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ORÇAMENTO PÚBLICO
Tipos e Funções do Orçamento
AULA INVERTIDA: Métodos 
Orçamentários
Explore diferentes abordagens para a gestão do orçamento público, 
fundamentais para a eficiência e transparência dos gastos 
governamentais.
Orçamento Base Zero (OBZ)
Orçamento Incremental
Orçamento Participativo
Tipos de Orçamento
Os tipos de orçamento estão diretamente ligados ao regime político ou sistema de governo adotado no país. Existem três tipos principais:
Tipo Legislativo
Comum em regimes parlamentaristas, onde 
o poder legislativo tem predomínio nas 
decisões orçamentárias, ficando o executivo 
responsável apenas pela execução.
Tipo Executivo
Comum em regimes mais autoritários, 
onde o poder executivo controla todas as 
etapas do ciclo orçamentário, desde o 
planejamento até a avaliação.
Tipo Misto
Adotado no Brasil e comum em regimes 
democráticos, onde há divisão de 
responsabilidades entre os poderes 
executivo e legislativo.
É importante observar que o poder judiciário não participa diretamente deste processo orçamentário.
O Ciclo Orçamentário
O ciclo orçamentário é composto por quatro etapas principais, independentemente do tipo de orçamento adotado:
Elaboração
Planejamento inicial do orçamento
Votação
Discussão e aprovação (ou apreciação do legislativo)
Execução
Implementação das atividades previstas
Controle
Avaliação e acompanhamento
Tipo Legislativo: Responsabilidades
Características:
No orçamento do tipo legislativo, comum em regimes 
parlamentaristas, as responsabilidades são distribuídas da 
seguinte forma:
O poder legislativo é responsável pela elaboração do 
orçamento, ou possui participação substancial no 
processo orçamentário.
O legislativo também realiza a votação e aprovação
A execução fica a cargo do poder executivo
O controle e avaliação retornam ao poder legislativo
Exemplos do Tipo Legislativo
Países que adotam o orçamento do tipo legislativo, onde o Poder Legislativo tem maior participação e controle no 
processo orçamentário
Estados Unidos
O Congresso americano (Câmara 
dos Representantes e Senado) tem 
autonomia significativa para 
alterar, aprovar ou rejeitar a 
proposta de orçamento enviada 
pelo Presidente, controlando as 
finanças federais.
Reino Unido
O Parlamento britânico (Câmara 
dos Comuns e Câmara dos Lordes) 
detém amplos poderes 
orçamentários, podendo 
emendar, aprovar ou rejeitar a 
proposta apresentada pelo 
Governo.
Alemanha
O Bundestag (câmara baixa do 
Parlamento alemão) participa 
ativamente na aprovação do 
orçamento federal, com 
capacidade de realizar alterações 
substanciais na proposta 
governamental.
Exemplos do Tipo Legislativo
Japão
O Parlamento japonês possui poderes consideráveis 
sobre o orçamento, podendo aprovar, rejeitar ou 
emendar a proposta elaborada e apresentada pelo 
Gabinete.
Canadá
O Parlamento canadense (Câmara dos Comuns e 
Senado) exerce influência relevante no processo 
orçamentário, com capacidade de sugerir 
modificações e aprovar o orçamento final proposto 
pelo Governo federal.
Tipo Executivo: Responsabilidades
Características:
Todas as etapas do ciclo orçamentário ficam sob 
responsabilidade do poder executivo:
Elaboração do orçamento
Discussão e aprovação
Execução das atividades previstas
Controle e avaliação dos resultados
Neste modelo, não há separação de poderes no que diz 
respeito ao processo orçamentário, concentrando todas 
as decisões no executivo.
Exemplos do Tipo Executivo
Países que demonstram uma forte centralização do poder no Executivo no que diz respeito ao controle orçamentário:
Rússia
Com um regime político 
autoritário, a Rússia centraliza 
fortemente o poder no Executivo. 
O Presidente exerce controle 
significativo sobre o processo 
orçamentário, desde a elaboração 
até a execução.
China
Governada pelo Partido Comunista 
Chinês, a China opera sob um 
sistema político autoritário. O 
Executivo detém controle 
extenso e decisivo sobre as 
finanças e o orçamento do Estado.
Arábia Saudita
Sendo uma monarquia absolutista, 
a Arábia Saudita concentra o poder 
executivo e político supremo no 
Rei, que detém o controle total 
sobre a elaboração e execução do 
orçamento nacional.
Tipo Misto: O Modelo Brasileiro
Este modelo funciona com base no sistema de freios e contrapesos 
(checks and balances), garantindo a independência entre os poderes, 
mas com controle mútuo.
1 Elaboração
Responsabilidade do poder executivo, que formula a proposta 
orçamentária
2 Apreciação
O legislativo analisa, propõe emendas e aprova o orçamento
3 Execução
O executivo implementa as atividades previstas no orçamento aprovado
4 Controle
O legislativo fiscaliza, acompanha e monitora a execução orçamentária
Principal diferença entre os tipos de orçamentos
A distinção fundamental entre os tipos de orçamento reside na distribuição de responsabilidades e poderes entre os 
Poderes Executivo e Legislativo ao longo do ciclo orçamentário. Essa configuração reflete os princípios de separação de 
poderes e o sistema de "freios e contrapesos" (checks and balances) inerentes a cada sistema político nacional.
Legislativo
O Poder Legislativo exerce um 
protagonismo marcante, sendo 
responsável por etapas cruciais 
como a elaboração, votação e 
controle do orçamento. O 
Executivo atua primariamente na 
execução.
Executivo
Caracteriza-se pela centralização 
do poder no Executivo. Este Poder 
controla integralmente todas as 
fases do ciclo orçamentário, desde 
a concepção até a avaliação, com 
pouca ou nenhuma participação 
do Legislativo nas decisões.
Misto (Brasil)
Busca o equilíbrio e a 
colaboração entre os Poderes. O 
Executivo propõe o orçamento, 
mas o Legislativo detém o poder 
de emendar, aprovar e fiscalizar a 
sua execução, garantindo a 
autonomia e o controle mútuo.
Funções do Orçamento
Além dos tipos de orçamento, é fundamental compreender as funções que o governo desempenha através do orçamento 
público. Estas funções, também conhecidas como funções econômicas ou funções do governo, representam como o 
Estado atua na economia.
O tripé das funções orçamentárias
Função Alocativa
Oferta de bens e serviços públicos e correção 
de falhas de mercado
Função Distributiva
Ajustamento na distribuição de renda e 
promoção da justiça social
Função Estabilizadora
Manutenção da estabilidade econômica e alto 
nível de emprego
Bens Públicos Puros: Características Essenciais
Bens Públicos ou Bens Puros são um conceito econômico fundamental, referindo-se a um tipo específico de bem ou 
serviço que apresenta as seguintes características:
1. Não Rivalidade no Consumo
O consumo do bem por um indivíduo não reduz a 
quantidade disponível para os demais. O uso por uma 
pessoa não impede ou prejudica o uso simultâneo 
por outras.
Exemplo: Assistir a um show de música ao vivo em 
um espaço amplo ou desfrutar da defesa nacional. O 
fato de uma pessoa consumir esse bem não diminui a 
capacidade de outras o fazerem.
2. Não Exclusividade
É impossível ou muito difícil excluir alguém do 
consumo desse bem, mesmo que a pessoa não pague 
por ele.
Exemplo: A iluminação pública de uma rua ou a 
sinalização de navegação marítima. Uma vez 
providenciados, é praticamente inviável impedir que 
qualquer pessoa que esteja na área de alcance 
desfrute desses serviços.
Exemplos de Bens Públicos Puros
A compreensão das características de não-rivalidade e não-exclusividade torna-se mais clara ao observar exemplos 
concretos de bens públicos puros que beneficiam toda a sociedade:
Defesa Nacional
A segurança e proteção de um país 
beneficiam todos os cidadãos 
simultaneamente, sem que o 
consumo por um indivíduo reduza 
a proteção de outro. É impossível 
excluir qualquer cidadão dessa 
proteção, independentemente de 
sua contribuição.
Iluminação Pública
Uma vez instalada, a iluminação 
nas ruas serve a todos que por ali 
passam, sem que o uso de uma 
pessoa diminua a luz para outra.Tampouco é possível impedir que 
alguém usufrua da luz sem arcar 
com custos proibitivos.
Serviços de Pesquisa e 
Desenvolvimento
A produção de conhecimento 
científico fundamental (como a 
cura de doenças ou descobertas 
sobre o universo) é um bem não-
rival e não-excludente. A 
informação gerada pode ser 
utilizada por inúmeras pessoas 
sem esgotar-se e é difícil restringir 
seu acesso.
Sistemas de Sinalização e 
Trânsito
Semáforos e placas de trânsito 
regulam o fluxo de veículos para 
todos os motoristas. O uso de um 
motorista não impede o uso de 
outro, e é inviável excluir um 
veículo da observação dessas 
sinalizações nas vias públicas.
Parques Naturais e Áreas de 
Preservação
Quando mantidos para usufruto 
público geral e conservação 
ambiental, a beleza cênica e os 
benefícios ecológicos de um 
parque nacional, por exemplo, 
podem ser desfrutados por muitos 
simultaneamente, e a exclusão de 
visitantes pode ser impraticável se 
o acesso é livre.
Bens Meritórios: Além dos Bens Públicos
Bens meritórios são serviços ou produtos que, apesar de terem características de bens privados (rivalidade e 
exclusividade), geram fortes benefícios para a sociedade, conhecidos como externalidades positivas. Por essa razão, o 
governo intervém para incentivar seu consumo ou fornecê-los diretamente, corrigindo a tendência do mercado de 
ofertá-los em quantidade insuficiente.
Natureza Essencial
Considerados cruciais para o bem-estar individual e coletivo, como educação, saúde e cultura.
Externalidades Positivas
Seu consumo não beneficia apenas o indivíduo, mas toda a comunidade, elevando o nível social e econômico.
Subprovisão do Mercado
A iniciativa privada tende a não ofertar esses bens na quantidade socialmente ótima, devido a falhas de mercado.
Características Mistas
Diferentemente dos bens públicos puros, são bens rivais e excludentes, mas seu alto valor social justifica a 
intervenção.
Intervenção Justificada
O governo age para garantir acesso universal e promover seu consumo, através de subsídios ou provisão gratuita.
Bens Meritórios: Características Principais
Para aprofundar a compreensão sobre bens meritórios, destacamos suas características essenciais que justificam a 
intervenção governamental:
Externalidades 
Positivas
O consumo desses bens 
gera benefícios que se 
estendem não apenas 
ao indivíduo, mas a toda 
a sociedade, 
melhorando o bem-estar 
coletivo.
Alto Valor Social
O Estado reconhece o 
impacto positivo desses 
bens e busca garantir 
seu acesso universal, 
independente da 
capacidade financeira 
do cidadão.
Provisão Mista
Podem ser oferecidos 
pelo setor privado, mas 
frequentemente com 
regulamentação, 
subsídios ou provisão 
direta do governo para 
assegurar a 
disponibilidade ideal.
Subprovisão de 
Mercado
Se deixados 
exclusivamente à lógica 
do mercado, esses bens 
seriam consumidos em 
quantidade inferior à 
socialmente desejável.
Exemplos de Bens Meritórios
Bens meritórios são investimentos cruciais que o governo prioriza para o bem-estar coletivo, mesmo que o mercado não 
os forneça em quantidade ou qualidade ideais. Eles geram benefícios amplos para toda a sociedade, justificando a 
intervenção pública.
Educação Pública
Aumenta o capital humano, produtividade e inovações, 
reduzindo desigualdades e promovendo a ascensão social, 
beneficiando a sociedade como um todo.
Serviços de Saúde Pública
Garantem acesso a tratamentos e prevenção de doenças, 
melhorando a saúde geral da população e evitando epidemias 
que afetariam a todos.
