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HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA 
 
 
 
TECIDO EPITELIAL E CONJUNTIVO 
 Histologia é a área da biologia que estuda os 
tecidos do corpo humano e como formam os órgãos. É 
estudado as estruturas microscópicas do material 
biológico e de como se combinam entre si, funcional e 
estruturalmente. Os 4 principais tecidos do corpo 
humano são: tecido epitelial, tecido conjuntivo 
(encontrado no ósseo e sanguíneo), tecido conjuntivo, 
tecido muscular e tecido nervoso. 
 
TECIDO EPITELIAL 
 revestimento, glandulares (secreção) e mistos 
↳ revestimento: protege, absorvem íons e moléculas. 
Reveste o corpo todo, tudo que entra do corpo e sai 
passa por ele. 
↳ secreção: produz substâncias como proteínas e 
lipídios. 
↳ além disso em alguns casos, como a célula 
mitoepiteliais, também são capazes de contrair. Elas 
são bastante dinâmicas, permitindo uma constante 
renovação tecidual. Essa renovação pode ser rápida 
como no caso no epitélio intestinal (mais ou menos 
uma semana), ou lenta como no fígado. As células que 
compõem o tecido epitelial são poliédricas (muitas 
fases). 
 
• Essas células são fortemente coladas umas às outras 
por junções intercelulares: 
- junções de alusão: se unem formando uma 
barreira impermeável (ex: células da pele) 
- junções de ancoragem: ligam o citoesqueleto 
das células adjacentes entre si, são ligações 
MUITO FORTES (ex: desmossomo) 
- junções comunicantes: permite a 
comunicação entre as células, como as 
substâncias químicas (ex: canal iônico (Na-; 
K-) se encontram) 
 
Entre as células epiteliais e o tecido conjuntivo 
subjacente existe a lâmina basal, que é um colágeno 
tipo IV, de glicoproteínas e de proteoglicanos. Em 
algumas regiões em continuação à lâmina basal, há 
uma camada de fibras reticulares. A lâmina basal 
 
 
somada à camada de fibras reticulares se chama 
Membrana Basal. 
 
TIPO DE EPITÁLIOS 
 ↪ epitélio simples: uma única camada de 
células (ex - boca) 
 ↪ epitélio estratificado: duas ou mais camadas 
de células (ex - pele) 
 ↪ epitélio pseudoestratificado: uma camada 
com formas diferentes 
 De acordo com a forma os epitélios simples 
podem ser: pavimentosos (possuem células mais 
largas do que altas, achatadas e com núcleo redondo 
ou alongado e central), cubóides (com núcleo 
arredondado), prismáticos (altura é maior do que a 
largura). 
 De acordo com a forma os epitélios 
estratificados podem ser: cubóides (encontrado na 
boca e raro), prismático (raramente encontrado), 
pavimentosos (reveste as cavidades úmidas recebem 
o nome de epitélio estratificado pavimentoso não 
queratinizado e os que compõem a pele de 
queratinizado), de transição (tem a forma variada de 
acordo com o relaxamento do órgão, como a bexiga). 
 
glandulares: são originárias no desenvolvimento 
embrionário, durante o processo de proliferação das 
células de revestimento. Elas invadem o tecido 
conjuntivo adjacente e se diferenciam 
especializando-se em produtos de secreção variados. 
Podem sintetizar, armazenar ou eliminar proteínas, 
lipídios ou complexos de carboidratos e proteínas. 
 As substâncias secretadas são armazenadas 
pelas glânulos de secreção e,posteriormente liberadas 
de três maneiras: secreção merócrina (liberada por 
exocitose, sem comprometer nada, como as glândulas 
salivares), secreção apocrina (ocorre a perda de parte 
do citoplasma da célula junto com a substância 
produzida), secreção holócrina (células inteiras são 
eliminadas, como a liberação de espermatozóides no 
túbulo semífero). 
 
