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Como Surge uma Época- Para uma Crítica do Futuro, O Espaço Virtual e o Niilismo do Informar. Apresentação A caracterização de uma época ou a imagem que uma época determina na humanidade sempre traz a marca da compreensão e da relação que o homem a conduz, não somente isso, na medida em que surge uma época, os espaços para se garantir a época é a base fundamental de sua vigência. Assim, os lugares do mundo são evidências da construção e caracterização das ideias de uma época. Esses lugares como tais, vêm precedidos das referências espaciais como condição de possibilidade de habitação. Nesse sentido, todas as caracterizações para o conceito de espaço sempre esteve caracterizado por duas ideias fundamentais: primeiro, um espaço precedido pela linguagem, ou seja, os lugares do mundo aparecem na linguagem, sendo assim, a linguagem cria a condição de possibilidade para enxergarmos esses lugares como tais; e uma segunda ideia, os lugares projetados no mundo como possibilidade real de existência. Contudo, o caráter representativo dos espaços vem se alterando, a partir da consolidação da experiência do homem com a técnica. A técnica, a cibernética e a tecnologia foram ferramentas fundamentais para reconfigurar nossa noção de espaço. É a partir desse eixo, que se pretende aqui tomar uma discussão sobre a noção de espaço em detrimento ao modo de pensar humano. Com isto, a crítica pretender traçar alguns indícios para apontar os elementos que conduzem a caracterização da época presente- a tecnologia como evidência e suporte à Era da Informação em consonância com uma estrutura do real que se desdobra como modo de “ser” tecnológico em que a Ge-stell e o niilismo continuam a vigorar. Esta pertença do niilismo conduz a investigação à delineação do conceito de “niilismo da Gestell-logoi”, conceito que pretende dar continuidade as reflexões apontadas nas discussões entre Heidegger e Jünger acerca da ascensão da linha do niilismo. Propondo assim, evidenciar que o desdobramento da linha se moldou a época presente em que a tecnologia desponta como arcabouço das novas sínteses constitutivas do real. Portanto, o nexo presente do trabalho se estende da configuração e análise do espaço, discussão acerca da linha e do niilismo do informar, caracterização e problematização do tema, contributo fundamental para construir uma discussão acerca da evidência que a memória carnal está sendo substituída pela memória virtual, e essa, pode ser característica de uma ontologia da distância nos moldes característicos dos conceitos afirmados por Heidegger. Portanto, se verá ao longo da tese a escolha em tematizar: espaço, memória, linha, niilismo, Ge-stell, logos e virtual, para cercar a análise de conceitos que propiciem a caracterização da época que se apresenta, e com isto, chamar à discussão alguns pensadores que apresentam um diálogo sólido sobre os conceitos presentes ao tema, em virtude de aumentar o âmbito da investigação, correlacionando-os a temática da ontologia da distância. Tais como: Bergson, Nietzsche, Deleuze, Levy e Sloterdjick. Em último caso, o horizonte das discussões fundamenta a investigação e elucidação final sobre a temática a partir do trânsito do pensamento entre Heidegger e Nietzsche, visto que, ambos apresentam discussões acerca do futuro, remetendo ao filósofo uma nova caracterização sobre a validez e permanência da filosofia e do pensamento, numa época em que a informação e a virtualidade se tornam um imperativo para a construção do espaço, do mundo e das vivências do homem.