
OD: todos os obstáculos, Núcleo: obstáculos, A.Adn: todos, os 
 Os adjuntos adnominais de fato fazem parte do 
mesmo termo sintático que tem o substantivo como 
núcleo. Para confirmar isso, observe que, quando 
substituímos esse termo por um pronome substantivo, 
tanto o núcleo quanto os adjuntos adnominais são 
substituídos. 
 Nossa amizade vai superar todos os obstáculos. 
 Ela vai superá-los. 
 
 Os pronomes pessoais oblíquos podem exercer 
função de adjunto adnominal, quando substituem um 
pronome possessivo. Observe: 
 
 Ele roubou-me o relógio. 
 OD: o relógio, NOD: relógio, A.Adn: me, o 
 
 Ele roubou o meu relógio. 
 OD: o meu relógio, NOD: relógio, A.Adn: o, meu 
 
O predicativo do sujeito foi visto durante o estudo da 
classificação do predicado (capítulo II), e será estudado 
de forma mais aprofundada neste capítulo, no qual 
também será estudado o predicativo do objeto. 
 
5) Predicativo 
a) Predicativo do Sujeito 
 
Predicativo do Sujeito é o termo que caracteriza o 
sujeito, tendo um verbo como intermediário. 
O predicativo do sujeito pode ser um substantivo, um 
adjetivo ou uma palavra com valor de substantivo. 
O predicativo do sujeito é o núcleo do predicado nominal, 
e um dos núcleos do predicado verbo-nominal. 
 
Em predicados nominais, o sujeito é ligado ao predicativo 
através de um verbo de ligação. 
 
Exemplos: 
Ela estava triste. 
Sujeito: Ela, Verbo de ligação: estava, 
Predicativo do Sujeito: triste, Núcleo do predicado: triste 
 
Todos nós ficamos extremamente perplexos. 
Sujeito: Todos nós, VL: ficamos, 
Predicativo do Sujeito (núcleo do predicado): 
 extremamente perplexos 
 
Em predicados verbo-nominais, o verbo, dito verbo 
significativo,expressa uma ação. O predicativo expressa o 
estado do sujeito durante o desenvolvimento do processo 
verbal. 
 
Exemplos: 
Eles entraram em casa confiantes. 
Sujeito: Eles 
Verbo significativo (VI): entraram 
Predicativo do Sujeito: confiantes 
Núcleos do predicado: entraram, confiantes 
 
b) Predicativo do Objeto 
 
Predicativo do Objeto é uma qualidade atribuída ao 
objeto através do verbo. 
O predicativo do objeto pode ser um substantivo, um 
adjetivo ou uma palavra com valor de substantivo. 
O predicativo do objeto é um dos núcleos do predicado 
verbo-nominal. 
 
Exemplo: 
O juiz julgou o réu culpado. 
Sujeito: O juiz, VTD: julgou, OD: o réu, 
Predicativo do Objeto: culpado 
Núcleos do predicado: julgou, culpado 
 
As mulheres consideram a maioria dos homens infiéis. 
Sujeito: As mulheres, VTD: consideram 
OD: a maioria dos homens 
Predicativo do Objeto: infiéis 
Núcleos do predicado: consideram, infiéis 
 
Para diferenciar o predicativo do objeto do adjunto 
adnominal, basta verificar que o adjunto adnominal faz 
parte do objeto, enquanto que o predicativo do objeto é 
uma qualidade dada ao objeto pelo verbo. Observe: 
 
Eu tenho um caderno bonito. 
VTD: tenho, OD: um caderno bonito, 
Núcleo do OD: caderno, A.Adn: um, bonito 
 
Eu acho meu caderno bonito. 
VTD: acho, OD: meu caderno, NOD: caderno, 
A.Adn: meu, Predicativo do Objeto: bonito 
 
Observe o que acontece quando substituímos o objeto por 
um pronome substantivo. 
Eu tenho um caderno bonito.  Eu o tenho. 
VTD: tenho, OD: um caderno bonito VTD: tenho, OD: o 
 
Eu acho meu caderno bonito.  Eu o acho bonito. 
VTD: acho, OD: meu caderno, VTD: acho, OD: o, 
PO: bonito PO: bonito 
 
6) Complemento Nominal 
 
Complemento Nominal é o complemento exigido por 
alguns substantivos, adjetivos e advérbios. 
 
Assim como os verbos, alguns nomes necessitam de 
complemento. Observe: 
 
Nós amamos nossa família. 
Verbo (VTD): amamos 
Complemento Verbal (OD): nossa família. 
 
Nós temos amor por nossa família. 
OD: amor por nossa família, Núcleo do OD: amor 
Complemento Nominal: por nossa família. 
 
Outros exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 |21| 
Interesse por problemas sociais é um bom indício de 
consciência. 
Sujeito: interesse por problemas sociais 
Núcleo do Sujeito: interesse 
Complemento Nominal: por problemas sociais 
 
Seja sempre fiel a seus princípios. 
Predicativo do Sujeito: fiel a seus princípios 
Núcleo do Predicativo: fiel 
Complemento Nominal: a seus princípios 
 
Moro longe de sua casa. 
Adjunto Adverbial: longe de sua casa 
Núcleo do A.Adv.: longe 
Complemento Nominal: de sua casa 
 
Sonhamos com a realização de nossos sonhos. 
Objeto Indireto: com a realização de nossos sonhos 
Núcleo do OI: realização, Adjunto Adnominal: a, 
Complemento Nominal: de nossos sonhos 
 
Observe, nas frases acima, que o complemento nominal 
modifica apenas nomes: amor, interesse e realização 
são substantivos, fiel é adjetivo e longe é advérbio. 
 
Distinção entre Complemento Nominal e Adjunto 
Adnominal 
 
 O adjunto adnominal sempre se refere a substantivos, 
enquanto o complemento nominal pode referir-se a 
substantivos, adjetivos e advérbios. 
 
 Quando o complemento nominal se refere a 
substantivos, geralmente são substantivos abstratos. 
 
 O complemento nominal sempre é um termo composto, 
iniciado por preposição. Assim, adjetivos, pronomes 
adjetivos, numerais adjetivos e artigos não podem ser 
complementos nominais. 
 
 O adjunto adnominal dá a ideia de um termo ativo, 
enquanto o complemento nominal dá a ideia de um 
termo passivo. 
 
O respeito dos pais é importante. 
Adjunto Adnominal: dos pais 
 
O respeito aos pais é importante. 
Complemento Nominal: aos pais 
 
Observe que, na primeira frase, os pais respeitam e, na 
segunda, os pais são respeitados. 
 
Observações 
 
i) Assim como o adjunto adnominal, o complemento 
nominal também faz parte de outro termo sintático. 
 
Discutimos o investimento em saúde. 
OD: o investimento em saúde, 
Núcleo do OD: investimento, 
Complemento Nominal: em saúde, A.Adn: o 
 
ii) O complemento nominal relaciona-se a nomes 
(substantivos, adjetivos, advérbios), enquanto o objeto indireto 
(complemento verbal) relaciona-se a verbos. Observe: 
 
Necessito de apoio. 
Verbo: necessito, OI: de apoio 
 
Tenho necessidade de apoio. 
Substantivo: necessidade, CN: de apoio 
A seguir, resumem-se as principais características do 
adjunto adnominal, complemento nominal e objeto indireto. 
 
 
Adjunto Adnominal 
 Termo simples ou composto 
 Modifica substantivos (concretos ou abstratos) 
 Termo ativo 
 
 
Complemento Nominal 
 Termo composto 
 Complementa substantivos abstratos, adjetivos e 
advérbios 
 Termo passivo 
 
 
Objeto Indireto 
 Termo simples (pronome oblíquo) ou composto 
 Complementa verbos 
 
 
 
7) Aposto 
 
Aposto é o termo que retoma o termo anterior da frase, 
explicando-o, desenvolvendo-o ou resumindo-o ou 
especificando-o. 
 
Ex: Castro Alves, o poeta dos escravos, é um 
 grande representante do romantismo brasileiro. 
 
Na oração acima, o poeta dos escravos exerce função de 
aposto, pois retoma o termo anterior, Castro Alves, 
explicando-o. 
 
 
Classificação do Aposto 
 
O aposto é classificado de acordo com sua relação com o 
termo ao qual se refere. 
 
a) Explicativo: explica o termo a que se refere. 
 
Ontem, domingo, o comércio abriu 
excepcionalmente. Aposto: domingo 
 
Minha avó, senhora muito religiosa, vai sempre à 
missa. Aposto: senhora muito religiosa 
 
b) Enumerativo: efetua uma enumeração. 
 
 
 
 
 
 
 |22| 
Tenho duas grandes aspirações: aprender e ensinar. 
Aposto: aprender e ensinar 
 
Havia várias pessoas presentes: meus pais, meus 
avós, meu irmão. 
Aposto: meus pais, meus avós, meu irmão 
 
c) Resumidor: resume os termos anteriores. 
 
O sol, os pássaros, as árvores, tudo era alegria. 
Aposto: tudo 
 
d) Especificativo: especifica o termo anterior. 
 
O presidente Fernando Henrique Cardoso fez um 
pronunciamento sobre o desemprego. 
 Aposto: Fernando Henrique Cardoso 
 
O estado de São Paulo é o mais rico do Brasil. 
 Aposto: de São Paulo 
 
O aposto especificativo normalmente é um substantivo 
próprio que individualiza um substantivo comum, ao qual 
se liga diretamente ou através de preposição. 
 
Observações 
 
 O termo ao qual o aposto se refere pode ter qualquer 
função sintática. 
 
O Brasil, maior país da América Latina, possui 
grandes fontes naturais. 
Núcleo do Sujeito: Brasil 
Aposto: maior país da América Latina 
 
Ele deu-lhe um belo presente: um buquê de rosas. 
Objeto direto: um belo presente 
Aposto: um buquê de rosas 
 
 O aposto equivale sintaticamente ao termo ao qual ele 
se refere. Desta forma, é possível substituir um termo 
por seu aposto. Observe: 
 
Amamos o Brasil, nossa terra. 
OD: o Brasil, Aposto: nossa terra 
 
Amamos nossa terra. 
 OD: nossa terra 
 
 Observe a diferença: 
 
A casa, prédio amplo, abrigava muitas pessoas. 
Aposto: prédio amplo 
 
O professor, nervoso, saiu da sala. 
Predicativo do sujeito: nervoso 
 
Na primeira frase, pode-se substituir o sujeito, ―a casa‖, 
por seu aposto, ―prédio amplo‖. Na segunda frase, 
entretanto, não se pode substituir ―o professor‖ por 
―nervoso‖. ―Nervoso‖, nesse caso, não é aposto, mas 
predicativo do sujeito. 
 
(Observe, ainda, que o predicativo pode vir separado do 
sujeito por vírgula, mas o adjuntoadnominal não). 
 
 Com a exceção do aposto especificativo, os demais tipos 
de aposto sempre vêm separados do restante da oração 
por vírgulas ou por dois pontos. 
 
8) Vocativo 
 
Vocativo é o termo utilizado para nomear o interlocutor a 
quem se dirige a palavra. 
 
Ex: ―Emprestem-me seus ouvidos, amigos romanos 
conterrâneos.‖ 
 
―Fora, mancha maldita!‖ (―Macbeth‖, Shakespeare) 
 
―Meu caro amigo, me perdoe por favor / Se eu não lhe 
faço uma visita‖ (Chico Buarque) 
 
Observações 
 
 O vocativo sempre vem separado por vírgulas do 
restante da frase. 
 É importante observar que vocativo e sujeito são funções 
sintáticas diferentes. Note também que, em frases no 
imperativo, o sujeito é oculto. 
 
 ―Meu amor, hoje o sol não apareceu.‖ 
Vocativo: meu amor, Sujeito: o sol 
 
Meu amor, não me abandone. 
Vocativo: Meu amor, Sujeito: oculto (você) 
 
 ―Meu canto de morte, guerreiros, ouvi.‖ 
 (―I - Juca Pirama‖, Gonçalves Dias) 
Vocativo: guerreiros, Sujeito: oculto (vós) 
 
 O vocativo é o único termo sintático que não faz parte 
nem do sujeito, nem do predicado. 
 
 
Funções Sintáticas 
 
a) Termos Essenciais da Oração 
 Sujeito 
 Predicado 
 
b) Termos Integrantes da Oração 
 Objeto Direto 
 Objeto Indireto 
 Complemento Nominal 
 Agente da Passiva 
 
c) Termos Acessórios da Oração 
 Adjunto Adnominal 
 Adjunto Adverbial 
 Aposto 
 
d) Vocativo 
 
Sugestão de procedimento para efetuar análise 
sintática do período simples 
 
 
 
 
 
 |23| 
1. Identificar o verbo (ou locução verbal). 
2. Identificar a voz verbal 
3. Identificar o sujeito e o predicado. 
4. Classificar o sujeito, identificando seu núcleo. 
5. Identificar, no sujeito, os adjuntos adnominais e 
complementos nominais. 
6. Para classificar o predicado: 
 verificar se há predicativo do sujeito e se os verbos 
são significativos (indicam ação). 
 identificar os objetos. 
 identificar os predicativos do objeto. 
 identificar os núcleos do predicado (predicativos e 
verbos significativos), classificando-o. 
7. Identificar, no predicado, os adjuntos adnominais e 
adverbiais 
8. Identificar os apostos e os vocativos. 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
1. Identificando-se o sujeito da frase, tudo o que sobra é 
predicado, à exceção do vocativo. 
2. Os únicos termos que fazem parte do sujeito são o(s) 
núcleo(s) do sujeito e os adjuntos adnominais e 
complementos nominais referentes a esse(s) 
núcleo(s). Os demais termos pertencem ao predicado. 
3. Os termos do sujeito nunca podem vir separados. Os 
do predicado, sim. 
4. O vocativo é o único termo que não faz parte nem do 
sujeito, nem do predicado. 
5. Adjuntos adnominais e complementos nominais são os 
únicos termos que podem fazer parte de outro termo 
que não seja essencial (por exemplo, um adjunto 
adnominal pode fazer parte de um objeto direto). 
 
Sintaxe do Período Composto 
 
As orações que compõem o período composto podem 
relacionar-se por coordenação ou por subordinação. 
 
Ocorre coordenação quando as orações, chamadas de 
orações coordenadas, são independentes sintatica-
mente. 
 
Ex: Ele saiu / e voltou. 
 Coordenada Coordenada 
 Período composto por coordenação 
 
Ocorre subordinação quando uma oração, chamada de 
oração subordinada, exerce uma função sintática em 
outra oração, chamada de oração principal. 
 
Ex: Ela pediu / que eu fosse ao seu encontro. 
 Principal Subordinada 
 Período composto por subordinação 
 
Há períodos compostos em que os dois processos se 
verificam. 
 