✉ Os epitélios glandulares podem ser unicelulares 
(como a célula caliciforme) ou multicelulares 
(glândula formada por várias células). Em relação a 
conexão com o epitélio a partir de qual elas foram 
formadas, têm as glândulas exócrinas (glândulas 
salivares), endócrinas (liberam substâncias químicas 
pela corrente sanguínea) e mistas(produzem tanto 
secreção externa, quanto interna). 
 glândula mucosa- secretam um material 
viscoso: o muso (ex: intestino e esôfogo) 
 glândula serosas- produz uma substância 
aquosa, quase sempre fica em proteínas (ex: células 
acinosas do pâncreas) 
 glândulas mistas- secretam tanto muco 
quanto substâncias aquosas (ex: glândulas salivares 
submandibular) 
 
TECIDO CONJUNTIVO 
são responsáveis pelo estabelecimento e 
manutenção da forma do corpo e esse papel 
mecânico por um conjunto de molécula. A matriz 
extracelular é o componente principal do tecido 
conjuntivo. Pode ser gelatinosa (frouxo), flexível (como 
na cartilagem), dura (osso) ou líquida (sangue). 
 As fibras são compostas principalmente por 
colágeno (complexo glicoso e altamente hidrofílico), 
responsáveis pela capacidade de distensão e 
resistência à tensão do tecido conjuntivo. 
 Além das fibras e da substância fundamental, 
o tecido conjuntivo é formado por diferentes células, 
com diferentes funções, como FIBROBLASTOS OU OS 
MACRÓFOLOS e em alguns momentos outros tipos de 
células, como no sangue existem as hemácias. 
 
TIPOS DE COLÁGENOS 
- colágenos do tipo I (ossos),II (cartilagem),V (pele e 
nos músculos)OU XI (cartilagem): formam longas 
fibrilas. 
- colágenos do tipo IX (cartilagem), XII (tendão 
embrionário e na pele) E XIV (pele fetal e tendão) : 
estruturas curtas que ligam as fibrilas umas às outras e 
os outros componentes da matriz celular. 
- colágeno tipo IV: possui moléculas que se associam 
em forma de rede, adere e filtra nas lâminas basais. 
- colágeno tipo VII: colágeno de ancoragem, 
encontrado na interface entre epitélio e o tecido 
conjuntivo. 
 Os colágenos são sempre renovados e a 
velocidade da renovação depende de cada tecido, 
mas, em geral, ela é muito lenta. Nos tendões quase 
não há renovação, mas, no conjuntivo frouxo, a 
renovação é rápida. Para ser renovado, ele é primeiro 
degradado. 
Fibras elásticas: finas, amareladas e muito elásticas. 
Permitem alongamento e retorno à forma original. 
Compostas por elastina e fibrilina. Encontradas em 
ligamentos elásticos, artérias e pulmões. As fibras 
elásticas formam o chamado sistema elástico. Esse 
sistema é composto por três tipos de fibras: 
oxitalânicas (não têm elasticidade, mas são altamente 
resistentes a forças de tração), elaunínicas 
(encontradas ao redor das glândulas sudoríparas e da 
derme e já possuem elastina, tendo assim certo grau 
de elasticidade) e elásticas (são aquelas que 
possuem elastina em todo o centro das microfibrilas. 
São encontradas, por exemplo, nos alvéolos 
pulmonares e nos ligamentos elásticos, locais que 
necessitam de grande capacidade elastomérica). 
 
Fibras reticulares: Finas, flexíveis e formadas por 
colágeno tipo III. Criam uma “rede de sustentação” 
para órgãos como o fígado, baço e medula óssea. 
Estão presentes em órgãos e tecidos que precisam de 
um arcabouço estrutural maleável por causa de 
mudanças de forma e volume a que estão sujeitos 
(fígado e baço). 
 
Tecido conjuntivo com propriedades especiais: a) Tecido elástico; b) Tecido 
reticular; c) Tecido mucoso 
 
CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO 
FIBROBLASTOS- são as células mais comuns do tecido 
conjuntivo. Sintetizam o colágeno e a elastina, além 
dos glicoaminoglicanos, dos proteoglicanos e das 
glicoproteínas adesivas que compõem a matriz 
extracelular. O fibroblasto é uma das células 
denominadas de células residentes, pois sempre é 
encontrado no tecido conjuntivo maduro. Pode ser 
encontrado sob três formas: a forma ativa - 
citoplasma abundante, com muitos prolongamentos - 
(fibroblasto ativo), a forma inativa ou aquiescente - 
são menores e mais delgados e tendem a se 
apresentar num aspecto fusiforme - (fibrócitos) e o 
miofibroblasto - células com características 
intermediárias entre um fibroblasto e uma célula 
muscular lisa, geralmente aparecem no processo de 
cicatrização -. 
 
