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PRÓTESE 
SOBRE 
IMPLANTE
Márcio Marinho é casado e tem 
dois filhos maravilhosos.
Ao longo dos 21 anos de profissão, 
já estudou muito e ajudou centenas 
de alunos a trabalhar com prótese 
sobre implante.
É autor do livro Manual Protocolo 
Acrílica. Foi estagiário na 
Universidade de Marburg 
(Alemanha). Montou e publicou 
vários cursos online.
Cirurgião-Dentista, Mestre pela 
UNESP-Araçatuba e Especialista 
em Prótese Dentária pelo CFO, 
também é especialista em 
Implantodontia pela Universidade 
são Camilo e Professor 
Universitário, por anos, na 
UNIFAI/Adamantina.
Sua missão é ajudar Dentistas e 
Técnicos em prótese dentária a 
levar suas mensagens e propósitos 
por meio de seus trabalhos 
reabilitadores.
Prótese sobre Implante é um 
guia completo que reúne, em 
um único volume, todo o 
passo a passo da sequência 
clínica e laboratorial para 
reabilitações 
implantossuportadas, desde a 
unitária até o protocolo.
Ideal para profissionais que 
buscam segurança e eficiência 
nos tratamentos, este livro 
aborda cada etapa com 
clareza, oferecendo 
orientações práticas e 
soluções para os desafios do 
dia a dia.
Com foco na excelência, 
Prótese sobre Implante é o 
manual definitivo para quem 
deseja dominar as técnicas de 
prótese sobre implante.
Guia Completo: Reúne todas as etapas clínicas e 
laboratoriais em um único livro, facilitando o acesso 
rápido a informações essenciais.
Passo a Passo Detalhado: Oferece instruções claras para 
cada fase do tratamento, garantindo maior precisão e 
eficiência.
Abordagem Prática: Focado em práticas reais, com dicas 
que podem ser aplicadas diretamente no consultório e no 
laboratório.
Cobertura Abrangente: Inclui desde próteses unitárias 
até protocolos complexos, portanto útil para diferentes 
níveis de experiência.
Atualização Profissional: Atualizado com as técnicas 
mais recentes e as inovações em prótese sobre implante.
Aprimoramento da Qualidade: Contribui para resultados 
mais estéticos e funcionais, aumentando a satisfação dos 
pacientes.
Redução de Erros: Fornece orientações que ajudam a 
evitar erros comuns, economizando tempo e recursos.
Melhoria da Comunicação: Facilita o entendimento entre 
dentistas e protéticos, otimizando o trabalho em equipe.
Referência Rápida: Serve como um manual de consulta 
rápida, útil em momentos de dúvida no dia a dia 
profissional.
Investimento em Carreira: Ao aprimorar habilidades, o 
livro contribui para o crescimento profissional e para a 
construção de uma prática mais sólida e bem-sucedida.
P
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Um Guia Completo com Sequências 
Clínicas e Laboratoriais, de Unitária a 
Protocolo, reunidas em um único livro
PRÓTESE
SOBRE 
IMPLANTE
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PRÓTESE 
SOBRE 
IMPLANTE
Um Guia Completo com Sequências Clínicas 
e Laboratoriais, de Unitária a Protocolo, 
reunidas em um único livro
M á r c i o M a r i n h o
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Projeto gráfico, capa e diagramação:
Ix Mídia / Ix Editora
Revisão: Solange Lustosa
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Marinho, Márcio
Prótese sobre implante : um guia completo com
sequências clínicas e laboratoriais, de unitária a
protocolo, reunidas em um único livro / Márcio
Marinho. -- Araçatuba, SP : Ed. do Autor, 2024.
ISBN 978-65-01-16184-6
1. Implantes dentários 2. Odontologia - Aspectos
estéticos 3. Prótese dentária 4. Reabilitação
I. Título.
 CDD-617.6
24-228722 NLM-WU-100
Índices para catálogo sistemático:
1. Odontologia 617.6
Bibliotecária responsável: Eliete Marques da Silva - CRB-8/9380
É proibida a reprodução total ou parcial do texto deste 
livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, 
xerográficos, fotográficos etc.), a não ser em citações 
breves, com indicação da fonte bibliográfica.
ixeditora.com.br
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Dedico este livro à minha querida esposa, 
Roberta Marinho, cuja força e amor 
incondicional são a luz que guia meus dias. 
Minha companheira de vida, cuja paciência, 
amor e apoio constante tornam todos os meus 
sonhos possíveis. Este livro é, acima de tudo, 
uma celebração da nossa jornada juntos.
E aos meus filhos, Eduardo e Leonardo, 
que são a minha maior inspiração e motivo 
de orgulho. Que vocês sempre busquem 
o conhecimento e valorizem o poder da 
saúde. Que este livro seja um legado de 
conhecimento e carinho, e que vocês sempre 
encontrem em suas jornadas a sabedoria 
e a beleza que a vida tem a oferecer.
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SuMário
Apresentação 9
Capítulo 1
Panorama das próteses sobre implante 11
Capítulo 2
A mecânica biológica 15
Capítulo 3
Tipos de próteses sobre implantes e 
a estrutura que as compõe 19
Capítulo 4
Prótese sobre implante unitária 27
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Capítulo 5
Prótese sobre implante múltipla 57
Capítulo 6
Prótese implanto-muco-suportada (overdenture) 71
Capítulo 7
Passo a passo para a confecção de uma 
prótese do tipo protocolo 83
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Apresentação
 É com muita satisfação que realizo o sonho de escrever 
um livro sobre a especialidade que mais amo na Odon-
tologia. Este livro nasceu da rotina diária de trabalho de 
reabilitações com próteses do tipo protocolo.
Este é um manual, um guia específico para Técnicos em 
Prótese Dentária (TPD) e para os cirurgiões dentistas que 
trabalham com prótese sobre implante, especificamente 
com prótese protocolo.
No decorrer de vários anos de trabalho, fui adquirindo 
o meu “feeling” de como fazer, de maneira correta e pre-
cisa, cada etapa da confecção da prótese sobre implante, 
e, enquanto eu não mergulhei de cabeça no universo dos 
TPDs não conseguia o melhor da reabilitação para meus 
pacientes, o que sempre me incomodava. Percebi que, se 
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eu estudasse e praticasse, buscando entender cada etapa 
do método de construção de uma prótese sobre implante, 
seja ela qual fosse , meu trabalho melhoraria de maneira 
significante e foi isso que eu fiz.
Este livro foi escrito exclusivamente para dentistas e 
técnicos em prótese dentária que querem entender, de 
maneira simples e direta, como reabilitar e confeccionar 
as próteses sobre implantes de maneira segura e certeira, 
seguindo um passo a passo. Esta publicação visa fornecer 
um guia abrangente para profissionais da Odontologia 
sobre as práticas e as técnicas do dia a dia relacionadas às 
próteses sobre implante. Ao longo desta obra, abordaremos 
desde a avaliação inicial do paciente até a manutenção a 
longo prazo das próteses.
Não trataremos de passos, técnicas e fundamentos ci-
rúrgicos. É um livro exclusivamente sobre prótese im-
planto suportada desde o elemento unitário até a prótese 
protocolo. Caminharemos pelas mais diversas situações.
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capítulo 1
Panorama das próteses 
sobre implante
As próteses sobre implante representam um avanço 
significativo na Odontologia, oferecendo soluções dura-
douras e esteticamente agradáveis para a substituição de 
dentes perdidos. Nos últimos anos, a população brasileira 
e mundial está cada vez mais apta e interessada nesse tipo 
de tratamento, até pelo fato de existir muitos profissionais 
para esse setor da Odontologia e o custo reduzido tam-
bém tem favorecidocorreta, 
para começar o seu trabalho.
ATENÇÃO: O dentista deverá decidir se quer 
dentes unidos como uma ponte fixa ou dentes 
individualizados possibilitando, assim, ao paciente 
passar o fio dental entre eles, por exemplo. E por 
que faço esse alerta? Pois dependendo da decisão e 
se a prótese for parafusada na cabeça do implante, 
você precisará de Uclas com (individuais) ou sem 
(ponte fixa) hexágono. E se precisar da confecção 
de pôntico, a decisão é pela ponte fixa.
Tendo essa informação, o técnico deverá seguir todo o 
processo já citado anteriormente na Fase laboratório #1/1 
e entregar os copings metálicos ao dentista para executar 
a prova.
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Em caso de confecção de dentes anteriores, pode-
se realizar uma montagem de dentes de estoque 
para prova e, posteriormente, utilizar a montagem 
como referência por meio da confecção de uma 
matriz de transferência de silicone, como visto no 
modelo posicionado na esquerda inferior da foto. 
Aproveito para ilustrar a aplicação da cerâmica na 
foto cedida gentilmente por Moisés Coluci Santana.
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Fase clínica #2/2
Mesmo processo já discutido aqui na Fase clínica #1/2 
de verificação da(s) estrutura(s) metálica(s). Prova em 
boca sem esquecer de checar a adaptação, o volume, a 
direção do orifício do parafuso, a oclusão e o espaço entre 
superfície da estrutura e o dente antagonista.
Nessa fase, dependendo da extensão dessa estrutura, 
o número de dentes a serem reabilitados, indicaria um 
registro de mordida com a resina acrílica Duralay para 
conferir se a montagem em articulador está correta.
Caso você realize esse passo, é importante vedar os 
orifícios de entrada e saída de parafuso para evitar que a 
resina adentre essa região e dê trabalho para você remover 
posteriormente. Você pode vedar com teflon e com sili-
cone denso também. Outro ponto de observação é isolar 
o dente antagonista com vaselina, por exemplo, para não 
ter surpresa no momento de remoção. Peça também para 
o paciente abrir e fechar a boca até que a resina endureça 
por completo e, se houver alguma distorção durante o 
processo, você pode sempre acrescentar um pouco a mais 
de resina para corrigir. Geralmente faço a manipulação 
de pó e líquido e acamo na estrutura metálica.
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Prova da estrutura metálica confeccionada pelo 
Laboratório. Nessa etapa é necessário realizar a 
tomada radiográfica periapical para verificação da 
adaptação dos copings ao implante/intermediário.
Fase laboratorial #2/2
A aplicação de porcelana, em uma estrutura metálica, 
já foi amplamente descrita na Fase laboratorial #2/1, mas 
agora não se esqueça que são mais dentes, que a estrutura 
precisa ter um assentamento passivo perfeito para o den-
tista não forçar na instalação e não a fraturar. Dependen-
do da extensão, também recomendo não aplicar o glaze 
e não fazer a maquiagem, principalmente se o dentista 
realizou um novo registro com a resina acrílica Duralay 
e deu diferença significativa no reposicionamento dos 
modelos no articulador e houve a necessidade de realizar 
uma nova remontagem.
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Envie ao consultório o material com a cerâmica aplicada 
respeitando os princípios abordados na Fase laboratorial 
#1/2 e peça fotos, vídeos para que possa ser verificada 
cor, textura, oclusão, adaptação, e, se possível, você téc-
nico responsável pelo caso, esteja presente nessa etapa, 
caso necessário.
Conclua seu trabalho depois que todos os itens estiverem 
satisfatórios para que a peça não retorne ao laboratório 
depois de pronto. É importante salientar que depois que 
a peça está em boca por uns dias e volta para acrescentar 
cerâmica, por exemplo, é por causa da ausência de um 
ponto de contato não visto pelo dentista e que no modelo 
estava correto. Também é preciso fazer a descontamina-
ção da peça, porém corre o risco de ela fraturar e ter que 
iniciar do zero a aplicação de cerâmica.
Seguindo esses passos e os que já foram citados, o pro-
tético pode criar uma restauração de porcelana sobre 
metal que é correta, durável, funcional e esteticamente 
harmoniosa com os dentes naturais do paciente.
Fase clínica #3/2
A instalação das coroas de porcelana sobre implante é um 
procedimento que requer precisão e atenção aos detalhes 
da mesma forma que é para instalar apenas uma coroa, 
com algumas diferenças, é claro. Eu recomendo que o 
laboratório envie as coroas semiprontas como descrevi na 
fase laboratorial anterior, se for uma reabilitação extensa.
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No momento da instalação, costumo fechar os orifícios 
provisoriamente depois de seguir as etapas de instalação 
seguidas na Fase clínica #3/1. Ao fechá-los utilize o teflon 
e um obturador provisório para fácil remoção da peça, 
caso precise de algum ajuste. Seguindo esses passos, o 
dentista pode garantir que as coroas de porcelana sobre 
implantes sejam instaladas de forma precisa, propor-
cionando um resultado funcional e estético satisfatório 
para o paciente. Não se esqueça principalmente das reco-
mendações de higiene se a opção foi por ponte fixa e não 
dentes individualizados.
Na instalação de peças metalocerâmicas extensas, há 
a opção de uma nova prova para verificar a oclusão 
e a cor, e com o propósito de registrar as mudanças 
necessárias a realizar, antes da instalação final.
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capítulo 6
Prótese implanto-
muco-suportada 
(overdenture)
As overdentures, ao contrário do que vimos até aqui, são 
próteses implanto-retidas muco-suportadas e são eficazes 
para reabilitação de pacientes edêntulos, sendo uma alter-
nativa menos invasiva e menos onerosa em comparação 
às próteses fixas. O que vamos observar também é que 
neste capítulo começaremos a falar sobre resina acrílica 
e dentes de estoque. A overdenture é excelente opção para 
pacientes que usam a prótese total e se sentem insatisfei-
tos, inseguros e desconfortáveis. Ela pode proporcionar 
maior retenção, ótima função mastigatória, estética e 
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conforto para o paciente. As overdentures usadas mais 
comumente são as que possuem como sistema de retenção 
a barra-clipe e o o-ring bol sendo que podemos associar 
os dois tipos dependendo do caso.
A confecção da prótese é baseada conforme a confecção 
da prótese total, com algumas variações que veremos aqui 
nas descrições das fases clínicas e laboratoriais.
Fase clínica #1/4
Nesta primeira fase clínica, o dentista precisa realizar 
algumas análises para entender o caso e o que é melhor 
para ele e para o paciente. Por que digo isso? Dependen-
do da idade, força e coordenação motora, você vai optar 
por um sistema mais ou menos retentivo. Lembre-se: o 
objetivo dessa prótese é reabilitar dando conforto e segu-
rança ao paciente e fazer com que ele tenha controle na 
remoção, na limpeza e no encaixe da prótese. 
Retenção e estabilidade se alcançam com apoio adequado 
na mucosa, assim como na prótese total e num sistema de 
retenção ideal por meio dos implantes, por isso o plane-
jamento se faz necessário. Como a overdenture caminha 
com a confecção de uma prótese total, eu passarei uma 
visão geral aqui com as particularidades que se fazem 
presentes nesse tipo de reabilitação. 
Como citado anteriormente, as overdentures usadas mais 
comumente são as que possuem como sistema de retenção 
a barra-clipe e o o-ring bol sendo que podemos associar 
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os dois dependendo do caso. Durante a confecção depois 
de planejado o sistema de retenção,posso fazer um relato 
que o laboratório fará o processo que cabe a ele, podendo 
lhe entregar a prótese pronta e já com as peças de retenção 
encaixadas ou capturadas como dizemos de costume. O 
que isso significa? É o que vamos ver mais adiante, no 
final das fases de confecção. Lembrando que se a opção 
do sistema de retenção for barra/clipe há necessidade de 
ter espaço protético suficiente para a barra.
Para dar início à confecção da prótese do tipo overdenture 
é preciso realizar a moldagem nos padrões que vimos na 
Fase clínica #1/2. 
ATENÇÃO: caso a opção seja pelo sistema de retenção 
com o-ring (cápsula + pilar parafusado na plataforma do 
implante) você não necessariamente precisa realizar a 
moldagem de moldeira aberta dos implantes, mas depois 
que a prótese estiver pronta, você precisa instalar o sis-
tema de retenção na prótese direto na boca do paciente, 
pois, sem o modelo com os análogos de referência dos 
implantes, o laboratório não conseguirá fazer isso pelo 
dentista. 
Voltando à moldagem dos implantes com moldeira aber-
ta realizada, o material será enviado ao laboratório para 
confecção da base de registro de mordida, assim como é 
feita na prótese total. Supondo que você como dentista 
já conhece as fases clínicas e por não ser esse o intuito 
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do livro, vou passar direto para as etapas que realmente 
diferem das da prótese total.
Fase laboratorial #1/3
Nesta fase, como citado anteriormente, o TPD irá junta-
mente com o seu cliente, dentista, confeccionar a prótese 
total seguindo o passo a passo de plano de orientação, 
montagem dos modelos em articulador e a montagem 
dos dentes.
Sinalizo uma observação para os próximos passos: caso o 
sistema de retenção escolhido pelo dentista for o-ring (pi-
lar de retenção + cápsula), o laboratório vai confeccionar, 
do começo ao fim, a prótese total, inclusive a acrilização. 
Prótese pronta para captura das estruturas em boca pelo 
dentista ou captura pelo laboratório de acordo com o 
planejamento do dentista. Caso a opção seja pela barra/
clipe, são necessários alguns processos até o término da 
prótese, assunto que veremos adiante.
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O Laboratório confeccionará a montagem de dentes 
como no processo de confecção de uma Prótese total 
e enviará para o dentista realizar a prova. Caso esteja 
adequada a montagem, como no número 1, deve-se 
realizar a confecção da matriz de transferência para 
confeccionar a estrutura sobre implante, como nos 
números 3 e 4. Essa matriz é que orientará a posição da 
estrutura sobre implante, como mostrado no número 2.
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Fase clínica #2/4
Se a opção foi pôr o-ring (pilar de retenção + cápsula), o 
dentista deve dirigir o tratamento confeccionando a próte-
se total juntamente com o laboratório, respeitando todos 
os quesitos de como isso é feito e, ao final, ele deve fazer a 
instalação dos pilares selecionados no implante e das cáp-
sulas para captura na prótese por ele ou pelo laboratório 
como já citado. Porém, se a opção foi de barra/clipe, após 
a prova funcional e estética dos dentes pelo dentista e o 
envio para o laboratório do conjunto modelo + base com 
dentes montado + Uclas compatíveis com os implantes 
instalados. O laboratório precisará encerar uma estrutura 
única que contenha as uclas e barra para depois então 
realizar todo processo de fundição. Se houver o sistema 
o-ring, também é necessário enviar as peças calcináveis 
para que seja unida (normalmente no final da barra) ao 
conjunto da barra e Uclas para uma única fundição. 
Fase laboratorial #2/3
Vimos, na fase anterior, a opção do sistema o-ring de 
retenção e como é feita a prótese total do início ao fim, 
porém se a escolha for barra/clipe, logo depois da prova 
de dentes pelo dentista e o reenvio da clínica para o la-
boratório da prótese em fase de montagem de dentes, o 
técnico fará o refinamento da escultura e o enceramento 
para construção de uma matriz que pode ser chamada de 
mock up, mas eu a denomino de matriz de transferência, 
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pois será realizada nessa fase a transferência da posição 
dos dentes montados para o modelo por meio de uma ma-
triz. O TPD, então, manipula o silicone denso laboratorial 
de sua escolha e confecciona uma muralha margeando a 
região vestibular dos dentes e pressionando para copiar 
não só a posição dos dentes, mas, também, a escultura e 
o enceramento simulando a gengiva.
Com a matriz de transferência (muralha, mock up, como 
queiram chamar) pronta, o TPD vai remover do modelo 
a base com os dentes montados e deixará apenas o mode-
lo e a muralha para construir a barra da overdenture de 
maneira correta no plano vertical em altura e no plano 
horizontal no sentido vestíbulo-lingual/palatino.
Neste momento é necessário instalar as Uclas referentes 
aos análogos do modelo e instalar a barra e unir e encerar 
o conjunto para a fundição.
Lembrando que, se o dentista optou por instalar o-ring 
também nesse conjunto de retentores, ele deve ser ence-
rado também nesse momento, assim como a fundição 
realizada e o acabamento da barra. Quando pronta, o la-
boratório deverá enviar ao consultório/clínica a estrutura 
metálica para a prova em boca pelo dentista.
Fase clínica #3/4
Próximo passo é o dentista realizar a prova da estrutura 
metálica enviada pelo laboratório.
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Após a barra chegar do laboratório, o dentista precisa 
verificar no modelo se a barra está passiva realmente, 
livre de fendas e ausente de báscula. Analisar dentro dos 
componentes se não há bolhas em caso de ser um compo-
nente totalmente plástico e fundido, o que não ocorre com 
componente com a cinta metálica. Então, tenha atenção 
ao componente que foi enviado para o laboratório.
Para assegurar a passividade, deve-se sentir se real-
mente não há obstáculos para dar aperto aos parafusos 
e para certificar se há a necessidade de fazer a tomada 
radiográfica de todos os implantes, para verificar se não 
há fendas, “gaps” (espaços entre a barra e o implante ou 
intermediário) com a conexão barra-plataforma do im-
plante/pilar que estiver subgengival.
E se existir desadaptações? Nesse caso, é preciso sec-
cionar a estrutura na região ao lado da falha. Se for mais 
de um ponto, recomendo fazer um a um, sempre verifi-
cando se a passividade foi alcançada e esse procedimento 
também é analisado por meio de raio x periapical.
ATENÇÃO: diferente da barra de uma prótese fixa que 
você pode simplesmente seccionar, na barra de uma futura 
overdenture que não deu certo, é necessário seccionar o 
mais distante do centro para que a solda não atrapalhe a 
adaptação do clipe. 
Após o seccionamento, no caso de necessidade, o dentista 
deve reposicionar todos os segmentos e apertá-los. Na se-
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quência, ele precisa radiografar novamente os implantes 
e verificar se as fendas desapareceram.
O próximo passo é “soldar” (unir) dentro da boca os 
segmentos com resina acrílica tipo Duralay vermelha.
Depois de soldados, deve-se levar o material ao labo-
ratório para que a solda ocorra no metal e, consequen-
temente, uma nova prova seja realizada, como citado 
anteriormente. Se realmente houve essa necessidade de 
solda, talvez seja preciso realizar uma nova moldagem, 
novo molde e novo modelo.
Fase laboratorial #3/3
Essa última fase é bem simples. Basta finalizar a prótese 
total. Para isso será necessário replicar o modelo de traba-
lho, pois sabemos que na inclusão em mufla e acrilização 
de uma prótese total, o modelo de trabalho é destruído na 
remoção da prótese devido à prensagem da resina acrílica 
termopolimerizávelem áreas retentivas do modelo. Com 
a prótese finalizada, o protético enviará ao dentista para 
que ele capture as estruturas direto na boca do paciente. 
Mas se ele lhe pedir para fazer isso no laboratório, a sua 
preocupação nesse momento é de manter a prótese bem 
encaixada ao modelo e prender o clipe e/ou o o-ring caso 
haja no sistema de retenção. Se você TPD nem imagina 
como é realizado o sistema de captura no laboratório, a 
seguir eu descreverei como isso é feito em boca, a diferença 
é que no modelo é bem mais simples e tranquilo. Depois 
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de capturado o sistema barra/clipe, basta enviá-lo para 
a clínica e seu trabalho estará finalizado. 
Fase clínica #4/4
Estando a barra e componentes prontos, adaptados e a 
prótese total pronta, temos duas opções: 1) o laboratório 
realiza a captura de todo o sistema em boca e só envia 
para o consultório/clínica para o dentista instalar a barra 
parafusando-a na boca do paciente com o torque reco-
mendado de 30N direto na plataforma do implante ou 
de 20N em pilar intermediário. 2) a captura do clipe ou 
clipe e o-rings se fizerem parte do conjunto barra/clipe 
será feita pelo dentista na clínica. Vou descrever a seguir 
como isso é feito no consultório, assim como no caso da 
escolha apenas do o-ring como sistema de retenção.
Com a prótese total confeccionada, seguindo a técnica 
convencional, realiza-se um desgaste na sua parte inter-
na, aliviando aquela região. Esse alívio estará satisfatório 
quando conseguir encaixar a prótese total perfeitamente, 
respeitando o encaixe mucogengival e oclusal com a barra 
e o clipe em posição. O próximo passo é manipular pó e 
líquido de resina acrílica em um dapping de vidro, por 
exemplo, com espátula 24 até que atinja a fase pegajosa 
e inserir na região outrora aliviada para que haja o total 
preenchimento e que isso possa envolver o clipe a ponto 
de retê-lo na prótese total, formando, assim, um único 
conjunto prótese/clipe. Não se esqueça de pedir para o 
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paciente ocluir e você verificar se a prótese está corre-
tamente adaptada. A inserção da resina não pode ser na 
fase arenosa para não escoar a resina para a barra e depois 
você não conseguir remover a prótese da posição. Na se-
quência, basta realizar o acabamento e o polimento com 
Maxicut e borrachas apropriadas para resina acrílica. Se 
no seu planejamento o sistema de retenção constar tam-
bém o-ring fundido à barra, basta realizar a captura das 
cápsulas também da mesma maneira que foi realizada a 
captura do clipe, independente se foi um ou mais clipes. 
Faça também o ajuste oclusal, dê orientações de higiene 
e instale a prótese total, agora chamada de prótese over-
denture. 
E se a sua escolha foi pelo sistema de retenção somente 
com o-ring nas cápsulas? A diferença no processo é que 
não haverá barra e, sim, pilares de o-ring (macho) para-
fusados na plataforma dos implantes e cápsula (fêmea). 
