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TRABALHO DE PROTESE PARCIAL REMOVÍVEL
1. DIAGNÓSTICO E PLANEJAMENTO DE BOCA EM PPR.
Próteses parciais removíveis são próteses que tem como finalidade reabilitar funcionalmente e esteticamente, os elementos dentários ausentes em pacientes parcialmente edentados, estas podem ser removidas e inseridas na boca de forma passiva, sem causar injurias as suas estruturas e ou aos remanescentes dentários, com os quais se relacionam direta ou indiretamente – dentes pilares e rebordo residual.
1.2 CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE PPR.
As PPRs são próteses que tem por finalidade substituir estética e funcionalmente os dentes naturais ausentes.
INDICAÇÕES:
Espaços desdentados sem elemento de suporte posterior;
Extensos espaços edêntulos;
Dente suporte com suporte periodontal reduzido;
Reabsorção óssea extensa;
Necessidade de reposição imediata dos dentes anteriores;
Como aparelhos temporários de orientação e nas reabilitações orais;
Protetores de implantes (período de osteointegração);
Odontopediatria – como mantenedor de espaço;
Fator de ordem econômica;
Espaços protéticos múltiplos;
Extremidade livre uni ou bilateral;
Pacientes com fissura palatina.
CONTRAINDICAÇÕES:
Pacientes com disturbios motores;
Pacientes com má higiene oral;
VANTAGENS:
Mínimo preparo dos dentes
Higienização
Rapidez na execução
Baixo custo
DESVANTAGEM:
Estética.
1.3 PLANO DE TRATAMENTO.
A definição do plano de tratamento individualizado para cada paciente é estabelecida através da anamnese e do exame clinico diagnóstico e inclui quatro procedimentos distintos: (1) compreensão das expectativas do paciente e considerações sobre sua queixa principal, somado a historia medica e odontológica pregressa. (2) certificação das necessidades odontológicas após exame clinico e diagnóstico. (3) Desenvolvimento de um plano de tratamento mais abrangente. (4) Execução da sequência apropriada de tratamento, com manutenção planejada. 
1.4 PRINCÍPIOS RELACIONADOS AO PLANEJAMENTO
A PPR pode ser classificada de acordo com o tipo de suporte usado (dentes rebordo residual ou combinação de ambos). Dentossuportada: classes III e IV de Kenedy (caso não envolva os caninos). Dentomucossuportada: classes I e II e IV (caso envolva os caninos).
2. ANAMNESE.
O objetivo principal da anamnese do paciente, que acompanha o exame clinico diagnóstico é obter a clara compreensão do por que o paciente buscou o atendimento. O manejo durante a anamnese pode ser variado quanto a forma de conduzir e aferir as informações, contudo, deve-se seguir uma sequência.
Anotar a queixa principal;
Avaliar a história médica pregressa;
Avaliar a história odontológica- historia protética.;
Verificar as expectativas do paciente quanto ao tratamento.
Na avaliação da história médica, deve-se questionar o paciente se ele é portador de doença sistêmica (Diabetes, Anemias, Epilepsia, Hiperpartireoidismo, Neoplasia de Cabeça e Pescoço) e se esta pode interferir na execução e ou manutenção do tratamento, se o mesmo faz uso de medicações de controle ou possui algum tipo de alergia a medicamentos.
Na avalição da história odontológica e protética pregressa se houver, deve-se questionar sobre últimos tratamentos realizados se fez ou está fazendo uso de PPR e se a mesma está satisfatória e avaliar a real indicação da reabilitação e qual é a mais indicada, como e a quanto tempo perdeu os dentes naturais, avaliar a presença de hábitos parafuncionais (bruxismo) e qualidade de higiene oral.
2.1 EXAME CLINICO
No exame clinico deve ser observado o estado geral do paciente, alguns tratamentos de ordem sistêmica como emagrecedores a base de medicações induzem a mucosa a perda de volume, tratamentos com diurético podem gerar hipossalivação dificultando à adesão da prótese a mucosa, pacientes que passaram por radioterapia na região de cabeça e pescoço podem apresentar xerostomia, pacientes com doenças reumatológicas podem ter comprometimento das funções da ATM.
EXAME EXTRA-ORAL; deve-se avaliar a simetria facial verificando a linha média, proporção dos terços faciais, ATM (desvio de abertura, grau de abertura, presença de DTM, realizar ausculta da ATM), musculatura paraprotética (Hipotônicidade ou Hipertônicidade, através de palpação e verificar a sensibilidade dolorosa), perfil facial do paciente (classe I, II ou III de Angle) verificar dimensão vertical. (DVR, DVO e EFL com auxílio de compasso de Willis). E avaliar a linha do sorriso.
EXAME INTRA-ORAL: Deve-se avaliar a musculatura mastigatória intra oral, pterigoideo lateral e medial, através da palpação digital e inspeção. Examinar os tecidos moles (língua, bochecha, lábios, palato assoalho de boca e faringe, através de palpação e inspeção, verificando a presença de inflamação, infecção, edema e hipertrofia)
Estruturas de suporte (fibromucosa), realizar inspeção e palpação, para avaliar a resiliência, coloração, consistência, grau de umidade, presença de lesões e ou alterações morfológicas.
CONDIÇÕES DA FIBROMUCOSA:
Aderente, flácida e de consistência média, essas condições podem ser modificadas por fatores locais e sistêmicos.