Ex: Eu soube / que ele viria / e arrumei a casa. 
 (1) (2) (3) 
 
A oração (1) é principal em relação à oração (2), que é 
subordinada à oração (1). A oração (1) e a oração (3) são 
coordenadas. Portanto, o período é composto por 
coordenação e subordinação. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES 
 
 Oração absoluta 
 
 Orações coordenadas: 
 Assindéticas ou Sindéticas 
 Sindéticas: Aditiva, Adversativa, Alternativa, 
 Explicativa, Conclusiva 
 
 Oração principal 
 
 Orações subordinadas: 
 Substantivas, Adjetivas ou Adverbiais 
 
 - Substantivas: Subjetiva, Objetiva Direta, 
 Objetiva Indireta, Predicativa, Apositiva, 
 Completiva Nominal 
 
 - Adjetivas: Restritiva, Explicativa 
 
 - Adverbiais: Causal, Comparativa, Concessiva, 
 Condicional, Consecutiva, Conformativa, Final, 
 Temporal, Proporcional 
 
 
Período Composto por Subordinação 
 
Oração subordinada é aquela que exerce uma 
função sintática em uma oração principal. 
As orações subordinadas são classificadas de 
acordo com a função sintática que desempenham: 
classificam-se em substantivas, adjetivas ou adverbiais, 
conforme exerçam funções sintáticas características de 
substantivo, adjetivo ou advérbio, respectivamente. 
 
Exemplos: 
 
1. Eu queria a sua ajuda. 
 
 VTD OD 
 
 Eu queria / que você me ajudasse. 
 Or.Principal Or. Sub. Substantiva 
 (função de objeto direto) 
 
 
2. O trabalhador esforçado terá sua recompensa. 
 Adjetivo 
 
 O trabalhador / que se esforça / terá sua recompensa. 
 
 
 
 
 
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 Or. Sub. Adjetiva 
 
3. Ele virá aqui no início da noite. 
 Adj. Adverbial de Tempo 
 
 Ele virá aqui / logo depois que anoitecer. 
 Or. Sub. Adverbial 
Quanto à forma, as orações subordinadas podem ser 
desenvolvidas ou reduzidas. 
 
Orações desenvolvidas são introduzidas por 
conjunção ou por pronome relativo. 
 
 
Orações reduzidas apresentam verbo em uma de suas 
formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e 
não são introduzidas por conjunção nem por pronome. 
 
 
Ex: Eu pensei / que estava no lugar certo. 
 oração desenvolvida 
 
Eu pensei / estar no lugar certo. 
 oração reduzida 
 
 
1) ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA 
 
Orações subordinadas substantivas são aquelas 
que exercem função sintática típica de substantivo, isto 
é, função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, 
predicativo, aposto ou complemento nominal. 
 
As orações subordinadas substantivas 
desenvolvidas normalmente são introduzidas pelas 
palavras que ou se, denominadas conjunções 
integrantes. 
 
a) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 
Oração subjetiva é aquela que exerce a função de 
sujeito do verbo da oração principal. 
 
Ex: É necessária a sua presença. - Sujeito 
 É necessário / que você esteja presente. 
 Or. Principal Or. Sub. Subst. Subjetiva 
 
Havendo oração subordinada substantiva subjetiva, o 
verbo da oração principal está necessariamente na 
terceira pessoa do singular. 
 
Há três estruturas típicas para a oração principal: 
 
i) verbo de ligação + predicativo: 
 Or. Principal Or. Sub. Subst. Subjetiva 
 É impossível / fazer isso. 
 Parece certo / que choverá muito. 
 
ii) verbo na voz passiva (sintética ou analítica): 
Or. Principal Or. Sub. Subst. Subjetiva 
 Sabe-se / que tudo foi em vão. 
 Foi anunciado / que haverá uma reforma política. 
 
iii) verbos como acontecer, convir, constar, ocorrer, 
parecer, urgir: 
 
a) Or. Principal Or. Sub. Subst. Subjetiva 
 Parece / que todos comparecerão à cerimônia. 
 Convém / que haja novas reformas. 
 Ocorre / que nem todos concordamos com isso. 
 
b) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta 
 
Oração objetiva diretaé aquela que exerce a função de 
objeto direto do verbo da oração principal. 
 
 Não sei/ se estarei aqui. 
 OP Or. Sub. Subst. Objetiva Direta 
 
 Ela prometeu / que nos ajudaria. 
 OP Or. Sub. Subst. Objetiva Direta 
 
c) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta 
 
Oração objetiva indireta é aquela que exerce a função 
de objeto indireto do verbo da oração principal. 
 
 Lembre-se / de ir à farmácia. 
 OP Or. Sub. Subst. Objetiva Indireta 
 
 Gosto / de viajar sem rumo. 
 OP Or. Sub. Subst. Objetiva Indireta 
 
d) Oração Subordinada Substantiva Predicativa 
 
Oração predicativa é aquela que exerce a função de 
predicativo do sujeito da oração principal. 
 
 A verdade é / que ninguém confia naquele deputado. 
 OP Or. Sub. Subst. Predicativa 
 
e) Oração Subordinada Substantiva Apositiva 
 
Oração apositiva é aquela que exerce a função de 
aposto de um termo da oração principal. 
 
 Há uma única saída: / fugir. 
 OP Or. Sub. Subst. Apositiva 
 
f) Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal 
 
 
Oração completiva nominal é aquela que exerce a 
função de complemento nominal de um termo da 
oração principal. 
 
 Tenho necessidade / de que me ajudes. 
 
 
 
 
 
 |25| 
 OP Or. Sub. Subst. Comp. Nominal 
 
OBSERVAÇÃO SOBRE PONTUAÇÃO 
 
Dentre as orações subordinadas substantivas, apenas as 
orações apositivas podem vir separadas por vírgula (ou 
por dois pontos) da oração principal. Isso ocorre porque 
sujeitos, objetos e complementos nunca são separados 
por vírgula dos termos a que estão ligados. 
2) ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA 
 
a) Orações Subordinadas Adjetivas 
 
Orações subordinadas adjetivas são aquelas que 
exercem função de adjetivo, referindo-se a um termo 
da oração principal. 
 
Ex: As pessoas mentirosas não me agradam. 
 Adjetivo 
 
 As pessoas / que mentem / não me agradam. 
 Or. Sub. Adjetiva 
 
As orações subordinadas adjetivas classificam-se em 
restritivas e explicativas. 
 
 
Orações restritivas são aquelas que restringem o 
sentido do termo anterior, particularizando-o. 
 
 
 
Orações explicativas são aquelas que explicam o 
termo anterior, acrescentando informações ou 
realçando uma característica. 
 
 
Exemplos: 
 
O professor que ensina bem é respeitado pelos alunos. 
 Or. Sub. Adj. Restritiva 
 
O país, que passa por dificuldades, conta com o apoio da 
população. 
 
 Or. Sub. Adj. Explicativa 
 
Observe que as orações explicativas sempre vêm 
separadas por vírgula da oração principal, e as orações 
restritivas não. 
 
 
b) Funções Sintáticas dos Pronomes Relativos 
 
Os pronomes relativos são utilizados na oração 
subordinada para substituir um termo da oração principal. 
 
Ex: A criança corria. A criança estava com o pai. 
 A criança que estava com o pai corria. 
 Or. Sub. Adjetiva: que estava com o pai 
 
 A casa era bonita. Eu fiquei na casa. 
 A casa onde fiquei era bonita. 
 Or. Sub. Adjetiva: onde fiquei 
 
O pronome relativo exerce na oração subordinada uma 
função sintática correspondente à função sintática do 
termo que ele substitui. Por exemplo: 
 Na frase ―A criança estava com o pai‖, ―a criança‖ é 
sujeito de ―estava‖. 
 
 Na frase ―A criança / que estava com o pai / corria‖, o 
pronome relativo ―que‖ exerce função de sujeito de 
―estava‖. Isso ocorre porque o pronome ―que‖ substitui 
o termo ―a criança‖ na oração ―que estava com o pai‖. 
 
Outro exemplo: 
 
A menina que eu vi parecia-se com você. 
Oração Principal: A menina parecia-se com você. 
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva: que eu vi. 
Sujeito: eu, VTD: vi, OD: que 
 
A seguir, apresentam-se exemplos de funções sintáticas 
exercidas pelos pronomes relativos. 
 
Pronomes “que”, “quem”, “o qual” 
 
 Sujeito: 
 
As pessoas que estavam aqui são muito educadas. 
Encontramos um dos filhos de Maria, o qual estuda em 
São Paulo. 
 
 Objeto Direto: O país que visitei estava em guerra. 
 Objeto Indireto: O médico a quem entreguei os 
exames tranquilizou-nos. 
 Predicativo: Lembro-me com saudade das crianças 
que nós éramos. 
 Complemento Nominal: A pessoa a quem fiz 
referência não estava presente. 
 Agente da Passiva: O policial por quem fomos salvos 
recebeu uma medalha. 
 Adjunto Adverbial: O lugar em que vivo é muito bonito. 
 
Observe que o pronome relativo ―quem‖ sempre é 
precedido de preposição. 
Pronome “cujo” (e flexões) 
 
―Cujo‖ estabelece uma relação de posse entre o 
antecedente e o termo que especifica. Sua função 
principal é de adjunto adnominal. Em alguns casos, pode 
ser também complemento nominal. 
 
 Adjunto Adnominal: O autor cujos livros admiro fez 
uma palestra ontem. (livros do autor) 
 
 Complemento Nominal: Os salários, cujo aumento foi 
adiado, são a causa da greve. (aumento dos salários) 
 
Pronomes “onde”, “quando” e “como” 
 
 
 
 
 
 |26| 
 
Esses pronomes exercem essencialmente função de 
adjunto adverbial. 
 A. Adv. de lugar: O país onde vivo é um dos maiores 
do mundo. 
 A. Adv. de tempo: No instante quando começamos a 
amar, tudo parece melhor. 
 A. Adv. de modo: Não gostei da forma como você foi 
atendido. 
 
3) Oração Subordinada Adverbial 
 
 
Orações subordinadas adverbiais são aquelas 
que exercem função de adjunto adverbial, 
estabelecendo uma circunstância em que se passa 
a ação verbal expressa na oração principal. 
 
 
 Ex: Eu vi você à noite. (Período Simples) 
 A.Adv. de tempo: à noite 
 
 Eu vi você / ao anoitecer. (Período Composto) 
 Oração Principal: Eu vi você. 
 Oração Subordinada Adverbial: ao anoitecer. 
 
As orações subordinadas adverbiais são classificadas de 
acordo com a circunstância que estabelecem. 
 
As orações subordinadas adverbiais são introduzidas por 
conjunções subordinativas circunstanciais. 
 
Conjunções Subordinativas Circunstanciais 
1. Causais (causa) 
porque, uma vez que, pois, já 
que, como, ... 
2. Comparativas 
(comparação) 
como, assim como, tal qual, bem 
como, maior...que, ... 
3. Concessivas 
(concessão) 
ainda que, embora, posto que, 
mesmo que, por mais que, 
se bem que,... 
4. Condicionais 
(condição) 
se, caso, contanto que, dado que, 
desde que,... 
5. Consecutivas 
(consequência) 
de forma que, de modo que, ... 
6. Conformativas 
(conformidade) 
como, conforme, segundo, de 
acordo com, ... 
7. Finais (finalidade) para que, a fim de que, ... 
8. Temporais 
(tempo) 
quando, enquanto, desde que, 
logo que, sempre que, 
apenas, mal, ... 
9. Proporcionais 
(proporção) 
à medida que, quanto mais...mais, 
à proporção que, ... 
 
a) Orações Subordinadas Adverbiais Causais: 
 Faltei à aula / porque fui ao médico. 
 Como estava atrasado, / não consegui sentar-se. 
 
b) Or. Sub. Adv. Comparativas: 
 Vive / tal qual um tubarão. 
 Ele é forte / como um touro. 
 
c) Or. Sub. Adv. Concessivas: 
 Embora se sentisse mal, / não faltou à reunião. 
 Ainda que consiga boas notas, / não se classificará. 
 
d) Or. Sub. Adv. Condicionais: 
 Sairei de férias, / desde que consiga um substituto. 
 Se for convidado, / irei a São Paulo. 
e. Or. Sub. Adv. Consecutivas: 
 Correu tanto / que desmaiou 
 Trabalhou muito, / de forma que enriqueceu. 
 
f. Or. Sub. Adv. Conformativas: 
 Fiz o trabalho / como recomendaram. 
 Farei tudo / conforme ela pediu. 
 
g. Or. Sub. Adv. Finais: 
 Dei o sinal /para que o jogo começasse. 
 Sentou-se no fundo do auditório, / a fim de que ninguém 
o visse. 
 
h. Or. Sub. Adv. Temporais: 
Deixou a fazenda / tão logo amanheceu. 
Antes de ir, / ela deu-me um beijo de despedida. 
 
i. Or. Sub. Adv. Proporcionais: 
Quanto mais ela falava, / menos recebia atenção. 
O carro avançava / à medida que a noite caía. 
 
Observações: 
i. Quando utilizamos conjunção concessiva, admitimos que 
existe um fato contrário à declaração principal, mas que 
não impede a sua realização. 
 
ii. A classificação das conjunções deve ser feita de acordo 
com o seu sentido na frase. A mesma conjunção pode ter 
classificação diferente em frases diferentes, em função do 
papel que desempenha. Assim, os quadros apresentados 
são apenas uma referência. 
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO 
 
Um período composto por coordenação é constituído por 
duas ou mais orações coordenadas. 
 
Orações coordenadas são aquelas que independem 
sintaticamente umas das outras. 
 
As orações coordenadas dividem-se em sindéticas e 
assindéticas. 
 
Orações coordenadas assindéticas são aquelas 
que não são ligadas por conjunção. 
 
 Ex: Os cães ladram, a caravana passa. 
 
Orações coordenadas sindéticas são aquelas 
ligadas por conjunção. 
 
 
 
 
 
 |27| 
Ex: Eu estive em sua casa, mas não o vi. 
 
As conjunções que introduzem as orações 
coordenadas sindéticas são chamadas de conjunções 
coordenativas. 
 
Conjunções coordenativas são aquelas que 
relacionam termos de mesmo valor e função. 
 
Conjunções Coordenativas 
1. Aditivas 
(adição) 
e, nem, nem...nem, 
não só...mas também 
2. Adversativas 
(oposição) 
mas, porém, contudo, 
todavia, entretanto 
3. Alternativas 
(alternância) 
ou, ora...ora, 
quer...quer,seja...seja 
4. Conclusivas 
(conclusão) 
logo, portanto, assim, pois, então, 
por conseguinte, por isso 
5. Explicativas 
(explicação) 
pois, porque, que 
 
1. Aditivas: Ele trabalha / e estuda. 
 A criança não sorriu / nem chorou. 
 
2. Adversativas: Eu gosto de carne, / mas ela não. 
 Chegarei hoje. / Entretanto, não sei o horário. 
 
3. Alternativas: Ora chove, / ora bate sol. 
 Fale, / ou cale-se de uma vez. 
 
4. Conclusivas: Ele estudou. / Portanto, foi aprovado. 
 Moro longe. / Logo, preciso ir embora cedo. 
 
5. Explicativas: Ele estudou, / pois queria aprender. 
 Fiquem quietos, / que ele está doente. 
 
Obs.: A conjunção pois será explicativa se vier antes do 
verbo e conclusiva se vier depois do verbo. 
 
Apresse-se, pois preciso ir embora. (explicativa) 
Você precisa descansar. Durma, pois. (conclusiva) 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PONTUAÇÃO 
 
É o conjunto de sinais gráficos destinados a indicar 
pausa mais ou menos acentuada de caráter objetivo ou 
distintivo. 
 
São estes os sinais de pontuação: o ponto, a 
vírgula, o ponto-e-vírgula, o dois pontos, o ponto de 
interrogação, o de exclamação, os parênteses, as 
reticências, as aspas e o travessão. 
Os quatro primeiros constituem a pontuação de 
pausa objetiva; os quatro seguintes formam a pontuação 
de pausa subjetiva, afetiva; e os dois últimos são os sinais 
distintivos. 
 
