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Pós-Operatório 
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_Pré-Operatório
Intraoperatório
Pós-Operatório
Períodos
Cirúrgicos
Períodos Cirúrgicos
____________________________
Período Pós-operatório
COMEÇA com a admissão do paciente na unidade de
recuperação anestésica (URPA)
TERMINA após a avaliação de acompanhamento na
clínica ou em casa.
IMEDIATO - As primeiras 24h depois da intervenção cirúrgica.
MEDIATO - Depois das primeiras 24h e se estende até a alta do paciente ou depois de seu
retorno para casa.
Os cuidados de enfermagem centram -se em:
 
Restabelecer o equilíbrio fisiológico do paciente
Aliviar a dor
Prevenir complicações 
Orientar o paciente sobre o autocuidado
Recuperação pós-anestésica 
Área em que os pacientes operados são monitorados enquanto se recuperam da anestesia.
Objetivo: Prestação de cuidados até que o paciente tenha se recuperado dos efeitos da anestesia (p. ex., até
a retomada das funções motoras e sensitivas), esteja orientado, apresente sinais vitais estáveis e não mostre
sinais de hemorragia ou outras complicações.
Cuidados pós-anestésico:
Fase I: recuperação, em que são oferecidos cuidados intensivos de enfermagem;
Fase II: preparo do paciente para o autocuidado, cuidado hospitalar ou em ambiente de cuidados
prolongados;
Fase III: preparo do paciente para a alta.
Unidade de Recuperação pós anestésica (URPA)
Nome, gênero e idade do paciente;
Alergias
Procedimento cirúrgico 
Tempo na sala de operação (SO) 
Agentes anestésicos e medicamentos usados
Líquidos administrados/perdidos e perda sanguínea;
Último conjunto de sinais vitais e qualquer problema durante o procedimento (p. ex., náuseas e/ou
vômitos) 
Quaisquer complicações encontradas (anestésicas ou cirúrgicas) 
Comorbidades clínicas (p. ex., diabetes melito, hipertensão arterial) 
Dispositivos (drenos e cateteres)
Considerações para o período pós -operatório imediato (manejo da dor, reversões, ajustes do respirador) 
Relatório de Informações ao admitir paciente na URPA 
Monitorar Sinais Vitais;
Observar temperatura, umidade e coloração da pele;
Avaliar respiração e administrar oxigênio suplementar, se prescrito;
Nível de consciência, orientação e capacidade de mover membros;
Avaliar nível da dor, características e horário - Tipo e via de administração da última dose de analgésico;
Avaliar o local da cirurgia à procura de sinais de drenagem ou hemorragia;
Avaliar perviedade dos cateteres e se as infusões estão com a velocidade e soluções corretas;
Garante que todos os tubos de drenagem e linhas de monitoramento estejam conectados e funcionando;
Posicionar paciente de modo que proporcione conforto, segurança e expansibilidade pulmonar;
Registrar no balanço hídrico quaisquer soluções intravenosas, com o objetivo de manter um estado de
normovolemia .
Depois da avaliação inicial, os sinais vitais e o estado físico geral do paciente são verificados pelo menos uma
vez a cada 15 minutos.
A administração dos analgésicos ao paciente no período pós operatório é uma prioridade, a fim de
proporcionar alívio da dor antes que esta se torne intensa e facilitar a deambulação precoce
Cuidados Gerais 
Objetivo: manter a ventilação e, assim, evitar a hipoxemia (diminuição do oxigênio no sangue) e a
hipercapnia (excesso de dióxido de carbono no sangue).
Podem ocorrer se as vias respiratórias forem obstruídas e a ventilação for reduzida (hipoventilação).
Avaliação da frequência e a profundidade respiratórias, a facilidade da respiração, a saturação de
oxigênio e os sons respiratórios. 
Administrar oxigênio suplementar, conforme prescrito
Manutenção da função respiratória 
Os pacientes submetidos à anestesia prolongada geralmente estão inconscientes, com todos os músculos
relaxados (incluindo o m. da hipofaringe).
Quando o paciente se encontra em decúbito dorsal, a mandíbula e a língua caem para trás e as passagens de
ar ficam obstruídas.
Sinais de Oclusão: 
Asfixia; respirações ruidosas e irregulares; diminuição da saturação de oxigênio; e, em poucos minutos,
cianose da pele.
O movimento do tórax e do diafragma não necessariamente indica ocorrência de respiração, o enfermeiro
precisa colocar a palma da mão sobre o nariz e a boca do paciente para sentir a expiração.
