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Análise e desenvolvimento de 
sistemas
Redes de Computadores e 
sistemas distribuídos
Professor: Fernando Silva Moraes
E-mail: fernando.moraes@faculdadecesusc.edu.br
Aulas 5,6,7 e 8 – Modelos de redes OSI e TCP/IP. 
Arquitetura e protocolos de redes de computadores.
O desenvolvimento de uma arquitetura de redes de computadores consiste 
em uma tarefa complexa, pois envolve inúmeros aspectos de hardware e 
software, como interface com o meio de transmissão, especificação, verificação 
e implementação de protocolos, integração com o sistema operacional, 
controle de erros, segurança e desempenho. O modelo de camadas surgiu 
para reduzir a complexidade do projeto de arquitetura de redes.
 A ideia do modelo de camadas consiste em dividir o projeto de redes em 
funções independentes e agrupá-las em camadas. Dessa forma, cada nível é 
responsável por determinados serviços e apenas aquela camada pode oferecê-
los. Além disso, o modelo implementa regras para a comunicação entre as 
camadas, isolando suas funções e garantido a independência entre elas.
Através do modelo de camadas, o projeto de rede pode ser dividido mais 
facilmente e como as camadas são isoladas, não importa como as funções de 
um nível são implementadas, desde que as regras de comunicação sejam 
respeitadas. Por meio desta abordagem, uma camada muito complexa poderia 
ser dividida em subcamadas, sem que essa decisão afete das demais 
camadas. Além disto, o modelo de camadas traz benefícios para a manutenção 
do projeto de rede, pois se houver um problema, basta identificar a camada 
responsável e corrigi-lo. Também se torna possível introduzir novas 
funcionalidades em uma camada sem afetar as demais, reduzindo o esforço 
para a evolução do projeto de rede.
 O modelo de camadas também oferece benefícios comerciais. Por meio 
deste modelo, diferentes empresas podem oferecer soluções para uma ou 
mais camadas, permitindo aos usuários adquirir produtos de diferentes 
fabricantes sem o risco de incompatibilidades entres os diferentes dispositivos. 
Dessa forma, o mercado se torna mais competitivo, tendendo a reduzir o custo 
dos produtos para os usuários.
 Seguindo o modelo de camadas, pode haver duas perspectivas de 
comunicação, vertical e horizontal.
Camada Vertical x Horizontal
Uma camada pode ter um ou mais protocolos associados e um protocolo 
determinado é formado pelas informações de controle contidas no cabeçalho e 
pelo processamento dessas informações nas respectivas camadas de origem e 
destino. É importante não confundir os conceitos de serviço e protocolo. Um 
serviço define o que deve ser feito pela camada, ou seja, as interfaces e 
parâmetros que permitem a comunicação vertical entre as camadas adjacentes. O 
protocolo define como o serviço é implementado, ou seja, as informações de 
controle e processamento realizado pelas camadas no mesmo nível horizontal. O 
conjunto de protocolos implementados por todas as camadas do modelo é 
conhecido como pilha de protocolos e serviços.
 Serviços de rede são serviços oferecidos quando diferentes dispositivos se 
comunicam. Por exemplo, ao solicitar o download de um arquivo na Internet, usa-
se, para isso, serviços da rede, normalmente proporcionados pelo protocolo FTP, 
que é o protocolo de transferência de arquivos.
Exemplo de serviços confiáveis e não 
confiáveis
Camada OSI
Modelo de referência OSI
Modelo de referência OSI
O modelo de referência OSI (Open Systems Interconnection) trata da interconexão 
de sistemas abertos e baseia-se em uma proposta desenvolvida pela ISO (International 
Standards Organization) como um primeiro passo em direção à padronização 
internacional dos protocolos organizados em camadas. Uma informação importante é 
que o modelo OSI de fato não consiste em uma arquitetura de rede, pois ele não 
especifica os serviços e protocolos exatos que devem ser usados em cada camada. Ele 
informa apenas o que cada camada deve fazer.
 O modelo OSI tem sete camadas. A decisão para a escolha deste número de 
camadas foi baseado em cinco princípios, sendo eles: uma camada deve ser criada 
onde houver necessidade de outro grau de erro, cada camada deve executar uma 
função bem definida, a função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a 
definição de protocolos padronizados internacionalmente, os limites de camadas devem 
ser escolhidos para minimizar o fluxo de informações pelas interfaces, o número de 
camadas deve ser grande o suficiente para que funções distintas não sejam colocadas 
na mesma camada e pequeno o suficiente para que a arquitetura não se torne difícil de 
controlar.