● PONTO FINAL 
 
É um dos sinais que marcam fim de período e o que 
assinala a pausa de máxima duração. 
 
● VÍRGULA 
 
A vírgula é o sinal que indica uma pequena pausa 
na leitura, o que equivale a uma pequena ou grande 
mudança na entoação. 
 
I. Vírgula entre os termos de uma oração (Período 
Simples) 
 
NÃO SE USA VÍRGULA 
 
1) Entre sujeito e verbo 
Ex: Todos os componentes da mesa recusaram a 
proposta. 
 
2) Entre verbo e seus complementos 
Ex: O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 
3) Entre nome e complemento nominal e entre nome e 
adjunto adnominal 
Ex: A intrigante resposta do mestre ao aluno 
despertou reações. 
 
USA-SE A VÍRGULA: 
1) Para separar palavras ou expressões de mesma 
função sintática 
Ex: 
Minha casa tem quatro dormitórios, dois banheiros, três 
salas e bom quintal. 
A inflação reduz o consumo, a produção, o incentivo dos 
empresários e a oferta de emprego. 
 
2) Para separar vocativos 
Ex: 
O tempo não é, meu amigo, aquilo que você pensou. 
Amigos, não há amigos. 
 
 
 
 
 
 |28| 
3) Para separar o aposto do termo fundamental 
Ex: Brasília, capital da República, foi formada em 1960. 
 
4) Para separar certas palavras e expressões 
interpositivas: por exemplo, porém, ou melhor, ou 
antes, isto é, por assim dizer, além disso, aliás, com 
efeito, então, outrossim, entretanto, todavia, pois etc. 
 
Ex: Elas gritavam. Eu, porém, nem me importava. 
Eles gastaram R$ 500,00, isto é, tudo o que tinham. 
Quer dizer que você, então, não foi mais à Eslováquia? 
O ditador era muito respeitado, ou antes, muito temido. 
Ficamos, assim, livres da vergonha de sermos chamados 
de trogloditas. 
 
5) Para separar o adjunto adverbial, quando ele se 
encontra deslocado 
Ex: 
Casaram-se às duas horas. Nove horas depois, estavam 
separados. 
A boca é, nas mulheres, a feição que menos nos esquece. 
Em um naufrágio, quem está só, ajuda-se mais facilmente. 
 
6) Para separar do nome da localidade, as datas 
 
Ex: São José dos Campos, 23 de Dezembro de 2007. 
 
7) Para indicar a omissão de uma palavra (geralmente 
verbo) ou de um grupo de palavras 
Ex: Carmem ficou alegre; eu, muito triste (= eu fiquei) 
A mulher é a parte delicada da humanidade; o homem, 
a parte insensível. (= o homem é) 
 
VÍRGULA ENTRE AS ORAÇÕES DO PERÍODO 
(PERÍODO COMPOSTO) 
1) Subordinadas Substantivas 
Não se separam da oração principal por meio de 
vírgula a oração principal da oração subordinada 
substantiva. A exceção é a substantiva apositiva, que 
se separa por dois-pontos. 
Ex: Não se imaginava que a propaganda seria tão 
agressiva. 
 
2) Subordinadas Adjetivas 
Usa-se a vírgula para isolar orações adjetivas 
explicativas. Já as restritivas não são separadas por 
vírgula. 
 
Ex: Brasília, que é capital do Brasil, foi fundada em 
1960. 
A beleza, que é fonte de amor, é também a fonte de 
desgraças do mundo. 
As orações em destaque acima são orações subordinadas 
adjetivas explicativas 
São raros os programas de TV que trazem algum 
proveito 
As oração em destaque acima é oração subordinada 
adjetiva restritiva 
 
3) Subordinadas Adverbiais 
 
Sempre é correto o uso da vírgula entre as 
subordinadas adverbiais e a oração principal. 
 
Ex: Sejamos sinceros, porém, evitemos empregar com 
rigor a franqueza que, muito embora seja uma bela virtude, 
poderá tornar-se mais prejudicial do que benéfica. 
Se a situação for adversa, chame a polícia. 
OBS.: para as subordinadas reduzidas, valem as mesmas 
normas das demais orações subordinadas. 
 
4) Orações Coordenadas 
 
 As assindéticas separam-se por vírgula entre si: 
Ex: Pagou o recado, leu-o, disparou para a rua. 
 
 Quanto às coordenadas sindéticas, exceto as aditivas 
com e e nem, é sempre correto o emprego da vírgula. 
 
Ex: A beleza empolga a vista, mas o mérito conquista a 
alma. 
Não chore, que será pior. 
O lago está na minha fazenda, portanto me pertence. 
Ou fosse do cansaço, ou do livro, antes de chegar ao 
fim da segunda página, adormeci também. (Machado 
de Assis) 
 
Observações: 
a) As conjunções e e nem dispensam a vírgula, 
quando ligam orações, palavras, ou expressões de 
pequena extensão. 
 
Ex: Casou e viajou; 
Ela não ouve nem fala. 
 
Pode, contudo, aparecer um termo anteriorseparado 
por vírgula. 
 
Casou, contrariado, e viajou. 
Ela não ouve nada, nada mesmo, nem fala. 
 
b) Antes de não antecedido de mas subtendido usa-se 
vírgula: 
 
Ex: Os lobos mudam seu pelo, não seu coração. 
Na discussão, você ganha ou perde amigos, não 
argumentos. 
 
 
 
 
 
 |29| 
(=... perde amigos, mas não argumentos.) 
c) Frases semelhantes podem aparecer com a 
conjunção e clara, equivalente a mas. 
 
Ex: Quando conhecemos uma pessoa, conhecemo-la 
os olhos, e não o coração. 
Ela fuma, e não traga. 
 
d) Usa-se a vírgula para separar orações iniciadas pela 
conjunção e, quando os sujeitos forem diferentes 
 
Ex: Tirai do mundo a mulher, e a ambição 
desaparecerá de todas as almas generosas. 
Quantas vezes uma vírgula modifica uma sentença, e 
uma palavra pode destruir uma grande e velha 
amizade! 
A mulher aceita o homem por amor ao casamento, e o 
homem tolera o matrimônio por amor à mulher. 
 
● PONTO-E-VÍRGULA 
 
O ponto-e-vírgula marca pausa maior que a vírgula 
e menor que a do ponto. 
1) Não se usa ponto-e-vírgula separando elementos de 
um período simples 
2) Não se usa ponto-e-vírgula para separar oração 
subordinada da oração principal 
SOMENTE SE UTILIZA O PONTO-E-VÍRGULA PARA 
SEPARAR ORAÇÕES COORDENADAS, QUANDO 
HOUVER A NECESSIDADE DE ENFATIZAR A 
COMPARAÇÃO OU O CONTRASTE. 
 
Ex: 
Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses; eu, 
porém, apoiei-me em fatos. 
 
Os dois primeiros anos do seu rumoroso governo 
foram pautados pela exibição de suas façanhas 
atléticas e política; o terceiro (e último) foi consumido 
por denúncias e patifarias. 
 
● DOIS PONTOS 
Usa-se principalmente nestes casos: 
 
1) Antes ou depois de uma enumeração 
 
Ex: Neste clube pratica-se: futebol, natação, voleibol, 
tênis e basquetebol. 
Futebol, tênis, basquetebol, natação: são as 
modalidades praticadas no clube. 
 
2) Antes de citações 
 
Ex: 
Perguntaram a um sábio: A quem queres mais, a teu 
irmão ou a teu amigo?. E o sábio respondeu: Quero a 
meu irmão, quando é meu amigo. 
3) Antes de esclarecimento ou explicação de ideia 
anteriormente enunciada 
 
Ex: Edgar não dá esmolas por ser caridoso: quer ver 
seu nome nos jornais! 
Fiquei curioso: circulara o boato da renúncia do 
presidente. 
Não foi a razão que motivou esta ternura: foi a 
amizade. (Camilo Castelo Branco) 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 |30| 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 
Em relação ao verbo os pronomes oblíquos átonos 
(me, nos, te, vos, o, a, os, as, lhe, lhes, se) podem 
aparecer em três posições distintas: 
Antes do verbo – PRÓCLISE; 
No meio do verbo – MESÓCLISE; 
Depois do verbo – ÊNCLISE. 
 
 PRÓCLISE 
 
Esse tipo de colocação pronominal é utilizada 
quando há palavras que atraiam o pronome para antes do 
verbo. Tais palavras são: 
1) Advérbio 
Exemplo: Não me arrependo de nada. 
Advérbio 
 
Hoje lhe contaram vários segredos. 
Advérbio 
 
2) Pronomes Relativos 
 
Exemplo: Saio com pessoas que me agradam. 
 
3) Indefinidos 
 
Exemplo: Ninguém me deu apoio. 
 
4) Demonstrativo 
 
 Exemplo: 
Isso me deixou irritado. 
 Aquilo me dá arrepios. 
 
5) Conjunções subordinativas 
 
Exemplo: Embora me interesse pelo carro, não posso 
comprá-lo. 
 
6) Frases interrogativas 
 
Exemplo: Como se faz isso? 
Quem lhe deu o caderno? 
 
7) Frases exclamativas 
 
Exemplo: Isso me deixou feliz! 
 
8) Frases optativas 
 
Exemplo: Deus o ilumine. 
 
Observação: 
Existem casos que se pode utilizar tanto a próclise como a 
ênclise: 
 
- Pronomes pessoais do caso reto. Se houver palavra 
atrativa, usa-se a próclise. 
Exemplos: 
Ele lhe entregou a carta. 
Ele entregou-lhe a carta. 
 
Com infinitivo não flexionado precedido de palavra 
negativa ou preposição. 
Exemplo: Vim para te ajudar. 
Vim para ajudar-te. 
 
 MESÓCLISE 
 
Essa colocação pronominal é usada apenas com 
verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde 
que não haja uma palavra que exija a próclise. 
Contar-te-ei um grande segredo. (futuro do presente) 
Jamais te contarei um grande segredo. 
Palavra atrativa 
Observação: nunca ocorrerá a ênclise quando a oração 
estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito. 
 
 ÊNCLISE 
Sempre ocorre ênclise nos casos abaixo: 
1) A oração é iniciada por verbo, desde que não esteja no 
futuro. 
 
Exemplo: Informei-o sobre o resultado do vestibular. 
Esperava-se mais desse computador. 
 
2) Com o verbo no imperativo afirmativo. 
Exemplo: Levanta-te . 
 
3) Orações reduzidas de infinitivo. 
 Exemplo: Espero contar-lhe tudo. 
 
ALTERAÇÕES SOFRIDAS PELOS PRONOMES O, A, 
OS, AS QUANDO COLOCADOS EM ÊNCLISE 
 
Dependendo da terminação verbal os pronomes O, A, OS, 
AS, podem sofrer alterações em sua forma. Veja: 
 
1) Quando o verbo terminar em vogal, os pronomes não 
sofrem alterações. 
 
Exemplo: Ouvindo-o 
 Partindo-o 
 
2) Se o verbo terminar em R, S, ou Z, perde essas 
consoantes e os pronomes assumem a forma LO, LA, 
LOS, LAS. 
 
Exemplo: Compôs » compô-lo. 
 Perder » perde-lo. 
 
3) Se o verbo terminar em som nasal (am, em, -ão), os 
pronomes assumem a forma NO, NA, NOS, NAS. 
 
Exemplo: 
Praticam » praticam-nas. 
Dispõe » dispõe-nos. 
 
 
 
 
 
 
 |31| 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS 
 
Podem ocorrer as seguintes colocações pronominais: 
 
1) VERBO AUXILIAR + INFINITIVO OU GERÚNDIO 
a) Depois do verbo auxiliar, se não houver justificativa 
para o uso da próclise. 
 
Exemplo: 
Devo-lhe entregar a carta. 
Vou-me arrastando pelos becos escuros. 
 
b) Depois do infinitivo ou gerúndio. 
 
Exemplo: 
Devo entregar-lhe a carta. 
Vou arrastando-me pelos becos escuros. 
 
Observação: 
Se houver alguma palavra que justifique a próclise, o 
pronome poderá ser colocado: 
 
i) Antes do verbo auxiliar 
 
Exemplo: 
Não se deve jogar comida fora. 
Não me vou arrastando pelos becos escuros. 
 
ii) Depois do infinitivo ou gerúndio. 
Exemplo: 
Não devo calar-me. 
Não vou arrastando-me pelos becos escuros. 
 
2) VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO 
 
Se não houver palavras que justifiquem o uso da 
próclise, o pronome ficará depois do verbo auxiliar. Caso a 
locução verbal não inicie a oração, pode-se colocar o 
pronome oblíquo em duas posições: antes do verbo 
auxiliar ou entre os dois verbos. Não se coloca o pronome 
oblíquo após o particípio. 
 
Exemplo: 
Haviam-me ofertado um alto cargo executivo. 
Não me haviam ofertado nada de bom. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRASE 
 
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. 
Representa-se graficamente a crase pelo acento grave. 
 
Fomos à piscina à = a(preposição) + a(artigo) 
 
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que 
exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a. 
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta 
utilizarmos alguns artifícios: 
I. Substituir a palavra feminina por uma masculina 
correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras 
masculinas, é porque ocorre a crase. 
Exemplos: 
Temos amor à arte. 
(Temos amor ao estudo) 
Respondi às perguntas. 
(Respondi aos questionário) 
 
II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, 
ocorre a crase: 
Exemplos: 
Contarei uma estória a você. 
(Contarei uma estória para você.) 
Fui à Holanda 
(Fui para a Holanda) 
 
3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se 
aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase. 
Exemplos:Iremos a Curitiba. 
(Voltaremos de Curitiba) 
Iremos à Bahia 
(Voltaremos da Bahia) 
 
Não ocorre a Crase 
 
a) Antes de verbo 
Voltamos a contemplar a lua. 
 
b) Antes de palavras masculinas 
Gosto muito de andar a pé. 
Passeamos a cavalo. 
 
c) Antes de pronomes de tratamento, exceção feita a 
senhora, senhorita e dona: 
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza 
Dirigiu-se à Sra. com aspereza. 
 
d) Antes de pronomes em geral: 
Não vou a qualquer parte. 
Fiz alusão a esta aluna. 
 
e) Em expressões formadas por palavras repetidas: 
Estamos frente a frente 
Estamos cara a cara. 
 
f) Quando o "a" vem antes de uma palavra no plural: 
Não falo a pessoas estranhas. 
Restrição ao crédito causa o temor a empresários. 
 
 
 
 
 
 
 |32| 
 CRASE FACULTATIVA 
1. Antes de nome próprio feminino: Refiro-me à(a) 
Julinana. 
2. Antes de pronome possessivo feminino: Dirija-se à(a) 
sua fazenda. 
3. Depois da preposição até: Dirija-se até à (a) porta. 
 
CASOS PARTICULARES 
 
1. Casa 
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e 
não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não 
ocorre a crase. 
 
Exemplos: 
Regressaram a casa para almoçar 
Regressaram à casa de seus pais 
 
2. Terra 
Quando a palavra terra for utilizada para designar chão 
firme, não ocorre crase. 
 
Exemplos: 
Regressaram a terra depois de muitos dias. 
Regressaram à terra natal. 
 