Obstrução da hipofaringe
Manejo: inclina -se a cabeça para trás e empurra- se o ângulo da mandíbula para a frente, como se
empurrasse os dentes inferiores para a frente dos dentes superiores. Essa manobra puxa a língua para a
frente e “abre” as passagens de ar. 
Obstrução da hipofaringe
O anestesiologista pode deixar uma cânula rígida de borracha ou plástico na
boca do paciente para manter a perviedade das vias respiratórias.
Esse dispositivo não deve ser removido até que sinais, como engasgos, indiquem
que a ação reflexa está retornando.
Se ocorrer vômito, o paciente é virado para o lado para evitar a aspiração, e o vômito é coletado em uma
cuba de êmese.
Para monitorar a estabilidade cardiovascular avalia: 
Nível de consciência;
Sinais vitais; 
Ritmo cardíaco; 
Temperatura;
Coloração e a umidade da pele; 
Débito urinário do paciente;
Desobstrução de todos os cateteres intravenosos.
Principais Complicações: hipotensão e choque, hemorragia, hipertensão arterial e arritmias.
Manutenção da estabilidade Cardiovascular 
Pode resultar de perda de sangue, hipoventilação, mudanças de posição, acúmulo de sangue nas
extremidades ou efeitos colaterais de fármacos e anestésicos.
Causa mais comum: perda de volume circulante resultante da perda de sangue e plasma. 
Hipotensão
Uma das complicações pós -operatórias mais graves, pode resultar da hipovolemia e da diminuição do
volume intravascular.
Choque hipovolêmico (tipo mais comum): palidez; pele fria e úmida; taquipneia; cianose de lábios,
gengivas e língua; pulso rápido, fraco e filiforme; pressão diferencial estreitada; pressão arterial baixa; e urina
concentrada.
O choque hipovolêmico pode ser evitado em grande parte pela administração por via intravenosa oportuna
de soluções, sangue, hemoderivados e medicamentos que elevam a pressão arterial.
Choque
Complicação grave da cirurgia, que pode resultar em choque hipovolêmico e morte. 
Pode se manifestar em qualquer momento do pós-operatório ou até vários dias depois da cirurgia.
Sinais/sintomas: hipotensão; pulso rápido e filiforme; desorientação; inquietação; oligúria; assim como
pele fria e pálida.
Fase inicial do choque: manifesta- se como sensação de apreensão, diminuição do débito cardíaco e
redução da resistência vascular.
Respiração torna- se difícil, e o paciente manifesta “fome de ar”; sente frio (hipotermia) e pode ouvir zumbidos
Medidas terapêuticas iniciais: Transfundir sangue ou hemoderivados e determinar a causa da hemorragia.
Hemorragia
Inspeção do sítio cirúrgico e incisão à procura de sangramento;
Sangramento presente - aplicar compressa de gaze estéril e um curativo compressivo,
elevar o local do sangramento ao nível do coração (se possível).
Transfusão sanguínea
Se houver suspeita de hemorragia, mas esta não puder ser visualizada, o paciente pode
ser levado de volta à SO para o exame de emergência do local da cirurgia.
Decorre da estimulação do sistema nervoso simpático por dor, hipoxia ou distensão
vesical.
Hipertensão Arterial
Estão estão associadas a desequilíbrio eletrolítico, função respiratória alterada, dor,
hipotermia, estresse e anestésicos. 
Arritmias Cardíacas
Intervir no primeiro elato de náuseas para controlar e evitar que progrida para vômitos;
Colocar paciente em decúbito lateral (facilitar a dreanagem da boca e impedir a
aspiração do vômito, evitando asfixia e morte.
Controle de náuseas e vômitos
Administrado analgésicos por via intravenosa.
Dor
Paciente totalmente recuperado do agente anestésico. Indicadores Incluem:
Pressão Arterial estável
Função respiratória adequada
Nível de saturação de oxigênio adequado.
Sistema de Pontuação de Alderete 
Usado para determinar o estado geral do paciente e a prontidão para a transferência da URPA.
O paciente é avaliado em intervalos regularese calcula- se e anota- se a pontuação total no registro de
avaliação.
Antes da alta - fornecer orientações e informações verbais e escritas sobre os cuidados de
acompanhamento.
Alta da Unidade de Recuperação pós-anestésica
Escala de Alderete e Kroulik
Parâmetros: 
Atividade muscular;
Respiração;
Circulação;
Consciência 
Saturação.