Saneamento Básico
Investimentos em água tratada, esgoto e coleta de lixo previnem 
doenças, promovem a saúde pública e a qualidade de vida, com 
impactos diretos no desenvolvimento.
Programas de Assistência Social
Reduzem a pobreza e a exclusão social, fornecendo redes de 
segurança que promovem a dignidade e a coesão social, 
essenciais para a estabilidade do país.
Museus e Centros Culturais Públicos
Preservam a memória e o patrimônio, estimulam a criatividade, o 
pensamento crítico e a identidade cultural, enriquecendo a vida 
cívica e intelectual.
Programas de Prevenção e Tratamento de 
Dependências Químicas
Diminuem os custos sociais e de saúde associados ao vício, 
reintegrando indivíduos e fortalecendo famílias e comunidades.
Falhas de Mercado: Quando o Mercado Precisa de Ajuda
As falhas de mercado são situações em que o mecanismo de preços, por si só, não consegue alocar de forma eficiente 
os recursos, impedindo o mercado de gerar o melhor resultado para a sociedade. (resultado subótimo)
Externalidades
Ocorrem quando a produção ou 
consumo de um bem afeta 
terceiros não envolvidos na 
transação. Exemplos incluem 
poluição (negativa) ou 
vacinação (positiva).
Assimetria de Informação
Uma parte possui mais ou 
melhor informação que a outra, 
levando a decisões subótimas. 
Comum em mercados como 
seguros ou carros usados.
Monopólios Naturais
Situações em que um único 
fornecedor é mais eficiente 
devido a altos custos fixos e 
baixos custos marginais, como 
em serviços de água ou 
energia.
Função Alocativa
Definição:
A função alocativa trata da alocação de recursos pelo 
governo para oferecer bens e serviços que o mercado não 
forneceria adequadamente por conta própria.
Principais características:
Oferta de bens públicos puros
Fornecimento de bens meritórios ou semipúblicos
Correção de falhas de mercado
Tratamento de externalidades positivas e negativas
Políticas utilizadas:
O governo utiliza principalmente:
Política fiscal (impostos e subsídios)
Política regulatória
Externalidades na Função 
Alocativa
As externalidades são efeitos indiretos de uma atividade econômica 
que afetam terceiros não diretamente envolvidos. O governo atua 
para corrigir ou aproveitar estas externalidades.
Externalidades Positivas
Benefícios não planejados que uma atividade gera para a sociedade.
Exemplo: Educação gera não apenas benefícios individuais, mas também sociais 
como redução da criminalidade.
Ação do governo: Redução de tributos ou concessão de subsídios para incentivar 
estas atividades.
Externalidades Negativas
Custos não planejados que uma atividade impõe à sociedade.
Exemplo: Poluição gerada por fábricas ou veículos.
Ação do governo: Aumento de tributos ou regulamentação mais rígida para 
desestimular estas atividades.
Função Distributiva
Definição:
A função distributiva visa ajustar a distribuição de renda e riquezas 
na sociedade, promovendo uma alocação considerada mais justa dos 
recursos.
Principais características:
Busca reduzir desigualdades sociais e econômicas
Promove transferências de renda entre diferentes grupos sociais
Utiliza mecanismos de tributação progressiva
Implementa programas de assistência social
Política utilizada:
O governo utiliza principalmente a política fiscal para exercer sua 
função distributiva.
Exemplos da Função Distributiva
1 Transferências de Renda
Programas como Bolsa Família, BPC e Renda Básica, que visam reduzir a desigualdade e garantir um mínimo de 
bem-estar a populações vulneráveis.
2 Financiamento da Seguridade Social
Gastos com previdência, assistência social e saúde pública, redistribuindo recursos entre diferentes grupos 
geracionais e sociais.
3 Investimentos em Educação e Saúde
Recursos para educação básica, ensino superior e acesso à saúde, criando oportunidades e melhorando a 
qualidade de vida para todos.
