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INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA É O FENÔMENO FARMACOLÓGICO ONDE OS EFEITOS DE UM FÁRMACO PODEM SER MODIFICADOS PELA ADMINISTRAÇÃO ANTERIOR OU CONCOMITANTE A OUTRO. (McInnes et al, 1988) Consequências das interações medicamentosas Dose Concentração efetiva Efeito farmacocinética farmacodinâmica • POTENCIALIZAÇÃO DOS EFEITOS TERAPÊUTICOS; • DIMINUIÇÃO DOS EFEITOS COLATERAIS; • DIMINUIÇÃO DE DOSES TERAPÊUTICAS; • PREVENÇÃO DA RESISTÊNCIA; • PROPORCIONAR MAIOR COMODIDADE AO PACIENTE Consequências das interações medicamentosas INDIFERENÇA FARMACOLÓGICA A de efeito(E) = 1 B de efeito(E) = 1 ANTAGONISMO A E = 1 A+B E < 1 SINERGISMO A E = 1 A+B E > 1 Consequências das interações medicamentosas Interação farmacocinéticas NA ABSORÇÃO • Alteração no pH gastrintestinal. • Adsorção, quelação e outros mecanismos de formação de complexos. • Alteração na motilidade gastrintestinal. • Má absorção causada por fármacos. NA DISTRIBUIÇÃO • Competição na ligação a proteínas plasmáticas. • Hemodiluição com diminuição de proteínas plasmáticas. Interação farmacocinéticas NA BIOTRANSFORMAÇÃO • Indução enzimática (por barbituratos, carbamazepina, fenitoína, primidona, rifampicina e tabaco). • Inibição enzimática (alopurinol, cloranfenicol, cimetidina, ciprofloxacino, dextropropoxifeno, dissulfiram, eritromicina, fluconazol, fluoxetina, isoniazida, cetoconazol, metronidazol, fenilbutazona e verapamil). NA EXCREÇÃO • Alteração no pH urinário. • Alteração na secreção tubular renal. • Alteração no fluxo sanguíneo renal • Alteração em excreção biliar e ciclo entero-hepático. EXEMPLO A + B Como B pode aumentar o efeito de A? •B desloca A das proteínas plasmáticas •B inibe a biotransformação de A •B reduz a eliminação de A •B aumenta a absorção de A Interações farmacocinéticas Fármaco Receptor Ka Kd efeito Interação fármaco-receptor Afinidade Tendência de um fármaco se ligar ao receptor. Eficácia Tendência de ativação do receptor uma vez ligado. Ka CONSTANTE DE AFINIDADE Kd CONSTANTE DE DISSOCIAÇÃO Substância A agonista Substância B antagonista R AR R BR + + Resposta Nenhuma resposta Ka Kd Ka Kd AR* Ocupação regulada pela afinidade Ativação regulada pela eficácia Interação fármaco-receptor A + R AR Estímulo Resposta Resposta =função Ka Resposta tecidual [A] [A] + Kd X X número de receptores [R] = eficácia intrínseca ligação Ocupação dos receptores 100 50 0 % d e a ti v id a d e m á x im a m e d id a Log [A] Teoria clássica da ocupação dos receptores Kd = constante de dissociação Kd Interação fármaco-receptor Curva dose-resposta ASSIM PODEMOS AVALIAR: EFICÁCIA (ou atividade intrínseca) (efeito máximo – Emax) DE50 (dose necessária para produzir 50% do efeito máximo) ÍNDICE TERAPÊUTICO POTÊNCIA SINERGISMO e ANTAGONISMO Interação fármaco-receptor Curva dose-resposta Importância do Kd Afinidade da droga para com o receptor “quanto menor o Kd, maior a afinidade da droga com o receptor” “Kd é numericamente igual ao EC50” Interação fármaco-receptor “Kd” ka kd Interação fármaco-receptor “EC50” ka kd Interação fármaco-receptor Curva dose-resposta Para respostas entre 20 e 80% do efeito máximo teremos uma reta. O que facilita a comparação, por exemplo, de duas drogas que atuam no mesmo receptor e que produzem o mesmo efeito. Interação fármaco-receptor Interação fármaco-receptor Principais parâmetros da curva dose-resposta 100 90 60 40 20 0 % d e e fe it o m á x im o 10X CE50A CE50B Log [agonista] Potência É a medida da quantidade do fármaco necessária para desencadear uma determinada resposta Depende Receptor: -Afinidade -Eficácia Tecido: - Número de receptores -Acessibilidade do fármaco 30 20 10 % d e i n c re m e n to d a p re s s ã o a rt e ri a l Eficácia Resposta máxima produzida pelo fármaco Depende Número de complexos fármaco-receptores formados Eficiência com que o receptor ativado produz a ação celular Adrenalina Noradrenalina Fenilefreina Efedrina 0 1 3 10 30 100 300 Dose (mg/Kg) 0 * * eficácia máxima Potência Eficácia 0 10-1 10-0.5 100 100.5 101 