AVALIAÇÃO DO REBORDO:
PROTESES DENTOSSUPORTADAS: as forças incidem em direção ao logo eixo dos dentes pilares e transmitida ao ligamento periodontal. PROTESES DENTOMUCOSSUPORTADAS: A cargas transmitidas ao dente pilar tem componente horizontal e torção gerando injúrias aos tecidos de suporte há a formação de alavanca de primeira classe. A forma do rebordo residual pode ser classificada quanto ao sentido mesio-distal e vestíbulo-lingual.
MESIO-DISTAL:
Horizontal (distribuição das cargas é favorável, bom prognóstico).
Descendente distal (favorece movimentos de rotação distal ao mastigar alimentos duros).
Ascendente distal (favorece o deslocamento mesial ao mastigar alimentos pegajosos).
Côncavo (prognóstico ruim ocorre a incidência de forças oblíquas favorecendo o deslocamento lateral).
VESTIBULO-LINGUAL:
Normal (prognóstico bom, melhor suporte e estabilidade, forma de triangulo equilátero)
Alto (prognóstico favorável, boas condições de suporte e estabilidade, forma de triangulo isósceles)
Baixo ou reabsorvido (prognóstico bom, forma de triangulo isósceles de base mais ampla)
Estrangulado (prognóstica não favorável necessidade de cirurgia remodeladora)
Lamina de faca (prognóstico ruim, indicação de cirurgia remodeladora)
Ideal (cortical óssea densa crista óssea plana e ampla, vertentes altas, tec. Conjuntivo denso e fibroso)
DENTES: AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
Distribuição puntiforme ao longo do arco (prognóstico ruim, forma grande braço de alavanca, retenção fornecida pela mucosa)
Distribuição linear no arco (presença de extremidades livres com alavanca)
Distribuição triangular (prognóstico favorável, melhor suporte e retenção indireta)
Distribuição quadrangular dos retentores (melhor prognóstico)
AVALIAÇÃO QUALITATIVA:
Avalia as condições de integridade das estruturas dentais remanescentes e identifica a necessidade de terapias previas a reabilitação protética (preparo de boca 1), realiza-se terapias periodontais, endodônticas, cirúrgicas, ortodônticas e restauradora. Também avalia-se a forma dos dentes remanescentes.
AVALIAÇÃO RADIOGRAFICA: 
Exame complementar para predizer o prognóstico dos elementos remanescentes e avaliar a condição do tecido ósseo subjacente através de radiografias periapicais e panorâmicas.
2.2 EXAME DO MODELO DE ESTUDO:
Meio complementar do exame bucal que permite a observação dos detalhes anatômicos, oclusão e espaço interoclusal, existência de sobre mordida, simulação dos movimentos mandibulares, topografia da arcada dentaria, para determinação do eixo de inserção e remoção da PPR, visualização das áreas para desgaste e acréscimos para confecção do plano guia, base para confecção de moldeira individual e avaliação das estruturas de interesse protético (inserções musculares e freios, e avaliar áreas dentadas e desdentadas).
3. MOLDAGEM INICIAL
A moldagem inicial ou anatômica é a moldagem dos dentes suportes e das estruturasadjacentes (inserções musculares, freios e rebordo), com a finalidade de reproduzir os planos anatômicos intrabucais de interesse protético, além disso a partir deste procedimento, obtemos um molde (impressão negativa) a partir do qual é produzido um modelo de gesso (impressão positiva), este configura-se em um exame auxiliar de diagnóstico.
Realiza-se de maneira preliminar ao preparo de boca, durante a primeira sessão clínica, para a obtenção do modelo de estudo, complementando o exame clínico e a partir do modelo realiza-se o planejamento, delineamento e orientações e a confecção de moldeira individual.
3.1 MATERIAIS DE MOLDAGEM
Podem ser classificados em rígidos, termoplásticos e elásticos:
Rígidos- pasta zincoeugenolica
Termoplásticos- godiva e ceras de moldagem e resinas naturais
Elásticos- hidrocolóides reversíveis (ágar-ágar), hidrocoloides irreversíveis (alginato), Polieter e Silicone.
3.2 MATERIAIS ELÁSTICOS- HIDROCOLÓIDE IRREVERSÍVEL- ALGINATO
Esses materiais apresentam baixa resistência mecânica, fornecem menos detalhes superficiais do que outros materiais e não são tão dimensionalmente estáveis como outros materiais, no entanto, podem ser usados na presença de umidade (saliva); são hidrofílicos; vertem bem o gesso pedra; tem gosto e odor agradável; atóxicos, não mancham e são pouco dispendiosos.
3.3 PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DA MOLDAGEM COM HIDROCOLÓIDE
Seleção de moldeira apropriada, com espessura suficiente para manter a distância de 4 a 5 mm entre dentes e rebordo da moldeira.
Realizar a manipulação e individualização da moldeira com cera utilidade, para assegurar a distribuição mais uniforme do material.
Proporcionamento (1:1, pó e líquido) e manipulação por espatulação do material
Preencher a moldeira com o material.
Posicionamento e centralização da moldeira.
Manter a moldeira imóvel por 3 minutos segurando pelo cabo.
Retirada e inspeção do molde
Limpeza e desinfecção do molde (lavar o molde em água corrente e após borrifar solução desinfetante- hipoclorito de sódio).
Armazenar (armazenar em recipiente que mantenha a umidade)
3.4 TIPOS DE GESSO 
Gesso comum (tipo II), partículas porosas, menor resistência e fidelidade de reprodução anatômica, modelos iniciais.
Gesso pedra (tipo III, IV e V), partículas regulares e densas, modelos com maior resistência e fidelidade de reprodução de detalhes anatômicos, modelos iniciais e finais.
3.5 PROCEDIMENTOS PARA A CONFECÇÃO DO MODELO DE GESSO.
Proporcionamento e manipulação do gesso (espatulação), por um minuto aproximadamente.