Primeira camada - física
A camada física trata da transmissão de bits por um canal de comunicação. As questões mais 
comuns tratadas por esta camada são a quantidade de tempo que um bit deve durar, se a transmissão 
deve ser realizada simultaneamente nos dois sentidos, a forma como a conexão inicial será 
estabelecida e de que maneira ela será encerrada e quantos pinos o conector de rede terá e qual a 
finalidade de cada pino. As questões de projeto desta camada também consideram interfaces 
mecânicas, elétricas e de sincronização e com o meio físico de transmissão. Uma importante 
funcionalidade desta camada consiste em empregar esquemas de codificação do sinal digital em bits. 
A representação em formato binário permite representar a informação enviada de um emissor para um 
receptor no meio de transmissão.
 As informações transmitidas por meio de uma rede de computadores podem ser divididas em 
duas categorias, dados e sinais. Os dados consistem em entidades que portam significado dentro de 
um computador ou em um sistema computacional, por exemplo, um arquivo em formato TXT. Os 
sinais são impulsos elétricos ou eletromagnéticos utilizados para codificar e transmitir dados, por 
exemplo, um sinal de rádio. Os conceitos de sinais e dados se relacionam para efetuar uma 
transmissão, pois os dados precisam ser convertidos em sinais antes de serem transmitidos de um 
ponto ao outro. Compete à camada 1 a responsabilidade de definir as seguintes características:
 Cabeamento, especificações elétricas, ópticas ou eletromagnéticas, taxa de dados, número de 
bits enviados a cada segundo, configuração da linha, que pode ser ponto a ponto ou multiponto, modo 
de transmissão entre dois dispositivos, que podem ser simplex, Half-duplex ou full-duplex.
Segunda camada – Enlace de dados
A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de 
transmissão normal em uma linha que pareça livre de erros de transmissão. Para fazer 
isso, a camada de enlace mascara os erros reais, de modo que a camada de rede não 
os veja. Essa tarefa é realizada fazendo que o transmissor divida os dados de entrada 
em um conjunto de quadro de dados e os transmita sequencialmente.
 Em geral, este conjunto de quadros têm algumas centenas ou alguns milhares de 
bytes. Se o serviço for confiável, o receptor confirmará a recepção correta de cada 
quadro, enviando um quadro de confirmação.
 Outra questão que a camada de enlace aborda é como evitar que um transmissor 
rápido envie uma grande quantidade de dados para um receptor lento. Normalmente, é 
necessário que exista um mecanismo capaz de regular o tráfego para informar ao 
transmissor quando o receptor pode aceitar mais dados.
 As redes de broadcast têm uma questão adicional a ser resolvida na camada de 
enlace, como controlar o acesso ao canal compartilhado. Uma subcamada especial da 
camada de enlace de dados, a subcamada de controle de acesso ao meio trata desse 
problema. É na camada 2 que temos as placas de rede, switches e bridges como 
enlaces de dados por serem dispositivos que agem por meio do endereço MAC. 
 O protocolo utilizado nessa camada é, em sua maioria, o Ethernet ou Fast 
Ethernet.
Terceira camada - Rede
A camada de rede, que é a camada 3, é responsável pelo endereçamento 
lógico dos dispositivos de rede, fazendo com que o pacote de dados de suaorigem chegue até o destinatário final em diferentes redes (links). O protocolo 
que essa camada utiliza é o IP (Internet Protocol). Embora a camada de enlace 
realize o controle da entrega do pacote, a camada de rede garante que cada 
pacote seja transmitido de seu ponto de origem até seu destino final.
 Quando o pacote de dados é transmitido apenas entre a mesma rede 
(links), em geral não há necessidade dos serviços da camada de rede. 
Somente em diferentes redes. Assim, a camada de rede traça o roteamento 
(caminhos) pelo qual os pacotes vão passar pelas redes até que os dados 
sejam totalmente entregues ao receptor. E, se necessário, traçará caminhos 
alternativos, caso haja algum interrompido ou inoperante.
