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À
Iniciativa da CNI - Confederação
Nacional da Indústria
*
GESTÃO DA
MANUTENÇÃO
Iniciativa da CNI - Confederação
Nacional da Indústria
SÉRIE ENERGIA- GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO
GESTÃO DA
MANUTENÇÃO
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
Robson Braga de Andrade
Presidente
DIRETÓRIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA - DIRET
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor de Educação eTecnologia
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL- SENAI
Conselho Nacional
Robson Braga de Andrade
Presidente
SENAI - Departamento Nacional
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor Geral
Gustavo Leal Sales Filho
Diretor de Operações
Iniciativa da CNI - Confederação
Nacional da Indústria
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SÉRE ENERGIA- GERAÇÃO. TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO
GESTÃO DA
MANUTENÇÃO
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© 2018. SENAI - Departamento Nacional
© 2018. SENAI - Departamento Regional da Bahia
A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrónico, me-
cânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização,
por escrito, do SENAI.
Esta publicação foi elaborada pela Equipe de Inovação e Tecnologias Educacionais do
SENAI da Bahia, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada
por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.
SENAI Departamento Nacional
Unidade de Educação Profissional eTecnológica - UNIEP
SENAI Departamento Regional da Bahia
Inovação eTecnologias Educacionais - ITED
FICHA CATALOGRÁFICA
S491g
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional.
Gestão da manutenção / Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial, Departamento Nacional, Departamento Regional da Bahia. -
Brasília: SENAI/DN, 2018.
96 p.: il. - (Série Energia - Geração, Transmissão e Distribuição).
ISBN xxx
1.Administração de pessoal. 2. Gestão de pessoas. 3. Recursos humanos. 4.
Liderança. I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional
da Bahia. II. Título. III. Série.
CDU: 658.3
Sede
Setor Bancário Norte •Quadra 1 •Bloco C •Edifício Roberto
Simonsen •70040-903 •Brasília - DF •Tel.: (0xx61) 3317-9001
Fax: (Oxxól) 3317-9190 •http://www.senai.br
SENAI
Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial
Departamento Nacional
Lista de ilustrações
Figura 1 - A equipe de gestão da manutenção
Figura 2 - Cronograma de atividades de um serviço elétrico
Figura 3 - Fluxograma na manutenção
Figura 4 - OcicloPDCA
Figura 5 - Administrando melhor o tempo
Figura 6 - Algumas dicas para administrar o tempo
Figura 7 - 0 líder visionário na manutenção
Figura 8 - Fatores que motivam o técnico
Figura 9 - A comunicação com o gestor
Figura 10- Exercendo a liderança
Figura 11 - Gestão administrativa da equipe de manutenção
Figura 12 - Sistema de gestão coercitivo
Figura 13 - Sistema de gestão autoritário benevolente
Figura 14- Sistema de gestão consultiva
Figura 15 - Sistema de gestão participativa
Figura 16 - Triagem no processo de recrutamento e seleção
Figura 17 - A integração
Figura 18 - Capacitação in company
Figura 19- Identificando as necessidades de treinamentos
Figura 20- Progressão na carreira profissional
Figura 21 - Confiança nas reuniões participativas
Figura 22 - Equipe de técnicos integrada
Figura 23 - Integração da equipe
Figura 24 - Ferramentas de planejamento estratégico e avaliação
Figura 25 - Checklistde atividades
Figura 26- Cronograma de atividades
Figura 27 - Cronograma de manutenção elétrica
Figura 28 - Checklist de avaliação das atividades
Figura 29- Manutenção corretiva
Figura 30- Manutenção preventiva
Figura 31 - Manutenção preditiva
Figura 32 - Relações humanas na manutenção
Figura 33 - A manutenção como um time
Figura 34 - A manutenção como equipe integrada
Figura 35 - Pirâmide de Maslow
Figura 36- Conflitos na manutenção
Figura 37 - Processos dos conflitos na manutenção
Figura 3 8 - 0 comportamento do conflito
Figura 39- Abordagem do conflito
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Figura 40 - Fluxo na abordagem do conflito
Figura 41 - Processo comunicativo
Figura 42 - Tipos de comunicação
Figura 43 - Ruídos na comunicação
Figura 44 - Comunicação assertiva
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Quadro 1 - Matriz de conhecimento
Quadro 2 - - Modelo de gerenciamento e técnicas de manutenção
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Sumário
1 Introdução 13
2 Coordenação e supervisão de equipes
2.1 Planejamento,organização e controle do trabalho
2.1.1 Planejamento estratégico e de atividades
2.1.2 Cronograma e fluxograma
2.1.3 Lista de atividades
2.1.4 Ciclo PDCA
2.1.5 Administração do tempo
2.2 Supervisão de equipes de trabalho
2.2.1 Papel da supervisão
2.2.2 Fatores de satisfação no trabalho
2.3 Comunicação em equipe
2.4 Liderança
2.5 Reflexão pessoal e importância da percepção
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3 Gestão administrativa de pessoas
3.1 Sistemas de administração de pessoas
3.1.1 Sistema autoritário coercitivo
3.1.2 Sistema autoritário benevolente
3.1.3 Sistema consultivo
3.1.4 Sistema participativo
3.2 Recrutamento e seleção
3.2.1 A triagem
3.2.2 Identificação das características pessoais
3.2.3 Integração de equipe
3.3 Técnicas de capacitação
3.3.1 Definição de capacitação e desenvolvimento
3.3.2 Levantamento das necessidades de capacitação
3.3.3 Programação da capacitação
3.3.4 Avaliação de resultados
3.4 Reuniões - planejamento e condução
3.5 Ética
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3.5.1 Ética no tratamento das informações coletadas e elaboradas
3.5.2 Ética nos relacionamentos sociais e profissionais
3.5.3 Ética no uso de máquinas e equipamentos
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4 Planejamento..
4.1 Metas
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4.1.1 Função
4.1.2 Estratégias de implementação do planejamento
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4.1.3 Ferramentas de avaliação das metas
4.2 Cronograma de atividades
4.2.1 Função, estrutura e etapas
4.2.2 Elaboração do cronograma
4.2.3 Estratégias de implementação
4.2.4 Ferramentas de avaliação das atividades
4.3 Programa de manutenção
4.3.1 Função, estrutura,etapas e recursos
4.3.2 Elaboração da programação
4.3.3 Estratégias de implementação
4.3.4 Ferramentas de avaliação do programa de manutenção
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5 Relações humanas no trabalho..
5.1 Inteligência emocional
5.2 Motivação
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5.2.1 Necessidades humanas 73
5.2.2 Teoria sobre motivação humana
5.2.3 Objetivos individuais
5.3 Administração de conflitos
5.3.1 Gravidade
5.3.2 Condições
5.3.3 Processo e comportamento
5.3.4 Abordagens quanto à administração
5.3.5 Efeitos positivos e negativos
5.4 Comunicação
5.4.1 O processo comunicativo
5.4.2Tipos de comunicação
5.4.3 Falhas na comunicação
5.4.4 Comunicação assertiva
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Referências 89
Minicurrículo do autor 91
índice 93
Prezado aluno,
É com grande satisfação que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) apre-
senta o livro didático de Gestão da Manutenção.
O objetivo desta Unidade Curricular é permitir o desenvolvimento das capacidades técnicas
relativas à gestão de manutenção de sistemas elétricos, bem como capacidades sociais,orga-
nizativas e metodológicas, de acordo com a atuação do técnico no mundo do trabalho.
Realizar a correta gestão da equipe de manutenção requer diversas habilidades que o téc-
nico precisa adquirir e,pensando desta forma,o correto dimensionamento de sua equipe é de
fundamental importância para evitar riscos e desperdícios das suas ações.
O ato de planejar requer muita atenção, pois é preciso realizar ações como:elaborar listas
de atividades, construir fluxograma, preparar cronograma para acompanhar corretamente a
execução de todos os trabalhos, dentre outras.E estas, certamente, serão algumas das tarefas
que o técnico realizará durante a sua atividade profissional.
Pensando nesse contexto, este livro apresenta importantes considerações sobre coorde-
nação e supervisão de equipes, gestão administrativa de pessoas, com ênfase nos estilos de
liderança, compreenderemos sobre a técnica de selecionar membrosção;
f) Oitava fase - Melhoria contínua e utilização de novas técnicas: essa estratégia leva à utiliza-
ção de novas técnicas e tecnologias, inclusive em manutenção.
ciclo de vida
Mas vamos pensar em outras ferramentas mais simples para utilizar em nosso planejamento estratégico?
O ciclo PDCA, estudado no capítulo anterior, é um exemplo de ferramenta simples e eficaz que o técni-
co pode fazer uso.
DoPlan
Planejar Fazer
Check
Checar
A
Figura 24 - Ferramentasde planejamento estratégico e avaliação
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
5 Manutenibilidade: é uma característica que proporciona ao equipamento a facilidade, segurança e precisão em executar a
manutenção.
4 PLANEJAMENTO
Uma outra ferramenta para controlar as ações, execuções e auxiliar o técnico na implantação das ações
preventivas,garantindo assim que nenhuma atividade seja esquecida, é o checklist.
0
0
0
0
Figura 25 - Checklist de atividades
Fonte:SHUTTERSTOCK, 2018.
Além do checklist, outra ferramenta simples que pode ser utilizada é o cronograma. Trata-se de um
instrumento do planejamento e controle onde são definidas, detalhadamente, a lista de atividades que
podem estar interligadas ou não,e que devem ser executadas em um período determinado com seu início
e fim.
Figura 26 - Cronograma de atividades
Fonte: SHUTTERSTOCK, 201a
A lista de atividades deve estar contida no plano de execução e que deve ser controlado para se obter
informações que orientam a tomada de decisão durante a manutenção do equipamento e que também
definirá a equipe responsável por este serviço.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Em uma publicação da Organização das Nações Unidas (ONU) foi ve-
rificado um aumento de produtividade de 60% no Departamento de
Manutenção após a instalação de um PCM -Planejamento e Controle de
Manutenção. (Fonte: MANUTENÇÃO PREDITIVA, [20-]).
CURIOSIDADES
Assim, o gestor de manutenção deve elaborar o planejamento estratégico das ações de sua equipe,
para garantir a disponibilidade dos equipamentos e assim proporcionar a ampliação da produtividade.
E, para isto acontecer, fará uso das ferramentas citadas anteriormente,mas também poderá implementar
outras,como será explicado a seguir.
4.2 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
O cronograma é comumente uma tabela ou quadro onde listamos todas as atividades que planejamos
realizar ao longo de uma linha de tempo.
É relevante para a manutenção, porque neste ato deve-se estabelecer a prioridade de execução da
tarefa,além de observarmos alguns modelos de cronograma que aparece a periodicidade e o responsável
por aquela ação.
4.2.1 FUNÇÃO, ESTRUTURA E ETAPAS
A função de um cronograma é listar todas as atividades previstas ao longo do período de tempo,apre-
sentando-se assim as ações da manutenção. Geralmente,deve-se existir o equilíbrio na realização das ati-
vidades ao longo do tempo e evitar que se tenha períodos com muitas atividades e outros com poucas,
obedecendo a estrutura deste. Observa-se, neste instante,que a distribuição das etapas de execução das
atividades segue uma ordem cronológica e coerente.
4.2.2 ELAB0RAÇA0 DO CRONOGRAMA
O cronograma de atividades é uma ferramenta simples de implementação inicial do planejamento.
Nele, o técnico deverá listar quais serviços cada colaborador irá fazer, quando estes serviços deverão ser
realizados,entre outras informações,como:
a) Quais recursos serão utilizados e quais serão necessários para executar as atividades;
b) Qual o tempo necessário para realizar cada atividade;
c) Sempre que possível,o custo de cada atividade ou serviço deve ser relacionado de maneira uni-
tária e global;
d) Listar os materiais e insumos necessários à realização de cada serviço é importante;
4 PLANEJAMENTO
e) E, por fim,o gestor,o técnico e o auxiliar,deverão fornecer informações sobre máquinas,equipa-
mentos, ferramentas e dispositivos que são utilizados na realização de cada atividade.
Com essas informações, o cronograma estará completo para auxiliar no planejamento estratégico da
manutenção.
Ao estabelecer quais atividades serão desenvolvidas, o técnico deverá atentar para
a segurança de seus colaboradores, respeitando o que estabelece a Norma Regula-
mentadora - NR 10 sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade.
FIQUE
ALERTA
Assim,deve-se estar atento ao elaborar um cronograma e definir as atividades do técnico para delimitar
bem as situações de risco e manter controlada a execução dos serviços,estando assim, seguro na elabora-
ção do cronograma.
4.2.3 ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO
As atividades elencadas pelo gestor devem ser executadas em períodos predefinidos, com início e fim,
que serão definidos pelo gestor. Assim,ele faz uso de estratégias para implementar com eficácia. Verifique
na prática como isto ocorre,analisando o exemplo que segue.A figura seguinte ilustra um exemplo de cro-
nograma de manutenção,ondeconstam todas as informações necessárias para que a ação seja executada.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO I
Gestão de manutençãoEmpresa Mês
nov/17
Alpha Cronograma ter qufl qui íM s.4b dom
Ordem de
s.erviço
ftííursoi
humanoi
Sistema (
conjunto
Centralequipamentos e/ou instalações, assim, garantindo o funcionamento de um processo produtivo com con-
fiabilidade, segurança e a custos adequados.
Já a ABNT NBR 5462:1994 define o termo manutenção como sendo a combinação de todas as ações
técnicas e administrativas, incluindo a gestão, para manter ou relocar um item ao seu estado de pleno
funcionamento capaz de desempenhar a sua função requerida.
