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Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Sustentabilidade, ética e decisão estratégica Bem-vindo à unidade que trata sobre a fase que garante a longevidade e o legado do seu modelo de negócios! Se nas unidades anteriores você se concentrou em validar a ideia e em executá-la de forma ágil, aqui está o pilar de sobrevivência de longo prazo. Em um mercado no qual a pressão por resultados é intensa, a tentação de escolher caminhos mais rápidos e fáceis é grande. Contudo, a sociedade evoluiu. O poder de escolha hoje está com o consumidor, e ele exige que o lucro venha acompanhado de propósito. Esta unidade demonstra que a ética não é um custo, mas uma premissa do negócio, que deve permear todas as operações, desde o fornecedor até o cliente. Vamos analisar como os critérios ASG (ambiental, social e governança) e os ODS da ONU transformam a responsabilidade em uma estratégia de atração de capital. Além disso, você aprenderá a abandonar a intuição e o risco da decisão subjetiva, dominando a tomada de decisão data-driven e a governança corporativa. O objetivo final é claro: garantir que seu negócio seja resiliente, ético e capaz de crescer de forma sustentável no cenário global. Objetivo Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: • Integrar os princípios de ASG e os ODS da ONU ao modelo de negócio, aplicando práticas éticas, sustentáveis e de governança corporativa que garantam inovação responsável e impacto social positivo. Conteúdo Programático Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas: • Tema 1 - ASG (ambiental, social e governança) e ODS da ONU: fatores não negociáveis • Tema 2 - Ética empreendedora e sustentabilidade empresarial: além do lucro • Tema 3 - Tomada de decisão data-driven: análise de métricas e ferramentas tecnológicas • Tema 4 - Governança corporativa e inovação responsável: o legado do novo negócio Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. O caso Dieselgate, no qual a Volkswagen manipulou deliberadamente testes de emissões de poluentes em milhões de veículos ao redor do mundo, representa um dos maiores fracassos de ética, governança e responsabilidade corporativa da história recente. A crise revelou como decisões orientadas exclusivamente ao lucro e à performance imediata podem gerar danos ambientais, sociais e reputacionais irreversíveis. Ao analisar esse episódio, procure reconhecer a importância dos critérios ASG, da ética empreendedora, da governança transparente e da decisão estratégica baseada em dados fidedignos. Esse caso serve como ponto de partida para compreender por que sustentabilidade e ética deixaram de ser opcionais e se tornaram fundamentos de sobrevivência empresarial Assista ao vídeo: O Grande ESCÂNDALO da Volkswagen. https://www.youtube.com/watch?v=yfDPKLEgCOo Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 1 ASG (ambiental, social e governança) e ODS da ONU: fatores não negociáveis Como a incorporação dos critérios ASG (ambiental, social e governança) e dos objetivos de desenvolvimento sustentável – ODS da ONU pode impactar na estrutura dos novos negócios? ASG (ESG): a nova lente estratégica de avaliação de negócios Durante muito tempo, sustentabilidade foi tratada como um diferencial e empresas “sustentáveis” eram vistas como modernas, inovadoras ou socialmente responsáveis. Esse cenário mudou radicalmente. No contexto atual, os critérios ASG (ambiental, social e governança) e os objetivos de desenvolvimento sustentável – ODS da ONU deixaram de ser atributos opcionais e passaram a ser considerados fatores estruturantes da viabilidade dos negócios, pois não se trata mais de vantagem competitiva, trata-se de requisito mínimo para acesso a capital, legitimidade institucional e sobrevivência no médio e longo prazo. Observação O termo ASG é a resposta do mercado financeiro e corporativo às crescentes discussões sobre o desenvolvimento sustentável que exige que empresas, investidores, bancos e governos cumpram acordos de responsabilidade, indo além da simples análise de balanço. O ASG é, essencialmente, a lente pela qual os investidores de longo prazo avaliam a longevidade e o risco não financeiro de um negócio. O ponto estratégico aqui é entender que a adoção do ASG atua diretamente na mitigação de riscos: • Um projeto com uma Governança (G) fraca está mais suscetível a fraudes e escândalos. • Um projeto que ignora o pilar Ambiental (A) está vulnerável a multas ou mudanças climáticas que afetam a cadeia de suprimentos. Assim, o ASG se estabelece como uma ferramenta importante para a melhoria da performance financeira e organizacional, minimizando impactos socioambientais e tornando a empresa mais atrativa para os investidores. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. A pressão por ASG vem da evolução do mercado, em que o poder de escolha está com o consumidor e com os grandes fundos de investimento, que estão direcionando capital apenas para empresas que demonstram compromisso real com a sustentabilidade. A tríade estrutural: ambiental, social e governança A força do ASG reside em sua estrutura em três pilares, que devem ser integrados ao seu modelo de negócios (BMC) desde a concepção da proposta de valor. Ambiental (environmental – E) Esse pilar aborda como a empresa utiliza os recursos naturais e gerencia seu impacto no meio ambiente. Para o novo empreendedor, isso significa ir além da reciclagem. Exige que a modelagem avalie questões como gestão de resíduos, emissão de gases de efeito estufa, eficiência energética e o uso de recursos renováveis. Integrar o pilar Ambiental é uma estratégia de inovação contínua (Tema 1.2), buscando processos de produção mais limpos e produtos mais sustentáveis. Social (social – S) O pilar Social trata de como a empresa gere as relações com seus stakeholders (Tema 3.4), desde seus colaboradores até a comunidade. A modelagem deve garantir que o negócio atue com direitos humanos, diversidade, inclusão, relações de trabalho justas e engajamento com a comunidade. Um novo negócio com alta rotatividade de funcionários (alto churn interno) ou que ignore a diversidade falha no pilar Social, elevando o risco de reputação. Governança (governance – G) Esse pilar foca na administração da empresa, nas regras, nos controles internos e na ética. É o pilar que garante que a empresa seja transparente e responsável.A governança (que será aprofundada no Tema 4.4) exige: composição equilibrada do conselho, remuneração justa da alta gestão e políticas anticorrupção. Uma boa Governança é o que assegura aos investidores que a empresa está sendo gerida com disciplina e transparência (link com o OKR, Tema 3.3). O mapa global: alinhamento estratégico com os ODS da ONU O conceito de sustentabilidade ganhou um mapa claro com a Agenda 2030 da ONU e seus 17 objetivos de desenvolvimento sustentável – ODS. Os ODS são um acordo Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. global para o desenvolvimento sustentável, composto por 17 objetivos e 169 metas que se aplicam a todos os países. Integrar ASG e ODS na modelagem do negócio significa reconhecer que não existe crescimento econômico dissociado de responsabilidade socioambiental; significa compreender que o valor gerado hoje não pode comprometer o capital natural, social e institucional do amanhã e essa integração altera profundamente a lógica da modelagem de novos negócios, pois desloca o foco exclusivo do “quanto lucro gera” para a pergunta mais complexa: como o lucro é gerado e qual é o custo invisível desse processo? Um dos pontos mais sensíveis dessa agenda é o enfrentamento do chamado greenwashing, prática na qual empresas comunicam um discurso sustentável sem que haja mudanças reais em seus processos. O mercado está cada vez mais sofisticado na identificação dessas práticas, e o risco reputacional associado é elevado, dessa forma, em um ambiente altamente conectado, uma incoerência entre discurso e prática pode destruir valor de marca em poucos dias. Assim, a sustentabilidade precisa ser operacional, mensurável e integrada aos sistemas de decisão, e não apenas uma narrativa publicitária. O pilar de Governança assume papel central nesse cenário, pois é ele que sustenta a coerência entre intenção e prática. Não é possível falar de ASG sem estruturas claras de tomada de decisão, segregação de funções, controles internos e accountability. Governança não é um tema restrito a grandes corporações; ela é um princípio organizacional que deve nascer junto com o próprio negócio. Startups, pequenas e médias empresas que estruturam sua governança desde o início tendem a escalar com muito mais consistência e confiabilidade institucional. Do ponto de vista estratégico, a incorporação de critérios ASG altera a própria relação da organização com o risco. Negócios que ignoram variáveis ambientais e sociais tendem a apresentar riscos ocultos, que se materializam sob a forma de sanções legais, boicotes, perda de mercado, judicialização e crises reputacionais. Já empresas que internalizam esses critérios passam a antecipar riscos sistêmicos, protegendo sua continuidade operacional e sua posição estratégica. Outro impacto profundo dessa agenda é a transformação do conceito de performance, que deixa de ser apenas resultado financeiro de curto prazo e passa a ser entendida como capacidade de gerar resultados sustentáveis de longo prazo. Nesse ambiente, indicadores não financeiros ganham protagonismo. Emissões de carbono, rotatividade de colaboradores, diversidade nas lideranças, satisfação de comunidades e qualidade da governança passam a compor o painel de controle estratégico. A modelagem ASG: integrando a responsabilidade à criação de valor Assim, integrar ASG e ODS na modelagem de novos negócios significa incorporar uma mentalidade de responsabilidade estrutural, na qual decisões são tomadas com Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. consciência ampliada de impacto, risco e legado. Isso não reduz a ambição de crescimento, mas qualifica essa ambição, tornando-a viável, legítima e sustentável ao longo do tempo. Sua missão é garantir que o ASG não seja apenas um relatório, mas sim o código genético do seu negócio. A responsabilidade deve permear todas as operações: • VPDC e dores/ganhos: sua proposta de valor deve aliviar dores sociais ou ambientais que o mercado tradicional ignora (ex.: reduzir o desperdício de água, ODS 6). • BMC e parcerias/recursos: seus parceiros-chave (BMC) devem ser fornecedores com certificação ASG. Seus recursos principais devem incluir materiais sustentáveis. • Execução e OKR: seus objetivos OKR (Tema 3.3) devem incluir metas de ASG (ex.: “reduzir o consumo de energia da operação em X% – Pilar A”). Ao integrar o ASG, você cria uma vantagem competitiva de longo prazo, alinhando o lucro ao propósito e garantindo a longevidade do seu empreendimento. Do ponto de vista educacional e formativo, esse tema exige que o futuro administrador abandone a visão simplista de que ética e sustentabilidade são “custos” ou “obstáculos à competitividade”. Pelo contrário: tornam-se fatores estruturantes de acesso a mercado, capital e reputação. O(A) profissional que compreende isso amplia significativamente sua capacidade de atuação estratégica. Em síntese, os critérios ASG e os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU funcionam como o novo “patamar mínimo” de maturidade organizacional. Ignorá-los não é uma escolha estratégica, mas uma decisão de alto risco. Incorporá-los, por outro lado, representa posicionar o negócio dentro da nova lógica global de valor, em que crescimento e responsabilidade deixam de ser opostos e passam a ser indissociáveis. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 2 Ética empreendedora e sustentabilidade empresarial: além do lucro Como a ética empreendedora e a responsabilidade social se traduzem em valor de valuation e controle de riscos, garantindo a sustentabilidade financeira do negócio para além do lucro imediato? Você já internalizou que a pressão por resultados é intensa e que, na modelagem de novos negócios, a tentação de escolher atalhos é constante. Contudo, este tema é o seu mandato de longevidade. Atingir o lucro é a primeira etapa, mas mantê-lo exige que a sua empresa seja sustentável e responsável em seu core business. O empreendedor que ignora isso condena seu modelo de negócios à obsolescência e a crises reputacionais devastadoras. O grande insight da gestão moderna, defendido por especialistas como Fernando Almeida, é que a sustentabilidade é, na verdade, “o bom negócio da sustentabilidade”. A responsabilidade não é um freio estratégico, mas um acelerador que permite economizar custos, incrementar a produção e, simultaneamente, melhorar as condições sociais. Essa é a essência da ecoeficiência. Em um mercado no qual o poder de escolha hoje está com o consumidor e com o capital de risco, a ética e a responsabilidade não são custos marginais; são a premissa do negócio. O seu foco aqui será entender como essa premissa se traduz em sustentabilidade financeira e em valor de valuation, tornando a confiança no ativo mais valiosode sua modelagem. Ética empreendedora: o sistema de valores e o alarme antifraude da Governança Para o empreendedor, a ética é o alicerce filosófico e prático que sustenta a Governança (Pilar G do ASG). A ética é definida como um conjunto de valores que orientam o comportamento humano e as escolhas morais dentro da sociedade. No mundo corporativo, ela se manifesta no comportamento ético do líder e na adoção de um sistema ético claro na empresa. O empreendedor estratégico, em sua posição de liderança, deve entender que a ética empresarial deve começar, invariavelmente, na sua própria liderança. O líder ético demonstra, por meio de suas ações, o compromisso com a transparência, a justiça e a conformidade legal. Se a liderança tolera atalhos ou desvios éticos, a cultura da empresa se desintegra rapidamente, tornando-a vulnerável a riscos internos, como fraudes, e externos, como sanções regulatórias. O seu exemplo é o código de conduta mais eficaz da organização. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. É importante diferenciar a ética do simples cumprimento da lei. A lei estabelece o mínimo aceitável de comportamento; a ética é o sistema de valores que a empresa decide seguir para além da obrigação legal. Esse sistema é a base da cidadania empresarial, a postura ativa da empresa em relação à sociedade. A distinção fundamental: RS vs. filantropia Um dos erros mais comuns e estrategicamente perigosos é confundir responsabilidade social com filantropia. • A filantropia é a doação de recursos ou tempo para causas sociais, sem ligação direta com o core business da empresa. Embora seja uma ação valiosa de caridade, ela é não sustentável como estratégia de negócio, pois não melhora a eficiência nem reduz o risco operacional da empresa, não sendo o foco da modelagem de novos negócios. • A responsabilidade social – RS é a integração voluntária das preocupações sociais e ambientais nas operações de negócio e nas relações com os stakeholders. A RS faz parte da sua cidadania empresarial e exige que a empresa gerencie ativamente seu impacto social (o Pilar S) e ambiental (o Pilar A). A RS transforma o modo como a empresa gera lucro. A RS, quando integrada ao modelo, transforma-se em um diferencial competitivo. Ela melhora a imagem e a identidade da empresa, atraindo talentos (recursos humanos do BMC), aumentando a fidelidade do cliente e garantindo a aceitação social da sua operação. Exemplo Um bom exemplo desse assunto é o caso Tylenol, ocorrido em 1982 nos Estados Unidos, que se tornou um dos episódios mais emblemáticos de gestão de crises corporativas. Naquele ano, sete pessoas morreram após consumir cápsulas do analgésico Tylenol contaminadas com cianeto, o que gerou pânico nacional e uma queda imediata na confiança do público. Mesmo sem evidências de responsabilidade direta na adulteração, a Johnson & Johnson tomou uma atitude inédita ao realizar o recall de 31 milhões de frascos do produto, demonstrando transparência e compromisso com a segurança dos consumidores. A empresa cooperou intensamente com autoridades e com a imprensa, comunicando cada passo de forma clara e responsável. O caso também impulsionou grandes avanços na segurança dos medicamentos, incluindo a criação das embalagens à prova de violação, que se tornaram padrão na indústria farmacêutica. Embora o responsável pela contaminação nunca tenha sido identificado, a atuação firme e ética da Johnson & Johnson permitiu que a confiança pública fosse gradualmente restabelecida, levando o Tylenol a recuperar sua liderança de mercado poucos meses depois. Quer saber mais sobre esse caso? Acesse a matéria ‘Os Assassinatos do Tylenol’: entenda caso que virou documentário na Netflix https://exame.com/pop/os-assassinatos-do-tylenol-entenda-caso-que-virou-documentario-na-netflix/ https://exame.com/pop/os-assassinatos-do-tylenol-entenda-caso-que-virou-documentario-na-netflix/ Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. A ética está presente em todas as decisões não programadas que regem as empresas. Ao modelar seu negócio (BMC), a ética deve permear todas as operações, desde a escolha de um fornecedor (ética na cadeia de suprimentos) até a entrega final ao cliente. A adoção de um sistema ético formal e transparente (link com a transparência do Scrum) é o que garante que a Governança seja real, servindo como o alarme antifraude que protege o negócio. A regra dos 80% e o comprometimento irreversível A economia ambiental fornece o argumento mais forte para integrar a sustentabilidade desde a modelagem. Um princípio central é a análise do comprometimento de recursos. Estudos demonstram que as decisões tomadas no início de um projeto (fase de projeto básico/detalhado) comprometem cerca de 80% dos dispêndios futuros da empresa. Implicação estratégica: se você falhar em incorporar soluções de ecoeficiência (como o uso de materiais sustentáveis ou processos de baixo impacto) na arquitetura de seu modelo de negócios (BMC) na Unidade 2, o custo de correção na fase de operação será exponencialmente maior, demandando outros estudos que poderiam encarecer ainda mais o empreendimento. A ética, portanto, age como um sistema de alarme precoce no controle de riscos, prevenindo passivos ambientais e financeiros de longo prazo. Finanças sustentáveis: ética, valuation e a atração de capital A ética se traduz em valor de valuation e controle de riscos. O mundo financeiro não separa mais a ética do lucro, o que levou ao surgimento das finanças sustentáveis. • Valuation (criação de valor ativo): uma empresa com forte desempenho ASG e ética clara tem o seu valor de mercado (valuation) elevado. Isso ocorre porque os investidores (VCs) percebem que a qualidade da Governança e o cuidado Ambiental/Social reduzem a probabilidade de perdas futuras (multas, processos, crises), que são vistos como passivos invisíveis. O mercado recompensa a longevidade e a redução do risco de desvalorização dos ativos. • Controle de riscos e vantagem competitiva: o controle de riscos na agenda ASG torna a empresa mais segura. A ética atua como um sistema de alarme precoce, prevenindo escândalos que poderiam levar a quedas abruptas no preço das ações e ao desinteresse dos VCs (Tema 1.4). Observação O empreendedor, ao modelar um novo negócio, deve apresentar aos seus investidores um modelo de negócios que demonstre sustentabilidade econômica, ambiental e social, provando a estabilidade do fluxo de caixa e a redução dos passivos de longo prazo. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Sustentabilidade integrada: a modelagem do negócio cidadão A sustentabilidade empresarial exige que a modelagem integre a ética em todas as suas vertentes, conforme o papel das empresas na sociedade. O empreendedordeve garantir que a ética seja o código genético do seu negócio, permeando todas as operações: • VPDC e dores sociais: a proposta de valor (VPDC) deve atacar dores que o mercado tradicional ignora (ex.: dores sociais e ambientais – ODS), buscando a estratégia do oceano azul (Tema 1.3) por meio do impacto. • BMC e ecoeficiência: seus parceiros-chave (BMC) devem ter certificação ASG. Suas atividades principais devem refletir processos de produção limpos (Pilar A), e a estrutura de custos deve enxergar a responsabilidade como um investimento em longevidade (ecoeficiência). • Liderança e cultura: o empreendedor deve criar uma cultura que valorize a ética e a transparência. O Scrum (Tema 3.2), com sua exigência de transparência e inspeção diária, serve como uma ferramenta de Governança que garante que o comportamento ético seja monitorado. A sustentabilidade empresarial é um diferencial competitivo que exige uma mudança de mindset, levando a empresa a ir além da conformidade legal e a adotar a cidadania empresarial como um valor central. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 3 Tomada de decisão data-driven: análise de métricas e ferramentas tecnológicas Como a integração dos critérios ASG e ODS (responsabilidade) com a disciplina data-driven (inteligência) garante que o novo negócio tenha longevidade e crie valor? Você está na fase final da unidade, o que significa que seu modelo de negócios é ético e responsável. Contudo, o último risco que pode aniquilar seu legado não é o mercado ou o concorrente, mas sim a intuição desmedida do empreendedor. Lembre-se, as grandes empresas de crescimento exponencial, como Google, não cresceram por sorte; elas cresceram por uma disciplina metodológica: a tomada de decisão baseada em dados – DDDM. Aprendemos que as métricas acionáveis do lean startup são o único dado que prova o progresso real e guia a decisão de pivotar ou perseverar. A DDDM é o amadurecimento desse conceito. Ele transforma a organização em um agente que aprende de forma sistemática, utilizando o rigor da tecnologia para coletar e processar informações. A DDDM é o pilar que garante a Governança, pois ele blinda as decisões importantes contra o risco das crenças, culturas e agendas diferentes do fator humano. Esse é o seu mandato final: garantir que a inteligência seja o motor do seu crescimento. DDDM: da gestão de recursos à inovação baseada em dados – DDI A tomada de decisão baseada em dados (data-driven decision making – DDDM) é a abordagem que as organizações estão adotando, cada vez mais, para melhorar seu desempenho e garantir que os recursos sejam utilizados com o máximo de eficiência. No contexto da modelagem de novos negócios, a DDDM é o que garante que o seu capital captado (Tema 1.4) seja direcionado para as hipóteses mais estratégicas do seu modelo (BMC). A DDDM surge como uma resposta direta à extrema incerteza que rege as startups e a volatilidade do mercado, pois as decisões não programadas que regem as empresas são as mais difíceis e o empreendedor que as toma apenas com base na intuição está fadado ao fracasso. A DDDM transforma a gestão de recursos (financeiros, materiais e humanos) em um processo de raciocínio clínico, exigindo que o diagnóstico e a intervenção (solução) sejam informados por evidências empíricas. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. A inovação baseada em dados – DDI A data-driven innovation – DDI agrega valor ao processo de tomada de decisões ao fundamentá-la em dados, utilizando o volume de informações organizacionais para filtrar informações úteis e aprimorar a qualidade dos serviços. A inovação, que é o pilar da sua longevidade, não é mais um “golpe de gênio”, ela é um processo que utiliza o rigor da análise para identificar padrões, antecipar tendências e criar propostas de valor (VPDC) que o mercado tradicional ainda não enxergou. O empreendedor que domina a DDI está constantemente aprimorando a qualidade da sua entrega e reduzindo o desperdício em seus processos (Scrum). A métrica acionável na prática: o exemplo Netflix O sucesso da DDDM depende da capacidade de abandonar as métricas de vaidade e se concentrar nas métricas acionáveis. O MVP – produto mínimo viável que você construiu deve ser projetado para coletar exatamente os dados que validam