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, 
aqueles, aquilo. 
 
Se o tempo que antecede um desse pronomes 
demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase. 
 
Exemplos: 
Está é a nação que me refiro. 
(Este é o país a que me refiro.) 
Esta é a nação à qual me refiro. 
(Este é o país ao qual me refiro.) 
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto. 
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.) 
Houve um sugestão anterior à que você deu. 
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.) 
 
Ocorre também a crase 
a) Na indicação do número de horas: Chegamos às nove 
horas. 
 
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda 
venha oculta: Usam sapatos à (moda de) Luís XV. 
 
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de 
instrumento: 
Chegou à tarde (tempo). 
Falou à vontade (modo). 
 
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida 
que, à força de... 
 
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que: 
Há - indica tempo passado. 
Moramos aqui há seis anos 
A - indica tempo futuro e distância. 
Daqui a dois meses, irei à fazenda. 
Moro a três quarteirões da escola. 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
1) verbo com sujeito simples 
O verbo concorda em número e pessoa, não 
interessando a posição. Ex.: Ele chegou tarde. 
 
2) sujeito composto antes do verbo 
a) O verbo vai para o plural: 
Exemplo: Recife e Jaboatão dos Guararapes são as 
principais cidades do litoral pernambucano. 
 
b) O verbo poderá ficar no singular: 
 
 Se os núcleos do sujeito forem sinônimos. 
Exemplo: A decência e honestidade é coisa rara nos 
dias atuais. 
 
 Quando os núcleos formam uma gradação. 
Exemplo: A angústia, a solidão, a falta de companhia 
levou-o ao vício da bebida. 
 
 Quando os núcleos aparecem resumidos por tudo, 
nada, ninguém. 
Exemplo: Diretores, gerentes, supervisores, ninguém 
faltou. 
 
3) Sujeito composto depois do verbo 
a) o verbo vai para o plural 
Chegaram ao estádio os jogadores e o técnico. 
 
b) o verbo concorda com o núcleo mais próximo 
Chegou ao estádio o técnico e os jogadores. 
 
4. sujeito composto de pessoas diferentes 
 
a) quando aparece a 1ª pessoa do singular o verbo vai 
para o plural 
Exemplo: Jorge e eu jogaremos amanhã. 
 
b) se o sujeito for formado de segunda e terceira pessoas 
do singular, o verbo pode ir para a 2ª ou 3ª pessoa do 
plural. 
Exemplo: Tu e ele ficareis atentos. 
 
5. núcleos do sujeito ligados por OU 
 
a) se houver ideia de exclusão ou retificação, o verbo fica 
no singular ou concordará com o núcleo do sujeito mais 
próximo. 
Exemplo: Paulo ou George será o novo gerente. 
 
b) se não houver ideia de exclusão o verbo vai para o 
plural. 
Exemplo: A bebida ou o fumo são prejudiciais à saúde. 
 
6. núcleos do sujeito ligados por COM 
 
O verbo irá para o plural, mas admite-se o singular quando 
se quer destacar o primeiro núcleo do sujeito. 
 
 
 
 
 
 |33| 
Exemplo: 
O marceneiro com o pintor terminaram o serviço 
combinado. 
O marceneiro com o pintor terminou o serviço combinado. 
 
7. Sujeito coletivo 
Quando o sujeito é um coletivo, o verbo concorda com ele. 
 
Exemplo: A multidão aplaudiu o discurso do diretor. 
 
Observação: se o coletivo vier especificado o verbo pode 
ficar no singular ou ir para o plural. 
 
Exemplo: 
A equipe de cinegrafistas acompanhou o protesto dos 
professores pelas ruas do Recife. 
A equipe de cinegrafistas acompanharam o protesto dos 
professores pelas ruas do Recife. 
 
8. Sujeito é substantivo que só tem plural. 
Quando o sujeito é um substantivo usado somente no 
plural, há duas possibilidades: 
 
a) se o substantivo não vier precedido de artigo fica no 
singular. 
Exemplo: Estados Unidos é a maior potência econômica 
do mundo. 
 
b) se o substantivo for precedido de artigo, o verbo vai 
para o plural. 
Exemplo: As Minas Gerais possuem grandes paisagens 
naturais. 
 
9. Sujeito é um pronome de tratamento. 
Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo vai 
para a 3ª pessoa. 
 
Exemplo: 
Vossa Excelência agiu corretamente. 
Vossas Excelências votaram a nova lei. 
 
10. Sujeito são os pronomes relativos QUE e QUEM 
 
a) Se o sujeito for o pronome relativo QUE, o verbo 
concordará em número e pessoa com o antecedente do 
pronome. 
 
Exemplo: 
Fui eu que liguei o rádio. 
Fomos nós que consertamos a TV. 
 
b) Se o sujeito for o pronome QUEM, o verbo fica na 3ª 
pessoa do singular. 
 
Exemplo: 
Não sou eu quem faz o jantar. 
Fui eu quem pagou o jantar. 
 
Observação: Popularmente é comum o verbo concordar 
com o antecedente do pronome QUEM. 
 
Exemplo: Não sou eu quem faço o jantar. 
 
11. O sujeito é uma oração 
Quando o sujeito for representado por uma oração, o 
verbo fica na 3ª pessoa do singular. 
 
Exemplo: 
Ainda falta comprar vários livros. 
 
12. Os núcleos do sujeito são infinitivos 
O verbo vai para o plural se os infinitivos forem 
determinados por artigos. Caso os infinitivos não 
aparecerem determinados o verbo poderá ficar no 
singular. 
 
Exemplo: Correr e caminhar é um ótimo exercício. 
 
13. Verbo com a partícula apassivadora SE 
O verbo normalmente concorda com o sujeito. 
 
Exemplo: 
Vende-se uma geladeira. 
Vendem-se carros. 
 
14. Verbo com índice de indeterminação do sujeito. 
O verbo fica na 3ª pessoa do singular e a partícula a SE 
está ligada a um verbo transitivo indireto ou intransitivo. 
 
Exemplo: 
Precisa-se de pedreiros. 
 
15. Sujeito formado por expressões 
 
 Um ou outro 
O verbo concorda no singular com o sujeito. 
 
Exemplo: Um ou outro jogador merecia críticas. 
 
 Um e outro, nem um nem outro, nem... nem... 
O verbo concorda preferencialmente no plural. 
 
Exemplo: Um e outro permaneciam aguardando a 
chamada. 
 
 Um dos que, uma das que 
O verbo vai, de preferência, para o plural. 
 
Exemplo: Antônio é um dos que mais estudam 
matemática. 
 
 Mais de, menos de 
O verbo concorda com o numeral a que se refere. 
 
Exemplo: 
Mais de um aluno apresentou a pesquisa de campo. 
Mais de cem menores fugiram do presídio. 
 
 A maior parte de, grande número de 
Essas expressões seguidas de substantivos ou 
pronome no plural, o verbo pode ir para o singular ou 
para o plural. 
 
Exemplo: 
Grandenúmero de empresários se revoltou contra o 
governo. 
 
 
 
 
 
 |34| 
A maioria das pessoas protestaram contra o aumento 
da energia elétrica. 
 
 Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós 
O verbo concordará com os pronomes nós ou vós ou 
concordar na 3ª pessoa do plural. 
 
Exemplo: 
Alguns de nós chegaram hoje. 
Muitos de nós não conhecemos as leis. 
 
Observação: 
Se o pronome indefinido ou interrogativo estiver no 
singular, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. 
 
Exemplo: Nenhuma de nós ouviu a notícia. 
 
 
16. Haja vista 
Podem ocorrer as seguintes concordâncias: 
 
 A expressão fica invariável 
 
Exemplo: 
Haja vista aos livros da escola. (atente-se) 
Haja vista os livros da escola. (por exemplo) 
 
 A expressão vai para o plural 
 
Exemplo: Hajam vista os livros da escola. (vejam-se) 
 
17. Concordância dos verbos DAR, SOAR, BATER 
Esses verbos concordam regularmente com o sujeito, a 
não ser que sejam usadas outras palavras como sujeito. 
 
Exemplo: 
Batiam cinco horas quando o alarme tocou. 
Deu quatro horas e ninguém foi visto. 
 
18. Concordância dos verbos impessoais 
Ficam na 3ª pessoa do singular, pois não possuem sujeito. 
 
Exemplo: 
Havia cinco anos que moravam em Portugal. 
Chovia muito naquela noite. 
Faz dois meses que recebemos a carta. 
 
Observação 
 Quando acompanhado de verbo auxiliar, esse fica 
invariável na 3ª pessoa do singular. 
 
Exemplo: Devia haver cinco anos que não falávamos 
com Rita. 
 
 Verbos que exprimem fenômenos da natureza usados 
em sentido figurado deixam de ser impessoais. 
 
Exemplo: Choviam lágrimas de seus olhos. 
 
 Popularmente é comum usar o verbo TER como 
impessoal no lugar de haver ou existir. 
xemplo: Tem cinco anos que moravam em Portugal. 
 
19. Concordância do verbo SER 
O verbo SER ora concorda com o sujeito ora concorda 
com o predicativo. 
 
 Quando o sujeito for um dos pronomes QUE ou 
QUEM o verbo SER concordará obrigatoriamente 
com o predicativo. 
 
Exemplo: 
Que são homônimos? 
Quem foram os vencedores do campeonato? 
 
 O verbo SER concordará com o numeral na 
indicação de tempo, dias, distância. 
 
Exemplo: É uma hora da madrugada. 
 
 Quando o sujeito for os pronomes tudo, o, isso, 
aquilo, isto o verbo SER concorda, 
preferencialmente, com o predicativo, mas poderá 
concordar com o sujeito. 
 
Exemplo: Tudo são flores no início da relação. 
 
 Quando aparece nas expressões é muito, é 
pouco, é bastante o verbo SER fica no singular, 
quando indicar quantidade, distância, medida. 
 
Exemplo: Quatro reais é pouco para irmos ao 
cinema. 
 
20. Concordância do verbo PARECER 
O verbo PARECER antes de infinitivos admite duas 
concordâncias: 
 
 O verbo PARECER se flexiona e o infinitivo não 
varia. 
 
Exemplo: As paredes do prédio pareciam 
estremecer. 
 
 Não varia o verbo PARECER e o infinitivo é 
flexionado. 
 
Exemplo: Os alunos parecia concordarem com o 
diretor da escola. 
 
 O verbo PARECER concordará no singular, 
usando-se oração desenvolvida. 
 
Exemplo: As paredes parece que estão 
estremecidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 |35| 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
 
 REGRAS GERAIS 
 
1ª) Observemos os elementos em destaque na frase: 
"Pelos cimos da mata se escapavam aves espantadas, 
remontando às alturas num voo desesperado." 
(Graça Aranha) 
Concluímos que: 
O adjetivo concorda em gênero e número com o 
substantivo a que se refere. 
 
2ª) Observe agora os termos grifados: 
"Os troncos atacados com raiva." 
"Algumas árvores pareciam resistir." 
"A dois quilômetros talvez não houvesse tanto fogo." 
"A duas léguas chegaria tanta fumaça?" 
 
Os artigos, os numerais e os pronomes adjetivos - "os"- 
"algumas", "dois", "duas" e "tanta" concordam com o 
substantivo a que se referem. 
 
Nota: quanto aos numerais, variam em gênero um, dois e 
as centenas a partir de duzentos. 
 
 REGRAS ESPECIAIS 
 
1ª) O adjetivo que se refere a mais de um substantivo 
de gênero e número diferentes, quanto posposto, 
poderá concordar no masculino plural ou com o 
substantivo mais próximo. 
 
"Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os 
vestidos decotados" 
"Acharia ele, porventura, a vida e o repouso íntimos." 
(A. Herculano) 
 
"Render o preito e a homenagem devida." 
(C. Ribeiro) 
 
2ª) Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, 
em geral, com o mais próximo. 
 
"Escolhestes mau lugar e hora..."(Herculano) 
"Creio que me houve com a necessária intrepidez e 
disciplina." (M. de Assis) 
"São de igual talhe e força."(Herculano) 
"Jorge, perdida a cor e o alento, caiu."(Manuel Bandeira) 
 
3ª) As expressões UM E OUTRO e NEM UM NEM 
OUTRO pedem substantivo singular. 
 
"Um e outro vaga-lume riscando fósforos." (J. A. Almeida) 
"Uma e outra coisa lhe desagrada."(M. Bernardes) 
 
4ª) Dois ou mais adjetivos que se referem ao mesmo 
substantivo determinado por artigo possibilitam dois 
tipos de concordância paralelos. 
 
Especializou-se nas literaturas brasileira e portuguesa; 
Especializou-se na literatura brasileira e na portuguesa. 
5ª) Sendo sinônimos os substantivos, o adjetivo 
concorda com o mais próximo. 
"As maldições se cumpriam no povo e gente hebreia." 
(Vieira) 
"O amor e a amizade verdadeira não nas bonanças, mas 
na adversidade se conhece." (F. de Morais) 
 
6ª) Quando dois ou mais numerais ordinais do 
singular modificam um mesmo substantivo, este, se 
posposto, pode ficar no singular ou ir para o plural. 
 
"Depois de bater repetidas vezes à porta do primeiro e 
segundo andar. (Camilo) 
 
"Os preços da segunda e terceira classe eram os mesmos 
de outras partes." (M. de Assis) 
 
"O terceiro e quarto volumes da Monarquia Lusitana." 
(Herculano) 
 
Nota: substantivo anteposto ficará no plural. 
"As cláusulas terceira, quarta e quinta..."(Rui Barbosa) 
 
7ª) Os pronomes adjetivos MESMO, PRÓPRIO, e o 
adjetivo SÓ concordam, normalmente, com o 
respectivo substantivo. 
Vós mesmos sois os responsáveis. 
Elas mesmas fizeram os trabalhos. 
Ela própria comprou tudo. 
Eles próprios se interrogavam. 
Vocês permanecem sós. 
 
Nota: quando mesmo equivale a realmente, de fato; e só, 
a somente, não variam. 
Ele veio mesmo. 
Só as mulheres permaneceram caladas. 
 
8ª) As palavras MEIO e BASTANTE, quando adjetivos, 
concordam com respectivos substantivos, ficando 
invariáveis quando advérbios. 
Bastantes pessoas ficaram bastante insatisfeitas. 
As meias palavras são sintomáticas das afirmações meio 
verdadeiras. 
Ao meio-dia e meia (hora), saíram. 
As meias garrafas estão meio vazias. 
 
9ª) O adjetivo ANEXO concorda, normalmente, com o 
respectivo substantivo, o que não ocorre quando, 
precedido da preposição em, constitui locução 
adverbial. 
Seguem anexas as minutas do processo. 
Todas provas estavam anexas. 
Os planos anexos ilustram e desenvolvem o croqui. 
Mas, seguem em anexo as declarações da testemunha. 
 
10ª) Os adjetivos QUITE e CONFORME concordam com o 
respectivo substantivo, segundo a normal geral. 
Ele já está quite com o Serviço Militar. 
Todas estarão quites com suas famílias. 
As informações chegaram conformes com as expectativas. 
 
 
 
 
 
 |36| 
11ª) A palavra ALERTA (advérbio) permanece 
invariável, segundo a tradição gramatical. 
Todos estavam alerta. 
Eles, alerta, dormiam em rodízio. 
 