MACRÓFICOS- têm características morfológicas 
variáveis que dependem de seu estado de atividade 
funcional e do tecido em que são encontrados. 
Derivam de células precursoras da medula óssea que, 
ao se dividirem, produzem os monócitos lançados na 
corrente sanguínea. Possuem núcleoovóide ou com 
forma de rim. No tecido conjuntivo, os macrófagos 
podem estar fixos (macrófagos fixos) ou se 
deslocando através de movimentos amebóides 
(macrófagos livres). Em algumas regiões, os 
macrófagos recebem nomes especiais, por exemplo, 
no fígado, são denominados “células de Kupffer”. Os 
macrófagos também são considerados “células 
residentes” do tecido conjuntivo e alguns autores 
chamam-nos de histiócitos. 
 
MASTÓCITOS- podem ser encontrados por todo o 
organismo, mas são particularmente abundantes na 
derme, no trato digestivo e no trato respiratório. São 
células grandes, globosas, com núcleo pequeno, 
esférico e central. Sua principal função é a estocagem 
de mediadores químicos da resposta inflamatória. Os 
mastócitos também são considerados “células 
residentes” do tecido conjuntivo. 
 
PLASMÓCITOS- células derivadas dos linfócitos B que 
migram para o tecido conjuntivo. São os principais 
produtores de anticorpos, que são imunoglobulinas 
que participam das defesas humorais do organismo. 
São células grandes e ovóides, com núcleo oval ou 
arredondado, ligeiramente excêntrico. Normalmente 
são pouco numerosos no tecido conjuntivo, exceto nos 
locais que são mais sujeitos à penetração de bactérias 
e proteínas estranhas. 
 
LEUCÓCITOS- São considerados “células migrantes” do 
tecido conjuntivo e serão estudados detalhadamente 
juntamente com as demais células sanguíneas. 
Entretanto, mesmo em situações normais, os tecidos 
conjuntivos contém leucócitos. Tais células migram do 
sangue para o tecido conjuntivo através da parede de 
capilares e vênulas pós-capilares por meio da 
diapedese. A diapedese é o processo de migração dos 
leucócitos através das junções inter endoteliais ativado 
nos processos inflamatórios (quimiotaxia). Os 
leucócitos, depois de migrados, não retornam ao 
sangue (com exceção dos linfócitos). 
 
SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL DO TECIDO CONJUNTIVO 
 A matriz extracelular é incolor, transparente, 
viscosa e opticamente homogênea. Devido aos seus 
constituintes, possui propriedades de um gel 
semissólido, intensamente hidratado. Funciona ao 
mesmo tempo como lubrificante e como barreira, 
dificultando a penetração de microrganismos 
invasores. Seus constituintes são os 
glicosaminoglicanos (GAG), as proteínas fibrilares, as 
glicoproteínas estruturais, os íons e a água de 
solvatação. 
 Os GAG são polímeros lineares compostos de 
ácido urônico e hexosaminas. Essas cadeias lineares 
são ligadas por meio de ligações covalentes a um eixo 
proteico, formando uma molécula de proteoglicano. Os 
proteoglicanos são estruturas altamente hidratadas 
por uma espessa camada de água de solvatação, 
extremamente viscosos e que preenchem grandes 
espaços do tecido conjuntivo. 
 A água é quantitativamente o componente 
mais importante da matriz extracelular. Representa, em 
média, cerca de 60 a 80% nos tecidos vegetais e de 50 
a 70% dos tecidos animais e pode ser encontrada de 
três formas: água livre (encontrada no sangue e na 
linfa), água de solvatação e água de embebição ( 
estão presentes íons, moléculas pequenas e algumas 
proteínas de baixo peso molecular. Este fluido, muitas 
vezes, é denominado plasma intersticial, líquido 
tecidual ou líquido intersticial). 
 
TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO 
 É o tecido mais abundante do corpo, que 
reforça outros tecidos, protegendo e isolando órgãos 
internos, mantendo o organismo funcionalmente 
integrado. A quantidade dos vários tipos de células, de 
fibras e de substância fundamental varia muito de 
uma região do corpo para outra, dependendo das 
exigências estruturais locais. Essa variação dá origem 
a dois tipos de tecidos conjuntivos propriamente ditos: 
o frouxo (suporta estruturas normalmente sujeitas à 
pressão e atritos pequenos e é o de maior distribuição 
no corpo humano. É um tecido encontrado entre 
grupos de células musculares, células epiteliais, em 
camadas ao redor dos vasos sanguíneos, na derme, 
na hipoderme, entre outros locais) e o denso 
(resistente e fornece proteção aos demais tecidos. É 
formado pelos mesmos componentes do tecido frouxo, 
mas possui predominância de fibras colágenas. É 
menos flexível e mais resistente à tensão do que o 
frouxo). 
 
1) Tecido conjuntivo denso não modelado, lembra fibras sendo 
trançadas para fazer um chapéu de palha; 2) Tecido conjuntivo denso 
modelado, lembra fibras sendo trançadas para fazer uma corda ou 
pulseira 
 
TECIDO ADIPOSO 
 O tecido adiposo é um tecido conjuntivo 
especial, composto, principalmente, por células 
adiposas, denominadas também de adipócitos. Os 
adipócitos podem ser encontrados isolados ou em 
pequenos grupos no tecido conjuntivo frouxo, ou em 
grandes agregados, originando o tecido adiposo 
distribuído por todo o organismo. Em pessoas com o 
índice de massa corporal normal, o tecido adiposo 
representa de 15 a 25% do peso corporal. Os adipócitos 
são células especializadas no armazenamento de 
triglicerídeos. 
 Essa capacidade de armazenamento dos 
adipócitos faz com que o tecido adiposo seja o maior 
depósito corporal de energia. As células hepáticas e 
algumas células musculares também acumulam 
energia, mas sob a forma de glicogênio. Como esses 
depósitos são menores, os estoques de triglicerídeos 
são as principais reservas energéticas do organismo. 
Cada grama de triglicerídeo origina cerca de 9,3 kcal. 
 Os depósitos de gordura não são fixos nem 
estáveis e se renovam constantemente. São 
continuamente influenciados por estímulos hormonais, 
nervosos além da dieta. 
 Além do estoque de energia, o tecido adiposo 
tem outras funções. Quando localizado sob a pele, é 
responsável pelo contorno do organismo, contribuindo 
para as diferenças do corpo dos homens e das 
mulheres. É também responsável pela sustentação de 
órgãos, pois preenche vários espaços no organismo. 
Nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, é 
responsável pela proteção de impacto a choques, 
atuando como isolante térmico. 
 Na maioria dos mamíferos, há dois tipos de 
tecido adiposo, que diferem entre si na cor, 
distribuição, vascularização, atividade metabólica e 
tipo de células. Um é o tecido adiposo branco (possui 
coloração que varia entre o branco e o amarelo 
escuro, dependendo da dieta, pois tal coloração se dá 
em função do acúmulo de carotenos dissolvidos na 
gordura), que compreende a maior parte da gordura 
do corpo. O outro, denominado tecido adiposo pardo 
(possui cor parda devido à sua abundante 
vascularização e à grande quantidade de 
mitocôndrias presentes nas suas células), é mais 
abundante em animais que têm a característica de 
hibernação. 
 
TECIDO ÓSSEO 
 O tecido ósseo também é um tipo 
especializado do tecido conjuntivo. É o componente 
principal do esqueleto e serve de suporte para os 
tecidos moles, além de proteger órgãos vitais. O tecido 
ósseo também é um tipo especializado do tecido 
conjuntivo. É o componente principal do esqueleto e 
serve de suporte para os tecidos moles, além de 
proteger órgãos vitais. Além dessas funções, o tecido 
ósseo funciona como depósito de cálcio, fosfato e 
outros íons, armazenando-os e os liberando de 
maneira controlada, mantendo, dessa forma, uma 
concentração constante desses íons nos líquidos 
orgânicos. Armazena, por exemplo, 99% do cálcio 
presente no corpo. É capaz também de absorver 
toxinas e metais pesados, diminuindo seus efeitos 
adversos em outros tecidos. Apesar de ser um dos 
tecidos mais duros do corpo, é dinâmico, que muda 
constantemente sua forma em relação ao tipo de 
estresse mecânico sofrido pelo qual, essa propriedade 
atualmente é utilizada, por exemplo, pelos 
ortodontistas na busca do realinhamento dos dentes. 
 
Células do tecido ósseo, mesênquima e matriz óssea 
 
 Os osteócitos são células achatadas que 
possuem núcleo com cromatina densa. São essenciais 
para a manutenção da matriz óssea, pois participam 
ativamente da síntese de seus elementos. Os 
osteócitos, na verdade, são osteoblastos inativos 
confinados no osso mineralizado. São as principais 
células do ossocompletamente formado. 
 Os osteoblastos encontram-se ativamente 
engajados com a síntese dos elementos da matriz 
extracelular. Sintetizam a parte orgânica da matriz 
óssea. São células cúbicas ou cilíndricas e, quando 
ativas no processo de síntese, apresentam citoplasma 
basófilo devido à riqueza de Retículo Endoplasmático 
Rugoso (RER). Apresentam prolongamentos 
citoplasmáticos que se intercomunicam com os 
prolongamentos de osteoblastos vizinhos. 
 Os osteoclastos são células móveis, gigantes, 
multinucleadas e extensamente ramificadas. As 
ramificações são muito irregulares, possuindo formas e 
espessuras variáveis. Têm citoplasmas granulosos e 
algumas vezes com vacúolos. Os osteoclastos estão 
intimamente associados a áreas onde ocorre 
reabsorção óssea e são frequentemente encontrados 
em cavidades nas superfícies dos ossos, denominadas 
lacunas de Howship. 
 A matriz óssea é formada por uma porção 
orgânica e uma porção inorgânica. Os componentes 
orgânicos são representados pelas células, fibras 
colagenosas e substância fundamental. A porção 
inorgânica, que representa cerca de 50% do peso da 
matriz, é constituída principalmente por cálcio, fósforo 
e outros componentes minerais, tais como: 
bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato. 
 
A mineralização do osso só acontece quando há íons 
Ca++ e PO4 --- suficientes. Se o nível sanguíneo do 
Ca++ estiver baixo como, por exemplo, no caso de 
dietas vegetarianas não compensadas, a 
mineralização torna-se deficiente e os ossos se tornam 
amolecidos, ficando mais sujeitos a lesões. Essa 
situação é típica da osteomalácia. Em crianças, 
provoca raquitismo e deformidades permanentes 
(STEVENS; LOWE, 2001). 
 
A superfície dos ossos é recoberta por uma 
camada externa de tecido conjuntivo denso modelado, 
denominada periósteo. A camada mais externa do 
periósteo é formada principalmente por fibras 
colágenas e fibroblastos. As fibras colágenas formam 
feixes e penetram o tecido ósseo, firmando o periósteo 
ao osso. Essas fibras são conhecidas como fibras de 
Sharpey. Os ossos possuem uma cavidade interna 
central, a cavidade medular, que abriga a medula 
óssea. Essa cavidade é recoberta pelo endósteo, que 
também é um tecido conjuntivo especializado, mas 
composto de apenas uma camada formada de 
células osteoprogenitoras e osteoblastos. 
Nos ossos longos (são aqueles nos quais o 
comprimento excede a largura e a espessura, como o 
úmero, rádio e ulna no membro superior; e o fêmur, 
tíbia e fíbula no membro inferior), as epífises 
(extremidades) são formadas pelo osso esponjoso 
revestido superficialmente por uma delgada camada 
compacta. A diáfase é quase totalmente compacta, 
possuindo uma pequena quantidade de osso 
esponjoso na sua parte profunda, delimitando o canal 
medular. Nos ossos longos, o osso compacto é 
denominado cortical. Os ossos curtos têm o centro 
esponjoso e periferia compacta. Nos ossos chatos, 
existem duas camadas de osso compacto, as tábuas 
interna e externa, separadas por osso esponjoso 
(díploe). 
As cavidades encontradas no osso esponjoso e 
o canal medular da diáfise. Microscopicamente, 
pode-se verificar que o tecido ósseo pode apresentar 
duas morfologias distintas, caracterizando, 
histologicamente, dois tipos de ossos: osso primário ou 
osso imaturo (tecido ósseo primário) e osso 
secundário ou osso lamelar (tecido ósseo secundário). 
 ↪ tecido ósseo primário: também chamado de 
imaturo, pois é o primeiro tecido ósseo a ser formado 
durante o desenvolvimento fetal e o processo de 
reparação óssea. É rico em osteócitos e possui vários 
feixes irregulares de fibra colágena. 
↪ tecido ósseo secundário: também chamado 
de tecido ósseo maduro, é geralmente encontrado no 
adulto. Possui fibras colágenas organizadas em 
lamelas de 3 a 7 μm de espessura, dispostas de forma 
paralela ou concêntrica ao redor de canais com vasos, 
formando, nesse caso, os chamados sistemas de 
Havers ou ósteons. 
Os canais de Havers se comunicam entre si, 
com a cavidade medular e com a superfície externa do 
osso através de canais transversais conhecidos como 
canais de Volkman. Estes, por sua vez, atravessam 
todas as lamelas ósseas. 
 