Preenchimento do molde com gesso com auxílio de espátula 7 ou 36, inclinando o molde sobre o vibrador, iniciando de distal para mesial e vice-versa do lado oposto, evitando a incorporação de bolhas.
Confecção da base, de 16 a 18 mm.
Proteger o molde com papal toalha e aguardar o tempo de presa.
Realizar acabamento do modelo retirando excessos da base.
4.BIOMECÃNICA DE INSERÇÃO E REMOÇÃO DA PPR.
Para que a PPR funcione adequadamente é necessário que haja RETENÇÃO (através de retentores diretos e indiretos), ESTABILIDADE (através de conectores maiores e apoios) e SUPORTE (conferidos pelos elementos biológicos, dentes, fibromucosa e osso alveolar).
PPR dentomucossuportada (classe I e II) sofre ação de forças laterais, podendo acelerar o processo de reabsorção, por compressão da fibromucosa que apresenta resiliência de 0,2 a 2mm e sofre também ação de forças de tracionamento. Toda PPR dentomucossuportada apresenta eixo de rotação real em torno da linha de fulcro.
PPR dentossuportada (classe III e IV), os remanescentes dentários conferem, maior estabilidade, suporte e retenção, onde a carga mastigatória incide sobre os dentes pilares e são transmitidas ao ligamento periodontal que apresenta resiliência de 0,1 a 0,2mm. As PPRs apresentam a formação de forças de alavanca de primeira classe (onde o ponto de apoio localiza-se entre a força e a resistência), assim ocorrendo ação das forças sobrea sela e o grampo oferecendo resistência, gerando torque no dente pilar, este tipo de alavanca deve ser evitado, modificando a posição do apoio pra a mesial, transformando em alavanca de segunda classe, quanto maior a sela maior o torque no dente pilar, por gerar um braço de alavanca extenso.
4.1 PRINCÍPIOS APLICADOS A PPR: RETENÇÃO, ESTABILIDADE E SUPORTE.
Retenção é o princípio de resistência ao deslocamento da PPR no sentido cervico-oclusal, que pode ser do tipo mecânica (direta, indireta e friccional), fisiológica (neuromuscular) e Física (Adesão, Coesão e Pressão atmosférica).
Retenção direta: conferida pelo grampo, vizinho ao espaço protético, posicionado justaposto ao dente, o grampo de oposição deve neutralizar a força gerada pelo grampo de retenção, e estes devem entrar em contato com o dente ao mesmo tempo evitando movimentação. O grampo de retenção localiza-se em área retentiva, ângulo de convergência cervical (ACC), e o de oposição em área expulsiva.
Retenção indireta: auxiliam os retentores diretos na prevenção do deslocamento, se opõem ao movimento de rotação mesial. Grampo distante do espaço protético; localização, a frente da linha de fulcro, perpendicular ao eixo de rotação e equidistante dos dentes pilares.
Retenção friccional: não deve ter área de convergência cervical na Inter proximal, deve-se realizar desgaste e avaliação do plano guia, o conector menor fornece a retenção friccional.
Quanto maior o ângulo de convergência cervical, será o posicionamento do terminal retentivo e consequentemente será maior a altura vertical de contato do braço de retenção com o dente pilar.
4.3 PLANO GUIA.
São duas ou mais superfícies axiais dos dentes pilares, paralelas entre si e com direcionamento ocluso-gengival idêntico ao eixo ou via de inserção e remoção da prótese. Eventualmente, as coroas naturais dos dentes suporte poderão apresentar superfícies axiais a via de inserção selecionada o que dispensaria qualquer intervenção. O preparo dos planos guias poderá ser confeccionado diretamente sobre o esmalte ou sobre peças protéticas. Os planos guias devem se relacionar com o braço de oposição, corpo do grampo, parte rígida do braço de retenção, conector menor e placa proximal.
Placa proximal: são placas localizadas nas proximais dos dentes que funcionam como elementos de estabilização, e possuem 1mm de espessura, são rígidas, retangulares numa vista proximal, terminam em ângulo reto com a cervical e devem ser aliviadas na cervical por causa das papilas proximais.
FUNÇÕES DOS PLANOS GUIAS
Estabelecer uma única via de inserção e remoção da PPR;
Assegurar o correto desempenho dos elementos de estabilização, reciprocidade e retenção;
Eliminar áreas grosseiras, de apreensão de alimentos entre os dentes pilares e os componentes da PPR (ângulos mortos).
As placas distais estão indicadas em extremidades livres quando se faz uso de grampo T e circunferencial em oposição.
5.DELINEAMENTO E TRANSFERÊNCIA
DELINEADOR: Instrumento utilizado para determinar o paralelismo relativo entre duas ou mais superfícies dos dentes e ou outras partes do modelo de uma arcada dentaria, tendo como principal objetivo identificar as necessidades de modificações nas estruturas dentarias para a confecção da PPR com bom prognóstico, com modificações que possam acomodar os elementos em posição adequada para os dentes pilares.
	Eixo de inserção e remoção é a direção da prótese desde o momento que toca os dentes, até seu assentamento final. Os planos guias tem a função de eliminar as forças tangenciais nocivas ao dente pilar durante a trajetória de inserção e remoção, e estabelecem retenção friccional e proporciona reciprocidade a ponta ativa do grampo quando tangencia a linha equatorial.
PARTES CONSTITUINTES DO DELINEADOR
CORPO
Plataforma horizontal
Haste vertical fixa
Braço horizontal
Haste vertical móvel
Mandril
PLATINA
Base da platina
Trava da junta universal
Junta universal
Mesa porta modelo
ACESSÓRIOS
Pontas analisadoras ou bastão de análise (análise preliminar, verificar paralelismo entreas porções dos dentes).