12ª) Os adjetivos regidos da preposição de, que se 
referem a pronomes neutros indefinidos (nada, muito, 
algo, tanto, que etc.), normalmente, ficam no 
masculino singular. 
Isto não tem nada de misterioso. 
"Ela tem algo de sedutor.""Vocês têm um quê de diferente." 
 
Nota: por atração, esses adjetivos podem concordar com o 
substantivo. 
Os edifícios da cidade nada tinha de gigantes. 
 
CONCORDÂNCIA DO PREDICATIVO COM O SUJEITO 
 
1ª) O predicativo concorda em gênero e número com o 
respectivo sujeito. 
"A vida é uma longa espera."(Sartre) 
A família e a fortuna seriam concorrentes. 
 
2ª) Quando o sujeito é composto e constituído por 
substantivos do mesmo gênero, o predicativo 
concordará no plural e no gênero deles. 
O rio e o deserto estavam sonolentos. 
A família e a fortuna seriam concorrentes. 
 
3ª) Sendo o sujeito composto e constituído por 
substantivos de gêneros diversos, o predicativo 
concordará no masculino plural. 
O tempo e a vida passeiam discretos pelos ponteiros do 
relógio. 
A casa e o dono eram silenciosos e recolhidos. 
 
Nota: Embora mais rara, é possível a concordância com o 
núcleo mais próximo, o que só ocorre com o predicativo 
anteposto. 
Exemplo: "Era deserta a vida, a casa, o templo." 
(Gonçalves Dias) 
 
4ª) Se o sujeito for representado por um pronome de 
tratamento, a concordância efetua-se com o sexo da 
pessoa a quem nos referimos. 
Vossa Excelência ficará satisfeito. (homem) 
Vossa Alteza foi bondosa. (mulher) 
Sua Senhoria mostrou-se muito generoso. (homem) 
 
5ª) O predicativo aparece, às vezes, na forma de 
masculino singular nas expressões é bom, é 
necessário, é preciso, etc., embora o sujeito seja 
substantivo feminino ou plural, mas não determinado 
pelo artigo. 
É necessário muita cautela. 
Água é bom para a composição celular. 
Surpresa é preciso, de vem em quando. 
É proibido entrada de pessoas estranhas. 
Mas 
A cautela é necessária. 
É proibida a entrada de pessoas estranhas. 
 
Concordância do predicativo com o objeto 
 
1ª) O predicativo concorda em gênero e número com o 
objeto quando este for simples. 
Encontramo-lo satisfeito. 
"Olhou para as suas terras e viu-as incultas e maninhas." 
(Clarice Lispector) 
 
2ª) Quando o objeto é composto e constituído por 
elementos do mesmo gênero, o adjetivo flexiona-se no 
plural e no gênero dos objetos. 
Imaginaste eternas a vida e a fantasia. 
Achamos carinhosos o pai e o irmão dela. 
Encontrei confusos o turista e o velho cicerone. 
 
3ª) Sendo o objeto composto e formado de elementos 
de gêneros diferentes, o adjetivo predicativo 
concordará no masculino plural. 
Achei muito simpático o sultão e suas esposas. 
Pensei encontrar mudados a professora Balbina e seu 
colégio. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 |37| 
REGÊNCIA 
 
A sintaxe de regência estuda as relações de 
dependência das palavras nas orações e das orações no 
período. Ela divide-se em nominal (estuda o regime dos 
substantivos, adjetivos e advérbios) e verbal(estuda o 
regime dos verbos). 
 
 REGÊNCIA NOMINAL 
 
É estabelecida por preposições que ligam um 
termo regido ou subordinado a um termo regente ou 
subordinante. Como já foi dito, o termo regente é sempre 
um nome, entendido como tal o substantivo, o adjetivo e 
o advérbio. 
 
Termo Regente Preposição Termo Regido 
Disposição 
(substantivo) 
Para viajar. 
Nocivo 
(adjetivo) 
À saúde. 
 
Relação de regências de alguns nomes: 
Aceito a; adequado a; abrigado de; afável com, para com; 
alheio a; amante de; amigo de; amoroso com, para com; 
análogo a; ansioso de, por; anterior a; aparentado com; 
apto para, a; avaro de; avesso a; ávido de; bacharel em; 
benéfico a; bom para; caritativo com, para como; caro a; 
certo de; cheio de; cheiro a, de; a; compreensível a; 
comum a, de; conforme com, a; constante em; contíguo a; 
contrário a; devoto de; dócil a; doente de; doutor em; fácil 
de; favorável a; entendido em; erudito em; generoso com; 
hábil em; hostil a; ida a; idêntico a; idôneo para; leal a; 
lento em; liberal com; manco de; manso de; mau com, 
para, para com; mediano de, em; necessário a; nobre de, 
em, por; oblíquo a; oposto a; pálido de; pertinaz em; 
possuído de; querido de, por; rijo de; sábio em; tardo a; 
temeroso de; único em; útil a, para; vazio de. 
 
 REGÊNCIA VERBAL 
 
É a relação de subordinação existente entre um 
complemento(palavra regida) e a palavra cujo sentido é 
completado. Neste caso é o verbo, que tem seu sentido 
completado por outro termo. 
 
Regência de alguns verbos: 
Abraçar = no sentido de cingir, apertar nos braços, 
constrói-se com objeto direto ou indireto. 
Por exemplo: O pai abraçou o filho. 
 
Abraçou-se com a mãe. No sentido de adotar, seguir, 
constrói-se com objeto direto. 
Por exemplo: Não abraçou minha doutrina. 
 
Ansiar = no sentido de causar ânsia, angustiar, constrói-se 
com objeto direto. 
Por exemplo: A solidão ansiava-o. 
 
No sentido de desejar ardentemente, constrói-se com 
objeto indireto. 
Por exemplo: Ansiava por um novo amor. 
 
Aspirar = no sentido de sorver, tragar, constrói-se com 
objeto direto. 
Por exemplo: Marta aspirava o perfume das rosas. 
 
No sentido de desejar, pretender, constrói-se com objeto 
indireto. 
Por exemplo: Ela aspirava a altos cargos. 
 
Neste verbo não se usa os pronomes lhe e lhes. 
 
Assistir = admite várias regências. 
Por exemplo: O enfermeiro assiste o paciente (objeto 
direto ou indireto no sentido de prestar assistência, 
proteger, servir). 
 
Assisti ao jogo (objeto direto no sentido de presenciar, 
estar presente). Não lhe assiste o direito de julgar os 
indefesos (objeto indireto, lhe e lhes, no sentido de caber, 
pertencer direito ou razão a alguém). 
Durante minha infância, assistia num sítio muito aprazível 
(adjunto adverbial de lugar, no sentido de morar, residir). 
 
Chamar = pode ser usado com: objeto direto (O professor 
chamou o aluno). Objeto indireto (Chamou por um 
servente). Objeto direto + predicativo (Chamaram-no 
idiota). Objeto indireto + predicativo (Chamaram-lhe 
idiota). 
 
Nestes casos, o predicativo pode vir regido da preposição de. 
Por exemplo: Chamaram-no (lhe) de inteligente. 
 
Contentar-se = constrói-se com objeto indireto regido das 
preposições com, de, em. 
Por exemplo: Contentam-se com pouca coisa. Contentei-
me de responder com certeza. Contentava-se em vê-la 
sofrer. 
 
Custar = no sentido de ser custoso, difícil, emprega-se na 
3ª pessoa do singular, tendo como sujeito uma oração 
subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, a 
qual pode vir precedida da preposição a. 
Por exemplo: Custa-me dizer o que aconteceu. 
 
Custa muito chegar até lá. No sentido de acarretar 
trabalhos, causar incômodos, constrói-se com objeto direto 
e indireto. 
Por exemplo: A imprudência custou-lhe lágrimas amargas. 
 
Deparar = constrói-se com objeto direto ou indireto no 
sentido de encontrar. 
Por exemplo: Deparei (com) mulheres na praia. 
 
Constrói-se com objeto direto ou indireto no sentido de 
fazer aparecer, apresentar. 
Por exemplo: O juiz não deparou solução ao processo. 
 
Constrói-se com objeto indireto no sentido de apresentar-
se, oferecer-se, sendo o verbo pronominal. 
Por exemplo: Depararam-se com coisas estranhas. 
 
 
 
 
 
 |38| 
Dignar-se = constrói-se com objeto indireto regido da 
preposição de. 
Por exemplo: Não se dignou de expedir as ordens. 
 
Ensinar = constrói-se com objeto direto e indireto, 
geralmente. 
Por exemplo: Ensinou-o(lhe) a lição. 
 
Entreter-se = constrói-se com objeto indireto regido das 
preposições a, com, em. 
Por exemplo: Entretinha-se com os palhaços. 
 
Esquecer e lembrar = admitem três construções: Esqueci 
o nome dela. Esqueci-me do nome dela. Esqueceu-me o 
nome dela. 
 
Informar, avisar, prevenir e certificar = podem ser: com 
objeto direto (Não o possoinformar). 
Com objeto indireto (Não lhe posso informar). 
Com os dois objetos (Informei-me dos preços da carne). 
 
Investir = no sentido de atacar (O lutador investiu contra o 
adversário). 
No sentido de fazer investimentos (O governo investe 
enorme capitais). 
No sentido de apossar (Estava investido de nobre missão). 
Obedecer e desobedecer = com objeto indireto (Obedecia 
ao mestre). 
 
Perdoar e pagar = transitivo direto com objeto direto de 
coisa (Perdoei suas dívidas). Transitivo indireto com objeto 
indireto de pessoa (O pai não lhe perdoa). Transitivo direto 
e indireto (Perdoei-lhe a ofensa). 
 
Preferir = transitivo direto e indireto (Prefiro café a chá). 
Este verbo não se constrói com a locução do que. 
Também não se diga - preferir antes = é um pleonasmo, 
pois preferir já significa = querer antes. 
 
Presidir = constrói-se indiferentemente com objeto direto 
ou indireto. 
Por exemplo: Presidir o congresso ou ao congresso. 
 
Proceder = no sentido de ter fundamento, é intransitivo 
(Essa acusação não procede). No sentido de realizar, é 
transitivo indireto (Procedeu-se ao inventário da família). 
 
Querer = é transitivo direto no sentido de desejar (Eu a 
quero limpinha). É transitivo indireto no sentido de amar 
(Juro que lhe quero muito). 
 
Simpatizar e antipatizar = pede objeto indireto + com e 
não é pronominal. 
Por exemplo: Simpatizo com você. 
 
É erro grave dizer: Simpatizo-me com você. 
 
Visar = é transitivo direto no sentido de apontar arma de 
fogo contra (O caçador visou o alvo). 
É transitivo indireto no sentido de ter em vista (O pai 
trabalhava visando ao conforto dos filhos). 
 
 
SEMÂNTICA 
 
 SINONÍMIA 
 
É a relação que se estabelece entre duas palavras 
ou mais que apresentam significados iguais ou 
semelhantes - SINÔNIMOS. 
 
Ex.: Cômico – engraçado 
 Débil - fraco, frágil 
 Distante - afastado, remoto 
 
● ANTONÍMIA 
 
É a relação que se estabelece entre duas palavras 
ou mais que apresentam significados diferentes, contrários 
- ANTÔNIMOS. 
 
Ex.: Economizar – gastar 
 Bem – mal 
 Bom – ruim 
 
● HOMONÍMIA 
 
É a relação entre duas ou mais palavras que, 
apesar de possuírem significados diferentes, possuem a 
mesma estrutura fonológica - HOMÔNIMOS. 
 
As homônimas podem ser: 
 
Homógrafas heterofônicas (ou homógrafas) - são as 
palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. 
 
Ex.: gosto (substantivo) - gosto (1ª pess. sing. pres. ind. - 
verbo gostar) 
 
Conserto (substantivo) - conserto (1ª pess. sing. pres. ind. 
- verbo consertar) 
 
Homófonas heterográficas (ou homófonas) - são as 
palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. 
 
Ex.: Cela (substantivo) - sela (verbo) 
Cessão (substantivo) - sessão (substantivo) 
Cerrar (verbo) - serrar (verbo) 
 
Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) - são 
as palavras iguais na pronúncia e na escrita. 
 
Ex.: Cura (verbo) - cura ( substantivo) 
Verão (verbo) - verão ( substantivo) 
Cedo (verbo ) - cedo (advérbio) 
 
 
● PARONÍMIA 
 
É a relação que se estabelece entre duas ou mais 
palavras que possuem significados diferentes, mas são 
muito parecidas na pronúncia e na escrita - PARÔNIMOS. 
 
Ex.: Cavaleiro – cavalheiro 
 Absolver – absorver 
 
 
 
 
 
 |39| 
● POLISSEMIA 
 
É a propriedade que uma mesma palavra tem de 
apresentar vários significados. 
 
Ex.: Ele ocupa um alto posto na empresa. 
Abasteci meu carro no posto da esquina. 
Os convites eram de graça. 
Os fiéis agradecem a graça recebida. 
 
● FAMÍLIA DE IDEIAS 
 
São palavras que mantêm relações de sinonímia e 
que representam basicamente uma mesma ideia. 
 
Veja a relação a seguir: 
 Casa, moradia, lar, abrigo 
 Residência, sobrado, apartamento, cabana 
 
Todas essas palavras representam a mesma ideia: 
lugar onde se mora. Logo, trata-se de uma família de 
ideias. 
Observe outros exemplos: 
 Revista, jornal, biblioteca, livro 
 Casaco, paletó, roupa, blusa, camisa, jaqueta 
 Serra, rio, montanha, lago, ilha, riacho, planalto 
 Telefonista, motorista, costureira, escriturário, professor 
 
● CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO 
 
Conotação é o uso da palavra com um significado 
diferente do original, criado pelo contexto. 
 
Ex.: Você tem um coração de pedra. 
 
Denotação é o uso da palavra com o seu sentido 
original. 
 
Ex.: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das 
rochas. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
Acentuação, Ortografia e Noções de Fonética 
 
01) Acerca da palavra ―cantaram‖, é correto afirmar que 
a) possui número de letras igual ao de fonemas. 
b) não possui dígrafos. 
c) possui ditongo nasal decrescente. 
d) possui dois dígrafos vocálicos. 
 
02) Acerca da palavra ―fixando‖, é correto afirmar que: 
a) possui mais letras do que fonemas. 
b) possui mais fonemas do que letras. 
c) possui igual número de letras e de fonemas. 
d) não possui dígrafos. 
 
03) Ao separar as sílabas das palavras a seguir, qual é 
classificada como trissílaba? 
a) Iguais. 
b) Arroz. 
c) Gnóstico. 
d) Adivinhar. 
 
04) Quanto à posição da sílaba tônica, marque a opção 
CORRETA. 
a) Prontidão – oxítona. 
b) Praticamente – proparoxítona. 
c) Brasil – paroxítona. 
d) Dó – oxítona. 
 
05) Em qual das alternativas as palavras são todas oxítonas? 
a) jacaré, mania, cipó 
b) lúdico, pêssego, árvore 
c) caju, pé, boné 
d) caju, café, toró 
 
06) Do mesmo modo que ―véspera‖, é forma obrigato-
riamente acentuada: 
a) mecanico. 
b) medico. 
c) negocio. 
d) sabia. 
 
07) Enquadram-se na mesma regra de acentuação 
gráfica: 
a) ―saúde‖ e ―sanduíche‖. 
b) ‖óleo‖ e ―hambúrguer‖. 
c) ―provém‖ e ―você‖. 
d) ―volúpia‖ e ―científico‖. 
 