 Exemplo de equipamento que trabalha nesta camada é o roteador, pois 
ele é responsável pelas rotas de entrega dos pacotes.
Quarta Camada - Transporte
A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada 
acima dela, dividi-los em unidades menores quando preciso e repassá-los à 
camada de rede, garantindo que todos os fragmentos chegarão corretamente à 
outra extremidade. A camada de transporte também determina que tipo de 
serviço deve ser fornecido à camada de sessão. O tipo mais popular de 
conexão de transporte consiste no canal ponto a ponto livre de erros. Este 
serviço entrega mensagens ou bytes na mesma ordem em que eles foram 
enviados. No entanto, esta camada também provê um serviço de transporte 
sem nenhuma garantia quanto à ordem da entrega e à propagação de 
mensagens para múltiplos destinos. A camada de transporte é uma verdadeira 
camada de ponta a ponta, que liga a origem ao destino.
 Então, após os pacotes virem da camada de rede, já com seus 
“remetentes/destinatários”, é hora de entrega-los, como se as cartas tivessem 
acabado de sair do correio (camada de rede), e o carteiro fosse as transportar 
(camada transporte). Junto dos protocolos de endereçamento (IP e IPX), agora 
entram os protocolos de transporte (TCP e UDP).
Quinta Camada - Sessão
A camada de Sessão permite que os usuários em diferentes 
máquinas estabeleçam sessões de comunicação entre eles. Uma 
sessão oferece diversos serviços, inclusive o controle de diálogo, 
o gerenciamento de tokens.O controle de diálogo descreve o 
controle de quem deve transmitir a cada momento, como analogia 
podemos colocar como se fosse um farol (sinaleira), em sinal 
verde envia o protocolo com a mensagem, em sinal vermelho 
bloqueia e aguarda o canal liberar. O gerenciamento de tokens 
impede que duas partes tentem executar a mesma operação 
crítica ao mesmo tempo. A sincronização realiza a verificação 
periódica de longas transmissões para permitir que elas 
continuem a partir do ponto em que estavam ao ocorrer uma falha 
e a subsequente recuperação.
Sexta Camada - Apresentação 
Como camada de conversão de dados, é a sexta camada do modelo OSI, 
que tem a função de converter os dados binários em uma linguagem adequada 
para que os seres humanos consigam interpretá-los, ou seja, em linguagem 
visual. Logo, é a responsável por traduzir, compreender e criptografar os 
pacotes de dados.
 Em dois sistemas, em geral, os programas em execução trocam 
informações na forma de strings, (é um código que serve para ajudar o 
modem a melhorar, manter, ajustar a conexão da placa de 
modem)números, entre outros, e, para serem transmitidas, as informações são 
convertidas em fluxos de bits. Assim, a camada de apresentação faz tal 
conversão e traduz o fluxo de bits para os sistemas de diferentes 
computadores que possuem codificações diferentes.
 É também nessa camada que atua a questão de compactação dos dados, 
um exemplo clássico é quando utilizamos um software, como o WinZip ou 
WinRAR, para compactar a informação, pois é a camada de apresentação que 
está agindo nesse processo
Sétima camada - Aplicação
A camada de aplicação é responsável por cuidar da comunicação entre as 
aplicações, que são aplicativos dos usuários do computador e serviços dos 
sistemas. Logo, essa camada proporciona a possibilidade do usuário, seja 
humano ou software, acessar a rede.
 Quando o usuário digita um endereço em seu navegador de Internet, para 
acessar uma página na Web, é enviado o nome da página ao servidor que 
hospeda o sítio, utilizando, para isso, o protocolo HTTP (Hyper Text Transfer 
Protocol), que constitui a base da Internet, em que o servidor transmite a 
página ao navegador. Assim, ela proporciona uma interface entre o navegador 
de Internet com o usuário e suporte a serviços.
 Outros protocolos de aplicação são usados nessa camada para acesso ao 
e-mail, transferência de arquivos remotos, gerenciamento de bancos de dados 
compartilhados e outros tipos de serviços de informação distribuídos.
Importante.