 canais de Havers e de Volkman, responsáveis pela condução dos 
vasos sanguíneos 
 
O tecido ósseo esponjoso, por sua vez, ao 
contrário do tecido ósseo compacto, não contém 
sistemas de Havers verdadeiros. Possui trabéculas que 
são delgadas lâminas de tecido ósseo lamelar 
dispostas segundo as direções que correspondem às 
linhas de força que o osso suporta e que formam 
pequenas lacunas. Assim como outros tecidos, o tecido 
ósseo é continuamente renovado durante a vida 
adulta. O remodelamento permite também que o osso 
funcione como um reservatório de cálcio. O sangue 
troca cálcio continuamente com o tecido ósseo, 
removendo-o para suprir a sua necessidade por outros 
tecidos, pois o cálcio também é necessário para o 
desempenho da função muscular e nervosa, sendo 
importante na coagulação do sangue. 
 Existem dois mecanismos de mobilização do 
cálcio depositados nos ossos: a transferência dos íons 
dos cristais de hidroxiapatita para o líquido intersticial 
e daí para a corrente sanguínea. Esse processo ocorre 
principalmente no osso esponjoso e o mecanismo 
hormonal. As células da glândula paratireoide são 
sensíveis aos níveis de cálcio no sangue. Quando cai a 
concentração sanguínea de cálcio, a paratireoide 
produz o Paratormônio (PTH). 
 
ARTICULAÇÕES: os ossos se unem uns aos outros para 
constituir o esqueleto através das articulações que são 
estruturas formadas por tecido conjuntivo. 
Dependendo do grau de movimentação, as 
articulações podem ser classificadas em sinartroses, 
em que há um mínimo de movimento; e diartroses, 
com ampla margem de movimento. 
 Existem 3 tipos de sinartrose: 
Sinostose: os ossos são unidos por tecido ósseo 
e totalmente desprovidos de movimento (ex: ocorre 
entre os ossos chatos do crânio de idosos). 
Sincondrose: o tecido de união é a cartilagem 
hialina e há poucos movimentos – que são limitados- 
(ex: como ocorre na articulação da primeira costela 
com o esterno). 
Sindesmose: apresenta também pouco 
movimento e o tecido de união é o tecido conjuntivo 
denso. É encontrada unindo os ossos da sínfise 
pubiana. 
 As diartroses são aquelas que geralmente 
unem os ossos longos. Nessas são encontradas 
cartilagem hialina, revestindo as extremidades dos 
ossos, e uma cápsula, entre as extremidades, 
denominada cavidade articular, formada por uma 
camada fibrosa, contínua com o periósteo, constituída 
por tecido conjuntivo denso e uma camada celular 
interna ou membrana sinovial, que recobre as 
superfícies não articulares. A cavidade articular 
contém o líquido sinovial, que é um líquido incolor, 
transparente, viscoso e contém elevado teor de ácido 
hialurônico, além de lubricina, combinados com um 
filtrado do plasma. O ácido hialurônico, juntamente 
com a lubricina, age como lubrificante das 
articulações, facilitando o deslizamento das mesmas. 
Já os demais componentes do líquido sinovial 
fornecem nutrientes e oxigênio para os condrócitos da 
cartilagem hialina que recobrem as articulações, além 
de fagocitar resíduos presentes. 
 
A cápsula é formada por duas partes: a camada fibrosa externa e a camada 
sinovial que reveste a cavidade articular, exceto as áreas de cartilagem 
 
A membrana sinovial, quando lesada, reage 
como qualquer outro tecido conjuntivo, formando um 
tecido de granulação e, após algumas semanas, pode 
estar completamente regenerada. 
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