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Teoria Estruturalista O mundo é dinâmico e as organizações também. Na busca pela eficiência máxima, elas serão incansáveis em procurar novas fórmulas, novas maneiras e modelos de alcançar seus objetivos. A Teoria Estruturalista, através dos seus representantes, como Amitai Etzione, vem nesse contexto de agregar, vem complementar, vem equalizar algumas outras teorias que foram estudadas anteriormente e que não conseguiram alcançar a amplitude dos problemas organizacionais. A Teoria Estruturalista chega sustentada por um conceito de “estrutura” incorporado ao vocabulário das ciências sociais na década de 1930. Esse conceito se expressa no que a análise interna de uma totalidade revela, ou seja, os elementos internos, suas relações e sua disposição. Para o estruturalismo de forma ampla e não apenas na concepção administrativa o todo é maior que a soma das partes. A Teoria Estruturalista conversa com a Escola Clássica, conversa com a escola das Relações Humanas e está bem próxima da Teoria da Burocracia, ou seja, ela surge para completar lacunas e sugerir um olhar mais apurado para a forma como as empresas estão organizadas e estruturadas, sem esquecer dos aspectos sociais que motivam os funcionários. Assim percebe-se que as origens da Teoria Estruturalista estão fundamentadas nas críticas a outras Teorias, onde uma está bem voltada para estímulos materiais e outra para estímulos psicossociais, mas também na necessidade de observar a organização como uma entidade social da qual os seres humanos são totalmente dependentes. Para os estruturalistas, as organizações são diferentes e em cada uma delas os indivíduos se comportam de uma maneira diferente, a depender da forma como é a relação dele com a organização. Assim se torna possível que os homens possam atuar em várias organizações diferentes. Portanto, pode-se dizer que, do ponto de vista da Teoria Estruturalista, “as organizações são caracterizadas por um conjunto de relações sociais duráveis e deliberadamente criadas com a explícita intenção de alcançar objetivos ou propósitos. Em outras palavras, a organização é uma unidade social dentro da qual as pessoas alcançam relações estáveis entre si, no sentido de facilitar o alcance de um conjunto de objetivos ou metas”. Por isso é que a Teoria Estruturalista defende o modelo da natureza humana como sendo o do “homem organizacional”, que atua em várias organizações e se caracteriza por ser: A Teoria Estruturalista tem uma forma muito própria de observar as organizações a partir do momento que agrega características de várias outras abordagens, como já foi dito acima. É a Flexível: Se adapta rapidamente a novas situações. chamada abordagem multidisciplinar que se caracteriza por: Tolerante a frustrações: Evita o desgaste emocional causado pelo possível vácuo entre seus objetios e os objetivos organizacionais. Capaz de adiar recompensas: Sabe compensar o trabalho rotineiro dentro da organização, em detrimento das preferências e vocações pessoais por outros tipos de atividade profissional. Vive em permanente desejo de realização: Garantindo a conformidade e cooperação com as normas que controlam e asseguram o acesso a posições de carreira dentro da organização. Valorizar e reconhecer tanto a organização formal quanto a informal: como ambas são reconhecidas, o que de fato os estruturalistas querem é conhecer a interação e a interferência que uma exerce sobre a outra de forma a manter um equilíbrio saudável da relação entre ambas. Valorizar tanto as recompensas materiais e salariais quanto as sociais e simbólicas: lembrando apenas que as simbólicas precisam ser oferecidas para quem está identificado com a organização, para que o vínculo entre recompensa e status seja criado e mantido. É importante também que essas recompensas sejam compartilhadas com outros membros dos grupos sociais informais como família e amigos. Envolver todos os níveis hierárquicos da organização: os problemas dentro das organizações são resolvidos nos níveis hierárquicos aos quais competem, ou seja, não há uma centralização no topo da organização, mas sim uma distribuição e responsabilidade pela solução. Quando o problema envolve os planos macro, ou envolvem toda a organização, são decididos, no nível institucional (mais elevado), quando são referentes às relações entre os planos estratégicos e a operacionalização, eles são definidos no nível gerencial e quando dizem respeito às práticas cotidianas, são resolvidos e determinados no nível operacional. Reconhecer todos os tipos de organização: As teorias anteriores desenvolveram seus estudos em fábricas, indústrias única e exclusivamente, pois o conceito de produtividade estava voltando para produtos e o de eficiência voltado para grandes empresas, mas o estruturalismo amplia o olhar e inclui nos estudos as organizações públicas, as pequenas e médias, as geradoras de serviços além das organizações militares, filantrópicas e religiosas. Essa abordagem interdisciplinar abre um espaço para classificação das organizações num contexto comparativo, já que elas se mostram tão desiguais na sua concepção.Essa classificação é chamada de tipologia e é concebida de forma diferente por autores diferentes. Etzione, por exemplo, classificou as organizações de acordo com a forma de obediência dos funcionários aos modelos e objetivos organizacionais. Vejamos: E nesse sentido é que a Teoria Estruturalista abre uma nova perpectiva, ao considerar a organização um sistema aberto, influenciável e dependente do ambiente externo no qual está inserida, já que adaptações precisam ser feitas internamente, quando as mudanças externas acontecem. Porém, muitos estudiosos não consideraram a Teoria Estruturaista como uma teoria densa e bem formada, pois ela absorveu conceitos de várias outras teorias e tentou uni-los em uma só criando algumas incoerências ou dificuldades por conta da falta de estudos mais aprofundados. Assim ela foi classificada como uma teoria de transição. Estuda os conflitos e dilemas e suas interferências na gestão organizacional: o estruturalismo vê os conflitos como algo natural dentro das organizações, inclusive como fonte de desenvolvimento, porém precisam ser administrados, pois nem sempre são bem- vindos e nem sempre surtem efeitos positivos. Conflitos como alinhamento entre os objetivos organizacionais e pessoais, como disciplina e liberdade ou ainda como relações formais e informais precisam e devem ser evitados de forma consciente e precisa, pois a manutenção da existência deles pode gerar consequências graves como até abandono de emprego. Preocupar-se com as análises intra-organizacionais e inter-organizacionais: isso quer dizer que há uma preocupação com os fenêomenos internos e os externos. Há um entendimento que fenômenos que acontecem fora do ambiente organizacional também afeta as decisões que precisam ser tomadas no ambiente interno. Organizações coercitivas: a obediência é sustentada pela força física ou por punições. Organizações utilitárias: a obediência existe em função do controle dos benefícios econômicos e materiais. Organizações normativas: o poder é sustentado pelo método normativo, ou seja, numa relação saudável entre os objetivos organizacionais e os métodos utilizados para alcançá-los. Atividade Identifique e explique em quais as bases a Teoria Estruturalista se sustentou para criar o seu modelo de gestão organizacional?