08) Acentuam-se devido à mesma regra de acentuação 
gráfica as seguintes palavras do texto: 
a) bióloga – lâmpadas – climáticas 
b) pestilência – habitará – vívida 
c) Bagdá – Islândia – óculos 
d) sustentável – políticas – ozônio 
 
09) Marque a opção em que as palavras estão 
corretamente acentuadas. 
a) Angú / órfão / rubríca. 
b) Logistíca / revólver / máximo. 
c) Revolvér / lápis / óculos. 
d) Álbum / órgão / fósforo. 
 
 
 
 
 
 |40| 
10) Compare os dois trechos que seguem: 
I – O governo está estudando demitir os funcionários 
púbicos do departamento que não mantém produtividade 
satisfatória. 
II – O governo está estudando demitir os funcionários 
públicos do departamento que não mantêm produtividade 
satisfatória. 
 
Suponha que um funcionário tenha uma produtividade 
considerada satisfatória, porém trabalha em um 
departamento cuja produtividade total está abaixo do 
esperado. Com base nas duas versões apresentadas, 
pode-se afirmar que é de se esperar que ele: 
a) se preocupe bastante com a situação I, uma vez que, 
de acordo com a mensagem, o resultado negativo do 
departamento levará à demissão de todos os funcionários 
que lá trabalham. 
b) se preocupe bastante com a situação I, porém sem 
motivo, pois não há possibilidade alguma de ele ser 
demitido. 
c) não deve ter preocupações, pois ambas as 
possibilidades lhe são favoráveis. 
d) deve se preocupar com II, uma vez que a demissão 
atingirá todos os funcionários. 
 
11) Pela mesma regra de pássaro e júri devem ser 
acentuadas as seguintes palavras: 
a) Pessego e gari. 
b) Relampago e taxi. 
c) Desemprego e iris. 
d) Bussola e caju. 
 
12) É correto afirmar-se sobre a acentuação gráfica de 
palavras do texto que 
A) ―cálice‖ e ―cardíaca‖ são acentuadas pelo mesmo 
motivo. 
B) ―câncer‖ e ―esôfago‖ são acentuadas pela mesma 
regra. 
C) como ―abundância‖, ―ninguém‖ é acentuada por ser 
oxítona terminada em ditongo.D) como ―está‖, ―há‖ é acentuada por ser paroxítona 
acabada em vogal. 
 
13) A alternativa cujas palavras se escrevem, 
respectivamente, com ―ç‖ e ―s‖ (como em ―invenção‖ e 
ascensão‖) é: 
a) diver_____ão – compreen_____ão 
b) expan_____ão – preten_____ão 
c) execu_____ão – preten_____ão 
d) infra_____ão – execu_____ão 
 
14) Quanto à ortografia, assinale a opção CORRETA em 
que todas as palavras devem ser escritas com ―z‖. 
a) pesqui_a / bele_a / anali_ar. 
b) nobre_a / bali_a / desli_e. 
c) burgue_a / lou_a / papi_a. 
d) coloni_ar / va_ar / li_o. 
 
15) O texto a seguir refere-se à questão 
Sobre o tema ―O jogo no Brasil‖, uma leitora do jornal 
O Globo escreveu o seguinte: ―Não entendo por que não 
se legaliza o jogo no Brasil. Todos os países que têm o 
jogo reconhecido, além de arrecadarem uma fortuna em 
impostos, dão emprego a muita gente. Quem quer jogar, o 
faz livremente pela Internet e nos bingos ilegais, onde 
quem arrecada é o contraventor. Os mais abastados 
deixam dólares lá fora, que poderiam ajudar a educação e 
saúde, aqui dentro‖. 
 
Na frase ―Não entendo por que não se legaliza o jogo no 
Brasil‖, o termo sublinhado tem a grafia em dois termos 
exatamente pelo mesmo motivo que em 
a) ―A legalização do jogo é o motivo por que luta a leitora.‖ 
b) ―Por que razão não se legaliza o jogo?‖ 
c) ―Desconheço por que a legalização do jogo é proibida.‖ 
d) ―Esse é o caminho por que ele veio.‖ 
 
 
Morfologia 
 
16) ―Devido à sua rapidez para trazer novos recursos, 
além da administração eficiente da equipe de Mark 
Zuckerberg,...‖. Os termos destacados são, respectiva-
mente, 
a) substantivo, adjetivo e substantivo. 
b) substantivo, adjetivo e adjetivo. 
c) adjetivo, adjetivo e adjetivo. 
d) adjetivo, adjetivo e substantivo. 
 
17) Qual dos nomes a seguir é substantivo coletivo? 
a) Ferramenta. 
b) Saudade. 
c) Enxoval. 
d) Arco-íris. 
 
18) Observe estas frases: 
I) A prefeitura vai indenizar 100 motoristas que perderam 
seus carros na enchente do túnel do Anhangabaú. 
II) A prefeitura vai indenizar os 100 motoristas que 
perderam seus carros na enchente do túnel do 
Anhangabaú. 
 
Assinale a alternativa que contém uma interpretação 
incorreta: 
a) Segundo I, a prefeitura indenizará muitos proprietários 
atingidos, mas não necessariamente todos. 
b) Segundo II, o número de carros prejudicados totaliza 
100, e todos serão indenizados. 
c) A ausência do artigo em ―indenizar 100 motoristas‖ 
indica que o número de carros atingidos é conhecido, mas 
nem todos serão indenizados. 
 
 
 
 
 
 |41| 
d) A presença do artigo em ―indenizar os 100 motoristas‖ 
indica que o número de carros atingidos é previamente 
conhecido pelos leitores. 
19) Pobre brasileiro estuda menos que o africano 
Os brasileiros que estão entre os 40% mais pobres, 
frequentam menos anos de escola do que a população do 
mesmo estrato social em países como Gana e Tanzânia 
— cujo PIB “per capita” é, em média, três vezes inferior ao 
do Brasil. A conclusão está em relatório do BID (Banco 
Interamericano de Desenvolvimento). 
Sendo coerente com o conteúdo da notícia, podemos 
afirmar que em sua manchete: 
a) o termo ―africano‖ é substantivo, uma vez que se refere 
àqueles que nasceram na África. 
b) o termo ―africano é ‖adjetivo, uma vez que qualifica o 
substantivo oculto ―pobre‖. 
c) o termo ―pobre‖ é adjetivo, uma vez que qualifica o 
substantivo oculto ―brasileiro‖. 
d) os termos ―pobre‖ e ―brasileiro‖ são substantivos 
 
20) Entre os substantivos que estão abaixo, aquele que se 
forma a partir de uma palavra de classe diferente das 
demais é: 
a) crença; 
b) construção; 
c) pilhagem; 
d) superioridade; 
 
21) Assinale a alternativa em que, pluralizando-se a frase, 
as palavras destacadas permanecem invariáveis: 
a) Este é o meio mais exato para você resolver o 
problema: estude só. 
b) Meia palavra, meio tom - índice de sua sensatez. 
c) Estava só naquela ocasião; acreditei, pois em sua meia 
promessa. 
d) Só estudei o elementar, o que me deixa meio apreensivo. 
 
22) A aeronave pousou suave na pista. 
 
O termo sublinhado exerce a função de: 
a) substantivo 
b) adjetivo 
c) advérbio 
d) pronome 
 
23) Ele se mostrou ser uma pessoa sem escrúpulos. 
 
O termo sublinhado exerce a função de: 
a) locução substantiva 
b) locução adjetiva 
c) locução adverbial 
d) locução conjuntiva 
 
24) A única frase em que há erro no emprego do 
pronome oblíquo é: 
a) Eu o conheço muito bem. 
b) Faltava-lhe experiência. 
c) A mãe amava-a muito. 
d) Farei tudo para livrar-lhe desta situação. 
 
 
 
25) Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do 
pronome pessoal: 
a) Quando voltei a si descobri a razão de tudo. 
b) Para mim, ir àquele lugar é um suplício. 
c) Para mim ir àquele lugar, preciso de companhia. 
d) Nada restou entre aquelas pessoas e eu. 
26) E o espírito de Natal envolveu a todos na Delegacia. O 
Comissário tomou a iniciativa. Tirou da carteira uma nota e 
colocou-a em cima da mesa. Os outros lhe seguiram o 
exemplo. Viu-se, então, uma coisa curiosa. Policiais 
veteranos, homens frios, acostumados a toda sorte de 
história, chegavam junto à mesa do Comissário e ali 
depositavam suas contribuições. 
 
O pronome ―lhe‖ revela ideia de: 
a) condição. 
b) posse. 
c) dúvida. 
d) explicação. 
 
 
27) “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí 
que a posterior leitura (da palavra) não possa prescindir da 
continuidade da leitura (do mundo).” 
 
Os pronomes demonstrativos são elementos de 
organização das partes que formam um texto. Qual a 
opção que substitui corretamente as palavras entre 
parênteses no trecho dado? 
a) dessa – daquele 
b) desta – deste 
c) desta – daquele 
d) daquele – dessa 
 
28) Iniciamos _____ sessão com o objetivo de discutir os 
problemas atuais do Brasil. Participarão _____ encontro 
políticos, economistas e profissionais liberais. Espera-se 
que, ao final, todos possam recordar ______ seminário 
como algo que de fato contribuiu para o país. 
 
As lacunas acima são corretamente preenchidas por: 
a) esta – desse – desse 
b) essa – deste – daquele 
c) esta – desse – deste 
d) essa – deste – desse 
 
29) Quanto à classificação dos pronomes destacados, 
marque a opção INCORRETA. 
a) Aqueles são meus filhos. (demonstrativo) 
b) Ele não diz nada. (indefinido) 
c) Ele me beijou. (pessoal) 
d) Essa carta é para você. (demonstrativo) 
 
30) Assinale a opção cujo emprego do elemento 
sublinhado está de acordo com a norma culta. 
a) Não sei onde podemos chegar com todas essas 
evidências. 
b) O lugar onde você fez a prova era muito distante da 
sua casa. 
c) Não se comentam essas coisas onde eu vim. 
d) Trata-se de uma etapa da vida onde vários desafios a 
vocês se apresentam. 
 
 
 
 
 
 
 |42| 
31) Frequentemente no discurso oral, usa-se onde em 
lugar de em que. Esse emprego dentro de um discurso 
escrito que requeira certa formalidade é inadequado. 
Considere os fragmentos de redações escolares a seguir e 
assinale a alternativa que contém o emprego adequado: 
 
a) O Brasil é um país onde ainda se registra a existência 
de milhões de pessoas na condição de iletrados. 
b) Este milênio vem em boa hora, num momento onde 
todos os povos fortalecem sentimentos de esperança por 
dias melhores. 
c) Em nossos dias, é difícil ter um amor verdadeiro onde a 
pessoa possa apoiar-se e se dar bem na vida. 
d) A preservação do emprego tornou-se a maior 
preocupação do trabalhador neste início de século, onde a 
baixa qualificação profissional aumenta a exclusão social. 
 
Texto I – Curto e GrossoO homem já sabe como alimentar a terra inteira. 
Já descobriu como fazer a todos beneficiários do 
progresso e da riqueza. Já dominou suficientemente a 
ciência para colocá-la a serviço da justiça, do bem e da 
humanidade. Por que, então, não realiza tudo isso? Por 
que para exatamente no ponto em que venceu o que 
antes eram resistências ao progresso? Por que se perde e 
entra em desespero exatamente quando já dominou os 
meios materiais necessários ao equilíbrio da vida? 
 
32. Sobre o pronome ―isso‖, linha 06, é correto afirmar que 
a) resume as ideias do texto. 
b) retoma informações do texto. 
c) deixa a comunicação comprometida. 
d) antecipa informações do texto. 
 
33. Está correta a substituição da expressão ―em que‖, 
linha 07, por 
a) do qual. 
b) para o qual. 
c) durante o qual. 
d) no qual. 
 
34) Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, 
corretamente as lacunas abaixo. 
I. A espécie nova … se referia Meyer era uma borboleta. 
II. A espécie nova … Meyer tratava era uma borboleta. 
III. A espécie nova … Meyer se maravilhava era uma 
borboleta. 
IV. A espécie nova … Meyer descobriu era uma borboleta. 
 
a) que, de que, com que, que 
b) a que, de que, com que, que 
c) a que, de que, que, de que 
d) de que, a que, que, a que 
 
35) Qual das alternativas apresenta pronome indefinido? 
a) Ele não diz nada. 
b) Esta casa está vazia. 
c) Eles estão sempre juntos. 
d) Quem viu Maria? 
 
 
 
36) Qual opção apresenta um verbo no modo subjuntivo? 
a) Comprei um carro novo. 
b) Levarei você ao cinema. 
c) Faça a tarefa. 
d) Que você seja feliz 
37) Abaixo estão recomendações para evitar o estresse. 
Assinale a opção na qual os verbos estão conjugados, 
corretamente, na terceira pessoa do singular. 
 
a) Saboreie a vida, dá mais valor a suas experiências. 
b) Aprende a dizer não. Peça ajuda sempre que 
necessário. 
c) Fique atenta à respiração. Inspira e expira lentamente. 
d) Invista em prazeres: ouça música, leia, dê-se o direito 
de não fazer nada. 
 
38) Somente uma das frases abaixo sobre Millôr 
Fernandes é considerada correta pela norma culta. 
Indique-a. 
a) Vou lembrar-me desse seu texto sempre que ver uma 
moça de tanga. 
b) O autor do texto se atem às ipanemenses, mas o que é 
dito vale para todas as mulheres. 
c) O novo desejo é que ele continue o escritor sensível e 
inteligente que é. 
d) Sua obra é extensa e de qualidade, e se ele manter o 
vigor de sua escrita o será muito mais, 
 
 
39) Assinale o período que apresenta erro no emprego da 
forma verbal: 
a) Enquanto você não mantiver a palavra, não haverá 
acordo entre nós. 
b) O rapaz pediu ao pai que propusesse um acordo aos 
colonos. 
c) O amigo interveio na discussão porque sabia que Júlio 
estava errado. 
d) Quando vocês verem Carlos, não o reconhecerão 
imediatamente. 
 
40) Marque a opção INCORRETA em relação ao emprego 
dos verbos. 
a) Se ele a visse nesses trajes, cometeria um desatino. 
b) Se eles soubessem a verdade, ficariam indignados. 
c) Se ele se dispor a colaborar, tudo seria mais fácil. 
d) Se nós fôssemos responsáveis, assumiríamos a culpa. 
 
41) Leia a afirmativa a seguir. 
―Se ninguém ______ presente, não haveria problema 
algum em cancelar a palestra‖. 
 
Quanto à correlação dos tempos verbais, marque a opção 
que completa corretamente a lacuna do período. 
a) está 
b) estiver 
c) estivesse 
d) estava 
 
42) A frase que NÃO admite transposição para a voz 
passiva é: 
a) Fiquei observando a construção caprichosa da teia da 
aranha. 
b) Os vegetarianos não fiquem aliviados. 
 
 
 
 
 
 |43| 
c) Tudo isso compõe uma trama de vida e morte. 
d) Eu teria reservado um melhor arremate para esta 
crônica. 
 
43) Transpondo a frase Os extraordinários aconteci-
mentos pareciam dividir nitidamente o mundo entre os 
defensores e os inimigos da liberdade e do progresso 
social para a voz passiva, a forma verbal corretamente 
obtida é: 
a) parecia ser dividido. 
b) pareciam ter sido divididos. 
c) tinha sido dividido. 
d) tinha parecido dividir. 
 