Deve ser aplicado assim que o
paciente for admitido na URPA:
1ª hora: a cada 15 minutos;
2ª hora: a cada 30 minutos;
A partir da 3ª hora: a cada hora
ìndice de Alderete e Kroulik
Pontuação máxima: 10
Pontuação para alta da SRPA: 8 pontos ou mais
ìndice de Steward (0 a 12 anos)
Pontuação máxima: 6
Prevenção de complicações respiratórias;
Alívio da dor;
Incentivo a atividade física - deambulação;
Cuidados com a ferida cirúrgica;
Manejo da função gastrointestinal e retomada da nutrição;
Promoção da função intestinal - relacionado a constipação intestinal;
Manejo da micção;
Manutenção da temperatura;
Manejo de complicações potenciais - tromboembolismo venoso (TEV), hematoma, infecção (sepse da ferida).
Intervenções Pós-operatórias
Sítio Cirúrgico
Avaliação Contínua do sítio Cirúrgico (Inspeção):
Aproximação das bordas da ferida
Integridade de suturas ou grampos
Vermelhidão
Manchas
Calor
Turgência
Sensibilidade incomum ou drenagem. 
Inspeção da área ao redor da ferida operatória:
Reação ao esparadrapo ou traumatismo por curativos apertados.
Ferida Operatória
Infecção do sítio cirúrgico: remover suturas e permitir a drenagem da ferida.
Inserção de um dreno caso seja necessário (conduta médica)
Antibiotico terapia
Cuidados com a ferida
DEISCÊNCIA 
Rompimento da incisão ou ferida
cirúrgica.
EVISCERAÇÃO 
Protrusão do conteúdo da ferida
Complicações cirúrgicas graves;
Atenção especial quando envolvem incisões abdominais;
Deiscência da ferida e Evisceração
Drenos
Frequentemente é utilizado em situações de pós-operatório ou em casos em que a drenagem é necessária
devido a presença de processos infecciosos ou acúmulo de líquido intracavitário.
objetivo: possibilitar o extravasamento de líquidos que poderiam servir como meio de cultura para bactérias.
São tubos que saem da área peri-incisional e continuam até um dispositivo a vácuo portátil para drenagem
de ferida (fechado) ou até um curativo (aberto).
Drenos
Penrose
Hemovac Jackson-Pratt
Orientações para o
paciente
Manter ferida limpa e seca
Limpe a área delicadamente com solução fisiológica estéril, 1 ou 2 vezes
Relatar imediatamente a presença de algum sinail de infecção:
vermelhidão, edema acentuado, sensibilidade, aumento da temperatura em torno da ferida
Pus ou secreção de odor fétido
Calafrios ou aumento da temperatura 
Antes da sutura ser removida
Embora a ferida pareça estar cicatrizada quando as suturas são removidas, ainda está sensível e continuará
cicatrizando e se fortalecendo durante algumas semanas. 
Mantenha a linha de sutura limpa; não esfregue vigorosamente; seque. As bordas da ferida podem
parecer avermelhadas e podem estar ligeiramente elevadas. Isso é normal.
Se o local continuar vermelho, espesso e doloroso à pressão depois de 8 semanas, consulte o médico
(isso pode ser decorrente da formação excessiva de colágeno e deve ser verificado). 
Depois da sutura ser removida
	Pós-Operatório
	Períodos Cirúrgicos
	Períodos Cirúrgicos
	Período Pós-operatório
	Os cuidados de enfermagem centram­-se em:
	Recuperação pós-anestésica
	Unidade de Recuperação pós anestésica (URPA)
	Cuidados pós-anestésico:
	Relatório de Informações ao admitir paciente na URPA
	Cuidados Gerais
	Manutenção da função respiratória
	Obstrução da hipofaringe
	Sinais de Oclusão:
	Obstrução da hipofaringe
	Manutenção da estabilidade Cardiovascular
	Para monitorar a estabilidade cardiovascular avalia:
	Hipotensão
	Choque
	Hemorragia
	Hipertensão Arterial
	Arritmias Cardíacas
	Dor
	Controle de náuseas e vômitos
	Alta da Unidade de Recuperação pós-anestésica
	Sistema de Pontuação de Alderete
	Escala de Alderete e Kroulik
	Parâmetros:
	Deve ser aplicado assim que o paciente for admitido na URPA:
	ìndice de Alderete e Kroulik
	ìndice de Steward (0 a 12 anos)
	Intervenções Pós-operatórias
	Sítio Cirúrgico
	Ferida Operatória
	Avaliação Contínua do sítio Cirúrgico (Inspeção):
	Inspeção da área ao redor da ferida operatória:
	Deiscência da ferida e Evisceração
	DEISCÊNCIA Rompimento da incisão ou ferida cirúrgica.
	EVISCERAÇÃO Protrusão do conteúdo da ferida
	Drenos
	Drenos
	Penrose
	Hemovac
	Jackson-Pratt
	Orientações para o paciente
	Antes da sutura ser removida
	Depois da sutura ser removida

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