Ponta porta grafite (marcar as áreas do equador protético, área de maior circunscrição da coroa do dente)
Calibradores de retenção (avaliar ares de retenção, ângulos mortos, ligas de cromo-cobalto medida de 0,25mm)
Facas e cinzeis (realizar desgaste no modelo para estabelecer paredes paralelas)
Braçadeira (adaptar a peça reta com brocar para o desgaste dos dentes)
5.1 METODOS DE DETERMINAÇÃO DO EIXO DE INSERÇÃO E REMOÇÃO.
Método dos 3 pontos ou de Roach
Método das bissetrizes ou de Roth
Método seletivo de Applegate ou das tentativas (avalia estética, interferências, planos guia e retenções)
METODO DAS TENTATIVAS
O modelo é trabalhado na inclinação mais favorável para que ocorra o menor número de desgastes e acréscimos, levando em consideração a magnitude de retenção e o eixo de inserção e remoção, buscando favorecer a melhor localização dos braços de oposição e retenção dos grampos e os planos guia, são aferidos a dimensão dos ângulos de convergência e divergência cervicais. É um método trabalhado por conveniência modificando-se a posição do modelo.
5.2 ETAPAS DO DELINEAMENTO
Fixação de uma haste metálica no modelo junto ao delineador (buscando a posição mais favorável)
Análise preliminar (com ponta analisadora)
Traçado das linhas equatoriais (com ponta porta grafite)
Calibragem da retenção (ponta calibradora de 0,25mm)
Preparo do modelo de estudo para diagnóstico
EQUADOR PROTÉTICO: linha imaginaria que divide a área retentiva da expulsiva, é a linha de maior convexidade no dente.
ACRÉSSIMOS E DESGASTES
São realizados nas faces que apresentam-se expulsivas não favorecendo a retenção, avaliadas com a ponta calibradora. São realizados os acréscimos no modelo com cera para enceramento até se estabelecer área retentiva em seguida confecciona-se um casquete com resina fotopolimerizável. Nas áreas que sofreram desgaste confecciona-se um casquete com resina Duralay, acima do equador protético e realiza-se o desgaste no modelo e na resina. Posteriormente esses acréscimos e desgastes serão transferidos ao paciente na etapa de preparo de boca 2.
6.ELEMENTOS CONSTITUINTES E PLANEJAMENTO
ELEMENTOS CONSTITUINTES
GRAMPO
APOIO
NICHO OU DESCANSO
CONECTOR MENOR
CONECTOR MAIOR
SELA
DENTES ARTIFICIAIS
GRAMPOS
São elementos mecânicos responsáveis pelas condições de retenção direta e indireta, suporte, fixação e estabilidade da PPR em relação aos dentes pilares. Na retenção direta os grampos estão localizados vizinhos aos espaços protéticos, na retenção indireta localizam-se distante dos espaços protéticos. Eles tem como função resistir as forças que incidem sobre a prótese, preservando a integridade dos dentes suportes.
	CLASSIFICAÇÃO DOS GRAMPOS
	SEGUNDO A RETENÇÃO
	DIRETOS
INDIRETOS
	SEGUNDO A LOCALIZAÇÃO
	INTRACORONÁRIO (ATTACHMENT)
EXTRACORONÉRIO (GRAMPOS)
	SEGUNDO A CONFECÇÃO
	FUNDIDOS 
ADAPTADOS
	SEGUNDO A AÇÃO DE RELACIONAMENTO DA PONTA ATIVA
	AÇÃO DE ABRAÇAMENTO (CIRCUNFERENCIAIS)
AÇÃO DE PONTA (ROACH OU API)
RETENTORES DIRETOS: são elementos da PPR que tem como finalidade conferir condições mecânicas de retenção, resistindo ao deslocamento frente as forças que incidem na mesma direção e sentido contrário a trajetória de inserção.
RETENTORES INDIRETOS: são elementos constituintes responsáveis por estabilizar a prótese em relação aos movimentos de rotação mesial durante a função.
ANGULOS DE CONVERGÊNCIA CERVICAL GRANDES: a altura vertical de contato quando é curta não é capaz de manter a trajetória de inserção podendo proporcionar deslizamento.
6.2 ELEMENTOS CONSTITUINTES DOS GRAMPOS
Braço de retenção: possui parte rígida, uma sem flexível e uma parte terminal flexível (ponta ativa, localizada abaixo do equador protético), sofre afilamento progressivo, confere retenção.
Braço de oposição: deve ser rígido em toda sua extensão, mantido numa posição diametralmente oposta ao braço de retenção e acima do equador protético, área expulsiva, deve ter espessura uniforme.
Apoio: responsável pela fixação e suporte, impedindo o deslocamento da PPR no sentido ocluso-gengiva e transmitir as cargas perpendiculares ao eixo do dente pilar.
Corpo: elemento de união entre os braços de oposição e retenção e apoio.
6.3 PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DOS GRAMPOS.
 A instalação de um grampo em um dente pilar deve manter uma relação de passividade sobre a estrutura dentaria, não devendo gerar forças como as de torque quando em função ou no momento de inserção e remoção da PPR.
PRINCIPIOS
Retenção: propriedade dada pela ponta ativa do braço de retenção, que fica abaixo do equador protético.
Suporte e fixação: fixação e a função do grampo de resistir as forças no sentido ocluso-cervical. Suporte é a função de transmitir as cargas no sentido do longo eixo do dente e também a fibromucosa.
