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Controladores Lógicos Programáveis CLP CLP Controladores lógicos programáveis (CLP), também chamados de controladores programáveis (ou Power Line Comunication – PLC) de estado sólido são membros da família de computador, que utilizam circuitos integrados em vez de dispositivos eletromecânicos para implementar funções de controle. Eles são capazes de armazenar instruções, tais como a sequência de tempo, contagem, aritmética, manipulação de dados e comunicação, para controlar máquinas e processos industriais. COMPOSIÇÃO DO CLP Os controladores programáveis são sistemas modulares compostos basicamente de: • fonte de alimentação; • CPU; • memória; • módulos de entradas e saídas; • linguagens de programação; • dispositivos de programação; • módulos de comunicação e • módulos especiais (opcionais). COMPOSIÇÃO DO CLP CLP Compacto O conjunto de entradas e saídas de um CLP, abrange todos os tipos de sinal que o CLP pode monitorar e acionar. Na prática, alguns CLP chamados de compactos apresentam, incorporados à CPU (ou onboard), um conjunto reduzido de entradas e saídas, podendo ser aplicados a pequenas máquinas ou processos. Esses CLP são popularmente conhecidos como “Micro CLP”. Alguns tipos de Micro CLP permitem a expansão de suas entradas e saídas por meio de módulos auxiliares. CLP Modulares Para aplicações maiores, que requerem maior capacidade de processamento em função do número de pontos de E/S a ser controlado, são utilizados os CLP modulares que apresentam características similares aos computadores, em termos de expansão e configurações, pois, nesse tipo de CLP é possível substituir a CPU, a fonte de alimentação, acrescentar placas de expansão, etc. EVOLUÇÃO DOS CLP Os CLP foram projetados, inicialmente, para substituir os sistemas de controle por relés e limitavam-se a aplicações em máquinas e processos de operações repetitivas. Com a evolução tecnológica dos microprocessadores, os CLP ampliaram suas funções, aumentando consideravelmente sua capacidade e flexibilidade operacionais. Veja a seguir o ciclo evolutivo dos controladores programáveis: • 1968 – Projeto de um CLP para a General Motors Co., com o objetivo de substituir os sistemas de controle a relés; EVOLUÇÃO DOS CLP • 1969 – Primeiro CLP fabricado para indústria automobilística com componentes equivalentes aos relés; • 1971 – Primeira aplicação de um CLP fora da indústria automobilística; • 1972 – Introdução de instruções de temporização e contagem nos CLPs; • 1973 – Introdução de operações aritméticas, controle de impressão, movimentação de dados e operações matriciais; • 1974 – Introdução de terminais de programação com TRC (tubos de raios catódicos); • 1975 – Introdução de controle análogo PID (proporcional, íntegra e derivativo) EVOLUÇÃO DOS CLP • 1976 – Primeira aplicação de um CLP numa configuração hierárquica, como parte de um sistema integrado de fabricação; • 1977 – Introdução de CLP bastante compactos, baseados na tecnologia dos microprocessadores; • 1980 – Introdução de módulos inteligentes de entrada e saída, proporcionando alta velocidade e controle preciso em aplicações de posicionamento; • 1981 – Introdução de redes de comunicação permitindo que o CLP se comunique com dispositivos inteligentes como computadores, leitores de códigos, etc.; • 1982 – Introdução de mini e micros CLP; • 1983 – Introdução de redes de controle, permitindo que vários CLPs acessem os mesmos módulos. ESTRUTURA DO CLP A estrutura básica de um CLP tem sua origem no hardware básico de um computador. Um CLP é um computador para aplicações específicas, pois utiliza a mesma Unidade Central de Processamento de um PC, mais uma fonte de alimentação com ótimas características de filtragem/estabilização, interface E/S imune a ruídos para aplicações industriais. Processador do CLP O processador identifica a parte do CLP responsável pela execução de todas as suas funções. Ele se assemelha à UCP de um computador quanto à concepção do hardware, pois ambos são compostos de blocos funcionais similares. Tem a função de coletar os dados enviados pelos módulos de entrada, assim como selecionar os dados previamente armazenados, efetuando seu processamento de acordo com o programa do usuário. O