O processo de captura é o mesmo realizado pelo sistema 
de barra/clipe. Basta seguir o caminho descrito anterior-
mente. 
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O Dentista precisa avaliar a adaptação da 
estrutura, como nos números 1 e 2, antes de 
concluir a instalação. E no momento de instalar, 
verificar o encaixe preciso dos componentes de 
retenção utilizados, como nos números 3 e 4.
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capítulo 7
Passo a passo para 
a confecção de 
uma prótese do 
tipo protocolo
Fase clínica #1/4 
Por longo tempo, estudei os materiais usados na mol-
dagem e os seus comportamentos e como realizar uma 
moldagem perfeita e ter o molde preciso que reprodu-
zisse todos os detalhes da boca que eu precisava, além 
da posição tridimensional correta dos implantes a serem 
moldados. Estudei e testei algumas resinas desde resinas 
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acrílicas convencionais, passando pelas resinas pattern e 
concluindo que a resina acrílica do tipo Duralay realmente 
é a melhor opção, aplicando com um pincel através da téc-
nica de nealon ou com uma espátula similar àquela usada 
para aplicação de resina composta. Além disso pode ser 
usado também uma resina composta fotopolimerizável 
e também a resina bisacrílica, o que importa é o dentista 
dominar a técnica e o material de escolha para que a união 
seja realizada de maneira adequada.
Em relação a todo processo de construção da prótese 
protocolo, vou contar o que uso, como eu faço, o que 
funciona e o que não funciona.
O que é importante é respeitar as fases de polimerização 
e contração da resina e, na minha humilde opinião, o 
modo de fazer essa aplicação dependerá exclusivamente 
do modo como você domina a resina e não desperdiça 
material. No momento de unir na boca os transferentes 
(componentes protéticos compostos pelo corpo e pelo 
parafuso de transferência), sempre unir de 2 em 2 trans-
ferentes, optando por começar pelas extremidades e indo 
passo a passo, até a completa união, também chamada de 
ferulização ou esplintagem.
Sempre faço e recomendo, depois de tudo unido, sec-
cionar a ligação entre os transferentes do centro e voltar 
a uni-los novamente principalmente se for extenso na 
região da maxila.
Baseado nisso, eu uso para moldagem o silicone de adição 
denso e o fluido regular, porque o light escoa muito e se 
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espalha facilmente para as bordas do molde e garganta 
do paciente. Esse material regular eu aplico coma pistola 
específica para o refil adequado e no mercado temos al-
gumas marcas diferentes com esse material.
A moldeira precisa ser aberta e uma dica é não apertar 
demais os parafusos dos transferentes para não gerar 
dificuldades na remoção da moldeira na boca do pacien-
te. Após moldagem adequada e obtenção do molde, re-
comenda-se lavar bem e executar a desinfecção para aí, 
sim, enviar ao laboratório.
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Os números de 1 a 6 são exatamente as etapas descritas na 
moldagem para reabilitação em prótese do tipo protocolo.
ATENÇÃO: Se você seguiu todas essas etapas 
atentamente, deverá ter um molde limpo e preciso 
da arcada do paciente. Você foi tão cuidadoso que 
não há necessidade de verificar novamente, certo? 
Infelizmente, o que às vezes acontece é que a seu 
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molde não é tão preciso quanto você gostaria. Talvez 
um transferente tenha se movido ligeiramente ou 
um de seus componentes não tenha sido totalmente 
apertado. Isso resultará em um ajuste não passivo 
de qualquer estrutura futura que seja fabricada.
Fase laboratorial #1/4
Nessa fase o laboratório entra em ação na confecção da 
prótese. Muito do que acontece aqui está citada na fase 
laboratorial #1/1. É muito importante executar a desin-
fecção do molde, pois há alguns profissionais que não a 
fazem, nem lavam o molde, por isso, aconselho a trabalhar 
adotando esse procedimento como padrão.
O primeiro passo é verificar a união, esplintagem ou 
ferulização. Nessa etapa precisamos constatar que os 
transferentes estão unidos de maneira adequada sem 
mobilidade. Como a terminologia diz, é uma união que 
deve estar rigorosamente unida.
Um segundo fator para observar é o tipo de transferente 
que está em nosso molde e isso vai significar qual tipo 
de implante que o dentista usou no processo cirúrgico e 
quais componentes você precisará para a construção da 
prótese protocolo em questão.
Hoje ainda vejo que a maioria dos implantes instalados 
no Brasil é o Hexágono Externo (HE). Para maior clareza, 
o implante HE significa que a plataforma do implante 
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onde o componente protético encaixa fica externamente 
ao tecido ósseo.
Dependendo do planejamento, você vai inserir um 
componente diretamente na plataforma do implante 
ou um componente direto em outro componente, que, 
por vezes, é denominado intermediário. Essa decisão 
é tomada mediante planejamento em conjunto com o 
cirurgião dentista.
Em algumas situações, o parafuso de transferência já 
vem com o componente chamado análogo (peça que de-
sempenha função similar ao implante quando dentro do 
modelo de gesso), nos indicando a posição tridimensional 
exata do implante instalado na boca, mas posicionado no 
modelo de gesso.
Caso não esteja já rosqueado, você precisa verificar se 
realmente o análogo está adaptado corretamente. Na ca-
beça do parafuso do transferente e na cabeça de todos os 
parafusos dos componentes protéticos, existe um encaixe 
para a chave específica.
Nessa cabeça nós temos um lugar para colocar uma 
chave e rosquear, é o que é feito no consultório na boca 
do paciente.
Temos vários tipos de chaves, porém, citarei dois tipos 
mais usados: a quadrada e a hexagonal.
Enfim, por que eu estou informando você sobre isso? 
Porque durante a confecção da nossa prótese protocolo 
nós vamos usar as duas chaves. Geralmente, no nosso 
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molde, nós usamos a hexagonal para todos. Todos os 
parafusos de transferência são com a cabeça hexagonal.
Também é necessário receber no consultório os compo-
nentes chamados de análogos. Existem vários desenhos 
de análogos e sendo da mesma plataforma da cabeça do 
implante, é o suficiente.
Como mencionei, existem várias conformações de aná-
logo com desenhos diferentes. Depende da marca, da 
empresa, mas o que importa é o envio adequado desses 
componentes pelo dentista. Por que pelo dentista? A res-
posta natural é que o cirurgião quem instalou os implantes 
sabe, tem as informações necessárias, ou o protético que 
vai confeccionar a prótese, ou pelo menos deve saber, pois 
isso não é função do TPD.
Em resumo, o dentista sabe qual tipo de implante colo-
cou na boca de seu paciente. Ele conhece se tem algum 
componente intermediário ou não e vai mandar para você 
todos os componentes necessários. Você pode receber esses 
componentes soltos ou já parafusados aos transferentes 
na moldeira.
Caso ocorra a primeira opção, você precisa encaixá-los 
com toda calma e precisão para que não fique nenhuma 
fresta, nenhum “gap”, fenda, entre o análogo e o transfe-
rente, porque isso irá refletir depois em seu trabalho. No 
caso da segunda opção, será necessário fazer a verificação 
do encaixe exato desses componentes, independentemente 
do tipo de análogo a ser usado.
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Dessa forma, com nosso molde verificado, a estabili-
dade da união dos transferentes, a instalação e a adapta-
ção dos análogos, está na hora do próximo passo que é a 
confecção de nosso modelo propriamente dito. Primeiro 
nós precisamos ter uma gengiva artificial na região dos 
implantes que fará parte de nosso modelo e para que isso 
aconteça, existem algumas formas diferentes de executar 
e vou compartilhar com você o que faço, pois além de dar 
muito certo, economiza trabalho em relação à agilidade 
e à reprodução ideal dos detalhes que eu preciso.
Uma maneira de você fazer esse preenchimento é usando 
o material para gengiva artificial específico. Contudo, em 
minha opinião particular, essa opção deixa o custo-be-
nefício elevado, porque será necessário ter uma pistola 
injetora, o refil de seu material específico e as pontas 
misturadoras que também são específicas. Uma opção 
mais barata e que funciona muito bem é você ter uma 
placa de vidro, uma espátula 24 ou 36 e um silicone de 
condensação com base e catalisador em sua consistência 
regular, não muito fluido.
Modo de preparo: você irá misturar o material necessário 
e aplicá-lo com a mesma espátula na região onde estão o 
transferente e o análogo.
ALERTA! Não esqueça de passar vaselina no seu molde 
antes, pois caso se você esquecer, o silicone de gengiva vai 
aderir ao silicone do molde e não soltará sem prejudicar 
seu trabalho, as vezes rasgando esse molde ou a própria 
gengiva artificial.
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Dando continuidade à nossa linha de raciocínio e ao 
modo de operação, a diferença dessa última técnica que 
vou descrever está no uso de uma seringa injetora de elas-
tômero adquirida em qualquer dental física ou virtual.
Manipulo o silicone de condensação e o coloco, com a 
espátula ou com o dispositivo que vem com o kit, dentro da 
seringa, de modo minucioso, vou empurrando o êmbolo 
e injetando o silicone na região adequada.
ALERTA! Você deve prestar atenção no domínio da 
técnica que vai utilizar, porque, caso contrário, poderá 
perder o material. Uma dica é colocar menos catalisador 
no momento de manipular o produto.
Com a gengiva já no molde, faço uso de um cabo de 
bisturi com uma lâmina 15 ou 15c e retiro as rebarbas, 
deixando o silicone mais adaptado e recortado possível, 
pois, depois que estiver com o gesso e precisar retirar do 
modelo, esse silicone não se rasgará.
Agora literalmente vamos construir nosso modelo 
de gesso.
Assim como na aplicação da gengiva artificial, vou pas-
sar alguns caminhos que você pode seguir dependendo 
de seu tempo, sua disposição de material e a maneira que 
melhor será para você trabalhar.
Uma opção é vazar o gesso direto no molde, mas parti-
cularmente não gosto dessa forma. E por que se esta é a 
maneira mais fácil e rápida? Porque depois há a necessi-
dade de recortar o modelo e, se o molde não tiver profun-
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didade, esse modelo ficará muito fino, frágil e suscetível 
a fraturas e quebras.
Outra maneira é passar uma fita adesiva, tipo crepe, em 
volta de todo nosso molde, criando uma barreira para 
suportar o gesso. Além da fita crepe, outra opção é a cera 
tipo 7 ou 9 para construir essa barreira.
Independente da maneira como construiu o caixote 
(barreira/muralha), você precisa vedar bem com cera para 
não haver vazamento do gesso no momento da inserção 
do material.
Partindo do pressuposto que está tudo correto, vamos 
manipular nosso gesso. Sugiro que compre gesso de zero 
expansão, de qualidade, pois, caso ele não seja adequado, o 
problema será observado apenas na instalação da prótese 
protocolo pelo dentista ou na prova da barra, a qual você 
confeccionou. Se o modelo estiver maior que as estruturas 
da boca, a diferença será notada apenas na instalação.
Então vamos lá! Manipule o gesso conforme o manual 
do fabricante com líquido e pó na medida exata, senão 
não haveria necessidade de existir a bula. Após a espatu-
lação do gesso, vaze no molde com auxílio de um vibrador 
para eliminar as bolhas e reproduzir todos os detalhes 
desse molde.
Depois que vazou o gesso no molde e tomou presa, é 
hora de separar o modelo do molde e, para isso, verifique 
se não entrou material na cabeça dos parafusos para não 
atrapalhar a entrada da chave hexagonal.
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Remova os parafusos dos transferentes e você terá seu 
modelo pronto para trabalhar. É só fazer o recorte do 
modelo em um recortador de gesso.
Caso o dentista execute um registro de mordida no 
consultório e o envie ao laboratório, junto com o modelo 
antagonista, já é possível articular diretamente, sempre 
respeitando, no caso do superior, o paralelismo do registro 
com o plano de camper (é uma linha imaginária que vai 
da borda inferior da asa do nariz a algum ponto definido 
do trágus, na orelha, geralmente a ponta dele).
Se o dentista não fez esse registro e envie somente a 
moldeira com o molde, é preciso então confeccionarum 
plano de cera, rolete de cera, um plano de orientação 
para que o ele registre as linhas de referência tais como 
dimensão vertical de oclusão, linha média e altura labial 
do sorriso do paciente.
O que você precisará confeccionar a mais? Uma base de 
prova aparafusada no modelo juntamente com o rolete de 
cera. Atenção! A base de resina acrílica e os componentes 
provisórios (de latão ou outro tipo de metal) o dentista 
precisa fornecer para que ele possa fazer esses registros 
citados anteriormente.
Você pode ou não ocupar todos os implantes no ato 
da confecção da base. O que precisa necessariamente é 
ter pelo menos um componente do lado direito e um do 
lado esquerdo.
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A Base de prova precisa conter as uclas de metal 
provisórias, para dar estabilidade e retenção 
ao provar na boca. Os orifícios de entrada e 
saída dos parafusos devem estar livres de cera e 
acessíveis ao dentista, como na foto acima.
Qual componente usar? Vai depender de qual implante 
está instalado na boca do paciente. Uma dica que posso dar 
é sempre usar componentes provisórios. E por quê? Por 
ser usado por um curto período como o próprio nome já 
diz, e isso entenda como algo que pode ser utilizado nova-
mente, respeitado as questões de biossegurança da peça.
Mas vou além: a resina acrílica da base vai incorporar 
e se aderir com maior facilidade aos componentes ditos 
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como provisórios, pois eles são metálicos e com áreas de 
retenção, o que dá um embricamento mecânico (meio de 
dois corpos se unirem por meio do desenho anatômico 
de pelo menos um deles) favorável.
Outra vantagem dos componentes metálicos é justamente 
a possibilidade de o dentista confirmar a adaptação nos 
implantes, principalmente se eles estão todos devidamen-
te colocados, preenchidos. E como se faz isso? Por meio 
da análise do raio x periapical no consultório. Isso não 
é possível, por exemplo, com os componentes plásticos, 
chamado de calcináveis.
Com a base de prova e o plano de cera prontos no con-
sultório do dentista, faço mais uma observação, tanto 
para os dentistas quanto para os técnicos: se você é TPD, 
oriente seu cliente, principalmente, se vocês moram em 
uma região de clima quente. Peça que ele use, por exemplo, 
um silicone de condensação denso ou fluido no momento 
do registro, ou que uma pasta a base de zinco e eugenol, 
para que, no transporte, não derreta a cera e você perca 
a referência da mordida.
Fase clínica #2/4 
Nós acompanhamos aqui como se realiza a confecção do 
modelo de gesso e também da base de prova e do rolete de 
cera. Algumas descarta-se mais da metade da cera e isso 
tem uma explicação. Ao contrário da fase de registro de 
uma prótese total, na qual se pode aquecer a cera fora 
da boca e, imediatamente, reposicioná-la no rebordo, a 
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base do protocolo é parafusada, e, por mais que se faça 
um rolete de cera, com cera mais maleável, os pacientes, 
devido à idade avançada, já não têm força suficiente para 
morder até a região indicada pelo dentista a fim de de-
sempenhar um excelente registro de mordida. Por isso, 
acaba não sendo possível o procedimento de remover da 
boca, aquecer a cera, parafusar, tudo para que o paciente 
possa morder de forma adequada.
ATENÇÃO: Nos registros oclusais de dimensão vertical 
de oclusão e também o registro de relação cêntrica, o 
laboratório deverá fornecer base de prova, seja ela para-
fusada ou não com aros de cera na base de resina acrílica 
como já vimos aqui. Conectar a base a dois pilares ou dois 
implantes, dependendo do sistema que você escolheu, é 
fundamental para estabilizar o plano na boca do paciente, 
tornando as suas marcações mais fáceis e os seus registos 
mais precisos. Sempre que possível, evite fixar as bordas 
de cera num pilar temporário localizado na zona estética 
anterior. Isso tornará mais difícil a disposição dos dentes 
ao redor da Ucla da estrutura metálica, podendo esses 
dentes soltarem, quebrar e lhe dar dor de cabeça com 
o paciente.
Então, o que particularmente eu faço? Uso a base pa-
rafusada e o silicone denso para fazer tal registro. Após 
parafusada a base e condicionado o paciente na posição 
desejada de registro, faço a manipulação do material, 
posiciono em cima do rolete de cera remanescente e levo 
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a mandíbula do paciente em posição aguardando o endu-
recimento do material.
Em seguida, remove-se a base de prova, lava-se bem, 
desinfeta para que, então, seja enviado ao laboratório 
para montagem em articulador. É muito importante 
manter o registro bem estável para executar a montagem 
no articulador de maneira correta.
Dependendo de seu domínio na técnica e por tudo que 
foi descrito, você pode usar o silicone para registro, como 
demonstrado na foto com a Prótese total de antagonista, ou 
usar a pasta zinco enólica como demosntrado na imagem 
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em que o antagonista é o modelo de gesso. Nunca esqueça 
de, no momento do registro das dimensões horizontais 
e verticais, estar com a base de prova para parafusar aos 
implantes (pedir ao laboratório), te fornecendo assim 
estabilidade e retenção.
Fase laboratorial #2/4
Após o registro é hora de montar em articulador os 
seus modelos.
O modelo superior – independente se é um modelo den-
tado (que servirá de antagonista) ou desdentado (onde será 
confeccionada a prótese), e se o dentista não usou arco 
facial para transferir as medidas condilares do paciente 
para o articulador isso deve ser feito, então, por meio do 
posicionamento do modelo superior usando uma mesa 
ou um plano de camper para que haja uma referência e 
montagem do superior.
Para tal procedimento há necessidade de saber se o pa-
ciente é classe I (dentes superiores à frente dos inferiores 
ocluindo idealmente), classe II (dentes superiores bem 
avançados em relação aos inferiores) ou classe III (den-
tes inferiores avançados para frente com os superiores 
para traz). Isso porque existem, na mesa de camper, as 
marcações das classes de oclusão e da linha média para 
que possa ser posicionado o modelo de tal forma a ficar 
o mais próximo possível do real.
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Então, para transferir o posicionamento da maxila em 
uma visão tridimensional, o articulador deve se posicio-
nado dessa maneira:
Abre se o pino incisal até a medida ideal, deixando-o em 
zero e nas marcações inferiormente tocando na mesa in-
cisal. Você precisará de uma peça chamada de “bolacha”, 
na qual o gesso vai se adaptar para prender o modelo. Com 
o pino ajustado e a bolacha posicionada, deve-se prender 
a mesa de camper na região inferior do articulador e po-
sicionar o modelo com o plano de cera na base de prova 
na mesa de camper, conforme explicação da classe de 
oclusão do paciente. Então, prepara-se o gesso.
ALERTA! Existem gessos específicos para o articulador, 
também com alteração zero, os que são mais corretos para 
serem utilizados.
Deve-se espatular o gesso e vertê-lo no modelo. A bo-
lacha já deve estar posicionada e fecha-se o articulador.
É importante estabilizar a posição com elásticos resis-
tentes, ou colocando um peso em cima, evitando, assim, 
a expansão do gesso pelo menos no plano vertical.
Após a espera do tempo de presa do gesso recomendado 
pelo fabricante, você pode retirar o peso ou o elástico 
posicionado anteriormente, para a montagem do modelo 
inferior no articulador.
Lembra-se da menção sobre o dentista registrar o rolete 
de cera com um silicone ou uma pasta de zinco e eugenol? 
Nesse momento, a informação servirá para que você 
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possa articular muito bem e de maneira fiel o seu modelo 
antagonista, ou seja, o inferior.
É necessário estabilizar o modelo inferior posicionado 
sobre o superior, remover a mesa de modelo. Feito isso, 
há necessidade também de se usar um elástico ou peso a 
fim de evitar a expansão do gesso, da mesma forma como 
foi realizado com o superior.
Depois dos modelos superiores e inferiores estarem ar-
ticulados de forma correta e presos pelas bolachas e gesso 
no articulador, chegou o momento de iniciarmos a mon-
tagem de dentes. E hoje no mercado temos muitas opções.
Fase laboratorial #3/4
A decisão sobre qual o conjunto correto de dentes an-
teriores e posteriores usar, de qual modelo e como usar 
muitas vezes é feita na prática odontológica. Para uma 
integração ideal das próteses na boca do paciente, faz 
sentido uma configuração individual adequada à idade. 
Juntos (paciente, dentista, técnico em prótese dentária) 
selecionamos o conjunto de dentes desejado, na cor ideal 
com base nos critérios conhecidos (fotos antigas, espaço 
disponível, vontade do paciente, cor de pele, etc.). Os 
dentes pré-fabricados que existem no mercado impres-
sionam pela cor e forma dos dentes realistas. A “camada” 
dos dentes pré-fabricados assemelha-se ao dente natural, 
o que permite resultados muito estéticos e funcionais de 
uma forma relativamente simples. Graças ao composto 
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PMMA de alta qualidade, alta resistência à abrasão e, 
portanto, é garantida uma longa vida útil.
Seleção dos dentes artificiais (dentes de estoque)
A seleção dos dentes artificiais é considerada um dos 
passos mais importantes na confecção de uma prótese 
protocolo. Isso tem razão de ser, não só pela seleção dos 
dentes em si, mas por ser elemento intimamente ligado 
ao fator psicológico do paciente. Para o paciente, pouco 
importa se o implante está instalado corretamente, torto, 
com ou sem intermediário. Na verdade, ele espera apenas 
pelo dente e o modo que ele imaginou que vai ficar e o que 
ele vai poder voltar a comer, aquilo que ele mais gosta e 
ficou privado por um bom tempo. Resumindo, o paciente 
quer estética e função.
Os dentes artificiais devem cumprir com os requisitos 
estéticos e funcionais referentes a cada paciente e devem 
se aproximar o quanto mais possível dos dentes naturais. 
A seguir são apresentadas algumas informações que de-
vem ser consideradas no momento de escolha dos dentes:
1) Cúspides: não devem ser muito altas principalmente 
dependendo da idade. Afinal os dentes de pessoas 
mais velhas normalmente apresentam cúspides 
menores, desgastadas.
2) Faces oclusais: devem estar desenhadas de tal forma 
que permitam a trituração dos alimentos.
3) Dentes posteriores: devem permitir facilmente o 
balanceio, assim como orientar as forças de masti-
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gação que incidem sobre a área de suporte principal 
do rebordo alveolar.
4) Estética: uma prótese estética é aquela que não se 
destoa das características faciais do paciente e que se 
harmoniza com os fatores estéticos da face. Segundo 
Saizar: “Trabalho em prótese é aquele que não se 
reconhece”. De acordo com Young: “A prótese deve 
expressar uma beleza dentofacial dinâmica, permi-
tindo a harmonia das funções, a aparência natural 
dos movimentos dos lábios e dos músculos faciais, a 
correta coordenação dos movimentos mandibulares e 
a perfeita articulação dos sons, sem ferir a estética ao 
rir e ao falar, ou na manifestação mímica emocional”.
A seleção dos dentes não é um procedimento mecâ-
nico. Fórmulas, valores percentuais e medidas servem 
como ponto de partida, mas não substituem um juízo 
artístico adequado.
Conceito atual para seleção dos dentes artificiais
Para que haja harmonia dos dentes com a fisionomia dos 
pacientes, são necessárias as avaliações do seu tamanho, 
da sua cor, da sua forma e da sua posição com relação aos 
demais tecidos. Dois de cada um desses quatro pontos 
podem variar independentemente do outro. A forma, o 
tamanho e a cor precisam ser estabelecidos a priori. Deve-
se procurar selecionar os dentes artificiais de tal modo 
que, quando colocados na boca, não chamem a atenção 
(nem grandes, nem pequenos, nem claros ou escuros). 
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Para isso, você pode se embasar na carta molde dos dentes 
selecionados pelo dentista e TPD.
Qualquer eleição deve ser considerada como seleção 
preliminar até que os dentes estejam dispostos sobre as 
bases de prova e possam ser avaliados criticamente na 
boca do paciente. Dessa forma, é que se pode chegar à 
seleção definitiva.
Seleção da forma dos dentes anteriores 
Para a seleção da forma dos dentes, consideramos, atual-
mente, a forma do rosto do paciente (Lei da Harmonia de 
Williams): “Num indivíduo deve existir a concordância 
entre a forma do rosto e do dente para se completarem 
os traços fisionômicos harmônicos”. As formas dos inci-
sivos centrais podem ser agrupadas em 3 formas princi-
pais: triangular, quadrada e arredondada, assim como a 
do rosto.
Williams notou que havia correlação entre um e outro 
e quando isso acontecia, a correlação completava a har-
monia dos traços fisionômicos do indivíduo. Os pacientes 
com face quadrada têm seus lados (do arco zigomático ao 
ângulo da mandíbula) mais ou menos paralelos, ângulos 
maxilares marcados, mento proeminente. Os de forma 
triangular são de faces laterais convergentes. As linhas e 
os planos das bochechas e da borda do maxilar são retos 
e côncavos. Os arredondados apresentam as superfícies 
da face arredondadas e as linhas são segmentos de cír-
culos, contrariamente ao que se sucede com os outros 
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tipos em que os pontos laterais mais proeminentes são 
os arcos zigomáticos.