Resumo do modelo OSI
Modelo de Referência
TCP/IP
TCP/IP
Com o crescente tráfego de informações e dados na década de 70, 
na época da ARPANET, com o exército americano e, logo em seguida, 
com universidades e centros de pesquisas conectadas em rede, “os 
protocolos existentes começaram a ter problemas de interligação entre 
elas, o que forçou a criação de uma nova arquitetura de referência” 
(TANEBAUM; WETHRALL, 2011, p. 28). 
 Surge, assim, o modelo TCP/IP (Transmission Control Protocol/ 
Internet Protocol – (Protocolo de Controle de Transmissão/Protocolo de 
Internet), como referência para a Internet, por ter uma coleção de 
protocolos que são utilizados com o objetivo de promover a 
comunicação entre dispositivos interligados em redes. Graças a seus 
dois protocolos, TCP e IP, esse modelo se tornou referência para a 
comunicação em redes.
Na década de 90, observou-se a grande disseminação da Internet, consolidando o 
modelo TCP/IP como base na utilização da rede global da informação. Com o avanço das 
tecnologias, foi necessária a criação de um comitê técnico, composto por agências, 
fabricantes, pesquisadores, entre outros, cujo nome é IETF (Internet Engineering Task Force 
– Grupo de Trabalho da Engenharia da Internet), com a finalidade de criar padrões de 
normalização tecnológicas da Internet, com os seguintes objetivos e garantir a 
interoperabilidade entre os equipamentos de diferentes fabricantes que integram a Internet, 
padronizar os protocolos e as interfaces de acesso e serviços desses protocolos.
 As definições discutidas pelo IETF são publicadas em um conjunto de documentos 
chamados de Requests for Comments (RFC), que apresentam especificações técnicas para 
a Internet. Com eles temos as especificações formais de protocolos de comunicação de 
dados e recursos que descrevem o uso desses protocolos.
 É por meio dos RFC que se divulgam novos protocolos, permitindo uma avaliação e 
melhoria das ideias. Alguns RFC importantes são especificados como:
» 768: User Datagram Protocol (UDP);
» 791: Internet Protocol (IP);
» 792: Internet Control Message Protocol (ICMP);
» 793: Transmission Control Protocol (TCP);
» 854: Telnet Protocol (TELNET);
» 894: IP over Ethernet;
» 959: File Transfer Protocol (FTP);
» 1034, 1035: Domain Name System (DNS);
» 1541: Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP).
O modelo de arquitetura TCP/IP possui 
suas funções divididas em camada da 
mesma forma que o OSI. A diferença 
principal nestas estruturas é o número de 
camadas encontradas em cada modelo: no 
OSI encontramos 7 camadas, enquanto no 
TCP/IP somente 4: Aplicação, Transporte, 
Rede e Interface de rede.
 Os modelos de referência OSI e TCP/IP 
possuem a implementação de camadas com 
serviços independentes como ponto comum. 
Outra semelhança que podemos citar é 
que os dois modelos se baseiam no conceito 
de pilha.
 No entanto, os modelos OSI e TCP/IP 
possuem diferenças entre si. O modelo OSI 
busca especificar o funcionamento das 
redes, descrevendo as funções pertencentes 
a cada uma das camadas com três conceitos 
fundamentais, que são: serviços, interfaces e 
protocolos.
» Os serviços descrevem as responsabilidades de cada camada, seja acima dela 
ouabaixo, ou seja, o funcionamento.
» A interface possui o papel de informar a próxima camada se os processos estão 
aptos para serem acessados. Assim, ela especifica os parâmetros e resultados das
camadas.
» Os protocolos usados em uma camada são de responsabilidade dela, que pode 
alterar os protocolos sem influir no software da camada superior.
As camadas do conjunto de TCP/IP trata dos protocolos, que podem ser 
mesclados e combinados dependendo das necessidades do sistema, que auxiliam 
nos processos de comunicação. Assim, os protocolos são espécies de linguagem 
utilizadas para que dois dispositivos se comuniquem entre si.
 Outra diferença está ligada ao tipo de conexão da comunicação, que pode ser: 
comunicação sem conexão, em que os pacotes são transmitidos da origem para o 
destino, sem fazer uma conexão formal antes; e comunicação orientada a 
conexões, que mantém um diálogo entre origem e destino, de modo a estabelecer 
conexão antes de transmitir os dados. No modelo OSI, a camada de transporte 
aceita apenas a comunicação orientada a conexões. Já no modelo TCP/IP, essa 
camada aceita ambos modos de comunicação.
