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HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA TECIDO EPITELIAL E CONJUNTIVO Histologia é a área da biologia que estuda os tecidos do corpo humano e como formam os órgãos. É estudado as estruturas microscópicas do material biológico e de como se combinam entre si, funcional e estruturalmente. Os 4 principais tecidos do corpo humano são: tecido epitelial, tecido conjuntivo (encontrado no ósseo e sanguíneo), tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso. TECIDO EPITELIAL revestimento, glandulares (secreção) e mistos ↳ revestimento: protege, absorvem íons e moléculas. Reveste o corpo todo, tudo que entra do corpo e sai passa por ele. ↳ secreção: produz substâncias como proteínas e lipídios. ↳ além disso em alguns casos, como a célula mitoepiteliais, também são capazes de contrair. Elas são bastante dinâmicas, permitindo uma constante renovação tecidual. Essa renovação pode ser rápida como no caso no epitélio intestinal (mais ou menos uma semana), ou lenta como no fígado. As células que compõem o tecido epitelial são poliédricas (muitas fases). • Essas células são fortemente coladas umas às outras por junções intercelulares: - junções de alusão: se unem formando uma barreira impermeável (ex: células da pele) - junções de ancoragem: ligam o citoesqueleto das células adjacentes entre si, são ligações MUITO FORTES (ex: desmossomo) - junções comunicantes: permite a comunicação entre as células, como as substâncias químicas (ex: canal iônico (Na-; K-) se encontram) Entre as células epiteliais e o tecido conjuntivo subjacente existe a lâmina basal, que é um colágeno tipo IV, de glicoproteínas e de proteoglicanos. Em algumas regiões em continuação à lâmina basal, há uma camada de fibras reticulares. A lâmina basal somada à camada de fibras reticulares se chama Membrana Basal. TIPO DE EPITÁLIOS ↪ epitélio simples: uma única camada de células (ex - boca) ↪ epitélio estratificado: duas ou mais camadas de células (ex - pele) ↪ epitélio pseudoestratificado: uma camada com formas diferentes De acordo com a forma os epitélios simples podem ser: pavimentosos (possuem células mais largas do que altas, achatadas e com núcleo redondo ou alongado e central), cubóides (com núcleo arredondado), prismáticos (altura é maior do que a largura). De acordo com a forma os epitélios estratificados podem ser: cubóides (encontrado na boca e raro), prismático (raramente encontrado), pavimentosos (reveste as cavidades úmidas recebem o nome de epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e os que compõem a pele de queratinizado), de transição (tem a forma variada de acordo com o relaxamento do órgão, como a bexiga). glandulares: são originárias no desenvolvimento embrionário, durante o processo de proliferação das células de revestimento. Elas invadem o tecido conjuntivo adjacente e se diferenciam especializando-se em produtos de secreção variados. Podem sintetizar, armazenar ou eliminar proteínas, lipídios ou complexos de carboidratos e proteínas. As substâncias secretadas são armazenadas pelas glânulos de secreção e,posteriormente liberadas de três maneiras: secreção merócrina (liberada por exocitose, sem comprometer nada, como as glândulas salivares), secreção apocrina (ocorre a perda de parte do citoplasma da célula junto com a substância produzida), secreção holócrina (células inteiras são eliminadas, como a liberação de espermatozóides no túbulo semífero). ✉ Os epitélios glandulares podem ser unicelulares (como a célula caliciforme) ou multicelulares (glândula formada por várias células). Em relação a conexão com o epitélio a partir de qual elas foram formadas, têm as glândulas exócrinas (glândulas salivares), endócrinas (liberam substâncias químicas pela corrente sanguínea) e mistas(produzem tanto secreção externa, quanto interna). glândula mucosa- secretam um material viscoso: o muso (ex: intestino e esôfogo) glândula serosas- produz uma substância aquosa, quase sempre fica em proteínas (ex: células acinosas do pâncreas) glândulas mistas- secretam tanto muco quanto substâncias aquosas (ex: glândulas salivares submandibular) TECIDO CONJUNTIVO são responsáveis pelo estabelecimento e manutenção da forma do corpo e esse papel mecânico por um conjunto de molécula. A matriz extracelular é o componente principal do tecido conjuntivo. Pode ser gelatinosa (frouxo), flexível (como na cartilagem), dura (osso) ou líquida (sangue). As fibras são compostas principalmente por colágeno (complexo glicoso e altamente hidrofílico), responsáveis pela capacidade de distensão e resistência à tensão do tecido conjuntivo. Além das