Além disso, pode-se, quando necessário, associar a for-
ma do rosto com a forma do arco e dos dentes. A primeira 
observação natural a aplicar a cada caso, sempre que 
possível, é a dos próprios dentes do paciente por meio de 
fotografias do paciente em época dentada. Em situações 
em que o paciente já utiliza uma prótese e os dentes ainda 
apresentem formato possível de ser identificado, deve-se 
considerar a reprodução destes, se o paciente se mostrar 
satisfeito. Por último, quando não existem pontos de 
referência, a eleição das formas dentárias pode conver-
ter-se em verdadeiro ato de criação, numa busca de uma 
máxima aproximação.
Em relação ao tamanho do dente, este deve ser proporcio-
nal ao tamanho da face e da cabeça. O tamanho dos dentes 
artificiais é medido segundo 3 dimensões: altura, largura 
e espessura, e todas essas referências você encontra na 
carta molde de cada empresa. Do ponto de vista estético, 
a espessura conta pouco e as medidas fundamentais são a 
largura e a altura. Fazemos a seleção, levando em conside-
ração a altura e largura dos 6 dentes anteriores superiores 
e, na carta molde, você terá a numeração correspondente 
com os posteriores superiores e os anteriores e posteriores 
inferiores, ou seja, basta escolher, de maneira criteriosa, 
os anteriores superiores que automaticamente você já 
terá os restantes dos dentes selecionados.
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ALERTA! Quando se produzem anomalias por apinha-
mentos dos dentes, as quais se devem à falta de tamanho 
dos maxilares, os dentes aparecem proporcionalmente 
mais largos que o arco. E, pelo contrário, quando exis-
tem diastemas ou em certos alinhamentos em que pré-
molares e molares se abrem muito para vestibular, os 
dentes parecem proporcionalmente pequenos. Sempre 
existirá um efeito desagradável dos dentes pequenos em 
uma boca grande, seja qual for o tamanho da face. Não 
devemos selecionar o tamanho dos dentes anteriorespelo 
tamanho dos modelos.
Os dentes selecionados, de acordo com esse procedimen-
to, serão demasiadamente pequenos devido à reabsorção 
dos rebordos residuais, à posição que a barra da prótese 
protocolo será posicionada, por isso é muito importante 
fazer um registro de mordida adequado. Como selecionar a 
cor? Devemos levar em consideração basicamente a idade, 
a cor e o sexo do paciente. Quanto mais velho o paciente, 
mais escuro. Para o homem, devemos selecionar tons 
mais escuros. Essa escolha é feita por meio de uma escala 
de cor própria de cada fabricante. Porém, independente 
do sexo, raça e idade, a maioria quer dentes mais claros.
Cuidados que o profissional deve ter no ato da seleção 
da cor: 1) sempre que possível, ver a escala com a luz na-
tural indireta; 2) evitar a interferência da luz direta ou 
refletida; 3) desviar-se da possível interferência da cor dos 
objetos que estiverem próximos no momento. É preferí-
vel uma sala pintada com cores mais suaves; 4) colocar 2 
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ou 3 cores sobre a pele do paciente e observá-los a uma 
distância de aproximadamente 50cm. A cor que primeiro 
desaparecer na visão é geralmente a apropriada para esse 
paciente; 5) quando não for possível fazer a seleção à luz 
diurna, buscar a luz artificial que mais se aproxime desta; 
6) umedecer os dentes da escala no ato da comparação; 
7) não ficar olhando muito tempo sobre a cor. Não fixar 
o olhar por mais de 5 a 10 segundos e deixar descansar a 
vista. Com a escala de cor de dentes em mãos, colocá-la 
perto da face do paciente e confrontar a cor da pele com 
os dentes. É importante fazer comparações sempre que 
possível com os dentes antagonistas: se for de cor deseja-
da, é mais fácil a escolha. Outro ponto a não esquecer é a 
comparação em relação aos dentes que o paciente possa 
já usar em sua prótese atual.
Procedimento para montagem dos dentes
Os dentes anteriores são montados em cera de acordo com 
aspectos estéticos, funcionais e anatômicos. Começando 
pelos dentes 11 e 21. Se você já é acostumado com a mon-
tagem de dentes e consegue fazer de maneira adequada 
pode continuar atuando da sua maneira mas
 aqui vou descrever a maneira como eu costumo montar: 
primeiro o 11 e 21 e depois 22, 23, 12 e 13 para, em seguida, 
montar os posteriores.
A posição das superfícies mesiais dos incisivos centrais 
correspondem à linha média marcada e as pontas dos 
caninos à linha correspondente na base do modelo. Já o 
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dente lateral precisa ficar um pouco acima do nível dos 
centrais e do canino.
O comprimento foi definido pelo registro feito no con-
sultório dentário por meio da linha de fechamento labial. 
Os dentes inferiores foram montados simetricamente à 
fileira de dentes da frente no maxilar superior. Teve-se 
o cuidado de garantir que houvesse um degrau vertical 
(overjet) e uma sobremordida (overbite) de aproximada-
mente dois milímetros.
Na montagem, devem ser observados muitos critérios 
que são suficientemente conhecidos do técnico em prótese 
dentária, por exemplo, que a borda incisal dos dentes an-
teriores superiores deve ser aproximadamente paralela à 
base do nariz ou a inclinação dos eixos dos dentes incisivos 
laterais deve ser alinhada ligeira e distalmente. Em últi-
ma análise, as condições funcionais precisam ser levadas 
em consideração no caso quando a prótese protocolo for 
monomaxilar, ou seja, se o paciente for dentado total ou 
parcial na arcada antagonista em questão.
Os dentes posteriores são montados com base nas regras 
das próteses totais. Mais uma vez, nos beneficiamos do 
conceito bem pensado do conjunto de dentes, porque os 
dentes permitem fácil instalação na oclusão de dois a 
dois dentes ou bateria direita posterior, bateria esquerda 
posterior, ou também da maneira mais ideal e que você 
domina para seu trabalho bem desempenhado. O design 
multifuncional da superfície oclusal desses dentes oferece 
uma ampla gama de aplicações possíveis. Os dentes, en-
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tão, são montados de acordo com as marcações feitas no 
modelo. Com as próteses enceradas e feita a ceroplastia 
adequada é realizada uma prova na boca do paciente. As 
papilas interdentais sempre são preenchidas com cera e 
depois modeladas de acordo com a idade e a limpeza. As 
papilas convexas são tão importantes para uma aparência 
natural quanto recessões embutidas ou uma montagem 
em desarmonia intencional.
Trago a seguir para você o protocolo da Faculdade de 
Odontologia de Araçatuba-Unesp, caso você não tenha ain-
da um padrão definido de montagem de dentes artificiais.
Os dentes anteriores assumem uma importância muito 
grande no que se refere à estética, à fonética, e à parte me-
cânica (oclusão). Nessas condições, para uma montagem 
adequada, alguns princípios básicos deverão ser levados 
em consideração:
• Linha mediana: corresponde ao plano sagital do 
paciente e ela é demarcada no plano de cera no mo-
mento do registro dos dentes com a base aparafusa-
da na boca do paciente.
• Suporte para os lábios: para que o suporte para os 
lábios seja satisfatório, os dentes artificiais devem 
ser montados “exatamente” nos locais que eram 
ocupados pelos dentes naturais. Ponto importante 
que deve ser considerado é que o suporte para o 
lábio é dado não pelo bordo incisal, mas pela parte 
média da face vestibular do dente.
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A papila incisiva é uma referência bastante significativa 
para a montagem do incisivo central superior. Quando os 
dentes naturais anteriores superiores estão presentes, a 
papila incisiva é localizada ligeiramente atrás deles. Após 
as extrações dos dentes anteriores, em consequência do 
processo de reabsorção óssea, (e na Prótese protocolo ela 
pode ser uma referência) a papila incisiva passa a ocupar 
uma posição sobre o rebordo, evidenciando, dessa ma-
neira, maior reabsorção da parte vestibular do alvéolo 
dental. Desde que a reabsorção não tenha sido muito 
grande, ela passa a ser referência para o posicionamento 
dos incisivos centrais.
ALERTA! Esse conceito vai depender do posicionamento 
da barra protocolo também. Como são definidas as posi-
ções, os alinhamentos e a disposição dos dentes artificiais?
Segundo Saizar, é possível distinguir, sob a denominação 
genérica de alinhamento, três elementos que definem a 
situação dos dentes ao formarem o arco; elementos que 
podem variar independentemente uns dos outros e que 
são chamados de:
Posição: é a situação do conjunto de órgãos dentais no 
espaço, em relação a lábios, nariz, comissuras e dentes 
antagonistas, ou seja, é onde se encontram os dentes em 
relação a essas estruturas citadas anteriormente. Assim, 
cada dente tem seu lugar reservado.
Alinhamento: refere-se à forma do arco dental que se 
obtém após a montagem dos dentes. Ao dispor os den-
tes, observar o alinhamento, que deve acompanhar a 
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forma do rebordo alveolar juntamente com o formato 
da barra protocolo.
Disposição: refere-se à situação individual de cada 
dente na arcada. No estudo da disposição dos dentes, 
devemos analisar inicialmente a questão da sequência 
de colocação dos dentes para depois estudarmos o modo 
de disposição. Se o dente estará mais alto ou mais baixo, 
com uma situação de giroversão etc.
Existem várias maneiras de iniciarmos a montagem dos 
dentes artificiais de uma prótese protocolo. Alguns autores 
recomendam a montagem dos dentes do hemiarco superior 
e depois do hemiarco inferior do lado correspondente, 
caso o paciente necessite de prótese protocolo bimaxilar.
Outros autores recomendam inicialmente a montagem 
dos seis dentes superiores e inferiores, estabelecendo o 
trespasse horizontal evertical para o caso. Após a prova, 
na boca do paciente, completa-se a montagem dos dentes 
posteriores. A técnica a ser descrita aqui, para a montagem 
dos dentes anteriores superiores, proporciona um arran-
jo padronizado para as próteses. Confesso que algumas 
vezes uso desse artifício para facilitar a minha montagem 
de maneira mais acertada, mas sei que isso é muito es-
tranho e desconhecido para os dentistas, que poderiam 
demonstrar certa relutância em assimilar essa escolha.
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Montagem dos dentes 
anteriores superiores
Incisivo central superior
Retira-se do plano superior uma porção de cera corres-
pondente ao tamanho do incisivo central superior, ten-
do-se como referência a linha mediana inscrita marcada 
pelo dentista.
Plastifica-se a cera no espaço deixado e fixa-se o dente, de 
tal modo que a sua face mesial tangencie a linha mediana. 
Caso precise desgastar dentes para que haja o encaixe na 
base, opte primeiro para o desgaste da base.
Incisivo lateral superior
Retira-se do plano superior uma porção de cera corres-
pondente ao tamanho do dente, tendo-se como referência 
a face distal do incisivo central superior.
Plastifica-se a cera no espaço deixado e fixa-se o dente. 
O incisivo lateral será colocado de modo a ficar com:
• colo ligeiramente mais deprimido que o central 
(mais para dentro);
• bordo incisal ligeiramente mais elevado que o cen-
tral (não toca o plano);
• longo eixo ligeiramente inclinado para mesial.
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 Canino
Retira-se do plano superior uma região para encaixar 
o dente. Plastifica-se a cera no
espaço deixado e fixa-se o dente. O canino será colocado 
de modo a ficar com:
• vértice da cúspide deverá situar-se ao nível do 
plano de orientação inferior mesial (tocando-o ou 
ligeiramente abaixo);
• visto pela face vestibular, seu longo eixo deverá es-
tar ligeiramente inclinado para mesial
• visto pela face mesial, o seu longo eixo deverá estar 
ligeiramente inclinado para a região palatina de tal 
forma que a porção cervical apareça mais volumo-
sa. Isso caracteriza a bossa canina;
• olhando-se a prótese pela frente, somente será visí-
vel a metade mesial de sua face vestibular.
Montagem de dentes 
posteriores superiores
Tal como os dentes anteriores superiores, para a 
montagem dos dentes posteriores superiores há necessida-
de de referências para que os dentes possam ser montados 
no plano de cera convenientemente, para executarem seu 
trabalho funcionalmente. Assim, dois fatores devem ser 
considerados: a linha principal do esforço mastigatório 
e a curva de compensação.
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Porém, ao contrário da prótese total, temos dois fatores 
que interferem diretamente nesses itens. O primeiro é que 
os dentes não ficam apoiados no rebordo e, sim, na barra 
metálica da próteses protocolo; e o segundo fator é que 
muitas vezes o antagonista está tão torto e extremamente 
fora de oclusão pela falta de extrações para reabilitar o 
superior, que tudo que a literatura descreve em relação 
a uma prótese total e que se empregaria nesse caso da 
prótese protocolo, vai por água abaixo.
Nesse caso, é preciso ter o feeling do protético juntamente 
com o dentista, informando ao paciente o que é correto 
ser feito. Então, esqueça essas referências em prótese 
protocolo e foque na possibilidade de melhorar a oclusão 
do paciente enquanto você tem esse domínio, capacidade 
e responsabilidade.
Agora, se for possível, você pode controlar a montagem 
do começo ao fim, da melhor maneira possível. Aqui vão 
algumas ferramentas para isso:
Curva de compensação
Como o plano de orientação superior foi construído 
paralelo ao plano protético, quando o paciente executa 
o movimento de protrusão, os planos perdem contato na 
região posterior, formando um espaço entre os planos que 
é chamado de “Fenômeno de Christensen”. Isso ocorre em 
virtude da inclinação da cavidade articular no sentido de 
trás para a frente e de cima para baixo.
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Na construção das próteses totais sobre mucosa ou nas 
protocolos sobre implante, devemos sempre evitar que 
haja formação desse espaço, pois, se isso ocorrer, as pró-
teses protocolos podem perder a eficiência mastigatória 
e o paciente não conseguir usá-las. Por esse motivo, de-
vemos utilizar um artifício que compense este espaço 
formado. Para tal, os dentes deverão ser dispostos em 
uma curva no sentido anteroposterior, chamada de “curva 
de compensação”.
O mesmo fenômeno acontece durante os movimentos 
de lateralidade. Em virtude da inclinação da cavidade 
articular no sentido lateral (de cima para baixo e de fora 
para dentro), os planos perdem contato entre si. Assim 
sendo, não há possibilidade de se conseguir estabilidade e 
eficiência mastigatória. Por esse motivo, os dentes são dis-
postos de maneira tal a compensar esse espaço com o fim 
de prover uma articulação bilateral balanceada (inferiores 
tocam-se, ocorrendo o mesmo com a palatina superior 
e a lingual inferior. Na posição de balanceio, a cúspide 
palatina superior deverá tocar a vestibular inferior).
Na posição de protrusão, as cúspides vestibulares e lin-
guais dos dentes inferiores tocam as cúspides vestibulares 
e linguais dos dentes superiores ao mesmo tempo, porém 
mais à frente.
Pré-molares superiores
Os pré-molares são colocados de modo a ficarem com:
• seu longo eixo na vertical;
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• cúspides vestibulares e palatinas tocam o 
plano inferior;
• faces vestibulares ao nível do canino ou ligeiramen-
te para dentro;
• cúspides palatinas sobre a linha principal de 
esforço mastigatório.
Molares superiores
Os molares são colocados de modo a ficarem com:
• suas cúspides palatinas incidindo sobre a linha 
principal do esforço mastigatório;
• primeiro molar situado em contato com o plano 
oclusal inferior, somente por sua cúspide mésio
-palatina. Inicia-se aqui a curva de compensação. 
A cúspide mésio-vestibular distará 0,5 mm aproxi-
madamente do plano oclusal e a disto-vestibular a 
quase 1 mm;
• segundo molar acompanha a inclinação do 1º mo-
lar, porém suas cúspides vestibulares são mais altas 
em relação ao plano oclusal inferior. Levantam-se 
para trás, em direção às cabeças da mandíbula com-
pletando a curva de compensação.
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Montagem dos dentes 
posteriores inferiores
A ordem de montagem dos dentes inferiores varia se-
gundo os autores.
Tamaki inicia pelos incisivos e segue, pela ordem, para 
os posteriores.
Saizar, depois de concluída a montagem dos dentes 
superiores, recomenda iniciar pelo primeiro molar infe-
rior, já que esse dente, na dentição natural, é considerado 
(segundo Angle) a chave de oclusão.
Marca-se na cera, no plano de orientação inferior, com 
o articulador fechado, dois traços: um no nível da cúspide 
vestibular do segundo pré-molar superior, e outro no nível 
da cúspide disto-vestibular do primeiro molar superior, 
que corresponde ao posicionamento do primeiro molar 
inferior, ou simplesmente siga a oclusão dos dentes antago-
nistas independentes se são dentes naturais ou artificiais.
Plastifica-se a cera na região compreendida entre os dois 
traços, prende-se o primeiro molar inferior com cera plas-
tificada, e fecha-se o articulador cuidadosamente, para que 
a pressão de fechamento faça chegar o molar em oclusão 
central; observando se a cúspide mésio-vestibular incide 
no centro das cristas marginais proximais do segundo 
pré-molar e primeiro molar superior; e se a cúspide disto-
vestibular do molar inferior incide sob a fossa principal do 
molar superior. Montado o molar de um lado, monta-se 
o do lado oposto seguindoo mesmo procedimento.
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Montagem dos dentes 
anteriores inferiores
Incisivos centrais
• face mesial toca a linha mediana;
• face vestibular acompanha o contorno do plano 
de cera;
• longo eixo na vertical;
• não tocam os incisivos mesiais superiores quando 
as dentaduras estão em oclusão central.
Incisivos laterais
• face mesial mantém contato com a distal 
dos centrais;
• face vestibular acompanha o contorno do plano 
de orientação;
• longo eixo na vertical;
• não tocam os superiores em oclusão central.
Canino
• face mesial contatando a face distal do lateral;
• cúspide localizada na linha do ponto de contato do 
incisivo lateral e do canino superior;
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• longo eixo, no sentido mésio-distal, ligeiramente 
inclinado para mesial e no sentido vestíbulo lin-
gual, perpendicular ao plano oclusal.
Primeiros pré-molares
• em altura não deverá ultrapassar o canto da boca;
• longo eixo na vertical;
• deverá ser o último dente a ser montado (para 
alguns autores, porém eu sempre monto em se-
quência) permitindo, assim, um ajuste oclusal 
correto, buscando evitar o apinhamento dos 
dentes anteriores;
• quando necessário, devemos desgastar sua 
face mesial.
A L E RTA ! I m p o r t a n t e p a r a m o n t a g e m d o s 
dentes anteriores:
Os dentes anteriores mandibulares raramente se apresen-
tam regularmente ou simetricamente. Variações gerais, 
somadas a desgaste dos bordos incisais melhoram sua 
aparência estética, e muitos pacientes têm a mentalida-
de de que se os dentes não estiverem simétricos, terão a 
aparência mais natural.
Às vezes há necessidade de desgastarmos os dentes para 
que possamos montá-los adequadamente, em especial 
os anteriores. Os desgastes feitos sem conhecimento ou 
com descuido podem determinar a perda da estética dos 
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dentes. Colocar mais para trás ou mais para cima, sem 
diminuir o comprimento da superfície vestibular é o 
objetivo desse desgaste. Tudo isso precisa ser pensado 
visando a confecção da barra protocolo, que precisará 
de espaço suficiente.
Outro fator em relação ao desgaste, e que não recomendo, 
é, no momento da montagem, realizar todo e qualquer 
tipo de desgaste em regiões que são orifícios para entrada e 
saída de parafuso e chave. E por quê? A resposta é simples: 
pois se precisar reorganizar a montagem por alguma falha, 
e a remontagem for grande, possivelmente poderá perder 
os dentes perfurados, então, não recomendo perfurar to-
dos os dentes referentes a esses orifícios, principalmente 
se o paciente possui vários implantes. Faça em 2 de cada 
lado e o dentista prova a montagem, ou se por acaso pre-
cisar ou quiser usar todos os implantes, não perfure os 
dentes e, sim, deixe marcado no modelo para o dentista 
remover no consultório esses dentes da cera, parafusar na 
boca do paciente e reposicionar o dente removido para, 
assim, efetuar a prova estética e funcional dos dentes sem 
correr o risco de prejudicar algum desses dentes.
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Fase clínica #3/4 
Requisitos a serem analisados na 
prova estética e funcional
O dentista recebe, em seu consultório, o modelo e a base 
de prova com os dentes montados no arco em questão, 
para efetuar as provas necessárias.
Essa etapa clínica envolve basicamente quatro requi-
sitos que devem ser analisados: mecânicos, funcionais, 
estéticos e fonéticos.
Cada um desses requisitos compreende etapas que de-
vem ser minuciosamente analisadas pelo profissional, 
de forma que, mesmo que a prótese siga as especificações 
estéticas solicitadas pelo paciente, tais requisitos não 
sejam desconsiderados.
• Mecânicos:
Adaptação da base de prova: as bases de prova cos-
tumam ser ligeiramente aliviadas para que, na prótese 
definitiva, haja um espaço para a higienização. Ao pa-
rafusar a base da prótese com os dentes montados, é 
importante avaliar e verificar, também, se o contorno 
da base de prova acompanha o formato de freios e bridas 
de maneira a aliviar essas regiões para não ter problema 
futuro de ulcerações e até mesmo para não pressionar a 
gengiva do paciente. Esse procedimento é diretamente 
dependente da moldagem de borda realizada durante a 
etapa de moldagem funcional
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Contorno, volume e forma adequados: essas carac-
terísticas devem ser consideradas para promover maior 
conforto ao paciente durante a prova final. Bases volu-
mosas e com contorno inadequado (tais como volumes 
muito proeminentes nas regiões lingual e palatina) podem 
se apresentar desconfortáveis para o paciente, por isso a 
importância de deixar a prótese mais delicada e menos 
volumosa possível e isso é alcançado no ato da confec-
ção da barra protocolo após a montagem de dentes. O 
assentamento no rebordo, sem deixar espaços maiores 
de 2mm, é fundamental também para que o paciente não 
reclame do “buraco” e consequentemente sugira que ali 
haverá acúmulo de alimentos. É possível verificar sobre
-extensões por meio de movimentos da musculatura do 
paciente ao falar ou sorrir, bocejos e deglutições. Já as 
subextensões são identificadas por meio de palpação e 
observação visual. As duas formas podem ser prejudiciais 
no momento de higienização por parte do paciente, pois 
a sobre-extensão proporciona a flange na protocolo e, 
consequentemente, ausência de espaço para limpeza; ao 
contrário a subextensão pode proporcionar um certo des-
conforto ao paciente por gerar ali um acúmulo de resíduo, 
além de comprometer a fala do paciente pela passagem 
de ar, se caso ocorrer na prótese protocolo superior.
Espessura das bordas: as bases não devem ser muito 
finas nem tampouco espessas. É necessário que as bordas 
se apresentem arredondadas e com ótima lisura super-
ficial e acompanhe todo contorno da barra protocolo. A 
borda muito espessa, principalmente na região anterior, 
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pode gerar um desconforto desnecessário no paciente, 
independente se é superior ou inferior.
Dentes bem unidos à cera: dentes devem estar muito 
bem unidos à cera para evitar que, durante os movimentos 
realizados pelo paciente na prova funcional, se desloquem, 
alterando a oclusão previamente determinada. E para 
isso é importante alertar o paciente para fechar a boca 
de leve e não morder, porque o paciente tem o instinto 
de apertar na hora de fechar.
Escultura: o principal motivo da escultura em cera da 
prótese protocolo nessa fase é a estética, já que esta será 
reproduzida na resina da base final da prótese. Além disso, 
o volume de cera e a escultura têm influência direta no 
volume labial e o formato auxilia o posicionamento da 
língua e de todos os músculos adjacentes.
• Funcionais:
Durante essa etapa, deve-se salientar ao paciente o cui-
dado para a realização dos movimentos, sem exercer força 
entre os dentes antagonistas, de forma que não ocorra 
deslocamento dos dentes como citado anteriormente.
Exame da oclusão central: a oclusão na boca deve ser 
igual àquela verificada no articulador, deve ocorrer o 
engrenamento dos dentes posteriores e a linha média da 
prótese corretamente alinhada à do paciente. Nessa fase, 
em especial, é necessária a atenção redobrada do profis-
sional, visto que a oclusão central tem relação direta com 
a estética e, também, com a função, sendo essencial para 
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a manutenção da saúde do sistema estomatognático. Se 
algo saiu diferente do esperado (como linha média fora 
do lugar correto, um lado mais alto ou mais baixo que o 
outro, falta de oclusão em determinada região), recomen-
do manipular uma porçãodo seu silicone de condensação 
denso e pedir para o paciente fechar de modo que você 
possa ter a visão do que está incorreto. Fotografe essa 
etapa, remova o silicone e fotografe também a mordida 
como ela se encontra, e envie ao laboratório, pois lá eles 
irão remontar um dos modelos em articulador e remontar 
os dentes para poder provar novamente.
Exame das oclusões excêntricas: o paciente deve reali-
zar movimento laterais e protrusivos com auxílio do pro-
fissional. Nesse momento deve-se observar se os contatos 
durante os movimentos se adequam ao estabelecido pela 
articulação bilateral balanceada.