Estabilidade: impede o movimento de translação da PPR causado por forças horizontais durante atividades funcionais e parafuncionais.
Circunscrição: o grampo deve envolver pelo menos 180 graus da superfície coronária, isso confere reciprocidade e passividade.
Reciprocidade: a deflexão do braço de retenção gera forças sobre o dente suporte que devem ser neutralizadas pelas forças geradas pelo braço de oposição.
Passividade: quando a PPR estiver assentada esta não deve exercer nenhuma força sobre o dente pilar.
TIPOS DE GRAMPOS
GRAMPO CIRCUNFERENCIAL SIMPLES OU ACKERS: indicados para PPR dentossuportada, para todos os dentes, área retentiva oposta ao espaço protético.
GRAMPO CIRCUNFERENCIAL DUPLO OU GEMINADO: indicado para molares e pre-molares, em retenção indireta, exige canaleta para complementar o nicho.
GRAMPO MDL MODIFICADO (MESIO-DISTO-LINGUAL): indicado para dentes anteriores, abrange o cíngulo por mesial e distal, apenas uma pequena ponta ativa retentiva aparece por vestibular.
GRAMPO T DE ROACH: indicados para todos os dentes, poanta ativa localizada nas regiões proximais da face vestibular, sua parte ativa fica totalmente em área retentiva.
6.4 APOIOS
São elementos cujas funções principais são fixação e suporte da PPR, juntamente com o grampo assegura a correta transmissão das forças mastigatórias de maneira correta aos dentes pilares. Tendo também função de impedir o deslocamento no sentido ocluso-cervical da prótese, garantido sua fixação, dirigir as forças paralelas ao longo eixo do dente, atuam na retenção indireta quando uma força tende a gerar movimentos por sistema de alavanca, estes estabilizam as próteses com extremidades livres, devendo serem colocados na porção mesial do dente para evitar alavanca de primeira classe. Determinam a posição de assentamento final da prótese.
Podem ser classificados: em oclusais (localizados em dentes posteriores sendo simples ou duplos), Incisais e de Cíngulo. Nas próteses com extremidades livres, como já citado os apoios devem ser instalados nas mesiais dos dentes e nas próteses dentossuportadas, devem ficar vizinho ao espaço protético.
6.5 NICHOS/ASSENTOS
São cavidades preparadas para alojar os apoios, para proporcionar ao dente suporte e aos tecidos de sustentação condições biomecânicos favoráveis a manutenção da sua integridade. O nicho varia de acordo com o elemento que vai recebê-lo. Tem como funções alojar os apoios e orientar a transmissão da força de mastigação promovendo suporte e estabilidade.
PROCEDIMENTOS PARA A CONFECÇÃO DOS NICHOS: Molares realizar divisões na face oclusal em quatro partes no sentido mesio-distal e em três partes no sentido vestíbulo-lingual 4 terços; realizar o desgaste em esmalte com broca esférica (1014) ou cônica (2131) dando forma triangular, com paredes expulsivas com profundidade inicial de cerca de 1,5 mm e diminuindo na direção proximal. Pré-molares, dividir a superfície oclusal em 3 terços, tanto no sentido mesio-distal, como vestíbulo-lingual e proceder da mesma forma, como já citado.
Preparo em cíngulo, forma de sela de cavalo, com paredes divergentes e bordas arredondadas, com cerca de 1mm de profundidade e de 2,5 a 3 mm de extensão,forma de sorriso invertido. 
6.6 SELA
É o elemento da PPR que preenche o espaço protético, servindo como base e arcabouço para alojar os dentes artificiais e transmitir as cargas mastigatórias ao rebordo residual. Para minimizar as cargas a sela deve cobrir maior parte possível de superfície desdentada, para proteger e minimizar os danos ao rebordo residual.
A sela adquire funções diferenciadas quanto ao tipo de suporte da PPR, dentossuportadas (preenchimento, fixação dos dentes artificiais e proteção das papilas adjacentes), dentomucossuportadas (preenchimento, fixação dos dentes artificiais e transmissão das forças para o rebordo). Em próteses com extremidades livres a sela deve ser o mais curta possível para evitar a formação de braços de alavanca.
6.7 CONECTORES MAIORES OU BARRAS
 Elemento estrutural que realiza a união entre os componentes de um hemi-arco a outro, através dos conectores menores une os retentores e a sela, bilateralmente.
ARCO SUPERIOR: devem manter relação de intimo contato com a mucosa palatina, melhorando a distribuição das forças e impedindo que alimentos penetrem. TIPOS: DUPLA BARRA PALATINA ou barra anteroposterior, secção transversal em forma de meia cana, a barra anterior cruza a rafe palatina e fica a uma distância de 5 a6 mm da margem gengival, barra posterior cruza a rafe e une as fitas laterais, está indicada quando planeja-se repor menos dentes do que o remanescente. PLACA PALATINA OU COBERTURA TOTAL DO PALATO estende-se por toda a area chapeável, distribuindo a carga funcional, está indicada quando remanescente dental é reduzido e extremidades livres bilaterais com grandes espaços protéticos.
ARCO INFERIOR, deve manter relação de alívio com assoalho bucal. TIPOS: BARRA LINGUAL, secção transversal piriforme, indicado para arcos com distância com mais mm entre a cervical dos dentes e o assoalho bucal. PLACA LINGUAL, indicado quando a distância entre a cervical dos dentes e o assoalho bucal e menor que 8mm.
6.8 CONECTORES MENORES
Barras metálicas rígidas que unem os retentores diretos e indiretos ao conector maior ou a sela, devendo estar relacionados com a superfície dos planos guia no seu terço inicial, estabilizando o dente pilar e ativando o grampo de retenção. Localizam-se ao lado do espaço protético.