fibras e da substância fundamental, o tecido conjuntivo é formado por diferentes células, com diferentes funções, como FIBROBLASTOS OU OS MACRÓFOLOS e em alguns momentos outros tipos de células, como no sangue existem as hemácias. TIPOS DE COLÁGENOS - colágenos do tipo I (ossos),II (cartilagem),V (pele e nos músculos)OU XI (cartilagem): formam longas fibrilas. - colágenos do tipo IX (cartilagem), XII (tendão embrionário e na pele) E XIV (pele fetal e tendão) : estruturas curtas que ligam as fibrilas umas às outras e os outros componentes da matriz celular. - colágeno tipo IV: possui moléculas que se associam em forma de rede, adere e filtra nas lâminas basais. - colágeno tipo VII: colágeno de ancoragem, encontrado na interface entre epitélio e o tecido conjuntivo. Os colágenos são sempre renovados e a velocidade da renovação depende de cada tecido, mas, em geral, ela é muito lenta. Nos tendões quase não há renovação, mas, no conjuntivo frouxo, a renovação é rápida. Para ser renovado, ele é primeiro degradado. Fibras elásticas: finas, amareladas e muito elásticas. Permitem alongamento e retorno à forma original. Compostas por elastina e fibrilina. Encontradas em ligamentos elásticos, artérias e pulmões. As fibras elásticas formam o chamado sistema elástico. Esse sistema é composto por três tipos de fibras: oxitalânicas (não têm elasticidade, mas são altamente resistentes a forças de tração), elaunínicas (encontradas ao redor das glândulas sudoríparas e da derme e já possuem elastina, tendo assim certo grau de elasticidade) e elásticas (são aquelas que possuem elastina em todo o centro das microfibrilas. São encontradas, por exemplo, nos alvéolos pulmonares e nos ligamentos elásticos, locais que necessitam de grande capacidade elastomérica). Fibras reticulares: Finas, flexíveis e formadas por colágeno tipo III. Criam uma “rede de sustentação” para órgãos como o fígado, baço e medula óssea. Estão presentes em órgãos e tecidos que precisam de um arcabouço estrutural maleável por causa de mudanças de forma e volume a que estão sujeitos (fígado e baço). Tecido conjuntivo com propriedades especiais: a) Tecido elástico; b) Tecido reticular; c) Tecido mucoso CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO FIBROBLASTOS- são as células mais comuns do tecido conjuntivo. Sintetizam o colágeno e a elastina, além dos glicoaminoglicanos, dos proteoglicanos e das glicoproteínas adesivas que compõem a matriz extracelular. O fibroblasto é uma das células denominadas de células residentes, pois sempre é encontrado no tecido conjuntivo maduro. Pode ser encontrado sob três formas: a forma ativa - citoplasma abundante, com muitos prolongamentos - (fibroblasto ativo), a forma inativa ou aquiescente - são menores e mais delgados e tendem a se apresentar num aspecto fusiforme - (fibrócitos) e o miofibroblasto - células com características intermediárias entre um fibroblasto e uma célula muscular lisa, geralmente aparecem no processo de cicatrização -. MACRÓFICOS- têm características morfológicas variáveis que dependem de seu estado de atividade funcional e do tecido em que são encontrados. Derivam de células precursoras da medula óssea que, ao se dividirem, produzem os monócitos lançados na corrente sanguínea. Possuem núcleoovóide ou com forma de rim. No tecido conjuntivo, os macrófagos podem estar fixos (macrófagos fixos) ou se deslocando através de movimentos amebóides (macrófagos livres). Em algumas regiões, os macrófagos recebem nomes especiais, por exemplo, no fígado, são denominados “células de Kupffer”. Os macrófagos também são considerados “células residentes” do tecido conjuntivo e alguns autores chamam-nos de histiócitos. MASTÓCITOS- podem ser encontrados por todo o organismo, mas são particularmente abundantes na derme, no trato digestivo e no trato respiratório. São células grandes, globosas, com núcleo pequeno, esférico e central. Sua principal função é a estocagem de mediadores químicos da resposta inflamatória. Os mastócitos também são considerados “células residentes” do tecido conjuntivo. PLASMÓCITOS- células derivadas dos linfócitos B que migram para o tecido conjuntivo. São os principais produtores de anticorpos, que são imunoglobulinas que participam das defesas humorais do organismo. São células grandes e ovóides, com núcleo oval ou arredondado, ligeiramente excêntrico. Normalmente são pouco numerosos no tecido conjuntivo, exceto nos locais que são mais sujeitos à penetração de bactérias e proteínas estranhas. LEUCÓCITOS- São considerados “células migrantes” do tecido conjuntivo e serão estudados detalhadamente juntamente com as demais células sanguíneas. Entretanto, mesmo