Análise do Espaço Funcional Livre (EFL): é necessário 
avaliar se a montagem dos dentes e a dimensão vertical 
de oclusão (DVO ) determinadas estão adequadas para 
a existência do EFL, de forma que permita ao paciente 
apresentar a posição de repouso. Esse é um fator muito 
importante de análise. Seria muito bom anotar as referên-
cias no registro e confirmar posteriormente. Uma DVO 
reduzida, com aumento do EFL, tem prejuízo estético, 
com redução do terço inferior da face e maior evidência 
para as rugas e linhas de expressão, além de poder causar 
queilite angular e disfunção temporomandibular (DTM). 
Já uma DVO aumentada, reduzindo o EFL, tem como prin-
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cipal prejuízo a fala, com a pronúncia de sons sibilantes, e 
também dificuldades no ato de mastigar e deglutir; ocorre 
ainda prejuízo estético, uma vez que o terço inferior da 
face se apresenta aumentado, com sensibilidade, dor e 
tensão no rebordo e músculos faciais.
Teste de mobilidade dos lábios: o posicionamento 
dos dentes anteriores não pode limitar ou dificultar a 
movimentação dos lábios. O cirurgião dentista pode ve-
rificar essa mobilidade solicitando ao paciente que morda 
o lábio inferior, tanto na região central, como também 
nas laterais. Caso ocorra alguma dificuldade, deve ser 
verificado o posicionamento e o reposicionamento dos 
dentes anteriores. Essa etapa é muito importante, pois 
se os dentes estiverem corretamente posicionados, mas a 
cera estiver muito para vestibular, pode-se formar ali um 
depósito de alimentos, por isso recomendo fortemente 
que consiga melhorar o contorno volumétrico de cera, 
sem criar uma flange nessa região, o que seria muito pior.
• Estéticos:
Essa é a etapa mais importante para o paciente, visto 
que não é possível verificar a mastigação nem o confor-
to. Essa etapa ainda deve atingir três dimensões: pri-
meiramente o paciente, depois observadores e, então, 
o cirurgião-dentista.
ALERTA! É muito importante o paciente levar alguém 
de sua confiança para a prova dos dentes. Alguém que 
tenha influência em suas opiniões, pois o paciente pode 
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achar lindo, maravilhoso e, se alguém que influencia suas 
opiniões disser que não gostou, o paciente, a partir desse 
momento, vai encontrar defeitos na prótese.
Aspecto fisionômico: a estética de uma prótese está 
diretamente relacionada ao posicionamento dos dentes 
e à cor dos tecidos intraorais, que devem mimetizar o as-
pecto apropriado da forma mais natural possível. Nesse 
momento é possível analisar o posicionamento dos dentes, 
fazendo o paciente falar e rir e analisar a cor da gengiva 
se o laboratório usar ceras de caracterização gengival. 
O sorriso é a melhor comprovação da estética imediata.
Cor: é um fator de suma importância, visto que pode 
rejuvenescer ou envelhecer o paciente, bem como dar o 
aspecto de artificialidade se uma cor muito clara for se-
lecionada. Assim, esse é o momento ideal de analisar se 
a cor está em harmonia com a face do indivíduo.
Relação do fator SPI (sexo, personalidade e idade): 
segundo Frush & Fisher esse fator caracteriza a prótese 
de acordo com o tipo de paciente, pequenas giroversões 
ou, ainda, as dimensões do dente, podem alterar o aspecto 
de vigor para suavidade, de feminino para masculino, 
de idoso para jovem. Como o paciente não tem contato 
com o protético, é responsabilidade do cirurgião-dentis-
ta transmitir essas informações para o profissional do 
laboratório ou chamá-lo para verificação em conjunto e 
analisar criteriosamente durante a prova estética e fun-
cional se elas foram seguidas. Caso sinta necessidade, 
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chame o seu técnico de laboratório para acompanhar 
essa fase de prova.
Altura dos dentes: a altura dos dentes artificiais deve 
mostrar naturalidade (diretamente relacionado à altura 
do lábio do paciente em relação a superior, e um pouco 
acima do lábio em relação a inferior), tomando cuidado 
principalmente com pacientes que apresentam sorriso 
gengival, visto que, geralmente, os pacientes preferem 
a ausência ou pouca exibição da gengiva.
Aparecimento da gengiva: observar se, durante o 
sorriso forçado ou não, a gengiva artificial não sobressai 
demasiadamente. É importante, nos casos em que o pa-
ciente tem sorriso gengival, utilizar uma caracterização, 
de forma a minimizar a artificialidade.
Curva do sorriso: as incisais devem acompanhar a 
curva ascendente do lábio inferior, resultando em um 
sorriso natural, harmônico e estético.
Assimetria: existem casos em que o paciente deseja 
reproduzir o seu antigo sorriso natural e, para produzir 
esse efeito assimetrias são utilizadas para caracterização 
das próteses protocolo acrílica.
Corredor bucal: deve-se analisar a relação entre as su-
perfícies vestibulares dos dentes posteriores com o canto 
do lábio e a parte interna da bochecha.
Linha média: caracteriza-se por dividir a face em duas 
partes iguais. É muito importante para a estética em pró-
teses de forma geral. Assim, o cirurgião dentista deve estar 
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atento aos desvios anatômicos, tais como o do nariz, a linha 
que divide o filtro do lábio superior, para não cometer en-
ganos e realizar o registro de linha média incorretamente.
• Fonéticos:
A fala é definida como uma produção dinâmica de sons 
para a comunicação por meio dos processos de respira-
ção, fonação, ressonância e articulação. Deficiências 
na fala são frequentemente relatadas após reabilitações 
protéticas, principalmente maxilares, por grande parte 
dos pacientes. A interação entre língua, palato, lábios e 
dentes é responsável pela alteração de ar que produz os 
sons da fala.
A prótese que altera significantemente a posição dos 
lábios e o contorno do palato próximo a região do rebordo 
pode interferir na articulação e, até mesmo, no entendi-
mento das palavras devido à invasão do espaço fonético. 
Os sons mais frequentemente afetados são os bilabiais (“p”, 
“b”, “m”), dento-labiais (“f”, “v”) e palato-linguais (“s”). 
Assim, o cirurgião deve estar atento a chiados e assobios, 
indicativos de invasão do espaço fonético e verificar se 
não há um espaço excessivo entre o rebordo do paciente 
e a base da prótese.
A fonética também pode ser usada para verificar o cor-
reto posicionamento dos dentes anteriores, durante a 
produção de sons como “f” e “v”, a bordas incisais dos 
dentes maxilares devem contatar o terço posterior do 
lábio inferior, sobre a linha divisória molhada-seca.
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Resumindo: guie suavemente o paciente para uma rela-
ção cêntrica e determine se os dentes estão se encaixando 
perfeitamente nessa posição.
Se houver mesmo uma pequena discrepância, você mes-
mo poderá ajustar o posicionamento dos dentes na posição 
ideal, mas, se precisar de uma remontagem, você deverá 
fazer um novo registro oclusal com esses enceramentos 
no lugar. Instrua seu laboratório a remontar os modelos 
de acordo com o novo registro oclusal e a reposicionar os 
dentes de acordo.
Se desejar, você pode fazer a remontagem durante a con-
sulta para confirmar imediatamenteo fechamento de contratos de mais 
tratamentos. Este livro explora em detalhes os aspectos 
técnicos e clínicos das próteses sobre implante, com o 
passo a passo simples, de fácil entendimento e replicável 
em seu consultório e/ou laboratório.
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A introdução dos implantes dentários revolucionou a 
prática odontológica, proporcionando uma base estável 
e funcional para próteses dentárias. Os implantes não 
apenas melhoram a estética e a função, mas também 
contribuem para a preservação do osso alveolar.
A história dos implantes dentários é longa e fascinante, 
refletindo a evolução da tecnologia e da medicina ao longo 
dos séculos. Aqui está uma sinopse dos principais mar-
cos dessa trajetória que é relevante antes de entrarmos a 
fundo no passo a passo da reabilitação:
Antiguidade (civilizações antigas): evidências arqueo-
lógicas mostram que civilizações antigas, como os egípcios 
e os maias, tentavam substituir dentes perdidos. Foram 
encontrados restos humanos com dentes artificiais feitos 
de marfim, conchas, pedras ou metais preciosos inseridos 
no lugar de dentes naturais.
Século XX (primeiras tentativas modernas): no início 
do século XX, os dentistas começaram a experimentar 
diferentes materiais e técnicas para criar implantes. Es-
ses primeiros implantes, muitas vezes feitos de metais 
variados, enfrentavam problemas de rejeição e infecção.
1940-1950: os implantes subperiósteos, feitos de cromo-
cobalto-molibdênio, foram desenvolvidos e usados com 
algum sucesso. Eles eram colocados sobre o osso maxilar 
ou mandibular, sob a gengiva.
Década de 1960 (descoberta da osseointegração): o 
marco decisivo na história dos implantes dentários foi a 
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descoberta da osseointegração pelo cirurgião ortopédico 
sueco Per-Ingvar Brånemark. Em 1965, ele publicou seus 
resultados de pesquisa mostrando que o titânio poderia 
se integrar biologicamente ao osso, o que levou ao desen-
volvimento dos primeiros implantes dentários de titânio.
Década de 1970-1980 (implantes Brånemark): Per-In-
gvar Brånemark começou a comercializar seus implantes 
de titânio, que rapidamente ganharam popularidade de-
vido à sua alta taxa de sucesso. A técnica de Brånemark 
envolvia a inserção de parafusos de titânio no osso, que, 
após um período de cicatrização, serviam como base para 
próteses dentárias.
Década de 1990 (avanços tecnológicos): houve avan-
ços significativos na tecnologia de implantes dentários, 
incluindo o design de implantes, superfícies tratadas para 
melhorar a osseointegração e técnicas de imagem para 
planejamento cirúrgico mais preciso.
Diversificação dos materiais: embora o titânio con-
tinuasse a ser o material predominante, começaram 
a surgir implantes de zircônia, um material cerâmico 
biocompatível, como alternativa ao titânio.
Século XXI (inovações contínuas): o início do século 
XXI foi palco do desenvolvimento de novos materiais, 
técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e a utilização 
de tecnologias digitais, como a impressão 3D e a cirurgia 
guiada por computador.
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Popularização e acessibilidade: os implantes dentá-
rios se tornaram amplamente acessíveis e são agora uma 
opção comum e altamente eficaz para a substituição de 
dentes perdidos.
Os implantes dentários representam um dos maiores 
avanços na Odontologia moderna, oferecendo uma solu-
ção durável, estética e funcional para a perda dentária. 
Graças às inovações contínuas, os implantes dentários 
continuam a evoluir, tornando-se cada vez mais seguros, 
eficazes e acessíveis para pacientes em todo o mundo.
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capítulo 2
A mecânica biológica
Antes da construção das próteses sobre implante, é ne-
cessário entender os princípios da biomecânica.
A biomecânica de implantes dentários é o estudo das 
forças e dos movimentos que atuam sobre os implantes 
dentários e como essas forças são distribuídas e absorvidas 
pelo implante, pela prótese, pelo osso adjacente e pelos 
tecidos moles circundantes. Esse campo é crucial para o 
sucesso, a longo prazo, dos implantes dentários e envolve 
diversos aspectos inter-relacionados:
A biomecânica entre implante e prótese implica a inte-
ração entre os componentes implantados no tecido ósseo 
e as próteses utilizadas para substituir dentes perdidos. 
Esse processo é complexo e depende de vários fatores para 
garantir o sucesso funcional e a durabilidade dos trata-
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mentos dentários. Vamos detalhar a seguir os principais 
aspectos dessa biomecânica:
Osso e implante: integração e transferência de força.
Osteointegração: a biomecânica começa com a os-
teointegração, que é o processo pelo qual o osso cresce 
ao redor do implante, criando uma fixação estável. Uma 
boa osteointegração é crucial para a estabilidade do im-
plante, permitindo que ele suporte cargas mastigatórias 
sem se mover. 
Distribuição das forças: o material e o design do im-
plante (geralmente de titânio) são escolhidos para pro-
mover uma distribuição uniforme das forças no osso 
circundante. Implantes cônicos, por exemplo, podem 
ajudar a distribuir as cargas de maneira mais eficiente.
Conexão implante-prótese: existem diferentes tipos 
de conexões entre o implante e a prótese, como conexões 
parafusadas ou cimentadas. A escolha influencia a bio-
mecânica porque diferentes conexões podem distribuir 
as forças de maneiras distintas.
Quando a prótese (a coroa dentária, por exemplo) é co-
locada sobre o implante, ela precisa distribuir as forças 
mastigatórias de maneira eficiente para evitar sobrecarga 
em qualquer parte do sistema evitando, assim, a força de 
tração, que é uma força contrária à compressão. É uma 
força que tende a puxar o implante para fora do osso, e 
isso acontece principalmente quando a força mastiga-
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tória não é no eixo vertical do implante, mas no sentido 
oblíquo (inclinado). 
Portanto a coroa tem sua função nesse arcabouço e é 
projetada para encaixar perfeitamente no implante e 
funcionar como um dente natural, transmitindo for-
ças de mastigação por meio do implante e para o osso 
ao redor. Uma distribuição inadequada dessas forças 
pode levar a falhas no implante ou danos ao osso como 
dito anteriormente.
Prótese e forças mastigatórias: tanto os implantes 
quanto as próteses são feitos de materiais biocompatíveis 
que suportam as cargas mastigatórias e resistem à cor-
rosão e ao desgaste. O titânio é amplamente usado para 
implantes devido à sua biocompatibilidade e capacidade 
de osseointegração. Para próteses, materiais como porce-
lana, zircônia e resina composta são usados para simular 
a aparência e a funcionalidade dos dentes naturais o que 
afeta a biomecânica. Materiais mais duros podem trans-
ferir forças mais intensas ao implante e ao osso, pois não 
possuem um “amortecimento” próprio do material.
Fatores do paciente: a qualidade e a quantidade do 
osso do paciente influenciam a biomecânica. Ossos mais 
densos proporcionam uma ancoragem mais estável, en-
quanto ossos menos densos, friáveis, podem necessitar 
de ajustes no design do implante e da prótese.
Hábitos orais como bruxismo (ranger de dentes) podem 
afetar significativamente a biomecânica, exigindo consi-
derações especiais no design do implante e da prótese para 
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minimizar os impactos negativos, ou seja, “construir” 
uma oclusão favorável para os movimentos excursivos 
do paciente que afete o menos possível, além de recursos 
como aplicação de toxina botulínica na musculatura, uso 
de placas rígidas entre outros.o posicionamento 
dos novos dentes como dito anteriormente.
Outras coisas para reconfirmar nesta consulta: dimensão 
vertical adequada de oclusão. Os dentes estão em guia 
canino ou desoclusão em grupo? Os ajustes finais podem 
ser feitos no dia da instalação? Reconfirme a estética com 
o paciente. É recomendável que seu paciente assine um 
formulário de aprovação de desenho de sorriso nesse 
momento. Isso ajudará a evitar dor de cabeça quando os 
pacientes decidirem mais tarde que realmente desejam 
que os dentes sejam posicionados de maneira um pouco 
diferente. Anote uma tonalidade gengival para a carac-
terização em laboratório da cor da gengiva da prótese. 
Fase laboratorial #4/4
Realizados o enceramento e a escultura e após o den-
tista ter feito a prova estética e funcional dos dentes no 
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paciente, é a hora de partirmos para a confecção de nossa 
barra protocolo. E por onde vamos começar?
Precisamos ter uma barra que incomode minimamen-
te o paciente e que faça com que a prótese seja a mais 
delicada possível e, para que isso aconteça, é necessário 
planejamento. Com os dentes montados, o enceramento 
e a escultura feitos, precisamos construir uma matriz 
que denomino matriz de transferência, e alguns autores 
a denominam de “mock up”. Tal matriz nos possibilitará 
confeccionar a barra visualizando, de maneira tridimen-
sional, a posição dos dentes já montados e aprovados 
pelo dentista.
Vamos começar pela confecção da matriz de transfe-
rência e, para isso, não podemos ter nenhuma área de 
irregularidade entre o enceramento dos dentes e o gesso, 
exatamente para não ficar nenhuma zona de retenção e o 
material não adentrar essa área e prejudicar a eficiência 
da matriz.
Particularmente, eu manipulo um silicone de labora-
tório denso conforme as recomendações do fabricante, 
mas nesse momento não vamos falar de marcas.
Após a manipulação, deve se acamar o material na face 
vestibular dos dentes e, de maneira paulatina e gradativa, 
ir revestindo o enceramento e os dentes, sempre empre-
gando uma pressão para que o silicone possa copiar a 
escultura que foi realizada e, também, a posição exata 
dos dentes montados em relação ao modelo.
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Essa matriz precisará ser removida e inserida no local 
com certa frequência e, para ajudar, pode se fazer algumas 
indexações no modelo de gesso exatamente para ter a re-
ferência mais correta da inserção e remoção dessa matriz.
Após o momento que o silicone endureceu, você pode 
retirá-lo do local e “desmontar” sua montagem de dentes 
feita em cima da base de prova, de maneira que os dentes 
fiquem em seus lugares dentro da matriz, onde foram 
copiados. Porém, é necessário, limpar esses dentes e en-
caixá-los em suas respectivas posições dentro da matriz 
de transferência.
Caso algum dente não fique 100% “preso” a essa matriz, 
você pode lançar mão de uma cola transparente chamada 
Elmer’s, pingando uma gota no vestibular de cada dente 
que não encaixou de forma absoluta.
Estando todos os dentes encaixados, posiciona-se a 
matriz em seu lugar de origem e você já pode visualizar e 
desenhar com um lápis a barra protocolo, principalmente 
a região de cantiléver, que é a extensão mais posterior ao 
meu último análogo posicionado no modelo.
Algo muito importante que precisa ser observado é o 
tamanho do cantiléver, como também o planejamento 
sobre a maneira que será construída essa extensão em 
minha barra.
O último (e mais posterior) análogo do modelo, corres-
ponde ao último implante instalado na boca do paciente. 
Nesse análogo você vai fazer uma marcação no meio dele 
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com o lápis e o máximo que você pode estender o seu traço 
a partir desse último análogo, para a posterior dele, ou 
seja, mais para trás, é de 15mm ou 1,5cm, como preferir.
Outra observação a fazer é que, em casos de implantes 
posicionados bem posterior, seja superior ou inferior, 
muitas vezes eles não necessitam de cantiléver, ou se 
precisarem, o tamanho será muito reduzido.
Nos estudos da literatura, está descrito que para o cálculo 
do cantiléver é necessário traçar uma linha reta entre os 
implantes posteriores e uma linha reta entre os implantes 
anteriores. Essa diferença entre as linhas dos anteriores 
com os posteriores resulta em um cantiléver de no má-
ximo 1 vez e meia. Portanto, o cantiléver é 15 mm para 
não comprometer e não fazer uma força muito grande 
nesse implante posicionado na boca e comprometer a 
osseointegração. Se porventura a montagem de dentes 
ultrapassar a medida do cantiléver, é recomendado re-
mover o dente ou os dentes extras para não comprometer 
a prótese dentária.
Pode-se também optar por dentes menores para que 
seja colocado um ou mais dentes. O melhor é avaliar 
isso juntamente com o dentista. Com base nisso, é bem 
comum, nos protocolos inferiores, fazer somente até o 
primeiro molar, pois o segundo molar já ficaria fora da 
barra protocolo. Por isso, é muito importante respeitar 
a medida de cantiléver.
Após todos esses conceitos, entraremos na confecção 
da barra protocolo propriamente dita.
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Feita essa marcação da barra a lápis no modelo de gesso, 
você deverá separar os componentes e materiais para 
confecção de sua barra protocolo. Baseado nos análogos 
que estão no modelo, você pode utilizar os componentes 
chamados Ucla. Existe a Ucla totalmente de plástico, que 
chamamos de calcinável, e aquela cuja superfície será 
encaixada no análogo e, consequentemente, na boca do 
paciente, a qual é composta de partes metálicas e plásticas.
A escolha vai depender do planejamento do dentista em 
relação à adaptação da prótese nos implantes ou no pilar 
intermediário, pois o modelo com base metálica tem uma 
precisão maior, porém, também tem o custo mais elevado.
Após realizar a escolha em conjunto com o dentista, deve-
se posicionar os componentes no modelo com os implan-
tes. Então, independente se há na boca um componente 
intermediário ou não, ou seja, se existe apenas o implante, 
o componente Ucla já corresponderá à escolha feita.
Enfim, posiciona-se os componentes parafusando nos 
análogos um a um, respeitando o encaixe perfeito, sem 
deixar fendas.
Feito isso, se faz a união desses componentes.
ALERTA! Não podemos unir esses componentes, essas 
Uclas, de uma vez só. É preciso respeitar o tempo de po-
limerização da resina a ser utilizada e, particularmente, 
eu recomendo utilizar a resina acrílica tipo Duralay. O 
processo é simples, porém precisa ser respeitado para 
evitar a contração exagerada da resina acrílica e, con-
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sequentemente, a desadaptação da barra protocolo no 
modelo e na boca.
Eu sempre recomendo fazer a união de 2 em 2 compo-
nentes, começando pela extremidade e aguardando a po-
limerização. Você pode usar pequenos pedaços de resinas 
já polimerizados para fazer essa união e não se esquecer 
de isolar o modelo, além de não deixar a barra, outrora 
confeccionada com a resina acrílica encostada no modelo. 
Sempre pense em deixar um “gap”, uma fenda até para 
ter espaço para futura acrilização. Siga até ter todos os 
componentes unidos entre si. Aproveite para estender 
um pouco da resina acrílica além dos últimos análogos 
posicionados posteriormente no modelo, ou seja, os mais 
extremos e já fazer o cantiléver da barra respeitando 
aqueles 15mm explicados aqui anteriormente.
Qual a referência que você vai utilizar para confeccio-
nar essa barra? Exatamente a posição da montagem dos 
dentes presos à matriz de transferência e previamente 
reposicionados no modelo.
Com base na matriz de transferência com os dentes 
posicionados, verifique se ela está na direção e posicio-namento corretos, pois isso é importantíssimo para que 
a barra não sofra alteração de posicionamento.
Se depois da barra acrílica pronta, for percebido que 
ela não está se adaptando de maneira passiva, não está se 
encaixando adequadamente, deve-se escolher uma área 
para seccionar, cortar a resina dessa barra e unir nova-
mente; esperando que, depois de seccionada, a barra irá 
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se adaptar, de maneira passiva, sem ter um “jogo” para as 
laterais, o chamado movimento de báscula, porque o que 
pode ter acontecido é o efeito da contração dessa resina e, 
de maneira alguma, pode-se finalizar uma barra do tipo 
protocolo sem estar cem por cento adaptada.
Algumas observações são sempre importantes quando 
tratamos de confecção de barra protocolo. A mais impor-
tante, sem dúvida nenhuma, é a passividade da barra. Um 
segundo ponto é a barra ser fiel ao contorno dos dentes 
montados e estando na matriz de transferência. Qual es-
pessura dessa barra? No mínimo 3mm para que a fundição 
seja eficaz também e apresente resistência mastigatória. 
O acabamento da barra deve ser de maneira semelhante 
ao acabamento de qualquer trabalho realizado com resi-
na acrílica, por meio de brocas, lixas e até borrachas de 
acabamento e polimento.
Quando a barra estiver pronta, é a hora de preparar para 
a fundição. Para fazer a fundição existe um preparo pré-
vio. Sem retirar a barra, já pronta e acabada do modelo, 
deve se inserir os bastões de cera chamados de sprue, que 
serão responsáveis por alimentar a barra com o metal no 
momento de injetá-lo na posição de 45 graus.
Essa manobra eu faço por toda extensão da barra e sem-
pre entre os componentes protéticos (como, por exemplo, 
as UCLAS) e também na área dos cantiléver.
Seguiremos para o processo de fundição, o qual apenas 
vou citar de forma panorâmica, já que esse assunto poderia 
ser um capítulo de livro de próximas edições.
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O importante é trabalhar de maneira correta com o 
revestimento de escolha, na proporção ideal de água e 
líquido do revestimento, além do completo preenchi-
mento do anel com a barra e os condutos de alimentação 
adequadamente posicionados.
Daí em diante, você continua com o processo de fun-
dição que está acostumado, pois não abordaremos 
todo sistema de metalurgia aqui neste livro como foi 
esclarecido anteriormente.
Prova em boca da barra protocolo + remontagem 
de dentes a esquerda e a direita confecção de 
barra protocolo baseada na montagem de dentes 
anteriormente provada e a matriz de transferência 
com os dentes de estoque aderidos.
Depois que fez a fundição, desenformou o metal, fez o 
acabamento necessário na estrutura metálica, é hora de 
colocar no modelo essa barra protocolo metálica e verifi-
car a adaptação. Essa barra necessariamente precisa estar 
com ausência de báscula, que é o movimento parecido 
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com o movimento de uma gangorra de vai e vem quando 
se aperta um dos lados.
É preciso, também, verificar a precisão no encaixe entre 
a barra e os análogos, independente se é ou não direto na 
cabeça do implante. Caso isso não ocorra, será necessário 
segmentar a barra e soldá-la na posição correta de modo 
que a barra fique 100% livre de obstáculo, 100% passiva. 
Isso ocorre por problema na preparação da barra em 
acrílico ou por algum erro na fundição da peça protética, 
ou também erro no processo de moldagem.
Partindo do pressuposto de que a barra protocolo em 
metal está totalmente adaptada, eu recomendo enviá
-la para o dentista e fazer diretamente na boca a prova. 
Lá na clínica, o cirurgião terá a oportunidade de pro-
var e testar a passividade da barra por meio do tato ao 
apertar os seus parafusos em posição e/ou por meio de 
exames radiográficos.
Quando a barra estiver cem por cento adaptada e passi-
va, retorna-se ao laboratório para realizar a remontagem 
dos dentes em cima dela, baseado no posicionamento dos 
dentes na matriz de transferência.
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Fase clínica #4/4 
Barra protocolo para provar na boca
Prova de Barra da prótese protocolo e radiografia de 
controle para se certificar na adaptação da estrutura.
Após a barra chegar do laboratório, o dentista precisa 
verificar no modelo se a barra está passiva realmente, 
livre de fendas e ausente de báscula. Analisar dentro dos 
componentes se não há bolhas em caso de ser um com-
ponente totalmente plástico e fundido, o que não ocorre 
com componente com a cinta metálica.
Para assegurar a passividade, deve-se sentir se realmente 
não há obstáculos para dar aperto aos parafusos e para 
certificar se há a necessidade de fazer a tomada radio-
gráfica de todos os implantes, para verificar se não há 
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fendas, “gaps”, ou seja, espaços entre a barra e o implante 
ou intermediário.
E aqui vamos abrir uma discussão sobre a passividade 
da barra.
O que é assentamento passivo? Seu objetivo é registrar 
a posição dos implantes com a maior precisão possível, a 
fim de obter uma estrutura de adaptação passiva. Por que 
isso é tão importante? Estruturas mal ajustadas têm sido 
responsáveis por complicações biológicas e mecânicas, 
incluindo afrouxamento e fratura de parafusos, falha do 
implante, perda óssea e até mesmo fratura da estrutura. 
No entanto, foi demonstrado que, mesmo com as técni-
cas de moldagem mais rigorosas e meticulosas, sempre 
existirá algum grau de desajuste entre a plataforma do 
implante e a prótese. Esta seção revisa a literatura atual 
sobre complicações resultantes do desajuste, descreve 
como diferentes técnicas de moldagem contribuem para 
o desajuste e algumas das técnicas preferidas para molda-
gens de implantes de arcada completa. Infelizmente para 
nós não há uma única menção de assentamento passivo 
ou desajuste. Como não existe uma definição formal de 
assentamento passivo, aqui estão algumas das definições 
oferecidas ao longo dos anos, segundo Dr. Ivan Chicchon 
© e Manual do Implant Ninja All-on-X. 
Branemark 1985: primeira pessoa a quantificar o assen-
tamento passivo de uma estrutura de implante – afirmou 
que o desajuste não deveria ser superior a 10um. 
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[1] Klinberg e Murray 1985: afirmou que uma lacu-
na de 30um seria aceitável se não incluísse mais de 10% 
da circunferência.
[2] Desde 1991: ajuste passivo é definido como um nível 
de ajuste que não produzirá ou causará qualquer proble-
ma clínico a longo prazo. Ele afirmou que um desajuste 
em torno de 150 mícrons seria biologicamente aceitável.
[3] Sahin 2001: redefine o assentamento passivo como 
sinônimo de um “ajuste ideal” teórico e inatingível. Ex-
plica que uma estrutura de ajuste passivo induziria tensão 
zero nos componentes de suporte do implante e no osso 
na ausência de uma carga aplicada.
[4] Nas últimas décadas, vimos a evolução do termo 
e a importância do assentamento passivo. Nunca há um 
ajuste perfeitamente passivo. Em nenhum estudo, houve 
nenhum caso em que um pilar ou estrutura se ajustasse 
perfeitamente à plataforma do implante. Sabemos tam-
bém que a maioria dos implantes, coroas sobre implantes 
e próteses sobre implantes sobrevivem sem complicações, 
portanto, deve haver uma certa tolerância biológica e 
mecânica para desajustados. Em outras palavras, o assen-
tamento passivo não é tão preocupante quanto quantificar 
o desajuste aceitável em uma determinada situação. Em 
uma excelente revisão feita por Taylor, o autor abor-
dou esse dilema e levantou duas questões importantes:, 
“Primeiro, que nível de desajuste é clinicamente impor-
tante, é provável que ocorram danos? A resposta a estas 
questões é muito complexae depende de fatores como 
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qualidade óssea, comprimento e diâmetro dos implantes 
e características da superfície do implante. Em segundo 
lugar, assumindo que o desajuste é uma preocupação, 
como medi-lo numa situação clínica?”. Muitas publica-
ções afirmam o desajuste como causa de complicações 
biológicas e mecânicas, citando numerosos artigos para 
apoiar a sua posição. Se você se aprofundar, descobrirá 
que os artigos citados geralmente são apenas mais artigos 
de opinião. Na verdade, nenhum estudo, até o momento, 
encontrou uma correlação estatística entre o desajuste e 
qualquer complicação biológica. Portanto, essas afirma-
ções permanecem principalmente hipotéticas, mas por 
uma boa razão: qualquer pessoa, com conhecimento dos 
componentes do implante e uma compreensão básica da 
Física, pode compreender como o desajuste pode propagar 
tensões por todo o sistema. O estresse é o bicho-papão da 
Odontologia. Ele foi implicado em perda óssea/implante, 
afrouxamento/fratura de parafuso, fratura de estrutura, 
quebra de porcelana, desgaste/fratura dentária e uma série 
de outras complicações biológicas. Parece intuitivo que, 
uma vez que o desajuste leva ao estresse e o estresse leva 
a complicações, então o desajuste causa complicações, e 
tenho certeza que, até certo ponto, causa, mas sem pes-
quisas e diretrizes baseadas em evidências o desajuste 
continuará sendo o monstro debaixo da cama. Aqui estão 
algumas das evidências que temos até agora: 
[5]Carlsson 1994: forças construídas sob tensão e in-
desejáveis são as companheiras inevitáveis do desajuste 
protético. Esse artigo de opinião vem do boletim informa-
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tivo da Nobel Pharma e é o mais comumente citado para 
dizer que a falta de passividade não é totalmente verdade. 
Carlsson argumenta que é impossível obter um ajuste 
marginal passivo, pois o aperto do parafuso desenvolve 
uma pequena deformação da restauração protética e/ou 
do osso, resultando em algum tipo de tensão no sistema. 
[6] Kallus 1994: parafusos de ouro soltos ocorrem fre-
quentemente em próteses de arco completo suportadas 
por implantes osseointegrados após 5 anos. Segundo ele, 
próteses sobre implantes que apresentavam desajuste há 
pelo menos 5 anos não davam sinais de perda de osseoin-
tegração do implante. Além disso, o grau de desajuste não 
afetou a manutenção do nível ósseo marginal. A resposta 
biológica foi semelhante entre níveis de desajuste entre 
38mm e 345mm. Os pesquisadores também examinaram a 
correlação entre o grau de ajuste da estrutura e a incidência 
de afrouxamento dos parafusos. Eles encontraram uma 
leve correlação e sugeriram que os parafusos fossem rea-
pertados a cada 5 anos. E assim poderíamos ficar citando 
vários artigos, e cada um com a sua verdade. Mas o que 
eu quero dizer com isso é que você dentista deve sempre 
pensar no melhor para seu paciente, independentemente 
de qualquer artigo. Você sabe quais as necessidades de 
seus pacientes e a situação clínica de cada um. Faça seu 
melhor em todas as etapas e terá sucesso.
E se existir desadaptações? Nesse caso, é preciso sec-
cionar a estrutura na região ao lado da falha. Se for mais 
de um ponto, recomendo fazer um a um, sempre verifi-
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cando se a passividade foi alcançada e esse procedimento 
também é comprovado por meio de raio x periapical.
Após o seccionamento, no caso de necessidade, o dentis-
ta deve reposicionar todos os segmentos e apertá-los. Na 
sequência, é preciso radiografar novamente os implantes 
e verificar se as fendas desapareceram.
O próximo passo é “soldar” (unir) dentro da boca os 
segmentos com resina acrílica tipo duralay. Para isso 
basta manipular a duralay pó e liquido e com auxílio de 
um pincel pelo de marta ou uma espátula tipo resina 
composta, envolva toda a resina na fissura seccionada e 
espere endurecer e é só remover com as estruturas unidas 
novamente, mas com a resina.
Depois de soldados os segmentos, deve-se levar ao la-
boratório para que a solda também ocorra no metal e, 
consequentemente, seja realizada uma nova prova. Como 
citado anteriormente e se realmente houve essa necessi-
dade de solda, é preciso realizar uma nova moldagem, 
novo molde e novo modelo.
Fase laboratorial #5/4
Denomina-se enceramento o procedimento de labo-
ratório, mediante o qual se dá forma e volume às bases 
gengivais protéticas com o auxílio de cera rosa, ou outra 
cor quando se busca uma personalização gengival. Em 
primeiro lugar, a barra protocolo é reposicionada no 
modelo, seja no primeiro modelo (em caso de a barra 
ter ficado ideal) ou em modelo novo (em caso de solda 
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da barra e moldagem repetida para obtenção do modelo 
correto). Deve se verificar como estão os dentes posicio-
nados na matriz de transferência e se estão firmemente 
retidos no local.
Próximo passo é colocar a matriz de transferência em seu 
lugar. Com cera bem quente, é preciso vertê-la nos espaços 
vazios entre a barra e a matriz para que seja transferida 
a posição anterior na montagem de dentes para a barra 
confeccionada e que agora está em metal.
Espere a cera endurecer por volta de 5 minutos e, de 
modo bem devagar, vai retirando a matriz de transferên-
cia, restando somente os dentes reposicionados sobre a 
barra metálica. ATENÇÃO! No momento em que estiver 
vertendo a cera quente no espaço da barra e dentes, cui-
dado para não derramar cera dentro dos orifícios dos 
parafusos. Se necessário, você pode usar a haste de uma 
broca vaselinada para tampar esse orifício, enquanto 
espalha a cera quente.
Recapitulando: o primeiro passo é reposicionar essa 
barra no modelo e parafusá-la nos análogos. Depois colo-
ca-se a matriz de transferência no lugar marcado e apro-
priado e em sequência você terá o espaço entre os dentes 
e o da barra que outrora fora preenchido por cera. Basta, 
nesse momento, aquecer bem a cera de preenchimento 
como cera 9, cera 7 ou uma cera personalizada vendida 
nas dentais.
É importante a cera estar bem aquecida para poder 
escorrer pelos pequenos caminhos e espaços fixando os 
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dentes a ela e também copiando toda a escultura e ana-
tomia projetada no momento de montagem de dentes. O 
importante é preencher o máximo possível e copiar, de 
maneira fiel, o que foi feito em fase anterior.
Para evitar nessa etapa que a cera encubra e tampe os 
orifícios de entrada do parafuso e vede a sua cabeça, pode 
se usar a haste de uma broca vaselinada para tampar 
esse orifício, enquanto se espalha a cera quente. Após 
a cera endurecer completamente, pode se remover o 
instrumental usado.
Logo após o preenchimento total da cera e o seu endu-
recimento na matriz de transferência, deve se remover a 
mesma matriz para que você tenha os dentes remontados 
sobre a barra metálica.
Nesse momento verifique onde ficou faltando e sobrando 
cera para acrescentar ou remover. Refine bem a escultura 
e verifique se todos os dentes estão bem fixos.
A partir de agora, é hora de caprichar no enceramento 
e escultura, pois se não houver nenhuma mudança no 
posicionamento dos dentes, a etapa seguinte será a fina-
lização da prótese protocolo.
Aqui vão algumas dicas de enceramento e escultura para 
realçar aquilo que já foi feito.
Escolha ceras próprias que hoje existem no mercado 
e que causam ótima escultura, textura e coloração para 
personalizar sua prótese, já na etapa da cera.
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• Delimitação dos colos
No primeiro recorte, não devemos nos importar com 
precisão de detalhes.
Fazemos apenas uma delimitação aproximada do colo 
de todos os dentes começandopelo último dente de um 
lado e terminando no último do outro lado. Com o auxí-
lio de uma espátula Le Cron, bem afiada, formando um 
ângulo de 45º com a superfície do dente, recortamos os 
colos dos dentes.
• Escultura
Não existem regras definidas para a escultura dos pro-
tocolos, pois as próteses podem ou não mostrar a região 
gengival, isso vai depender muito o quanto cada paciente 
eleva o lábio ao sorrir, caso dos superiores, denotando a 
altura da linha do sorriso. Existem pacientes, também, que 
mostram a região da gengiva dos dentes inferiores. Todos 
esses fatores precisam ser levados em consideração no 
momento de executar a escultura. As papilas interdentais, 
por sua vez, são muito importantes na qualidade estética 
das próteses, por ser área propícia à retenção de restos 
alimentares e, por isso, deve ser recortada com muito 
cuidado. As papilas devem ser convexas, e preencher os 
espaços interdentais sem deixar “buracos”.
O recorte, na zona das papilas, deve ser feito de tal forma 
a refletir a idade do paciente, já que as papilas mais longas 
e delgadas estão associadas com os jovens, enquanto as 
mais curtas se associam com a idade mais avançada.
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Na sequência, com o auxílio da espátula nº 7 (sua parte 
mais estreita) ou do Le Cron, são feitas marcas triangu-
lares na superfície da base de prova, para indicar o com-
primento e a largura das raízes, lembrando que o canino 
superior tem sua raiz mais comprida; o lateral mais curta 
e o central média. Os posteriores variam em altura entre 
si. Na prótese inferior, geralmente, a raiz do canino é 
mais longa, a do lateral média e a do central mais curta.
A seguir, com a parte mais larga da espátula nº 7, es-
cavamos a cera dos espaços entre os triângulos, dando 
forma às raízes. Com os colos e raízes delimitados na 
superfície palatina, a cera é alisada. A superfície lingual 
inferior deve ser côncava, sem levar a concavidade abaixo 
do bordo lingual dos dentes. Essa curvatura permite um 
melhor assentamento da língua, melhorando o conforto 
e a adaptação do paciente. A delimitação final dos colos é 
executada e, dependendo da idade do paciente, estes va-
riam em altura. Esculpidos todos os detalhes anatômicos, 
damos acabamento com o auxílio da chama da lâmpada 
à álcool ou lamparina tipo de Hanau.
Podemos marcar a superfície vestibular, caso tenha 
espaço e volume suficientes com a ajuda de uma escova 
de dente macia, um pedaço de uma esponja ou, como 
eu costumo usar, as cerdas da escova de Robson, o que 
dá um aspecto mais natural à prótese terminada (casca 
de laranja).
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Isso permite que a reflexão da luz seja pequena e o brilho 
do acrílico mais natural na presença da saliva, se caso o 
paciente ao sorrir mostre essa região da prótese.
Como acabamento final, limpa-se os resíduos de cera da 
região dos sulcos gengivais e principalmente dos dentes 
com líquido monômero de ação autopolimerizável e, para 
dar brilho, aplica-se o produto como Imogloss da Marca 
Imodonto ou também o Wax Gloss (Dimond D). Você 
pode usar detergente neutro e também as espumas que 
acompanham as caixas de dentes de estoque, montada 
em um mandril de lixa, em baixa rotação.
Fase clínica #5/4 
Nesse momento eu, como dentista, recomendo nova-
mente a prova dos dentes como segurança total para partir 
para a finalização da prótese protocolo.
Por que segurança total? Se no ato da execução da trans-
ferência dos dentes da matriz de transferência acontecer 
qualquer movimentação atípica – seja na matriz (pelo sim-
ples fato de o silicone estar menos rígido do que deveria) 
ou não existir encaixe perfeito da matriz no modelo de 
gesso, ou, por algum outro motivo – e o material for para 
a acrilização de maneira errada, ao colocarmos a próte-
se na boca para instalar e pedir para o paciente fechar, 
podemos ter uma surpresa da oclusão não ser a mesma 
de quando foi provado os dentes, antes de confeccionar 
a barra protocolo.
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Então, uma sessão a mais não vai sacrificar ninguém 
e ainda pode livrar o dentista e o TPD de um problema 
estressante, haja visto que o paciente vai seguro de que 
vai ao consultório/clínica já para sair de lá com os dentes 
fixos na boca e, se isso não acontecer, todos se frustram 
naquele momento.
Aprovação para acrilização 
das próteses protocolo
Após a análise em conjunto de todos os requisitos an-
teriormente descritos, o paciente deve aprovar, prefe-
rencialmente por escrito, a finalização das próteses. Em 
caso de constatação de necessidade de alguma alteração, 
é nesse momento que deve ser realizado algum reparo. 
Quando a alteração é pequena, como a movimentação de 
um ou alguns dentes, ou, ainda, excesso de escultura em 
cera, a correção pode ser realizada pelo próprio cirurgião-
dentista. Já em alterações maiores, como desvio de linha 
média e RC ou DVO alteradas, a prótese deve retornar 
ao protético, porém o cirurgião dentista deve fazer em 
consultório a remoção total ou parcial dos dentes e no-
vos registros como já citado anteriormente, utilizando 
inclusive o articulador novamente, de modo a orientar a 
correção do problema encontrado. Após a remontagem, 
deve ser realizada nova prova estética e funcional, para 
posterior aprovação em conjunto do profissional e do pa-
ciente. Nessa fase, após a aprovação, o paciente deve ler 
o documento de aprovação e assinar em conjunto com o 
profissional e de possíveis testemunhas. Posteriormente 
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a essa aprovação, é selecionada a cor da gengiva artificial 
com o auxílio de uma escala de cor apropriada.
Fase laboratorial #6/4
Com a prova funcional e estética realizada, enceramento 
verificado e aprovado, é hora de partir para a finalização 
de nossa prótese protocolo depois de algumas etapas clí-
nicas e laboratoriais.
A próxima etapa é a inclusão da prótese. Nesse momento 
você escolherá de que maneira será realizada a polimeri-
zação. Se será em micro-ondas, em termopolimerizadora, 
ou pelo método convencional da cocção, para que nesse 
momento a direção correta seja tomada.
Na próxima edição deste livro, trarei, de maneira minu-
ciosa, as diferentes formas descritas de como executar a 
polimerização da resina acrílica termoativada, mas, para 
fins de continuidade da confecção da prótese protocolo, 
vamos levar em consideração a maneira convencional da 
polimerização por cocção, na água fervendo.
Dito isso, veremos agora a inclusão da prótese protocolo 
em gesso.
Primeiramente, é necessário instalar novamente aná-
logos na prótese protocolo e isso já não tem a ver com o 
modelo de início da prótese. Aqui é preciso colocar os 
análogos na prótese, parafusá-los e fechar, tampar os 
orifícios da entrada do parafuso com silicone denso de 
laboratório, por exemplo. Rotineiramente, eu vedo com 
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silicone denso laboratorial e, em cima, coloco uma finís-
sima camada de cera bem aquecida e “liquida”. Como se 
fosse algo bem fino e transparente.
A próxima etapa é escolher um gesso colorido e você 
entenderá o motivo disso mais à frente. Esse gesso de elei-
ção precisa ser, no mínimo, um gesso pedra de pequena 
quantidade que será manipulado e colocado na região da 
prótese que vai em contato com o rebordo do paciente, 
sem cobrir os análogos.
ALERTA! Caso não tenha colocado o análogo em todos os 
componentes da barra, é necessário vedar os excedentes 
com silicone denso de laboratório para não entrar gesso 
na região. Essa vedação ocorre no local em que seria co-
locado o análogo.
Após essa etapa de colocação de gesso na região de con-
tato com o rebordo, espera-se secar e endurecer o gesso, 
removendo a sujidade ou excesso que tenhaficado na 
prótese ou nos dentes de estoque, mas o importante é 
deixar gesso apenas na região indicada.
A partir desse momento, prepare a mufla passando va-
selina ou outro tipo de isolante em toda região interna, 
seja na mufla, na contra mufla e também na tampa.
Prepare gesso comum, manipulando-o de maneira cor-
reta, depois, coloque-o na mufla até extravasar e encai-
xe logo após a prótese protocolo com os análogos e o 
gesso anteriormente vazado, como na inclusão de uma 
prótese total.
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Aguarde o gesso tomar presa e passe isolante nessa re-
gião, esperando secar para o próximo passo.
Gesso rígido, isolante passado, manipule o silicone 
denso de laboratório e envolva de silicone toda a prótese 
protocolo sempre pressionando de maneira que o silico-
ne esteja em íntimo contato com os dentes e com a cera 
esculpida, de modo a “esconder” toda região da prótese: 
tanto os dentes quanto a cera. Acomode a contra mufla 
em posição, manipule o gesso novamente e preencha 
toda a região que ficou com espaço, colocando a tampa.
Normalmente deixo a mufla bem fechada e fixa na pren-
sa hidráulica, até a presa final do gesso para seguir com 
a confecção da prótese protocolo.
Após a presa total, é o momento de remover a cera com o 
uso de água quente. Faça isso com auxílio de um recipien-
te com água fervente direto no fogo. Coloque a prótese 
incluída em mufla, dentro desse recipiente e aguarde por 
volta de 10 minutos para retirá-la do recipiente.
Após o tempo transcorrido, remova a mufla do recipiente 
com o auxílio de uma luva e/ou pano, separe a mufla da 
contra mufla e derrame água quente para remoção do 
restante da cera.
É preciso que seja removida toda cera com essa manobra 
para que depois da acrilização o dente não corra o risco 
de se soltar.
É importante esfregar tanto a região da barra quanto a 
região dos dentes com uma escova de dentes e detergente 
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neutro, colocando concomitantemente água fervente até a 
completa remoção da oleosidade da cera. Nesse momento 
basta esperar resfriar o material para a próxima etapa.
A etapa seguinte é a acrilização da prótese protocolo. 
E como se faz? Primeiro trabalhe com a barra metálica. 
Desparafuse a barra protocolo do gesso que se encontra 
dentro da mufla para poder preparar essa barra.
Para isso, com auxílio de um instrumental tal como 
uma pinça, passe um produto chamado de opaco que 
vai mimetizar a barra frente à resina acrílica, ajudando 
o metal a não transparecer através da resina.
Existem várias formas no mercado de opaco. Em pó (qui-
micamente ativado), líquido (como se fosse um esmalte) 
e também aqueles que são ativados pela luz. A maioria 
precisa esperar alguns minutos para serem trabalhados 
novamente com a barra.
Se você optou em colocar o análogo em todos os com-
ponentes da barra tudo bem, mas se não, eu recomendo 
deixar os orifícios fechados com silicone de laboratório. 
Eu estou me referindo à superfície do componente pro-
tético da barra que, que fica em contato com o implante, 
na boca do paciente.
Feito isso e o opaco na barra já completamente seco, 
deve-se parafusar a barra ao modelo (o modelo da mu-
fla) novamente e deixar separado. A próxima etapa é 
tampar todos os orifícios com silicone de laboratório 
também, mas dessa vez é a superfície oposta, onde entra 
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a chave para parafusar e desparafusar. Essa manobra é 
muito importante para não adentrar resina acrílica na 
cabeça dos parafusos, o que prejudicaria definitivamente 
esse parafuso.
Em relação à preparação dos dentes, você pode furá-los 
para adquirir com isso um embricamento mecânico e 
evitar a soltura desses dentes e/ou passar os adesivos que 
existem hoje no mercado para fazer a função do embrica-
mento, mas de maneira química. Isso vai de sua escolha, 
mas recomendo furar os dentes também.
Tudo pronto para a acrilização propriamente dita. Agora 
devo abrir um parêntese para lhe falar sobre as fases da 
resina acrílica, as quais você precisa conhecer e dominar, 
pois a sua escolha se baseia no conhecimento e domínio 
das fases da resina acrílica. Só não recomendo esperar por 
longo tempo, para que a resina não fique cada vez mais 
resistente e não corra o risco de movimentar os dentes 
no momento de usar a prensa hidráulica.
Fases da mistura
1ª Fase – Arenosa: durante a fase arenosa, as pérolas 
de polímero são completamente envolvidas pelo monô-
mero que preenche os espaços vazios e o conjunto ad-
quire uma cor translúcida. O nome atribuído a essa fase 
é consequência do aspecto semelhante a uma massa de 
areia molhada, que apresenta baixo escoamento e ganha 
brilho superficial por afloramento do excesso de líquido 
quando pressionada.
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2ª Fase – Fibrosa: na fase pegajosa, o líquido dissolve as 
longas cadeias de polímero, tornando a mistura viscosa 
e aderente, fazendo com que, na tentativa de manipula-
ção, apareçam inúmeros fios finos e pegajosos entre as 
porções resultantes.
3ª Fase – Plástica: durante a fase plástica, a massa re-
sultante perde a pegajosidade, a partir de certo ponto 
de saturação da solução de polímero no monômero, e 
começa a escoar de modo homogêneo, tornando‐se ma-
nipulável e sem aderência, sendo essa conhecida como 
fase de trabalho.
4ª Fase – Borrachoide: na fase borrachoide, ocorre 
o aumento da concentração de cadeias de polímero no 
monômero e a evaporação do monômero residual, tor-
nando o líquido escasso, fazendo com que o escoamento 
da massa torne‐se precário e apareçam características de 
recuperação elástica.
5ª Fase – Rígida: fase final, a resina já polimerizou e 
está dura nessa fase.
Na reta final da confecção da prótese protocolo, você 
vai precisar optar pela acrilização convencional ou pela 
acrilização caracterizada, personalizada. Neste livro não 
abordarei, de maneira minuciosa, a acrilização caracteri-
zada ou personalizada, mas vou descrever a técnica em si.
Primeiramente, para qualquer tipo de acrilização de uma 
prótese protocolo, há a necessidade de cuidar, preparar a 
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barra metálica e também a região dos dentes de tal forma 
que foi citado anteriormente.
Para uma acrilização simples, com a resina convencio-
nal rosa, basta manipulá-la, em um pote tipo Paladon, 
conforme as orientações na bula do produto, pois é im-
portante usá-la de maneira correta. Após a manipulação, 
basta colocá-la na região dos dentes, fechar a mufla e levar 
para a prensa hidráulica a 1 tonelada.
Já na acrilização caracterizada, o dentista precisa enviar 
ao laboratório fotos, vídeos e a referência de cor existente 
em uma escala específica para gengivas. Existe hoje no 
mercado um roteiro para aplicação da resina acrílica de 
cores diferentes e que, ao final do processo, fica igual ou 
semelhante à cor informada pelo dentista por meio da 
escala de cor gengival.
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Imagem do inicio da acrlilização, com os dentes na 
muralha de silicone e a barra parafusada, já com o opaco 
aplicado e, na parte inferior, as próteses finalizadas.
As cores diferem, mas sempre com uma tonalidade de 
rosa, intensa ou leve, dominando as cores como rosa claro, 
médio, vermelho, preto, marrom, roxo entre outras. Eu 
costumo colocar resina acrílica também na região cervical 
dos dentes na cor que existe nas escalas de número 66.
Para executar a acrilização personalizada, basta seguir 
o livreto que acompanha o produto ou que se encontra na 
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internet. Mas vou deixar aqui uma orientação de cores e 
regiões que podem ser seguidas.Existe, no fundo de sulco, uma tonalidade mais vermelha 
devido à vasta vascularização nessa região. Então, quando 
existe uma oportunidade de colocar na caracterização 
as veias, esse é um artifício excelente para ser usado na 
região de fundo de sulco, porém, em prótese protocolo, 
isso é muito difícil acontecer devido à pequena porção 
gengival. As veias podem ser utilizadas nas camadas de 
sua preferência e quanto maior a quantidade de veias 
em camadas, maior será sua visibilidade. Não preci-
sa ter regra para colocar as veias, pode ser na vertical, 
diagonal, fazendo um emaranhado, simulando, assim, 
maior naturalidade. Na região das papilas, dependendo 
do biotipo da pessoa, não utilize uma cor forte e, sim, 
um rosa mais claro ou rosa médio, pois, apesar do tecido 
conjuntivo nessa região, a gengiva é bem espessa e mais 
clara da mesma cor que a gengiva livre.
O que pode ser feito também na caracterização nessa 
fase de acrilização é aplicar a resina também na região 
da barra.
ALERTA! Sempre aplicar a resina e o líquido termo-
polimerizável para saturar aos poucos a resina acrílica 
ali depositada.
Para terminar a acrilização com a resina convencional 
rosa, basta manipular de forma correta em um pote. Após 
o manuseio, basta colocar na região dos dentes, fechar a 
mufla e levar para a prensa hidráulica a 1 tonelada.
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Com a mufla na prensa, aguarde 12 horas para que ocor-
ra todo processo de reação química da resina acrílica, 
conforme as instruções do fabricante, no qual já se inicia 
a polimerização. Esse processo é muito importante ser 
respeitado com resina convencional, mesmo que você 
tenha muito trabalho a fazer, e isso poderá evitar poro-
sidade, fragilidade da prótese entre outros problemas até 
com os pacientes.
Passadas essas 12 horas, é o momento da polimeriza-
ção e temos maneiras diferentes e eficazes para que isso 
ocorra com efetividade, evitando trincas, fragilidade da 
prótese, soltura de dentes, porosidade da prótese entre 
outros problemas.
No momento em que nós discutimos sobre a inclusão 
em mufla de nossa prótese, foi utilizado o processo de 
cocção. Mas devo aqui citar que existem variações de ci-
clos dentro da modalidade cocção e existem variações de 
maneiras de realizar a própria polimerização. E quando 
eu abordo os ciclos, eu me refiro à quantidade de tempo 
que a peça ficará fervendo no fogo e a intensidade da 
chama no fogão a gás.
Você pode fazer a polimerização de sua prótese protocolo 
com auxílio de um equipamento chamado termopolime-
rizadora, que vai unir a temperatura e a pressão em um 
mesmo mecanismo. Esse é um modo muito eficiente, rá-
pido e prático de se conseguir alto nível de polimerização 
da prótese, porém não muito praticado devido ao custo 
de investimento.
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Uma outra opção é o uso de micro-ondas para realizar 
a polimerização que é a mais rápida de acontecer. Para 
isso, é necessário dominar a técnica e também os mate-
riais específicos para a polimerização em micro-ondas.
E o que é a polimerização?
As resinas acrílicas à base de polimetilmetacrilato 
(PMMA) são compostos orgânicos classificados como 
polímeros, fornecidas como um sistema pó/líquido. Para 
sua manipulação, a proporção indicada é três partes de pó 
para uma parte de líquido. Sua polimerização pode acon-
tecer por meio de reações químicas, por adição térmica 
ou por adição de luz, e, dessa forma, ela classifica-se em: 
Resina Acrílica Ativada Quimicamente (RAAQ), Resina 
Acrílica Ativada Termicamente (RAAT) e Resina Acrílica 
Fotoativada. A capacidade de sorção e solubilidade são 
duas das principais propriedades das resinas acrílicas e 
estão relacionadas às propriedades polares dos polímeros 
e à presença física de espaços entre as cadeias e radicais 
livres. A redução da rugosidade, por meio do acabamento 
e do polimento é fundamental, pois superfícies rugosas 
promovem nichos, nos quais os microrganismos são pro-
tegidos das forças mastigatórias e dos procedimentos de 
higiene bucal. Apesar de suas qualidades, as resinas ainda 
se mostram um material com resistência questionável, 
devido principalmente ao grande número de fraturas dos 
artefatos confeccionados com esse material, sendo que 
essas fraturas podem ser evitadas com o conhecimento do 
material, suas indicações e limitações, respeitando todas 
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suas necessidades de manipulação e com a utilização de 
princípios protéticos adequados, durante a confecção 
das próteses.
Após a acrilização
E a polimerização convencional, aquela feita pela maio-
ria e que é produzida de maneira mais simples e barata? 
Então vamos lá. O objetivo da polimerização é propor-
cionar um polímero com o peso molecular mais elevado 
e sem porosidade possível e isto é conseguido por meio 
de: aquecimento lento (o colapso do peróxido de benzoíla, 
iniciador, é rápido acima de 60ºC); aquecimento lento a 
60ºC (pode-se produzir menos radicais livres, o que pro-
porciona um polímero de peso molecular maior). 
Se você já ouviu dizer que a polimerização por cocção, na 
qual vamos ferver a prótese dentro da mufla, precisa ser 
de modo lento e com controle da temperatura, a resposta 
está aí. Quanto mais lenta, menos radicais livres e mais 
compactas estarão as moléculas e maior efetiva estará 
essa resina. Por essa razão, é preciso baixas temperatu-
ras: a reação de polimerização é extremamente exotér-
mica (libera calor) e a quantidade de calor desprendida 
pode representar um fator importante na polimerização 
adequada de uma prótese. O metacrilato de metila sofre 
ebulição a 103ºC. A resina acrilizada, porém, ainda não 
polimerizada, deve ser mantida abaixo dessa tempera-
tura para evitar porosidade. A polimerização completa 
acontece com o aquecimento a 100º C e, posteriormente, 
diminui a quantidade de monômero residual. Existem 
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vários protocolos da polimerização por cocção, mas vou 
citar um ciclo com a técnica habitual: 30mim no fogo 
baixo, 30mim no fogo desligado, 30mim no fogo baixo e 
60mim no fogo alto.
Feito o ciclo e concretizada a polimerização, é o mo-
mento de deixá-la descansando para esfriar e realizar 
a desinclusão.
Estando com a peça em mãos, chegou a hora de finalizá-la 
para poder instalá-la. E para o acabamento e o polimento, 
vou passar um protocolo que pode ser executado pelo 
dentista na clínica e outro protocolo para ser executado 
no laboratório e que apresenta bons resultados.
O grande objetivo do acabamento e do polimento, na 
resina acrílica, é tirar a aspereza, as rebarbas e também 
dar brilho. Eu considero o maior dos objetivos é tirar toda 
rugosidade, os sulcos profundos da resina e deixá-la com-
pletamente lisa e incapaz de acumular resíduos conforme 
o uso pelo paciente.
O começo do acabamento e do polimento é feito com 
broca. O uso da Maxicute ou minicute aí é primordial 
para dar início ao acabamento e remover todo excesso 
de resina que existe na prótese. Durante esse processo, 
sempre pense: quanto menos fissura e riscos existirem na 
prótese, mais polida ficará. A broca serve também para 
eliminar o máximo possível esses riscos, esses sulcos.
Eu indico um torno para polimento e não precisa ser o 
mais caro e nem o de duas velocidades. Uma velocidade 
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só já é suficiente. Se puder ter o torno é excelente, tanto 
no laboratório quanto no consultório, pois esse material 
para preparo de superfície para polimento é o mais barato.
Vou apresentar dois protocolos com e sem uso do 
torno. Ambos começam com a utilização da broca já 
citado anteriormente.
O primeiro passo, após o uso da broca, é utilizar as lixas 
com gramaturas específicas, uma sequênciade lixa na 
sequência da numeração de 150 e depois 220. Escova de 
pelo (roda 10) para polimento das ameias; roda 27 ou 30 
para o polimento geral da prótese. Essas rodas de pelo 
utilizo com o material pedra-pomes em movimentos 
contínuos e dinâmicos, pois se deixar a prótese estática, 
vai desgastá-la e ainda vai marcá-la pela fricção excessiva 
e a geração de calor no local. O próximo passo consiste 
no uso das rodas de flanela. Sobre elas indico duas: uma 
para pastas (ou bastões de brilho), e a outra sem nada.
Agora, na ausência de um torno, eu recomendo essa 
sequência para os dentistas ou TPDs.
Você usa a broca e depois uma sequência de lixa de nu-
meração 150 e depois 220. Essas lixas você encontra em 
qualquer casa de tintas. O próximo passo consiste no uso 
de borrachas na sequência de verde, cinza e amarelo. Esse 
material você encontra em qualquer dental. A continuação 
da sequência do polimento é feito com a roda de camurça 
e bastão polidor ou uma pasta universal para polimento e 
a roda de camurça somente, sem nenhum material junto.
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Com um desses dois protocolos, você terá sua peça pro-
tética sem rugosidade e com brilho intenso pronta para 
ser instalada na boca do paciente.
Fase clínica #6/4 
Essa é a etapa mais importante para o paciente e o mo-
mento de coroar o trabalho do técnico em prótese dentária 
e do cirurgião dentista.
Para a instalação, será necessário atentar se, no formato 
da prótese, não está obstruída a passagem de fio dental, 
para higienização do paciente; se não há buracos exces-
sivos entre base da prótese e da gengiva, pois o paciente 
poderá reclamar no momento de se alimentar e come-
çar a acumular alimento naquela região. É necessário 
atentar-se na oclusão, de modo a ficar bem distribuído 
os contatos dentais.
Costumo sempre indicar algum produto como, por 
exemplo, os produtos à base de digluconato de clorexidina 
a 0,12%, para resolver o acúmulo excessivo de bactérias 
na cabeça do implante ou no componente, principal-
mente em implantes hexágono externo. É só deixar um 
pouco desse material nos componentes da prótese no ato 
da instalação.
Outro fator importante é o torque dado no momento do 
aperto dos parafusos, pois cada parafuso tem o torque ideal 
e recomendado pelo fabricante. Normalmente o torque 
é de 30 Newtons. Após instalado deve se vedar a entrada 
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dos parafusos com um material que seja fácil de remover, 
tal como uma bolinha de “veda rosca”, ou um pouco de 
guta percha e, logo em seguida, um cimento obturador 
provisório. Faça todas as recomendações ao paciente, 
principalmente em relação à higienização, e o trabalho 
será conservado de maneira natural e com sucesso para 
o paciente, o clínico e o protético.
Entrega
Sua prótese concluída finalmente chegou do laborató-
rio! Embora você possa estar ansioso para se apressar e 
entregá-la, seria aconselhável desembalá-la e realizar 
um exame completo. Documente sua condição com algu-
mas fotos detalhadas. Muitos erros podem ser evitados 
detectando quaisquer defeitos bem antes da instalação 
agendada para o paciente. 
Essa análise consiste em avaliar se a estética é apropriada; 
se o lado do tecido da prótese é arredondado para permi-
tir o acesso à higiene do paciente; se há rachaduras no 
acrílico – especialmente ao redor dos orifícios de acesso. 
Se você tiver pilares em seus implantes, certifique-se 
de verificar novamente o aperto. Muitas próteses são 
quebradas porque os pilares se soltam antes da instala-
ção definitiva. Um valor de torque padrão para pilares é 
de 35 Ncm; no entanto, você deve consultar o fabricante 
individual do implante para confirmar o valor desejado. 
Coloque a prótese sobre os implantes e insira os parafusos 
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protéticos. Inicialmente, você deve apertar os parafusos 
apenas manualmente. 
Quando tudo estiver bem encaixado, dê uma olhada na 
oclusão. Se ela parecer próxima do ideal e corresponder 
muito ao que você registrou em visitas anteriores, você 
poderá apertar cada parafuso protético com 20 Ncm (se 
houver um pilar intermediário) ou 35 Ncm (se a prótese 
estiver sendo aparafusada diretamente no implante). Por 
favor, verifique com o fabricante do seu implante o valor 
de torque específico recomendado. Se houver uma discre-
pância grave na oclusão, pode ser melhor fazer um novo 
registro de mordida e devolvê-lo ao laboratório para que 
ele faça uma remontagem e proceda com as modificações. 
Resolvida essa etapa, você pode prosseguir para ajustar 
sua oclusão. O objetivo principal da terapia oclusal, em 
prótese dentária convencional, é alcançar um sistema mas-
tigatório com funcionamento ideal, confortável e estável 
para o paciente. A abordagem para atingir esse objetivo 
deve ser metódica, lógica e prática. Infelizmente, na pró-
tese dentária convencional, o tema da oclusão sempre foi 
controverso, envolvendo diferentes filosofias e conceitos 
propostos por diversas opiniões de especialistas. A oclusão 
da prótese implanto-suportada tem sido tratada de forma 
semelhante devido a muitas formulações baseadas nas 
abordagens protéticas clássicas. Os implantes dentários 
são utilizados há menos de 35 anos. A especulação do 
esquema oclusal continua em nosso período inicial da 
implantodontia. Além disso, a documentação científica 
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existente pode aumentar a confusão. Atualmente, nossa 
profissão só consegue explorar artigos de baixo nível de 
evidência e deduzir informações de recursos de opiniões 
de especialistas. Nossa profissão tem visto uma infinidade 
de abordagens oclusais que funcionam bem em muitos 
casos. A investigação não produziu resultados definitivos 
consistentes sobre a relação causal entre a oclusão do im-
plante e as complicações, incluindo efeitos mecânicos e 
biológicos. No entanto, como dentista, necessitamos de 
formular esquemas oclusais de maneira prudente e sis-
temática, de acordo com os parâmetros inerentes a cada 
caso individual. Pesquisas futuras poderão produzir uma 
mudança de paradigma no campo da oclusão de implantes.
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Imagens da chegada da Prótese do Laboratório, 
instalação e ajuste oclusal pós instalação.
Este livro concentra-se em um subconjunto de próteses 
sobre implantes para reabilitação. Meu ponto de vista 
sobre a oclusão da prótese do tipo protocolo baseia-se em 
uma abordagem conservadora que leva em consideração 
múltiplas variáveis e parâmetros, incluindo biomecâni-
ca básica, função, conforto e estabilidade desses casos a 
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longo prazo. Minha filosofia é tentar antecipar sinais de 
alerta antes que eles se manifestem. A principal tarefa, 
no planejamento de um esquema oclusal, é permitir uma 
orientação favorável da força e uma distribuição de carga 
dentro da prótese. Não se sabe quanto desvio do desenho 
de oclusão ideal pode ser tolerado em próteses sobre 
implantes, principalmente para ela não se quebrar ou 
quebrar os dentes. Para orientação, o clínico deve fazer 
uma análise da história oclusal do paciente, observando 
os padrões de desgaste da dentição natural, revisando os 
resultados do tratamento protético anterior, avaliando a 
atividade parafuncional e determinando a importância 
relativa de fatores, incluindo relações maxilo-mandibu-
lares e estética. Esses componentes afetam as condições, 
variações e nuances que constituem esquemas oclusais 
individuais que podem ser interpretados como desviantes 
do ideal, embora sejam fisiológicos. Um fator importante 
a considerar é a diferença significativa na propriocepção 
entre dentes e implantes dentários. Os implantesnão 
possuem ligamento periodontal e, portanto, apresentam 
menor sensibilidade tátil, inclusive relatada como sendo 
mais de 100 vezes menor em implantes do que em dentes. 
Mesmo diante desse fato, as reabilitações sobre implantes 
ainda parecem funcionar, o que pode ser explicado pelas 
terminações nervosas presentes no periósteo, músculos, 
mucosa oral e articulação temporomandibular. Isso tem 
sido chamado de osseopercepção. Se quisermos seguir 
um algoritmo para determinar esquemas oclusais para 
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uma variedade de casos, um primeiro passo importante é 
avaliar o arco antagonista. Idealmente, o arco mais fraco 
torna-se o principal determinante no desenvolvimento de 
um arranjo oclusal específico. Por exemplo, se uma prótese 
sobre protocolo se opõe a uma prótese total, desenvolve-
se uma oclusão bilateral equilibrada para estabilizar a 
prótese. Um protocolo ocluindo contra uma dentição 
natural estável orienta o foco no arco da protocolo. Para 
determinar o esquema oclusal, esse cenário exige mini-
mizar as chances de interferências oclusais e adaptar um 
esquema que permita uma biomecânica favorável para 
controlar os movimentos mastigatórios. Esses tipos de 
modificações na abordagem oclusal também podem ser 
aplicados a outros cenários. Um caso protocolo ocluindo 
com protocolo geralmente seguirá o mesmo formato dis-
cutido com a dentição natural. Pode ser necessário ajus-
tar os contatos oclusais nas excursões laterais para levar 
em conta a posição e o comprimento dos implantes que 
suportam suas respectivas próteses. Além disso, devido 
a uma grande percentagem de pacientes que apresentam 
hábitos parafuncionais, é um bom senso confeccionar 
uma proteção oclusal que possa controlar a distribuição 
de força durante o sono. A importância das consultas de 
acompanhamento para fins de higiene e avaliação nunca 
pode ser subestimada. O feedback do paciente, os padrões 
de desgaste e o estado da estrutura protética e dos implan-
tes devem ser avaliados e modificados em conformidade. 
Essas visitas de acompanhamento podem desempenhar 
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um papel fundamental na manutenção da estabilidade, 
a longo prazo, das próteses totais implanto suportadas. 
Para sintetizarmos o assunto oclusão: 
Oclusão estática: avaliação da mordida quando os 
dentes estão em contato estático (máxima intercuspida-
ção). A prótese deve se ajustar corretamente sem causar 
interferências ao fechar a boca.
Oclusão dinâmica: verificação da mordida durante 
movimentos (protrusão e lateralidade). A prótese não 
deve interferir nesses movimentos naturais, ou seja, não 
deve haver contatos prematuros que façam com que haja 
um deslocamento inadequado durante os movimentos.
Bruxismo: pacientes com bruxismo devem ser cui-
dadosamente avaliados, pois o desgaste excessivo pode 
sobrecarregar não só os dentes, mas os implantes e o 
tecido ósseo. Pode ser necessário o uso de dispositivos de 
proteção, como placas de mordida.
Espaço interoclusal: a medição do espaço vertical dis-
ponível para a prótese é crucial. A altura deve permitir 
uma prótese com espessura suficiente para resistir às 
forças mastigatórias. Essa avaliação é importante antes 
mesmo de optar pelo uso de pilar intermediário.
Guias oclusais (guia canina): em muitos casos, é ideal 
estabelecer uma guia canina para proteger os implantes 
posteriores durante os movimentos excêntricos. Porém, 
essa opção precisa estar amparada na excelente acrilização 
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da prótese por parte do laboratório, pois há risco de que-
bra dental, devido à espessura ou soltura do material ou à 
acrilização irregular, não respeitando o tempo correto de 
repouso da resina acrílica termopolimerizável na prensa.
Guia anterior: no caso de próteses envolvendo os dentes 
anteriores, é importante garantir que a guia anterior seja 
funcional e estável.
Ajustes finais: após a colocação da prótese, ajustes oclu-
sais finos são feitos para garantir um contato equilibrado 
e funcional durante a mastigação.
Reavaliação periódica: é importante o acompanha-
mento por meio de consultas regulares para monitorar 
a oclusão e ajustar conforme necessário.
A instalação de próteses sobre implantes requer uma 
análise detalhada dos aspectos funcionais e de oclusão 
para garantir um resultado duradouro e eficaz. O plane-
jamento meticuloso e a execução cuidadosa são essen-
ciais para alcançar uma reabilitação oral bem-sucedida, 
proporcionando ao paciente uma função mastigatória 
eficiente e uma estética satisfatória.
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Este e-book foi composto em Literata e Lato, 
pela Ix Editora, em Brasília, setembro de 2024.
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https://ixeditora.com.br
Márcio Marinho é casado e tem 
dois filhos maravilhosos.
Ao longo dos 21 anos de profissão, 
já estudou muito e ajudou centenas 
de alunos a trabalhar com prótese 
sobre implante.
É autor do livro Manual Protocolo 
Acrílica. Foi estagiário na 
Universidade de Marburg 
(Alemanha). Montou e publicou 
vários cursos online.
Cirurgião-Dentista, Mestre pela 
UNESP-Araçatuba e Especialista 
em Prótese Dentária pelo CFO, 
também é especialista em 
Implantodontia pela Universidade 
são Camilo e Professor 
Universitário, por anos, na 
UNIFAI/Adamantina.
Sua missão é ajudar Dentistas e 
Técnicos em prótese dentária a 
levar suas mensagens e propósitos 
por meio de seus trabalhos 
reabilitadores.
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PRÓTESE
SOBRE 
IMPLANTE
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	Apresentação
	Capítulo 1
	Panorama das próteses sobre implante
	Capítulo 2
	A mecânica biológica
	Capítulo 3
	Tipos de próteses sobreimplantes e a estrutura que as compõe
	Capítulo 4
	Prótese sobre implante unitária 
	Capítulo 5
	Prótese sobre implante múltipla
	Capítulo 6
	Prótese implanto-muco-suportada (overdenture)
	Capítulo 7
	Passo a passo para a confecção de uma prótese do tipo protocoloAo longo do tempo, o implante e a prótese devem se 
adaptar às mudanças no osso, nos tecidos circundan-
tes; e aos dentes antagonistas. A biomecânica dinâmica 
considera que essas adaptações ocorrem para manter a 
estabilidade funcional.
Problemas como peri-implantite (inflamação ao redor 
do implante) podem também comprometer a biomecânica 
do sistema e levar à falha do tratamento. Além disso, a 
adaptação do paciente à nova prótese é um aspecto im-
portante da biomecânica. Isso inclui o ajuste da oclusão 
(como os dentes superiores e inferiores se encaixam) e a 
prática de hábitos de mastigação que não sobrecarreguem 
os implantes.
A biomecânica entre implante e prótese é, portanto, 
um campo multidisciplinar que combina conhecimen-
tos de Engenharia, Biologia, Odontologia e materiais 
para proporcionar soluções eficazes e duradouras para 
a substituição de dentes perdidos.
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capítulo 3
Tipos de próteses 
sobre implantes e 
a estrutura que as 
compõe
Quando o assunto é prótese sobre implante, podemos 
logo citar dois tipos principais:
A prótese fixa sobre implante: esta prótese é fixada 
permanentemente aos implantes. Pode ser usada para 
substituir um único dente (coroa) ou múltiplos dentes 
(ponte). A prótese é aparafusada ou cimentada aos im-
plantes, proporcionando uma sensação de funcionalidade 
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semelhante aos dentes naturais não sendo possível sua 
remoção pelo paciente.
A prótese removível sobre implante (overdenture): 
embora seja fixada aos implantes para maior estabilidade, 
essa prótese pode ser removida pelo paciente para limpe-
za. Ela se encaixa nos implantes por meio de sistemas de 
retenção, como clipes ou barras, oferecendo mais segu-
rança e conforto em comparação às próteses removíveis 
sem encaixe (dentaduras) tradicionais.
Montando o nosso quebra-cabeça e 
as peças que o compõe (visão geral)
Para uma compreensão completa das próteses sobre 
implante, é essencial conhecer cada componente que as 
compõe e, por isso, vamos dar uma visão geral.
Pilares (abutment): são os componentes que conectam 
o implante à prótese. Existem diferentes tipos de pilares, 
como: 
Pilares cimentados (utilizados para fixar coroas uni-
tárias também chamados de munhão); 
Pilares parafusados (mais comuns em próteses múl-
tiplas e overdentures) Pilares angulados (permitem a 
correção de disparidades angulares no orifício de entrada 
e saída dos parafusos que vai diretamente na cabeça do 
implante). 
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Coroas unitárias: são utilizadas para substituir um 
único dente. Podem ser cimentadas ou parafusadas ao 
pilar ou diretamente ao implante.
Pontes: substituem múltiplos dentes adjacentes. 
São fixadas aos pilares dos implantes ou à plataforma 
dos implantes.
Overdentures: são próteses removíveis que são suportadas 
e retidas por implantes. Elas oferecem maior estabilidade e 
conforto em comparação com dentaduras convencionais.
Clipes e retentores: elementos que conectam a over-
denture aos implantes, oferecendo retenção e estabilidade 
permitindo sua fácil remoção e limpeza.
Próteses tipo protocolo (All-on-4/All-on-6): essas 
próteses são fixas e substituem todos os dentes de uma 
arcada utilizando quatro a seis implantes como suporte, 
ou conforme o planejamento do cirurgião dentista.
Barras protocolo: estruturas de metal que se conectam 
aos implantes ou à plataforma dos implantes e suportam 
a prótese.
Dentes acrílicos ou cerâmicos: conectados à barra 
protocolo para formar a arcada dentária.
Passo a passo para a confecção 
de próteses sobre implante
Avaliação e planejamento inicial
A avaliação inicial envolve: 
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Exames clínicos: consistem na avaliação da saúde bucal 
e sistêmica do paciente, por meio de radiografia panorâ-
mica para avaliar a densidade e qualidade óssea ao redor 
do implante e, se necessário, do raio x periapical também.
Planejamento digital: algumas clínicas e laboratórios 
mais avançados na tecnologia e com recurso financeiro 
adequado podem se utilizar de software para planejar a po-
sição ideal da prótese em relação aos implantes instalados.
ATENÇÃO: O período de osseointegração é algo que 
temos que respeitar independente do implante utilizado 
para um prognóstico mais seguro. Algumas fábricas de 
implantes possuem seus próprios estudos e suas indica-
ções para tempo de osseointegração, mas, de maneira 
geral, esse período varia de 3 a 6 meses, dependendo da 
qualidade óssea e da posição do implante. Durante esse 
tempo, o implante se integra ao osso.
Exposição do implante e 
colocação do pilar (reabertura 
ou segunda fase cirúrgica) 
Exposição do implante: reabertura da gengiva para 
acessar o implante. Essa exposição necessariamente preci-
sa ser seguida da instalação de peças cicatrizadoras direto 
na plataforma do implante ou a instalação de pilares na 
plataforma do implante associada à instalação da peça 
cicatrizadora a este pilar. Casos em que você encontra o 
cover e não há necessidade da reabertura, pode se deixar 
o próprio cover para próteses aparafusadas diretamente 
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na “cabeça” (plataforma) do implante ou seguir para o 
caminho da instalação do pilar + cicatrizador. 
Isso posto, daremos início à descrição da confec-
ção de cada tipo de prótese sobre implante e suas 
possíveis variações.
O processo para obter uma prótese sobre implante ge-
ralmente envolve uma avaliação inicial, a colocação dos 
implantes, um período de osseointegração (no qual o 
osso se funde com o implante), e finalmente a fixação 
da prótese. É uma abordagem moderna e eficaz para a 
reabilitação oral, indicada para muitos pacientes que 
perderam dentes por diversas razões.
Os aspectos funcionais e de oclusão são fundamentais 
para o sucesso da instalação de próteses sobre implantes, 
portanto os abordaremos mais adiante.
Prótese fixa sobre implante
Seguirei o passo a passo para confecção clínica e labora-
torial das próteses sobre implante de hexágono externo, 
independente se é implanto-muco-suportada como a 
overdenture ou se é 100% implanto-suportada.
Para isso, partiremos da premissa que temos a reaber-
tura realizada e iremos iniciar o nosso planejamento com 
instalação do cicatrizador na cabeça do implante ou pilar 
+ cicatrizador.
Nesse ponto, você terá que responder a seguinte per-
gunta: “Você trabalhará com seus componentes direto 
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na cabeça do implante ou usará um pilar para elevar a 
plataforma restauradora do seu implante?” Considere 
que o pilar em questão é o especial comumente chamado 
de mini pilar ou Abutment que é frequentemente usado 
para reabilitações de arco completo. 
Quando comecei a reabilitar esses casos, não utilizava 
pilares com muita frequência. Funcionou bem para mim 
inicialmente. Agora, porém, eu os uso em quase todos os 
casos. Deixe-me explicar os prós e contras e você poderá 
decidir por si mesmo se deseja usá-los. 
Eles são incríveis, porque: 1) permitem a correção de um 
ângulo de implante de até 30 graus; 2) elevam a platafor-
ma de restauração até o nível gengival para não beliscar 
as gengivas do paciente em cada consulta, o que torna a 
reabilitação muito mais fácil. 
Isto é especialmente valioso se a gengiva inserida não 
estiver disponível para envolver completamente o implan-
te, até porque toda vez que você remove o cicatrizador, 
a gengiva ou mucosa “deita” e o paciente sente dores no 
procedimento a ser realizado e se você não usar pilares em 
prótese múltipla e, portanto, a plataforma estiver abaixo 
do nível gengival e não lançar mão do cicatrizador você 
terá que anestesiar o paciente todasas vezes, seja durante 
a moldagem, a prova de estrutura etc.
Eles não são tão incríveis assim, porque: 1) podem re-
duzir a quantidade de espaço interoclusal que você tem 
para sua prótese, a qual deve ter espessura adequada 
para evitar que se quebre a longo prazo; 2) os parafusos 
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são minúsculos. Se o seu paciente for bruxista, ele pode 
quebrar os parafusos ou fazer com que eles se soltem; 
3) mesmo que você siga todos os passos corretos, esses 
pilares às vezes se soltam. 
Regra prática: atualmente eu os uso em quase todos os 
casos devido à sua conveniência. Além disso, use-os se 
precisar corrigir a angulação do implante para que todos 
os implantes fiquem relativamente paralelos e para que 
você não tenha nenhum orifício de acesso saindo das faces 
vestibulares dos dentes. Eles simplificam. Se você optar 
por usar pilares intermediários, deverá experimentá-los 
primeiro se for para corrigir a angulação e radiografar 
para verificar o seu encaixe perfeito antes de apertá-los, 
pois a base é um dodecaedro. O objetivo ao posicioná
-los é: 1) para garantir que seus orifícios de acesso não 
saiam da face vestibular da prótese; 2) para melhorar o 
paralelismo entre todos os locais de implante. Os pilares 
angulados normalmente vêm com uma haste de inserção 
que ajuda a avaliar o posicionamento. Você ainda pode 
usar um cilindro temporário (cicatrizador) para avaliar 
o posicionamento de seu pilar intermediário.
Mudar os ângulos é realmente fácil de fazer. Não tenha 
pressa para desviá-los menos de 20 graus para evitar uma 
dor de cabeça no futuro. Cada marca e conexão tem seu 
truque único de posicionamento. Inspecione seu pilar 
para saber a orientação correta antes de instalá-lo. Se o 
pilar a ser usado for reto, basta verificar a altura do pilar 
que você pretende usar em cada caso e, para isso, você 
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encontra a altura de “cinta” na embalagem do fabricante. 
Basta selecionar aquela que será necessária na reabilita-
ção de seu caso. Quando todos os seus pilares estiverem 
instalados, é preciso dar o aperto em Newton conforme 
a recomendação do fabricante que geralmente é de 30N.
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capítulo 4
Prótese sobre 
implante unitária 
Fase clínica #1/1
Esse tipo de prótese geralmente é aparafusado e metalo-
cerâmica. A partir da escolha com ou sem pilar, é neces-
sário decidir se a técnica de moldagem será com moldeira 
aberta (com uso de moldeira plástica e com um orifício 
na região do parafuso da peça chamada de transferente) 
ou moldeira fechada (não precisa ser necessariamente 
plástica, podendo ser metálica).
Essa decisão é influenciada pela escolha do transferente 
de moldagem, pois a anatomia e o formato são estabele-
cidos para o modo de moldagem, o tipo de moldeira que 
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será usado. Exemplo: em uma moldagem com moldeira 
aberta, você precisará de um transferente que possa ser 
removido junto com seu molde da boca do paciente; ao 
passo que, na moldeira fechada, o transferente ficará na 
boca e somente depois da remoção da moldeira com o 
molde ele será, portanto, removido.
Escolhida a maneira de executar a moldagem, vamos 
discorrer sobre a prótese unitária na moldagem de mol-
deira fechada. A sua escolha pode ser a aberta sem pro-
blema, mas, como em todas as outras próteses, nossa 
abordagem será pela aberta, nesta etapa falaremos da 
moldeira fechada.
Para executar a moldagem, depois da decisão de ser 
moldeira fechada, devemos selecionar o transferente 
referente a essa moldeira. Qual a característica desse 
transferente? Ser de moldeira fechada, ter o diâmetro 
da plataforma do implante instalado em boca, caso de 
coroa direto na cabeça do implante ou ter o diâmetro 
do pilar intermediário escolhido. E mais, se for prótese 
cimentada, ter o transferente para o munhão que será 
parafusado ao implante.
Tendo selecionado o transferente, é a vez da escolha do 
material a ser usado e aqui vou passar uma técnica muito 
simples e 100% efetiva para o seu resultado. 
Nessa fase pode-se usar como material de moldagem o 
silicone de adição (o qual será abordado em outras eta-
pas) e o silicone de condensação, que será nosso foco na 
moldagem do implante unitário. 
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O primeiro passo é aparafusar o transferente no pilar 
ou no implante e realizar a prova da moldeira de escolha. 
Feito isso o cirurgião dentista deverá realizar o raio x pe-
riapical para verificar se a conexão do conjunto implante/
transferente ou pilar/transferente está perfeitamente 
adaptada. No caso de conexão supra gengival, a olho nu 
conseguimos fazer essa verificação e, por conta disso, não 
há necessidade de realizar uma radiografia.
A partir desse momento, é hora de começarmos a mol-
dagem propriamente dita e para isso precisamos ter se-
parado silicone de condensação na consistência denso e 
fluido com seu catalisador, espátula 24 ou 36 e placa de 
vidro. O processo é simples, basta manipular 25% do ma-
terial denso, formar uma bolinha e acamar em cima do 
transferente dentro da boca, fazer um “V” com a sonda 
exploradora como referência na face vestibular e esperar 
endurecer. Depois, é preciso remover esse silicone que 
chamaremos de casquete e ele terá as impressões nega-
tivas do transferente e de dentes adjacentes. 
Para potencializar essas impressões e dar maior segu-
rança, é preciso separar, em uma placa de vidro, a pasta 
do fluido e o catalisador. Com a espátula de escolha, ma-
nipule o material e o insira dentro do casquete, levando-o 
novamente ao local do transferente e realizando uma leve 
pressão. Enquanto o material endurece, basta manipular 
a medida do material denso compatível com a moldeira 
previamente escolhida e moldar o arco da reabilitação. 
Após o endurecimento, remova todo o conjunto de sili-
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cone, ficando em posição na boca o transferente. Analise 
bem o molde se realmente copiou o encaixe do seu trans-
ferente e os dentes adjacentes. Remova o transferente. 
Com o transferente em mãos, escolha o análogo (peça 
semelhante ao implante) referente a ele e parafuse, for-
mando um conjunto transferente/análogo, o qual será 
encaixado diretamente no molde realizado.
Imagem da sequência de moldagem com 
moldeira fechada, descrita anteriormente
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Atenção: Caso queira, pode pingar cola instantânea 
para o conjunto não ter nenhum movimento, afinal ele 
não pode deslocar.
Não se esqueça de realizar o molde do arco antagonista, o 
qual pode ser feito com alginato e um registro de mordida, 
caso não haja estabilidade entre arcos. Esse registro pode 
ser com silicone “bite” específico para isso ou com silicone 
de condensação mesmo, a parte densa. Cuidado para não 
manipular demais, pois você não consegue verificar se o 
paciente realmente está mordendo de maneira correta.
Feito isso, selecione e envie ao laboratório, juntamente 
com o molde, o componente chamado Universal Cast to 
Long Abutment (Ucla), indicado para a confecção de reabi-
litações metalocerâmicas definitivas sem intermediários 
(direto no implante), e o seu respectivo parafuso. 
Vou fazer aqui uma interrupção para explicar sobre esse 
componente. A Ucla pode ser rotacional (sem hexágono 
em caso de prótese múltipla) e antirrotacional (com he-
xágono, indicada para a confecção de próteses unitárias 
em região anterior ou posterior).
Existem, também, a Ucla calcinável ou totalmente plás-
tica e a Ucla que denominamos com cinta metálica (o 
encaixe que vai direto na plataforma do implante é de 
metal aumentando, com isso,a precisão da união). Caso o 
implante tenha uma pequena angulação desfavorável para 
a biomecânica e a estética e o dentista precise corrigi-la, 
pode ser usada, para a confecção da coroa no laboratório, 
a Ucla dinâmica que permite a correção da discrepância 
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angular. Essa Ucla possui um parafuso e uma chave de 
inserção apropriados para esse tipo de componente, os 
quais são diferentes das outras chaves usadas para os 
outros componentes anteriormente citados.
Fase laboratorial #1/1
Nesse momento entra em ação o TPD dando continuidade 
ao processo. Dessa forma, descreverei todo o processo para 
que você, leitor(a), possa entender e visualizar o passo a 
passo de maneira clara. 
É necessário enxergar o que acontece na construção de 
uma prótese unitária quando estiver lendo cada parágrafo 
deste livro. E muitos temas tratados aqui servirão para 
confecção de outras próteses.
Então é a vez do TPD começar com o molde em suas 
mãos. E é dessa maneira que o dentista vai enviar o tra-
balho. Um molde, já com os componentes chamados de 
análogos, parafusados nos transferentes ou soltos para 
o TPD parafusar. É muito importante que os análogos 
estejam 100% encaixados aos transferentes da moldeira 
e sem movimento.
Uma observação é que o nosso molde deve ser chamado 
de molde, nunca de moldagem. Moldagem é o ato que o 
dentista faz em colocar a moldeira com material dentro da 
boca do paciente e, após a remoção da moldeira com o ma-
terial, o resultado obtido pelo dentista é chamado molde.
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Aos que já conhecem essas definições e já trabalham com 
próteses sobre implante, eu peço um pouco de paciência, 
porque este livro foi escrito principalmente para leito-
res(as) iniciantes em prótese dentária. Para os iniciantes 
que não possuem conhecimento, seja teórico ou prático, 
procuro aqui ensinar o caminho partindo de conheci-
mentos bem iniciais. No entanto, mesmo aqueles que já 
dominam grande parte dos procedimentos, tenho certeza 
de que todos aprenderão muito com a leitura deste livro.
Sem mais delongas, a partir do momento que estou com 
meu molde em mãos, eu preciso verificar alguns requisitos.
É muito importante executar a desinfecção do mol-
de, pois há alguns profissionais que não a fazem, nem 
o lavam, por isso, aconselho a trabalhar adotando esse 
procedimento como padrão.
Em caso ideal, o parafuso de transferência já vai apa-
rafusado com o componente (entregue pelo dentista) 
chamado análogo (peça que desempenha função similar 
ao implante quando dentro do modelo de gesso), nos 
indicando a posição tridimensional exata do implante 
instalado na boca, mas posicionado no modelo de gesso.
Caso não esteja já rosqueado, você precisa aparafusar e 
verificar se realmente o análogo está adaptado correta-
mente. Na cabeça do parafuso do transferente e na cabeça 
de todos os parafusos dos componentes protéticos, existe 
um encaixe para a chave específica.
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Nessa cabeça nós temos um lugar para colocar uma 
chave e rosquear, é o que é feito no consultório na boca 
do paciente.
Temos vários tipos de chaves, porém citarei dois tipos 
mais usados: a quadrada 1.3 e a hexagonal 1.2.
Enfim, por que eu estou informando você sobre isso? 
Porque durante a confecção da nossa prótese, nós vamos 
usar as duas chaves. Geralmente, no nosso molde, nós 
utilizamos a hexagonal para todos. Todos os parafusos 
de transferência são com a cabeça hexagonal.
Como mencionei, existem várias conformações de aná-
logo com desenhos diferentes. Depende da marca, da 
empresa, mas o que importa é o envio adequado desses 
componentes pelo dentista. Por que pelo dentista? A res-
posta natural é que o cirurgião quem instalou os implantes 
sabe, tem as informações necessárias, ou o protético que 
vai confeccionar a prótese, ou pelo menos deve saber, pois 
isso não é função do TPD.
Em resumo, o dentista sabe qual tipo de implante colo-
cou na boca de seu paciente. Ele conhece se tem algum 
componente intermediário ou não e o dentista vai mandar 
para o laboratório todos os componentes necessários. Você 
pode receber esses componentes soltos ou já parafusados. 
Caso ocorra a primeira opção, você precisa encaixá-los, 
com toda calma e precisão, para que não fique nenhuma 
fresta, nenhum “gap”, fenda, entre o análogo e o transfe-
rente, porque isso irá refletir depois em seu trabalho. No 
caso da segunda opção, será necessário fazer a verificação 
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do encaixe exato desse componente, independentemente 
do tipo de análogo a ser usado.
Dessa forma, com nosso molde verificado, a estabilidade 
da união transferente/análogo, está na hora do próximo 
passo que é a confecção de nosso modelo propriamente 
dito. Primeiro nós precisamos ter uma gengiva artificial 
na região do implante que fará parte de nosso modelo 
e para que isso aconteça, existem algumas formas dife-
rentes de executar e vou compartilhar com você o que eu 
faço, pois, além de dar muito certo, economiza trabalho 
em relação à agilidade e à reprodução ideal dos detalhes 
que eu preciso.
Uma maneira de você fazer esse preenchimento é usando 
o material para gengiva artificial específico. Contudo, em 
minha opinião particular, essa opção deixa o custo-be-
nefício elevado porque será necessário ter uma pistola 
injetora, o refil de seu material específico e as pontas mis-
turadoras que também são específicas. Em contrapartida, 
se você tiver muitos casos, essa é a melhor opção, mas se 
está buscando por uma mais barata e que funciona muito 
bem, basta ter uma placa de vidro, uma espátula 24 ou 36 
e um silicone de condensação com base e catalisador em 
sua consistência regular, não muito fluido.
Modo de preparo: você irá misturar o material necessário 
e aplicá-lo com a mesma espátula na região onde estão o 
transferente e o análogo.
ALERTA! Não esqueça de passar vaselina no seu molde 
antes, pois se você esquecer, o silicone de gengiva vai 
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aderir ao silicone do molde e não soltará sem prejudicar 
seu trabalho, as vezes rasgando esse molde ou a própria 
gengiva artificial.
Feito isso, a gengiva já no molde, faça uso de um cabo de 
bisturi com uma lâmina 15 ou 15c e retire as rebarbas, o que 
fará com que o silicone fique mais adaptado e recortado 
possível para depois que estiver com o gesso e precisar 
retirar do modelo esse silicone não rasgue.
Agora literalmente vamos construir nosso modelo 
de gesso.
Assim como na aplicação da gengiva artificial, vou passar 
para você alguns caminhos que pode seguir dependendo 
de seu tempo, sua disposição de material e a maneira que 
melhor será para você trabalhar.
Uma opção é vazar o gesso direto no molde, principal-
mente se este for em hemi moldeira, e com apenas uma 
coroa sobre implante para confeccionar. Porém não hesite 
em preencher bem o molde. Há ainda a necessidade de 
recortar o modelo e, se o molde não tiver profundidade, 
esse modelo ficará muito fino, frágil e suscetível a fraturas 
e quebras.
Partindo do pressuposto que está tudo correto, vamos 
manipular nosso gesso, e aqui não vou especificar mar-
cas ou nomes de materiais, mas preciso fazer um alerta: 
compre gesso de zero expansão. Use gesso de qualidade, 
pois caso esse material não seja adequado, o problema 
será observado apenas na instalação da prótese pelo 
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dentista ou na prova da barra, uma vez que se o modelo 
estiver maior que as estruturas da boca, a diferença será 
notada apenas na instalação.
Então, vamos lá! Manipule o gesso conforme o manual 
do fabricante com líquido e pó na medida exata, senão 
não haveria necessidadede existir a bula. Após a espatu-
lação do gesso, vaze no molde com auxílio de um vibrador 
para eliminar as bolhas e reproduzir todos os detalhes 
desse molde.
Depois que vazou o gesso no molde e tomou presa, é 
hora de separar o modelo do molde. e, 
Remova então o parafuso do transferente e você terá 
seu modelo pronto para trabalhar. É só fazer o recorte 
do modelo em um recortador de gesso.
Com o modelo em mão, é o momento de iniciar o seu 
trabalho articulando os modelos superior e inferior em 
um articulador semi-ajustável, independentemente de ser 
apenas uma coroa a fazer, pois isso lhe dará mais precisão 
e menos chance de retrabalho.
Após fazer a articulação com o gesso de ótima qualida-
de, minimizando erros de distorção e evitando ajustes 
desnecessários, você pegará a Ucla de escolha e parafu-
sará no local do modelo que consta o análogo. Feito isso, 
você precisará verificar a adaptação, de preferência sem 
a gengiva artificial que você confeccionou, pois nesse 
momento a visão da adaptação é fundamental. Com esse 
passo realizado, você vai precisar fazer o enceramento 
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desta peça protética que acabou de parafusar indepen-
dente se é uma peça calcinável 100% ou se é uma peça 
com cinta metálica. Na sequência, é preciso verificar, a 
todo momento, a oclusão e a anatomia da estrutura, nun-
ca se esquecendo que depois de fundida será necessária 
a aplicação de cerâmica sobre o metal, a qual terá que 
apresentar uma camada mínima.
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Molde para o TPD trabalhar. Modelo de trabalho 
finalizado e inicio do enceramento para confecção 
do coping metálico sobre implante.
A espessura mínima de uma camada de porcelana – apli-
cada sobre uma estrutura de metal para a confecção de 
uma coroa dental – geralmente varia entre 1,0 mm e 1,5 
mm. Essa espessura é necessária para garantir a resistên-
cia da porcelana e a estética desejada. É importante que a 
camada de porcelana seja suficientemente espessa para 
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proporcionar uma cor adequada e evitar a transparência 
do metal subjacente, mas, também, não tão espessa a 
ponto de comprometer a resistência da coroa.
No entanto, a espessura exata pode variar dependendo 
do caso específico, do tipo de porcelana utilizada e das 
técnicas do laboratório dentário. 
É muito importante, nessa fase de enceramento, verifi-
car a posição do orifício de entrada e saída do parafuso, 
pois se estiver para vestibular, principalmente em dentes 
de região estética, recomendo avisar o dentista respon-
sável sobre essa situação antes de ele prosseguir com o 
seu trabalho.
Em caso de uma prótese cimentada, você deverá usar 
um pilar (abutment) escolhido e/ou personalizado para 
se ajustar ao implante e proporcionar a base adequada 
para a coroa, para em seguida realizar o enceramento 
da estrutura que se conectará com o pilar anteriormente 
escolhido, obedecendo a todo o processo descrito até o 
momento. 
Então, o técnico em prótese precisa também verificar 
alguns requisitos para que o trabalho nessa fase seja o 
mais preciso possível.
Ajuste preciso: encerar com precisão ao redor dos análo-
gos de implante para garantir um ajuste passivo, evitando 
qualquer tensão ou discrepância na estrutura final.
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Margens ao redor da Ucla: garantir que as margens 
enceradas se adaptem perfeitamente à margem do pilar 
ou do implante.
Uniformidade: manter uma espessura uniforme na cera 
para garantir que a estrutura metálica terá a resistência 
necessária e não será excessivamente volumosa.
Espessura mínima: respeitar a espessura mínima re-
comendada para a estrutura metálica, normalmente em 
torno de 0,5 mm a 1 mm.
Contornos anatomicamente corretos: encerar a es-
trutura com contornos anatomicamente corretos para 
assegurar uma aparência natural e funcional.
Oclusão e contatos: verificar e ajustar a oclusão e os 
contatos proximais durante o enceramento para garantir 
que a estrutura não interferirá na mordida ou causará 
pontos de pressão, sempre respeitando o espaço neces-
sário para aplicação da cerâmica.
Depois do enceramento realizado, alguns requisitos 
são pertinentes a serem observados para a realização 
da fundição da estrutura encerada. Não é objetivo deste 
livro descrever todo o processo de fundição de maneira 
minuciosa, mas aqui estão alguns tópicos necessários.
Sistema de alimentação:
• Posicionamento dos canais: colocar os canais de 
alimentação (sprue) de forma adequada para permi-
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tir um fluxo de metal uniforme e minimizar a poro-
sidade na estrutura final.
• Ventilação: garantir a presença de canais de venti-
lação para evitar bolhas e garantir a completa mol-
dagem da estrutura.
Material de revestimento:
• Seleção adequada: utilizar um material de revesti-
mento adequado que seja compatível com o metal a 
ser fundido.
• Mistura e aplicação: misturar e aplicar o revesti-
mento de forma correta para evitar fissuras ou irre-
gularidades na moldagem.
Fundição:
• Controle de temperatura: controlar a tempe-
ratura de fusão do metal com precisão para ga-
rantir uma fundição completa e evitar inclusões 
ou porosidades.
• Tempo de fundição: respeitar o tempo adequado 
de fundição para garantir que o metal flua comple-
tamente nos moldes.
Desgaseificação:
• Remoção de impurezas: proceder com a desgasei-
ficação do metal, se necessário, para remover im-
purezas e garantir a pureza da fundição.
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Limpeza e polimento:
• Remoção de revestimento: remover completa-
mente o material de revestimento sem danificar a 
estrutura metálica.
• Polimento inicial: polir a estrutura para remover 
qualquer irregularidade e preparar a superfície 
para a aplicação da porcelana.
Verificação final:
• Ajuste ao modelo: verificar o ajuste final da estru-
tura metálica no modelo de trabalho, garantindo 
que não haja deformidades ou desajustes.
• Precisão das margens: checar as margens para 
assegurar que se adaptem perfeitamente ao pilar ou 
implante sem lacunas.
Seguir esses passos e realizar verificações cuidadosas du-
rante todo o processo de enceramento e fundição é crucial 
para garantir que a estrutura metálica sobre o implante 
seja de alta qualidade, proporcionando um ajuste preci-
so, funcionalidade adequada e uma estética satisfatória.
Fase clínica #2/1
Quando o dentista recebe uma estrutura metálica sobre 
implante para a prova, há vários aspectos críticos que 
precisam ser verificados para garantir um ajuste adequado 
e a funcionalidade da futura coroa. Normalmente essa 
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etapa é bem simples e composta de processos simples. 
Aqui estão os principais pontos a serem checados:
Ajuste passivo da estrutura metálica:
Adaptação precisa: o dentista deve verificar se a estru-
tura metálica se adapta precisamente ao implante sem 
quaisquer lacunas ou tensões. A inserção e a remoção 
não podem ter obstáculos que prendam a estrutura e 
dificultem sua remoção. Um ajuste passivo é essencial 
para evitar complicações futuras, como a perda óssea ao 
redor do implante.
Teste do parafuso: consiste em parafusar a estrutura ao 
implante e verificar se há uma boa adaptação. Um ajuste 
passivo pode ser testado e o parafuso precisa ser colocado 
de forma a não necessitar de força extra para essa ação.
Contato oclusal:
Verificação de oclusão: avaliar se a estrutura metálica 
não interfere com a oclusão atual do paciente. Ela deve 
estar completamente assentada e não causar desvios na 
mordida, ou seja, o metal, de maneira alguma, deverá 
ocluir com o dente antagonista.Espaço para material estético:
Espaço adequado para porcelana: verificar se há espaço 
suficiente para as camadas de porcelana ou outro mate-
rial estético que será aplicado sobre a estrutura metálica. 
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O dentista deve garantir que a estrutura não seja muito 
volumosa ou fina.
Estética e contornos:
Contorno da estrutura: avaliar os contornos da es-
trutura para garantir que suportarão adequadamente a 
porcelana e proporcionarão uma aparência natural. Isso 
inclui verificar os pontos de contato interproximais.
Espaço para gengiva: verificar o espaço ao redor das 
margens gengivais para garantir que a estrutura não 
causará irritação ou inflamação. Avaliar se a gengiva 
artificial do modelo está replicada de maneira correta à 
gengiva natural na boca do paciente.
Estabilidade e retenção:
Fixação estável: a estrutura deve ser estável quando 
fixada no implante. Qualquer movimento pode com-
prometer a integridade da coroa e do implante, gerando 
trincas e fraturas da coroa, pois a cerâmica não apresenta 
flexibilidade em sua estrutura vítrea, o mesmo acontece 
com o metal e a resina, por exemplo.
Acesso para cimentação: se a coroa for cimentada, 
o dentista deve garantir que há acesso adequado para 
a limpeza do excesso de cimento, especialmente nas 
áreas subgengivais.
Facilidade de limpeza: verificar se a estrutura permite 
uma higiene oral adequada e se há espaço suficiente para 
o paciente manter a área limpa com escova e fio dental.
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Avaliação radiográfica: realizar uma tomada radiográ-
fica para verificar a adaptação da estrutura metálica ao 
implante e garantir que não haja espaços ou discrepâncias 
que não sejam visíveis clinicamente.
Esses pontos de verificação são fundamentais para garan-
tir que a estrutura metálica sobre o implante seja adequada 
e funcione corretamente, proporcionando longevidade e 
sucesso na reabilitação. Caso o metal esteja girovertido no 
encaixe ao implante, eu recomento moldá-lo em posição 
com silicone de condensação, registrar com fotos e vídeos, 
remover o metal da boca, parafusar o análogo e voltar em 
posição no molde para que o laboratório possa realizar os 
ajustes necessários ou realizar um novo trabalho.
Caso o metal não esteja perfeito na boca do paciente e 
na imagem de raio x, o seu trabalho não evoluirá, pois o 
resultado provavelmente não será satisfatório. Somente 
com o metal adequado, por isso avise ao laboratório para 
executar a aplicação da cerâmica com a cor que você 
escolheu previamente na escala de cores própria para a 
porcelana. E como fazer essa escolha da melhor forma?
A escolha da cor do dente de porcelana é um passo crucial 
para garantir que a restauração dental seja esteticamente 
agradável e se misture, de forma harmoniosa, aos dentes 
naturais do paciente. A intenção é que, quando o paciente 
recebe o dente ele se sinta muito bem e até diga: “nossa 
nem parece que é implante!”, “ficou perfeito!”, “qual é o 
dente mesmo?” Aqui estão os passos que o dentista deve 
seguir para escolher a cor correta:
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Sempre que possível, use luz natural indireta, pois ela 
oferece a melhor representação da cor real dos dentes. 
Se a luz natural não estiver disponível, use lâmpadas de 
luz diurna (temperatura de cor de 5500K) que simulam a 
luz natural. As luzes fluorescentes podem distorcer a cor 
dos dentes, tornando difícil a seleção precisa.
Use uma escala de cor dentária padronizada, como a 
escala Vita Classical ou Vita 3D-Master. Essas escalas são 
amplamente reconhecidas e usadas na Odontologia para 
padronizar a seleção de cor.
Comparação com o próprio dente: para fazer a har-
monização das cores, segure a escala de cor ao lado do 
dente do paciente e selecione a cor que melhor se mistura 
com os dentes naturais. É importante verificar a cor em 
várias áreas do dente, pois ela pode variar entre o colo, o 
corpo e a borda do dente.
Comparação com vários dentes: compare a cor com 
vários dentes ao redor do que está sendo trabalhado para 
garantir uma escolha harmoniosa.
Como fazer isso de maneira mais assertiva? Descanse os 
olhos antes de selecionar a cor, olhando para um fundo 
neutro, como um pano cinza ou azul claro, para “rese-
tar” a percepção da cor. Observe os dentes do paciente a 
uma distância de 30 a 40 cm e de diferentes ângulos para 
garantir que a cor escolhida seja consistente em várias 
visualizações. É muito importante ter o feedback do 
paciente, por isso mostre a ele a escala de cor e obtenha 
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o seu feedback. Alguns pacientes podem ter preferências 
pessoais que devem ser consideradas.
Coping chega do laboratório no modelo. Desparafuse 
e o parafuse na boca, na região a ser reabilitada. 
verifique os requisitos citados anteriormente e faça 
a tomada de cor para reenviar ao laboratório.
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ATENÇÃO: quando a cor não for encontrada, é impor-
tante relatar ao laboratório pois é possível que a cor seja 
conseguida por meio de maquiagem na peça cerâmica. Se 
necessário, o técnico que irá aplicar a cerâmica naquela 
coroa poderá se deslocar até a clínica e verificar na boca 
do paciente, in loco.
Documentação da cor: anote a cor selecionada na ficha 
do paciente e, se possível, tire uma foto do dente com a 
escala de cor ao lado para referência futura.
Instruções detalhadas: envie instruções detalhadas e, 
se possível, fotos para o laboratório de prótese para ga-
rantir que a cor seja reproduzida com precisão na coroa 
de porcelana.
Seguindo esses passos, o dentista pode garantir que a cor 
do dente de porcelana seja selecionada de forma precisa, 
proporcionando um resultado estético satisfatório para 
o paciente.
Fase laboratorial #2/1
A aplicação de porcelana em uma estrutura metálica, 
também conhecida como técnica de porcelana fundida 
ao metal (PFM), é um processo cuidadoso que envolve 
várias etapas para garantir que a restauração final seja 
esteticamente agradável e funcionalmente durável. Aqui 
estão os passos detalhados que o protético segue durante 
essa fase:
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Limpeza da estrutura metálica: a estrutura metálica 
deve ser limpa para remover qualquer contaminação, 
como óleos ou detritos. Isso é feito usando ultrassom ou 
jateamento com óxido de alumínio.
A aplicação começa pela aplicação do opaco (pó + líqui-
do – geralmente água mesmo). 
A aplicação é realizada com um pincel (feito com pelo 
de marta) e a mistura de pó e líquido. Não deve ser reali-
zado com espátula metálica. Muitos técnicos na aplicação 
molham a ponta do pincel na água ou na própria saliva 
mesmo, embora seja estranho, mas verdadeiro.
Primer opaco: uma fina camada de opaco é aplicada à 
estrutura metálica para mascarar a cor do metal e pro-
porcionar uma base para a porcelana. 
Queima do opaco: a estrutura é colocada em um forno 
de porcelana e a camada opaca é queimada a uma tempe-
ratura específica de cada marca, conforme recomenda o 
fabricante, para assegurar sua fusão adequada ao metal.
Como se dá a construção da 
estrutura de porcelana?
Camada dentina: após a aplicação do opaco, uma cama-
da de porcelana dentina (ou corpo) é aplicada. Essa camada 
fornece a maior parte da cor e forma básica do dente.
Estratificação da porcelana: a porcelana é aplicada 
em camadas para simular a estrutura natural do dente. 
Isso inclui camadas de dentina, esmalte e, às vezes, por-
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celana incisal para simular a translucidez das bordas dos 
dentes naturais.
Modelagem: cada camada de porcelana é cuidadosa-
mente modelada para criara forma anatômica desejada 
do dente e para isso o técnico precisa possuir habilidade 
suficiente e conhecimento da anatomia dental para recriar 
a coroa outrora perdida pelo paciente.
Primeira queima: a estrutura com a porcelana aplicada 
é colocada no forno de porcelana e queimada a uma tem-
peratura controlada. Esse processo funde parcialmente 
a porcelana, mantendo-a em um estado no qual ainda 
pode ser ajustada.
Após a primeira queima, o protético pode adicionar 
mais porcelana para corrigir qualquer imperfeição ou 
ajustar a forma e a cor.
Segunda queima: a estrutura é queimada novamente 
para fundir as adições de porcelana e dar o formato ideal 
da coroa, camada após camada.
Glaze final: uma camada de glaze é aplicada para confe-
rir um brilho natural e uma superfície lisa à restauração. 
Lembrando que o glaze é uma porcelana vítrea também. 
A estrutura é colocada no forno para a queima final do 
glaze, resultando em uma superfície vitrificada que simula 
o esmalte natural do dente.
ATENÇÃO: caso haja necessidade, o técnico lançará 
mão de materiais e técnicas para realizar a maquiagem 
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da peça protética e chegar na cor desejada e correta para 
o caso clínico em questão.
Polimento final: após a queima final, a restauração é 
polida para remover qualquer irregularidade e obter um 
acabamento liso e brilhante. Isso pode ser feito com fresas 
e borrachas encontradas em qualquer dental no Brasil.
Ajustes oclusais: o protético verifica e ajusta a oclusão 
para garantir que a restauração não interfira na mordida 
do paciente. Esse ajuste é necessário, apesar de a cerâmica 
sofrer contração quando em contato com alta tempera-
tura no forno.
O ajuste é realizado tanto em seu plano oclusal/incisal 
como em seu plano proximal verificando o assentamen-
to da peça em sua base, entrada e saída do parafuso no 
orifício, além de contatos proximais.
Inspeção da restauração: a restauração é inspeciona-
da para garantir que todas as especificações estéticas e 
funcionais foram atendidas.
Prova no modelo: a coroa é provada no modelo de gesso 
para verificar o ajuste final e a oclusão.
A restauração final é documentada e cuidadosamente 
embalada para envio ao dentista. O protético pode incluir 
instruções específicas para o dentista sobre qualquer 
ajuste final que possa ser necessário durante a instalação 
parafusada ou a cimentação.
Seguindo esses passos, o protético pode criar uma res-
tauração de porcelana sobre metal que é durável, funcio-
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nal e esteticamente harmoniosa com os dentes naturais 
do paciente.
Fase clínica #3/1
A instalação de uma coroa de porcelana sobre implante 
é um procedimento que requer precisão e atenção aos 
detalhes. Aqui estão os passos que o dentista segue para 
instalar a coroa e os requisitos necessários para verificação:
Se uma coroa provisória estiver presente, o dentista a 
remove cuidadosamente para evitar danos ao implante 
ou aos tecidos gengivais. Mas se for o cicatrizador, basta 
desparafusar. É importante no modelo mesmo verificar o 
ajuste passivo da estrutura ao implante. Isso significa que 
a estrutura deve se encaixar perfeitamente sem forçar ou 
tensionar o implante e o ajuste oclusal e das proximais.
O dentista instala a coroa metalocerâmica na boca do 
paciente e, se for cimentada, ele precisa verificar o ajuste 
da coroa porcelana sobre a estrutura metálica. A coroa 
deve se encaixar perfeitamente na estrutura metálica e 
no pilar do implante.
O próximo passo é a verificação da cor e a forma da 
coroa para garantir que ela se harmoniza com os dentes 
adjacentes. O dentista checa a oclusão, ou seja, como os 
dentes superiores e inferiores se encaixam quando o pa-
ciente morde. A coroa não deve interferir na mordida do 
paciente. Qualquer ajuste necessário na forma, oclusão ou 
contatos proximais é feito para garantir um ajuste perfei-
to. Se preciso, envie ao laboratório para ajustes maiores, 
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glaze, etc. Mas, pequenos ajustes, pode ser feito por você 
mesmo, dando polimento com borrachas específicas em 
contra ângulo de baixa rotação.
Parafuse e tampe o orifício com fita teflon + resina com-
posta e libere o seu paciente.
Em caso de coroa cimentada: 
• Limpeza da superfície: as superfícies da coroa e 
do pilar do implante são limpas para remover qual-
quer detrito ou contaminante.
• Aplicação do cimento: um cimento dental apro-
priado é aplicado na coroa ou no pilar do implante. 
Existem diferentes tipos de cimento (provisórios e 
permanentes), e a escolha depende do caso clínico. 
Não esqueça de tampar o orifício de entrada e saída 
do parafuso do pilar com teflon e resina.
• Posicionamento final: a coroa é posicionada sobre 
o pilar do implante e mantida sob pressão para ga-
rantir a adesão adequada.
• Remoção do excesso de cimento: qualquer ex-
cesso de cimento é removido cuidadosamente para 
evitar irritação gengival ou inflamação.
• Avaliação da oclusão: após a cimentação, verifi-
que novamente a oclusão para garantir que a coroa 
não está causando interferências na mordida. Ava-
lie se a coroa tem contatos proximais adequados 
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com os dentes adjacentes, garantindo que não haja 
espaços excessivos ou pressão indevida.
• Radiografia final: uma radiografia final pode ser 
tirada para confirmar o posicionamento adequa-
do da coroa e a ausência de espaços entre a coroa e 
o pilar.
O paciente recebe instruções sobre cuidados pós-opera-
tórios, incluindo higiene oral adequada e evitar mastigar 
alimentos duros na área recém-tratada por um período.
Marque consultas de acompanhamento para monitorar 
a adaptação da coroa e a saúde do implante.
Registre todas as etapas do procedimento, incluin-
do as verificações feitas e os ajustes realizados, para 
referência futura.
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Seguindo esses passos, o dentista pode garantir que a 
coroa de porcelana sobre implante seja instalada de for-
ma precisa, proporcionando um resultado funcional e 
estético satisfatório para o paciente.
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capítulo 5
Prótese sobre 
implante múltipla
Agora vamos mergulhar na prótese fixa múltipla pa-
rafusada sobre implante. E para isso preciso recorrer a 
algumas informações já tratadas até esse momento. Você 
perceberá que alguns tópicos são exatamente iguais aos 
que abordamos com a prótese fixa unitária, e o que for di-
ferente abordaremos aqui. Então, vamos para a descrição:
Fase clínica #1/2
O que sabemos logo de início que para esse tipo de pró-
tese a maneira de moldarmos é exclusivamente com a 
moldeira aberta, pois haverá a união entre dois ou mais 
transferentes pelo simples fato de tratarmos de uma 
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prótese múltipla. Em relação ao tipo de transferente a 
ser usado, vai depender se você vai optar por prótese di-
reto na cabeça do implante ou uma prótese com pilares 
intermediários. Se tiver alguma dúvida em relação a sua 
escolha ou conceito, basta revisitar o capítulo referente à 
prótese fixa unitária na Fase clínica #1/1. Porém, é preciso 
ser dito que é possível lançar mão de pilar intermediário 
com angulação para fazer a correção de algum implante 
instalado de maneira angular por algum motivo.
Como teremos que unir aqui os nossos transferentes, sai-
ba que atualmente existem diferentes exemplos de união 
para os transferentes, mas antes de citá-las antecipo que 
o melhor é a técnica e o material que você domina sendo 
importante eliminar a contração do material usado.
É possível facilmente citar exemplos de união de trans-
ferentes para moldeiraaberta de resina composta, resina 
bisacrílica e resina acrílica fotopolimerizável. Para isso 
é necessário primeiramente fazer a união com fio dental 
para ter uma base de sustentação e suporte para essas 
resinas citadas. Eu uso e recomendo a união com a resi-
na acrílica Duralay vermelha e essa técnica descreverei 
a seguir.
A união de transferentes de moldeira aberta com resina 
acrílica Duralay para moldagem em prótese sobre implante 
é um procedimento comum para garantir a precisão da 
transferência da posição dos implantes para o modelo de 
trabalho. Aqui estão os passos detalhados para realizar 
essa técnica:
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Materiais necessários
• transferentes de moldeira aberta; 
• resina acrílica Duralay;
• pincel ou aplicador de resina;
• monômero de resina acrílica;
• material de moldagem (silicone de adição 
ou poliéster);
• moldeira personalizada ou moldeira aberta padrão;
• adesivo para moldeira (se necessário);
• brocas, discos e fresas para ajustes.
Passos do procedimento
1. Preparação inicial
• Seleção dos transferentes: escolha os transferen-
tes adequados para os implantes do paciente ou 
para os pilares intermediários. Certifique-se de que 
são do tipo moldeira aberta (open tray).
• Preparo da moldeira: se necessário, ajuste a mol-
deira personalizada para permitir a saída dos pa-
rafusos dos transferentes durante a moldagem. Se 
estiver usando uma moldeira padrão, faça abertu-
ras apropriadas. Os parafusos precisam ter a saída 
sem interferências.
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2. Instalação dos transferentes
• Posicionamento dos transferentes: instale os 
transferentes nos implantes do paciente ou nos 
pilares e fixe-os com os parafusos apropriados. 
Certifique-se de que estão bem fixados, mas não 
excessivamente apertados. Para uma confirmação 
satisfatória do seu encaixe, realize uma tomada ra-
diográfica de cada transferente instalado.
3. União dos transferentes com resina Duralay
• Aplicação de resina: prepare a resina acrílica Du-
ralay. Use um pincel ou aplicador (pode seu uma 
espátula para resina composta) para aplicar a resi-
na ao redor dos transferentes, unindo-os. Aplique 
em pequenas quantidades para evitar excessos que 
possam interferir na moldagem.
• Esplintagem: construa uma barra rígida que 
conecte todos os transferentes de forma segura. 
Certifique-se de que a barra esteja bem adaptada e 
livre de tensões e para isso com uso de uma broca 
diamantada faça um corte entre cada transferente 
direto na resina após sua polimerização e a una no-
vamente somente na fissura realizada com a broca.
• Ajustes finais: após a cura da resina, verifique 
se todos os transferentes estão bem unidos e que 
a barra de resina está firme. Nesse momento não 
importa o material, não importa “beleza” em seu 
trabalho, mas, sim, uma união satisfatória com en-
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caixe perfeito dos transferentes e livre de tensões. 
Faça ajustes se necessário.
• Teste de Mobilidade: teste a barra unida 
para garantir que não há movimento entre os 
transferentes. A rigidez é essencial para uma 
moldagem precisa.
4. Moldagem
Aplicação de adesivo: aplique adesivo na moldeira, se 
necessário, para garantir a adesão do material de molda-
gem, independente se é uma moldeira personalizada para 
materiais como os elastômeros ou moldeira pré-fabricada.
Preparo do material de moldagem: prepare o material 
de moldagem de acordo com as instruções do fabricante. 
Se optar por elastômero, basta preparar pasta e catalisador 
em uma placa de vidro e usar espátula 36 ou 24. Silicone 
de adição: prepare o silicone de adição de acordo com as 
instruções do fabricante. Use o material fluido (corpo 
leve) na pistola e o material mais viscoso (corpo pesado) 
na moldeira. Preparo da pistola: coloque o cartucho de 
silicone fluido na pistola juntamente com a ponta mistu-
radora e prepare-a para a aplicação. Antes de executar a 
moldagem propriamente dita, confira os parafusos dos 
transferentes se não estão muito apertados para facilitar 
sua remoção depois.
Aplicação do silicone fluido (aplicação ao redor dos 
transferentes): use a pistola para aplicar o silicone fluido 
ao redor dos transferentes, cobrindo todas as áreas ao 
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redor dos implantes com uma camada uniforme e sem 
bolhas. Enquanto isso, o assistente, sem usar luvas, já ma-
nipula a porção ideal de silicone denso base + catalisador 
e carrega a moldeira que foi previamente selecionada.
O dentista, por sua vez, entrega a pistola para o assis-
tente e pega a moldeira carregada e introduz no arco a 
ser moldado. É importante sentir todos os parafusos dos 
transferentes na boca para que possam ser desparafusados 
e todo o conjunto (moldeira, molde, transferentes) pos-
sam ser retirados da boca do paciente de uma única vez.
Remoção cuidadosa: após o tempo de cura, remova cui-
dadosamente a moldeira com os transferentes capturados. 
Certifique-se de que a moldagem inclui todos os detalhes 
dos transferentes e dos tecidos ao redor. Inspecione a 
moldagem para garantir que não haja bolhas ou imper-
feições. Verifique se todos os detalhes dos transferentes 
foram capturados com precisão. Lave o molde em água 
corrente. Mantenha uma técnica asséptica durante todo 
o procedimento para evitar contaminação.
Realize a moldagem do arco antagonista e já faça o regis-
tro entre arcos. Caso a área a ser reabilitada seja extensa, 
principalmente em extremidade livre, recomenda-se 
enviar ao laboratório e solicitar um plano de registro de 
resina acrílica para então realizar o registro. Essa etapa 
pode ser solicitada também antes mesmo da obtenção do 
modelo de trabalho, por meio da moldagem de alginato 
e obtenção prévia dessa base de resina específica para o 
registro. Antes de enviar ao laboratório, instale os aná-
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logos referentes aos implantes instalados e verifique se 
a união entre os transferentes está ideal, só depois disso 
documente a moldagem e embale-a cuidadosamente para 
envio ao laboratório de prótese dentária. inclua instruções 
detalhadas sobre o caso como a posição dos implantes e 
qualquer informação adicional relevante para a confec-
ção do modelo de trabalho. Não se esqueça de separar as 
Uclas referentes ao processo e envie ao laboratório para 
os próximos passos. Caso não se recorde do caso, retorne 
ao assunto anteriormente já abordado. Mantenha uma 
comunicação aberta com o laboratório de prótese para 
garantir que qualquer dúvida ou ajuste necessário seja 
feito corretamente. Seguindo esses passos, o dentista 
pode realizar uma moldagem precisa e eficaz para próte-
ses sobre implantes, atestando que o modelo de trabalho 
reproduza fielmente a posição dos implantes e os detalhes 
anatômicos necessários para a confecção da prótese final.
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Transferentes para Moldeira Aberta unidos com resina 
Duralay vermelha. Etapa essa realizada após tomada 
radiográfica periapical para verificação da adaptação 
dos transferentes ao implante/intermediário.
Fase laboratorial #1/2
Como na Fase #1/1 para dentes unitários, o processo será 
exatamente o mesmo para aplicação da gengiva artificial 
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no molde, confecção do caixote e aplicação de gesso zero 
expansão para deixar o mais fiel possível seu trabalho, 
evitando, assim, retrabalhos por parte do laboratório e 
da clínica.
Caso já venha com o registro de mordida, monte em 
articulador semi-ajustável para começar o seu trabalho, 
ou envie a base de registro ao dentista e, quando estiver 
com as marcações em mãos, articule, de maneira

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