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A EVOLUÇÃO DA IMPLANTODONTIA- 1° AULA Na década de 50 descobriu que o titânio pode ser fundido ao osso vivo e que os dois não podem ser separados, a menos que se fraturem. Ele chamou esse fenômeno de osseointegração e esse termo tem a maior importância no campo da reabilitação seja na ortopedia ou na odontologia. 1° IMPLANTE: Implante colocado na tíbia e fíbula do coelho (Branemark) CONSEQUENCIA DA PERDA OSSEA EM PACIENTES TOTALMENTE DESDENTADOS: - Redução em largura e altura do osso de suporte - Perda do osso basal - Movimento anterior da prótese devido a inclinação anatômica (perda óssea moderada a severa) - Parestesia por exposição espontânea do canal neurovascular mandibular - Aspecto de sensibilidade por perda óssea acentuada - Risco de fratura do corpo da mandíbula EFEITOS PSICOLOGICOS DA PERDA DENTARIA: - Variam de um sofrimento minimo ate uma tendencia a neurose - Convívio social e relacionamentos afetados - Alguns são incapazes de utilizar próteses totais, ‘’inválidos orais’’ - 88% reclamam de dificuldade com a fala e 25% de problemas maiores - Insatisfação com a aparência, baixa autoestima EDENTULISMO PARCIAL: - Falta de estimulo ao osso residual - Redução do trabeculado e densidade óssea da área - Perda da largura e altura BIOLOGIA DA OSSEOINTEGRAÇÃO- 2° AULA Conceito: é definida como uma conexão estrutural e funcional direta entre o osso vivo e organizado e a superfície de implante que suporta carga. É fundamental para a estabilidade do implante e considerada um pré requisito para a carga e o suporte clinico a alongo prazo. TECIDO BIOLÓGICO+ METAIS ORGÂNICOS Tecido biológico: formação de produtos corrosivos (aço inox) respostas locais e sistêmicas que incluem inflamações agudas e crônicas com formação de encapsulação do implante. Metais orgânicos: formação de óxidos superficiais com possibilidade de corrosão a longo prazo (níquel-cromo, alumínio e cormo-cobalto) respostas locais e sistêmicas que incluem inflamações agudas e crônicas com formação de encapsulação do implante. DESCOBERTA DA OSSEOINTEGRAÇÃO: Em 1965, Branemark colocou o primeiro implante dentário de titânio em um voluntario humano. PROPRIEDADES DO TITANIO: - Anticorrosivo - é o nono elemento mais abundante na terra - Pobre condutividade térmica e elétrica - Alta resistência e baixo peso - Facilmente moldado em diversas formas enquanto retem a sua resistência. - Reação tecidual favorável - Estimula atividade celular na formação da matriz óssea - Estabilidade química dos componentes - Não provoca reações de hipersensibilidade - Possui energia superficial que faz com que o sangue se espalhe de forma homogênea, possibilitando uma adesão da rede de fibrina, promovendo uma boa adesão celular o que confere um bom prognostico para a osseointegracao. COMPORTAMENTO OSSEO DURANTE A CICATRIZAÇÃO: Estagio 1 (2 a 6 semanas): cicatrização da ferida e formação de tecido ósseo (calo ósseo). - Após a hemostasia e organização do coágulo, uma reação de corpo estranho tipo antígeno anticorpo pode ser observado; - Na segunda semana, o tecido ósseo originário de área que sofreram trauma como periósteo e endosteo, pode colonizar a área provocando estabilização secundaria. Estagio 2 (6 a 12semans): compactação lamelar e remodelação óssea. - Aposição do osso lamelar junto a superfície do implante, aumentando a estabilidade, visto que o osso lamelar é mais mineralizado; - Remodelação óssea logo após a deposição do osso lamelar afetando tanto os tecidos formados no estagio 1, quanto os que foram traumatizados pela técnica cirúrgica. Estagio 3 (18 a 54 semanas): maturação e adaptação - Esse processo parece estar concluído após um ano, muito embora alguns estudos revelam que o ciclo de remodelação óssea continua durante toda a vida útil de um implante. INSUCESSO NA OSSEOINTEGRAÇÃO: Onde deveria formar osso forma fibrose. Ao invés de osteoblastos, forma-se fibroblastos. Relacionados com o paciente: idade, alterações sistêmicas, qualidade e quantidade óssea, fatores locais, hábitos de higiene. Idade: jovem ou adulto Alterações sistêmicas: influenciam na cicatrização diabetes, tabagismo e osteoporose Composição óssea: osso cortical forma densa. Osso medular forma trabeculada (medula óssea+ trabécula). O osso cortical é mais osteogênico (possui maior quantidade de osteoblastos). Possui maior densidade, menor vascularização e mais osteoblastos. O osso cortical é mais osteoindutor (tem quantidade maior de BMPs). Possui menos densidade, maior vascularização e mais osteoblastos. Relacionados com o implante: material, design, tratamento de superfície, qualidade do fabricante. Relacionados com a técnica cirúrgica: conhecimento de técnica, material adequado, biossegurança. QUALIDADE OSSEA: Melhor tipo de osso é o tipo II e tipo III. PROTESE SOBRE IMPLANTE: Mandíbula: 3 meses Maxila: 6 meses Fatores locais: lesões endodônticas, doença periodontal caries, traumas Lesões periapicais: . lesões preexistentes de natureza periapical ou periodontal . infecção secundaria ligada a uma técnica não asséptica . presença de remanescente radicular . contaminação da superfície do implante REQUISITOS DE SUCESSO NA OSSEOINTEGRACAO: Quanto maior a quantidade de osso, maior é a osseointegraão. - Biocompatibilidade do material do implante - Qualidade óssea - A técnica cirúrgica em si - Fase de cicatrização sem intercorrências - Ausência de mobilidade DESENHO DOS IMPLANTES – 3° AULA Macroestrutura: é projetada para otimizar a instalação precisa, estabilidade inicial do osso e distribuição de forças. A macro estrutura predominante para implantes endo-ósseos em formato de raiz é a forma de um parafuso. ESTABILIDADE PRIMARIA X SECUNDARIA: Estabilidade primaria: fixação mecânica, desenvolvimento imediato, tem influência na qualidade óssea e técnica cirúrgica, prevenção de movimentos. Estabilidade secundaria: integração biológica, desenvolvimento gradual, influencia na remodelação óssea e cicatrização, garantia de estabilidade a longo prazo. IMPLANTES CILINDRICOS: - Paredes paralelas - Considerado o desenho padrão por décadas - Possuem estabilidade primaria mais baixa - Necessitava de brocas formadoras de roscas. IMPLANTES CONICOS: - Estabilidade primaria aumentada - Conformidade anatômica - Distribui maior força ao osso adjacente INFLUENCIA DO DESENHO DO IMPLANTE: - Aumento de estabilidade primaria e do toque de inserção. - Adaptação a defeitos anatômicos e alvéolos pós extração - Manutenção ou reabsorção da crista óssea marginal. Implantes curtos: áreas com altura óssea reduzida. Implantes convencionais: situações clinicas rotineiras. Boa relação coroa/implante. Implantes longos: áreas com grande disponibilidade óssea. Plataforma curta: espaços protéticos reduzidos; crista óssea fina Plataforma regular: casos padrão em reabilitação, compatível com a maioria dos componentes. Plataforma larga: áreas posteriores. Osso de baixa densidade TIPOS DE PLATAFORMA E CONEXÃO- 4° AULA Tipos de conexão: hexágono externo, hexágono interno, cone morse. Hexágono externo: é a mais utilizada no mundo; possui compatibilidade universal; presença de mecanismo antirrotacional externo. Pode ocasionar micro movimentos devido a pouca altura do hexágono (0,7mm). Hexágono interno: surgiu como uma opção devido a falhas do hexágono externo. Causa remodelação óssea marginal considerável; maior contaminação bacteriana comparada a outras conexões. NÃO SE USA MAIS. Cone morse: promove estabilidade óssea que ajuda a preservar o tecido periimplantar. Possui uma vedação ideal. PLATAFORMAS: Plataforma Matched (convencional): usada desde o desenvolvimento dos implantes por Branermark. Podem haver micro gaps entre o implante e o pilar. Plataforma Switching: reduz a perda óssea ao redor do implante; permite maior volume de tecido mole na interface implante-pilar; auxilia na estética do tecido mole. ** PADRAO OURO ** Conexão: cone morse Plataforma: Switching IMAGINOLOGIA APLICADA A IMPLANTODONTIA- 5° AULA imaginologia: estudo do corpo humano através de exames de imagem, com o objetivode auxiliar no diagnostico e tratamento de doenças. LIMITAÇÕES ANATÔMICAS: Maxila: seio maxilar e fossa nasal Mandíbula: NAI CORTES ANATÔMICOS: Plano sagital: são verticais e cortam o corpo longitudinalmente, paralelo ao plano mediano. Plano axial: são os únicos planos horizontais, divide o corpo em parte superior e inferior. Plano coronal: atravessa o corpo verticalmente. Plano parassagital: é paralelo ao plano sagital, onde é feito vários cortes verticais, um atras do outro. EXAMES DE IMAGEM SOLICITADOS: - Radiografia periapical - Panorâmica - Tomografia PERIAPICAL: avaliação da altura óssea disponível; visualização de estruturas anatômicas adjacentes; detecção de lesões ou patologias controle e acompanhamento do tratamento. PANORAMICA: visão geral das estruturas; identificação de risco; planejamento estratégico. TOMOGRAFIA: imagens tridimensionais precisas; redução de exposição a radiação; facilidade no planejamento cirúrgico.