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PRÓTESE SOBRE IMPLANTE Márcio Marinho é casado e tem dois filhos maravilhosos. Ao longo dos 21 anos de profissão, já estudou muito e ajudou centenas de alunos a trabalhar com prótese sobre implante. É autor do livro Manual Protocolo Acrílica. Foi estagiário na Universidade de Marburg (Alemanha). Montou e publicou vários cursos online. Cirurgião-Dentista, Mestre pela UNESP-Araçatuba e Especialista em Prótese Dentária pelo CFO, também é especialista em Implantodontia pela Universidade são Camilo e Professor Universitário, por anos, na UNIFAI/Adamantina. Sua missão é ajudar Dentistas e Técnicos em prótese dentária a levar suas mensagens e propósitos por meio de seus trabalhos reabilitadores. Prótese sobre Implante é um guia completo que reúne, em um único volume, todo o passo a passo da sequência clínica e laboratorial para reabilitações implantossuportadas, desde a unitária até o protocolo. Ideal para profissionais que buscam segurança e eficiência nos tratamentos, este livro aborda cada etapa com clareza, oferecendo orientações práticas e soluções para os desafios do dia a dia. Com foco na excelência, Prótese sobre Implante é o manual definitivo para quem deseja dominar as técnicas de prótese sobre implante. Guia Completo: Reúne todas as etapas clínicas e laboratoriais em um único livro, facilitando o acesso rápido a informações essenciais. Passo a Passo Detalhado: Oferece instruções claras para cada fase do tratamento, garantindo maior precisão e eficiência. Abordagem Prática: Focado em práticas reais, com dicas que podem ser aplicadas diretamente no consultório e no laboratório. Cobertura Abrangente: Inclui desde próteses unitárias até protocolos complexos, portanto útil para diferentes níveis de experiência. Atualização Profissional: Atualizado com as técnicas mais recentes e as inovações em prótese sobre implante. Aprimoramento da Qualidade: Contribui para resultados mais estéticos e funcionais, aumentando a satisfação dos pacientes. Redução de Erros: Fornece orientações que ajudam a evitar erros comuns, economizando tempo e recursos. Melhoria da Comunicação: Facilita o entendimento entre dentistas e protéticos, otimizando o trabalho em equipe. Referência Rápida: Serve como um manual de consulta rápida, útil em momentos de dúvida no dia a dia profissional. Investimento em Carreira: Ao aprimorar habilidades, o livro contribui para o crescimento profissional e para a construção de uma prática mais sólida e bem-sucedida. P R Ó T E S E S O B R E IM P L A N T E M Á R C IO M A R IN H O M Á RC I O M A R I N H O Um Guia Completo com Sequências Clínicas e Laboratoriais, de Unitária a Protocolo, reunidas em um único livro PRÓTESE SOBRE IMPLANTE Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com PRÓTESE SOBRE IMPLANTE Um Guia Completo com Sequências Clínicas e Laboratoriais, de Unitária a Protocolo, reunidas em um único livro M á r c i o M a r i n h o Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com Projeto gráfico, capa e diagramação: Ix Mídia / Ix Editora Revisão: Solange Lustosa Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Marinho, Márcio Prótese sobre implante : um guia completo com sequências clínicas e laboratoriais, de unitária a protocolo, reunidas em um único livro / Márcio Marinho. -- Araçatuba, SP : Ed. do Autor, 2024. ISBN 978-65-01-16184-6 1. Implantes dentários 2. Odontologia - Aspectos estéticos 3. Prótese dentária 4. Reabilitação I. Título. CDD-617.6 24-228722 NLM-WU-100 Índices para catálogo sistemático: 1. Odontologia 617.6 Bibliotecária responsável: Eliete Marques da Silva - CRB-8/9380 É proibida a reprodução total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc.), a não ser em citações breves, com indicação da fonte bibliográfica. ixeditora.com.br Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com https://ixeditora.com.br Dedico este livro à minha querida esposa, Roberta Marinho, cuja força e amor incondicional são a luz que guia meus dias. Minha companheira de vida, cuja paciência, amor e apoio constante tornam todos os meus sonhos possíveis. Este livro é, acima de tudo, uma celebração da nossa jornada juntos. E aos meus filhos, Eduardo e Leonardo, que são a minha maior inspiração e motivo de orgulho. Que vocês sempre busquem o conhecimento e valorizem o poder da saúde. Que este livro seja um legado de conhecimento e carinho, e que vocês sempre encontrem em suas jornadas a sabedoria e a beleza que a vida tem a oferecer. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com SuMário Apresentação 9 Capítulo 1 Panorama das próteses sobre implante 11 Capítulo 2 A mecânica biológica 15 Capítulo 3 Tipos de próteses sobre implantes e a estrutura que as compõe 19 Capítulo 4 Prótese sobre implante unitária 27 Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com Capítulo 5 Prótese sobre implante múltipla 57 Capítulo 6 Prótese implanto-muco-suportada (overdenture) 71 Capítulo 7 Passo a passo para a confecção de uma prótese do tipo protocolo 83 Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 9 Apresentação É com muita satisfação que realizo o sonho de escrever um livro sobre a especialidade que mais amo na Odon- tologia. Este livro nasceu da rotina diária de trabalho de reabilitações com próteses do tipo protocolo. Este é um manual, um guia específico para Técnicos em Prótese Dentária (TPD) e para os cirurgiões dentistas que trabalham com prótese sobre implante, especificamente com prótese protocolo. No decorrer de vários anos de trabalho, fui adquirindo o meu “feeling” de como fazer, de maneira correta e pre- cisa, cada etapa da confecção da prótese sobre implante, e, enquanto eu não mergulhei de cabeça no universo dos TPDs não conseguia o melhor da reabilitação para meus pacientes, o que sempre me incomodava. Percebi que, se Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 10 eu estudasse e praticasse, buscando entender cada etapa do método de construção de uma prótese sobre implante, seja ela qual fosse , meu trabalho melhoraria de maneira significante e foi isso que eu fiz. Este livro foi escrito exclusivamente para dentistas e técnicos em prótese dentária que querem entender, de maneira simples e direta, como reabilitar e confeccionar as próteses sobre implantes de maneira segura e certeira, seguindo um passo a passo. Esta publicação visa fornecer um guia abrangente para profissionais da Odontologia sobre as práticas e as técnicas do dia a dia relacionadas às próteses sobre implante. Ao longo desta obra, abordaremos desde a avaliação inicial do paciente até a manutenção a longo prazo das próteses. Não trataremos de passos, técnicas e fundamentos ci- rúrgicos. É um livro exclusivamente sobre prótese im- planto suportada desde o elemento unitário até a prótese protocolo. Caminharemos pelas mais diversas situações. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 11 capítulo 1 Panorama das próteses sobre implante As próteses sobre implante representam um avanço significativo na Odontologia, oferecendo soluções dura- douras e esteticamente agradáveis para a substituição de dentes perdidos. Nos últimos anos, a população brasileira e mundial está cada vez mais apta e interessada nesse tipo de tratamento, até pelo fato de existir muitos profissionais para esse setor da Odontologia e o custo reduzido tam- bém tem favorecidocorreta, para começar o seu trabalho. ATENÇÃO: O dentista deverá decidir se quer dentes unidos como uma ponte fixa ou dentes individualizados possibilitando, assim, ao paciente passar o fio dental entre eles, por exemplo. E por que faço esse alerta? Pois dependendo da decisão e se a prótese for parafusada na cabeça do implante, você precisará de Uclas com (individuais) ou sem (ponte fixa) hexágono. E se precisar da confecção de pôntico, a decisão é pela ponte fixa. Tendo essa informação, o técnico deverá seguir todo o processo já citado anteriormente na Fase laboratório #1/1 e entregar os copings metálicos ao dentista para executar a prova. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 66 Em caso de confecção de dentes anteriores, pode- se realizar uma montagem de dentes de estoque para prova e, posteriormente, utilizar a montagem como referência por meio da confecção de uma matriz de transferência de silicone, como visto no modelo posicionado na esquerda inferior da foto. Aproveito para ilustrar a aplicação da cerâmica na foto cedida gentilmente por Moisés Coluci Santana. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 67 Fase clínica #2/2 Mesmo processo já discutido aqui na Fase clínica #1/2 de verificação da(s) estrutura(s) metálica(s). Prova em boca sem esquecer de checar a adaptação, o volume, a direção do orifício do parafuso, a oclusão e o espaço entre superfície da estrutura e o dente antagonista. Nessa fase, dependendo da extensão dessa estrutura, o número de dentes a serem reabilitados, indicaria um registro de mordida com a resina acrílica Duralay para conferir se a montagem em articulador está correta. Caso você realize esse passo, é importante vedar os orifícios de entrada e saída de parafuso para evitar que a resina adentre essa região e dê trabalho para você remover posteriormente. Você pode vedar com teflon e com sili- cone denso também. Outro ponto de observação é isolar o dente antagonista com vaselina, por exemplo, para não ter surpresa no momento de remoção. Peça também para o paciente abrir e fechar a boca até que a resina endureça por completo e, se houver alguma distorção durante o processo, você pode sempre acrescentar um pouco a mais de resina para corrigir. Geralmente faço a manipulação de pó e líquido e acamo na estrutura metálica. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 68 Prova da estrutura metálica confeccionada pelo Laboratório. Nessa etapa é necessário realizar a tomada radiográfica periapical para verificação da adaptação dos copings ao implante/intermediário. Fase laboratorial #2/2 A aplicação de porcelana, em uma estrutura metálica, já foi amplamente descrita na Fase laboratorial #2/1, mas agora não se esqueça que são mais dentes, que a estrutura precisa ter um assentamento passivo perfeito para o den- tista não forçar na instalação e não a fraturar. Dependen- do da extensão, também recomendo não aplicar o glaze e não fazer a maquiagem, principalmente se o dentista realizou um novo registro com a resina acrílica Duralay e deu diferença significativa no reposicionamento dos modelos no articulador e houve a necessidade de realizar uma nova remontagem. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 69 Envie ao consultório o material com a cerâmica aplicada respeitando os princípios abordados na Fase laboratorial #1/2 e peça fotos, vídeos para que possa ser verificada cor, textura, oclusão, adaptação, e, se possível, você téc- nico responsável pelo caso, esteja presente nessa etapa, caso necessário. Conclua seu trabalho depois que todos os itens estiverem satisfatórios para que a peça não retorne ao laboratório depois de pronto. É importante salientar que depois que a peça está em boca por uns dias e volta para acrescentar cerâmica, por exemplo, é por causa da ausência de um ponto de contato não visto pelo dentista e que no modelo estava correto. Também é preciso fazer a descontamina- ção da peça, porém corre o risco de ela fraturar e ter que iniciar do zero a aplicação de cerâmica. Seguindo esses passos e os que já foram citados, o pro- tético pode criar uma restauração de porcelana sobre metal que é correta, durável, funcional e esteticamente harmoniosa com os dentes naturais do paciente. Fase clínica #3/2 A instalação das coroas de porcelana sobre implante é um procedimento que requer precisão e atenção aos detalhes da mesma forma que é para instalar apenas uma coroa, com algumas diferenças, é claro. Eu recomendo que o laboratório envie as coroas semiprontas como descrevi na fase laboratorial anterior, se for uma reabilitação extensa. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 70 No momento da instalação, costumo fechar os orifícios provisoriamente depois de seguir as etapas de instalação seguidas na Fase clínica #3/1. Ao fechá-los utilize o teflon e um obturador provisório para fácil remoção da peça, caso precise de algum ajuste. Seguindo esses passos, o dentista pode garantir que as coroas de porcelana sobre implantes sejam instaladas de forma precisa, propor- cionando um resultado funcional e estético satisfatório para o paciente. Não se esqueça principalmente das reco- mendações de higiene se a opção foi por ponte fixa e não dentes individualizados. Na instalação de peças metalocerâmicas extensas, há a opção de uma nova prova para verificar a oclusão e a cor, e com o propósito de registrar as mudanças necessárias a realizar, antes da instalação final. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 71 capítulo 6 Prótese implanto- muco-suportada (overdenture) As overdentures, ao contrário do que vimos até aqui, são próteses implanto-retidas muco-suportadas e são eficazes para reabilitação de pacientes edêntulos, sendo uma alter- nativa menos invasiva e menos onerosa em comparação às próteses fixas. O que vamos observar também é que neste capítulo começaremos a falar sobre resina acrílica e dentes de estoque. A overdenture é excelente opção para pacientes que usam a prótese total e se sentem insatisfei- tos, inseguros e desconfortáveis. Ela pode proporcionar maior retenção, ótima função mastigatória, estética e Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 72 conforto para o paciente. As overdentures usadas mais comumente são as que possuem como sistema de retenção a barra-clipe e o o-ring bol sendo que podemos associar os dois tipos dependendo do caso. A confecção da prótese é baseada conforme a confecção da prótese total, com algumas variações que veremos aqui nas descrições das fases clínicas e laboratoriais. Fase clínica #1/4 Nesta primeira fase clínica, o dentista precisa realizar algumas análises para entender o caso e o que é melhor para ele e para o paciente. Por que digo isso? Dependen- do da idade, força e coordenação motora, você vai optar por um sistema mais ou menos retentivo. Lembre-se: o objetivo dessa prótese é reabilitar dando conforto e segu- rança ao paciente e fazer com que ele tenha controle na remoção, na limpeza e no encaixe da prótese. Retenção e estabilidade se alcançam com apoio adequado na mucosa, assim como na prótese total e num sistema de retenção ideal por meio dos implantes, por isso o plane- jamento se faz necessário. Como a overdenture caminha com a confecção de uma prótese total, eu passarei uma visão geral aqui com as particularidades que se fazem presentes nesse tipo de reabilitação. Como citado anteriormente, as overdentures usadas mais comumente são as que possuem como sistema de retenção a barra-clipe e o o-ring bol sendo que podemos associar Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 73 os dois dependendo do caso. Durante a confecção depois de planejado o sistema de retenção,posso fazer um relato que o laboratório fará o processo que cabe a ele, podendo lhe entregar a prótese pronta e já com as peças de retenção encaixadas ou capturadas como dizemos de costume. O que isso significa? É o que vamos ver mais adiante, no final das fases de confecção. Lembrando que se a opção do sistema de retenção for barra/clipe há necessidade de ter espaço protético suficiente para a barra. Para dar início à confecção da prótese do tipo overdenture é preciso realizar a moldagem nos padrões que vimos na Fase clínica #1/2. ATENÇÃO: caso a opção seja pelo sistema de retenção com o-ring (cápsula + pilar parafusado na plataforma do implante) você não necessariamente precisa realizar a moldagem de moldeira aberta dos implantes, mas depois que a prótese estiver pronta, você precisa instalar o sis- tema de retenção na prótese direto na boca do paciente, pois, sem o modelo com os análogos de referência dos implantes, o laboratório não conseguirá fazer isso pelo dentista. Voltando à moldagem dos implantes com moldeira aber- ta realizada, o material será enviado ao laboratório para confecção da base de registro de mordida, assim como é feita na prótese total. Supondo que você como dentista já conhece as fases clínicas e por não ser esse o intuito Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 74 do livro, vou passar direto para as etapas que realmente diferem das da prótese total. Fase laboratorial #1/3 Nesta fase, como citado anteriormente, o TPD irá junta- mente com o seu cliente, dentista, confeccionar a prótese total seguindo o passo a passo de plano de orientação, montagem dos modelos em articulador e a montagem dos dentes. Sinalizo uma observação para os próximos passos: caso o sistema de retenção escolhido pelo dentista for o-ring (pi- lar de retenção + cápsula), o laboratório vai confeccionar, do começo ao fim, a prótese total, inclusive a acrilização. Prótese pronta para captura das estruturas em boca pelo dentista ou captura pelo laboratório de acordo com o planejamento do dentista. Caso a opção seja pela barra/ clipe, são necessários alguns processos até o término da prótese, assunto que veremos adiante. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 75 O Laboratório confeccionará a montagem de dentes como no processo de confecção de uma Prótese total e enviará para o dentista realizar a prova. Caso esteja adequada a montagem, como no número 1, deve-se realizar a confecção da matriz de transferência para confeccionar a estrutura sobre implante, como nos números 3 e 4. Essa matriz é que orientará a posição da estrutura sobre implante, como mostrado no número 2. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 76 Fase clínica #2/4 Se a opção foi pôr o-ring (pilar de retenção + cápsula), o dentista deve dirigir o tratamento confeccionando a próte- se total juntamente com o laboratório, respeitando todos os quesitos de como isso é feito e, ao final, ele deve fazer a instalação dos pilares selecionados no implante e das cáp- sulas para captura na prótese por ele ou pelo laboratório como já citado. Porém, se a opção foi de barra/clipe, após a prova funcional e estética dos dentes pelo dentista e o envio para o laboratório do conjunto modelo + base com dentes montado + Uclas compatíveis com os implantes instalados. O laboratório precisará encerar uma estrutura única que contenha as uclas e barra para depois então realizar todo processo de fundição. Se houver o sistema o-ring, também é necessário enviar as peças calcináveis para que seja unida (normalmente no final da barra) ao conjunto da barra e Uclas para uma única fundição. Fase laboratorial #2/3 Vimos, na fase anterior, a opção do sistema o-ring de retenção e como é feita a prótese total do início ao fim, porém se a escolha for barra/clipe, logo depois da prova de dentes pelo dentista e o reenvio da clínica para o la- boratório da prótese em fase de montagem de dentes, o técnico fará o refinamento da escultura e o enceramento para construção de uma matriz que pode ser chamada de mock up, mas eu a denomino de matriz de transferência, Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 77 pois será realizada nessa fase a transferência da posição dos dentes montados para o modelo por meio de uma ma- triz. O TPD, então, manipula o silicone denso laboratorial de sua escolha e confecciona uma muralha margeando a região vestibular dos dentes e pressionando para copiar não só a posição dos dentes, mas, também, a escultura e o enceramento simulando a gengiva. Com a matriz de transferência (muralha, mock up, como queiram chamar) pronta, o TPD vai remover do modelo a base com os dentes montados e deixará apenas o mode- lo e a muralha para construir a barra da overdenture de maneira correta no plano vertical em altura e no plano horizontal no sentido vestíbulo-lingual/palatino. Neste momento é necessário instalar as Uclas referentes aos análogos do modelo e instalar a barra e unir e encerar o conjunto para a fundição. Lembrando que, se o dentista optou por instalar o-ring também nesse conjunto de retentores, ele deve ser ence- rado também nesse momento, assim como a fundição realizada e o acabamento da barra. Quando pronta, o la- boratório deverá enviar ao consultório/clínica a estrutura metálica para a prova em boca pelo dentista. Fase clínica #3/4 Próximo passo é o dentista realizar a prova da estrutura metálica enviada pelo laboratório. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 78 Após a barra chegar do laboratório, o dentista precisa verificar no modelo se a barra está passiva realmente, livre de fendas e ausente de báscula. Analisar dentro dos componentes se não há bolhas em caso de ser um compo- nente totalmente plástico e fundido, o que não ocorre com componente com a cinta metálica. Então, tenha atenção ao componente que foi enviado para o laboratório. Para assegurar a passividade, deve-se sentir se real- mente não há obstáculos para dar aperto aos parafusos e para certificar se há a necessidade de fazer a tomada radiográfica de todos os implantes, para verificar se não há fendas, “gaps” (espaços entre a barra e o implante ou intermediário) com a conexão barra-plataforma do im- plante/pilar que estiver subgengival. E se existir desadaptações? Nesse caso, é preciso sec- cionar a estrutura na região ao lado da falha. Se for mais de um ponto, recomendo fazer um a um, sempre verifi- cando se a passividade foi alcançada e esse procedimento também é analisado por meio de raio x periapical. ATENÇÃO: diferente da barra de uma prótese fixa que você pode simplesmente seccionar, na barra de uma futura overdenture que não deu certo, é necessário seccionar o mais distante do centro para que a solda não atrapalhe a adaptação do clipe. Após o seccionamento, no caso de necessidade, o dentista deve reposicionar todos os segmentos e apertá-los. Na se- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 79 quência, ele precisa radiografar novamente os implantes e verificar se as fendas desapareceram. O próximo passo é “soldar” (unir) dentro da boca os segmentos com resina acrílica tipo Duralay vermelha. Depois de soldados, deve-se levar o material ao labo- ratório para que a solda ocorra no metal e, consequen- temente, uma nova prova seja realizada, como citado anteriormente. Se realmente houve essa necessidade de solda, talvez seja preciso realizar uma nova moldagem, novo molde e novo modelo. Fase laboratorial #3/3 Essa última fase é bem simples. Basta finalizar a prótese total. Para isso será necessário replicar o modelo de traba- lho, pois sabemos que na inclusão em mufla e acrilização de uma prótese total, o modelo de trabalho é destruído na remoção da prótese devido à prensagem da resina acrílica termopolimerizávelem áreas retentivas do modelo. Com a prótese finalizada, o protético enviará ao dentista para que ele capture as estruturas direto na boca do paciente. Mas se ele lhe pedir para fazer isso no laboratório, a sua preocupação nesse momento é de manter a prótese bem encaixada ao modelo e prender o clipe e/ou o o-ring caso haja no sistema de retenção. Se você TPD nem imagina como é realizado o sistema de captura no laboratório, a seguir eu descreverei como isso é feito em boca, a diferença é que no modelo é bem mais simples e tranquilo. Depois Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 80 de capturado o sistema barra/clipe, basta enviá-lo para a clínica e seu trabalho estará finalizado. Fase clínica #4/4 Estando a barra e componentes prontos, adaptados e a prótese total pronta, temos duas opções: 1) o laboratório realiza a captura de todo o sistema em boca e só envia para o consultório/clínica para o dentista instalar a barra parafusando-a na boca do paciente com o torque reco- mendado de 30N direto na plataforma do implante ou de 20N em pilar intermediário. 2) a captura do clipe ou clipe e o-rings se fizerem parte do conjunto barra/clipe será feita pelo dentista na clínica. Vou descrever a seguir como isso é feito no consultório, assim como no caso da escolha apenas do o-ring como sistema de retenção. Com a prótese total confeccionada, seguindo a técnica convencional, realiza-se um desgaste na sua parte inter- na, aliviando aquela região. Esse alívio estará satisfatório quando conseguir encaixar a prótese total perfeitamente, respeitando o encaixe mucogengival e oclusal com a barra e o clipe em posição. O próximo passo é manipular pó e líquido de resina acrílica em um dapping de vidro, por exemplo, com espátula 24 até que atinja a fase pegajosa e inserir na região outrora aliviada para que haja o total preenchimento e que isso possa envolver o clipe a ponto de retê-lo na prótese total, formando, assim, um único conjunto prótese/clipe. Não se esqueça de pedir para o Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 81 paciente ocluir e você verificar se a prótese está corre- tamente adaptada. A inserção da resina não pode ser na fase arenosa para não escoar a resina para a barra e depois você não conseguir remover a prótese da posição. Na se- quência, basta realizar o acabamento e o polimento com Maxicut e borrachas apropriadas para resina acrílica. Se no seu planejamento o sistema de retenção constar tam- bém o-ring fundido à barra, basta realizar a captura das cápsulas também da mesma maneira que foi realizada a captura do clipe, independente se foi um ou mais clipes. Faça também o ajuste oclusal, dê orientações de higiene e instale a prótese total, agora chamada de prótese over- denture. E se a sua escolha foi pelo sistema de retenção somente com o-ring nas cápsulas? A diferença no processo é que não haverá barra e, sim, pilares de o-ring (macho) para- fusados na plataforma dos implantes e cápsula (fêmea). O processo de captura é o mesmo realizado pelo sistema de barra/clipe. Basta seguir o caminho descrito anterior- mente. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 82 O Dentista precisa avaliar a adaptação da estrutura, como nos números 1 e 2, antes de concluir a instalação. E no momento de instalar, verificar o encaixe preciso dos componentes de retenção utilizados, como nos números 3 e 4. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 83 capítulo 7 Passo a passo para a confecção de uma prótese do tipo protocolo Fase clínica #1/4 Por longo tempo, estudei os materiais usados na mol- dagem e os seus comportamentos e como realizar uma moldagem perfeita e ter o molde preciso que reprodu- zisse todos os detalhes da boca que eu precisava, além da posição tridimensional correta dos implantes a serem moldados. Estudei e testei algumas resinas desde resinas Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 84 acrílicas convencionais, passando pelas resinas pattern e concluindo que a resina acrílica do tipo Duralay realmente é a melhor opção, aplicando com um pincel através da téc- nica de nealon ou com uma espátula similar àquela usada para aplicação de resina composta. Além disso pode ser usado também uma resina composta fotopolimerizável e também a resina bisacrílica, o que importa é o dentista dominar a técnica e o material de escolha para que a união seja realizada de maneira adequada. Em relação a todo processo de construção da prótese protocolo, vou contar o que uso, como eu faço, o que funciona e o que não funciona. O que é importante é respeitar as fases de polimerização e contração da resina e, na minha humilde opinião, o modo de fazer essa aplicação dependerá exclusivamente do modo como você domina a resina e não desperdiça material. No momento de unir na boca os transferentes (componentes protéticos compostos pelo corpo e pelo parafuso de transferência), sempre unir de 2 em 2 trans- ferentes, optando por começar pelas extremidades e indo passo a passo, até a completa união, também chamada de ferulização ou esplintagem. Sempre faço e recomendo, depois de tudo unido, sec- cionar a ligação entre os transferentes do centro e voltar a uni-los novamente principalmente se for extenso na região da maxila. Baseado nisso, eu uso para moldagem o silicone de adição denso e o fluido regular, porque o light escoa muito e se Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 85 espalha facilmente para as bordas do molde e garganta do paciente. Esse material regular eu aplico coma pistola específica para o refil adequado e no mercado temos al- gumas marcas diferentes com esse material. A moldeira precisa ser aberta e uma dica é não apertar demais os parafusos dos transferentes para não gerar dificuldades na remoção da moldeira na boca do pacien- te. Após moldagem adequada e obtenção do molde, re- comenda-se lavar bem e executar a desinfecção para aí, sim, enviar ao laboratório. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 86 Os números de 1 a 6 são exatamente as etapas descritas na moldagem para reabilitação em prótese do tipo protocolo. ATENÇÃO: Se você seguiu todas essas etapas atentamente, deverá ter um molde limpo e preciso da arcada do paciente. Você foi tão cuidadoso que não há necessidade de verificar novamente, certo? Infelizmente, o que às vezes acontece é que a seu Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 87 molde não é tão preciso quanto você gostaria. Talvez um transferente tenha se movido ligeiramente ou um de seus componentes não tenha sido totalmente apertado. Isso resultará em um ajuste não passivo de qualquer estrutura futura que seja fabricada. Fase laboratorial #1/4 Nessa fase o laboratório entra em ação na confecção da prótese. Muito do que acontece aqui está citada na fase laboratorial #1/1. É muito importante executar a desin- fecção do molde, pois há alguns profissionais que não a fazem, nem lavam o molde, por isso, aconselho a trabalhar adotando esse procedimento como padrão. O primeiro passo é verificar a união, esplintagem ou ferulização. Nessa etapa precisamos constatar que os transferentes estão unidos de maneira adequada sem mobilidade. Como a terminologia diz, é uma união que deve estar rigorosamente unida. Um segundo fator para observar é o tipo de transferente que está em nosso molde e isso vai significar qual tipo de implante que o dentista usou no processo cirúrgico e quais componentes você precisará para a construção da prótese protocolo em questão. Hoje ainda vejo que a maioria dos implantes instalados no Brasil é o Hexágono Externo (HE). Para maior clareza, o implante HE significa que a plataforma do implante Licenciado para - F ernandoH olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 88 onde o componente protético encaixa fica externamente ao tecido ósseo. Dependendo do planejamento, você vai inserir um componente diretamente na plataforma do implante ou um componente direto em outro componente, que, por vezes, é denominado intermediário. Essa decisão é tomada mediante planejamento em conjunto com o cirurgião dentista. Em algumas situações, o parafuso de transferência já vem com o componente chamado análogo (peça que de- sempenha função similar ao implante quando dentro do modelo de gesso), nos indicando a posição tridimensional exata do implante instalado na boca, mas posicionado no modelo de gesso. Caso não esteja já rosqueado, você precisa verificar se realmente o análogo está adaptado corretamente. Na ca- beça do parafuso do transferente e na cabeça de todos os parafusos dos componentes protéticos, existe um encaixe para a chave específica. Nessa cabeça nós temos um lugar para colocar uma chave e rosquear, é o que é feito no consultório na boca do paciente. Temos vários tipos de chaves, porém, citarei dois tipos mais usados: a quadrada e a hexagonal. Enfim, por que eu estou informando você sobre isso? Porque durante a confecção da nossa prótese protocolo nós vamos usar as duas chaves. Geralmente, no nosso Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 89 molde, nós usamos a hexagonal para todos. Todos os parafusos de transferência são com a cabeça hexagonal. Também é necessário receber no consultório os compo- nentes chamados de análogos. Existem vários desenhos de análogos e sendo da mesma plataforma da cabeça do implante, é o suficiente. Como mencionei, existem várias conformações de aná- logo com desenhos diferentes. Depende da marca, da empresa, mas o que importa é o envio adequado desses componentes pelo dentista. Por que pelo dentista? A res- posta natural é que o cirurgião quem instalou os implantes sabe, tem as informações necessárias, ou o protético que vai confeccionar a prótese, ou pelo menos deve saber, pois isso não é função do TPD. Em resumo, o dentista sabe qual tipo de implante colo- cou na boca de seu paciente. Ele conhece se tem algum componente intermediário ou não e vai mandar para você todos os componentes necessários. Você pode receber esses componentes soltos ou já parafusados aos transferentes na moldeira. Caso ocorra a primeira opção, você precisa encaixá-los com toda calma e precisão para que não fique nenhuma fresta, nenhum “gap”, fenda, entre o análogo e o transfe- rente, porque isso irá refletir depois em seu trabalho. No caso da segunda opção, será necessário fazer a verificação do encaixe exato desses componentes, independentemente do tipo de análogo a ser usado. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 90 Dessa forma, com nosso molde verificado, a estabili- dade da união dos transferentes, a instalação e a adapta- ção dos análogos, está na hora do próximo passo que é a confecção de nosso modelo propriamente dito. Primeiro nós precisamos ter uma gengiva artificial na região dos implantes que fará parte de nosso modelo e para que isso aconteça, existem algumas formas diferentes de executar e vou compartilhar com você o que faço, pois além de dar muito certo, economiza trabalho em relação à agilidade e à reprodução ideal dos detalhes que eu preciso. Uma maneira de você fazer esse preenchimento é usando o material para gengiva artificial específico. Contudo, em minha opinião particular, essa opção deixa o custo-be- nefício elevado, porque será necessário ter uma pistola injetora, o refil de seu material específico e as pontas misturadoras que também são específicas. Uma opção mais barata e que funciona muito bem é você ter uma placa de vidro, uma espátula 24 ou 36 e um silicone de condensação com base e catalisador em sua consistência regular, não muito fluido. Modo de preparo: você irá misturar o material necessário e aplicá-lo com a mesma espátula na região onde estão o transferente e o análogo. ALERTA! Não esqueça de passar vaselina no seu molde antes, pois caso se você esquecer, o silicone de gengiva vai aderir ao silicone do molde e não soltará sem prejudicar seu trabalho, as vezes rasgando esse molde ou a própria gengiva artificial. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 91 Dando continuidade à nossa linha de raciocínio e ao modo de operação, a diferença dessa última técnica que vou descrever está no uso de uma seringa injetora de elas- tômero adquirida em qualquer dental física ou virtual. Manipulo o silicone de condensação e o coloco, com a espátula ou com o dispositivo que vem com o kit, dentro da seringa, de modo minucioso, vou empurrando o êmbolo e injetando o silicone na região adequada. ALERTA! Você deve prestar atenção no domínio da técnica que vai utilizar, porque, caso contrário, poderá perder o material. Uma dica é colocar menos catalisador no momento de manipular o produto. Com a gengiva já no molde, faço uso de um cabo de bisturi com uma lâmina 15 ou 15c e retiro as rebarbas, deixando o silicone mais adaptado e recortado possível, pois, depois que estiver com o gesso e precisar retirar do modelo, esse silicone não se rasgará. Agora literalmente vamos construir nosso modelo de gesso. Assim como na aplicação da gengiva artificial, vou pas- sar alguns caminhos que você pode seguir dependendo de seu tempo, sua disposição de material e a maneira que melhor será para você trabalhar. Uma opção é vazar o gesso direto no molde, mas parti- cularmente não gosto dessa forma. E por que se esta é a maneira mais fácil e rápida? Porque depois há a necessi- dade de recortar o modelo e, se o molde não tiver profun- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 92 didade, esse modelo ficará muito fino, frágil e suscetível a fraturas e quebras. Outra maneira é passar uma fita adesiva, tipo crepe, em volta de todo nosso molde, criando uma barreira para suportar o gesso. Além da fita crepe, outra opção é a cera tipo 7 ou 9 para construir essa barreira. Independente da maneira como construiu o caixote (barreira/muralha), você precisa vedar bem com cera para não haver vazamento do gesso no momento da inserção do material. Partindo do pressuposto que está tudo correto, vamos manipular nosso gesso. Sugiro que compre gesso de zero expansão, de qualidade, pois, caso ele não seja adequado, o problema será observado apenas na instalação da prótese protocolo pelo dentista ou na prova da barra, a qual você confeccionou. Se o modelo estiver maior que as estruturas da boca, a diferença será notada apenas na instalação. Então vamos lá! Manipule o gesso conforme o manual do fabricante com líquido e pó na medida exata, senão não haveria necessidade de existir a bula. Após a espatu- lação do gesso, vaze no molde com auxílio de um vibrador para eliminar as bolhas e reproduzir todos os detalhes desse molde. Depois que vazou o gesso no molde e tomou presa, é hora de separar o modelo do molde e, para isso, verifique se não entrou material na cabeça dos parafusos para não atrapalhar a entrada da chave hexagonal. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 93 Remova os parafusos dos transferentes e você terá seu modelo pronto para trabalhar. É só fazer o recorte do modelo em um recortador de gesso. Caso o dentista execute um registro de mordida no consultório e o envie ao laboratório, junto com o modelo antagonista, já é possível articular diretamente, sempre respeitando, no caso do superior, o paralelismo do registro com o plano de camper (é uma linha imaginária que vai da borda inferior da asa do nariz a algum ponto definido do trágus, na orelha, geralmente a ponta dele). Se o dentista não fez esse registro e envie somente a moldeira com o molde, é preciso então confeccionarum plano de cera, rolete de cera, um plano de orientação para que o ele registre as linhas de referência tais como dimensão vertical de oclusão, linha média e altura labial do sorriso do paciente. O que você precisará confeccionar a mais? Uma base de prova aparafusada no modelo juntamente com o rolete de cera. Atenção! A base de resina acrílica e os componentes provisórios (de latão ou outro tipo de metal) o dentista precisa fornecer para que ele possa fazer esses registros citados anteriormente. Você pode ou não ocupar todos os implantes no ato da confecção da base. O que precisa necessariamente é ter pelo menos um componente do lado direito e um do lado esquerdo. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 94 A Base de prova precisa conter as uclas de metal provisórias, para dar estabilidade e retenção ao provar na boca. Os orifícios de entrada e saída dos parafusos devem estar livres de cera e acessíveis ao dentista, como na foto acima. Qual componente usar? Vai depender de qual implante está instalado na boca do paciente. Uma dica que posso dar é sempre usar componentes provisórios. E por quê? Por ser usado por um curto período como o próprio nome já diz, e isso entenda como algo que pode ser utilizado nova- mente, respeitado as questões de biossegurança da peça. Mas vou além: a resina acrílica da base vai incorporar e se aderir com maior facilidade aos componentes ditos Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 95 como provisórios, pois eles são metálicos e com áreas de retenção, o que dá um embricamento mecânico (meio de dois corpos se unirem por meio do desenho anatômico de pelo menos um deles) favorável. Outra vantagem dos componentes metálicos é justamente a possibilidade de o dentista confirmar a adaptação nos implantes, principalmente se eles estão todos devidamen- te colocados, preenchidos. E como se faz isso? Por meio da análise do raio x periapical no consultório. Isso não é possível, por exemplo, com os componentes plásticos, chamado de calcináveis. Com a base de prova e o plano de cera prontos no con- sultório do dentista, faço mais uma observação, tanto para os dentistas quanto para os técnicos: se você é TPD, oriente seu cliente, principalmente, se vocês moram em uma região de clima quente. Peça que ele use, por exemplo, um silicone de condensação denso ou fluido no momento do registro, ou que uma pasta a base de zinco e eugenol, para que, no transporte, não derreta a cera e você perca a referência da mordida. Fase clínica #2/4 Nós acompanhamos aqui como se realiza a confecção do modelo de gesso e também da base de prova e do rolete de cera. Algumas descarta-se mais da metade da cera e isso tem uma explicação. Ao contrário da fase de registro de uma prótese total, na qual se pode aquecer a cera fora da boca e, imediatamente, reposicioná-la no rebordo, a Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 96 base do protocolo é parafusada, e, por mais que se faça um rolete de cera, com cera mais maleável, os pacientes, devido à idade avançada, já não têm força suficiente para morder até a região indicada pelo dentista a fim de de- sempenhar um excelente registro de mordida. Por isso, acaba não sendo possível o procedimento de remover da boca, aquecer a cera, parafusar, tudo para que o paciente possa morder de forma adequada. ATENÇÃO: Nos registros oclusais de dimensão vertical de oclusão e também o registro de relação cêntrica, o laboratório deverá fornecer base de prova, seja ela para- fusada ou não com aros de cera na base de resina acrílica como já vimos aqui. Conectar a base a dois pilares ou dois implantes, dependendo do sistema que você escolheu, é fundamental para estabilizar o plano na boca do paciente, tornando as suas marcações mais fáceis e os seus registos mais precisos. Sempre que possível, evite fixar as bordas de cera num pilar temporário localizado na zona estética anterior. Isso tornará mais difícil a disposição dos dentes ao redor da Ucla da estrutura metálica, podendo esses dentes soltarem, quebrar e lhe dar dor de cabeça com o paciente. Então, o que particularmente eu faço? Uso a base pa- rafusada e o silicone denso para fazer tal registro. Após parafusada a base e condicionado o paciente na posição desejada de registro, faço a manipulação do material, posiciono em cima do rolete de cera remanescente e levo Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 97 a mandíbula do paciente em posição aguardando o endu- recimento do material. Em seguida, remove-se a base de prova, lava-se bem, desinfeta para que, então, seja enviado ao laboratório para montagem em articulador. É muito importante manter o registro bem estável para executar a montagem no articulador de maneira correta. Dependendo de seu domínio na técnica e por tudo que foi descrito, você pode usar o silicone para registro, como demonstrado na foto com a Prótese total de antagonista, ou usar a pasta zinco enólica como demosntrado na imagem Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 98 em que o antagonista é o modelo de gesso. Nunca esqueça de, no momento do registro das dimensões horizontais e verticais, estar com a base de prova para parafusar aos implantes (pedir ao laboratório), te fornecendo assim estabilidade e retenção. Fase laboratorial #2/4 Após o registro é hora de montar em articulador os seus modelos. O modelo superior – independente se é um modelo den- tado (que servirá de antagonista) ou desdentado (onde será confeccionada a prótese), e se o dentista não usou arco facial para transferir as medidas condilares do paciente para o articulador isso deve ser feito, então, por meio do posicionamento do modelo superior usando uma mesa ou um plano de camper para que haja uma referência e montagem do superior. Para tal procedimento há necessidade de saber se o pa- ciente é classe I (dentes superiores à frente dos inferiores ocluindo idealmente), classe II (dentes superiores bem avançados em relação aos inferiores) ou classe III (den- tes inferiores avançados para frente com os superiores para traz). Isso porque existem, na mesa de camper, as marcações das classes de oclusão e da linha média para que possa ser posicionado o modelo de tal forma a ficar o mais próximo possível do real. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 99 Então, para transferir o posicionamento da maxila em uma visão tridimensional, o articulador deve se posicio- nado dessa maneira: Abre se o pino incisal até a medida ideal, deixando-o em zero e nas marcações inferiormente tocando na mesa in- cisal. Você precisará de uma peça chamada de “bolacha”, na qual o gesso vai se adaptar para prender o modelo. Com o pino ajustado e a bolacha posicionada, deve-se prender a mesa de camper na região inferior do articulador e po- sicionar o modelo com o plano de cera na base de prova na mesa de camper, conforme explicação da classe de oclusão do paciente. Então, prepara-se o gesso. ALERTA! Existem gessos específicos para o articulador, também com alteração zero, os que são mais corretos para serem utilizados. Deve-se espatular o gesso e vertê-lo no modelo. A bo- lacha já deve estar posicionada e fecha-se o articulador. É importante estabilizar a posição com elásticos resis- tentes, ou colocando um peso em cima, evitando, assim, a expansão do gesso pelo menos no plano vertical. Após a espera do tempo de presa do gesso recomendado pelo fabricante, você pode retirar o peso ou o elástico posicionado anteriormente, para a montagem do modelo inferior no articulador. Lembra-se da menção sobre o dentista registrar o rolete de cera com um silicone ou uma pasta de zinco e eugenol? Nesse momento, a informação servirá para que você Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304- P rotegido por E duzz.com 100 possa articular muito bem e de maneira fiel o seu modelo antagonista, ou seja, o inferior. É necessário estabilizar o modelo inferior posicionado sobre o superior, remover a mesa de modelo. Feito isso, há necessidade também de se usar um elástico ou peso a fim de evitar a expansão do gesso, da mesma forma como foi realizado com o superior. Depois dos modelos superiores e inferiores estarem ar- ticulados de forma correta e presos pelas bolachas e gesso no articulador, chegou o momento de iniciarmos a mon- tagem de dentes. E hoje no mercado temos muitas opções. Fase laboratorial #3/4 A decisão sobre qual o conjunto correto de dentes an- teriores e posteriores usar, de qual modelo e como usar muitas vezes é feita na prática odontológica. Para uma integração ideal das próteses na boca do paciente, faz sentido uma configuração individual adequada à idade. Juntos (paciente, dentista, técnico em prótese dentária) selecionamos o conjunto de dentes desejado, na cor ideal com base nos critérios conhecidos (fotos antigas, espaço disponível, vontade do paciente, cor de pele, etc.). Os dentes pré-fabricados que existem no mercado impres- sionam pela cor e forma dos dentes realistas. A “camada” dos dentes pré-fabricados assemelha-se ao dente natural, o que permite resultados muito estéticos e funcionais de uma forma relativamente simples. Graças ao composto Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 101 PMMA de alta qualidade, alta resistência à abrasão e, portanto, é garantida uma longa vida útil. Seleção dos dentes artificiais (dentes de estoque) A seleção dos dentes artificiais é considerada um dos passos mais importantes na confecção de uma prótese protocolo. Isso tem razão de ser, não só pela seleção dos dentes em si, mas por ser elemento intimamente ligado ao fator psicológico do paciente. Para o paciente, pouco importa se o implante está instalado corretamente, torto, com ou sem intermediário. Na verdade, ele espera apenas pelo dente e o modo que ele imaginou que vai ficar e o que ele vai poder voltar a comer, aquilo que ele mais gosta e ficou privado por um bom tempo. Resumindo, o paciente quer estética e função. Os dentes artificiais devem cumprir com os requisitos estéticos e funcionais referentes a cada paciente e devem se aproximar o quanto mais possível dos dentes naturais. A seguir são apresentadas algumas informações que de- vem ser consideradas no momento de escolha dos dentes: 1) Cúspides: não devem ser muito altas principalmente dependendo da idade. Afinal os dentes de pessoas mais velhas normalmente apresentam cúspides menores, desgastadas. 2) Faces oclusais: devem estar desenhadas de tal forma que permitam a trituração dos alimentos. 3) Dentes posteriores: devem permitir facilmente o balanceio, assim como orientar as forças de masti- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 102 gação que incidem sobre a área de suporte principal do rebordo alveolar. 4) Estética: uma prótese estética é aquela que não se destoa das características faciais do paciente e que se harmoniza com os fatores estéticos da face. Segundo Saizar: “Trabalho em prótese é aquele que não se reconhece”. De acordo com Young: “A prótese deve expressar uma beleza dentofacial dinâmica, permi- tindo a harmonia das funções, a aparência natural dos movimentos dos lábios e dos músculos faciais, a correta coordenação dos movimentos mandibulares e a perfeita articulação dos sons, sem ferir a estética ao rir e ao falar, ou na manifestação mímica emocional”. A seleção dos dentes não é um procedimento mecâ- nico. Fórmulas, valores percentuais e medidas servem como ponto de partida, mas não substituem um juízo artístico adequado. Conceito atual para seleção dos dentes artificiais Para que haja harmonia dos dentes com a fisionomia dos pacientes, são necessárias as avaliações do seu tamanho, da sua cor, da sua forma e da sua posição com relação aos demais tecidos. Dois de cada um desses quatro pontos podem variar independentemente do outro. A forma, o tamanho e a cor precisam ser estabelecidos a priori. Deve- se procurar selecionar os dentes artificiais de tal modo que, quando colocados na boca, não chamem a atenção (nem grandes, nem pequenos, nem claros ou escuros). Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 103 Para isso, você pode se embasar na carta molde dos dentes selecionados pelo dentista e TPD. Qualquer eleição deve ser considerada como seleção preliminar até que os dentes estejam dispostos sobre as bases de prova e possam ser avaliados criticamente na boca do paciente. Dessa forma, é que se pode chegar à seleção definitiva. Seleção da forma dos dentes anteriores Para a seleção da forma dos dentes, consideramos, atual- mente, a forma do rosto do paciente (Lei da Harmonia de Williams): “Num indivíduo deve existir a concordância entre a forma do rosto e do dente para se completarem os traços fisionômicos harmônicos”. As formas dos inci- sivos centrais podem ser agrupadas em 3 formas princi- pais: triangular, quadrada e arredondada, assim como a do rosto. Williams notou que havia correlação entre um e outro e quando isso acontecia, a correlação completava a har- monia dos traços fisionômicos do indivíduo. Os pacientes com face quadrada têm seus lados (do arco zigomático ao ângulo da mandíbula) mais ou menos paralelos, ângulos maxilares marcados, mento proeminente. Os de forma triangular são de faces laterais convergentes. As linhas e os planos das bochechas e da borda do maxilar são retos e côncavos. Os arredondados apresentam as superfícies da face arredondadas e as linhas são segmentos de cír- culos, contrariamente ao que se sucede com os outros Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 104 tipos em que os pontos laterais mais proeminentes são os arcos zigomáticos. Além disso, pode-se, quando necessário, associar a for- ma do rosto com a forma do arco e dos dentes. A primeira observação natural a aplicar a cada caso, sempre que possível, é a dos próprios dentes do paciente por meio de fotografias do paciente em época dentada. Em situações em que o paciente já utiliza uma prótese e os dentes ainda apresentem formato possível de ser identificado, deve-se considerar a reprodução destes, se o paciente se mostrar satisfeito. Por último, quando não existem pontos de referência, a eleição das formas dentárias pode conver- ter-se em verdadeiro ato de criação, numa busca de uma máxima aproximação. Em relação ao tamanho do dente, este deve ser proporcio- nal ao tamanho da face e da cabeça. O tamanho dos dentes artificiais é medido segundo 3 dimensões: altura, largura e espessura, e todas essas referências você encontra na carta molde de cada empresa. Do ponto de vista estético, a espessura conta pouco e as medidas fundamentais são a largura e a altura. Fazemos a seleção, levando em conside- ração a altura e largura dos 6 dentes anteriores superiores e, na carta molde, você terá a numeração correspondente com os posteriores superiores e os anteriores e posteriores inferiores, ou seja, basta escolher, de maneira criteriosa, os anteriores superiores que automaticamente você já terá os restantes dos dentes selecionados. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 105 ALERTA! Quando se produzem anomalias por apinha- mentos dos dentes, as quais se devem à falta de tamanho dos maxilares, os dentes aparecem proporcionalmente mais largos que o arco. E, pelo contrário, quando exis- tem diastemas ou em certos alinhamentos em que pré- molares e molares se abrem muito para vestibular, os dentes parecem proporcionalmente pequenos. Sempre existirá um efeito desagradável dos dentes pequenos em uma boca grande, seja qual for o tamanho da face. Não devemos selecionar o tamanho dos dentes anteriorespelo tamanho dos modelos. Os dentes selecionados, de acordo com esse procedimen- to, serão demasiadamente pequenos devido à reabsorção dos rebordos residuais, à posição que a barra da prótese protocolo será posicionada, por isso é muito importante fazer um registro de mordida adequado. Como selecionar a cor? Devemos levar em consideração basicamente a idade, a cor e o sexo do paciente. Quanto mais velho o paciente, mais escuro. Para o homem, devemos selecionar tons mais escuros. Essa escolha é feita por meio de uma escala de cor própria de cada fabricante. Porém, independente do sexo, raça e idade, a maioria quer dentes mais claros. Cuidados que o profissional deve ter no ato da seleção da cor: 1) sempre que possível, ver a escala com a luz na- tural indireta; 2) evitar a interferência da luz direta ou refletida; 3) desviar-se da possível interferência da cor dos objetos que estiverem próximos no momento. É preferí- vel uma sala pintada com cores mais suaves; 4) colocar 2 Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 106 ou 3 cores sobre a pele do paciente e observá-los a uma distância de aproximadamente 50cm. A cor que primeiro desaparecer na visão é geralmente a apropriada para esse paciente; 5) quando não for possível fazer a seleção à luz diurna, buscar a luz artificial que mais se aproxime desta; 6) umedecer os dentes da escala no ato da comparação; 7) não ficar olhando muito tempo sobre a cor. Não fixar o olhar por mais de 5 a 10 segundos e deixar descansar a vista. Com a escala de cor de dentes em mãos, colocá-la perto da face do paciente e confrontar a cor da pele com os dentes. É importante fazer comparações sempre que possível com os dentes antagonistas: se for de cor deseja- da, é mais fácil a escolha. Outro ponto a não esquecer é a comparação em relação aos dentes que o paciente possa já usar em sua prótese atual. Procedimento para montagem dos dentes Os dentes anteriores são montados em cera de acordo com aspectos estéticos, funcionais e anatômicos. Começando pelos dentes 11 e 21. Se você já é acostumado com a mon- tagem de dentes e consegue fazer de maneira adequada pode continuar atuando da sua maneira mas aqui vou descrever a maneira como eu costumo montar: primeiro o 11 e 21 e depois 22, 23, 12 e 13 para, em seguida, montar os posteriores. A posição das superfícies mesiais dos incisivos centrais correspondem à linha média marcada e as pontas dos caninos à linha correspondente na base do modelo. Já o Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 107 dente lateral precisa ficar um pouco acima do nível dos centrais e do canino. O comprimento foi definido pelo registro feito no con- sultório dentário por meio da linha de fechamento labial. Os dentes inferiores foram montados simetricamente à fileira de dentes da frente no maxilar superior. Teve-se o cuidado de garantir que houvesse um degrau vertical (overjet) e uma sobremordida (overbite) de aproximada- mente dois milímetros. Na montagem, devem ser observados muitos critérios que são suficientemente conhecidos do técnico em prótese dentária, por exemplo, que a borda incisal dos dentes an- teriores superiores deve ser aproximadamente paralela à base do nariz ou a inclinação dos eixos dos dentes incisivos laterais deve ser alinhada ligeira e distalmente. Em últi- ma análise, as condições funcionais precisam ser levadas em consideração no caso quando a prótese protocolo for monomaxilar, ou seja, se o paciente for dentado total ou parcial na arcada antagonista em questão. Os dentes posteriores são montados com base nas regras das próteses totais. Mais uma vez, nos beneficiamos do conceito bem pensado do conjunto de dentes, porque os dentes permitem fácil instalação na oclusão de dois a dois dentes ou bateria direita posterior, bateria esquerda posterior, ou também da maneira mais ideal e que você domina para seu trabalho bem desempenhado. O design multifuncional da superfície oclusal desses dentes oferece uma ampla gama de aplicações possíveis. Os dentes, en- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 108 tão, são montados de acordo com as marcações feitas no modelo. Com as próteses enceradas e feita a ceroplastia adequada é realizada uma prova na boca do paciente. As papilas interdentais sempre são preenchidas com cera e depois modeladas de acordo com a idade e a limpeza. As papilas convexas são tão importantes para uma aparência natural quanto recessões embutidas ou uma montagem em desarmonia intencional. Trago a seguir para você o protocolo da Faculdade de Odontologia de Araçatuba-Unesp, caso você não tenha ain- da um padrão definido de montagem de dentes artificiais. Os dentes anteriores assumem uma importância muito grande no que se refere à estética, à fonética, e à parte me- cânica (oclusão). Nessas condições, para uma montagem adequada, alguns princípios básicos deverão ser levados em consideração: • Linha mediana: corresponde ao plano sagital do paciente e ela é demarcada no plano de cera no mo- mento do registro dos dentes com a base aparafusa- da na boca do paciente. • Suporte para os lábios: para que o suporte para os lábios seja satisfatório, os dentes artificiais devem ser montados “exatamente” nos locais que eram ocupados pelos dentes naturais. Ponto importante que deve ser considerado é que o suporte para o lábio é dado não pelo bordo incisal, mas pela parte média da face vestibular do dente. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 109 A papila incisiva é uma referência bastante significativa para a montagem do incisivo central superior. Quando os dentes naturais anteriores superiores estão presentes, a papila incisiva é localizada ligeiramente atrás deles. Após as extrações dos dentes anteriores, em consequência do processo de reabsorção óssea, (e na Prótese protocolo ela pode ser uma referência) a papila incisiva passa a ocupar uma posição sobre o rebordo, evidenciando, dessa ma- neira, maior reabsorção da parte vestibular do alvéolo dental. Desde que a reabsorção não tenha sido muito grande, ela passa a ser referência para o posicionamento dos incisivos centrais. ALERTA! Esse conceito vai depender do posicionamento da barra protocolo também. Como são definidas as posi- ções, os alinhamentos e a disposição dos dentes artificiais? Segundo Saizar, é possível distinguir, sob a denominação genérica de alinhamento, três elementos que definem a situação dos dentes ao formarem o arco; elementos que podem variar independentemente uns dos outros e que são chamados de: Posição: é a situação do conjunto de órgãos dentais no espaço, em relação a lábios, nariz, comissuras e dentes antagonistas, ou seja, é onde se encontram os dentes em relação a essas estruturas citadas anteriormente. Assim, cada dente tem seu lugar reservado. Alinhamento: refere-se à forma do arco dental que se obtém após a montagem dos dentes. Ao dispor os den- tes, observar o alinhamento, que deve acompanhar a Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 110 forma do rebordo alveolar juntamente com o formato da barra protocolo. Disposição: refere-se à situação individual de cada dente na arcada. No estudo da disposição dos dentes, devemos analisar inicialmente a questão da sequência de colocação dos dentes para depois estudarmos o modo de disposição. Se o dente estará mais alto ou mais baixo, com uma situação de giroversão etc. Existem várias maneiras de iniciarmos a montagem dos dentes artificiais de uma prótese protocolo. Alguns autores recomendam a montagem dos dentes do hemiarco superior e depois do hemiarco inferior do lado correspondente, caso o paciente necessite de prótese protocolo bimaxilar. Outros autores recomendam inicialmente a montagem dos seis dentes superiores e inferiores, estabelecendo o trespasse horizontal evertical para o caso. Após a prova, na boca do paciente, completa-se a montagem dos dentes posteriores. A técnica a ser descrita aqui, para a montagem dos dentes anteriores superiores, proporciona um arran- jo padronizado para as próteses. Confesso que algumas vezes uso desse artifício para facilitar a minha montagem de maneira mais acertada, mas sei que isso é muito es- tranho e desconhecido para os dentistas, que poderiam demonstrar certa relutância em assimilar essa escolha. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 111 Montagem dos dentes anteriores superiores Incisivo central superior Retira-se do plano superior uma porção de cera corres- pondente ao tamanho do incisivo central superior, ten- do-se como referência a linha mediana inscrita marcada pelo dentista. Plastifica-se a cera no espaço deixado e fixa-se o dente, de tal modo que a sua face mesial tangencie a linha mediana. Caso precise desgastar dentes para que haja o encaixe na base, opte primeiro para o desgaste da base. Incisivo lateral superior Retira-se do plano superior uma porção de cera corres- pondente ao tamanho do dente, tendo-se como referência a face distal do incisivo central superior. Plastifica-se a cera no espaço deixado e fixa-se o dente. O incisivo lateral será colocado de modo a ficar com: • colo ligeiramente mais deprimido que o central (mais para dentro); • bordo incisal ligeiramente mais elevado que o cen- tral (não toca o plano); • longo eixo ligeiramente inclinado para mesial. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 112 Canino Retira-se do plano superior uma região para encaixar o dente. Plastifica-se a cera no espaço deixado e fixa-se o dente. O canino será colocado de modo a ficar com: • vértice da cúspide deverá situar-se ao nível do plano de orientação inferior mesial (tocando-o ou ligeiramente abaixo); • visto pela face vestibular, seu longo eixo deverá es- tar ligeiramente inclinado para mesial • visto pela face mesial, o seu longo eixo deverá estar ligeiramente inclinado para a região palatina de tal forma que a porção cervical apareça mais volumo- sa. Isso caracteriza a bossa canina; • olhando-se a prótese pela frente, somente será visí- vel a metade mesial de sua face vestibular. Montagem de dentes posteriores superiores Tal como os dentes anteriores superiores, para a montagem dos dentes posteriores superiores há necessida- de de referências para que os dentes possam ser montados no plano de cera convenientemente, para executarem seu trabalho funcionalmente. Assim, dois fatores devem ser considerados: a linha principal do esforço mastigatório e a curva de compensação. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 113 Porém, ao contrário da prótese total, temos dois fatores que interferem diretamente nesses itens. O primeiro é que os dentes não ficam apoiados no rebordo e, sim, na barra metálica da próteses protocolo; e o segundo fator é que muitas vezes o antagonista está tão torto e extremamente fora de oclusão pela falta de extrações para reabilitar o superior, que tudo que a literatura descreve em relação a uma prótese total e que se empregaria nesse caso da prótese protocolo, vai por água abaixo. Nesse caso, é preciso ter o feeling do protético juntamente com o dentista, informando ao paciente o que é correto ser feito. Então, esqueça essas referências em prótese protocolo e foque na possibilidade de melhorar a oclusão do paciente enquanto você tem esse domínio, capacidade e responsabilidade. Agora, se for possível, você pode controlar a montagem do começo ao fim, da melhor maneira possível. Aqui vão algumas ferramentas para isso: Curva de compensação Como o plano de orientação superior foi construído paralelo ao plano protético, quando o paciente executa o movimento de protrusão, os planos perdem contato na região posterior, formando um espaço entre os planos que é chamado de “Fenômeno de Christensen”. Isso ocorre em virtude da inclinação da cavidade articular no sentido de trás para a frente e de cima para baixo. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 114 Na construção das próteses totais sobre mucosa ou nas protocolos sobre implante, devemos sempre evitar que haja formação desse espaço, pois, se isso ocorrer, as pró- teses protocolos podem perder a eficiência mastigatória e o paciente não conseguir usá-las. Por esse motivo, de- vemos utilizar um artifício que compense este espaço formado. Para tal, os dentes deverão ser dispostos em uma curva no sentido anteroposterior, chamada de “curva de compensação”. O mesmo fenômeno acontece durante os movimentos de lateralidade. Em virtude da inclinação da cavidade articular no sentido lateral (de cima para baixo e de fora para dentro), os planos perdem contato entre si. Assim sendo, não há possibilidade de se conseguir estabilidade e eficiência mastigatória. Por esse motivo, os dentes são dis- postos de maneira tal a compensar esse espaço com o fim de prover uma articulação bilateral balanceada (inferiores tocam-se, ocorrendo o mesmo com a palatina superior e a lingual inferior. Na posição de balanceio, a cúspide palatina superior deverá tocar a vestibular inferior). Na posição de protrusão, as cúspides vestibulares e lin- guais dos dentes inferiores tocam as cúspides vestibulares e linguais dos dentes superiores ao mesmo tempo, porém mais à frente. Pré-molares superiores Os pré-molares são colocados de modo a ficarem com: • seu longo eixo na vertical; Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 115 • cúspides vestibulares e palatinas tocam o plano inferior; • faces vestibulares ao nível do canino ou ligeiramen- te para dentro; • cúspides palatinas sobre a linha principal de esforço mastigatório. Molares superiores Os molares são colocados de modo a ficarem com: • suas cúspides palatinas incidindo sobre a linha principal do esforço mastigatório; • primeiro molar situado em contato com o plano oclusal inferior, somente por sua cúspide mésio -palatina. Inicia-se aqui a curva de compensação. A cúspide mésio-vestibular distará 0,5 mm aproxi- madamente do plano oclusal e a disto-vestibular a quase 1 mm; • segundo molar acompanha a inclinação do 1º mo- lar, porém suas cúspides vestibulares são mais altas em relação ao plano oclusal inferior. Levantam-se para trás, em direção às cabeças da mandíbula com- pletando a curva de compensação. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 116 Montagem dos dentes posteriores inferiores A ordem de montagem dos dentes inferiores varia se- gundo os autores. Tamaki inicia pelos incisivos e segue, pela ordem, para os posteriores. Saizar, depois de concluída a montagem dos dentes superiores, recomenda iniciar pelo primeiro molar infe- rior, já que esse dente, na dentição natural, é considerado (segundo Angle) a chave de oclusão. Marca-se na cera, no plano de orientação inferior, com o articulador fechado, dois traços: um no nível da cúspide vestibular do segundo pré-molar superior, e outro no nível da cúspide disto-vestibular do primeiro molar superior, que corresponde ao posicionamento do primeiro molar inferior, ou simplesmente siga a oclusão dos dentes antago- nistas independentes se são dentes naturais ou artificiais. Plastifica-se a cera na região compreendida entre os dois traços, prende-se o primeiro molar inferior com cera plas- tificada, e fecha-se o articulador cuidadosamente, para que a pressão de fechamento faça chegar o molar em oclusão central; observando se a cúspide mésio-vestibular incide no centro das cristas marginais proximais do segundo pré-molar e primeiro molar superior; e se a cúspide disto- vestibular do molar inferior incide sob a fossa principal do molar superior. Montado o molar de um lado, monta-se o do lado oposto seguindoo mesmo procedimento. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 117 Montagem dos dentes anteriores inferiores Incisivos centrais • face mesial toca a linha mediana; • face vestibular acompanha o contorno do plano de cera; • longo eixo na vertical; • não tocam os incisivos mesiais superiores quando as dentaduras estão em oclusão central. Incisivos laterais • face mesial mantém contato com a distal dos centrais; • face vestibular acompanha o contorno do plano de orientação; • longo eixo na vertical; • não tocam os superiores em oclusão central. Canino • face mesial contatando a face distal do lateral; • cúspide localizada na linha do ponto de contato do incisivo lateral e do canino superior; Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 118 • longo eixo, no sentido mésio-distal, ligeiramente inclinado para mesial e no sentido vestíbulo lin- gual, perpendicular ao plano oclusal. Primeiros pré-molares • em altura não deverá ultrapassar o canto da boca; • longo eixo na vertical; • deverá ser o último dente a ser montado (para alguns autores, porém eu sempre monto em se- quência) permitindo, assim, um ajuste oclusal correto, buscando evitar o apinhamento dos dentes anteriores; • quando necessário, devemos desgastar sua face mesial. A L E RTA ! I m p o r t a n t e p a r a m o n t a g e m d o s dentes anteriores: Os dentes anteriores mandibulares raramente se apresen- tam regularmente ou simetricamente. Variações gerais, somadas a desgaste dos bordos incisais melhoram sua aparência estética, e muitos pacientes têm a mentalida- de de que se os dentes não estiverem simétricos, terão a aparência mais natural. Às vezes há necessidade de desgastarmos os dentes para que possamos montá-los adequadamente, em especial os anteriores. Os desgastes feitos sem conhecimento ou com descuido podem determinar a perda da estética dos Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 119 dentes. Colocar mais para trás ou mais para cima, sem diminuir o comprimento da superfície vestibular é o objetivo desse desgaste. Tudo isso precisa ser pensado visando a confecção da barra protocolo, que precisará de espaço suficiente. Outro fator em relação ao desgaste, e que não recomendo, é, no momento da montagem, realizar todo e qualquer tipo de desgaste em regiões que são orifícios para entrada e saída de parafuso e chave. E por quê? A resposta é simples: pois se precisar reorganizar a montagem por alguma falha, e a remontagem for grande, possivelmente poderá perder os dentes perfurados, então, não recomendo perfurar to- dos os dentes referentes a esses orifícios, principalmente se o paciente possui vários implantes. Faça em 2 de cada lado e o dentista prova a montagem, ou se por acaso pre- cisar ou quiser usar todos os implantes, não perfure os dentes e, sim, deixe marcado no modelo para o dentista remover no consultório esses dentes da cera, parafusar na boca do paciente e reposicionar o dente removido para, assim, efetuar a prova estética e funcional dos dentes sem correr o risco de prejudicar algum desses dentes. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 120 Fase clínica #3/4 Requisitos a serem analisados na prova estética e funcional O dentista recebe, em seu consultório, o modelo e a base de prova com os dentes montados no arco em questão, para efetuar as provas necessárias. Essa etapa clínica envolve basicamente quatro requi- sitos que devem ser analisados: mecânicos, funcionais, estéticos e fonéticos. Cada um desses requisitos compreende etapas que de- vem ser minuciosamente analisadas pelo profissional, de forma que, mesmo que a prótese siga as especificações estéticas solicitadas pelo paciente, tais requisitos não sejam desconsiderados. • Mecânicos: Adaptação da base de prova: as bases de prova cos- tumam ser ligeiramente aliviadas para que, na prótese definitiva, haja um espaço para a higienização. Ao pa- rafusar a base da prótese com os dentes montados, é importante avaliar e verificar, também, se o contorno da base de prova acompanha o formato de freios e bridas de maneira a aliviar essas regiões para não ter problema futuro de ulcerações e até mesmo para não pressionar a gengiva do paciente. Esse procedimento é diretamente dependente da moldagem de borda realizada durante a etapa de moldagem funcional Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 121 Contorno, volume e forma adequados: essas carac- terísticas devem ser consideradas para promover maior conforto ao paciente durante a prova final. Bases volu- mosas e com contorno inadequado (tais como volumes muito proeminentes nas regiões lingual e palatina) podem se apresentar desconfortáveis para o paciente, por isso a importância de deixar a prótese mais delicada e menos volumosa possível e isso é alcançado no ato da confec- ção da barra protocolo após a montagem de dentes. O assentamento no rebordo, sem deixar espaços maiores de 2mm, é fundamental também para que o paciente não reclame do “buraco” e consequentemente sugira que ali haverá acúmulo de alimentos. É possível verificar sobre -extensões por meio de movimentos da musculatura do paciente ao falar ou sorrir, bocejos e deglutições. Já as subextensões são identificadas por meio de palpação e observação visual. As duas formas podem ser prejudiciais no momento de higienização por parte do paciente, pois a sobre-extensão proporciona a flange na protocolo e, consequentemente, ausência de espaço para limpeza; ao contrário a subextensão pode proporcionar um certo des- conforto ao paciente por gerar ali um acúmulo de resíduo, além de comprometer a fala do paciente pela passagem de ar, se caso ocorrer na prótese protocolo superior. Espessura das bordas: as bases não devem ser muito finas nem tampouco espessas. É necessário que as bordas se apresentem arredondadas e com ótima lisura super- ficial e acompanhe todo contorno da barra protocolo. A borda muito espessa, principalmente na região anterior, Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 122 pode gerar um desconforto desnecessário no paciente, independente se é superior ou inferior. Dentes bem unidos à cera: dentes devem estar muito bem unidos à cera para evitar que, durante os movimentos realizados pelo paciente na prova funcional, se desloquem, alterando a oclusão previamente determinada. E para isso é importante alertar o paciente para fechar a boca de leve e não morder, porque o paciente tem o instinto de apertar na hora de fechar. Escultura: o principal motivo da escultura em cera da prótese protocolo nessa fase é a estética, já que esta será reproduzida na resina da base final da prótese. Além disso, o volume de cera e a escultura têm influência direta no volume labial e o formato auxilia o posicionamento da língua e de todos os músculos adjacentes. • Funcionais: Durante essa etapa, deve-se salientar ao paciente o cui- dado para a realização dos movimentos, sem exercer força entre os dentes antagonistas, de forma que não ocorra deslocamento dos dentes como citado anteriormente. Exame da oclusão central: a oclusão na boca deve ser igual àquela verificada no articulador, deve ocorrer o engrenamento dos dentes posteriores e a linha média da prótese corretamente alinhada à do paciente. Nessa fase, em especial, é necessária a atenção redobrada do profis- sional, visto que a oclusão central tem relação direta com a estética e, também, com a função, sendo essencial para Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 123 a manutenção da saúde do sistema estomatognático. Se algo saiu diferente do esperado (como linha média fora do lugar correto, um lado mais alto ou mais baixo que o outro, falta de oclusão em determinada região), recomen- do manipular uma porçãodo seu silicone de condensação denso e pedir para o paciente fechar de modo que você possa ter a visão do que está incorreto. Fotografe essa etapa, remova o silicone e fotografe também a mordida como ela se encontra, e envie ao laboratório, pois lá eles irão remontar um dos modelos em articulador e remontar os dentes para poder provar novamente. Exame das oclusões excêntricas: o paciente deve reali- zar movimento laterais e protrusivos com auxílio do pro- fissional. Nesse momento deve-se observar se os contatos durante os movimentos se adequam ao estabelecido pela articulação bilateral balanceada. Análise do Espaço Funcional Livre (EFL): é necessário avaliar se a montagem dos dentes e a dimensão vertical de oclusão (DVO ) determinadas estão adequadas para a existência do EFL, de forma que permita ao paciente apresentar a posição de repouso. Esse é um fator muito importante de análise. Seria muito bom anotar as referên- cias no registro e confirmar