o seu crescimento exponencial. Exemplo A Netflix é o exemplo clássico de uma empresa que construiu seu modelo de negócios (BMC) inteiramente sobre a DDDM, pois utiliza experimentos controlados (A/B Tests) para testar praticamente todas as mudanças propostas em seus produtos, desde o algoritmo de recomendação até o layout da página inicial e a estratégia de lançamento de conteúdo. Em um teste, um novo algoritmo de recomendação personalizado levou os usuários a assistirem 35% mais conteúdo. A lição: a tomada de decisão não é do CEO, é do dado. Além disso, utiliza a experimentação até mesmo em sua infraestrutura, testando o algoritmo de streaming para reduzir o “rebuffer” (interrupção do vídeo). O dado rigoroso é usado para criar novos algoritmos que se adaptam a uma variedade de cenários de rede. Além disso, a Netflix monitora diversos aspectos do comportamento dos usuários para aprimorar suas recomendações e melhorar a experiência na plataforma, tais como: • Quando você pausa e retorna. • Quais dias você assiste. • Quais horários você assiste. • Onde você assiste. • Quando você para de assistir a uma série. • Tempo que leva para procura de um filme e qual o comportamento nessa procura. • Melhores categorias que você gosta de assistir. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Fluência em dados (data fluency) como competência central Para que a DDDM funcione, o empreendedor e sua equipe precisam ter fluência em dados, que significa a capacidade de ler, analisar, argumentar e tomar decisões a partir dos dados. Quantas vezes você já participou ou ouviu falar de reuniões nas quais alguém de nível gerencial faz uma apresentação dos gráficos, praticamente lendo o que o gráfico mostra em termos de subidas ou quedas? Uma análise de dados precisa gerar ação prática. Veja como outros segmentos de negócio monitoram os dados: Casas de apostas esportivas (Bets): o Análise de apostas de jogos. o Uso de informações sobre histórico das equipes, resultados de jogos, colocação na tabela, jogadores, momentos específicos das partidas. o Enormes volumes de dados e múltiplas conexões. o Dados atualizados em tempo real. Bons modelos aumentam a chance de retorno das apostas e empresas de apostas podem punir ou banir usuários que criam modelos muito precisos de predição. Seguradoras: o Análise de fraudes de clientes em tempo real. o Acesso ampliado a informaçõessobre pessoas e suas conexões. o Utilização de diversas fontes de dados. o Redução significativa das perdas financeiras para a seguradora. Spotify: o Base de milhões de usuários. o Análise das preferências do consumidor. o Recomendação personalizada de playlists e lançamentos. o Predição de resultados como ganhadores do Grammy Awards. o Acerto de 4 dos 6 ganhadores em uma edição. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Ferramentas tecnológicas e a nova realidade da Indústria 4.0 A tecnologia não é o fim, mas o meio essencial para a DDDM. A Indústria 4.0 e sua evolução trouxeram ferramentas que tornam a coleta e análise de dados em tempo real viáveis e acessíveis, mesmo para startups, por isso o DDDM depende de tecnologias como big data, internet das coisas – IoT e sistemas integrados de gestão – ERP para coletar dados de produção, comportamento do cliente e performance. • Análise e machine learning: o uso de algoritmos de mineração de dados (data mining) e machine learning – ML permite que a empresa identifique padrões de comportamento, preveja tendências (como o churn rate) e crie propostas de valor cada vez mais personalizadas. • Dashboards: a complexidade dos dados exige que os resultados sejam apresentados de forma clara e compreensível para os stakeholders. Os dashboards são as ferramentas visuais que auxiliam nesse processo de decisão, mas eles devem ser projetados com foco na visualização de informação. O risco: um dashboard com uma visualização de informação pobre ou confusa pode acabar fazendo o efeito contrário, levando a uma decisão errada. Governança, ética e o legado do dado: DDDM e o ASG Uma cultura data-driven exige a transparência dos dados e a responsabilidade na sua interpretação. A disciplina de dados força a empresa a ser mais justa e imparcial em suas avaliações (ex.: desempenho da equipe), reduzindo a influência do “fator político” na tomada de decisão. A modelagem de novos negócios que você domina é a planta de construção para um negócio que usa o DDDM não apenas para maximizar o lucro, mas para garantir que o seu crescimento seja sustentável, ético e inteligente. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 4 Governança corporativa e inovação responsável: o legado do novo negócio Como a Governança Corporativa, por meio de estruturas de controle e transparência, pode auxiliar na longevidade e no legado do novo negócio no longo prazo? Você chegou ao último tema da nossa jornada de modelagem. Se o Tema 4.3 blindou as suas decisões contra a intuição por meio do data-driven – DDDM, o Tema 4.4 é o que transforma o sucesso momentâneo em legado duradouro. A modelagem, a validação e a execução (Unidades 1, 2 e 3) definiram o que o seu negócio é, mas a Governança Corporativa define o que ele será na próxima década. Em um mundo de incertezas e de competição acirrada, o risco mais alto para o empreendedor não é mais ter a ideia errada, mas sim falhar na Governança. A falta de Governança é o que permite que a fraude, a corrupção e a miopia estratégica se instalem, destruindo a confiança e aniquilando anos de investimento e esforço. A Governança, portanto, não é burocracia ou um custo imposto; é a inteligência estrutural que garante a longevidade e a sustentabilidade do seu modelo de negócios. Neste tema final, você aprenderá a arquitetar a estrutura de controle que consolida todos os pilares éticos (ASG, Tema 4.1), a responsabilidade social (Tema 4.2) e a disciplina de gestão (OKR e Scrum). Veremos o código das melhores práticas de governança corporativa (IBGC, 2015) como o seu manual para estabelecer a ordem estratégica, garantindo que o seu modelo de negócios seja não apenas lucrativo, mas um agente de transformação responsável na sociedade. Governança Corporativa é o sistema pelo qual as empresas são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgão de fiscalização e demais partes interessadas (stakeholders). É o mecanismo que garante que a empresa opere de forma coerente com seu propósito e seus valores, e que protege o capital e o interesse dos investidores. Para o novo empreendedor, o valor da Governança reside em seu papel como blindagem contra o risco. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC e manuais como o da Funcef atestam que a Governança é a sua principal ferramenta para mitigar os riscos de gestão, fraude e corrupção. O valor para o investidor: uma boa Governança é o sinal mais forte de maturidade e disciplina para o investidor anjo e o VC (Tema 1.4). Ela assegura que o investimento será usado de forma ética e eficiente, alinhada à estratégia definida. Investidores Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. evitam empresas nas quais a tomada de decisão é centralizada e opaca, pois essa estrutura amplifica o risco, que é o oposto do que a modelagem de novos negócios busca. Os quatro princípios fundamentais do IBGC: lições de crises corporativas A Governança não é feita de regras isoladas, mas de quatro princípios interligados que formam a espinha dorsal de um negócio sustentável. As falhas nesses princípios são a causa raiz das maiores crises corporativas globais e brasileiras. Transparência (disclosure) Esse princípio exige que a empresa divulgue não apenas as informações financeiras (o lucro), mas também as informações relevantes sobre o seu propósito estratégico e seu desempenho nos pilares ASG. A crise da Americanas S.A., revelando inconsistências contábeis e a subestimação de dívidas multibilionárias, ilustra o colapso da transparência. Relatórios não auditados ou a recusa em abrir dados demonstram que havia uma desconexão entre as práticas teóricas de governança e a sua implementação prática. A consequência é a perda total de confiança do mercado e a destruição de valor, afetando todos os stakeholders. Saiba mais Quer saber mais sobre o escândalo da Americanas? Veja tudo o que aconteceu no rombo da Americanas e saiba o que ainda está por vir. Equidade (fairness) A equidade exige o tratamento justo e igualitário de todos os sócios e stakeholders. Isso significa que os interesses dos acionistas minoritários e da equipe (Pilar S do ASG) devem ser considerados, e que as decisões não podem ser motivadas por interesses particulares de grupos majoritários. A equidade é o pilar que sustenta a ética empresarial. Em casos de falha de Governança, é comum que a equidade seja comprometida pela falta de independência do conselho de administração. A influência de investidores majoritários ou a concentração de poder no CEO pode levar a decisões que beneficiam poucos em detrimento de muitos, como em empresas nas quais o conselho é poucoindependente. A equidade é fundamental para a cultura de confiança. Prestação de contas (accountability) Esse princípio exige que os agentes de Governança (administradores e conselheiros) assumam a responsabilidade por seus atos e decisões, prestando contas de sua https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/veja-tudo-o-que-aconteceu-no-rombo-da-americanas-e-saiba-o-que-ainda-esta-por-vir/ https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/veja-tudo-o-que-aconteceu-no-rombo-da-americanas-e-saiba-o-que-ainda-esta-por-vir/ Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. atuação de forma clara, completa e verificável. Os desastres