em situações normais, os tecidos conjuntivos contém leucócitos. Tais células migram do sangue para o tecido conjuntivo através da parede de capilares e vênulas pós-capilares por meio da diapedese. A diapedese é o processo de migração dos leucócitos através das junções inter endoteliais ativado nos processos inflamatórios (quimiotaxia). Os leucócitos, depois de migrados, não retornam ao sangue (com exceção dos linfócitos). SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL DO TECIDO CONJUNTIVO A matriz extracelular é incolor, transparente, viscosa e opticamente homogênea. Devido aos seus constituintes, possui propriedades de um gel semissólido, intensamente hidratado. Funciona ao mesmo tempo como lubrificante e como barreira, dificultando a penetração de microrganismos invasores. Seus constituintes são os glicosaminoglicanos (GAG), as proteínas fibrilares, as glicoproteínas estruturais, os íons e a água de solvatação. Os GAG são polímeros lineares compostos de ácido urônico e hexosaminas. Essas cadeias lineares são ligadas por meio de ligações covalentes a um eixo proteico, formando uma molécula de proteoglicano. Os proteoglicanos são estruturas altamente hidratadas por uma espessa camada de água de solvatação, extremamente viscosos e que preenchem grandes espaços do tecido conjuntivo. A água é quantitativamente o componente mais importante da matriz extracelular. Representa, em média, cerca de 60 a 80% nos tecidos vegetais e de 50 a 70% dos tecidos animais e pode ser encontrada de três formas: água livre (encontrada no sangue e na linfa), água de solvatação e água de embebição ( estão presentes íons, moléculas pequenas e algumas proteínas de baixo peso molecular. Este fluido, muitas vezes, é denominado plasma intersticial, líquido tecidual ou líquido intersticial). TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO É o tecido mais abundante do corpo, que reforça outros tecidos, protegendo e isolando órgãos internos, mantendo o organismo funcionalmente integrado. A quantidade dos vários tipos de células, de fibras e de substância fundamental varia muito de uma região do corpo para outra, dependendo das exigências estruturais locais. Essa variação dá origem a dois tipos de tecidos conjuntivos propriamente ditos: o frouxo (suporta estruturas normalmente sujeitas à pressão e atritos pequenos e é o de maior distribuição no corpo humano. É um tecido encontrado entre grupos de células musculares, células epiteliais, em camadas ao redor dos vasos sanguíneos, na derme, na hipoderme, entre outros locais) e o denso (resistente e fornece proteção aos demais tecidos. É formado pelos mesmos componentes do tecido frouxo, mas possui predominância de fibras colágenas. É menos flexível e mais resistente à tensão do que o frouxo). 1) Tecido conjuntivo denso não modelado, lembra fibras sendo trançadas para fazer um chapéu de palha; 2) Tecido conjuntivo denso modelado, lembra fibras sendo trançadas para fazer uma corda ou pulseira TECIDO ADIPOSO O tecido adiposo é um tecido conjuntivo especial, composto, principalmente, por células adiposas, denominadas também de adipócitos. Os adipócitos podem ser encontrados isolados ou em pequenos grupos no tecido conjuntivo frouxo, ou em grandes agregados, originando o tecido adiposo distribuído por todo o organismo. Em pessoas com o índice de massa corporal normal, o tecido adiposo representa de 15 a 25% do peso corporal. Os adipócitos são células especializadas no armazenamento de triglicerídeos. Essa capacidade de armazenamento dos adipócitos faz com que o tecido adiposo seja o maior depósito corporal de energia. As células hepáticas e algumas células musculares também acumulam energia, mas sob a forma de glicogênio. Como esses depósitos são menores, os estoques de triglicerídeos são as principais reservas energéticas do organismo. Cada grama de triglicerídeo origina cerca de 9,3 kcal. Os depósitos de gordura não são fixos nem estáveis e se renovam constantemente. São continuamente influenciados por estímulos hormonais, nervosos além da dieta. Além do estoque de energia, o tecido adiposo tem outras funções. Quando localizado sob a pele, é responsável pelo contorno do organismo, contribuindo para as diferenças do corpo dos homens e das mulheres. É também responsável pela sustentação de órgãos, pois preenche vários espaços no organismo. Nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, é responsável pela proteção de impacto a choques, atuando como isolante térmico. Na maioria dos mamíferos, há dois tipos de tecido adiposo, que diferem entre si na cor, distribuição, vascularização, atividade metabólica e tipo de células. Um é o tecido adiposo branco (possui coloração que varia entre o branco e o amarelo escuro, dependendo da dieta, pois tal coloração se dá em função do acúmulo de carotenos dissolvidos na gordura), que compreende a maior parte da gordura do corpo. O outro, denominado tecido adiposo pardo (possui cor parda devido à sua abundante vascularização e à grande quantidade de mitocôndrias presentes nas suas células), é mais abundante em animais que têm a característica de hibernação. TECIDO ÓSSEO O tecido ósseo também é um tipo especializado do tecido conjuntivo. É o componente principal do esqueleto e serve de suporte para os tecidos moles, além de proteger órgãos vitais. O tecido ósseo também é um tipo especializado do tecido conjuntivo. É o componente principal do esqueleto e serve de suporte para os tecidos moles, além de proteger órgãos vitais. Além dessas funções, o tecido ósseo funciona como depósito de cálcio, fosfato e outros íons, armazenando-os e os liberando de maneira controlada, mantendo, dessa forma, uma concentração constante desses íons nos líquidos orgânicos. Armazena, por exemplo, 99% do cálcio presente no corpo. É capaz também de absorver toxinas e metais pesados, diminuindo seus efeitos adversos em outros tecidos. Apesar de ser um dos tecidos mais duros do corpo, é dinâmico, que muda constantemente sua forma em relação ao tipo de estresse mecânico sofrido pelo qual, essa propriedade atualmente é utilizada, por exemplo, pelos ortodontistas na busca do realinhamento dos dentes. Células do tecido ósseo, mesênquima e matriz óssea Os osteócitos são células achatadas que possuem núcleo com cromatina densa. São essenciais para a manutenção da matriz óssea, pois participam ativamente da síntese de seus elementos. Os osteócitos, na verdade, são osteoblastos inativos confinados no osso mineralizado. São as principais células do ossocompletamente formado. Os osteoblastos encontram-se ativamente engajados com a síntese dos elementos da matriz extracelular. Sintetizam a parte orgânica da matriz óssea. São células cúbicas ou cilíndricas e, quando ativas no processo de síntese, apresentam citoplasma basófilo devido à riqueza de Retículo Endoplasmático Rugoso (RER). Apresentam prolongamentos citoplasmáticos que se intercomunicam com os prolongamentos de osteoblastos vizinhos. Os osteoclastos são células móveis, gigantes, multinucleadas e extensamente ramificadas. As ramificações são muito irregulares, possuindo formas e espessuras variáveis. Têm citoplasmas granulosos e algumas vezes com vacúolos. Os osteoclastos estão intimamente associados a áreas onde ocorre reabsorção óssea e são frequentemente encontrados em cavidades nas superfícies dos ossos, denominadas lacunas de Howship. A matriz óssea é formada por uma porção orgânica e uma porção inorgânica. Os componentes orgânicos são representados pelas células, fibras colagenosas e substância fundamental. A porção inorgânica, que representa cerca de 50% do peso da matriz, é constituída principalmente por cálcio, fósforo e outros componentes minerais, tais como: bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato. A mineralização do osso só acontece quando há íons Ca++ e PO4 --- suficientes. Se o nível sanguíneo do Ca++ estiver baixo como, por exemplo, no caso de dietas vegetarianas não compensadas, a mineralização torna-se deficiente e os ossos se tornam amolecidos, ficando mais sujeitos a lesões. Essa situação é típica da osteomalácia. Em crianças, provoca raquitismo e deformidades permanentes (STEVENS; LOWE, 2001). A superfície dos ossos é recoberta por uma camada externa de tecido conjuntivo denso modelado, denominada periósteo. A camada mais externa do periósteo é formada principalmente por fibras colágenas e fibroblastos. As fibras colágenas formam feixes e penetram o tecido ósseo, firmando o periósteo ao osso. Essas fibras são conhecidas como fibras de Sharpey. Os ossos possuem uma cavidade interna central, a cavidade medular, que abriga a medula óssea. Essa cavidade é recoberta pelo endósteo, que também é um tecido conjuntivo especializado, mas composto de apenas uma camada formada de células osteoprogenitoras e osteoblastos. Nos ossos longos (são aqueles nos quais o comprimento excede a largura e a espessura, como o úmero, rádio e ulna no membro superior; e o fêmur, tíbia e fíbula no membro inferior), as epífises (extremidades) são formadas pelo osso esponjoso revestido superficialmente por uma delgada camada compacta. A diáfase é quase totalmente compacta, possuindo uma pequena quantidade de osso esponjoso na sua parte profunda, delimitando o canal medular. Nos ossos longos, o osso compacto é denominado