Obtido assim o entendimento sobre o conceito de Manutenção, verifique outros aspectos importantes
na construção de um programa demanutenção:que função exerce sobre a gestão,como o gestor estrutu-
ra um plano e quais etapas e recursos necessários para contemplar todas as atividades previstas.
4.3.1 FUNÇÃO, ESTRUTURA, ETAPAS E RECURSOS
Para entender melhor a função do programa demanutenção,o técnico deverá conhecer profundamen-
te sobre os principais tipos,assim, planejar corretamente as ações de sua equipe.
Seja para evitar a falha em máquinas e equipamentos ou para simplesmente corrigir uma quebra e
assim manter a disponibilidade destes,o gestor precisará planejar e pensar o programa de manutenção.
Para entender melhor sobre as etapas e recursos necessários para realizar o programa de manutenção,
faz-se necessário conhecer a evolução da manutenção. Alguns tipos importantes são:
a) Manutenção corretiva:consiste no reparo deuma máquina ou equipamento,realizando a subs-
tituição de uma peça danificada por outra que repare o sistema eele volte a funcionar adequada-
mente, assim ratificando o problema;
Figura 29- Manutenção corretiva
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
4 PLANEJAMENTO
b) Manutenção preventiva: é a manutenção realizada em uma máquina, dispositivo ou equipa-
mento, que estão em funcionamento, com o intuito de prevenir uma quebra, antecipando uma
possível avaria, fazendo a manutenção em tempos definidos;
Figura 30- Manutenção preventiva
Fonte:SHUTTERSTOCK, 2018.
c) Manutenção preditivai é realizada em um equipamento para reduzira falha do funcionamento
ou desempenho com base na ação de controle, predizendo e antecipando uma possível falha. A
manutenção preditiva baseia-se na condição do equipamento, da máquina, do sistema,onde se
obtém dados de desgaste das peças principais do sistema, do conjunto mecânico, do conjunto
elétrico e efetuamos também testes periodicamente para determinar o momento exato da subs-
tituição ou reparo dessas peças.
Figura 31 - Manutenção preditiva
Fonte:SENAi DR BA, 2018.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Geralmente, esse tipo de manutenção é realizado quando as peças de reposição do equipamento ou
máquina são extremamente caras, ou também, quando o equipamento possui uma parada difícil de ser
realizada ou programada.
CASOS E RELATOS
Manutenção em um Shopping Center
José Lima é um especialista em gestão da manutenção e na oportunidade estava acompanhando
o trabalho do técnico em eletrotécnica, João Cerqueira, que trabalhava no shopping center como
supervisor de elétrica.
Na praça de alimentação, no seu horário de folga, João falava sobre a manutenção aplicada ao seu
trabalho no shopping center e citou sobre os tipos de manutenção que aplicava em seu trabalho.
João comentou que, como manutenção corretiva, fazia a troca das luminárias ou lâmpadas que
queimavam ao longo do mês.Um item simples e de fácil correção,ondeele esperava a falha ocorrer.
Também aplicava em seu trabalho a manutenção preventiva nos elevadores e escadas rolantes.
E, recentemente, a empresa adquiriu um aparelho de termografia, onde ele estava utilizando para
realizar a manutenção preditiva dos transformadores da subestação elétrica do shopping, uma ma-
neira de avaliar periodicamente a condição deste,uma vez que não precisava parar ou interromper
o funcionamento deste equipamento crítico.
José Lima ficou bastante impressionado com João, pois ele conhecia os três tipos de manutenção,
mais exploradas pela empresa.
Conhecendo os principais tipos de manutenção,o gestor poderá elaborar com maior afinidade a pro-
gramação das ações dos técnicos dentro da organização.
4.3.2 ELABORAÇAO DA PROGRAMAÇAO
Ao pensar na estrutura de um programa de manutenção, o gestor que desenvolve o processo de ma-
nutenção deve revisar o planejamento; elaborar as atividades de inspeção;descrever os procedimentos
para a realização das ações;elabora,propriamente dito,o plano de manutenção.Deve conhecer os estilos
de manutenção e realizar os devidos registros e controles nas necessidades de intervenção. Ao elaborar e
estruturar este programa de manutenção, o gestor deve colocar à frente o cumprimento das normas de
segurança,assim,garantindo a integridade física de sua equipe.
4 PLANEJAMENTO
4.3.3 ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO
Um desafio mais comum para o gestor de manutenção de pequenas empresas está relacionado ao
planejamento e controle das atividades de manutenção, que na maioria das vezes esta começa a crescer
de forma inesperada e o volume de produção aumenta, juntamente com as vendas e observa-se que a
manutenção fica sem a devida atenção.
Então o gestor precisa traçar estratégias ao implementar um programa de manutenção atentando aos
seguintes itens:
a) Checar o índice de manutenção corretiva;
b) Definir as metas de maneira precisa;
c) Traçar um plano de manutenção preventiva e preditiva;
d) Estabelecer um orçamento para realização do programa de manutenção;
e) Distribuir coerentemente a carga de trabalho pela equipe de manutenção;
f) Entender o índice de disponibilidade e confiabilidade de seu ativo de produção;
g) Planejar o estoque de sobressalente,de maneira a não comprometer o orçamento.
As estratégias de implementação somente serão efetivas quando o gestor detém das informações ne-
cessárias para traçar o programa de manutenção.Deve dar a real importância para ocorrer impacto nega-
tivo sobre os fatores de produção e realização dos serviços.
4.3.4 FERRAMENTAS DE AVALIAÇAO DO PROGRAMA DE MANUTENÇÃO
As ferramentas de avaliação do programa de manutenção podem ser as mais variadas possíveis, mas
realizar o acompanhamento e controle das atividades planejadas será o primeiro passo. Acompanhar a
execução do cronograma planejado deve ser a primeira ação para o gestor.Os técnicos,após ter o controle
das ordens de serviços, devem tratar os dados coletados e quantificá-los.
A análise das falhas é uma ferramenta importantíssima na avaliação das ações programadas. É o mo-
mento em que o gestor conhecerá de fato a causa raiz que gerou a manutenção e servirá de subsídio para
as novas programações.
Dentro das atividades de planejamento e controle da manutenção, a análise dos dados, será possível
estabelecer os planos de manutenção preventiva e preditiva. Geralmente, as análises são dispostas em
gráficos, apresentando os percentuais das falhas mais recorrentes e assim dar maior atenção nas novas
programações da manutenção.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Para ampliar seu conhecimento sobre as estratégias de manutenção e os principais
tipos, leia: SHIGUNOV NETO, Alexandre; SCARPIM, João Augusto. A terceirização da
manutenção Industrial. Rio de Janeiro:Interciência, 2014.
SAIBA
MAIS
Assim, concluímos este capítulo,onde estudamos os aspectos importantes para um excelente planeja-
mento das ações de manutenção a serem implantados pelo gestor.
No próximo capítulo estudaremos como acontece as relações humanas neste ambiente de trabalho,
pois precisaremos pensar como se integram as pessoas com os demais colaboradores da organização.
4 PLANEJAMENTO
RECAPITULANDO
Neste capítulo vimos que o gestor de manutenção precisa conhecer os principais tipos de planeja-
mentos,seja ele operacional, tático ou estratégico.
Assim,abordamos que as metas estabelecidas definirão os caminhos a serem alcançados pela equi-
pe de manutenção.Conheceu-se sobre planejamento estratégico e suas diferenças entre os outros
tipos. Esses conceitos ajudarão você a programar melhor a manutenção da empresa que trabalhar.
Abordamos também queo supervisor de manutenção,ao elaborar as estratégias de implementação
do planejamento, pensará nas ferramentas importantesque o ajudará a montar o cronograma ade-
quado para sua equipe.
Vimos que a elaboração do cronograma deverá ser precisa, buscando o controle das ações, bem
como deverá manter um fluxo adequado na realização dos serviços para garantir a disponibilidade
dos equipamentos e máquinas.
Neste capítulo, verificou-se,ainda,que a elaboração de um programa de manutenção deve estar ali-
nhada às diretrizes da empresa e adequado ao melhor estilo de manutenção para aquela indústria.
O gestor tem uma importância fundamental neste trabalho e observamos também que a equipe
precisa estar bem integrada,para cumprir com todo o planejamento do programa de manutenção.
Entendeu-se que existem diversos tipos de manutenção e que estes influenciarão diretamente no
programa a ser estabelecido pelo gestor.
Relações humanas no trabalho
Para realizar muito bem o seu papel e alcançar os objetivos da gestão da manutenção, o
supervisor deverá se relacionar bem com seus liderados de forma a criar um ambiente harmó-
nico. Neste sentido, a inteligência emocional tem grande relevância, uma vez que esse pro-
fissional estará liderando uma equipe de trabalho e precisa desenvolver bem suas atividades
para que alcance os objetivos da manutenção.
Nesse contexto, será desenvolvido sobre como as situações de conflitos se apresentam e
as melhores estratégias para minimizar. Também, como os gestores de manutenção devem
conhecer sua equipe, saber se comunicar e relacionar para melhor liderar e contribuir para o
alcance dos objetivos.
Figura 32- Relações humanas na manutenção
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Ao longo deste capítulo você compreenderá melhor como acontece o processo das rela-
ções humanas no trabalho do técnico e supervisor. E, assim, conhecer os tipos de comunica-
ção,como ela acontece e quais possíveis falhas ao se comunicar com seus liderados e poder se
antecipar a agir proativamente.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
5.1 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Para liderar uma equipe é preciso estar atento aos fatores que motivam este grupo. Não somente a
questão financeira contribui para a motivação,a postura que o líder adota é primordial para tornar a equi-
pe mais produtiva e competitiva para atender às expectativas.
Ao selecionar um supervisor ou gestor de manutenção,a empresa precisa estar atenta ao perfil desses
profissionais, observando se eles são capazes de utilizar aspectos de inteligência emocional, como tam-
bém de ponderar ocomponenteemocional para que suas ações sejam mais eficazes, visto que poderão vir
a tornar-se líderes de suas equipes.
Goleman (1998) definiu inteligência emocional como "[...] capacidade de identificar os nossos próprios
sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos
relacionamentos".
A partir dessa definição é possível compreender que,na gestão da manutenção, é importante que o
supervisor esteja sempre motivando a sua equipe na realização das atividades planejadas.
LIr
Figura 33 - A manutenção como um time
Fonte:SHUTTERSTOCK, 2018.
Entretanto, sentir-se motivadoenvolve diferentes sentimentos como reconhecimento e realização pro-
fissional,uma situação financeira adequada ao tipo de trabalho que desenvolve para satisfazer suas neces-
sidades básicas,entre outros.
Diante disso, faz-se necessário um gestor ou supervisor que auxilie no desenvolvimento da inteligência
emocional dos membros de sua equipe.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
Para saber mais sobre o tema inteligência emocional, leia: GOLEMAN,Daniel.Lideran-
ça:a inteligência emocional na formação do líder de sucesso.Tradução Ivo Korytowski.
1.ed. Rio de Janeiro:Objetiva, 2015.
SAIBA
MAIS
É oportuno comentar que dentre as principais características da inteligência emocional, o autoconhe-
cimento torna-se muito importante para garantir esta habilidade em gerir pessoas e fazer com que todos
alcancem seus objetivos.Pode ainda perceber as suas qualidades,assim como, identificar as suas vulnera-
bilidades e trabalhar na melhoria,para que no futuro aja corretamente.
O gestor de manutenção, em um ambiente industrial,precisa manter o controle sob seus sentimentos
e suas emoções administrando assim suas habilidades e deficiências. Isto significa agir com inteligência
emocional.E, com isso, melhorar sua empatia perante sua equipe de trabalho. A seguir estudaremos me-
lhor como a motivação também influencia na liderança.
5.2 MOTIVAÇÃO
É comum no ambientede trabalho,em algum momento,os profissionais apresentarem alguma insatis-
fação relacionada à sua prática. Com os profissionais ligados à área de manutenção não é diferente.
Nesses momentos, é preciso atenção dos gestores e supervisores para motivar a equipe, visando que
esta alcance os seus objetivos,embora não seja uma tarefa fácil.
Nesse sentido, faz-se necessário promover ações que o colaborador se sinta motivado para realizar as
suas tarefas, por exemplo, carga horária de trabalho que o permita passar mais tempo no convívio da sua
família,atividades de lazer,entre outras.
5.2.1 NECESSIDADES HUMANAS
De acordo com Chiavenato (2010),era a questão da sobrevivência o que motivava o homem.Mas com
a atualidade, novos valores e necessidades surgem de maneira muito mais complexa.Diante dessas mu-
danças, compreender as teorias de motivação dentro do ambiente organizacional torna-se importante.
A motivação dentro da organização está ligada às necessidades e expectativas que cada colaborador
precisa atender.Por isso,é necessário valorizar o empregado pelo seu esforço na realização de suas tarefas,
pois assim ele realizará com satisfação as suas atividades.
Nesse contexto,o técnico na condição de gestor ou supervisor precisa utilizar de suas competências e
habilidades motivacionais para fazer com que seus colaboradores se tornem parceiros e aliados compro-
metidos com a organização.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Figura 34 - A manutenção comoequipe integrada
Fonte:SENAI DR BA, 2018.
Na posição de líder, o gestor de manutenção precisa fazer uso destas competências para motivar os
seus liderados e atender as suas necessidades e, por consequência, atingir os objetivos organizacionais.
O gestor ou supervisor deve acompanhar os técnicos com certa proximidade e habilidades para que os
fatores negativos se anulem e não prejudiquem a organização.
5.2.2 TEORIA SOBRE MOTIVAÇAO HUMANA
Segundo Chiavenato (2010),os fatores motivacionais estão relacionados às condições que são propor-
cionadas ao indivíduo para que este possa se desenvolver por meio de atividades que o desafie e estimule
sua atuação,e assim,possa crescer profissionalmente.
Nesse contexto,Maslow (1943) diz que a teoria da motivação humana tem como ponto principal a rele-
vância das necessidades,impulsos e situações de motivação.
Ou seja,como as necessidades humanas estão organizadas em um sistema de hierarquia, de valor ou
urgência, conforme ilustra figura seguinte, uma necessidade apenas se manifesta baseada na satisfação
prévia de outra necessidade. Assim,não há necessidade que possa ser tratada como se fosse isolada, toda
necessidade se relaciona com o estado de satisfação ou insatisfação de outras necessidades.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
A 1
2
3
4
Figura 35 - Pirâmide de Maslow
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Mas o que diz cada uma dessas necessidades?
As necessidades fisiológicas (5) são as que se encontram na base da pirâmide,sendo consideradascomo
primárias para o indivíduo, por exemplo: respirar,comer,beber,dormir,entre outras.
Já as necessidades de segurança (4) são aquelas em que o indivíduo necessita de estabilidade e esteja
protegido contra possíveis ameaças ou privações, por exemplo: segurança,emprego, família e saúde.
No meio da pirâmide temos a necessidades sociais (3),que são aquelas relacionadas ao respeito.A acei-
tação e interação com os colegas de trabalho são alguns exemplos.
As necessidades de autoestima (2) estão relacionadas à aprovação social, ao respeito que lhe é dado,
por exemplo:o reconhecimento, a promoção no trabalho,dentre outras.
E as necessidades deautorrealização (1) estão no topo da pirâmide e têm como origem a necessidade
de educação do indivíduo.Estão relacionadas, também,com odesenvolvimento eo desejo de sucesso,de
sentir-se competente.
A Teoria dos Dois Fatores (motivacionais e higiénicos) foi desenvolvida
pelo americano Frederick Herzberg, sendo publicada em seu livro"A
Motivação para Trabalhar''.Teve por base entrevistas realizadas com pro-
fissionais de Pittsburgh.
(Fonte:PERIARD, 2011).
CURIOSIDADES
Contudo, diante de características tão distintas das necessidades humanas,não se pode esperar que a
organização tenha controle total sobre a satisfação de seus colaboradores.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
5.2.3 OBJETIVOS INDIVIDUAIS
Uma das competências do gestor de manutenção é entender que existem objetivos organizacionais e
objetivos individuais,e ele deve ter a habilidade de conciliar estas necessidades. O gestor deve conhecer
as características individuais de seus colaboradores. Assim, poderá entender os objetivos e motivar sua
equipe na realização de suas tarefas.
O técnico tem em mente algum objetivo individual e quando isso,por algum motivo não é alcançado,
gerará alguma desmotivação, isto porque pode ser comum ao ser humano.Portanto,percebe-se a neces-
sidade do gestor de manutenção entender esta questão, para minimizar ou eliminar essa situação.
Por outro lado,as indústrias também têm seus objetivos específicos a serem alcançados, têm suas me-
tas traçadas pelo planejamento estratégico e os colaboradores serão os entes fundamentais para que isso
aconteça.
E, quando uma necessidade não é satisfeita, cria-se um ponto de tensão na equipe, exigindo que al-
ternativas sejam adotadas para minimizar a situação do grupo, pois a insatisfação pode trazer algumas
consequências desagradáveis, inclusive ampliando os custos de manutenção da equipe, como também
conflitos de aspectos morais e emocionais.
Então, verifica-se que o gestor de manutenção terá uma função importantíssima neste contexto, pois
deverá administrar os conflitos que surgirão nas relações de trabalho.
Observando-se os diversos fatores que motivem ou desmotivem os colaboradores, percebe-se a impor-
tância do conhecimento das teorias que expliquem as relações humanas no trabalho para melhor liderar
sua equipe de trabalho. Assim, vamos ao próximo tópico, para entender melhor como administrar um
conflito.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
5.3 ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS
O termo conflito está relacionado a uma divergência de ideias e opiniões, que porventura interferem
diretamente na sequência de um trabalho e na realização de uma atividade.
Em qualquer ambiente de trabalho é preciso saber administrar as divergências de interesses, pois ge-
renciar o conflito pode trazer mudanças no comportamento da equipe de forma positiva, incentivando até
a busca de solução.
Caso contrário,quando os conflitos não são administrados corretamente,eles podem trazer uma perda
na produtividade da equipe de trabalho.
Figura 36- Conflitos na manutenção
Fonte: SENAI DR BA 2018.
Em alguns ambientes,o conflito nasce por uma necessidade.Mesmo que seja preciso agir com esforços
para eliminá-lo,há momentos em que a opinião do técnico poderá divergir,ou não se estar em acordo, e
serão situações que não poderão ser impedidas de acontecer.
Entende-se que o conflito faz parteda natureza humana.Nesse sentindo,cabe ao gestor participar para
que minimize a situação e resolva-os antes de se tornar um fator negativo para a equipe de trabalho.
Entre as principais causas dos conflitosem uma empresa,destacam-se as falhas de comunicação,a luta
pelo poder, mudanças estruturais, intrigas de colegas com mais tempo de empresa, frustrações por pro-
messas não cumpridas.
Por isso, é importanteentender as causas,compreendera origem,perceber a expressão do sentimento
do outro, saber qual é a dimensão do problema e estar preparado para administrá-lo.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
5.3.1 GRAVIDADE
A gravidade do conflito nasce por condições dos objetivos divergentes e de comportamentos que se
divergem por uma das partes.Existem vários tipos de conflito e sua identificação pode auxiliara detectar a
estratégia mais adequada para administrá-lo.
O supervisor de manutenção,quando encontrar uma situação de conflito,deve fazer uso das melhores
práticas para resolver.Porém, alguns problemas podem surgir durante algum evento de conflito.
Conhecer os motivos efetivos que geraram a discórdia deve ser uma tarefa primária para o gestor e,
quando ele não tem o conhecimento dos reais fatores que causaram o conflito, este pode evoluir para
situações desagradáveis dentro da equipe.
5.3.2 CONDIÇOES
As condições que antecedem um conflito nas organizações nascem de forma latente e não declarado,
mesmo por partedos elementos envolvidos.Porém,para saber lidar com conflitos,é importante conhecê-
-los,saber qual é sua amplitude e o que é preciso saber e fazer para trabalhar com eles.
5.3.3 PROCESSO E COMPORTAMENTO
Grande parte das dificuldades encontradas na administração de um conflito, na manutenção, passa
pela possibilidade de o supervisor não ter a devida habilidade para ouvir as partes que estão incluídas na
situação de conflitos.
CONFLITO PERCEBIDO
Os elementos envolvidos percebem,
racionalmente, a existência do conflito, embora não
haja ainda manifestações abertas do mesmo.
CONFLITO SENTIDO
É aquele que já atinge ambas as partes, em que há
emoção e forma consciente.
CONFLITO MANIFESTO
Trata-se do conflito que já atingiu ambas as partes,
já é percebido por terceiros e pode interferir na
dinâmica da organização.
Figura 37- Processos dos conflitos na manutenção
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
Como pôde ser visto anteriormente, as causas dos conflitos podem ter origens diversas e a maneira com
que as identificamos e tratamos poderá acentuar o problema ou resolvê-lo sem maiores danos.
Figura 38 - O comportamento do conflito
Fonte:SENAI DR BA. 2018.
Quando o gestor de manutenção não tem experiência em gerir situações de discordância entre as pes-
soas da sua equipe, teremos um índice de desempenho muito baixo na realização das nossas atividades e
tarefas do dia a dia.Por isso, é importante selecionar muito bem o líder da equipe de manutenção.
Mesmo fazendo um processo seletivo exemplar, os líderes precisam aprender a gerir as situações de
conflito.Uma série de fatores negativos poderão surgir, caso ele não tenha habilidades para administrar
conflitos.Poderemos ter uma equipe desmotivada,que falta bastante ao serviço e até mesmo não respeita
e acata a liderança desse gestor.
5.3.4 ABORDAGENS QUANTO À ADMINISTRAÇÃO
Administrar um conflito eficazmente não é uma tarefa fácil e faz-se necessário conheceras maneiras de
agir em situações de contradição. Uma maneira de realizar administração do conflito é conhecer a área de
atuação, para adotar a melhor estratégia na solução dos conflitos.
Afigura seguinte ilustra um esquema utilizado para traçar uma estratégia de resolução de um possível
conflito.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO I
Criação de uma
solução mista,
cada um cedendo
um pouco
A pessoa com o
poder de tomar
decisão
%&
%%\Adesão à paz,
evitando outras
possíveis
soluções
|f Um lado se
retira do proble-
ma, fugindo ou
adiando a solução
sempre no
sentido de eliminar
as causas do
conflito
Seja construtivo
ao fazer uma
crítica
Identifique a causa
do problema
Quando estiver
errado,
reconheça
Analise a causa do
problema
Coloque-se no
lugar do outro
Não varra os
problemas para
debaixo do
tapete
Procure soluções,
não culpados
Analise e escolha
a melhor solução
Figura 40- Fluxo na abordagem do conflito
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO IRABALHO
A partir dos estudos realizados,pode-se concluir que gerenciar um conflito faz partedo dia a dia e esta-
remos sempre aprendendo,para tanto,devemos cuidar bem de nossa vida e discernir muito bem, fazendo
uso da inteligência emocional, estabelecendo o melhor consenso para minimizar os impactos negativos
que possam ocorrer nas relações entre os nossos profissionais e potencializar os efeitos positivos.
5.4 COMUNICAÇÃO
No universo das realizações humanas a comunicação ganha um conceito amplo e complexo, compre-
endendo desde o ato de partilhar,compartilhar até a tomada de consciência da individualidade,da coleti-
vidade e das ações que contribuem para realizações benéficas ou catastróficas.
A palavra comunicação advém do latim, communicare,e significa parti-
lhar,participar algo, tornar comum.CURIOSIDADES
Uma boa comunicação na segurança do trabalho do técnico é chave para ajudar a prevenir doenças e
acidentes relacionados às atividades de uma empresa. Para empresas que exercem atividades com eletri-
cidade, onde trabalhadores desenvolvem atividades periculosas, intensas e atuam em locais propensos
a acidentes, como os painéis elétricos e subestação, a atenção ao tema segurança do trabalho deve ser
enfatizada e seguir criteriosamente a Norma Regulamentadora 10.
5.4.1 0 PROCESSO COMUNICATIVO
O processo comunicativo se estabelece na interlocução entre os seus agentes (emissor e destinatário) e
a compreensão da mensagem emitida.Esta mensagem, por sua vez,pode ser enviada através de palavras,
faladas ou escritas,constituindo assim a comunicação verbal;ou através de sons,imagens, símbolos e ges-
tos,ou seja, mediante a comunicação não verbal.
EMISSOR DESTINATÁRIOCONTATO
V
kA
FEEDBACK
r
Figura 41 - Processo comunicativo
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Assim, a mensagem verbal ou não verbal transitará entre o emissor e receptor,até que ambos sintam-
-se satisfeitos com a transmissão da mensagem, ou até mesmo sejam interrompidos, sem que o processo
comunicativo ocorra em sua plenitude.
No seu dia a dia, você pensa no que vai dizer e escolhe as palavras com atenção? Em
suas relações, sejam elas pessoais,profissionais ou sociais, é importante que você
analise a importância do ato de se comunicar.
Dessa forma, é possível afirmar que a comunicação é eficaz quando ocorre a compreensão e a efetiva-
ção do feedback,ou seja,o retorno, as respostas.Diante dessa informação,conclui-se que a boa comunica-
ção entre as partes envolvidas no processo de manutenção é primordial para o sucesso da organização e
de todos os seus colaboradores.
5.4.2 TIPOS DE COMUNICAÇÃO
Existem basicamente três tipos de comunicação:
a) A comunicação oral: considera-se que este tipo de comunicação é o mais utilizado, por conta
da sua capacidade de transmitir a ideias complexas que existem no mundo da gestão. O gestor
de manutenção faz uso deste tipo de comunicação quando está na posição de líder da equipe e
precisa ser o emissor falando ou escrevendo aos seus colaboradores.Neste tipo, ela acontece de
maneira ativa.Mas também pode ocorrer de forma passiva,quando ouvimos ou lemos as mensa-
gens de nossos liderados;
b) A comunicação gestual: é aquela em que se faz o uso de gestos,expressão facial, sinais,expres-
sões corporais, imagens,etc.Neste tipo, os colaboradores se fazem entender pelo olhar, usam as
mímicas,com um gesto de seu corpo ou ainda pela postura;
c) A comunicação escrita: este tipo de comunicação está presente pelos códigos utilizados nos
livros,manuais, folhetos,artigos,etc.Neste tipo, a comunicação ocorre na forma de monólogo e
que, na possibilidade de erro,compromete o entendimento do leitor. A figura a seguir exemplifi-
ca os tipos de comunicação.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
>Comunicação
oral/verbal
Comunicação
gestual
f
>Comunicação
escrita
Figura 42 - Tiposde comunicação
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Sempre faremos uso dos diversos tipos decomunicação,enquanto equipe de trabalho na manutenção.
Então, deve-se ter precisão neste processo comunicativo para evitar ruídos.
5.4.3 FALHAS NA COMUNICAÇÃO
O processo comunicativo torna-se uma ferramenta fundamental para conquistas do gestor de manu-
tenção.No entanto,não é um processo tão simples.
O processo acontece da seguinte forma:o emissor emite a mensagem, o receptor compreende e dá o
feedback.Porém,entre a emissão da mensagem e a recepção podem ocorrer ruídos (obstáculos,barreiras,
problemas) que atrapalham a comunicação.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Figura 43 - Ruídos na comunicação
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Toda e qualquer forma que interfira na transmissão da mensagem em uma comunicação pode ser cha-
mada de ruído.Por exemplo:uma chamada telefónica com escuta não muitoclara,o lançamento de dados
da manutenção sem a devida precisão,um e-mail com erros de escrita,os resultados de uma reunião com
informações numéricas incorretas,pode ocasionar diversos prejuízos para a empresa.
CASOS E RELATOS
A comunicação na empresa
A empresa Trumbica contratou um consultor de manutenção preditiva, o Sr. Antenor Gabriel, para
implantar este tipo de manutenção nos setores.
A decisão da contratação foi tomada de maneira particular, uma iniciativa única do Gerente Geral,
o Sr.Manoel Mandatório, e que nem comentou sobre o processo com os gestores da atividade pro-
dutiva.
Os gestores,por sua vez,acabaram sabendo desta contratação por meio de conversa informal e com
algumas distorções.
O Sr. Manoel somente comunicou formalmente após 40 dias. Isto causou muito desconforto aos
seus liderados e supervisores de manutenção,pois decisões importantes não aconteceram por con-
ta da divergência de ideias e "boicote" às deliberações da direção de produção.
A comunicação divergente trouxe alguns prejuízos para a empresa, comprometendo as mudanças
estratégicas que eram de extrema importância.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
Além de gerar discórdia na indústria, comprometendo as entregas da produção, ainda gerou uma
série de boatos sobre demissão em massa na Trumbica.Tudo isto poderia ser revisto, caso o proces-
so de comunicação fosse efetivo
Os ruídos podem ocasionar interrupções da comunicação, interpretações erradas e até mesmo ruptura
de relacionamento de membros da equipe. A seguir conheceremos melhor sobre outros estilos de comu-
nicação.
5.4.4 COMUNICAÇÃO ASSERTIVA
Quando o gestor tem competência na comunicação,pratica-se a comunicação assertiva,ou seja,é feita
com clareza, objetividade, transparência e honestidade, visando atingira intencionalidade proposta.
Não se nasce comunicadores assertivos. A assertividade comunicativa deve ser praticada a fim de se
tornar um hábito positivo.Ela depende de desenvolvermos uma análise reflexiva sobre a forma como nos
comunicamos e os feedbacks que recebemos das pessoas com quem conversamos. A figura seguinte ilus-
tra a sequência da análise principal da efetivação na comunicação assertiva.
Estou me
comunicando de
forma direta?
Qual a minha
intenção (objetivo)
comunicativa?
Utilizo um discurso
correto,coeso e
coerente?
\P
Escuto com atenção
dando ao outro a
oportunidade de se
expressar?
Fico atento ao
feedback que
recebo?
Atingi o objetivo
comunicativo
definido?
Figura 44 - Comunicação assertiva
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
O gestor da manutenção, quando realiza a autoavaliação, seguindo a análise apresentada na figura
anterior, poderá perceber como está a empregabilidade de suas habilidades comunicativas, isto é, se há
assertividade em seu modo de se comunicar. Assim, torna-se mais fácil buscar melhorias para aprimorar a
comunicação.
Portanto, verifica-seo quão é importante que o gestor ou supervisor se comunique de forma assertiva
com seus colaboradores,para que haja sucesso nas suas ações,obtendo feedback positivo de sua equipe e
contribuindo para o alcance dos objetivos de todas as partes.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Almejamos que realize suas atividades e exercite o estudo feito sobre a comunicação no processo de
gestão da manutenção.
RECAPITULANDO
Neste capítulo vimos que o gestor de manutenção precisa fazer uso da inteligência emocional, pois
esta apoiará sua postura como lidere tornará sua equipe produtiva e motivada.
Abordamos que a motivação será condição primeira para manter o equilíbrio da sua liderança na
realização das atividades de sua equipe. Conhecemos sobre os principais tipos de necessidades hu-
manas e assim foi possível compreender como a satisfação ou não destas podem influenciar no
desempenho dos liderados.
Vimos que,ao liderar uma equipe,sempre existirá divergências de interesses,que podem influenciar
no alcance dos objetivos individuais e organizacionais. Assim, o gestor da manutenção poderá ad-
ministrar os conflitos,caso eles aconteçam,identificar a gravidade e fazer uso das melhores práticas
para resolvê-los.
A experiência e habilidade na comunicação são competências que devem estar presentes no gestor
da manutenção e que garantirão uma equipe motivada.
E, por fim,entendemos que existem diversos tipos de comunicação e como cada tipo influencia os
processos de manutenção que o técnico acompanhará, quando estabelecido pelo gestor.
5 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO
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Acesso em:08 mar. 2018.
. Cheklist de avaliação das atividades. Figura 28.2018.Disponível em:.Acesso em:12 jul.2018.
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. Ruídos na comunicação. Figura 43.2018. Disponível em:.
Acesso em:08 mar. 2018.
MINICURRÍCULO DO AUTOR
VALTER JOSÉ CERQUEIRA LIMA
Valter José Cerqueira Lima é técnico em Mecânica,graduado em Administraçãode Empresas pela
Universidade Estadual de Feira de Santana (1993) e em Formação Pedagógica para Formadores
de Educ.Profis.pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2005).Especialista em Gestão Empre-
sarial pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2003).Tem experiência na área de Ensino
Superior e Administração,atuando principalmente nos seguintes temas: administração,qualida-
de, informática, mecânica e tecnologia. Iniciou sua Carreira profissional em 1985. Foi gerente de
empresa de Tecnologia - Automidia Fast da Bahia Prestação de Serviços. Atuou como Professor
da área tecnológica de Manutenção do SENAI Feira no período de 1987 a 2016. Atualmente é
Professor da UNIFACS - Campus Feira de Santana, atuando na Escola de Engenharia (Mecânica,
Produção, Elétrica e Civil) e na Escola de Negócios (Administração de Empresas e Logística).
ÍNDICE
A
Atitudes proativas 28
Ativos 19
B
Benevolente 37, 51
M
Manutenibilidade 57
S
Setup 30
SENAI - DEPARTAMENTO NACIONAL
UNIDADE DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA - UNIEP
Felipe Esteves Morgado
Gerente Executivo
Luiz Eduardo Ledo
Gerente de Tecnologias Educacionais
Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo
Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros Didáticos
CatarinaGamaCatão
Apoio Técnico
SENAI - DEPARTAMENTO REGIONAL DA BAHIA
Ricardo Santos Lima
Coordenador do Desenvolvimento dos Livros no Departamento Regional da Bahia
ValterJosé Cerqueira Lima
Elaboração
Daniel Spinelli
Revisão Técnica
Edeilson Brito Santos
Coordenação Técnica
Marcelle Minho
Coordenação Educacional
André Luiz Lima da Costa
Igor Nogueira Oliveira Dantas
Coordenação de Produção
Paula Fernanda Lopes Guimarães
Coordenação de Projeto
Lorena Bárbara da Rocha Ribeiro
Márcia CristinaSouzaSantos
Design Educacional
Regiani Coser Cravo
Revisão Ortográfica e Gramatical
Alex Ricardo de Lima Romano
Antônio Ivo Ferreira Lima
Daniel Soares Araújo
Fábio Ramon Rego da Silva
Thalita Rafaela Gomes da Hora
Thiago Ribeiro Costa dos Santos
Vinícius VidaIdaCruz
Ilustrações eTratamento de Imagens
Nelson Antônio Correia Filho
Fotografia
Alex Ricardo de Lima Romano
Antônio Ivo Ferreiro Lima
Leonardo Silveira
Vinícius VidaIda Cruz
Diagramação, Revisão de Arte e Fechamento de Arquivo
Renata Oliveira de Souza CRB - 5 / 1716
Normalização - Ficha Catalográfica
Xxxxxxx Xxxxxxx
Revisão de Diagramação e Padronização
Xxxxxxx Xxxxxxx
Xxxxxxx Xxxxxxx
Xxxxxxx Xxxxxxx
Xxxxxxx Xxxxxxx
Comité Técnico de Avaliação
i-Comunicação
Projeto Gráfico
Iniciativa da CNI - Confederação
Nacional da Indústria
ISDN 973-055050295-3
5329537885509
	15371946796231
	15371946796752
	15371946796983
	15371946797474
	15371946797645
	15371946798006
	15371946798197
	15371946798478
	15371946798699
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	153719468039931
	153719468067632
	153719468069133
	153719468070334
	153719468071535
	153719468073636
	153719468075537
	153719468078838
	153719468087139
	153719468096040
	153719468098441
	153719468102142
	153719468106743
	153719468108944
	153719468111145
	153719468113646
	153719468118047
	153719468120748
	153719468122649
	153719468125050
	153719468127351
	153719468129852
	153719468131753
	153719468134354
	153719468136155
	153719468138956
	153719468141557
	153719468144858
	153719468146859
	153719468148960
	153719468152661
	153719468155462
	153719468157963
	153719468159964
	153719468161765
	153719468163966
	153719468167267
	153719468169168
	153719468170869
	153719468172270
	153719468173571
	153719468174872
	153719468176073
	153719468180574
	153719468182075
	153719468184476
	153719468188377
	153719468192478
	153719468194179
	153719468198380
	153719468200781
	153719468205982
	153719468207883
	153719468209784
	153719468211585
	153719468216186
	153719468218787
	153719468220188
	153719468222789
	153719468224590
	153719468226191
	153719468228492
	153719468230393
	153719468231694
	153719468232695
	153719468233896
	153719468234697
	153719468235898
	153719468237099
	1537194682378100para compor equipe de
trabalho, além da abordagem sobre técnicas de capacitação.
Através do assunto planejamento, evidenciaremos a necessidade de elaborar um plano
para alcançar determinada meta. Neste sentido, estudaremos os principais tipos de planeja-
mentos: operacional, tático e estratégico.
Oconteúdo relações humanas no trabalho terá como foco o estudo e compreensão da inte-
ligência emocional,pois as divergências e interesses individuais podem influenciar no alcance
dos objetivos organizacionais, sendo assim, o gestor deverá administrar os conflitos,caso eles
aconteçam, identificando a gravidade e fazendo o uso das melhores práticas para resolver.
Por fim, entenderemos os diversos tipos de comunicação e como cada tipo influencia os
processos de manutenção,pois a comunicaçãoé eficaz quando ocorre a compreensão e a efe-
tivação do feedback, ou seja,o retorno, as respostas.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO I
Por fim, esta unidade curricular servirá para despertar o desenvolvimento das seguintes capacidades:
CAPACIDADES SOCIAIS, ORGANIZATIVAS E METODOLÓGICAS
a) Cumprir normas e procedimentos;
b) Identificar diferentes alternativas de solução nas situações propostas;
c) Manter-se atualizado tecnicamente;
d) Ter capacidade de análise;
e) Ter senso crítico;
0 Ter senso investigativo;
g) Ter visão sistémica;
h) Aplicar procedimentos técnicos;
i) Demonstrar organização;
j) Estabelecer prioridades;
k) Ter responsabilidade socioambiental;
L) Comunicar-se com clareza;
m) Demonstrar atitudes éticas;
n) Ter proatividade;
o) Ter responsabilidade;
p) Trabalhar em equipe.
CAPACIDADES TÉCNICAS
a) Considerar, no planejamento, a análise crítica do sistema de gestão,correlacionando metas esta-
belecidas e alcançadas;
b) Considerar, no planejamento, a aplicação de ferramentas da qualidade e de estatística para a
análise crítica do processo de manutenção;
c) Considerar, no planejamento, a aplicação de normas ou procedimentos técnicos vigentes em
função do controle da qualidade do processo de manutenção;
d) Considerar, no planejamento,as variáveis aleatórias e especiais envolvidas no processo de ma-
nutenção;
e) Considerar,no planejamento,o tempo necessário,os recursos físicos e os recursos humanos para
a execução dos trabalhos de manutenção;
1 INTRODUÇÃO
f) Definir, no planejamento, as estratégias para monitorar a implementação das metas, consideran-
do a viabilidade técnica dos recursos físicos disponíveis;
g) Definir,no planejamento,as manutenções a serem realizadas;
h) Definir,no planejamento,o tempo para a realização das etapas propostas;
i) Elaborar plano de manutenção;
j) Estabelecer,no planejamento,através de ferramentas estatísticas,os padrões de tempo;
k) Estabelecer, no planejamento,os critérios de avaliação das metas estabelecidas;
L) Estabelecer,no planejamento,os critérios para avaliar a adequação do tempo padrão;
m) Estabelecer,no planejamento,o tempo necessário para a implementação estratégica das metas
definidas;
n) Identificar, no planejamento,as metas estabelecidas pela empresa;
o) Interpretar plano de manutenção.
Lembre-se de que você é o protagonista de sua formação profissional e isso inclui a realização de ações
indispensáveis,como:
a) Consultar seu professor-tutor sempre que tiver dúvida;
b) Não deixar as dúvidas para depois;
c) Estabelecer um cronograma de estudo que você cumpra realmente;
d) Reservar um intervalo para quando o estudo se prolongar um pouco mais.
Assim,você será capaz de compreender e relacionar os conteúdos estudados.
Bons estudos!
y /
Coordenação e supervisão de equipes
A gestão e preparação deuma equipe demanutenção no segmento industrial é fundamen-
tal para que a empresa gerenciecom eficiência e mantenha a disponibilidade de todos os equi-
pamentos e maquinários existentes. Então, imagine-se sendo contratado por esta empresa e
assumindo a função de alta responsabilidade,que é coordenar e supervisionar uma equipe de
eletrotécnica?
Como se preparar para garantir a atuação profissional corretamentena função? Isto é o que
veremos no decorrer deste capítulo.