socioambientais da Vale em Mariana e Brumadinho são exemplos trágicos da falha na responsabilidade corporativa e, em especial, na prestação de contas. A pressão por dividendos e resultados de curto prazo levou a cortes em manutenção e a controles internos ineficazes. A falta de accountability dos executivos em relação aos riscos ambientais resultou em danos irreparáveis à comunidade e ao valor de mercado da empresa. A lição: a prestação de contas deve incluir o impacto social e ambiental, não apenas o lucro. Responsabilidade corporativa (responsibility) Esse princípio exige que os administradores considerem os impactos do negócio no meio ambiente e na sociedade (Pilares A e S do ASG). É o princípio que amarra a Governança à sustentabilidade e ao legado. A estrutura de controle: os órgãos como fiscais da estratégia A Governança estabelece estruturas formais para que os princípios sejam aplicados, mesmo em startups que buscam investimentos. Pense nesses órgãos como mecanismos de controle e fiscalização que protegem o seu investimento: • Conselho de administração – CA: o leme estratégico. O CA é o órgão máximo de deliberação, o responsável por aprovar o plano de voo estratégico e monitorar a rota. Ele exige a presença de membros independentes que trazem uma visão externa e imparcial, essencial para blindar a empresa do “efeito rebanho” e do erro estratégico de um único fundador. • Comitês de assessoramento: os olhos e ouvidos do CA. Comitês especializados (riscos, ética, ASG) trazem rigor técnico à fiscalização. Eles são vitais para garantir que o controle de riscos, seja feito por especialistas e que a empresa cumpra as exigências regulatórias do mercado ASG, garantindo a especialização nas decisões não programadas. • Conselho fiscal: o xerife das finanças. Atua na fiscalização da gestão financeira e da aderência às leis e regulamentos. Garante aos investidores (VCs) que os relatórios financeiros (prestação de contas) são transparentes e confiáveis, fiscalizando o uso do capital captado. O legado: consolidando a inovação responsável O legado de um novo negócio é a sua capacidade de criar valor para a sociedade (ASG) e de durar no tempo (Governança). O empreendedor estratégico usa a Governança não apenas para cumprir a lei, mas para garantir que o propósito seja a bússola do crescimento. O seu legado será medido não apenas pelo seu valuation, mas pela confiança e pela contribuição que seu negócio deixou para a sociedade. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Com isso, finalizamos o Tema 4.4 com a certeza de que a Governança Corporativa é o elo final que consolida todos os pilares da disciplina. Ela é a inteligência estrutural que impõe a ordem, a ética e o controle necessários para que o seu novo negócio transcenda a figura do fundador e se torne um legado duradouro. O desafio: use a Governança para proteger sua visão. Sua missão é construir uma empresa que não só gere lucros, mas que sirva como um exemplo de inovação responsável para o mercado global. Com a conclusão deste tema, você dominou todas as fases da modelagem de novos negócios, da ideação ao legado. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Pergunta em destaque Título imagem ou tabelas Legendas. Título nível 1 (H3) Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Título nível 2 (H4) Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Título nível 3 (h5) Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Título nível 3 (h6) Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. “ Citação Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono.” (Nome) Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Importante! Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Saiba mais Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Observação Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Curiosidade Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Exemplo Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. POPUP Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindoo upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Título Para destacar um texto, usar borda simples. Importante Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Saiba mais Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Observação Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Curiosidade Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Exemplo Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Encerramento Pergunta 1 Resposta. Pergunta 2 Resposta. Pergunta 3 Resposta. Pergunta 4 Resposta. Resumo da Unidade Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Referências da Unidade • Nonono nonono nonono nonono. • Nonono nonono nonono nonono. • Nonono nonono nonono nonono. Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino publicado na página inicial da disciplina.