Protocolos da camada TCP/IP
Principais protocolos e serviços
Com a Internet, é possível conectar milhares de dispositivos 
computacionais ao redor do mundo. Diversos são os tipos de meios 
físicos que possibilitam essa interligação, que podem ser meios 
magnéticos, pares trançados, cabo coaxial, fibras ópticas, os quais 
proporcionam a computadores pessoais, TVs, telefones celulares, 
quadros de imagens, entre outros, a interligação entre eles pela 
Internet.
 Mas, para que a comunicação ocorra entre diversos dispositivos 
diferentes, utilizam-se, para isso, protocolos de comunicação. 
Protocolos são regras que indicam como os dispositivos podem se 
comunicar, de maneira que possibilite a troca de informação entre eles.
Ao acessar a página do Google, 
por exemplo, o serviço ocorre quando, 
inicialmente, o dispositivo se comunica 
com o outro por meio do navegador de 
Internet. Utiliza-se, para isso, o serviço 
Apache (servidor de Internet), tendo a 
comunicação proporcionada pelo 
protocolo HTTP.
 É importante ressaltar que um 
computador pode fazer diferentes 
comunicações simultaneamente, como 
receber e-mails, acessar a Internet e 
transferir arquivos, e suas
aplicações são distinguidas pelo 
número da porta utilizada pelos 
protocolos na camada de aplicação. 
Vejamos alguns números de 
portas mais utilizadas na comunicação 
com o protocolo TCP:
Protocolo IP
Falamos até o momento sobre camadas OSI, TCP, mas o que é o IP? Para 
que a comunicação ocorra entre diferentes dispositivos, utiliza-se o protocolo IP. 
 Responsável pelos encaminhamentos dos dados na rede, cada dispositivo 
recebe um endereço IP, pelo qual é identificado. Assim, o protocolo IP permite o 
transporte de uma mensagem de uma origem até um destino. Comparando é 
nosso “passaporte”, sem ele não conseguimos sair do país de origem para o 
destino.
 Como funções importantes, o IP atribui um esquema de endereçamento 
(endereço IP) e roteia os caminhos de decisão de transporte das mensagens entre 
os dispositivos interligados nas redes. Se um computador tiver duas placas de rede 
instaladas nele, cada uma delas recebe um endereço IP específico e único. Desse 
modo, “é importante observar que um endereço IP não se refere realmente a um 
host (dispositivo). Na verdade, ele se refere a uma interface de rede” 
(TANENBAUM; WETHERALL, 2011, p. 276), que pode ser um roteador com duas 
interfaces de rede, por exemplo.
O endereço IPv4 (IP versão 4) é composto por quatro octetos separados 
por pontos, expressos de forma decimal, de 0 a 255, para a melhor 
visualização do usuário final, por exemplo, 189.34.242.229. Assim, os 
endereços chamados IPv4 possuem 32 bits (equivale a 4 bytes, pois 8 bits 
representa 1 byte).
 Como o dispositivo de rede só reconhece dígitos binários (0 ou 1), cada 
octeto pode possuir valores de 00000000 (8 zeros) a 11111111 (8 uns). Já em 
decimal, como mencionamos, pode ser valores de 0 a 255. Por exemplo, o 
endereço IP: 11010000 11110101 00011100 10000011 é representado por 
208.245.28.131.
 O endereço IPv4 é dividido em classes para facilitar sua distribuição no 
mundo. Para essa divisão, tomamos por base sempre o primeiro octeto. Por 
exemplo, o endereço IP 192.10.243.1 é de classe C, porque o seu primeiro 
octeto se enquadra na classe C.
A = 1.0.0.0 a 127.255.255.255
B = 128.0.0.0 a 191.255.255.255
C = 192.0.0.0 a 223.255.255.255
D = 244.0.0.0 a 239.255.255.255
E = 240.0.0.0 a 255.255.255.255
Máscaras de rede 
Agregado ao endereço IP, temos a 
definição da máscara de rede que faz a 
divisão das classes IP, a qual especifica a 
parte do endereço que representa a rede e 
a outra que informa a quantidade de 
dispositivos (hosts) na rede.