44) Transpondo para a voz passiva a frase: "Haveriam de 
comprar, ainda, um trator maior", obtém-se a forma verbal: 
a) comprariam 
b) ter-se-ia comprado 
c) comprar-se-ia 
d) haveria de ser comprado 
 
45) Em qual das opções o verbo está na voz passiva sintética? 
a) O pescador é estimado por todos. 
b) Consertam-se barcos de pescadores. 
c) Duvida-se dos garotos. 
d) Trata-se de bons livros. 
 
46) Passando, respectivamente, para a voz ativa e para a 
passiva: “Embora os exames já tenham sido devolvidos 
pelos professores, a escola ainda não divulgou os 
resultados”, obtêm-se as formas verbais: 
a) tivessem devolvido – foram divulgados 
b) tenham devolvido – foram divulgados 
c) tenham devolvido – tivessem divulgado 
d) devolvessem – foram divulgados 
 
Sintaxe 
 
Pode dizer-se que a presença do negro representou 
sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos 
latifúndios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, 
eventualmente, prestimosos colaboradores da indústria 
extrativa, na caça, na pesca, em determinados ofícios 
mecânicos e na criação do gado. Dificilmente se 
acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico que 
exige a exploração dos canaviais. Sua tendência 
espontânea era para as atividades menos sedentárias e 
que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem 
vigilância e fiscalização de estranhos. 
(Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes) 
 
47) Marque a opção CORRETA quanto à função sintática 
do termo ―Os antigos moradores da terra...‖, no primeiro 
parágrafo. 
a) Sujeito composto. 
b) Sujeito simples cujo núcleo é moradores. 
c) Sujeito simples cujo núcleo é antigos. 
d) Sujeito oracional. 
 
48) Na frase: ―O professor ligou para a secretaria e pediu a 
ela a relação de matriculados no curso.‖ 
 
O sujeito de ―pediu‖ é classificado como: 
a) simples 
b) composto 
c) oculto 
d) indeterminado 
 
49) Qual das orações a seguir apresenta sujeito 
indeterminado? 
a) Estou acostumado a isso. 
b) Faremos o trabalho na escola. 
c) Choveu demais no último verão. 
d) Quebraram a vidraça. 
 
A Banda 
 
Estava à toa na vida, 
O meu amor me chamou 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor. 
A minha gente sofrida 
Despediu-se da dor 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor 
O homem sério que contava dinheiro, parou. 
O faroleiro que contava vantagem, parou. 
A namorada que contava as estrelas, parou 
Pra ver, ouvir e dar passagem. 
A moça triste que vivia calada sorriu, 
A rosa triste que vivia fechada se abriu 
E a meninada toda se assanhou 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor. 
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou 
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou. 
A moça feia debruçou na janela 
Pensando que a banda tocava pra ela. 
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu, 
A lua cheia que vivia escondida surgiu, 
Minha aldeia toda se enfeitou 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor. 
Mas, para seu desencanto, 
O que era doce acabou, 
Tudo tomou lugar 
Depois que a banda passou. 
E cada qual no seu canto 
Em cada canto uma dor 
Depois da banda passar 
Cantando coisas de amor. 
Chico Buarque de Holanda 
 
50) Assinale a alternativa cujo sujeito seja classificado 
como o de ―debruçou‖, estrofe 3. 
a) Haverá maremotos e terremotos. 
b) Ele e os amigos não estudaram muito. 
c) Esqueceram o nome de muitos alunos. 
d) Choveram muitas reclamações contra o concurso. 
 
51) O sujeito do 1º ―parou‖, estrofe 2, é 
a) homem. 
b) que. 
c) dinheiro. 
d) faroleiro. 
 
 
 
 
 
 
 |44| 
52) O termo sublinhado constitui o sujeito da seguinte 
construção: 
a) Não se encontrou uma forma definitiva de organização 
social. 
b) Énessa condição que vivem os animais. 
c) Tais delitos acabam tornando-se estímulos para a 
banalização das transgressões. 
d) Ocorre isso por conta das reiteradas situações de 
impunidade. 
 
53) No anúncio: 
 
LOJA DE CALÇADOS FEMININO 
Vende-se 3 lojas bem montadas 
tradicionais, nos melhores Pontos 
da Cidade. Ótima Oportunidade! 
F: (__) xxx-xxxxxx 
(O Estado de S. Paulo, 15.08.2002) 
 
A expressão Vende-se 3 lojas bem montadas 
a) Deveria ocorrer na forma Vendem-se porque se é índice 
de indeterminação do sujeito, e lojas é o sujeito. 
b) Não apresenta problema porque se é índice de 
indeterminação do sujeito. 
c) Deveria ocorrer na forma Vendem-se porque se é 
partícula apassivadora, e lojas é o sujeito. 
d) Não apresenta problema, porque se é partícula 
apassivadora, e lojas é o sujeito. 
 
54) Considere as frases abaixo. 
I – Há amigos de infância de quem nunca nos 
esquecemos. 
II – Deviam existir muitos funcionários despreparados; por 
isso, talvez, existissem discordâncias entre os elementos 
do grupo. 
 
Substituindo-se em I o verbo haver por existir e em II o 
verbo existir por haver, a sequência correta é 
a) existem, devia haver, houvesse. 
b) existe, devia haver, houvessem. 
c) existe, devia haver, houvesse. 
d) existem, deviam haver, houvesse. 
 
55) Aqui há plantas que dão duas, três safras por ano. 
 
Substituindo-se a forma verbal do trecho acima por outra, 
só não se respeitou a norma culta em: 
a) Aqui existem plantas que dão duas, três safras por ano. 
b) Aqui deve haver plantas que dão duas, três safras por ano. 
c) Aqui podem existir plantas que dão duas, três safras por 
ano. 
d) Aqui há de existir plantas que dão duas, três safras por ano. 
 
56) Marque ( V ) para as alternativas VERDADEIRAS e 
( F ) para as FALSAS, considerando a concordância 
verbal. 
( ) Pode haver dúvidas nesta questão. 
( ) Vocês haviam chegado ao ponto certo. 
( ) Fazia meses que não a encontrava. 
( ) Podem haver dúvidas nesta questão. 
( ) Faziam meses que não a encontrava. 
 
Assinale a única opção que apresenta a sequência 
CORRETA de cima para baixo. 
a) F – F – F – V – V. 
b) F – V – F – V – F. 
c) V – V – V – F – F. 
d) V – F – V – F – V. 
57) ―Eu me flagrei pensando em você 
em tudo que eu queria te dizer‖ 
 (Zeca Baleiro) 
 
Com relação aos pronomes pessoais destacados nos 
versos acima, é INCORRETO afirmar que: 
a) O pronome ―eu‖ exerce a função de sujeito das formas 
verbais ―flagrei‖ e ―queria‖, função típica dos pronomes do 
caso reto. 
b) O pronome ―me‖ exerce a função de objeto indireto da 
forma verbal ―flagrei‖, função típica dos pronomes do caso 
oblíquo. 
c) O pronome ―você‖ exerce a função de objeto indireto da 
forma nominal do verbo ―pensar‖, função típica dos 
pronomes do caso oblíquo. 
d) O pronome ―te‖ exerce a função de objeto indireto da 
forma nominal do verbo ―dizer‖, função típica dos 
pronomes do caso oblíquo. 
 
58) Se tu queres um amigo, cativa-me! 
 
Os verbos destacados no período são, respectivamente, 
a) transitivo direto e intransitivo. 
b) transitivo indireto e transitivo direto. 
c) transitivo direto, ambos. 
d) intransitivo e transitivo indireto. 
 
59) Em quais das frases a seguir, o termo destacado é 
adjunto adverbial? 
I) Não abria mão das roupas e joias caras mesmo no 
ambiente de trabalho. 
II) Os habitantes do povoado pronunciavam errado o 
nome do fundador do local. 
III) Os filmes analisados foram considerados pouco 
recomendáveis. 
 
a) Em todas 
b) Somente em I 
c) Somente em II e III 
d) Somente em I e II 
 
60) O adjunto adverbial, ao agregar certas circunstâncias 
ao verbo, interfere profundamente no significado global da 
frase. Tanto é verdade, que, conforme a circunstância 
indicada pelo adjunto adverbial, o conteúdo global de uma 
frase pode ser favorável ou desfavorável, agressivo ou 
polido (educado). 
 
Observe as três frases que seguem: 
I. Por excesso de velocidade, o veículo atropelou dois 
pedestres na calçada. 
II. Entregue, por obséquio, este recado ao gerente o 
quanto antes possível. 
III. Entregue, pelo amor de Deus, este recado ao gerente, 
sem moleza. 
 
 
 
 
 
 
 
 |45| 
Sobre eles, e correto afirmar que: 
a) Em I, os dois adjuntos adverbiais atenuam a culpa do 
motorista. 
b) Em II, um adjunto adverbial indica polidez; o outro, 
urgência. 
c) Em III, os adjuntos indicam polidez. 
d) No enunciado I, há um adjunto que indica condição e 
outro que indica lugar. 
61) ... para que ela não interfira de forma excessiva em 
seus projetos. 
 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o 
grifado acima está em: 
a) ...contra forças desconhecidas que anulam tudo aquilo... 
b) ... com as quais procuramos lidar com a realidade ... 
c) ... deixando-nos desarmados e atônitos ... 
d) ... de algo que está além de nossa compreensão ... 
 
62) Chegamos ao escritório, ontem, às pressas, 
 
O verbo ―chegar‖ é 
a) intransitivo 
b) transitivo direto 
c) transitivo indireto 
d) de ligação 
 
63) No título do Texto I, ―Os sonhos dos adolescentes‖, o 
termo destacado, sintaticamente, é 
a) adjunto adnominal. 
b) complemento nominal. 
c) agente da passiva. 
d) objeto direto. 
 
64) Suponha que você seja um grande latifundiário. Qual 
das frases a seguir lhe causaria maior preocupação? 
I - Os latifúndios improdutivos serão desapropriados. 
II - Os latifúndios, improdutivos, serão desapropriados. 
 
a) A primeira, pois é impossível negar que seu latifúndio 
é improdutivo. 
b) A primeira, pois a manchete deixa bem claro que se 
trata de todos os latifúndios. 
c) A primeira, pois a manchete afirma que há poucos 
latifúndios produtivos de fato. 
d) A segunda, pois a manchete dá a entender que todos 
os latifúndios são improdutivos. 
 
65) No tema indígena e em outros, devem-se proteger os 
interesses de todos e a paz social, imprescindível para o 
funcionamento do país, mas também devem-se proteger 
os direitos das partes. As florestas têm seus direitos, 
independentemente de algumas discussões que possam 
vir a acontecer sobre a propriedade de determinados 
territórios, porque as comunidades têm os seus. Deve-se 
fazer um esforço para dialogar que permita avanço no 
processo. 
(El Diario Austral, 30 set.2001). 
 
O trecho acima foi retirado do discurso do subsecretário 
do Ministério de Desenvolvimento e Planejamento do 
Chile, publicado naquele país. 
 
Assinale a alternativa que analisa gramaticalmente de 
modo correto uma das passagens do texto. 
a) "Devem-se proteger os interesses de todos" contém 
pronome com função indeterminadora do sujeito. 
b) A locução verbal "possam vir a acontecer" indica a 
precisão das discussões. 
c) O pronome possessivo "seus" está empregado com o 
valor de "alguns". 
d) O termo "para o funcionamento do país" é complemento 
nominal de "imprescindível". 
66) Em todas as orações o termo destacado está 
analisado corretamente, exceto em: 
a) Existe, nesta cidade, um carpinteiro. (objeto direto) 
b) É importante o apoio dos operários. (sujeito) 
c) Já tínhamos certeza da derrota. (complemento nominal) 
d) O estudante permaneceu inalterável. (predicativo) 
 
67) Das alternativas que seguem, apenas uma não se 
encontra corretamente analisada quanto à sua estrutura 
sintática. Identifique-a: 
a) Os animais fugiram do zoológico. (adjunto adverbial de 
lugar) 
b) Os animais do zoológico fugiram. (adjunto adnominal) 
c) Os alunos deixaram o colégio entusiasmados. (adjunto 
adnominal) 
d) A garota chegou em casa apressadamente. (adjunto 
adverbial de modo) 
 
68) No período ―Sucede que o país precisa de uma política 
agrícola.‖, temos uma oração subordinada 
a) substantiva objetiva indireta. 
b) substantiva subjetiva. 
c) adjetiva restritiva. 
d) adverbial condicional. 
 
69) Não verificamosse seu nome estava na lista. 
 
A função do ―se‖ na frase é: 
a) índice de indeterminação do sujeito 
b) pronome apassivador 
c) pronome reflexivo 
d) conjunção 
 
70) Temos receio de que sua vinda gere constrangimentos. 
 
A oração grifada exerce função de: 
a) objeto indireto 
b) complemento nominal 
c) adjunto adverbial 
d) sujeito 
 
71) Ele está inserido num contexto que a gíria nunca 
alcança 
 
A função morfológica e sintática da palavra ―que‖, na linha 
08, é: 
a) Pronome relativo e objeto direto. 
b) Pronome relativo e sujeito. 
c) Substantivo e sujeito. 
d) Preposição e complemento nominal. 
 
 
 
 
 
 
 
 |46| 
72) Assinale a alternativa que apresenta um período em 
que há uma oração subordinada adjetiva. 
a) A ninguém pedi que me desse atenção. 
b) Não escondo os sentimentos que guardo em meu 
coração. 
c) Ele confessou que levou os objetos sem pedir 
autorização. 
d) Não há solução por hora! Tenha certeza de que 
avisaremos. 
 
 
73) Assinale a opção cujo "que" em destaque é pronome 
relativo: 
a) Não sei que fazer. 
b) Tenho certeza de que conseguirás. 
c) Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse. 
d) Tanta era a alegria que muitos não se contiveram sóbrios. 
 
74) Compare as duas frases, observando sua pontuação. 
 
Nesta festa, só beijarei as meninas, que são feias. 
Nesta festa, só beijarei as meninas que são feias. 
 
Assinale a alternativa correta quanto ao sentido dessas 
frases. 
a) A primeira afirma que todas as meninas da festa são 
feias – e serão beijadas. 
b) A primeira afirma que somente as meninas feias serão 
beijadas; as bonitas não. 
c) A segunda afirma que todas as meninas da festa são 
feias – e serão beijadas. 
d) A segunda afirma que somente as meninas bonitas 
serão beijadas; as feias não. 
 
75) O período ―Quanto mais nos dedicamos, mais 
aprendemos.‖, encerra ideia de 
a) proporção. 
b) condição. 
c) conformidade. 
d) consequência. 
 
76) No período "Estude para se conformar", a oração 
subordinada encerra ideia de 
a) finalidade. 
b) causa. 
c) consequência. 
d) conformidade. 
 
77) Expressa uma finalidade a oração subordinada 
adverbial sublinhado em: 
a) (...) a religião toma para si a tarefa de orientar a conduta 
humana. 
b) (...) o sujeito pode tirar proveito pessoal de uma regra 
por tê-la infringido. 
c) (...) o ponto de partida para a boa conduta é o 
reconhecimento daquilo que não pode ser permitido. 
d) (...) as regras de convívio existem para dar base e 
estabilidade às relações entre os homens. 
 