cortical. Os ossos curtos têm o centro esponjoso e periferia compacta. Nos ossos chatos, existem duas camadas de osso compacto, as tábuas interna e externa, separadas por osso esponjoso (díploe). As cavidades encontradas no osso esponjoso e o canal medular da diáfise. Microscopicamente, pode-se verificar que o tecido ósseo pode apresentar duas morfologias distintas, caracterizando, histologicamente, dois tipos de ossos: osso primário ou osso imaturo (tecido ósseo primário) e osso secundário ou osso lamelar (tecido ósseo secundário). ↪ tecido ósseo primário: também chamado de imaturo, pois é o primeiro tecido ósseo a ser formado durante o desenvolvimento fetal e o processo de reparação óssea. É rico em osteócitos e possui vários feixes irregulares de fibra colágena. ↪ tecido ósseo secundário: também chamado de tecido ósseo maduro, é geralmente encontrado no adulto. Possui fibras colágenas organizadas em lamelas de 3 a 7 μm de espessura, dispostas de forma paralela ou concêntrica ao redor de canais com vasos, formando, nesse caso, os chamados sistemas de Havers ou ósteons. Os canais de Havers se comunicam entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa do osso através de canais transversais conhecidos como canais de Volkman. Estes, por sua vez, atravessam todas as lamelas ósseas. canais de Havers e de Volkman, responsáveis pela condução dos vasos sanguíneos O tecido ósseo esponjoso, por sua vez, ao contrário do tecido ósseo compacto, não contém sistemas de Havers verdadeiros. Possui trabéculas que são delgadas lâminas de tecido ósseo lamelar dispostas segundo as direções que correspondem às linhas de força que o osso suporta e que formam pequenas lacunas. Assim como outros tecidos, o tecido ósseo é continuamente renovado durante a vida adulta. O remodelamento permite também que o osso funcione como um reservatório de cálcio. O sangue troca cálcio continuamente com o tecido ósseo, removendo-o para suprir a sua necessidade por outros tecidos, pois o cálcio também é necessário para o desempenho da função muscular e nervosa, sendo importante na coagulação do sangue. Existem dois mecanismos de mobilização do cálcio depositados nos ossos: a transferência dos íons dos cristais de hidroxiapatita para o líquido intersticial e daí para a corrente sanguínea. Esse processo ocorre principalmente no osso esponjoso e o mecanismo hormonal. As células da glândula paratireoide são sensíveis aos níveis de cálcio no sangue. Quando cai a concentração sanguínea de cálcio, a paratireoide produz o Paratormônio (PTH). ARTICULAÇÕES: os ossos se unem uns aos outros para constituir o esqueleto através das articulações que são estruturas formadas por tecido conjuntivo. Dependendo do grau de movimentação, as articulações podem ser classificadas em sinartroses, em que há um mínimo de movimento; e diartroses, com ampla margem de movimento. Existem 3 tipos de sinartrose: Sinostose: os ossos são unidos por tecido ósseo e totalmente desprovidos de movimento (ex: ocorre entre os ossos chatos do crânio de idosos). Sincondrose: o tecido de união é a cartilagem hialina e há poucos movimentos – que são limitados- (ex: como ocorre na articulação da primeira costela com o esterno). Sindesmose: apresenta também pouco movimento e o tecido de união é o tecido conjuntivo denso. É encontrada unindo os ossos da sínfise pubiana. As diartroses são aquelas que geralmente unem os ossos longos. Nessas são encontradas cartilagem hialina, revestindo as extremidades dos ossos, e uma cápsula, entre as extremidades, denominada cavidade articular, formada por uma camada fibrosa, contínua com o periósteo, constituída por tecido conjuntivo denso e uma camada celular interna ou membrana sinovial, que recobre as superfícies não articulares. A cavidade articular contém o líquido sinovial, que é um líquido incolor, transparente, viscoso e contém elevado teor de ácido hialurônico, além de lubricina, combinados com um filtrado do plasma. O ácido hialurônico, juntamente com a lubricina, age como lubrificante das articulações, facilitando o deslizamento das mesmas. Já os demais componentes do líquido sinovial fornecem nutrientes e oxigênio para os condrócitos da cartilagem hialina que recobrem as articulações, além de fagocitar resíduos presentes. A cápsula é formada por duas partes: a camada fibrosa externa e a camada sinovial que reveste a cavidade articular, exceto as áreas de cartilagem A membrana sinovial, quando lesada, reage como qualquer outro tecido conjuntivo, formando um tecido de granulação e, após algumas semanas, pode estar completamente regenerada. HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA