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CETOACIDOSE DIABÉTICA A CAD é a manifestação inicial em 30% dos casos de DM1 É uma complicação metabólica aguda de DM1 - mais comum em crianças (pacientes jovens) - início rápido e abrupto Fisiopatologia ausência de insulina → estado catabólico exagerado → a lipólise lança na circulação uma quantidade exagerada de ácidos graxos que serão transformados em corpo cetônicos → ↑glicemia e produção exacerbada de corpos cetônicos = cetoacidose diabética Fatores Precipitantes Quadro Clínico - Náuseas e vômitos - Dor abdominal difusa - Poliúria e polidipsia - Perda de peso - Desidratação - Fraqueza - Fadiga - Taquicardia - Taquipneia, Respiração de Kussmaul - Letargia e Coma Diagnóstico - glicemia > 200 mg/dL - acidose metabólica (pH venoso 10-12 (positivo) Ânion-gap - diferença entre cátions e ânions no sangue. Fórmula: - Sódio (Na⁺): principal cátion do plasma e regulador importante da osmolaridade - Cloreto (Cl⁻) e bicarbonato (HCO₃⁻): principais ânions medidos. - Ânion-gap aumenta quando há acúmulo de ácidos (ex.: cetoácidos), que consomem bicarbonato (HCO₃⁻), pois ele atua como um tampão. - Com a queda do bicarbonato, o corpo pode tentar compensar aumentando o cloreto (Cl⁻) = (acidose hiperclorêmica) - Glicemia muito alta pode causar pseudo-hiponatremia (sódio falsamente baixo por diluição). Tratamento 1. Reposição Volêmica - infusão de solução salina isotônica de cloreto de sódio (NaCl) 0,9%, em média 15 a 20 mL/kg na primeira hora 2. Reposição de Potássio - K entre 3,3 - 5,2 → repor potássio + insulinização → infusão de cloreto de potássio (KCl) 10 a 30 mEq/L por hora, para manter o potássio sérico entre 4 e 5 mEq/L - K 7,30 e bicarbonato >18 - ânion-gap 50a) - instalação insidiosa em dias a semanas Fatores Precipitantes Quadro Clínico - poliúria - polidipsia - perda de peso - deterioração neurológica - sinais neurológicos focais (hemiparesia ou hemianopsia) e/ou convulsões - estupor ou coma - dor abdominal (incomum) - desidratação (diminuição do turgor cutâneo, mucosas secas, olhos fundos, pressão venosa jugular baixa, taquicardia) - hipotensão arterial Suspeita de EHH - glicose sérica. - eletrólitos séricos (Na+, K+ e Cl-, com cálculo do “anion gap”) - uréia e creatinina - cálcio e fósforo - hemograma completo - análise de urina - cetonas na urina por fitas reagentes - osmolaridade plasmática - cetonas séricas (se houver cetonas na urina) - gasometria arterial, com dosagem de bicarbonato - hemoglobina glicada Diagnóstico - hiperglicemia marcante (> 600mg/dL) - osmolaridade plasmática efetiva > 320 mOsmol/L - ausência de hipercetonemia significativa ( 7,30, bicarbonato > 15 mmol/L) Tratamento IGUAL AO DE CAD - definir e resolver a causa subjacente - fornecer volume circulatório adequado para perfusão tecidual - reduzir a glicemia - reduzir a osmolaridade de forma gradual - corrigir os distúrbios hidroeletrolíticos Critérios de Resolução - paciente alerta, se alimentando e com normalização do estado mental - osmolaridade plasmática 75 anos - 0,75mg/kg 2x ao dia) SCACSST Manejo 1ª escolha → Angioplastia Tempo porta-balão → intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e a realização da angioplastia. Se tiver hemodinâmica disponível no serviço: - tempo porta-balão 120 minutos), a melhor opção é a Trombólise. Contraindicações: Conduta - AAS 300mg (ataque) + 100mg/dia - Clopidogrel 600mg (ataque) + 75mg/dia Obs.: Todo paciente deverá receber HNF por 48h ou enoxaparina por 8 dias ou até alta hospitalar. Enoxaparina (HBPM) é indicada como adjuvante a terapia trombolítica: - idade