posteriormente. Uma DVO reduzida, com aumento do EFL, tem prejuízo estético, com redução do terço inferior da face e maior evidência para as rugas e linhas de expressão, além de poder causar queilite angular e disfunção temporomandibular (DTM). Já uma DVO aumentada, reduzindo o EFL, tem como prin- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 124 cipal prejuízo a fala, com a pronúncia de sons sibilantes, e também dificuldades no ato de mastigar e deglutir; ocorre ainda prejuízo estético, uma vez que o terço inferior da face se apresenta aumentado, com sensibilidade, dor e tensão no rebordo e músculos faciais. Teste de mobilidade dos lábios: o posicionamento dos dentes anteriores não pode limitar ou dificultar a movimentação dos lábios. O cirurgião dentista pode ve- rificar essa mobilidade solicitando ao paciente que morda o lábio inferior, tanto na região central, como também nas laterais. Caso ocorra alguma dificuldade, deve ser verificado o posicionamento e o reposicionamento dos dentes anteriores. Essa etapa é muito importante, pois se os dentes estiverem corretamente posicionados, mas a cera estiver muito para vestibular, pode-se formar ali um depósito de alimentos, por isso recomendo fortemente que consiga melhorar o contorno volumétrico de cera, sem criar uma flange nessa região, o que seria muito pior. • Estéticos: Essa é a etapa mais importante para o paciente, visto que não é possível verificar a mastigação nem o confor- to. Essa etapa ainda deve atingir três dimensões: pri- meiramente o paciente, depois observadores e, então, o cirurgião-dentista. ALERTA! É muito importante o paciente levar alguém de sua confiança para a prova dos dentes. Alguém que tenha influência em suas opiniões, pois o paciente pode Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 125 achar lindo, maravilhoso e, se alguém que influencia suas opiniões disser que não gostou, o paciente, a partir desse momento, vai encontrar defeitos na prótese. Aspecto fisionômico: a estética de uma prótese está diretamente relacionada ao posicionamento dos dentes e à cor dos tecidos intraorais, que devem mimetizar o as- pecto apropriado da forma mais natural possível. Nesse momento é possível analisar o posicionamento dos dentes, fazendo o paciente falar e rir e analisar a cor da gengiva se o laboratório usar ceras de caracterização gengival. O sorriso é a melhor comprovação da estética imediata. Cor: é um fator de suma importância, visto que pode rejuvenescer ou envelhecer o paciente, bem como dar o aspecto de artificialidade se uma cor muito clara for se- lecionada. Assim, esse é o momento ideal de analisar se a cor está em harmonia com a face do indivíduo. Relação do fator SPI (sexo, personalidade e idade): segundo Frush & Fisher esse fator caracteriza a prótese de acordo com o tipo de paciente, pequenas giroversões ou, ainda, as dimensões do dente, podem alterar o aspecto de vigor para suavidade, de feminino para masculino, de idoso para jovem. Como o paciente não tem contato com o protético, é responsabilidade do cirurgião-dentis- ta transmitir essas informações para o profissional do laboratório ou chamá-lo para verificação em conjunto e analisar criteriosamente durante a prova estética e fun- cional se elas foram seguidas. Caso sinta necessidade, Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 126 chame o seu técnico de laboratório para acompanhar essa fase de prova. Altura dos dentes: a altura dos dentes artificiais deve mostrar naturalidade (diretamente relacionado à altura do lábio do paciente em relação a superior, e um pouco acima do lábio em relação a inferior), tomando cuidado principalmente com pacientes que apresentam sorriso gengival, visto que, geralmente, os pacientes preferem a ausência ou pouca exibição da gengiva. Aparecimento da gengiva: observar se, durante o sorriso forçado ou não, a gengiva artificial não sobressai demasiadamente. É importante, nos casos em que o pa- ciente tem sorriso gengival, utilizar uma caracterização, de forma a minimizar a artificialidade. Curva do sorriso: as incisais devem acompanhar a curva ascendente do lábio inferior, resultando em um sorriso natural, harmônico e estético. Assimetria: existem casos em que o paciente deseja reproduzir o seu antigo sorriso natural e, para produzir esse efeito assimetrias são utilizadas para caracterização das próteses protocolo acrílica. Corredor bucal: deve-se analisar a relação entre as su- perfícies vestibulares dos dentes posteriores com o canto do lábio e a parte interna da bochecha. Linha média: caracteriza-se por dividir a face em duas partes iguais. É muito importante para a estética em pró- teses de forma geral. Assim, o cirurgião dentista deve estar Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 127 atento aos desvios anatômicos, tais como o do nariz, a linha que divide o filtro do lábio superior, para não cometer en- ganos e realizar o registro de linha média incorretamente. • Fonéticos: A fala é definida como uma produção dinâmica de sons para a comunicação por meio dos processos de respira- ção, fonação, ressonância e articulação. Deficiências na fala são frequentemente relatadas após reabilitações protéticas, principalmente maxilares, por grande parte dos pacientes. A interação entre língua, palato, lábios e dentes é responsável pela alteração de ar que produz os sons da fala. A prótese que altera significantemente a posição dos lábios e o contorno do palato próximo a região do rebordo pode interferir na articulação e, até mesmo, no entendi- mento das palavras devido à invasão do espaço fonético. Os sons mais frequentemente afetados são os bilabiais (“p”, “b”, “m”), dento-labiais (“f”, “v”) e palato-linguais (“s”). Assim, o cirurgião deve estar atento a chiados e assobios, indicativos de invasão do espaço fonético e verificar se não há um espaço excessivo entre o rebordo do paciente e a base da prótese. A fonética também pode ser usada para verificar o cor- reto posicionamento dos dentes anteriores, durante a produção de sons como “f” e “v”, a bordas incisais dos dentes maxilares devem contatar o terço posterior do lábio inferior, sobre a linha divisória molhada-seca. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 128 Resumindo: guie suavemente o paciente para uma rela- ção cêntrica e determine se os dentes estão se encaixando perfeitamente nessa posição. Se houver mesmo uma pequena discrepância, você mes- mo poderá ajustar o posicionamento dos dentes na posição ideal, mas, se precisar de uma remontagem, você deverá fazer um novo registro oclusal com esses enceramentos no lugar. Instrua seu laboratório a remontar os modelos de acordo com o novo registro oclusal e a reposicionar os dentes de acordo. Se desejar, você pode fazer a remontagem durante a con- sulta para confirmar imediatamenteo fechamento de contratos de mais tratamentos. Este livro explora em detalhes os aspectos técnicos e clínicos das próteses sobre implante, com o passo a passo simples, de fácil entendimento e replicável em seu consultório e/ou laboratório. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 12 A introdução dos implantes dentários revolucionou a prática odontológica, proporcionando uma base estável e funcional para próteses dentárias. Os implantes não apenas melhoram a estética e a função, mas também contribuem para a preservação do osso alveolar. A história dos implantes dentários é longa e fascinante, refletindo a evolução da tecnologia e da medicina ao longo dos séculos. Aqui está uma sinopse dos principais mar- cos dessa trajetória que é relevante antes de entrarmos a fundo no passo a passo da reabilitação: Antiguidade (civilizações antigas): evidências arqueo- lógicas mostram que civilizações antigas, como os egípcios e os maias, tentavam substituir dentes perdidos. Foram encontrados restos humanos com dentes artificiais feitos de marfim, conchas, pedras ou metais preciosos inseridos no lugar de dentes naturais. Século XX (primeiras tentativas modernas): no início do século XX, os dentistas começaram a experimentar diferentes materiais e técnicas para criar implantes. Es- ses primeiros implantes, muitas vezes feitos de metais variados, enfrentavam problemas de rejeição e infecção. 1940-1950: os implantes subperiósteos, feitos de cromo- cobalto-molibdênio, foram desenvolvidos e usados com algum sucesso. Eles eram colocados sobre o osso maxilar ou mandibular, sob a gengiva. Década de 1960 (descoberta da osseointegração): o marco decisivo na história dos implantes dentários foi a Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 13 descoberta da osseointegração pelo cirurgião ortopédico sueco Per-Ingvar Brånemark. Em 1965, ele publicou seus resultados de pesquisa mostrando que o titânio poderia se integrar biologicamente ao osso, o que levou ao desen- volvimento dos primeiros implantes dentários de titânio. Década de 1970-1980 (implantes Brånemark): Per-In- gvar Brånemark começou a comercializar seus implantes de titânio, que rapidamente ganharam popularidade de- vido à sua alta taxa de sucesso. A técnica de Brånemark envolvia a inserção de parafusos de titânio no osso, que, após um período de cicatrização, serviam como base para próteses dentárias. Década de 1990 (avanços tecnológicos): houve avan- ços significativos na tecnologia de implantes dentários, incluindo o design de implantes, superfícies tratadas para melhorar a osseointegração e técnicas de imagem para planejamento cirúrgico mais preciso. Diversificação dos materiais: embora o titânio con- tinuasse a ser o material predominante, começaram a surgir implantes de zircônia, um material cerâmico biocompatível, como alternativa ao titânio. Século XXI (inovações contínuas): o início do século XXI foi palco do desenvolvimento de novos materiais, técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e a utilização de tecnologias digitais, como a impressão 3D e a cirurgia guiada por computador. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 14 Popularização e acessibilidade: os implantes dentá- rios se tornaram amplamente acessíveis e são agora uma opção comum e altamente eficaz para a substituição de dentes perdidos. Os implantes dentários representam um dos maiores avanços na Odontologia moderna, oferecendo uma solu- ção durável, estética e funcional para a perda dentária. Graças às inovações contínuas, os implantes dentários continuam a evoluir, tornando-se cada vez mais seguros, eficazes e acessíveis para pacientes em todo o mundo. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 15 capítulo 2 A mecânica biológica Antes da construção das próteses sobre implante, é ne- cessário entender os princípios da biomecânica. A biomecânica de implantes dentários é o estudo das forças e dos movimentos que atuam sobre os implantes dentários e como essas forças são distribuídas e absorvidas pelo implante, pela prótese, pelo osso adjacente e pelos tecidos moles circundantes. Esse campo é crucial para o sucesso, a longo prazo, dos implantes dentários e envolve diversos aspectos inter-relacionados: A biomecânica entre implante e prótese implica a inte- ração entre os componentes implantados no tecido ósseo e as próteses utilizadas para substituir dentes perdidos. Esse processo é complexo e depende de vários fatores para garantir o sucesso funcional e a durabilidade dos trata- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 16 mentos dentários. Vamos detalhar a seguir os principais aspectos dessa biomecânica: Osso e implante: integração e transferência de força. Osteointegração: a biomecânica começa com a os- teointegração, que é o processo pelo qual o osso cresce ao redor do implante, criando uma fixação estável. Uma boa osteointegração é crucial para a estabilidade do im- plante, permitindo que ele suporte cargas mastigatórias sem se mover. Distribuição das forças: o material e o design do im- plante (geralmente de titânio) são escolhidos para pro- mover uma distribuição uniforme das forças no osso circundante. Implantes cônicos, por exemplo, podem ajudar a distribuir as cargas de maneira mais eficiente. Conexão implante-prótese: existem diferentes tipos de conexões entre o implante e a prótese, como conexões parafusadas ou cimentadas. A escolha influencia a bio- mecânica porque diferentes conexões podem distribuir as forças de maneiras distintas. Quando a prótese (a coroa dentária, por exemplo) é co- locada sobre o implante, ela precisa distribuir as forças mastigatórias de maneira eficiente para evitar sobrecarga em qualquer parte do sistema evitando, assim, a força de tração, que é uma força contrária à compressão. É uma força que tende a puxar o implante para fora do osso, e isso acontece principalmente quando a força mastiga- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 17 tória não é no eixo vertical do implante, mas no sentido oblíquo (inclinado). Portanto a coroa tem sua função nesse arcabouço e é projetada para encaixar perfeitamente no implante e funcionar como um dente natural, transmitindo for- ças de mastigação por meio do implante e para o osso ao redor. Uma distribuição inadequada dessas forças pode levar a falhas no implante ou danos ao osso como dito anteriormente. Prótese e forças mastigatórias: tanto os implantes quanto as próteses são feitos de materiais biocompatíveis que suportam as cargas mastigatórias e resistem à cor- rosão e ao desgaste. O titânio é amplamente usado para implantes devido à sua biocompatibilidade e capacidade de osseointegração. Para próteses, materiais como porce- lana, zircônia e resina composta são usados para simular a aparência e a funcionalidade dos dentes naturais o que afeta a biomecânica. Materiais mais duros podem trans- ferir forças mais intensas ao implante e ao osso, pois não possuem um “amortecimento” próprio do material. Fatores do paciente: a qualidade e a quantidade do osso do paciente influenciam a biomecânica. Ossos mais densos proporcionam uma ancoragem mais estável, en- quanto ossos menos densos, friáveis, podem necessitar de ajustes no design do implante e da prótese. Hábitos orais como bruxismo (ranger de dentes) podem afetar significativamente a biomecânica, exigindo consi- derações especiais no design do implante e da prótese para Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 18 minimizar os impactos negativos, ou seja, “construir” uma oclusão favorável para os movimentos excursivos do paciente que afete o menos possível, além de recursos como aplicação de toxina botulínica na musculatura, uso de placas rígidas entre outros.o posicionamento dos novos dentes como dito anteriormente. Outras coisas para reconfirmar nesta consulta: dimensão vertical adequada de oclusão. Os dentes estão em guia canino ou desoclusão em grupo? Os ajustes finais podem ser feitos no dia da instalação? Reconfirme a estética com o paciente. É recomendável que seu paciente assine um formulário de aprovação de desenho de sorriso nesse momento. Isso ajudará a evitar dor de cabeça quando os pacientes decidirem mais tarde que realmente desejam que os dentes sejam posicionados de maneira um pouco diferente. Anote uma tonalidade gengival para a carac- terização em laboratório da cor da gengiva da prótese. Fase laboratorial #4/4 Realizados o enceramento e a escultura e após o den- tista ter feito a prova estética e funcional dos dentes no Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 129 paciente, é a hora de partirmos para a confecção de nossa barra protocolo. E por onde vamos começar? Precisamos ter uma barra que incomode minimamen- te o paciente e que faça com que a prótese seja a mais delicada possível e, para que isso aconteça, é necessário planejamento. Com os dentes montados, o enceramento e a escultura feitos, precisamos construir uma matriz que denomino matriz de transferência, e alguns autores a denominam de “mock up”. Tal matriz nos possibilitará confeccionar a barra visualizando, de maneira tridimen- sional, a posição dos dentes já montados e aprovados pelo dentista. Vamos começar pela confecção da matriz de transfe- rência e, para isso, não podemos ter nenhuma área de irregularidade entre o enceramento dos dentes e o gesso, exatamente para não ficar nenhuma zona de retenção e o material não adentrar essa área e prejudicar a eficiência da matriz. Particularmente, eu manipulo um silicone de labora- tório denso conforme as recomendações do fabricante, mas nesse momento não vamos falar de marcas. Após a manipulação, deve se acamar o material na face vestibular dos dentes e, de maneira paulatina e gradativa, ir revestindo o enceramento e os dentes, sempre empre- gando uma pressão para que o silicone possa copiar a escultura que foi realizada e, também, a posição exata dos dentes montados em relação ao modelo. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 130 Essa matriz precisará ser removida e inserida no local com certa frequência e, para ajudar, pode se fazer algumas indexações no modelo de gesso exatamente para ter a re- ferência mais correta da inserção e remoção dessa matriz. Após o momento que o silicone endureceu, você pode retirá-lo do local e “desmontar” sua montagem de dentes feita em cima da base de prova, de maneira que os dentes fiquem em seus lugares dentro da matriz, onde foram copiados. Porém, é necessário, limpar esses dentes e en- caixá-los em suas respectivas posições dentro da matriz de transferência. Caso algum dente não fique 100% “preso” a essa matriz, você pode lançar mão de uma cola transparente chamada Elmer’s, pingando uma gota no vestibular de cada dente que não encaixou de forma absoluta. Estando todos os dentes encaixados, posiciona-se a matriz em seu lugar de origem e você já pode visualizar e desenhar com um lápis a barra protocolo, principalmente a região de cantiléver, que é a extensão mais posterior ao meu último análogo posicionado no modelo. Algo muito importante que precisa ser observado é o tamanho do cantiléver, como também o planejamento sobre a maneira que será construída essa extensão em minha barra. O último (e mais posterior) análogo do modelo, corres- ponde ao último implante instalado na boca do paciente. Nesse análogo você vai fazer uma marcação no meio dele Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 131 com o lápis e o máximo que você pode estender o seu traço a partir desse último análogo, para a posterior dele, ou seja, mais para trás, é de 15mm ou 1,5cm, como preferir. Outra observação a fazer é que, em casos de implantes posicionados bem posterior, seja superior ou inferior, muitas vezes eles não necessitam de cantiléver, ou se precisarem, o tamanho será muito reduzido. Nos estudos da literatura, está descrito que para o cálculo do cantiléver é necessário traçar uma linha reta entre os implantes posteriores e uma linha reta entre os implantes anteriores. Essa diferença entre as linhas dos anteriores com os posteriores resulta em um cantiléver de no má- ximo 1 vez e meia. Portanto, o cantiléver é 15 mm para não comprometer e não fazer uma força muito grande nesse implante posicionado na boca e comprometer a osseointegração. Se porventura a montagem de dentes ultrapassar a medida do cantiléver, é recomendado re- mover o dente ou os dentes extras para não comprometer a prótese dentária. Pode-se também optar por dentes menores para que seja colocado um ou mais dentes. O melhor é avaliar isso juntamente com o dentista. Com base nisso, é bem comum, nos protocolos inferiores, fazer somente até o primeiro molar, pois o segundo molar já ficaria fora da barra protocolo. Por isso, é muito importante respeitar a medida de cantiléver. Após todos esses conceitos, entraremos na confecção da barra protocolo propriamente dita. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 132 Feita essa marcação da barra a lápis no modelo de gesso, você deverá separar os componentes e materiais para confecção de sua barra protocolo. Baseado nos análogos que estão no modelo, você pode utilizar os componentes chamados Ucla. Existe a Ucla totalmente de plástico, que chamamos de calcinável, e aquela cuja superfície será encaixada no análogo e, consequentemente, na boca do paciente, a qual é composta de partes metálicas e plásticas. A escolha vai depender do planejamento do dentista em relação à adaptação da prótese nos implantes ou no pilar intermediário, pois o modelo com base metálica tem uma precisão maior, porém, também tem o custo mais elevado. Após realizar a escolha em conjunto com o dentista, deve- se posicionar os componentes no modelo com os implan- tes. Então, independente se há na boca um componente intermediário ou não, ou seja, se existe apenas o implante, o componente Ucla já corresponderá à escolha feita. Enfim, posiciona-se os componentes parafusando nos análogos um a um, respeitando o encaixe perfeito, sem deixar fendas. Feito isso, se faz a união desses componentes. ALERTA! Não podemos unir esses componentes, essas Uclas, de uma vez só. É preciso respeitar o tempo de po- limerização da resina a ser utilizada e, particularmente, eu recomendo utilizar a resina acrílica tipo Duralay. O processo é simples, porém precisa ser respeitado para evitar a contração exagerada da resina acrílica e, con- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 133 sequentemente, a desadaptação da barra protocolo no modelo e na boca. Eu sempre recomendo fazer a união de 2 em 2 compo- nentes, começando pela extremidade e aguardando a po- limerização. Você pode usar pequenos pedaços de resinas já polimerizados para fazer essa união e não se esquecer de isolar o modelo, além de não deixar a barra, outrora confeccionada com a resina acrílica encostada no modelo. Sempre pense em deixar um “gap”, uma fenda até para ter espaço para futura acrilização. Siga até ter todos os componentes unidos entre si. Aproveite para estender um pouco da resina acrílica além dos últimos análogos posicionados posteriormente no modelo, ou seja, os mais extremos e já fazer o cantiléver da barra respeitando aqueles 15mm explicados aqui anteriormente. Qual a referência que você vai utilizar para confeccio- nar essa barra? Exatamente a posição da montagem dos dentes presos à matriz de transferência e previamente reposicionados no modelo. Com base na matriz de transferência com os dentes posicionados, verifique se ela está na direção e posicio-namento corretos, pois isso é importantíssimo para que a barra não sofra alteração de posicionamento. Se depois da barra acrílica pronta, for percebido que ela não está se adaptando de maneira passiva, não está se encaixando adequadamente, deve-se escolher uma área para seccionar, cortar a resina dessa barra e unir nova- mente; esperando que, depois de seccionada, a barra irá Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 134 se adaptar, de maneira passiva, sem ter um “jogo” para as laterais, o chamado movimento de báscula, porque o que pode ter acontecido é o efeito da contração dessa resina e, de maneira alguma, pode-se finalizar uma barra do tipo protocolo sem estar cem por cento adaptada. Algumas observações são sempre importantes quando tratamos de confecção de barra protocolo. A mais impor- tante, sem dúvida nenhuma, é a passividade da barra. Um segundo ponto é a barra ser fiel ao contorno dos dentes montados e estando na matriz de transferência. Qual es- pessura dessa barra? No mínimo 3mm para que a fundição seja eficaz também e apresente resistência mastigatória. O acabamento da barra deve ser de maneira semelhante ao acabamento de qualquer trabalho realizado com resi- na acrílica, por meio de brocas, lixas e até borrachas de acabamento e polimento. Quando a barra estiver pronta, é a hora de preparar para a fundição. Para fazer a fundição existe um preparo pré- vio. Sem retirar a barra, já pronta e acabada do modelo, deve se inserir os bastões de cera chamados de sprue, que serão responsáveis por alimentar a barra com o metal no momento de injetá-lo na posição de 45 graus. Essa manobra eu faço por toda extensão da barra e sem- pre entre os componentes protéticos (como, por exemplo, as UCLAS) e também na área dos cantiléver. Seguiremos para o processo de fundição, o qual apenas vou citar de forma panorâmica, já que esse assunto poderia ser um capítulo de livro de próximas edições. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 135 O importante é trabalhar de maneira correta com o revestimento de escolha, na proporção ideal de água e líquido do revestimento, além do completo preenchi- mento do anel com a barra e os condutos de alimentação adequadamente posicionados. Daí em diante, você continua com o processo de fun- dição que está acostumado, pois não abordaremos todo sistema de metalurgia aqui neste livro como foi esclarecido anteriormente. Prova em boca da barra protocolo + remontagem de dentes a esquerda e a direita confecção de barra protocolo baseada na montagem de dentes anteriormente provada e a matriz de transferência com os dentes de estoque aderidos. Depois que fez a fundição, desenformou o metal, fez o acabamento necessário na estrutura metálica, é hora de colocar no modelo essa barra protocolo metálica e verifi- car a adaptação. Essa barra necessariamente precisa estar com ausência de báscula, que é o movimento parecido Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 136 com o movimento de uma gangorra de vai e vem quando se aperta um dos lados. É preciso, também, verificar a precisão no encaixe entre a barra e os análogos, independente se é ou não direto na cabeça do implante. Caso isso não ocorra, será necessário segmentar a barra e soldá-la na posição correta de modo que a barra fique 100% livre de obstáculo, 100% passiva. Isso ocorre por problema na preparação da barra em acrílico ou por algum erro na fundição da peça protética, ou também erro no processo de moldagem. Partindo do pressuposto de que a barra protocolo em metal está totalmente adaptada, eu recomendo enviá -la para o dentista e fazer diretamente na boca a prova. Lá na clínica, o cirurgião terá a oportunidade de pro- var e testar a passividade da barra por meio do tato ao apertar os seus parafusos em posição e/ou por meio de exames radiográficos. Quando a barra estiver cem por cento adaptada e passi- va, retorna-se ao laboratório para realizar a remontagem dos dentes em cima dela, baseado no posicionamento dos dentes na matriz de transferência. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 137 Fase clínica #4/4 Barra protocolo para provar na boca Prova de Barra da prótese protocolo e radiografia de controle para se certificar na adaptação da estrutura. Após a barra chegar do laboratório, o dentista precisa verificar no modelo se a barra está passiva realmente, livre de fendas e ausente de báscula. Analisar dentro dos componentes se não há bolhas em caso de ser um com- ponente totalmente plástico e fundido, o que não ocorre com componente com a cinta metálica. Para assegurar a passividade, deve-se sentir se realmente não há obstáculos para dar aperto aos parafusos e para certificar se há a necessidade de fazer a tomada radio- gráfica de todos os implantes, para verificar se não há Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 138 fendas, “gaps”, ou seja, espaços entre a barra e o implante ou intermediário. E aqui vamos abrir uma discussão sobre a passividade da barra. O que é assentamento passivo? Seu objetivo é registrar a posição dos implantes com a maior precisão possível, a fim de obter uma estrutura de adaptação passiva. Por que isso é tão importante? Estruturas mal ajustadas têm sido responsáveis por complicações biológicas e mecânicas, incluindo afrouxamento e fratura de parafusos, falha do implante, perda óssea e até mesmo fratura da estrutura. No entanto, foi demonstrado que, mesmo com as técni- cas de moldagem mais rigorosas e meticulosas, sempre existirá algum grau de desajuste entre a plataforma do implante e a prótese. Esta seção revisa a literatura atual sobre complicações resultantes do desajuste, descreve como diferentes técnicas de moldagem contribuem para o desajuste e algumas das técnicas preferidas para molda- gens de implantes de arcada completa. Infelizmente para nós não há uma única menção de assentamento passivo ou desajuste. Como não existe uma definição formal de assentamento passivo, aqui estão algumas das definições oferecidas ao longo dos anos, segundo Dr. Ivan Chicchon © e Manual do Implant Ninja All-on-X. Branemark 1985: primeira pessoa a quantificar o assen- tamento passivo de uma estrutura de implante – afirmou que o desajuste não deveria ser superior a 10um. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 139 [1] Klinberg e Murray 1985: afirmou que uma lacu- na de 30um seria aceitável se não incluísse mais de 10% da circunferência. [2] Desde 1991: ajuste passivo é definido como um nível de ajuste que não produzirá ou causará qualquer proble- ma clínico a longo prazo. Ele afirmou que um desajuste em torno de 150 mícrons seria biologicamente aceitável. [3] Sahin 2001: redefine o assentamento passivo como sinônimo de um “ajuste ideal” teórico e inatingível. Ex- plica que uma estrutura de ajuste passivo induziria tensão zero nos componentes de suporte do implante e no osso na ausência de uma carga aplicada. [4] Nas últimas décadas, vimos a evolução do termo e a importância do assentamento passivo. Nunca há um ajuste perfeitamente passivo. Em nenhum estudo, houve nenhum caso em que um pilar ou estrutura se ajustasse perfeitamente à plataforma do implante. Sabemos tam- bém que a maioria dos implantes, coroas sobre implantes e próteses sobre implantes sobrevivem sem complicações, portanto, deve haver uma certa tolerância biológica e mecânica para desajustados. Em outras palavras, o assen- tamento passivo não é tão preocupante quanto quantificar o desajuste aceitável em uma determinada situação. Em uma excelente revisão feita por Taylor, o autor abor- dou esse dilema e levantou duas questões importantes:, “Primeiro, que nível de desajuste é clinicamente impor- tante, é provável que ocorram danos? A resposta a estas questões é muito complexae depende de fatores como Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 140 qualidade óssea, comprimento e diâmetro dos implantes e características da superfície do implante. Em segundo lugar, assumindo que o desajuste é uma preocupação, como medi-lo numa situação clínica?”. Muitas publica- ções afirmam o desajuste como causa de complicações biológicas e mecânicas, citando numerosos artigos para apoiar a sua posição. Se você se aprofundar, descobrirá que os artigos citados geralmente são apenas mais artigos de opinião. Na verdade, nenhum estudo, até o momento, encontrou uma correlação estatística entre o desajuste e qualquer complicação biológica. Portanto, essas afirma- ções permanecem principalmente hipotéticas, mas por uma boa razão: qualquer pessoa, com conhecimento dos componentes do implante e uma compreensão básica da Física, pode compreender como o desajuste pode propagar tensões por todo o sistema. O estresse é o bicho-papão da Odontologia. Ele foi implicado em perda óssea/implante, afrouxamento/fratura de parafuso, fratura de estrutura, quebra de porcelana, desgaste/fratura dentária e uma série de outras complicações biológicas. Parece intuitivo que, uma vez que o desajuste leva ao estresse e o estresse leva a complicações, então o desajuste causa complicações, e tenho certeza que, até certo ponto, causa, mas sem pes- quisas e diretrizes baseadas em evidências o desajuste continuará sendo o monstro debaixo da cama. Aqui estão algumas das evidências que temos até agora: [5]Carlsson 1994: forças construídas sob tensão e in- desejáveis são as companheiras inevitáveis do desajuste protético. Esse artigo de opinião vem do boletim informa- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 141 tivo da Nobel Pharma e é o mais comumente citado para dizer que a falta de passividade não é totalmente verdade. Carlsson argumenta que é impossível obter um ajuste marginal passivo, pois o aperto do parafuso desenvolve uma pequena deformação da restauração protética e/ou do osso, resultando em algum tipo de tensão no sistema. [6] Kallus 1994: parafusos de ouro soltos ocorrem fre- quentemente em próteses de arco completo suportadas por implantes osseointegrados após 5 anos. Segundo ele, próteses sobre implantes que apresentavam desajuste há pelo menos 5 anos não davam sinais de perda de osseoin- tegração do implante. Além disso, o grau de desajuste não afetou a manutenção do nível ósseo marginal. A resposta biológica foi semelhante entre níveis de desajuste entre 38mm e 345mm. Os pesquisadores também examinaram a correlação entre o grau de ajuste da estrutura e a incidência de afrouxamento dos parafusos. Eles encontraram uma leve correlação e sugeriram que os parafusos fossem rea- pertados a cada 5 anos. E assim poderíamos ficar citando vários artigos, e cada um com a sua verdade. Mas o que eu quero dizer com isso é que você dentista deve sempre pensar no melhor para seu paciente, independentemente de qualquer artigo. Você sabe quais as necessidades de seus pacientes e a situação clínica de cada um. Faça seu melhor em todas as etapas e terá sucesso. E se existir desadaptações? Nesse caso, é preciso sec- cionar a estrutura na região ao lado da falha. Se for mais de um ponto, recomendo fazer um a um, sempre verifi- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 142 cando se a passividade foi alcançada e esse procedimento também é comprovado por meio de raio x periapical. Após o seccionamento, no caso de necessidade, o dentis- ta deve reposicionar todos os segmentos e apertá-los. Na sequência, é preciso radiografar novamente os implantes e verificar se as fendas desapareceram. O próximo passo é “soldar” (unir) dentro da boca os segmentos com resina acrílica tipo duralay. Para isso basta manipular a duralay pó e liquido e com auxílio de um pincel pelo de marta ou uma espátula tipo resina composta, envolva toda a resina na fissura seccionada e espere endurecer e é só remover com as estruturas unidas novamente, mas com a resina. Depois de soldados os segmentos, deve-se levar ao la- boratório para que a solda também ocorra no metal e, consequentemente, seja realizada uma nova prova. Como citado anteriormente e se realmente houve essa necessi- dade de solda, é preciso realizar uma nova moldagem, novo molde e novo modelo. Fase laboratorial #5/4 Denomina-se enceramento o procedimento de labo- ratório, mediante o qual se dá forma e volume às bases gengivais protéticas com o auxílio de cera rosa, ou outra cor quando se busca uma personalização gengival. Em primeiro lugar, a barra protocolo é reposicionada no modelo, seja no primeiro modelo (em caso de a barra ter ficado ideal) ou em modelo novo (em caso de solda Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 143 da barra e moldagem repetida para obtenção do modelo correto). Deve se verificar como estão os dentes posicio- nados na matriz de transferência e se estão firmemente retidos no local. Próximo passo é colocar a matriz de transferência em seu lugar. Com cera bem quente, é preciso vertê-la nos espaços vazios entre a barra e a matriz para que seja transferida a posição anterior na montagem de dentes para a barra confeccionada e que agora está em metal. Espere a cera endurecer por volta de 5 minutos e, de modo bem devagar, vai retirando a matriz de transferên- cia, restando somente os dentes reposicionados sobre a barra metálica. ATENÇÃO! No momento em que estiver vertendo a cera quente no espaço da barra e dentes, cui- dado para não derramar cera dentro dos orifícios dos parafusos. Se necessário, você pode usar a haste de uma broca vaselinada para tampar esse orifício, enquanto espalha a cera quente. Recapitulando: o primeiro passo é reposicionar essa barra no modelo e parafusá-la nos análogos. Depois colo- ca-se a matriz de transferência no lugar marcado e apro- priado e em sequência você terá o espaço entre os dentes e o da barra que outrora fora preenchido por cera. Basta, nesse momento, aquecer bem a cera de preenchimento como cera 9, cera 7 ou uma cera personalizada vendida nas dentais. É importante a cera estar bem aquecida para poder escorrer pelos pequenos caminhos e espaços fixando os Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 144 dentes a ela e também copiando toda a escultura e ana- tomia projetada no momento de montagem de dentes. O importante é preencher o máximo possível e copiar, de maneira fiel, o que foi feito em fase anterior. Para evitar nessa etapa que a cera encubra e tampe os orifícios de entrada do parafuso e vede a sua cabeça, pode se usar a haste de uma broca vaselinada para tampar esse orifício, enquanto se espalha a cera quente. Após a cera endurecer completamente, pode se remover o instrumental usado. Logo após o preenchimento total da cera e o seu endu- recimento na matriz de transferência, deve se remover a mesma matriz para que você tenha os dentes remontados sobre a barra metálica. Nesse momento verifique onde ficou faltando e sobrando cera para acrescentar ou remover. Refine bem a escultura e verifique se todos os dentes estão bem fixos. A partir de agora, é hora de caprichar no enceramento e escultura, pois se não houver nenhuma mudança no posicionamento dos dentes, a etapa seguinte será a fina- lização da prótese protocolo. Aqui vão algumas dicas de enceramento e escultura para realçar aquilo que já foi feito. Escolha ceras próprias que hoje existem no mercado e que causam ótima escultura, textura e coloração para personalizar sua prótese, já na etapa da cera. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 145 • Delimitação dos colos No primeiro recorte, não devemos nos importar com precisão de detalhes. Fazemos apenas uma delimitação aproximada do colo de todos os dentes começandopelo último dente de um lado e terminando no último do outro lado. Com o auxí- lio de uma espátula Le Cron, bem afiada, formando um ângulo de 45º com a superfície do dente, recortamos os colos dos dentes. • Escultura Não existem regras definidas para a escultura dos pro- tocolos, pois as próteses podem ou não mostrar a região gengival, isso vai depender muito o quanto cada paciente eleva o lábio ao sorrir, caso dos superiores, denotando a altura da linha do sorriso. Existem pacientes, também, que mostram a região da gengiva dos dentes inferiores. Todos esses fatores precisam ser levados em consideração no momento de executar a escultura. As papilas interdentais, por sua vez, são muito importantes na qualidade estética das próteses, por ser área propícia à retenção de restos alimentares e, por isso, deve ser recortada com muito cuidado. As papilas devem ser convexas, e preencher os espaços interdentais sem deixar “buracos”. O recorte, na zona das papilas, deve ser feito de tal forma a refletir a idade do paciente, já que as papilas mais longas e delgadas estão associadas com os jovens, enquanto as mais curtas se associam com a idade mais avançada. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 146 Na sequência, com o auxílio da espátula nº 7 (sua parte mais estreita) ou do Le Cron, são feitas marcas triangu- lares na superfície da base de prova, para indicar o com- primento e a largura das raízes, lembrando que o canino superior tem sua raiz mais comprida; o lateral mais curta e o central média. Os posteriores variam em altura entre si. Na prótese inferior, geralmente, a raiz do canino é mais longa, a do lateral média e a do central mais curta. A seguir, com a parte mais larga da espátula nº 7, es- cavamos a cera dos espaços entre os triângulos, dando forma às raízes. Com os colos e raízes delimitados na superfície palatina, a cera é alisada. A superfície lingual inferior deve ser côncava, sem levar a concavidade abaixo do bordo lingual dos dentes. Essa curvatura permite um melhor assentamento da língua, melhorando o conforto e a adaptação do paciente. A delimitação final dos colos é executada e, dependendo da idade do paciente, estes va- riam em altura. Esculpidos todos os detalhes anatômicos, damos acabamento com o auxílio da chama da lâmpada à álcool ou lamparina tipo de Hanau. Podemos marcar a superfície vestibular, caso tenha espaço e volume suficientes com a ajuda de uma escova de dente macia, um pedaço de uma esponja ou, como eu costumo usar, as cerdas da escova de Robson, o que dá um aspecto mais natural à prótese terminada (casca de laranja). Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 147 Isso permite que a reflexão da luz seja pequena e o brilho do acrílico mais natural na presença da saliva, se caso o paciente ao sorrir mostre essa região da prótese. Como acabamento final, limpa-se os resíduos de cera da região dos sulcos gengivais e principalmente dos dentes com líquido monômero de ação autopolimerizável e, para dar brilho, aplica-se o produto como Imogloss da Marca Imodonto ou também o Wax Gloss (Dimond D). Você pode usar detergente neutro e também as espumas que acompanham as caixas de dentes de estoque, montada em um mandril de lixa, em baixa rotação. Fase clínica #5/4 Nesse momento eu, como dentista, recomendo nova- mente a prova dos dentes como segurança total para partir para a finalização da prótese protocolo. Por que segurança total? Se no ato da execução da trans- ferência dos dentes da matriz de transferência acontecer qualquer movimentação atípica – seja na matriz (pelo sim- ples fato de o silicone estar menos rígido do que deveria) ou não existir encaixe perfeito da matriz no modelo de gesso, ou, por algum outro motivo – e o material for para a acrilização de maneira errada, ao colocarmos a próte- se na boca para instalar e pedir para o paciente fechar, podemos ter uma surpresa da oclusão não ser a mesma de quando foi provado os dentes, antes de confeccionar a barra protocolo. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 148 Então, uma sessão a mais não vai sacrificar ninguém e ainda pode livrar o dentista e o TPD de um problema estressante, haja visto que o paciente vai seguro de que vai ao consultório/clínica já para sair de lá com os dentes fixos na boca e, se isso não acontecer, todos se frustram naquele momento. Aprovação para acrilização das próteses protocolo Após a análise em conjunto de todos os requisitos an- teriormente descritos, o paciente deve aprovar, prefe- rencialmente por escrito, a finalização das próteses. Em caso de constatação de necessidade de alguma alteração, é nesse momento que deve ser realizado algum reparo. Quando a alteração é pequena, como a movimentação de um ou alguns dentes, ou, ainda, excesso de escultura em cera, a correção pode ser realizada pelo próprio cirurgião- dentista. Já em alterações maiores, como desvio de linha média e RC ou DVO alteradas, a prótese deve retornar ao protético, porém o cirurgião dentista deve fazer em consultório a remoção total ou parcial dos dentes e no- vos registros como já citado anteriormente, utilizando inclusive o articulador novamente, de modo a orientar a correção do problema encontrado. Após a remontagem, deve ser realizada nova prova estética e funcional, para posterior aprovação em conjunto do profissional e do pa- ciente. Nessa fase, após a aprovação, o paciente deve ler o documento de aprovação e assinar em conjunto com o profissional e de possíveis testemunhas. Posteriormente Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 149 a essa aprovação, é selecionada a cor da gengiva artificial com o auxílio de uma escala de cor apropriada. Fase laboratorial #6/4 Com a prova funcional e estética realizada, enceramento verificado e aprovado, é hora de partir para a finalização de nossa prótese protocolo depois de algumas etapas clí- nicas e laboratoriais. A próxima etapa é a inclusão da prótese. Nesse momento você escolherá de que maneira será realizada a polimeri- zação. Se será em micro-ondas, em termopolimerizadora, ou pelo método convencional da cocção, para que nesse momento a direção correta seja tomada. Na próxima edição deste livro, trarei, de maneira minu- ciosa, as diferentes formas descritas de como executar a polimerização da resina acrílica termoativada, mas, para fins de continuidade da confecção da prótese protocolo, vamos levar em consideração a maneira convencional da polimerização por cocção, na água fervendo. Dito isso, veremos agora a inclusão da prótese protocolo em gesso. Primeiramente, é necessário instalar novamente aná- logos na prótese protocolo e isso já não tem a ver com o modelo de início da prótese. Aqui é preciso colocar os análogos na prótese, parafusá-los e fechar, tampar os orifícios da entrada do parafuso com silicone denso de laboratório, por exemplo. Rotineiramente, eu vedo com Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 150 silicone denso laboratorial e, em cima, coloco uma finís- sima camada de cera bem aquecida e “liquida”. Como se fosse algo bem fino e transparente. A próxima etapa é escolher um gesso colorido e você entenderá o motivo disso mais à frente. Esse gesso de elei- ção precisa ser, no mínimo, um gesso pedra de pequena quantidade que será manipulado e colocado na região da prótese que vai em contato com o rebordo do paciente, sem cobrir os análogos. ALERTA! Caso não tenha colocado o análogo em todos os componentes da barra, é necessário vedar os excedentes com silicone denso de laboratório para não entrar gesso na região. Essa vedação ocorre no local em que seria co- locado o análogo. Após essa etapa de colocação de gesso na região de con- tato com o rebordo, espera-se secar e endurecer o gesso, removendo a sujidade ou excesso que tenhaficado na prótese ou nos dentes de estoque, mas o importante é deixar gesso apenas na região indicada. A partir desse momento, prepare a mufla passando va- selina ou outro tipo de isolante em toda região interna, seja na mufla, na contra mufla e também na tampa. Prepare gesso comum, manipulando-o de maneira cor- reta, depois, coloque-o na mufla até extravasar e encai- xe logo após a prótese protocolo com os análogos e o gesso anteriormente vazado, como na inclusão de uma prótese total. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 151 Aguarde o gesso tomar presa e passe isolante nessa re- gião, esperando secar para o próximo passo. Gesso rígido, isolante passado, manipule o silicone denso de laboratório e envolva de silicone toda a prótese protocolo sempre pressionando de maneira que o silico- ne esteja em íntimo contato com os dentes e com a cera esculpida, de modo a “esconder” toda região da prótese: tanto os dentes quanto a cera. Acomode a contra mufla em posição, manipule o gesso novamente e preencha toda a região que ficou com espaço, colocando a tampa. Normalmente deixo a mufla bem fechada e fixa na pren- sa hidráulica, até a presa final do gesso para seguir com a confecção da prótese protocolo. Após a presa total, é o momento de remover a cera com o uso de água quente. Faça isso com auxílio de um recipien- te com água fervente direto no fogo. Coloque a prótese incluída em mufla, dentro desse recipiente e aguarde por volta de 10 minutos para retirá-la do recipiente. Após o tempo transcorrido, remova a mufla do recipiente com o auxílio de uma luva e/ou pano, separe a mufla da contra mufla e derrame água quente para remoção do restante da cera. É preciso que seja removida toda cera com essa manobra para que depois da acrilização o dente não corra o risco de se soltar. É importante esfregar tanto a região da barra quanto a região dos dentes com uma escova de dentes e detergente Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 152 neutro, colocando concomitantemente água fervente até a completa remoção da oleosidade da cera. Nesse momento basta esperar resfriar o material para a próxima etapa. A etapa seguinte é a acrilização da prótese protocolo. E como se faz? Primeiro trabalhe com a barra metálica. Desparafuse a barra protocolo do gesso que se encontra dentro da mufla para poder preparar essa barra. Para isso, com auxílio de um instrumental tal como uma pinça, passe um produto chamado de opaco que vai mimetizar a barra frente à resina acrílica, ajudando o metal a não transparecer através da resina. Existem várias formas no mercado de opaco. Em pó (qui- micamente ativado), líquido (como se fosse um esmalte) e também aqueles que são ativados pela luz. A maioria precisa esperar alguns minutos para serem trabalhados novamente com a barra. Se você optou em colocar o análogo em todos os com- ponentes da barra tudo bem, mas se não, eu recomendo deixar os orifícios fechados com silicone de laboratório. Eu estou me referindo à superfície do componente pro- tético da barra que, que fica em contato com o implante, na boca do paciente. Feito isso e o opaco na barra já completamente seco, deve-se parafusar a barra ao modelo (o modelo da mu- fla) novamente e deixar separado. A próxima etapa é tampar todos os orifícios com silicone de laboratório também, mas dessa vez é a superfície oposta, onde entra Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 153 a chave para parafusar e desparafusar. Essa manobra é muito importante para não adentrar resina acrílica na cabeça dos parafusos, o que prejudicaria definitivamente esse parafuso. Em relação à preparação dos dentes, você pode furá-los para adquirir com isso um embricamento mecânico e evitar a soltura desses dentes e/ou passar os adesivos que existem hoje no mercado para fazer a função do embrica- mento, mas de maneira química. Isso vai de sua escolha, mas recomendo furar os dentes também. Tudo pronto para a acrilização propriamente dita. Agora devo abrir um parêntese para lhe falar sobre as fases da resina acrílica, as quais você precisa conhecer e dominar, pois a sua escolha se baseia no conhecimento e domínio das fases da resina acrílica. Só não recomendo esperar por longo tempo, para que a resina não fique cada vez mais resistente e não corra o risco de movimentar os dentes no momento de usar a prensa hidráulica. Fases da mistura 1ª Fase – Arenosa: durante a fase arenosa, as pérolas de polímero são completamente envolvidas pelo monô- mero que preenche os espaços vazios e o conjunto ad- quire uma cor translúcida. O nome atribuído a essa fase é consequência do aspecto semelhante a uma massa de areia molhada, que apresenta baixo escoamento e ganha brilho superficial por afloramento do excesso de líquido quando pressionada. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 154 2ª Fase – Fibrosa: na fase pegajosa, o líquido dissolve as longas cadeias de polímero, tornando a mistura viscosa e aderente, fazendo com que, na tentativa de manipula- ção, apareçam inúmeros fios finos e pegajosos entre as porções resultantes. 3ª Fase – Plástica: durante a fase plástica, a massa re- sultante perde a pegajosidade, a partir de certo ponto de saturação da solução de polímero no monômero, e começa a escoar de modo homogêneo, tornando‐se ma- nipulável e sem aderência, sendo essa conhecida como fase de trabalho. 4ª Fase – Borrachoide: na fase borrachoide, ocorre o aumento da concentração de cadeias de polímero no monômero e a evaporação do monômero residual, tor- nando o líquido escasso, fazendo com que o escoamento da massa torne‐se precário e apareçam características de recuperação elástica. 5ª Fase – Rígida: fase final, a resina já polimerizou e está dura nessa fase. Na reta final da confecção da prótese protocolo, você vai precisar optar pela acrilização convencional ou pela acrilização caracterizada, personalizada. Neste livro não abordarei, de maneira minuciosa, a acrilização caracteri- zada ou personalizada, mas vou descrever a técnica em si. Primeiramente, para qualquer tipo de acrilização de uma prótese protocolo, há a necessidade de cuidar, preparar a Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 155 barra metálica e também a região dos dentes de tal forma que foi citado anteriormente. Para uma acrilização simples, com a resina convencio- nal rosa, basta manipulá-la, em um pote tipo Paladon, conforme as orientações na bula do produto, pois é im- portante usá-la de maneira correta. Após a manipulação, basta colocá-la na região dos dentes, fechar a mufla e levar para a prensa hidráulica a 1 tonelada. Já na acrilização caracterizada, o dentista precisa enviar ao laboratório fotos, vídeos e a referência de cor existente em uma escala específica para gengivas. Existe hoje no mercado um roteiro para aplicação da resina acrílica de cores diferentes e que, ao final do processo, fica igual ou semelhante à cor informada pelo dentista por meio da escala de cor gengival. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 156 Imagem do inicio da acrlilização, com os dentes na muralha de silicone e a barra parafusada, já com o opaco aplicado e, na parte inferior, as próteses finalizadas. As cores diferem, mas sempre com uma tonalidade de rosa, intensa ou leve, dominando as cores como rosa claro, médio, vermelho, preto, marrom, roxo entre outras. Eu costumo colocar resina acrílica também na região cervical dos dentes na cor que existe nas escalas de número 66. Para executar a acrilização personalizada, basta seguir o livreto que acompanha o produto ou que se encontra na Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 157 internet. Mas vou deixar aqui uma orientação de cores e regiões que podem ser seguidas.Existe, no fundo de sulco, uma tonalidade mais vermelha devido à vasta vascularização nessa região. Então, quando existe uma oportunidade de colocar na caracterização as veias, esse é um artifício excelente para ser usado na região de fundo de sulco, porém, em prótese protocolo, isso é muito difícil acontecer devido à pequena porção gengival. As veias podem ser utilizadas nas camadas de sua preferência e quanto maior a quantidade de veias em camadas, maior será sua visibilidade. Não preci- sa ter regra para colocar as veias, pode ser na vertical, diagonal, fazendo um emaranhado, simulando, assim, maior naturalidade. Na região das papilas, dependendo do biotipo da pessoa, não utilize uma cor forte e, sim, um rosa mais claro ou rosa médio, pois, apesar do tecido conjuntivo nessa região, a gengiva é bem espessa e mais clara da mesma cor que a gengiva livre. O que pode ser feito também na caracterização nessa fase de acrilização é aplicar a resina também na região da barra. ALERTA! Sempre aplicar a resina e o líquido termo- polimerizável para saturar aos poucos a resina acrílica ali depositada. Para terminar a acrilização com a resina convencional rosa, basta manipular de forma correta em um pote. Após o manuseio, basta colocar na região dos dentes, fechar a mufla e levar para a prensa hidráulica a 1 tonelada. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 158 Com a mufla na prensa, aguarde 12 horas para que ocor- ra todo processo de reação química da resina acrílica, conforme as instruções do fabricante, no qual já se inicia a polimerização. Esse processo é muito importante ser respeitado com resina convencional, mesmo que você tenha muito trabalho a fazer, e isso poderá evitar poro- sidade, fragilidade da prótese entre outros problemas até com os pacientes. Passadas essas 12 horas, é o momento da polimeriza- ção e temos maneiras diferentes e eficazes para que isso ocorra com efetividade, evitando trincas, fragilidade da prótese, soltura de dentes, porosidade da prótese entre outros problemas. No momento em que nós discutimos sobre a inclusão em mufla de nossa prótese, foi utilizado o processo de cocção. Mas devo aqui citar que existem variações de ci- clos dentro da modalidade cocção e existem variações de maneiras de realizar a própria polimerização. E quando eu abordo os ciclos, eu me refiro à quantidade de tempo que a peça ficará fervendo no fogo e a intensidade da chama no fogão a gás. Você pode fazer a polimerização de sua prótese protocolo com auxílio de um equipamento chamado termopolime- rizadora, que vai unir a temperatura e a pressão em um mesmo mecanismo. Esse é um modo muito eficiente, rá- pido e prático de se conseguir alto nível de polimerização da prótese, porém não muito praticado devido ao custo de investimento. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 159 Uma outra opção é o uso de micro-ondas para realizar a polimerização que é a mais rápida de acontecer. Para isso, é necessário dominar a técnica e também os mate- riais específicos para a polimerização em micro-ondas. E o que é a polimerização? As resinas acrílicas à base de polimetilmetacrilato (PMMA) são compostos orgânicos classificados como polímeros, fornecidas como um sistema pó/líquido. Para sua manipulação, a proporção indicada é três partes de pó para uma parte de líquido. Sua polimerização pode acon- tecer por meio de reações químicas, por adição térmica ou por adição de luz, e, dessa forma, ela classifica-se em: Resina Acrílica Ativada Quimicamente (RAAQ), Resina Acrílica Ativada Termicamente (RAAT) e Resina Acrílica Fotoativada. A capacidade de sorção e solubilidade são duas das principais propriedades das resinas acrílicas e estão relacionadas às propriedades polares dos polímeros e à presença física de espaços entre as cadeias e radicais livres. A redução da rugosidade, por meio do acabamento e do polimento é fundamental, pois superfícies rugosas promovem nichos, nos quais os microrganismos são pro- tegidos das forças mastigatórias e dos procedimentos de higiene bucal. Apesar de suas qualidades, as resinas ainda se mostram um material com resistência questionável, devido principalmente ao grande número de fraturas dos artefatos confeccionados com esse material, sendo que essas fraturas podem ser evitadas com o conhecimento do material, suas indicações e limitações, respeitando todas Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 160 suas necessidades de manipulação e com a utilização de princípios protéticos adequados, durante a confecção das próteses. Após a acrilização E a polimerização convencional, aquela feita pela maio- ria e que é produzida de maneira mais simples e barata? Então vamos lá. O objetivo da polimerização é propor- cionar um polímero com o peso molecular mais elevado e sem porosidade possível e isto é conseguido por meio de: aquecimento lento (o colapso do peróxido de benzoíla, iniciador, é rápido acima de 60ºC); aquecimento lento a 60ºC (pode-se produzir menos radicais livres, o que pro- porciona um polímero de peso molecular maior). Se você já ouviu dizer que a polimerização por cocção, na qual vamos ferver a prótese dentro da mufla, precisa ser de modo lento e com controle da temperatura, a resposta está aí. Quanto mais lenta, menos radicais livres e mais compactas estarão as moléculas e maior efetiva estará essa resina. Por essa razão, é preciso baixas temperatu- ras: a reação de polimerização é extremamente exotér- mica (libera calor) e a quantidade de calor desprendida pode representar um fator importante na polimerização adequada de uma prótese. O metacrilato de metila sofre ebulição a 103ºC. A resina acrilizada, porém, ainda não polimerizada, deve ser mantida abaixo dessa tempera- tura para evitar porosidade. A polimerização completa acontece com o aquecimento a 100º C e, posteriormente, diminui a quantidade de monômero residual. Existem Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 161 vários protocolos da polimerização por cocção, mas vou citar um ciclo com a técnica habitual: 30mim no fogo baixo, 30mim no fogo desligado, 30mim no fogo baixo e 60mim no fogo alto. Feito o ciclo e concretizada a polimerização, é o mo- mento de deixá-la descansando para esfriar e realizar a desinclusão. Estando com a peça em mãos, chegou a hora de finalizá-la para poder instalá-la. E para o acabamento e o polimento, vou passar um protocolo que pode ser executado pelo dentista na clínica e outro protocolo para ser executado no laboratório e que apresenta bons resultados. O grande objetivo do acabamento e do polimento, na resina acrílica, é tirar a aspereza, as rebarbas e também dar brilho. Eu considero o maior dos objetivos é tirar toda rugosidade, os sulcos profundos da resina e deixá-la com- pletamente lisa e incapaz de acumular resíduos conforme o uso pelo paciente. O começo do acabamento e do polimento é feito com broca. O uso da Maxicute ou minicute aí é primordial para dar início ao acabamento e remover todo excesso de resina que existe na prótese. Durante esse processo, sempre pense: quanto menos fissura e riscos existirem na prótese, mais polida ficará. A broca serve também para eliminar o máximo possível esses riscos, esses sulcos. Eu indico um torno para polimento e não precisa ser o mais caro e nem o de duas velocidades. Uma velocidade Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 162 só já é suficiente. Se puder ter o torno é excelente, tanto no laboratório quanto no consultório, pois esse material para preparo de superfície para polimento é o mais barato. Vou apresentar dois protocolos com e sem uso do torno. Ambos começam com a utilização da broca já citado anteriormente. O primeiro passo, após o uso da broca, é utilizar as lixas com gramaturas específicas, uma sequênciade lixa na sequência da numeração de 150 e depois 220. Escova de pelo (roda 10) para polimento das ameias; roda 27 ou 30 para o polimento geral da prótese. Essas rodas de pelo utilizo com o material pedra-pomes em movimentos contínuos e dinâmicos, pois se deixar a prótese estática, vai desgastá-la e ainda vai marcá-la pela fricção excessiva e a geração de calor no local. O próximo passo consiste no uso das rodas de flanela. Sobre elas indico duas: uma para pastas (ou bastões de brilho), e a outra sem nada. Agora, na ausência de um torno, eu recomendo essa sequência para os dentistas ou TPDs. Você usa a broca e depois uma sequência de lixa de nu- meração 150 e depois 220. Essas lixas você encontra em qualquer casa de tintas. O próximo passo consiste no uso de borrachas na sequência de verde, cinza e amarelo. Esse material você encontra em qualquer dental. A continuação da sequência do polimento é feito com a roda de camurça e bastão polidor ou uma pasta universal para polimento e a roda de camurça somente, sem nenhum material junto. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 163 Com um desses dois protocolos, você terá sua peça pro- tética sem rugosidade e com brilho intenso pronta para ser instalada na boca do paciente. Fase clínica #6/4 Essa é a etapa mais importante para o paciente e o mo- mento de coroar o trabalho do técnico em prótese dentária e do cirurgião dentista. Para a instalação, será necessário atentar se, no formato da prótese, não está obstruída a passagem de fio dental, para higienização do paciente; se não há buracos exces- sivos entre base da prótese e da gengiva, pois o paciente poderá reclamar no momento de se alimentar e come- çar a acumular alimento naquela região. É necessário atentar-se na oclusão, de modo a ficar bem distribuído os contatos dentais. Costumo sempre indicar algum produto como, por exemplo, os produtos à base de digluconato de clorexidina a 0,12%, para resolver o acúmulo excessivo de bactérias na cabeça do implante ou no componente, principal- mente em implantes hexágono externo. É só deixar um pouco desse material nos componentes da prótese no ato da instalação. Outro fator importante é o torque dado no momento do aperto dos parafusos, pois cada parafuso tem o torque ideal e recomendado pelo fabricante. Normalmente o torque é de 30 Newtons. Após instalado deve se vedar a entrada Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 164 dos parafusos com um material que seja fácil de remover, tal como uma bolinha de “veda rosca”, ou um pouco de guta percha e, logo em seguida, um cimento obturador provisório. Faça todas as recomendações ao paciente, principalmente em relação à higienização, e o trabalho será conservado de maneira natural e com sucesso para o paciente, o clínico e o protético. Entrega Sua prótese concluída finalmente chegou do laborató- rio! Embora você possa estar ansioso para se apressar e entregá-la, seria aconselhável desembalá-la e realizar um exame completo. Documente sua condição com algu- mas fotos detalhadas. Muitos erros podem ser evitados detectando quaisquer defeitos bem antes da instalação agendada para o paciente. Essa análise consiste em avaliar se a estética é apropriada; se o lado do tecido da prótese é arredondado para permi- tir o acesso à higiene do paciente; se há rachaduras no acrílico – especialmente ao redor dos orifícios de acesso. Se você tiver pilares em seus implantes, certifique-se de verificar novamente o aperto. Muitas próteses são quebradas porque os pilares se soltam antes da instala- ção definitiva. Um valor de torque padrão para pilares é de 35 Ncm; no entanto, você deve consultar o fabricante individual do implante para confirmar o valor desejado. Coloque a prótese sobre os implantes e insira os parafusos Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 165 protéticos. Inicialmente, você deve apertar os parafusos apenas manualmente. Quando tudo estiver bem encaixado, dê uma olhada na oclusão. Se ela parecer próxima do ideal e corresponder muito ao que você registrou em visitas anteriores, você poderá apertar cada parafuso protético com 20 Ncm (se houver um pilar intermediário) ou 35 Ncm (se a prótese estiver sendo aparafusada diretamente no implante). Por favor, verifique com o fabricante do seu implante o valor de torque específico recomendado. Se houver uma discre- pância grave na oclusão, pode ser melhor fazer um novo registro de mordida e devolvê-lo ao laboratório para que ele faça uma remontagem e proceda com as modificações. Resolvida essa etapa, você pode prosseguir para ajustar sua oclusão. O objetivo principal da terapia oclusal, em prótese dentária convencional, é alcançar um sistema mas- tigatório com funcionamento ideal, confortável e estável para o paciente. A abordagem para atingir esse objetivo deve ser metódica, lógica e prática. Infelizmente, na pró- tese dentária convencional, o tema da oclusão sempre foi controverso, envolvendo diferentes filosofias e conceitos propostos por diversas opiniões de especialistas. A oclusão da prótese implanto-suportada tem sido tratada de forma semelhante devido a muitas formulações baseadas nas abordagens protéticas clássicas. Os implantes dentários são utilizados há menos de 35 anos. A especulação do esquema oclusal continua em nosso período inicial da implantodontia. Além disso, a documentação científica Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 166 existente pode aumentar a confusão. Atualmente, nossa profissão só consegue explorar artigos de baixo nível de evidência e deduzir informações de recursos de opiniões de especialistas. Nossa profissão tem visto uma infinidade de abordagens oclusais que funcionam bem em muitos casos. A investigação não produziu resultados definitivos consistentes sobre a relação causal entre a oclusão do im- plante e as complicações, incluindo efeitos mecânicos e biológicos. No entanto, como dentista, necessitamos de formular esquemas oclusais de maneira prudente e sis- temática, de acordo com os parâmetros inerentes a cada caso individual. Pesquisas futuras poderão produzir uma mudança de paradigma no campo da oclusão de implantes. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 167 Imagens da chegada da Prótese do Laboratório, instalação e ajuste oclusal pós instalação. Este livro concentra-se em um subconjunto de próteses sobre implantes para reabilitação. Meu ponto de vista sobre a oclusão da prótese do tipo protocolo baseia-se em uma abordagem conservadora que leva em consideração múltiplas variáveis e parâmetros, incluindo biomecâni- ca básica, função, conforto e estabilidade desses casos a Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 168 longo prazo. Minha filosofia é tentar antecipar sinais de alerta antes que eles se manifestem. A principal tarefa, no planejamento de um esquema oclusal, é permitir uma orientação favorável da força e uma distribuição de carga dentro da prótese. Não se sabe quanto desvio do desenho de oclusão ideal pode ser tolerado em próteses sobre implantes, principalmente para ela não se quebrar ou quebrar os dentes. Para orientação, o clínico deve fazer uma análise da história oclusal do paciente, observando os padrões de desgaste da dentição natural, revisando os resultados do tratamento protético anterior, avaliando a atividade parafuncional e determinando a importância relativa de fatores, incluindo relações maxilo-mandibu- lares e estética. Esses componentes afetam as condições, variações e nuances que constituem esquemas oclusais individuais que podem ser interpretados como desviantes do ideal, embora sejam fisiológicos. Um fator importante a considerar é a diferença significativa na propriocepção entre dentes e implantes dentários. Os implantesnão possuem ligamento periodontal e, portanto, apresentam menor sensibilidade tátil, inclusive relatada como sendo mais de 100 vezes menor em implantes do que em dentes. Mesmo diante desse fato, as reabilitações sobre implantes ainda parecem funcionar, o que pode ser explicado pelas terminações nervosas presentes no periósteo, músculos, mucosa oral e articulação temporomandibular. Isso tem sido chamado de osseopercepção. Se quisermos seguir um algoritmo para determinar esquemas oclusais para Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 169 uma variedade de casos, um primeiro passo importante é avaliar o arco antagonista. Idealmente, o arco mais fraco torna-se o principal determinante no desenvolvimento de um arranjo oclusal específico. Por exemplo, se uma prótese sobre protocolo se opõe a uma prótese total, desenvolve- se uma oclusão bilateral equilibrada para estabilizar a prótese. Um protocolo ocluindo contra uma dentição natural estável orienta o foco no arco da protocolo. Para determinar o esquema oclusal, esse cenário exige mini- mizar as chances de interferências oclusais e adaptar um esquema que permita uma biomecânica favorável para controlar os movimentos mastigatórios. Esses tipos de modificações na abordagem oclusal também podem ser aplicados a outros cenários. Um caso protocolo ocluindo com protocolo geralmente seguirá o mesmo formato dis- cutido com a dentição natural. Pode ser necessário ajus- tar os contatos oclusais nas excursões laterais para levar em conta a posição e o comprimento dos implantes que suportam suas respectivas próteses. Além disso, devido a uma grande percentagem de pacientes que apresentam hábitos parafuncionais, é um bom senso confeccionar uma proteção oclusal que possa controlar a distribuição de força durante o sono. A importância das consultas de acompanhamento para fins de higiene e avaliação nunca pode ser subestimada. O feedback do paciente, os padrões de desgaste e o estado da estrutura protética e dos implan- tes devem ser avaliados e modificados em conformidade. Essas visitas de acompanhamento podem desempenhar Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 170 um papel fundamental na manutenção da estabilidade, a longo prazo, das próteses totais implanto suportadas. Para sintetizarmos o assunto oclusão: Oclusão estática: avaliação da mordida quando os dentes estão em contato estático (máxima intercuspida- ção). A prótese deve se ajustar corretamente sem causar interferências ao fechar a boca. Oclusão dinâmica: verificação da mordida durante movimentos (protrusão e lateralidade). A prótese não deve interferir nesses movimentos naturais, ou seja, não deve haver contatos prematuros que façam com que haja um deslocamento inadequado durante os movimentos. Bruxismo: pacientes com bruxismo devem ser cui- dadosamente avaliados, pois o desgaste excessivo pode sobrecarregar não só os dentes, mas os implantes e o tecido ósseo. Pode ser necessário o uso de dispositivos de proteção, como placas de mordida. Espaço interoclusal: a medição do espaço vertical dis- ponível para a prótese é crucial. A altura deve permitir uma prótese com espessura suficiente para resistir às forças mastigatórias. Essa avaliação é importante antes mesmo de optar pelo uso de pilar intermediário. Guias oclusais (guia canina): em muitos casos, é ideal estabelecer uma guia canina para proteger os implantes posteriores durante os movimentos excêntricos. Porém, essa opção precisa estar amparada na excelente acrilização Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 171 da prótese por parte do laboratório, pois há risco de que- bra dental, devido à espessura ou soltura do material ou à acrilização irregular, não respeitando o tempo correto de repouso da resina acrílica termopolimerizável na prensa. Guia anterior: no caso de próteses envolvendo os dentes anteriores, é importante garantir que a guia anterior seja funcional e estável. Ajustes finais: após a colocação da prótese, ajustes oclu- sais finos são feitos para garantir um contato equilibrado e funcional durante a mastigação. Reavaliação periódica: é importante o acompanha- mento por meio de consultas regulares para monitorar a oclusão e ajustar conforme necessário. A instalação de próteses sobre implantes requer uma análise detalhada dos aspectos funcionais e de oclusão para garantir um resultado duradouro e eficaz. O plane- jamento meticuloso e a execução cuidadosa são essen- ciais para alcançar uma reabilitação oral bem-sucedida, proporcionando ao paciente uma função mastigatória eficiente e uma estética satisfatória. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com Este e-book foi composto em Literata e Lato, pela Ix Editora, em Brasília, setembro de 2024. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com https://ixeditora.com.br Márcio Marinho é casado e tem dois filhos maravilhosos. Ao longo dos 21 anos de profissão, já estudou muito e ajudou centenas de alunos a trabalhar com prótese sobre implante. É autor do livro Manual Protocolo Acrílica. Foi estagiário na Universidade de Marburg (Alemanha). Montou e publicou vários cursos online. Cirurgião-Dentista, Mestre pela UNESP-Araçatuba e Especialista em Prótese Dentária pelo CFO, também é especialista em Implantodontia pela Universidade são Camilo e Professor Universitário, por anos, na UNIFAI/Adamantina. Sua missão é ajudar Dentistas e Técnicos em prótese dentária a levar suas mensagens e propósitos por meio de seus trabalhos reabilitadores. Prótese sobre Implante é um guia completo que reúne, em um único volume, todo o passo a passo da sequência clínica e laboratorial para reabilitações implantossuportadas, desde a unitária até o protocolo. Ideal para profissionais que buscam segurança e eficiência nos tratamentos, este livro aborda cada etapa com clareza, oferecendo orientações práticas e soluções para os desafios do dia a dia. Com foco na excelência, Prótese sobre Implante é o manual definitivo para quem deseja dominar as técnicas de prótese sobre implante. 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Referência Rápida: Serve como um manual de consulta rápida, útil em momentos de dúvida no dia a dia profissional. Investimento em Carreira: Ao aprimorar habilidades, o livro contribui para o crescimento profissional e para a construção de uma prática mais sólida e bem-sucedida. P R Ó T E S E S O B R E IM P L A N T E M Á R C IO M A R IN H O M Á RC I O M A R I N H O Um Guia Completo com Sequências Clínicas e Laboratoriais, de Unitária a Protocolo, reunidas em um único livro PRÓTESE SOBRE IMPLANTE Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com Apresentação Capítulo 1 Panorama das próteses sobre implante Capítulo 2 A mecânica biológica Capítulo 3 Tipos de próteses sobreimplantes e a estrutura que as compõe Capítulo 4 Prótese sobre implante unitária Capítulo 5 Prótese sobre implante múltipla Capítulo 6 Prótese implanto-muco-suportada (overdenture) Capítulo 7 Passo a passo para a confecção de uma prótese do tipo protocoloAo longo do tempo, o implante e a prótese devem se adaptar às mudanças no osso, nos tecidos circundan- tes; e aos dentes antagonistas. A biomecânica dinâmica considera que essas adaptações ocorrem para manter a estabilidade funcional. Problemas como peri-implantite (inflamação ao redor do implante) podem também comprometer a biomecânica do sistema e levar à falha do tratamento. Além disso, a adaptação do paciente à nova prótese é um aspecto im- portante da biomecânica. Isso inclui o ajuste da oclusão (como os dentes superiores e inferiores se encaixam) e a prática de hábitos de mastigação que não sobrecarreguem os implantes. A biomecânica entre implante e prótese é, portanto, um campo multidisciplinar que combina conhecimen- tos de Engenharia, Biologia, Odontologia e materiais para proporcionar soluções eficazes e duradouras para a substituição de dentes perdidos. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 19 capítulo 3 Tipos de próteses sobre implantes e a estrutura que as compõe Quando o assunto é prótese sobre implante, podemos logo citar dois tipos principais: A prótese fixa sobre implante: esta prótese é fixada permanentemente aos implantes. Pode ser usada para substituir um único dente (coroa) ou múltiplos dentes (ponte). A prótese é aparafusada ou cimentada aos im- plantes, proporcionando uma sensação de funcionalidade Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 20 semelhante aos dentes naturais não sendo possível sua remoção pelo paciente. A prótese removível sobre implante (overdenture): embora seja fixada aos implantes para maior estabilidade, essa prótese pode ser removida pelo paciente para limpe- za. Ela se encaixa nos implantes por meio de sistemas de retenção, como clipes ou barras, oferecendo mais segu- rança e conforto em comparação às próteses removíveis sem encaixe (dentaduras) tradicionais. Montando o nosso quebra-cabeça e as peças que o compõe (visão geral) Para uma compreensão completa das próteses sobre implante, é essencial conhecer cada componente que as compõe e, por isso, vamos dar uma visão geral. Pilares (abutment): são os componentes que conectam o implante à prótese. Existem diferentes tipos de pilares, como: Pilares cimentados (utilizados para fixar coroas uni- tárias também chamados de munhão); Pilares parafusados (mais comuns em próteses múl- tiplas e overdentures) Pilares angulados (permitem a correção de disparidades angulares no orifício de entrada e saída dos parafusos que vai diretamente na cabeça do implante). Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 21 Coroas unitárias: são utilizadas para substituir um único dente. Podem ser cimentadas ou parafusadas ao pilar ou diretamente ao implante. Pontes: substituem múltiplos dentes adjacentes. São fixadas aos pilares dos implantes ou à plataforma dos implantes. Overdentures: são próteses removíveis que são suportadas e retidas por implantes. Elas oferecem maior estabilidade e conforto em comparação com dentaduras convencionais. Clipes e retentores: elementos que conectam a over- denture aos implantes, oferecendo retenção e estabilidade permitindo sua fácil remoção e limpeza. Próteses tipo protocolo (All-on-4/All-on-6): essas próteses são fixas e substituem todos os dentes de uma arcada utilizando quatro a seis implantes como suporte, ou conforme o planejamento do cirurgião dentista. Barras protocolo: estruturas de metal que se conectam aos implantes ou à plataforma dos implantes e suportam a prótese. Dentes acrílicos ou cerâmicos: conectados à barra protocolo para formar a arcada dentária. Passo a passo para a confecção de próteses sobre implante Avaliação e planejamento inicial A avaliação inicial envolve: Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 22 Exames clínicos: consistem na avaliação da saúde bucal e sistêmica do paciente, por meio de radiografia panorâ- mica para avaliar a densidade e qualidade óssea ao redor do implante e, se necessário, do raio x periapical também. Planejamento digital: algumas clínicas e laboratórios mais avançados na tecnologia e com recurso financeiro adequado podem se utilizar de software para planejar a po- sição ideal da prótese em relação aos implantes instalados. ATENÇÃO: O período de osseointegração é algo que temos que respeitar independente do implante utilizado para um prognóstico mais seguro. Algumas fábricas de implantes possuem seus próprios estudos e suas indica- ções para tempo de osseointegração, mas, de maneira geral, esse período varia de 3 a 6 meses, dependendo da qualidade óssea e da posição do implante. Durante esse tempo, o implante se integra ao osso. Exposição do implante e colocação do pilar (reabertura ou segunda fase cirúrgica) Exposição do implante: reabertura da gengiva para acessar o implante. Essa exposição necessariamente preci- sa ser seguida da instalação de peças cicatrizadoras direto na plataforma do implante ou a instalação de pilares na plataforma do implante associada à instalação da peça cicatrizadora a este pilar. Casos em que você encontra o cover e não há necessidade da reabertura, pode se deixar o próprio cover para próteses aparafusadas diretamente Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 23 na “cabeça” (plataforma) do implante ou seguir para o caminho da instalação do pilar + cicatrizador. Isso posto, daremos início à descrição da confec- ção de cada tipo de prótese sobre implante e suas possíveis variações. O processo para obter uma prótese sobre implante ge- ralmente envolve uma avaliação inicial, a colocação dos implantes, um período de osseointegração (no qual o osso se funde com o implante), e finalmente a fixação da prótese. É uma abordagem moderna e eficaz para a reabilitação oral, indicada para muitos pacientes que perderam dentes por diversas razões. Os aspectos funcionais e de oclusão são fundamentais para o sucesso da instalação de próteses sobre implantes, portanto os abordaremos mais adiante. Prótese fixa sobre implante Seguirei o passo a passo para confecção clínica e labora- torial das próteses sobre implante de hexágono externo, independente se é implanto-muco-suportada como a overdenture ou se é 100% implanto-suportada. Para isso, partiremos da premissa que temos a reaber- tura realizada e iremos iniciar o nosso planejamento com instalação do cicatrizador na cabeça do implante ou pilar + cicatrizador. Nesse ponto, você terá que responder a seguinte per- gunta: “Você trabalhará com seus componentes direto Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 24 na cabeça do implante ou usará um pilar para elevar a plataforma restauradora do seu implante?” Considere que o pilar em questão é o especial comumente chamado de mini pilar ou Abutment que é frequentemente usado para reabilitações de arco completo. Quando comecei a reabilitar esses casos, não utilizava pilares com muita frequência. Funcionou bem para mim inicialmente. Agora, porém, eu os uso em quase todos os casos. Deixe-me explicar os prós e contras e você poderá decidir por si mesmo se deseja usá-los. Eles são incríveis, porque: 1) permitem a correção de um ângulo de implante de até 30 graus; 2) elevam a platafor- ma de restauração até o nível gengival para não beliscar as gengivas do paciente em cada consulta, o que torna a reabilitação muito mais fácil. Isto é especialmente valioso se a gengiva inserida não estiver disponível para envolver completamente o implan- te, até porque toda vez que você remove o cicatrizador, a gengiva ou mucosa “deita” e o paciente sente dores no procedimento a ser realizado e se você não usar pilares em prótese múltipla e, portanto, a plataforma estiver abaixo do nível gengival e não lançar mão do cicatrizador você terá que anestesiar o paciente todasas vezes, seja durante a moldagem, a prova de estrutura etc. Eles não são tão incríveis assim, porque: 1) podem re- duzir a quantidade de espaço interoclusal que você tem para sua prótese, a qual deve ter espessura adequada para evitar que se quebre a longo prazo; 2) os parafusos Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 25 são minúsculos. Se o seu paciente for bruxista, ele pode quebrar os parafusos ou fazer com que eles se soltem; 3) mesmo que você siga todos os passos corretos, esses pilares às vezes se soltam. Regra prática: atualmente eu os uso em quase todos os casos devido à sua conveniência. Além disso, use-os se precisar corrigir a angulação do implante para que todos os implantes fiquem relativamente paralelos e para que você não tenha nenhum orifício de acesso saindo das faces vestibulares dos dentes. Eles simplificam. Se você optar por usar pilares intermediários, deverá experimentá-los primeiro se for para corrigir a angulação e radiografar para verificar o seu encaixe perfeito antes de apertá-los, pois a base é um dodecaedro. O objetivo ao posicioná -los é: 1) para garantir que seus orifícios de acesso não saiam da face vestibular da prótese; 2) para melhorar o paralelismo entre todos os locais de implante. Os pilares angulados normalmente vêm com uma haste de inserção que ajuda a avaliar o posicionamento. Você ainda pode usar um cilindro temporário (cicatrizador) para avaliar o posicionamento de seu pilar intermediário. Mudar os ângulos é realmente fácil de fazer. Não tenha pressa para desviá-los menos de 20 graus para evitar uma dor de cabeça no futuro. Cada marca e conexão tem seu truque único de posicionamento. Inspecione seu pilar para saber a orientação correta antes de instalá-lo. Se o pilar a ser usado for reto, basta verificar a altura do pilar que você pretende usar em cada caso e, para isso, você Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 26 encontra a altura de “cinta” na embalagem do fabricante. Basta selecionar aquela que será necessária na reabilita- ção de seu caso. Quando todos os seus pilares estiverem instalados, é preciso dar o aperto em Newton conforme a recomendação do fabricante que geralmente é de 30N. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 27 capítulo 4 Prótese sobre implante unitária Fase clínica #1/1 Esse tipo de prótese geralmente é aparafusado e metalo- cerâmica. A partir da escolha com ou sem pilar, é neces- sário decidir se a técnica de moldagem será com moldeira aberta (com uso de moldeira plástica e com um orifício na região do parafuso da peça chamada de transferente) ou moldeira fechada (não precisa ser necessariamente plástica, podendo ser metálica). Essa decisão é influenciada pela escolha do transferente de moldagem, pois a anatomia e o formato são estabele- cidos para o modo de moldagem, o tipo de moldeira que Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 28 será usado. Exemplo: em uma moldagem com moldeira aberta, você precisará de um transferente que possa ser removido junto com seu molde da boca do paciente; ao passo que, na moldeira fechada, o transferente ficará na boca e somente depois da remoção da moldeira com o molde ele será, portanto, removido. Escolhida a maneira de executar a moldagem, vamos discorrer sobre a prótese unitária na moldagem de mol- deira fechada. A sua escolha pode ser a aberta sem pro- blema, mas, como em todas as outras próteses, nossa abordagem será pela aberta, nesta etapa falaremos da moldeira fechada. Para executar a moldagem, depois da decisão de ser moldeira fechada, devemos selecionar o transferente referente a essa moldeira. Qual a característica desse transferente? Ser de moldeira fechada, ter o diâmetro da plataforma do implante instalado em boca, caso de coroa direto na cabeça do implante ou ter o diâmetro do pilar intermediário escolhido. E mais, se for prótese cimentada, ter o transferente para o munhão que será parafusado ao implante. Tendo selecionado o transferente, é a vez da escolha do material a ser usado e aqui vou passar uma técnica muito simples e 100% efetiva para o seu resultado. Nessa fase pode-se usar como material de moldagem o silicone de adição (o qual será abordado em outras eta- pas) e o silicone de condensação, que será nosso foco na moldagem do implante unitário. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 29 O primeiro passo é aparafusar o transferente no pilar ou no implante e realizar a prova da moldeira de escolha. Feito isso o cirurgião dentista deverá realizar o raio x pe- riapical para verificar se a conexão do conjunto implante/ transferente ou pilar/transferente está perfeitamente adaptada. No caso de conexão supra gengival, a olho nu conseguimos fazer essa verificação e, por conta disso, não há necessidade de realizar uma radiografia. A partir desse momento, é hora de começarmos a mol- dagem propriamente dita e para isso precisamos ter se- parado silicone de condensação na consistência denso e fluido com seu catalisador, espátula 24 ou 36 e placa de vidro. O processo é simples, basta manipular 25% do ma- terial denso, formar uma bolinha e acamar em cima do transferente dentro da boca, fazer um “V” com a sonda exploradora como referência na face vestibular e esperar endurecer. Depois, é preciso remover esse silicone que chamaremos de casquete e ele terá as impressões nega- tivas do transferente e de dentes adjacentes. Para potencializar essas impressões e dar maior segu- rança, é preciso separar, em uma placa de vidro, a pasta do fluido e o catalisador. Com a espátula de escolha, ma- nipule o material e o insira dentro do casquete, levando-o novamente ao local do transferente e realizando uma leve pressão. Enquanto o material endurece, basta manipular a medida do material denso compatível com a moldeira previamente escolhida e moldar o arco da reabilitação. Após o endurecimento, remova todo o conjunto de sili- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 30 cone, ficando em posição na boca o transferente. Analise bem o molde se realmente copiou o encaixe do seu trans- ferente e os dentes adjacentes. Remova o transferente. Com o transferente em mãos, escolha o análogo (peça semelhante ao implante) referente a ele e parafuse, for- mando um conjunto transferente/análogo, o qual será encaixado diretamente no molde realizado. Imagem da sequência de moldagem com moldeira fechada, descrita anteriormente Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 31 Atenção: Caso queira, pode pingar cola instantânea para o conjunto não ter nenhum movimento, afinal ele não pode deslocar. Não se esqueça de realizar o molde do arco antagonista, o qual pode ser feito com alginato e um registro de mordida, caso não haja estabilidade entre arcos. Esse registro pode ser com silicone “bite” específico para isso ou com silicone de condensação mesmo, a parte densa. Cuidado para não manipular demais, pois você não consegue verificar se o paciente realmente está mordendo de maneira correta. Feito isso, selecione e envie ao laboratório, juntamente com o molde, o componente chamado Universal Cast to Long Abutment (Ucla), indicado para a confecção de reabi- litações metalocerâmicas definitivas sem intermediários (direto no implante), e o seu respectivo parafuso. Vou fazer aqui uma interrupção para explicar sobre esse componente. A Ucla pode ser rotacional (sem hexágono em caso de prótese múltipla) e antirrotacional (com he- xágono, indicada para a confecção de próteses unitárias em região anterior ou posterior). Existem, também, a Ucla calcinável ou totalmente plás- tica e a Ucla que denominamos com cinta metálica (o encaixe que vai direto na plataforma do implante é de metal aumentando, com isso,a precisão da união). Caso o implante tenha uma pequena angulação desfavorável para a biomecânica e a estética e o dentista precise corrigi-la, pode ser usada, para a confecção da coroa no laboratório, a Ucla dinâmica que permite a correção da discrepância Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 32 angular. Essa Ucla possui um parafuso e uma chave de inserção apropriados para esse tipo de componente, os quais são diferentes das outras chaves usadas para os outros componentes anteriormente citados. Fase laboratorial #1/1 Nesse momento entra em ação o TPD dando continuidade ao processo. Dessa forma, descreverei todo o processo para que você, leitor(a), possa entender e visualizar o passo a passo de maneira clara. É necessário enxergar o que acontece na construção de uma prótese unitária quando estiver lendo cada parágrafo deste livro. E muitos temas tratados aqui servirão para confecção de outras próteses. Então é a vez do TPD começar com o molde em suas mãos. E é dessa maneira que o dentista vai enviar o tra- balho. Um molde, já com os componentes chamados de análogos, parafusados nos transferentes ou soltos para o TPD parafusar. É muito importante que os análogos estejam 100% encaixados aos transferentes da moldeira e sem movimento. Uma observação é que o nosso molde deve ser chamado de molde, nunca de moldagem. Moldagem é o ato que o dentista faz em colocar a moldeira com material dentro da boca do paciente e, após a remoção da moldeira com o ma- terial, o resultado obtido pelo dentista é chamado molde. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 33 Aos que já conhecem essas definições e já trabalham com próteses sobre implante, eu peço um pouco de paciência, porque este livro foi escrito principalmente para leito- res(as) iniciantes em prótese dentária. Para os iniciantes que não possuem conhecimento, seja teórico ou prático, procuro aqui ensinar o caminho partindo de conheci- mentos bem iniciais. No entanto, mesmo aqueles que já dominam grande parte dos procedimentos, tenho certeza de que todos aprenderão muito com a leitura deste livro. Sem mais delongas, a partir do momento que estou com meu molde em mãos, eu preciso verificar alguns requisitos. É muito importante executar a desinfecção do mol- de, pois há alguns profissionais que não a fazem, nem o lavam, por isso, aconselho a trabalhar adotando esse procedimento como padrão. Em caso ideal, o parafuso de transferência já vai apa- rafusado com o componente (entregue pelo dentista) chamado análogo (peça que desempenha função similar ao implante quando dentro do modelo de gesso), nos indicando a posição tridimensional exata do implante instalado na boca, mas posicionado no modelo de gesso. Caso não esteja já rosqueado, você precisa aparafusar e verificar se realmente o análogo está adaptado correta- mente. Na cabeça do parafuso do transferente e na cabeça de todos os parafusos dos componentes protéticos, existe um encaixe para a chave específica. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 34 Nessa cabeça nós temos um lugar para colocar uma chave e rosquear, é o que é feito no consultório na boca do paciente. Temos vários tipos de chaves, porém citarei dois tipos mais usados: a quadrada 1.3 e a hexagonal 1.2. Enfim, por que eu estou informando você sobre isso? Porque durante a confecção da nossa prótese, nós vamos usar as duas chaves. Geralmente, no nosso molde, nós utilizamos a hexagonal para todos. Todos os parafusos de transferência são com a cabeça hexagonal. Como mencionei, existem várias conformações de aná- logo com desenhos diferentes. Depende da marca, da empresa, mas o que importa é o envio adequado desses componentes pelo dentista. Por que pelo dentista? A res- posta natural é que o cirurgião quem instalou os implantes sabe, tem as informações necessárias, ou o protético que vai confeccionar a prótese, ou pelo menos deve saber, pois isso não é função do TPD. Em resumo, o dentista sabe qual tipo de implante colo- cou na boca de seu paciente. Ele conhece se tem algum componente intermediário ou não e o dentista vai mandar para o laboratório todos os componentes necessários. Você pode receber esses componentes soltos ou já parafusados. Caso ocorra a primeira opção, você precisa encaixá-los, com toda calma e precisão, para que não fique nenhuma fresta, nenhum “gap”, fenda, entre o análogo e o transfe- rente, porque isso irá refletir depois em seu trabalho. No caso da segunda opção, será necessário fazer a verificação Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 35 do encaixe exato desse componente, independentemente do tipo de análogo a ser usado. Dessa forma, com nosso molde verificado, a estabilidade da união transferente/análogo, está na hora do próximo passo que é a confecção de nosso modelo propriamente dito. Primeiro nós precisamos ter uma gengiva artificial na região do implante que fará parte de nosso modelo e para que isso aconteça, existem algumas formas dife- rentes de executar e vou compartilhar com você o que eu faço, pois, além de dar muito certo, economiza trabalho em relação à agilidade e à reprodução ideal dos detalhes que eu preciso. Uma maneira de você fazer esse preenchimento é usando o material para gengiva artificial específico. Contudo, em minha opinião particular, essa opção deixa o custo-be- nefício elevado porque será necessário ter uma pistola injetora, o refil de seu material específico e as pontas mis- turadoras que também são específicas. Em contrapartida, se você tiver muitos casos, essa é a melhor opção, mas se está buscando por uma mais barata e que funciona muito bem, basta ter uma placa de vidro, uma espátula 24 ou 36 e um silicone de condensação com base e catalisador em sua consistência regular, não muito fluido. Modo de preparo: você irá misturar o material necessário e aplicá-lo com a mesma espátula na região onde estão o transferente e o análogo. ALERTA! Não esqueça de passar vaselina no seu molde antes, pois se você esquecer, o silicone de gengiva vai Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 36 aderir ao silicone do molde e não soltará sem prejudicar seu trabalho, as vezes rasgando esse molde ou a própria gengiva artificial. Feito isso, a gengiva já no molde, faça uso de um cabo de bisturi com uma lâmina 15 ou 15c e retire as rebarbas, o que fará com que o silicone fique mais adaptado e recortado possível para depois que estiver com o gesso e precisar retirar do modelo esse silicone não rasgue. Agora literalmente vamos construir nosso modelo de gesso. Assim como na aplicação da gengiva artificial, vou passar para você alguns caminhos que pode seguir dependendo de seu tempo, sua disposição de material e a maneira que melhor será para você trabalhar. Uma opção é vazar o gesso direto no molde, principal- mente se este for em hemi moldeira, e com apenas uma coroa sobre implante para confeccionar. Porém não hesite em preencher bem o molde. Há ainda a necessidade de recortar o modelo e, se o molde não tiver profundidade, esse modelo ficará muito fino, frágil e suscetível a fraturas e quebras. Partindo do pressuposto que está tudo correto, vamos manipular nosso gesso, e aqui não vou especificar mar- cas ou nomes de materiais, mas preciso fazer um alerta: compre gesso de zero expansão. Use gesso de qualidade, pois caso esse material não seja adequado, o problema será observado apenas na instalação da prótese pelo Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 37 dentista ou na prova da barra, uma vez que se o modelo estiver maior que as estruturas da boca, a diferença será notada apenas na instalação. Então, vamos lá! Manipule o gesso conforme o manual do fabricante com líquido e pó na medida exata, senão não haveria necessidadede existir a bula. Após a espatu- lação do gesso, vaze no molde com auxílio de um vibrador para eliminar as bolhas e reproduzir todos os detalhes desse molde. Depois que vazou o gesso no molde e tomou presa, é hora de separar o modelo do molde. e, Remova então o parafuso do transferente e você terá seu modelo pronto para trabalhar. É só fazer o recorte do modelo em um recortador de gesso. Com o modelo em mão, é o momento de iniciar o seu trabalho articulando os modelos superior e inferior em um articulador semi-ajustável, independentemente de ser apenas uma coroa a fazer, pois isso lhe dará mais precisão e menos chance de retrabalho. Após fazer a articulação com o gesso de ótima qualida- de, minimizando erros de distorção e evitando ajustes desnecessários, você pegará a Ucla de escolha e parafu- sará no local do modelo que consta o análogo. Feito isso, você precisará verificar a adaptação, de preferência sem a gengiva artificial que você confeccionou, pois nesse momento a visão da adaptação é fundamental. Com esse passo realizado, você vai precisar fazer o enceramento Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 38 desta peça protética que acabou de parafusar indepen- dente se é uma peça calcinável 100% ou se é uma peça com cinta metálica. Na sequência, é preciso verificar, a todo momento, a oclusão e a anatomia da estrutura, nun- ca se esquecendo que depois de fundida será necessária a aplicação de cerâmica sobre o metal, a qual terá que apresentar uma camada mínima. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 39 Molde para o TPD trabalhar. Modelo de trabalho finalizado e inicio do enceramento para confecção do coping metálico sobre implante. A espessura mínima de uma camada de porcelana – apli- cada sobre uma estrutura de metal para a confecção de uma coroa dental – geralmente varia entre 1,0 mm e 1,5 mm. Essa espessura é necessária para garantir a resistên- cia da porcelana e a estética desejada. É importante que a camada de porcelana seja suficientemente espessa para Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 40 proporcionar uma cor adequada e evitar a transparência do metal subjacente, mas, também, não tão espessa a ponto de comprometer a resistência da coroa. No entanto, a espessura exata pode variar dependendo do caso específico, do tipo de porcelana utilizada e das técnicas do laboratório dentário. É muito importante, nessa fase de enceramento, verifi- car a posição do orifício de entrada e saída do parafuso, pois se estiver para vestibular, principalmente em dentes de região estética, recomendo avisar o dentista respon- sável sobre essa situação antes de ele prosseguir com o seu trabalho. Em caso de uma prótese cimentada, você deverá usar um pilar (abutment) escolhido e/ou personalizado para se ajustar ao implante e proporcionar a base adequada para a coroa, para em seguida realizar o enceramento da estrutura que se conectará com o pilar anteriormente escolhido, obedecendo a todo o processo descrito até o momento. Então, o técnico em prótese precisa também verificar alguns requisitos para que o trabalho nessa fase seja o mais preciso possível. Ajuste preciso: encerar com precisão ao redor dos análo- gos de implante para garantir um ajuste passivo, evitando qualquer tensão ou discrepância na estrutura final. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 41 Margens ao redor da Ucla: garantir que as margens enceradas se adaptem perfeitamente à margem do pilar ou do implante. Uniformidade: manter uma espessura uniforme na cera para garantir que a estrutura metálica terá a resistência necessária e não será excessivamente volumosa. Espessura mínima: respeitar a espessura mínima re- comendada para a estrutura metálica, normalmente em torno de 0,5 mm a 1 mm. Contornos anatomicamente corretos: encerar a es- trutura com contornos anatomicamente corretos para assegurar uma aparência natural e funcional. Oclusão e contatos: verificar e ajustar a oclusão e os contatos proximais durante o enceramento para garantir que a estrutura não interferirá na mordida ou causará pontos de pressão, sempre respeitando o espaço neces- sário para aplicação da cerâmica. Depois do enceramento realizado, alguns requisitos são pertinentes a serem observados para a realização da fundição da estrutura encerada. Não é objetivo deste livro descrever todo o processo de fundição de maneira minuciosa, mas aqui estão alguns tópicos necessários. Sistema de alimentação: • Posicionamento dos canais: colocar os canais de alimentação (sprue) de forma adequada para permi- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 42 tir um fluxo de metal uniforme e minimizar a poro- sidade na estrutura final. • Ventilação: garantir a presença de canais de venti- lação para evitar bolhas e garantir a completa mol- dagem da estrutura. Material de revestimento: • Seleção adequada: utilizar um material de revesti- mento adequado que seja compatível com o metal a ser fundido. • Mistura e aplicação: misturar e aplicar o revesti- mento de forma correta para evitar fissuras ou irre- gularidades na moldagem. Fundição: • Controle de temperatura: controlar a tempe- ratura de fusão do metal com precisão para ga- rantir uma fundição completa e evitar inclusões ou porosidades. • Tempo de fundição: respeitar o tempo adequado de fundição para garantir que o metal flua comple- tamente nos moldes. Desgaseificação: • Remoção de impurezas: proceder com a desgasei- ficação do metal, se necessário, para remover im- purezas e garantir a pureza da fundição. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 43 Limpeza e polimento: • Remoção de revestimento: remover completa- mente o material de revestimento sem danificar a estrutura metálica. • Polimento inicial: polir a estrutura para remover qualquer irregularidade e preparar a superfície para a aplicação da porcelana. Verificação final: • Ajuste ao modelo: verificar o ajuste final da estru- tura metálica no modelo de trabalho, garantindo que não haja deformidades ou desajustes. • Precisão das margens: checar as margens para assegurar que se adaptem perfeitamente ao pilar ou implante sem lacunas. Seguir esses passos e realizar verificações cuidadosas du- rante todo o processo de enceramento e fundição é crucial para garantir que a estrutura metálica sobre o implante seja de alta qualidade, proporcionando um ajuste preci- so, funcionalidade adequada e uma estética satisfatória. Fase clínica #2/1 Quando o dentista recebe uma estrutura metálica sobre implante para a prova, há vários aspectos críticos que precisam ser verificados para garantir um ajuste adequado e a funcionalidade da futura coroa. Normalmente essa Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 44 etapa é bem simples e composta de processos simples. Aqui estão os principais pontos a serem checados: Ajuste passivo da estrutura metálica: Adaptação precisa: o dentista deve verificar se a estru- tura metálica se adapta precisamente ao implante sem quaisquer lacunas ou tensões. A inserção e a remoção não podem ter obstáculos que prendam a estrutura e dificultem sua remoção. Um ajuste passivo é essencial para evitar complicações futuras, como a perda óssea ao redor do implante. Teste do parafuso: consiste em parafusar a estrutura ao implante e verificar se há uma boa adaptação. Um ajuste passivo pode ser testado e o parafuso precisa ser colocado de forma a não necessitar de força extra para essa ação. Contato oclusal: Verificação de oclusão: avaliar se a estrutura metálica não interfere com a oclusão atual do paciente. Ela deve estar completamente assentada e não causar desvios na mordida, ou seja, o metal, de maneira alguma, deverá ocluir com o dente antagonista.Espaço para material estético: Espaço adequado para porcelana: verificar se há espaço suficiente para as camadas de porcelana ou outro mate- rial estético que será aplicado sobre a estrutura metálica. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 45 O dentista deve garantir que a estrutura não seja muito volumosa ou fina. Estética e contornos: Contorno da estrutura: avaliar os contornos da es- trutura para garantir que suportarão adequadamente a porcelana e proporcionarão uma aparência natural. Isso inclui verificar os pontos de contato interproximais. Espaço para gengiva: verificar o espaço ao redor das margens gengivais para garantir que a estrutura não causará irritação ou inflamação. Avaliar se a gengiva artificial do modelo está replicada de maneira correta à gengiva natural na boca do paciente. Estabilidade e retenção: Fixação estável: a estrutura deve ser estável quando fixada no implante. Qualquer movimento pode com- prometer a integridade da coroa e do implante, gerando trincas e fraturas da coroa, pois a cerâmica não apresenta flexibilidade em sua estrutura vítrea, o mesmo acontece com o metal e a resina, por exemplo. Acesso para cimentação: se a coroa for cimentada, o dentista deve garantir que há acesso adequado para a limpeza do excesso de cimento, especialmente nas áreas subgengivais. Facilidade de limpeza: verificar se a estrutura permite uma higiene oral adequada e se há espaço suficiente para o paciente manter a área limpa com escova e fio dental. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 46 Avaliação radiográfica: realizar uma tomada radiográ- fica para verificar a adaptação da estrutura metálica ao implante e garantir que não haja espaços ou discrepâncias que não sejam visíveis clinicamente. Esses pontos de verificação são fundamentais para garan- tir que a estrutura metálica sobre o implante seja adequada e funcione corretamente, proporcionando longevidade e sucesso na reabilitação. Caso o metal esteja girovertido no encaixe ao implante, eu recomento moldá-lo em posição com silicone de condensação, registrar com fotos e vídeos, remover o metal da boca, parafusar o análogo e voltar em posição no molde para que o laboratório possa realizar os ajustes necessários ou realizar um novo trabalho. Caso o metal não esteja perfeito na boca do paciente e na imagem de raio x, o seu trabalho não evoluirá, pois o resultado provavelmente não será satisfatório. Somente com o metal adequado, por isso avise ao laboratório para executar a aplicação da cerâmica com a cor que você escolheu previamente na escala de cores própria para a porcelana. E como fazer essa escolha da melhor forma? A escolha da cor do dente de porcelana é um passo crucial para garantir que a restauração dental seja esteticamente agradável e se misture, de forma harmoniosa, aos dentes naturais do paciente. A intenção é que, quando o paciente recebe o dente ele se sinta muito bem e até diga: “nossa nem parece que é implante!”, “ficou perfeito!”, “qual é o dente mesmo?” Aqui estão os passos que o dentista deve seguir para escolher a cor correta: Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 47 Sempre que possível, use luz natural indireta, pois ela oferece a melhor representação da cor real dos dentes. Se a luz natural não estiver disponível, use lâmpadas de luz diurna (temperatura de cor de 5500K) que simulam a luz natural. As luzes fluorescentes podem distorcer a cor dos dentes, tornando difícil a seleção precisa. Use uma escala de cor dentária padronizada, como a escala Vita Classical ou Vita 3D-Master. Essas escalas são amplamente reconhecidas e usadas na Odontologia para padronizar a seleção de cor. Comparação com o próprio dente: para fazer a har- monização das cores, segure a escala de cor ao lado do dente do paciente e selecione a cor que melhor se mistura com os dentes naturais. É importante verificar a cor em várias áreas do dente, pois ela pode variar entre o colo, o corpo e a borda do dente. Comparação com vários dentes: compare a cor com vários dentes ao redor do que está sendo trabalhado para garantir uma escolha harmoniosa. Como fazer isso de maneira mais assertiva? Descanse os olhos antes de selecionar a cor, olhando para um fundo neutro, como um pano cinza ou azul claro, para “rese- tar” a percepção da cor. Observe os dentes do paciente a uma distância de 30 a 40 cm e de diferentes ângulos para garantir que a cor escolhida seja consistente em várias visualizações. É muito importante ter o feedback do paciente, por isso mostre a ele a escala de cor e obtenha Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 48 o seu feedback. Alguns pacientes podem ter preferências pessoais que devem ser consideradas. Coping chega do laboratório no modelo. Desparafuse e o parafuse na boca, na região a ser reabilitada. verifique os requisitos citados anteriormente e faça a tomada de cor para reenviar ao laboratório. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 49 ATENÇÃO: quando a cor não for encontrada, é impor- tante relatar ao laboratório pois é possível que a cor seja conseguida por meio de maquiagem na peça cerâmica. Se necessário, o técnico que irá aplicar a cerâmica naquela coroa poderá se deslocar até a clínica e verificar na boca do paciente, in loco. Documentação da cor: anote a cor selecionada na ficha do paciente e, se possível, tire uma foto do dente com a escala de cor ao lado para referência futura. Instruções detalhadas: envie instruções detalhadas e, se possível, fotos para o laboratório de prótese para ga- rantir que a cor seja reproduzida com precisão na coroa de porcelana. Seguindo esses passos, o dentista pode garantir que a cor do dente de porcelana seja selecionada de forma precisa, proporcionando um resultado estético satisfatório para o paciente. Fase laboratorial #2/1 A aplicação de porcelana em uma estrutura metálica, também conhecida como técnica de porcelana fundida ao metal (PFM), é um processo cuidadoso que envolve várias etapas para garantir que a restauração final seja esteticamente agradável e funcionalmente durável. Aqui estão os passos detalhados que o protético segue durante essa fase: Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 50 Limpeza da estrutura metálica: a estrutura metálica deve ser limpa para remover qualquer contaminação, como óleos ou detritos. Isso é feito usando ultrassom ou jateamento com óxido de alumínio. A aplicação começa pela aplicação do opaco (pó + líqui- do – geralmente água mesmo). A aplicação é realizada com um pincel (feito com pelo de marta) e a mistura de pó e líquido. Não deve ser reali- zado com espátula metálica. Muitos técnicos na aplicação molham a ponta do pincel na água ou na própria saliva mesmo, embora seja estranho, mas verdadeiro. Primer opaco: uma fina camada de opaco é aplicada à estrutura metálica para mascarar a cor do metal e pro- porcionar uma base para a porcelana. Queima do opaco: a estrutura é colocada em um forno de porcelana e a camada opaca é queimada a uma tempe- ratura específica de cada marca, conforme recomenda o fabricante, para assegurar sua fusão adequada ao metal. Como se dá a construção da estrutura de porcelana? Camada dentina: após a aplicação do opaco, uma cama- da de porcelana dentina (ou corpo) é aplicada. Essa camada fornece a maior parte da cor e forma básica do dente. Estratificação da porcelana: a porcelana é aplicada em camadas para simular a estrutura natural do dente. Isso inclui camadas de dentina, esmalte e, às vezes, por- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 51 celana incisal para simular a translucidez das bordas dos dentes naturais. Modelagem: cada camada de porcelana é cuidadosa- mente modelada para criara forma anatômica desejada do dente e para isso o técnico precisa possuir habilidade suficiente e conhecimento da anatomia dental para recriar a coroa outrora perdida pelo paciente. Primeira queima: a estrutura com a porcelana aplicada é colocada no forno de porcelana e queimada a uma tem- peratura controlada. Esse processo funde parcialmente a porcelana, mantendo-a em um estado no qual ainda pode ser ajustada. Após a primeira queima, o protético pode adicionar mais porcelana para corrigir qualquer imperfeição ou ajustar a forma e a cor. Segunda queima: a estrutura é queimada novamente para fundir as adições de porcelana e dar o formato ideal da coroa, camada após camada. Glaze final: uma camada de glaze é aplicada para confe- rir um brilho natural e uma superfície lisa à restauração. Lembrando que o glaze é uma porcelana vítrea também. A estrutura é colocada no forno para a queima final do glaze, resultando em uma superfície vitrificada que simula o esmalte natural do dente. ATENÇÃO: caso haja necessidade, o técnico lançará mão de materiais e técnicas para realizar a maquiagem Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 52 da peça protética e chegar na cor desejada e correta para o caso clínico em questão. Polimento final: após a queima final, a restauração é polida para remover qualquer irregularidade e obter um acabamento liso e brilhante. Isso pode ser feito com fresas e borrachas encontradas em qualquer dental no Brasil. Ajustes oclusais: o protético verifica e ajusta a oclusão para garantir que a restauração não interfira na mordida do paciente. Esse ajuste é necessário, apesar de a cerâmica sofrer contração quando em contato com alta tempera- tura no forno. O ajuste é realizado tanto em seu plano oclusal/incisal como em seu plano proximal verificando o assentamen- to da peça em sua base, entrada e saída do parafuso no orifício, além de contatos proximais. Inspeção da restauração: a restauração é inspeciona- da para garantir que todas as especificações estéticas e funcionais foram atendidas. Prova no modelo: a coroa é provada no modelo de gesso para verificar o ajuste final e a oclusão. A restauração final é documentada e cuidadosamente embalada para envio ao dentista. O protético pode incluir instruções específicas para o dentista sobre qualquer ajuste final que possa ser necessário durante a instalação parafusada ou a cimentação. Seguindo esses passos, o protético pode criar uma res- tauração de porcelana sobre metal que é durável, funcio- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 53 nal e esteticamente harmoniosa com os dentes naturais do paciente. Fase clínica #3/1 A instalação de uma coroa de porcelana sobre implante é um procedimento que requer precisão e atenção aos detalhes. Aqui estão os passos que o dentista segue para instalar a coroa e os requisitos necessários para verificação: Se uma coroa provisória estiver presente, o dentista a remove cuidadosamente para evitar danos ao implante ou aos tecidos gengivais. Mas se for o cicatrizador, basta desparafusar. É importante no modelo mesmo verificar o ajuste passivo da estrutura ao implante. Isso significa que a estrutura deve se encaixar perfeitamente sem forçar ou tensionar o implante e o ajuste oclusal e das proximais. O dentista instala a coroa metalocerâmica na boca do paciente e, se for cimentada, ele precisa verificar o ajuste da coroa porcelana sobre a estrutura metálica. A coroa deve se encaixar perfeitamente na estrutura metálica e no pilar do implante. O próximo passo é a verificação da cor e a forma da coroa para garantir que ela se harmoniza com os dentes adjacentes. O dentista checa a oclusão, ou seja, como os dentes superiores e inferiores se encaixam quando o pa- ciente morde. A coroa não deve interferir na mordida do paciente. Qualquer ajuste necessário na forma, oclusão ou contatos proximais é feito para garantir um ajuste perfei- to. Se preciso, envie ao laboratório para ajustes maiores, Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 54 glaze, etc. Mas, pequenos ajustes, pode ser feito por você mesmo, dando polimento com borrachas específicas em contra ângulo de baixa rotação. Parafuse e tampe o orifício com fita teflon + resina com- posta e libere o seu paciente. Em caso de coroa cimentada: • Limpeza da superfície: as superfícies da coroa e do pilar do implante são limpas para remover qual- quer detrito ou contaminante. • Aplicação do cimento: um cimento dental apro- priado é aplicado na coroa ou no pilar do implante. Existem diferentes tipos de cimento (provisórios e permanentes), e a escolha depende do caso clínico. Não esqueça de tampar o orifício de entrada e saída do parafuso do pilar com teflon e resina. • Posicionamento final: a coroa é posicionada sobre o pilar do implante e mantida sob pressão para ga- rantir a adesão adequada. • Remoção do excesso de cimento: qualquer ex- cesso de cimento é removido cuidadosamente para evitar irritação gengival ou inflamação. • Avaliação da oclusão: após a cimentação, verifi- que novamente a oclusão para garantir que a coroa não está causando interferências na mordida. Ava- lie se a coroa tem contatos proximais adequados Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 55 com os dentes adjacentes, garantindo que não haja espaços excessivos ou pressão indevida. • Radiografia final: uma radiografia final pode ser tirada para confirmar o posicionamento adequa- do da coroa e a ausência de espaços entre a coroa e o pilar. O paciente recebe instruções sobre cuidados pós-opera- tórios, incluindo higiene oral adequada e evitar mastigar alimentos duros na área recém-tratada por um período. Marque consultas de acompanhamento para monitorar a adaptação da coroa e a saúde do implante. Registre todas as etapas do procedimento, incluin- do as verificações feitas e os ajustes realizados, para referência futura. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 56 Seguindo esses passos, o dentista pode garantir que a coroa de porcelana sobre implante seja instalada de for- ma precisa, proporcionando um resultado funcional e estético satisfatório para o paciente. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 57 capítulo 5 Prótese sobre implante múltipla Agora vamos mergulhar na prótese fixa múltipla pa- rafusada sobre implante. E para isso preciso recorrer a algumas informações já tratadas até esse momento. Você perceberá que alguns tópicos são exatamente iguais aos que abordamos com a prótese fixa unitária, e o que for di- ferente abordaremos aqui. Então, vamos para a descrição: Fase clínica #1/2 O que sabemos logo de início que para esse tipo de pró- tese a maneira de moldarmos é exclusivamente com a moldeira aberta, pois haverá a união entre dois ou mais transferentes pelo simples fato de tratarmos de uma Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 58 prótese múltipla. Em relação ao tipo de transferente a ser usado, vai depender se você vai optar por prótese di- reto na cabeça do implante ou uma prótese com pilares intermediários. Se tiver alguma dúvida em relação a sua escolha ou conceito, basta revisitar o capítulo referente à prótese fixa unitária na Fase clínica #1/1. Porém, é preciso ser dito que é possível lançar mão de pilar intermediário com angulação para fazer a correção de algum implante instalado de maneira angular por algum motivo. Como teremos que unir aqui os nossos transferentes, sai- ba que atualmente existem diferentes exemplos de união para os transferentes, mas antes de citá-las antecipo que o melhor é a técnica e o material que você domina sendo importante eliminar a contração do material usado. É possível facilmente citar exemplos de união de trans- ferentes para moldeiraaberta de resina composta, resina bisacrílica e resina acrílica fotopolimerizável. Para isso é necessário primeiramente fazer a união com fio dental para ter uma base de sustentação e suporte para essas resinas citadas. Eu uso e recomendo a união com a resi- na acrílica Duralay vermelha e essa técnica descreverei a seguir. A união de transferentes de moldeira aberta com resina acrílica Duralay para moldagem em prótese sobre implante é um procedimento comum para garantir a precisão da transferência da posição dos implantes para o modelo de trabalho. Aqui estão os passos detalhados para realizar essa técnica: Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 59 Materiais necessários • transferentes de moldeira aberta; • resina acrílica Duralay; • pincel ou aplicador de resina; • monômero de resina acrílica; • material de moldagem (silicone de adição ou poliéster); • moldeira personalizada ou moldeira aberta padrão; • adesivo para moldeira (se necessário); • brocas, discos e fresas para ajustes. Passos do procedimento 1. Preparação inicial • Seleção dos transferentes: escolha os transferen- tes adequados para os implantes do paciente ou para os pilares intermediários. Certifique-se de que são do tipo moldeira aberta (open tray). • Preparo da moldeira: se necessário, ajuste a mol- deira personalizada para permitir a saída dos pa- rafusos dos transferentes durante a moldagem. Se estiver usando uma moldeira padrão, faça abertu- ras apropriadas. Os parafusos precisam ter a saída sem interferências. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 60 2. Instalação dos transferentes • Posicionamento dos transferentes: instale os transferentes nos implantes do paciente ou nos pilares e fixe-os com os parafusos apropriados. Certifique-se de que estão bem fixados, mas não excessivamente apertados. Para uma confirmação satisfatória do seu encaixe, realize uma tomada ra- diográfica de cada transferente instalado. 3. União dos transferentes com resina Duralay • Aplicação de resina: prepare a resina acrílica Du- ralay. Use um pincel ou aplicador (pode seu uma espátula para resina composta) para aplicar a resi- na ao redor dos transferentes, unindo-os. Aplique em pequenas quantidades para evitar excessos que possam interferir na moldagem. • Esplintagem: construa uma barra rígida que conecte todos os transferentes de forma segura. Certifique-se de que a barra esteja bem adaptada e livre de tensões e para isso com uso de uma broca diamantada faça um corte entre cada transferente direto na resina após sua polimerização e a una no- vamente somente na fissura realizada com a broca. • Ajustes finais: após a cura da resina, verifique se todos os transferentes estão bem unidos e que a barra de resina está firme. Nesse momento não importa o material, não importa “beleza” em seu trabalho, mas, sim, uma união satisfatória com en- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 61 caixe perfeito dos transferentes e livre de tensões. Faça ajustes se necessário. • Teste de Mobilidade: teste a barra unida para garantir que não há movimento entre os transferentes. A rigidez é essencial para uma moldagem precisa. 4. Moldagem Aplicação de adesivo: aplique adesivo na moldeira, se necessário, para garantir a adesão do material de molda- gem, independente se é uma moldeira personalizada para materiais como os elastômeros ou moldeira pré-fabricada. Preparo do material de moldagem: prepare o material de moldagem de acordo com as instruções do fabricante. Se optar por elastômero, basta preparar pasta e catalisador em uma placa de vidro e usar espátula 36 ou 24. Silicone de adição: prepare o silicone de adição de acordo com as instruções do fabricante. Use o material fluido (corpo leve) na pistola e o material mais viscoso (corpo pesado) na moldeira. Preparo da pistola: coloque o cartucho de silicone fluido na pistola juntamente com a ponta mistu- radora e prepare-a para a aplicação. Antes de executar a moldagem propriamente dita, confira os parafusos dos transferentes se não estão muito apertados para facilitar sua remoção depois. Aplicação do silicone fluido (aplicação ao redor dos transferentes): use a pistola para aplicar o silicone fluido ao redor dos transferentes, cobrindo todas as áreas ao Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 62 redor dos implantes com uma camada uniforme e sem bolhas. Enquanto isso, o assistente, sem usar luvas, já ma- nipula a porção ideal de silicone denso base + catalisador e carrega a moldeira que foi previamente selecionada. O dentista, por sua vez, entrega a pistola para o assis- tente e pega a moldeira carregada e introduz no arco a ser moldado. É importante sentir todos os parafusos dos transferentes na boca para que possam ser desparafusados e todo o conjunto (moldeira, molde, transferentes) pos- sam ser retirados da boca do paciente de uma única vez. Remoção cuidadosa: após o tempo de cura, remova cui- dadosamente a moldeira com os transferentes capturados. Certifique-se de que a moldagem inclui todos os detalhes dos transferentes e dos tecidos ao redor. Inspecione a moldagem para garantir que não haja bolhas ou imper- feições. Verifique se todos os detalhes dos transferentes foram capturados com precisão. Lave o molde em água corrente. Mantenha uma técnica asséptica durante todo o procedimento para evitar contaminação. Realize a moldagem do arco antagonista e já faça o regis- tro entre arcos. Caso a área a ser reabilitada seja extensa, principalmente em extremidade livre, recomenda-se enviar ao laboratório e solicitar um plano de registro de resina acrílica para então realizar o registro. Essa etapa pode ser solicitada também antes mesmo da obtenção do modelo de trabalho, por meio da moldagem de alginato e obtenção prévia dessa base de resina específica para o registro. Antes de enviar ao laboratório, instale os aná- Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 63 logos referentes aos implantes instalados e verifique se a união entre os transferentes está ideal, só depois disso documente a moldagem e embale-a cuidadosamente para envio ao laboratório de prótese dentária. inclua instruções detalhadas sobre o caso como a posição dos implantes e qualquer informação adicional relevante para a confec- ção do modelo de trabalho. Não se esqueça de separar as Uclas referentes ao processo e envie ao laboratório para os próximos passos. Caso não se recorde do caso, retorne ao assunto anteriormente já abordado. Mantenha uma comunicação aberta com o laboratório de prótese para garantir que qualquer dúvida ou ajuste necessário seja feito corretamente. Seguindo esses passos, o dentista pode realizar uma moldagem precisa e eficaz para próte- ses sobre implantes, atestando que o modelo de trabalho reproduza fielmente a posição dos implantes e os detalhes anatômicos necessários para a confecção da prótese final. Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 64 Transferentes para Moldeira Aberta unidos com resina Duralay vermelha. Etapa essa realizada após tomada radiográfica periapical para verificação da adaptação dos transferentes ao implante/intermediário. Fase laboratorial #1/2 Como na Fase #1/1 para dentes unitários, o processo será exatamente o mesmo para aplicação da gengiva artificial Licenciado para - F ernando H olanda - 76349241304 - P rotegido por E duzz.com 65 no molde, confecção do caixote e aplicação de gesso zero expansão para deixar o mais fiel possível seu trabalho, evitando, assim, retrabalhos por parte do laboratório e da clínica. Caso já venha com o registro de mordida, monte em articulador semi-ajustável para começar o seu trabalho, ou envie a base de registro ao dentista e, quando estiver com as marcações em mãos, articule, de maneira