78) Terminada a aula, compareça à coordenação. 
 
A oração sublinhada expressa: 
a) tempo 
b) condição 
c) causa 
d) consequência 
 
79) Tendo muitos amigos, não encontrou ninguém 
disposto a ajuda-lo. 
 
A oração sublinhada expressa: 
a) tempo 
b) condição 
c) concessão 
d) consequência 
 
80) Nos períodos a seguir, estão destacadas quatro 
orações subordinadas, na forma reduzida. 
I) Sendo o agregado homem de poucas palavras, 
entrou ele mudo e saiu calado. 
II) Acabada a missa, o gerente do banco retornou a seu 
trabalho. 
III) Conhecendo melhor a jovem, não a teria 
recomendado para o cargo. 
IV) Mesmo chorando a menina, seus lábios se abriram 
em amplo sorriso. 
 
Assinale a alternativa que, na ordem, corresponda ao 
sentido das orações destacadas: 
a) Embora o agregado fosse... / Depois que ... / Porque 
conhecia... / Porque chorava ... 
b) Se o agregado fosse... / Porque a missa tinha acabado 
... / Embora conhecesse ... / Embora chorasse... 
c) Porque o agregado era ... / Quando a missa acabou ... / 
Ainda que conhecesse ... / Se chorasse .... 
d) Como o agregado era .../ Logo que a missa acabou .../ 
Se conhecesse... / Embora chorasse... 
 
81) Em qual das alternativas a conjunção ―e‖ exerce valor 
adversativo? 
a) Casou e viajou. 
b) A casa era antiga e muito conservada. 
c) Juçara fuma, e não traga. 
d) ―Dá-me um ponto de apoio, e suspenderei a terra.‖ 
 
82) Com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) 
observado nos últimos anos, principalmente devido ao 
investimento estrangeiro, houve bastante geração de 
riquezas para o país. _______, ocorreu uma melhor 
distribuição de renda, que contribuiu para uma redução da 
desigualdade social. Essa evolução fortalece a autoestima 
do povo, que se torna mais esperançoso com um futuro 
promissor. ______, ainda existem problemas sociais que 
afetam o ânimo da população. A violência nas grandes 
cidades e o ainda alto nível de analfabetismo, por 
exemplo, representam barreiras para uma nação que 
pretende ser desenvolvida. Esses problemas, 
historicamente, envergonham o povo brasileiro que, 
mesmo assim, alimenta uma esperança em ver a 
superação desses obstáculos. Há uma grande expectativa 
mundial de que o Brasil consiga superar esses entraves. 
 
No texto, foram excluídas de forma proposital algumas 
palavras. Assinale a opção que preencheria de forma 
coerente esses espaços, respectivamente: 
a) Além disso; Porém 
b) Porém; Logo 
c) Por isso; Assim 
d) Além disso; Assim 
 
 
 
 
 
 
 |47| 
Pontuação 
 
83) Mais de 20 anos depois, graças aos avanços na 
tecnologia de identificação de DNA e à expansão dos 
bancos de dados com informações genéticas de 
criminosos, foi possível identificar os homens 
responsáveis pelo crime. 
 
A vírgula depois de Mais de vinte anos depois justifica-
se porque é 
a) um adjunto adverbial intercalado. 
b) um adjunto adverbial deslocado. 
c) uma oração adverbial temporal deslocada. 
d) um adjunto adnominal com valor de advérbio e está 
deslocado. 
 
84) As normas de pontuação estão plenamente atendidas 
na frase: 
a) Os jogos de uma Copa do Mundo, quase sempre 
costumam provocar altas emoções não apenas, nos fãs do 
futebol, mas também nos que não costumam se animar 
com esse esporte. 
b) Não há dúvida, de que a mídia tornou-se responsável, 
por um crescente interesse internacional no 
acompanhamento dos jogos da Copa do Mundo. 
c) Nos grandes centros urbanos, o trânsito em dias de 
jogos do Brasil, costuma sofrer nervosas oscilações, entre 
o máximo de movimento, e o total esvaziamento das ruas. 
d) O autor do texto nota, com razão, as variações do 
humor público que, durante a Copa, traduzem as distintas 
emoções que os jogos nos despertam. 
 
85) É preciso suprimir a vírgula da seguinte frase: 
a) Ainda que não haja consenso, muitos acreditam que a 
prática da meditação traz efeitos altamente positivos. 
b) Normalmente, os rituais religiosos acabam induzindo os 
crentes à prática da meditação. 
c) Não importa qual seja a crença, todas as práticas 
religiosas estimulam a meditação. 
d) Todo aquele que se entrega à prática da meditação, 
acaba atingindo um patamar de maior serenidade 
espiritual. 
 
86) Está inteiramente correta a pontuação do período: 
a) Sejam animais, sejam vegetais, tudo o que se alimenta 
e é alimento está sujeito, não há dúvida, à lei da 
necessidade de sobreviver. 
b) Sejam animais sejam vegetais, tudo o que se alimenta, 
e é alimento está sujeito, não há dúvida, à lei, da 
necessidade de sobreviver. 
c) Sejam animais, sejam vegetais, tudo, o que se alimenta, 
e é alimento, está sujeito - não há dúvida à lei da 
necessidade de sobreviver. 
d) Sejam animais; sejam vegetais: tudo o que se alimenta 
e é alimento, está sujeito, não há dúvida, à lei da 
necessidade de sobreviver. 
 
 
 
 
 
 
87) Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros 
extremos climáticos serão lugar-comum.‖ (linha 10). 
 
Na frase acima transcrita, o uso da primeira vírgula, após 
o nome ―Lovelock‖, se justifica para: 
a) Isolar uma oração explicativa. 
b) Indicar a elipse do verbo. 
c) Separar o vocativo. 
d) Separar o adjunto adverbial deslocado. 
 
88) Marque a opção CORRETA em relação à pontuação 
das frases. 
a) Acreditava,segundo disse que, teria chance de 
conseguir se tentasse. 
b) Os sentimentos de Madalena, sempre esbarravam na 
minha brutalidade. 
c) Ninguém duvida de que, solucionada a questão, ele 
voltará à vida de sempre. 
d) A menina chorando de emoção, recebeu o presente das 
mãos de padrinho. 
 
89) A vírgula na frase ―Anda, condenado do diabo, gritou-
lhe o pai‖ (linha 11) JUSTIFICA-SE porque: 
a) Está separando um aposto. 
b) Está separando uma expressão explicativa. 
c) Está separando uma oração coordenada. 
d) Está separando um vocativo. 
 
Concordância 
 
90) A concordância verbal NÃO FOI RESPEITADA em: 
a) A maior parte dos países enfrentará problemas com a 
falta de alimentos. 
b) Os Estados Unidos não acatam as propostas de 
Lovelock. 
c) Ele afirma que haverá muitos problemas decorrentes do 
aquecimento global. 
d) É possível que se intensifique, nos próximos dez anos, 
os esforços para reduzir os níveis de poluição. 
 
91) Atentando para as normas da concordância nominal, 
assinale a alternativa INCORRETA: 
a) Assim que abriu o jornal, o leitor mais atento julgou 
inverídica aquela notícia. 
b) É necessária a participação direta dos cidadãos na 
tomada de decisões que afetam a sociedade. 
c) Sua opinião era tal qual as ideias do cientista. 
d) Diante de qualquer questão colocada em debate, suas 
opiniões eram sempre as mais ponderadas. 
 
92) Marque a opção CORRETA quanto à concordância 
nominal. 
a) Ando meia esquecida da vida que levava. 
b) Essas palavras frias vão custar caras. 
c) Com a inflação, ninguém consegue vender roupas barato. 
d) Entre mim e ti há problemas bastante. 
 
93) Qual das opções apresenta ERRO quanto à 
concordância verbal? 
a) De hoje a dez anos você terá muitas saudades. 
b) Haviam duzentas pessoas na sala ao lado. 
c) Os reforços chegaram demasiado tarde. 
 
 
 
 
 
 |48| 
d) A polícia interveio com violência. 
94) A concordância verbal está correta, exceto em: 
a) Mais de um aluno fez a prova. 
b) A maioria das pessoas saíram correndo. 
c) Somos nós quem paga aos funcionários. 
d) Elaborou-se ótimas questões. 
 
95) Observe com atenção as frases abaixo e marque 
aquela em que há erro de concordância: 
a) Há menos alunos hoje aqui. 
b) As filhas são tais qual a mãe. 
c) Vocês agiram certos naquele caso. 
d) Há moradores que não estão quites com o condomínio. 
 
96) Qual o plural da frase: ―Havia um barril azul com 
coraçãozinho.‖? 
a) Haviam uns barris azuis com coraçõezinhos. 
b) Havia uns barris azuis com coraçõezinhos. 
c) Havia uns barris azuis com coraçãozinhos. 
d) Haviam uns barris azuis com coraçãozinhos. 
 
97) Quanto à concordância verbal, marque a opção 
CORRETA. 
a) Caso venham a faltar recursos, mudaremos os planos. 
b) Caso venha a faltarem recursos, mudaremos os planos. 
c) Caso venha a faltar recursos, mudaremos os planos. 
d) Caso venham a faltarem recursos, mudaremos os planos. 
 
98) Marque a opção que encerra CORRETA concor-
dância verbal. 
a) Fazem anos que não o procuro. 
b) Sempre houveram graves problemas sociais no Brasil. 
c) Parecem haver graves problemas sociais no Brasil. 
d) Todos haverão de estar aqui para a realização das provas. 
 
Regência 
 
99) Leia com atenção as seguintes frases: 
I. Apesar das previsões de que haveria seca, choveu 
bastante naquele ano. 
II. A imprensa chamou ao meteorologista de louco, tão 
logo ele divulgou o prognóstico climático para o trimestre. 
III. Lovelock tem ideias com que nem toda a comunidade 
científica concorda. 
 
Observando-se a regência das frases acima transcritas, 
podemos afirmar que: 
a) Somente as frases I e III estão corretas. 
b) Somente as frases I e II estão corretas. 
c) Somente a frase I está correta. 
d) Somente a frase III está correta. 
 
100) Quanto à regência verbal, marque a opção 
CORRETA. 
a) Investir – transitivo direto no sentido de atacar. 
b) Aspirar – transitivo indireto no sentido de sorver. 
c) Assistir – transitivo direto no sentido de ver. 
d) Custar – transitivo direto no sentido de valer. 
 
101) Assinale a opção com regência CORRETA. 
a) Aquelas eram as pessoas que o vereador falava. 
b) O funcionário fez referência as normas de seu departamento. 
c) Fabiano obedecia sempre o seu patrão. 
d) O Governo assistiu os flagelados que fugiam da seca. 
 
102) Quanto à regência do verbo preferir, indique a opção 
CORRETA. 
a) Prefiro brincar do que estudar. 
b) Prefiro mais brincar que estudar. 
c) Prefiro brincar a estudar. 
d) Prefiro mais brincar a estudar. 
 
Crase 
 
103) Assinale, dentre as frases que se seguem, aquela em 
que está CORRETO o acento indicativo da crase: 
a) Não podemos assistir com indiferença à estas 
agressões contra a natureza. 
b) À população cabe agir imediatamente para evitar o 
colapso no abastecimento de água. 
c) Daqui à alguns anos, a sociedade sofrerá 
consequências ainda mais drásticas de seu descaso para 
com o planeta. 
d) O avanço rumo à um consenso, para evitar a crise 
global, é obrigação de todos os governos. 
 
104) Analise o período a seguir. 
 
A velha casa __ que me refiro estará __ disposição daqui 
__ um mês. 
 
Marque a opção que preenche CORRETA e respec-
tivamente as lacunas. 
a) a / à / a 
b) à / à / a 
c) à / a / há 
d) a / à / à 
 
105) Falhou o emprego da crase em: 
a) Fez grandes elogios à nossa casa e à sua. 
b) Roberta chagará lá para às dez horas. 
c) A prova será das treze às quinze horas. 
d) Fale-me da cidade à qual você se referiu. 
 
106) Aponte a opção em que a crase foi empregada 
CORRETAMENTE. 
a) À qualquer hora, o fiscal do banco poderia chegar. 
b) Graças à seu esforço, o sertanejo sobrevive a todas as 
intempéries. 
c) O juiz referiu-se àquele processo sobre desapropriação 
de terras. 
d) Comunicaram à Sua Excelência que grupos de pessoas 
famintas estavam invadindo as cidades. 
 
107) Em qual das opções está CORRETO o uso da crase? 
a) Fomos à cavalo. 
b) Vou à Recife. 
c) Ficamos cara à cara. 
d) Chegamos à meia-noite. 
 
108) Falhou o emprego da crase em: 
a) Devido à crise, caiu o volume de investimentos. 
b) Comemos um delicioso frango à passarinho. 
c) Prefiro o carro à moto. 
d) Perguntaram àquele cidadão sua opinião. 
 
 
 
 
 
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109) Justifica-se o uso do sinal de crase apenas em: 
a) As aranhas tecem à toda hora, seja para construir, seja 
para reforçar a teia. 
b) Os vegetais também ficam à desfrutar o sol, a chuva, o 
vento. 
c) A aranha assiste pacientemente à luta do inseto para 
livrar-se da teia. 
d) A conclusão à que aspira o cronista seria a explicação 
da vida e da morte. 
 
―Esse reajuste reflete o que fora negado no ano 
passado‖, confirma o presidente da Cegás, José Rêgo 
Filho. À época, a proposta da Cegás foi elevar de 
R$0,1006, para R$ 0,1596, a tarifa média, por metro 
cúbico, aplicada sobre os serviços de distribuição do gás 
no Ceará. Contrária ao pedido, a Arce em vez de conceder 
o aumento, reduziu o preço para R$0,958, vigente até 
hoje. 
 
110. Do mesmo modo que em ―À época‖, linha 34, o sinal 
de crase está empregado corretamente, em 
a) A reunião foi marcada para às vinte horas. 
b) As termoelétricas ficam à leste da cidade. 
c) A revisão tarifária foi entregue à ela. 
d) Os diretores estão à procura de entendimento. 
 
 
GABARITO 
01) C 
02) C 
03) C 
04) A 
05) D 
06) A 
07) A 
08) A 
09) D 
10) A 
11) B 
12) A 
13) C 
14) B 
15) C 
16) A 
17) C 
18) C 
19) B 
20) D 
21) D 
22) C 
23) B 
24) D 
25) B 
26) B 
27) C 
28) A 
29) D 
30) B 
31) A 
32) B 
33) D 
34) B 
35) A 
36) D 
37) D 
38) C 
39) D 
40) C 
41) C 
42) B 
43) A 
44) D 
45) B 
46) B 
47) B 
48)C 
49) D 
50) D 
51) A 
52) D 
53) C 
54) A 
55) D 
56) C 
57) B 
58) C 
59) C 
60) B 
61) B 
62) A 
63) A 
64) D 
65) D 
66) A 
67) C 
68) B 
69) D 
70) B 
71) A 
72) B 
73) C 
74) A 
75) A 
76) A 
77) D 
78) A 
79) C 
80) D 
81) C 
82) A 
83) B 
84) D 
85) D 
86) A 
87) D 
88) C 
89) D 
90) D 
91) C 
92) C 
93) B 
94) D 
95) C 
96) B 
97) A 
98) D 
99) A 
100) D 
101) D 
102) C 
103) B 
104) A 
105) B 
106) C 
107) D 
108) B 
109) C 
110) D 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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