Então,quem é este profissional? Ele é quem atua no planejamento e execução da instalação
e manutenção de equipamentos e instalações elétricas e precisa planejar corretamente as suas
ações.
Pensando nisso,iremos tratar neste capítulo sobre a função do planejamento e controle do
trabalho realizado por este profissional.
O ato de planejar requer muita atenção,pois é preciso executar diversas ações, como ela-
borar listas de atividades,construir fluxograma, preparar cronograma para acompanhar corre-
tamente a execução de todos os trabalhos, dentre outras. E estas, certamente, serão algumas
das tarefas que o técnico realizará durante a sua atividade profissional.
Realizar a correta gestão da equipe de manutenção requer diversas habilidades que o téc-
nico precisa adquirir e,pensando desta forma,o correto dimensionamento de sua equipe é de
fundamental importância para evitar riscos e desperdícios das suas ações.
Selecionar profissionais qualificados para o setor de manutenção é, também, uma respon-
sabilidade direta do supervisor e gestor da manutenção. Para isso, ele precisa planejar e con-
trolar corretamente as ações da sua equipe de trabalho.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Figura 1 - A equipe de gestão da manutenção
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Como pudemos perceber,não é uma tarefa fácil selecionar os profissionais que atuarão na manutenção
de equipamentos elétricos em grandes estabelecimentos comerciais e industriais, portanto, é de suma
importância a correta estruturação da equipe.É preciso planejar o dimensionamento do pessoal de manu-
tenção, que requer profissionais especializados, habilitados e colaborativos.
2.1 PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO E CONTROLE DO TRABALHO
O ato de planejar é uma das necessidades humanas ao se deparar com uma atividade a realizar.Então,
pensar antecipadamente em como alcançar seu objetivo, como agir e quais meios utilizar, facilitará para
o gestor, supervisor e técnico no momento de estabelecer o planejamento de manutenção na indústria.
Assim, também é de suma importância atentar para a organização e controle de todas as atividades
planejadas e que serão realizadas pela equipe de manutenção.
2.1.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E DE ATIVIDADES
O grande desafio para os técnicos de manutenção, diante das exigências das indústrias, é identificar
ferramentas e técnicas que os ajudem a obter melhores resultados nas suas ações de manutenção.
Por isso, planejar estrategicamente a manutenção será uma mudança necessária para atender à visão
sistémica do negócio,sendo assim,uma vantagem para a indústria.
2 COORDENAÇÃO ESUPERVISÃO OEEQUIPES
De acordo com Kardec e Nascif (2009),uma manutenção inovadora e participativa nas decisões da em-
presa precisa posicionar os seus ativos1, para dar uma solução rentável e eficiente no desempenho dos
seus indicadores.
Ou seja, a função manutenção é uma estratégia que as empresas adotam para se tornar um diferencial
competitivo e,assim,garantir a disponibilidade de seus equipamentos.
Mas, o que seria planejamento sistémico da manutenção?
Podemos dizer que são todas ações importantes para uma boa gestão da manutenção,que contribuirá
para a melhor atuação da equipe de manutenção.
Nesse sentido,alguns conceitos são importantes para o técnico que acompanha a gestão da manuten-
ção, como:
a) Planejar: ação importante que possibilita ao técnico pensar antecipadamente no que vai reali-
zar,estabelecer diretrizes,escrever as ações e determinar coerentemente a lista de seu trabalho;
b) Programação:conceito importante,poisa equipe de manutenção precisa determinar quem irá
realizar as tarefas, definir elementos,taiscomo:data ehorárioem que serão executados os traba-
Ihos;
c) Controlar:outra ação importante,que favorece para supervisionar e acompanhar.O técnico po-
derá checar todas as ações planejadas para verificar se estão sendo realizadas e executadas con-
forme a lista de atividade;
d) Estratégia:caminho a serseguido pelo técnico para perseguir seus objetivos.
Vale ressaltar que o planejamento pode ser dividido em três tipos:
a) Estratégico: refere-se ao que trata as metas de longo prazo e mais importante para a empresa;
b) Tático:aquele cujo prazo é mais curto e realizado pela média gerência da empresa;
c) Operacional: irá focar nas ações que deverão ser realizadas pela equipe operacional:mecânicos,
eletricistas, mantenedores, todos que estão na linha de frente realizando de fato a manutenção.
Diante das diversas atribuições do técnico,nesta etapa do planejamento operacional ele deve es-
tar preocupado com o cronograma das atividades a serem realizadas no tempo previsto e garantir
a disponibilidade dos equipamentos.
Assim,percebemos a importância de conhecer os tipos de planejamento presentes nas ações da equipe
de manutenção.Pensar estrategicamente será muito valioso na vida profissional do técnico,pois todas as
empresas,na atualidade, definem e disseminam suas metas de longo prazo.
1 Ativos:em manutenção, são todos os recursos tangíveis e intangíveis da empresa:máquinas, ferramentas,móveis,softwaresde
manutenção ou quaisquer equipamentos utilizados.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
2.1.2 CRONOGRAMA E FLUXOGRAMA
O cronograma é um instrumento do planejamento e controle onde são definidas,detalhadamente, as
listas de atividades que podem estar interligadas ou não e que devem ser executadas em um período de-
terminado,com seu início e fim.
A figura seguinte exemplifica um cronograma genérico de manutenção a ser seguido por um técnico.
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Figura 2 - Cronograma de atividades de um serviço elétrico
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Em um cronograma a lista deatividades deve estar contida no plano de execução,que deve ser contro-
lado para se obter informações que orientem a tomada de decisão durante a manutenção do equipamen-
to,como também,defina a equipe responsável por este serviço.
As empresas do ramo de instalação e manutenção elétrica têm uma alta
taxa de sobrevivência no mundo do trabalho. Para os próximos dois
anos,a taxa de sobrevivência é de cerca de 81%.
(Fonte:SEBRAE, 2016).
CURIOSIDADES
Já o fluxograma definirá a sequência lógica da execução das atividades que planejamos.Ele deve repre-
sentar as ações para a tomada de decisão e mostrar graficamente o melhor caminho a percorrer.
2 COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO OE EQUIPES
Figura 3 - Fluxograma na manutenção
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Vale ressaltar que definira sequência lógica das atividades, de maneira a garantir a realização das ati-
vidades com segurança para todos os envolvidos, é uma responsabilidade direta também do gestor de
manutenção.
2.1.3 LISTA DE ATIVIDADES
A lista de atividades é a relação das ações que o técnico deve realizar no seu cotidiano. Elas devem ser
claramente definidas,para que possam ser utilizadas como instruções técnicas detalhadas domodo como
se dever realizar a manutenção dos equipamentos.
É o gestor de manutenção que tem a responsabilidade de listar todas as atividades que o técnico irá re-
alizar em seu escopo de serviço. Por exemplo,os equipamentos que passaram por manutenção de acordo
com seu tipo, podendo ser: motores, quadro de disjuntores, painéis elétricos, bombas, conjuntos moto-
bombas,esteiras transportadoras, sistemas eletropneumático e eletro-hidráulico,etc.
Outro ponto importante é classificar de forma objetiva e por criticidade os subsistemas que são par-
tes de um conjunto ou equipamento a ser mantido; e sistemas, que é o conjunto completo que deve ter
prioridade nos seus atendimentos.Uma ferramenta que poderá ajudar nesta tarefa é a construção de um
fluxograma.
2.1.4 CICLO PDCA
Para realizar o planejamento, a programação e o controle dos serviços de manutenção, é preciso que
os resultados sejam constantemente avaliados. Para fazer avaliação, é utilizado o ciclo PDCA, ferramenta
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
conhecida no mundo organizacional para que a melhoria contínua da gestão da manutenção seja alcan-
çada, conseguindo, assim, reduzir os custos operacionais, tornando-a mais eficiente e proporcionando o
alcance dos resultados esperados.
Entendemosqueo controle é uma ação importantedentro da manutenção,utilizado para acompanhar
os resultados e,assim, tomar medidas corretivas e coerentes com a supervisão.
Action (Agir) I Plan (Planejar)
identificar o problema
Anabsara causa
Pensar no processo
L Plano de ação
Padronizar o serviço
Agir preventivamente
A P hC D
ExecuçãoChecar as ações Q
Check (Verificar) Do (Executar)
Figura 4 - OcidoPDCA
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
A partir da figura anterior, é possível observar a importância da ação de planejar e gerir a manutenção.
Mas,você sabe o significado das etapas que constam na figura anterior? Vejamos o que cada uma significa:
a) Plan: significa "planejar",onde são estabelecidos os objetivos e as metas utilizando-se de méto-
dos e procedimentos para alcançá-los;
b) Do: significa "fazer".Esta etapa é a que de fato coloca em execução o planejamento;
c) Check: significa "checar" ou "verificar".Etapa em que verificamos se o planejamento é consisten-
te,comparando as metas com os resultados obtidos;
d) Action: significa "agir" corretivamente para retomar os desvios eventuais que são encontrados
na verificação para melhorar a eficiência e eficácia do serviço.
Percebeu como o ciclo PDCA é importante dentro dos serviços a serem realizados pelo técnico na ges-
tão da manutenção? Ou seja, ele nos orienta a partir de seus procedimentos e métodos, sobre como um
trabalho deve ser iniciado, planejado, executado, verificado e concluído. Assim, entendemos que gerir o
tempo em que cada atividade será realizada é de suma importância para o técnico.
2 COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO OE EQUIPES
2.1.5 ADMINISTRAÇAO DO TEMPO
Administrar o tempo na realização e execuçãode um planejamento de manutenção é crucial para que a
equipe consiga concluir toda a lista de tarefa com sucesso.Mas não se podeesquecer de observar o padrão
de qualidade e a segurança na realização dos serviços.
Neste momento, cabe ao gestor acompanhar, controlar, delegar cada tarefa, de modo a garantir a rea-
lização de todas,no menor tempo possível.
Figura 5 - Administrando melhoro tempo
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Mas como um gestor, supervisor e técnico de manutenção podem melhorar a administração do tempo
no seu trabalho?
Figura 6 - Algumas dicas pa ra administrar o tempo
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Primeiramente, devem organizar suas listas de tarefas para que não percam tempo pensando no que
devem fazer. Em seguida, classificar a lista de acordo com a prioridade, começando a realizar as tarefas
mais urgentes e/ou mais complexas.
Mesmo assim, sabemos que imprevistos podem ocorrer durante a gestão da manutenção, pois é co-
mum nesta profissão acontecer situações em que o técnico, supervisor ou gestor tenha que realizar alguns
ajustes em seu cronograma.
Porém, é preciso evitar negligenciar as atividades ao receber um trabalho, uma tarefa, uma atividade.
Devemos dar a devida atenção e importância para não interromper a produção e o técnico podecontribuir
muito para esta ação.
E mais, para melhor administrar o tempo no trabalho de manutenção,o técnico deve delimitar o tempo
de cada tarefa,para que ela seja realizada e não comprometa outras atividades do planejamento.
Administrar o tempo é sinónimo de delegar as tarefas para sua equipe, para as pessoas certas e que
cumpram com suas responsabilidades,assim você poderá controlar as ações e planejar melhoras novas.
Conhecer o tempo improdutivo será ideal para reduzir ao máximo os imprevistos que provavelmente
poderão ocorrer,aproveitandoassim os momentos vagos que acontecem na manutenção.
As planilhas eletrónicas são as ferramentas mais utilizadas na progra-
mação de manutenção,porém,o ideal é a utilização de softwares,pois
permitem a conexão das etapas e estabelece uma hierarquia dentro da
execução dos serviços.Um dos principais é o SAP, sistema alemão que
traz visibilidade em tempo real.
(Fonte: SAP, [20--]).
CURIOSIDADES
Os gestores e técnicos devem estar atentos às inovações que se apresentam todos os dias,para ajustar
seu planejamento de manutenção no tempo certo,treinar sua equipede trabalho epermitir que as máqui-
nas e equipamentos modernos continuem disponíveis para a produção.
2 COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO OE EQUIPES
2.2 SUPERVISÃO DE EQUIPES DE TRABALHO
A supervisão de manutenção elétrica é realizada pelo profissional responsável por acompanhar as tare-
fas de caráter técnico de um projeto,da produção ou da melhoria de uma instalação elétrica.
Nesse sentido, o supervisor atuará na gestão da manutenção, seja ela elétrica ou de automação, ou
eletrónica,como também na manutenção preventiva, corretiva e preditiva,para garantir o bom funciona-
mento dos equipamentos.
2.2.1 PAPEL DA SUPERVISÃO
O supervisor e o gestor de manutenção, para realizar o papel de líder dentro da organização,precisam,
primeiramente, gostar de trabalhar com pessoas. O estilo de gestão influenciará diretamente na conduta
da sua equipe.
Então, além de ter os conhecimentos técnicos, precisam ter uma visão ampla para poder administrar
bem os seus colaboradores, seus recursos humanos, que são peças fundamentais do processo da gestão
da manutenção.
Diante disso,precisam ter um perfil de liderança de modo que possa garantir o alinhamento das metas
estabelecidas pela organização e que estejam alinhadas também com os valores destas,sem em nenhum
momento, ferir os valores éticos dos liderados.
Figura 7 - O líder visionário na manutenção
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
O líder na gestão da manutenção precisa fazer uso de sua inteligência emocional.Utilizar sua capaci-
dade de se motivar, observando sempre à frente, mesmo diante de certas dificuldades, pois é uma das
características de sua personalidade poder ter uma grande capacidade de controlar impulsos,canalizando
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
emoções e praticando a liderança participativa, assim, motivando os seus técnicos para encorajá-los nas
mais diversas situações no seu dia a dia.
É responsabilidade do supervisor gerir sua equipe, visando minimizar os tempos improdutivos, distri-
buindo melhor as tarefas e acompanhando o desempenho deles.