Resultado Lógico destas Operações será posteriormente enviado para os módulos de saída. CLP PC ESTRUTURA da Memória do CLP A memória do controlador programável pode ser visualizada como um grande conjunto bidimensional de células unitárias de armazenamento, cada um das quais armazena uma única informação na forma de “1” ou “0”. O sistema de numeração binário é o usado para representar a informação armazenada na memória. O sistema de memória pode ser dividido em três partes: •memória do sistema; •memória da aplicação; •tabela de dados. ESTRUTURA DO CLP: Memória do sistema: Armazena o programa responsável por toda a operação de funcionamento do controlador. O programa executivo é um conjunto de programas armazenado permanentemente na memória do controlador com o objetivo de controlar e supervisionar as atividades do sistema, como o controle do ciclo de varredura, a comunicação como os dispositivos periféricos, os diagnósticos e outras atividades. Memória da aplicação: Armazena a lógica de controle definida pelo usuário, isto é, o programa de aplicação ou programa do usuário. Tabela de dados: A tabela de dados define o endereçamento dos diversos tipos de dados que um controlador pode manipular. BOBINAS INTERNAS Bobinas internas, também chamadas de bobinas lógicas ou saídas internas, são utilizadas para realizar intertravamentos e armazenamentos de estados lógicos internos no programa. Diferentemente das saídas externas, as bobinas internas não têm um ponto físico correspondente no sistema de saídas. Sistema de Entradas e Saídas O sistema de entradas e saídas fornece a conexão física entre o mundo externo (equipamentos de campo) e a unidade central de processamento. Por meio de circuitos de interface, o controlador pode sensorar ou medir quantidades físicas, independente da máquina ou processo, como proximidade, posição, movimento, nível, temperatura, pressão, corrente e tensão. Entradas e Saídas Discretas A classe mais comum de interface de entrada e saída é o tipo discreto. Essa interface conecta dispositivos de entrada de campo que fornecem sinais de entrada. Interface por relé acoplador Estabelece o acoplamento do sinal gerado pelo CLP para acionamento de cargas. + - comum NA NF Controladores Lógicos Programáveis CLP Linguagem de Programação Linguagem de Programação Existem 5 tipos básicos de linguagem que normalmente são encontradas em controladores programáveis e padronizadas, segundo a norma IEC 61131-3: • Linguagens de relés ou diagrama de contatos (LD – Ladder Diagram) • Linguagens por blocos funcionais (FBD – Function Block Diagram) • SFC – Sequential Function Chart (SFC – System Function Chart) • Lista de instruções (IL – Instruction List) • Texto estruturado (ST – Structured Text) Diagrama Ladder - Ladder Diagram (LD) É uma linguagem gráfica baseada em diagramas elétricos, que representa contatos e bobinas interconectados, destacando o fluxo de energização entre os elementos. O diagrama Ladder surgiu nos EUA para representar a lógica usando relés. O diagrama final se parece com uma escada (ladder, em inglês), em que as laterais são as linhas de alimentação e os degraus representam a lógica. Linguagens por blocos - Function Block Diagram (FBD) O FBD é uma linguagem gráfica baseada nos diagramas de circuitos (diagrama lógicos) que representablocos interconectados, destacando o fluxo de sinais entre os elementos. É de fácil representação e entendimento do modelamento do sistema em termos do fluxo de sinais entre os elementos de processamento. É muito útil para controle lógico combinacional e sequencial. Seqüenciamento gráfico de funções – Sequential Function Chart (SFC) Descreve graficamente o comportamento sequencial de um programa de controle. É derivado da norma IEC 848, com as alterações necessárias para converter a representação de uma documentação padrão para um conjunto de elementos de controle de execução. Lista de instruções (IL – Instruction List) É uma linguagem textual, próxima do código de máquina. Na verdade é apenas uma linguagem adicional, menos amigável e flexível e que deve ser usada para produzir código otimizado para trechos de performance crítica em um programa. Texto estruturado - (ST – Structured Text) Também é uma linguagem textual, porém de alto