4 Incentivos Fiscais Seletivos
Benefícios tributários e isenções que favorecem setores específicos ou grupos da população, como deduções de IR 
para saúde e educação.
5 Tributação Progressiva
Sistema tributário com alíquotas maiores para indivíduos e empresas de maior renda, contribuindo para a 
redistribuição de recursos na sociedade.
Função Estabilizadora
A função estabilizadora visa manter a estabilidade econômica, política e social do país, atuando sobre agregados 
macroeconômicos.
Estabilização da Renda e do 
EmpregoProgramas de transferência de 
renda, seguro-desemprego e outras 
políticas sociais atuam como 
"estabilizadores automáticos"
Estabilidade Econômica
Controle da inflação, equilíbrio da 
balança de pagamentos e 
crescimento econômico 
sustentável.
Estabilidade Social e Política
Redução de tensões sociais e 
manutenção da ordem pública 
através de políticas econômicas 
adequadas.
O governo atua sobre a demanda agregada utilizando mecanismos como transferências, tributos e subsídios para 
estabilizar a economia.
Políticas da Função Estabilizadora
Para exercer sua função estabilizadora, o governo 
utiliza três principais políticas:
Política Monetária: Controle da oferta de moeda e das 
taxas de juros pelo Banco Central
Política Fiscal: Gestão dos gastos públicos e da 
arrecadação de tributos
Política Cambial: Intervenção no mercado de câmbio 
para controlar a taxa de câmbio
Estas políticas são utilizadas de forma coordenada para 
manter a estabilidade macroeconômica, especialmente 
em momentos de crise ou desequilíbrios significativos.
Comparativo das Funções Orçamentárias
Função Objetivo Principal Políticas Utilizadas Exemplos
Alocativa Oferta de bens públicos e 
correção de falhas de mercado
Fiscal e Regulatória Impostos sobre cigarros, 
subsídios para educação
Distributiva Ajustamento da distribuição de 
renda
Fiscal Imposto de renda progressivo, 
programas de transferência de 
renda
Estabilizadora Manutenção da estabilidade 
econômica
Monetária, Fiscal e Cambial Controle da inflação, estímulos 
fiscais em períodos de recessão
Estas três funções são complementares e, muitas vezes, uma mesma política pode servir a mais de uma função simultaneamente, dependendo do 
contexto econômico e social.
Aplicação Prática no Brasil
Tipo de Orçamento:
O Brasil adota o tipo misto de orçamento, com o poder 
executivo elaborando a proposta e executando o 
orçamento, enquanto o legislativo aprecia, aprova e 
fiscaliza.
Funções Orçamentárias:
Alocativa: Investimentos em infraestrutura, educação 
e saúde
Distributiva: Programas sociais como Bolsa Família e 
tributação progressiva
Estabilizadora: Política de metas de inflação e 
controle fiscal
O sistema orçamentário brasileiro é composto por três 
instrumentos principais:
Plano Plurianual (PPA)
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
Lei Orçamentária Anual (LOA)
Estes instrumentos formam um sistema integrado de 
planejamento e orçamento, permitindo ao governo 
exercer suas funções de forma coordenada e eficiente.
Orçamento Clássico ou Tradicional
O orçamento clássico ou tradicional é um documento elaborado com um fim básico de controle orçamentário, sem 
objetivos específicos traçados para atender necessidades públicas e sem preocupação com o planejamento para 
resolver problemas públicos.
Características do Orçamento Tradicional
Planejamento Desvinculado
Não há conexão direta entre o 
planejamento de longo prazo e a 
elaboração orçamentária anual.
Foco nos Meios
A ênfase está no que o governo 
adquire (gastos), e não nos 
resultados ou objetivos a serem 
alcançados.
Natureza Contábil
É predominantemente um 
instrumento de controle 
financeiro e contábil, sem 
preocupação com eficiência ou 
eficácia.
Classificação por Unidades
As despesas são organizadas por 
unidades administrativas (órgãos), 
dificultando a análise por 
programas ou funções.