101.5 102 Dose (mg/Kg) 100 80 60 40 20 0 Isoproterenol Adrenalina Noradrenalina % d a m á x im a r e s p o s ta Máximo efeito: eficácia = 1 Mínimo efeito: eficácia = 0 Eficácia Inclinação da curva O modelo de dois estados Teoria alostérica Agonista total – Agonista parcial Classificação dos Agonistas (afinidade > 0) TOTAL (eficácia = 1) PARCIAL (eficácia > 0 < 1) Agonista total – Agonista parcial 100 50 0 -50 -100 0.1 1 10 100 1000 Agonista inverso Concentração M u d a n ç a n o n ív e l d e a ti v a ç ã o d o r e c e p to r % agonista agonista Inverso a c Eficácia < 0 Fármaco “c” eficácia = -80 Tem efeito oposto ao agonista Agonista inverso Antagonismo Mecanismos Antagonismo químico Antagonismo farmacocinético Antagonismo competitivo - Reversível - Irreversível Antagonismo não competitivo Antagonismo fisiológico Antagonismo químico Interação em solução A C Formação de complexos insolúveis Cálcio Magnésio Alumínio Ferro Tetraciclinas Antagonismo farmacocinético Uma substância que afeta a absorção, distribuição, metabolismo ou a excreção de outra Rifampicina, Griseofulvina Carbamazepina, Fenobarbital Fármacos que provocam indução das enzimas microssomais varfarina Redução do efeito Antagonismo competitivo reversível Aumento da concentração do agonista restaura o efeito máximo Deslocamento para a direita 0 .01 .03 .1 .3 1 3 10 Adrenalina mg/100 (massa corporal) Adrenalina (A) A + 1 mg prazosin A + 10 mg prazosin % R e s p o s ta m á x im a 100 80 60 40 20 0 Ambas as substâncias se ligam no mesmo receptor Desloca a curva para a direita Não altera o efeito máximo Aumento da concentração do agonista restaura o efeito máximo Antagonismo competitivo reversível Antagonismo competitivo irreversível - Ambas as substâncias se ligam aos receptores - O antagonista se dissocia muito lentamente dos receptores, ou não se dissocia deles Ex.: noradrenalina vs fenoxibenzamida (receptor α1) Desloca a curva para a direita Reduçãodo efeito máximo O aumento da concentração do agonista NÃO restaura o efeito máximo Antagonismo não competitivo NA 1 receptor mensageiros Intermediários (Ca++) 0.01 0.1 1 10 100 1000 100 75 50 25 0 NA NA + Verapamil Noradrenalina % R e s p o s ta m á x im a • Não há competição pelo mesmo sítio de ligação – afinidade do agonista não se altera • Redução da resposta máxima, mesmo na presença de alta concentração do agonista Antagonismo fisiológico Simpático: NA 1 FC Parassimpático:ACh M2 FC Proteína cinase (ativada) ATP cAMP AC + - + + + + + H Ca++ Ca++ Gs Gi Acetilcolina Histamina PGs I2 E2 Gastrina Omeprazol Bomba de prótons Célula parietal Luz Gástrica K+ Sinergismo ADIÇÃO FÁRMACOS AGEM POR MECANISMOS SEMELHANTES. EX. DIPIRONA + AAS SOMAÇÃO FÁRMACOS AGEM POR MECANISMOS DIFERENTES. EX. EX. AAS + CODEÍNA POTENCIAÇÃO O EFEITO FINAL É MAIOR QUE A SOMA DOS EFEITOS, GERALMENTE POR MECANISMOS DIFERENTES. EX. IMAO + TIRAMINA EX. IMAO + TIRAMINA A + B agonistas no mesmo receptor Sinergismo A + RA ARA B + RA BRA • B provoca aumento da afinidade de A pelo receptor • potência de A aumenta • Efeito máximo não modifica (E=1) Ex: benzodiazepínicos A + B agonistas em receptores diferentes Sinergismo A + RA ARA B + RB BRB • potência de A não altera • ocorre aumento do efeito máximo SOMAÇÃO: 1<E<2 POTENCIALIZAÇÃO: E>2 Ex: paracetamol - codeína Ex: adrenalina - lidocaína Curva dose resposta quantal Índice terapêutico A droga é considerada segura se o IT for > 10 Pode ser de natureza: Idiosincrática (idiosincrasia) Inesperada e geralmente devida a sensibilidade anormal à droga de fundo genético. Ex: anti-histaminico (agitação x sonolência) Alérgica Dependente de reação antígeno-anticorpo após sensibilização por exposição prévia ao antígeno, inesperada em uma primeira ocorrência, mas totalmente previsível a partir deste evento. Ex: contrastes iodados Anafilactóide Semelhantes às reações alérgicas, mas independente de sensibilização ou reação antígeno-anticorpo. Normalmente consequente de liberação de histamina e serotonina por bases orgânicas. Ex: contrastes iodados REAÇÕES INESPERADAS AOS MEDICAMENTOS FIM