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O que é Fisiologia do Exercício? É o estudo de como o corpo reage ao exercício. ⤷ Efeitos fisiológicos agudos (Respostas): acontecem durante ou logo após o exercício (ex: aumento da FC). ⤷ Efeitos fisiológicos crônicos (Adaptações): ocorrem com a prática contínua (ex: melhora do condicionamento). ⟶ Diferença entre Atividade Física e Exercício Físico ⤷ Atividade física: qualquer movimento do corpo que gaste energia (ex: caminhar, limpar a casa, subir escadas). ⤷ Exercício físico: é um tipo de atividade física, mas com características específicas: é planejado, estruturado e repetitivo (realizado com objetivo de melhorar a aptidão física). ⟶ Aptidão Física: É a capacidade que a pessoa tem de realizar atividades físicas com eficiência. Ela é composta por: ⤷ Resistência cardiovascular: capacidade dos sistemas circulatório e respiratório de fornecer oxigênio ⤷ Composição corporal: quantidade de gordura, músculo, osso e outras partes vitais do organismo. ⤷ Força muscular: capacidade do músculo produzir força. ⤷ Resistência muscular: capacidade de manter esforço por mais tempo sem sofrer fadiga. ⤷ Flexibilidade: amplitude de movimento das articulações. ⟶ Sedentarismo: Falta ou insuficiência de atividade física. Está relacionado ao baixo gasto semanal (-2200Kcal). ⟶ Diminuição da função dos órgãos e músculos; Aumento da mortalidade; Desenvolvimento de doenças (hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardíacas). ⟶ Grupos Especiais: São pessoas com condições específicas, como: Doenças cardíacas ou pulmonares; Idosos; Pessoas com doenças metabólicas. Essas pessoas precisam de avaliação prévia, acompanhamento profissional e exercícios adaptados. Isso porque o corpo delas responde ao exercício de forma diferente. ⟶ Para a prescrição de um exercício adequado, é preciso considerar: Frequência (quantas vezes por semana); Duração (quanto tempo); Intensidade (nível de esforço) e Tipo/modo (qual exercício será feito). ⟶ Princípios para prescrição de exercício (Treinamento físico: ⤷ Sobrecarga: o corpo precisa ser excitado (estimulado) acima do nível normal para evoluir (ex: aumentar peso ou tempo de treino). ⤷ Individualidade: Cada pessoa responde de forma diferente ao exercício (ex: dois pacientes podem ter resultados diferentes com o mesmo treino). ⤷ Reversibilidade: Os efeitos do treinamento são transitórios e reversíveis. Quando a pessoa interrompe o exercício, o organismo retorna ao estado de condicionamento pré-treinamento (O que não se usa, se perde). ⤷ Especificidade: As adaptações do corpo dependem do tipo de exercício realizado. O organismo se adapta exatamente ao estímulo aplicado (ex: treino de força melhora força). ⟶ Sistema Muscular: O músculo esquelético representa cerca de 40% do corpo e tem funções importantes como o movimento, a manutenção da postura e a produção de calor. ⤷ Como ocorre a contração muscular: ⟶ Impulso nervoso chega ao músculo ⟶ Liberação de acetilcolina ⟶ Entrada de sódio → gera potencial de ação ⟶ Liberação de cálcio ⟶ Cálcio ativa troponina e desloca tropomiosina ⟶ Actina e miosina se ligam (pontes cruzadas) ⟶ Uso de ATP → ocorre contração (encurtamento). ⟶ Tipos de Fibras Musculares: ⤷ Tipo I (lentas): Contração lenta; Muito resistentes à fadiga; Metabolismo aeróbico (utilizam oxigênio para gerar energia); Muitas mitocôndrias; Cor vermelha (mioglobina); Baixo glicogênio; Capacidade oxidativa elevada. ⤷ Tipo II A (intermediária): Contração intermediária; Moderada resistência à fadiga; Metabolismo Misto (anaeróbico e aeróbico); Mitocôndrias moderadas; Cor Vermelha; Glicogênio moderado. ⤷ Tipo II B (rápidas): Contração rápida e forte; Pouca resistência à fadiga; Metabolismo anaeróbico (produzem energia rapidamente sem oxigênio); Poucas mitocôndrias; Cor branca; Alto glicogênio. ⁕ Músculos relacionados com movimentos de precisão: inervação de poucas fibras. ⁕ Músculos grandes não relacionados com precisão (fortes): inervação de muitas fibras. ⟶ Somação (aumento da força): A força muscular aumenta por: Somação por fibras múltiplas (quanto maior o recrutamento de fibras, maior a força); Somação por frequência (quanto maior a frequência de estímulo para o músculo, maior a força). ⟶ Fuso muscular: principal órgão sensitivo do músculo; detecta alongamento (protege contra excesso) ⟶ Órgão tendinoso de Golgi: protege contra contração excessiva. ⟶ Mecanismos Neuromusculares ⤷ Inibição autogênica: músculo relaxa após contração forte. ⤷ Inibição recíproca: músculo antagonista relaxa enquanto o outro (agonista) contrai (ex: bíceps contrai → tríceps relaxa). ⟶ Rotas metabólicas ⤷ Catabolismo: degradação (quebra) de moléculas → libera energia. ⤷ Anabolismo: síntese (construção) de moléculas → gasta energia. ⁕ Durante o exercício predomina o catabolismo (produção de energia). ⟶ Sistemas Energéticos no Exercício ⤷ Sistema Fosfagênico (ATP-CP): Tem duração de até 30 segundos; Não usa oxigênio; Energia rápida e imediata (ex: sprint, salto). ⤷ Sistema Anaeróbio (glicólise): Tem duração de 30s a 2 min; Não usa oxigênio; Usa glicose/glicogênio; Produz fadiga. ⤷ Sistema Aeróbio (oxidativo): Tem duração acima de 2 min; Usa oxigênio; Usa glicose, gordura e proteínas (ex: corrida longa). ⟶ Nutrientes como fonte de energia ⤷ Carboidratos: Principal fonte de energia; Armazenados como glicogênio; Usados em exercícios de alta intensidade. ⤷ Lipídeos (gorduras): Fonte de energia em exercícios leves e prolongados; Isolamento térmico; Usados em exercícios de baixa intensidade e longa duração. ⤷ Proteínas: Função estrutural; Não são a principal fonte de energia no exercício. ⁕ Anaeróbia alática: energia rápida (até 10s) ⁕ Anaeróbia lática: até 3 min (glicose) ⁕ Aeróbia: longa duração (gordura + glicose)