6.9 DENTES ARTIFICIAIS 
Tem por finalidade substituir os dentes naturais ausentes e restabelecer estética, função e fonação, estabilizar a prótese e manter a integridade dos elementos de suporte, harmonia com a musculatura para protética, restabelecer a dimensão vertical de oclusão. Os dentes artificiais devem ser escolhidos levando em consideração a forma e estética dos remanescentes, e podem ser e ajustados e regularizados conforme a necessidade.
Os dentes podem ser confeccionados a partir de vários matérias, como, resina, cerâmica, metal e compostos (metal e resina).
7. PLANEJAMENTO EM PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL
A estratégia para selecionar os componentes de uma PPR é essencial para controlar os movimentos que as forças mastigatórias geram sobre a mesma quando em função, o desenho tem características distintas conforme o tipo de prótese, dentossuportada ou dentomucossuportada. As próteses dentossuportadas o movimento potencial é menor devido à fixação e suporte conferidos pelos dentes remanescentes, nas próteses dentomucossuportadas as forças são dirigidas ao dente suporte e o rebordo residual.
Outros fatores relacionados ao planejamento são a posição dentária no arco antagonista e a existência de suporte protético no arco antagonista. Em geral próteses parciais removíveis antagônicas a dentes naturais têm precisaram de maior suporte e estabilização ao longo do tempo devido a maiores demandas de cargas funcionais. Assim relações oclusais em MIH devem ser de modo geral amplamente dissipadas para as unidades de suporte.
7.1 CLASSIFICAÇÃO DOS ARCOS PARCIALMENTE DESDENTADOS
A classificação das arcadas parcialmente desdentadas deveria satisfazer os seguintes requisitos:
Possibilitar uma visualização imediata do tipo de arcada parcialmente desdentada que esta sendo considerada.
Possibilitar a diferenciação imediata entre a prótese dentossuportada e dentomucossuportada.
Ser universalmente aceita.
7.2 CLASSIFICAÇÃO DE KENNEDY
As arcadas foram divididas em quatro classes básicas e as áreas desdentadas que não aquelas que determinam a classificação foram designadas como modificação.
Classe I- área desdentada bilateral localizada posteriormente aos dentes pilares.
Classe II- área desdentada unilateral localizada posteriormente aos dentes naturais.
ClasseIII- área desdentada unilateral com dentes naturais remanescentes tanto posteriores quanto anterior a eles (intercalar).
Classe IV- uma área desdentada única, más bilateral (cruzando a linha média), localizada anterior aos dentes naturais remanescentes.
REGRAS DE APPLEGATE
A classificação deve ser feita após quaisquer exodontia de dentes que possam alterar a classificação original.
Se um terceiro molar está faltando e não se planeja sua reposição, ele não é considerado para a classificação.
Se um terceiro molar esta presente e será utilizado como pilar, ele é considerado na classificação.
Se um segundo molar está ausente e não será substituído, ele não é considerado na classificação ( se o antagonista está ausente ele não será substituído)
As áreas desdentadas posteriores determina a classificação.
Áreas desdentadas com exceção daquelas que determinam a classificação são denominadas modificações e são designadas por seu número em arábico.
A extensão da modificação não é considerada, apenas o numero de áreas desdentadas adicionadas.
Áreas de modificação não podem ser incluídas nas arcadas classe IV. (Ouras áreas desdentadas que se encontram posterior às únicas áreas bilaterais cruzando a linha media determinam a classificação).
A classificação de Kennedy seria difícil de aplicar em todas as situações sem certas regras de aplicação. Applegate forneceu oito regras que controlam a aplicação do método de Kennedy.
SEQUÊNCIA DE DESENHO DA PPR
Classificação do arco parcialmente desdentado
Desenho dos apoios
Desenho dos grampos de retenção
Desenho dos grampos de oposição
Desenho do conector maior
Desenho sela
Desenho do conector menor
Desenho do retentor indireto
Desenho dos plano guias
8.MOLDAGEM FINAL
Tem como intuito obter o modelo de trabalho (modelo mestre), sobre o qual será confeccionado a estrutura metálica e posterior acrilização. O modelo mestre obtido por moldagem simples com alginato e moldeira de estoque representam 90% dos procedimentos para obtenção dos modelos de trabalho.
8.1 TÉCNICA DO MODELO DIVIDIDO OU MODELO ALTERADO
O método de moldagem alterado é mais comumente usado para ampliação da extensão distal do arco mandibular parcialmente edêntulo classe I e II. Um achado clinico comum nessas situações é uma variação maior da mobilidade dos tecidos e distorção do tecido ou deslocamento, que requer a colocação seletiva dos tecidos para obter o suporte desejado.
Indicações: classe I e II mandibular, não se realiza na maxila, pois a fibromucosa é mais rígida.
Procedimento
Realizar ao término do preparo de boca 2
Moldagem simples com alginato e moldeira de estoque.
Enviar o modelo de gesso obtido para o protético e receber com a estrutura metálica fundida.
Retirar estrutura metálica e fazer alívios com será nas áreas desdentadas.
Colocar estrutura metálica sobre o modelo com alívios nas áreas desdentadas, confeccionar base de resina acrílica sobre a estrutura metálica ( como se fosse uma moldeira individual), fazer acabamento e polimento.
Realizar selamento periférico com godiva, levar a boca do paciente e fazer leve compressão na região dos apoios.
Moldagem de corpo com pasta zinco eugenólica, aguardar a presa e verificar a moldagem.
Seccionar o modelo retirando a área desdentada
Colocar a estrutura metálica em posição no modelo seccionado com cera pegajosa
Enviar para o protético
8.2 MOLDAGEM FUNCIONAL DIRETA
Indicações classe I e IIsuperior e eventualmente em classe III eIV, para cópia mais precisa do rebordo, por limitação do modelo original.
Procedimento
Realizar moldagem anatômica com hidrocoloide irreversível
Vazar o modelo com gesso pedra tipo III
Enviar para o protético após delineamento 
Confecção da estrutura metálica
Confecção do plano de orientação
Remoção do conjunto da boca(estrutura metálica e planos)
Ajustar estrutura metálica realizar desgastes se necessário
Montagem em articulador
Montar os dentes (Escolha da cor do dente; Prova dos dentes; Escolha da cor da resina pelo sistema Tomas Gomes).
Prova dos dentes na boca do paciente, Prova da PPR
acrilizaçâo
Realizar moldagem funcional com pasta zinco eugenólica (direta), aplicada na sela.
Paciente oclui
Ré embasamento a partir da moldagem
Realizar ajustes
Proservação e manutenção
Vantagens:
Cópia dos tecidos em função
Maior estabi9lidade da base nos casos de extremidades livres longas
Rapidez e praticidade na execução (uma sessão a menos)
Desvantagens:
Pode limitar a extensão da área chapeável
Impossibilidade de realizar selamento periférico
Depende de um modelo de estudo adequado
Necessidade de ajuste oclusal prévio para evitar a compressão excessiva do rebordo
Cuidado com PT antagonista
Na PPR dentomucossuportada, caso o modelo mestre seja obtido pela moldagem simples com alginato, alguma moldagem corretiva adicional deve ser realizada antes da finalização do caso.
O objetivo é registrar a máxima área de suporte fisiológico, minimizando assim a movimentação da prótese no extremo livre, evitando sobrecarga dos dentes pilares.
9.RELAÇÃO MAXILOMANDIBULAR
Constitui diversas posições que a mandíbula ocupa em relação maxila, tendo como objetivo restabelecer a relação intermaxilar com a finalidade de obter uma reabilitação protética mais harmônica com o sistema estomatognático do paciente. Os esquemas oclusais seguintes são recomendados para o desenvolvimento de uma relação oclusal harmônica entre próteses parciais removíveis e dentes remanescentes ou prótese total para melhorar a estabilidade das mesmas.
1. Contatos oclusais bilaterais dos dentes posteriores antagonistas devem ocorrer na oclusão cêntrica (relação Centrica).
Próteses dentossuportadas devem ser planejadas reproduzindo o padrão oclusal da dentição natural (MIH), favorecendo a retenção indireta.
9.1 POSIÇÕES DA MANDIBULA COM A MAXILA DE INTERESSE PROTÉTICO
PLANO VERTICAL
DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO (DVR): é o espaço intermaxilar obtido no equilíbrio de contração mínima dos músculos elevadores e abaixadores da mandíbula, geralmente coincide com a distância entre a comissura palpebral e a comissura labial e determina o espaço entre os dentes.
DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO (DVO): é a condição de relação da mandíbula com a maxila em que os dentes encontra-se em contato, estabelecido pela contração dos músculos elevadores da mandíbula.
ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE (EFL): é o espaço compreendido entre a DVR e a DVO, é de mais ou menos 3mm. DVR – DVO = EFL. Essas medidas podem ser obtidas pelo método de Willis, através do compasso de Willis.
PLANO HORIZONTAL
RELAÇÃO CÊNTRICA (RC): posição articular onde os côndilos estão em suas posições mais anterossuperiores na fossa mandibular apoiados nas vertentes posteriores da eminência articular com os discos articulares adequadamente interpostos.
MAXIMA INTERCUSPIDAÇÃO HABITUAL (MIH): é a posição em que os dentes encontra-se em máxima oclusão, independente da posição do côndilo na cavidade articular.
OCLUSÃO CÊNTRICA (OC): é a posição de intercuspidação dental correspondente a posição condilar no eixo terminal de fechamento. OC= RC+MIH.
RELACIONAMENTO DOS CASOS DENTOSSUPORTADOS E DOS CASOS DENTOMUCOSSUPORTADOS.
DENTOSSUPORTADOS: quando houver pequenos espaços edentulos, e quando não houver perda da referência dos dentes, reabilitar o paciente, como, se este fosse um paciente dentado em MIH. DENTOMUCOSSUPORTADOS: com a perda de referência oclusal entre os dentes suportes, utilizar rodetes de cera presos as bases de prova de resina acrílica, e estabelecer o relacionamento através do método de Willis. Em grandes perdas dentarias deve-se reabilitar o paciente como se este fosse um paciente desdentado total com oclusão balanceada bilateral.
Registro interoclusal
O registro interoclusal é obtido com a impressão dos dentes remanescentes sobre os roletes de cera e grampeando os roletes superior e inferior.
PROCEDIMENTO:
CONFECÇÃO DOS ROLETES DE CERA E TOMADA DO ARCO FACIAL
DETERMINAÇÃO DA DVO
DETERMINAÇÃO E REGISTRO DA RC
MONTAGEM DOS DENTES- CONTAOS BILATERAIS SIMULTÃNEOS EM POSIÇÃO CÊNTRICA E EXCÊNTRICA MANDIBULAR.