Além disso,é o supervisor quem elabora os relatórios da área técnica, como também coordena e orien-
ta a execução das atividades de manutenção elétrica,eletrónica dos equipamentos.
Para ampliar seu conhecimento sobre o papel da supervisão, leia: GESTOR de manuten-
ção: é preciso relacionar teoria e prática.Gestão de manutenção & ativos, ano 27, ed.
151,ago. 2013.
SAIBA
MAIS
Nesse sentido, é possível perceber a importância do técnico, já que é responsável diretamente por tra-
tar cada atividade e relatar aos seus superiores todos os ocorridos, através de sistemas ou de reuniões.
2.2.2 FATORES DE SATISFAÇAO NO TRABALHO
Sabemos que as empresas são formadas por pessoas e que existem diversos fatores que vão influenciar
diretamente à satisfação destas para com seu trabalho.
Para Robbins,Judge e Sobral (2011),o clima organizacional menciona as percepções que ocolaborador
tem sobre uma organização e seu ambiente de trabalho.
Nesse sentido e diante de todas as habilidades que o técnico tem na organização, entende-se que este
deve proporcionar um ambiente saudável de trabalho,pois a satisfação do seu colaborador é diretamente
proporcional aos resultados da organização.
Segundo Maximiano (2009), o clima organizacional é a medida de como as pessoas se sentem em rela-
ção aos seus gestores,evoluindo-se assim para o conceito de qualidade de vida no trabalho.
Dessa forma e com base nos estudos do clima organizacional, pode-se dizer que tanto no ambiente
interno quanto externo,o relacionamento entre técnico, supervisor e gestor precisa ser saudável,pois trará
satisfação no trabalho e resultados mais prazerosos.
Robbins,Judge e Sobral (2002) afirmam que a satisfação no trabalho está ligada à atitude geral de uma
pessoa em relação ao seu trabalho, envolvendo as relações de trabalho,até mesmo as relações de poder;
o ambiente; a organização do trabalho; as políticas e programas de gestão da empresa; suas tecnologias;
metas, objetivos e interesses; seu ambiente económico-financeiro;sua história e os desejos dos colabora-
dores no sentido singular e coletivo.
2 COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO DE EQUIPES
Figura 8 - Fatores que motivam o técnico
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Assim, podem existir diversos fatores que motivam o técnico na realização de suas atividades, mas a
satisfação no trabalho é fundamental para o trabalho em equipe.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
2.3 COMUNICAÇÃO EM EQUIPE
Pensando no trabalho em equipe, é possível perceber a real importância da comunicação. Estar bem
preparado para resolver os conflitos,que porventura poderão ocorrer nas atividades da gestão da manu-
tenção, não será fácil. Mas, para resolvê-los, será necessário participar das soluções conjuntamente com
sua equipe.
Para que a equipe de manutenção esteja engajada no desenvolvimento de suas
ações, a comunicação deve ser clara e objetiva, devendo fluir muito bem entre todos.
A comunicação em equipe requer aptidões importantes, além das habilidades técnicas, uma vez que
a capacidade de se comunicar é de extrema importância dentro do processo organizacional. Para isso, é
preciso tomar atitudes proativas2 pensando no desenvolvimento da equipe.
Figura 9 - A comunicaçãocom o gestor
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Assim,para se comunicar melhor e manter equipealinhada com os objetivos da gestão,é preciso seguir
algumas dicas,como:
a) Realizar reuniões rápidas e diariamente: assim, todos conhecerão os acontecimentos diários
de sua equipe;
b) Treinar a sua equipe: a equipe de manutenção sempre encontrará novas tarefas. Assim, a me-
lhor maneira de manter sua equipe coesa é treinando-a, sempre;
2 Atitudes proativas:significa que o técnico estará sempre disposto a realizar sua tarefa e com uma colaboração ainda maior.
Não hesitará em antecipar situações e buscar por soluções.
2 COORDENAÇÃO ESUPERVISÃO OEEQUIPES
c) Realizar sempre a "tempestade de ideias" (brainstorming):em busca de oportunidade de me-
lhoria para sua lista de atividades e para a melhoria do processo de manutenção da empresa;
d) Manter uma comunicação visual: acompanhamento de todos sobre as manutenções é funda-
mental;
e) Realizar encontros de feedback: para estreitar o relacionamento de sua equipe de trabalho.O
retorno positivo deve ser dado em público e os pontos e oportunidades de melhoria devem ser
tratados de maneira serena.
Desse modo, podemos concluir que se comunicar bem e de maneira clara é muito importante na ges-
tão de uma equipe e ampliará o nível de colaboração de seus liderados.
2.4 LIDERANÇA
A liderança tem um papel importante dentro da gestão da manutenção. O ato de liderar não é uma
tarefa fácil. Pode-se dizer que são exigidas habilidades e competências que façam com que os seus co-
laboradores possam se sentir bem em compor parte da sua equipe, cooperando para atingir as metas
estabelecidas no planejamento.
Figura 10- Exercendo a liderança
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Um gestor de manutenção precisa ter diversas habilidades,não somente as técnicas,como habilidades
comportamentais, fazer o uso da sua inteligência emocional e referenciar suas atitudes para decidir bem e
promover a união da sua equipe.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Para que sua equipe de técnicos possa gerar resultados positivos, precisará de um líder, alguém capaz
de motivar, influenciar de maneira positiva e direcionar as ações de seus colaboradores para desenvolver
as atividades propostas com satisfação e entusiasmo.
2.5 REFLEXÃO PESSOAL E IMPORTÂNCIADA PERCEPÇÃO
No papel de líder é preciso estar consciente a todo tempo e fazer sempre uma reflexão pessoal das ati-
tudes perante o grupo, se assim desejar liderar com sucesso.
É um exercício que se deve praticar sempre para melhorar continuamente as ações de liderança.Saber
dar a real importância aos nossos sentidos, criamos a possibilidade de perceber o outro, passando a agir
com consciência e acompanhando todas as realizações de nossa equipe de maneira eficiente.
Não é um papel fácil, autoavaliar-se, pensar nas suas atitudes, nas suas atribuições e como melhorar
continuamente.
A reflexão pessoal, também conhecida como autorreflexão,é um exercício constante que deve ser pra-
ticado em busca desta melhoria.Esta evolução surge da consciência de que se pode agir, pensar ou mes-
mo realizar uma tarefa de maneira mais eficiente.
CASOS E RELATOS
Planejamento da manutenção na empresa Automação Serviços Ltda.
Há aproximadamente um ano, José Silva, Eletrotécnico Júnior e Coordenador da equipe composta
por 08 colaboradores, acompanhou a necessidade de manutenção dos equipamentos de produção
da empresa Automação Serviços Ltda.
Os equipamentos que apresentavam defeitos elétricos com certa frequência eram: as máquinas de
corte,que foram automatizadascom sistemas pneumáticos;uma impressora por rolos com clichés e
ainda tinham dezenas máquinas retas para costura dos big bags.
Ao fazer uma visita técnica no setor de corte, acompanhado pelo supervisor de produção, o senhor
Antônio Lima,José Silva percebeuque um equipamento,além de atrasar a produção,parava por um
tempo maior do que o necessário para realizar o setup3. Este tempo não era contabilizado, pois não
existia nenhum sistema eletroeletrônico que acompanhasse todos os tempos de setup e paradas
improdutivas dos equipamentos.
Durante a visita, José Silva e Antônio perceberam a possibilidade de implantar um processo au-
tomatizado que registrasse todos os tempos improdutivos e transformasse em dados para análise
3 Setup: quer dizer ajuste,para a situação apresentada, será o ajuste do dispositivo ou equipamento de produção, em uma
parada ou mudança de processo.
2 COORDENAÇÃO ESUPERVISÃO OEEQUIPES
da gerência maior, para que pudesse colocar no planejamento estratégico da manutenção para o
próximo semestre.
O interessante foi que todas as implementações foram realizadas por José Silva e sua equipe de
técnicos em eletrotécnica, que adquiriram os equipamentos planejados e fizeram a instalação com
auxílio da consultoria da empresa em automação elétrica, a Automatos Engenharia.
Depois da implantação do processo automatizado, a empresa conseguiu contabilizar o tempo im-
produtivo com precisão,criando assim planos de ação para fazer com que estes sejam reduzidos.
No próximo capítulo estudaremos como se comporta a gestão administrativa da equipe de trabalho,
pois precisaremos pensar em como recrutar pessoas e mantê-las integradas com demais colaboradores
da organização.E importante mantê-la capacitada para poder realizar toda a gestão da manutenção.Bons
estudos!
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
RECAPITULANDO
Neste capítulo vimos que o gestor de manutenção precisa lançar mão de diversas ferramentas que
o auxiliará na supervisão de suas atividades.
Assim,abordamosque planejar corretamente é fundamental para os passos seguintes na supervisão
técnica dos trabalhos. Conheceu-se sobre planejamento estratégico e suas diferenças em relação
aos outros tipos. Esses conceitos ajudarão você a programar melhor a manutenção da empresa que
trabalhar.
Abordamos também que o supervisor de manutenção, ao elaborar as listas de atividades, pensará
nos tempos de realização de cada manutenção.
Vimos que a elaboração do cronograma deverá ser precisa, buscando o controle das ações, bem
como deverá manter um fluxo adequado na realização dos serviços, para garantir a disponibilidade
dos equipamentos e máquinas. Utilizando-se, para isto,diversas ferramentas de planejamento, por
exemplo, o ciclo PDCA.
A gestão exercida tem uma importância fundamental neste trabalho e observamos também que a
equipe precisa estar bem liderada e engajada para assumir as responsabilidades inerentes à profis-
são.
Entendeu-se que existem diversos fatores que influenciarão diretamente na realização e satisfação
na realização das tarefas planejadas. Ainda,que a comunicação clara e efetiva melhora o nível de
participação e união dos liderados.
2 COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO DE EQUIPES
y /
Gestão administrativa de pessoas!m /0*
A gestão administrativa de uma equipe de manutenção no segmento industrial é impor-
tante para que gerencie com eficiência os profissionais no trabalho e ao mesmo tempo capa-
cite-os para o trabalho. E como garantir isto? O conhecimento sobre o sistema de gestão de
pessoas será fator determinante para que o gestor se ajuste ao estilo de liderança e consolide
a integração da sua equipe.
Então,para que isto aconteça, o gestor necessitará fazer uma excelente seleção de pessoal
ecom o perfil adequado às características da organização.Deve ainda estar condizentecom as
atividades de manutenção que são estabelecidas na atividade laborai.
Figura 11 - Gestào administrativa da equipe de manutenção
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Como vimos no capítulo anterior, precisaremos entender como definir a nossa equipe e
selecioná-la. Esta deve se tornar eficiente e desenvolver as atividades na gestão da manuten-
ção.Precisa estar motivada para o trabalho e, em tempo, possa realizar as atividades adminis-
trativas de coordenação,planejamento e organização.
Como pudemos perceber, selecionar, orientar e capacitar os novos profissionais que atu-
arão na manutenção de equipamentos elétricos em empresas comerciais e industriais, tem
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
importância crucial para a formação da equipe. É necessário pensar e planejar o dimensionamento do
pessoal de manutenção,que requer profissionais especializados,habilitados e sem esquecer do seu com-
portamento ético dentro da organização.
3.1 SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAS
O ambiente industrial tem demandado que as pessoas, líderes dos processos, sejam eficientes em sua
gestão e supervisão. Logo, o técnico que tem a responsabilidade de supervisionar sua equipe precisa de-
senvolver estas habilidades para liderar pessoas.
Para isso,será necessário conhecer os estilos de liderança e identificar o melhor para que os objetivos da
empresa sejam alcançados.Caso essa empresa seja de pequeno porte,a proximidade com os técnicos de
manutenção facilitará a inter-relação,mas ao mesmo tempo torna-se complexo gerenciar esses recursos.
A maneira de gerir tem sofrido diversas mudanças para atender às modernas necessidades das em-
presas. O supervisor precisa estar adaptado ao novo mundo, para compreender melhor os conceitos de
gestão, tornando competitiva a sua equipe de trabalho,uma vez que a alta administração sempre primará
por uma equipe enxuta e eficiente.
Vamos então conhecer os principais estilos de gestão de pessoas, as vantagens e desvantagens de cada
um deles.
3.1.1 SISTEMA AUTORITÁRIO COERCITIVO
O primeiro estilo de gestão de pessoas é o sistema autoritário coercitivo.Neste estilo os liderados são
obrigados a realizaras tarefas e forçados a seguir um padrão determinado pela chefia.
Figura 12 - Sistema de gestão coercitivo
Fonte: SENAJ DR BA. 2018.
3 GESTÃO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
O sistema coercitivo, além de ser fortemente autoritário, é controlador em toda a extensão da organi-
zação, assim quando o supervisor de manutenção possui estas características, ele tende a selecionar sua
equipe com uma qualificação mais inferior ou com baixa escolaridade. Assim, observamos esta situação
com os profissionais selecionados para atuar na construção civil.
Esse é um estilo de gestão e supervisão ainda enraizado na cultura das empresas. Porém, é dever de
todo líder tratar todas as pessoas com o devido respeito.
3.1.2 SISTEMA AUTORITÁRIO BENEVOLENTE
No estilo de gestão de pessoas com o sistema autoritário benevolente4 o que impera é a imposição,oautoritarismo,porém não tão rígido como o sistema autoritário coercitivo.
No sistema autoritário benevolente é possível perceber que o supervisor consulta os seus colaborado-
res e ainda delega algumas tarefas, assim acontecendo uma evolução em relação ao sistema coercitivo,
mas este líder benevolente mantém,decerta maneira,alguma coação para ter ocontrole sobre as pessoas.
Figura 13 - Sistema de gestão autoritário benevolente
Fonte:SENAI DR BA. 2018.
Mesmo não sendo muito produtivo, algumas organizações com pouca tecnologia e mão de obra es-
pecializada ainda exercem esse tipo de sistema de gestão. Este tipo de liderança pode se apresentar em
empresas industriais com alguma tecnologia e colaboradores com certa especialização.
4 Benevolente:significa que você,por alguma circunstância,aceita o que acontece.Está disposto a absolver; é complacente
com a ação.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
3.1.3 SISTEMA CONSULTIVO
No sistema consultivo os colaboradores têm uma maior participação e menor julgamento do supervi-
sor, pois há ampla discussão sobre as tarefas a serem realizadas. Além disso, existe uma maior motivação
por parte dos técnicos e eles se sentem com maior segurança em seu trabalho.
Figura 14 - Sistema degestáoconsultiva
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
O processo de comunicação tende a ocorrer do nível operacional para cima,encorajando aí o trabalho
em equipe. Mas não descartamos algumas desvantagens deste estilo de gestão,pois nem todo líder con-
sultivo está devidamente preparado para fazer o uso correto, responsável e inteligente das informações
que obtêm de seus liderados.
3.1.4 SISTEMA PARTICIPATIVO
Outro estilo de sistema de gestão é o participativo, onde todos, de forma democrática,participam das
decisões de maneira coletiva com um excelente nível de motivação.
3 GESTÀO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
ík
Figura 15 - Sistema de gestào participativa
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Nesse tipo de sistema a comunicação flui por todas as partes. Porém,o processo é um pouco mais de-
morado.É considerado democrático por natureza,ondeo trabalho em equipe é valorizado pelo desempe-
nho grupai,as decisões são comumente compartilhadas,empoderando todos os participantes.
Para que amplie mais os seus conhecimentos sobre os estilos de liderança em gestão,
leia: ROBBINS, Stephen P. A verdade sobre gerenciar pessoas:e nada mais que a ver-
dade. São Paulo:Prentice Hall Pearson, 2008.
"W.SAIBA
MAIS
Entenda a seguir como selecionar os melhores participantes para compor uma equipe competente e
participativa e contribuir para o cumprimento do papel da gestão da manutenção.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
3.2 RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
A tarefa de selecionar membros para compor uma equipe de trabalho não é fácil. Escolher um fun-
cionário ideal é uma ação de extrema importância para o gestor e acertar na contratação deste técnico é
imprescindível.
Este momento pode custar muito para a empresa, principalmente se não for a pessoa ideal para o pro-
cesso,o que pode resultar no seu desligamento.
Esse desligamento gera rescisãocontratual,o que implica no aumento dos custos para a empresa,além
do desgaste natural que é a retirada dessas pessoas, sem contar que outras envolvidas no processo aca-
bam sendo afetadas indiretamente.
Para evitar que isso ocorra, alguns pontos importantes precisam ser observados. E é sobre isso que
trataremos a seguir.
3.2.1 A TRIAGEM
A triagem tem como objetivo selecionar o candidato, o técnico mais apropriado e qualificado para
assumir as funções. É uma etapa de extrema importância, pois é neste momento que se pode identificar
o melhor perfil e descrever as atribuições da função para a supervisão na manutenção e assim ter pessoas
extremamente qualificadas para assumir o cargo de gestão.
Figura 16 - Triagem no processode recrutamentoe seleçào
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
Escolher entre diversos candidatos não é uma tarefa fácil,principalmente para achar a pessoa adequada
para os cargos de liderança que estejam abertos naquele momento e que poderão ser ocupados.
Nesse sentido, a triagem realmente é uma etapa de grande valia, é o primeiro olhar sobre as pessoas
que se predispõem a formar uma equipe de trabalho.
3 GESTÃO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
Por isso, é preciso colocar-se bem próximo às empresas de recrutamento e seleção de terceirizados
que se submetem a fazer esse tipo de serviço, para que o processo esteja alinhado com os objetivos da
empresa.
3.2.2 IDENTIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS PESSOAIS
Comparar o conhecimento, as habilidades e as atitudes dos possíveis candidatos é um processo de
difícil condução, pois você não conhece ainda os candidatos e precisará fazer uma seleção com base nas
informações fornecidas por eles e pela personalidade identificada, geralmente pelos psicólogos que con-
duzem esse processo.
E quando existe uma vaga à disposição do mercado, pode aparecer diversos perfis e quando não se
sabe selecionar o mais adequado para a empresa, isso pode resultar em um custo elevado no processo de
seleção.
Identificar as características pessoais dos candidatos não é uma tarefa fácil e o ideal seria um profissio-
nal habilitado para tal, mas mesmo assim, um técnico pode contribuir para encontrar as características
adequadas para as funções de supervisão técnica de sua equipe.
Portanto,é possível compreender que esta etapa de recrutamento e seleção é o que irá condicionar a
melhor decisão sobre a escolha dos candidatos, a partir da comparação inicial das habilidades deles.
3.2.3 INTEGRAÇÃO DE EQUIPE
Os técnicos que trabalham em equipe precisam fazer uma ótima integração.Porém, isto não ocorre de
maneira automática, e sim como consequência natural ou por uma experiência profissional que o supervi-
sor técnico apresenta, promovendo assim uma ação coletiva para fazer a integração da equipe.
Figura 17 - A integração
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Contudo,a falta de integração entre a equipe pode trazer custos não previsíveis e uma falha na relação
entre as partes envolvidas,considerando que todo o processo de seleção precisará ser refeito.
Dessa forma, alguns fatores não observados na fase de recrutamento e seleção podem atrapalhar pos-
teriormente a integração da equipe, por isso precisam ser evitados.São esses:
a) Quando o perfil profissional e pessoal não é descrito corretamente para a supervisão técnica;
b) A parte técnica dos candidatos não é testada;
c) Quando as empresas fazem a seleção sem critério, usando apenas o perfil que foi definido, mas
escolhendo de maneira aleatória.
d) Seleções rápidas, sem um tempo adequado para fazer as entrevistas iniciais e para selecionar o
melhor perfil;
e) Quando o diretor da empresa,que também é responsável pelo processo,não participa.
Para tanto,algumas dicas podem ser seguidas para tornar o processo de recrutamento e seleção mais
eficiente,como:
a) Realizar um diagnóstico das necessidades de pessoal;
b) Desenhar e estruturar o processo de recrutamento e seleção identificando todas as fases neces-
sárias para melhor selecionar;
c) Entrevistar os candidatos juntamente com os técnicos de supervisão e de gestão da manuten-
ção,caso haja vaga para essas áreas;
d) Aplicar testes e avaliações técnicas necessárias para a seleção;
e) Fazer avaliação do processo;
f) Acompanhamento e orientação inicial posterior a cada processo de recrutamento e seleção.
Muitas vezes liderar é prevenir o imprevisível. Portanto, é fundamental
conhecer cada funcionário, pois assim será possível definir o melhor jei-
to de lidar com diferentes comportamentos.
CURIOSIDADES
Percebeu que o simples fato de gerir melhor a equipe de trabalho faz com que a integração entre os
técnicos contribua ainda mais para a sintonia da equipe, reduzindo-se os ruídos e tornando as atividades
mais produtivas?
3 GESTÀO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
3.3 TÉCNICAS DE CAPACITAÇÃO
A manutençãoem uma indústria é vital para a sobrevivência do negócio.Para que as dificuldades do dia
a dia sejam resolvidas e benefícios para a produção sejam obtidos,elaprecisa estar alinhada com a gestão
de ativos e também com as estratégias da organização, tudo isso para conseguir os melhores resultados
possíveis nesta supervisão.
Uma equipe bem treinada poderá evitar imprevistos e trará melhores resultados para
ALERTA a supervisão da manutenção.
Neste sentido, a equipe precisa estar capacitada para realizar todos os procedimentos preestabeleci-
dos, conhecendo as principais ferramentas de trabalho e aplicando as novas técnicas de manutenção,
garantindo resultados positivos para a organização e,consequentemente, vencendo os desafios que são
colocados.
Ou seja,a equipe precisa estar bem capacitada para realizar qualquer intervenção,seguindo as orienta-
ções do planejamento, programação e controle da manutenção. E é sobre essa necessidade de capacita-
ção que trataremos a seguir.
3.3.1 DEFINIÇÃO DE CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
A definição de capacitação e desenvolvimento são as orientações elementares e primárias para que
os liderados possam exercer suas atividades com perfeição. Ou seja, possam ser capazes de realizar suas
tarefas de acordo com o planejado e seguindo as orientações do seu supervisor.
Figura 18 - Capacitação in company
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Dessa forma,o desenvolvimento das habilidades,competências e atitudes deuma equipe vai depender
do quanto a empresa investe no seu corpo de colaboradores, além do envolvimento e acompanhamento
do gestor da manutenção em todo o processo de aprendizagem.
3.3.2 LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES DE CAPACITAÇAO
Como a gestão administrativa conduz as pessoas na organização, ela é responsável diretamente por
identificar as necessidades de treinamento,estabelecer um cronograma preciso para a realização sem que
haja interferência em sua produção,além de garantir que a empresa consiga alcançar os resultados plane-
jados.
E como fazer o levantamento das necessidades de capacitação?
Figura 19 - Identificando as necessidadesde treinamentos
Fonte: SENAI DR BA, 2018.
Existem diversas maneiras de identificar quais são as prioridades de treinamento da nossa equipe.Um
item importante seria investigar na própria equipe de supervisores e técnicos quais são as suas reais ne-
cessidades de treinamento, desde que seja condizente com a realidade da organização. Essa investigação
pode ser estruturada na forma de questionário,que pode ser físico ou on-line.Isso dependerá da tecnolo-
gia que a empresa utiliza.
3.3.3 PROGRAMAÇAO DA CAPACITAÇAO
A necessidade de treinamento do técnico se inicia no momento em que ele entra na empresa,pois ele
precisa reconhecer a função e tarefas básicas que realizará em seu cotidiano. É um processo natural, visto
que tudo para ele ainda será novidade.
3 GESTÀO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
Algumas empresas indicam seu funcionário mais experiente para auxiliar no treinamento inicial. Esse
processo inicial é muito importante para o técnico que deseja crescer na empresa.
Figura 20- Progressão na carreira profissional
Fonte:SHUTTERSTOCK, 2018.
Além disso, o treinamento também pode significar uma melhoria salarial para esses técnicos.
Para a empresa a programação de uma capacitação profissional significará muito,pois ele estará apto a
enfrentaras suas atividades de técnico.
3.3.4 AVALIAÇAO DE RESULTADOS
É possível observar nos últimos anos que as empresas têm se preocupado em aperfeiçoar sua equipe
de trabalho,para que possam enfrentar os avanços da tecnologia que se apresentam diante de suas ativi-
dades cotidianamente.
A gestão da manutenção, que tem como prática realizar o seu Programa de Treinamento dentro da
empresa para capacitar a sua equipe de supervisores e técnicos, sempre utiliza diversos instrumentos de
avaliação para direcionar os recursos humanos para o correto processo de capacitação.
Uma técnica que pode ser utilizada é a criação de uma matriz de conhecimento,como apresentada no
quadro seguinte.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Empresa
alpha
Matriz de Conhecimento - Gestão da Manutenção
Equipamentos;
Processos;
Sistemas.
Ní vel de conhecimento Alto Médio I BAIXO
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P I ItlEquipe § « KI£ 2 £ z £ zUJdirigir os assuntos de forma objetiva.
3.5 ÉTICA
A ética pode ser definida como a parte da filosofia que estuda o comportamento moral dos indivíduos,
buscando entender como deverá ser sua conduta presente e como atenderá às regras morais do compor-
tamento social.
Em se tratando de gestão da manutenção,onde é necessário o contato constante com diferentes pes-
soas, a conduta ética se faz necessária perante as realizações dos serviços a serem prestados.
CASOS E RELATOS
Honestidade:uma questão ética
O fato ocorreu na Bahia, há aproximadamente um ano,na empresa HE Pneus e Cia., onde o senhor
Pereira,Eletrotécnico Júnior e coordenador da equipe,ao inspecionar os recipientes de acomodação
de peças defeituosas, encontrou um envelope contendo valores em espécie.
O coletor ficava posicionado ao final do setor de manutenção elétrica e era utilizado por três fun-
cionários, técnicos em manutenção elétrica, que ao terminar o expediente, alocavam as peças sem
utilidade.
Ao verificar o conteúdo doenvelope,viu que havia mais de R$ 4.000,00.Ao buscar uma identificação
neste envelope, observou as iniciais "P A J S".
Resolveu então comunicar ao senhor Pedro António,Gerente deManutenção,e juntos conseguiram
identificar que as iniciais poderiam ser "pertence a José Silva", funcionário que foi demitido no dia
anterior.
3 GESTÃO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
Constataram juntoao setor deRecursos Humanos que a indenização deste funcionário fora paga em
espécie e num envelope parecido. Solicitaram então o endereço dele e resolveram ir juntos fazer a
devolução do envelope perdido.
Depois que fizeram a entrega dos valores do senhor José Silva,só restou aquele sentimento de dever
ético e moral.
Honestidade é sim uma questão ética.
Nesse sentido, ser ético significa atentar para tudo aquilo que está relacionado com o comportamento
moral do homem e sua postura neste meio social.
3.5.1 ÉTICA NO TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES COLETADAS E ELABORADAS
Os supervisores e técnicos de manutenção a todo tempo serão responsáveis por dar a tratativa de diver-
sas informações a respeito de suas atividades profissionais e ainda deverão lançar nos sistemas,da forma
mais coerente e mais precisa possível.
É neste momento que ele precisa observar as regras de conduta social para poder lidar com sua gestão
e poder produzir o resultado esperado pela organização.
No momento em que se compreende a importância da ética para a sobrevivência do homem na orga-
nização,percebe-se a complexidade das relações na realidade prática do nosso trabalho,dentro da gestão
de manutenção.
Nem sempre será possível encontrar um códigode ética com as normas de conduta totalmente eviden-
tes e escritas quando no exercício profissional,mas entende-se que ela existe em todas as nossas relações.
3.5.2 ÉTICA NOS RELACIONAMENTOS SOCIAIS E PROFISSIONAIS
Ser o bom supervisor na sua atividade profissional significa também que, além de ter a competência
técnica, deverá também ter na sua formação profissional a capacidade de contribuir para que todos os
liderados se tornem um cidadão de bem.
Na ética profissional,deve-se assumir as responsabilidades sociais perante aos os liderados que depen-
dem das orientações do supervisor e prática profissional.
Entende-se então que nessa relação devem ser observados os princípios de igualdade, oportunidade,
tolerância, liberdade,confiança e justiça para garantir a reflexão ética.
Na gestão da manutenção, considerando que sempre haverá a relação pessoal e profissional, é preciso
eliminar os dilemas de convívio decorrentes das atividades profissionais,estabelecendo o melhor compor-
tamento ético.Isso é indispensável para uma boa gestão.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
3.5.3 ÉTICA NO USO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
O código de conduta ética dentro da empresa deve estabelecer princípios para base da relação profis-
sional entre os funcionários,colaboradores,clientes e parceiros.
Os gestores devem orientar os seus técnicos a agirem com ética na conduta da realização de seus ser-
viços de manutenção. Além disso, devem formar uma equipe de trabalho que propicie o comportamento
ético e que os trabalhos estejam de acordo com as normas de conduta.
No desempenho de suas atividades, o gestor de manutenção deve estar atento a algumas atitudes,
como:
a) Atender bem os clientes internos e externos para manter uma excelente relação de trabalho;
b) Agir com competência,dignidade, integridade e ética ao se relacionar com fornecedores,parcei-
ros,colegas de trabalho e clientes;
c) Tratar bem seu colega de trabalho, clientes e fornecedores;
d) Uso adequado dos recursos de trabalho,como ferramentas,equipamentos,dispositivos e outros,
preservando o bem da organização.
Toda a equipe acaba se comprometendo coma ética respeitando a moral e,portanto,as melhorescon-
dutas no cotidiano, em alinhamento com as premissas da empresa, relações sociais estabelecidas no seu
código de conduta.
No próximo capítulo estudaremos sobre a importância do planejamento na manutenção,pois precisa-
remos pensar antecipadamente e estrategicamente,antes mesmo de realizar qualquer atividade.
3 GESTÀO ADMINISTRATIVA DE PESSOAS
RECAPITULANDO
Vimos neste capítulo que o gestor precisa estar apto a gerir pessoas, selecioná-las corretamente e
desenvolver a sua equipe de trabalho para que ela possa cumprir com suas responsabilidades.
Observamos também que existem diversos estilos de gestão e que cada um possui suas vantagens e
desvantagens.Entre os estilos de gestão, tem o sistema coercitivo,onde os liderados são obrigados
a realizar suas tarefas, de certa forma, com alguma imposição para poder ter sua ação realizada. Já
o outro estilo, o benevolente, aplica um pouco de autoritarismo, porém menos rígido em relação
ao coercitivo, onde os funcionários têm uma participação bem maior e sob o julgamento do seu
supervisor. E o participativo, onde todos, de forma democrática,participam das decisões dentro da
equipe,que pode mostrar-se motivada para o trabalho.
Percebemos que selecionar e recrutar o bom funcionário não é uma tarefa fácil,mas que devemos
seguir procedimentos para alcançar a organização de uma equipe competente. E lógico que,depois
de selecionado, o gestor de manutenção também tem que manter sua equipe capacitada dentro
da organização. E ainda verificamos como as reuniões são importantes para uma boa condução da
equipe e realização de suas atividades.
Finalizamos comentando como a ética, mesmo sendo um assunto transversal, deve ser tratada in-
dependentemente do tipo de gestão, para que a organização realize suas tarefas dentro de uma
conduta ética e que atenda às regras estabelecidas para o bom comportamento social.
Planejamentos
*
Planejamento significa o ato de criar um plano para alcançar determinado objetivo. Nesse
sentido, a gestão da manutenção deve sempre pensar claramente na organização do seu pla-
nejamento.
Utiliza-se o planejamento como ferramenta de trabalho para prever e organizar as ações
futuras da gestão da manutenção,aumentando assim a eficácia na execução das atividades.
Existem,basicamente, três níveis de planejamento: estratégico, tático e operacional.
a) Planejamento estratégico: está relacionado com a facilidade de gestão da empresa.
Significa que o gestor estará utilizando os recursos de forma eficiente e eficaz, au-
mentando a produtividade dos seus colaboradores e da empresa.Refere-se também
ao planejamento de metas de longo prazo e dos meios para atingir os objetivos.Ge-
ralmente, ele é pensado pela alta gerência para definir as diretrizes da organização;
b) Planejamento tático: normalmente utilizado para prazos mais curtos,atingindo em
uma amplitude menor os níveis da organização.Considera-se que ele se encontra no
nível intermediário da organização. O planejamento tático é desenvolvido nos níveis
organizacionais inferiores e tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos
recursos para execução dos objetivos previamente estabelecidos, seguindo políticas
orientadas para a decisão da empresa;
c) Planejamento operacional:reflete as ações executadas que foram pensadas previa-
mente.O planejamento operacional,no que diz respeito ao planejamento e controle
da manutenção nas indústrias, tem importância crucial para a realização das ativida-
des do técnico.
Independentemente do tipo de planejamento adotado, o que importa para as organiza-
ções na atualidade émanter-se no mercado e,para isto, faz-se necessário utilizar corretamente
os benefícios de um bom planejamento.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO I
Figura 22 - Equipe de técnicos integrada
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Para que as ações realizadas pelo técnico não se desviem do planejamento da manutenção,o controle
é uma função importantíssima,pois medirá e possibilitará a correção do desempenho dos serviços realiza-
dos e assim assegurar que as metas da gestão da manutenção sejam atingidas.
Neste contexto,observa-se que o objetivo do planejamento e controle da manutenção é garantir que
os processos sejam realizados de maneira eficaz, permitindo que a produção de bens e serviços esteja em
conformidade.
Contudo, para que os processos de produção ocorram, é importante cumprir as metas estabelecidas.
Você sabe o que é uma meta? Então,vamos estudar sobre metas.
4 PLANEJAMENTO
4.1 METAS
As metas são as atividades específicas planejadas para alcançar os objetivos.Elas podem ser estipuladas
por um prazo,sendo assim temporal.Por exemplo, se o seu objetivo é garantira plena disponibilidade dos
equipamentos, pela ação da manutenção, sua meta será traçar caminhos que alcancem,como administrar
melhor a equipe de manutenção nos próximos cinco anos.
4.1.1 FUNÇÃO
Sabemos que a função das metas na manutenção é extremamente estratégica para a sobrevivência de
qualquer empresa que deseja ser competitiva.Então,é necessário fazermos de tudo, para que os técnicos,
supervisores e gerentes da manutenção tenham mais eficiência no seu trabalho.
São diversos os fatores que forçam a indústria a ter uma equipe de gestão eficiente, como:
a) A busca incessante por qualidade;
b) Redução de custo, onde supervisores são cobrados por serviços realizados, por uma equipe ex-
tremamente enxuta e com tempo cada vez menor para execução dos serviços;
c) A inovação tecnológica;
d) Responsabilidade socioambiental.
Diante desses fatores,percebe-se como é tão importante a função da implementação de metas para o
planejamento da manutenção.
Além disso, é crucial para a sobrevivência da empresa ter sua equipe de técnicos totalmente integrada
com o sistema de manutenção para proporcionar um serviço eficiente e eficaz, atingindo assim as metas
estabelecidas.
Figura 23 - Integraçãoda equipe
Fonte: SENAI DR BA. 2018.
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Contudo,definir as metas de manutenção não é uma tarefa muito fácil.Quantificar os serviços, estimar
o custo de realização, definir numericamente todas as ações que o técnico deverá realizar dentro do cro-
nograma de manutenção,não é algo fácil de estabelecer.
Mas o gestor ou técnico,na função de supervisor,precisa,dentro de um planejamento estratégico,de-
finir claramente esses valores para todas essas atividades,como também qual componente da sua equipe
irá realizar cada manutenção.
Alocar corretamente os recursos em seu planejamento para realizar as manutenções é uma prioridade
para quem está gerindo o sistema de manutenção.
4.1.2 ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO DO PLANEJAMENTO
Quando se pensa em planejamento estratégico, entende-se que este deve ser sistémico, estruturado
e organizado para que a empresa alcance suas metas na gestão da manutenção. Esta ferramenta servirá
para o setor de manutenção, que é responsável por traçar estratégias para garantir a disponibilidade e
confiabilidade dos equipamentos.
Pode-se dizer que as empresas na atualidade reconhecem que uma vantagem competitiva provém,
na maioria das vezes, de seus recursos intangíveis, tais como: capacidade técnica, conhecimento pleno,
relação com colaboradores e fornecedores. Portanto, implementar estrategicamente o seu planejamento
exige que seus recursos estejam interconectados e alinhados com os objetivos maiores da empresa.
Deve-se utilizar uma base em dados estatísticos,somente assim o gestor tomará decisões mais precisas
e garantirá o atingimento das metas.
4.1.3 FERRAMENTAS DE AVALIAÇAO DAS METAS
De acordo com Márquez et al (2009), as metas de planejamento passam por fases e utilizam diversas
ferramentas que auxiliam na programação da manutenção, bem como o controle e avaliação dos serviços
e atividades estabelecidas nos cronogramas,conforme exemplifica o quadro seguinte.
4 PLANEJAMENTO
FERRAMENTA FOCO
- Indicadores-chave de Desempenho (Key
Performance Indicators-KPI);
- Indicadores Balaceados de Desempenho (Balanced
Scorecard- B$C).
1? Definição de indicadores-chave
Estratégia de definição de ativos
prioritários e manutenção
- Análise de Criticidade (Critícality Analysis- CA);
- Matriz de Criticidade (Criticality Matrix- CM).2*
Efetividade
- Análise Causa-raiz de Falhas (Failure Root Cause
Analysis- FRCA ou RCFA);
- Análise do Modo e Efeito de Falha
(Failure, Mode and Effects Analisys- FMEAJj
- Método de Análise e Solução de Problemas
(MASP), etc.
^ Intervenção imediata nos pontos
fracos de maior impacto
- Manutenção Centrada em Confiabilidade
(Reliability-Centred Maintenance- RCM);
- Análise do Modo, Efeito e
Criticidade de Falhas (Failure Mode, Effect, and
Criticality Analysis- FMECA).
Planejamento de planos e recursos
da manutenção preventiva4«
Eficiência
- Análise de Risco de Otimização de Custo (ftísk Cost
Optimization- RCO).^ Plano preventivo, otimização da
programação e recursos
- Análise da Confiabilidade (Reliability Analysis-
RA);
- Método do Caminho Crítico (Criticai Path Method
-CPM).
Avaliação e controle da
manutenção
Avaliação
- Análise do Custo do Ciclo de Vida (Life Cycle Cost
Analysis- LCCA).
Análise de ciclo de vida dos ativos,72 otimização e substituição
- Manutenção Produtiva Total (Total Productive
Maintenance-TPM).
Melhoria contínua e utilização de
novas técnicas Melhoria82
Quadro 2 -- Modelode gerenciamentoe técnicas de manutenção
Fonte:MÁRQUEZetaL, 2009. (Adaptado).
Em relação a cada fase descrita no quadro anterior, pode-se considerar que:
a) Primeira fase - Definição de indicadores-chave: as ferramentas utilizadas auxiliam na difusão
de estratégias,objetivos,medidas,metas e iniciativas aos mais variados níveis da empresa;
b) Segunda fase - Estratégia de definição de ativos prioritários e manutenção: utiliza-se nesta
fase a Matriz de Criticidade, para mensurar e priorizar os riscos,pensando na verificação da efeti-
vidade, na estratégia de definição de atuação prioritária;
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
c) Terceira fase- Intervenção imediata nos pontos fracos de maior impacto: o foco nesta fase
é a Efetividade. Por isso, utiliza-se estratégia de intervenção imediata nos pontos fracos de maior
impacto, através da metodologia de Análise Causa-raiz de Falhas, também conhecida como a
aplicação do Diagrama de Causa e Efeitos ou"Espinha de Peixe", ferramenta idealizada por Ishika-
wa para descobrir a causa raiz de um problema apresentado;
d) Quarta e quinta fases - Planejamento de planos e recursos da manutenção preventiva e
Plano preventivo, otimização da programação e recursos: nestas fases, o foco é a Eficiência.
Assim, utiliza-se alternativas para melhorar os níveis de confiabilidade, manutenibilidade5 e dis-
ponibilidade, como a aplicação da Análise do Modo,Efeito e Criticidade de Falhas e a Manuten-
ção Centrada em Confiabilidade para otimização das tarefas de manutenção. Também se busca
maior efetividade e eficiência das políticas de manutenção, seja via planos de manutenção ou de
projeto;
e) Sexta e sétima fases - Avaliação e controle da manutenção e Análise de
dos ativos, otimização e substituição: nestas fases, através de técnicas ou modelos de previ-
são como Análise da Contabilidade (Reliability Analyis - RA) e Método do Caminho Crítico, são
elaboradas estratégias e avaliação e controle da manutenção. O foco destas fases está na Avalia-

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