Caráter Incremental
O orçamento é construído a partir 
do ano anterior, com pequenos 
ajustes, perpetuando despesas e 
prioridades passadas.
Orçamento de Desempenho ou 
de Realizações
Também chamado de funcional é um documento orçamentário que 
apresenta duas dimensões importantes:
Objetivo do gasto
Indica claramente qual a finalidade dos recursos alocados, 
permitindo melhor compreensão do propósito dos gastos 
públicos.
Programa de trabalho
Contém as ações a serem desenvolvidas, detalhando como os 
recursos serão aplicados para atingir os objetivos propostos.
Embora não se constitua um instrumento de planejamento efetivo, 
representa um avanço em relação ao orçamento tradicional, pois 
indica os benefícios a serem alcançados pelos diversos gastos e mede 
o desempenho organizacional.
Características do Orçamento de Desempenho
O orçamento de desempenho concentra seus esforços no 
desempenho organizacional (organização ou unidade 
orçamentária), representando uma evolução em relação 
ao modelo tradicional.
Principais avanços:
Indica os benefícios a serem alcançados pelos diversos 
gastos
Mede o desempenho organizacional
Considera o objetivo do gasto, não apenas o objeto
Inclui programas de trabalho com ações a serem 
desenvolvidas
Uma limitação importante deste modelo é que não há 
vinculação obrigatória entre planejamento e execução, o 
que reduz sua eficácia como instrumento de gestão 
pública.
Orçamento-Programa
O orçamento-programa representa a mais moderna técnica de elaboração orçamentária, com uma concepção gerencial 
do orçamento público. É o modelo atualmente utilizado no Brasil, sendo obrigatório para todas as Unidades da 
Federação.
Planejamento
Efetivo elo entre o planejamento e as 
ações executivas da Administração 
Pública
Objetivos
Ênfase no objetivo — e não no objeto 
— do gasto
Avaliação
Permite avaliar o resultado das 
ações governamentais através das 
medidas de eficiência, eficácia e 
efetividade
A concepção é transferida dos meios para os fins, priorizando-se a classificação funcional e a estrutura programática. Há 
vinculação necessária entre planejamento e execução.
Programa de Trabalho no 
Orçamento-Programa
É um instrumento de organização da atuação governamental que 
articula um conjunto de ações para a concretização de um objetivo 
comum, visando solucionar um problema ou atender uma demanda 
da sociedade.
Funciona como módulo integrador entre o plano e o orçamento. Em 
termos de estruturação,
Origem e Implementação do 
Orçamento-Programa
Origem histórica:
1949: Governo dos EUA recomendou a adoção de um orçamento 
baseado em funções, atividades e projetos (Performance 
Budgeting)
1956: Desenvolvimento do Planing, Programming and Budgeting 
System (PPBS)
Final da década de 50: Difundido pela Organização das Nações 
Unidas (ONU)
Base Legal do Orçamento-Programa no Brasil
Lei 4320/64
"Art. 2° A Lei do Orçamento 
conterá a discriminação da receita 
e despesa de forma a evidenciar a 
política econômica financeira e o 
programa de trabalho do Governo, 
obedecidos os princípios de 
unidade universalidade e 
anualidade."
Decreto 200/67
"Art. 16. Em cada ano, será 
elaborado um orçamento-
programa, que pormenorizará a 
etapa do programa plurianual a 
ser realizada no exercício seguinte 
e que servirá de roteiro à execução 
coordenada do programa anual."
Constituição Federal
"Art. 165. Leis de iniciativa do 
Poder Executivo estabelecerão: I - 
o plano plurianual; II - as diretrizes 
orçamentárias; III - os orçamentos 
anuais."
A Constituição Federal também estabelece em seu Art. 167 que são vedados o início de programas ou projetos não 
incluídos na lei orçamentária anual e que nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá 
ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual.
Decreto Federal nº 2.829/98
O Decreto Federal nº 2.829/98 foi fundamental para a aplicação efetiva do orçamento-programa no Brasil, estabelecendo 
que toda ação finalística do Governo Federal deveria ser estruturada em Programas orientados para objetivos estratégicos.
Segundo o Art. 2º, cada Programa deve conter:
Objetivo
Órgão responsável
Valor global
Prazo de conclusão
Fonte de financiamento
Indicador que quantifique a situação a ser modificada
Metas correspondentes aos bens e serviços 
necessários
Ações não integrantes do Orçamento Geral da União
Regionalização das metas por Estado
O tipo de orçamento moderno que enfatiza a vinculação entre planejamento e orçamento e o estabelecimento de metas e objetivosé o 
orçamento-programa.
Instrumentos de Planejamento e Orçamento
O Orçamento-Programa consiste em um plano de trabalho compatibilizado através dos três principais instrumentos de 
planejamento e orçamento do governo brasileiro:
Plano Plurianual (PPA)
Estabelece as diretrizes, objetivos e 
metas estratégicas para um período 
de 4 anos, servindo como base para 
os investimentos e programas de 
duração continuada.
Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO)
Define as metas e prioridades para o 
ano subsequente, orienta a 
elaboração da Lei Orçamentária 
Anual e dispõe sobre as alterações 
na legislação tributária.
Lei Orçamentária Anual (LOA)
Operacionaliza todas as ações 
governamentais e aloca os recursos 
para o alcance dos objetivos e metas 
estabelecidos no PPA e detalhados 
na LDO.
Essa sinergia entre os instrumentos assegura que o Orçamento-Programa seja um mecanismo eficaz para o planejamento 
e a execução das políticas públicas.
ATIVIDADE QUALITATIVA
(ESAF – Analista Administrativo – ANAC – 2016)
A ação do governo por meio da política fiscal abrange três funções básicas: a função alocativa, a função distributiva e a 
função estabilizadora. Com relação às políticas alocativa, distributiva e estabilizadora do governo, assinale a opção 
incorreta.
a) A alocação dos recursos pelo governo tem como objetivo principal a oferta de determinados bens e serviços, que 
são necessários e desejados pela sociedade e não são providos pelo setor privado.
b) A política distributiva altera a distribuição de renda ditada pelos mercados na medida em que se torna socialmente 
inaceitável.
c) A política estabilizadora busca a equidade.
d) A ação distributiva da renda é feita por meio de oportunidades educacionais, pagamentos em dinheiro e gastos 
públicos sociais.
e) As medidas de estabilização dizem respeito às grandes variáveis macroeconômicas, cujo desempenho afeta a 
economia em uma dimensão nacional.
ATIVIDADE QUALITATIVA
(FGV – Técnico de Administração – Conder – 2013)
O Estado realiza políticas econômicas para promover o emprego e o 
desenvolvimento social, diante da incapacidade do mercado em 
promovê-los. Essa ação do Estado está baseada na função:
(A) distributiva.
(B) alocativa.
(C) social.
(D) estabilizadora.
(E) financeira.
ATIVIDADE QUALITATIVA
(FGV – Analista – Orçamento e Finanças – IBGE – 2016)
As concepções que norteiam o desenvolvimento das técnicas orçamentárias passaram por constante evolução, sobretudo 
em decorrência da maior complexidade das atividades desempenhadas pelos entes estatais.
Porém, os primeiros modelos de orçamento foram desenvolvidos a partir da concepção de orçamento tradicional. Uma 
característica associada a essa concepção inicial do orçamento é:
(A) alocação de recursos visando à consecução de objetivos e metas;
(B) classificações suficientes para instrumentalizar o controle de despesas;
(C) consideração dos custos dos projetos, inclusive os que extrapolam o exercício;
(D) decisões orçamentárias tomadas com base em avaliações;
(E) estrutura do orçamento relacionada a aspectos administrativos e de planejamento.
ATIVIDADE QUALITATIVA
(CESPE – Administrador - Polícia Federal – 2014)
No Brasil, elabora-se o orçamento do tipo legislativo, dada a competência para votar e aprovar o orçamento ser do Poder 
Legislativo.
Julgue o item como Certo (C) ou Errado (E).

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