10. MONTAGEM ARTICULADOR SEMI-AJUSTÁVEL
10.1 MONTAGEM DOS MODELOS DE ESTUDO EM ARTICULADOR SEMI-AJUSTÁVEL
Com a finalidade de diagnostico, os modelos devem ser relacionados num articulador anatomicamente apropriado para melhor compreensão do papel que a oclusão tem no desenho e na estabilidade funcional da prótese parcial removível. Isto se torna ainda mais importante quanto mais dente é necessários repor. Os modelos de estudo devem ser anatomicamente relacionados para o diagnóstico. Isto significa a colocação do modelo superior numa posição relativa ao eixo de abertura do articulador que é similar a posição da maxila em relação a ATM do paciente. O modelo inferior é colocado abaixo do modelo superior numa posição horizontal ditada pela rotação da mandíbula sem contatos dentais e com abertura bucal mínima.
10.2 TOMADA DO ARCO FACIAL E MONTAGEM DO MODELO MAXILAR
Identificar os pontos de referência anterior e posterior para o arco facial (meato acústico externo e ponto infra-orbital).
Preparar o garfo de mordida e as bases de registro de oclusão
Colocar o garfo de mordida centralizado no arco, indexando sua posição em relação aos dentes com cera, elastômero ou godiva.
Colocar arco facial sobre a parte anterior do garfo de mordida.
Posicionar o arco firmemente dentro do meato acústico externo.
Mantenha o arco seguro anteriormente.
Posicione o arco anteriormente em relação ao terceiro ponto de referência (estabeleça o plano horizontal, PHF)
Aperte o parafuso vertical do garfo de mordida, a seguir o parafuso horizontal, mantenha o arco firme para evitar torque.
Posicionar o relator nasio na região do nasio para fixar o arco.
Remova o arco para baixo e para fora após liberar os parafusos.
10.3 TRANSFERÊNCIA PARA O ARTICULADOR
Encaixe o arco facial pelas olivas nos pinos do articulador
Aperte os pintos segurando o arco anteriormente
Relacione verticalmente o arco ao ponto de referência anterior do articulador
Posicione o modelo superior sobre os registros do arco de mordida
Feche o articulador e verifique o espaço para o gesso de montagem
Desgaste o gesso se necessário.
11. PROVAS DOS DENTES
Nesta etapa deve-se observar cor, forma e tamanho dos dentes, ponderando estes fatores com o paciente de acordo com as indicações e tomando por base idade, sexo, perfil facial e os dentes remanescentes. Verifica-se a condição oclusal dos dentes montados, que devem apresentar idealmente um ligeiro supra contato, em caso de infra contato os dentes devem ser remontados, tomando novo registro sobre a própria PPR e procedendo nova prova. Os dentes artificiais devem manter relação funcional com os dentes remanescentes, com atuação conjunta, restabelecendo guias de desoclusão, dimensão vertical, fonética e estética e estabilidade. Os materiais de escolha para a confecção dos dentes, os mais usuais são a resina a porcelana e os metais. Se necessário pode realizar ajustes nos dentes e desgastes.
12. INSTALAÇÃO, AJUSTE E MANUTENÇÃO.
OBJETIVOS: cuidados com a instalação, ajuste, higiene e manutenção e proservação.
12.1 INSTALAÇÃO:
RETENTORES E DENTES PILARES: avaliar apoios e grampos se estão perfeitamente adaptados, contatos simultâneos e disposição regular dos braços de oposição e retenção.
CONECTORES E TECIDOS MUCOSO E MUSCULAR: superior justaposto e inferior aliviado
SUPERFICIE BASAL DASELA E REBORDO RESIDUAL: assentamento passivo, não pode haver áreas de compressão.
SUPERFICIE OCLUSAL DE DENTES ARTIFICIAIS E SEUS ANTAGONISTAS: restabelecimento da função oclusal, guias de desoclusão, e curvas funcionais.
SUPERFICIES POLIDAS DA SELA E A MUSCULATURA PARAPROTÉTICA: estética e conforto ao paciente, devendo preencher os espaços vazios
DENTES ARTIFICIAIS E CONDIÇÕES DE ESTÉTICA E FONÉTICA: cor, de forma e posicionamento dos dentes artificiais, altura de seu contorno gengival e sela, condições estéticas e fonéticas ideais, reposicionar lábios e bochecha.
12.2 AJUSTES
Realiza-se instruções de higiene (usar dentifrícios pouco abrasivos, escova de cerdas duras, retirar durante a noite colocar a prótese em um copo com solução de bicarbonato de sódio e uma vez por semana em solução de hipoclorito de sódio)PERIODO DE ADAPTAÇÃO : uma PPR bem planejada e executada ocorre adaptação em 24horas. Assistência pós instalação, retorno após 24 horas, realiza-se nova analise clinica, avaliando os tecidos bucais, níveis de retenção e estabilidade, queixas do paciente e reavaliar contatos oclusais.
12.3 MANUTENÇÃO
Programa de manutenção individualizado, tendo avaliado a capacidade de higienização, presença de doenças periodontais e caries reabsorção do rebordo alveolar e condições estruturais da PPR. Estabelecer programa de consultas para a revisão do estado de saúde oral, consultas marcadas com intervalos distintos. A perpetuação das condições de saúde oral, acrescidas das condições funcionais e estéticas obtidas pela terapia protética, determina a validade do tratamento. Durante as etapas de manutenção realizam-se procedimentos clínicos de reparo na prótese se necessário, ajustes ré embasamento desgastes etc. Os pacientes devem ser submetidos a tratamentos preventivos para controle e manutenção das condições de saúde dos dentes remanescentes e dos demais componentes do sistema estomatognatico, proporcionando longevidade a ambos.
13.REFERÊNCIAS
KLIEMANN, Cláudio; Oliveira, Wagner de Manual de PPR. Ed Santos.
 Alan B.Carr, David T, Brown. McCracken. Protese Parcial Removível.12 ed Elsevier.2012

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