 Na classe A, temos apenas um octeto 
que faz referência à rede, com os demais 
octetos disponíveis para os dispositivos, 
com isso temos 256 endereços de rede e 
mais de 16 milhões de possibilidades de 
conexões de dispositivos nessas redes (224 
= 16.777.216).
Representação binária Classe A
Protocolo IP – IPV6
Devido ao crescimento do uso da Internet, que resultou no aumento de 
interligação de dispositivos, o IPv4 passou a apresentar limitações, porque os 
endereços de 32 bits se esgotam com o tempo. Diante disso, a IEFT 
desenvolveu um novo padrão de endereçamento, cujo nome é IPv6 (IP versão 
6), para atender não apenas às necessidades atuais, mas também às 
necessidades das aplicações futuras.
 O IPv6 aumenta a capacidade de endereçamento de 32 bits para 128 bits, 
representa um aumento enorme (296) no espaço de endereços. Sua 
representação utiliza caracteres hexadecimal (0 a 9 e também os caracteres A, 
B, C, D, E, F). É escrito como 8 grupos de 4 dígitos hexadecimais separados 
por dois pontos, como, por exemplo: 
0000:0000:0000:0000:0000:FFFF:C0A8:000A convertendo novamente para 
IPV4 seria o IP 192.168.0.10.
Protocolo DHCP
O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol), protocolo de configuração 
dinâmica de host, atua em uma estrutura cliente e servidor para fornecer 
automaticamente endereço IP aos dispositivos da rede, como também os 
endereços da máscara da rede, gateway e servidor DNS. Evita-se, com isso, 
perda de tempo, aumento na mão de obra especializada e a possibilidade de 
equivocadamente distribuir o mesmo número IP para dois ou mais dispositivos 
ao configurá-los, resultando em conflito de IPs na rede.
 Durante o processo de inicialização de um computador, por exemplo, é 
estabelecida uma comunicação pela rede desse dispositivo com o servidor, o 
qual, dinamicamente, atribui um endereço IP único para aquele dispositivo, 
bem como os demais endereços de configuração de rede.
Protocolo DNS
O DNS (Sistemas de Nomes de Domínio) é um protocolo de aplicação que 
converte o nome do domínio para um endereço IP, que é a identificação do 
servidor para o qual o domínio está atrelado. Ele consulta o servidor de nomes 
para transformar a URL no endereço IP a ser utilizado pela camada de rede, no 
endereçamento da mensagem.
Referências Bibliográficas
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Conversor IPV4 para IPV6: https://pt.rakko.tools/tools/23/ 
Conversor IPV6 para IPV4: https://www.whatsmydns.net/ipv6-to-
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TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes de Computadores. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
TANENBAUM, Andrew S; WETHERALL, David. Redes de Computadores. 5. ed. São Paulo: Pearson Prenice Hall, 2011.
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet: uma abordagem top-down. São Paulo:
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Redes de Computadores III: níveis de enlace e físico. Porto Alegre: Bookman, 2014.
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	Slide 1
	Slide 2: Análise e desenvolvimento de sistemas
	Slide 3: Aulas 5,6,7 e 8 – Modelos de redes OSI e TCP/IP. Arquitetura e protocolos de redes de computadores.
	Slide 4
	Slide 5: Camada Vertical x Horizontal
	Slide 6
	Slide 7: Exemplo de serviços confiáveis e não confiáveis
	Slide 8: Camada OSI
	Slide 9: Modelo de referência OSI
	Slide 10: Primeira camada - física
	Slide 11: Segunda camada – Enlace de dados
	Slide 12: Terceira camada - Rede
	Slide 13: Quarta Camada - Transporte
	Slide 14: Quinta Camada - Sessão
	Slide 15: Sexta Camada - Apresentação 
	Slide 16: Sétima camada - Aplicação
	Slide 17: Resumo do modelo OSI
	Slide 18: Modelo de Referência
	Slide 19: TCP/IP
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23: Protocolos da camada TCP/IP
	Slide 24: Principais protocolos e serviços
	Slide 25
	Slide 26: Protocolo IP
	Slide 27
	Slide 28: Máscaras de rede 
	Slide 29: Representação binária Classe A
	Slide 30: Protocolo IP – IPV6
	Slide 31: Protocolo DHCP
	Slide 32: Protocolo DNS
	Slide 33: Referências Bibliográficas
	Slide 34

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