nível, que permite a programação estruturada. A vantagem do texto estruturado esta na utilização de sub-rotinas para executar diferentes partes de uma função de controle. ZELIO SOFT Modelo SR2B121BD 3) Na tela “Escolha do Módulo”, selecione a categoria do módulo indicado na figura: 4) Selecione o tipo de módulo Zelio a programar, indicado na figura: 5) Selecionar o módulo de extensão compatível, indicado na figura: 6) Selecionar o tipo de programação “Ladder” (indicado na figura): 7) Reconhecimento do ambiente de trabalho: Nessa etapa, vamos reconhecer o ambiente de trabalho ao qual iremos desenvolver os programas em linguagem “Ladder”: a) Note que logo acima, existem 3 áreas distintas: 1ª - identificada como “área de contatos” ela possui a coloração amarela no local onde são discriminadas as colunas de trabalho (Contato 1, Contato 2, Contato 3, Contato 4, Contato 5). A coloração amarela é importante, pois o ZelioSoft2 identifica onde cada elemento deve ser posicionado, através das cores, como iremos detalhar mais a frente. 2ª - identificada como “saídas” ela possui a coloração azul no local onde é discriminada a coluna de trabalho (Saídas). 3ª - identificada como “Comentários” ela possui a coloração cinza no local onde é discriminada a coluna de trabalho (Comentários). b) Note também a “área de Programação”, onde se deve inserir o programa desejado e as identificações das linhas disponíveis para programação (“Linhas de programação”). c) Para concluir, existem os locais identificados para adição de elementos ao programa Ladder em desenvolvimento, são eles: 8) Identificação das áreas Amarelas e azuis: Note que conforme os elementos são selecionados nos seus locais respectivos, abre uma janela que relaciona quais são os elementos disponíveis para serem usados e identificados com a cor amarela e à cor azul. 9) Exemplo 1: Será feito um programa cujo objetivo é: Acender uma lâmpada: 10) Ao pressionar a “Barra de espaço” do teclado o contato alterna entre NA (Normalmente Aberto) para NF (Normalmente Fechado). 11) Para adicionar um nome ao contato: a. Clique duas vezes sobre o contato; b. Selecione a guia “Comentários”; c. Descreva o nome do contato no local reservado para comentários; d. Marque a opção: “Mostrar o comentário”, e; e. Clique no botão “OK”. 12) Adicione ao programa uma Saída Digital, na coluna de “Saídas” – azul, na área de programação, com isso, o elemento que será adicionado ao programa, será um elemento também da cor azul: 13) Feche as ligações. Para isso, basta clicar na extremidade da chave, segurar o botão do mouse e arrastar até a linha vermelha se encontrar com o elemento da Saída Digital. 14) Simule o programa, clicando no ícone de simulação no canto superior direito. 15) O programa abrirá a tela de simulação: Para iniciar a simulação, clique na tecla “Run” (que está em azul). Ao ser iniciada a simulação, o botão “Run” fica com a coloração verde. Outra forma de identificar que a simulação está em andamento, é que o símbolo da Zelio, fica girando. 15) Para acionar a tela “I1” Selecione o botão “mostrar / ocultar as entradas”. Com isso, abrirá uma janela, onde é possível a interação com o circuito, durante a simulação. 16) Quando a simulação estiver em andamento, observe que o local identificado em vermelho, mostra onde o circuito está “energizado”. Os locais identificados em azul, mostra onde o circuito NÃO está “energizado”. 17) Para parar a simulação clique na tecla “Stop” identificada na figura. Para sair do modo de simulação e voltar ao modo de programação, basta clicar na tecla indicada na figura a seguir: 18) Salvando seu programa Ladder no ZelioSoft 2: 19) O Zelio Soft 2 dispõe de uma ajuda na barra de menus, bastando clicar no menu ? e em Ajuda ou então diretamente a partir do ícone na barra de ferramentas. Função de coerência A função de coerência, representada pelo ícone do olho na barra de estado, permite assinalar quaisquer incoerências na sequência. Se o ícone estiver a azul, a lógica está correta. Se estiver vermelho, isso significa que existem erros. Clique no ícone e verifique os erros. Ícone azul: Nada a assinalar Ícone vermelho: problema de cablagem Se fizer duplo clique em TT1 ou T1, aparece a janela de parametrização do bloco temporizador T1: